“Os bebés não têm manhas, isso são coisas dos adultos”

Julho 28, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/de 13 de julho de 2017.

Ana Cristina Marques

Um bebé que não dorme e chora precisa de colo e mimo. Fazer birra não é manha e não há “treinos do sono”. Quem o diz é a psicóloga Clementina Almeida, autora do livro “Socorro! O meu bebé não dorme”.

Não há treinos ou métodos milagrosos que ponham os bebés a dormir tranquilamente e durante toda a noite. Esta é, talvez, uma das principais premissas de Clementina Almeida, psicóloga clínica há 25 anos e especialista em bebés. Clementina é também a autora do livro “Socorro! O meu bebé não dorme” (Porto Editora), onde apresenta explicações científicas — escritas de uma forma acessível — que ajudam a compreender os hábitos de sono dos bebés.

Há mitos que Clementina Almeida faz cair por terra ao longo de 156 páginas e, também, ao longo desta entrevista. Ao Observador, a psicóloga que também está certificada em saúde mental infantil no Reino Unido e nos EUA, além de ser fundadora e investigadora do BabyLab da FPCE-UC, um dos laboratórios da Universidade de Coimbra, explica que existem fatores económicos e sociais que direta ou indiretamente pressionam os pais a “ensinar” os seus bebés a dormir.

E ao contrário do que se possa pensar, pegar ao colo e mimar um bebé é sinal de um desenvolvimento cerebral sustentável, até porque manhas é coisa que os adultos inventaram: “Os bebés não têm manhas, isso são coisas dos adultos. Os bebés precisam que lhe respondam e isso é a base de um desenvolvimento cerebral saudável. O mimo não estraga: os bebés não passam do prazo de validade. É preciso dar muito mimo para que sejam adultos seguros no futuro.”

Tem-se falado muito nos “treinos do sono”. O que é isso e quais são os seus principais perigos?

Tem que ver com a suposição de que o bebé pode ser treinado e que consegue aprender a adormecer sozinho ou a dormir a noite toda, coisas que em termos do desenvolvimento de um bebé são impensáveis. Estes métodos representam perigos para a saúde de um bebé, nomeadamente para o seu desenvolvimento cerebral e psicológico, uma vez que a maior parte deles criam sensações de abandono. Ou seja, os métodos exigem colocar os bebés nos berços para que estes se acalmem sozinhos; quando começam a chorar os pais vão lá e pegam neles, para depois voltarem a deixá-los e os bebés voltarem a chorar. Isto é contranatura, porque efetivamente os bebés não vêm preparados para dormir sozinhos, além de ser uma experiência, no mínimo, muito negativa, esta de ser deixado a chorar para adormecer.

E pode ter consequências a longo prazo?

Sim, porque na realidade os bebés não aprendem a adormecer sozinhos nem a acalmar-se sozinhos. O que aprendem é que não vem ninguém quando eles choram, a isto chama-se “desânimo aprendido”. É um pouco depressivo para um bebé aprender isso logo no início da sua vida. Em termos neurológicos, quando os bebés estão a chorar estão em stress, estão a pedir ajuda porque dependem do outro para sobreviver e, por isso, libertam cortisol — o cortisol em excesso e durante longos períodos (ou períodos repetidos) vai literalmente queimar neurónios. Atenção que este é o período de maior desenvolvimento e crescimento cerebral que nós temos na vida. Além disso, sabemos que quando o bebé se cala, mesmo passados dois ou três dias, os níveis de cortisol continuam elevados e a destruição de ligações também continua.

O treino que estava a descrever parece semelhante ao que é proposto por Estivill.

Exatamente, é o método Estivill ou o método Ferber. Baseiam-se todos na mesma prática, de tentar que os bebés se acalmem sozinhos e que adormeçam sozinhos por longos períodos. Note-se que o próprio Richard Ferber veio pedir desculpas aos adultos que foram treinados por este método. Estamos a falar de um pediatra muito conhecido, que trabalha em Boston, e que há 20 anos não tinha o conhecimento das neurociências que nós temos hoje em dia — eles não tinham como saber os danos que podiam causar.

Porque é que acha que estes métodos ficaram tão populares?

Primeiro, eles já foram propostos há muitos anos, há décadas. Depois, nós não tínhamos a noção do que é que se passava dentro do cérebro de um bebé quando estes métodos foram aplicados. Eles foram veiculados por muitos canais de informação e as pessoas tiveram acesso a eles e, portanto, tentaram de algum modo aplicá-los. Efetivamente os bebés deixavam de chorar por desânimo aprendido, não por estarem a dormir. Nos últimos 20-25 anos, mais no EUA, houve uma proliferação enorme de “conselheiros do sono” e de livros acerca do sono do bebé, porque nos últimos 50 anos o sono tornou-se uma das grandes preocupações para os pais, mais por imperativos sociais e económicos do que pelo desenvolvimento do próprio bebé. É fácil compreender o motivo por que estes métodos se tornaram extremamente populares.

