10 Dicas para melhorar o sono das crianças (e dos pais!)

Julho 26, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 3 de julho de 2017.

Dormir é uma necessidade primária, inerente a todo o ser humano.

A privação de sono reflete-se geralmente no nosso estado de humor, níveis de atenção e rendimento no trabalho. No caso das crianças o sono é também fundamental para o seu desenvolvimento, pois é durante o sono que são produzidas maiores quantidades de hormona do crescimento. Para além da quantidade de horas de sono, que vai diminuindo até à adolescência, é importante que a criança tenha um ambiente adequado e que sejam implementadas algumas rotinas no que respeita ao sono. Aqui ficam algumas dicas para melhorar o sono das crianças e, consequentemente, dos pais que há muito anseiam por uma noite de sono tranquila.

1. Certifique-se que o seu(sua) filho(a) tem as horas de sono diárias necessárias, de acordo com a sua idade

Primeiro mês 19 horas 24 meses 13 horas
Até aos 3 meses 18 horas Dos 3 aos 7 anos Entre 10 a 11 horas
Até aos 6 meses 16 horas Dos 7 aos 12 anos Entre 9 a 10 horas
Até aos 12 meses 15 horas Adolescentes Entre 8 a 9 horas

 

2. Permita que a criança brinque e gaste energias antes do deitar

Poderá inclusivamente fazer deste momento antes de deitar, um momento de brincadeira entre pais e filho(a), aproveitando assim para estimular o seu desenvolvimento e fortalecer também a relação e o vinculo emocional existente entre ambos.

3. Tenha cuidado com a alimentação

Tenha algum cuidado na escolha dos alimentos que dará ao seu filho(a), sobretudo na refeição do jantar. Alguns alimentos são estimulantes e outros não são adequados por provocar uma digestão mais lenta, o que não irá favorecer o período de sono.

4. Antes de deitar a criança, poderá dar-lhe um banho ou aplicar-lhe um creme realizando uma massagem localizada

Este ritual, para além de ajudar a criança a sentir-se mais relaxada, irá promover também os laços entre pais e filho, através do toque e dos cuidados prestados pelas figuras cuidadoras.

5. Defina um ritual à hora de deitar

Ao deitar poderá definir um ritual de embalar, cantar, ler uma história, ou dar-lhe um objeto de conforto. Quando despertar, ajude a criança a encontrar o seu objeto de conforto, faça-lhe umas caricias e embale-a, o importante é que de forma progressiva, esta se consiga autorregular sozinha.

6. Não substitua um mau hábito por outro

Não promova um mau hábito ao deitar, como por exemplo, dar-lhe um biberão para adormecer. Se uma criança adormece tendo como última recordação beber leite pelo biberão, ficará condicionada a depender de um biberão para voltar a adormecer quando acorda a meio da noite.

7. Evite colocar a criança a dormir na cama dos pais

A partir dos 3 ou 4 meses é apropriado tirar a criança do quarto dos pais e passá-la para o seu. Ainda assim, vai muito a tempo de o fazer, se optar pelos 6 meses de idade. Evite sempre que a criança durma na cama dos pais, pois para além da interferência na rotina do casal, tal inviabiliza a independência da criança. É preferível que os pais fiquem junto da criança até esta adormecer, regressando posteriormente ao seu quarto.

8. E se a criança chorar a meio da noite?

É importante que a criança aprenda que é hora de dormir, e que deve fazê-lo sozinha. Quando a criança chorar, os pais devem dirigir-se ao seu quarto para a acalmar. No entanto, não se apresse a socorrer a criança de cada vez que ela chorar. Em vez disso, aumente progressivamente os intervalos de tempo em que se dirige ao quarto do seu filho. Se a criança se levanta e vai para a cama dos pais, deve ser levada de volta para o seu quarto e estar com ela o tempo suficiente para lhe explicar que tem de dormir na sua cama.

9. Esteja atento(a) a alterações nas rotinas de sono do seu(sua) filho(a) e eventuais perturbações do sono que possam surgir

Até aos 5 anos de idade é esperado que as crianças desenvolvam rotinas elaboradas para adiar o sono, são mais suscetíveis de querer uma luz acesa e de dormir com  o brinquedo ou o cobertor preferido. Estes objetos, designados por objetos transicionais em Psicologia, ajudam a criança a passar da dependência que caracteriza a criança para a independência que caracteriza a criança mais velha. Caso a criança apresente outros comportamentos menos normativos, tais como, oposição ao deitar, fobia ao deitar, insónias ou terrores noturnos, estes poderão ser sinais de que algo não está bem.

