Mário Cordeiro. “Há mais crianças que se sentem infelizes, tristes e deprimidas. Até bebés…””

Julho 24, 2015 às 10:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , ,

Entrevista do i a Mário Cordeiro no dia 18 de julho de 2015.

Ana Brígida

“O problema não são os divórcios. Qualquer evento pode ser traumático se os miúdos se sentirem ameaçados”

Marta F. Reis e Vítor Rainho

A paixão pela medicina e as críticas à sua desumanizaçao são os fios condutores desta conversa.

Médico há mais de 30 anos, autor de mais de uma dezena de livros em diferentes registos. Toca piano, é um leitor compulsivo e fotógrafo amador. Acaba de tirar um curso de História de Arte e está decidido a aprender violino para acompanhar um dos filhos. Mário Cordeiro tem bicho carpinteiro como as crianças. Encontramo-lo numa manhã de férias numa esplanada com vista para a Praia da Areia Branca. Há anos que o seu retiro é por ali, na aldeia de Cezaredas, perto da Lourinhã. A caminho dos 60 anos, gosta cada vez mais do campo e sente-se cada vez com mais sede e fome do mundo, na corrida contra o tempo da vida.

Como decidiu seguir a carreira de medicina?

Foi sempre uma coisa que me entusiasmou, até pela parte da ciência, da descoberta. Aquele aspecto mais de trabalho de Sherlock Holmes, de chegar ao diagnóstico a partir dos dados, como se estivesse a fazer um puzzle. Depois terei sido influenciado por ter crescido num ambiente médico.

O pai, também Mário Cordeiro, insistiu nisso?

Ele era pediatra. Sei que gostava da ideia, mas não. O meu irmão mais velho andou em Medicina e depois desistiu e tenho uma irmã médica. Na altura não havia serviços de urgência de pediatria – o primeiro em Santa Maria era numa casa de banho adaptada para ver crianças. Como em casa ele estava de prevenção, aos almoços e jantares era frequente estarmos todos à mesa e alguém telefonar a pedir indicações para o filho que estava doente. Era engraçado porque nós a certa altura já fazíamos apostas sobre o que ia ser com base nas respostas e perguntas que ele fazia.

O interesse surge aí?

Sim. Gostava daquilo mas havia um problema: se via sangue começava logo a tremer, por isso pensei que nunca iria para Medicina. Tanto que quando me fui inscrever no liceu escolho Direito, que era algo que também me interessava. Todo feliz vou para a paragem do autocarro, que terei perdido por uns instantes. É enquanto estou à espera pelo autocarro seguinte que tomo a decisão de voltar à secretaria, rasgar os papéis e inscrever-me para Medicina.

O que o fez voltar atrás? 

Acho que foi pensar ‘não vou deixar de fazer o que quero por medo’. Não podia ser o facto de tremer ao ver sangue que me ia limitar na profissão. Nunca houve de facto pressão familiar, embora curiosamente toda a minha família do lado paterno, pai, avô e trisavô, tenham sido médicos.

Uma grande referência sua foi, contudo, o seu avô materno. O que o marca tanto?

A vida dele. Não conheci os meus avós paternos – o pai do meu pai já tinha morrido quando nasci e a mãe estava na Índia. Esse avô era realmente uma pessoa incrível, um homem da Renascença. Médico, oficial da Marinha, perito em história medieval italiana, em orientalismo. Foi secretário-geral da Sociedade de Geografia. Foi inventor! Inventou uma maca que permitia que duas pessoas transportassem um ferido em vez de quatro, ainda hoje ensinada na NATO. E fazia tudo discretamente. Não era um homem dos sete ofícios mas dos 70. Tive a sorte de ficar com o seu espólio quando a minha mãe morreu e ele tinha escrito memórias e apontamentos sobre a participação nas campanhas da República. Note-se que nasceu em 1881, foi mobilizado para derrotar Paiva Couceiro quando houve a tentativa de restaurar a Monarquia e depois esteve na Primeira Grande Guerra e nas campanhas de África. Era agnóstico e foi um dos únicos portugueses a ter autorização para consultar os arquivos secretos do Vaticano. Descubro tudo isto nas memórias, lá em casa o avô era o avô. Sabia que tinha estado em África mas não sabia nada sobre o seu pensamento religioso ou político. Achei esse processo de descoberta de uma pessoa fascinante, mais porque estava tudo escrito com uma letra irrepreensível. Era como se estivesse escrito em Word. Digo muito aos meus filhos: escrever é comunicar e é bom que, mesmo com os computadores, consigam rabiscar coisas que sejam entendíveis 100 anos depois.

