Sessão de Lançamento da Campanha Regresso às Aulas 2017: Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho em Meio Escolar – 3 de outubro em Lisboa

Setembro 26, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.act.gov.pt/(pt-PT)/Itens/Eventos/Paginas/Sess%C3%A3odeLan%C3%A7amentodaCampanhaRegresso%C3%A0sAulas2017Promo%C3%A7%C3%A3odaSeguran%C3%A7aeSa%C3%BAdenoTrabalhoemMeioEscolarLisboa.aspx

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Dia Europeu das Línguas

Setembro 26, 2017 às 12:40 pm | Publicado em Divulgação, Recursos educativos, Vídeos | Deixe um comentário
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Jogos, recursos e vídeos no link.

http://edl.ecml.at/Home/tabid/1455/language/pt-PT/Default.aspx

26ª Ação de Formação para Animadores: “Apanha-me se puderes!!” Novos Desafios para o Educador do Séc. XXI – 19 a 21 de outubro em Caneças

Setembro 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição até: 13 de outubro de 2017

mais informações:

http://www.iacrianca.pt/index.php/setores-iac-pr/noticias-projecto-rua/item/900-26-acao-de-formacao-para-animadores

Jogos da nossa infância

Setembro 26, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://pumpkin.pt/

Jogo do Mata.

O nome é pouco amigável, mas prometemos horas de diversão. Só precisam de uma bola e de fazer duas equipas com o mesmo número de jogadores. Se for preciso, convidem os amiguinhos, os primos ou desafiem mais adultos a participar. Vão adorar voltar à infância e ainda fazem exercício.

Regras.

O objetivo do jogo é “matar” todos os jogadores da equipa adversária (e tentar não morrer!). Só se pode jogar com as mãos.

O jogo não tem duração definida: quando uma equipa eliminar todos os jogadores adversários, podem recomeçar.

Só precisam de uma bola, preferencialmente mais pequena do que as típicas bolas de futebol.

Delimitem o espaço de jogo em quatro áreas: dois meios-campos e duas áreas mais pequenas no fim de cada lado (área do piolho).

Cada equipa ocupa o seu meio-campo, com excepção do jogador que será o piolho e que ocupará essa área na zona do piolho instalada no meio-campo da equipa contrária.

Os jogadores que estão no meio-campo têm que trocar passes com o piolho. Quando atingirem os 10, e se a bola não cair no chão, podem tentar “matar” um adversário.

Um jogador “morre” quando a bola lhe acerta.

O primeiro jogador de cada equipa a “morrer” substitui o piolho inicial. À medida que outros jogadores vão morrendo, ocupam também a área do piolho, mas já não podem regressar ao meio-campo nem agarrar a bola.

Bota Botilde/Limão.

Quem é que não se lembra da Bota Botilde, a famosa mascote do programa de televisão “1, 2, 3”? Este fenómeno de audiências transversal a todas as idades teve tal impacto que nos anos 80 todas as crianças andavam com a bota botilde no pé… mas não era calçada!

A Bota Botilde era um brinquedo que não só promovia a agilidade e a condição física, como potenciava a vontade de ultrapassar desafios e estabelecer recordes. A mecânica é muito simples: uma corda tem na extremidade uma argola (que se coloca no tornozelo) e na outra tem uma, no caso, bota. A criança só tem que fazer rodar o brinquedo, saltando por cima da corda sem pisar a outra extremidade.

Infelizmente a Bota Botilde já não existe, mas pode encontrar no mercado alternativas mais modernas e igualmente divertidas: Skip It e Argola de Pé para saltar.

Acha que consegue dar mais saltos do que eles?

Jogo do Prego.

Regras.

Vão precisar de um prego com entre 15 a 20 cm de diâmetro, e de um espaço com areia solta onde possam jogar. Podem comprar o prego em qualquer loja de ferragens (o nosso custou 20 centimos).

O objectivo é espetar o prego na areia pelo bico, atirando-o como mandam os desafios:

O prego, depois de atirado à areia, tinha que ficar espetado, e contava como válido, desde que tivesse o topo fora da areia – ou seja, desde que o topo não estivesse em contacto com a areia, o que implicava que não estivesse caído, na horizontal. Se o jogador não fosse bem sucedido, e o prego tivesse caído, passava o “jogo” para o seguinte, iniciando uma nova série com as várias posições indicadas.

Para os jogadores mais avançados há o nível à espanhola, em que a série acima é feita pegando no prego ao contrário, pela cabeça, o que implica uma pirueta no ar antes da aterragem do prego.

Berlinde.

Para jogar ao berlinde não existem leis universais. Os jogos variam de país para país, de cidade para cidade, de rua para rua. Conta a criatividade das crianças e a memória dos pais.

No entanto, os mais comuns são talvez o jogo “dos buraquinhos” ou “dos círculos”: podem cavar vários buraquinhos ou desenhar círculos no chão. Os jogadores devem, com um impulso do polegar, acertar no alvo.  Os jogadores seguintes devem tentar acertar no berlinde dos companheiros, e se conseguirem retirá-los do círculo/buraco, podem ficar com eles.  Vence aquele que ficar com mais berlindes no fim.

