Esta app traz uma nova dimensão às histórias que pode contar às crianças

Janeiro 7, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Notícia do TEK.Sapo de 1 de dezembro de 2018.

Chama-se Wonderscope e é uma das novas aplicações a tirar partido da realidade aumentada para transformar os lugares normais em espaços extraordinários.

A aplicação faz com que se consiga “ver” as histórias a acontecer mesmo ao seu lado, apesar de estar sentado no sofá de casa, ou no jardim do seu bairro. E é uma forma de passar um tempo mais rico com as crianças, mantendo a sua imaginação e criatividade ativa.

Na biblioteca da Wonderscope há uma série de históricas para ver e conhecer, sobre os duplos que fizeram muitas personagens de cinema, ou uma versão moderna do Capuchinho Vermelho, mas estão prometidas mais histórias com as quais pode interagir usando a voz.

No conceito está a exploração do mundo, para o que precisa de se levantar e andar com o iPhone ou o iPad na mão, mas também a interação com as personagens. Para já está só em inglês, mas isso até pode servir para treinar a língua.

A app está disponível para iPhone e iPad e é gratuita, mas conte com compras in app para mais histórias e funcionalidades.

 

 

 

O novo vício dos adolescentes americanos

Janeiro 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da Euronews de 17 de dezembro de 2018.

É um fenómeno que atinge muitos países – a Sociedade Portuguesa de Pneumologia já lançou o alerta – mas os números que chegam dos Estados Unidos dão corpo à realidade. A utilização de cigarros eletrónicos entre os adolescentes do ensino secundário duplicou no último mês em relação ao ano passado, abrangendo 21% dos estudantes americanos.

“Isto atingiu uma proporção inadmissível”, diz Scott Gottlieb, da FDA, a autoridade sanitária americana. Em causa estão sobretudo os alunos do 10° ao 12° anos, atraídos pelos sabores variados dos produtos e pelos argumentos que apontam este tipo de consumo como mais seguro.

“Mas os consumidores nem sempre têm noção de que estão realmente a utilizar nicotina”, responde Wilson Compton, do Instituto Nacional da Droga americano.

As autoridades sanitárias falam mesmo em “epidemia” e numa nova geração viciada em nicotina. Os cinco principais produtores de cigarros eletrónicos foram intimados a apresentar medidas para controlar o uso entre os mais novos, sob pena de o consumo passar a ser proibido.

 

Kubo: o robô que ensina miúdos a programar também aprendeu coisas novas

Dezembro 31, 2018 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de dezembro de 2018.

Os dinamarqueses da Kubo Robotics ganharam o pitch da Web Summit em 2016. Desde então venderam 5000 exemplares do robô que ensina miúdos a programar.

Victor Ferreira e Teresa Pacheco Miranda

Não é todos os dias que se ganha um prémio em dinheiro. Nem é qualquer um que o rejeita. A startup Kubo Robotics fez ambas as coisas em 2016: foi a Lisboa ganhar o prémio do melhor pitch da Web Summit, mas depois rejeitou os 100 mil euros, porque o dinheiro chegaria sob a forma de investimento e os fundadores tinham outra estratégia para desenvolver a empresa.

Preferiram lançar uma campanha de crowdfunding e estabelecer parcerias locais em Odense, um “cluster da robótica” na Dinamarca, descreve Daniel Lindegaard, chefe de operações da empresa. A terra natal de Hans Christian Andersen, criador de famosas histórias infantis, continua a ter alguém preocupado com o ensino de crianças — para o robô criado pela Kubo, o importante é que se aprenda programação desde tenra idade.

A equipa alia o interesse comercial — “queremos ser a melhor solução” — com preocupações sociais: querem colocar o robô em escolas e bibliotecas públicas, para evitar que o Kubo se torne um produto para ricos e, dessa forma, contribua para uma sociedade mais desequilibrada. Desde a vitória em Lisboa, a empresa vendeu cinco mil exemplares do robô, lançou uma aplicação para telemóvel e tem vindo a adicionar novas funcionalidades ao Kubo, que também ensina música aos mais pequenos ou a escrever correctamente.

