Ajudar as Crianças a lidar com o stress durante o surto de COVID19

Março 19, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/p/covid19

original da WHO:

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/mental-health-considerations.pdf?sfvrsn=6d3578af_8

UNICEF lança guia para ajudar escolas a combater a infecção

Março 16, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 11 de março de 2020.

Mudar os horários (com um maior distanciamento e final das aulas para diferentes turmas), promover o distanciamento social e criar momentos obrigatórios para lavar as mãos são algumas das recomendações.

Karla Pequenino

A UNICEF publicou um guia com “mensagens-chave” para ajudar a evitar a transmissão do novo coronavírus (covid-19) em espaços escolares – inclui recomendações para professores e funcionários, pais e encarregados de educação, e estudantes do pré-escolar ao ensino secundário. “São necessárias precauções para prevenir a propagação da covid-19 em ambiente escolar; no entanto, também é importante ter cautela para evitar estigmatizar estudantes e funcionários que possam ter estado expostos ao vírus”, lê-se na introdução do guia de 12 páginas, publicado esta semana. Foi elaborado com o apoio da Organização Mundial da Saúde e da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (IFRC).

Em comum, as recomendações defendem a criação de momentos obrigatórios para lavar as mãos, e estratégias promover o distanciamento social. O objectivo é ajudar educadores a diminuir a ansiedade e medo dos mais novos em torno do novo coronavírus e ajudá-los a lidar com o impacto da actual situação no seu dia-a-dia. Guias semelhantes para “escolas saudáveis e seguras”, implementados em escolas da Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa durante o surto de ébola entre 2014 e 2016, ajudaram a prevenir a transmissão do vírus nas escolas.

Sugestões da UNICEF para “escolas saudáveis e seguras”

  • Ficar em casa: professores, funcionários e alunos doentes, com sintomas, ou que estiveram em contacto com pessoas infectadas com o novo coronavírus não devem ir às aulas;
  • Lavar mais vezes as mãos: promover hábitos de higiene regulares ao criar momentos obrigatórios para lavar as mãos com água e sabão e uma solução à base de álcool quando possível; outra sugestão é criar cartazes com recomendações de boas práticas;
  • Limpar e desinfectar: desinfectar superfícies (como secretárias, corrimãos, bancadas) pelo menos uma vez por dia. A UNICEF diz que é importante dar prioridade a superfícies que são tocadas diariamente por muitas pessoas (mesas na cantina, equipamento desportivo, maçanetas de portas, brinquedos, corrimãos);
  • Promover o distanciamento social: evitar que grandes grupos de pessoas se juntem. As sugestões incluem cancelar eventos desportivos, festas e assembleias, colocar os alunos a um metro de distância quando possível, criar um modelo de ensino em que os alunos possam trabalhar sozinhos, e adaptar o horário para que diferentes turmas comecem e acabem o dia escolar em horas diferentes;
  • Aumentar ventilação: abrir janelas se o clima o permitir e ligar o ar condicionado quando disponível;
  • Prevenir o estigma: os alunos devem ser incentivados a fazerem perguntas sobre as dúvidas que tenham em torno do novo coronavírus, e a expressarem os seus sentimentos. Os professores devem prevenir o estigma ao recordar que a infecção não diferencia entre fronteiras, etnias, capacidade física, idade ou género;
  • Ajudar quem fica em casa: criar planos para manter a aprendizagem dos alunos que têm de ficar em isolamento em casa. As sugestões incluem utilizar plataformas de ensino virtual quando possível, preparar exercícios e planos de leitura para os alunos que estão em casa, e eleger professores para realizar reuniões de acompanhamento remotas, diárias ou semanais, com os alunos em isolamento para discutir planos de trabalho.

Pensão de alimentos: o que acontece quando o progenitor não cumpre?

Março 9, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do Jornal Económico de 28 de fevereiro de 2020.

Em caso de divórcio, a Lei portuguesa obriga a que o progenitor a quem não é concedida a guarda do filho menor pague uma pensão de alimentos. Mas o que acontece quando este não cumpre a sua obrigação? Saiba tudo neste artigo.

