Investigadores estimam que 20 crianças de uma turma contactam com mais de 800 pessoas em dois dias

Junho 26, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de junho de 2020.

Equipa de investigadores da Universidade de Granada concluiu que uma turma de 20 crianças do ensino pré-escolar ou primário terá contacto com mais de 800 pessoas em apenas dois dias e alerta para problemas do regresso às escolas em Espanha.

Filipa Almeida Mendes

Uma equipa de investigadores da Universidade de Granada realizou uma análise que concluiu que uma turma de 20 crianças do ensino pré-escolar ou primário terá contacto com mais de 800 pessoas em apenas dois dias, o que levou os especialistas a alertarem para os riscos da falta de “rigor” no planeamento do regresso às escolas em Setembro em Espanha, depois de terem sido encerradas devido à pandemia de covid-19.

A análise teve por base as previsões do Governo espanhol e das comunidades autónomas sobre o regresso das crianças às escolas, tendo analisado os requisitos técnicos dos modelos traçados.A 10 de Junho, a ministra da Educação espanhola, Isabel Celaá, anunciou que o Governo não considera necessário o uso de máscara nem o cumprimento do distanciamento social para as crianças dos primeiros quatro anos do ensino primário, por considerar tratar-se de grupos que se podem comparar a famílias ou coabitantes. Isabel Celaá sugeriu então que as crianças desses anos escolares “podem circular com tranquilidade, sem necessidade de manter uma distância de 1,5 metros”. Porém, os investigadores da Universidade de Granada analisaram o número de relações que cada turma poderá manter, com base nestes termos, e chegaram à conclusão que os cálculos contradizem a teoria de que se pode encarar uma turma de 20 crianças como um pequeno agregado familiar.

Assumindo que cada família é formada, em média, por dois adultos e 1,5 filhos menores (de acordo com a média em Espanha e supondo, por exemplo, que numa turma há dez estudantes com um irmão e outros dez que são filhos únicos), cada uma das 20 crianças de uma turma estaria exposta a um grupo de 74 pessoas no primeiro dia de aulas — isto se assumirmos que a criança não entrará em contacto com ninguém externo à própria turma ou ao seu agregado familiar. No segundo dia, o número de interacções das 20 crianças de uma determinada turma poderá “alcançar as 808 pessoas, considerando exclusivamente os relacionamentos [permitidos] sem distanciamento nem máscara da própria turma e das turmas dos irmãos e irmãs”, explica Alberto Aragón, professor catedrático da Universidade de Granada e coordenador do projecto. As estimativas prevêem ainda que, em três dias, poder-se-ão alcançar os 15 mil contactos.

“Se o número de alunos na turma subir para 25, como muitas concelhias sugeriram para que coincida com o rácio habitual, o número de pessoas envolvidas aumentaria para 91 pessoas no primeiro dia e 1228 pessoas no segundo dia”, acrescentam os investigadores num comunicado publicado no site da universidade.

Os especialistas alertam que um sistema “como aquele que propõem o Governo e as comunidades autónomas só poderá ter uma eficácia limitada para controlar o risco de contágio [do novo coronavírus], sendo especialmente ineficaz quando o número de alunos no seu núcleo é tão elevado”.

No Outono, escolas podem voltar a encerrar

Os investigadores notam que se houver uma pessoa infectada nesse grupo ou turma há um risco automático para todo o grupo, pelo que qualquer situação semelhante poderá resultar no encerramento da própria escola. Por isso, explicam que é necessário ter em conta possíveis cenários de contágio numa escola, assim como a possibilidade de leccionar aulas ao ar livre.

Os especialistas alertam ainda para problemas existentes de planificação do regresso às escolas, “uma vez que até ao momento trata-se maioritariamente de declarações bem-intencionadas, mas que carecem do detalhe necessário para se converterem numa planificação útil”, explicam em comunicado, acrescentando que o principal problema está no facto de as previsões se centrarem no regresso às aulas presenciais sem terem em conta os recursos necessários para garantir a manutenção das aulas. Neste sentido, os investigadores prevêem que, no Outono, voltem a encerrar muitas escolas em Espanha e apelam às autoridades educativas que preparem um plano alternativo caso isso aconteça e que programem um sistema de aulas presenciais com mais rigor, sem pôr de parte a possibilidade do ensino à distância e online, caso venha a ser necessário.