Há algo desse avô no seu lado de cultivar vários ofícios, da escrita à música?

Não sei o que será genético, mas acho que esta vontade que tenho de fazer coisas é uma resposta a uma certa angústia existencial. É isto de sentir que há tanta coisa por fazer, ouvir, ler, escutar, aprender e ao mesmo tempo ver que a vida não é eterna.

Sente essa ânsia aumentar?

Sim, é aquela coisa de pensarmos que morremos velhinhos e isso a certa altura começa a cair por terra. Começam a morrer pessoas próximas de nós, da nossa idade, mais novas. Digo isto sem fatalismos. Ela anda aí e acho que isso deve ser uma força motivadora para tudo. Sinto sobretudo a ânsia de não perder tempo com coisas que não interessam. Durante muitos anos não fui capaz de dizer que não e agora já sou.

O que mudou nas doenças das crianças desde que começou a trabalhar?

Houve muitas mudanças em tudo. Quando comecei as crianças morriam de desidratação na sequência de uma gastroenterite. Em Peniche, no início dos anos 80, no serviço médico à periferia, chegava a fazer bancos em que entrava às 8 da noite de sexta-feira e estava até às 8 da manhã de segunda. Eram quase 72 horas de urgência e via-se de tudo: desde uma grávida em trabalho de parto, picadas de peixe-aranha e, se havia festas na aldeia, era quase certo que apareciam facadas e navalhadas.

Havia muitas situações de alcoolismo, mesmo em miúdos?

Sim, as sopas de cavalo cansado. Havia essa ilusão nas aldeias de que o álcool dava calor, o que ajudava a fazer frente ao frio. Claro que também havia miúdos que iam à garrafeira dos pais, quase para experimentar o menú dos adultos. Hoje é diferente. A bebida passou a ser vista quase como uma condição para estar contente e feliz. Há uma noção um bocado perversa do que estar feliz e contente implica dizer alarvices e fazer figura de palhaço…

Os pais levam essa preocupação ao consultório?

Sim, mas vejo sobretudo isso nos agrupamentos escolares. O álcool hoje aparece muito barato aos jovens. Até à volta de algumas escolas há happy hours de cerveja, imperiais a 60 cêntimos, o que fica mais barato que uma água ou um refrigerante.

Em termos de doenças, que diferenças se nota mais nas crianças?

Não nos podemos esquecer que somos campeões na redução da mortalidade infantil. Houve uma diminuição do peso das doenças infecciosas e há mais situações crónicas, seja perturbações do desenvolvimento, cancro e as consequências de violência e acidentes. Mas há muito mais problemas de saúde mental, se calhar porque as pessoas ligam também mais a isso, mas não digo só esquizofrenias e neuroses. Há mais casos de crianças que se sentem infelizes, tristes, deprimidas.

Crianças de que idade?

Quatro e cinco. No fundo miúdos deprimidos por se sentirem mal nos seus ecossistemas, mal em casa, muito fechados. São quatro paredes sem casa, no carro, no consultório. E muitas vezes tudo plastificado, mesmo os afectos.

Falta de amor que gera falta de amor-próprio?

Sim. Creio que o nosso discurso de adultos não contribui muito para uma boa auto-estima.

Que idade tinha a criança mais nova que viu com uma depressão?

Já vi depressões em bebés. Um bebé que não seja objecto de afecto explícito corre esse risco. Agora, o ser humano tem uma boa resiliência desde que perceba o que se passou.

Mas como se trata uma criança com depressão?

Primeiro é preciso descobrir o que a deprime, o que a traumatizou, magoou. Isso nem sempre é fácil. E depois é tentar fazê-la ver o lado bom da vida, o que às vezes não é fácil pois é residual.

Dizia que os adultos podem contribuir para esse fenómeno.

