Como explicar a uma criança a importância das medidas de distanciamento social e isolamento? Ordem dos Psicólogos

Maio 28, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/covid_19_criancas_.pdf?fbclid=IwAR35m_Dhcl0Ft66XRUSTrftdyKdrN68CtJXTtAZPj-4WQ3ZlzqO3YjhIs0o

Unicef: guia para grávidas e recém-nascidos em época de covid-19

Maio 23, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 15 de maio de 2020.

Medo, ansiedade e incertezas são alguns dos efeitos psicológicos da pandemia experimentados por muitas grávidas; Unicef perguntou à presidente da Confederação Internacional de Parteiras, Franka Cadée, o que pode ser feito para proteger os bebês e as mães.

É seguro continuar os exames de pré-natal em meio ao risco da pandemia?

Muitas grávidas estão com receio de comparecer às consultas enquanto cumprem as medidas de isolamento social. Existem muitas adaptações a essa nova realidade. Várias parteiras passaram a atender por telefone. De forma que o tempo do exame sobre o desenvolvimento do bebê é curto.  Por isso, muitas mulheres não estão indo a todas as consultas e têm menos contato com o agente de saúde para evitar o risco de contaminação. E essas mudanças também devem atender aos pacientes, individualmente, e com base em suas respectivas condições de saúde. Por exemplo: gravidezes de alto risco e de baixo risco. As mães devem procurar as opções de agentes de saúde em suas comunidades, pois os profissionais que já cuidam das grávidas conhecem a realidade delas melhor que ninguém. Sejam parteiras ou obstetras. É importante continuar recebendo apoio profissional mesmo após o nascimento do bebê como imunizações de rotina logo procure conselhos de um agente de saúde para saber como realizar essas consultas.

Se eu tiver sido contaminada com covid-19, eu posso passar o vírus para o bebê? 

Não sabemos se a doença pode ser transmitida durante a gravidez. Até o momento, o vírus não foi encontrado em fluídos vaginais ou no leite materno, mas as informações e os detalhes sobre o novo coronavírus continuam surgindo. Até agora, o covid-19 não foi detectado no líquido amniótico ou na placenta.
O melhor a fazer é tomar todas as precauções para evitar contrair essa doença. Mas se você está grávida ou acaba de dar à luz uma criança e foi infectada, procure um médico rapidamente e siga as instruções.

Eu estava planejando um parto no hospital ou numa clínica. Ainda é uma boa ideia? 

É melhor perguntar a sua parteira ou a seu médico qual seria a opção mais segura e que precauções devem ser tomadas. Isso difere de caso a caso. Depende da mulher, da situação e do sistema de saúde. A gente espera que a maioria das instalações de saúde possa manter os pacientes com covid-19 bem distante dos demais pacientes, mas em alguns casos, isso não é possível. Em algumas nações de renda alta,
como a Holanda, de onde venho, temos um sistema que integra o parto em casa ao sistema de saúde. Assim o parto caseiro é seguro. E mais mulheres estão optando por isso. E alguns hotéis estão sendo usados na Holanda por parteiras para o nascimento evitando que as grávidas se contaminem. Mas essa não é a realidade da maioria dos países.

Parceiros ou familiares podem acompanhar o parto?

As políticas variam de país para país. O ideal é que a mulher tenha alguém com ela garantido todas as precauções como uso de máscara cirúrgica, higiene das mãos etc. O que se nota em alguns países é uma proibição de acompanhantes e isso me preocupa. Compreendo que a redução no número de pessoas com a grávida, mas é preciso assegurar que ela tenha alguém: uma pessoa da família, parceiro, alguém próximo, e precisamos deixar o bebê com a mãe após o parto. Precisamos ter compaixão e entender cada situação. E o agente de saúde, paciente e familiares estão fazendo o que podem para usar o bom senso e para ouvir. É muito importante atuar em comunidade nessa hora.

Estou me sentindo incrivelmente ansiosa sobre o parto. Como devo lidar com isso?

