III Encontro Saúde Mental e Família : Que futuro em comunidade? 12 dezembro na Amadora

Dezembro 7, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Como lidar com o stress matinal entre pais e filhos

Novembro 1, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/de 4 de outubro de 2017.

O stress matinal está a prejudicar os momentos em família?

Oito e meia da manhã, o relógio a dar horas, o pequeno-almoço por tomar, a roupa por vestir, gritos, choro, birras, “não posso mais com isto!”, “despacha-te!”, “anda lá!”. Um stress. Cenário comum e que se repete em dezenas de lares portugueses. Rotina que se repete dia após dia. Será que passa com os anos? Será que os miúdos melhoram com a idade? Dúvidas, irritabilidade, culpa… E assim está montado o cenário perfeito para que a família comece a sentir que está a viver em stress constante.

Para os pais, há ainda o acumular das tarefas profissionais e de manutenção da casa. Para os miúdos, o acumular dos conflitos na escola, da dificuldade em algo que está a ser ensinado e dos trabalhos para casa.

Mas será que de alguma forma os comportamentos de cada membro da família acabam por alimentar o stress familiar?

Sim e com certeza!

Os filhos frequentemente testam os pais para verem até onde podem ir, e frequentemente exigem atenção através de coisas que irritam profundamente os pais. Por sua vez, os pais que se sentem soterrados em obrigações, frequentemente dão uma ordem acabando por contraria-la, ou seja, pedem para os filhos que executem determinada tarefa, e acabam por fazê-la.

Anda lá! Calça as sapatilhas! Temos que ir!” E… dois segundos depois está o pai ou a mãe em stress a calçar os miúdos.

Como estas situações alimentam o stress familiar?

Simples, os pais, enquanto adultos, passam num simples comportamento a mensagem de que ela não tem capacidade de se calçar sozinha, que receberá muita atenção se fizer fitas a vestir-se, e que tampouco precisa de obedecer porque, a tarefa vai aparecer feita na mesma. E assim a mesma cena perpetua-se manhã após manhã.

Mas, como resolver essa situação?

Com treino. Treino dos pais e treino dos miúdos. Num dia calmo em que não tenham horários a cumprir (como um fim de semana, por exemplo), tenha uma conversa honesta com os pequenos e proponha uma competição contra o relógio “tive uma ideia para que nós não tenhamos que discutir pela manhã!”, por exemplo: “Vou colocar aqui o alarme e quando tocar tens que estar já vestido(a) e com as sapatilhas calçadas. Se conseguires terminar antes do alarme, vais ganhar um prémio!”. Para tal, coloque um tempo no alarme que saiba que será viável para o seu filho realizar a tarefa com sucesso (5 min a 8 min). O que queremos aqui é que ele se sinta capaz de executá-la. Ah! Mais importante ainda, não ajude! Deixe que ele faça sozinho, incentivando-o a cada etapa concluída com sucesso “Boa! estás mesmo rápido, já conseguiste vestir a camisola! Fixe!! Agora já calcaste as meias!!”. O prémio a ser dado, nesse caso, pode ser algo tão pequeno como um autocolante ou carimbos numa folha. Depois, podem ser estabelecidas metas para a semana juntamente com os miúdos (a começar por metas mais fáceis). Se os pequenos conseguirem vencer o alarme três vezes na semana ganham três autocolantes e esta soma de conquistas pode ser trocada por um prémio maior (um kinder surpresa, a escolha da sobremesa para o jantar, um jogo mais barato que queiram, enfim, algo que não tenha um valor elevado mas que seja do interesse deles). Esses pequenos prémios vão promovendo motivação para a realização de tarefas e o desafio deve ser aumentado a cada conquista. Após duas semanas, conseguindo vestir-se sozinhos e vencendo a meta de três vezes na semana, pode aumentar-se o desafio para conseguir fazê-lo os cinco dias da semana.