Jogo do Fio.

Um fio de lã ou um cordel pesca e temos diversão assegurada durante horas. A sequência de movimentos parece infinita e é muito desafiante tentar ter uma nova ideia para passar o fio para as nossas mãos sem destruir as formas anteriores.

Os miúdos rapidamente aprendem e adoram!

Talvez seja difícil entender com as palavras, mas o vídeo dá algumas pistas. Conseguem reproduzir?

Macaquinho do chinês.

Um jogo divertido para fazer em qualquer lugar (até numa piscina!)

Junto e de frente para uma parede está um jogador, de costas voltadas para os outros participantes. Este jogador vai dizer “um, dois, três, macaquinho do chinês”

Enquanto esta frase é dita os jogadores deslocam-se o mais depressa possível para a parede.

Quando o jogador terminar a frase volta-se para os participantes do jogo.

Os jogadores que forem apanhados em movimento regressam ao ponto de partida.

Ganha o primeiro que conseguir tocar na parede ou no jogador da frente sem ser visto.

 

 

11 formas de acalmar uma criança zangada

Setembro 25, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 14 de setembro de 2017.

“Já tentei tudo e não consigo acalmar o meu filho quando está zangado!”, desabafou um pai desesperado, no final do workshop “Ganhar os miúdos versus Ganhar aos miúdos”, que dei no fim de semana passado.

Dei-lhe algumas sugestões e prometi que escreveria um artigo sobre o assunto, com dicas práticas para acalmar as crianças quando as palavras não funcionam. Aqui vai.

Cada criança é uma criança…

… e aquela solução que resulta com uma, pode não resultar com outra. E até pode resultar naquele momento mas não resultar no seguinte. Ou vice versa.

Se uma ideia não resulta, tente outra. Mas mantenha a primeira em aberto, pode sempre tentar usá-la novamente mais tarde. Em diferentes situações, as crianças podem responder de forma positiva a diferentes métodos.

Sem mais demoras, aqui ficam então as tais dicas práticas e para ajudar a acalmar os miúdos. Algumas poderão parecer-lhe desadequadas para um momento de conflito, mas sem tentar não vai saber se resultam ou não!

  1. Dê-lhe um abraço. Costumo fazê-lo com os meus filhos. Num momento de tensão, em que estão zangados, ponho os meus braços à volta deles e puxo-os para o meu colo, levemente. Dou-lhes um abraço apertado, mas não em demasia, deixando-os à vontade para me abraçarem de volta ou sairem dali se preferirem.
  2. Mude-lhe o foco. Resulta sobretudo com crianças mais pequenas. E passa por distrair, redirecionar o comportamento, com toda a calma, para algo de que a criança goste: um objeto, atividade, ou história, por exemplo. Mas cuidado para não transformar esta estratégia numa recompensa!
  3. Susurre-lhe. Segredar ao ouvido pode ajudar o seu filho a acalmar-se, por forma a que possa ouvir o que lhe quer dizer. Depois é preciso dar seguimento, empatizar, mostrar compreensão pelos sentimentos e procurar uma solução conjunta para resolver a situação.
  4. Cante e/ou dance! Seja criativa/o! Improvisar uma cantoria num momento de tensão vai surpreender a criança, que esperava uma reação diferente, provavelmente de censura ou ameaça de castigo. E pode ser suficiente para que ela troque o ar zangado por… um sorriso. O mesmo se passa com a dança, pode começar uma dança divertida e convidá-la para participar.
  5. Faça-lhe cócegas. Um clássico, que desmonta a birra de muitas crianças. Cá em casa resulta quase sempre com os meus filhos.
  6. Todos para o banho! Às vezes, um banho ou duche de água quente ou fria pode ajudar a acalmar a criança. E porque não tomarem banho juntos?
  7. Crie um ambiente. Difundir óleos essenciais pela casa, como Lavanda ou Camomila, ajuda a promover uma atmosfera calma, que pode ajudar ao “arrefecimento” da zanga.
  8. Seja paciente. Sente-se ao lado do seu filho e espere, simplesmente. Não diga nem faça nada. Deixe-o tentar encontrar o seu próprio modo de se acalmar. Tal como as anteriores, esta “técnica” não resulta em todos os casos, sobretudo naqueles em que a criança está mais alterada. Mas aqui fica à sua consideração. Afinal, não há quem seja maior especialista nos seus filhos do que você!
  9. Arranje-lhe um espaço seguro… para onde a criança possa ir acalmar-se. Assegure-se que não sairá do seu raio de ação e que está à vontade para voltar a si quando quiser.
  10. Leia-lhe uma história. Mesmo que a criança não se mostre disponível para ouvir ao início, escolha um local confortável e encorage-a a sentar-se consigo e a ouvir o que tem para contar.
  11. Faça-lhe uma massagem. Comece com um toque no ombro ou nos pés, para testar a recetividade. Uma massagem tranquila, com pouca pressão, pode ajudar a libertar a tensão acumulada na criança.

