TikTok – o que é e o porquê da polémica?

Março 2, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Centro da Criança

A aplicação TikTok é uma rede social criada em 2016 na China (sendo que na China tem o nome de Douyin). Esta rede social tem tido muito sucesso à escala global, não sendo Portugal exceção, conta atualmente com mais de 500 milhões de utilizadores ativos. Esta aplicação permite aos utilizadores criar vídeos curtos de música e lip-sync de 3 a 15 segundos e vídeos curtos de looping de 3 a 60 segundos.

Até aqui tudo bem. O problema é que este aplicativo tem como idade mínima de adesão os 13 anos. Facto que nos leva a ter uma maior atenção nas questões de segurança.

Daí que esta rede social esteja a ser muito comentada desde há uns meses. Os comentários e críticas devem-se, em certa medida a três questões: à guerra comercial entre vários países, nomeadamente entre os EUA e a China e a tentativa de controlo de informação sensível; às constantes guerras comerciais entre os gigantes da tecnologia que lutam entre si pelo mercado apetecível dos adolescentes e crianças; e, por último, por questões de segurança dos utilizadores. Sendo esta última a que mais nos interessa para este contexto.

Assim, importa salientar que a TikTok já esteve temporariamente banida na Indonésia e India por conter vídeos de cariz sexual. Facto que levou a empresa ByteDance (detentora da TikTok) a efetuar alterações nos seus padrões de segurança e a eliminar cerca de 15 milhões de vídeos da plataforma.

Já nos Estados Unidos da América, onde a TikTok se tonou em outubro de 2018 a aplicação mais descarregada (sendo a primeira app chinesa a atingir este sucesso), a empresa detentora da aplicação foi multada em cerca de 5,7 milhões de dólares por recolha de informações de menores de 13 anos em violação da Lei de Proteção da Privacidade Online das Crianças. Facto que levou a alterações na aplicação e ao impedimento de que crianças menores de 13 anos possam fazer upload de vídeos. Todavia, em novembro último a empresa foi acusada de transferir dados pessoais de cidadãos americanos para servidores na China.

Noutros países, como Alemanha e Austrália, têm surgido avisos por parte de diversas instituições que mencionam o facto de esta rede não ter os mesmos padrões de segurança de outras redes, existirem inúmeros relatos de cyberbullying e o facto de a TikTok falhar constantemente na remoção de contas suspeitas e referenciadas. Além disso, esta tem sido descrita como uma rede muito utilizada por pedófilos, pois aqui têm acesso a vídeos de crianças e adolescentes a dançar, a cantar e partilhar os vídeos.

Se tem um adolescente ou um pré-adolescente lá em casa, certamente que ele conhece esta aplicação e é muito provável que a use para ver vídeos, mas também para produzir conteúdo para “alimentar” a plataforma (à semelhança do Instagram). Se já assistiu a danças em frente ao telemóvel, então é muito provável que esteja a gravar uma coreografia para a TikTok.

Assim, os conselhos que lhe posso deixar não passam pela proibição da utilização desta aplicação, até porque os perigos são muito semelhantes aos de outras redes como o Instagram, Snapchat ou até o Youtube. Além disso, todos sabemos os efeitos contrários que a proibição poderá acarretar.

Neste, como noutros casos, deve discutir o assunto abertamente em casa, expondo os perigos, a necessidade de prevenção, deixando sempre a “porta aberta” para que qualquer desconforto (com esta ou outra rede social) lhe seja transmitido.

Pode também visitar o website https://www.internetsegura.pt/ou utilizar esta plataforma para esclarecer mais dúvidas.

Selfies, sexting, autoimagem física : materiais didáticos

Fevereiro 25, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Geralmente, a criação de um “ego digital” pode ser considerada como uma tarefa adicional no desenvolvimento dos jovens do século XXI. O jornalista Michalis Pantelouris descreve este fe-nómeno da seguinte forma: “No Instagram, todos são o seu próprio porta-voz” (SZ-Magazine, Edi-ção 37/16). No entanto, estas redes também têm o seu lado negro: desde problemas relacionados com a privacidade, cyberbullying e violação de di-reitos de autor decorrente do reencaminhamento não autorizado de fotografias, à exposição online sob forma sexualizada e ao incitamento à compra através da apresentação subliminar de produtos por YouTubers famosos.