Este tipo de intervenção pode ser feita também para tomarem o pequeno-almoço ou para realizar qualquer outra tarefa, incentivando-os sempre com algum prémio pelo sucesso na execução e claro, com muita atenção!

A verdade é que as birras e a postura opositiva não passam com os anos, nem com a idade. Muito pelo contrário, a tendência é piorar se não for tomada nenhuma atitude pró-ativa por parte de quem cuida. O que faz os comportamentos mudarem são 4 coisas:

  • Treino, consistência por parte dos pais, regras e ordem.

Nesse sentido, os pais tem de ter atenção para não transmitirem exatamente aquilo que não pretendem.

Há pais que gritam frequentemente com os filhos pedindo para que estes não gritem.

Ora, quando gritas, o que estás a ensinar, é que ganha quem grita mais alto… Em vez de ensinar que com gritos não se ganha nada, ensinas que gritar é o importante. E, acredita, os miúdos vão aprender a gritar!

O que devemos fazer é exatamente o oposto: oferecer um elogio assim que a criança para de gritar “Fixe! Estou mesmo orgulhosa(o) de ti! Conseguiste acalmar-te e parar de gritar!”, assim conseguimos ensinar que gritar não serve de chamada de atenção, mas que parando de gritar se ganhar atenção e elogios dos pais!

Essas dicas funcionam muito bem quando bem executadas de forma consistente. É claro que algumas crianças são mais desafiadoras, mas há sempre maneiras de ajuda-las a compreender as regras e autoridade de forma positiva e não autoritária.

Quem poderá ajudar com mais precisão é um psicólogo especialista em atendimento infantil e de pais. Para além de promover rotinas menos conturbadas, um bom profissional ajuda na criação e manutenção de laços afetivos positivos nas famílias, mesmo perante os momentos de crise.

Se sente que sua rotina está a dar cabo do seu dia e da energia da sua família, procure ajuda. Acredite, as coisas não vão melhorar sozinhas e nem com o tempo. É necessário fazer modificações de forma organizada, consistente e coerente, e com ajuda profissional tudo fica mais claro e fácil.

imagem@trudnoca

 

 

 

O consumo de álcool moderado dos pais afecta os filhos? Estudo diz que sim

Outubro 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de outubro de 2017.

Segundo um estudo do Institute of Alcohol Studies de Inglaterra, estes comportamentos afectam a forma como os filhos vêem os pais.

Catarina Lamelas Moura

Um estudo publicado esta semana pelo Institute of Alcohol Studies de Inglaterra (IAS) designa o álcool como “açúcar para adultos”. De acordo com os resultados obtidos, os impactos negativos do consumo de álcool por parte dos pais sobre os filhos acontecem também com quantidades menores, consideradas normalmente pelas entidades como comportamentos de baixo risco.

O estudo – centrado nos consumos sem dependência – analisou as respostas de 997 pais e os seus respectivos filhos, em Inglaterra. Foram realizados inquéritos ao público, quatro focus groups e um inquérito online.

O relatório publicado pela IAS alerta que o debate acerca do consumo de álcool se foca demasiado na questão da quantidade de álcool, em detrimento do verdadeiro impacto do mesmo nas crianças. Os resultados demostram que os pais não têm necessariamente de beber grandes quantidades de forma consistente para que os seus filhos notem mudanças no seu comportamento e sofram impactos negativos. As crianças que viram os pais alegres ou mesmo bêbados demonstraram algum tipo de consequência, como sentirem-se menos consoladas ou a perturbação das rotinas nocturnas. Há ainda uma probabilidade menor de não verem nos pais um exemplo positivo.

Os inquéritos conduzidos concluíram que “muitos pais assumem que os seus filhos não reparam naquilo que bebem” e que, por isso, “os impactos negativos são involuntários, em grande parte dos casos”. Esses hábitos acabam por reflectir-se na postura que os filhos tomam em relação ao álcool, indicam ainda os inquéritos online.

