2º Workshop de Hipnose Pediátrica para Controlo da Dor e Ansiedade

Maio 29, 2016 às 1:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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poster - nivel 1 - 2016

O Núcleo Contra a Dor do Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, EPE está a organizar o 2º Workshop de Hipnose Pediátrica para Controlo da Dor e Ansiedade em Pediatria, com a Dra Leora Kuttner, que se realizará dias 22 e 23 de Setembro 2016.
O 1º workshop realizado o ano passado foi um sucesso e todos os participantes sem excepção adoraram e reconheceram o comprovado potencial (resultados da pesquisa apresentada pela Dra. Leora Kuttner nos últimos 30 anos) que a aplicação destas técnicas tem na prática clínica diária.
O workshop destina-se a médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais de saúde que trabalhem na área da Pediatria. Tem inscrição limitada a 40 participantes.

Podem visualizar o programa do workshop, bem como realizar inscrições através do site:

http://workshophipnosepediatrica.weebly.com/

 

poster - nivel 2 - 2016

OMS lembra que a escola dita a saúde dos jovens

Maio 24, 2016 às 9:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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texto do site Educare de 16 de maio de 2016.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Growing up unequal: gender and socioeconomic differences in young people’s health and well-being. Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) study: international report from the 2013/2014 survey

A escola tem um papel determinante na saúde e no bem-estar das crianças e adolescentes, lembra a Organização Mundial da Saúde (OMS) no último relatório sobre hábitos e consumos na adolescência.

Andreia Lobo

“A experiência com a escola pode ser crucial no desenvolvimento da autoestima e de comportamentos saudáveis”, alertam os peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Os adolescentes que sentem que a escola os apoia têm níveis de satisfação com a vida mais elevados.” A cada quatro anos, a OMS faz um inquérito internacional massivo para avaliar a saúde dos adolescentes da Europa e do Norte da América, focando o seu envolvimento com a escola, colegas e família. Nesta última edição participaram 200 mil alunos de 42 países. Os dados constam do relatório “Crescendo de forma desigual: diferenças de género e socioeconómicas na saúde e no bem-estar dos jovens”.

Quando comparados com jovens de outros países, os adolescentes portugueses estão mais insatisfeitos com a vida e gostam menos da escola. Em Portugal, os alunos estão menos satisfeitos com a vida que os colegas de outros países. 83% dos rapazes e 74% das raparigas de 15 anos dizem-se bastante satisfeitos, quando a média dos participantes neste inquérito é de 87% e 79%, respetivamente.

O gosto dos alunos de 15 anos pela escola parece estar a piorar. Em 1997-1998, os alunos portugueses eram os segundos, numa lista de 28 países, a dizer que gostavam da escola. Na avaliação de 2001-2002 descíamos para a 8.ª posição. Em 2005-2006 pior, ficávamos na 22.ª posição, quatro anos depois subíamos um lugar, para 21º. Nesta última avaliação, realizada em 2013-2014, os níveis de satisfação com a escola são os piores de sempre colocando o país na 33.ª posição. As respostas foram recolhidas entre 6 mil alunos de 11, 13 e 15 anos a frequentarem, o 6.º, 8.º e 10º anos.

Serei bom aluno?

“Que opinião achas que o teu professor tem do teu desempenho em relação aos teus colegas?” Esta foi outra das questões colocadas pelos investigadores da OMS. De novo as respostas dos alunos de 15 anos colocam Portugal no fundo da tabela, na 41.ª posição, com a pior autoavaliação sobre o seu sucesso escolar: 50% dos rapazes e só 35% das raparigas consideraram que têm bom ou muito bom desempenho na escola. A média dos 42 participantes é de 60%.

Um outro indicador foca o stress dos alunos com a atividade escolar. Altos níveis de pressão, seja face à necessidade de obter boas notas ou ao elevado número de tarefas desenvolvidas, geram problemas de saúde. Dores de cabeça, de estômago, nas costas ou tonturas são os sintomas mais comuns dessa pressão. Que, de modo geral, aumenta à medida que os alunos progridem no sistema educativo. São também as raparigas que se sentem pressionadas pela escola.

A realidade portuguesa não difere muito da dos restantes países avaliados neste inquérito realizado pela OMS. Os jovens portugueses sentem-se pressionados pela escola aos 11 anos, 22% das raparigas e 20% dos rapazes, cerca de 21% dos jovens; aos 13 anos a pressão aumenta, sobretudo entre as raparigas, 41% contra 28% nos rapazes. Mas é no grupo dos 10 anos. que atinge maiores preocupações: 67% das raparigas e 42% dos rapazes, quando a media da OMS é de 51% para elas e 39% para eles.

Mas o não gostar da escola nada tem a ver com as amizades, uma vez que Portugal surge em terceiro lugar no ranking dos alunos que mais se sentem apoiados pelos colegas de turma. Mais de 80% dos rapazes (83%) e das raparigas (81%) com 15 anos consideram os colegas com quem têm aulas “simpáticos e prestáveis”. A média dos 42 países é bem mais baixa, 64% para elas, 66% para eles.

