Alerta Unicef: Violência e inundações aumentam risco de vida de crianças na Síria

Janeiro 17, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 4 de janeiro de 2019.

Perto de 10 mil crianças estão a fugir das inundações; agência da ONU apela às partes do conflito que protejam as crianças; falta de abrigos seguros aumenta o risco de vida.

As crianças continuam a sofrer com a escalada da violência no noroeste da Síria. O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, recebeu relatos alarmantes de que 80 pessoas morreram, incluindo uma criança.

Segundo o Fundo, muitas famílias estão a fugir das suas casas à medida que o conflito se intensifica. Sem lugar para ir, muitos refugiam-se em campos superlotados que abrigam famílias deslocadas.

Grandes inundações afetaram 10 mil crianças em Atmeh, Qah, Deir Ballut, Albab, Jisr Ashughur, entre outras áreas. Expostas ao clima rigoroso de inverno e a temperaturas muito baixas, o Unicef alerta para o risco de vida destas crianças.

Apelo

A agência da ONU avisa ainda que o número de meninas e meninos afetados poderá aumentar com o agravamento do estado do tempo e a escalada dos confrontos.

O diretor regional do Unicef no Oriente Médio e Norte da África, Geert Cappelaere, afirmou que o sofrimento das crianças no noroeste da Síria aumentou “devido à recente escalada de violência, às condições climatericas adversas e à falta de refúgios seguros.”

O Fundo da ONU apela a todas as partes em confronto que protejam as crianças “em todos os momentos” e permitam que “os trabalhadores humanitários cheguem às crianças e às famílias mais carentes.”

Assistência humanitária

O Unicef, juntamente com os seus parceiros no terreno, continua a responder às crescentes necessidades das crianças e respetivas famílias.

Esta quinta-feira, foram enviados 13 camiões com roupas de inverno, combustível para aquecimento, mantimentos e tendas para salas de aula temporárias. Os parceiros do Unicef no terreno também estão a avaliar as necessidades de saúde, de nutrição e de saneamento para prevenir surtos de doenças.

 

Unicef: “mundo falhou em proteger as crianças em 2018”

Janeiro 15, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Unicef/Ashley Gilbertson Na República-Centro Africana Africana o conflito piorou e duas em cada três crianças precisam de assistência humanitária

Notícia da ONU News de 28 de dezembro de 2018.

Agência destaca abusos ocorridos em vários conflitos, incluindo a pobreza extrema; comunicado ressalta que atrocidades acontecem de forma quase impune e situação está piorando.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alerta que o futuro das crianças está em risco em nações onde ocorrem conflitos devido às violações cometidas pelas partes envolvidas nos confrontos.

Em comunicado emitido esta sexta-feira em Nova Iorque, o diretor de Programas de Emergência do Unicef, Manuel Fontaine, aponta que líderes mundiais falharam em  responsabilizar os autores dessas violações.

Zonas de Conflito

Para o representante do Unicef, as crianças que vivem em zonas de conflito em todo o mundo continuam sofrendo com a pobreza extrema.

Fontaine destacou que por muito tempo, as partes envolvidas em confrontos têm cometido atrocidades com quase total impunidade, uma situação que “está piorando”.

O responsável disse que “muito mais pode e deve ser feito para proteger e ajudar” crianças que vivem em países em guerra, que “estão sendo atacadas diretamente, usadas como escudos humanos, mortas, mutiladas ou recrutadas para combater”.

Síria

Fontaine mencionou crimes como estupro, casamento forçado e sequestros que se tornaram um padrão de táticas nos conflitos como na Síria, no Iêmen, na República Democrática do Congo, na Nigéria, no Sudão do Sul e no Mianmar em 2018.

Ele também cita o Afeganistão, onde “a violência e o derramamento de sangue ocorrem diariamente”. No país, mais de 5 mil crianças morreram somente no primeiro semestre do ano.

Nigéria

A nota destaca ainda o conflito no nordeste da Nigéria com grupos armados, incluindo facções do grupo terrorista  Boko Haram, que usam meninas como alvo. Elas são estupradas, forçadas a se tornarem esposas de combatentes ou usadas como “bomba humana”.