Sendo que há muita oferta sobre este tipo de literatura, em que é que o seu livro se diferencia?

A diferença é que eu não sou “conselheira do sono”. Os “conselheiros do sono” são pessoas que nem sempre têm formação de base na área da saúde e que fazem um curso específico, superficial, sobre o sono do bebé. São cursos de uma semana e alguns deles incluem um módulo de marketing sobre o seu próprio negócio — dá para perceber o tipo de curso de que estamos a falar. Depois, são pessoas que utilizam sempre o mesmo método para todos os bebés (e todos os bebés são diferentes). Eu sou psicóloga clínica. Sou especialista na área dos bebés e tenho uma prática de 25 anos em psicologia clínica. Também sou investigadora e trabalho num laboratório de investigação acerca dos comportamentos dos bebés, em Coimbra. Todo este livro, apesar de ter tentado que fosse o mais simples possível em termos de leitura, de maneira a ser acessível a todos os pais, está apoiado nas mais recentes investigações científicas sobre o desenvolvimento do bebé, incluindo o sono.

Pode desenvolver a ideia dos imperativos sociais e económicos, que são colocados acima das necessidades do bebé?

Se repararmos, temos licenças de maternidade muito curtas, algo muito diferente do que acontecia há 100 anos, quando tínhamos as mamãs em casa a cuidar dos filhos. Hoje em dia, as mulheres trabalham, trabalham muito, e ao fim de seis meses têm de voltar ao trabalho. A única coisa que perturba o sono de uma mãe é o sono do bebé. Se um bebé não andar aos 14 meses, não se ouve ninguém dizer “tem de andar, tem de o forçar… ele tem de cair e chorar…”, porque isso não vai perturbar o sono da mamã que tem de trabalhar ao fim de seis meses. De facto, aos seis meses os bebés não estão capazes de dormir as noites todas ou o número de horas que uma mamã precisaria para ir trabalhar no dia seguinte. Estes treinos têm como objetivo pôr os bebés rapidamente a dormir e de forma independente, ou seja, vão contra o seu desenvolvimento porque efetivamente a economia da sociedade precisa que as mães estejam a trabalhar — a única coisa que está a perturbar isso é o sono do bebé.

Que mitos sobre o sono do bebé é que pretende fazer cair por terra?

Não sou eu, é a ciência. Não digo nada de novo, o que eu faço é traduzir muito do que ainda está em artigos científicos, como acontece de resto em todas as áreas do saber — tudo aquilo que está nos artigos científicos demora algum tempo a passar para o conhecimento prático do dia a dia. Os mitos passam por esta questão de os bebés não serem independentes. Os bebés vêm milenarmente programados para serem seres dependentes, eles são o computador mais sofisticado em termos de aprendizagem que temos e, para isso, precisam de ter alguém que cuide deles, que lhes dê afeto, segurança, alimento e conforto. Não são capazes de ser independentes, muito menos de se auto-regularem. Nós em adultos também temos alguma dificuldade, nem sempre as nossas formas de auto-regulação funcionam e, às vezes, temos de fazer terapia. Imagine-se então um bebé de seis meses…

Idealmente, qualquer pai quer que um bebé durma a noite toda. Isso também é um mito, não é?

Sim. Alguns bebés conseguem dormir cinco horas por noite, mas nem todos conseguem chegar a isso. E essas cinco horas/noite são o que nós consideramos uma noite completa para um bebé e não uma noite completa para nós.

Imaginemos crianças dos zero aos seis meses. Quantas horas por dia é que devem dormir?

Em relação ao número de horas que os bebés dormem por dia… ele varia muito e, sobretudo, no primeiro ano de vida. Só no final do primeiro ano de vida é que temos algum tipo de médias. O facto de um bebé dormir mais cinco horas do que outro não significa que seja anormal. De facto, há uma grande variabilidade no número de horas que os bebés precisam de dormir. Só no final do primeiro ano é que as coisas começam a ficar um pouco mais estáveis, sendo que todos começam a precisar mais ou menos de um número de horas semelhantes. Há, portanto, uma grande variabilidade que pode ir até às cinco horas por noite. Os bebés não dormem só de noite. Nos primeiros seis meses temos bebés a dormir normalmente muitas horas, que podem ser 12 mas também 15. Dormem-nas de forma muito repartida ao longo de 24 horas, com vários despertares.

Qual a importância das sestas, isto é, do sono diurno?

O sono diurno regula o sono noturno. É um sono que ativa áreas diferentes do cérebro e que trabalha memórias que não são trabalhadas no sono da noite. A verdade é que quanto melhor for a qualidade do sono das sestas, melhor é a qualidade do sono da noite, o que significa menos despertares antecipados.