Os autores referem ainda que os especialistas em educação consultados recomendam que as escolas definam um horário para as aulas online, que devem replicar parcialmente as aulas presenciais — embora sublinhem que deve haver uma base comum que sustente as estratégias de ensino dos vários estabelecimentos de ensino do país.

Quanto ao ensino superior, o Ministério das Universidades espanhol propôs um modelo distinto do apresentado pelo Ministério da Educação para o regresso às aulas em Setembro, cujo “sistema de turnos rotativos seria provavelmente mais viável nas escolas e institutos do que nas aulas universitárias”, assinalam.

Os especialistas da Universidade de Granada calcularam ainda o número de estudantes que poderiam participar numa aula universitária, caso se respeitem as distâncias previstas nas normas do Ministério da Educação. “Por exemplo, uma sala de aula com 92 lugares com mesas fixas permitiria acolher apenas entre 16 e 24 estudantes para garantir a distância de segurança de 1,5 metros. Com um número tão reduzido de estudantes na sala de aula, a sugestão do Ministério de gravar a aula em directo para os alunos que não estão presentes parece tecnologicamente mais complicada, e menos eficaz, do que uma gravação de maior qualidade e personalizada num cenário online”, defendem.

Segundo dados do Ministério da Educação espanhol citados pelo diário El País, a reabertura das escolas implicará o regresso de 1,7 milhões de alunos ao ensino pré-escolar, 2,9 milhões às escolas primárias, dois milhões ao ensino secundário obrigatório e cerca de 600 mil ao Bachillerato (a partir dos 16 anos). Ao mesmo jornal, Alberto Aragón sublinha que o Governo espanhol e as comunidades autónomas devem delinear “planos mais rigorosos” e decidir “se se vão contratar mais docentes, que espaços alternativos se poderão utilizar ou, por exemplo, se se vão disponibilizar computadores aos estudantes”.

Os investigadores da Universidade de Granada analisaram também os planos de reabertura das escolas em países como a Dinamarca e Israel. Alberto Aragón sublinha que, no caso da Dinamarca, as turmas têm agora apenas dez alunos, podendo dirigir-se ao recreio apenas em grupos de cinco e com uma organização temporal e espacial que minimiza o contacto (e o risco de contágio) entre as crianças, com o especialista a destacar “uma boa planificação e recursos suficientes” para a colocar em prática. Por outro lado, no caso de Israel, que adoptou um plano de regresso às escolas semelhante ao previsto para Espanha, “nos primeiros dois ou três dias tiveram que encerrar cem escolas”.

Aulas: 3º período começa hoje! Canais do YouTube já disponíveis

Abril 14, 2020 às 6:25 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do PPLWare de 14 de abril de 2020.

Começa hoje o 3º período, mas não haverá aulas presenciais devido ao surto do novo coronavírus. As aulas à distância, pela TV e internet, só irão começar no próximo dia 20 de abril. No entanto, é preciso ir começando a preparar tudo para que nada falte.

Recentemente o Ministério da Educação lançou os Canais do #EstudoEmCasa no Youtube. Já os pode subscrever e ver os conteúdos.

Numa verdadeira corrida contra o tempo, o Ministério da Educação encontrou na Rádio e Televisão de Portugal um parceiro inequívoco e incondicional desta missão coletiva, conseguindo levar a cabo uma operação de monta, possível também graças ao apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Além das aulas que acontecerão em sinal aberto na RTP memória, o Ministério da Educação irá também disponibilizar conteúdos de suporte no YouTube. Os canais no YouTube foram criados recentemente e já podem ser subscritos.

Links de Canais do #EstudoEmCasa no Youtube

Pré-Escolar

1.º Ciclo

2.º Ciclo

3.º Ciclo

Secundário

O terceiro período irá decorrer até 26 de junho. Como sabemos a Telescola vai chamar-se #EstudoEmCasa e vai ocupar a grelha das 09h às 17h50 da RTP Memória, com conteúdos organizados para diferentes anos letivos.

Os conteúdos pedagógicos temáticos irão contemplam matérias que fazem parte das aprendizagens essenciais do 1.º ao 9.º ano, agrupados por: 1.º e 2.º anos, 3.º e 4.º anos, 5º e 6.º anos, 7.º e 8.º anos e 9.º ano, abrangendo matérias de uma ou mais disciplinas do currículo, as quais servirão de complemento ao trabalho dos professores com os seus alunos.

Mais autonomia e menos ansiedade são benefícios do pré-escolar ao ar livre

Fevereiro 28, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de fevereiro de 2020.