Nos Camarões aconteceu uma escalada do conflito nas regiões do noroeste e sudoeste. Nesses locais, “escolas, alunos e professores  são frequentemente atacados”.

Na República Centro-Africana o conflito piorou e duas em cada três crianças precisam de assistência humanitária.

Escolas

O representante do Unicef pediu aos países que cumpram suas obrigações sob a lei internacional “e parem imediatamente com as violações contra crianças e ataques contra infraestruturas civis, incluindo escolas, hospitais e fontes de água”.

Fontaine disse que “muito mais precisa ser feito para prevenir as guerras e acabar com os vários conflitos armados que arrasam a vida das crianças de forma desastrosa”. Ele declarou que “ataques contra crianças nunca devem ser admitidos”.

O diretor apela que as partes nos confrontos sejam obrigadas a cumprir a obrigação de proteger as crianças, caso contrário “elas, suas famílias e comunidades continuarão sofrendo consequências, agora e por muitos anos.”

 

 

Metade das crianças na Síria só conhece a guerra, alerta UNICEF

Janeiro 1, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 14 de dezembro de 2018.

“Todas as crianças com oito anos cresceram num clima de perigo, destruição e morte”, disse a diretora executiva da UNICEF, após uma visita de cinco dias. Desde maio, 26 crianças terão morrido ou ficado feridas em Ghouta Oriental por causa de restos de explosivos da guerra. A agência da ONU apela à proteção das crianças e ao reforço do tecido social dilacerado

uatro milhões de crianças nasceram na Síria desde o início do conflito há quase oito anos, anunciou esta quinta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Metade das meninas e meninos sírios só conhece a guerra, acrescenta a agência da ONU.

“Todas as crianças sírias com oito anos cresceram num clima de perigo, destruição e morte”, disse a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore, após uma visita de cinco dias ao país. “Essas crianças precisam de poder voltar à escola, receber as suas vacinas e sentir-se protegidas e em segurança. Devemos ser capazes de as ajudar”, acrescentou.

Em Douma, Ghouta Oriental, apenas alguns meses depois de o cerco de cinco anos ter sido levantado, as famílias deslocadas começaram a regressar e estima-se que cerca de 200 mil pessoas vivam na cidade. Muitas famílias voltaram aos edifícios danificados e, segundo a agência da ONU, a ameaça de engenhos explosivos por detonar é omnipresente. Desde maio, 26 crianças terão morrido ou ficado feridas em Ghouta Oriental por causa de restos dos explosivos da guerra.

“Famílias vivem e educam as crianças entre os escombros”

A responsável da UNICEF sublinhou que “em Douma, as famílias vivem e educam as crianças entre os escombros, lutando para conseguir água, comida e calor neste inverno”. “As 20 escolas existentes estão sobrelotadas e precisam de formação para os jovens professores, livros, material escolar, portas, janelas e eletricidade”, acrescentou.

O grau de destruição em Douma é tal que uma organização não-governamental parceira estabeleceu, com o apoio da UNICEF, uma clínica informal no átrio de uma mesquita danificada.

Na cidade de Daraa, no sudoeste da Síria, as duas principais estações de abastecimento de água localizavam-se em áreas anteriormente palco de confrontos, causando cortes frequentes no abastecimento e uma dependência de serviços de transporte de água por camião. Para fazer face ao problema, a UNICEF ajudou a instalar uma conduta de 16 quilómetros para fornecer água potável a 200 mil pessoas.

Taxa de abandono escolar é de 29%

Entre as quase mil escolas da província, pelo menos metade precisa de obras de reparação. A idade das crianças que perderam anos de escolaridade por causa da guerra varia entre os seis e os 17 anos. Muitos alunos ainda desistem da escola, sendo de 29% a taxa de abandono escolar na Síria.

A UNICEF apela à proteção das crianças em todo o país e ao reforço do tecido social dilacerado por anos de conflitos.

 

 

85 mil crianças morrem à fome no Iémen

Dezembro 3, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Euronews de 21 de novembro de 2018.

Os números são dramáticos.

Segundo a organização humanitária Save the Children, só nos últimos três anos, mais de 85 mil crianças morreram no Iémen, devido à fome ou doenças.

