Robôs querem ajudar a prevenir o bullying de forma divertida

Novembro 12, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de outubro de 2019.

O projecto do italiano Stefano Cobello vai ser implementado em dez países da União Europeia já a partir de Janeiro de 2020. Portugal incluído.

Inês Duarte de Freitas

Os robôs podem contar histórias, ajudar a fazer contas e até experiências científicas. Os pequenos seres prometem ajudar as crianças a encarar a escola como algo divertido e, acima de tudo, a melhorar o ritmo de aprendizagem. A novidade é que agora os robôs também podem ser os aliados na prevenção contra o bullying. Stefano Cobello observa curioso as máquinas espalhadas pelo átrio do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. É ele o orador principal da conferência “STEM e Robótica em Educação”, promovido pela Clementoni e que junta educadores para conhecer o projecto “Robótica contra o Bullying”.

A partir do próximo mês de Janeiro, a prevenção do bullying nas escolas pode ser feita com robôs. O projecto “Robótica contra o Bullying”, com o apoio da União Europeia, foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos e conta já com mais de quatro mil escolas em Itália. Portugal está incluído na lista dos dez países que vão acolher este projecto nos próximos três anos. Ainda não se sabe quais são as escolas, reconhece Stefano Cobello ao PÚBLICO.

Mais do que condenar o bullying, o projecto quer desenvolver uma nova estratégia para o prevenir. São utilizados materiais produzidos “do ponto de vista das crianças”, explica o pedagogo italiano na conferência que ocorreu na tarde de quinta-feira. São as crianças que criam as lições para os robôs e que ditam o que querem que o brinquedo faça.

O que é o bullying, quem é vítima, ou que é o cyberbullying, são alguns dos temas que os robôs abordam de forma didáctica. “O objectivo é fazer as crianças sentirem-se bem no ambiente escolar”, assegura Stefano Cobello, acrescentando que os robôs podem “abrir a mente das crianças, numa atmosfera de aprendizagem mútua”. O projecto, nascido em Itália, utiliza apenas robôs didácticos de fácil utilização. Os brinquedos são ajustáveis, consoante a idade da criança, já que o projecto abrange o pré-escolar e o ensino básico.

Robótica na Educação em Portugal

Desde 2014 que 238 agrupamentos de escolas integraram a robótica e a programação nos seus currículos. “Mais do que motivar é envolver, criar um espaço dentro da escola para a aprendizagem informal”, explica António Manuel Silva, coordenador de Recursos e Tecnologias Educativas da Direcção-Geral da Educação, do Ministério da Educação.

O objectivo é preparar para o futuro, “em que ninguém será nada sem perceber de tecnologia”, continua António Manuel Silva. Ajudar a ganhar tempo ao próprio professor é outras das utilizações da robótica a explorar no ensino, através de tecnologias com feedback imediato, que possam auxiliar na avaliação, por exemplo.

O Kids Media Lab, um projecto que nasceu com a investigadora Maribel Miranda-Pinto, da Universidade do Minho, conta com uma rede de professores a ensinar com recurso a robôs. A Clementoni, produtor destas máquinas, está desde 2017 a trabalhar em parceria com este projecto. A educadora de infância Marlene Fernandes, do agrupamento de escolas de Oliveira dos Frades, começou a utilizar esta tecnologia em 2016 e considera que é “uma ferramenta que se adapta a todos os ritmos de aprendizagem”. “Este trabalho mudou a minha prática e fez-me ir mais além”, confessa a profissional.

Desenvolver o raciocínio espacial da criança é uma das principais ferramentas dos robôs viajantes, que se movimentam para frente, para trás e para os lados. “Quando fazem isto criam percursos mentalmente, com recurso à linguagem da programação”, esclarece Marlene Fernandes.

Já para a professora bibliotecária, Helena Vilas Boas, os robôs são uma forma de ensinar a contar histórias. Cada robô vem com um tapete quadriculado, no qual a professora coloca imagens. Com recurso ao robô, as crianças recontam e organizam cronologicamente a história. “Os robôs proporcionam momentos de brincar a aprender”, explica a professora do Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho, em Barcelos.

