Ação de Formação de Curta Duração “Patrimónios do brincar e educação para a inclusão e sustentabilidade” 28 setembro em Cernache

Setembro 12, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Crianças não precisam ser boas no que fazem, crianças precisam ser felizes

Setembro 12, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Ruth Manus publicado no Observador de 17 de agosto de 2019.

Esses adultos ultra competitivos nascidos nas décadas de 70 e 80 viraram pais. E começaram a usar as crianças como mais uma ferramenta para comprovar o seu sucesso.

Acho que até os anos 80 ou 90, acontecia uma coisa muito impressionante com as crianças: elas eram criadas como crianças. As atividades principais eram estudar e brincar. Nada além disso. Os pés podiam ficar sujos por brincarem descalças, as roupas não eram importantes e a sensação de missão cumprida por parte dos pais era atingida quando as crianças passavam de ano e, acima de tudo, quando eram visivelmente felizes.

Não sei bem o que aconteceu para que as coisas mudassem. Mas apostaria no constante e cruel clima de competitividade no qual vivem os adultos de hoje. Especialmente os nascidos nas décadas de 70 e 80, como é meu caso, enfrentaram (e ainda enfrentam) um ambiente profissional — e, consequentemente, social também —  que funciona quase como uma corrida: quem é o melhor, quem ganha mais, quem foi promovido antes, quem corre mais quilómetros, quem tem o cargo mais alto, quem tem mais reconhecimento.

Só que esses adultos ultra competitivos viraram pais. E começaram a usar as crianças como mais uma ferramenta para comprovar o seu sucesso. Escolhem as melhores escolas, as melhores atividades complementares, as melhores roupas, os melhores brinquedos, os melhores alimentos. Chamam isso de amor, uma vez que acarreta em aumento de despesas. Mas não é difícil perceber que, frequentemente, tudo isso tem muito mais de vaidade do que de afeto.

As notas precisam ser altas. Dificuldades que resultem em perda de rendimento não são admitidas. Sujar as roupas? Nem pensar. Brincar descalços? Só na praia. E desde que não entre areia no carro. Nos “tempos livres” as crianças tocam piano, aprendem mandarim, jogam ténis, dançam ballet. Técnica, regras, performances. Espontaneidade? Não há tempo para isso.

Brincar tornou-se secundário. Secundário e chato. Porque não pode ter sujeira, não pode ter gritaria, não pode ter correria. Daí a secreta paixão dos pais pelos eletrónicos (de preferência com fone de ouvido, sejamos sinceros). O que os pais querem, são miniaturas de adultos, não crianças. Desses que saem de casa às 8 da manhã, voltam às 5 da tarde, tomam um banho, completam suas tarefas do dia, comem sem se sujar, brincam sem bagunçar. Adultos, não crianças.

Em Portugal há uma expressão que me impressiona muito, dita frequentemente às crianças: “tens muito jeito”. Quando uma criança dança ou joga bola, os adultos avaliam a performance e classificam em ter ou não ter jeito para a coisa. Quando a performance é satisfatória, a frase “tens muito jeito” é dita, em forma de elogio. E aí eu me pergunto: as crianças só devem dançar, cantar, jogar bola ou fazer acrobacias quando levam jeito? Caso contrário é melhor parar?

As crianças não têm que ser boas no que fazem. Elas têm que gostar do que fazem. Têm que ser felizes dentro das possibilidades. Filhos não são instrumentos de competição, nem de realização pessoal. Filhos são indivíduos em busca de felicidade. E era para isso que os pais deveriam servir, para facilitar esse caminho. Não para exigir as melhores notas na escola, boas avaliações nos cursos de língua estrangeira, roupas limpinhas no final de um domingo e brincadeiras serenas e silenciosas. Porque isso, definitivamente, não é coisa de criança. Pelo menos não de criança feliz.

Do campo de futebol de pregos às bonecas de trapos e de papoilas

Setembro 11, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Coimbra de 15 de agosto de 2019.

“A brincar também se educa”. Um guia para envolver os pais e afastar as crianças dos ecrãs

Setembro 10, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Observador de 15 de agosto de 2019.

Ana Cristina Marques

90% das crianças entre 5 e 14 anos já têm telemóvel e preferem o smartphone aos jogos tradicionais. Os pais têm cada vez menos tempo. Mas os especialistas alertam: brincar sem ecrãs é fundamental.

Uma amostra de 1.200 crianças portuguesas, dos 5 aos 14 anos, concluiu que 90% tinha um telemóvel ou um Ipad próprio ou, então, partilhado com os irmãos. “São os dispositivos que os pais já não querem e que ficam para os filhos. Fiquei surpresa, os professores também não sabiam”, relata Ivone Patrão ao Observador, investigadora, psicóloga e terapeuta familiar do ISPA – Instituto Universitário. O estudo por ela coorientado teve por base alunos de escolas públicas e privadas e serviu para criar o jogo Missão 2050, lançado em junho último, que visa a promoção do uso saudável de tecnologia. “Enquanto investigadora foi uma surpresa”, insiste. “Tinha ideia que isto começava aos 10 anos, com a entrada para o 5.º ano. Mas não. E eles comunicam uns com os outros depois da escola, à noite.”