A guerra deixou o país com falta de alimentos e os mais novos, são os que mais sofrem.

Zita Weise Prinzo, da Organização Mundial de Saúde, explica as razões desta tragédia.

“O conflito no Iémen levou à insegurança alimentar no país. Muitas pessoas não têm acesso a comida ou ao tipo de comida certa. Ao mesmo tempo, há surtos de doenças e infeções, como a cólera, sarampo, malária ou pneumonia. E a combinação destes dois fatores levou à desnutrição generalizada no país.”

As Nações Unidas avisam que há 14 milhões de pessoas em risco de fome no Iémen. Por cada criança morta por uma bala ou bomba, dezenas morrem à fome.

E o cenário não deve melhorar nos próximos tempos, como suspeita Peter Salisbury, analista do think-tank britânico Chatham House.

“Sinceramente, não acho que as diferentes partes envolvidas na guerra estejam dispostas a fazer o tipo de compromissos necessários para a terminar. Por isso, infelizmente, acho que a guerra vai arrastar-se por vários meses, se não mesmo anos.”

O país mergulhou na guerra em 2014, quando os rebeldes Huthis tomaram de assalto a capital Sanaa e outras regiões do Iémen. Desde 2015 que as forças do governo, apoiadas por uma coligação internacional, procuram recuperar os territórios ocupados.

Um conflito que já fez mais de dez mil mortos

Children are #NotATarget

Outubro 29, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Credit: Giles Clarke for OCHA

mais informações no link:

https://www.unocha.org/story/children-are-notatarget

Mais de 4 milhões de crianças refugiadas estão fora da escola, alerta Acnur

Setembro 5, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 29 de agosto de 2018.

Agência da ONU para Refugiados destacou história de um sírio que teve seu diploma universitário revalidado no Brasil e pode agora trabalhar; apenas seis em cada 10 menores refugiados frequentam ensino primário.

Um novo estudo da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, revela que 4 milhões de crianças refugiadas não frequentam a escola. Esse número equivale a um aumento de meio milhão de menores nessa situação em um ano no mundo.

O relatório Inverter a Tendência: Educação de Refugiados em Crise foi lançado nesta quarta-feira, em Genebra, na Suíça. Dos 68,5 milhões de pessoas que foram obrigadas a fugir de suas casas, cerca de 25,5 milhões receberam status de refugiados.

Futuro

Falando à ONU News, o porta-voz da agência, William Spindler, explica porque é preciso aumentar o apoio para promover a educação daqueles que recebem abrigo em outros países.

“Sem acesso à educação, o futuro destas crianças será comprometido. A nível mundial, 92% de todas essas crianças frequentam a escola. Mas das crianças refugiadas é somente 68%. Por isso é muito importante um investimento mais forte na educação de refugiados. ”

Ao destacar a história pessoal de alguns refugiados, o relatório apresenta o sírio Salim Alnazer, de 32 anos.

Ele trabalha como farmacêutico de uma empresa de transporte e logística em São Paulo, no Brasil, o país que reconheceu seu diploma universitário abrindo as portas para um emprego. Alnazer afirma que no Brasil,  “não só encontrou paz, mas também um futuro”.

Ensino Superior

O relatório insta os países anfitriões a matricular refugiados menores de idade em sistemas de educação que permitam o reconhecimento das notas até a entrada no ensino superior.

O estudo pede parcerias mais fortes entre setor privado, organizações humanitárias, de desenvolvimento e governos para que haja mais soluções sustentáveis ​​para a educação de refugiados.

Um dos maiores desafios é a educação de crianças, que compõem mais da metade do total de refugiados. Cerca de 7,4 milhões delas estão em idade escolar.

O documento revela ainda que apenas seis em cada 10 menores refugiados vão à escola primária, comparadas aos 92% de crianças no mundo. A agência defende que essa lacuna aumenta à medida que as crianças refugiadas ficam mais velhas.

Ensino Secundário

O estudo revela ainda que cerca de dois terços das crianças refugiadas frequentando o ensino primário não chegam ao secundário. No total, 23% delas frequentam o ensino secundário, em comparação com 84% das crianças no mundo.

Após a adoção da Declaração de Nova York para Refugiados e Migrantes em 2017, o Acnur disse que foram matriculadas mais de meio milhão de crianças refugiadas fora da escola.