São boas notícias uma vez que “a experiência que se tem ao nível do apoio social é central para o bem-estar da criança e do adolescente”, lê-se no relatório da OMS. Os jovens recebem suporte de várias fontes, como os pais, a família, pares, colegas de turma e professores sendo que existe um benefício associado a cada grupo específico.”

As crianças passam mais tempo na escola à medida que crescem, lembra a OMS. Atitudes e perceções positivas em contexto escolar são importantes para o seu desenvolvimento e saúde. Por isso, a OMS insiste em enfatiza o papel da escola como cenário influenciador de comportamentos saudáveis.

Exercício e ecrãs

Fazer exercício faz bem à saúde, particularmente das crianças e jovens. Os estudos da OMS mostram que a pratica de atividade física – variando de moderada a intensiva – se tornou estável na última década. Apesar de o exercício parecer ter entrado nas rotinas dos adultos, só uma minoria de jovens cumpre a recomendação mundial de pelo menos 60 minutos de exercício diário.

Os mais novos mexem-se mais do que os mais velhos, dizem os resultados em 33 países e regiões. Portugal é um deles: aos 11 anos, 16% das raparigas e 26% dos rapazes praticam uma hora de exercício, aos 13 anos, o número de pré-adolescentes a fazerem exercício diminui para 6% e 25%, respetivamente. Mas aos 15 anos, apenas 5% das raparigas e 18% dos rapazes praticam exercício de moderado a intensivo no tempo recomendado.

O tempo passado em frente dos ecrãs, por exemplo, a ver televisão, é um indicador importante sobre comportamentos sedentários, diz a OMS. Embora os peritos apontem outras atividades – como ler, viajar de carro, sentar e conversar com os amigos ou simplesmente assistir às aulas – que contribuem de igual modo para aumentar o total de tempo considerado sedentário.

Permanecer demasiadas horas a ver televisão pode conduzir a uma diversidade de problemas de saúde, alertam os peritos. Afetam o foro psicológico, contribuindo para a depressão e o baixo rendimento escolar. E também o físico, originando dores musculares e fraca condição física. Tanto uns como outros, recorda o relatório, atingem não só as crianças, como também os adultos sublinhando que “os adolescentes tendem a passar muito tempo em frente à TV”, um comportamento iniciado na infância e agravado na vida adulta.

A preocupação com o sedentarismo levou os investigadores da OMS a perguntaram aos adolescentes quantas horas por dia dedicavam a ver televisão, vídeos, incluindo no YouTube, DVD e outros entretenimentos em ecrãs. As respostas mostram que entre os 11 e os 15 anos, o consumo superior a duas horas por dia aumenta com a idade, em mais de 29 pontos percentuais nas raparigas e em mais de 26 nos rapazes, em quase todos os países.

Em Portugal, na faixa dos 11 anos, 52% dos rapazes e 45% das raparigas vêm televisão mais do que duas horas por dia, o período limite de tempo segundo a OMS. O consumo é maior aos 13 anos, 61% dos rapazes e 62% das raparigas passam mais de duas horas em frente ao ecrã. Mas menor aos 15 anos, com 55% dos rapazes e 51% das raparigas a dizerem o mesmo. De facto, os adolescentes portugueses nesta faixa etária são os que menos televisão veem, surgem na 42.ª posição na tabela para este hábito, quando a média é de 62% para elas e 65% para eles.

Com os adolescentes a exercitarem-se cada vez menos e a passarem mais tempo a ver televisão e nas redes sociais, a OMS recomenda a elaboração de “estratégias e intervenções que foquem o aumento da atividade física e a redução do tempo passado nos ecrãs”. E apela aos professores, aos pais e aos responsáveis municipais para serem os primeiros na defesa de estilos de vida ativa entre os jovens.

 

Crianças com asma não controlada custam 40 milhões em idas à urgência

Maio 16, 2016 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Asma é a doença crónica mais prevalente em crianças e jovens portugueses. Absentismo escolar das crianças e absentismo laboral dos pais é três vezes maior nos casos em que a doença não está estabilizada.

Corridas para os serviços de urgência e para os centros de saúde que poderiam ser evitadas e sucessivos agravamentos de uma condição que é controlável na esmagadora maioria dos casos. É um problema de saúde que é, em simultâneo, um problema económico: em Portugal, gastam-se 40 milhões de euros por ano com urgências e atendimentos não programados devido a crises de asma em crianças e adolescentes com a doença não controlada. São dados de um projecto da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), realizado pelo Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, que dão uma ideia do impacto da asma não controlada na infância.

É a primeira vez que em Portugal são divulgadas estimativas dos custos associados à asma nas crianças e adolescentes e os números vão ser divulgados nesta terça-feira, dia mundial da doença. Metade das cerca de 175 mil crianças e adolescentes asmáticos não têm a doença sob controlo e este é o principal factor que agrava os custos, acentuam os investigadores do projecto CASCA (Custo da Asma na Criança), que é financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e tem o apoio técnico do LabAIR do Instituto CUF Porto.