10. Procure ajuda profissional

Se o seu(sua) filho(a) apresenta dificuldades ou perturbações ao nível do sono que estão a interferir significativamente no seu bem estar físico e emocional, se já tentou alterar rotinas e implementar estratégias diferentes e, ainda assim, o seu sono não melhorou, o mais indicado será procurar a ajuda de profissionais como o pediatra ou o psicólogo infantil, que o(a) ajudarão a perceber o que se passa e como melhorar o sono do(a) seu(sua) filho(a)…e dos pais.

 

 

 

Sessões sobre os Direitos da Criança 2017

Julho 26, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito do Plano Anual da Comissão Social da Freguesia de Santo António dos Olivais de Coimbra, foram dinamizadas duas sessões relativas aos Direitos da Criança, tendo sido explorado o conto infantil Tanto, Tanto. O Jardim de Infância dos Olivais acolheu a primeira sessão, no dia 5 de junho, dirigida a 3 grupos, num total de 50 de crianças. No Jardim de Infância de Montes Claros, no dia 8 de junho, decorreu a segunda sessão de 124 crianças, divididas em 3 grupos.

Ainda, no dia 8 de junho, visitámos o Sorriso – Associação dos Amigos do Ninho dos Pequenitos, em Coimbra e contámos, a história do Zebedeu, Um Príncipe no Hospital a um pequeno grupo de crianças da creche e pré-escolar. A Brincar, a Brincar se aprendeu a perder o medo de ir ao médico!

Tratar os Media por ‘Tu‘ : Guia Prático de Educação para os Média

Julho 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Com autoria de Patrícia Silveira, Clarisse Pessôa, Diana Pinto, Simone Petrella (CECS – Universidade do Minho) e de Amália Carvalho, acaba de ser publicada a obra “Tratar os Media por Tu – Guia prático de Educação para os Media” pela Direção-Geral da Educação. O livro pretende oferecer aos docentes do 1.º, 2.º e 3.º ciclos dos Ensinos Básico e Secundário um conjunto de propostas práticas para a abordagem dos média em contexto de sala de aula.

Descarregar o guia no link:

http://www.cecs.uminho.pt/investigadores-do-cecs-publicam-guia-pratico-de-educacao-para-os-media/

 

‘Bullying’: Instagram torna-se a pior rede social e destrona o Facebook

Julho 26, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 19 de julho de 2017.

Estudo britânico analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, em comparação com 37% no Facebook.

O Facebook deixou de ser a pior rede social no que diz respeito a bullying online. O lugar é agora ocupado pelo Instagram, uma rede de partilha de imagens que conta com mais de 10 mil jovens apenas no Reino Unido, de acordo com um estudo divulgado esta quarta-feira pela organização anti-bullying Ditch The Label (ou Abandonar o Rótulo, em português).

O estudo analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, segundo noticia o Mashable. O valor compara com 37% no Facebook e 31% no Snapchat, outra rede social focada na partilha de fotografias e vídeos predominantemente usada por jovens.

Os dados revelam uma migração do Facebook para o Instagram, de acordo com a organização britânica, já que estudos anteriores mostravam que a primeira era a rede social que contabilizava o maior número de casos de bullying. As formas mais comuns de cyber-bullying incluem comentários ofensivos em perfis e fotografias, mensagens indesejadas e denúncias faltas de fotografias como abusivas.

“Sabemos que os comentários ‘postados’ por outras pessoas podem ter um grande impacto e é por isso que recentemente investimos fortemente em novas tecnologias para ajudar a fazer o Instagram um lugar seguro e solidário”, disse em comunicado o responsável pela política do Instagram, Michelle Napchan, citado pelo Mashable.

“Através do uso de tecnologias de aprendizagem, comentários ofensivos no Instagram são agora automaticamente bloqueados para que não aparecem nas contas das pessoas. Nós também damos às pessoas a opção de desativar os comentários ou de fazerem as suas próprias listas de palavras ou emojis proibidos”, acrescentou.

O estudo mencionado na notícia é o Annual Bullying Survey 

mais informações:

https://www.ditchthelabel.org/69-people-done-something-abusive-towards-another-person-online/

 

 

Um terço das crianças vivem só com um dos pais

Julho 25, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 1 de julho de 2017.

