Cuidado com o “slime” que as crianças fazem em casa

Maio 17, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia e imagem da SIC Notícias de 4 de maio de 2018.

As autoridades sanitárias francesas estão a alertar para os perigos da manipulação de produtos tóxicos para o fabrico em casa da massa moldável e viscosa tão popular hoje em dia entre os jovens. O “slime” também está muito na moda em Portugal.

“Há vários casos de reações cutâneas associadas ao fabrico e manipulação de ‘slime’ em casa”, relatam a agência francesa para a segurança sanitária Anses e a direção-geral da concorrência (DGCCRF) em comunicado conjunto.

Mais maleável e elástico que a tradicional plasticina, o “slime” pode ser comprado nas lojas pronto a ser usado, mas pode também ser feito em casa, misturando um conjunto de produtos químicos como cola, lixívia ou corantes.

As autoridades alertam para os perigos que representa o contacto direto da pele com estes produtos tóxicos, utilizados sobretudo pelas crianças em casa.

Há inúmeros tutoriais na Internet a que as crianças conseguem ter acesso e que incentivam à utilização de produtos como detergentes ou amaciadores da roupa, espuma de barbear, bicarbonato de sódio ou cola branca.

“A manipulação de lixívias, detergentes ou colas em grandes quantidades, de forma repetida e prolongada pode estar na origem das dermatites de contacto agudas uma vez que estes produtos contêm conservantes alergénios”, alertam as autoridades.

A ORIGEM DO “SLIME”

Esta massa viscosa teve o seu momento de glória em 1984 com o filme “Ghostbusters – Caça-Fantasmas”. O nome veio daí – de um dos fantasmas do filme, “Slimer”.

“Ressuscitou” nos Estados Unidos já nesta década através do YouTube, quando uma legião de fãs adolescentes começou a publicar vídeos sobre o filme.

https://www.youtube.com/watch?v=l_hNgGVDfNs

 

 

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Metade das crianças europeias não atinge potencial cognitivo por falta de iodo

Maio 8, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia do https://observador.pt/ de 19 de abril de 2018.

Os médicos aconselham que, durante a gravidez, as mulheres aumentem a ingestão de iodo. Micronutriente é fundamental para a produção de hormonas da tiroide.

Metade das crianças nascidas na Europa não atinge o seu potencial cognitivo devido a um défice de iodo, segundo um estudo internacional que defende o apoio dos políticos europeus a medidas para ultrapassar este problema. O trabalho, integrado no projeto EUthyroid, dirige-se aos políticos europeus no sentido de apoiarem as medidas propostas pelos cientistas para eliminar o défice de iodo, um elemento crítico para o desenvolvimento cerebral na infância.

Segundo o presidente da Sociedade Catalã de Endocrinologia e Nutrição da Academia de Ciências Médicas da Catalunha, Lluís Vila, que participou no estudo, o iodo é um micronutriente essencial, obtido através da água e dos alimentos. O iodo, explica, é fundamental para a produção de hormonas da tiroide que são muito importantes na regulação do metabolismo, no crescimento e no desenvolvimento.

Os médicos aconselham que, durante a gravidez, as mulheres aumentem a ingestão de iodo que é, frequentemente, insuficiente nas suas dietas alimentares habituais. Alertam que um défice leve de iodo pode trazer risco de alteração da função neurocognitiva nas crianças, tornando-se eventualmente na causa de um coeficiente intelectual inferior. Segundo os autores do estudo, oriundos de 27 países, os efeitos negativos da falta de iodo são vários e implicam um encargo significativo para os sistemas de saúde, já que exigem mais recursos para os programas de prevenção de “transtornos produzidos por deficiência de iodo”.

Luís Vila salienta que, durante anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu um controlo regular como ponto de partida para um importante passo no sentido da eliminação do défice de iodo na Europa, mas somente oito países da União Europeia (UE) tomaram as medidas necessárias para enfrentar o problema.

mais informações na notícia do ABC:

El 50% de los recién nacidos en Europa podrían no alcanzar su potencial cognitivo por déficit de yodo

 

A solução para as cólicas pode estar no mimo. “A noção de que os recém-nascidos ganham habituação ao colo é um mito”

Abril 29, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://magg.pt/ de 12 de abril de 2018.

por CATARINA DA EIRA BALLESTERO

As cólicas são um dos dramas de quem acabou de ter um bebé. Pediatras explicam o que são, como se podem atenuar e dão conselhos úteis.

São uma das maiores inimigas dos novos pais. As cólicas dos bebés, que geralmente surgem ao final do dia, provocam desconforto à criança, fazendo-a chorar durante longos períodos, o que lhe gera um elevado grau de irritação, que não ajuda a que se acalme. Mas afinal, o que são as cólicas e o que é que as causa?