“O impacto económico médio por criança com asma não controlada é duas a três vezes superior ao de uma criança com a doença sob controlo”, explica João Fonseca, investigador do CINTESIS e da FMUP, entidades responsáveis pelo projecto. Por cada criança nesta situação, são gastos entre 400 a 700 euros por ano só devido às idas aos serviços de urgência, especifica.

Baseadas nos dados dos estudos Impacto e controlo da asma e rinite e do inquérito nacional sobre asma, as estimativas permitem concluir que, em geral, a doença é causa de mais de meio milhão de dias de faltas à escola. “São crianças que faltam à escola, não fazem actividades, não deixam dormir os pais”, enumera o especialista em imunoalergologia. Ao impacto financeiro juntam-se, assim, os custos sociais. “O absentismo escolar das crianças e o absentismo laboral dos pais ou outros cuidadores é, aproximadamente, três vezes maior nas crianças com asma cuja doença não esteja estabilizada. Em média, faltam à escola seis dias por ano”, acrescenta. Uma situação que poderia ser facilmente evitada, dado que “a asma pode ser controlada com terapêutica em 90 a 95% dos casos”, precisa.

Sendo a asma a doença crónica mais prevalente em crianças e jovens (até 17 anos), no total, de acordo com as estimativas do projecto, as que têm a patologia não estabilizada custam mais de 80 milhões de euros, enquanto aquelas que têm a doença controlada dão origem a uma despesa da ordem dos 40 milhões de euros. A investigação permitiu ainda perceber que são as crianças com obesidade ou sintomas de rinite as que apresentam quadros clínicos piores.

Controlar a doença implica, além de uma boa prescrição, um acompanhamento adequado. O ideal é conseguir o equilíbrio entre dar medicação segura na dose mínima em vez de fazer picos de medicação quando há crises, explica João Fonseca. “O que não podemos é tolerar esta normalidade com que se vai à urgência. Medica-se, diz-se que a criança vai melhorar quando crescer e, assim, está-se a perder capacidade respiratória. É a complacência com esta situação que leva a estes resultados”, lamenta.

Quanto à situação epidemiológica, essa melhorou muito no que se refere à mortalidade (cerca de uma centena de óbitos por ano), mas ainda há demasiados internamentos — basta ver que um terço das crianças portuguesas com asma são hospitalizadas por causa desta patologia respiratória, pelo menos uma vez na vida.

Alerta para sobrediagnóstico
É importante fazer provas de função respiratória e testes alérgicos durante a primeira infância para se ter uma ideia precisa das características do doente, destaca o imunoalergologista Mário Morais de Almeida, que lamenta também que haja tantas pessoas a recorrer às urgências por não terem a doença controlada e não estarem bem diagnosticadas.

Os dados disponíveis reforçam, de facto, a importância de um diagnóstico precoce e apontam para a necessidade de considerar outras patologias na altura de perceber como pode evoluir a doença. “Se o pulmão está constantemente a ser agredido e inflamado sem ser tratado, vai começar a defender-se e fica mais rijo, com uma estrutura mais espessada, e as obstruções deixam de ser reversíveis”, explica o presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

Mas, ao problema do diagnóstico tardio, o especialista acrescenta um fenómeno mais recente e que também o preocupa — o sobrediagnóstico. “Começa a haver um excesso de diagnóstico. Na obesidade, a dificuldade respiratória pode dar origem a um diagnóstico de asma”, exemplifica. Para ajudar os profissionais, em breve vai ser divulgada, pela Direcção-Geral da Saúde, uma nova norma de abordagem de tratamento.

Há um problema suplementar destacado por Mário Morais de Almeida: o da confusão, que por vezes ocorre nos adultos, entre asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), quando há diferenças substanciais no tratamento e no prognóstico. “Há pessoas que só porque fumaram são catalogadas como tendo DPOC”, diz.

Se a doença pulmonar obstrutiva crónica é, em geral, causada pelo tabagismo, a asma pode estar presente em qualquer idade, afectando habitualmente as crianças e adolescentes. Mas na asma é possível reverter uma obstrução nos brônquios, enquanto na DPOC só parcialmente isso é possível.

Numa altura em que o Governo anunciou que pretende que todos os agrupamentos de centros de saúde realizem espirometrias, um teste essencial para diagnosticar estes problemas, o especialista espera que a promessa se concretize, porque há profissionais de cardiopneumologia em número suficiente para realizar estes exames, que são baratos e fundamentais. Fazer espirometrias é como fazer electrocardiogramas, compara.

 

Alexandra Campos, para o Público, em 2 de maio de 2016

Vacina Prevenar já chegou a 80% das crianças

Maio 16, 2016 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Avaliação do cumprimento do Programa Nacional de Vacinação destaca impacto das carências de vacinas a nível mundial na cobertura da BCG e das vacinas que possuem a componente da tosse convulsa.