Unicef: 30% das meninas de famílias mais pobres nunca foram à escola

Janeiro 26, 2020 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 20 de janeiro de 2020.

Agência da ONU listou investimentos com educação em 42 países; Brasil, única nação de língua portuguesa analisada, aparece no meio da relação; Unicef diz que falta de acesso à educação é falhar com as crianças e perpetuar a pobreza.

Um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, revela que 30% das meninas adolescentes mais pobres do mundo, entre 10 e 19 anos, nunca frequentaram a escola.

Entre os meninos, nessa mesma condição, este índice é de 20%

Relatório

O relatório “Abordando a crise da aprendizagem: uma necessidade urgente de melhorar o financiamento da educação para as crianças mais pobres” destaca grandes disparidades na distribuição dos gastos públicos em educação. O financiamento limitado e distribuído, de forma desigual, resulta em turmas grandes, professores mal treinados, falta de material escolar e infraestrutura precária.

Segundo a agência da ONU, isso tem um impacto adverso na participação das crianças, índice de matrículas e aprendizado.

Obstáculos

O Unicef enfatiza que pobreza, discriminação por gênero, deficiência, etnia e língua de ensino são algumas das causas do problema.  Além disso, distância e infraestrutura precária continuam a impedir que essas crianças tenham acesso à educação.

A agência diz que a exclusão em todas as etapas da educação perpetua a pobreza e é um fator-chave de uma crise global de aprendizado.

Falha

Para a diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore, “os países estão falhando com as crianças mais pobres do mundo e consigo próprios.” Ela disse que “enquanto os gastos com educação pública forem desproporcionalmente direcionados às crianças das famílias mais ricas, as mais pobres terão poucas esperanças de escapar da pobreza, e aprender o necessário para ter sucesso no mundo de hoje e contribuir para as economias de seus países”.

Ao analisar dados disponíveis de 42 países, o estudo conclui que em média, em nações de baixa renda, 46% dos recursos de educação pública foram para 10% dos estudantes com os mais altos níveis de educação. Já nos países de renda média baixa, este índice é de 26%.

Distribuição

Dez países africanos concentram as maiores disparidades nos gastos com educação, com quatro vezes mais recursos destinados às crianças mais ricas do que às mais pobres.

Na Guiné-Conacri e na República Centro-Africana, países com algumas das taxas mais altas de crianças fora da escola, alunos mais ricos se beneficiam de nove e seis vezes mais, respectivamente, da quantidade de fundos públicos que as crianças mais pobres.

Brasil

O Brasil, o único país de língua portuguesa no estudo aparece em 16 º posição em relação à percentagem de recursos públicos em educação destinados a crianças das famílias mais pobres, em comparação com investimentos em menores de famílias mais ricas.

Barbados, Dinamarca, Irlanda, Noruega e Suécia são os únicos países na análise que distribuem o financiamento da educação igualmente sem favorecer pobres ou ricos.

Leitura

O relatório observa que a falta de recursos disponíveis para as crianças mais pobres está agravando uma crise de aprendizado quando as escolas deixam de oferecer educação.

Segundo o Banco Mundial, cerca de 53% das crianças que vivem em países de baixa e média rendas não conseguem ler ou entender uma história simples até o final da escola primária.

Recomendações

Entre as recomendações do Unicef está a alocação de recursos domésticos, que devem ser distribuídos para que as crianças dos 20% das famílias mais pobres se beneficiem de pelo menos 20% do financiamento da educação.

Outra diretriz é a priorização do financiamento público para níveis mais baixos de educação, onde estão a maioria das famílias mais pobres.

O estudo cita ainda a importância de pelo menos um ano de educação pré-primária universal. Para o Unicef, a educação pré-primária é a base sobre a qual cada estágio da escolaridade se baseia.

A agência destaca que as crianças que concluem o pré-primário aprendem melhor, têm maior probabilidade de permanecer na escola e contribuem mais para as economias e sociedades de seus países quando atingem a idade adulta.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Addressing the learning crisis: An urgent need to better finance education for the poorest children

Falta de vagas para crianças de três anos desclassifica Portugal, mas vai haver mudanças em breve

Janeiro 23, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de janeiro de 2020.

Universalização do pré-escolar para as crianças de três anos deverá ser concretizada este ano. Orçamento do Estado prevê reforço de cerca de 43 milhões de euros para este nível de educação.