Descarregar o documento no link:

https://storage.eun.org/resources/upload/907/20191106_155403014_907_Selfies%20Sexting%20Autoimagem_LR.pdf

EU Kids Online 2020: Survey results from 19 countries – Estudo europeu sobre as crianças e a internet

Fevereiro 25, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do Facebook da SeguraNet:

No dia em que se assinalou o Dia da Internet Mais Segura, foram divulgados os resultados do estudo europeu EU Kids Online 2020: Survey results from 19 countries.
Entre 2017 e 2019, foram inquiridos 25.101 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos, sobre as suas experiências digitais que incluíram situações de risco como ciberbullying, conteúdos prejudiciais, mau uso de dados pessoais, uso excessivo da Internet, mensagens de sexting e encontros com pessoas conhecidas na Internet.
Em alguns países, como Portugal, o tempo que as crianças e os jovens passam online mais do que duplicou, sendo também um dos países onde mais crianças e jovens revelam confiança em lidar com riscos: mais de dois terços referem saber reagir “sempre” ou “muitas vezes” a comportamentos de que não gostam na Internet. Portugal é também um dos países, onde os inquiridos menos associam situações de risco a danos delas decorrentes.

A participação de Portugal, neste estudo, contou com o apoio da Associação DNS.PT, da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da Direção-Geral de Educação.

Descarregar o documento no link:

http://www.lse.ac.uk/media-and-communications/research/research-projects/eu-kids-online/eu-kids-online-2020?fbclid=IwAR0fmTsVgdjSPDqYbH3a87XRuozq2Hw1FM9GKs8MkBVKrHoC6qjGVdxYyik

EU Kids Online: Jovens revelam cada vez mais confiança ao lidar com riscos na Internet

Fevereiro 11, 2020 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do TEK Sapo de 11 de fevereiro de 2020.

Para Cristina Ponte, coordenadora da equipa portuguesa de investigação do EU Kids Online, os resultados do estudo devem ser levados mais além. Em conversa com o SAPO TEK, a responsável indicou que é necessário conversar com os jovens e perceber o que certos comportamentos e situações significam para eles.

No dia da Internet mais Segura, o novo relatório EU Kids Online 2020 vem dar a conhecer a forma como os mais novos lidam com os riscos e com as oportunidades da Internet. Ao todo, entre 2017 e 2019, o estudo inquiriu 25.101 crianças e jovens de 19 países europeus acerca das suas experiências digitais. Entre as situações que incomodam os mais novos incluem-se o cyberbullying, conteúdos prejudiciais, mau uso de dados pessoais, uso excessivo da Internet, mensagens de sexting e encontros com pessoas conhecidas online.

De acordo com dados avançados pela Rede de Investigação EU Kids Online, Portugal é um dos países onde mais crianças e jovens revelam confiança ao lidar com riscos. Mais de dois terços dos inquiridos indicam saber reagir sempre ou muitas vezes a comportamentos de que não gostam na Internet. Os resultados do relatório demonstram que as crianças e jovens portugueses associam cada vez menos as situações de risco aos danos que podem decorrer delas.

O relatório põe em evidência a ideia de que as atividades digitais não podem ser definidas como sendo positivas ou negativas em absoluto. Os encontros face a face com pessoas que se conhecem na Internet, os quais foram referidos por uma minoria, são um exemplo desta situação. Em grande parte dos casos relatados, os encontros foram positivos. Em Portugal, 84% dos inquiridos afirmam ter ficado contentes ao ter contactado com pessoas que conheceram na Internet, sendo que menos de 5% indicam ter ficado bastante incomodados.