Enquanto se rendem aos ecrãs — assumam eles a forma de smartphones ou de tablets –, as crianças estão a tirar tempo aos estudos e à própria brincadeira. Ivone Patrão fala “na normalização de comportamentos”, isto é, de um comportamento online que substitui o ir brincar para a rua ou o jogar ao UNO, por exemplo. Não quer isto dizer que estas crianças sejam dependentes do uso do ecrã — isso é outra conversa — mas pode realmente existir um comportamento considerado excessivo.

Vários artigos que alertam para o facto de haver pais que usam os telemóveis e os tablets como babysitters: segundo o estudo “Happy Kids: Aplicações Seguras e Benéficas para Crianças”, do Católica Research Centre for Psychological, Family and Social Wellbeing (CRC-W), da Universidade Católica Portuguesa, as crianças que mais usam aplicações têm até 2 anos e são os pais os primeiros a dar aos filhos o acesso a dispositivos eletrónicos, além de 90% das casas portuguesas ter ligação à internet, “smartphones, computadores portáteis ou tablets”.

O debate em torno dos ecrãs é tanto que o insólito já aconteceu: nos EUA há famílias que contratam coaches para as ajudar a educar crianças longe dos ecrãs, porque é difícil recordar um tempo em que tal não existia. Também nos Estados Unidos, como já antes explicou o Observador, são cada vez mais os pais que atrasam de propósito a idade a que os filhos recebem smartphones para as mãos, existindo até movimentos organizados nesse sentido — por exemplo o “Wait Until 8th” (Espera até ao 8º).

O papel dos pais nas brincadeiras dos filhos

Brincar é essencial para o desenvolvimento dos mais novos, seja a nível sócio-emocional, psicomotor ou cognitivo. O ato de brincar deve seguir três etapas evolutivas: as atividades que geram ação (quando um bebé atira um brinquedo ao chão está a ter uma primeira noção da lei da gravidade), as simbólicas (pegar numa vassoura e transformá-la num cavalo é um exercício de imaginação) e as que exigem regras (os jogos de computador e os de tabuleiro ajudam a perceber que a vida se rege por um conjunto de normas).

A brincadeira funciona como uma espécie de tubo de ensaio para a vida real. Permite explorar, conhecer, aprender e percecionar o mundo, perceber como este funciona. Brincar faz parte da vida de uma criança e é tão importante que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda três horas diárias de atividade física, leia-se jogos e brincadeiras, a partir do primeiro ano. O gesto tão naturalmente associado à infância parece estar, por estes dias, em vias de extinção. Tanto que há sensivelmente um ano a Sociedade Norte-americana de Pediatria recomendava que os pediatras receitassem mais tempo para brincar. A escassez está, muito provavelmente, associada ao atual estilo de vida marcado por agendas cheias e acesso facilitado aos ecrãs, o que veio alterar a forma como as crianças olham o mundo à sua volta.

Para Inês Afonso Marques, psicóloga infantil e autora do livro “A brincar também se educa” (editora Manuscrito), quando os pais dão tempo aos filhos para brincar estão a educá-los, a ajudá-los a fazer escolhas e a usar a criatividade, entre outras vantagens. Mas o uso que fazemos da tecnologia pode estar a impedir as crianças de brincar, diz. E os pais são o modelo dessa realidade. Ao Observador, a psicóloga explica que brincar implica envolvimento e atividade, enquanto a tecnologia é passiva. “As crianças gostam de se sujar, de sentir, de envolver os cinco sentidos naquilo que estão a fazer. Tudo aquilo que possa suscitar a descoberta, tudo isso estimula uma criança.”

Foi Sílvia e o marido que aproximaram a tecnologia do filho de três anos para garantir aos pais momentos de descanso e para ajudar a criança nas refeições. Ao Observador, esta mãe admite que o filho sempre comeu mal, pelo que recorria ao ecrã para o distrair. “Talvez isto tenha sido um pouco mau porque ele hoje não come bem. Antes fazia as refeições sem saber o que estava a comer, hoje não tem uma relação boa com a comida.” Atualmente, o filho vê alguma televisão em casa — sempre sintonizada em canais infantis — e Sílvia congratula-se pelo facto de ele não ter ficado muito adepto dos ecrãs. “Sinto-me aliviada porque ele não os procura, não ficou dependente. Entretém-se sozinho, encarna personagens com acessórios.”