O progenitor a quem não é concedida a guarda do filho menor é obrigado, por lei, ao pagamento de uma pensão de alimentos. Para colmatar o incumprimento do pagamento desta prestação, existe o Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores (FGADM). Fique a conhecer, neste artigo elaborado pelo ComparaJá.pt, tudo sobre este apoio social concedido pelo Estado.

O que é a pensão de alimentos?

O Código Civil português diz, no nº 1 do artigo 1675º, que “o dever de assistência compreende a obrigação de prestar alimentos e a de contribuir para os encargos da vida familiar”.

É obrigatório por lei, como mencionado no nº 1 do artigo 1905º do Código Civil, que os pais prestem os devidos alimentos aos filhos em caso de divórcio, separação judicial de pessoas e bens, declaração de nulidade ou anulação do casamento.

Assim, a pensão de alimentos representa uma prestação, paga em dinheiro, pelo progenitor a quem não foi conferida a guarda, até que o jovem cumpra 25 anos de idade (se for estudante), de forma a garantir a sua subsistência.

É ainda importante referir que a pensão de alimentos não se destina apenas a suportar as despesas de alimentação tidas com o menor, mas tem em conta todos os gastos relacionados com o bem-estar e crescimento da criança, tais como vestuário, habitação, transportes, escolaridade e educação, saúde, etc.

O estabelecimento da pensão de alimentos é feito por mútuo acordo entre os pais. No entanto, caso não exista concordância entre as partes, a pensão terá de ser pedida em Tribunal. É neste âmbito que existe o Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores prestado pela Segurança Social.

De acordo com o Guia Prático Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores – Pensão de Alimentos Devidos a Menores disponibilizado pela Segurança Social, “a pensão de alimentos devidos a menores – crianças ou jovens até aos 18 anos de idade –, tem como objetivo garantir a subsistência do menor.

Em caso de incumprimento do pagamento das prestações por parte do progenitor que a tal se encontra obrigado, será o Tribunal a assumir a dívida através da disponibilização do Fundo de Garantia.

Quais os requisitos de atribuição deste apoio?

Para se beneficiar da pensão de alimentos providenciada pelo Fundo de Garantia, é necessário que sejam cumpridas as seguintes condições legais:

  • A pessoa judicialmente obrigada a prestar alimentos tem de estar em incumprimento das quantias em dívida;
  • O menor não pode ter rendimentos ilíquidos superiores ao Indexante dos Apoios Sociais (IAS) nem beneficiar, nessa medida, de rendimentos do progenitor ou de quem tem a sua guarda;
  • O beneficiário tem de ser menor (criança ou jovem até aos 18 anos de idade) e residir em território nacional;
  • O Representante Legal tem de residir em território nacional.

As prestações de alimentos não podem exceder, mensalmente, por cada devedor, o montante de 1 IAS, independentemente do número de filhos menores, devendo o tribunal atender à capacidade económica do agregado, ao montante da prestação de alimentos fixada e às necessidades específicas do menor.

Nota: Para que seja verificado o incumprimento, a regulação do exercício das responsabilidades parentais tem de ser decidida em Tribunal, onde fica determinado quem é obrigado a cumprir com a prestação de alimentos e qual o valor.

Como pedir?

O pedido da pensão de alimentos devida a menores deve ser solicitado em Tribunal e pode ser feito pelo Ministério Público, pelo representante legal do menor ou pela pessoa à guarda de quem o menor se encontre.

Este pedido deve ser feito no Tribunal onde ocorreu o processo de Regulação do Exercício das Responsabilidades parentais ou de Alimentos a Menor, com vista a iniciar o procedimento judicial de solicitação de avaliação para atribuição da prestação de alimentos através do Fundo de Garantia, e deve ser efetuado quando a pessoa que ficou obrigada a pagar a prestação de alimentos não o faz ou deixa de fazê-lo.

Até que idade é devida a pensão de alimentos?

A Lei portuguesa dita que a pensão de alimentos deve ser devida até que o jovem cumpra 25 anos de idade (se for estudante), conforme mencionado no nº 2 do artigo 1905º do Código Civil. No entanto, se esta pensão for providenciada no âmbito do Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores, é devida até o beneficiário atingir a maioridade, ou seja, até completar 18 anos.