No rescaldo da Web Summit, lançámos a pergunta: o que aconteceu às startups que ganharam a competição que todos os anos é organizada pela Web Summit para distinguir o melhor pitch? Também já descobrimos que a Lifeina, vencedora em 2017, quer salvar corações.

 

 

 

Seca no Afeganistão leva pais a venderem os filhos

Dezembro 13, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Euronews de 28 de novembro de 2018.

A pior seca das últimas décadas no Afeganistão está a levar algumas famílias a venderem os filhos para liquidarem as dívidas ou comprarem alimentos. A seca tem agravado o problema do casamento infantil. A Unicef estima que pelo menos 161 crianças, entre elas seis meninos, tenham sido vendidas num período de apenas quatro meses em duas das províncias afetadas.

“Os pais contraem dívidas para sustentarem a família, esperando que a chuva chegue em breve e lhes permita liquidar a dívida, mas infelizmente a seca continua a arrastar-se e eles não conseguem pagar as dívidas. Infelizmente, as crianças tornam-se uma garantia”, disse Alison Parker, porta-voz da UNICEF para o Afeganistão, numa conferência de imprensa, realizada na terça-feira, em Genebra.

Entre as crianças há bebés de apenas um mês, já prometidos para casamentos forçados. 35% da população afegã realiza casamentos infantis.

10, 6 milhões de pessoas têm dificuldades para alimentar-se no Afeganistão.

“Este é um dos momentos mais difíceis da história do Afeganistão. O povo afegão está a sofrer de uma forma inimaginável”, frisou Toby Lanzer, representante-especial da ONU no Afeganistão.

O Alto Comissariado da ONU anunciou que começou a entregar milhares de tendas aos deslocados, vítimas dos conflitos e da seca.

 

Bastam 23 euros para salvar a vida de uma criança com fome

Dezembro 13, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 11 de novembro de 2018.

No dia em que se assinalam 72 anos da sua fundação, a UNICEF lança esta terça-feira uma campanha de angariação de fundos para combater a subnutrição de crianças.

Em declarações à TSF, diretora executiva da Unicef Portugal, Beatriz Imperatori, deixa “um apelo muito forte” pela luta contra a fome, em especial na África subsariana.

Um tratamento completo para tratar uma criança subnutrida durante três semanas não representa um custo muito elevado para quem quer ajudar – cerca de 23 euros – “mas pode ser um novo início para uma criança”.

Foi o que aconteceu a Marcelino e a Unicef quer que a história deste bebé seja a história de mais crianças em risco de vida.

Ao perceber que o filho estava gravemente doente a mãe de Marcelino levou-o ao centro de saúde local. Depois de ser tratado com alimentos terapêuticos fornecidos pela Unicef o bebé regressou a casa com a mãe, levou ainda 14 doses desse alimento para dar continuidade ao tratamento.

Quase 151 milhões de crianças menores de cinco anos registaram atrasos no desenvolvimento físico e cognitivo devido à subnutrição, enquanto mais de 50 milhões de crianças tinham um peso demasiado baixo para a sua idade, segundo os últimos dados do relatório “The State of Food Security and Nutrition in the World”, referentes ao ano passado.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância foi criado em 1946 para dar resposta às necessidades das crianças europeias após a guerra. Hoje, a Unicef está presente em mais de 190 países em todo o mundo.

 

 

Devemos proibir as crianças de ver os filmes onde a princesa é beijada por um desconhecido?

Dezembro 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de nevembro de 2018.

No 90.º aniversário do rato Mickey, olhamos para a evolução das princesas da Disney, uma das marcas mais rentáveis e bem-sucedidas do mundo de Walt Disney.