A Prevenar 13, que previne doenças como a meningite, a pneumonia e a otite e que foi introduzida no Programa Nacional de Vacinação (PNV) na segunda metade do ano passado, já chegou a 80% das crianças. Numa avaliação do cumprimento do PNV divulgada nesta segunda-feira, a Direcção-Geral da Saúde destaca o acréscimo observado na cobertura da vacina face ao período em que esta era de prescrição médica e paga pelos pais — chegava então a um total de 60 a 70% da população-alvo.

Esta foi a 13.ª vacina a ser introduzida no PNV e isso aconteceu mais de uma década depois de a Prevenar estar a ser integralmente suportada pelas famílias (começou a ser vendida em 2001 e as três doses custavam cerca de 180 euros no ano passado). As crianças são vacinadas de acordo com o esquema recomendado de três doses (a primeira é dada aos dois meses de idade, a segunda aos quatro e a última entre os 12 e os 15 meses).

Os especialistas que propuseram a sua inclusão no PNV estimaram que a medida poderia ajudar a evitar entre 160 a 650 mortes e milhares de internamentos por ano devido a doença pneumocócica invasiva e não invasiva, segundo os cenários mais e menos optimistas traçados na altura, e anteciparam também um impacto nos casos de otite média aguda, a primeira causa de prescrição de antibióticos na criança.

Realizando-se todos os anos, a avaliação do cumprimento do PNV visa perceber as taxas de cobertura vacinal em determinadas coortes de nascimento (idades-chave). No final do ano passado, foram consideradas as crianças e jovens nascidos em 2001, 2008, 2013 e 2015.

O que fica claro é a quebra abrupta na taxa de cobertura da vacina contra a tuberculose (BCG), que, em 2015, chegou a apenas 31% da população-alvo porque o fornecimento da vacina foi suspenso desde o final de Maio do ano passado, devido a problemas de fabrico do laboratório dinamarquês que a produz. Depois de Portugal ter adquirido doses de BCG a um laboratório japonês, doses essas que estão a ser usadas para vacinar grupos de ricos, a DGS está a ponderar a sua eventual retirada do PNV, deixando assim a vacinação contra a tuberculose de ser universal, como já acontece na maior parte dos países europeus.

De resto, a meta de 95% de cobertura do PNV foi atingida para todas as vacinas nas coortes de 2014, 2013 e 2001, destaca a Direcção-Geral da Saúde. Apenas o reforço pré-escolar das vacinas contra o tétano, difteria, tosse convulsa e poliomielite apresentou coberturas ligeiramente inferiores a 95%, notando a propósito os especialistas da DGS que a carência de vacinas a nível mundial, além de se fazer sentir na BCG, também está a ter impacto em “vacinas que contêm a componente da tosse convulsa”.

Quanto aos resultados na cobertura da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), que causa o cancro do colo do útero, estes são considerados “exemplares a nível internacional”, por se ter atingido 70% (do esquema de três doses) da coorte que completou 14 anos no ano passado. Depois da mudança para o esquema de apenas duas doses (aos 10-13 anos), observa-se que 62% a 84% das jovens das quatro coortes alvo da vacinação no ano passado já tinham iniciado o processo.

 

Alexandra Campos, para o Público, em 2 de maio de 2016

As crianças de Idomeni

Abril 19, 2016 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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texto do Público de 6 de abril de 2016.

MARKO DJURICA

MARKO DJURICA

O campo de Idomeni, na fronteira entre a Grécia e a Macedónia, era um pequeno local de passagem para cerca de 500 pessoas antes de a Macedónia ter fechado as portas, no início de Março. Transformou-se rapidamente numa pequena cidade com mais de 11.000 habitantes com tendas enterradas em lama e expostas à chuva, ao vento e ao frio. De acordo com os Médicos Sem Fronteiras (MSF), 40% desta população são crianças. Algumas nasceram já no campo, em condições desumanas. “Há muitos bebés no campo e estão especialmente vulneráveis a infecções respiratórias”, afirmou no início de Março o coordenador dos MSF em Idomeni, Christian Reynders. “À noite, as pessoas acendem fogueiras para se aquecerem. Queimam tudo, madeira, sacos de plástico, roupas velhas. O fumo é tóxico e receamos que as infecções respiratórias possam causas problemas graves no sistema respiratório destas crianças”, acrescentou. “Idomeni não foi planeado para ser um campo com todas as condições”, disse um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Babar Baloch, ao Financial Times. No Twitter, Baloch descreveu o campo de Idomeni como “uma demonstração da miséria humana”.

Ainda assim, para muitas crianças, Idomeni é a agora a sua casa e ali também se brinca. Muitas organizações não governamentais direccionam as suas actividades para os mais novos. A situação degrada-se a cada dia, numa altura em que  as operações de deportação de migrantes e requerentes de asilo da Grécia para a Turquia parecem não impedir a chegada de mais refugiados à Grécia. Sarala, 20 anos, está em Idomeni com a filha, que tinha 15 dias de vida quando fugiram de Idlib, na Síria. À Reuters, Sarala contou que o seu objectivo é chegar à Alemanha. “Vou ficar no campo até abrirem as fronteiras. Fui das primeiras a chegar. Não quero perer a oportunidade de passar”.

mais fotografias no link:

http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/as-criancas-de-idomeni-359885#/0

 

Pode-se prevenir o Síndrome da Morte Súbita?