Foram sinalizados 8695 casos de violência doméstica | Rui Manuel Ferreira/Global Imagens

Ana Bela Ferreira

No ano passado foram acompanhados 71 016 crianças e jovens pelas comissões de proteção de menores

Mais de um terço das crianças acompanhadas, no ano passado, pelas comissões de proteção de menores viviam com apenas um dos pais. Embora não sejam a maioria dos casos – em 41,3% das situações são em famílias nucleares -, o relatório de avaliação da atividade das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) sublinha que em relação ao total de famílias monoparentais na população residente, representam mais do dobro.

Embora sem querer fazer ligações de causa/efeito, o documento salienta que “uma percentagem significativa de jovens acompanhados pelas CPCJ esteve associada a fatores de vulnerabilidade como a pertença a famílias monoparentais ou a dependência das respetivas famílias de rendimentos como o RSI e outros subsídios”.

O relatório, agora divulgado e que foi entregue na Assembleia da República, faz a análise do trabalho das comissões ao longo do último ano, onde foram acompanhadas 71 016 crianças e jovens. Num total de 72 177 processos, resultantes da transferência entre comissões de 1161 casos.

Do número global, apenas 39 194 dizem respeito a problemas sinalizados em 2016, os restantes transitaram do ano anterior. Entre os novos processos, a situação de perigo mais comum é a exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar e o desenvolvimento da criança (32,8% do total). E dois terços destas situações são exposição dos menores a violência doméstica. “Foram sinalizados às CPCJ 8695 casos de violência doméstica, o que representou 22,2% do total de sinalizações em 2016, ultrapassando, a categoria Negligência, que representou 19,5% do total”, pode ler-se no relatório.

Considerando que desde 2011 tem vindo a aumentar o número de processos iniciados (a soma de instaurados e reabertos, menos as transferências) é também analisado no documento. O entendimento da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) é de este fenómeno se deve não só aos “possíveis efeitos da crise económica, que se iniciou em 2008, com reflexo direto nos índices de pobreza infantil, mas também traduz uma maior amplitude na intervenção das CPCJ e uma maior sensibilidade coletiva a problemas como a violência doméstica, o bullying ou o abandono escolar precoce”.

Ao longo do ano foram reabertos 8352 processos e arquivados 38 845. Considerando esta tendência de aumento dos processos reabertos, a comissão reconhece que ser necessária “uma análise aprofundada”, não excluindo uma “eventual correlação com o volume dos arquivamentos.

mais informações no Relatório de Avaliação da Atividade das CPCJ – 2016

 

O que fazer com miúdos obesos? Um menu semanal saudável para uma criança

Julho 25, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://expresso.sapo.pt/ de 18 de maio de 2017.

Portugal já é um dos cinco países da União Europeia com maior percentagem de adolescentes obesos, segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde revelado esta quarta-feira. Um em cada dez rapazes portugueses de 11 anos tem obesidade. Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, faz serviço público nesta edição do Expresso Diário: partilha um menu semanal saudável para uma criança de 11 anos

Texto Alexandra Bento, bastonária do Ordem dos nutricionistas

 

 

“Deixem as crianças ser crianças!!

Julho 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://www.paisefilhos.pt/ de 5 de julho de 2017.

As crianças têm cada vez menos tempo para brincar. E passam menos tempo ao ar livre que os reclusos. Isto pode ter consequências sérias no  seu desenvolvimento. É urgente refletir. “Precisamos de deixar as crianças ser crianças”. A brincadeira, fundamental no desenvolvimento da criança aos mais variados níveis, está “ameaçada” e exige uma atenção especial (e uma mudança radical) por parte de pais e educadores. Caso contrário, e a continuarmos assim, a (falta) de brincadeira vai ter consequências desastrosas no futuro das nossas crianças. O alerta foi lançado no seminário “Revisitar o valor do Brincar”, uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Esposende, em colaboração com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e com o Centro de Intervenção Psicológica e Terapêutica, que pretendeu promover a reflexão sobre a importância do Brincar no desenvolvimento infantil. “Para a criança se desenvolver precisa de brincar”, começou por lembrar o pediatra Hugo Rodrigues, citando estudos que comprovam como “brincar é fundamental para construir o bem-estar cognitivo, físico, social e emocional”, sendo evidentes as vantagens ao nível da criatividade, do desenvolvimento motor, do equilíbrio emocional e da capacidade de resiliência. Vantagens que, como notou, se acabam por estender aos cuidadores, seja no “reforço das relações” ou porque, ao brincar, “conseguem ver o mundo pelo olhar das crianças” e “entender muito melhor os filhos”. A este propósito, o pediatra defendeu que a brincadeira deve envolver os adultos, seja participando ou, simplesmente, “estar presente”, ou seja, por vezes “estar lá, basta ver, observar…”. Mas atenção, alertou, nesses momentos há que dar-lhes “uma atenção genuína”: “Quando estiverem com as crianças, desliguem do mundo!”