Clara Viana

Se for cumprido o que se encontra previsto no Orçamento do Estado (OE) para 2020, Portugal poderá deixar de figurar ainda este ano na “lista negra” dos países que continuam a não ter vagas necessárias para garantir a frequência da educação pré-escolar às crianças com três anos de idade.

É esta, aliás, uma das características destacadas no último relatório da rede europeia Eurydice com os Números-chave sobre a Educação Pré-Escolar e Cuidados para a Infância na Europa, divulgado na última semana. Cerca de metade dos 38 países analisados neste estudo têm oferta gratuita do pré-escolar a partir dos três anos, Portugal incluído, mas, “em contraste” com o que se passa na maioria dos casos, por cá “ainda se observa uma falta considerável de vagas para este grupo etário”, frisa-se no relatório. Que aponta como explicação para esta situação o facto de o “direito legal” a uma vaga só estar disponível para crianças a partir dos quatro anos.

Este “direito legal” consiste na obrigação de o Estado garantir vagas a todas as crianças inscritas na educação pré-escolar. É o que se chama universalização deste nível de ensino, que já está garantida entre os quatro e os cinco anos de idade, tendo sido criadas desde 2016 cerca de mais 7500 novas vagas na rede pública.

No OE2020, o Governo compromete-se a “concretizar” na totalidade esta universalização, ou seja, pressupõe-se, alargando a obrigação de garantir vagas às crianças de três anos.

Que tal irá acontecer este ano é também a informação veiculada pelo relatório da Eurydice, com base nas informações transmitidas pelas autoridades nacionais, embora no seu programa o Governo assuma que tal já aconteceu na anterior legislatura, conforme chegou a ser prometido, ao apresentar como garantido “o acesso à escolaridade universal desde os três anos”.

Em respostas ao PÚBLICO, o Ministério da Educação adianta que “mesmo nos concelhos onde a pressão da procura é mais sentida, existem vagas na Rede Nacional de Educação Pré-Escolar que ficaram por ocupar”, mas voltou a não revelar quantas crianças de três anos ficaram em lista de espera neste ano lectivo. O ministério também se escusou a indicar quantas novas salas serão precisas abrir para garantir o acesso dos mais novos ao pré-escolar.

No novo OE está previsto um reforço de cerca de 43 milhões de euros para este nível de educação que, segundo os últimos dados conhecidos, também veiculados no relatório europeu, era frequentado em 2017/2018 por 87% das crianças com três anos, 93,1% da população com quatro e 95,2% dos que já tinham cinco anos.

Creches pagas

Cerca de 17% do total destas crianças estavam inscritas em estabelecimentos privados com fins lucrativos, um dos valores mais altos entre os países analisados. Também perto de 17,5% das que tinham menos de três anos estavam em creches privadas com fins lucrativos. A restante oferta está a cargo do chamado sector solidário, que é apoiado pelo Estado, e onde as mensalidades a pagar pela frequência são calculadas sobretudo em função do rendimento familiar.

No que respeita ao grupo dos menores de três anos, refira-se que só em cinco dos 38 países analisados as creches são de acesso gratuito, uma medida que o PCP quer ainda inscrever no OE para 2020.

Apesar de a oferta existente (117.300 lugares em 2018) deixar de fora quase metade das crianças com menos de três anos, Portugal está entre os países europeus que têm uma maior proporção de inscritos em creches: cerca de 50%, contra uma média da UE que se fica nos 34,2%.

Voltando ao pré-escolar, recorde-se que a universalização do acesso não significa obrigatoriedade da frequência. É o que se passa em Portugal, que também se assume como excepção neste campo. Dos 12 países europeus em que se encontra estabelecido o “direito legal” a uma vaga para crianças a partir dos quatro anos, só existem dois em que a frequência do pré-escolar a partir desta idade não é obrigatória. Portugal é um deles.

Benefícios do pré-escolar

Numa recomendação recente com vista a garantir que “todas as crianças tenham acesso a educação e acolhimento na primeira infância de elevada qualidade”, o Conselho Europeu recordava algumas das constatações a que se foi chegando nos últimos anos. Por exemplo, a de que as crianças que frequentaram o pré-escolar tiveram “melhores resultados nos testes de língua e de matemática” realizados nas avaliações internacionais conduzidas pela OCDE. Ou de que este acesso precoce a uma educação de qualidade constitui “um factor importante para evitar o abandono escolar”, sendo também “essencial para a saúde e o bem-estar das crianças”.