Quais são os perigos de um bebé dormir a noite toda, na aceção de um adulto?

Nos mais pequenos há o risco de os bebés poderem parar em termos respiratórios. Podem também não se alimentar o suficiente, uma vez que todos estes despertares estão programados não só em relação ao afeto que os bebés precisam e ao desenvolvimento cerebral, mas também tendo conta as suas necessidades de alimentação — no início, os estômagos dos bebés são muito pequeninos, pelo que precisam de ser amamentados regularmente. Progressivamente, os bebés vão desenvolvendo um padrão neurológico do sono, que se vai aproximar daquilo que é o padrão neurológico do adulto.

É possível explicar, de forma sucinta, as grandes diferença entre o sono do adulto e o sono do bebé?

As grandes diferenças têm que ver com a forma como os bebés adormecem, que é completamente diferente da nossa. Nós adormecemos em sono profundo e eles adormecem em sono leve, o equivalente ao nosso sono REM. Têm, portanto, um sono do qual podem despertar mais facilmente. Depois, entra a questão dos ciclos de sono. Nós fazemos ciclos de sono de hora e meia, com períodos em que estamos suscetíveis a despertar de quatro em quatro horas, enquanto os bebés fazem-no de hora a hora. Essas são as grandes diferenças.

O livro fala muito sobre a questão de os pais terem receio de acarinhar ou socorrer o bebé, com receio de que este ganhe manhas… Porque é que acha que os pais acreditam que os bebés se conseguem acalmar sozinhos?

Os bebés não têm manhas, isso são coisas dos adultos. Os bebés precisam que lhe respondam e isso é a base de um desenvolvimento cerebral saudável. O mimo não estraga: os bebés não passam do prazo de validade. É preciso dar muito mimo para que sejam adultos seguros no futuro — coisa que, no fundo, é o nosso instinto. Isso são projeções que fazemos, manhas têm os adultos e não os bebés. Os bebés não conseguem ter manhas, têm é necessidades e arranjam a melhor forma para as ajudar a fazer conhecer e para tentar satisfazê-las. Algumas dessas necessidades são de conforto e de colo, o que é uma necessidade básica.

O que acontece a um bebé cujo choro não é atendido pelos pais?

O choro é, na realidade, uma das primeira formas de expressão do bebé. O bebé exprime-se essencialmente através do corpo e vai-nos dando alguns sinais, o choro é um deles. Como as competências de comunicação não são as mais elaboradas, eles utilizam o choro para transmitir as suas necessidades. Pode ser fome, pode ser desconforto…

O choro não deveria ser, então, uma coisa que os pais devessem temer?

De maneira nenhuma, muito pelo contrário. O que nós sabemos, e que os estudos acabam por reforçar, é que os bebés precisam de colo. O afeto e o amor é a base para o desenvolvimento cerebral. Ou seja, não há estimulação neuronal sem a base afetiva pelo meio, não é possível uma coisa sem a outra. Chama-se, inclusive, o jogo de dar e receber — o bebé faz e o adulto responde e assim sucessivamente. Isso é a base para criarmos seres humanos seguros e felizes, pelo que não devemos ter medo de todo.

Dando um exemplo prático e real, o que aconselha à mãe de uma bebé de dois meses que não consegue pregar olho durante o dia, apesar do cansaço visível?

Provavelmente o que está a acontecer é que os pais não estão a conseguir captar os sinais de sono do bebé. Normalmente os sinais que vemos por aí espalhados na Internet, como o bebé começar a esfregar os olhos ou a coçar orelha, não estão corretos. São antes sinais de que o bebé está a dizer que já não vão conseguir pô-lo a dormir, porque ele já está inundado em cortisol e, por isso, vai ter muita dificuldade em relaxar o seu sistema nervoso. Provavelmente estamos a deixar passar algum sinal de que o bebé precisa de descansar, que por norma são sinais mais discretos. É por exemplo o facto de o bebé ficar com um olhar mais parado e não reagir de imediato ao nosso estímulo. Esses são os sinais de que o bebé precisa de dormir, a seguir vão vir os sinais de que ele já está em desalinho completo e já não vai conseguir adormecer com tanta facilidade.

Passando esses sinais, do olhar disperso e da lentidão a responder, o que é que os pais devem fazer para tentar adormecer a criança?

Pegar ao colo é importante, porque ajuda a fazer a integração de toda a informação sensorial e ajuda o sistema nervoso a relaxar. O próprio pressionar o corpo ajuda o bebé a relaxar, bem como o ato de embalar e a criação de um ambiente mais zen. Nada de deixar que o bebé durma de dia com luz e com a televisão acesa, e à noite com escuridão e sem estimulação nenhuma — qualquer dia também queremos que eles tirem café, já que eles fazem tudo. Tudo isto dá sinais ao cérebro e não podemos dar sinais que sejam contraditórios.