A psicóloga e investigadora Ivone Patrão é perentória quando argumenta que as crianças não deveriam ter ecrãs nas horas das refeições e no tempo de brincar porque “têm de estar concentradas no que estão a fazer, seja comer ou brincar”. O ecrã, continua, deve ser encarado como um complemento à brincadeira, mas não o pode substituir. “O ecrã é muito assumido como algo que os vai tranquilizar, mas é preciso fazer um uso adaptado, caso a caso, dependendo das necessidades da família. Acho que os pais devem perguntar-se porque usam a tecnologia. Muitas vezes dá-se a ferramenta, mas não o manual de instruções.”

Segundo a Sociedade Norte-americana de Pediatria, até aos 2 anos o uso de smartphones e de tablets não é recomendável, sendo que a introdução deve ser feita de forma gradual e com a supervisão dos adultos. Inês Afonso Marques insiste nesta tónica: é importante controlar o que é transmitido à criança, bem como limitar ao máximo todo o tipo de monitores. “Há crianças [em consultório] que verbalizam ‘Preciso do telefone porque não tenho nada com que me entreter’. Isso revela uma dependência associada à incapacidade de a criança encontrar outros estímulos.”

“Não gosto de culpar a tecnologia… Na minha infância tive consolas. Muitas vezes, no consultório, pergunto aos miúdos as brincadeiras preferidas e a maior parte responde o telemóvel, o tablet, o computador e a consola. Por outro lado, sinto que eles têm sede de brincadeiras, têm vontade de usar os jogos que estão nas prateleiras do consultório, jogos banais, mas o mais imediato é a tecnologia muito por observação e pelo modelo que têm à sua volta”, continua Inês Afonso Marques, que ressalva que cabe aos adultos quebrar o ciclo e encontrar ou reencontrar outras formas de brincar. A isso acrescenta-se a “falsa questão” da falta de tempo, até porque a psicóloga ouve em consultório como as crianças se queixam de que os pais não têm tempo para brincar e como os pais argumentam que já não sabem brincar. “Não é necessário muito tempo, desde que este seja de qualidade”, diz, aconselhando os adultos a seguir os interesses da criança e a seguir o ritmo desta.

O uso pouco saudável das tecnologias pode, entre outras coisas, impactar a criança do ponto de vista motor, no sentido em que pode prejudicar a sua destreza. Também por isso a OMS alertou recentemente para a necessidade de as crianças com menos de cinco anos terem de passar menos tempo sentadas diante dos ecrãs para passarem, ao invés, mais tempo a brincar de maneira a crescerem de forma saudável. Entre as recomendações da Organização Mundial de Saúde está, por exemplo, o facto de os bebés com menos de um ano de idade terem de ser “fisicamente ativos várias vezes ao dia e de formas diversas” e não ficarem “contidos” mais de uma hora de cada vez em cadeiras ou carrinhos. “Tempo de ecrã não é recomendável”, acrescenta a OMS.

Sobre isso, Carlos Neto, professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), disse em 2015 ao Observador que o ecrã “alterou muito significativamente a vida das crianças e dos pais”. “Passou-se da trotinete ao tablet de uma forma rapidíssima e não há equilíbrio. E o que está em causa neste momento é que nem a atividade desportiva que as crianças fazem em clubes, nem a educação física escolar, nem o desporto escolar — que são muito importantes — são suficientes para acabar com o sedentarismo que existe.”

Aos 44 anos e com duas filhas, de 7 e 8 anos, Sofia não diaboliza a tecnologia, mas faz questão de impor regras que, espera, um dia, as miúdas levem consigo para a complicada fase da adolescência. O ecrã mais utilizado lá em casa é a televisão, sobretudo para ver desenhos animados e filmes familiares como a saga “Harry Potter”. “A regra, embora não seja sempre cumprida, é dois desenhos animados quando chegam da escola, o que dá no máximo uma hora de televisão”, conta ao Observador. Limitar o tempo de acesso à televisão deriva da preocupação de Sofia, que considera que os estímulos emitidos por este ecrã são muito rápidos para os cérebros das crianças. “Se passar o tempo, a mais nova, por ter alguns problemas, fica perturbada, começa a rodopiar em loop, sem parar, a mexer freneticamente as pernas, até o discurso dela fica mais confuso.”

Outra regra imposta por Sofia passa pelo uso de smartphones: o uso exclusivo dos telefones dos pais (elas não têm gadget próprio) serve para jogar jogos escolhidos a dedo e testados pela mãe, preferencialmente que estimulem o raciocínio matemático, embora também haja momentos para “maquilhar e vestir princesas”. As filhas só podem jogar duas a três vezes por semana, cinco jogos à vez. “Quanto mais cedo elas tiverem noção de que os ecrãs têm de ser usados com inteligência, melhor. Eu não uso o telemóvel à frente delas, caso contrário nada disto faria sentido. Faço questão de dar o exemplo.”