Abril 14, 2016 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Texto da Visão de 11 de abril de 2016.

Hugo Rodrigues

PEDIATRIA

Apesar de não se saber qual a causa da morte súbita nos bebés, estão identificados alguns factores de risco e de prevenção, pelo que convém reforçar alguns conselhos

Síndrome da Morte Súbita do lactente é algo assustador e que, na verdade, não se sabe muito bem por que razão acontece. Basicamente, diz respeito a uma paragem cardio-respiratória que acontece em bebés pequenos saudáveis (até aos 12 meses de idade). O risco é maior nos primeiros 4-6 meses de vida e na maior parte dos casos está associado ao sono.

Apesar de não se saber qual a causa, estão actualmente identificados alguns factores de risco e factores protectores para esta situação, pelo que convém reforçar alguns conselhos:

1 – Coloque sempre o seu bebé a dormir de barriga para cima.

Grande parte das pessoas acredita que a posição mais segura para os bebés dormirem é “de lado”. No entanto, isso não é verdade, já que dormir de barriga para cima previne cerca de três vezes mais o Síndrome da Morte Súbita do lactente do que dormir de lado. De um modo geral, os pais não gostam muito dessa posição porque têm medo que o bebé regurgite ou vomite e que acabe por asfixiar, mas hoje em dia sabe-se que esse risco não está aumentado quando os bebés dormem de barriga para cima.

São poucas as situações que contra-indicam dormir nessa posição e incluem apenas as malformações vertebrais ou então casos excepcionalmente graves de refluxo gastroesofágico (bebés tão bolçadores que não engordam o que devem ou têm complicações pulmonares). Nesses casos é aceitável que os bebés durmam de lado, mas são claramente excepções à regra.

Por fim, é fundamental frisar também que dormir de barriga para baixo é a posição menos segura a adoptar, pelo que não deve ser aconselhada em nenhuma situação.

2 – Use pouca roupa de cama.

A principal fonte de calor para os bebés deve ser a roupa que têm vestido, bem mais do que a roupa que utilizam na cama. Deve-se usar apenas 1 edredão ou cobertor ou manta, que deve ser bem preso de lado abaixo das axilas do bebé, deixando-lhe os braços livres. Os “ninhos” ou sacos-cama de bebé são também uma boa opção.

3 – Evite o sobreaquecimento.

A temperatura ideal para o quarto do bebé situa-se entre os 18-21ºC, pelo que deve ser essa a opção dos pais (exceto na altura do banho, em que o quarto deve estar mais quente). É sempre importante reforçar também a ideia de que os bebés não têm só frio (têm também calor) e que o sobreaquecimento pode ser perigoso, para além de desconfortável.

4 – Evite o contacto com o fumo de tabaco.

O fumo passivo é um factor de risco para o Síndrome da Morte Súbita do lactente, seja durante a gravidez, seja depois do nascimento do bebé. Esse risco existe quer seja a mãe ou o pai a fumar e está ainda mais aumentado se forem ambos fumadores.

5 – Não coloque brinquedos, fraldas ou almofadas na cama do bebé.

Os bebés pequenos não conseguem afastar de forma adequada qualquer objecto que se coloque em frente à cara deles, pelo que na cama deve estar só o bebé e mais nada, para diminuir o risco de asfixia.

6 – Quando o bebé estiver acordado, coloque-o noutras posições.

Apesar de não ser (de todo) aconselhável colocar os bebés a dormir de barriga para baixo, quando eles estão acordados essa é uma posição que se deve adoptar. Com esse “treino”, eles vão desenvolver melhor os músculos do pescoço e aprender a defender-se de forma mais eficaz das posições menos seguras.

7 – Usar chupeta parece ser benéfico.

Apesar de não se saber muito bem a causa, parece que o uso de chupeta é protector para o Síndrome de Morte Súbita do lactente. Assim, deve tentar que o bebé se adapte à chupeta (exceto nos primeiros dias de vida, para não interferir com a amamentação), porque pode ser benéfico. No entanto, há bebés que não gostam da chupeta, pelo que se for esse o caso também não deve forçar a situação.

Hugo Rodrigues é pediatra no hospital de Viana do Castelo e docente na Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto e na Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho. Pai (muito) orgulhoso de 2 filhos.