Porque é que os bebés resistem tanto ao sono?

Os bebés resistem ao sono porque deixamos passar os sinais e eles ficam cheios de cortisol — chama-se o ‘efeito vulcânico’ porque eles ficam muito irritados e não conseguem dormir; é como nós termos um dia cheio de trabalho e, chegada a noite, não conseguimos descansar, o cérebro não consegue desligar, vêm ideias à cabeça, apesar de sabermos que queremos descansar. Os bebés ficam exatamente nesse estado de exaustão e, por outro lado, eles estão a passar pela maior fase de desenvolvimento cerebral e, portanto, dormir é a coisa mais aborrecida à face da terra. Dormir e comer é algo que eles, mais tarde, vão dispensar. Eles querem é coletar dados acerca do mundo e das pessoas. Até ao primeiro ano o trabalho científico deles é coletar dados sobre os objetos, como é que eles se comportam. A partir daí o que lhes interessa são as pessoas. Por isso é que às vezes vemos pessoas a dizer que os bebés estão a desafiá-las… nada disso, eles estão só a reunir dados.

O não dormir não é uma manha, mas antes uma reação química do corpo?

Sim, é o desenvolvimento cerebral a dar-se, quer dizer que o bebé está a fazer o trabalho dele, que é ser um dos melhores cientistas à face da terra. Não dormir é problemático para nós, para eles não.

Que rotinas para adormecer é que aconselha?

O essencial é que a rotina seja o mais zen possível, ou seja, que consigamos diminuir toda a estimulação à volta para que o cérebro não continue a reter informação. É necessário um ambiente mais calmo, mais convidativo ao sono e escuro, bem como retirar o bebé de zonas onde há muita gente a falar ou há uma televisão ligada. Ouvimos dizer que os bebés ou a crianças pequenas têm de ir para a cama muito cedo, caso contrário não criam a rotina de ir para a cama às 21h. Mas sabemos que muitos pais chegam a casa depois das 21h. Se um bebé não tiver mãe e pai suficiente no seu dia, garanto que ele vai acordar de noite para ter mãe e pai. Agora, esse não é o melhor tempo de qualidade para o bebé ou para os pais. O ideal é a família adaptar-se a uma rotina, ou seja, ser consistente todos os dias, de maneira que haja uma certa previsibilidade para que o cérebro saiba que aquilo vai acontecer e para que se vá adaptando. Falo de uma rotina que seja confortável para cada arranjo familiar.

O que é que esta rotina poderá incluir?

Pode incluir o diminuir as luzes, diminuir a estimulação auditiva, o embalo, o cheiro de alfazema no quarto, que é calmante, e a rotina do banho — nos primeiros tempos os bebés são, por vezes, resistentes ao banho e mais para o fim começam a achar piada e o banho transforma-se numa brincadeira, o que pode ser bom em termos de rotina. Pode até ser um momento de qualidade para brincar e pode ajudar o bebé a acalmar antes de ir dormir. Já agora, não se deve confundir locais onde o bebé adormece com locais de grande brincadeira. Se o bebé brinca durante o dia no berço, depois vai ser difícil associar que ir para o berço é sinónimo de dormir.

O que fazer quando um bebé não dorme por nada? E o que é que pode estar aqui em causa?

Tem de ser avaliado, porque há várias situações, nomeadamente patologias que têm de ser avaliadas com mais cuidado e com mais rigor para, depois, saber que medidas tomar.

Quando é que um pai deve ficar preocupado?

Acho que deve seguir o seu instinto e ter em conta caso o bebé mostre grandes sinais de cansaço, nomeadamente muita irritabilidade durante o dia e dificuldades na alimentação. Se isso perturbar as outras áreas do desenvolvimento, então aí é sinal de preocupação.

Já deu a entender que sociedade anda obcecada com o sono do bebé. O que falta mudar?

É preciso aumentar as licença de parentalidade ou, pelo menos, propor que as mães e os pais regressem ao trabalho de uma forma mais adequada àquilo que seria saudável para todos. Até porque entramos noutras questões, que é o facto de as mães deixarem os bebés com seis meses em infantários, que em Portugal não têm a qualidade desejável por uma simples razão — não cumprem o rácio de 1 para 1 no primeiro ano de vida, ou de 3 bebés para 1 nos dois anos. Se conseguíssemos libertar um pouco os pais nesse primeiro ano, isso seria o ideal para termos bebés mais saudáveis e sociedades mais felizes e equilibradas.

 

 

“Já não há crianças de rua em Portugal, mas existem fugas preocupantes”: declarações de Matilde Sirgado do IAC ao DN

Junho 30, 2017 às 10:53 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Instituto de Apoio à Criança continua a encontrar jovens, principalmente dos 14 aos 18 anos, em “situação de vulnerabilidade nas ruas”.