Também o pedopsiquiatra Pedro Strecht considera que as tecnologias — em particular as aplicações — podem interferir no desenvolvimento das crianças, sobretudo em relação a algumas áreas cognitivas e de relação social. “Se um menino de 8 anos brinca no tablet ou se um de 12 anos joga na playstation, diria que isso é normal e não vejo mal nisso — só aconselho os pais a darem os jogos apropriados à idade dos filhos; mas se ele só brincar com o tablet ou com a playstation… Há crianças que crescem quase só com experiências de relação e de estímulo centradas no ecrã. Há pessoas que acham que tenho uma visão muito crítica em relação às tecnologias… As tecnologias têm coisas ótimas que podem facilitar ganhos de tempo, simplesmente acho que, nos dias de hoje, elas próprias se tornam tão opressivas no chamado tempo tecnológico que também bloqueiam a nossa vivência, o nosso tempo biológico e emocional”, já antes disse ao Observador.

O que mais preocupa a psicóloga Ivone Patrão é precisamente o estado das relações sociais. A socialização, diz, deve ser mista, tanto presencial como online. “O que me preocupa é se for só online. Se as crianças começam assim já não vão ter relações”, afirma, referindo-se ao impacto nas respetivas competências sociais. “Elas deixam de estar treinadas para a resposta em direto.”

Afinal, o que dizem os estudos?

Indepentemente da idade, Ivone Patrão refere que o ecrã tem, de facto, afetado pela negativa o ato de brincar. “Vejo que isso os deixa sentados, inertes, parados do ponto de vista físico. E há outra questão: o ecrã dá-lhes um input… o output vai ter de sair. Quando deixam de estar ao ecrã podem ficar mais irrequietos. A energia natural da infância tem de sair de outra forma. Isso tem impacto ao nível do comportamento e do ponto de vista cerebral. A luz do ecrã, por exemplo, pode provocar alterações no sono”, assegura.

O problema não é necessariamente o ecrã, mas o uso que se faz deste. Porque também nos smartphones ou nos tablets há vantagens: como a facilidade de acesso à informação, a capacidade de aprender novas línguas ou o facto de ser uma ferramenta útil na sala de aula. Nem de propósito, segundo um estudo do ano passado, publicado no jornal semanal The Lancet Child & Adolescent Health, limitar o tempo que as crianças passam a olhar para um ecrã melhora a sua capacidade de aprendizagem — o ideal seria passarem menos de duas horas por dia nessa condição.

Em 2017, a Sociedade Norte-americana de Pediatria apresentava um estudo — feito entre 2011 e 2017 com 894 crianças entre os seis meses e os dois anos — que mostrava que as crianças menores de dois anos que usavam ecrãs táteis corriam o risco de começar a falar mais tarde. Sobre isso, Catherine L’Ecuyer, doutorada em Educação e Psicologia e autora do bestseller “Educar na Curiosidade”, já antes disse ao Observador que “o tipo de interação que o tablet promove não é como a interação humana, que requer um processo ativo. Diante do ecrã, a criança anda a reboque de estímulos frequentes e intermitentes. Transforma-se numa espécie de porta USB ou numa impressora.”

As recomendações já antes citadas pela Organização Mundial de Saúde, tendo em conta o uso do ecrã por parte das crianças, não foram bem aceites por todos, já que o The Guardian cita especialistas que argumentam que, na sua base, há falta de provas. Juana Willumsen, uma das autores das referidas recomendações, diz que não há como negar que os ecrãs fazem parte da vida moderna, ao mesmo tempo que argumenta que o grupo de trabalho em questão não encontrou vantagens em introduzi-las a crianças com menos de três anos. “Capacidades sociais e cognitivas são mais bem desenvolvidas com outra pessoa do que com um ecrã. Cuidadores que brincam interativamente são absolutamente vitais para o desenvolvimento das crianças, em particular nos primeiros anos.”

Concentração: 10 brinquedos caseiros para brincar em silêncio

Setembro 6, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Lunetas de 16 de julho de 2019.

Nem todo dia é possível se jogar na bagunça. Nos dias que pedem concentração dos cuidadores, brincar em silêncio é a saída para as crianças.

Para o post de inspirações deste final de semana, nosso parceiro Tempojunto resolveu apresentar dez brinquedos caseiros para brincar em silêncio. Eles desenvolvem a concentração, a atenção e ajudam as crianças a aprenderem a brincar sozinhos e ter autonomia.

Blocos de espaguete de piscina

Nesta brincadeira, a ideia é cortar espaguetes de piscina em pedaços, usar cada um deles para desenhar a parte do corpo de um robô, animais ou pessoas, e depois dar para as crianças brincar de montar figuras

Corrente de feltro

Com um pouco de habilidade manual, você prende botões em pedaço do tecido e prepara o material para as crianças fazerem uma corrente de feltro. Aprenda a fazer.