Por outro lado, alertou, “temos que dar-lhes tempo livre” e deixar as crianças brincar de forma criativa, genuína” e “sem regras”, deixando-as inventar as suas próprias brincadeiras. “O brincar não deve castrar a criatividade e a imaginação”. Uma ideia que seria mais tarde reforçada por Carlos Neto, professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), para quem as crianças “precisam de brincar na rua, de correr riscos e viver situações ousadas”. No fundo, “têm que se tornar mais selvagens”. E como? Tirando-as de casa, deixando-as inventar as suas próprias brincadeiras, ouvindo-as e deixando-as ter voz ativa. Uma tarefa aparentemente simples mas, nos tempos que correm, cada vez mais desafiante. Na verdade, “é mais difícil brincar que educar”, reconheceu, em jeito de crítica, o pediatra Hugo Rodrigues, deixando um alerta a pais e educadores: “Não se constroem super-crianças!”. Além de que, avisou, “as crianças têm muitos anos para ser adultos e poucos para ser crianças…” Sem tempo para crescer

As críticas acabariam por ser partilhadas pelo psicólogo Eduardo Sá, que não se cansou de denunciar os atropelos de que são vítimas as crianças no seu direito à brincadeira. “As crianças deviam brincar pelo menos duas horas por dia”, disse, lembrando que “nos últimos 20 anos, as crianças portuguesas perderam oito horas semanais de brincadeira”. E isto é muito grave. “Precisamos de deixar as crianças ser crianças”, disse, garantindo que “é mentira que quem cresce depressa, cresce melhor”. Acérrimo defensor da brincadeira no jardim de infância, o psicanalista não perdeu a oportunidade de, mais uma vez, criticar os estabelecimentos onde se prefere ensinar a criança a ler ou a escrever e se esquecem as vantagens de outras atividades lúdicas mais enriquecedoras nestas idades tão precoces. “Melhor educação musical significa melhor matemática”, exemplificou, lembrando também que “a educação visual significa melhores competências para o português e a matemática” ou que “quanto mais histórias, mais crianças pensantes”.

Mais. “Uma criança que não é capaz de brincar com o corpo não é saudável”, disse, para sublinhar a importância de explorar o corpo enquanto brinca ou, inclusive, de “andar à bulha”. No fundo, rematou, é a brincar que as crianças “ganham alma”, defendendo a infância como “património da humanidade “ e criticando ainda o excesso de tecnologia e os “maus exemplos” dados pelos pais. Por tudo isto, o psicólogo infantil antevê, com alguma preocupação, um futuro pouco risonho para as nossas crianças. “Estamos a criar os adolescentes mais autistas que a humanidade já viu!”. Uma preocupação que acabaria por ser partilhada por Carlos Neto, que considerou estarmos a viver uma “decadência da infância” o que, concluiu, faz com que estejamos a viver “momentos de grande preocupação”, onde “ninguém sabe muito bem o que vai acontecer” . Fica o aviso.

Refetir e experimentar

A importância do brincar no desenvolvimento da criança e do adulto, a utilização educativa e terapêutica da brincadeira e as novas formas de brincar foram alguns dos temas que estiveram em destaque no seminário “Revisitar o Valor do Brincar”. “Brincar é o melhor remédio!” foi o nome da intervenção de Hugo Rodrigues, pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, e docente na Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho e na Escola de Tecnologias da Saúde do Instituto Politécnico do Porto, a que seguiu a palestra “Brincar como património da humanidade” por Eduardo Sá, psicólogo, psicanalista e professor na Universidade de Coimbra e no ISPA. Os “Grupos Aprender, Brincar, Crescer” foram apresentados por Joana de Freitas-Luís, Coordenadora nacional da implementação deste projeto-piloto e “Crianças carentes de Vitamina B” foi o mote da comunicação de Maria José Araújo, professora adjunta da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto e Investigadora do CIPEM-INET-md e do INED.