“Na verdade, não se sabe muito bem o que as causa”, diz à MAGG Hugo Rodrigues, pediatra, que acrescenta que se calcula que estas “estejam relacionadas com alguma imaturidade do intestino e acumulação de gases”.

A definição médica das cólicas baseia-se na chamada “regra dos 3”, como explica o pediatra — se os bebés choram mais de três horas por dia, mais de três dias por semana e mais de três semanas por mês.

“Na prática, consideramos que um bebé tem cólicas quando tem episódios de choro que não têm causa evidente e se fora desses episódios, a criança estiver bem”, afirma o especialista.

No entanto, existem outras teorias, e uma das mais consistentes assenta na premissa de que as cólicas dos recém-nascidos são apenas mais uma etapa do desenvolvimento cerebral do bebé.

As cólicas são tão comuns como gatinhar ou sentar

O pediatra Miguel Fragata Correia acredita que as cólicas são uma etapa do desenvolvimento das crianças, tão comum como aprender a gatinhar.

“O cérebro dos recém-nascidos, ainda muito imaturo, tem uma perceção alterada dos estímulos dos intestinos e reage aos mesmos com um choro excessivo.”

“O bebé passa por um desenvolvimento cerebral e as cólicas são o reflexo disso mesmo. O cérebro dos recém-nascidos, ainda muito imaturo, tem uma perceção alterada dos estímulos dos intestinos e reage aos mesmos com um choro excessivo.”

O especialista afirma que as cólicas permanecem um mistério, dado que todos os estudos feitos no sentido de perceber a razão das mesmas se revelaram inconsistentes.

“Existe uma associação geral com os gases, e que é de facto um contributo (dado que quanto mais gás temos nos intestinos, maior é o desconforto), mas não é a razão principal”, refere o pediatra.

A obstipação das crianças também costuma ser um fator apontado por muitos pais como a causa mas, mais uma vez, o especialista desmente. “Se esse fosse o caso, não teríamos bebés que fazem cocó três e quatro vezes por dia e sofrem imenso com as cólicas.”

“Acredito que não fazem mal ao bebé, só à família”

Apesar do enorme desconforto que causa nas crianças, Miguel Fragata Correia acredita que as cólicas não são prejudiciais para a saúde. “Acredito que as cólicas não fazem mal ao bebé, só à família. São um período muito complicado, de extremo cansaço, muito stressante e os pais passam muitas horas sem dormir”, salienta o pediatra.

Débora Grilo Esteves, produtora, tem 30 anos e é mãe de duas crianças: Frederica, de dois anos, e Lopo, com apenas 10 semanas. “A Frederica nunca sofreu com cólicas por isso não fazia ideia do que me esperava. Nos primeiros dias o Lopo era um anjinho, dormia dia e noite e só acordava para mamar”, conta Débora.

Mas não demorou muito para o cenário se alterar. Com cerca de duas semanas, o filho de Débora e do companheiro de quase dez anos, Sebastião, começou a sofrer muito com cólicas. “Por volta das 19 horas começava a ficar irrequieto. De repente acordava a chorar, aos gritos mesmo, muito encarnado e não acalmava com nada. Tentava dar mama, colo, mimos — mas nada funcionava. E ficava assim horas e horas.”

As cólicas do filho mais novo foram complicadas de decifrar para Débora, e a produtora chegou a pensar se Lopo teria fome. ”Estás num tal estado de desespero que pensas em tudo e equacionei que o meu leite não fosse suficiente para o alimentar. Mas percebi numa consulta que estava a aumentar bem de peso e acabei por descartar essa hipótese.”

A produtora concorda que a fase das cólicas, que ainda atravessa no presente, é um período muito duro, principalmente para os pais, privados de sono e exaustos ao limite.

“Já ouvi várias vezes que é uma fase, que geralmente termina por volta dos três, quatro meses e estou aqui em countdown.”

“Já ouvi várias vezes que é uma fase, que geralmente termina por volta dos três, quatro meses e estou aqui em countdown. São semanas muito complicadas. Quando a Frederica nasceu, aproveitava os momentos em que ela dormia para descansar mas agora a realidade é outra.”

Com uma criança de dois anos e um bebé de dez semanas em casa, Débora confessa que a gestão do tempo é desafiante e que o apoio do companheiro é crucial — assim como os momentos a dois para respirar.

“Os meus filhos não gostam de dormir ao mesmo tempo. Quando consigo adormecer o Lopo, a Frederica acorda e está super ativa, o que é completamente normal para a idade dela. Quer brincar, ver filmes, o que for. Mas o meu tempo de descanso desaparece. Acabámos por nos organizar por turnos: de noite eu fico responsável pelo bebé, de manhã o Sebastião cuida da nossa filha para eu dormir mais, por exemplo.”

