Children consuming online time ‘like junk food’

Agosto 23, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.bbc.com/ de 6 de agosto de 2017.

Parents must intervene to stop their children overusing social media and consuming time online “like junk food”, the children’s commissioner has said.

In an interview with the Observer, Anne Longfield criticised the ways social media giants use to draw children into spending more time.

She said parents should be proactive in stopping their children from bingeing on the internet in the summer holidays.

Ms Longfield has launched a campaign to help parents with the issue.

She said: “It’s something that every parent will talk about especially during school holidays; that children are in danger of seeing social media like sweeties, and their online time like junk food.

“None of us as parents would want our children to eat junk food all the time.

“For those same reasons we shouldn’t want our children to do the same with their online time.”

The commissioner added: “When phones, social media and games make us feel worried, stressed and out of control, it means we haven’t got the balance right.

“With your diet, you know that, because you don’t feel that good. It’s the same with social media.”

Last year, industry watchdog Ofcom said the internet overtook television as the most popular media pastime for children in the UK.

Children aged five to 15 are spending 15 hours a week on the internet.

Ms Longfield said children should be helped to understand that sites encourage them to continue their use based on what they have previously been doing online.

A study earlier this year of screen time and mental wellbeing among teenagers suggested that moderate use of devices may be beneficial.

The research, which appeared in the journal Psychological Science, was based on self-reported data from 120,000 15-year-olds in England.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

A Large-Scale Test of the Goldilocks Hypothesis : Quantifying the Relations Between Digital-Screen Use and the Mental Well-Being of Adolescents

 

 

 

Palmada é semelhante ao abuso físico, diz estudo

Agosto 16, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site https://www.maemequer.pt/ de 18 de julho de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Spanking and child outcomes: Old controversies and new meta-analyses.

 

Bater nas crianças tem o efeito contrário ao pretendido pelos pais: as crianças que são agredidas são mais propensas a exibir comportamentos agressivos, têm um QI mais baixo e níveis de bem-estar menos elevados.

Dar uma palmada tem o efeito contrário ao pretendido pelos pais. Este é o resultado de uma pesquisa publicada no Journal of Family Psychology que concluiu que castigar fisicamente as crianças por mau comportamento tem efeitos semelhantes ao abuso físico.

Para muitos pais (70% dos pais australianos, por exemplo) dar uma palmada aos filhos como forma de repreensão e tentativa de disciplina é aceitável. No entanto, este novo estudo vem provar que estão no caminho errado no que toca a estratégias de disciplina.

Castigos físicos têm efeito semelhante ao abuso físico

Estudo, que envolveu 160 mil crianças, provou que as crianças a quem são aplicados castigos físicos como forma de punição de comportamentos negativos, se tornam mais agressivas e antissociais tendo, por isso, um efeito contrário aos que os pais pretendem a longo prazo.

O resultado do estudo demonstra que dar um tabefe nas crianças aumenta a probabilidade de se obter uma variedade de resultados indesejados. Os efeitos negativos na formação da personalidade da criança acaba por a levar a resistir e a fazer o contrário daquilo que os pais / cuidadores pretendem. O castigo também leva ao medo e à ansiedade que podem causar problemas emocionais a curto prazo.

A definição usada neste estudo para “bater” na criança foi a de atingir a criança com a mão aberta nos braços, pernas ou rabo.

A inutilidade da palmada e tabefes

Segundo os especialistas, dar uma palmada ou castigar fisicamente as crianças é uma forma de disciplina inaceitável. Quando se bate na criança, os pais estão a dizer-lhe que a violência é um comportamento aceitável.

Varias pesquisas demonstram que os pais são o principal modelo de comportamento para os filhos. Se os pais reagem de forma violenta e não conseguem controlar as suas próprias emoções através de acessos de raiva, os filhos vão desenvolver o mesmo padrão de comportamento.

Para além disso, as crianças agredidas fisicamente são mais propensas a exibir comportamentos agressivos, têm um QI mais baixo e níveis de bem-estar também mais baixos.

