Cerca de 10 por cento dos alunos do secundário nunca leu um livro até ao fim

Outubro 31, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 10 de julho de 2015.

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Lusa

Estudo da Universidade do Minho revela ainda que 14 por cento das famílias dos alunos participantes no inquérito não têm livros em casa

Cerca de 10 por cento dos alunos do secundário nunca leram um livro até ao fim, revela um estudo realizado em 15 escolas secundárias integradas no programa Ler+Jovem, que foi apresentado esta sexta-feira, em Lisboa.

“No ensino secundário, num nível de ensino em que muitos pretendem aceder ao ensino superior, 10 por cento dos alunos nunca leu um livro até ao fim. É um dado que nos deve por a pensar”, disse hoje à agência Lusa Leopoldina Viana, da Universidade do Minho e responsável pelo estudo.

O estudo decorre desde 2013 no âmbito da iniciativa Ler+Jovem e foi apresentado estar sexta-feira , em Lisboa, no primeiro encontro nacional de escolas participantes neste programa. A ideia é, segundo a responsável, perceber o que é que os alunos lêem, onde lêem e quais as suas preferências. Globalmente, adiantou Leopoldina Viana, os alunos lêem e, desde que é feito o estudo, não se têm registado grandes variações em termos de leitura.

O estudo revela ainda que 14 por cento das famílias dos alunos participantes no inquérito não têm livros em casa e que um quarto dos alunos afirma que não gostava de ler em criança porque tinham dificuldade de compreender o que liam. “É um dado importante para investir mais na compreensão da leitura nos anos iniciais”, disse Leopoldina Viana.

Leopoldina Viana manifestou ainda preocupação pelo facto de o professor como motivador de leitura aparecer em último lugar entre as motivações dos alunos para lerem. “Dá-nos a entender que há trabalho a fazer e que o professor tem que ter um papel mais activo nesta área”, considerou.

A procura do conhecimento e de actualização são as principais motivações apontadas pelos alunos para ler, bem como a influência do grupo de amigos. Os alunos do secundário lêem literatura sobretudo dos tempos livres e nas férias, conclui ainda o estudo, que revela, contudo, um “uso intensivo das bibliotecas escolares”.

O livro continua a ser o suporte preferencial de leitura e, entre 2013 e 2014, registou-se uma diminuição do número de alunos que acede à Internet e que tem computador. “Provavelmente tem que ver com a crise e as dificuldades económicas”, disse Leopoldina Viana.

Leopoldina Viana sublinhou ainda que os alunos escolhem por vezes um tipo de literatura que não é aconselhada pela escola o que leva os professores a pensarem que os alunos não são leitores. “Há muitos jovens que lêem bastante, lêem um tipo de literatura que não é muito consagrada do ponto de vista académico e relativamente à qual os professores fazem tábua rasa. Se calhar é preciso que a escola pense nesta leitura e possa integrar este tipo de leitura para seduzir o leitor”, disse.

Professores, alunos e professores bibliotecários de todo o país estão, esta sexta-feira, reunidos em Lisboa no I Encontro de Escolas Ler+Jovem, uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura e da Rede de Bibliotecas Escolares, que visa fomentar a leitura nos alunos do ensino secundário.

 

 

 

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Apenas uma em cada seis crianças até aos dois anos recebe nutrientes suficientes

Outubro 31, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 14 de outubro de 2016.

from

Lusa

Relatório da Unicef adverte que as práticas nutricionais, uma vez melhoradas, salvariam a vida a 100 mil crianças. No entanto ainda se verificam grandes discrepâncias na quantidade e qualidade do que é consumido pelas crianças em idade pré-escolar.

Apenas uma em cada seis crianças com menos de dois anos recebe alimentos em quantidade e diversidade suficientes para a sua idade, o que deixa as restantes em risco de danos físicos e mentais irreversíveis.

A conclusão é de um relatório da agência das Nações Unidas para a infância, a Unicef, hoje divulgado. Intitulado “Desde a primeira hora de vida”, o relatório revela um mundo onde uma dieta saudável está fora do alcance da maioria.