Planejar o parto ajuda muito a diminuir ansiedade por oferecer um sentido de controle da situação, mas é preciso também reconhecer que no quadro atual, é difícil prever dependendo de onde se vive. É bom saber para quem telefonar quando os sinais de parto começarem. Quem dará o apoio na sala de parto e onde? Que restrições existem no local de nascimento etc. Para relaxar, as grávidas devem fazer exercícios como alongamento, respiração e ligarem para as parteiras caso necessário. Alimentar-se bem, ingerirem líquidos e viverem a gravidez de forma feliz.

Que perguntas devo fazer aos profissionais de saúde?

É importante ter uma relação de confiança com eles e fazer as perguntas livremente. Quando a relação é boa, eles respondem tudo a contento e de forma aberta. Você tem direito a todas essas informações porque é o seu corpo e o seu bebê que estão em jogo. As parteiras estão lidando com um aumento de demandas sobre os serviços assim como médicos e enfermeiros e por isso devem levar mais tempo para responder. É possível estabelecer um sistema sobre como e quando se comunicar com seu agente de saúde. Por exemplo: organize suas consultas e como marcar uma emergência. Também é útil conversar com os seguros de saúde e provedores para obter uma cópia dos seus exames e prontuários e do pré-natal em caso de interrupções dos serviços. É importante perguntar tudo que você queira e precise saber antes do parto.

Estou sob risco de contrair o novo coronavírus? Como separar as pessoas que tiveram a doença das que não tiveram? Existe equipamento de proteção? Eu posso ter parto normal? 

Alguns hospitais devem dar alta às novas mães mais rapidamente que antes por causa do risco. Mas isso difere de contexto para contexto. Por isso, a importância de pedir conselho aos obstetras e às parteiras.

Após o parto, como poderei proteger meu bebê? 

É simples:  fique somente em família e recuse visitas. E se tiver outras crianças, se assegure que elas estão isoladas, sem contato com outras fora da casa. Sua família deve lavar as mãos e se cuidar bem para evitar a pandemia. E ainda que seja um momento difícil, tente ver o lado positivo de usar esse momento para se aproximar como família. Aproveite a tranquilidade, estabeleça intimidade com o recém-nascido. Este é um tempo especial. Desfrute-o.

Estou esperando um bebê. O que devo fazer para me proteger da covid-19? 

Pelas pesquisas que temos, as grávidas não têm maior risco de contrair a doença que outro grupo qualquer. Mas devido a mudanças em seus corpos e no sistema de imunidade, nos últimos meses da gestação, as grávidas ficam mais expostas a problemas respiratórios como infecções. E por isso, é importante tomar precauções. Eu sei que pode ser bem duro para as gestantes que têm que cuidar de si e do bebê. E muitas vezes de outros filhos também. O distanciamento social é vital para se proteger.

Confira algumas dicas: 

  • Evite contato com qualquer pessoa com sintomas de covid-19.
  • Não use o transporte público, se possível.
  • Trabalhe de casa.
  • Evite multidões grandes ou pequenas em lugares públicos ou privados.
  • Não participe de reuniões em família ou com amigos nesse momento.
  • Contate seu agente de saúde por telefone.
  • Lave as mãos com água e sabão, limpe regularmente e desinfete frequentemente as superfícies em casa, monitore todos os sinais de sintomas da pandemia e procure cuidados e atendimento.

Posso amamentar meu bebê?

Sim. É perfeitamente seguro pelo que sabemos até agora. E é o melhor que a mãe pode fazer pelo filho. Até o momento não foi notificada nenhuma transmissão do vírus pelo leite materno. Mas se houver suspeita de que foi contaminada, procure um médico e siga as recomendações. E ao amamentar, use máscara e lave suas mãos antes e depois do contato com a criança. Se tiver muito doente para amamentar, retire o leite com equipamentos e alimente o bebê utilizando um copo ou uma colher limpos.

O que devo fazer se vivo num lugar com muita gente? 

Muitas mulheres vivem desta maneira o que dificulta o distanciamento físico. Nesse caso, eu pediria à comunidade que tome conta dessas grávidas. As pessoas devem manter distância das gestantes para protegê-las. E alguns toaletes e banheiros devem ser reservados a elas. E todos devem lavar bem as mãos. Uma medida que ajuda muito. Vamos apoiar as grávidas que estão dando à luz nosso futuro.

