O trágico final do caso Etan Patz, o símbolo das crianças desaparecidas nos EUA

Fevereiro 16, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.bbc.com/portuguese/ de 15 de fevereiro de 2017.

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A foto de um garoto sorridente olhando para a câmera teve grande impacto nos Estados Unidos nos anos 1980. O rosto de Etan Paz estampou milhares de caixas de leite numa estratégia até então inédita para divulgar, em todo o país, o desaparecimento de uma criança.

O sumiço de Etan, aos seis anos de idade, traumatizou Nova York por quase 40 anos, mas agora o caso parece finalmente ter sido encerrado, apesar de seu corpo nunca ter sido encontrado.

Ele desapareceu em 1979, no bairro do Soho, que na época era habitado por pessoas de classe média baixa.

Etan sumiu no dia em que os pais deixaram que ele caminhasse sozinho até o ponto do ônibus escolar: o menino nunca entrou no veículo, ninguém o viu e ele jamais voltou para casa.

A confissão

Trinta e três anos mais tarde, em maio de 2012, Pedro Hernández, morador do bairro de Maple Shade, em Nova Jersey, confessou ter matado Etan.

Mas foi apenas na terça-feira passada, depois de deliberar durante nove dias, que um júri considerou Hernández culpado do sequestro e assassinato do menino. A sentença deve ser anunciada no próximo dia 28.

“É uma história que inspira cautela, um marco, uma perda da inocência”, disse Joan Illuzzi, a promotora adjunta de Manhattan. “É Etan que vai simbolizar para sempre a perda desta inocência”.

O veredito marca o encerramento de um dos crimes mais antigos e dolorosos de Nova York, de acordo com uma declaração da promotoria.

No entanto, os advogados de defesa alegaram, durante o julgamento, que Hernández sofria de esquizofrenia e não conseguia diferenciar a realidade da fantasia.

Um psiquiatra, ouvido como testemunha, disse que a confissão pode ter sido resultado de alucinações, informou o jornal Newsday.

A filha de Hernández contou que ouvira o pai uma vez mencionar visões de anjos e demônios.

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“Pedro Hernández é um homem estranho, limitado e vulnerável”, disse o advogado de defesa Harvey Fishbein na argumentação final. “Ele é inocente”.

Os promotores sugeriram, no entanto, que Hernández, hoje com 56 anos, simulou ou exagerou os sintomas da sua suposta doença mental.

Quando foi preso, em 2012, Hernández disse à polícia que tinha atraído a criança ao oferecer-lhe um refrigerante. Depois, estrangulou Etan no porão do bar onde trabalhava e que ficava perto do ponto do ônibus escolar.

Hernández disse que colocou o corpo numa bolsa e a abandonou em um beco cheio de lixo.

Ele foi o primeiro suspeito preso por causa do desaparecimento de Etan Patz.

Nova pista

Apenas no início de 2012 é que o caso voltou a ser investigado, após o surgimento de uma nova pista em Nova York.

A polícia passara vários dias quebrando o piso de concreto de um porão próximo ao ponto de ônibus para onde Etan se dirigia na manhã em que desapareceu. Mas os policiais não acharam o corpo.

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Símbolo

No dia 25 de maio, o desaparecimento de Etan completará 38 anos.

O pai dele, Stanley Patz, e a mãe, Julie, se tornaram ativistas de causas ligadas a crianças desaparecidas.

Em 1983, o então presidente Ronald Reagan declarou 25 de maio como o Dia Nacional das Crianças Desaparecidas, em homenagem a Etan Patz.

O caso – e o engajamento dos pais – levou à criação de leis locais e nacionais para melhorar a proteção das crianças.

Por exemplo, hoje é rotina nas escolas telefonar para os pais quando uma criança não chega para a aula.

A mãe de Etan disse que só soube do desaparecimento do filho oito horas depois, quando ele não voltou da escola.

 

 

Uma em cada cinco famílias perdem uma criança no Natal

Dezembro 24, 2016 às 6:39 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.impala.pt/ de 20 de dezembro de 2016.