A coordenadora do “Projeto Rua”, do Instituto de Apoio à Criança (IAC), afirmou hoje que “já não há crianças de rua”, mas alertou para as fugas de jovens, um fenómeno preocupante por estar associado a problemáticas “muito graves”.

Matilde Sirgado, autora do livro “Crianças em situação de rua – O Caso do IAC/Projecto Rua em família para crescer”, tem acompanhado esta realidade, que pretende dar a conhecer através da sua obra, que é apresentada hoje em Lisboa.

“O fenómeno alterou-se e neste momento podemos dizer que já não há crianças de rua, no sentido clássico, nas grelhas do Metro, como víamos há 20 anos, mas existem as fugas que são um novo fenómeno que preocupa a sociedade”, disse à agência Lusa Matilde Sirgado.

Esta situação é preocupante porque “está associada a outras problemáticas muito mais graves”, disse a responsável, explicando que, devido à situação de vulnerabilidade em que se encontram, os jovens podem tornar-se vítimas de tráfico de seres humanos.

Podem também ser “cooptados para práticas, como a prostituição infantil”, mas também para “exploração do trabalho infantil nas suas piores formas, desde a mendicidade, utilização para tráfico e a violência sexual”, alertou.

O IAC tem vindo a fazer um trabalho de diagnóstico com as principais zonas da cidade de Lisboa onde esta realidade acontece e continua a encontrar jovens, principalmente dos 14 aos 18 anos, em “situação de vulnerabilidade nas ruas”.

“Utilizam as ruas como estratégias de sobrevivência, estão em rutura com a família ou com alguma instituição e estão vulneráveis e entregues a si próprios na cidade de Lisboa”, contou.

Por um lado, estes jovens são “vítimas da sociedade, mas por outro podem passar rapidamente a infratores” se estiverem desprotegidos e sem um apoio e um enquadramento institucional.

“Podem cometer pequenos delitos, como furtos, e por isso é que é prioritário continuar a agir em torno desta problemática”, defendeu a coordenadora do “Projeto Rua”.

Matilde Sirgado salientou que a intervenção junto destas crianças e jovens tem sido uma prioridade do Instituto de Apoio à Crianças, em parceria com o Estado e com outras instituições.

É esta intervenção que o IAC realiza há 25 anos, através de um projeto de intervenção direta no local que pretende recuperar crianças vulneráveis, que o livro de Matilde Sirgado pretende dar a conhecer aos portugueses.

“As crianças de rua são uma realidade que sofreu evoluções ao longo dos tempos”, mas que existe na Europa. “Não é só um problema de África, um problema dos países pobres”, salientou.

Nesse sentido, o livro pretende alertar a sociedade para a necessidade de continuar a agir e mostrar “os resultados desta intervenção que foram francamente positivos”.

Apesar de ter havido, uma “grande melhoria” no combate a este fenómeno, que é uma prioridade a nível das medidas da União Europeia, Matilde Sirgado considera que “ainda há muito por fazer, porque é uma realidade que está invisível”.

 

Diário de Notícias em 29 de junho de 2017

Sessão de apresentação do livro “Crianças em situação de rua” de Matilde Sirgado do IAC – 29 junho, 18.00 horas na livraria Bulhosa

Junho 29, 2017 às 12:30 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança convida V. Exa. para o lançamento do livro: Crianças em Situação de Rua – O Caso do IAC Projecto Rua “Em Família para Crescer”, da autoria Matilde Sirgado – Coordenadora do Projecto Rua, no dia 29 de junho, pelas 18h00, na Livraria Bulhosa do Campo Grande (ver mapa).

A sessão contará  com a presença da Presidente Honorária do IAC, Dra. Manuela Ramalho Eanes e a apresentação da obra será feita pelo Professor Catedrático  do ISCSP da Universidade de Lisboa e da Universidade Aberta, Hermano Carmo e pela Presidente da Direção do IAC, Dra. Dulce Rocha.

A Direção

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O que transforma um jovem num assassino?

Junho 9, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Livros | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 29 de maio de 2017.

Reuters/© Nacho Doce / Reuters

Investigação de sociólogo brasileiro afasta problemas familiares, consumo de drogas e pobreza como causas principais para a adesão de jovens a grupos criminosos violentos.

Nem famílias desestruturadas, nem a pobreza, nem o consumo de drogas. O factor mais vezes identificado no percurso de vida de um jovem autor de crimes extremamente violentos, e que mais frequentemente o distingue de outros adolescentes de origens humildes, é o abandono escolar.

Esta principal conclusão de um estudo inédito de quatro anos do sociólogo brasileiro Marcos Rolim, que abrangeu 111 jovens rapazes com idades entre os 12 e os 19 anos, e que visou identificar o que leva algumas pessoas a cometerem crimes de extraordinária violência, ferindo ou matando alguém mesmo sem provocação ou reacção da vítima.