Liliana Borges

Quando uma princesa é beijada por um desconhecido no meio de um bosque e isso lhe salva a vida, que mensagem estamos a passar às crianças?

A história remonta à primeira longa-metragem de animação da Disney: A Branca de Neve e os Sete Anões. Depois de provar uma maçã envenenada pela vilã da história, a invejosa Rainha Má, Branca de Neve desmaia e assim fica até que o beijo do “verdadeiro amor” a salve. O beijo acaba por chegar, quando Branca de Neve está deitada na floresta. Chega sem que Branca de Neve conheça sequer o Príncipe.

Keira Knightley, a actriz norte-americana que interpreta Elizabeth Swann na saga da Disney Piratas das Caraíbas, afirmou recentemente numa entrevista ao talk-show Ellen que tinha uma lista de filmes na sua “lista negra” e que não iria mostrar à filha de três anos. Entre eles estão Branca de Neve e Cinderela que, diz “esperou que um homem rico a viesse salvar”. “Não, isso é completamente errado. Salva-te a ti própria, obviamente!”, vincou.

Os dois filmes inserem-se numa das primeiras fases das princesas Disney, que a investigadora Juliana Garabedian, da universidade norte-americana James Madison, insere na fase de “pré-transição”. No estudo “Papéis de Género na animação: Como é que a Disney está a redefinir a Princesa Moderna”, a investigadora divide a evolução das princesas em três fases. A primeira arranca precisamente com o lançamento de Branca de Neve e os Sete Anões em 1937 e vai até à Bela Adormecida, em 1959. Nestes filmes, que a investigadora Charlote Krolokke do Centro de Estudos Culturais da Universidade da Dinamarca do Sul define como a “primeira onda de feminismo”, o papel da mulher nas sociedades estava confinado às tarefas domésticas — um retrato óbvio em Cinderela, responsável por todas as tarefas domésticas da família da madrasta e duas irmãs e de Branca de Neve, que limpa a casa aos Sete Anões.

“Estes papéis de género são afirmados nas acções das princesas e mostram um período em que a Disney seguia o que era expectável de uma sociedade predominantemente machista”, lê-se no estudo.

Voltemos à Branca de Neve. “O que poderia ser a história de uma jovem na sua descoberta pessoal acaba por ser um retrato da mulher enquanto doméstica, que limpa a casa a sete homens, aceita um presente ‘sem autorização’, e precisa do beijo do Príncipe Encantado para sobreviver”, escreve Juliana Garabedian.

Mónica Canário, coordenadora do movimento HeForShe em Portugal, uma campanha lançada em 2014 pela UN Women na defesa dos direitos humanos, defende que “proibir os filmes da Disney não é solução”. Num workshop dirigido a pais e mães com dúvidas sobre o papel destes filmes de animação na educação das crianças, Mónica Canário lembra que “é preciso ver, para que depois se possa contextualizar e fazer a distinção entre o certo e errado”, usando os filmes como “uma ferramenta de explicação de conceitos que não ensinados nas escolas”.

“A Branca de Neve fazia sentido em 1937. Não faz agora. Mas não é por isso que os nossos filhos não a devem ver. A Disney é óptima para perceber a progressão dos direitos das mulheres.” Nos anos 50, nota a coordenadora do HeForShe, a imagem da mulher em tarefas domésticas é continuamente reproduzida em anúncios publicitários e associada a utensílios de cozinha e produtos de limpeza. Foi a partir dessa data que as mulheres começaram a conquistar os seus primeiros direitos, como o direito ao voto.

“A Pequena Sereia também é outro exemplo problemático. Abdicou daquilo que lhe permitia expressar-se. A voz”, continua Mónica Canário, que é também investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE, no Instituto Universitário de Lisboa. No filme, a sereia Ariel troca a voz por pernas para poder conhecer o príncipe Eric. No momento em que consente o sacrifício, questiona como irá conseguir falar com ele. A resposta? Terá de usar a beleza. Ariel, que no filme tem apenas 16 anos, aceita e deixa a família. No entanto, este filme já se insere num ciclo mais moderno: o de transição. Nesta categoria estão também A Bela e o Monstro (1991), Aladdin (1992), Pocahontas (1995), Mulan (1998), A Princesa e o Sapo (2009) e Entrelaçados (2010).