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Durante a época natalícia, uma em cada cinco famílias portuguesas perdem uma criança durante as férias de Natal.

O Natal é uma época do ano vivida com muita intensidade, o acumular de gente nas ruas e nos lugares públicos obriga a ter cuidado redobrado com as criança.

Lugares cheios de gente, como centros comerciais, mercados ou praças das cidades e vilas, assim como desfrutar dos festejos próprios da época, como ir ao circo, espetáculo sempre apreciado por crianças e adultos.

Segundo a pesquisa que Jetcost fez com 3.000 pais de diferentes nacionalidades, a saber, 500 de cada uma das seguintes nacionalidades: britânicos, espanhóis, italianos, alemães, portugueses e franceses, de idades superiores a 18 anos, que tenham um filho entre os 3 e os 10 anos de idade e que tenham desfrutado de férias de Natal, pelo menos uma vez, nos últimos dois anos.

Inicialmente, perguntou-se a todos os inquiridos se alguma vez tinham perdido o(s) filho(s) durante as férias de Natal, por um curto período de tempo e 18% responderam que sim. Entre os que responderam afirmativamente, perguntou-se-lhes em que circunstâncias aconteceram e as respostas mais frequentes, foram:

1. Num centro comercial

2. No mercado da praça da cidade ou da vila

3. Durante a saída de um espetáculo

4. Num parque temático com motivos de Natal

5. No hotel onde estavam de férias

Fonte: Jetcost

 

 

 

Projeto Viver na Incerteza: pedido de colaboração

Outubro 28, 2016 às 10:18 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança está a colaborar com a Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa no âmbito do projeto de doutoramento da mestre Ana Tavares. O Projeto Viver na Incerteza pretende estudar como é que pais e  restantes familiares vivem após experienciarem o desaparecimento de uma criança ou jovem da sua família.

Neste sentido, solicitamos a colaboração de pais, irmãos ou outros familiares de crianças desaparecidas no preenchimento do questionário e /ou solicitação de entrevista, através do link  http://projetovivernaincerteza.psicologia.ulisboa.pt/

Obrigado

Why are 10,000 migrant children missing in Europe?

Outubro 27, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto da http://www.bbc.com/ de 12 de outubro de 2016.

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By Helena Merriman

Europol, the EU’s police intelligence unit, estimates that around 10,000 unaccompanied children have gone missing in Europe over the past two years. The BBC World Service Inquiry programme asks why so many have disappeared.

“There are different reasons [children] arrive unaccompanied,” according to Delphine Moralis, secretary general of Missing Children Europe.

“Some of them have been sent by their parents hoping that their child would have a better chance at life, some of these children have been separated from their parents by smugglers as a way of controlling them, and some would have lost their parents in the chaos.”

In 2015, according to Missing Children Europe, 91% of the children who arrived in Europe on their own were boys, and 51% were from Afghanistan.

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But the profile of these unaccompanied children is changing. More girls are arriving in Europe on their own, and the age of the children going missing is getting lower. Last year, for the first time, children as young as four went missing.

So what’s happened to all these missing children? To put it simply, no-one really knows. That’s because when a child from Syria, Afghanistan or Eritrea goes missing in Greece or Italy, nothing much happens. Few border agencies file a missing person’s report.

There are concerns now that smugglers are turning the children they bring into Europe into the hands of traffickers to make more money. Those children might then be pushed into prostitution or slavery.

“Smugglers are exploiting the children that they bring into Europe,” said Delphine Moralis. “The problem is that these children often turn to the people who got them into Europe, rather than to the authorities and that makes them vulnerable.”

Gulwali Passarlay left Afghanistan aged 12, and it took him over a year to make it to Britain. He was separated from his brother almost immediately by the smugglers, so had to make the gruelling journey on his own.

He walked for days, hid in the back of lorries, jumped out of moving trains, and spent two weeks in an adult prison in Turkey before finally arriving on the Turkish coast. There, he was taken to a boat big enough for 20 people. There were 120 of them inside.

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“The boat broke down,” he said. “This was the first time I’d seen the sea. I was terrified. I said to God, ‘I don’t want to die here. Not here in the Mediterranean. My Mum will never know whether I’m dead or alive’.”