 

 

 

Sol na eira, óculos nas crianças… Mário Cordeiro

Abril 6, 2016 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Crónica de Mário Cordeiro publicada no i de 22 de março de 2016.

mario.cordeiro

Ontem começou a primavera e no domingo muda a hora. Chega assim a altura de proteger os olhos dos ultravioletas. Usar óculos é fundamental a partir dos quatro meses até pelo menos aos 15 anos

Um dia, há um par de anos, ouvi a conversa que relato abaixo. Curiosamente, passado tanto tempo, continuo a ver nas recomendações que faço sobre a proteção ocular uma enorme desconfiança por parte de muitos pais. Por incrível que pareça, e mesmo com o conhecimento alargado sobre o problema do “buraco do ozono”, há uma ideia felizmente generalizada de que é necessário as crianças usarem creme protetor solar, mas quanto ao uso de óculos escuros já a porca torce o rabo e a lógica não se aplica. 

Vou então contar-vos o episódio e… já falamos.

“Qualquer dia têm um Ferrari!”

Foi daqueles momentos em que toda a gente ficou em silêncio, daqueles que acontecem de vez em quando mesmo que estejam 300 pessoas na sala, e a voz dela sobressaiu por cima de tudo.

“Qualquer dia têm um Ferrari!” 

Quem é que teria qualquer dia um Ferrari era coisa que eu não sabia, na altura, e também me era indiferente, mas uma coisa era patente: o ar desdenhoso e irritado daquela pessoa.

Não sou propriamente de estar a escutar às portas, mas estávamos num café e fiquei curioso por saber quem é que realmente qualquer dia teria um Ferrari. 

Em resumo: tratava-se de uma mãe, de dois filhos pequenos, que estava indignada por o pediatra das crianças ter dito que era recomendável utilizar óculos escuros durante o verão, mesmo na cidade.

“Modernices!”, declamava a dona que, por acaso reparei, trazia os seus óculos escuros, os quais, ali, dada a baixa intensidade da luz, tinha puxados sobre o cabelo (“como se tivesse miopia cerebral”, costumava dizer o meu pai).

“Modernices… só lhes falta o Ferrari, realmente!”

“Escandaloso”, de facto, que o médico encarregado da promoção da saúde das crianças tentasse proteger a retina dos infantes – de 8 meses e 3 anos, vim a saber mais tarde na conversa. Incrível, que recomendasse proteção contra os ultravioletas, por acaso até os mesmos que queimam a pele (a dama não falou do creme protetor, mas aposto que, pelo menos, ela se besuntará com ele à saciedade e não se esquecerá de pôr nos filhos, mesmo que de raspão e só uma vez ao dia). Inacreditáveis, estes pediatras, que sabem que existe uma coisa chamada buraco do ozono e que as radiações UVA e UVB não são filtradas pelo cristalino das crianças (dos adultos são!), e daí causarem queimaduras na retina…

Os primeiros estudos vieram da Austrália e demonstraram que, para lá das ações dos ultravioletas sobre a pele, com desenvolvimento de cancro, envelhecimento e perda da elasticidade ou formação de rugas, e queimaduras, a retina sofria perturbações graves – microqueimaduras que, em estudos efetuados nesse país em adolescentes, serviram para detetar percentagens superiores a 80% de jovens com essas microlesões que afetavam já a visão. Resultados do buraco do ozono, é certo, mas também de a pele e os olhos das crianças serem mais sensíveis, de se exporem mais ao sol e de se constatar que, em toda uma vida, 80% dos raios ultravioletas que o corpo apanha são recebidos nos primeiros 15 anos de vida. 

No que respeita aos olhos, o cristalino não atua como filtro e a retina é que leva… ou seja, os adultos andam de óculos escuros mas, sem ser por razões de conforto, não precisavam; a muitas crianças, numa idade em que realmente é necessário usar proteção, esta é-lhes negada pelos próprios pais. Insólito, não é? A partir dos quatro meses e no período correspondente à hora de verão, todas as crianças deveriam usar óculos escuros no exterior, quando está sol ou, mesmo sem sol, num dia muito claro. Usar desde bebé, para lá da prevenção das queimaduras da retina, tem a vantagem de criar um hábito.

Um dia mais tarde, as crianças crescerão, fazendo parte de uma geração que precisa da visão como de pão para a boca. O que dirão, quando souberem que a própria mãe ou pai se estiveram, desculpem-me o calão, marimbando para a sua proteção?

Usar óculos escuros é essencial para as crianças de todas as idades. Não é preciso ser “de marca”, mas que protejam contra os UVA e UVB – em qualquer farmácia ou loja de puericultura se encontram a preços muito baixos. Requer habituação? Sim. Requer paciência? Claro que sim. Requer persistência e, por vezes, comprar birras? Evidentemente que sim. E requer amor pelos filhos, mais do que show-off e ignorância, ou as profecias apocalípticas e mentiras científicas das redes sociais? Também sim. Tudo isto mais, bastante mais difícil do que ter dinheiro para um Ferrari… mas que demonstra mais, bastante mais amor e interesse pelos filhos do que dar-lhes um.

 

 

 

Quase um terço das crianças da região Norte têm falta de iodo

Abril 2, 2016 às 7:31 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 30 de março de 2016.