Estudar em tempo de pandemia : Guia para pais e cuidadores – Ordem dos Psicólogos

Abril 21, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Click to access covid_19_estudar_em_tempo_de_pandemia.pdf

Câmara Municipal do Funchal publica guia para ajudar pais durante a quarentena

Abril 11, 2020 às 3:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Visualizar o guia no link:

https://covid19.cm-funchal.pt/cmf-preparou-guia-para-ajudar-pais-durante-a-quarentena/

Fugir da Instituição? Guia para Jovens em Acolhimento

Abril 10, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Aqui está uma ferramenta de prevenção de fugas, dirigida aos jovens que estão em acolhimento residencial. Será tanto mais útil, quanto mais servir de plataforma para uma discussão com os adultos cuidadores, sobre o tema.

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https://www.dropbox.com/s/t2asw4ali7n9xci/fugir%20da%20institui%C3%A7%C3%A3o%3F-4.pdf?dl=0&fbclid=IwAR3eejM92kEOTG5lVH-Z4VfVzw7oOInMr7kfLrnVTkSW_Eebcavv0Osv15U

Coronavírus : Um Guia Prático para os mais pequenos e para os pais – Edição do Instituto de Apoio à Criança

Abril 7, 2020 às 11:51 am | Publicado em Divulgação, Recursos educativos | Deixe um comentário
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COVID_Guia Criancas

 

COVID-Um guia para os pais

Ajudar as Crianças a lidar com o stress durante o surto de COVID19

Março 19, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/p/covid19

original da WHO:

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/mental-health-considerations.pdf?sfvrsn=6d3578af_8

UNICEF lança guia para ajudar escolas a combater a infecção

Março 16, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 11 de março de 2020.

Mudar os horários (com um maior distanciamento e final das aulas para diferentes turmas), promover o distanciamento social e criar momentos obrigatórios para lavar as mãos são algumas das recomendações.

Karla Pequenino

A UNICEF publicou um guia com “mensagens-chave” para ajudar a evitar a transmissão do novo coronavírus (covid-19) em espaços escolares – inclui recomendações para professores e funcionários, pais e encarregados de educação, e estudantes do pré-escolar ao ensino secundário. “São necessárias precauções para prevenir a propagação da covid-19 em ambiente escolar; no entanto, também é importante ter cautela para evitar estigmatizar estudantes e funcionários que possam ter estado expostos ao vírus”, lê-se na introdução do guia de 12 páginas, publicado esta semana. Foi elaborado com o apoio da Organização Mundial da Saúde e da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (IFRC).

Em comum, as recomendações defendem a criação de momentos obrigatórios para lavar as mãos, e estratégias promover o distanciamento social. O objectivo é ajudar educadores a diminuir a ansiedade e medo dos mais novos em torno do novo coronavírus e ajudá-los a lidar com o impacto da actual situação no seu dia-a-dia. Guias semelhantes para “escolas saudáveis e seguras”, implementados em escolas da Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa durante o surto de ébola entre 2014 e 2016, ajudaram a prevenir a transmissão do vírus nas escolas.

Sugestões da UNICEF para “escolas saudáveis e seguras”

  • Ficar em casa: professores, funcionários e alunos doentes, com sintomas, ou que estiveram em contacto com pessoas infectadas com o novo coronavírus não devem ir às aulas;
  • Lavar mais vezes as mãos: promover hábitos de higiene regulares ao criar momentos obrigatórios para lavar as mãos com água e sabão e uma solução à base de álcool quando possível; outra sugestão é criar cartazes com recomendações de boas práticas;
  • Limpar e desinfectar: desinfectar superfícies (como secretárias, corrimãos, bancadas) pelo menos uma vez por dia. A UNICEF diz que é importante dar prioridade a superfícies que são tocadas diariamente por muitas pessoas (mesas na cantina, equipamento desportivo, maçanetas de portas, brinquedos, corrimãos);
  • Promover o distanciamento social: evitar que grandes grupos de pessoas se juntem. As sugestões incluem cancelar eventos desportivos, festas e assembleias, colocar os alunos a um metro de distância quando possível, criar um modelo de ensino em que os alunos possam trabalhar sozinhos, e adaptar o horário para que diferentes turmas comecem e acabem o dia escolar em horas diferentes;
  • Aumentar ventilação: abrir janelas se o clima o permitir e ligar o ar condicionado quando disponível;
  • Prevenir o estigma: os alunos devem ser incentivados a fazerem perguntas sobre as dúvidas que tenham em torno do novo coronavírus, e a expressarem os seus sentimentos. Os professores devem prevenir o estigma ao recordar que a infecção não diferencia entre fronteiras, etnias, capacidade física, idade ou género;
  • Ajudar quem fica em casa: criar planos para manter a aprendizagem dos alunos que têm de ficar em isolamento em casa. As sugestões incluem utilizar plataformas de ensino virtual quando possível, preparar exercícios e planos de leitura para os alunos que estão em casa, e eleger professores para realizar reuniões de acompanhamento remotas, diárias ou semanais, com os alunos em isolamento para discutir planos de trabalho.