Blocos de esponja

Os blocos de esponja são maravilhosos para acalmar as crianças e desenvolver habilidades como atenção e capacidade de resolver problemas.

Labirinto de canudo

O labirinto funciona tanto para você jogar junto com seus filhos, quanto para momentos em que eles podem (e devem) brincar sozinhos.

Tempojunto O labirinto de canudos é um brinquedo caseiro que ajuda na coordenação e é muito divertido

Kit de cupcake de massinha

Veja aqui como fazer um kit para as crianças montarem cupcakes de massinha.

Cantinho de recortar

É só forrar uma bandeja com contact e ao lado colocar vários materiais que podem ser recortados para a criança fazer o seu trabalho de cortar e colar.

Palitos de velcro

Palitos de velcro, feitos para montar figuras! Aprenda a fazer.

Veja a lista completa do Tempojunto de dicas para brincar em silêncio.

Brinquedos não estruturados e sua importância para o desenvolvimento da criança

Agosto 29, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Mamãe Plugada de 16 de dezembro de 2015.

Brinquedos não estruturados estimulam muito mais a inteligência da criança e são importantíssimos para o desenvolvimento dos pequenos. Sejam eles potes, colheres de silicone, tampas de amaciantes, latas de leite vazias, estes objetos proporcionam um mundo de fantasia, imaginação e criatividade para a criança.

Quando exigido da criança estruturar seu próprio brinquedo ou brincadeira, permitem que algumas funções cognitivas sejam estimuladas, pois para estruturar-se eles precisarão organização, planejamento, flexibilidade cognitiva, criatividade, manutenção da atenção, memória operacional e diversas outras capacidades mentais.

Objetos não estruturados trabalham na criança a resolução criativa de problemas. Uma caneta, ao mesmo tempo que pode ser um telefone, vira um avião e pode ser ninado como uma boneca nana nenê. Um pote maior não cabe em outro menor. O contrário sim. A noção de encaixe, pensamento lógico e matemático está nítido nesse processo de estruturar o não estruturado. Entra na mesma linha do conceito da pesquisa feita sobre crianças submetidas ao ambiente de fantasia do Natal (aqui).

Além disso, ficam  muito mais tempo entretidos na brincadeira pois eles têm que construir o que, diferente do brinquedo caro, não veio pronto.

Crianças que brincam com sucata, recicláveis, potes e afins vão melhor na escola, aprendem com mais facilidade, são mais criativos, pensam fora da caixa.

Claro que o brinquedo pronto é importante para a criação do lúdico e desenvolvimento da criança. Porém o que é pronto já está dado. Não há desafios para a criança. Por isso o desinteresse rápido num brinquedo caríssimo e o tanto de tempo que eles dispensem empilhando ou encaixando potes e panelas.

Na escola da Clara eles utilizam de 90% de brinquedos não estruturados, para realização de suas atividades pedagógicas. Em conversa com a Coordenadora Pedagogica de lá, percebi a importância de trazer este ambiente lúdico para casa e, principalmente agora que as férias estão aí. Por isso, estou agora mesmo preparando uma caixa de brinquedos não estruturados para a pequena Clara. Lavei bem latas de leite, potinhos de embalagem, potes de papinha que não usa mais, colheres e formas de silicone. Vou deixar tudinho ali na brinquedoteca, sem avisar. Vamos ver como ela reagirá!

IAC participa em Ação de Formação “Patrimónios do brincar e educação para a inclusão e sustentabilidade” a 28 de setembro

Agosto 29, 2019 às 11:14 am | Publicado em Forum Construir Juntos | Deixe um comentário
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O IAC associou-se à Escola do Brinquedo Tradicional Popular (A.D.R.L. – Loureiro, Cernache, Coimbra) para realizar no dia 28 de setembro a Ação de Formação, de Curta Duração, “Patrimónios do brincar e educação para a inclusão e sustentabilidade”.

A ação é creditada com 6 horas e  destina-se a professores de todos os graus de ensino e outros interessados que queiram refletir acerca da importância patrimonial, pedagógica e psicossocial dos “Patrimónios do Brincar”, partindo de um contacto direto com o espólio na Escola do Brinquedo Tradicional Popular, constituído por materiais lúdicos (brinquedos populares – os realizados pelas próprias crianças com elementos naturais e desperdícios caseiros) com origem em diversas culturas.

Deixem as crianças aborrecer-se!

Agosto 29, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Rute Agulhas publicado no DN Life de 17 de agosto de 2019.