Ao SAPO TEK, Cristina Ponte, Professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora da equipa portuguesa de investigação do EU Kids Online, explicou que “a maior parte dos encontros são com pessoas da sua idade que conheceram através da sua rede de amigos e partilham os mesmos interesses. É preciso contrariar a ideia de que todos os encontros com pessoas que se conhecem na Internet são necessariamente danosos. Pode haver, e há, uma experiência que é gratificante e que decorre do conhecimento de outros jovens da sua idade”.

Como lidam os jovens com os riscos online?

O novo relatório destaca que, perante uma situação online que os incomodou, as crianças e jovens europeus não costumam pedir ajuda aos professores ou profissionais cujo trabalho é ajudar os mais novos, preferindo o contacto com amigos ou até com os pais. Em Portugal, 44% dos inquiridos procuraram aconselhar-se junto de amigos e 37% falaram com os pais de situações que os deixaram incomodados. Apenas 7% das crianças e jovens falaram com professores.

Cerca de 63% dos inquiridos nacionais indicam que são os pais quem mais os ajudam. Seguem-se os amigos (50%) e os professores (31%), sendo que os valores portugueses estão em linha com os restantes países europeus. Em Portugal, 61% dos inquiridos afirmam que os professores são quem mais os incentiva a explorar e a aprender coisas novas na Internet, enquanto 51% refere os seus pais.

À semelhança do ano anterior, os dados avançados pela Rede de Investigação EU Kids Online revelam que os mais novos se mostram críticos em relação à partilha online de conteúdos pessoais sem o seu consentimento, principalmente no que diz respeito ao sharenting: as publicações feitas pelos pais e educadores. A seguir à Bélgica, Portugal é o país onde essa situação é mais referida. Cerca de metade dos inquiridos portugueses indicam que ficaram incomodados com casos do género e pediram aos pais para retirarem os conteúdos publicados. Os dados evidenciam que algumas crianças e jovens indicam ter recebido comentários desagradáveis por causa dessas publicações.

No entanto, apesar de a maioria das crianças e jovens acederem frequentemente à Internet, o relatório aponta que um em cada oito inquiridos refere que nunca ou raramente recebeu conselhos sobre segurança online, uma situação que se verifica também em Portugal.

Cristina Ponte afirma que a privacidade dos dados no mundo online não é uma das maiores preocupações das crianças e jovens europeus. “Deve haver uma consciencialização de que os dados digitais devem ser cuidadosamente geridos e, nesse aspecto, considero que as questões relacionadas com a privacidade e com a exposição da nossa pegada digital é um aspecto que precisa de ser mais claramente trabalhado com os jovens”, indicou a responsável.

Embora os dados postos em evidência pelo relatório EU Kids Online consigam demonstrar um panorama dos usos, competências, riscos e mediações da Internet entre os mais novos, a coordenadora indicou que os resultados devem ser levados mais além. Para Cristina Ponte é necessário perceber as razões por trás dos números, aproveitando as informações obtidas para “para conversar com os jovens” e perceber o que certos comportamentos e situações significam para eles.

Comunicado de imprensa EUKO 2020 relatório europeu

Polícia apreende armas em escola de Lisboa durante acção de sensibilização

Fevereiro 5, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de janeiro de 2020.

Foram registadas 6422 ocorrências no ano lectivo de 2017/2018 — Lisboa é a zona do país com mais problemas. Numa acção de sensibilização contra o uso do tabaco, apreenderam várias armas brancas.

Lusa

Todas as escolas têm problemas, segundo o olhar de equipas da Escola Segura da PSP, que recordam o dia em que uma acção de sensibilização sobre tabaco numa escola de Lisboa se transformou na apreensão de 37 armas. As denúncias de ilícitos em espaço escolar estão a diminuir, mas, mesmo assim, a PSP e a GNR registaram 6422 ocorrências no ano lectivo de 2017/2018. Lisboa é a zona do país com mais problemas: quase 2500 ilícitos chegaram ao conhecimento dos agentes policiais.

