Linhas europeias para crianças desaparecidas com mais de 55 mil chamadas

Maio 26, 2020 às 7:16 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 25 de maio de 2020.

Lusa

As fugas representam 55% dos novos casos, os raptos parentais pouco menos de um quarto (23%) e que uma pequena parte dos casos reportados (3%) dizem respeito a crianças migrantes.

As linhas europeias para crianças desaparecidas responderam a mais de 55.000 chamadas no ano passado, abrangendo mais de 7.500 casos, segundo relatório da organização Missing Children Europe (MCE), que mostra que a maioria dos novos casos são fugas.

Os dados divulgados indicam que as fugas representam 55% dos novos casos, os raptos parentais pouco menos de um quarto (23%) e que uma pequena parte dos casos reportados (3%) dizem respeito a crianças migrantes, alertando que a atual crise da Covid-19 “aumenta os riscos para as três categorias”.

Em comunicado, a MCE, que é a Federação Europeia para Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, sublinha que as medidas restritivas para limitar a propagação da pandemia aumentam os riscos para as crianças que vivem em circunstâncias difíceis e que “os isolamentos não as impedem de desaparecer”.

A organização incentiva ainda as instituições da UE, os Estados-membros e as organizações não governamentais a ajudarem as linhas de apoio à infância e juventude “durante estes tempos difíceis”.

As medidas de quarentena levaram a um aumento da violência doméstica, que é o principal fator de risco para as fugas“, afirma a MCE, recordando que as linhas telefónicas europeias “testemunham que as crianças fogem apesar das medidas de isolamento” e que os números deverão aumentar “à medida que as medidas são levantadas”.

“O encerramento das fronteiras provocou novos casos de rapto internacional de crianças e levou a atrasos na investigação dos casos em curso e em novos casos”, sublinha a MCE, que lembra que as medidas de distanciamento social “limitam ainda mais o acesso das crianças migrantes aos serviços de assistência e apoio, podendo separá-las de pais doentes ou cuidadores e tornando-as mais vulneráveis aos traficantes”.

“As linhas de apoio às crianças desaparecidas 116000 desempenham um papel crucial para garantir que todos os casos sejam seguidos e que todas as crianças, e os seus pais, tenham acesso a um apoio rápido, gratuito e eficaz”, sublinha o movimento.

“As linhas têm de investir em tecnologia para oferecer os seus serviços remotamente e desenvolver opções de chat e outras respostas para garantir que todos tenham acesso igual e seguro a este apoio. Isto coloca uma pressão adicional nos recursos já por si limitados”, alerta a organização.

Lembra também que 60% das linhas 116000 que receberam financiamento das autarquias locais e nacionais em 2019 informaram que este financiamento não foi suficiente para garantir a prestação das normas de serviço exigidas.

“À medida que os governos se debatem com as implicações financeiras da crise Covid-19, a Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente (MCE) receia não conseguir cumprir esta obrigação.

A MCE apela aos Estados-Membros e à UE para que assumam a responsabilidade e protejam o direito das crianças a acederem aos serviços de apoio social, que são fundamentais para a sociedade. É necessário apoiar o trabalho das linhas 116000, garantindo um financiamento estável e rigoroso, que seja demonstrativo de um compromisso ativo com os direitos de todas as crianças

Numa nota a propósito do Dia das Crianças Desaparecidas, que se assinala esta segunda-feira, o Instituto de Apoio à Criança (IAC) alerta que o flagelo das crianças desaparecidas está muitas vezes escondido, pois “grande parte dos jovens pertencem a grupos de risco em que a família não desempenha o seu papel protetor, como sucede, por exemplo, no caso das crianças acolhidas em lares ou outras estruturas residenciais”.

Linha SOS Criança Desaparecida 116000

Liga-te pelo chat através do http://soscrianca.ajudaonline.com.pt/

ou por email soscrianca@iacrianca.pt

ou WhatsApp 913069404

Linha SOS Criança registou este ano 10 casos de crianças desaparecidas

Maio 26, 2020 às 3:40 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Sábado de 26 de maio de 2020.

por Lusa

Metade dos casos são relativos a fugas de casa ou de instituições, segundo o Instituto de Apoio à Criança.

