Surdos não são mudos: as palavras de Maria são um manual contra a ignorância

Julho 16, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de agosto de 2018.

Quando a intérprete de Língua Gestual Portuguesa (LGP) da escola de Maria Oliveira entrou de licença de maternidade, não houve ninguém que a substituísse. Depois de uma reclamação, o caso acabou por se resolver, mas o episódio, ocorrido neste ano lectivo, o 12.º para Maria, é um dos casos de discriminação que a transmontana de 18 anos recorda.  Foi por esse e outros exemplos — a falta de intérpretes no Serviço Nacional de Saúde é possivelmente o mais gritante — que Maria decidiu que devia fazer algo, contou ao P3.

Num vídeo com quase oito minutos, confronta os preconceitos e ignorância dos ouvintes em relação à comunidade surda numa tentativa de tornar as mentalidades “mais abertas”. E uma das primeiras lições é repetir que os surdos não são mudos, como é costume ouvir-se dizer. “Vocês querem que eu grite?”, desafia a estudante, para logo de seguida provar que tem voz: “O meu nome é Maria”, ouve-se. A primeira língua dela foi a LGP, mas a partir dos três anos aprendeu também português. “Sou bilingue”, diz, deixando mais uma informação que muitos parecem ainda não ter apreendido: a LGP é uma língua, não uma linguagem. Maria Oliveira tem um implante coclear. Na escola, chegou a tocar flauta e violino. Já fez ballet. Recentemente, completou estágios na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego e no Museu do Douro. Fez provas de aptidão profissional com o tema “acessibilidade para o mundo surdo” e por estes dias espera os resultados das colocações na universidade: a sua primeira opção é a licenciatura em Comunicação e Design Multimédia em Coimbra.

Já muito foi feito para melhorar as acessibilidades para surdos, diz Maria Oliveira. Já há intérpretes de LGP nas escolas, universidades, museus e concertos, já há músicas traduzidas no YouTube, exemplifica. Mas o caminho por percorrer é ainda longo — nas escolas, continua a ensinar-se inglês, francês, espanhol e outras línguas. E se LGP também fosse parte do currículo de todos e fosse a “segunda língua oficial do país”? Não sairiam todos a ganhar? “Muitas pessoas dizem que não pareço surda”, conta Maria num vídeo que fez sozinha: “Precisa ter cara de que pareço surda?”, questiona. Há barreiras de comunicação, sim. Há dificuldades extra. Mas não são pessoas diferentes de todas as outras. E há coisas que todos podemos e devemos saber. Se a aposta na LGP e o esforço dos ouvintes aumentar, acredita, já muito muda. O vídeo de Maria, qual manual de combate à ignorância e preconceito, pode ser um bom começo.

 

 

Vai viajar com menores? saiba quais os documentos necessários – SEF

Julho 15, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Mais informações no texto do SEF:

Saída de Menores de Território Nacional

GNR recorda: “Bastam alguns segundos” para uma criança se afogar

Julho 9, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Notícias ao Minuto de 3 de julho de 2019.

por Natacha Nunes Costa

Nos últimos 15 anos, morreram 238 crianças e jovens por afogamento.

Com a chegada do verão, o número de casos de afogamento dispara e as crianças e os jovens são as gerações mais afetadas por este flagelo.

De acordo com a APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil, nos últimos 15 anos, morreram 238 crianças e jovens por afogamento, por isso toda a atenção é pouca.

A GNR alerta que é esta é uma morte rápida e silenciosa e que ”bastam apenas alguns segundos para tudo acontecer”, por isso, aconselha esta força de segurança, na sua página de Facebook, “perto da água, não perca as crianças de vista nem por um segundo”.

Um relatório divulgado pela APSI na internet revela que, nos últimos seis anos, o número médio de mortes entre menos por afogamento diminuiu, contudo, este ainda é considerado um dos “maiores flagelos do verão em Portugal”.

O mesmo documento revela que a maior parte das crianças que sofreram um afogamento tinham idades compreendidas entre os 0 e os 4 anos e que as piscinas são “os planos de água com maior registo de afogamento”, seguidas dos rios, ribeiras, lagoas e só depois das praias.

https://www.facebook.com/watch/?v=1277318802445531

 

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Afogamentos em Crianças e Jovens em Portugal (atualização 2018)

Os primeiros 1000 dias de vida

Julho 8, 2019 às 5:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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690 milhões não têm a sorte da Ema

Julho 8, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Nunca antes foi tão bom ser criança. Nunca antes o mundo foi tão bom para as que, como Ema, nasceram em países pacíficos. Para as restantes – e são milhões delas que vivem em zonas de conflito – os números contam uma história diferente. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo.