O cansaço e a noites sem dormir também podem causar danos no casal, como explica o pediatra Miguel Fragata Correia, que considera que alguns pais até “podem ter de fazer terapia de casal. É um facto, as cólicas de uma criança podem alterar a dinâmica familiar.”

No caso de Débora e do companheiro, a exaustão também gera conflitos, apesar de o casal conseguir reconhecer facilmente a razão porque está a discutir.

“Estamos tão exaustos que começamos a discutir por tudo e por nada. Mas pouco depois conseguimos parar um bocadinho e perceber que o cansaço é o culpado de todas essas brigas. E tentamos também ter espaço para nós. De vez em quando recorremos aos avós ou às nossas irmãs e arranjamos forma de ir jantar com amigos ou a dois. É importante ter três horas para estarmos um com o outro, sem falar nem pensar em bebés.”

Há uma luz ao fundo do túnel: as cólicas, como qualquer fase, também passam

Patrícia Ferreira Ramos, blogger e assessora de imprensa, tem 35 anos e é mãe de dois filhos. Mas foi com a filha mais velha, de quatro anos, que passou pelo pesadelo das cólicas.

“A Leonor teve imensas até aos dois meses. Usámos todas as gotas e mais algumas, como o Aero-Om, e até pedimos a uma amiga da Irlanda para nos trazer umas especiais que não se vendiam em Portugal”, conta Patrícia.

A filha não dormia, os pais também não — e não sabiam mais o que fazer. Chegaram a ir ao hospital e passavam noites com a bebé ao colo e a fazer muitas massagens.

“Os nossos esforços aliviavam-na um pouco mas, de repente, as cólicas desapareceram por completo com cerca de dois meses.”

Os pediatras concordam: as cólicas têm uma linha de tempo. “Geralmente, começam por volta das três semanas, têm o seu pico nas seis, oito semanas, e terminam aos três ou quatro meses”, explica Miguel Fragata Correia, que acrescenta que ”são uma fase que todos os bebés passam, apenas existem uns que se manifestam mais que outros. E nunca vi casos de cólicas que não passassem, há que explicar isso aos pais.”

Enquanto não se atinge a marca dos quatro meses, que geralmente representa o fim desta saga, há que não desesperar — e existem técnicas para tentar acalmar o seu bebé.

“A noção de que os recém-nascidos ganham habituação ao colo é um mito.”

“O mais importante é o contacto físico com os pais, porque tranquiliza os bebés”, afirma o pediatra Hugo Rodrigues. “Para além disso, devem sempre tentar-se as massagens ou dobrar as pernas do bebé sobre a barriga, para ver se ajuda.”

Miguel Fragata Correia é um apologista do colo para acalmar os bebés e vai mais longe — há que abandonar a ideia de que este pode ser prejudicial.

“A noção de que os recém-nascidos ganham habituação ao colo é um mito e, até aos cinco meses, nenhuma criança ganha manhas. Há sim que acalmar o bebé com colo, é mais fácil e as crianças respondem melhor. Se colocarmos um recém-nascido sozinho num berço, este não vai ter capacidade para se acalmar.”

O especialista acrescenta que, apesar de não existirem fórmulas precisas e cada criança ser diferente, as técnicas que acalmam mais os bebés são aquelas que recriam o ambiente do útero.

“Um ambiente calmo, quente, em que a mãe encoste o bebé a si fazendo um contacto pele a pele e embrulhado numa manta podem ser ferramentas úteis, bem como as massagens na barriga a cada muda da fralda”, afirma Miguel Fragata Correia, que acredita que há que “acalmar os bebés para acalmar os pais.”

Hugo Rodrigues conclui: ”Por fim, e se mesmo assim não se conseguir resolver a situação, existem alguns medicamentos no mercado com uma eficácia considerável. Faz sentido que os pais tentem testá-los para atenuar o desconforto do seu filho, desde que sempre aconselhados pelo médico pediatra.”

O leite de fórmula causa mais cólicas que o materno?

Existem vários mitos à volta do tema das cólicas, sendo a alimentação um dos mais recorrentes. Afinal, existe alguma validade na ideia de que os bebés alimentados a leite artificial sofrem mais de cólicas do que os bebés amamentados?

O pediatra Miguel Fragata Correia garante que não existe verdade nessa ideia. “Se assim fosse, todos os bebés alimentados a fórmula, que são bastantes, iriam ser os únicos a ter cólicas, o que não é a realidade. Essa ideia surgiu porque os bebés que não são amamentados bebem o leite através do biberão, que pode causar mais ingestão de ar, o que gera gases e que se acreditava serem o motivo das cólicas”, explica o especialista.