Saber gerir as suas próprias emoções

Os adultos também precisam de aprender a gerir os seus sentimentos, frustrações, expectativas e a lidar com a pressão do trabalho, por exemplo. Quando os pais chegam a casa cansados, preocupados com as situações do dia-a-dia, têm menos paciência e calma para lidar com certas reações dos filhos.

Criar um ambiente familiar compreensivo e caloroso, um local seguro, onde as crianças se sentem protegidas e compreendidas e onde há espaço para partilhar frustrações e sentimentos, é positivo e saudável para todos.

Regras claras e expectativas realistas

Quando há regras claras sobre os comportamentos que são ou não aceitáveis, é muito mais fácil lidar com as crianças. Em determinadas fases da vida, as crianças tentarão desafiar esses limites. Desafiar os pais faz parte do seu processo de desenvolvimento.

Mas regras claras tornam o crescimento, a comunicação e as relações muito mais fluídas e compensatórias. O comportamento das crianças é fortemente influenciado pelas consequências positivas ou negativas que se seguem aos seus atos.

Então, disciplinar a criança começa muito cedo. E a forma como ela reage ao longo da vida às experiências que a deixam frustrada e que pode motivar muitos comportamentos que os pais não aceitam, depende muito mais da forma como os pais definem e aplicam as regras do que com o temperamento da criança ou a punição.

Cada criança tem os seus próprios traços de personalidade mas, no geral, uma criança que vive num ambiente seguro, com regras claras – definidas para promover comportamentos positivos –, que conhece as consequências dos seus atos e sente o apoio dos pais, é uma criança mais tranquila e com maior capacidade de gerir as suas emoções porque compreende o que se espera dela.

Mas também é uma criança com maior capacidade de desenvolver mecanismos para lidar com o stress e com a ansiedade (por isso se aconselha a levar o bebé uma hora por dia para a creche algum tempo antes de lá ficar o dia todo, por exemplo, para aprender a lidar com a separação da mãe de modo gradual), desenvolve maior autocontrolo e sabe distinguir entre comportamentos positivos e negativos.

Alternativas às palmadas

O site australiano Raising Chidren partilha algumas técnicas disciplinares alternativas à palmada que os pais podem usar na hora de corrigir os comportamentos negativos os seus filhos.

Os especialistas sugerem técnicas como dar um tempo (time out), retirar privilégios ou limitar o tempo para ver televisão, por exemplo. No entanto, é fundamental não exagerar no castigo e nunca ceder. Depois de definir como vai punir um mau comportamento, não vale ceder só porque a criança faz uma birra ou porque você está demasiado cansada para o manter.

 

Questionário online “Na sombra da doença”: um estudo exploratório com irmãos de crianças em cuidados paliativos”

Agosto 16, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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aceder ao questionário no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfA37OqnhX8_ujX1GDM7_VwjDGEgqJyAfg6X2ZAYF31kT9vCw/viewform

Há um novo perfil do aluno para o qual devem “convergir todas as aprendizagens”

Agosto 16, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do http://www.educare.pt/ de 31 de julho de 2017.

Alunos capazes de pensar de forma crítica e criativa, de trabalhar em equipa, reconhecer a importância da aprendizagem ao longo da vida e serem cidadãos tolerantes. O novo “Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória” pretende “formar pessoas autónomas e responsáveis”. Princípios e valores “há décadas” defendidos pelas escolas, garante o Conselho das Escolas.

Esteve em discussão pública até 13 de março e foi esta quarta-feira publicado em Diário da República. O novo perfil tem como objetivo garantir que, no final do 12.º ano, todos os jovens têm um domínio comum de competências, capacidades e valores mesmo que completem a escolaridade obrigatória em diferentes vertentes de ensino.

Guilherme d’Oliveira Martins, ex-ministro da Educação e coordenador do grupo de trabalho que produziu o documento agora homologado, garante no prefácio do novo perfil que não existe qualquer “tentativa uniformizadora”. Pelo contrário, há uma intenção de “formar pessoas autónomas e responsáveis e cidadãos ativos”, bem como de “criar um quadro de referência que pressuponha a liberdade, a responsabilidade, a valorização do trabalho, a consciência de si próprio, a inserção familiar e comunitária e a participação na sociedade que nos rodeia”.