O objectivo europeu é agora o de assegurar que antes dos três anos de idade todas as crianças possam também ter acesso a uma “educação e acolhimento de qualidade”, o que é também encarado como um “instrumento que viabiliza o emprego da mulher”. Essa é uma das razões pelas quais “cerca de um terço dos países europeus dá prioridade [no acesso] às crianças de famílias em que ambos os pais trabalham ou estudam”. Portugal não figura neste lote.

Votem no projeto do IAC de promoção de estilos de vida saudáveis, dirigido às famílias!

Dezembro 12, 2019 às 4:28 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Votem no IAC em http://bit.do/missaosorrisoIAC
Um projeto de promoção de estilos de vida saudáveis, dirigido às famílias!

Escola sem castigos e muitos elogios no Barreiro

Dezembro 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 25 de novembro de 2019.

Projeto “incríveis” envolve 38 crianças do pré-escolar da Escola Básica Quinta Nova da Telha, em parceria com a da Associação Tempos Brilhantes e a Fundação Calouste Gulbenkian.

Pais, alunos e professores enaltecem vantagens do projeto com o objetivo de desenvolver competências sociais e emocionais e promover e incentivar comportamentos positivos que as crianças têm com os colegas, dentro e fora das salas de aula

Visualizar a reportagem no link:

https://sicnoticias.pt/pais/2019-11-25-Escola-sem-castigos-e-muitos-elogios-no-Barreiro?fbclid=IwAR0BVqt_G-ICzxOcnPLU3ypwm9uhdR4WnlVkcWvcb3V1zTJlKT2EW2qcjTk

Crianças portuguesas passam mais 10 horas semanais em creches do que média europeia

Dezembro 2, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo24 de 26 de novembro de 2019.

As crianças passam quase 40 horas por semana com as amas, nos infantários ou creches em Portugal, um dos períodos mais elevados da Europa, cuja média é cerca de dez horas semanais menor.

Os números constam do “Estado da Educação 2018”, hoje publicado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que faz um retrato do país no ano passado, mas também uma análise da evolução na última década.

O número médio de horas semanais que os bebés e crianças portuguesas passam nas creches, mas também em estabelecimentos de educação pré-escolar, “é dos mais elevados de entre os países da União Europeia”, refere o relatório, que analisa também a situação do país tendo em conta as metas europeias.

Os bebés até aos três anos passam, em média, 39,1 horas por semana, ou seja, quase oito horas por dia, com amas ou em creches, enquanto as crianças com três ou mais anos passam 38,5 horas semanais.

Já a média semanal de permanência dos países da UE28 é de 27,4 horas para os mais pequenos e de 29,5 horas para os mais velhos. Ou seja, há uma diferença de quase dez horas semanais.

Portugal também surge como um dos países com mais oferta de creches para crianças com menos de três anos quando comparando com os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da UE23 (países da União Europeia membros da OCDE): em Portugal a taxa de cobertura desta resposta social é de 36,7%, ligeiramente acima da média da OCDE (36,3%) e da UE23 (35,6%).

Entre 2008 e 2015 houve um aumento gradual de oferta de vagas nas creches e de amas, mas, em 2015, começaram a registar-se quebras anuais.

Já nas regiões autónomas, houve um crescimento consistente. Na Região Autónoma da Madeira, por exemplo, havia no ano passado uma taxa de cobertura de 56,8%.

A preocupação com a rede de pré-escolar transformou-se numa das bandeiras da maioria dos partidos políticos nas últimas eleições de novembro, recordou a presidente do CNE.

“Quase todos os partidos políticos nestas últimas eleições apresentam nos seus programas essa ideia de que as creches teriam que ter uma intencionalidade educativa e que era preciso reforçá-la”, disse a presidente do CNE, Maria Emília Brederode Santos.

A taxa de pré-escolarização, destinada às crianças entre os 3 e os 5 anos, aumentou 7,8 pontos percentuais, situando-se em 2017/2018 nos 90,1%.

A presidente do CNE defende que é preciso ver a “educação como um direito que se tem desde que se nasce”. Vários estudos têm relevado que a frequência do pré-escolar é uma das melhores ferramentas para combater o insucesso escolar.

Quanto ao ensino básico, o relatório sublinha a diminuição de mais de 150 mil alunos em dez anos (2017/2018 vs 2008/2009): com destaque para o primeiro ciclo, que diminuiu 18%, seguindo-se o 2.º ciclo (17%) e, finalmente, o 3.º ciclo com menos 9,6% de alunos.

Mantém-se a tendência de diminuição do número de alunos em todos os ciclos de ensino.