Da mesma forma, o médico pediatra também desmistifica a ideia de que a alimentação das mães pode ser um fator.

“Já existiram vários estudos a tentar encontrar uma ligação entre a alimentação das mães e a amamentação mas todos se revelaram inconclusivos”, afirma Miguel Fragata Correia.

 

 

Brinquedos de banho usados por crianças são paraíso para bactérias

Abril 26, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.noticiasaominuto.com/ de 28 de março de 2018.

POR LILIANA LOPES MONTEIRO

Segundo um estudo do Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática, a Universidade ETH de Zurique e a Universidade do Illinois, nos EUA, podem ser encontrados bactérias potencialmente patogénicas, como a legionela e a pseudomonas aeruginosa, em alguns destes brinquedos. Micróbios esses que estão muitas vezes relacionados com infeções hospitalares.

“Detetamos grandes diferenças entre vários brinquedos. Uma das razões é o material, que pode libertar carbono, e que serve de alimento para as bactérias”, explica a coordenadora da investigação Lisa Neu.

No estudo publicado no periódico Biofilms and Microbiomes, os cientistas indicam que detetaram 75 milhões de células por centímetro quadrado, incluindo bactérias e fungos, em alguns dos brinquedos.

A má qualidade dos plásticos propencia o crescimento das bactérias. Durante o banho, elementos como o nitrogénio e bactérias provenientes do suor e da urina acumulam-se ainda no interior dos brinquedos. O que faz com que a água que sai desses objetos se torne tóxica e provoque infeções.

“Por um lado pode fortalecer o sistema imunitário, o que é positivo, mas também pode resultar em infeções nos olhos, ouvidos ou até no sistema gastrointestinal”, alerta o investigador Frederik Hammes.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Ugly ducklings—the dark side of plastic materials in contact with potable water

Surto de sarampo : sinal dos tempos e barómetro de uma sociedade – Mário Cordeiro

Março 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário Cordeiro publicado no site da https://ffms.pt/

É lamentável que, passados estes anos todos em que já foi possível avaliar os efeitos (individuais e coletivos) das vacinas, tenhamos ainda que estar a convencer os pais de que este é um passo necessário.

Infelizmente ainda o é – foi há cerca de um ano e agora novamente: um surto de sarampo num país que estava oficialmente livre de sarampo. Um país que era um exemplo para a Europa e para o mundo!

A sociedade da opulência e da abundância (sim, abundância, sobretudo comparando com mais de metade do planeta) é muito inculta relativamente à Ciência e acredita no que o “grande guru” Facebook ou o senhor doutor Google lhe dizem.

Muitos profissionais têm, de igual modo, contribuído para uma falsa segurança e como a memória nem sequer é curta, é curtíssima (em relação a tudo, porque a noção de História se está a perder), já poucos se lembram do que são sarampo, poliomielite, varíola, difteria, meningites. Assim, muitas pessoas consideram que estamos “imunes” a doenças apenas porque somos “civilizados”… nada de mais errado. Há que, constantemente, relembrar que a luta contra os microrganismos não está ganha: qualquer distração levará a que eles vençam. Não desejo isso para os meus filhos, para os meus netos e para as gerações futuras. Faço uso dos dados científicos, e não de “diz-que-disse”.

Alguns pais são “contra as vacinas”. A decisão última de vacinar os filhos é deles, claro, mas é preciso desfazer os equívocos, e pergunto, se não vacinarem e a criança adoecer, como é que eles se vão sentir?… Para lá de que a criança não é propriedade dos pais. Eles são apenas gestores do seu percurso de vida, e devem ser bons gestores, no melhor interesse dos filhos.

Cada um tem o direito de escolher o que quer fazer, mas convém não esquecer que essa autonomia e esse direito implicam responsabilidade. O que acontecer à criança deverá ser, pelo menos moralmente, atribuível aos pais. Para os que são “contra” as vacinas, pois tenham a coragem de ir a África, por exemplo, e pergunte-se-lhes se não desejariam ter uma vacina que salvasse os filhos de morrer por sarampo. Choca-me a ignorância da sociedade da abundância em que se pensa que o que vem nas redes sociais é mais importante do que os dados e a realidade científica.

Como em todos os procedimentos médicos, poderão existir meia dúzia de casos em que vacinar não é recomendável, mas não são duas ou três exceções que não fazem lei. Nós, cientistas, temos de descartar as mentiras, falsidades, inverdades e ideias feitas que estão erradas. Infelizmente, a moda de “não vacinar” é própria de uma sociedade afluente e rica, sobranceira e jactante, que se esqueceu dos tempos em que se morria de meningite, poliomielite, tosse convulsa, difteria ou sarampo, entre tantas outras doenças, e nada tem a ver com as escassas reais contraindicações à vacinação. O que mata são as doenças. As vacinas salvam vidas!