Visualizar o vídeo no link:

https://expresso.pt/multimedia/259/2019-06-21-690-milhoes-nao-tem-a-sorte-da-Ema-1?fbclid=IwAR2YJJZm5aHHV5fxYCKohqYqu0jq1k1UHOxSx1r3m-xoS1vZZplk6x1M2yU

Há 10 bebés em Portugal com a doença de Matilde

Julho 5, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Crianças com atrofia muscular espinal.

Em Portugal, há 10 bebés que sofrem da mesma doença rara que Matilde. Noa tem 10 meses e está internada há seis nos cuidados intensivos do Hospital Pediátrico de Coimbra, com o mesmo quadro clínico que a bebé Matilde.

Visualizar o vídeo da notícia no link:

https://sicnoticias.pt/pais/2019-07-04-Ha-10-bebes-em-Portugal-com-a-doenca-de-Matilde?fbclid=IwAR1maZBcWq9FXVqcclm38GWR2x8_OmNmylImtXvA_AakTDC6r-PyAqpl9Lg

Vídeo da participação de Ana Lourenço do IAC no programa da RTP1 “A Nossa Tarde”

Junho 28, 2019 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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A Drª Ana Lourenço do Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança, participou no programa da RTP1 “A Nossa Tarde” do dia 26 de junho. O tema da sua participação foi “Como brincam as nossas criança?”.

Visualizar o vídeo no link:

https://www.rtp.pt/play/p5720/e415088/a-nossa-tarde/753919

 

Ação para ajudar crianças recrutadas por grupos terroristas

Junho 27, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 10 de junho de 2019.

Neste Destaque ONU News Especial, a diretora do Programa Mundial sobre a Violência contra Crianças da Unodc, Alexandra Martins, explica o plano de ação para ajudar crianças que são recrutadas por grupos terroristas.  A estratégia do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, está a ser elaborada em conjunto com os governos dos países e entidades da sociedade civil.

Quais os principais objetivos do plano de trabalho para ajudar as crianças recrutadas por grupos terroristas?

O Unodc tem trabalhado nessa área ajudando países em relação a como lidar com o tema de crianças e adolescentes envolvidos com grupos terroristas. Esse trabalho nós iniciamos em 2015 e hoje é um dia muito importante com o lançamento do road map que apresenta os pontos principais, os princípios da nossa abordagem em relação à abordagem que nós adoptamos para a execução desse trabalho e que ressalta três áreas importantes que estão incluídas nesse roadmap que é, em primeiro lugar, a importância que os países invistam muito mais recursos, tempo e atenção na prevenção para que as crianças não tenham a possibilidade de estar envolvidas. O que é que é necessário em relação a isso? A prevenção não é somente investir em medidas duras em medidas que vão, por exemplo, reduzir a idade da inimputabilidade criminal ou medidas que vão encarcerar essas crianças. A prevenção significa dar outras oportunidades para que essas crianças não sejam vítimas desses grupos terroristas, portanto, as áreas de prevenção incluem tanto  o sistema de justiça penal e o seu reforçamento, a capacidade desse sistema de ter um sistema, que a gente chama em inglês de accountability, para punir quem recruta   crianças e, por outro lado, em criar as condições para que as crianças tenham acesso a educação, tenham acesso a saúde, que os programas tenham a capacidade de envolver comunidades e famílias para criar as condições para que as crianças tenham outras alternativas, além de se unirem a esses grupos terroristas. Então, a prevenção é a primeira área. A segunda área fundamental, que é o pilar dessa nossa intervenção nesse âmbito é a reabilitação e reintegração destas crianças. É de toda a forma um dos desafios maiores que os países do mundo todo enfrentam e eu gostaria de ressaltar que as crianças envolvidas com o terrorismo não é um fenómeno tão diferente do das crianças envolvidas com grupos armados. Nós conhecemos esse fenómeno em países da América Latina, que não são afetados por terrorismo como são ouros países da África e da Ásia. Então é um fenómeno gravíssimo de vitimização dessas crianças, elas são vítimas da instrumentalização d grupos criminais, que nós chamamos de grupos armados, podem ser grupos de crime organizado. Da América Latina que conhecemos também, podem ser os traficantes de seres humanos. Neste momento histórico a atenção da comunidade internacional está em relação a grupos de crime organizado que são denominados de terroristas. Então, existe uma atenção imensa da comunidade internacional para isso, mas eu acho que é importante ressaltar que o fenômeno não é um fenómeno novo. A instrumentalização de crianças existe por grupos criminosos historicamente. E finalmente, a terceira área de intervenção do nosso trabalho é a área do tratamento. Quando essa criança está em contato com autoridades ou com o sistema de justiça, é importante que esse tratamento nos dê a possibilidade de que essa criança assuma um papel fundamental para ser um membro da comunidade e para possa desenvolver o seu potencial no máximo.

Há capacidade de reintegrar essas crianças na sociedade?