Qualidade

A agência quer que mais seja feito para garantir o acesso de todos os refugiados à educação de qualidade.

O baixo acesso dos refugiados à universidade é uma das maiores preocupações. Apenas 1% deles tem a oportunidade de chegar a esse nível, uma proporção que não muda há três anos.

Para o alto comissário da ONU para refugiados, a escola é o primeiro lugar em meses, ou até anos, em que crianças refugiadas encontram alguma normalidade.

O chefe do Acnur, Filippo Grandi, disse que a menos que seja feito um investimento urgente, centenas de milhares de crianças vão se tornar essas estatísticas preocupantes.

 

O relatório citado na notícia é o seguinte;

Turn the Tide: Refugee Education in Crisis

Agências da ONU dizem que israelenses e palestinos têm de priorizar direitos das crianças

Agosto 25, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 1 de agosto de 2018.

Desde o início de novos protestos e manifestações junto à cerca entre Israel e Gaza, 26 crianças palestinas foram mortas; representantes das Nações Unidas afirmam que menores de idade não deveriam participar de retórica política e propaganda em ambos os lados.

Os direitos das crianças continuam sendo violados em Gaza, na Cisjordânia e em Israel, de acordo com um comunicado de três altos funcionarios da ONU, que trabalham na região.

Em nota, divulgada nesta quarta-feira,  eles se dizem “profundamente preocupados” com relatos contínuos de “crianças mortas ou gravemente feridas, algumas com apenas 11 anos” em áreas administradas por autoridades palestinas.

Autores

Assinaram o comunicado, o coordenador humanitário para os Territórios Palestinos, Jamie McGoldrick, o chefe do Escritório de Direitos Humanos na região, James Heenan, e a representante especial do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Genevieve Boutin.

Os três disseram que todos os responsáveis precisam tomar medidas concretas e imediatas para “permitir que as crianças vivam sem medo.” Segundo eles, “as crianças em Israel estão expostas a trauma, medo e ferimentos graves.”

A nota afirma que  em todos os Territórios Palestinos, mais particularmente a Faixa de Gaza,” as crianças têm todos os seus direitos “roubados”.

Números

Sete crianças palestinas foram mortas durante ataques de Israel em julho. Já do lado israelense, duas meninas de 14 e 15 anos também sofreram ferimentos causados ​​por foguetes lançados por grupos armados palestinos.

A ONU informa que, desde o início das manifestações em 30 de março, 26 crianças palestinas foram mortas, 21 baleadas durante as manifestações, cinco perderam a vida em ataques aéreos.

O comunicado ressalta que “várias dessas crianças sofrerão deficiências ao longo da vida, inclusive como resultado da amputação de membros”. Além disso, milhares precisam de assistência psicossocial urgente, atendimento médico especializado e apoio para reabilitação.

Dificuldades

Os autores também destacaram a crise humanitária, lembrando que, em Gaza, as famílias têm apenas quatro horas de eletricidade por dia, a água potável é cara e difícil de encontrar. E em um mês, quando começa o ano letivo, milhares de famílias não terão como comprar material escolar para seus filhos.

McGoldrick, Heenan e Boutin também deploraram o “uso muitas vezes cínico das crianças na retórica política e propaganda de todos os lados” e a exposição de crianças à violência.

A nota termina com um apelo “a Israel, bem como à Autoridade Palestina e às autoridades do movimento Hamas em Gaza, para colocar os direitos das crianças à frente de quaisquer outras considerações e tomar medidas imediatas para aliviar o seu sofrimento.”

Documento original Children’s rights must be put first

 

Mais de 900 crianças-soldado já foram libertadas no Sudão do Sul este ano

Agosto 21, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 8 de agosto de 2018.

Novo grupo de meninos e meninas entregaram suas armas esta semana; cerca de 19 mil continuam em fileiras de grupos armados; Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, precisa de US$ 45 milhões para reintegrar estas crianças nos próximos três anos.

Mais de 100 crianças foram libertadas na terça-feira por grupos armados no Sudão do Sul elevando o total de crianças soldado que conseguiram liberdade para mais de 900 este ano.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, este foi o quarto grupo libertado este ano. Mais meninos e meninas devem ser libertados nos próximos meses.