“Os bebés e as crianças pequenas têm maior necessidade de nutrientes do que em qualquer outra fase da vida. Mas milhões de crianças pequenas não desenvolvem todo o seu potencial físico e intelectual porque recebem pouca comida e demasiado tarde”, disse France Begin, conselheira sénior para os assuntos de Nutrição da Unicef, citada num comunicado da organização.

O relatório adverte, ainda, que apenas 52% das crianças de entre os seis e os 23 meses recebem o número mínimo de refeições diárias para a sua idade e a diversidade alimentar é outro problema: menos de metade das crianças recebe diariamente alimentos de pelo menos quatro grupos alimentares diferentes.

Entre os seis e os 11 meses, a faixa etária em que a nutrição é mais importante, a situação é ainda mais preocupante: apenas 20% estão a receber alimentos de quatro grupos diferentes por dia, o que provoca carências de vitaminas e minerais.

As consequências da introdução tardia de alimentos sólidos na faixa etária correspondente são, invariavelmente, o atraso no desenvolvimento físico e intelectual das crianças.

A importância da amamentação na primeira hora de vida

No relatório, a Unicef frisa que, em 2015, apenas 45% dos 140 milhões de bebés que nasceram foram amamentados na sua primeira hora de vida, e três em cada cinco bebés com menos de seis meses não recebem os benefícios da amamentação exclusiva.

Segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, a amamentação deveria de ser a forma exclusiva de alimentação dos bebés até aos seis meses de idade. No entanto, quase metade das crianças em idade pré-escolar sofre de anemia e metade das crianças entre os seis e os 11 meses não recebe qualquer tipo de alimento de origem animal.

A Unicef alerta ainda para as desigualdades. Na África subsaariana e no Sul da Ásia, apenas uma em cada seis crianças dos agregados familiares mais pobres com idades entre os seis e os 11 meses têm uma dieta minimamente diversificada, comparando com uma em cada três dos agregados mais ricos.

Esforço para garantir uma dieta saudável

Uma melhoria das condições de nutrição das crianças poderia salvar 100 mil vidas, sublinha a organização, mas será necessário haver um esforço conjunto de várias entidades, uma vez que as famílias, embora façam o seu melhor com os recursos a que têm acesso, não podem fazer tudo sozinhas.

É precisa a liderança dos governos e os contributos de sectores-chave da sociedade para fornecer uma dieta saudável às crianças, pode ler-se no relatório.

“Não podemos permitir-nos falhar nesta nossa luta para melhorar a nutrição das crianças pequenas. A sua capacidade para crescer, aprender e contribuir para o futuro dos seus países depende disso”, concluiu France Begin.

Tornar os alimentos nutritivos mais baratos e acessíveis para as crianças mais pobres exige investimentos mais consistentes e direccionados por parte dos governos e do sector privado.

Transferências em dinheiro ou em géneros para as famílias vulneráveis; programas de diversificação de colheitas; e o enriquecimento de alimentos básicos são essenciais para a melhorar a nutrição das crianças pequenas.

Serviços de saúde comunitários com capacidade para ajudar a ensinar aos cuidadores melhores práticas alimentares, bem como a água e o saneamento adequados – essenciais para a prevenção de doenças diarreicas nas crianças – são igualmente cruciais.

 

 

IV Seminário “Servir o Superior Interesse da Criança” 8 de novembro, no Auditório do Museu Municipal de Penafiel

Outubro 31, 2016 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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iv

A inscrição é gratuita, mas obrigatória e a sua confirmação, estará dependente da lotação do auditório do Museu Municipal de Penafiel. O registo desta inscrição deverá formalizar-se  até ao dia 05 de novembro, através da ficha de inscrição.