Minutes before the boat sank, the coastguard found them and took them to Greece. Gulwali was handed over to the police, then the army. His fingerprints were taken and then he was given the devastating news: he’d have to leave within a month or be deported.

By then he had found out his brother was in Britain, and so he did what thousands of other children have done. He left the refugee camp in Greece and disappeared.

“We’d walk through the railway lines so the police wouldn’t see us,” he said. “We kept a very low profile.” Other children he knew went further to avoid being caught. They burnt their fingertips or cut them off entirely so that if they were found, they couldn’t be identified and sent back home.

Eventually Gulwali made it to Calais where he made dozens of attempts to get to Britain. One day he got lucky: he crept into a lorry carrying bananas and made it into the UK.

It took Gulwali five years to get refugee status. He started school, went to university and, last year, wrote a book about his journey, The Lightless Sky.

But for every one who makes it, there are thousands who never get to this point. Like Gulwali, they feel safer disappearing than going through Europe’s asylum system.

Ciara Smyth testified as an expert witness before the House of Lords EU Home Affairs Committee on the situation of unaccompanied minors in the EU. She also teaches law at the National University of Ireland Galway. She says the asylum system as it’s set out in law does protect children, but that the laws aren’t always followed.

“There are a number of EU agencies in hot spot areas in Italy and Greece that are supposed to identify asylum seekers, but they’re turning into detention centres,” she said. “When unaccompanied minors fester in camps, they’re not going to tolerate that forever.” And it’s not only in Greece or Italy that children are struggling to enter the asylum system.

Ciara Smyth says there’s evidence that some European countries actively discourage children from applying for asylum because they want them to move on somewhere else.

“Many countries along the transit route to northern Europe adopt a ‘wave through’ approach where they’re turning a blind eye to unaccompanied minors,” she said. “They’re not registering them. They’re effectively encouraging them to keep going.”

And they keep going because, like Gulwani, they’re often looking for family members. And here, too, there’s a gap between what should happen and what is happening.

Under the so-called Dublin regulation, when a child is first registered in a country, the authorities there should find out whether they have family in another EU state. If they do, the child should be sent there to have their asylum claim processed. But that rarely happens.

When children do eventually arrive in a country where they want to claim asylum, a representative should be appointed to support them through the asylum process. But according to Ciara Smyth, while some countries have good guardian services, in others, there are none.

Remember, these children are often completely on their own. And when their asylum claims are being processed, they often have to undergo humiliating physical tests – teeth X-rays, head measurements or bone density exams to check they’re not lying about their age. Then they have to explain why they left home. They’ll be interviewed repeatedly and asked to recount, in intricate detail, the traumas they’ve escaped from.

“Very often unaccompanied minors might not have a very clear recollection of events,” she says. “It’s very difficult for them to give a linear narrative. Successful asylum claims are all about being able to present a coherent story.”

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At that point, more children disappear. So why isn’t more being done to support these vulnerable children?

Last year, almost 90,000 unaccompanied children arrived in Europe. That’s a huge number. Clearly, even if every EU state devoted more attention and resources to the problem, child migrants and refugees would continue to slip through the net. Looking after children who are already within the asylum system has placed a huge strain on local authorities, at a time when budgets are already under pressure.

But according to Ciara Smyth, the EU is failing to adhere to the very policies it created to protect children. And it seems that the public, too, are turning a blind eye.

A year ago, after the photograph of the drowned toddler Alan Kurdi was published, people all over Europe became more sympathetic towards child migrants and refugees. People welcomed them into their homes, donated food and even volunteered in the Calais camps.

Britain, Germany and Canada all said they would accept more refugees and European leaders agreed to share responsibility for refugees arriving in Greece and Italy.

One year on and many of those promises have been broken. Yet there’s been little public outcry. Why?

It’s partly about economics. As austerity bites across Europe, people feel less inclined to help outsiders. And the alleged connection between migrants and militants hasn’t helped. Without popular support, politicians are less inclined to take action and enforce the rules that exist to protect children.