O método sinistro do mundo das “fake news”, associado à amplificação pelas redes sociais, acríticas e acéfalas leva a que se propaguem mentiras, como foi relacionar-se a vacina do sarampo com o autismo. Neste caso concreto, foi um médico que publicou um estudo, que veio a revelar-se falso, em que sugeria essa associação. Foi mais do que demonstrado que não era verdade, mas a ideia ficou (como as notícias de primeira página que são desmentidas depois num pequeno quadradinho numa página interior) e pouco se falou que o referido médico foi irradiado e expulso, o mesmo acontecendo com um outro médico nos EUA – que mais tarde se suicidou. Nesse aspeto, acho que os meios de comunicação alinham, muitas vezes, nesse “erro histórico”, com consequências gravíssimas para a saúde das pessoas. Repito: as vacinas salvam, as doenças matam!

Portugal é um caso de sucesso, desde que a então diretora-geral da Saúde, drª Maria Luísa Van Zeller, iniciou o PNV. Somos um exemplo para o mundo. Perder isto seria como ter Cristiano Ronaldo e nunca o deixar jogar, com a “pequena” diferença que, se não vacinarmos, milhares de pessoas morrerão. Sim, milhares. Não é força de expressão.

Outro argumento, frequentemente usado, é que as multinacionais “inventam” doenças para “impingirem” vacinas. Se é verdade que as multinacionais e firmas farmacêuticas querem ter lucros (isso acontece com qualquer negócio numa economia de mercado) e se também é verdade que os Estados e a UE têm de ter uma palavra a dizer sobre os preços (e já têm, quando num concurso público internacional os preços caem para cerca de um terço do preço de venda ao público), a ideia de que há uma conspiração e que as vacinas são desnecessárias é absurda, obscurantista e totalmente idiota…. Com efeitos muito graves na vida das pessoas. Quando morreu um terço da população da Europa por peste negra ou sífilis, no Renascimento, não creio terem sido as multinacionais as culpadas. Aliás, quem morreu muito agradeceria ter tido uma vacina que lhes salvasse a vida!

As taxas de vacinação em Portugal continuam razoavelmente elevadas, porque felizmente a maioria dos pais não vai em “cantos de sereia” e não acredita em balelas, mas este surto mostra como estamos a abrir brechas. Há um par de anos houve dois casos de estrangeiros com sarampo e não houve um único português… porque a população estava imunizada e havia a imunidade de grupo, a qual se consegue com uma taxa de cobertura superior a 95% – agora, não foi o caso. Se não defendermos ativamente as vacinas como o bem precioso e a maior conquista civilizacional em termos de saúde, poderemos correr sérios riscos, sim, porque a memória das doenças ficará esfumada. Há razões para ter essa preocupação.

Ainda por cima, existe uma “geração” que já não contraiu a doença “selvagem”, só fez uma dose de vacina – a qual, nos anos 70, também era diferente e menos imunogénica – e está em maior risco de não ter anticorpos para a doença e de, por exemplo, não passar esses anticorpos (porque não os tem) aos filhos durante a gravidez, deixando os bebés expostos desde que nascem – estou a falar da geração entre os 35 e os 45 anos, mais ou menos.

Um país que fica em transe (e bem) por causa dos incêndios, não perceberá que estamos perante um novo “incêndio” que pode provocar até mais vítimas? A última epidemia, há cerca de 25 anos, causou mais de 50 mortes! Está nas nossas mãos defendermos as vacinas e a sua utilidade e bom nome. As vacinas salvam vidas, as doenças matam essas vidas. Para mim, como pai, cidadão, cientista e humanista, faz toda a diferença! Mário Cordeiro é autor do ensaio ‘Crianças e Famílias num Portugal em Mudança’ e, mais recentemente, de ‘A Verdade e a Mentira das Vacinas’ (editora Desassossego, 2017). Escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

Vale a pena vacinar os rapazes contra o HPV? Com que idade?

Março 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 19 de fevereiro de 2018.

Rita Costa

A transmissão do Vírus do Papiloma Humano (HPV) é feita por contacto sexual e, por isso, muitos pais não veem urgência na vacinação, mas o pediatra Paulo Oom defende que quanto mais cedo melhor.

O pediatra Paulo Oom considera que a vacinação de rapazes contra Vírus do Papiloma Humano (HPV) deve ser feita o mais cedo possível. “Sabemos que a vacina é mais eficaz se for feita em idades mais precoces”, explica o pediatra.