Para obter outras informações relacionadas com as condições de participação poderá contactar a CPCJ/PNF através do seguinte endereço de e-mail: cpcj.penafiel@cm-penafiel.pt ou através do contacto telefónico: 255 710 714.

mais informações:

http://comarca-portoeste.ministeriopublico.pt/pagina/seminario-servir-o-superior-interesse-da-crianca

Protecting children from bullying – Report of the Secretary-General

Outubro 30, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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report

descarregar o relatório no link:

http://srsg.violenceagainstchildren.org/document/a-71-213_1483

Mais desiguais, piores alunos

Outubro 29, 2016 às 5:51 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/de 20 de outubro de 2016.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Desigualdades Socioeconómicas e Resultados Escolares II : 2.º Ciclo do Ensino Público Geral 

nfactos-fernando-veludo

Quanto mais habilitações tem a mãe, melhores os resultados dos filhos na escola. O nível socioeconómico também joga um papel importante, diz um estudo do Ministério .

É a segunda vez – primeiro para o terceiro ciclo, no ano passado, e agora para o segundo – que o Ministério da Educação, através da Direção-geral de Estatísticas, analisa os resultados em função de algumas características das famílias portuguesas, no estudo “Desigualdades Socioeconómicas e Resultados Escolares”. E as tendências mantêm-se: uma relação muito forte entre o desempenho e o contexto socio-económico dos alunos, a somar a assimetrias regionais.

Mas o estudo revela também que a dinâmica das escolas pode subverter este cenário, o que liberta os dados de interpretações deterministas que levem a concluir, por exemplo, que nem as habilitações literárias permitem mobilidade social.

Os escalões do Apoio Social Escolar (ASE) confirmam as dificuldades escolares associadas às financeiras. “Entre os alunos que não recebem qualquer apoio ASE, a percentagem de percursos de sucesso no 2.º ciclo é de 63%. Entre os alunos com maior apoio ASE (escalão A), alunos oriundos de agregados familiares com condições económicas mais modestas, a mesma percentagem de percursos de sucesso é apenas de 27 por cento”. No grupo de estudantes sem apoio financeiro, 92% transitam de ano. Já as famílias com o maior apoio do ASE, a taxa de sucesso escolar não vai além dos 78 por cento.

A investigação agora publicada revela ainda que nos casos em que as mães têm licenciatura ou bacharelato, a percentagem de percursos de sucesso é de 80 por cento. Pelo contrário, os alunos com mães que não foram além do 4.º ano atingem bons resultados em apenas 26% dos casos.

Quanto mais letrados os encarregados de educação, melhor a prestação escolar dos filhos, confirmando-se igualmente a importância dos rendimentos familiares: “Alunos provenientes de meios socioeconómicos favorecidos tendem a obter, em média, melhores resultados escolares do que os seus colegas oriundos de meios mais desfavorecidos”.

Esta conclusão é especialmente preocupante na medida em que põe em causa a própria génese do sistema público – e universal – de educação que se pretende em Portugal. Nivelamento de oportunidades e promoção da mobilidade social ficam, assim, longe de garantidas.

Mas a análise estatística regional forneceu dados curiosos, que obrigam a olhar para o estudo com mais pormenor. Embora Setúbal tenha mães mais diferenciadas do que os outros distritos, o resultado académico dos filhos não é coerente. Com 43% de sucesso escolar, Setúbal é o pior distrito do País, por oposição a Coimbra (60%), com a melhor prestação. “Em média, os alunos do distrito de Braga cujas mães têm habilitação baixa, equivalente ao 6.º ano, têm um desempenho escolar no 2.º ciclo superior aos alunos do distrito de Setúbal cujas mães têm como habilitação o 12.º ano completo. Existem, portanto, outros fatores importantes em jogo, além do nível socioeconómico.”

Se o percurso académico e os rendimentos dos pais jogam um papel importante, as condicionantes regionais parecem um dado a ter cada vez mais em conta. “Os alunos dos distritos do sul do país têm níveis de habilitação das mães acima da média de Portugal continental, mas resultados escolares significativamente abaixo da média. Observe-se em particular como os alunos dos distritos de Faro, Lisboa ou Setúbal, tendo níveis de habilitação das mães francamente superiores aos dos seus colegas de Viseu, Braga ou Aveiro, têm ainda assim taxas de percursos de sucesso bastante inferiores – cerca de 12 pontos percentuais mais baixas – do que estes seus colegas do norte do país”.

