Destrói os teus amigos?

Fevereiro 28, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Laurinda Alves publicado no http://observador.pt/ de 13 de fevereiro de 2017.

Slogans a fingir que tudo é brincadeira parecem inofensivos, mas que diríamos de slogans do tipo “ateia fogo na tua casa”, “destrói os teus pais”, “dá cabo dos teus avós”, “bate nos teus professores”?

Num tempo em que meio mundo anda apostado em identificar assediadores e bullyers para apoiar as vítimas e eliminar os perigos de outros poderem vir a ser assediados ou sofrerem de bullying, eis que o slogan de uma triste campanha publicitária é “destrói os teus amigos”. Percebe-se que é brincadeira, mas há coisas que não se dizem nem a brincar.

Dá trabalho alterar padrões de comportamento e é preciso tempo e endurance para lutar contra estigmas e preconceitos. Não se conseguem mudar mentalidades da noite para o dia, mas é incrivelmente fácil e imediato caucionar atitudes estúpidas com slogans publicitários. Destruir os amigos é um propósito estúpido, mesmo que estejamos a falar de grupos de amigos que lutam virtualmente entre si, coisa que faz deles adversários ou inimigos, mas nunca amigos.

Amigos são, por definição, os que estão do mesmo lado da barricada. Os que estão connosco e por nós. Os que mais depressa arriscariam a vida para resgatar a nossa vida do que atravessavam linhas de fronteira para ficarem emboscados no campo contrário, à espera das nossas falhas ou distracções para nos matarem. Na realidade real ou virtual, há códigos de conduta universais que permanecem inalterados. Amigos são amigos, inimigos são inimigos. Uns protegem-se, outros são para evitar ou combater. Sempre assim foi, aliás.

Por mais sangrentas que sejam as lutas nos video jogos, por mais encarniçadas que sejam as competições, por mais distorcidas que sejam as visões dos que matam e dos que morrem, os jogos não estão construídos para matar amigos. Há justiceiros implacáveis, monstros de ecran, ameaças e perseguições terríveis, serial killers e gente a esventrar e a massacrar a todo o instante e ao menor movimento, mas até as crianças sabem que nestes jogos há sempre ‘maus’ e ‘bons’. Não são todos maus e o critério nunca foi matar os amigos. Daí, talvez, esta marca ter sentido a necessidade de acrescentar “não tenho amigos, só tenho tropas”. Pior a emenda. Primeiro convoca a destruir os amigos e depois assume que afinal não existem amigos, só tropas para abater.

Abro um parêntesis para dizer que detesto este tipo de passatempo e acho uma pena que haja tantos miúdos agarrados aos smartphones e tantos adultos viciados nestes jogos, mas não me cabe a mim decidir sobre quem faz o quê nas horas livres e, muito menos, julgar pais ou filhos que gostam deste tipo de distracção. Horroriza-me a devastação pela devastação, o abuso pelo abuso, a matança pelo prazer de matar (mesmo que seja um faz de conta doméstico com ecran particular, povoado de seres virtuais e humanóides que agem com frieza e calculismo), mas aceito que é tudo um jogo e que até pode não traumatizar as criancinhas. Em todo o caso há coisas muito melhores para fazer na vida real, mas enfim, quem sou eu para ficar para aqui a perorar sobre a poderosa indústria dos video jogos, que tem adeptos fervorosos no mundo inteiro? E fecho o meu parêntesis.

Aquilo que me interpela e tem realmente mais a ver com o meu core business é a comunicação. A maneira como se comunica o prazer de jogar estes jogos e a motivação de fundo para os adquirir e esperar pelas versões actualizadas, cada vez mais sofisticadas. Estabelecer que o melhor slogan, o teaser mais eficaz é apostar em ‘destruir os amigos sem gastar net’ parece-me excessivo e, convém dizê-lo, politicamente muito incorrecto. Aliás muito grave, na medida em que contraria os sinais dos tempos e abre portas que estamos a tentar fechar a todo o custo.