IV Seminário “Construir para Crescer” Associação Via Nova – Novos Paradigmas e Desafios ao Acolhimento Residencial de Crianças e Jovens – 29 setembro na UTAD

Setembro 25, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição

https://goo.gl/forms/0sTUyzOyd8WH2y6f2

OU

Inscrição IV Seminário “Construir para Crescer”

 

http://vianova.pt/

 

“A Verdade e a Mentira das Vacinas”, o livro que Mário Cordeiro gostaria de não ter escrito

Setembro 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 7 de setembro de 2017.

Diz que devia ser óbvio que as vacinas só fazem bem mas que o surto de sarampo que este ano custou a vida a uma adolescente mostrou que ainda há dúvidas. Em livro, Mário Cordeiro responde a todas.

Da descoberta de Edward Jenner no século XVIII à moda atual da não vacinação, passando pela ligação ao autismo e pelos casos raros das vacinas que, ao contrário de outras, “não são para tomar” — Mário Cordeiro explica em A Verdade e a Mentira das Vacinas (edições Desassossego, do grupo Saída de Emergência) tudo aquilo que é preciso saber (ou esquecer) sobre a questão que em abril voltou à ordem do dia em Portugal.

Meses depois do surto de sarampo que custou a vida a uma adolescente de 17 anos e levou ao internamento de dezenas de outras pessoas, o pediatra, defensor da não obrigatoriedade da vacinação, escreve o livro que, assume no prefácio, gostaria que já não fosse necessário escrever e ao longo de 244 páginas, desfaz mitos, teorias da conspiração, fake news e ideias erradas.

No final, parafraseia o médico Arnaldo Sampaio (pai do antigo presidente da República) e admite que existem três hipóteses à disposição dos pais, que é a quem compete tomar uma decisão sobre o assunto: “Vacinar, vacinar e vacinar!”.

O Observador faz a pré-publicação do capítulo 4: “Doze mitos perigosos, que é preciso desfazer, sobre as vacinas”.

1. As melhorias das condições de higiene e sanitárias fizeram desaparecer as doenças e, portanto, não há necessidade nenhuma em vacinar, mas sim investir em infraestruturas…

FALSO! Enganosamente falso.

As doenças evitáveis pela vacinação foram controladas ou desapareceram exatamente porque se vacinou em massa. Claro que ter boas condições sanitárias (água potável, saneamento básico, rede de refrigeração de alimentos, controlo da cadeia alimentar, etc.) é indispensável para prevenir muitas doenças infeciosas, designadamente as relacionadas com a qualidade da água, moscas e outros insetos, etc. No entanto, mesmo nos países mais desenvolvidos, como a Alemanha ou França, por exemplo, nas regiões onde há grande resistência à vacinação continua a haver estas doenças, apesar dos excelentes padrões de vida. Assim, se a melhoria sanitária geral de um qualquer país é uma prioridade e permite controlar muitas doenças infeciosas, não evita, todavia, a circulação dos microrganismos causadores das doenças evitáveis pela vacinação. Só a vacinação, da população toda ou, pelo menos, de 95% dela, consegue evitar a ocorrência destas doenças, levando ao seu controlo ou mesmo eliminação, como foi o caso da varíola.

Há infeções que se podem prevenir com medidas tão simples como lavar bem as mãos ou usar máscara se se está constipado e a espirrar, ou não tossir para cima dos outros, mas para as doenças evitáveis pela vacinação, como o nome indica, o que as controla e evita é… a vacinação. É por isso que não se podem abrir brechas ou esmorecer — se isso acontecer, as doenças voltarão.

Por outro lado, em países com condições sanitárias terríveis, foi possível erradicar, por exemplo, a varíola ou controlar totalmente a poliomielite… mesmo sem água corrente e com esgotos a céu aberto — isto graças apenas às vacinas.

2. As vacinas têm imensos efeitos secundários e até alguns a longo prazo que não se conhecem. Há pessoas que dizem que sem vacinas não teríamos cancros. E podem causar a morte!

FALSO! Rotundamente falso!

As vacinas são extraordinariamente seguras. Comparadas com os medicamentos em geral, são ainda mais seguras! Todos os estudos e dados estatísticos o comprovam. Quantas vezes será preciso repetir isto?

Obviamente que podem causar reações, mas são leves e temporárias, como dor no local da injeção ou febre ligeira. Aliás, há um enorme controlo das reações secundárias moderadas ou graves, de modo a suspender de imediato o lote que possa eventualmente estar envolvido… mas não é isso que acontece com tudo o que utilizamos?

Não são, volta não volta, recolhidos brinquedos, mobiliário ou algumas séries de modelos de automóveis? Não acontece comprarmos um quilo de belas laranjas ou maçãs e, por dentro, uma ou outra estarem estragadas? Só que, neste caso, a hipotética laranja estragada é uma entre milhões e milhões de laranjas. As vacinas são inofensivas. O risco de uma criança ter uma reação adversa a uma vacina é muito, mas mesmo muito, inferior ao risco de uma complicação grave da doença que essa vacina previne. Além disso, não é possível saber, antecipadamente, quais as crianças em que a doença poderá ser grave ou matar. O que faz adoecer e mata são as doenças. A maioria das pessoas, no mundo ocidental, dado que as doenças evitáveis pela vacinação quase desapareceram, já não se lembram do que é uma meningite, uma pneumonia, surdez ou encefalite do sarampo, asfixia pela difteria, insuficiência respiratória por tosse convulsa, paralisia infantil pela poliomielite ou o que é morrer por varíola ou tuberculose.