Os autores do estudo alertam, por isso, para a necessidade de cruzar variáveis. “O nível socioeconómico não equivale a destino, ou seja, não determina de forma inapelável o desempenho escolar dos alunos. Prova disso é o facto de os alunos de certas regiões do país com indicadores socioeconómicos desfavoráveis, como Braga ou Viseu, terem, não obstante, indicadores de desempenho no 2.º ciclo francamente superiores à média nacional.”

Além do nível socioeconómico e das habilitações dos encarregados de educação, alertam os autores do estudo, “o dinamismo das escolas e dos professores”, bem como a importância atribuída à escola em cada região podem fazer a diferença.

Embora o sistema seja o mesmo, as variações entre escolas são ainda assinaláveis, o que aponta para a necessidade de atuar em cada universo.

 

 

 

The Importance of Child Helplines for Child Protection in Europe

Outubro 29, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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descarregar o documento no link:

http://www.childhelplineinternational.org/resources/reports/the-importance-of-child-helplines-for-child-protection-in-europe/

Parlamento aprova propostas para reduzir tamanho das turmas

Outubro 29, 2016 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/de 7 de outubro de 2016.

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Ana Brito

O Parlamento aprovou nesta sexta-feira um conjunto de propostas de vários partidos estipulando um número máximo de alunos por turma na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário.

“Os Verdes” (PEV), Partido Comunista Português (PCP), Bloco de Esquerda (BE), CDS-PP e PS apresentaram esta sexta-feira no Parlamento projectos relativos à dimensão das turmas no ensino público e todos foram aprovados. Agora, estes diplomas vão baixar à Comissão de Educação e Ciência, para que se possa encontrar uma redacção que reúna o acordo dos vários partidos.

O PCP, o PEV e o Bloco de Esquerda apresentaram projectos de lei que estabelecem números máximos de alunos por turma, com algumas ligeiras diferenças entre eles. O texto do PEV, por exemplo, prevê um máximo de 18 crianças nas turmas do pré-escolar e, em caso de turmas com crianças com necessidades educativas especiais ou NEE (que não podem ir além das duas), o número de alunos terá de se ficar pelos 14.

Do 1.º ao 4.º ano as turmas não deverão ter mais de 19 alunos (actualmente podem ir até aos 24) e, entre o 5.º e o 9.º ano, não podem ter mais de 20. Actualmente, as turmas dos 5.º ao 12.º anos de escolaridade são constituídas por um número mínimo de 24 alunos e um máximo de 28 alunos. A proposta do PEV é semelhante à do PCP que, no entanto, admite um total de 19 alunos por docente no pré-escolar.

No projecto que “estabelece medidas de redução do número de alunos por turma visando a melhoria do processo de ensino – aprendizagem” os comunistas prevêem ainda que as turmas só com crianças de três anos, não possam ir além dos 15 alunos. Esse deverá ser também o máximo observado para as turmas com crianças com NEE (que não devem ser mais de duas), seja no pré-escolar, no 1.º ciclo, ou no 2.º ciclo. No 3.º ciclo o limite sobe para 17 alunos.

“Práticas lectivas assistidas”

O projecto de lei do Bloco também contempla 19 alunos por turma no pré-escolar (15 alunos nas turmas com crianças com necessidades educativas especiais) e 20 alunos por turma no 1.º ciclo (do 1.º ao 4.º ano). Já para as turmas entre o 5.º e o 12.º ano, os bloquistas entendem que devem ter um mínimo de 18 e um máximo de 22 alunos. Se houver crianças com necessidades especiais, em qualquer um dos níveis de escolaridade, as turmas devem ter um máximo de 18 alunos e “não mais de dois alunos nessas condições”.