Podem sempre argumentar que um simples slogan, de uma esforçada campanha de publicidade não faz grande diferença, mas isso é não saber o impacto consciente e subliminar que têm as imagens e mensagens publicitárias. Claro que faz diferença e claro que é abusivo usar todos os meios para atingir os fins. Não vale tudo para vender mais uns joguinhos. Fui ver do que se tratava, neste caso, e dei com um jogo de reis e exércitos, torres e espadas, braços de ferro entre anormais que dão urros, nada demais nem nada que nunca se tivesse visto no cinema ou na vida real. Então, se é apenas mais isto, porquê investir numa campanha contra natura? Para criar buzz, para haver ruído e comentários que possam levar a comprar mais e ter mais lucro, claro.

Transpondo esta mensagem sobre um jogo virtual para a realidade real, o que é que estamos a dizer aos miúdos e aos pais deles? Que vale tudo, a começar por destruir os amigos. E isto, dito e publicado em cartazes espalhados pela cidade, começa por ser apenas uma brincadeira aparentemente inócua, mas pode degenerar no pátios das escolas em jogos reais que destroem amigos reais. É muito fácil uma perseguição a brincar converter-se rapidamente num confronto sério, agressivo e repetido, tendo como alvo um elo mais fraco.  Sabemos todos muito bem quais os caminhos que levam ao assédio e ao bullying que meio mundo anda a tentar travar.

Estou claramente do lado deste meio mundo que faz tudo para aplacar o outro meio que ataca, agride e molesta. Estou do lado das vítimas e dos que sofrem por ‘brincadeirinhas’ parvas que deixam marcas para a vida. Sei de miúdos que confiavam em amigos que os destruíram ao ponto de os levar ao suicídio. Um destes miúdos foi motivo de notícia há um par de anos e conheci-o na escola onde era diariamente assediado e agredido.

Há mil slogans eficazes para vender video jogos e há fanáticos desta actividade pelo mundo inteiro. Diria que não era preciso exagerar. A própria marca do jogo assume que “é diferente, é genuíno, é partilhar e brincar com tudo. Menos com os teus direitos”. Se assim é, pergunto como é que se respeitam os direitos quando se apela a ‘destruir os amigos’?

Slogans destes, a fingir que tudo é apenas brincadeira, parecem inofensivos, mas que diríamos se esta ou outras marcas desatassem a criar slogans do tipo “ateia fogo na tua casa”, “destrói os teus pais”, “dá cabo dos teus avós”, “bate nos teus professores” e por aí adiante? Termino como comecei: há coisas que não se dizem nem a brincar.

P.S.: Sei que a marca vai ficar radiante por ver que alguém se deteve perante os cartazes espalhados pela cidade para escrever uma crónica num jornal muito lido, pois para estas e outras marcas, estas e outras agências de publicidade, não importa que se fale mal, importa é que se fale. Pena.

 

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Portal Parental do Facebook

Fevereiro 28, 2018 às 4:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“*Para celebrar o Dia da Internet Segura em 2018, o Facebook está a divulgar o seu Portal Parental (  Parent Portal )- um espaço onde os pais e cuidadores podem ter acesso a informação segura, bem como a todo o tipo de recursos desenvolvidos por peritos em segurança online, um pouco por todo o mundo. Acede a este portal!”

Dropbox Link  – Animação que acompanha a frase

Gostaríamos também de aproveitar e divulgar o  Facebook Safety Center do Facebook com dicas e informações para toda a família saber como se proteger online!

Formação “Audição da Criança” 10 e 17 de março no ISPA

Fevereiro 28, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Audição da Criança

Acreditada pela ORDEM DOS PSICÓLOGOS

DESTINATÁRIOS 

Psicólogos, assistentes sociais, professores e técnicos de educação que, em serviços públicos ou privados, prestem assessoria técnica aos Tribunais.

Enquadramento legal: legislação em vigor em Portugal, quer Penal (artigo n.º 271 do Código Penal – Declarações para Memória Futura, e o artigo n.º 35 – Audição da Criança, da Convenção de Lanzarote), quer Cível (artigos 5.º, 20.º e 22.º e 23.º da Lei n.º 141/2015, de 8 de Setembro que Aprova o Regime Geral do Processo Tutelar Cível).
A legislação acima referida prevê a audição da criança por profissionais com formação adequada a esse fim, bem como a possibilidade de o Tribunal requerer assessoria para audição técnica especializada.