Pensão de alimentos: o que acontece quando o progenitor não cumpre?

Março 9, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do Jornal Económico de 28 de fevereiro de 2020.

Em caso de divórcio, a Lei portuguesa obriga a que o progenitor a quem não é concedida a guarda do filho menor pague uma pensão de alimentos. Mas o que acontece quando este não cumpre a sua obrigação? Saiba tudo neste artigo.

O progenitor a quem não é concedida a guarda do filho menor é obrigado, por lei, ao pagamento de uma pensão de alimentos. Para colmatar o incumprimento do pagamento desta prestação, existe o Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores (FGADM). Fique a conhecer, neste artigo elaborado pelo ComparaJá.pt, tudo sobre este apoio social concedido pelo Estado.

O que é a pensão de alimentos?

O Código Civil português diz, no nº 1 do artigo 1675º, que “o dever de assistência compreende a obrigação de prestar alimentos e a de contribuir para os encargos da vida familiar”.

É obrigatório por lei, como mencionado no nº 1 do artigo 1905º do Código Civil, que os pais prestem os devidos alimentos aos filhos em caso de divórcio, separação judicial de pessoas e bens, declaração de nulidade ou anulação do casamento.

Assim, a pensão de alimentos representa uma prestação, paga em dinheiro, pelo progenitor a quem não foi conferida a guarda, até que o jovem cumpra 25 anos de idade (se for estudante), de forma a garantir a sua subsistência.

É ainda importante referir que a pensão de alimentos não se destina apenas a suportar as despesas de alimentação tidas com o menor, mas tem em conta todos os gastos relacionados com o bem-estar e crescimento da criança, tais como vestuário, habitação, transportes, escolaridade e educação, saúde, etc.

O estabelecimento da pensão de alimentos é feito por mútuo acordo entre os pais. No entanto, caso não exista concordância entre as partes, a pensão terá de ser pedida em Tribunal. É neste âmbito que existe o Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores prestado pela Segurança Social.

De acordo com o Guia Prático Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores – Pensão de Alimentos Devidos a Menores disponibilizado pela Segurança Social, “a pensão de alimentos devidos a menores – crianças ou jovens até aos 18 anos de idade –, tem como objetivo garantir a subsistência do menor.

Em caso de incumprimento do pagamento das prestações por parte do progenitor que a tal se encontra obrigado, será o Tribunal a assumir a dívida através da disponibilização do Fundo de Garantia.

Quais os requisitos de atribuição deste apoio?

Para se beneficiar da pensão de alimentos providenciada pelo Fundo de Garantia, é necessário que sejam cumpridas as seguintes condições legais:

  • A pessoa judicialmente obrigada a prestar alimentos tem de estar em incumprimento das quantias em dívida;
  • O menor não pode ter rendimentos ilíquidos superiores ao Indexante dos Apoios Sociais (IAS) nem beneficiar, nessa medida, de rendimentos do progenitor ou de quem tem a sua guarda;
  • O beneficiário tem de ser menor (criança ou jovem até aos 18 anos de idade) e residir em território nacional;
  • O Representante Legal tem de residir em território nacional.

As prestações de alimentos não podem exceder, mensalmente, por cada devedor, o montante de 1 IAS, independentemente do número de filhos menores, devendo o tribunal atender à capacidade económica do agregado, ao montante da prestação de alimentos fixada e às necessidades específicas do menor.