O pedagogo Renato Paiva explica que os robôs são uma ferramenta crucial na função de ensinar as crianças a pensar, porque “alimenta a curiosidade”. “Vivemos numa sociedade dependente da felicidade imediata, também graças à tecnologia. Não trabalhamos a capacidade de resiliência e frustração. O jogo (com os robôs) dá isto: erram até acertar”, defende, durante o encontro.

No evento foi ainda apresentado do livro de actividades Aprender com Robôs, de Maribel Mirando-Pinto e Ricardo Pinto, com ideias sobre como utilizar estes brinquedos para aprender quer na escola, quer em casa. “O livro é um ponto de partida para tirarmos ideias, mas não são actividades fechadas”, garante Ricardo Pinto.

Texto editado por Bárbara Wong

Leia esta entrevista sobre cyberbullying: “A arma das agressões é o telemóvel”

Outubro 24, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Luís Fernandes ao Expresso de 20 de maio de 2017.

Carolina Reis

A divulgação de um vídeo sobre um alegado abuso sexual a uma jovem perante a passividade e incentivo dos colegas durante a Queima das Fitas no Porto, abriu de novo a reflexão sobre o cyberbullying. Luís Fernandes, psicólogo habituado a fazer intervenção nas escolas, lembra que atualmente tudo pode ir parar à internet. E que todos os intervenientes nestas situações vão sofrer agressões.

Estamos perante um caso de cyberbullying?
Penso que sim. Uma das características que distinguem o bullying do cyberbullying é a repetição. E para isso basta ser gravado. Esta foi uma situação pontual, mas ao ser gravada enquadra-se. E a arma das agressões acaba por ser o telemóvel.

No vídeo, é possível ver que alguns jovens incentivam e filmam, sem que alguém impeça ou diga para parar. Como se classifica esta atitude coletiva?
É o efeito manada, os miúdos agem sem pensar, de uma forma automática. Normalmente, há um que lidera — e que não tem de ser quem protagoniza — e os outros vão atrás. Na maior parte das vezes, não têm a verdadeira noção do impacto das ações. No trabalho que faço, encontro jovens que confessam que nunca pensaram que ganhasse outras dimensões. Acaba por ser uma coisa quase entre eles, só que nas redes sociais há sempre alguém que partilha.

Estes jovens são nativos digitais. Não deviam ter noção de como funciona a internet?
Com a idade que têm [aparentam ser estudantes universitários] já deviam ter alguma maturidade para não ter este tipo de comportamento. O que nós vemos — e isto é outra característica do cyberbullying — é que ultrapassam os limites porque não têm um feedback em tempo real que os faça travar. Se não existir alguém no grupo que faça alguma coisa, que diga que já estão a exagerar, ou que aquilo não faz sentido, há um efeito escalada. É um efeito de bola de neve, cada vez se vai tornando mais interessante, não tendo a noção até onde pode ir. Isso deixa-nos pasmados quando acontece nesta faixa etária.

Quem partilha o vídeo também está a contribuir para as agressões?
Sem dúvida. Enquanto que no bullying, as pessoas devem intervir, fazer algo, ter uma atitude proativa, no cyberbullying o ideal é não fazer nada. Cada vez que nós estamos a partilhar é mais uma agressão que está a acontecer. É mais um caminho em termos de redes sociais que vai ficar. O que é colocado na internet fica lá para sempre, nós perdemos o controlo. Há servidores diferentes, há pessoas que entretanto gravaram o vídeo e o podem colocar vezes sem conta.

Quais serão as consequências para estes jovens?
Este vídeo vai estar sempre presente na vida desta rapariga. É um rótulo que fica para sempre. Tanto para a vítima, como para os outros jovens. O perfil deles nas redes sociais começa a ser procurado, e eles a serem alvos de ameaças e agressões.