SIM // HB

Estado da Educação 2018

Concurso “Conta-nos uma História!” 2019 – 2020

Outubro 17, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://erte.dge.mec.pt/concurso-conta-nos-uma-historia

Pré-escolar é essencial para travar maus-tratos e negligência a crianças – notícia com declarações de Manuel Coutinho do IAC

Setembro 24, 2019 às 3:49 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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© iStock

Notícia com declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Notícia e imagem do site Noticias ao Minuto de 9 de setembro de 2019.

O Instituto de Apoio à Criança alertou para a importância da universalidade da rede pré-escolar como forma de travar abusos por parte das famílias, lembrando que as educadoras de infância são uma espécie de “Observatório dos Direitos das Crianças”.

Se muitos olham para as creches como uma solução para deixar as crianças enquanto os pais estão a trabalhar, há quem veja nessa oferta uma forma de prevenir ou detetar eventuais situações de risco.

É das escolas que parte a maioria das denúncias de maus tratos e negligência. Muitas vezes são os professores ou funcionários que se aperceberem que algo não está bem, mas também há casos em que as crianças encontram na escola alguém a quem pedir ajuda.

O secretário-geral do IAC, Manuel Coutinho, acredita que “as educadoras podem servir de Observatório dos Direitos das Crianças”.

“Quando uma criança está integrada numa escola podem ser detetadas, muito mais facilmente, todas as situações negativas. Quando, por exemplo, a criança é mal tratada, mal alimentada ou não tem as vacinas em dia”, alertou Manuel Coutinho, em entrevista à agência Lusa.

Por isso, Manuel Coutinho é um defensor da universalidade da rede de pré-escolar.

O representante do IAC lembra que “quanto maior for a frequência das crianças na rede de ensino pré-escolar certamente melhor é a atenção e prevenção que podemos dar a situações que, por vezes, acontecem dentro das quatro paredes”.

No ano letivo de 2017/2018, apenas 82,8% das crianças com três anos frequentavam uma creche, segundo o relatório “Educação em Números 2019” da Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgado em agosto.

O alargamento desta rede foi precisamente uma das promessas do atual Governo que garantiu que em setembro deste ano haveria vagas para todas as crianças de três anos.

Questionado pela Lusa, o Ministério da Educação garantiu hoje que o investimento feito pelo Governo “permite que este ano letivo seja alcançada uma cobertura generalizada” no pré-escolar.

Durante a atual legislatura, abriram 7.500 novas vagas e, só este ano, serão mais 1.400 vagas, segundo dados avançados hoje pelo ME.

Foi nos “territórios metropolitanos onde habitualmente se verificava falta de resposta” que surgiram novas vagas para as crianças, segundo o ME.

A Área Metropolitana de Lisboa sempre foi a zona mais problemática do país: Quase duas em cada dez crianças (18,2%) de famílias que viviam nesta região estavam fora da rede no ano letivo de 2017/2018, segundo dados da DGEEC.

No entanto, o número de crianças tem vindo a diminuir em todo o país e as vagas nas creches e infantários têm aumentado: No ano passado, abriram mais de 70 salas e este ano serão mais de 50 novas salas, segundo dados do ME.

Em apenas três anos houve uma redução de cerca de 37 mil crianças e segundo o ME, no ano passado, houve mesmo estabelecimentos de ensino que ficaram com vagas por preencher.

As creches e infantários também têm hoje mais funcionários para tomar conta das crianças, mas o número de educadores manteve-se praticamente inalterável desde o início do século: Em setembro de 2000 eram 16 mil e em 2017 eram apenas mais 58 docentes, segundo dados da DGEEC.

Manuel Coutinho lembra que continuam a existir casos em que as famílias não encontram respostas da rede e acabam por optar por deixar as crianças com pessoas pouco habilitadas ou em espaços não adequados.

“Ainda há muitas crianças que são colocadas em contextos sem vigilância. As crianças estão muitas vezes sozinhas ou com pessoas que não estão dotadas para essa função”, lamenta Manuel Coutinho, alertando para os casos de alegados cuidadores “sem preparação humana, moral ou técnica para o trabalho”.

O ME lembra ainda a importância da frequência do pré-escolar para a promoção do sucesso escolar no percurso de cada aluno.

A rede nacional da Educação Pré-escolar é constituída por estabelecimentos públicos da rede do ME e estabelecimentos do Setor Social e Solidário contratualizado por acordos celebrados entre Estado, geridos conjuntamente com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

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