De acordo com os dados do IAS, 29% dos pais admitiu que já tinha estado bêbado em frente aos filhos e 51% disse que já tinha estado alegre. Dos pais inquiridos, 29% considera não haver problema em beber em frente aos filhos, desde que não aconteça com regularidade. Das crianças abordadas, 18% já se sentiu envergonhada devido ao consumo alcoólico dos pais.

“É preocupante que a maioria dos pais relate ter estado alegre em frente aos filhos. Todos os pais lutam por fazer o melhor para os seus filhos, mas este relatório realça a preocupante lacuna no seu conhecimento”, comenta Katherine Brown, chefe executiva dos IAS, citada pelo Guardian.

Um local “seguro” para beber

Aquilo que muitos pais consideram uma forma de educar os filhos a terem comportamentos responsáveis relativamente ao consumo de álcool – deixá-los experimentar uma bebida numa ocasião especial, em casa, por exemplo – pode não produzir os efeitos desejados.

“Os pais muitas vezes tentam evitar que o álcool se torne um tabu, contra o qual as crianças se rebelem, e têm tendência a ver a casa como um ambiente seguro para a aprendizagem de comportamentos adequados”, aponta o relatório do IAS. No entanto, aponta ainda, um estudo conduzido por Marie B. H. Yap e outros investigadores concluiu que as crianças cujos pais lhes fornecem bebidas alcoólicas, têm maior probabilidade de começar a beber mais cedo, de ter problemas alcoólicos e de beber em quantidades e frequência maiores.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Like sugar for adults: The effect of non-dependent parental drinking on children & families

 

 

1º Colóquio – Mais família, mais educação – 21 outubro em Oeiras

Outubro 17, 2017 às 4:40 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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A participação é gratuita mas a inscrição é obrigatória.

Inscrições:

maisfamiliamaiseducacao@auchan.pt

210 457 599 / 210 457 149

AUDITÓRIO MUNICIPAL EUNICE MUÑOZ

Rua Mestre de Aviz – Oeiras

Tel: 214 408 411

Os casais e as famílias face ao destino” Master Class Franco-Português – 26 e 27 de maio

Maio 18, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/sptf.pt/

http://sptf.pt/

Seminário “+Família…+Felizes” 26 de maio de 2017, em São Pedro do Sul

Maio 17, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de São Pedro do Sul vem, por este meio, relembrar a realização do Seminário “+Família…+Felizes” a 26 de maio de 2017, no auditório da Escola Secundária de São Pedro do Sul, pelo que a respetiva ficha de inscrição deverá ser remetida para cpcj@cm-spsul.pt, até ao próximo dia 22 de maio (segunda-feira).

 

Lançamento do livro «Álbum de Famílias», hoje 18.00 horas em Lisboa

Maio 4, 2017 às 1:12 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.booksmile.pt/

 

Investigador defende mais tempo em família do que na escola

Março 12, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 19 de fevereiro de 2017.

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O investigador Carlos Neto defendeu esta sexta-feira que as crianças já passam muito tempo na escola e que o importante é discutir um novo modelo de trabalho dos pais.

“As crianças já passam muito tempo na escola, ao contrário do que acontece noutros países europeus”, disse à agência o especialista, para quem o importante é discutir um novo modelo de organização social do tempo de trabalho dos pais, que reforce o tempo passado em família.

Para o catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, os pais precisam de ter mais tempo para os filhos e as crianças precisam de mais espaço para brincar e estar em contacto com a natureza.

A posição surge a propósito da intenção do governo, inscrita na proposta de Orçamento do Estado, de alargar “a escola a tempo inteiro” a todo o ensino básico, ou seja, até ao 9.º ano.

“Os currículos hoje estão a ser demasiado rigorosos quanto ao número de horas exigidas pelo sistema de educação”, afirmou, defendendo que sobra “muito pouco tempo para criar um equilíbrio” entre o que é espontâneo e o que é organizado.

“Em muitos países onde estes estudos existem, os horários de trabalho têm mais alguma flexibilidade. Por exemplo, pode-se começar a trabalhar mais cedo e sair mais cedo, os pais às 16:00 saem e vão buscar os filhos à escola e têm mais tempo em família”, indicou.