Ninguém está protegido na internet?
É assustador, mesmo para quem não tem perfis em redes sociais e pensa que está mais protegido. Há um acontecimento qualquer, como um jantar entre colegas, alguém tira uma foto e partilha-a numa rede social. A pessoa — mesmo sem querer — vai ver o seu nome numa rede social em que pode ser vítima de alguma agressão.

Como se previnem estes comportamentos?
Quando começamos a trabalhar estas questões, o que acontece por volta dos 14 anos, já vamos atrás dos prejuízos. Tem de existir uma prevenção o mais precoce possível. Se estes jovens tivessem sido alvo de algum tipo de formação, estariam mais atentos e sensíveis. E, se calhar, isto não tinha acontecido. Ou tinha e algum deles que tinha tido o discernimento de travar esta situação. É preciso um plano nacional de prevenção.

Muitas pessoas discutem agora se o ato foi ou não consentido. Como vê esta atitude?
Descentram-se do essencial para comentar o acessório. O essencial é que aquilo aconteceu. Mesmo que a rapariga soubesse que estava a ser filmada, nunca era situação para ser divulgada. Devia ter havido outro filtro que também não houve. Aquelas pessoas – sejam agressores ou vítimas – também estão a ser expostas na praça pública.

Conferência Prevenção e Direitos da Criança, 23 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian

Outubro 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://caminhosdainfancia.wixsite.com/conferencia

13.ª edição do concurso Desafios SeguraNet

Outubro 10, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Direção-Geral da Educação promove a 13.ª edição do concurso Desafios SeguraNet dinamizada no âmbito do Centro de Sensibilização SeguraNet. Esta edição, que se prolonga até 31 de maio de 2020, contempla quatro categorias, dirigidas, respetivamente, aos 1.º, 2.º, 3.º ciclos do ensino básico e ainda a pais/encarregados de educação. O 1.º desafio ficará disponível no dia 1 de outubro.

mais informações no link:

https://www.seguranet.pt/index.php/pt/noticias/desafios-seguranet-20192020-13a-edicao

VI Jornadas “Casa e Escola: Olhares sobre a Violência” 7 a 14 outubro em Salvaterra de Magos

Outubro 5, 2019 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

http://www.cm-salvaterrademagos.pt/informacoes/noticias/item/3597-vi-jornadas-da-saude-do-social-e-da-educacao-de-7-a-14-de-outubro-no-concelho-de-salvaterra-de-magos

A prevenção do bullying online está em destaque no mês da cibersegurança

Outubro 1, 2019 às 2:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Notícia e imagem do TEK Sapo de 1 de outubro de 2019.

A iniciativa de Sónia Seixas, Luís Fernandes e Tito de Morais tem já planeadas três sessões de uma série de transmissões em direto que vão decorrer até 31 de outubro.

O mês de outubro é simultaneamente o mês europeu da cibersegurança e o mês de prevenção do bullying. Para promover as boas práticas na utilização do ciberespaço Sónia Seixas, Luís Fernandes e Tito de Morais lançaram uma série de transmissões em direto no Facebook dedicadas a temas relacionados com o ciberbullying.

Os autores do livro “Ciberbullying – Um Guia Para Pais e Educadores” e investigadores do curso online “Bullying e Ciberbullying: Prevenir & Agir”, promovido pela Direção-Geral de Educação, vão contar com a colaboração de convidados de Portugal, Brasil, França, Estados Unidos e Reino Unido.

Para já estão já agendadas três transmissões da série que vai decorrer até 31 de outubro. A primeira acontece hoje, 1 de outubro, às 20h30, e tem como tema as estratégias digitais que os pais podem tomar para identificar, prevenir e intervir em situações de bullying online. A sessão online vai ser liderada por Elizabeth Milovidov, consultora, autora e fundadora da Digital Parenting Coach.

A segunda sessão, no dia 2 de outubro às 21h30, vai ser dedicada à temática do comportamento das pessoas nos ambientes digitais. A conversa guiada por Fabiana Gutierrez, co-fundadora da Carlotas, uma empresa na área do desenvolvimento social, terá como foco a empatia como uma ferramenta para segurança e cidadania digital.