As equipas da Escola Segura da 4.º esquadra da PSP estão entre as que têm mais casos, sendo responsáveis por 116 escolas da cidade. A Lusa acompanhou durante um dia duas equipas desta esquadra e constatou que os pedidos de ajuda foram uma constante.

“Há ocorrências que acontecem logo de manhã”, contou à Lusa o chefe João Cunha, coordenador da Escola Segura, a propósito do Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas, que se assinala nesta quinta-feira, lembrando que o trabalho começa às 8h, antes do toque de entrada para as aulas.

À Lusa, o agente Antero Correia desmistificou a ideia de que os problemas acontecem apenas nos estabelecimentos de ensino situados em zonas mais carenciadas: “Todas as escolas têm problemas — umas mais e outras menos — mas, muitas vezes, não passam cá para fora os problemas”.

A ideia é corroborada por João Cunha, que recorda o dia de 2019 em que os agentes foram a uma escola secundária numa zona nobre de Lisboa fazer uma acção de sensibilização junto dos adolescentes para os perigos do tabaco e acabaram por fazer uma grande apreensão de várias armas brancas.

No seguimento desta apreensão, foi realizada uma busca domiciliária a um dos alunos e foram encontradas armas de fogo, entre as quais caçadeiras de canos serrados e revólveres.

No total, desta operação resultou a apreensão de 37 armas.

O chefe João Cunha garante que estas situações “não ocorrem todos os dias” e que o mais grave é perceber “a facilidade de aquisição de armas através de plataformas na Internet”.

Adérito Edengue é um dos alunos daquela escola e garante que o ambiente dentro da escola “é calmo”. O adolescente assume que tem colegas que gostam de fumar canábis, mas considera que isso “não é o problema”.

“No exterior é que é problemático”. Segundo o adolescente de 19 anos, os maiores problemas são provocados pelos estudantes de outra escola do mesmo agrupamento, situada a poucos metros.

“Muitas vezes há conflitos nas escolas e a polícia nunca está presente”, lamenta o jovem, dizendo que já houve casos em que “roubaram e bateram em miúdos do 7.º e 8.º anos”

Escola Segura

Os furtos, ofensas corporais, injúrias e ameaças estão precisamente entre os principais crimes registados na 4.º esquadra, reflectindo um pouco os problemas das escolas de todo o país.

Os oito agentes têm de se desdobrar entre acções de sensibilização e informação nas escolas, que estão previamente agendadas, e os pedidos de ajuda de algumas das 116 escolas que telefonam directamente para os polícias de serviço.

O agente Antero Correia traz no bolso do casaco dois telemóveis sempre ligados: um é da Escola Segura e o outro da Universidade Segura, um projecto-piloto que pretende alargar ao ensino superior o programa que, há 18 anos, começou apenas nas escolas mais problemáticas do país.

Ao longo do dia o telemóvel da Escola Segura de Antero Correia tocou várias vezes: desacatos à porta de uma escola, um furto e um comportamento desadequado por parte de alunos foram algumas das chamadas a que a Lusa assistiu. “Temos de estar preparados para responder às chamadas das escolas, que são constantes”, frisou João Cunha.

O programa Escola Segura abrange mais de oito mil escolas frequentadas por mais de um milhão de alunos.

Entre as missões da PSP estão as acções preventivas junto dos alunos. O dia de Antero Correia e Filipa Gomes começou precisamente numa sala de aula de uma turma do 5.º ano para debater o problema da violência nas escolas.

Durante a acção, cinco alunos acabaram por admitir que já tinham sido vítimas de bullying, outro dos problemas que assola as escolas.

O agente Antero Correia reconhece que houve mudanças na forma de agredir e humilhar: “Em dez anos passou-se do bullying para o cyberbullying”. O que significa que o crime passou a ser mais difícil de detectar, mas, por outro lado, agora há mais provas, porque tudo fica registado.