Perfil é o “desejável”
O autor do perfil diz ainda que não se trata “de um mínimo nem de um ideal”, mas o que se pode considerar “desejável”. Assim, à saída do 12.º ano, espera-se que o aluno possa estar munido de “múltiplas literacias que lhe permitam analisar e questionar criticamente a realidade, avaliar e selecionar a informação, formular hipóteses e tomar decisões fundamentadas no seu dia a dia”. Mas, também, que seja “capaz de lidar com a mudança e com a incerteza num mundo em rápida transformação” e de “continuar a aprendizagem ao longo da vida”.

O documento não esquece o domínio humanista da educação, reconhecendo que o jovem deve ser preparado para se tornar um cidadão “que valorize o respeito pela dignidade humana, pelo exercício da cidadania plena, pela solidariedade para com os outros, pela diversidade cultural e pelo debate democrático”.

Com uma matriz comum para todas as escolas onde se definem os princípios que vão orientar as aprendizagens nas escolas portuguesas, “garante-se assim a intencionalidade educativa associada a diferentes opções de gestão do currículo”, lê-se no preâmbulo do despacho de homologação.

“Com efeito, urge garantir, a todos os jovens que concluem a escolaridade obrigatória, independentemente do percurso formativo adotado, o conjunto de competências, entendidas como uma interligação entre conhecimentos, capacidades, atitudes e valores, que os torna aptos a investir permanentemente, ao longo da vida, na sua educação e a agir de forma livre, porque informada e consciente, perante os desafios sociais, económicos e tecnológicos do mundo atual.”

As orientações expressas no documento são descritas como abrangentes e transversais ao currículo. Por isso, não podem ser trabalhadas numa única disciplina. Em matéria de competências, o perfil reconhece a importância do ensino contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo e para o desenvolvimento de competências associadas às relações interpessoais. Os alunos devem ser capazes de “adequar comportamentos em contextos de cooperação, partilha, colaboração e competição, de trabalhar em equipa e usar diferentes meios para comunicar presencialmente e em rede e de interagir com tolerância e participar na sociedade”.

CE apreensivo
Aquando da discussão pública, o Conselho das Escolas (CE) já tinha sublinhado a impossibilidade de o novo perfil ser aplicado nas escolas sem que fosse alterado o modelo de ensino em vigor. Num parecer emitido a 10 de março, este órgão consultivo do Ministério da Educação, dizia rever-se nos princípios, na visão e nos valores” expressos no documento, mas entender, no entanto, que estes não eram “inovadores ou originais”, mas antes “princípios e valores há décadas perseguidos pelas escolas como é patente nos respetivos Projetos Educativos”.

O parecer concluía ainda que a concretização do novo perfil, “nomeadamente no que às competências-chave diz respeito, implicará profundas alterações na escola pública e no sistema Educativo”. Por isso, era visto com “alguma apreensão”.

“Não apenas pela inconstância educativa que sempre tem resultado das alternâncias políticas, mas também porque se acredita que os progressos na Educação são lentos e deverão mais à introdução gradual das alterações necessárias à melhoria e correção dos constrangimentos detetados, do que à introdução rápida de profundas e vastas alterações com vista à revisão de partes significativas do sistema educativo.”

O Conselho das Escolas alertava ainda que, “mais do que o documento em si, serão as alterações que as suas “implicações práticas” exigirão que o tornarão mais ou menos credível” razão pela qual aconselhava que a sua implementação fosse faseada, de forma a “garantir a estabilidade do trabalho nas escolas, o que pressupõe reformas progressivas, planeadas, negociadas e avaliadas, e uma forte aposta na formação de professores”.

Recorde-se que o Governo associou ao novo perfil do aluno a “flexibilização curricular” que se inicia em setembro, em formato de projeto-piloto num conjunto de escolas que se voluntariaram para a executar.