Aliás, ao longo da história do Programa Nacional de Vacinação português, houve a preocupação de introduzir vacinas que tivessem cada vez menos efeitos secundários, como aconteceu, por exemplo, com a vacina contra a tosse convulsa.

As vacinas, tal como qualquer medicamento, são alvo de um sistema de vigilância apertado, garantindo que qualquer reação anormal seja exaustivamente investigada, o que, com tantos anos de experiência e muitos milhões — sim, centenas de milhões! — de vacinas administradas em todo o mundo, permite afirmar que as vacinas têm um elevado grau de segurança, eficácia e qualidade. O sistema está tão bem gizado que a notificação oficial de reações adversas às vacinas pelos profissionais de saúde é obrigatória. As vacinas atualmente são muito seguras e eficazes. É preciso escrever outra vez?

3. As vacinas podem causar a síndroma da morte súbita do lactente…

FALSO! Comprovadamente falso!

A síndroma da morte súbita do lactente nada tem a ver com vacinas, embora, quando se começou a estudar a síndroma, a hipótese de associação tivesse academicamente de ser colocada, mas como o foi relativamente a tudo o que se passava na vida dos bebés dessa idade… todavia, rapidamente se constatou que não era o caso e que não havia qualquer relação entre uma coisa e outra.

O facto de este tipo de morte súbita surgir nos primeiros meses de vida, quando um bebé «leva» muitas vacinas, fez surgir a ideia de que estas seriam as responsáveis… mas é errado, e afirmar isso é tão tonto como dizer que o aleitamento materno causa a morte súbita!

Além disso, quando há mais de 25 anos se decidiu que as crianças deveriam dormir de barriga para cima, a síndroma da morte súbita diminuiu para um quarto… e «por acaso» a percentagem de vacinação até aumentou. Então, se fosse verdade, agora deveriam morrer muito mais bebés com morte súbita…

4. Certo… as vacinas são uma coisa boa, mas estar a gastar dinheiro e tempo com doenças que já não existem é um bocado idiota, não é? Com tanta coisa que há a fazer…

FALSO! Demagogicamente falso!

Como já foi referido — mas nunca é de mais sublinhar —, as doenças evitáveis pela vacinação que foram sendo sucessivamente controladas diminuíram e até desapareceram de alguns países. Todavia, salvo a varíola que, essa sim, foi erradicada do mundo e já dispensa a vacinação no planeta, todas as outras doenças que podem ter pouca ou nenhuma expressão no nosso país ainda existem em muitos outros.

Veja-se o sarampo. Existe endemicamente em Angola e há surtos em Espanha, Alemanha, França, Itália e muitos outros países. Como não se vive num mundo de fronteiras fechadas, se chegar a Portugal um cidadão de outro país com sarampo e encontrar uma população vacinada, nada se passa — foram apenas casos «importados» que não significam um título de jornal a dizer: «Sarampo em Portugal».

Infelizmente, em 2017, como a taxa de vacinação tem vindo a diminuir desde há uns anos, já surgiu um surto «português» com pelo menos uma morte, e já foi, infelizmente, «abertura de telejornal».

Por outro lado, se os portugueses não estiverem vacinados, arriscam-se a apanhar a doença — sarampo ou outra — quando, por exemplo, viajarem para outro país.

curioso como, em tempos de globalização, haja pessoas a pensar em termos de «Condado Portucalense» (e mesmo nesses tempos, eram milhares os cidadãos de outras paragens que cá vinham ter, por terra e mar). As doenças atualmente evitáveis pela vacinação ainda ocorrem em diversas partes do mundo, incluindo a Europa.

Há, assim, dois motivos principais para vacinar: a proteção individual, porque, apesar de algumas destas doenças serem raras em Portugal, qualquer pessoa não protegida pode contraí-la ou, se se deslocar a um local onde a doença é endémica, terá fortes probabilidades de a «apanhar» — e, no regresso, trazer a doença para a comunidade; mas também porque vacinar dá uma proteção à comunidade, a chamada «imunidade de grupo». Nos países e regiões com elevadas coberturas vacinais, a comunidade toda acaba por estar protegida, porque os microrganismos como que encontram uma «barreira» que não os deixa «explodir» e atingir, por exemplo, seja aqueles que ainda não têm idade para se vacinar, seja os que, por qualquer razão clínica ou até social, não o podem fazer.

Numa altura em que se fala de prevenção, evitar doenças e sentimentos solidários e comunitários, custa a entender como um gesto que pode proteger o próprio e os outros é, por vezes, desdenhado.

5. A administração simultânea de várias vacinas pode aumentar o risco de efeitos secundários e sobrecarregar o sistema imunitário, abrindo portas a outras doenças.

FALSO! Cientificamente falso!