OBJECTIVOS 

Promover conhecimentos sobre o desenvolvimento infantil a nível cognitivo e socio-emocional
Promover conhecimentos sobre técnicas de entrevista a crianças e adolescentes
Desenvolver competências técnicas e relacionais para a audição de crianças e adolescentes

COMPETÊNCIAS 

Preparar o setting para a realização da audição
Adequar técnicas de entrevistas ao nível do desenvolvimento da criança ou adolescente

PROGRAMA 

Enquadramento Legal
Desenvolvimento infantil cognitivo e sócio-emocional
Técnicas de Entrevista Forense
Discussão de casos práticos.

METODOLOGIAS 

Exposição de conteúdos. Discussão e análise de casos práticos. Role-playing

DURAÇÃO 

12 horas

FORMADORES

Rute Agulhas
(Psicóloga e terapeuta familiar. Perita na Delegação do Sul do INMLCF-IP. Professora assistente convidada no ISCTE-IUL. Investigadora no CIS/ISCTE-IUL e no Centro de Ciências Forenses/FCT/INMLCF-IP. Doutoranda no ISCTE-IUL. Formadora sénior em Psicologia Forense no ISPA-FORMAÇÃO AVANÇADA)

Alexandra Anciâes
(Psicóloga especialista em Psicologia Clínica e da Saúde, pós-graduada em Medicina Legal e em Comportamentos Desviantes e Ciências Criminais. Perita Forense na Delegação do Sul do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, IP.  Investigadora do CENCIFOR – Centro de Ciências Forenses da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Formadora sénior em Psicologia Forense no ISPA-FORMAÇÃO AVANÇADA)

CALENDARIZAÇÃO

Sábado, Março 10, 2018 – 10:00 – 13:00

Sábado, Março 10, 2018 – 14:00 – 17:00

Sábado, Março 17, 2018 – 10:00 – 13:00

Sábado, Março 17, 2018 – 14:00 – 17:00

mais informações no link:

http://fa.ispa.pt/formacao/audicao-da-crianca

Conferencia “Mediação de Conflitos : Qual o Contributo para a Comunidade?” 6 março em Sesimbra

Fevereiro 28, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://shoutout.wix.com/so/9M6P8iiD?cid=03f9054c-e81e-4b52-9dfb-3334694e8468#/main

Consumo de drogas e bullying são os mais prevalentes nos Açores

Fevereiro 28, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio dos Açores de 10 de fevereiro de 2018.

Consumo de drogas e bullying são os mais prevalentes nos Açores

Polícia Judiciária revela que há mais detenções de presumíveis abusadores sexuais na Região “O consumo de estupefacientes é o mais prevalente nos Açores e o bullying também”, resumiu o superintendente José Poças Correia, que conjuntamente com João Manuel Alves de Oliveira, Coordenador de Investigação Criminal, responsável pela PJ na Região, reuniram ontem com o Grupo de Trabalho da Comissão de Assuntos Sociais. Para a Polícia Judiciária, “mais detenções fora do flagrante delito dos presumíveis abusadores sexuais é um dado estatístico real”.

O Grupo de Trabalho da Comissão de Assuntos Sociais reuniu ontem na Delegação da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em Ponta Delgada, onde se procedeu à “Análise e Avaliação das Respostas Públicas Regionais na área da informação dos direitos e protecção das crianças e jovens com mais de 12 anos”.

Presentes estiveram o superintendente José Alves de Oliveira, do Comando Regional da PSP dos Açores e João Manuel Alves de Oliveira, Coordenador de Investigação Criminal, responsável pela Polícia Judiciária na Região Autónoma dos Açores.

A reunião decorreu à porta fechada, mas no final foi possível falar com as referidas entidades.

Da parte do superintendente José Poças Correia, do Comando Regional da PSP dos Açores, este teve oportunidade de dizer que na reunião falou-se de comportamentos aditivos, nomeadamente os que resultam por via do consumo de álcool, tabaco e substâncias ilícitas. “Aquilo que é um dado adquirido tem a ver com os consumos de drogas, a nível geral, ou seja, como aliás o relatório do SICAD aponta um bocado nesse sentido.