À Lusa, a delegada de turma Camila Guerra, de dez anos, admitiu que gostaria de ser “uma embaixadora do bullying”, ou seja, alguém sempre disponível para ajudar os colegas.

Para Camila Guerra, as “aulas” com os polícias são muito interessantes e “os temas abordados são sempre importantes”: “Antes falámos do abuso sexual e agora é sobre violência nas escolas”, referiu.

O colega Bruno Fontes Lima diz que já falou sobre estes assuntos com os pais e com a professora, mas admite que quando é a polícia a abordar os temas “parece muito mais sério” e “importante”.

Também a professora e directora de turma Sandra Lourenço acredita nos benefícios da presença da polícia, que tem uma experiência e forma de falar diferentes. Além disso, acrescenta, o facto de os polícias estarem próximos, na sala de aula, é “importante para percebem que os agentes são pessoas que estão do lado deles para os ajudar”.

Apesar de considerar que a escola onde dá aulas não é problemática, Sandra Lourenço reconhece que hoje o ambiente é mais complicado. “Dou aulas há 22 anos e não está nada igual. Está tudo muito diferente”, contou a professora do 2.º ciclo, reconhecendo que “há mais agitação dentro da sala de aula”.

Segundo um inquérito feito às escolas portuguesas pelo professor Alexandre Henriques, especialista em gestão de conflitos, os casos de indisciplina começam a ser visíveis no 2.º ciclo (cerca de 34,2%) mas é no 3.º ciclo que os problemas se agravam: 63,2% dos casos registaram-se entre alunos do 7.º ao 9.º anos.

“A sociedade está extremamente violenta e a escola é um reflexo da sociedade. Os meninos vêm para a escola mais violentos e agressivos”, lamentou a docente Sandra Lourenço.

Seminário Dia da Internet Mais Segura 2020: “Faz Delete ao Ciberbullying!” 11 fevereiro em Lisboa

Fevereiro 5, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do Facebook da SeguraNet

No dia 11 de fevereiro, celebra-se o Dia da Internet mais Segura 2020, iniciativa europeia que se comemora em Portugal e se alarga a todo o mês de fevereiro. Para assinalar a data, realiza-se, em Lisboa, o Seminário «Faz delete ao cyberbullying!».
O evento irá decorrer, no Auditório do Fórum Picoas, no dia 11 de fevereiro de 2020, entre as 14h00 e as 18h00.

Consulte o programa:https://erte.dge.mec.pt/…/noticias/programa_seminario_2020_…
A participação é gratuita e aberta ao público, mas a inscrição é necessária, estando limitada à capacidade do auditório.

Registo em: https://questionarios.dge.mec.pt/index.php/481587?lang=pt
Este encontro é certificado, pela Direção-Geral da Educação, na modalidade de Ação de Curta Duração. Os docentes interessados em obter esta certificação podem consultar as instruções em: https://erte.dge.mec.pt/…/files/no…/registo_formacao_dge.pdf

Cyberbullying: apenas porque sim

Janeiro 17, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Vera Silva publicado no Público de 14 de janeiro de 2020.

Há que informar largamente os nossos jovens para os riscos que a exposição da sua imagem publicamente pode correr.

Numa era digital onde tudo se torna demasiado fácil, encapuçado por um ecrã, miúdos e graúdos escondem-se na compensação das suas necessidades sociais maioritariamente falhadas. Objetivos de difícil concretização manifestam-se numa agressão evidenciada por atos de índole dúbia.

Aquilo que se mostra em publicações de redes sociais é apenas os que se quer ver e não aquilo que verdadeiramente somos. Rasgos de felicidade e de vidas ilusionadas mostram-se em fotografias quase sempre de beleza e alegria. Quando assim não é a vitimização, por detrás da publicação, também ocorre. Mostra-se a vida que se pretende mostrar. Mantêm-se fachadas, máscaras do se quer mostrar e erra-se no encontro do que verdadeiramente é. Destroem-se vidas apenas porque sim. A difamação, calúnia e derrame da imagem ocorrem entre adolescentes, mas também e cada vez mais entre adultos. Uma forma cobarde de se atingirem objetivos infelizes de prejudicar a vida alheia. Muitas vezes porque sim.