So the story of the 10,000 missing children tells a much broader one about failure: the failure of border authorities to follow laws which exist to protect children and the failure of Europeans – moved by that photograph of Alan Kurdi – to continue to care for long enough to persuade political leaders to keep the promises they made.

 

 

 

Crianças desaparecidas: caso mais antigo tem quase 40 anos

Outubro 25, 2016 às 6:30 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 24 de outubro de 2016.

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Visualizar a reportagem no link:

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-10-24-Criancas-desaparecidas-caso-mais-antigo-tem-quase-40-anos

 

 

10.000 Missing Children – Campanha alerta para as crianças não acompanhadas que desaparecem na Europa

Outubro 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Petição disponível no link:

https://you.wemove.eu/campaigns/10000-missing-children

Alemanha perdeu o rasto a 9 mil crianças refugiadas

Setembro 5, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 29 de agosto de 2016.

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Alexandre Costa

Chegaram ao país sem estarem acompanhadas. A maioria tem entre 14 e 17 anos, mas mais de 860 são menores de 13 anos.

As autoridades alemães anunciaram esta segunda-feira que perderam o rasto a 8991 crianças que chegaram ao país sem estarem acompanhadas e cujos pedidos de asilo haviam sido registados.

O Gabinete da Polícia Criminal Federal (GPCF) disse que a maioria das crianças tem entre 14 e 17 anos, mas mais de 860 são menores de 13 anos.

O GPCF frisou contudo não haver dados concretos que indiquem as crianças tenham caído em poder de criminosos, referindo que por vezes elas abandonam os centros de refugiados, onde se registaram inicialmente, deslocando-se para outros sem que as autoridades se apercebam dessa situação, uma vez que não possuem documentos de identificação. Em outros casos podem ter abandonado os centros para irem ao encontro de famíliares.

“Muitas estão desaparecidas porque elas estão a tentar chegar até às suas famílias ou comunidades (…) Mas em muitos casos, elas podem ter sido capturadas, elas podem ter confiado numa pessoa que pretende lucrar com a sua vulnerabilidade, ou elas podem ter sido vítimas de tráfico”, afirmou por seu turno Federica Toscano, da organização Missing Children Europe, em declarações prestadas à Quartz.

A Save the Children refere que crianças são levadas para a Alemanha por traficantes que pretendem depois que lhes paguem 50 mil euros pela viagem. Crianças da Nigéria e da Roménia, algumas das quais com apenas 13 anos de idade, foram forçadas a prostituírem-se, após lhes terem sido prometidos empregos como cabeleireiras e babysitters, segundo um relatório desta ONG citado pelo “The Telegraph”. A organização entrevistou também rapazes que tiveram de fazer trabalhos forçados ou traficar droga para pagarem as suas dividas. .

mais informações na notícia da Quartz

Nearly 9,000 unaccompanied refugee children have gone missing in Germany

 

Boletim do IAC n.º 120 e Separata n.º 40 “IX Conferência sobre as Crianças Desaparecidas”

Setembro 2, 2016 às 1:18 pm | Publicado em Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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boleDescarregar o Boletim do IAC n.º 120 e a Separata n.º 40 aqui

Há mais de dez mil crianças refugiadas desaparecidas na Europa

Agosto 10, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 21 de julho de 2016.

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Novo relatório da Europol confirma mais de 10.000 crianças refugiadas que desapareceram depois de chegarem à Europa, desde 2015. A Missing Children Europe é a organização que os procura.

Amir Jasim Shamo é um menino sírio de 13 anos que tinha um sonho: chegar à Europa. No pico do inverno, Amir embarcou na Turquia para tentar atravessar o mar Mediterrâneo e chegar às ilhas gregas. Depois de atracar em Farmakonisi, Amir desapareceu.

Segundo um relatório da Europol, Amir é apenas uma das mais de 10.000 crianças refugiadas que desapareceram depois de chegarem à Europa, desde 2015.