Durante o ano lectivo as agendas dos miúdos rivalizam com as nossas e muitas há que as superam. Ao longo da semana, horas e horas na escola ou mesmo no jardim-de-infância, as explicações para que possam subir as notas (e, tantas vezes, uma subida que apenas tem de acontecer para que os pais possam exibir as notas, com orgulho, perante os seus amigos ou familiares) e as trinta mil actividades extra-curriculares.

A verdade é que raro é o dia da semana em que a criança tem “apenas” as aulas. Chegam a casa em cima da hora de jantar, banhos e trabalhos da escola, e caem extenuados na cama. Sem tempo para brincar. Sem tempo livre. Numa desarmonia total entre os tempos de sono, alimentação e exercício físico que os deixa esgotados e desorganizados.

“Estamos em férias grandes, como se dizia no nosso tempo, e o que vemos nós? Uma preocupação gigante em ocupar o tempo das crianças.”

Chega-se ao fim de semana e o calvário repete-se, com mais actividades extra-curriculares, explicações adicionais em período de testes e, claro, os aniversários de todos os amigos e conhecidos. Chegam a ser duas e três festas por dia… Também ao fim de semana existe pouco tempo livre e, quando o há, os pais preocupam-se em ocupá-lo, de forma quase obsessiva. Ai se a criança tem um intervalo de 2 horas sem nada programado!

Estamos em férias grandes, como se dizia no nosso tempo, e o que vemos nós? Uma preocupação gigante em ocupar o tempo das crianças. Porque os pais têm menos férias do que os filhos, é um facto, e há que entretê-los de alguma forma. Entre ateliers de tempos livres e campos de férias, com a agenda organizada ao minuto e cheia de actividades preparadas previamente, lá se vão passando as férias. As crianças apenas têm de cumprir o que está planeado.

“Deixar as crianças sem fazer nada não é mau, muito pelo contrário. Porque o aborrecimento é mestre de engenhos.”

No meio disto tudo, onde fica o tempo livre, mas verdadeiramente livre? Aquele tempo em que os miúdos se aborrecem de tanto fazer nada e em que têm de puxar pela imaginação para saberem o que vão fazer a seguir? Onde anda esse tempo precioso em que o aborrecimento acaba por ser um estímulo para a criação e a fantasia, fazendo de conta que se é isto ou aquilo, num mundo mágico que apenas existe na cabeça da criança?

Deixar as crianças sem fazer nada não é mau, muito pelo contrário. Porque o aborrecimento é mestre de engenhos. Uma criança aborrecida, mas mesmo muito aborrecida, sente a necessidade de inventar alguma coisa, sem limitar-se a seguir as instruções de uma caixa ou as orientações de um adulto.

“Uma criança entediada terá de aprender a conviver consigo mesma. Falar para dentro, ouvir os seus pensamentos e sentir as suas emoções.”

Deixem as crianças brincar sem tutoriais e experimentar o tédio e aquela sensação maravilhosa de “não tenho nada para fazer”. Porque são estes momentos que estimulam a necessidade em descobrir o mundo por si mesmas, com a curiosidade e a pró-actividade que, tantas vezes, as agendas coartam.

Em jeito de nota final, salientar que uma criança entediada terá de aprender a conviver consigo mesma. Falar para dentro, ouvir os seus pensamentos e sentir as suas emoções, num exercício fantástico de auto-descoberta e auto-conhecimento. Aprendendo que, no final de contas, a sua melhor companhia pode ser ela própria.

Brincadeiras e linguagem

Agosto 16, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Cenkerdem/Getty Images

Artigo de opinião de Ana Rita Gonzalez publicado no Público de 28 de julho de 2019.

Cada criança é diferente e irá despertar para o poder da comunicação ao seu ritmo. No entanto, há sinais de alerta aos quais deve estar atento.

Brincadeiras?!… Sim! Brincadeiras porque o brincar é uma ferramenta de aprendizagem essencial no desenvolvimento global e de competências cognitivas que estão diretamente ligadas com a comunicação e a relação com os outros. Brincar cria um contexto relaxado e securizante, permitindo aos pais orientar, modelar e ensinar.

Desde que nasce, o bebé vai descobrir várias formas de comunicar com os pais e com quem o rodeia, desde o choro ao sorriso, chegando por fim às palavras.

Ao longo dos primeiros meses, os momentos de interação com os pais vão aumentando e vão para além dos até então estabelecidos e regulados pelo choro. O bebé já descobriu que quando chora recebe atenção, ou seja, se faz barulho, os pais aproximam-se. E é aqui que reside a descoberta do poder da comunicação. Vão então aprimorando as diferentes formas a utilizar para modificar o ambiente à sua volta, sempre com base neste princípio de ação-reação. Surgem as primeiras conversas, horas de filme gasto pelos pais para registar estas preciosidades! Pais e bebé num diálogo que só eles entendem. O bebé palra, os pais respondem, o bebé palra de novo, os pais imitam. O bebé sorri, os pais, derretidos, sorriem também.