Progresso

O representante do Unicef no país, Mahimbo Mdoe, disse que “o progresso feito este ano dá esperança de que, um dia, todas as 19 mil crianças que ainda servem nos grupos armados e forças armadas possam ser devolvidos às suas famílias.”

Segundo ele, “até esse objetivo ser atingido, o trabalho para acabar com o recrutamento e uso de crianças tem de continuar.”

O grupo libertado esta semana incluía 90 meninos e 38 meninas. As crianças estavam associadas ao Movimento Nacional de Libertação do Sudão do Sul, que em 2016 assinou um acordo de paz com o governo.

Reintegração

O Unicef organizou uma cerimônia na cidade de Yambio, no sul do país, para marcar o momento. As crianças entregaram as suas armas e receberam roupas de civis. Todas vão fazer exames médicos e receber apoio psicossocial, como parte de um plano de reintegração.

Quando as crianças voltarem a casa, as famílias vão receber três meses de ajuda alimentar do Programa Mundial de Alimentos, PMA. Também receberão treinamento vocacional, porque capacidade de se sustentar é um fator importante na associação a grupos armados.

Além dos serviços relacionados com os meios de subsistência, o Unicef e os parceiros vão assegurar serviços de educação específicos e centros de aprendizagem acelerada.

Parceria

Este esforço é uma parceria entre o Unicef, a Missão da ONU no país, Unmiss, e parceiros do governo. O representante da agência das Nações Unidas explica que “negociações com as partes em conflito exigem energia e compromissos consideráveis ​​de todos os envolvidos.”

O Unicef diz que são precisos US$ 45 milhões para apoiar a desmobilização e reintegração de 19 mil crianças nos próximos três anos.

 

 

Os piores países do mundo para ser criança

Março 7, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 15 de fevereiro de 2018.

Lusa

Seis nações africanas estão entre as 10 piores do mundo para se ser uma criança numa zona de guerra, indica um relatório da organização Save the Children divulgado esta quinta-feira.

A Síria encabeça a lista, seguida do Afeganistão, Somália, Iémen, Nigéria, Sudão do Sul, Iraque, República Democrática do Congo, Sudão e República Centro Africana.

O relatório, baseado em dados do Instituto Internacional para a Investigação da Paz de Estocolmo, analisa fatores como ataques contra escolas, o recrutamento de crianças soldados, violações, assassínios e falta de acesso humanitário.

Perto de 360 milhões de crianças em todo o mundo, ou seja, uma em seis, vivem em zonas afetadas por conflitos, segundo o relatório divulgado na véspera da Conferência de Segurança de Munique, no âmbito da qual líderes globais vão discutir políticas de segurança até domingo.

A Save the Children apela aos dirigentes mundiais para fazerem mais no sentido de responsabilizar os autores dos crimes contra as crianças.

“Crimes como estes contra crianças são o pior tipo de abuso imaginável e são uma violação flagrante do direito internacional”, disse Carolyn Miles, presidente da Save the Children.

descarregar o relatório da Save the Children em baixo:

The War on Children: Time to End Violations Against Children in Armed Conflict 

Um sexto das crianças de todo o mundo vivem em zonas de conflito

Março 5, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Crianças sírias encurraladas em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco
ABDULMONAM EASSA

Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 15 de fevereiro de 2018.

JOANA AZEVEDO VIANA

Save the Children diz que menores de idade estão hoje mais em risco do que em qualquer outro momento nos últimos 20 anos.

ma em cada seis crianças do mundo vive atualmente em zonas de conflito, apurou a Save the Children, num estudo em que a organização britânica sublinha que as crianças estão hoje mais em risco por causa de conflitos armados do que nos últimos 20 anos.

Na sua investigação, com base em dados disponibilizados pela ONU e por outros grupos, a Save the Children diz ter apurado que mais de 357 milhões de crianças estão hoje a viver em zonas de conflito ou perto de zonas de conflito, um aumento de 75% em relação aos 200 milhões de menores que estavam mais vulneráveis em 1995.