De acordo com a BBC Brasil, que cita a investigação A formação dos jovens violentos – Estudo sobre a etiologia da violência extrema, os 111 jovens cujos percursos foram analisados correspondiam a cinco grupos de indivíduos. O primeiro era constituído por rapazes que cumpriram pena por crimes violentos num estabelecimento prisional juvenil, a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul (FASE). Após entrevistar estes jovens, Rolim pediu a cada um que indicasse um amigo de infância sem ligação ao mundo do crime, formando um segundo grupo de análise.

O terceiro grupo era composto por jovens a cumprir pena por homicídio na Prisão Central de Porto Alegre, e um quarto era formado por reclusos do mesmo estabelecimento, mas condenados pelo crime de receptação.

O último grupo de análise era constituído por jovens sem cadastro que estudavam numa escola da periferia pobre de Porto Alegre.

Em entrevista ao jornal online brasileiro Sul21, Rolim afirma que em todos os grupos existia um denominador comum: “pobreza, a perda de familiares e famílias desestruturadas”. Ou seja, nenhum destes factores parecia pesar na evolução de um percurso pessoal para uma vida de crime especialmente violento.

No entanto, Rolim identificou um padrão: os jovens autores de crimes violentos tendiam a abandonar a escola mais frequentemente os adolescentes de outros grupos analisados. Aliado a este factor, foi identificada ainda a aproximação destes jovens que abandonavam a escola a grupos violentos onde eram incitados a cometer crimes graves e ensinados a utilizar armas. Ou seja, a experiência de socialização da escola era substituída pela frequência de uma verdadeira escola de crime violento.

O abandono escolar ocorre por norma entre os 11 e os 12 anos de idade. Os jovens analisados referem como motivos o facto de sentirem “burros” ou de considerarem as aulas algo “chato”.

Em sentido inverso, os elementos do segundo grupo, os amigos dos reclusos do centro juvenil, tinham percursos escolares normais e não enveredavam por uma vida de crime violento, apesar de partilharem as mesmas origens económicas e familiares dos amigos detidos.

Escolas divorciadas das comunidades

Rolim conclui que se “os jovens de classes populares apostarem na sua formação por mais tempo, isso irá reduzir a mão-de-obra para o crime”.

No entanto, o sociólogo ressalva que há jovens que querem sair do mundo do crime, mas que “têm medo” medo de represálias por parte dos bandos que integram – em muitos casos, o castigo é a morte.

Apesar de Rolim não ter focado a sua pesquisa no abandono escolar, o sociólogo afirma que a incapacidade de os professores lidarem com jovens de certos perfis pode ser um dos principais factores da desistência dos alunos: “Um jovem que nunca abriu um livro, que tem pais analfabetos, vai ter uma preparação diferente que os restantes jovens, e grande parte dos professores não está preparado para lidar com estas situações”.

À BBC Brasil, o investigador afirma que outra causa potencial do fenómeno é a falta de ligação entre as escolas e as comunidades mais pobres e violentas. A educação oferecida nesses estabelecimentos, “a mesma de há 50 anos”, é para o sociólogo um factor determinante para o abandono escolar.

De acordo com o relatório regional de Desenvolvimento Humano de 2013-2014, elaborado no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), 63,5% da população prisional brasileira terá tido acesso a armas antes de atingir os 18 anos. O mesmo relatório mostra que a maior taxa de abandono se regista no período entre o 5.º e o 9.º ano de escolaridade.

 

 

Sessão de apresentação do livro “Acolhimento Juvenil no Mundo”, Palácio Nacional de Mafra, 9 de Junho

Junho 5, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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A Dra. Manuela Eanes, Presidente honorária do Instituto de Apoio à Criança escreveu o prefácio do livro.

mais informações:

http://www.paje.pt/

http://www.sitiodolivro.pt/

Interesse Superior da Criança

Junho 3, 2017 às 5:03 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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descarregar o documento no link:

http://www.dgpj.mj.pt/sections/DestBanner/direito-da-crianca-a-ser/downloadFile/file/Int_Sup_Crianca_NET.pdf?nocache=1496313608.87

 

A escola que nunca desiste dos seus alunos deu um livro

Maio 19, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 8 de maio de 2017.

 

A Escola da Ponte, à qual muitos chamam a escola mais democrática do país, fez 40 anos. O romancista e ex-jornalista Paulo M. Morais foi espreitar o que por lá se faz de tão extraordinário e a experiência deu um livro: «Voltemos à Escola», da Contraponto.

 Texto de Sara Dias Oliveira

O modelo é conhecido. Não há salas de aula, há espaços de aprendizagem. Não há filas de carteiras, há mesas redondas. Não há aulas, há tempos. Não há disciplinas, há valências. Não há professores, há orientadores educativos. Não há diretor, há gestor.