O Bloco fez ainda aprovar um projecto de resolução com medidas para a promoção do sucesso escolar, “nomeadamente o desdobramento de turmas, a promoção de coadjuvações, a reintrodução de pares pedagógicos nas disciplinas de maior pendor prático”, lê-se no documento.

Foi igualmente aprovado o projecto de resolução do PS que recomenda ao Governo a “progressiva redução do número de alunos por turma a partir do ano lectivo 2017/2018”, assim como o projecto de resolução do CDS-PP, visando “a promoção do sucesso escolar através de um estratégico e adequado dimensionamento de turmas”.

No diploma os centristas pedem a “adopção de práticas lectivas assistidas (isto é, de coadjuvação), aulas de apoio, o recurso aos projectos de promoção de sucesso já existentes ou a outros a criar para o efeito”.

Além disso, o CDS-PP pretende que se desenvolva uma discussão “alargada e fundamentada sobre quais os modelos de organização pedagógica das escolas, incluindo as tipologias e formatos de turmas” do ensino público, tomando com exemplo “experiências inovadoras já em curso noutros países”. Os textos do PEV, PCP e BE foram aprovados com votos contra de PSD e CDS-PP e “luz verde” das demais bancadas, ao passo que no caso do PS, sociais-democratas e centristas abstiveram-se.

Já a resolução do CDS-PP pedindo a “promoção do sucesso escolar através de um estratégico e adequado dimensionamento de turmas” foi votado por alíneas, mas no final foi também aprovado. Com Lusa

 

 

Comer bem fica caro e, por isso, as crianças comem mal

Outubro 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 11 de outubro de 2016.

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Por Lusa

Consumo infantil de alimentos com maior densidade energética é 80% mais barato

A alimentação das crianças em idade escolar que comem produtos com maior densidade energética, como bolos, é cerca de 80% mais barata, embora mais prejudicial para a saúde, indica um estudo da Universidade do Porto.

A densidade energética (relação entre a energia por unidade de peso – uma quilocaloria equivale a um grama) é considerada “um indicador da qualidade da alimentação e, quanto mais reduzida for, mais fácil é controlar o peso, contribuindo assim para uma melhor saúde”, explica a investigadora Patrícia Padrão.

Este é um dos resultados de um trabalho desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), com o objectivo de estimar a densidade energética e avaliar como esta se associa com o custo da alimentação em crianças portuguesas.

Considerando que os alimentos com “elevada densidade energética tendem a ser nutricionalmente mais pobres, os alimentos de baixa densidade energética fornecem mais nutrientes em relação à energia”, explicou a professora.

É o caso das carnes magras, do peixe, dos produtos lácteos com baixo teor de gordura, dos cereais integrais, dos produtos hortícolas e da fruta.

Produtos de pastelaria, charcutaria e grande parte das opções de fast food são alimentos ricos em gordura e açúcar, devendo por isso ser evitados. “As dietas de baixa densidade energética e nutricionalmente ricas têm sido associadas a um menor ganho de peso e menor ocorrência de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro”.

Neste que é o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, Pedro Moreira, também investigador da FCNAUP, referiu que, de um modo geral, “a obesidade é, na esmagadora maioria das vezes, o resultado do que escolhemos para comer e beber e, muitas vezes, a culpa incide sobre alimentos gordos e/ou açucarados, com elevada densidade energética”.

“Um dos objectivos da prevenção da obesidade é estruturar as refeições em episódios organizados de ingestão balanceada, que privilegie alimentos com volume elevado, baixa densidade energética e elevada riqueza vitamínica e mineral”, acrescentou.

Para obtenção dos dados, foram incluídas no estudo 464 crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, de sete escolas públicas do concelho de Guimarães, com recurso ao método de recordação dos alimentos ingeridos nas 24 horas anteriores.

Segundo Patrícia Padrão, “comer bem fica caro” e “é importante que a disponibilidade dos alimentos mais interessantes ao nível dos nutrientes, como as frutas, as hortícolas e as leguminosas, tenham um preço acessível para que as pessoas para possam, de facto, cumprir as recomendações em termos do que é a alimentação saudável”.