No entanto, segundo o Guia Prático Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores – Pensão de Alimentos Devidos a Menores, a mesma pode acabar quando e se verificada alguma das seguintes situações:

  • O representante legal do menor ou a pessoa à guarda de quem se encontre passa a ter rendimentos suficientes;
  • Falta de renovação do pedido;
  • A pessoa que estava encarregue de pagar a pensão de alimentos deixa de estar em incumprimento e passa a efetuar o pagamento aos filhos;
  • Se o beneficiário, mesmo sendo menor de 18 anos, começar a receber rendimentos suficientes para se sustentar;
  • Houver omissão de factos relevantes na concessão da prestação de alimentos.

Quando e quanto se recebe?

Segundo consta no Guia Prático Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores – Pensão de Alimentos Devidos a Menores da Segurança Social, o Fundo de Garantia “é uma prestação em dinheiro, fixada pelo tribunal, e não pode exceder, mensalmente, por cada devedor, o montante de 1 IAS, independentemente do número de filhos menores.

O valor da pensão de alimentos depende das necessidades específicas do menor, da capacidade económica do agregado familiar e do montante da prestação de alimentos, previamente fixada na Regulação do Exercício das Responsabilidades Parentais ou na ação de Alimentos a Menor.

A pensão de alimentos é devida a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da decisão do Tribunal e não são pagas prestações vencidas.

Os pagamentos efetuados no âmbito do FGADM são efetuados a partir do dia 23 de cada mês. Caso o dia 23 seja sábado, domingo ou um feriado, o pagamento é efetuado no primeiro dia útil seguinte.

O pagamento da pensão de alimentos nas férias é obrigatório?

Segundo consta no nº 1 do artigo 2005º do Código Civil, “os alimentos devem ser fixados em prestações pecuniárias mensais, salvo se houver acordo ou disposição legal em contrário, ou se ocorrerem motivos que justifiquem medidas de excepção”.

Desta forma, o progenitor a quem não foi conferida a guarda do menor e que ficou obrigado ao pagamento da pensão de alimentos deve pagar as prestações todos os meses, mesmo durante os períodos mais longos que passa com o filho.

Como declarar a pensão de alimentos no IRS?

A pensão de alimentos é considerada um “rendimento de pensões” e está, por isso, sujeita a tributação em sede de IRS.

Conforme consta na alínea f) do nº 1 do artigo 78º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, são efetuadas deduções à coleta relativas às importâncias respeitantes a pensões de alimentos.

No caso do progenitor que recebe a pensão de alimentos, mesmo estando desempregado, tem de declarar o valor total recebido no quadro 4A do anexo A, com indicação do NIF do progenitor que paga a prestação.

Por sua vez,  o progenitor que paga a pensão de alimentos pode deduzir 20% do valor pago, preenchendo o quadro 6 do anexo H, desde que esta prestação tenha sido decretada por Tribunal ou por acordo assinado em notário.

Conforme consta no artigo no nº 1 do artigo 83º – A do Código do IRS, “à coleta devida pelos sujeitos passivos são deduzidas 20% das importâncias comprovadamente suportadas e não reembolsadas respeitantes a encargos com pensões de alimentos a que o sujeito esteja obrigado por sentença judicial ou por acordo homologado nos termos da lei civil, salvo nos casos em que o seu beneficiário faça parte do mesmo agregado familiar para efeitos fiscais ou relativamente ao qual estejam previstas outras deduções à coleta ao abrigo do artigo 78º.

E em caso de guarda partilhada?

Pode haver a divisão das despesas dos filhos pelos progenitores em situação de guarda conjunta. Desde 2019 que os pais com guarda partilhada podem escolher a percentagem que querem deduzir das despesas dos filhos, desde que o total represente 100%.

Por exemplo, a mãe pode deduzir 70% e o pai 30% do limite máximo para as despesas em causa, indicando, em sede de IRS, os Números de Contribuinte (NIF) dos dependentes e do ex-cônjuge no quadro 3D, bem como as despesas de educação e de saúde dos filhos no quadro 8 do anexo H.

Guia Prático : Fundo de Garantia dos Alimentos Devidos a Menores – Pensão de Alimentos Devidos a Menores

Guia quer ajudar os pais a entenderem o uso das redes sociais pelos filhos e o impacto na sua saúde mental

Fevereiro 17, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do Sapolifestyle de 7 de fevereiro de 2020.