Estes momentos são fundamentais para o estabelecer de uma relação que se quer segura e para a aquisição de uma regra básica de comunicação, o pegar a vez. Aquilo que, mais tarde, vai permitir à criança participar em conversas, sabendo como iniciar, manter e terminar diálogos, dando espaço aos outros participantes para comunicarem também.

Antes de conseguir falar, a criança tem então de adquirir uma série de requisitos cognitivos para ser capaz de aprender conceitos linguísticos — por exemplo, aprender que palavras não são coisas, não são os objetos, são, sim, representações dos objetos.

Inicialmente, entre os nove e os 12 meses, as crianças utilizam uma determinada palavra numa determinada situação e não em todas as situações em que esse conceito aparece. Isto acontece porque ainda não têm a noção de que a mesma palavra tem o mesmo significado em diferentes contextos. Por exemplo: a criança diz “cão” quando, na sua varanda, vê o cão do vizinho do lado, mas não o diz quando vê um cão junto a si, na rua. Nesta fase, observando a criança a brincar e o progressivo aumento da complexidade das suas brincadeiras, vamos vendo o desenvolvimento da linguagem a acontecer. A criança vai explorando os brinquedos típicos de causa-efeito, em que carrega e acendem luzes, puxa e faz um som, roda e aparece um boneco. Mantendo as palavras soltas ainda muito dependentes do contexto, dirigindo-as sempre com o olhar para os outros que estão por perto. A comunicação verbal vai-se desenvolvendo e tornando-se mais intencional e consistente.

Entre os 17 e os 19 meses, a criança faz um jogo simbólico centrado em si. Faz de conta que está a comer com um prato e uma colher, pega numa maçã de brincar e finge que a come. Nesta fase, a linguagem verbal está a desenvolver-se, aumenta o vocabulário, e as palavras são usadas para vários contextos, para fazer referência ao aqui e agora. A criança pode utilizar a palavra “papa” para sopa, carne, iogurte, etc.

Antes dos 20 meses, a criança já dirige o seu jogo simbólico a um brinquedo ou mesmo a outra pessoa, dá com a colher a sopa à boneca, ou até penteia com um pente de brincar os cabelos da sua mãe. Começamos a ouvir a combinação de palavras e a criança começa a fazer referência a objetos ou pessoas que não estão presentes naquele instante.

Perto dos dois anos, com as brincadeiras de faz de conta, brincar às casinhas, aos pais e às mães, ouvimos frases curtas e simples, que descrevem o que estão a fazer. Mais tarde, vêm as representações de situações vividas ou observadas noutros contextos. Nesta fase, a criança tende essencialmente a brincar junto às outras crianças, mas desenvolvendo as suas próprias ideias com os seus brinquedos (jogo paralelo). No entanto, começa pontualmente a surgir um jogo mais interativo, pode estar num grupo de crianças em que desenvolve atividades semelhantes, mas não necessariamente seguindo as mesmas instruções. Começamos, assim, a ouvir a utilização da linguagem para analisar e descrever situações.

Com o desenvolver das brincadeiras vamos ouvindo as primeiras perguntas: “O quê?”, “quem?”, “onde?”. Aos três anos, as brincadeiras de faz de conta continuam, agora mais complexas, com vários acontecimentos encadeados. Já brincam entre si, de forma mais organizada para atingir um fim comum (numa cozinha, a preparar uma refeição para servir aos amigos ou aos pais). A criança já percebe uma sequência de acontecimentos, começa a ter noção de acontecimentos presentes e passados.

Mais tarde, vêm brincadeiras mais elaboradas, em que a criança percebe que pode brincar com objetos cada vez menos realistas porque a sua capacidade de representação simbólica está cada vez mais desenvolvida (com peças de Lego representa copos, pratos, etc.)

Ao ler esta descrição do desenvolvimento da linguagem, deve estar a reconhecer o seu filho, o seu neto e outras crianças com quem convive. Cada criança é diferente e irá despertar para o poder da comunicação ao seu ritmo. No entanto, há sinais de alerta aos quais deve estar atento.

Se o seu filho de três ou quatro meses não emite sons, não palra, não sorri, ou não olha para si, ou se está perto dos dois anos e não diz palavras nem parece ter interesse em brincar e/ou comunicar, deve expor essa preocupação ao médico pediatra, que o poderá orientar e encaminhar para um terapeuta da fala ou outro especialista, caso verifique essa necessidade.

Terapeuta da Fala do CADIn – Neurodesenvolvimento e Inclusão

Há jogos tradicionais para redescobrir num novo livro

Agosto 13, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto e imagem da Time Out

“Antigamente é que era!” A expressão que os mais velhos insistem em repetir é capaz de receber um revirar de olhos dos miúdos. Mas, desta vez, garantimos que vale a pena viajar no tempo para conhecer as brincadeiras do passado à boleia do novo livro Os Jogos da Minha Infância, que chegou às livrarias mesmo a tempo do Dia dos Avós.