Naturalmente, se há ao nível dos consumidores em geral também haverá ao nível dos jovens. Poderá haver aqui alguma prevalência, a esse nível, nos jovens até aos oito anos, mas são comportamentos que têm de ser corrigidos de alguma maneira, por via da sensibilização, da actuação junto das escolas, dos encarregados de educação e das diversas entidades que pode de algum modo contribuir para isso. A Polícia é mais difícil porque a Polícia, naturalmente tem um contacto directo com essas situações de rua, ou então, por via dos conselhos directivos das escolas”.

Mais esclareceu que ao nível dos comportamentos aditivos, “a maioria dos casos são encaminhados para a Comissão de Dissuasão da Toxicodependência, o que quer dizer que a Polícia identifica as situações, reporta e depois a Comissão da Dissuasão da Toxicodependência é que faz o tratamento da situação, quer ao nível da aplicação, ou não, das coimas que estão associadas aos consumos, quer ao nível depois, do acompanhamento e das consultas que são dadas no sentido de haver alguma sensibilização para evitar que essas situações se repitam”.

Respostas eficazes

Da parte da Polícia Judiciária, na voz de João Manuel Alves de Oliveira, Coordenador de Investigação Criminal, responsável pela PJ na Região Autónoma dos Açores, este esclareceu que “a intervenção da Polícia Judiciária centra-se naquilo que são as suas competências na área dos crimes da autodeterminação sexual, aqui com enfoque, muito particular, no domínio dos abusos sexuais das crianças. O que tivemos aqui foi uma partilha de um conjunto de informações que nós passamos à Comissão, que tem a ver com aquilo que é o nosso conhecimento desta área, os números que são conhecidos, as dificuldades que temos e também algumas ideias de como ter respostas mais eficazes com vista, não a debelar completamente o fenómeno que é quase uma utopia, mas pelo menos a atenuá-lo expressivamente”.

Sem poder revelar que ideias são essas de como ter respostas mais eficazes arriscou apenas a dizer, “o facto de se debater publicamente estes assuntos e o facto de terem deixado de ser tabu, que foram até há relativamente pouco tempo atrás, é um primeiro passo importantíssimo para não dizer decisivo para efectivamente alcançarmos este objectivo que é, pelo menos uma diminuição muito significativa do número de casos. Informação, sensibilização e depois, a parte das instâncias formais de controlo, da parte da Polícia Judiciária, naturalmente e não só, uma capacidade de resposta, e um saber técnico em conformidade com a lei para que as nossas investigações tenham êxito. Mas, este é um problema mais vasto, está para além do jurídico porque todos juntos, somos poucos e é uma questão de cidadania, somos poucos para combater este problema. A nós, Polícia Judiciária compete-nos efectivamente fazer aquilo que estamos obrigados por lei a fazer e fazemo-lo com todo o gosto e temos o dever de o fazer com a máxima competência”.

Ao nível dos abusos de menores, destacou dois patamares: “Um número de casos de investigações que nós abrimos e que nos chegaram ao nosso conhecimento e aquilo que é a criminalidade real. Ou seja, os indicadores que temos, é que para além dos casos que nos são reportados e que nós investigamos, há ainda um outro número de abusos dos quais nós não temos conhecimento.

São as chamadas cifras negras. É possível percebermos, aqui nos Açores, que a partir de 2014 houve um incremento de investigações abertas, quer do número de detenções fora do flagrante delito dos presumíveis abusadores sexuais. Isto sim, é um dado estatístico objectivo”.

Sem se revelar números, ficou entendido que de todos os comportamentos desviantes e os comportamentos aditivos que foram elencados, o consumo de estupefacientes é o mais prevalente e ao nível do bullying também, nomeadamente em ambiente escolar onde se registam por vezes algumas ocorrências.

Marco Sousa

Workshop “Trabalhar entre riscos” | O trabalho das equipas nas casas de acolhimento com uma perspetiva de acolhimento com uma intencionalidade terapêutica

Fevereiro 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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inscrições e informações no link:

https://docs.google.com/forms/d/1eC1-p5gMTjl7v7OZbEmxF1QxlIIlNuR1jxcLQwOoTFw/viewform?edit_requested=true

As crianças aprendem fazendo | vídeo

Fevereiro 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do blogue http://blogue.rbe.mec.pt/ de 8 de fevereiro de 2018.

por José Ramón Gamo. Neuropsicólogo infantil e professor

“Precisamos de professores que gerem mentalidade de crescimento nas crianças”, José R. Gamo

Ver programa completo.