De acordo com os investigadores, este é o primeiro estudo realizado num país mediterrâneo, que confirma a associação inversa entre densidade energética e o custo da alimentação.

 

 

Número de crianças que chega sozinha a Itália bate recordes

Outubro 28, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 18 de outubro de 2016.

Ahmed, 13, at an unaccompanied minor shelter in Trabia, Italy, on May 19, 2016. The boys live at Rainbow, a government administered center for unaccompanied boys that provides shelter, food, education and legal help for unaccompanied asylum seekers in Trabia, Sicily. Of the 150,000 migrants and refugees who arrived in Italy in 2015, the vast majority of people are coming from West Africa. In May 2016, since the beginning of 2016, almost 184,500 people have crossed the Mediterranean to seek safety and protection in Europe. Following the significant change in the situation in south-eastern Europe, UNICEF is revising its funding needs and programmatic response to adapt to the needs of refugee and migrant children in Greece, Turkey, Italy and other European countries. One of the main challenges in the current situation is reaching ”invisible” refugee and migrant children, taking dangerous illegal routes and facing heightened risks of abuse, exploitation and trafficking.

© 20160519_UNICEF_ITALY_0019 Ahmed, 13, at an unaccompanied minor shelter in Trabia, Italy, on May 19, 2016.

 

Número de crianças que chega sozinha a Itália bate recordes

ROMA/GENEBRA, 18 de Outubro de 2016 – Três recém-nascidos, duas crianças que nasceram em barcos da guarda costeira italiana no Mediterrâneo Central e uma terceira que nasceu num porto estão entre as mais recentes chegadas de crianças refugiadas e migrantes a Itália, numa altura em que o número de crianças bate todos os recordes, segundo a UNICEF.

Nos primeiros nove meses de 2016 chegaram mais crianças por mar a Itália do que durante todo o ano anterior. Este ano, mais de 90 por cento das crianças viajaram sozinhas enquanto em 2015 a percentagem de crianças não acompanhadas era de 75 por cento. Durante estes nove meses registou-se também um aumento das crianças vindas do Egipto, mas a maioria continua a chegar da África Ocidental.

Entre Janeiro e Outubro deste ano, mais de 20.000 crianças não acompanhadas e separadas das suas famílias chegaram por mar a Itália. Este número já ultrapassa o total de 2015, ano em que chegaram 16.500 crianças, das quais 12.300 não acompanhadas ou separadas das suas famílias.*

Segundo uma equipa da UNICEF no terreno, a situação das crianças refugiadas e migrantes em Itália é cada vez mais desesperante e o sistema de protecção infantil nacional está sobrecarregado.

“Todas as semanas centenas de crianças chegam aqui, cada uma delas com necessidades muito urgentes, desde recém-nascidos frágeis a adolescentes que viajam sozinhos e que não fazem a menor ideia do que esperar num país estrangeiro,” afirmou Sabrina Avakian, especialista de protecção infantil da UNICEF, actualmente na Calábria, Itália, onde se encontra com o objectivo de fazer um levantamento das necessidades das crianças refugiadas e migrantes, em particular das recém-chegadas.

“Algumas das crianças estão extremamente traumatizadas devido à viagem. Elas assistiram a afogamentos, algumas têm terríveis queimaduras químicas causadas pelo combustível das embarcações, os bebés e as suas mães precisam de cuidados específicos no aleitamento, e todos eles precisam de protecção adequada e alojamento. E todo este processo está a demorar demasiado tempo.”

Neste drama diário da vida e da morte no mar, uma mãe nigeriana continua em estado de choque depois dos dois filhos, com três e quatro anos, terem morrido afogados durante a travessia do Mediterrâneo a partir da Líbia. Mais de 3.100 pessoas morreram afogadas só nos primeiros nove meses deste ano no Mediterrâneo, um número que estabelece o recorde mais perigoso do ano. O número de crianças que morreram no mar é desconhecido.