A linha de apoio SOS Criança recebeu este ano 10 apelos relacionados com crianças desaparecidas, metade dos quais relativos a fugas de casa ou de instituições, disse fonte do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

Em declarações à Lusa, a responsável pela área das crianças desaparecidas da linha SOS Criança, Maria João Cosme, explicou que dos 10 apelos recebidos, cinco configuravam casos de fuga (três de casa e duas de instituições), três eram relativos a raptos parentais, um relativo a uma situação transfronteiriça ainda não foi tipificada e um outro, o caso da criança encontrada morta em Peniche.

“O caso da criança Valentina, por não apresentar características especificas de nenhuma das outras tipologias em que os casos são caracterizados, acabou por ficar nos ‘Perdidos, Feridos e Outros Desaparecimentos’”, explicou a responsável.

Quando se assinala o Dia das Crianças Desaparecidas, a responsável disse que a situação da quarentena não trouxe riscos novos para estas crianças, mas potenciou os já existentes.

“Por exemplo, nos casos de raptos parentais, por uma questão de segurança, o pai ou a mãe pode reter o filho mais tempo do que o que está acordado”, explicou.

Por admitir desde o início que o confinamento potenciava alguns riscos, a SOS Criança passou a funcionar em horário alargado (09:00/21:00) em dias úteis. Já a linha específica das crianças desaparecidas (116000) funcionava 24 horas por dia pois, a partir das 19:00, a linha é encaminhada para a Polícia Judiciária.

“Desta forma, podemos garantir que a linha 116000 dá uma resposta 24h/dia, sete dias por semana”, afirmou.

Maria João Cosme disse que houve um “aumentou do número de apelos”, sublinhando que “com o isolamento aumenta o instinto de fuga. Há jovens que já têm instinto de fuga, mas quando são obrigados [a ficar confinados a um espaço] há mais tendência para este comportamento”, disse.

O IAC reconhece que as crianças e jovens, confinados em casa, ficaram mais pressionados e aconselhou que a retoma da normalidade possível seja feita “de forma serena e equilibrada”.

“Encarem esta nova etapa da forma mais serena possível, com todas as precauções (…). É essencial existir contacto social para que emocionalmente comecemos todos a ter alguma estabilidade”, sublinhou.

O IAC está “disponível para todo o tipo de apelo de crianças, jovens e adultos. Mas, principalmente, para dar voz a crianças e jovens, mais ansiosos agora com a telescola e alguns com muito trabalho e algum stress. Podem sempre ligar. Fazemos apoio psicológico via ‘whatsapp’, ‘online’ e via telefone”.

Os últimos dados divulgados na semana passada pelo IAC já indicavam um “aumento muito significativo” de apelos no período de confinamento, com cerca de 700 contactos desde janeiro, dos quais quase 300 em abril.

WhatsApp 913069404

25 de maio – Dia Internacional das Crianças Desaparecidas – As Linhas de Apoio à Criança são essenciais

Maio 25, 2020 às 4:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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25 de Maio – Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Maio 25, 2020 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Press Release – 25 de Maio – Dia das Crianças Desaparecidas

Maio 25, 2020 às 10:09 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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25 de maio

Dia das Crianças Desaparecidas

 

O Instituto de Apoio à Criança vem assinalando desde 2001 o  Dia das Crianças Desaparecidas, por ser muito importante alertar a comunidade para este fenómeno tão devastador que geralmente conduz a uma maior vulnerabilidade  das crianças e dos jovens.

Muito associado à Exploração Sexual e ao Tráfico de Crianças, é muitas vezes um flagelo escondido, pois grande parte  dos jovens pertencem a grupos de risco em que a família não desempenha o seu papel protetor, como sucede, por exemplo no caso das crianças acolhidas em lares ou outras estruturas residenciais.

Como membro fundador da Missing Children Europe – Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, o IAC tem aderido a um conjunto de iniciativas no âmbito do combate à exploração sexual, nomeadamente aquando da redação das Diretivas Europeias sobre a matéria ou até da aprovação da Convenção de Lanzarote ou das recomendações sobre as coligações financeiras para a prevenção e a luta contra os crimes sexuais através do ciberespaço.