O que está em causa, sublinhou, é “uma repartição do tempo entre a família e a escola”, é a criança ter mais espaço natural com os amigos, “poder correr mais riscos, ter mais autonomia, mais capacidade adaptativa”.

Segundo Carlos Neto, as crianças estão hoje sujeitas a um nível excessivo de “sedentarismo, analfabetismo físico e superproteção”.

As atividades extracurriculares, frisou, “não compensam o facto de não se subir a uma árvore ou a um muro, de andar de bicicleta ou de patins”.

Cair, escorregar, equilibrar-se, são atividades que “devem fazer parte da adaptação ao mundo”, sustentou: “As crianças têm hoje super agendas, é preciso suavizar isso”.

Neste sentido, o catedrático defende uma discussão em torno de uma nova organização social do tempo, que contemple o tempo escolar, laboral e familiar. “É preciso audácia política para fazer isto”.

A experiência de 40 anos de trabalho com crianças levou-o a concluir que o tempo de recreio é fundamental para a saúde mental e física da criança.

“As crianças e os jovens não têm margem para a descoberta livre, com experiências audazes, correndo riscos em função de situações imprevisíveis, por forma a ampliarem competências motoras, sociais e emocionais imprescindíveis à sobrevivência no futuro”, lamentou.

De acordo com Carlos Neto, existe um ambiente “excessivamente institucionalizado e um tempo disposto com atividades muito padronizadas”, que contraria a natureza ativa e as necessidades humanas de brincar e socializar livremente.

“As vivências de um corpo em ação permanente são fundamentais para uma infância feliz e empreendedora no futuro e, por isso, se não existirem têm repercussões colossais na construção do ser humano”, alertou o investigador.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

 

 

 

Sacar do telemóvel durante uma conversa, é como erguer uma parede entre duas pessoas

Julho 14, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://uptokids.pt/ de 27 de julho de 2016.

O estudo mencionado no texto é o seguinte:

The Social Origins of Sustained Attention in One-Year-Old Human Infants

uptokids

De acordo com um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Indiana, EUA, crianças cujos pais passam muito tempo a olhar para o telemóvel, têm tendência a não desenvolver a sua atenção, tornando-se ao logo do tempo reduzida.

A pesquisa mostra que a atenção é totalmente afetada pela interação social. “Quando os pais/educadores estão constantemente distraídos, ou cujos olhos não olham para os filhos enquanto brincam, traduz-se um impacto negativo enorme na atenção dos bebés num estágio-chave do desenvolvimento”, disse o líder do estudo, Chen Yu.  “Os bebés e crianças aprendem através da observação:  como ter uma conversa, como ler expressões faciais de outras pessoas, etc. Não havendo contacto visual, as crianças perdem marcos importantes de desenvolvimento.”

Além disso, estudos mostram que as crianças se estão a tornar obcecadas  por tecnologia, devido aos exemplos das mães e pais, e isso está a começar a afetar a saúde mental e o desempenho escolar em geral.

“Há uma tendência alarmante para os pais ignorarem os filhos de todas as idades, dando mais atenção a seus telefones e tablets do que à componente social e comunicativa.”

Consequentemente, as crianças podem sentir que não estão a receber a atenção que precisam. “As crianças têm necessidade de atenção, de capacidade de resposta dos seus pais quando estão furiosos, tristes, frustradas ou felizes, e sentem que têm de competir pela atenção,  quase como se se tratasse de uma rivalidade entre irmãos. Só que o rival é um novo dispositivo eletrónico. Esta tendência, se não for controlada, pode levar a problemas psicológicos.

Uma campanha de sensibilização lançada pelo Center for Psychological Research, em Shenyang, pretende alertar sobre os efeitos e as causas do uso da tecnologia quando se está com os filhos. “Sacar do telemóvel durante uma conversa, é como erguer uma parede entre duas pessoas

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Esta campanha foi amplamente direcionada para famílias com crianças pequenas, pois as crianças são quem mais se ressentirá a curto e longo prazo:

TEXTO RELACIONADO COM AS NOVAS TECNOLOGIAS, ONDE FICA O CONVÍVIO SOCIAL?