Todos os estudos científicos mostram que a administração simultânea de vacinas não causa qualquer problema, dado que a imunidade que cada uma estimula é independente. Aliás, todos os dias a imunidade dos bebés e crianças é estimulada por inúmeros vírus e bactérias com as quais eles contactam, designadamente quando os pais lhes dão beijinhos!

O simples ato de ingerir um alimento provoca respostas imunitárias muito maiores do que uma vacina — aliás, a maioria das bactérias vivem na boca e no nariz das pessoas e não na seringa da vacina, onde não há nenhuma!

Para lá disso, há que ver os aspetos práticos de não ter de ir ao centro de vacinação tantas vezes, de lhe serem administradas menos injeções, e também de se poder elaborar um calendário/programa vacinal que deixa a criança defendida numa idade precoce; caso contrário, se fosse uma a uma, quando se tivesse vacinado totalmente, a criança já teria apanhado a doença!

Um dos objetivos do PNV é a proteção precoce… esperar por tempos mais tardios seria a inutilidade total… e a morte de muitas crianças.

A administração simultânea de várias vacinas, repito, não aumenta as reações secundárias. Como referi, no dia a dia a criança está exposta a inúmeros estímulos infeciosos, estando o sistema imunitário preparado para lidar com todos eles e sendo até muito benéfico… os pais queixam-se do «infectário», porque muitas crianças, no infantário, «estão sempre doentes», mas rapidamente descobrem que, pelos 3-4 anos de idade, a criança deixa de ter infeções e fica «sã como um pero».

Acresce que a tecnologia permitiu o aumento do número de componentes das chamadas vacinas combinadas, ou seja, a proteção contra várias doenças com uma única injeção, diminuindo o número de injeções que a criança teria de receber e a melhor adesão aos esquemas vacinais, principalmente no primeiro ano de vida.

6. Veja o exemplo da gripe. Ter gripe é uma coisa normal e, além disso, a vacina é fraca e até muita gente que é vacinada tem gripe por causa da vacina.

FALSO! Ridiculamente falso!

Em primeiro lugar, a gripe pode ser grave. Muito grave. As consequências da gripe, para lá do incómodo e da baixa do estado geral da pessoa, podem ser pneumonias mortais, sobretudo em idosos e em pessoas com a imunidade diminuída, como nas que estão a ser tratadas para cancros. Uma gripe na grávida pode levar a um aborto espontâneo ou a um parto prematuro, e uma gripe num recém-nascido é muito grave.

A maioria das vacinas da gripe produz imunidade para as três estirpes de vírus desse ano (e elas mudam de ano para ano, daí a vacina de um ano ser diferente da do ano anterior, embora haja estirpes que vão e vêm, como a gripe A).

Uma pessoa vacinada para a gripe não tem gripe. Mas, atenção (e é este o motivo da confusão): chamamos «gripe» a qualquer constipação ou situação viral em que há febre, mal-estar, dores musculares… mas pode ser outro vírus ou apenas aquilo a que os anglo-saxónicos chamam, com muita propriedade, uma «common cold» — um resfriado. Para esses vírus, a vacina da gripe não serve… mas esses vírus não provocam, felizmente, doenças tão graves como a que a gripe pode provocar.

7. Se ter as doenças faz com que a pessoa fique defendida para a vida toda, então é melhor ter a doença do que vacinar com vírus atenuados e coisas do género, não?

FALSO! Perigosamente falso!

A «pequena» grande diferença é que, enquanto a doença causa imunidade, de facto, mas pode levar a consequências desastrosas e à morte, para lá dos dias em que se está doente (ou até reativações a prazo, como a zona, que é consequência da varicela), a vacina desenvolve a mesma imunidade, mas sem essa parte indesejável. Assim sendo, não se percebe este mito.

Acresce que, ao argumento de que as vacinas são caras — e algumas são-no, efetivamente —, as doenças também custam muito dinheiro ao Estado e às famílias, através dos medicamentos, internamentos, anos de vida perdidos, e custos como os do absentismo escolar e laboral, para lá, evidentemente, do sofrimento ou da morte, que não têm preço.

A vacinação é segura, porque é controlada, estudada, «feita à medida»do que o sistema imunitário pede e não, como a doença, com um caráter aleatório e, por vezes, brutal.

8. As vacinas têm mercúrio… pois se ele até está a ser retirado dos termómetros porque é um metal pesado e polui os oceanos…

FALSO! Exageradamente falso!

O tiomersal, que algumas vacinas têm como conservante do princípio ativo, principalmente nas vacinas que são dadas em múltiplas doses, não está presente em quantidades que ponham em risco a saúde humana.

A dose que uma criança recebe durante a vacinação é igual à que recebe durante os 4-6 meses de aleitamento materno, e essa dose é 250 vezes inferior a uma dose que pudesse causar problemas. 250 vezes!

Muitos leitores leem as bulas ou recorrem à Internet e ficam assustados com o que leem. É normal, porque, não sendo profissionais de saúde, e ao mesmo tempo sabendo nós que os espaços cibernéticos estão carregados de fake news, ficam assustados.