A flexibilização curricular prevê, por exemplo, que as escolas possam organizar os tempos escolares, com a possibilidade de gerir até 25% da carga horária semanal por ano de escolaridade, fazer a fusão de disciplinas em áreas disciplinares em alguns tempos de aulas ou recorrer a disciplinas trimestrais ou semestrais.

O ”Perfil do aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória”, elaborado por um grupo de trabalho liderado por Guilherme d’ Oliveira Martins, resultou de um pedido do Ministério da Educação, apresentado em fevereiro pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, e pode ser consultado na página da Direção-Geral de Educação.

 

Dor de criança rejeitada pelo pai ultrapassa o emocional e vira física, diz estudo

Agosto 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.vix.com/pt/

Nathália Geraldo

Nem é preciso a Ciência dizer que a participação de quem exerce o papel paternal é fundamental no desenvolvimento da criança, mas, para confirmar essa teoria no campo da psicologia social, pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, investigaram os impactos na personalidade de pessoas que sofreram rejeição do pai na infância.

As conclusões da pesquisa foram publicadas no Science Daily e trazem evidências sobre o impacto do amor e da dedicação (ou da falta deles) na vida adulta dos participantes.

De acordo com os pesquisadores, não há nenhuma outra experiência pessoal que tenha um efeito tão forte quanto a rejeição do pai – seja por qual motivo for – especialmente quando ainda se é criança.

Os cientistas ainda investigaram como se configura a dor de não ser aceito por quem deveria estabelecer o vínculo paternal e quais são os aspectos sociais que interferem na relação pai e filho. Leia mais a seguir.

Importância do pai na infância

Os pesquisadores da Universidade de Connecticut, Abdul Khaleque e Ronald Rohner, analisaram 36 estudos de psicologia social, totalizando mais de 10 mil participantes, para estabelecer qual é a relação da aceitação ou da rejeição do pai com as características de personalidade dos voluntários na vida adulta.

A primeira conclusão diz respeito à forma de reagir a esse comportamento de quem deveria cuidar e representar uma “figura de apego”.

“Crianças e adultos em todos os lugares, independentemente das diferenças de raça, cultura e gênero, tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se percebem como sendo rejeitados por seus cuidadores ou figuras de apego”, relataram.

As respostas foram classificadas, de maneira geral, em dois pares de características de personalidade: ansiedade e insegurança ou hostilidade e agressividade. Estes fatores podem perdurar até quando o indivíduo vira adulto, “tornando mais difícil que os rejeitados formem relações seguras e de confiança com seus parceiros íntimos”.

O estudo pondera que as conclusões também levam em conta as disposições de personalidade.

Como é a dor de ser rejeitado

Khaleque e Rohner também cruzaram pesquisas dos campos da psicologia e da neurociência e constataram que as partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas são as mesmas de quando experimentam dor física.

Um fator, especialmente, torna a experiência da rejeição ainda mais negativa, segundo os pesquisadores: a possibilidade de reviver a dor emocional ao longo dos anos.

“Ao contrário da dor física, as pessoas podem reviver psicologicamente a dor emocional da rejeição repetidamente durante anos”, diz Rohner.

Amor e desenvolvimento

Por fim, a pesquisa concluiu que o amor do pai é fundamental para o desenvolvimento pessoal e que o reconhecimento desta importância deve mitigar a incidência de ‘culpa da mãe’, conceito muito comum no convívio social para justificar o comportamento das crianças.

“A grande ênfase nas mães e na maternidade leva a uma tendência inapropriada de culpar as mães pelos problemas de comportamento das crianças e pelo desajuste quando, de fato, os pais são frequentemente mais implicados do que as mães no desenvolvimento de problemas como estes”.

 

Como o mês em que nasceu influencia as doenças que pode vir a desenvolver

Agosto 3, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 24 de junho de 2017.