Paulo Oom defende também que é uma boa ideia aproveitar as janelas de oportunidade. “Aproveitar outros momentos de vacinação, por exemplo, aos dez anos as crianças têm vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Vacinação e, tal como nas raparigas, a vacina foi introduzida nesta idade também aproveitando um momento que já é conhecido de toda a população, as vacinas dos 10 anos, portanto, aproveitando esse momento devemos vacinar os rapazes nessa idade também”.

O pediatra acredita que a melhor forma de prevenir o vírus do papiloma humano é mesmo a vacinação. “A prevenção pode ser feita através do preservativo, mas sabemos que o preservativo não protege 100% dos casos de infeção por HPV e, portanto, aqui a vacinação tem um papel fundamental”, explica Paulo Oom.

Desde 2008, a vacina está incluída no Plano Nacional de Vacinação das raparigas. Sabe-se que a vacinação dos rapazes pode conferir a proteção individual e a proteção indireta dos(as) parceiros(as) e, por isso, a Direção Geral da Saúde já admitiu alargar a vacina aos rapazes.

ouvir a entrevista a Paulo Oom no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/vale-a-pena-vacinar-os-rapazes-contra-o-hpv-com-que-idade-9128482.html

 

Cápsulas de detergente motivaram 68 intoxicações no ano passado

Janeiro 24, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.jn.pt/ de 19 de janeiro de 2018.

As cápsulas de detergente provocaram no ano passado 68 situações de intoxicação, sobretudo em crianças até aos três anos de idade, de acordo com o Centro de Informação Antivenenos do INEM.

O INEM lançou recentemente uma campanha de sensibilização na rede social Facebook, depois de ser conhecido um desafio que está a circular na internet, que consiste na ingestão destas cápsulas de detergente e publicação do respetivo vídeo.

“Comer cápsulas é estúpido! Come bolachas” é o mote da campanha do INEM.

O Centro de Informação Antivenenos (CIAV) do INEM não tem, até ao momento, conhecimento de casos de intoxicações provocados no decorrer deste desafio.

Também a PSP já publicou um comunicado na mesma rede social, alertando para “um novo desafio viral na Internet que consiste na ingestão destas cápsulas ou na sua colocação na boca, filmando e partilhando nas redes sociais”.

“Estas cápsulas são altamente concentradas e projetadas unicamente para o seu fim. Devem ser armazenadas longe do alcance de crianças, independentemente das circunstâncias”, lê-se no alerta da PSP.

Sem relação com este desafio, o CIAV do INEM atendeu no ano passado 68 casos relacionados com a exposição a detergente em cápsulas. Em 2016, este organismo registou 115 ocorrências e no ano anterior 140.

Dados do INEM a que a Lusa teve acesso revelam que “a maioria das situações ocorrem nos escalões etários mais baixos com particular incidência nas crianças até aos três anos de idade inclusive”.

Em 2017, 14 das situações ocorreram em menores de dois anos, 19 tinham dois anos e 17 eram crianças com três anos.

A via digestiva foi o principal meio de exposição ao detergente em cápsulas (46), seguindo-se a ocular (17) e a cutânea (5).

Segundo o CIAV, “as cápsulas de utilização unitária de detergente para lavagem de roupa ou loiça contêm entre 30 a 50 ml de um detergente concentrado, revestidas por um invólucro solúvel em água”.

“As suas cores brilhantes e chamativas são particularmente atrativas para as crianças que as podem confundir com guloseimas, rebuçados ou doces”, prossegue o organismo.

De acordo com o CIAV, “ainda que a maior parte destas situações seja de gravidade relativa, dependendo de diversos fatores, podem, no entanto, provocar lesões, nomeadamente ao nível ocular, com consequências potencialmente mais graves”.

 

Alerta da PSP – Desafio das cápsulas de detergente – Não Faz Sen(tide)

Janeiro 18, 2018 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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DESAFIO DAS CÁPSULAS DE DETERGENTE

Há um novo desafio viral na Internet que consiste na ingestão destas cápsulas ou na sua colocação na boca, filmando e partilhando nas redes sociais.

Estas cápsulas são altamente concentradas e projetadas unicamente para o seu fim. Devem ser armazenadas longe do alcance de crianças, independentemente das circunstâncias.

Partilhem este alerta.

https://www.facebook.com/policiasegurancapublica/photos/a.118723868183136.28032.109274852461371/1544643912257784/?type=3&theater

Brinquedos ruidosos põem em perigo a audição das crianças

Janeiro 15, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 7 de janeiro de 2018.