Sim, há duas coisas erradas que fazemos. Uma é criar a expectativa de uma vida maravilhosa que depois não se concretiza. Aquela pressão para ir para o quadro de honra, ter a camisa de marca. A outra coisa é precisamente o contrário, aquela atitude de “escusas de estar a esforçar-te para ser uma pessoa completa porque, das duas uma, ou vais ser um malandro ou a vítima do malandro.” É o que vemos no telejornal: a galeria de horrores em que se salta do malandro, para o assassino, o pedófilo, o ladrão, o corrupto, o mentiroso. Isto não é muito estimulante para quem está a crescer e acho que devemos, enquanto adultos, ter a preocupação de passar um quadro de liberdade do que é a vida adulta. Devemos dizer que há o malandro, a vítima do malandro e depois a terceira hipótese, que é a da generalidade das pessoas. Acho que os adultos se vitimizam um bocado e desfrutam pouco para estar obcecados com o que não têm e isso passa às crianças.

Os pais que o procuram hoje são diferentes de há 30 anos?

Sabem mais coisas. Sempre foram mas hoje assumem-se mais como os primeiros cuidadores dos filhos e os médicos vão perdendo felizmente aquela arrogância, aquilo de se achar que os pais não sabiam nada e o doutor é que era o bom. Antes, se os pais fossem ignorantes, saíam tão ignorantes como quando tinham chegado ao consultório porque nada era explicado ou então os médicos usavam um jargão impressionante. É aquela velha história de dizer ao doente quem tem espondiloartrose e não bicos de papagaio. Espondiloartrose é mais solene e às vezes isto ainda acontece… A medicina evoluiu muito pouco neste sentido.

Da humanização?

Sim, continua a haver este desfasamento entre uma ciência que não sendo exacta tem de ser muito rigorosa, mas que tem de saber ao mesmo tempo comunicar. Não será caso único, acontece o mesmo com a linguagem jurídica. Acho que se um diagnóstico ou uma terapêutica é um acto negocial, como uma lei é para ser seguida pelas pessoas, tem de ser antes de mais entendido.

Uma relação negocial em que sentido?

Se faço um diagnóstico ou prescrevo um antibiótico de oito em oito horas, e os pais questionam que por causa do infantário têm receio que a educadora falhe, tenho de ver se há alternativa, se pode ser de 12 em 12. Tem de haver um entendimento mínimo para haver um compromisso e as coisas funcionarem.

 

Vacinas: Arriscar a vida deles

Julho 16, 2015 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , ,

Artigo da Visão de 9 de julho de 2015.

Getty Images

A morte de um menino espanhol com difteria relançou o debate à volta do movimento contra as vacinas

Rosa Ruela (artigo publicado na VISÃO 1165, de 2 de julho)

Pau tinha seis anos e já ia sozinho à papelaria comprar cromos de futebol. No bairro de Benavent, em Olot, província de Girona, os vizinhos recordam um rapazinho falador que adorava nadar na piscina municipal. Viam-no muitas vezes passar naquelas ruas que têm nomes das crateras vulcânicas da região, com os pais e a irmã mais nova, de um ano. Jordi e Marta, os pais, não são nenhuns hippies, disse uma carteira que os conhecia ao El Mundo.

Percebe-se o comentário quando se sabe que Marta é fisioterapeuta e osteopata numa clínica onde se pratica a homeopatia. Sim, ela não é nenhuma hippie mas não acredita nas vacinas. Nunca vacinara os filhos até aquele dia 29 de maio em que os médicos lhe disseram que as dores de garganta de Pau eram sintomas de difteria.

Durante um mês, o rapazinho esteve ligado às máquinas, na unidade de cuidados intensivos do Hospital Universitário Vall d’Hebron de Barcelona. Recebeu uma antitoxina vinda da Rússia, mas o seu coração não resistiu e ele acabou por morrer na madrugada de 29 de junho.

Há 29 anos que não se via um caso de difteria em Espanha, onde a taxa de cobertura vacinal ronda os 97 por cento. O debate estalou lá e cá, onde o cenário é semelhante: a difteria foi erradicada há 22 anos e temos apenas 3% de pessoas não vacinadas.

‘Vacinar, vacinar, vacinar’

Em outubro faz cinquenta anos que o Plano Nacional de Vacinação (PNV) arrancou em Portugal. Estreou-se com a campanha da poliomielite e, desde então, foram eliminadas seis doenças: varíola, poliomielite, tétano neonatal, difteria, sarampo e rubéola. Apesar de ser apenas uma recomendação, temos uma taxa de cobertura vacinal de cerca de 97 por cento.