Lembra-se da última vez que jogou à carica? E à macaca ou ao pião, à cabra-cega ou à corda? Há quanto tempo não faz pontaria com um berlinde, malabarismos com um prego na praia ou uma corrida com pneus? No Dia dos Avós, esta sexta-feira, o Palácio Baldaya desafia as famílias a alinharem numa actividade gratuita (mas com inscrição obrigatória) que se chama “Jogos de Ontem, Brincadeiras de Hoje”. A partir das 16.30, alfacinhas maduros e alfaces verdinhas são convidadas a fazer a dança das cadeiras, a atirar bolas a latas e a fazer a corrida de sacos.

Eles não fazem ideia do que é a corrida de sacos porque passam a vida agarrados ao tablet? O novo livro Os Jogos da Minha Infância, da editora Guerra e Paz (112 págs, 9€), dá uma ajuda, descrevendo as regras desta e de outras brincadeiras tradicionais:

“1. Define-se a distância a percorrer e as linhas de partida e de chegada. Cada jogador vai para dentro do seu saco (preferencialmente de serapilheira), mantendo-se na posição vertical, e segura-o com as duas mãos. 2. Ao sinal de partida, inicia-se a corrida dentro dos sacos. Ganha o primeiro a atingir a meta. Quem sair de dentro do saco durante o percurso será desclassificado.” Simples e divertido.

Os Jogos da Minha Infância

Deixamos-lhe mais três jogos tradicionais do livro para brincar com os avós esta sexta-feira ou para aproveitar as férias grandes ao ar livre – e longe, muito longe do tablet.

Macaquinho do Chinês

Para 3 ou mais jogadores.

Procura-se um local com uma parede (ou muro) e livre de obstáculos. Marca-se uma linha de partida paralela à parede, a uma distância de 12-15 metros.
Escolhe-se um dos jogadores para ficar virado para a parede, de costas voltadas para os outros jogadores, enquanto estes se posicionam junto à linha de partida.
Para iniciar o jogo, o jogador junto à parede deve dizer rapidamente “1, 2, 3, macaquinho do chinês!” enquanto bate ritmicamente com as palmas das mãos na parede. Ao mesmo tempo, os restantes deslocam-se o mais depressa possível em direcção à parede.
Assim que o jogador junto à parede acaba de dizer a frase, volta-se para os outros jogadores, tentando apanhá-los ainda em movimento. Por isso, estes devem ter muito cuidado, parando assim que a frase termina, pois, se forem vistos a mexer-se, regressam à linha de partida.
O jogador junto à parede volta-se de novo para esta e repete a frase, enquanto os outros tentam avançar mais, em direcção à parede. Ganha o primeiro que conseguir chegar à parede e tocar nela sem ser visto.

Camaleão

Para 3 ou mais jogadores.

Escolhe-se um jogador para ser o “camaleão”, que ficará a alguns passos de distância dos outros no início do jogo.
Para começar, o “camaleão” grita: “Camaleão!” Os outros jogadores perguntam: “De que cor?”
O “camaleão” responde com a cor que quiser (por exemplo, azul), e corre para apanhar um dos jogadores, enquanto todos fogem, procurando algo que tenha a cor seleccionada. Se tocarem em algum objecto com essa cor, ficam a salvo do “camaleão”, que não os pode apanhar, mesmo que os alcance. O que for apanhado passa a ser o próximo “camaleão”.
Se o “camaleão” responder “cor de burro quando foge” em vez de uma cor, os jogadores devem ficar quietos, não podendo fugir. Neste caso, quem se mexer perde e passa a ser o novo “camaleão”.

Macaca

Para 2 ou mais jogadores.

1. Com o giz, desenham-se 8 quadrados no chão, dispostos e numerados.

2. O primeiro a jogar atira a pedra para a primeira casa. Ao pé-coxinho, salta de casa em casa, sem pisar a que tem a pedra. Nas casas 4 e 5 e 7 e 8, pode pousar os dois pés em simultâneo. Faz o percurso todo até à última casa e regressa, apanhando a pedra. Deve repetir o mesmo processo até chegar ao último patamar.

3. Quem se desequilibrar, tocar nas linhas da macaca, deixar cair a pedra ou não acertar com a pedra na casa do número correcto, perde. Quando um jogador conseguir percorrer todas as casas, deve colocar-se no fim da macaca, de costas, e atirar a pedra para uma casa qualquer. A partir desse momento, apenas esse jogador poderá pisar essa casa e descansar nela. Ganha quem conseguir mais casas.

mais informações no link da editora:

https://www.guerraepaz.pt/pt/inicio/562-os-jogos-da-minha-infancia.html

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