Entre agressor e agredido a diferença é vasta e ao mesmo tempo tão curta. Agredir é muitas vezes um ato de defesa cobarde. Agride-se por que sim, porque quero e porque a liberdade que me é concedida nas redes sociais é de tal forma extensa que não há limites… e também porque ninguém está a ver, não se é identificado. Já lá vai o tempo em que o que corria menos bem se resolvia cara a cara. Agora ofende-se, denigre-se a imagem de outros por motivo algum, mas também porque sim.

Mas são assim tão importantes as redes sociais que nos fazem colocar a vida em risco ao expor a imagem que é do próprio e só a ele diz respeito? O grau de confiança que deposito em alguém é medido pelo que publica, pelo que diz que disse, e se será ou não de confiança. Entre dez atos de bondade ao próximo, um ato tido pelo outo como desadequado danifica uma relação, porque a virtualidade assim nos ensina. É fácil, descartável e ninguém me vê. Destruo a imagem do outro apenas porque sim.

Quando alguém ataca é porque se sente de alguma forma agredido, seja porque motivo for, mais que não seja porque a vida do outro nas redes sociais (desconhece-a na realidade) é tão boa, tão feliz, tão brilhante, repleta de sucesso que por esse motivo me apetece destrui-la, mesmo sem a conhecer na realidade. Construções mentais de emoções que assolam o corpo ao olhar para a realidade virtualidade social do outro manifestam-se na destruição daquele que se “admira”. A admiração, é subjetiva, pois no seu expoente máximo pode tornar-se obsessão e assim sendo deixam de existir bitolas que sirvam para manter o discernimento.

O agressor deliberadamente assume um papel de prepotência perante aquele, que sofre as consequências da ofensa. A diferença entre nós e os animais é que os mesmos atacam para se defenderem e se alimentarem. O ser humano fá-lo muitas vezes por que sim. A prepotência de quem agride exige uma paciência enorme do outro para que se dê a outra face. Muito poético, muito inteligente, muito sábio dar a outra face quando se sofre na pele a agressão da calúnia e difamação. No entanto, o limite humano permite-nos dizer chega!

Hoje em dia muitas são as crianças que já tem acesso às redes sociais e por vezes com a conivência do adulto. Digo por vezes porque situações há nas quais os pais desconhecem sequer o que os filhos fazem por mares navegados da internet. As redes sociais são de fácil acesso, difícil é sair delas, porque uma vez publicado dificilmente se apaga da net e da mente dos que assistiram de camarote à difamação e calúnia sem nada fazerem. As crianças e adolescentes ainda não atingiram um grau de maturidade para discernir entre o que pode eventualmente ser divulgado e o que não pode. Muitas vezes mesmo o que pode é alvo de calúnia. Há que informar largamente os nossos jovens para os riscos que a exposição da sua imagem publicamente pode correr. Esta educação deve vir da família em primeiro lugar, mas também da escola através das aulas de Educação para a Cidadania, por exemplo. Quantas imagens de jovens são colocadas nas redes sociais com fortes avisos de que emocionalmente não estão bem e nada é feito, porque o mundo virtual é de tal forma intrincado que a maioria das famílias e da escola não têm conhecimento deste sofrimento explicito na fotografia publicada para chamada de atenção. Por vezes considera-se (nalguns casos assim é) que o que se publica serve para alimentar o ego com mais likes e seguidores. Mas com isto têm que expor a sua vida, estar constantemente, ligados a uma App para que tenham vida social lá. A exposição mesmo a mais correta, acreditando que não há certos nem errados, pode ser alvo de calúnia e difamação. Como ficará no futuro a vida destes jovens que expõem a sua vida a nu nas redes sociais? Atualmente para termos uma noção superficial da pessoa que temos à frente vamos às redes sociais (por exemplo para uma entrevista de emprego). O que é facto é que muitas vezes são o lobo na pele do carneiro e isso as crianças e jovens são sabem discernir… nem mesmo os adultos. Porque muitas vezes acredita-se que o que é mostrado é o que é real. Em fases cujo desenvolvimento social, mental e da imagem têm elevada preponderância como é o caso da adolescência, como farão a gestão emocional quando, são alvo de chacota, difamação ou calúnia? Como poderão apresentar-se no dia seguinte na escola e enfrentar os colegas? Muitos dirão, infelizmente, “colocou-se a jeito”. Infeliz expressão e de desrespeito pelo ser humano. Consequências graves poderão advir destes atos impensados de jovens para jovens, pois o caminho para situações de automutilação ou suicídio é curto.