E como é já habitual, decidiu aderir ao tema proposto pela MCE que este ano é mais uma vez dedicado aos jovens em fuga.

O IAC, através do setor “Projeto Rua” tem dedicado a sua atenção a este fenómeno das fugas, podendo dar um contributo relevante, designadamente no que respeita às fugas institucionais, que assumem, como nos demais Países europeus  um número preocupante.

Na impossibilidade de reunir em Conferência presencial, como vem sendo hábito, o IAC decidiu levar a efeito um Webinar que decorrerá entre as 16 e as 18 horas de hoje com vista a partilharmos preocupações e inquietações decorrentes designadamente de casos recentes que requerem um olhar atento e uma reflexão séria que conduza a propostas que possam tornar mais eficaz a proteção devida a estas crianças e jovens.

Desde 2007, foi atribuído ao SOS Criança do Instituto da Criança o nº único Europeu 116 000, vocacionado para esta matéria específica.

O SOS Criança dispõe de uma equipa especializada que escuta a criança ou o jovem, encaminha os seus apelos e presta apoio psicológico em algumas situações, em que é necessário cumprir o direito da criança à sua recuperação psicológica.

A esperança é fundamental para um desenvolvimento saudável, mas a confiança é indispensável para prosseguir nesse sentido, o que só é possível, por vezes com apoio psico-terapêutico.

Todos não somos demais para ajudar!

A Direção

 

Em anexo o Press Release da Missing Children Europe, que o IAC integra desde a sua fundação

©MCE & IAC 2020

Dados e esclarecimentos adicionais disponíveis:

IAC / SOS-Criança

Contacto preferencial – Coordenador, Dr. Manuel Coutinho/Drª Maria João Cosme

21 798 7410/15

PRESS RELEASE MCE 2020

Webinar “Quando a fuga parece ser a única solução…” 25 de maio, 16.00h – 18.00h – Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Maio 21, 2020 às 10:01 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, o IAC irá promover o Webinar “Quando a fuga parece ser a única solução…”. A análise multidisciplinar de um caso real.

Webinar gratuito com inscrição prévia através do link https://forms.gle/tQfVkTdHpaGHKNNDA

11ª Global Missing Children’s Network Conference – com a presença de Dulce Rocha, Presidente do IAC, 4-6 dezembro em Lisboa

Dezembro 3, 2019 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC partipará na sessão de abertura da 11ª Conferência no dia 4. A Drª Maria João Cosme técnica do IAC-SOS-Criança e a Drª Paula Paço técnica do IAC-Projecto Rua apresentarão a comunicação”Multi-Sectorial Approach” no dia 3 de dezembro no âmbito da First Responder Missing Children Training.

GMCN Conference Agenda FINAL

Training Agenda Draft (1)

Polícia espanhola entrega à PJ português que terá sequestrado filha menor – Notícia do Público com declarações de Manuel Coutinho do IAC

Julho 23, 2019 às 7:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 23 de julho de 2019.

Nos últimos seis anos, o serviço SOS-Criança Desaparecida registou 45 casos de raptos parentais. Neste caso, o sequestro terá ocorrido há dois meses. Pai da criança detido num hotel em Vigo, Espanha.

Natália Faria

Um português acusado de ter raptado a filha de dez anos foi detido pela Polícia Nacional espanhola de Vigo que o entregou à Polícia Judiciária do Porto. O pai era visado num mandado europeu de detenção depois de há dois meses ter alegadamente sequestrado a filha que vivia em Braga, com a mãe. Este caso eleva para 46 o número de raptos parentais registados pelo serviço SOS-Criança Desaparecida, do Instituto de Apoio à Criança, que gere em Portugal a linha telefónica gratuita (116 000) internacional destinada à denúncia de casos de crianças desaparecidas.

Fonte oficial da Polícia Nacional espanhola disse à agência Lusa que a detenção do português foi feita durante o fim-de-semana no hall de entrada de um hotel de Vigo, estando o homem acompanhado da filha, depois de ter sido identificado na rua um automóvel de aluguer com matrícula portuguesa sobre o qual havia uma denúncia de roubo.