“Enquanto a Bela escapa como norma como uma mulher que gosta de ler, dizer o que pensa e é corajosa o suficiente para ir salvar o pai, é reduzida a um papel de personagem dependente quando poderia ter sido a heroína”, escreve Garabedian. Ainda assim, já se começa a destacar alguma evolução no feminismo das personagens.

“Sempre vi os filmes e isso não quer dizer que vá ser mais machista. Importa sim explicar às crianças. Por exemplo, no caso da Branca de Neve ou Bela Adormecida, deve explicar-se que não devemos beijar ninguém sem consentimento. E a partir daí explicar a palavra consentimento.”

A viragem é a Mulan. Apesar de arrancar com uma visita à casamenteira e ter a música I’ll Make a Man Out of You, que em português encontra uma versão mais soft com Vais lutar, ela “é a primeira personagem feminina da Disney que mata o vilão” e torna-se a heroína independente da história, aponta Mónica Canário. Disfarçando-se de homem para poder entrar no Exército no lugar do pai, Mulan torna-se no melhor soldado. Salva o pai (e a China) e prova que uma mulher é tão capaz quanto um homem.

“Há também a Tiana [A Princesa e o Sapo], a primeira personagem afro-americana, que é empreendedora nata, onde a figura do pai está muito presente na vida dela. Nesta fase, há uma evolução também das personagens masculinas, que ganham mais emoções. Depois há o pormenor do pote das gorjetas que ela vai somando, mostrando que tu podes ser o que quiseres, desde que trabalhes para isso”, continua a investigadora.

Também em Pocahontas vemos, tal como em Aladdin, um casamento arranjado. No entanto, a filha do chefe da tribo recusa o casamento e escolhe o seu próprio destino. E no final, opta por ficar com o seu povo e deixar partir John Smith.

Mas a grande revolução chega com Brave (2012), uma história sobre uma princesa que recusa casar-se com alguém para se poder tornar rainha. Numa viagem guiada pela busca de independência, a protagonista torna-se na sua própria heroína e dispensa um amor-romântico, focando-se na sua relação com a família, especialmente com a mãe, adepta de tradições conservadoras.

“A Merida, não tem o cabelo liso, não é loura, nem tem um físico de princesa-tipo, com uma cintura vespa, da largura de uma agulha. Tem o cabelo desgrenhado e reivindica que não vai casar com ninguém”, continua Mónica.

Também em Frozen, um dos maiores recentes sucessos da Disney (foi o filme de animação mais lucrativo de sempre, superando os 1,2 mil milhões de dólares só em bilheteiras em todo o mundo), a história do amor entre duas irmãs que se salvam uma à outra mostra o poder das novas princesas. Numa das cenas, Anna tem de escolher entre salvar-se com o beijo de Krostoff (sim, outra vez) e salvar a irmã. A jovem princesa escolhe salvar a irmã.

Neste filme há ainda outra cena importante, onde a Disney faz uma espécie de mea culpa em relação aos seus anteriores casamentos entre príncipes e princesas, quando Elsa censura Anna por querer casar com alguém que acabou de conhecer.

A Disney é progressista?

Apesar da evolução das personagens nas histórias ao longo dos anos, Mónica Canário não considera que a Disney seja progressista. “O que a Disney faz é acompanhar a sociedade, também o faz para não ficar para trás. Era o que iria acontecer se não houvesse representatividade. Mas não dá o passo à frente.” Esse passo à frente seria, por exemplo, representar Elsa [Frozen] como uma personagem homossexual.