O uso de fotografias de crianças e jovens para fins degradantes é algo a reter já que ao ser publicada a fotografia na rede social, por mais cuidado com a segurança que se possa ter, aquela imagem, fica ao acesso de todos. E todos… são mesmo todos.

Mas o que é facto é que os adultos têm dificuldade em ser exemplo, pois ao publicarem nas redes sociais momentos que só aos próprios dizem respeito (por vezes para mostrarem que têm a família perfeita, dentro da desarmonia existente), fotografias de crianças (sem a sua autorização) estão a colocar em risco a vida dos que mais amam. Quanto mais adultos, mais distantes ficam da inocência da infância, e se as crianças são apanhadas nas malhas das redes sociais é por serem crédulas, de que o que vêem é o que é. No caso do adulto, o mesmo sabe ou deveria saber que expor-se nas redes sociais é colocar a sua imagem (literalmente) à disposição de todos. E as intenções nem sempre são as melhores de todos aqueles que se tornam amigos, seguidores, etc. Difama-se, calunia-se derrama-se a imagem apenas porque sim.

A autora escreve segundo o novo acordo ortográfico

Pediatra e Investigadora em Ciências da Cognição e da Linguagem do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa

Escola sem Bullying Escola sem Violência – Site para alunos, pais e escolas

Dezembro 16, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

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Bullying e Ciberbullying: Prevenir & Agir (II) – curso online 14 janeiro

Dezembro 16, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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A Direção-Geral da Educação (DGE) promove o curso de formação online “Bullying e Ciberbullying: Prevenir & Agir (II)”, em formato MOOC (Massive Open Online Course), no âmbito do Centro de Sensibilização SeguraNet e da Equipa de Educação para a Saúde.

Este curso está enquadrado nas propostas de formação do plano Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência.

O curso que é ministrado em língua portuguesa e é gratuito. Não é acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, sendo que a sua conclusão permite a obtenção de um Certificado de Conclusão do Curso.

Mais informações no link:

https://lms.nau.edu.pt/courses/course-v1:DGE+SEGBC+II/about?fbclid=IwAR2YkM7s3_Ni7jHjc1nTp3198Zo2bsu9piy4YSN4JREClVgd_Epdzozt3AM

Robôs querem ajudar a prevenir o bullying de forma divertida

Novembro 12, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de outubro de 2019.

O projecto do italiano Stefano Cobello vai ser implementado em dez países da União Europeia já a partir de Janeiro de 2020. Portugal incluído.

Inês Duarte de Freitas

Os robôs podem contar histórias, ajudar a fazer contas e até experiências científicas. Os pequenos seres prometem ajudar as crianças a encarar a escola como algo divertido e, acima de tudo, a melhorar o ritmo de aprendizagem. A novidade é que agora os robôs também podem ser os aliados na prevenção contra o bullying. Stefano Cobello observa curioso as máquinas espalhadas pelo átrio do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. É ele o orador principal da conferência “STEM e Robótica em Educação”, promovido pela Clementoni e que junta educadores para conhecer o projecto “Robótica contra o Bullying”.