Após a detenção, a filha foi transferida para um centro de menores na cidade e posteriormente entregue à mãe que se deslocou de Braga, onde reside, até Vigo. Segundo a polícia espanhola, a menor não quis inicialmente a companhia da mãe, o que levou a um atraso na entrega, mas acabou por aceitar a situação. De acordo com a queixa apresentada a 12 de Maio, o pai da menor foi ao domicílio da mulher e alegadamente sequestrou a filha, tendo fugido de carro. Antes de ser entregue à Polícia Judiciária, o suspeito foi ouvido pelas autoridades portuguesas através de uma videoconferência.

Os raptos parentais são transfronteiriços quando uma criança é levada ou mantida num país diferente daquele em que reside por um dos pais ou detentores da sua guarda contra a vontade do outro. Mas tem havido também casos de raptos, ou crime de subtracção de menor, dentro das fronteiras, normalmente na sequência de divórcios sem acordo quanto à regulação das responsabilidades parentais. Os números têm vindo a diminuir nos últimos anos. “Ultimamente, tem havido uma maior consciencialização dos pais para os perigos de incorrerem no crime de subtracção de menores. No passado, as pessoas não tinham tanta noção que, ao raptarem uma criança, seja no território nacional seja no internacional, estavam a fazer algo de muito negativo, não só do ponto de vista judicial mas também em termos de maus-tratos à própria criança”, declarou ao PÚBLICO o psicólogo Manuel Coutinho, coordenador do SOS-Criança.

A este serviço chegaram 45 casos de rapto parental desde 2014. Este ano, o SOS-Criança registou um caso, em 2018 foram nove, contra os 10 registados em 2017. No ano anterior, em 2016, foram denunciados 14 casos, mais cinco do que os oito registados em 2015, enquanto em 2014 tinha havido 13 casos.

Mas nem todos os casos passam pelo SOS-Criança. Em Portugal, a Direcção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais é a autoridade central designada pelo Governo como entidade competente para avançar com os procedimentos e a cooperação judicial com vista ao regresso da criança, nos casos de rapto internacional, prevista na Convenção de Haia. E, entre 2010 e 2015, passaram pelas autoridades centrais em Portugal 326 pedidos para o regresso a Portugal de filhos raptados para o estrangeiro pelo pai ou pela mãe, numa média de 50 situações por ano.

Ainda que não disponha de números relativos aos raptos transfronteiriços, também aqui Manuel Coutinho diz acreditar que “o maior controlo nas fronteiras, principalmente nas situações de pais que se deslocam para fora das fronteiras da União Europeia” acompanhados de menores sem a presença do outro progenitor, tem redundado numa diminuição de casos. Por outro lado, “a linha SOS-Criança Desaparecida tem feito um enorme trabalho de pedagogia, no sentido de explicar às pessoas que isto só pode ser feito por via judicial. E hoje as pessoas sabem que, desde que tenha até 16 anos de idade, o menor é rapidamente devolvido ao país de origem”, acrescentou, explicando que, normalmente, estas subtracções de menores ocorrem em situações de dissolução de casamento entre pessoas de nacionalidades diferentes. “Acontecia muito estes pais ou mães regressarem aos seus países de origem, levando consigo as crianças e privando o outro pai ou mãe de contactarem com eles”, acrescentou, considerando tratar-se “de situações limite em que as pessoas se deixam levar pelas emoções num momento em que estas estão muito exacerbadas”.

Relatório de Atividades/ Estatístico SOS-Criança 2018

“Nos primeiros cinco meses de 2019, o SOS-Criança, do Instituto de Apoio à Criança, interveio em cerca de 1800 situações.”

Junho 19, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Neste dia 1 de junho, em que se assinala o Dia Mundial da Criança, o Instituto de Apoio à Criança, recorda que, desde 1982, presta serviços gratuitos de utilidade pública, relevantes, e acessíveis a toda a comunidade, comprovando cada vez mais a pertinência da sua existência e a qualidade do seu trabalho na defesa e promoção dos Direitos da Criança.

O IAC intervém com especial enfoque na área da criança maltratada, negligenciada, abusada sexualmente, desaparecida ou privada de meio familiar securizante, trabalhando, diariamente com crianças e suas famílias, em diversos contextos e em diferentes áreas.