Susana Krauss

O Guia “PARENTS – What You Wish You Knew: A Quick Guide to the Basics of Social Media (and the Potential Risks for Children and Teens)”, lançado pela Legacy Health Endowment, está disponível on-line e é gratuito.

A Legacy Health Endowment (LHE) lançou um guia on-line para os pais, com o objetivo de os ajudar a compreender o uso das redes sociais pelos seus filhos e o impacto que este pode ter na saúde mental dos mesmos.

Disponível na internet e com download gratuito, o guia pretende também alertar os pais sobre os potenciais riscos das redes sociais em crianças e adolescentes.

Os leitores podem aprender sobre os riscos potenciais do Instagram, Facebook, Twitter, TikTok, YouTube e Snapchat, as aplicações de rede social mais populares até ao momento.

Para cada uma das aplicações, o guia fornece uma visão geral, dicas sobre o que observar e instruções claras que os pais podem usar para melhorar a segurança dos seus filhos e adolescentes.

O guia também inclui um glossário de termos populares, além de informações sobre ferramentas de gestão de segurança on-line, organizações de segurança de media e saúde mental e as aplicações mais populares que os seus filhos e adolescentes podem estar a usar.

“Criamos este guia para ajudar os pais e responsáveis a entender melhor os avisos que envolvem as aplicações das redes sociais mais populares. Há conselhos sobre que medidas pode adotar para proteger a saúde mental dos seus filhos. As informações são divulgadas continuamente tendo por base que existe uma correlação entre o aumento do uso de redes sociais e problemas de saúde comportamental. Tornou-se claro que educar pais e responsáveis seria útil e impactante “, afirma Jeffrey Lewis, Presidente e CEO da LHE.

“É importante entender que crianças e adolescentes que usam as redes sociais são mais vulneráveis à depressão, ansiedade, baixa auto estima e até um maior senso de suicídio. E, para alguns, as redes sociais tornaram-se num transtorno de ansiedade social”, continuou.

O guia recebeu inúmeras recomendações de especialistas nacionais e locais, incluindo Collin Kartchner, orador do TEDx e fundador da Save the Kids, um movimento nacional que ajuda as pessoas a ultrapassarem os efeitos negativos das redes sociais e do vício em ecrãs.

Collin Kartchner afirmou: “Os pais precisam parar de ter medo da tecnologia que os seus filhos usam! Se o seu filho usa redes sociais, também precisa de estar lá. Eduque-se sobre estas aplicações que eles usam e pesquise os prós e contras de cada uma. Se tiver conversas corajosas com os seus filhos sobre estas redes, o que eles veem e informar que está lá para orientá-los e tomar boas decisões sobre o uso da tecnologia, poderá salvar os seus filhos de anos de sofrimento”.

Visite legacyhealthendowment.org para obter mais informações e fazer o download do guia (disponível em inglês e espanhol).

Guias para Familias e Profissionais de Educação sobre diversidade de Gênero na Infância

Outubro 31, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Guia para Familias de Crianças com Papéis e comportamentos de Género Diverso

Guia para Profissionais de Educação sobre Diversidade de Expressões de Género na Infância

Da parceria do IAC com a AMPLOS nasceram os Guias para Famílias e para Profissionais Educação sobre Diversidade de Género na Infância.

AMPLOS lança guias para ajudar pais e educadores a compreenderem questões de género

Outubro 29, 2019 às 8:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de outubro de 2019.

Para a vice-presidente da associação, é preciso “explicar às crianças que elas não são culpadas de qualquer discriminação de que são alvo”. Guias foram apresentados nesta quinta-feira no âmbito do Dia Municipal para a Igualdade.

Lusa

A pior atitude perante uma criança com comportamentos diferentes dos esperados para o seu género é ignorar, alertou a Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual (AMPLOS), que apresentou nesta quinta-feira dois guias para ajudar pais e educadores.

Os guias, que foram apresentados publicamente numa cerimónia com a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, têm cada um 15 páginas com recomendações — tanto para os profissionais na área da educação, como para os pais — sobre a diversidade de expressões de género na infância e como lidar com a questão.