Nuno Ferreira Santos

Sara Silva Alves

Estudo com crianças entre os seis e os 12 anos avalia a presença de iodo e o impacto da substância no seu desenvolvimento cognitivo.

Em média, 31% da população (825 crianças) avaliada num estudo sobre este micronutriente apresentou falta de iodo, enquanto 24% tinham níveis acima dos recomendados ou mesmo excessivos. Apenas 45% das crianças apresentam níveis adequados de iodo. Estes são alguns dos dados preliminares do estudo IoGeneration, que foi realizado por uma equipa de investigação da Universidade do Porto (UP) junto de crianças da região Norte e que serão apresentados nesta quarta-feira no âmbito do seminário Iodo e Saúde, a decorrer na reitoria da UP.

Numa investigação que analisou escolas do Norte de Portugal, os dados provisórios sobre a presença do iodo nas primeiras 825 crianças (de uma amostra final que será superior a duas mil) revelaram-se “preocupantes” e “reforçam a necessidade” de uma política de saúde atenta a este problema, defendeu Conceição Calhau, investigadora principal do estudo. Intervir e monitorizar são as palavras-chave, destaca.

Dividindo os resultados da amostra pelo primeiro e segundo ciclo, os resultados mostram que são as crianças mais velhas que apresentam maiores níveis de carência de iodo: 48% no segundo ciclo contra 24% no primeiro ciclo, uma diferença de 24 pontos percentuais, situação para a qual Conceição Calhau não encontra explicação. “Será que os padrões alimentares dos seis para os 12 anos sofrem alterações que o justificam? Não sei. Mas é possível!”, especula a investigadora.

A nível demográfico, Marco de Canaveses e Amarante foram os concelhos mais problemáticos, com 44,31% e 37,01% de insuficiência de iodo, respectivamente. Em sentido oposto, e com valores de iodo acima do recomendado ou até excessivo, encontram-se os concelhos de Mondim de Basto (34,78%), Felgueiras (30,56%) e Ribeira de Pena (25,38%).

Além da presença do iodo, foi também estudado o impacto desta substância no desempenho cognitivo das crianças. Os resultados aos testes de qui-quadrado de Pearson, através do qual se estabelece a relação entre os níveis de iodo e a capacidade intelectual nas crianças, não se relevaram significativos. Perante estes resultados, Conceição Calhau salienta uma das limitações do trabalho: o registo dos níveis de iodo e o teste cognitivo foram efectuados no mesmo momento, quando o ideal seria determinar o iodo na mãe ainda grávida e, posteriormente, avaliar o desempenho intelectual da criança.

Os autores do relatório recordam que o iodo é um “oligoelemento (micronutriente) necessário ao funcionamento do organismo, ao seu metabolismo, em múltiplas funções”. Por isso, a ausência da substância no organismo e necessidade de a incluir na dieta alimentar são “assuntos pertinentes”, pois a sua falta envolve graves problemas de saúde, como por exemplo na tiróide, e que se podem traduzir em problemas cognitivos e de crescimento. Nos casos mais graves, pode até originar doenças como o bócio.

Uma criança precisa, em média diária, de cerca de 90 a 150 microgramas, dependendo da sua idade. Há vários países que desenvolveram programas alimentares que visam suplementar o iodo. Em Portugal os dados relativos ao iodo são “escassos e dispersos”, concluem os investigadores.

Financiada pelo Programa de Iniciativas de Saúde Pública da EEAGrants (que conta com a contribuição financeira da Islândia, Liechenstein e Noruega), a sessão desta quarta-feira (das 9h às 16h30) é de entrada gratuita mas requer inscrição prévia.

http://iogeneration.pt/

 

 

 

 

Cosmétiques pour bébés: encore trop de substances préoccupantes

Março 1, 2016 às 8:30 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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bebes

descarregar o relatório no link:

http://www.projetnesting.fr/spip.php?page=article&id_article=2408

Alertée par l’exposition quotidienne des jeunes enfants à des substances chimiques potentiellement dangereuses pour la santé, l’ONG WECF publie ce jour les résultats d’une enquête menée sur 341 cosmétiques pour bébés – laits de toilette, lotions, shampoings, produits pour le bain, liniments, lingettes, eaux nettoyantes, eaux de toilette, solaires- vendus sur le marché français en pharmacies, parapharmacies, supermarchés et magasins biologiques. Les expertes de WECF ont décrypté la composition des produits telle qu’elle apparaît sur les étiquettes. À partir de l’analyse de la littérature scientifique et des évaluations des autorités sanitaires de l’Union Européenne (comité scientifique pour la sécurité des consommateurs, SCCS) et française (Agence nationale de sécurité du médicament et des produits de santé, ANSM), elles ont classé les ingrédients ou familles d’ingrédients présents dans les 341 cosmétiques, en trois catégories : à « risque élevé », à « risque modéré », à « risque faible ou non identifié ».