Os três bebés da Eritreia recém-nascidos e a jovem mãe encontram-se bem, tendo as crianças sido registadas e estão actualmente a receber cuidados de saúde na Catânia.

A UNICEF estabeleceu espaços amigos das crianças destinados às crianças mais pequenas em barcos da guarda costeira italiana enquanto uma equipa da agência das Nações Unidas está a prestar apoio psicológico a jovens rapazes e raparigas no momento em que estes chegam àquele país. Juntamente com parceiros como o ACNUR e os serviços sociais italianos, a UNICEF está a trabalhar para acelerar a nomeação de tutores e para melhorar as condições de recepção. O elevado número de crianças estrangeiras levou a atrasos significativos – alguns casos chegam a demorar cerca de um ano – na nomeação de tutores ou na prestação de apoio legal.

* Nota: Até 12 de Outubro, chegaram a Itália 144.000 refugiados e migrantes, segundo as autoridades daquele país. De acordo com OIM e o ACNUR, um total estimado de 20.000 crianças não acompanhadas e separadas chegaram por mar. O total de todas as crianças está ainda por definir. Este ano, as crianças não acompanhadas e separadas contabilizam cerca de 91% de todas as chegas a Itália. Em 2015 chegaram a este país 16.478 crianças, das quais 12.360 (ou seja, 75%) não acompanhadas ou separadas.

 

Portugal é um dos melhores países do mundo para se ser rapariga

Outubro 28, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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notícia do https://www.publico.pt/ de 11 de outubro de 2016.

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Portugal está entre os dez países do mundo em que as jovens mulheres têm mais oportunidades, de acordo com um ranking publicado esta terça-feira por uma organização não-governamental.

Segundo o índice elaborado pela ONG Save The Children, Portugal aparece no oitavo lugar a nível mundial, entre os países que mais oportunidades apresentam para as raparigas. As jovens portuguesas têm a possibilidade de terem um futuro melhor do que as suíças, italianas, espanholas ou alemãs.

O índice junta uma série de indicadores que tentam mostrar uma “imagem da situação das raparigas nos países de todo o mundo”.

Os indicadores medidos pela Save The Children são o “casamento infantil”, “gravidez na adolescência”, “mortalidade maternal”, “mulheres no Parlamento” e “conclusão do ensino secundário”. Cada país recebe pontos cumulativos consoante a falta de progresso em cada área – o que faz com que pontuações mais altas correspondam a piores situações para as mulheres.

A pontuação atribuída a Portugal depende quase em exclusivo da pouca representatividade das mulheres no Parlamento. Nas últimas eleições legislativas foram eleitas 76 deputadas, que preenchem um terço do hemiciclo. Este indicador é aquele em que a generalidade dos países mais falha. A sua inclusão é justificada pela premissa de que “uma proporção mais elevada de deputadas no Parlamento corresponde a maior atenção dada a questões que afectam os direitos das raparigas”.

A Suécia é o país que mais oportunidades garante às raparigas, seguido da Finlândia, Noruega e Holanda, enquanto o pior é o Níger, atrás do Chade e da República Centro-Africana.

Apesar de ser notória uma relação entre o desenvolvimento económico e as oportunidades dadas às jovens mulheres, há algumas surpresas. Os EUA, por exemplo, aparecem abaixo do top-30, ao nível de países como o Cazaquistão ou a Argélia. A posição das mulheres é fragilizada por causa da grande prevalência de mães adolescentes e do elevado nível de mortes durante a gravidez. Segundo o relatório, morreram 14 mulheres norte-americanas por cada cem mil nascimentos em 2015.

Por outro lado, países menos desenvolvidos, como o Ruanda, Cuba e Bolívia, apresentam os maiores índices de paridade nos parlamentos nacionais.

O Brasil apresenta dados preocupantes, ocupando o 102.º lugar do ranking, muito por causa dos elevados índices de adolescentes grávidas e casamentos de crianças.

“Não é uma inevitabilidade que os países de baixos rendimentos produzam desigualdade de género”, conclui Lisa Wise, uma das autoras do relatório.

 

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