O SOS-Criança, serviço técnico especializado e único no nosso país, é uma mais-valia a nível nacional e internacional e tem como principal missão ouvir e dar voz à Criança, nas suas diferentes valências.

O SOS-Criança ajuda a Criança, o Jovem e a Família através da linha telefónica gratuita 116111, por E-mail (soscrianca@iacrianca.pt), Chat (http://www.iacrianca.pt) – das 9h às 19h, todos os dias úteis.

As situações de Crianças Desaparecidas e abusadas sexualmente dispõem do número gratuito 116000 (24h/365). Neste âmbito, é de salientar a intervenção incisiva do IAC, que juntamente com os seus parceiros, a nível nacional e internacional, se tem revelado imprescindível.

Para além do Atendimento Psicológico e Jurídico gratuito, o SOS-Criança conta ainda com uma equipa de Mediação Escolar, a nível nacional, que promove, integra e autonomiza Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família, com o objetivo de combater o insucesso, o abandono, o absentismo, o bullying, a violência escolar e os comportamentos aditivos.

Recentemente, o SOS-Criança desenvolveu o projeto da Escola Alfaiate, que se constitui como uma nova forma de olhar o aluno, agindo em benefício de uma educação à medida de cada criança do Ensino Básico. Esta nova ação promove as condições psicológicas, sociais e pedagógicas que contribuem para a consolidação do sucesso escolar e do projeto de vida de cada criança. A Escola Alfaiate pretende ser inclusiva, e à medida de cada aluno. Com o respeito pelas diferenças e com espírito de cooperação é possível humanizar o espaço escolar e a vida de todos os seus intervenientes.

Nos primeiros cinco meses de 2019, o SOS-Criança, do Instituto de Apoio à Criança, interveio em cerca de 1800 situações que direta ou indiretamente envolviam crianças, que precisaram de proteção e apoio.

Manuel Coutinho

Secretário-Geral do IAC

 

Lisboa, 31 de Maio de 2019

Press Release 3 Medidas concretas que os líderes europeus podem implementar para prevenirem o desaparecimento de crianças

Maio 25, 2019 às 12:01 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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 Press Release

3 Medidas concretas que os líderes europeus podem implementar para prevenirem o desaparecimento de crianças

O 25 de maio assinala o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, um dia para tomar consciência das crianças desaparecidas e dar esperança às famílias que as perderam. Só em 2018, a linha telefónica europeia 116 000, das crianças desaparecidas respondeu a mais de 91.650 chamadas, 5% das quais, relacionadas com a prevenção do desaparecimento de crianças. Este ano, a Missing Children Europe incentiva os europeus a votarem em candidatos que defendam os direitos das crianças desaparecidas e que atuem mais para evitar o desaparecimento de crianças.

Em Portugal, a linha SOS-Criança Desaparecida, do Instituto de Apoio à Criança, assegura desde 2004 o funcionamento desta linha europeia prestando apoio psicológico, social e jurídico gratuito a crianças e famílias.

O Instituto de Apoio à Criança vem assinalando desde há 15 anos o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, como forma de chamar a atenção para o abuso e exploração sexual de crianças, que são fenómenos associados ao desaparecimento. Na verdade, nestes anos foram já realizadas 10 conferências em que foram debatidos estes temas, nomeadamente as Diretivas Europeias sobre Exploração Sexual, a Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças, e também a Convenção do Conselho da Europa sobre a Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças (Convenção de Lanzarote).

“As crianças muitas vezes desaparecem por razões ligadas à violência, abuso ou negligência. Podemos proteger as crianças de novas formas de violência concentrando os nossos esforços no seu apoio e capacitação, antes que desapareçam. Ao priorizar a prevenção, podemos proteger as crianças antes de serem afetadas pelos traumas psicológicos, físicos e sexuais, que podem resultar do seu desaparecimento, a curto e longo prazo”, Aagje Ieven, Secretário Geral da Missing Children Europe.