A Missing Children Europe é uma rede de mais de 30 organizações não-governamentais, com sede em Bruxelas, que espalha cartazes com fotografias e dados que permitem identificar crianças desaparecidas. Em muitos desses cartazes está a cara de Amir. Outro cartaz mostra dois meninos sírios que desaparecem: Alnd de cinco anos e Roder, o seu irmão de quatro anos. O tio dos dois rapazes, Othman, contou que Alnd e Roder eram inseparáveis.

Depois de uma viagem de vários dias entre a Síria e a Turquia, os meninos embarcaram com a família em direção à Grécia, em busca de um refúgio da guerra, de uma vida melhor. Mas a embarcação nunca chegou a terra. Afundou ao largo da costa grega e os tripulantes foram resgatados pela guarda costeira turca. Quando a contagem dos resgatados foi feita, os irmãos tinham desaparecido.

A família recorreu à Missing Children Europe para encontrar os meninos. A organização apressou-se a espalhar cartazes por toda a Europa para ajudar na procura dos dois irmãos.

O El Mundo explica que esta iniciativa levada a cabo pela Missing Children Europe (MEC) é a primeira do género — a focar-se somente em crianças –, desde que começou a crise dos refugiados, em 2015.

A responsável pelos refugiados da rede de ONGs, Federica Toscano, explicou que desde o início da crise de refugiados que a MEC se tem encarregado de procurar os desaparecidos, mas que desta vez escolheu uma campanha focada principalmente em crianças como forma de “sensibilizar os europeus para a situação”.

Federica ressalvou que não aparecem nem vão aparecer fotografias de todas as crianças. “Antes de tornar pública a fotografia, avaliamos se a sua divulgação pode pôr em causa a sua segurança”, explicou a responsável pelos refugiados.

As crianças que desaparecem

Amir não foi a única criança que procurava atingir a Grécia a aparecer nos cartazes da Missing Children Europe. Dois irmãos, Alkafagi, de seis anos e o irmão bebé, Mohamed de um ano, desapareceram na mesma rota.

Os irmãos Abaas viajavam sozinhos, talvez separados da família numa fronteira do Mar Mediterrâneo, como acontece a muitas das crianças que procuram um porto seguro na Europa.

Os países onde se registam mais desaparecimentos são a Alemanha, Bélgica, França, Itália e Reino Unido e a rota dos Balcãs (Grécia, Macedónia, Sérvia, Hungria e Áustria).

Delphine Moralis, secretária geral da MEC, afirmou que as buscas nestes casos costumam “ser muito lentas, na maior parte das vezes por falta de informação” que não permite ter uma imagem “geral do problema”.

Uma representante da UNICEF explicou ao El Mundo o processo que pode levar uma criança a desaparecer:

“Para estes desaparecimentos podem contribuir uma série de situações: os pequenos podem estar onze meses há espera num centro de acolhimento até que o país de acolhimento examine o seu pedido de asilo. Muitas vezes estes menores passam pelo processo sem um representante legal ou um tradutor e sem saberem os seus direitos. Muitas vezes nem têm um sítio para dormir devido à saturação. Estas situações aumentam o desespero e impulsiona-os a fugir.”

Dados da UNICEF informam que mais de 90% das crianças que chegam a estes centros têm entre 14 e 17 anos e vêm, principalmente, do Afeganistão, África Subsariana, Iraque, Marrocos e Síria.

 

A quem devo telefonar se o meu filho desaparecer? 116 000 linha de emergência da União Europeia

Agosto 5, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do Facebook da Representação da Comissão Europeia em Portugal de 24 de julho de 2016.

A União Europeia tem uma linha de emergência comum para comunicar o desaparecimento de uma criança num Estado-Membro da UE. Para os pais de uma criança que desapareceu, para uma criança que se perdeu ou para qualquer pessoa que tenha informações sobre uma criança desaparecida, o número é o mesmo. Será de imediato posto em contacto com uma organização capaz de lhe dar apoio e assistência prática, seja de ordem psicológica, jurídica ou administrativa.
Saiba mais em http://missingchildreneurope.eu/116000hotline #verãoUE

Em Portugal o 116 000 foi atribuído ao SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança. Mais informações aqui 

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