A lista de países mais perigosos para as crianças é encabeçada pela Síria, seguida do Afeganistão e da Somália. No geral, as crianças nascidas e criadas no Médio Oriente têm mais probabilidade de viverem em zonas de conflito, com duas em cada cinco instaladas num raio de 50 quilómetros ao redor de uma zona de combates ou de outros ataques mortíferos. Em África, a proporção é de uma em cada cinco crianças.

Menos de metade das crianças em risco, cerca de 165 milhões, estão a viver em zonas de conflito de “alta intensidade”, expostas ao que as Nações Unidas classificam como “graves violações” dos seus direitos, impedidas de acederem a ajuda humanitária, sujeitas a serem mortas ou feridas, a serem recrutadas por Exércitos ou grupos armados não-estatais, a sofrerem violência sexual, a serem raptadas ou a serem vitimadas em ataques a escolas e hospitais.

No relatório, a Save the Children critica as “grandes lacunas” da informação que é recolhida e disponibilizada por forças que estão em guerra, isto face ao aumento de 300% no número de crianças mortas ou feridas em cenários de conflito desde 2010, segundo dados verificados pelas Nações Unidas. De notar também que os dados relativos a 2017, quando eclodiram conflitos como a perseguição da minoria muçulmana Rohingya em Myanmar, estão incompletos.

Segundo o grupo de caridade do Reino Unido, este aumento do número de crianças que vivem em zonas perigosas do mundo deve-se à “tendência crescente” de guerras urbanas em vilas e cidades, a par do facto de os conflitos armados se estarem a alargar mais no tempo e de serem hoje mais complexos. Em países como a Síria e o Iémen, há ainda a apontar o bloqueio deliberado de ajuda humanitária por grupos extremistas, bem como cercos a cidades que se prolongam no tempo.

“As táticas de cerco e de fome provocada também estão a ser cada vez mais usadas como armas de guerra contra civis, para forçar um grupo armado ou toda uma comunidade a render-se”, é apontado no relatório. Para além disso, e como já tem sido referido por uma série de grupos de Direitos Humanos, os ataques a escolas e a hospitais estão a tornar-se “o novo normal” em guerras e conflitos.

Estas “táticas brutais” que estão a ser “cada vez mais usadas” em várias partes do mundo contrariam a melhoria dos estatutos internacionais legais de proteção de crianças que tem sido registada ao longo dos anos. Entre elas conta-se o recrutamento de crianças-soldado e a violência sexual contra menores.

A sublinhar ainda que, apesar de hoje haver menos crianças a morrerem ou a ficarem feridas em ataques com armas químicas, minas anti-pessoal ou bombas de fragmentação, estas continuam a enfrentar outras ameaças graves — citando-se o cada vez mais frequente uso de crianças como bombistas-suicidas e o contínuo recurso a bombas-barril e a engenhos explosivos improvisados, que matam soldados e civis indiscriminadamente.

Nas zonas de conflito, as crianças não só enfrentam riscos de morte e ferimentos como, na sua maioria, não têm acesso aos serviços mais básicos, como saneamento, educação e boa alimentação. A isto junta-se o que o grupo tinha ressaltado no ano passado, quando alertou para os elevados níveis de crianças sírias que estão a sofrer de “stress tóxico” por causa da sua exposição prolongada aos horrores da guerra — no caso da Síria, uma que está em marcha desde março de 2011, há quase oito anos.

“As crianças estão a sofrer coisas que nenhuma criança deveria sofrer, desde violência sexual até serem usadas como bombistas-suicidas”, refere a diretora da Save the Children, Helle Thorning Schmidt. “As suas casas, escolas e recreios tornaram-se campos de batalha. Crimes como estes cometidos contra as crianças são o tipo de abuso mais tenebroso que se pode imaginar e representam uma flagrante violação da lei internacional.”

O relatório em causa, apresentado esta quinta-feira e intitulado “The War on Children” (“A Guerra Contra as Crianças”), surge na véspera da Conferência de Segurança em Munique, que começa esta sexta-feira e que representa, para o grupo, uma boa oportunidade de os líderes mundiais discutirem mais medidas de proteção das crianças.

descarregar o relatório da Save the Children em baixo:

The War on Children: Time to End Violations Against Children in Armed Conflict 

 

 

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