O professor Arnaldo Sampaio, o grande impulsionador do PNV, afirmava que para prevenir doenças só havia três hipóteses: “Vacinar, vacinar, vacinar.” O pai do antigo Presidente da República Jorge Sampaio e do psiquiatra Daniel Sampaio iria gostar de saber que as vacinas salvam 2,5 milhões de vidas por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde. Mas, apesar de a maioria da comunidade médica concordar que a saúde pública merecia ver a vacinação ser obrigatória (excetuando nos casos de quem tem as defesas diminuídas), são raros os países onde isso acontece.

Em Portugal, um velhinho decreto-lei de 1962 determina a obrigatoriedade das vacinas da difteria e do tétano, mas o PNV, posterior, como já se viu, é apenas uma recomendação. Além do acompanhamento dado pelos centros de saúde, o boletim de vacinas deve ser verificado nas escolas, no momento da matrícula, mas os pais podem recusar, bastando para isso assinar um termo de responsabilidade. “Temos de insistir na informação correta e na desmistificação dos argumentos que os grupos antivacinação apresentam”, diz Amélia Cavaco, da Sociedade de Infeciologia Pediátrica/Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Na Austrália, contornou-se a questão: argumentando que a recusa poderá acarretar encargos para o erário público, o Governo decidiu que quem não vacina um filho recebe menos benefícios fiscais. A decisão foi tomada em 2011, quando havia 11% de menores de cinco anos desprotegidos.

O Ministério da Saúde espanhol ainda não terá fechado as contas, mas não será pequena a fatura deste surto de difteria. Mal chegaram os resultados das análises feitas a Pau, começou uma investigação epidemiológica para encontrar a origem do foco da infeção. Descobriram-se dez portadores do bacilo (todos vacinados), mas fez-se o despiste a mais de duzentas pessoas. Os dez infetados, apesar de assintomáticos, receberam tratamento antibiótico para eliminar a bactéria; e sujeitaram-se 140 crianças e adultos a um esfregaço faríngeo.

O surto de sarampo que deixou muito boa gente em pânico nos Estados Unidos, no final do ano passado, também não terá ficado barato. Contabilizaram-se 121 casos em 17 Estados. Se pensarmos que, há quatro anos, o custo de 107 casos ficou estimado entre os 2,4 milhões de euros e os 4,7 milhões de euros, espera-se um rombo semelhante nos cofres estatais, escreve a revista Forbes.

A maioria das pessoas que contactou com a doença estaria vacinada, embora se tenha escrito que existem zonas na Califórnia com taxas de vacinação baixíssimas, próximas do Sul do Sudão. Nesta região dos EUA, o movimento antivacinação é muito forte.

Tudo começou no Reino Unido, com um estudo que veio a provar-se ser fraudulento, encabeçado por um cirurgião de origem canadiana – Andrew Wakefield – que, em 1998, publicou na revista The Lancet uma pretensa causa-efeito entre a vacina tríplice (sarampo, papeira e rubéola) e o autismo. ?A revista faria desaparecer o estudo dos seus arquivos em 2010, mas três anos antes já a teoria de Wakefield se espalhara nos EUA pela mão de Jenny McCarthy, então namorada do ator Jim Carey. Segundo Jenny, o seu filho Evan tornara-se autista depois de ter sido vacinado com aquela vacina.

Hoje, o movimento antivacinação espalhou-se a uma boa parte do mundo, outros médicos se juntaram a Wakefield e já não é só a tríplice a má da fita. Os pais que optam por não imunizar os filhos habitualmente não lhes dão nenhuma vacina. Beneficiam da chamada imunidade de grupo porque as vacinas (à exceção da do tétano) não conferem apenas proteção individual; com taxas acima dos 95% atinge-se a imunidade de grupo. É por isso que grande parte da comunidade científica os considera egoístas.

Mais do que egoístas, Marta e Jordi sentem-se culpados por terem acreditado no movimento antivacinação. Já vacinaram a filha mais nova e fizeram, eles próprios, um reforço da antidiftérica. Agora percebem que é uma questão de saúde pública.

O que é a difteria

É uma doença infeciosa, provocada por uma toxina que se aloja nas vias respiratórias superiores. Ao entrar na corrente sanguínea pode afetar rins, cérebro e coração. A vacina foi descoberta em 1890.