Já da parte da tarde, João Amado, professor associado com agregação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, falou sobre “Brincar e modos de ser criança na charneira dos séculos XIX e XX em Portugal”, seguindo-se a mensagem vídeo “Libertem as crianças: Mais autonomia, risco e participação” de Carlos Neto, professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e, por fim, a intervenção de Helena Sacadura Botte, técnica de Segurança Infantil e Secretária-Geral da APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil, sobre “A liberdade para brincar em segurança. A terminar, Ana Isabel Veloso, professora no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro e membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Ciências dos Videojogos, mostrou como “Jogar  não tem idade”, Nuno Feixa Rodrigues, professor coordenador na Escola Superior de Tecnologia do IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, abordou o tema “Criatividade, ensino e jogos digitais”, a que se seguiu “O brincar virtual e desenvolvimento de competências neurocognitivas e psicossociais”, por Carlos Fernandes da Silva, Professor Catedrático no Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro e Membro da CPCJ de Mira.

Organizado pela Câmara Municipal de Esposende, em colaboração com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e com o Centro de Intervenção Psicológica e Terapêutica, o seminário “Revisitar o Valor do Brincar” fez parte da iniciativa “Brincar é Coisa Séria!”, que integrou ainda uma Feira do Brincar do Brinquedo. Destinada a refletir sobre a importância do BRINCAR no desenvolvimento infantil e no seu futuro, a iniciativa pretendeu ainda contribuir para a promoção de formas mais saudáveis de BRINCAR, aliando o referido processo reflexivo à possibilidade de as famílias, e a comunidade em geral, experienciarem diversas atividades lúdicas que foram dinamizadas para esse efeito.

 

 

 

O tipo de postura das crianças afeta as propriedades físicas dos seus ossos

Julho 25, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do http://ispup.up.pt/ de 3 de julho de 2017.

Um estudo assinado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) descobriu, pela primeira vez, que existe uma associação entre as propriedades físicas do osso e o desenvolvimento de diferentes tipos de postura.

“Apesar de haver uma potencial relação biomecânica entre osso e postura, ela nunca foi demonstrada, pelo que este é o primeiro trabalho em que isso é feito”, refere Fábio Araújo, primeiro autor da investigação, coordenada por Raquel Lucas, e publicada na revista “The Spine Journal”. Ana Martins, Nuno Alegrete e Laura Howe, são os investigadores que integram também este estudo.

Sabe-se que as propriedades físicas do osso podem fazer com que as vértebras da coluna alterem a sua orientação, o que pode condicionar as diferentes posturas. Assim, os investigadores definiram o objetivo de analisar a relação entre as propriedades físicas do osso e os diferentes tipos de postura em crianças com 7 anos de idade, procurando também compreender o papel das quantidades de gordura e de músculo corporais nessa relação.

Para tal, analisaram 1.138 raparigas e 1.260 rapazes, com 7 anos de idade, pertencentes à Geração XXIcoorte iniciada em 2005, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de mais de 8.000 crianças nascidas em hospitais públicos da Área Metropolitana do Porto.

Conseguiu-se, antes de mais, mostrar que existe um perfil antropométrico variável (relação peso, altura, índice de massa corporal) e de composição corporal (gordura e músculo) em função dos diferentes tipos de posturas.

Assim, as crianças que apresentam um padrão postural retificado (coluna reta) são mais leves, mais baixas, têm menor índice de massa corporal e têm menor quantidade de gordura e de músculo. Já as crianças com um padrão postural de curvaturas aumentadas (o oposto) são mais pesadas, mais altas, têm maior índice de massa corporal, maior quantidade de massa gorda e também mais músculo.

“Assim, conseguimos demonstrar, pela primeira vez, que a gordura e o músculo também influenciam grandemente o tipo de postura demonstrada, para além das questões antropométricas”, avança Fábio Araújo.

Os investigadores mostraram, ainda, que as crianças com o padrão postural retificado apresentam um esqueleto menos resistente – menor conteúdo mineral e menor densidade mineral óssea – mas isso deve-se às suas características antropométricas e de composição corporal. Já as crianças com o padrão postural de curvaturas aumentadas possuem maior massa e densidade mineral ósseas, mas, aqui, estas características não são completamente explicadas pelas diferenças verificadas no peso, altura, índice de massa corporal e massa gorda ou massa livre de gordura.