Um estudo recente espanhol alega ter descoberto quais são as doenças crónicas que estão mais associadas a cada mês de nascimento

O estudo, realizado na Universidade de Alicante em Espanha, tinha como objetivo avaliar a associação entre o mês de nascimento de um indivíduo e o surgimento de 27 doenças crónicas a longo prazo. Liderado por Jose Antonio Quesada, o grupo de investigadores, analisou o mês de nascimento de cerca de 30 mil pessoas para perceber se a altura em que nasceram influenciou o desenvolvimento de doenças crónicas na fase adulta.

Publicado no jornal Medicina Clinica, o estudo descobriu, por exemplo, que os bebés que nasceram em agosto têm o dobro do risco de terem asma do que aqueles que nasceram no início do ano. Já os homens que nasceram em junho têm menos 34% de probabilidade de desenvolverem uma depressão e menos 22% de probabilidade de vir a sofrer de dores lombares.

Mas, segundo esta investigação, o melhor mês para nascer é mesmo setembro: os bebés que nasceram neste mês são os que têm a menor hipótese de desenvolver qualquer tipo de doença crónica.

Os investigadores acreditam que uma possível explicação está na exposição à luz solar. Enquanto a luz solar estimula a produção de vitamina D, a sua falta, nos primeiros meses de vida, pode ter efeitos prolongados na saúde física e mental. Em Portugal, os pais são aconselhados a dar vitamina D (que ajuda a regular milhares de genes durante o desenvolvimento) ao longo dos primeiros 12 meses de vida dos bebés.

“O mês de nascimento pode funcionar como um indicador de períodos de exposição precoce a vários fatores, como raios ultravioletas, vitamina D, temperatura, exposição sazonal a vírus e alergias que podem afetar o desenvolvimento no útero e do recém-nascido nos primeiros meses de vida”, explica o Quesada.

Segue-se a lista completa das doenças crónicas mais prováveis, consoante o mês de nascimento, segundo este estudo:

Janeiro

Homens: prisão de ventre, úlcera de estômago, dor lombar

Mulheres: enxaqueca, problemas de menopausa, ataque cardíaco

Fevereiro

Homens: problemas de tiróide, doenças cardíacas, osteoartrite

Mulheres: osteoartrite, problemas de tiróide, coágulo de sangue

Março

Homens: cataratas, doenças cardíacas, asma

Mulheres: artrite, reumatismo, prisão de ventre

Abril

Homens: asma, osteoporose, problemas de tiróide

Mulheres: osteoporose, tumor, bronquite

Maio

Homens: depressão, asma, diabetes

Mulheres: alergias crônicas, osteoporose, prisão de ventre

Junho

Homens: problemas cardíacos, cataratas, bronquite crónica

Mulheres: incontinência, artrite, reumatismo

Julho

Homens: artrite, asma, tumores

Mulheres: dor de pescoço crónica, asma, tumores

Agosto

Homens: asma, osteoporose, problemas de tiróide

Mulheres: coágulos sanguíneos, artrite, reumatismo

Setembro

Homens: asma, osteoporose, problemas de tiróide

Mulheres: osteoporose, problemas de tiróide, tumores malignos

Outubro

Homens: problemas de tiróide, osteoporose, enxaqueca

Mulheres: colesterol alto, osteoporose, anemia

Novembro

Homens: problemas crônicos de pele, doenças cardíacas, problemas de tiróide

Mulheres: prisão de ventre, ataques cardíacos, varizes

Dezembro

Homens: cataratas, depressão, problemas cardíacos

Mulheres: bronquite crónica, asma, coágulos sanguíneos

Os resultados deste estudo, não são, no entanto, consensuais. Robert Cuffe, embaixador da Royal Statistical Society, uma sociedade de estatísticas britânica, fala em “astrologia”, que “nunca foi grande ciência”. “Se procurarmos nos 12 meses cada uma das 27 doenças nos dois géneros (628 combinações possíveis), certamente vamos encontrar padrões de probabilidade que parecem extradordinários”, desvalorizou Cuffe, em declarações ao The Independent.

O especialista nota ainda que muitas das associações encontradas são diferentes das de um estudo semelhante, efetuado há dois anos, o que não aconteceria “se estas fosse associações reais”.