Joana Capucho

Organização Mundial da Saúde não recomenda níveis de ruído superiores a 85 decibéis, mas há brinquedos que chegam aos 135. Pais devem estar atentos, dizem especialistas

Guitarras, minibaterias, carros, armas e MP3 são apenas alguns dos brinquedos que podem constituir um perigo para a saúde auditiva das crianças. Se o nível de ruído ultrapassar o recomendado, podem conduzir a uma perda gradual da audição, que terá consequências no desenvolvimento global da criança. Agora que o stock de brinquedos foi renovado no Natal, os especialistas aconselham os pais a avaliar o nível de ruído das prendas oferecidas aos mais novos.

“A Organização Mundial da Saúde indica que o nível máximo de ruído permitido por brinquedo é de 85 decibéis (dB), apesar de a norma europeia relativa às propriedades físicas e mecânicas dos brinquedos (EN-71) que, entre outras coisas, fixa o nível sonoro máximo na conceção de brinquedos seguros, definir como limite o valor máximo em 125 dB para brinquedos com fulminantes”, indica a diretora-geral da GAES – Centros Auditivos em Portugal, Dulce Martins Paiva. Apesar de toda a legislação que existe, a responsável acredita que muitos brinquedos ultrapassam o que está recomendado. Uma opinião partilhada pelo pediatra Hugo Rodrigues: “Acredito que as marcas mais conceituadas têm isso em consideração, mas muitos fabricantes não.”

Com a “mesma minuciosidade” com que, por exemplo, avaliam os brinquedos com peças pequenas – que podem causar asfixia -, Dulce Paiva aconselha os pais a “a avaliarem o nível de ruído emitido pelos brinquedos oferecidos aos filhos neste Natal”, porque há casos em que chega aos 135 dB. De acordo com a especialista, isto é “o equivalente ao barulho produzido por uma banda de rock”. “Imagine o que é estar várias horas, diariamente, exposto a este nível de som. Necessariamente tem de haver consequências”, sublinha.

O desenvolvimento do aparelho auditivo pode, segundo Hugo Rodrigues, ficar afetado. “Está a desenvolver-se para responder a uma determinada frequência e intensidade de sons. Se for sujeito constantemente a intensidades muito altas, são ativados constantemente os recetores e provocamos uma desabituação a valores mais baixos. Por isso é que as crianças ficam a ouvir pior, porque desabituam o ouvido a responder a intensidades sonoras mais baixas”, explica o pediatra.

Para a maioria das crianças, quanto mais ruído fizerem os brinquedos, melhor. Até certo ponto, Dulce Paiva diz que o “estímulo auditivo é benéfico, mas também pode representar um risco”.

“O uso continuado de brinquedos musicais, com níveis sonoros elevados, pode provocar, além de dor no ouvido, uma fadiga no nervo auditivo”. Isto pode conduzir “a uma redução da audição derivada de uma lesão profunda das células do ouvido interno”, tal como a “problemas de sono, irritabilidade, dores de cabeça, alterações gastrointestinais, de visão, entre outros”.

Dificuldades de aprendizagem

Além das implicações diretas na audição, Hugo Rodrigues diz que a capacidade de concentração, abstração e resposta da criança pode ficar afetada, já que “fica habituada a muito barulho e precisa de estímulos cada vez mais intensos para conseguir estar atenta”.

Esta perda auditiva nos primeiros anos de vida acaba, segundo Dulce Paiva, por prejudicar “o desenvolvimento global da criança, tanto a nível emocional como social, mas sobretudo ao nível da linguagem. Ao deixar de estar exposta ao estímulo da linguagem existe um desfasamento do seu desenvolvimento linguístico, com repercussões na aprendizagem”. São os pais e os professores quem normalmente detetam que alguma coisa não está bem. De acordo com um estudo divulgado em novembro pela associação norte-americana Sight and Hearing, 18 dos 22 brinquedos que foram testados tinham níveis superiores a 85 decibéis.

O que diz a Deco

Embora não tenha nenhum estudo específico sobre os brinquedos ruidoso, a Deco já emitiu considerações gerais sobre o tema. “A marcação CE é um símbolo colocado nos brinquedos pelos fabricantes: não é uma garantia de segurança para a criança. Daí exigirmos que sejam criados mecanismos que permitam uma avaliação dos brinquedos por parte de entidades independentes”, recomenda, destacando que “persistem fabricantes ou distribuidores que, com frequência, vendem produtos com falhas, por não seguirem padrões de fabrico exigentes ou não exercerem um controlo responsável”.

mais informações no link:

http://www.sightandhearing.org/Services/NoisyToysList%C2%A9.aspx

 

 

 

 

Quais são os alimentos “proibidos” para as mães que amamentam?

Dezembro 20, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de Hugo Rodrigues publicado na http://visao.sapo.pt/ de 9 de dezembro de 2017.