Os gurus antivacinação

Nos últimos dias, as redes sociais encheram-se de tributos ao médico James Jeffrey Bradstreet, que apareceu morto num rio em Chimney Rock, na Carolina do Norte, com um tiro no peito. Os peritos apontam para suicídio, mas a família vai avançar com uma investigação. Jeff seria demasiado incómodo para a indústria farmacêutica, dizem – há anos que chamava a atenção para a alegada ligação entre o mercúrio presente nas vacinas e o autismo. Os posts sobre a sua morte cruzam-se com as conferências de Andrew Wakefield, impedido de praticar medicina no Reino Unido pela sua cruzada antivacinas.

 

 

 

 

 

Pano para tapar o sol no carrinho? O erro que quase todos os pais cometem

Julho 5, 2015 às 3:08 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Sol de 1 de julho de 2015.

sol

O sol atinge o rosto do bebé ou a luz não o deixa dormir tão descansado. Todos os pais, instintivamente, desde o primeiro dia de vida dos bebés, apressam-se a pendurar na capota do carrinho fraldas de pano, os seus próprios casacos e outros panos que são já vendidos para esse efeito. Mas um estudo vem agora alertar para os perigos de tapar os carrinhos, especialmente em dias de calor.

Svante Norgren, pediatra do hospital pediátrico Astrid Lindgren, na Suécia, conduziu um estudo que conclui que quando se pendura um pano sobre a capota, “dentro do carrinho fica uma temperatura extremamente elevada, com um efeito semelhante ao de um termo”. Além disso, a circulação de ar é insuficiente e é mais difícil para os pais vigiarem os bebés pequenos se estes vão tapados, podendo não se aperceber de eventuais indisposições.

O estudo realizou várias experiências para perceber o quão quente fica o habitáculo onde está o bebé. E as conclusões não deixam dúvidas. Um carrinho exposto ao sol sem pano que estava a 22 graus atingiu os 34 após meia hora de se colocar uma fralda sobre a capota. Ao fim de uma hora o termómetro marcava 37 graus.

Isto significa que quando os pais colocam o pano, em vez de estar a proteger os filhos do calor, na verdade estão a deixá-los desconfortáveis e a colocá-los em perigo devido ao aumento da temperatura.

A pediatra avisa que não se deve adoptar esta prática e é preferível tentar circular pela sombra, colocar um chapéu e protector solar na criança e usar apenas a capota que já vem instalada no carrinho. É sabido que o risco de morte súbita nos bebés aumenta exponencialmente quando expostos ao calor, por isso esta prática é ainda mais arriscada se se trata de recém-nascidos.

 mais informações na notícia:

Why covering your baby’s pram with a blanket could put their life at risk

 

 

 

Mitos sobre a Vacinação – Informação da Direção-Geral da Saúde

Julho 2, 2015 às 2:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , ,

dgs

Descarregar o Boletim Vacinação Nº 4 Junho 2012.

Mitos sobre a vacinação

mais informações sobre vacinação nos links:

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/vacinacao/vacinas.htm

https://www.dgs.pt/outros-programas-e-projetos/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/vacinacao.aspx

 

Nívea inventa bonecas sensíveis a raios solares para incentivar as crianças a usar protetor solar

Junho 12, 2015 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , ,

texto do site  http://media.rtp.pt  

rtp

 Por Joana Martins joana.m.martins@rtp.pt

A brincar a brincar aprendem-se coisas muito importantes.

Que engraçado que é chegar à praia e ver os pais a correr atrás dos filhos para lhes passarem protetor solar enquanto as crianças se empenham nas cambalhotas e nas brincadeiras que imaginaram mal pusessem os pés da areia! Para muitos pais o verdadeiro desafio das férias é convencer os miúdos a porem creme várias vezes ao dia, por entre mergulhos e corridas.

Para contrariar essa empreitada, a Nívea resolveu dar uma ajuda: criou a Nivea Doll. Através da boneca, as crianças passam a compreender melhor a importância de usar protetor solar. O brinquedo é sensível ao sol e precisa de usar protetor, caso contrário ficará com a “pele” queimada.