Já o terceiro dia de outubro será dedicado à discussão das perspetivas históricas de países de ambos os lados do atlântico relativamente ao ciberbullying. A transmissão em direto, às 21h30, vai contar com a presença de Anne Collier, fundadora e diretora executiva da Net Safety Colaborative. A organização americana sem fins lucrativos criou a Social Media Helpline for Schools: uma linha de ajuda nas redes sociais para escolas nos Estados Unidos que lida com casos de bullying online.

Os interessados em aprender mais sobre a problemática do bullying online podem participar gratuitamente nas sessões na secção de vídeos da página de Facebook da iniciativa. Quem não conseguir acompanhar a emissão em direto, poderá ver a sua gravação, uma vez que esta ficará disponível no mesmo endereço.

Mais de um terço de jovens em 30 países vítima de ciberbullying, diz UNICEF

Outubro 1, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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RITCHIE B. TONGO/EPA

Notícia e imagem do Observador de 4 de setembro de 2019.

Um em cada cinco dos mais de 170.000 jovens inquiridos, entre os 13 e 24 anos, declarou ter faltado à escola devido ao ‘ciberbullying’ e à violência. A organização cita “criação de linhas de apoio”.

Mais de um terço de jovens de 30 países disse ter sido vítima de ‘bullying online’, revela uma sondagem divulgada esta quarta-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Um em cada cinco dos mais de 170.000 jovens inquiridos, entre os 13 e os 24 anos, declarou ainda ter faltado à escola devido ao ‘ciberbullying’ e à violência.

A UNICEF, que recolheu a informação através da plataforma gratuita de mensagens U-Report, onde os jovens prestam testemunho de forma anónima, considera o fenómeno “preocupante” e apela à “ação urgente” na aplicação de “políticas para a proteção de crianças e jovens contra o ‘cyberbullying’ e o ‘bullying’”.

A sondagem revelou que, para quase três quartos dos jovens, as redes sociais, incluindo o Facebook, Instagram, Snapchat e Twitter, são “onde mais acontece o ‘bullying online’”. “Melhorar a experiência educativa dos jovens significa ser responsável pelo ambiente que eles encontram ‘online’ e ‘offline’”, disse a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Forre, citada num comunicado da organização.

Foram questionados jovens da Albânia, Bangladesh, Belize, Bolívia, Brasil, Burkina Faso, Costa do Marfim, Equador, França, Gâmbia, Gana, Índia, Indonésia, Iraque, Jamaica, Kosovo, Libéria, Malaui, Malásia, Mali, Moldávia, Montenegro, Myanmar (antiga Birmânia), Nigéria, Roménia, Serra Leoa, Trindade e Tobago, Ucrânia, Vietname e Zimbabué.

Cerca de 32% consideram que “os governos devem ser responsáveis por acabar com o ‘cyberbullying’”, enquanto 31% disseram que a responsabilidade cabia aos jovens e 29% que competia às empresas de Internet. “Independentemente da sua origem geográfica e do seu nível de rendimento, os jovens de todo o mundo denunciaram que estão a ser vítimas de ‘bullying online’, o que está a afetar a sua educação, e que querem que isso pare”, disse Fore.

“Ao assinalarmos o 30.º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança (que se assinala em novembro) temos que garantir que os direitos das crianças estão na vanguarda das políticas de segurança e proteção digital”, salientou a diretora executiva da UNICEF.

A organização aconselha a “criação de linhas de apoio de âmbito nacional para apoiar crianças e jovens” e a “melhoria dos padrões éticos e das práticas, por parte das entidades que disponibilizam serviços de redes sociais, especificamente no que diz respeito à recolha, informação e gestão de dados”. Defende também a formação de professores e pais para prevenir e dar resposta ao fenómeno.