Cuffe refere-se a um estudo de 2015 da Universidade de Columbia, que concluiu que as pessoas que nasceram em maio tinham um menor risco de desenvolver uma doença ao contrário das que nasceram em outubro.

 

 

“Bullying” na infância tem consequências futuras

Julho 29, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/ de 12 de julho de 2017.

O “bullying” durante a infância poderá acarretar consequências duradouras negativas para a saúde, apurou um estudo da Universidade de Pittsburgh (EUA) que seguiu um grupo de mais de 300 homens desde o início da escola primária até aos 30 e poucos anos.

Considerando que o “bullying” leva a interações interpessoais stressantes, tanto para os perpetradores como para as vítimas, a equipa pôs como hipótese o facto de uns e outros correrem um maior risco de problemas de saúde relacionados com o stresse. Para testar a sua teoria, a equipa recrutou participantes do Estudo sobre a Juventude de Pittsburgh (“Pittsburgh Youth Study”) que incluía 500 rapazes que tinham frequentado as escolas públicas daquele estado norte-americano em 1987-8. Mais de metade dos rapazes eram negros e quase 60 por cento recebia apoios financeiros.

Os investigadores recolheram informação junto das crianças, pais e professores sobre comportamentos relacionados com “bullying” quando os rapazes tinham entre 10 e 12 anos, assim como efetuaram avaliações regulares sobre fatores de risco psicossociais, biológicos e comportamentais para o declínio da saúde.

A equipa conseguiu anos mais tarde recrutar mais de 300 participantes no estudo original, os quais foram analisados relativamente a níveis de stresse, historial médico, alimentação e exercício físico e estatuto socioeconómico, tendo a maioria também efetuado análises ao sangue, avaliações inflamatórias e medidas de altura e peso. Foi apurado que tanto os perpetradores como as vítimas de “bullying” na infância apresentavam fatores de risco para uma saúde física debilitada.

Mais especificamente, os rapazes autores de “bullying” tendiam a ser mais agressivos e a fumar na idade adulta, que são fatores de risco para as doenças cardiovasculares e oncológicas. Já as vítimas apresentavam uma propensão para terem mais dificuldades financeiras, menores rendimentos, experiências de vida mais stressantes e de sentirem que eram tratados de forma injusta, também fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

mais informações na notícia:

Childhood bullying linked to health risks in adulthood

 

 

‘Bullying’: Instagram torna-se a pior rede social e destrona o Facebook

Julho 26, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 19 de julho de 2017.

Estudo britânico analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, em comparação com 37% no Facebook.

O Facebook deixou de ser a pior rede social no que diz respeito a bullying online. O lugar é agora ocupado pelo Instagram, uma rede de partilha de imagens que conta com mais de 10 mil jovens apenas no Reino Unido, de acordo com um estudo divulgado esta quarta-feira pela organização anti-bullying Ditch The Label (ou Abandonar o Rótulo, em português).

O estudo analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, segundo noticia o Mashable. O valor compara com 37% no Facebook e 31% no Snapchat, outra rede social focada na partilha de fotografias e vídeos predominantemente usada por jovens.

Os dados revelam uma migração do Facebook para o Instagram, de acordo com a organização britânica, já que estudos anteriores mostravam que a primeira era a rede social que contabilizava o maior número de casos de bullying. As formas mais comuns de cyber-bullying incluem comentários ofensivos em perfis e fotografias, mensagens indesejadas e denúncias faltas de fotografias como abusivas.

“Sabemos que os comentários ‘postados’ por outras pessoas podem ter um grande impacto e é por isso que recentemente investimos fortemente em novas tecnologias para ajudar a fazer o Instagram um lugar seguro e solidário”, disse em comunicado o responsável pela política do Instagram, Michelle Napchan, citado pelo Mashable.

“Através do uso de tecnologias de aprendizagem, comentários ofensivos no Instagram são agora automaticamente bloqueados para que não aparecem nas contas das pessoas. Nós também damos às pessoas a opção de desativar os comentários ou de fazerem as suas próprias listas de palavras ou emojis proibidos”, acrescentou.