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual (AMPLOS) revelou algumas das recomendações feitas aos educadores e, no geral, a quem trabalha com crianças. “Explicar às crianças que elas não são culpadas de qualquer discriminação de que são alvo. A criança não pode ter culpa de nada, é a sociedade que não a aceita”, adiantou Manuela Ferreira.

O guia começa logo por apontar que, “por vezes, as crianças têm comportamentos e atitudes inesperados, que não correspondem aos papéis que normalmente se atribuem ao seu sexo” e que frequentemente há profissionais de educação que, quando são confrontados com estas expressões de diversidade de género, as consideram erradas e sentem-se na obrigação de corrigir esses comportamentos.

“O fundamental será então capacitar quem se relaciona com elas (no caso da escola essa informação deverá envolver toda a comunidade escolar), ajudando a compreendê-las, em vez de tentar que sejam as crianças a mudar os seus comportamentos”, lê-se no guia.

Aconselha-se, por exemplo, que sejam evitados “cantinhos”, como o cantinho das bonecas ou o cantinho dos carrinhos, frequentemente associados às meninas e aos meninos, respectivamente, e que é comum acontecer no pré-escolar. Recomenda também que seja permitido à criança expressar as suas preferências, nomeadamente no nome, e que se utilize o nome pelo qual a criança quer ser chamada mesmo que possa parecer desconforme com o seu género.

Manuela Ferreira apontou, por outro lado, que não se deve deixar que os casos de bullying aconteçam: educadores e outros profissionais devem intervir assim que tiverem conhecimento de uma situação do género, em que a criança é insultada ou discriminada. “E aproveitar até a situação para explicar as coisas e fazer disto uma lição para os restantes meninos”, defendeu, acrescentando que também se deve tentar abordar a família “para prevenir aquelas situações de silêncio”.

“O que não devem de todo fazer é ignorar. Esta é a mais importante das recomendações”, defendeu Manuela Ferreira.

Já em relação às famílias, a responsável da AMPLOS explicou que é importante, “antes de mais”, mostrar que “o amor incondicional existe”. “Só temos que aceitar os nossos filhos e continuar a amá-los. Isto é só uma característica, que pode ser esbatida com o tempo ou não, mas é uma característica e uma característica não pode ser um impedimento para que nós não continuemos a amar os nossos filhos”, apontou a responsável.

Manuela Ferreira salientou que também entre as famílias é importante não silenciar a questão, ressalvando que “o silêncio pode dar cabo de uma família inteira”. “O melhor que nós podemos fazer é falar das coisas, sem medos”, aconselhou.

De acordo com Manuela Ferreira, a ideia de construção destes guias surgiu há uns anos, depois de uma família ter procurado ajuda junto da AMPLOS por causa do filho, que tinha na altura entre seis e sete anos e era discriminado na escola porque tinha comportamentos e escolhas que fugiam ao que era socialmente esperado de um rapaz.

Os guias foram sendo elaborados com a ajuda do Instituto de Apoio à Criança (IAC) e foram apresentados ao início da tarde em Odivelas, num evento para assinalar o Dia Municipal pela Igualdade. A vice-presidente da AMPLOS adiantou que a partir de sexta-feira os guias vão estar disponíveis no site da associação e que o IAC terá também exemplares em papel para distribuir pelas escolas.

A cerimónia de apresentação conta também com a presença do presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas, Filinto Lima, e do presidente da Confederação Nacional de Pais, Jorge Assunção.

 

IAC e AMPLOS lançam Guias para Famílias e para Profissionais Educação sobre Diversidade de Género na Infância – 24 outubro em Odivelas

Outubro 24, 2019 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Da parceria do IAC com a AMPLOS nasceram os Guias para Famílias e para Profissionais Educação sobre Diversidade de Género na Infância. Dia 24 de outubro vamos estar presentes no Dia Municipal para a Igualdade, em Odivelas, para o seu lançamento oficial. Não percam!

Local – 14.45h no Pavilhão Multiusos de Odivelas na Alameda do Porto Pinheiro.

Mapa

Três horas para brincar e pelo menos 10 horas para dormir. As recomendações da OMS para crianças com menos de 5 anos

Maio 7, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Observador de 24 de abril de 2019.