“O facto de criares empatia, de dares uma casa ao problema, muitas vezes é a forma mais rápida de chegar as pessoas. As crianças precisam dessa representatividade. Precisam de saber que aquelas pessoas existem. Que não está errado e até aparece no filme. A representatividade é tudo.”

Mas quando se devem começar a discutir estes assuntos? De acordo com a investigadora Christine Macintyre no livro Enhancing Learning through Play (Introduzir a aprendizagem através de brincadeiras), é aos cinco anos de idade que “as crianças transitam da fase de empatia com os personagens e começam eles próprios a personificar os protagonistas das histórias”.

“Não vale a pena confundir a criança. Estas conversas têm sempre de ter em atenção a idade e a própria sensibilidade das crianças. Com isto podem introduzir-se conceitos chave que dificilmente vão ser falados nas escolas. Eu andei na escola pública e não me lembro destes temas serem falados. Não falamos de feminismo, machismo, abuso, assédio ou até de voto”, sustenta. “Isto não ser falado na escola é mau, é péssimo. Só a partir da faculdade é que se começa a falar. Os filmes podem e devem ser usados como ajuda aos pais.”

“A princesa moderna da Disney é independente, corajosa e heróica. As audiências contemporâneas precisam de ver personagens femininas fortes que conseguem estar ao lado dos personagens masculinos”, vinca Juliana Garabedian. “Ao fazê-lo, a Disney encoraja a ideia de igualdade entre géneros e ajuda a construir a aceitação universal de não deixar que sejamos definidos pela forma como nascemos, mas pelas nossas acções.”

 

 

Campanha “Brinquedos que tocam o coração” com o apoio do IAC

Dezembro 5, 2018 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações na notícia:
“Brinquedos que tocam o coração” leva milhares de crianças a brincar este Natal

 

 

Brinquedos que tocam o coração: “Queremos promover o direito da criança a brincar” Melanie Tavares do IAC na TVI

Dezembro 5, 2018 às 2:34 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Melanie Tavares, Coordenadora do Departamento de Atividades Lúdicas do Instituto de Apoio à Criança, explicou no Diário da Manhã como os portugueses podem ajudar nesta campanha.

TVI Diário da Manhã de 5 de dezembro de 2018.

Visualizar o vídeo no link:

https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/brinquedos-que-tocam-o-coracao-queremos-promover-o-direito-da-crianca-a-brincar/5c07972f0cf20b592eba84c0

 

 

Direitos das Crianças: Primeiro «currículo» que a escola deve dar é «eu estou cá para ti» – Helena Barreto

Dezembro 3, 2018 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Agência Ecclesia

Notícia e imagem da Agência da Ecclesia de 20 de novembro de 2018.

Professora alerta para a situação de muitos meninos e meninas que hoje ainda vivem privadas dos direitos mais básicos.

Lisboa, 20 nov 2018 (Ecclesia) – A professora Helena Barreto, que tem dedicado vários projetos ao estudo da integração social de crianças, destaca a importância de as escolas privilegiarem mais a parte afetiva da relação, sobretudo quando estão em causa alunos de contextos mais desfavorecidos.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, no âmbito do Dia Internacional dos Direitos das Crianças, que se assinala hoje, a docente sublinha que o primeiro “currículo” que os professores devem trabalhar com as crianças é “eu estou cá para ti, eu acredito em ti, tu és capaz”.

Helena Barreto realça ainda que apesar de a Declaração dos Direitos das Crianças ter sido proclamada a 20 de novembro de 1959, e a Convenção dos Direitos da Criança ter sido adotada em 1989, ainda existem hoje “muitas crianças” que “nem sabem da existência dos direitos”.

Meninos e meninas que estão “entregues a elas próprias, que crescem sozinhas, sem ajuda, sem o direito muitas vezes a dizer mãe e pai”.