Para mais informação e acesso à transcrição escrita clique aqui (por favor, deslize a página para baixo).

 

1º Fórum Nacional Stalking – Prevenir e Atuar – 28 fevereiro em Braga

Fevereiro 27, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição obrigatória, numero limitado de lugares:https://goo.gl/hi8GtT

mais informações:

Página: https://www.facebook.com/nrdc.rota.solidaria/

Evento  https://www.facebook.com/events/741807709345407/

Os pais têm de aprender a educar os filhos para o riso

Fevereiro 27, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral.

As famílias precisam de aprender a educar os filhos para o riso. Saber sorrir e ter sentido de humor é fundamental para aumentar a alegria de viver dos nossos filhos.

Neurologicamente falando, estudos do Jornal de Neurociência e de Psicologia da Universidade de North Carolina mostraram que a gargalhada é uma grande libertadora de endorfina no cérebro através dos receptores opioides para os neurotransmissores.

De acordo com reportagem publicada no jornal Estadão, o riso tem um efeito benéfico  e transporta-nos para uma euforia saudável , e por isso é que é tão contagioso socialmente.

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Quando uma pessoa começa a rir, as outras à sua volta também tendem a abrir um sorriso ou a rir. Através do riso, as conexões sociais no grupo melhoram, porque gera uma sensação de segurança e proximidade.

Também o riso e o sorriso fazem parte do bom humor.

Quanto mais bem-humorados os nossos filhos forem, melhor conseguirão levar a bom porto as adversidades da vida e de transformar as obrigações diárias e convivências em momentos mais leves ou alegres, através de sorrisos refrescantes.

Ao bom humor estão associadas a diversão, os jogos e a brincadeira; todas são manifestações afetivas de amizade e amabilidade.

FELICIDADE

Segundo Hugo de Azevedo, escritor do livro: “O bom humor”, uma pessoa que não aprecia uma piada ou não se sabe rir de si própria, não sabe “brincar” e nunca poderá alcançar a plena felicidade.

Contrariamente, uma pessoa com bom humor sabe relativizar as coisas e não se leva tão a sério. Os nossos filhos precisam de aprender a conhecer-se e a aceitar as próprias limitações.

Uma inteligência emocional bem desenvolvida leva ao realismo e a uma escala de valores equilibrada. As crianças aprendem a relevar pequenas adversidades e a não fazerem “tempestades em copo de água”.

SOLUCIONAR PROBLEMAS

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral, o que permite que descubram melhor as causas de eventuais problemas e, consequentemente, possíveis soluções.

O bom humor está unido ao espírito desportivo, ao desporto e ao jogo, à virtude da eutrapelia, ou seja, de saber divertir-se mas saber moderar quando preciso.

Brincar é uma coisa séria e é uma coisa mais séria ainda para os adultos que jamais devem desaprender a brincar.

SUGESTÕES PARA OS PAIS

  1. Aprenda a rir-se de si próprio.
  2. Seja sempre grato pelo que tem.
  3. Evite focar-se em problemas e pensamentos negativos.
  4. Habitue-se a fazer pausas, a desfrutar de uma boa música, uma dança, um bom filme, um livro, um passeio no parque ou contemplar a natureza.
  5. Brinque e tenha momentos de diversão com os seus filhos e dêem umas gargalhadas em família
  6. Aprenda a não dramatizar.
  7. Sorria sempre para as pessoas, o que é uma forma de demonstrar carinho por elas.
  8. Aprenda a alegrar-se com cada minuto desse precioso dom que é a vida.

 

Publicado em O estadão, adaptado por Up To Kids®

 

Já é Páscoa? Parece mentira! Oficinas de Férias de Páscoa no Museu das Comunicações e no Museu da Marioneta, 26 a 29 de março

Fevereiro 26, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.fpc.pt/pt/?event=oficinas-ferias-pascoa&event_date=2018-03-26&doing_wp_cron=1518178786.6824319362640380859375

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