Vera Novais

A Organização Mundial de Saúde divulgou esta quarta-feira um conjunto de recomendações sobre atividade física e momentos de repouso para crianças com menos de cinco anos. Muita corrida e poucos ecrãs.

Quanto tempo por dia deve uma criança praticar atividades físicas? Três horas a partir do primeiro ano, mas “quanto mais melhor”, recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando ao tempo em frente a um ecrã, “quanto menos melhor” e nunca mais de uma hora.

A atividade física deve começar logo no primeiro ano de vida. Se o bebé ainda não for capaz de se sentar, deve passar pelo menos meia hora por dia de barriga para baixo, e nunca mais de uma hora preso numa cadeira ou nos transportadores usados pelos pais. As recomendações também têm em conta as horas de sono, que vão diminuindo à medida que a criança cresce, mas nunca menos de 10 horas.

A OMS esclarece a atividade física pode, muitas vezes, dizer respeito aos jogos e brincadeiras das crianças em que há movimentos moderados ou até intensos — e não necessariamente uma aula de ginástica ou natação. E que os momentos sedentários também são necessários, mas não aqueles que são passados em frente a um ecrã de televisão ou telemóvel. Como exemplos atividades nos momentos sedentários, estão os jogos menos exigentes fisicamente — como montar um puzzle ou até ler um livro.

As recomendações constam no documento “Diretrizes para a Atividade Física, Comportamento Sedentário e Sono — para crianças com menos de cinco anos”, publicado esta quarta-feira. O objetivo é fornecer recomendações sobre os períodos de atividade ou repouso para crianças menores de cinco anos, tendo em conta a sua saúde e bem-estar, porque a atividade física (e o sono) antes dos cinco anos está relacionada com alguns indicadores de saúde, como acumulação de gordura, saúde óssea e cardíaca, desenvolvimento cognitivo e motor. E têm uma vantagem adicional, os hábitos e estilo de vida adotados na primeira fase da vida podem influenciar os hábitos no futuro.

O documento visa também colmatar uma lacuna, já que as recomendações da OMS em relação à atividade física, divulgadas em 2010, não contemplam esta faixa etária. Os autores acautelam, no entanto, que as recomendações para crianças com deficiências ou doenças crónicas devem ser adaptadas pelos médicos que as acompanham.

Depois dos cinco anos e até aos 17, a atividade física é recomendada com o objetivo de melhorar a função cardiorrespiratória (coração, sistema circulatório e pulmões) e desempenho muscular, melhorar a saúde óssea e reduzir sintomas de ansiedade e depressão. O ideal é que as crianças e jovens pratiquem atividades físicas moderadas ou intensas durante 60 minutos por dia, sejam jogos, desportos ou caminhadas para a escola. Além disso, o exercício físico intenso deve ser realizado três vezes por semana.

As recomendações destinam-se a decisores políticos, sejam eles nos ministérios da Saúde, Educação ou Segurança Social, a trabalhadores de organizações não-governamentais, dos serviços de apoio ao desenvolvimento infantil, mas também a pediatras, médicos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais. Claro que os pais, enquanto primeiros cuidadores são quem mais facilmente as poderá colocar em prática.

 

 

OMS: para crescerem saudáveis, crianças devem sentar menos e brincar mais

Abril 29, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 25 de abril de 2019.

Novas diretrizes da agência destacam atividades físicas, comportamento sedentário e sono para crianças com menos de cinco anos; mais de 23% dos adultos e 80% dos adolescentes não são suficientemente ativos fisicamente.

Crianças com menos de cinco anos devem passar menos tempo sentadas em frente às telas ou dentro de carrinhos de bebê. De acordo com novas diretrizes divulgadas pela Organização Mundial de Saúde, OMS, elas também precisam dormir melhor e ter mais tempo para brincar ativamente para que cresçam saudáveis.

Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, “alcançar a saúde para todos significa fazer o que é melhor para a saúde desde o início da vida das pessoas”.

Diretrizes

O representante destaca que “a primeira infância é um período de rápido desenvolvimento e uma época em que os padrões de estilo de vida da família podem ser adaptados para aumentar os ganhos em saúde”.As novas diretrizes sobre atividades físicas, comportamento sedentário e sono para crianças com menos de cinco anos foram desenvolvidas por um painel de especialistas da OMS. O grupo avaliou os efeitos em crianças pequenas do sono inadequado e do tempo que elas passam sentadas assistindo telas ou em cadeiras e carrinhos de bebê.