Mais informações na notícia da Unicef:

UNICEF poll: More than a third of young people in 30 countries report being a victim of online bullying

Ministério da Educação pede a directores que comuniquem casos de bullying

Setembro 30, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Fábio Teixeira

Notícia e foto do Público de 21 de setembro de 2019.

Ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês. Ministério vai sensibilizar os directores de escola para “a importância da monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.

O Ministério da Educação anunciou este sábado um plano de combate ao bullying nas escolas, onde estes comportamentos de intimidação, coação e perseguição vitimam, segundo as Nações Unidas, uma em cada três crianças.

Segundo uma nota de imprensa do Ministério da Educação, o plano pretende apostar “na sensibilização, na prevenção e na definição de mecanismos de intervenção em meio escolar, com o envolvimento de vários serviços”, para combater quer o bullying em presença, quer o ciberbullying, que acontece no mundo virtual da Internet.

Elaborado pela Direcção-Geral da Educação, em articulação com a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o plano terá associada a campanha “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”.

O Ministério da Educação assinala que “foi já introduzida uma melhoria na Plataforma SISE (Sistema de Informação de Segurança Escolar)”, sendo agora possível aos directores de escola referenciarem casos de bullying e/ou ciberbullying. “Desta forma, contorna-se o facto de estes casos não serem considerados uma tipologia de crime”, justifica o Ministério, adiantando que vai sensibilizar os directores de escola para “a importância deste registo para monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.

Segundo a mesma nota, o objectivo do plano “é erradicar o bullying e o ciberbullying nas escolas, enquadrando-os no contexto mais amplo da violência em meio escolar, ajudando a reconhecer sinais de alerta, lançando orientações e capacitando as escolas para a utilização de diferentes abordagens de prevenção e intervenção”, respeitando a autonomia e a realidade de cada estabelecimento de ensino.

As ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês, por ocasião do Dia Mundial de Combate ao Bullying, que se celebra a 20 de Outubro. O plano pressupõe a criação de equipas, compostas por vários elementos do meio escolar, incluindo alunos, que terão “como missão, entre outras, a promoção de acções de sensibilização e prevenção para a comunidade educativa”. O que se pretende é que, perante um caso concreto de bullying e/ou ciberbullying, essas equipas o “possam resolver o mais rapidamente possível”, indica a nota.

Ao mesmo tempo, as turmas de todas as escolas serão convidadas a comprometerem-se “com um conjunto de cláusulas que vão no sentido do respeito pelo outro e da não- violência” e será sugerido às escolas que reconheçam as turmas que “vierem a revelar uma boa conduta ao longo do ano”.

O plano inclui ainda a disponibilização de um site e páginas sociais com conselhos para alunos, famílias e escolas, instrumentos de literacia, projectos e outras iniciativas. “Para acompanhar e monitorizar a aplicação do plano nas escolas foi criado um grupo de trabalho, composto por elementos dos serviços e organismos do Ministério da Educação, com a missão de apoiar a comunidade escolar na promoção de uma ‘Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência’”, explica a tutela em comunicado.

Ao Grupo de Trabalho “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência” caberá, entre outras funções, promover a celebração de parcerias e protocolos com instituições e organizações que colaborem no combate ao bullying e ciberbullying, e monitorizar a nível nacional a existência de situações de violência em contexto escolar.

Mais informações no link:

https://www.portugal.gov.pt/download-ficheiros/ficheiro.aspx?v=3a5d41da-27dc-43e9-beef-d44c2fe7d46f

Estudo. Facebook e Instagram estão a prejudicar a saúde mental das crianças

Setembro 9, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do MAGG de 14 de agosto de 2019.

por Mariana Leão Costa

O estudo conclui que 51% das raparigas e 43% dos rapazes afirmam ligar-se às redes sociais mais de três vezes por dia.

No imediato, as redes sociais servem propósitos nobres como manter as pessoas ligadas e em permanente contacto. Mas nem sempre estes propósitos são assim tão altruístas. Os exemplos são muitos mas recordamos, por exemplo, o caso da mulher espanhola que, em maio deste ano, se suicidou por ver um vídeo seu de cariz sexual a ser partilhado nas redes sociais.