A Escola da Ponte nasceu na aldeia de Vila das Aves, em Santo Tirso, em 1976, há 40 anos – a NM entrevistou José Pacheco, fundador da escola, em março passado [leia aqui a entrevista]. Paulo M. Morais, romancista e ex-jornalista, resolveu escrever um livro sobre este projeto peculiar e que já motivou mais de 40 trabalhos de investigação.

Paulo M. Morais quis perceber como a Escola da Ponte ensina de forma diferente há 40 anos, como esta escola mexe com a ordem estabelecida. Levava imensas perguntas na cabeça quando chegou à Ponte. Os alunos fazem o que querem? Aprendem alguma coisa? Porque só existe uma escola assim em Portugal? O modelo é replicável? Há estudos sobre os resultados desta escola? Isto resulta? Pediu autorização para entrar, teve permissão, andou à vontade, conheceu a dona Helena da reprografia, o senhor Serafim, o funcionário que faz o que for necessário, alunos e professores.

No primeiro dia, chegou atrasado à escola que entretanto se mudou para a vila de São Tomé de Negrelos, também em Santo Tirso, que o GPS não deteta, com estrada de empedrado, estreita, quase sem espaço para dois carros se cruzarem – mas onde só no ano letivo passado estiveram mais de 1200 visitantes, quase metade do Brasil. Entrou, viu na janela do átrio da escola os direitos e os deveres dos visitantes afixados e foi percebendo de que cepa é feita esta escola que esticou do 1.º ciclo até ao 9.º ano de escolaridade. Na hora da despedida, custou-lhe dizer adeus.

«Visitar uma escola na Finlândia é ir ao encontro de uma realidade que tem por detrás o apoio dos responsáveis políticos educativos. Visitar a Escola da Ponte é ir ao encontro de um pontinho minúsculo do mapa de Portugal. É ir à aldeia gaulesa dos livros de Astérix, um último reduto que resiste teimosamente às sucessivas cargas do império escolar», conta.

Esta escola é um exemplo de resiliência. Paulo M. Morais leu livros, entrevistou José Pacheco, falou com alunos, ex-alunos, professores, funcionários. Trocou impressões com gente que decidiu estudar o que acontece na Ponte. «A história da Escola Ponte é uma história de pessoas apaixonadas. É uma história de resistência, como tantos já disseram, mas principalmente de paixão pelas crianças, pela educação, pelo futuro. É uma escola que requer uma entrega própria dos apaixonados; que demanda um compromisso próximo da fé», escreve o ex-jornalista que fez crítica de cinema, viajou pelo mundo com uma mochila às costas, foi pai de uma menina e plantou um pessegueiro – e, neste momento, traduz romances e livros de não ficção e tem vários livros publicados, entre eles Revolução Paraíso e O Último Poeta.

Paulo M. Morais quis saber o que pensa quem ali passa ou passou o tempo. Hélder, aluno de 14 anos, fala com conhecimento de causa. «O efeito que a escola teve em mim foi aprender a estudar e saber assumir os erros». Catarina, de 13 anos, também escreveu o que pensa num papelinho. «Deu-me mais responsabilidade, autonomia e mais sentido na vida, ao longo do meu futuro. Também me fez estudar ao meu ritmo e conseguir seguir a minha vida com maior responsabilidade». Adelina Monteiro, 12 anos de professora, 11 dos quais na Ponte, conta como é ensinar nesta escola. «A Escola da Ponte é crescimento em comunidade, num exercício pleno de cidadania interventiva, crítica, implicada, responsável. A Escola da Ponte é afeto, é conhecimento, é uma ponte para a transformação social.»

Na Escola da Ponte, cada aluno é único e irrepetível. Ali vive uma comunidade educativa que pratica a escola de uma outra maneira. Igual a tantas outras espalhadas pelo país, mas que segue um caminho diferente. «Dentro das suas idiossincrasias, a Escola da Ponte é igual a qualquer outra escola. Há os alunos compenetrados, os problemáticos, os preocupados, os engraçados, os perturbadores, os carismáticos, os tímidos; há todo o tipo de alunos que se encontram noutras escolas. Mas o milagre da Ponte, como diz o senhor Serafim, talvez passe por nunca se desistir de nenhum deles», escreve o autor do livro.

Cada aluno programa o seu trabalho. Às quartas-feiras, os alunos reúnem-se em redor do seu tutor e preenchem um plano de quinzena. O tutor é quem acompanha de forma individual e permanente o percurso curricular de cada aluno. A base programática é igual à das outras escolas, a abordagem é diferente. Há seis dimensões: linguística, lógico-matemática, naturalista, identitária, artística, pessoal e social.

Acredita-se que as necessidades individuais devem ser atendidas singularmente, que cada aluno deve fazer a apropriação individual e subjetiva do currículo, tutelada e avaliada pelos orientadores educativos. E o projeto educativo coloca como um dos objetivos formar «pessoas e cidadãos cada vez mais cultos, autónomos, responsáveis, solidários, e democraticamente comprometidos na construção de um destino coletivo e de um projeto de sociedade que potenciem a afirmação das mais nobres e elevadas qualidades de cada ser humano.»