A equipe também revisou evidências sobre os benefícios do aumento dos níveis de atividade.

Para a gerente de programas de vigilância e prevenção baseada na população de doenças não transmissíveis, Fiona Bull, “melhorar a atividade física, reduzir o tempo de sedentarismo e garantir o sono de qualidade em crianças pequenas melhora sua saúde física, mental e de bem-estar e ajuda a prevenir a obesidade infantil e doenças associadas que surgem mais tarde na vida”.

Atividades Físicas

A OMS aponta que a falha em seguir as recomendações atuais de atividade física é responsável por mais de 5 milhões de mortes em todo o mundo, a cada ano, em todas as faixas etárias. Atualmente, mais de 23% dos adultos e 80% dos adolescentes não são suficientemente ativos fisicamente.

A agência acrescenta que se a atividade física saudável, o comportamento sedentário e os hábitos de sono forem estabelecidos no início da vida, isso ajuda a moldar os hábitos desde a infância, adolescência e até a idade adulta.

Brincadeiras

A especialista em obesidade infantil e atividade física da OMS, Juana Willumsen, enfatiza que o que se precisa realmente fazer “é trazer de volta a brincadeira para as crianças.” Ela acrescenta que “trata-se de fazer a mudança do tempo de sedentarismo para o tempo de brincadeira, e ao mesmo tempo, protegendo o sono.”

A OMS aponta também que o tempo sedentário de qualidade passado em atividades interativas não baseadas em tela com um cuidador, como leitura, narração de histórias, canto e quebra-cabeças, é muito importante para o desenvolvimento infantil.

Segundo a agência, o uso dessas diretrizes durante os primeiros cinco anos de vida pode contribuir para o desenvolvimento motor e cognitivo das crianças e a saúde ao longo da vida.

Recomendações para crianças com menos de um ano: 

  • Ser fisicamente ativo várias vezes ao dia de várias maneiras, particularmente por meio de brincadeiras no chão – quanto mais melhor. Para aqueles que ainda não são caminham, isso inclui ficar pelo menos 30 minutos em posição de bruços em diferentes períodos do dia enquanto estão acordados.
  • A criança não deve ser restringida por mais de uma hora de cada vez. Por exemplo: em carrinhos de bebê ou carrinhos, cadeiras altas ou amarradas nas costas de um cuidador. Não é recomendado passar tempo em frente à tela. Quando esta estiver parada, é recomendado que ela se envolve em leituras e ouça histórias de um cuidador.
  • Entre o zero e os três meses, os bebês devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade, incluindo momentos de repouso. Já entre os quatro e 11 meses, o recomendado é ter entre 12 a 16 horas.

Crianças com entre um e dois anos devem:  

  • Gastar pelo menos 180 minutos em diversos tipos de atividades físicas em qualquer intensidade, incluindo atividade física de intensidade moderada a vigorosa, distribuídas ao longo do dia. Quanto mais, melhor.
  • A criança não deve estar inativa por mais de uma hora de cada vez. Por exemplo: em carrinhos de bebê ou carrinhos, cadeiras altas ou amarradas nas costas do cuidador, ou sentar-se por longos períodos de tempo. Para os menores de um ano, não é recomendado passar tempo sedentário em frente à tela, como assistir TV, vídeos ou brincar com jogos de computador. Para as que tenham dois anos de idade, o tempo sedentário diante da tela não deve ser superior a 1 hora – quanto menos melhor. Quando a criança estivar parada, é recomendado que se envolva em leituras e narração de histórias com um cuidador.
  • Entre o zero e os três meses, os bebês devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade, incluindo momentos de repouso. Já entre os quatro e 11 meses, o recomendado é ter entre 12 a 16 horas.