A Missing Children Europe desafia os líderes europeus recém-eleitos a implementarem três medidas concretas, na próxima legislatura, para reduzir o número de crianças desaparecidas em toda a Europa:

  1. Prevenir que as crianças fujam, assegurando a continuação das linhas de atendimento 116 000. As linhas de atendimento 116 000 fornecem apoio emocional, administrativo e legal gratuito e essencial para as crianças que estão a pensar fugir de suas casas ou de instituições de acolhimento. No ano passado, as linhas de atendimento telefónico apoiaram 2.831 casos relacionados com a prevenção de fugas, mas essas mesmas linhas classificaram a falta de recursos financeiros como a sua principal dificuldade. Para garantir este serviço essencial para as crianças, a Missing Children Europe desafia os líderes europeus a monitorizarem a reformulação do Código Europeu de Comunicações Eletrónicas, que solicita aos governos nacionais que façam todos os esforços para garantir a visibilidade, os recursos financeiros e os serviços de qualidade das linhas de atendimento de crianças desaparecidas.
  2.  Prevenir que crianças migrantes não acompanhadas desapareçam, nomeando rapidamente representantes qualificados, treinados e independentes para as defender. 30.000 Crianças desapareceram no contexto da migração entre 2014 e 2017. Isto deve-se em parte às más condições de alguns centros de acolhimento e à falta de informação “amiga da criança” sobre os seus direitos, opções e procedimentos relativos à sua proteção. Os representantes deverão representar, ajudar e apoiar as crianças não acompanhadas, salvaguardando seus melhores interesses e bem-estar. Nalguns países, os representantes também garantem as necessidades básicas da criança e ajudam nos procedimentos de procura de acolhimento e de localização da sua família. Os líderes europeus, ao garantirem que os representantes sejam qualificados, treinados e nomeados com celeridade, de modo a criarem um clima de confiança com essas crianças, prevenindo o seu desaparecimento.
  3. Prevenir os raptos parentais, promovendo a mediação familiar transfronteiriça como alternativa aos processos judiciais. Em 2018, os raptos parentais representaram 19,2% dos casos de crianças desaparecidas relatadas às linhas de atendimento. Quando um conflito familiar internacional aumenta, isso pode levar a um rapto internacional de crianças. O processo de mediação familiar transfronteiriço ajuda os pais a resolver o conflito familiar que está subjacente e que pode levar ao rapto do filho, para outro país. Como os acordos mediados são adaptados à situação familiar específica, os pais têm maior probabilidade de respeitar o acordo e, portanto, são mais sustentáveis ​​a longo prazo. A mediação também leva ao aumento do bem-estar para pais e filhos. Os líderes europeus podem impedir o rapto internacional de crianças, promovendo a mediação dentro das leis e processos europeus como uma solução alternativa para processos judiciais, na resolução de conflitos familiares.

Nota:

  • As FUGAS compõem o maior grupo de crianças desaparecidas. Em 2018, 58,2% das crianças desaparecidas sinalizadas ao número 116 000 eram europeias. Na maioria dos casos de crianças em fuga, a violência era um factor dominante, com 1.359 crianças afetadas.
  • De acordo com o relatório da Rede Europeia para a Migração, publicado em julho de 2018, mais de 30.000 crianças desacompanhadas desapareceram entre 2014 e 2017.
  • Um rapto parental internacional ocorre quando um dos pais ou pessoa com autoridade parental leva o filho para outro país sem a autorização do outro progenitor ou pessoa com autoridade parental. Esta é a segunda razão mais comum para uma criança desaparecer na Europa.

Sobre a MCE (Federação Europeia de Crianças Desaparecidas)

A MCE é a federação europeia de crianças desaparecidas e sexualmente exploradas, representando 30 organizações de 26 países europeus. Fornece o elo entre pesquisa, política e organizações no terreno para proteger as crianças de qualquer tipo de violência, abuso ou negligência causada por, ou resultante do seu desaparecimento.

O Instituto de Apoio à Criança é membro da MCE (Missing Children Europe) desde a sua fundação em  2004. Em 2007 foi atribuído ao SOS-Criança (serviço anónimo e confidencial, criado pelo IAC em 1988) o número único europeu 116 000.

©MCE & IAC 2019
Dados e esclarecimentos adicionais disponíveis:
IAC / SOS-Criança
Contacto preferencial – Coordenador, Dr. Manuel Coutinho ou Dra. Maria João Cosme
21 798 7410/21/15

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