«Na Escola da Ponte, também há conflitos, problemas, alunos difíceis, queixas, discussões, amuos. E, como resposta, há paciência e também disciplina. Uma espécie de caos organizado», diz Paulo M. Morais.

Os alunos debatem e decidem tudo o que se passa na escola. Decidem quando estão preparados para serem avaliados. O autor do livro assistiu à eleição da Assembleia da Escola da Ponte, à apresentação dos candidatos e propostas, aos debates, aos votos na urna.

Cada criança define o respetivo plano de aprendizagem, de acordo com conceitos de autonomia, solidariedade e responsabilidade. «Na mesma sala, no mesmo núcleo, há alunos que aprendem diferentes coisas. Aqueles alunos, de certa forma, estão a aprender sozinhos, no seu ritmo próprio, com a sua própria lógica. Aqueles alunos estão a escolher, a optar, a decidir pelas suas próprias cabeças», adianta.

Paulo M. Morais assistiu também a um tempo de ginásio de alunos com necessidades educativas especiais, que obedece a um esquema próprio. As crianças ajudam na tarefa de ir buscar os aparelhos ao armazém. «Cada um tem tarefas específicas. Um miúdo atira uma bola de andebol ao cesto de basquete. Recebe incentivos quando encesta; não desiste quando falha. O rapazinho do trampolim continua a dar pulos; mas agora, de mãos dadas ao professor, sobe cada vez mais alto. Depois, as mãos largam-se para treinar a capacidade de ele dar uns passinhos e uns saltinhos autonomamente. Do outro lado da cortina de lona, rapazes e raparigas jogam ao ‘mata’», conta.

Na avaliação externa de 2013, feita pela Inspeção Geral da Educação e Ciência, a Escola da Ponte tirou muito bom em todos os itens. A equipa ministerial destacou «o excelente clima e ambiente educativos», «o trabalho colaborativo entre os alunos» e «a participação ímpar dos pais e encarregados de educação e dos alunos na vida do projeto.»

Esta escola não tem campainhas, as portas das salas estão abertas, o barulho nos corredores diminui à medida que os alunos entram nas salas. Tem alunos como noutras escolas, com os mesmos gostos, que têm telemóveis, andam à volta de tablets, fazem barulho no recreio. E, por vezes, a continuidade do projeto treme. «Não é nenhuma bandeira do ensino português. Bem pelo contrário. Todos os anos paira uma nuvem de dúvida sobre se o projeto Fazer a Ponte terá as condições para prosseguir nos moldes em que foi pensado. E, consoante o Governo e o ministro da Educação em funções, a relação e posição sobre a Ponte pode mudar drasticamente. É viver com o credo na boca. E, ainda assim, continuar a trabalhar como não houvesse uma nuvem negra que paira permanentemente sobre o telhado da escola.»

António Sampaio da Nóvoa assina o prefácio do livro. «É possível replicar esta experiência noutros lugares? Não. Mas é possível aprendermos com ela, mobilizarmos a mesma energia, fazer o mesmo trabalho de reflexão e de diálogo que os nossos colegas da Ponte têm feito desde 1976. Nem modas, nem imitações. Cada escola é uma escola. Irrepetível», escreve.

Voltemos à Escola chega às livrarias a 12 de maio. É apresentado no dia seguinte, a 13, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, às 17h30, no âmbito do ciclo literário Porto de Encontro, com a participação de professores da Escola da Ponte. A 15 de maio, Alexandre Quintanilha e Rui Vieira Nery apresentam a obra, editada pela Contraponto, na FNAC Chiado, em Lisboa, às 18h30.

 

Sessão de lançamento do livro #GeraçãoCordão : a geração que não desliga! – 28 de março em Lisboa

Março 26, 2017 às 5:53 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.pactor.pt/pt/

 

Livro “Histórias Simples de Pessoas Simples”, escrito e ilustrado por jovens autores do CECD Mira Sintra

Janeiro 28, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.cecdmirasintra.org/index.php/109-ate-ao-limite-do-sonho

Entrega do donativo resultante do lançamento do livro “Erro Crasso” ao IAC-Fórum Construir Juntos

Dezembro 2, 2016 às 1:46 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Decorreu nas instalações do Instituto de Apoio à Criança a entrega do donativo resultante do lançamento do livro “Erro Crasso” (da autora Alexandra Batalha) pelo Presidente d’APP António Martins de Oliveira e pela escritora.

O lançamento deste livro (decorrido na Casa da Mutualidade no dia 7 de abril de 2016) teve assim uma vertente solidária, procurando ajudar o IAC e todo o trabalho desenvolvido pela mesma no apoio à infância.

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