Nota: Para que seja verificado o incumprimento, a regulação do exercício das responsabilidades parentais tem de ser decidida em Tribunal, onde fica determinado quem é obrigado a cumprir com a prestação de alimentos e qual o valor.

Como pedir?

O pedido da pensão de alimentos devida a menores deve ser solicitado em Tribunal e pode ser feito pelo Ministério Público, pelo representante legal do menor ou pela pessoa à guarda de quem o menor se encontre.

Este pedido deve ser feito no Tribunal onde ocorreu o processo de Regulação do Exercício das Responsabilidades parentais ou de Alimentos a Menor, com vista a iniciar o procedimento judicial de solicitação de avaliação para atribuição da prestação de alimentos através do Fundo de Garantia, e deve ser efetuado quando a pessoa que ficou obrigada a pagar a prestação de alimentos não o faz ou deixa de fazê-lo.

Até que idade é devida a pensão de alimentos?

A Lei portuguesa dita que a pensão de alimentos deve ser devida até que o jovem cumpra 25 anos de idade (se for estudante), conforme mencionado no nº 2 do artigo 1905º do Código Civil. No entanto, se esta pensão for providenciada no âmbito do Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores, é devida até o beneficiário atingir a maioridade, ou seja, até completar 18 anos.

No entanto, segundo o Guia Prático Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores – Pensão de Alimentos Devidos a Menores, a mesma pode acabar quando e se verificada alguma das seguintes situações:

  • O representante legal do menor ou a pessoa à guarda de quem se encontre passa a ter rendimentos suficientes;
  • Falta de renovação do pedido;
  • A pessoa que estava encarregue de pagar a pensão de alimentos deixa de estar em incumprimento e passa a efetuar o pagamento aos filhos;
  • Se o beneficiário, mesmo sendo menor de 18 anos, começar a receber rendimentos suficientes para se sustentar;
  • Houver omissão de factos relevantes na concessão da prestação de alimentos.

Quando e quanto se recebe?

Segundo consta no Guia Prático Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores – Pensão de Alimentos Devidos a Menores da Segurança Social, o Fundo de Garantia “é uma prestação em dinheiro, fixada pelo tribunal, e não pode exceder, mensalmente, por cada devedor, o montante de 1 IAS, independentemente do número de filhos menores.

O valor da pensão de alimentos depende das necessidades específicas do menor, da capacidade económica do agregado familiar e do montante da prestação de alimentos, previamente fixada na Regulação do Exercício das Responsabilidades Parentais ou na ação de Alimentos a Menor.

A pensão de alimentos é devida a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da decisão do Tribunal e não são pagas prestações vencidas.

Os pagamentos efetuados no âmbito do FGADM são efetuados a partir do dia 23 de cada mês. Caso o dia 23 seja sábado, domingo ou um feriado, o pagamento é efetuado no primeiro dia útil seguinte.

O pagamento da pensão de alimentos nas férias é obrigatório?

Segundo consta no nº 1 do artigo 2005º do Código Civil, “os alimentos devem ser fixados em prestações pecuniárias mensais, salvo se houver acordo ou disposição legal em contrário, ou se ocorrerem motivos que justifiquem medidas de excepção”.

Desta forma, o progenitor a quem não foi conferida a guarda do menor e que ficou obrigado ao pagamento da pensão de alimentos deve pagar as prestações todos os meses, mesmo durante os períodos mais longos que passa com o filho.

Como declarar a pensão de alimentos no IRS?

A pensão de alimentos é considerada um “rendimento de pensões” e está, por isso, sujeita a tributação em sede de IRS.

Conforme consta na alínea f) do nº 1 do artigo 78º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, são efetuadas deduções à coleta relativas às importâncias respeitantes a pensões de alimentos.

No caso do progenitor que recebe a pensão de alimentos, mesmo estando desempregado, tem de declarar o valor total recebido no quadro 4A do anexo A, com indicação do NIF do progenitor que paga a prestação.

Por sua vez,  o progenitor que paga a pensão de alimentos pode deduzir 20% do valor pago, preenchendo o quadro 6 do anexo H, desde que esta prestação tenha sido decretada por Tribunal ou por acordo assinado em notário.