Principaux résultats On retrouve 3 ingrédients ou familles d’ingrédients classés à « risque élevé » dans 299 produits :

  • un allergène par contact (la méthylisothiazolinone) dans 19 produits dont 7 lingettes
  • un conservateur soupçonné d’effets toxiques sur la reproduction (le phénoxyéthanol) dans 54 produits dont 26 lingettes
  • des parfums dans 226 produits, impliquant des risques potentiels d’allergies.

On retrouve 4 ingrédients ou familles d’ingrédients classés à « risque modéré » dans 181 produits :

  • un composé très présent dans les produits moussants (l’EDTA) dans 87 produits dont 30 lingettes
  • des sulfates (laureth et lauryl sulfate), agents moussants potentiellement irritants dans 50 produits, en grande majorité des produits pour le bain et shampoings
  • des huiles minérales, issues de la chimie du pétrole pouvant être contaminées par des impuretés, dans 30 produits en majorité des crèmes et lotions
  • des nanoparticules, dont les effets sont encore mal évalués, dans 14 produits solaires.

Compte tenu de ces résultats, WECF :

  • demande l’interdiction des trois ingrédients à « risque élevé » dans tous les cosmétiques destinés aux enfants de moins de trois ans
  • s’alarme de l’omniprésence de parfums (226 sur 341) potentiellement sensibilisants et pour certains mis en cause dans des allergies par contact, au demeurant superflus pour des produits destinés à de jeunes enfants
  • demande des restrictions d’usage pour les ingrédients classés « à risque modéré », en application du principe de précaution
  • demande un moratoire sur l’usage de substances suspectées d’être des perturbateurs endocriniens (PE) dans les cosmétiques pour bébés en attendant la définition des PE que doit publier la Commission Européenne avant l’été 2016
  • recommande la prudence pour les ingrédients classés dans la troisième catégorie, les risques étant mal identifiés faute, souvent, d’études scientifiques.

Pour mieux rendre compte de l’exposition réelle à laquelle sont soumis les plus petits, WECF demande que l’ANSM évalue les cosmétiques pour bébés à partir des formules finales telles qu’elles sont commercialisées et non plus à partir des différents ingrédients. WECF demande enfin un étiquetage plus clair pour les substances allergènes par contact. WECF conseille aux parents de limiter l’usage de ces produits cosmétiques et d’éviter le plus possible les produits parfumés.

Tous les résultats et les détails de l’enquête sont disponibles en ligne

WECF (Women in Europe for a Common Future) est un réseau international de 150 organisations environnementales et féminines qui agit pour construire avec les femmes un monde juste, sain et durable. WECF conçoit et met en œuvre des programmes de formation et de sensibilisation aux impacts sanitaires des polluants toxiques de l’environnement, afin de protéger la santé des populations, notamment les plus vulnérables et est à l’origine du projet Nesting www.projetnesting.fr. WECF mène des actions de plaidoyer et est partenaire officiel du Programme des Nations Unies pour l’Environnement (PNUE).

Contact WECF : Elisabeth Ruffinengo, responsable plaidoyer elisabeth.ruffinengo@wecf.eu, 06 74 77 77 00

 

 

Cosméticos para bebês são ricos em substâncias potencialmente perigosas, diz estudo

Março 1, 2016 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Noticia do site http://www.swissinfo.ch/por/ de 15 de fevereiro de 2016.

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Ainda há uma quantidade elevada de substâncias químicas potencialmente perigosas ou alergênicas para os bebês nos cosméticos usados cotidianamente, como xampus, produtos para banho ou toalhas umedecidas – segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira.

A ONG Women in Europe for a Common Future (WECF) examinou 341 produtos cosméticos para bebês em julho e agosto de 2015 vendidos nas farmácias, supermercados e lojas especializadas na França.

Na base de estudos científicos e avaliações das autoridades sanitárias da União Europeia e da França, esta ONG classificou os ingredientes que compõem os produtos segundo três categorias: “risco elevado”, “risco moderado” e “risco baixo ou não identificado”.

Os resultados desta pesquisa mostram que a grande maioria dos produtos (299) são compostos por ingredientes de risco elevado.

“Encontramos três ingredientes ou famílias de ingredientes classificados como ‘risco elevado’ em 299 produtos: um alergênico por contato (a metilisotiazolinona) em 19 produtos, dentre os quais sete lenços umedecidos; um conservante de efeitos tóxicos sobre a reprodução (o fenoxietanol) em 54 produtos dos quais 26 lencinhos; fragrâncias em 226 produtos, implicando riscos potenciais de alergias”, explica a WECF em comunicado.

A ONG também encontrou quatro ingredientes ou famílias de ingredientes classificadas de “risco moderado” em 181 produtos: o EDTA, um composto muito presente em xampus e sabonetes líquidos, sulfatos (laureth e lauryl sulfato) que são agentes espumantes potencialmente irritantes, óleos minerais, provenientes do petróleo, que poderiam ser contaminados por impurezas.

A ONG, que se apoia numa rede internacional de 150 organizações ambientais e femininas presentes em 50 países, pede “a proibição de três ingredientes de risco elevado em todos os cosméticos destinados às crianças menores de três anos”.

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