Alguns exemplares desta boneca pensada pela Nívea e pela FCB Brasil foram entregues a pais e filhos nas principais praias do Rio de Janeiro. Imediatamente as crianças se aperceberam da importância de cuidar da sua boneca e levaram muito a sério a tarefa de a proteger dos escaldões. Assim, enquanto elas se entretinham a pôr creme na boneca, os pais cuidavam da pele dos filhos. Uma tarefa útil e divertida!

Vacina Prevenar gratuita para crianças nascidas a partir de 1 de junho

Maio 21, 2015 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , ,
© Ina Fassbender / Reuters

© Ina Fassbender / Reuters

 

A vacina Prevenar 13, que previne doenças como a meningite e a pneumonia, vai ser gratuita para as crianças nascidas a partir de 1 de junho, passando a integrar o Programa Nacional de Vacinação, anunciou hoje o Governo.
A inclusão foi possível após “negociações com a indústria farmacêutica”, conforme revelou à Lusa fonte do Ministério da Saúde, adiantando que a medida custará ao Estado 2,5 milhões de euros, só em 2015.
Esta vacina previne doenças provocadas pela bactéria pneumococo, como a pneumonia, meningite, otite e septicemia, entre outras.
Uma vez que a vacina passará a integrar o Plano Nacional de Vacinação (PNV) a partir de 01 de junho, e como as crianças só podem começar a recebê-la aos dois meses de idade, a vacinação será gratuita a partir de agosto deste ano.
Além das crianças, a Prevenar 13 será igualmente gratuita para “os adultos com doenças crónicas e considerados de alto risco, nomeadamente os portadores do vírus VIH e de certas doenças pulmonares obstrutivas, além do cancro do pulmão”.
Para a restante população, nomeadamente os adultos e as crianças nascidas antes de 01 de junho deste ano, o Estado vai comparticipar 15% do custo da vacina.
O acordo entre a Direção Geral da Saúde (DGS), o Infarmed e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e a indústria farmacêutica será firmado quinta-feira.

 

Notícia publicada pela SIC Notícias em 7 de Maio de 2015.

Ministério da Educação alerta escolas para cuidados na observação de eclipse solar

Março 17, 2015 às 12:30 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Diário Digital de 16 de março de 2015.

eclipse

O Ministério da Educação e Ciência alertou hoje as escolas para os cuidados na observação, na sexta-feira, do eclipse total do Sol, que será parcial em Portugal, devido aos riscos de lesões oculares, inclusive cegueira.

Em Portugal, o eclipse começa pelas 08:00 (hora de Lisboa) e termina pelas 10:00, com o seu pico a acontecer pelas 09:00.

Em comunicado, o ministério lembra que a observação do Sol “requer procedimentos de segurança corretos que, a não serem observados, terão como consequência graves riscos para a visão e, no limite, a cegueira”.

Na nota, a tutela adianta que a Direção-Geral de Educação, em colaboração com o Observatório Astronómico de Lisboa e a Direção-Geral da Saúde, enviou hoje às escolas “informação pormenorizada” sobre o eclipse solar e os cuidados a ter durante a observação.

O ministério avisa que o Sol “nunca deve ser observado diretamente sem filtros solares oculares”, mais conhecidos como “óculos de eclipses”, nem através de óculos escuros, vidros negros fumados, películas ou negativos fotográficos e radiografias.

A observação com óculos de proteção especial “nunca deve exceder períodos de 30 segundos”, fazendo-se “sempre intervalos de três minutos de descanso”.

A tutela sugere como método seguro de observação do eclipse a projeção da imagem do Sol num cartão, por meio de um orifício, ou a visualização da imagem projetada na sombra das árvores.

O comunicado do ministério esclarece que os alunos podem assistir, na quarta-feira, a uma vídeo-difusão sobre a temática, a partir das 11:00, em http://live.fccn.pt/mec/dge/eclipse.

O eclipse solar de sexta-feira será total apenas no extremo norte do Oceano Atlântico, nas ilhas Faroé (Dinamarca) e Svalbard (Noruega) e na região Ártica, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa. No resto do mundo, será visto como parcial.

Um eclipse do Sol sucede quando a Lua, satélite natural da Terra, se interpõe entre o seu planeta e o Sol, ocultando total (eclipse total) ou parcialmente (eclipse parcial) a luz solar.