Conforme consta no artigo no nº 1 do artigo 83º – A do Código do IRS, “à coleta devida pelos sujeitos passivos são deduzidas 20% das importâncias comprovadamente suportadas e não reembolsadas respeitantes a encargos com pensões de alimentos a que o sujeito esteja obrigado por sentença judicial ou por acordo homologado nos termos da lei civil, salvo nos casos em que o seu beneficiário faça parte do mesmo agregado familiar para efeitos fiscais ou relativamente ao qual estejam previstas outras deduções à coleta ao abrigo do artigo 78º.

E em caso de guarda partilhada?

Pode haver a divisão das despesas dos filhos pelos progenitores em situação de guarda conjunta. Desde 2019 que os pais com guarda partilhada podem escolher a percentagem que querem deduzir das despesas dos filhos, desde que o total represente 100%.

Por exemplo, a mãe pode deduzir 70% e o pai 30% do limite máximo para as despesas em causa, indicando, em sede de IRS, os Números de Contribuinte (NIF) dos dependentes e do ex-cônjuge no quadro 3D, bem como as despesas de educação e de saúde dos filhos no quadro 8 do anexo H.

Guia Prático : Fundo de Garantia dos Alimentos Devidos a Menores – Pensão de Alimentos Devidos a Menores

Guia quer ajudar os pais a entenderem o uso das redes sociais pelos filhos e o impacto na sua saúde mental

Fevereiro 17, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do Sapolifestyle de 7 de fevereiro de 2020.

Susana Krauss

O Guia “PARENTS – What You Wish You Knew: A Quick Guide to the Basics of Social Media (and the Potential Risks for Children and Teens)”, lançado pela Legacy Health Endowment, está disponível on-line e é gratuito.

A Legacy Health Endowment (LHE) lançou um guia on-line para os pais, com o objetivo de os ajudar a compreender o uso das redes sociais pelos seus filhos e o impacto que este pode ter na saúde mental dos mesmos.

Disponível na internet e com download gratuito, o guia pretende também alertar os pais sobre os potenciais riscos das redes sociais em crianças e adolescentes.

Os leitores podem aprender sobre os riscos potenciais do Instagram, Facebook, Twitter, TikTok, YouTube e Snapchat, as aplicações de rede social mais populares até ao momento.

Para cada uma das aplicações, o guia fornece uma visão geral, dicas sobre o que observar e instruções claras que os pais podem usar para melhorar a segurança dos seus filhos e adolescentes.

O guia também inclui um glossário de termos populares, além de informações sobre ferramentas de gestão de segurança on-line, organizações de segurança de media e saúde mental e as aplicações mais populares que os seus filhos e adolescentes podem estar a usar.

“Criamos este guia para ajudar os pais e responsáveis a entender melhor os avisos que envolvem as aplicações das redes sociais mais populares. Há conselhos sobre que medidas pode adotar para proteger a saúde mental dos seus filhos. As informações são divulgadas continuamente tendo por base que existe uma correlação entre o aumento do uso de redes sociais e problemas de saúde comportamental. Tornou-se claro que educar pais e responsáveis seria útil e impactante “, afirma Jeffrey Lewis, Presidente e CEO da LHE.

“É importante entender que crianças e adolescentes que usam as redes sociais são mais vulneráveis à depressão, ansiedade, baixa auto estima e até um maior senso de suicídio. E, para alguns, as redes sociais tornaram-se num transtorno de ansiedade social”, continuou.

O guia recebeu inúmeras recomendações de especialistas nacionais e locais, incluindo Collin Kartchner, orador do TEDx e fundador da Save the Kids, um movimento nacional que ajuda as pessoas a ultrapassarem os efeitos negativos das redes sociais e do vício em ecrãs.

Collin Kartchner afirmou: “Os pais precisam parar de ter medo da tecnologia que os seus filhos usam! Se o seu filho usa redes sociais, também precisa de estar lá. Eduque-se sobre estas aplicações que eles usam e pesquise os prós e contras de cada uma. Se tiver conversas corajosas com os seus filhos sobre estas redes, o que eles veem e informar que está lá para orientá-los e tomar boas decisões sobre o uso da tecnologia, poderá salvar os seus filhos de anos de sofrimento”.

Visite legacyhealthendowment.org para obter mais informações e fazer o download do guia (disponível em inglês e espanhol).

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