Uma das maiores preocupações relativamente à alimentação das mães que amamentam sempre foi o cuidado de não ingerir alimentos potencialmente mais alergénicos, com medo de que eles pudessem passar através do leite para o bebé e induzir neste algum tipo de reação.

Esta é uma questão extremamente frequente e para a qual surgem várias respostas. No entanto, a evidência científica é cada vez maior nesta área e actualmente existem recomendações claras das principais sociedades científicas internacionais.

Uma das grandes vantagens do leite materno é ser um alimento “dinâmico”. Do ponto de vista nutricional, vai-se adaptando às diferentes fases de crescimento do bebé, permitindo que este seja sempre alimentado da maneira mais adequada em todas as etapas por que vai passando.

No entanto, a sua variação não é apenas nos nutrientes. Ele varia do ponto de vista imunológico, alterando a sua composição em termos de anticorpos e outras moléculas de defesa, mas também em termos de sabor. É consensual que a alimentação da mãe influencia a composição do leite materno e que vai fazer com que este adquira cheiros e sabores diferentes. Este é, claramente, um aspecto muito importante…

Por um lado, os sabores diferentes do leite vão permitir ao bebé conhecer também uma grande variedade de sabores, estimulando assim o desenvolvimento do sentido do paladar. E este aspecto é de tal forma significativo que está actualmente provado que é um facilitador da forma como os bebés aceitam a alimentação ao longo da sua vida futura. Assim, é um bom conselho dizer que “quantos mais sabores a mãe comer, mais sabores o filho come também e aprende a conhecer”.

Por outro lado, temos a questão das alergias. Uma das maiores preocupações relativamente à alimentação das mães que amamentam sempre foi o cuidado de não ingerir alimentos potencialmente mais alergénicos, com medo de que eles pudessem passar através do leite para o bebé e induzir neste algum tipo de reação. No entanto, o que os estudos vieram e têm vindo a demonstrar é exactamente o contrário. O leite materno tem um conjunto de partículas que diminuem a probabilidade do bebé fazer reacções alérgicas, pelo que parece ser benéfico contactar com esses alimentos através deste “veículo”. O risco de desenvolver alergias é menor do que quando se faziam restrições alimentares às mães, pelo que não faz sentido privá-las de nenhum alimento.

Por fim, a questão das cólicas. Ainda é bastante frequente ouvir-se dizer que as mães que amamentam não devem comer alimentos que lhes provoquem cólicas, porque vão ter o mesmo efeito nos bebés (os feijões e os legumes verdes são os exemplos mais recorrentes). Apesar desta ser uma crença popular, com muitos anos de evolução, não faz sentido nenhum do ponto de vista teórico. E não é difícil perceber porquê… O componente desses alimentos que provoca cólicas são as fibras que, por definição, são um nutriente que os seres humanos não conseguem absorver. Como não são absorvidas acumulam-se nos intestinos e levam à produção de gases e ao desconforto que muitas vezes provocam. No entanto, se permanecem no intestino, é completamente impossível que passem para o leite, pelo que não têm nenhum efeito nos bebés. Este é um mito que se tem perpetuado sem nenhum tipo de fundamento e que importa desconstruir.

Assim, a conclusão é simples e a resposta à questão inicial é muito fácil de dar. Não existem alimentos proibidos para as mães que amamentam! Elas podem e devem comer de tudo, tentando fazer uma alimentação o mais saudável possível. A única excepção são as bebidas alcoólicas, que devem ser restringidas e as bebidas com cafeína que, se possível, devem ser reduzidas ou abolidas também. Tirando isso, podem comer tudo. Alimentos como morangos, laranjas, feijões, frutos secos ou marisco podem e devem ser consumidos enquanto se amamenta.

Claro que, apesar de improvável, é sensato ir vigiando para ver se surge alguma reação no bebé, que pode ser de dois tipos: borbulhinhas no corpo (e não apenas na cara) ou algum tipo de desconforto. Se surgir e houver a suspeita de estar associada a algum alimento consumido pela mãe, o melhor conselho é mesmo parar esse alimento durante uns dias. Quando o bebé voltar a ficar “normal”, a mãe deve voltar a comer o que tinha comido para avaliar se surge a mesma reação. Se isso acontecer, o alimento não deve ser consumido novamente, mas em caso contrário a mãe pode voltar a ter liberdade na alimentação. E habitualmente é mesmo isso que acontece…

Hugo Rodrigues é pediatra no hospital de Viana do Castelo e docente na Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto e na Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho. Pai (muito) orgulhoso de 2 filhos, é também autor do blogue “Pediatria para Todos” e do livro “Pediatra para todos”

 

 

 

 

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