O estudo mencionado na notícia é o Annual Bullying Survey 

mais informações:

https://www.ditchthelabel.org/69-people-done-something-abusive-towards-another-person-online/

 

 

O tipo de postura das crianças afeta as propriedades físicas dos seus ossos

Julho 25, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do http://ispup.up.pt/ de 3 de julho de 2017.

Um estudo assinado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) descobriu, pela primeira vez, que existe uma associação entre as propriedades físicas do osso e o desenvolvimento de diferentes tipos de postura.

“Apesar de haver uma potencial relação biomecânica entre osso e postura, ela nunca foi demonstrada, pelo que este é o primeiro trabalho em que isso é feito”, refere Fábio Araújo, primeiro autor da investigação, coordenada por Raquel Lucas, e publicada na revista “The Spine Journal”. Ana Martins, Nuno Alegrete e Laura Howe, são os investigadores que integram também este estudo.

Sabe-se que as propriedades físicas do osso podem fazer com que as vértebras da coluna alterem a sua orientação, o que pode condicionar as diferentes posturas. Assim, os investigadores definiram o objetivo de analisar a relação entre as propriedades físicas do osso e os diferentes tipos de postura em crianças com 7 anos de idade, procurando também compreender o papel das quantidades de gordura e de músculo corporais nessa relação.

Para tal, analisaram 1.138 raparigas e 1.260 rapazes, com 7 anos de idade, pertencentes à Geração XXIcoorte iniciada em 2005, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de mais de 8.000 crianças nascidas em hospitais públicos da Área Metropolitana do Porto.

Conseguiu-se, antes de mais, mostrar que existe um perfil antropométrico variável (relação peso, altura, índice de massa corporal) e de composição corporal (gordura e músculo) em função dos diferentes tipos de posturas.

Assim, as crianças que apresentam um padrão postural retificado (coluna reta) são mais leves, mais baixas, têm menor índice de massa corporal e têm menor quantidade de gordura e de músculo. Já as crianças com um padrão postural de curvaturas aumentadas (o oposto) são mais pesadas, mais altas, têm maior índice de massa corporal, maior quantidade de massa gorda e também mais músculo.

“Assim, conseguimos demonstrar, pela primeira vez, que a gordura e o músculo também influenciam grandemente o tipo de postura demonstrada, para além das questões antropométricas”, avança Fábio Araújo.

Os investigadores mostraram, ainda, que as crianças com o padrão postural retificado apresentam um esqueleto menos resistente – menor conteúdo mineral e menor densidade mineral óssea – mas isso deve-se às suas características antropométricas e de composição corporal. Já as crianças com o padrão postural de curvaturas aumentadas possuem maior massa e densidade mineral ósseas, mas, aqui, estas características não são completamente explicadas pelas diferenças verificadas no peso, altura, índice de massa corporal e massa gorda ou massa livre de gordura.

“No perfil postural de curvaturas aumentadas, existe uma relação particularmente forte entre a postura e as propriedades físicas do osso. Existe, na verdade, uma potenciação destas duas vertentes através de mecanismos de sustentação da posição de pé. Isto é: como as crianças têm mais peso, necessitam de fazer mais força para o suportar contra a gravidade, o que faz com que as vértebras sejam comprimidas. Este stress mecânico promove a formação de mais tecido ósseo, traduzindo-se em alterações da orientação vertebral no sentido de promoção de uma postura com curvaturas aumentadas”, continua o investigador.

Concluindo, “existe uma relação entre o osso e a postura. Sabemos agora que, se afetarmos o osso, afetamos também a postura, a qual está relacionada com problemas músculo-esqueléticos, como o desenvolvimento de dores nas costas. Por outro lado, se alterarmos a postura, poderemos conseguir influenciar a forma como o osso se desenvolve, o que pode ser importante para tratar problemas como a osteoporose”, remata.