Competências Sociais

As crianças precisam de conversar diariamente com os seus pais e/ou família, para desenvolverem competências sociais. Aliás, as crianças precisam de ver os seus pais, irmãos, avós, etc, a comunicar. A conversar sobre o seu dia, sobre as questões da casa, a discutir uma noticia do jornal ou simplesmente a fazer brincadeiras e charadas. Tudo isto faz parte do processo social e dos hábitos que a criança irá herdar sobre interação social.

Auto-estima

As crianças que têm a atenção dos pais têm auto-estima mais elevada. Se respondermos com entusiasmo às suas tentativas de aprender e descobrir coisas novas, garantimos que vão continuar a tentar. As crianças precisam de ver aprovação nos nossos olhos. Precisam de ver pais felizes e orgulhosos pelos seus feitos. Porque quando agem mal parece que os pais têm cem olhos e que não perdem nada…

Segurança emocional

Dar às crianças a atenção positiva também fortalece a sua segurança emocional. Quando as crianças sabem que os pais lhes dão atenção, sentem-se mais seguras para tentar e falhar, porque sabem que têm o conforto e apoio que precisam. Sentem-se sempre acompanhadas para o que for preciso. Sabem que todas as “quedas” ou falhas serão aparadas pelos pais.

Desenvolvimento

Há uma relação direta entre o desenvolvimento do bebé e a quantidade de estímulos recebidos. Os estímulos, como olhar e conversar com um bebé, são fundamentais para um desenvolvimento saudável. Afinal os bebés aprendem a falar, a mover-se e deslocar-se, aprendem a estar, observando o comportamento e interagindo com os pais.

Prioridades

Não podemos cair no erro de trocar prioridades. Apesar de caber o mundo inteiro no telemóvel, a nossa vida é o nosso filho, à nossa frente. E ele precisa de saber que está SEMPRE primeiro que a tecnologia.

 

Crianças felizes? Há várias dicas na Internet

Junho 27, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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À distância de um clique, há conselhos, sugestões, bibliografia, autores, comentários, sobre a felicidade das crianças. Páginas e páginas com caminhos a seguir pelos adultos, avós, pais e professores que partilham os dias com os mais pequenos. Cada cabeça, sua sentença.

Se há uma autoestrada da comunicação, sem portagens, que leva a todo o lado e que permite pesquisar sobre tudo e mais alguma coisa, então tudo o que diz respeito às crianças acaba por ser assunto obrigatório para quem é mãe e pai e para quem passa os dias na escola a ensinar novos mundos aos mais pequenos. Para quem se preocupa com o bem-estar dos mais novos. Há de tudo um pouco: conselhos de especialistas que também são pais, experiências de quem vive rodeado de crianças, dicas para ultrapassar caminhos mais espinhosos, comentários de quem gosta de falar sobre infância, felicidade e liderança. A seleção fica à consideração de cada um. Tal como seguir ou não os conselhos que se acumulam na Internet. Cada cabeça, sua sentença. A felicidade não é um presente que se possa mandar embrulhar para oferecer no aniversário. O psiquiatra infantil norte-americano Edward Hallowell, pai de três filhos, defende que a felicidade é parte essencial da vida e que deve ser estimulada por pais e professores encarregues de formar os adultos de amanhã. E todos entendem porque assim é. As dicas de Hallowell surgem de imediato quando a pesquisa é mesmo isso, como ter crianças felizes. O especialista avisa que a felicidade dos adultos tem raízes na infância. É exatamente neste período da vida que há aspetos que convém não esquecer. A autoestima é fundamental para que o mundo tenha mais crianças felizes. Felicidade é amor e amor incondicional sabe bem ser sentido todos os dias. Se há um lugar seguro, esse lugar é a família. É aqui que os braços estão sempre abertos, nunca se cruzam ou fecham. Os laços emocionais e o sentimento de pertença são ingredientes imprescindíveis para crianças felizes. Brincar é preciso e os tempos livres devem ser mesmo isso, tempos livres sem relógios no pulso ou trabalhos de casa para fazer. A brincar os mais pequenos expressam e desenvolvem a sua criatividade, vestem vários papéis, imaginam personagens, descobrem gostos e aprendem a resolver problemas. Hallowell lembra que ao brincar, as crianças identificam os seus limites, aprendem a viver em sociedade e a gerir as suas frustrações, definem e afinam o seu comportamento. Há muito para aprender quando se brinca. Conselho que parece desnecessário, mas que muitas vezes é esquecido num mundo tão regulado pelo tempo.