Crianças de três a quatro anos devem:  

  • Passar pelo menos 180 minutos em várias atividades físicas em qualquer intensidade. Pelo menos 60 minutos dessas atividades devem ser físicas de intensidade moderada a vigorosa, espalhadas ao longo do dia. Quanto mais, melhor.
  • Não devem ser mantidas por mais de uma hora de cada vez, como em carrinhos de bebê, ou sentar por longos períodos. O tempo sedentário em frene à tela não deve exceder uma hora – quanto menos melhor. Quando inativa, é recomendado que a criança se envolva em leituras e narração de histórias com um cuidador.
  • Entre o zero e os três meses, os bebês devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade, incluindo momentos de repouso. Ter de 10 a 13 horas de sono de boa qualidade, que podem incluir um cochilo, com horários regulares para dormir e acordar.

Descarregar o documento WHO guidelines on physical activity, sedentary behaviour and sleep for children under 5 years of age no link:

https://www.who.int/news-room/detail/24-04-2019-to-grow-up-healthy-children-need-to-sit-less-and-play-more

 

Preocupado com o tempo que o seu filho passa à frente do telemóvel? Tenha calma…

Janeiro 16, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Ecrãs devem ser evitados antes da hora de dormir | Reuters

Notícia da RTP Notícias de 4 de janeiro de 2019.

Alexandre Brito – RTP

O Royal College of Paediatrics and Child Health, organismo britânico que reúne pediatras do país, publicou um guia para os pais relacionado com o tempo que as crianças devem passar à frente de um ecrã (tablets, telemóveis, etc). Com conselhos algo inesperados. Não há qualquer recomendação de tempo limite. Apenas bom senso e acompanhamento próximo pelos adultos.

Os pediatras dizem que não há evidências suficientes que confirmem que o tempo que as crianças passam à frente de ecrãs seja por si mesmo prejudicial à saúde em qualquer idade. Por essa razão, os pediatras indicam que é impossível recomendar um tempo limite relacionado com a idade.

Isso significa que as crianças podem usar, por exemplo, tablets e telefones o tempo que quiserem? Não. De acordo com as recomendações do Royal College of Paediatrics and Child Health, os pais devem permitir o uso desses aparelhos de acordo com a idade de desenvolvimento da criança – que varia -, com as necessidades individuais relacionadas com o exercício físico, socialização, entre outras. Quando o tempo que se passa à frente do ecrã afeta essas atividades, então torna-se prejudicial para a saúde do menor.

Nesse sentido, diz o Dr. Max Davie do Royal College of Paediatrics and Child Health, “temos que deixar os pais serem pais” e ajustarem o tempo de utilização destes ecrãs de acordo com o que é importante para a família e a criança. “A tecnologia é uma parte integrante da vida das crianças e dos jovens. Eles usam-na para comunicar, entretenimento e cada vez mais na educação”.

Apesar destas indicações, os pediatras avisam que para melhor compreender o que está a acontecer é preciso “mais e melhores estudos, particularmente relacionados com novos usos dos media digitais, como as redes sociais”.

No guia agora publicado, os pediatras lançam uma série de perguntas para ajudar os pais a avaliarem e a tomarem decisões relacionadas com o uso destes equipamentos:

  • O tempo da sua família à frente dos ecrãs está controlado?
  • O uso desses ecrãs tem influência no que a sua família quer fazer?
  • O uso dos ecrãs tem influência no sono?
  • Consegue controlar o que come durante o uso desses ecrãs?

Ainda de acordo com o Dr. Max Davie, “é importante encorajar os pais a fazerem aquilo que consideram certo para a sua família”. Sugere, no entanto, “que sejam estabelecidas fronteiras de acordo com a idade, negociadas entre os pais e as crianças, de forma a que todos na família as compreendam”.

E acrescenta: “Quando essa fronteiras não são cumpridas, tem que haver consequências”.

Tão importante como os conselhos anteriores é que os próprios pais façam uma reflexão “sobre o seu tempo à frente desses ecrãs de forma a terem uma influência positiva nos mais novos”.

Um alerta. Evitar o uso de ecrãs uma hora antes de dormir

Apesar de todas estas recomendações, de certa forma inesperadas, há uma que vai no sentido do que outros estudos já indicavam.

As crianças não devem usar esses ecrãs – telemóveis, tablets, etc – uma hora antes da hora de dormir. A luz estimula o cérebro com efeitos nocivos para o sono.

Apesar de existirem “modos noturnos” nesses aparelhos, dizem os pediatras que não há qualquer evidência de que sejam eficazes.

 

 

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