O nosso trabalho nos mostra que é a possibilidade de reabilitar e de reintegrar qualquer criança que foi envolvida, tanto com grupos terroristas, como com grupos criminosos, como grupos armados, isso é possível. O que é necessário é que esse trabalho de reabilitação seja feito com seriedade. Existe um âmbito individual, ou seja, é importante que existam planos de ação individualizados para aquela criança e que respondam às necessidades e ao contexto daquele indivíduo, este plano de ação, a trajetória das crianças envolvidas com esses grupos não é somente uma trajetória individual. É importante que a família e a comunidade se sintam seguras para apoiar a trajetória de reabilitação e de reintegração dessa criança e é importante que a sociedade em geral apoie, então, o elemento de segurança pública nos processos de reintegração dessas crianças é fundamental. O que nós queremos passar com o nosso trabalho é que não existe uma dicotomia entre segurança pública e a proteção da criança e do adolescente. Ambas as esferas estão, querem alcançar o mesmo objetivo que é a promoção de paz e de desenvolvimento das nossas comunidades.

Qual a estimativa de crianças que possam estra nesta situação?

É uma pergunta muito interessante porque não há dados. Não há dados, o que sabemos é que pela natureza transnacional do terrorismo o fenômeno é mundial. O fenómeno afeta todas as regiões do mundo, alguns países menos, outros países mais. Mas o número de crianças, o que nós sabemos com o trabalho que temos desenvolvido é que a tendência de adotar abordagens punitivas e não reabilitativas está levando a um problema mais sério que é o do aumento do número de crianças que acabam em detenção, algumas vezes essas crianças estavam associadas com esses grupos terroristas sem nunca praticar nenhum crime. Essas crianças estão negligenciadas e esquecidas em centros de detenção e, muito provavelmente, serão uma causa perdida para a sociedade. Então é importante prestar atenção na gravidade desse fenómeno porque os números crescem. Não há dados específicos em relação ao número de crianças.

A cooperação com os governos é muito importante?

Absolutamente. Esse é um fenômeno muito complexo. É um fenômeno onde existem diversos regimes normativos internacionais que se aplicam, então é muito complexo. Para que um governo esteja em consonância com a legislação internacional é importante, em primeiro lugar, que exista uma legislação em conformidade. Essa legislação terá de ser traduzida em políticas públicas, ou seja, há necessidade de investimento em relação à prevenção, à reabilitação, à reintegração e ao tratamento adequado dessas crianças. Para que o tratamento seja adequado precisamos de recursos, então eu preciso de um arcaboiço normativo e político que me dê as condições e a possibilidade para começar de operar. Mas eu preciso de instituições e dos atores não só do sistema de justiça, mas do sistema de proteção e do sistema de segurança pública que estejam capacitados e que tenham os instrumentos para lidar não são com a criança vítima destes grupos terroristas mas principalmente com a sociedade que tem medo do terrorismo. O grande problema dessa luta do terrorismo e que nós estamos guiados pelo medo. Nós não sabemos amanhã quem será a próxima vítima e onde será a próxima vitimas. Então estamos entrando na ótica dos terroristas e utilizando a mesma tática para lidar com o problema. O que está acontecendo agora à maioria dos países, se você presta atenção na tendência mundial, é de adotar abordagens punitivas e há evidências que demonstram que abordagens punitivas a esse problema não trazem a solução. É um ciclo vicioso que vai piorar a situação e por essa razão há necessidade que exista uma intervenção o quanto antes.

 

Crianças perdidas de Inglaterra -Documentário

Junho 25, 2019 às 9:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Depois do Documentário “Filhos roubados de Inglaterra” este documentário “Crianças perdidas de Inglaterra examina o que acontece às crianças que são colocadas em famílias de acolhimento. Esta investigação revela um sistema denunciado pelo Comité das nações Unidas sobre os direitos das crianças : separação dos irmãos, mudança de família adoptiva, falta de escolaridade, exploração sexual, etc.

Visualizar a reportagem no link:

https://www.rtp.pt/play/p5954/e413855/criancas-perdidas-de-inglaterra

Regras mais eficazes para lidar com questões matrimoniais transfronteiriças e questões de responsabilidade parental

Junho 25, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do Facebook da Justiça Internacional – Ministério da Justiça de Portugal

A revisão do Regulamento relativo à competência, ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria matrimonial e em matéria de responsabilidade parental e ao rapto internacional de crianças, conhecido como «Bruxelas IIbis», ficou hoje concluída com a sua aprovação em sede de Conselho da União Europeia, apenas faltando a sua publicação oficial.

Mais informações no Comunicado de Imprensa do Conselho Europeu:

More effective rules to deal with cross border matrimonial matters and parental responsibility issues

COUNCIL REGULATION on jurisdiction, the recognitionand enforcement of decisions in matrimonial matters and the matters of parental responsibility, and on international child abduction (recast)

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