Agora, um novo estudo britânico publicado a 13 de agosto vem lembrar quais os impactos que as redes sociais podem ter na saúde mental das crianças. Segundo a investigação, estas plataformas expõem os adolescentes ao cyberbullying, retira-lhes horas de sono e ainda os leva a não fazer exercício físico.

O estudo foi realizado com uma amostra de mais de 12 mil crianças com idades entre os 13 e os 16 anos. Foi-lhes perguntado quantas vezes abriam as redes sociais por dia, mas não quanto tempo ficavam em cada uma delas. 51% das raparigas e 43% dos rapazes afirmaram ligar-se às redes sociais três vezes por dia.

Os investigadores concluíram que abrir o Facebook, o Whatsapp ou o Instagram semanalmente, aumenta o risco em 20% de as crianças sofrerem de distúrbios psicológicos. Aqueles que se ligavam mais de três vezes por dia tinham uma saúde mental mais pobre do que os outros que registavam valores mais baixos.

O estudo sugere ainda que as raparigas estão mais sujeitas a estes problemas do que os rapazes. “Os danos da saúde mental relacionados com a frequente exposição às redes sociais nas raparigas podem relacionar-se com a exposição ao cyberbullying e à falta de sono e exercício físico”, pode ler-se no estudo.

“As intervenções que promovam a saúde mental devem incluir esforços para prevenir ou aumentar a resiliência ao cyberbullying e assegurar um sono e exercício físico adequado nos jovens”, aconselham os investigadores

Cyberbullying: o que precisa saber para proteger os seus filhos

Setembro 6, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Up to Kids

By Centro Sei

É sempre uma forma de violência. Um crime que merece castigo, mas que, não raras vezes, resulta impune. Não deixa de ser uma tortura, exercida por contacto interpessoal, ou através de meios mais sofisticados, como a internet. Em inglês, o termo “bullying” derivada da palavra “bully”. Significa tirano, brutal.

O cyberbullying é um tipo de bullying que tem aumentado com a expansão das tecnologias de informação. Antes da Internet, as crianças eram vítimas de violência sobretudo na rua, na escola, na paragem do autocarro, no caminho para casa, entre outros. Mas, quando chegavam a casa, normalmente, o bullying parava. Há, todavia, casos, e não são poucos, em que as crianças são, também, vítimas de bullying por parte das próprias familias.

Agora, com as novas tecnologias, o cyberbullying pode acontecer em qualquer lugar a qualquer momento. 1 em cada 10 crianças portuguesas já sofreu ofensas através da internet. O número de casos reportados cresce ano após ano. Saiba o que fazer para proteger as crianças.

O que é Cyberbullying?

O cyberbullying caracteriza-se pelo ataque através de insultos, difamação, intimidação, ameaça ou perseguição intencional e sistemática na Internet.  Não acontece apenas entre jovens. É feito com intenção de prejudicar, recorrendo a tecnologias online.

Hoje, as crianças usam as redes sociais, mensagens de texto e e-mail para conversar com os amigos. Isto significa que o cyberbullying pode acontecer facilmente. Mensagens cruéis ou fotos pouco favoráveis podem ser enviadas a uma escola inteira com apenas um clique, de casa, na rua, a qualquer hora, dia, seja fim de semana ou feriado. O agressor costuma agir na sombra, através de um perfil falso, ou uma conta fictícia de e-mail. Fique atento.

Às vezes, o cyberbullying acontece de quem menos se espera. Não escolhe rostos, nem religiões. Uma criança solitária, por exemplo, pode transformar-se num agressor ou vítima, sem que os pais em casa sequer imaginem. Mas, o cyberbullying também, pode ser exercido por um grupo de crianças que decidem publicar textos cruéis e prejudiciais sobre outras crianças.  Rapidamente, essas mensagens multiplicam-se como um vírus pelas redes sociais e, depois…já é tarde. O mal está feito e as consequências podem ser devastadoras para as vítimas, refletindo-se ao nível do desempenho escolar e, no limite, provocar depressão e até mesmo suicídio.