Se ficam assustados, é porque querem o melhor para os filhos. Então, leitor, acredite, não apenas na minha palavra, mas em todas as autoridades nacionais e mundiais de Saúde. Acha, sinceramente, que, como cantava o Rui Veloso, «o mundo todo se uniu para o tramar»? Porquê dar ouvidos a vendedores da banha da cobra e não acreditar, por uma vez, nos cientistas?

As vacinas salvam mais vidas do que qualquer outro tratamento médico — incrível, não é? Já temos décadas de utilização generalizada mundial para poder afirmar isto com «letras garrafais», através dos resultados e da inacreditável diminuição das mortes, internamentos e doença, não tendo, em contrapartida, efeitos indesejáveis de relevo. Ainda acredito, leitor, que surja o dia em que uma das maiores descobertas e avanços da Humanidade não seja olhada de esguelha… eu, por mim, agradeço às vacinas a hipótese de eu e os meus filhos e netos não termos morrido por uma doença evitável pela vacinação.

9. Apanhar muitas vacinas no mesmo dia faz mal…

FALSO! Embora se entenda, porque «pai é pai e mãe é mãe»!

Obviamente que custa pensar que o nosso bebé vai levar tantas «picas», mas, garanto-lhe, leitor ou leitora, não há qualquer risco acrescido de reações secundárias quando se administram simultaneamente as vacinas recomendadas para determinada idade — e até podem ser bastantes.

Atrasá-las é que é perigoso e deixa-se o bebé vulnerável a essa doenças. O ideal é cumprir o esquema recomendado, que está estudado para dar a melhor proteção, o mais cedo possível e de acordo com a idade da criança.

Aliás, alguma vez a DGS e os serviços de saúde iriam colocar em risco a saúde do bebé? Nos primeiros anos de vida, o que custa a um bebé é saber que vai ao centro de saúde, não o número de «picas» — se for «às pinguinhas», acaba por ser mais traumático, já sem falar dos dias perdidos, do contacto com pessoas eventualmente doentes, da maçada…

Portanto, leitor ou leitora, não se sinta um «monstro» por «sujeitar» o seu bebé a este «suplício» — pense quão bom pai ou mãe é, em dar-lhe o que há de melhor e como está a prevenir doenças que o poderiam afetar muito, inclusivamente matar… mesmo que, obviamente, como mãe ou pai, lhe custe ver o seu bebé a «apanhar» tantas «picas».

9. As vacinas causam autismo. Toda a gente sabe, e até tenho um sobrinho que…

FALSO! Mentirosamente falso!

O estudo de 1998 que suscitou inquietação acerca de uma possível relação entre a vacina antissarampo, parotidite e rubéola (VASPR) e o autismo era uma fraude. Sim, uma fraude. O autor foi obrigado a retratar-se, dado ter cometido enormes irregularidades metodológicas, para lá da reduzidíssima amostra, e obrigado a deixar de exercer medicina.

Também nos Estados Unidos, um médico que era um dos principais detratores das vacinas, Jeff Bradstreet, pai de uma criança autista, lançou essa ideia e acabou por se suicidar em 2015, ao que se crê devido a um eventual remorso pelas suas atitudes. Outro caso foi o de Andrew Wakefield, um médico que forjou os resultados de um pretenso estudo em que relacionava a VASPR com o autismo; o estudo foi publicado na prestigiada revista Lancet e causou mossa, mesmo depois de um jornalista, Brian Deer, ter investigado o caso e descobrir que tudo era mentira e o médico acabar por ser irradiado da Ordem e deixar de exercer; a revista publicou um pedido de desculpas, cerca de dois anos depois.

O mal estava feito. Nos EUA, o conhecido ator Robert de Niro, pai de uma criança autista, deu voz a essa relação entre as vacinas e a doença, porventura para tentar ter uma explicação para o infortúnio do filho, mas com isso conseguiu que milhares de crianças não fossem vacinadas e muitas tivessem morrido. É compreensível que alguns pais tentem arranjar uma explicação para fenómenos que não são explicáveis, ou para os quais a ciência ainda não descobriu uma razão. Na falta de uma explicação, e para não nos culparmos a nós próprios, aos nossos genes, a culpa «judaico-cristã» leva a que se arranje um bode expiatório. As vacinas, por serem tão «vagas», desempenham um bom papel…

As vacinas são seguras e eficazes e todas as crianças e adultos devem cumprir os esquemas de vacinação recomendados para a sua idade e estado de saúde. O autismo, desculpe o leitor o coloquialismo, «não é para aqui chamado!».

11. Como toda a gente se vacina, escuso de vacinar o meu filho… assim, não tenho, nem a doença, nem os eventuais efeitos secundários da vacina…

FALSO! Arriscado, traiçoeiro e… horrendamente egoísta!

Quem pensa assim pensa errado, por várias razões, entre as quais: é de um enorme egoísmo querer que os outros nos protejam e nós não façamos o mesmo, dado que não estaremos a contribuir para a imunidade de grupo. É como não pagar impostos ou outra coisa qualquer de espírito comunitário — uma atitude abjeta do ponto de vista social.