A partir do próximo mês de Janeiro, a prevenção do bullying nas escolas pode ser feita com robôs. O projecto “Robótica contra o Bullying”, com o apoio da União Europeia, foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos e conta já com mais de quatro mil escolas em Itália. Portugal está incluído na lista dos dez países que vão acolher este projecto nos próximos três anos. Ainda não se sabe quais são as escolas, reconhece Stefano Cobello ao PÚBLICO.

Mais do que condenar o bullying, o projecto quer desenvolver uma nova estratégia para o prevenir. São utilizados materiais produzidos “do ponto de vista das crianças”, explica o pedagogo italiano na conferência que ocorreu na tarde de quinta-feira. São as crianças que criam as lições para os robôs e que ditam o que querem que o brinquedo faça.

O que é o bullying, quem é vítima, ou que é o cyberbullying, são alguns dos temas que os robôs abordam de forma didáctica. “O objectivo é fazer as crianças sentirem-se bem no ambiente escolar”, assegura Stefano Cobello, acrescentando que os robôs podem “abrir a mente das crianças, numa atmosfera de aprendizagem mútua”. O projecto, nascido em Itália, utiliza apenas robôs didácticos de fácil utilização. Os brinquedos são ajustáveis, consoante a idade da criança, já que o projecto abrange o pré-escolar e o ensino básico.

Robótica na Educação em Portugal

Desde 2014 que 238 agrupamentos de escolas integraram a robótica e a programação nos seus currículos. “Mais do que motivar é envolver, criar um espaço dentro da escola para a aprendizagem informal”, explica António Manuel Silva, coordenador de Recursos e Tecnologias Educativas da Direcção-Geral da Educação, do Ministério da Educação.

O objectivo é preparar para o futuro, “em que ninguém será nada sem perceber de tecnologia”, continua António Manuel Silva. Ajudar a ganhar tempo ao próprio professor é outras das utilizações da robótica a explorar no ensino, através de tecnologias com feedback imediato, que possam auxiliar na avaliação, por exemplo.

O Kids Media Lab, um projecto que nasceu com a investigadora Maribel Miranda-Pinto, da Universidade do Minho, conta com uma rede de professores a ensinar com recurso a robôs. A Clementoni, produtor destas máquinas, está desde 2017 a trabalhar em parceria com este projecto. A educadora de infância Marlene Fernandes, do agrupamento de escolas de Oliveira dos Frades, começou a utilizar esta tecnologia em 2016 e considera que é “uma ferramenta que se adapta a todos os ritmos de aprendizagem”. “Este trabalho mudou a minha prática e fez-me ir mais além”, confessa a profissional.

Desenvolver o raciocínio espacial da criança é uma das principais ferramentas dos robôs viajantes, que se movimentam para frente, para trás e para os lados. “Quando fazem isto criam percursos mentalmente, com recurso à linguagem da programação”, esclarece Marlene Fernandes.

Já para a professora bibliotecária, Helena Vilas Boas, os robôs são uma forma de ensinar a contar histórias. Cada robô vem com um tapete quadriculado, no qual a professora coloca imagens. Com recurso ao robô, as crianças recontam e organizam cronologicamente a história. “Os robôs proporcionam momentos de brincar a aprender”, explica a professora do Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho, em Barcelos.

O pedagogo Renato Paiva explica que os robôs são uma ferramenta crucial na função de ensinar as crianças a pensar, porque “alimenta a curiosidade”. “Vivemos numa sociedade dependente da felicidade imediata, também graças à tecnologia. Não trabalhamos a capacidade de resiliência e frustração. O jogo (com os robôs) dá isto: erram até acertar”, defende, durante o encontro.

No evento foi ainda apresentado do livro de actividades Aprender com Robôs, de Maribel Mirando-Pinto e Ricardo Pinto, com ideias sobre como utilizar estes brinquedos para aprender quer na escola, quer em casa. “O livro é um ponto de partida para tirarmos ideias, mas não são actividades fechadas”, garante Ricardo Pinto.

Texto editado por Bárbara Wong

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