O cyberbullying pode acontecer de várias formas. Eis alguns exemplos:

  • Enviar emails, textos ou mensagens instantâneas.
  • Enviar mensagens neutras a alguém até ao ponto de assédio.
  • Publicar conteúdos prejudiciais sobre alguém nas redes sociais.
  • Espalhar online rumores ou falsidades sobre alguém.
  • Denegrir a imagem de alguém através de conversas online, acessíveis a várias pessoas.
  • Atacar ou matar um personagem de um jogo online, constantemente e de propósito.
  • Fingir ser outra pessoa através de um perfil online falso.
  • Ameaçar ou intimidar alguém online ou através de mensagens de texto.
  • Tirar uma foto ou vídeo embaraçoso e compartilhá-lo sem permissão.

É importante saber que nem todos os conflitos online entre crianças são cyberbullying.

Às vezes, as crianças entram em discussões acesas nas redes sociais. A maior parte são conversas inofensivas, apenas de brincadeira, mas podem ser confundidas. Provocação e bullying são coisas diferentes.

Há maneiras de determinar se um comportamento configura um crime de bullying.  Se uma criança envia mensagens prejudiciais de propósito e de forma regular, então poderá ser considerado um ataque cibernético.

Cyberbullying e crianças com problemas de aprendizagem e atenção

Todas as crianças podem ser cibercriminadas. No entanto, crianças com problemas de aprendizagem e atenção enfrentam riscos especiais. Significa que são mais propensos a ser cibercéticos do que os seus pares.

Por exemplo, crianças que recebem apoios escolares ou estatais podem ser um alvo mais fácil, simplesmente, porque podem ser olhados de maneira diferente, quer em termos sociais como académicos.

As mensagens online podem ser complicadas para crianças com problemas de aprendizagem e atenção. A maioria das comunicações através da internet depende do texto, o que constitui uma dificuldade acrescida para alguém, por exemplo, que se debate com problemas de leitura e escrita.

Crianças com fracas aptidões sociais podem interpretar mal os e-mails ou os textos. Podem não entender o contexto de uma publicação nas redes sociais. Crianças com problemas de impulsividade ou PHDA podem reagir mal a uma mensagem.

Note que há também casos reportados de crianças com problemas de aprendizagem e atenção que, em vez de vítimas, assumem, também, o papel de vilão.

Como prevenir o ciberbullying

A melhor maneira de prevenir o ciberbullying é preparar a criança para saber interagir no mundo online. Negoceie regras de utilização da internet. Se não deixamos os nossos filhos andar sozinhos na rua, que sentido faz se os deixarmos em casa com a porta da internet escancarada, sem nenhuma proteção?  Eis algumas estratégias que podem ajudar:

  • Fale com a criança sobre o que é o ciberbullying.
  • Discuta com ela o que fazer se ela alguma vez for vítima.
  • Pratique as habilidades sociais do mundo real com a criança, verá que estará a ajudá-la online.
  • Mantenha linhas de comunicação abertas com a criança.
  • Ensine o respeito e a empatia pelos outros nas redes sociais.
  • Compreenda quais dispositivos, aplicativos e tecnologia que costuma  usar, guardando, por exemplo, as passwords de acesso às redes sociais.
  • Mantenha a tecnologia fora do quarto da criança, onde, poderá ser usada sem supervisão.
  • Use um contrato de telemóvel para ajudar a gerir o uso de tecnologia por parte da criança.
  • Mude o número de telemóvel, email, passwords, sempre que suspeitar que a criança é vítima destas situações.
  • Não partilhar informação pessoal, número de telemóvel, fotos, escola e/ou locais que frequenta.
  • Nas redes sociais, adicionar só as pessoas que conhece, ao vivo e a cores, e manter o perfil restrito.
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