Por outro lado, todas as crianças devem ser vacinadas nas idades recomendadas desde que não tenham uma verdadeira contraindicação (o que será determinado pelo médico-assistente), porque qualquer criança não vacinada ficará suscetível às doenças e suas complicações (que podem ser muito graves e não se consegue prever em quem surgirão) por não ter imunidade natural (uma vez que não teve a doença) ou adquirida (pela vacinação).

A recusa individual da vacinação compromete o interesse coletivo, já que uma criança não vacinada por opção dos pais se adoecer, pode contagiar outras crianças não vacinadas por contraindicação médica comprovada ou por ainda não terem idade para ter iniciado ou completado a vacinação. Mas, mais, quem lhe garante que o seu filho não irá, daqui a uns anos, viajar para países onde as doenças ainda são endémicas — tuberculose, sarampo… — ou entrar em contacto com alguém doente que veio desses países? Não pretende que ele ou ela vivam num bunker, certamente, até porque isso seria impossível com a globalização da vida das pessoas.

Assim, se optar por não vacinar o seu filho, deverá ter bem ciente que está a fazê-lo correr riscos desnecessários quanto à saúde e quanto à vida — já agora, porque é que não o transporta no carro deitado no banco de trás, sem cadeirinha, ou não o expõe ao sol, sem protetor, durante oito horas seguidas num dia de verão? É exatamente o mesmo tipo de atitude!

Caso tome essa opção — o que espero sinceramente que não faça depois de ler este livro —, há alguns cuidados a ter, nomeadamente: se o seu filho adoecer e tiver de recorrer a um serviço de saúde, deve avisar imediatamente os profissionais de saúde que a criança não recebeu todas ou algumas das vacinas recomendadas para a sua idade, uma vez que é necessário, nestes casos, considerar que a criança pode ter uma doença evitável pela vacinação. Se aparecer na escola alguma criança com uma doença evitável pela vacinação, o seu filho terá de cumprir um período de afastamento da escola e de outras atividades de grupo até haver a certeza que não contraiu a doença e não a irá disseminar.

Esse período varia conforme a doença (que pode ser de dias ou semanas). Se o seu filho viajar, é bom ter a noção de que muitas das doenças que estão controladas no nosso país ainda existem «à grande» noutros países, como, por exemplo, o sarampo, pelo que o seu filho não estará protegido. Para além de adoecer, pode trazer de novo a doença para Portugal quando regressar e contagiar outras crianças não vacinadas. Quanto maior for o número de pais que optam por não vacinar os filhos, maior é o risco de disseminação das doenças evitáveis pela vacinação. Ao decidir não vacinar, não põe só o seu filho em risco, mas também toda a comunidade.

Todavia, sei que o leitor ou leitora é inteligente e que, se ainda não vacinou o seu bebé, irá vaciná-lo, quanto mais não seja, porque o ama e quer o melhor para ele.

12. Os ministérios da Saúde estão feitos com as multinacionais, com a alta finança e com os países ricos que exploram os mais pobres… aliás, são as multinacionais que disseminam as doenças, para depois venderem medicamentos e vacinas.

FALSO! Se não fosse tão grave, dava para rir.

É… e nos séculos XIII, XIV, XV e XVI, quando houve epidemias de peste negra, tuberculose, sífilis, ou gripe «espanhola» já em 1918, para só citar algumas, eram seguramente os índios americanos, organizados em multinacionais (apesar de não haver aviões nem Internet) que faziam isso tudo. Depois, com o que ganhavam, compravam amuletos e faziam totens…

Se o ridículo matasse, haveria muita gente que já tinha ido… o pior é que, com base nestes mitos e fake news, propalados pelas redes sociais, muitas pessoas de carne e osso morrem porque acreditam nestes profetas que dizem as maiores mentiras impunemente.

Claro que uma multinacional que fabrica vacinas quer recuperar o investimento de milhões que fez, e ao mesmo tempo, numa sociedade de economia de mercado, quer dar aos investidores e acionistas o maior rendimento possível. Isso acontece tanto com vacinas, como, por exemplo, com sapatos ou lâmpadas.

A questão, aqui, é mais o que os Estados podem e devem fazer, já que se trata de uma questão de saúde pública, em termos de regularizar preços, negociar condições e realizar concursos públicos internacionais em que se podem conseguir custos de cerca de um terço de uma compra simples de «venda ao público». Quanto aos Estados produzirem vacinas, torna-se impossível por se exigir uma tecnologia que não têm e as vacinas passarem a ser incrivelmente mais caras e menos fiáveis.

 

 

Campanha de Promoção de Conteúdos Online Positivos

Setembro 25, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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11/09/2017

A Plataforma Europeia “Better Internet for Kids” lançou recentemente o sub-site relativo à Campanha de Promoção de Conteúdos Online Positivos, disponível em https://www.betterinternetforkids.eu/web/positiveonlinecontent/ (website em Inglês).