Imagem: Pixabay

O estudo citado na notícia é o seguinte:

A shared biomechanical environment for bone and posture development in children

 

 

Em 2014, a taxa de escolarização baixou dos 100% pela primeira vez em 20 anos

Julho 22, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 11 de julho de 2017.

No ano passado, 3% das crianças com idade para 1.º ciclo não estavam matriculadas. 8% da população não sabia ler nem escrever.

Lusa

Três por cento das crianças com idade para frequentar o primeiro ciclo não estavam matriculadas neste nível de ensino em 2014 e 2015, após 20 anos com uma taxa de 100%, segundo dados da Pordata divulgados esta terça-feira. Os dados do “Retrato de Portugal 2017” revelam que a taxa real de escolarização foi de 100% entre 1981 e 2013, tendo caído para os 97,9% em 2014 e para 97% em 2015. Em 1961, era de 80,4%.

Esta taxa reflecte a percentagem de alunos matriculados no ensino pré-escolar, básico ou secundário, em idade normal de frequência desse ciclo, face à população dos mesmos níveis etários.

Segundo os dados, a taxa real de escolarização era de 89% no segundo ciclo, em 2015 (7,5% em 1961 e 67,5% em 1988), e de 87% no terceiro ciclo (6,1% em 1961 e 44,7% em 1988). Os dados apontam ainda que, em 2016, 8% da população não sabiam ler nem escrever e 18% tinham o ensino superior.

Nesse ano, a taxa de abandono escolar precoce dos jovens dos 18 aos 24 anos situou-se nos 14%, um número muito distante dos 50% registados em 1992 e dos 40% em 2004, segundo a publicação divulgada no Dia Mundial da População. A directora da Pordata, Maria João Valente Rosa, adiantou à agência Lusa que a Educação é um dos 15 temas reflectidos no “Retrato de Portugal” que demonstram mudanças na sociedade.

“A sociedade portuguesa está em mudança, nalguns casos mesmo muito acelerada, e por isso mesmo precisamos de nos preparar para essas mudanças de maneira a poder retirar delas o melhor proveito”, disse a demógrafa.

Nessas mudanças descritas na publicação “existem várias tendências que nos obrigam a parar e a reflectir sobre o presente, o futuro e a trajectória que fizemos até à actualidade”, adiantou, apontando como exemplo “o número de contribuintes por pensão, que é cada vez menor”.

Há outros dados que “podem suscitar interessem, mesmo numa ótima de políticas públicas, com a ainda muito baixa escolaridade dos empregadores em Portugal ou o aumento recente dos trabalhadores por conta de outrem a receberem o salário mínimo”.

Também há “evoluções muito significativas, como a diminuição dos níveis da mortalidade infantil ou o aumento da esperança de vida”, apontou. “Hoje as crianças nascem com muito mais segurança do que nasciam no passado”, com 99% a nascerem em estabelecimentos de saúde, o que não acontecia em 1960 (18%)”, referiu.

A demógrafa realçou igualmente “o aumento da escolaridade, em especial das mulheres, que foi extremamente significativo”, mas ressalvou que ainda há “um grande caminho a percorrer” quando comparado com outros países da União Europeia. Os dados demonstram também, “apesar de muitos tentarem insinuar o contrário, que estudar compensa”, disse, exemplificando que, a partir de 2009, as taxas de desemprego mais baixas correspondem a quem tem um nível de escolaridade superior.

O livro mostra ainda que “Portugal se converteu claramente ao mundo digital” e que os portugueses estão “mais preocupados com o ambiente”, pelo modo como lidam como os resíduos.

Maria João Rosa destacou a importância do Dia Mundial da População, uma iniciativa das Nações Unidas que se celebra desde 1987, para “pensar, discutir ou abrir caminhos sobre aquilo que somos, aquilo que fomos e para onde estamos a caminhar”. “A população não é um dado imutável no tempo, vai-se alterando, e por isso é tão importante conhecer essas dinâmicas da população para nos compreendermos melhor enquanto país”, rematou.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Retrato de Portugal PORDATA, Edição 2017

 

 

 

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