Diário Digital com Lusa

 

 

Os bons hábitos de criança podem melhorar até 35% a saúde cardiovascular dos adultos

Março 5, 2015 às 6:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do http://www.20minutos.es    de 15 de fevereiro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Cumulative Effect of Psychosocial Factors in Youth on Ideal Cardiovascular Health in Adulthood: The Cardiovascular Risk in Young Finns Study

GTRES

  • También se asocian a un 14% más de IMC normal, un 12% más de no ser fumador y un 11% más de mantener niveles correctos de glucosa.
  • Más del 60% de los hábitos de vida se adquieren durante la infancia y por ello conviene incidir sobre hábitos preventivos desde las escuelas.

La salud del adulto se siembra, en gran medida, en la infancia. La presencia de factores psicosociales positivos durante la infancia y la juventud, de los 3 a los 18 años, aumenta el índice de salud cardiovascular en la edad adulta. Lo asegura un estudio realizado en Finlandia y que se publica en la revista Circulation.

Esta investigación concluye que los niños y adolescentes que tenían mayor presencia de estos factores favorables (entorno socioeconómico, el entorno emocional, los hábitos saludables de los padres, la ausencia de posibles acontecimientos estresantes, la capacidad de autorregulación del niño y su adaptación social) durante la infancia también tenían un 35% más de probabilidades de tener una buena salud cardiovascular en la edad adulta en comparación con los que presentaron menos factores favorables.

El estudio ha contado con un total de 1.089 participantes de edad comprendida entre los tres y los dieciocho años. Los investigadores registraron los niveles de ciertos indicadores de riesgo cardiovascular (índice de masa corporal, presión arterial y colesterol) y, mediante un exhaustivo test, la presencia de distintos factores psicosociales favorables. Veintisiete años más tarde, cuando los participantes se encontraban entre los 30 y los 45 años de edad, los investigadores evaluaron el estado de salud cardiovascular de todos ellos mediante distintos indicadores de riesgo (el índice de masa corporal, la practica de actividad física semanal, el tabaquismo, la dieta equilibrada y los niveles de presión arterial, de colesterol y de glucosa en sangre).

Tras el análisis de los resultados se ha observado que una mayor exposición a factores psicosociales positivos se asocia a un 14% más de probabilidades de mantener un índice de masa corporal (IMC) normal, a un 12% más de probabilidades de no ser fumador y a un 11% más de probabilidades de mantener unos niveles de glucosa correctos en la edad adulta. Además, de los factores psicosociales específicos, un entorno socioeconómico favorable y una mayor capacidad de autorregulación por parte del niño, son los factores que aportan un mayor beneficio a la salud cardiovascular en la edad adulta.

La Fundación Española del Corazón (FEC) recuerda que un 60% de los hábitos de vida se adquieren en la infancia y que el trabajo preventivo en edades tempranas es fundamental para lograr reducir el impacto y la gravedad de las enfermedades cardiovasculares. “Resulta vital hacer énfasis sobre la prevención cardiovascular desde las escuelas”, asegura Leandro Plaza, presidente de la FEC.

“Hay que priorizar la importancia de una alimentación cardiosaludable y de la práctica periódica de actividad física para abordar, desde la infancia, problemas de salud como la obesidad y el sedentarismo” explica el doctor. Y añade: “La adopción de hábitos saludables y los consejos sobre prevención deberían ser tan importantes como cualquier otra asignatura”.

El presidente de la Fundación Española del Corazón recuerda que “son muchos los niños y niñas que desayunan y comen en su centro escolar. Por ello, es el momento y el lugar perfecto para inculcar la importancia de una alimentación cardiosaludable, entre otros”. Por ello sugiere que, “estas comidas deberían estar revisadas por nutricionistas, capaces de planificar una dieta sana y equilibrada que inculque a los niños una alimentación correcta y saludable”.

 

 

Vídeo da Campanha Eu Fumo Tu Fumas – Direção-Geral da Saúde (DGS)

Fevereiro 27, 2015 às 12:15 pm | Na categoria Site ou blogue recomendado, Vídeos | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , ,

mais informações, vídeos, etc no site da campanha:

http://www.eufumotufumas.com/

Eu fumo, tu fumas e uma em cada três crianças também

Fevereiro 27, 2015 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Público de 26 de fevereiro de 2015.

ng3992445

Romana Borja-Santos

Nova campanha da Direcção-Geral da Saúde quer sensibilizar e prevenir a exposição das crianças ao fumo do tabaco em casa e nos carros. Chama-se Eu fumo, tu fumas e arranca na próxima semana.