Felicidade também é descobrir o que se gosta de fazer. Por isso, Hallowell fala em experimentar coisas novas, conhecer grupos diferentes, contactar com a diversidade. E o saber fazer também significa rostos alegres. A realização é importante nesta caminhada. Tal como o reconhecimento do que se faz, que sabe sempre bem. Ser feliz é uma missão de todos os dias. E, aqui, pais, familiares e professores têm uma palavra importante a dizer.

E para crianças felizes também é preciso que os pais saibam coisas que podem fazer a diferença. Na Internet, navega um texto publicado nos anos 90 no The Message Internacional. Um texto que mostra caminhos e sentimentos. Uma espécie de carta escrita por uma criança que lembra que os pais não devem exagerar nos mimos e que devem ser firmes na hora de decidir se é para a esquerda ou para a direita. Os mais pequenos não gostam de ser corrigidos à frente de outras pessoas e criar uma capa para proteger das consequências não é assim tão boa ideia. As pequeninas queixas, por vezes, podem ser apenas uma maneira de chamar a atenção. E é preciso não esquecer que as perguntas dos mais novos não devem ser ignoradas, que experimentar coisas novas estimula os neurónios, e que crescer não é um processo feito a passo de caracol.

Há também quem dê conselhos sobre comportamentos dos pais para que não travem sinais de liderança. Tim Elmore fala sobre esse assunto e sobre atitudes a evitar. Como, por exemplo, não deixar os mais pequenos experimentarem o risco. Dessa forma, evita-se que se apercebam que há perigos à espreita. Joelhos esfolados, pernas com pensos, roupa suja e ragada, brincadeiras fora de casa, não devem ter sentidos proibidos. Contornar dificuldades para resolver problemas também não é maneira de ajudar os mais pequenos que, dessa forma, não desenvolvem certas habilidades na vida que lhes permitam resolver contrariedades por conta própria.

Dizer não é uma forma de abrir o apetite por lutar por o que realmente se valoriza. Dar tudo o que pedem não é boa estratégia. E as recompensas materiais em troca de bons comportamentos podem ter maus resultados a médio prazo. Partilhar os erros do passado com as crianças pode ser um passo importante para saber como enfrentar águas mais agitadas pela vida. Erros, entenda-se, que tenham agregado lições positivas. Uma espécie de final feliz. E, em todo este percurso, nunca esquecer que o ditado “faz o que eu digo e não o que eu faço” tem toda a razão de existir.

Paciência e flexibilidade. Os pais, educadores, professores têm de conhecer o significado destas duas palavras que surgem nas pesquisas dos cibernautas. Saber interpretar os sinais, saber quando se está feliz ou triste. Saber construir felicidades. Há muito mais para pesquisar na Internet sobre a felicidade dos mais pequenos. Mas também é preciso refletir e ponderar cada conselho, cada dica, cada rumo apontado. Educar não é fácil, mas é, sem grande margem para dúvidas, um dos desafios mais estimulantes da vida. Porque um sorriso, uma gargalhada, um mimo, um abraço apertadinho, não têm preço.

Sara R. Oliveira, em 13 de junho de 2016, para educare.pt

 

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