“Eu tenho-me deparado com situações tão especiais que às vezes me levam a refletir sobre se estas crianças estão mesmo a usufruir dos direitos básicos, como o direito à educação, a aprender, o direito a brincar, acima de tudo o direito à liberdade”, assinala a professora, que defende um maior cuidado do sistema educativo a estas questões.

Para que os docentes, antes de entrarem na parte curricular propriamente dita, tenham tempo para perceber a realidade de cada criança que têm à sua frente, os seus problemas e dificuldades, a sua história, e sobretudo transmitir-lhes o “afeto” de que precisam, para que elas saibam que “têm direito” a isso.

“Eu como professora que tenho que cumprir currículo também, todos os anos faço esta reflexão e deparo-me com esta questão”, admite Helena Barreto, para quem “não há educação sem afeto”.

“Quando integro uma turma, independentemente do tempo que ficar por lá, a minha preocupação é olhar para a criança e caminhar com ela”, acrescentou.

A Convenção sobre os Direitos da Criança foi adotada há 26 anos, no dia 20 de novembro, e para comemorar esta data a UNICEF criou o Dia Internacional dos Direitos da Criança, repleto de ações solidárias, com vista a contribuir para o respeito dos direitos de todas as crianças, em todo o mundo.

“Muitas vezes as crianças procuram na escola a afetividade que não existe em casa”, lamenta a professora Helena Barreto.

A entrevista à docente, no âmbito do Dia Internacional dos Direitos da Criança que se assinala esta terça-feira, pode ser acompanhada esta tarde, a partir das 15h00, no Programa ECCLESIA na RTP2.

JCP

https://www.youtube.com/watch?v=lxWgO0u3Ky8

 

 

Nunca (mas mesmo nunca) sente uma criança com blusão na cadeirinha

Novembro 30, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Por muito bonito e fofinho que seja o blusão, sentar a criança na cadeirinha e apertar o cinco com ele vestido é um erro que pode custar a vida Observador

Notícia e foto do Observador de 20 de novembro de 2018.

Quem inventou e aperfeiçoou os cintos de segurança que equipam os automóveis modernos, bem como as cadeiras específicas para crianças, fê-lo partindo do princípio que iriam ser utilizados com relativamente pouca roupa entre eles e o corpo. Até podem existir duas ou três camadas, mas nada que seja volumoso e que possa criar uma superfície “escorregadia” que impeça o cinto de realizar a sua função: manter o corpo no seu lugar em caso de acidente, sem lhe permitir entrar em contacto com os outros ocupantes ou qualquer parte mais dura do habitáculo.

Os blusões das crianças para o frio e chuva são tradicionalmente fofos, devido à generosa camada de ar e tecido com que envolvem o utilizador para o manter quente. Ora isto é mau em termos de segurança automóvel, criando o equivalente a uma folga excessiva no cinto. Tendo em conta que a cabeça de um bebé é desproporcionadamente maior e mais pesada, quando comparada com os adultos, os blusões de Inverno tornam praticamente impossível apertar o cinto, mesmo os de quatro apoios, a ponto de segurar o corpo correctamente sem lhe aplicar uma pressão excessiva. Em caso de acidente, a criança vai deslizar dentro do blusão – e este dentro do aperto do cinto, especialmente se for do tipo impermeável –, permitindo que ela seja projectada, o que resulta potencialmente em ferimentos graves ou na sua morte.

Mesmo perante um choque menos violento, explica a médica, “a folga excessiva do cinto, permite um aumento da desaceleração a que o corpo está sujeito, aumentando por isso mesmo os danos”. Daí que os técnicos aconselhem a que a folga do cinto em relação ao corpo seja limitada a “um dedo” e sem roupa volumosa vestida. Em caso de frio, é preferível recorrer ao casaco, ou a uma manta, mas por cima do cinto.

 

mais fotografias no link:

https://observador.pt/2018/11/20/nunca-mas-mesmo-nunca-sente-uma-crianca-com-blusao-na-cadeirinha/#

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