Eu fumo, tu fumas, ele fuma, nós fumamos… Um coro de crianças conjuga o verbo fumar num anúncio de rádio. Num cartaz, uma frase lembra a mesma ideia “quando alguém fuma, todos fumam”. Um outro coloca um avô de cigarro na boca e, ao lado, o neto a expirar o fumo que respirou inadvertidamente. Mais uma vez uma frase alerta que “alguns avós oferecem mais do que as memórias aos seus netos”. Estas são algumas das mensagens da nova campanha da Direcção-Geral da Saúde (DGS), apresentada nesta quinta-feira, e que pretende prevenir a exposição das crianças ao fumo do tabaco quando os estudos apontam para que um em cada três menores seja exposto ao fumo em casa ou no carro.

“O fumo é o principal poluente evitável do ar interior e não há um limiar seguro de exposição ao fumo”, começou por explicar a directora do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, que acrescentou que “mais de 80% do fumo do tabaco é invisível”, o que faz com que inconscientemente muitas pessoas exponham crianças. Como exemplo, Emília Nunes referiu as superfícies, roupas, paredes e tintas em que o fumo se deposita em quantidades suficientes para ser absorvido pelas crianças, mesmo muito tempo depois de se ter fumado no espaço. Otites, asma, dificuldades respiratórias, pneumonias e síndrome de morte súbita do lactente são algumas das doenças que afectam numa proporção muito superior os filhos de pais fumadores.

De acordo com Emília Nunes, quase 37% dos menores de idade estão expostos ao fumo ambiental do tabaco em casa. Um estudo com crianças apenas do 4.º ano de escolaridade também detectou que quase 63% das crianças expostas ao tabaco em casa são filhas de fumadores, mas há 19,2% de crianças sem pais que fumam e que através das visitas acabam por estar em contacto com os químicos. Nos carros o cenário também não é melhor e um estudo que acaba de ser publicado indica que 28% das crianças são expostas ao tabaco nos carros.

O comportamento nos carros é precisamente um dos alvos da campanha Eu fumo, tu fumas da DGS, que num dos vídeos mostra um pai a fumar no carro e a criança na cadeirinha a expelir o mesmo fumo e apela a que “não ofereça este futuro ao seu filho”. A campanha vai arrancar na próxima semana e está disponível até final de Março, num investimento de 75 mil euros, aos quais o secretário de Estado adjunto da Saúde contrapôs os 500 a 600 milhões de euros que os fumadores gastam por ano. “Há um ganho muito grande quando reduzimos o número de fumadores”, sublinhou Fernando Leal da Costa, que explicou que a aposta do Governo passa por sensibilizar as pessoas mais do que por proibir.

Questionado sobre o atraso de dois anos na revisão da lei do tabaco, Leal da Costa disse que espera ter um novo diploma ainda durante esta legislatura, mas confirmou que a proibição do fumo dentro dos carros não está, por agora, em cima da mesa. O governante defendeu que neste momento não temos uma boa lei, mas por respeito aos investimentos que ela exigiu aos espaços que quiseram permanecer para fumadores a revisão ainda não vai prever uma interdição total do tabaco em restaurantes ou bares e essa mudança será “progressiva”. A única certeza é que novos “espaços que queiram iniciar-se devem ser livre de fumo”, disse Leal da Costa.

Em estudo estão também outras opções, como a avançada nesta quinta-feira pelo PÚBLICO, de devolver aos ex-fumadores algum do dinheiro que gastaram nos produtos para a cessação tabágica. O secretário de Estado disse que ainda é prematuro avançar com pormenores concretos, como o valor que poderá ser pago e ao fim de quanto tempo, mas explicou que serão negociados melhores preços com os fabricantes destes produtos. A ideia passa sempre por manter o programa de deixar de fumar ligado aos médicos de família, “já que os medicamentos por si só não têm a eficácia desejável”, sublinhou. Quanto à forma de testar se houve cessação tabágica, Leal da Costa disse que ainda não foi decidida, mas Emília Nunes explicou que outros países já usam testes ao monóxido de carbono.

 

 

Página seguinte »

Blog em WordPress.com. | O tema Pool.
Entries e comentários feeds.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 909 outros seguidores