Esta nova campanha é organizada pelos Centros Internet Segura membros da Rede Europeia Insafe e da rede temática POSCON (Conteúdo Positivos e Serviços Online para Crianças na Europa), que pretendem sensibilizar toda a população para esta temática. Assim, o objetivo final desta campanha é promover as melhores experiências online para crianças (em particular, até aos 12 anos) e incentivar a criação de novas ferramentas e serviços, fornecendo exemplos positivos de conteúdo digital para pais, professores e em particular, fornecedores de conteúdo e produtores.

O conceito de Conteúdo Online Positivo pode parecer abstrato e, na realidade, pode ser sujeito a diferentes interpretações. No entanto, para os propósitos desta campanha, optou-se pela seguinde definição:

“O Conteúdo Online Positivo é um conteúdo digital dirigido a crianças, que lhes permite aprender, se divertir, criar, disfrutar, desenvolver uma visão positiva de si mesmos e respeitando a sua identidade, aumentar a sua participação na sociedade e produzir o seu próprio conteúdo positivo.”

Para promover a criação e adaptação de conteúdos digitais positivos, e partindo do trabalho realizado pelo grupo de trabalho POSCON, foram atualizados os “Critérios para Conteúdos, Serviços e Aplicações Digitais Positivos para Crianças” e foi criada uma lista de alguns exemplos deste tipo de conteúdos, que poderá pesquisar em https://www.betterinternetforkids.eu/web/positiveonlinecontent/examples.

Assim, o Centro Internet Segura apela a todos a exploração dos conteúdos e recursos deste website e também a participação na Semana de Sensibilização da Campanha de Promoção de Conteúdos Online Positivos, que irá ocorrer entre 25 a 29 de Setembro de 2017. Ainda esta semana, o Centro Internet Segura irá lançar um artigo sobre este evento que pretende envolver crianças, professores e educadores, pais e cuidadores, produtores de conteúdos, e decisores políticos.

Acompanhe as novídades através da Página de Facebook do Centro Internet Segura e da Hashtag do Twitter #positivecontent.

Navegue em Segurança!

Congresso Internacional Igualdade de Género: Velhos e Novos Desafios – 6 outubro na Escola de Direito da Universidade do Minho

Setembro 24, 2017 às 6:39 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição obrigatória – até dia 2 de outubro de 2017

mais informações no link:

https://www.direito.uminho.pt/pt/_layouts/15/UMinho.PortaisUOEI.UI/Pages/EventsDetail.aspx?id=51253

 

Álcool em excesso altera atividade cerebral a longo prazo

Setembro 24, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 4 de setembro de 2017.

Filomena Naves

As mudanças no funcionamento do cérebro são diferentes nos homens e nas mulheres

O consumo alcoólico excessivo e prolongado durante a adolescência e juventude não só afeta o desenvolvimento cerebral, causando alterações visíveis no EEG (eletroencefalograma), como se traduz de forma diferente nos cérebros de homens e mulheres, causando mais alterações funcionais nos primeiros.

Estas são duas conclusões centrais de um estudo realizado por cientistas finlandeses que serão apresentadas hoje no congresso anual do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia, que está a decorrer até amanhã em Paris.

“Descobrimos que há mais alterações na atividade elétrica do cérebro nos homens do que nas mulheres, [devido ao consumo excessivo continuado de bebidas alcoólicas]”, explica a investigadora Outi Kaarre, do Hospital da Universidade de Kuopio, que é uma das autoras do estudo.

Na prática, os resultados mostram que existem alterações elétricas e químicas no cérebro, nomeadamente em relação a um neurotransmissor chamado GABA e aos seus recetores neuronais, dos quais existem dois tipos diferentes: o A, e o B. Segundo os novos dados, o consumo excessivo e continuado de bebidas alcoólicas afeta os dois tipos de recetores nos homens, enquanto nas mulheres só os recetores de tipo A do neurotransmissor sofrem alterações. No entanto, o que isto significa e como pode ser interpretado do ponto de vista do funcionamento cerebral de homens e mulheres não é claro.

“O GABA”, nota Outi Kaarre, “é um neurotransmissor fundamental, que está envolvido na inibição de muitos dos sistemas e funções cerebrais e que tem um papel importante, por exemplo, nas perturbações de ansiedade e de depressão”. Em geral, sublinha a investigadora, “este neurotransmissor tem um efeito de diminuir, ou de acalmar, a atividade cerebral”.

Estudos feitos em animais mostraram entretanto que o recetor GABA-A está associado a padrões de menor consumo de álcool, enquanto o GABA-B está mais presente no processo cerebral ligado ao desejo de beber. Por isso, a equipa finlandesa acredita os seus resultados “podem ser a porta para um possível mecanismo que explique as diferenças entre homens e mulheres” em relação ao consumo de álcool.

No estudo foram envolvidos 11 homens e 16 mulheres, com idades compreendidas entre os 23 e os 28 anos e com um historial de 10 anos ou mais de consumo excessivo de álcool. Todos tinham alterações nos EEG, depois de aplicada estimulação magnética transcaniana, que estimula a atividade neuronal, Sujeitos da mesma idade e sem esse historial não apresentaram essas alterações.

mais informações na media release:

Heavy alcohol use alters brain functioning differently in young men and women

 

 

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