“No perfil postural de curvaturas aumentadas, existe uma relação particularmente forte entre a postura e as propriedades físicas do osso. Existe, na verdade, uma potenciação destas duas vertentes através de mecanismos de sustentação da posição de pé. Isto é: como as crianças têm mais peso, necessitam de fazer mais força para o suportar contra a gravidade, o que faz com que as vértebras sejam comprimidas. Este stress mecânico promove a formação de mais tecido ósseo, traduzindo-se em alterações da orientação vertebral no sentido de promoção de uma postura com curvaturas aumentadas”, continua o investigador.

Concluindo, “existe uma relação entre o osso e a postura. Sabemos agora que, se afetarmos o osso, afetamos também a postura, a qual está relacionada com problemas músculo-esqueléticos, como o desenvolvimento de dores nas costas. Por outro lado, se alterarmos a postura, poderemos conseguir influenciar a forma como o osso se desenvolve, o que pode ser importante para tratar problemas como a osteoporose”, remata.

Imagem: Pixabay

O estudo citado na notícia é o seguinte:

A shared biomechanical environment for bone and posture development in children

 

 

15 filmes para se apaixonar pela matemática

Julho 24, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.eligeeducar.cl/ de 4 abril de 2017.

15 películas para enamorarse por completo de las matemáticas

Personajes, profesores, genios que cambiaron la historia a través de los números. De eso tratan estas películas que no sólo cautivarán a los profesores de matemáticas, sino también a todos aquellos que aún intentan descubrir la belleza detrás de esta ciencia que muchos enseñan.

Escrito por: Camila Londoño

Grandes películas han contado las historias de grandes matemáticos, algunos conocidos como Alan Turing y John Nash, otros no tanto (aunque deberían serlo) como Katherine Johnson. Todos ellos en pequeña y gran escala cambiaron el curso de la historia a través de los números y son una gran inspiración no sólo para quienes aman las matemática, sino también para aquellos, como los jóvenes, que aún están buscando la forma de encantarse con los números. Estas películas no sólo fascinarán a profesoras y fanáticos de las matemáticas, también pueden convertirse en una herramienta perfecta para encantar a un grupo de estudiantes con esta ciencia formal, pues evidencian la importancia de la disciplina en la vida cotidiana de las personas y le dan relevancia a los números como una herramienta fundamental para transformar el mundo. Los personajes de estas historias lo hicieron, cambiaron el mundo a través de su habilidad matemática y esto le da fuerza y valor a la enseñanza de esta asignatura fundamental para el desarrollo de los estudiantes.

  1. El hombre que conocía el infinito

Srinivasa Ramanujan es un matemático indio que logra entrar a la Universidad de Cambridge gracias a sus importantes contribuciones previas. Algunas dificultades surgen y le impiden a este genio continuar su labor.

  1. The Imitation Game (Descifrando Enigma)

Historia basada en la vida del genio matemático Alan Turing y sus trabajos en la Segunda Guerra Mundial. Él y su equipo lograron descifrar la máquina Enigma, utilizada por el ejército nazi para enviar mensajes cifrados entre los diferentes frentes.

  1. Lecciones inolvidables

Sobre la historia de Jaime Escalante, un profesor de matemáticas de un instituto para jóvenes desamparados en Los Ángeles, a quienes enseña a amar las matemáticas y a ver la vida de otro modo.

  1. El pequeño Tate

Fred Tate es un niño de siete año virtuoso de las matemáticas que se siente incomprendido por el mundo que le rodea. Un día su madre decide internarlo en un centro para jóvenes superdotados.

  1. Pi, el orden del caos

Un thriller psicológico con dosis de intriga, ciencia ficción y drama que cuenta la historia de un matemático que está trabajando en el sistema numérico que gestiona y rige el mercado bursátil. Un clásico imperdible.

  1. La soledad de los números primos

Una adaptación de la maravillosa obra literaria de Paolo Giordano “La soledad de los números primos”. Las matemáticas son el eje de esta historia que se basa en la vida de dos personajes que se asemejan a dos números primos gemelos: aquellos próximos entre sí separados por un número par.

  1. Una mente brillante

Ganadora de numerosos premios, relata la vida del Premio Nobel, economista y matemático John Forbes Nash. Un clásico imperdible de las “películas matemáticas”.

  1. La pizarra

Un grupo de profesores viaja a través del Kurdistán iraní en busca de alumnos a los que puedan enseñar a leer y escribir. Las matemáticas también aparecen en esta película que denuncia la opinión de que para algunas personas la educación no constituye un valor.

  1. El indomable Will Hunting

Will Hunting es un joven de los suburbios de Boston con una capacidad y un talento innato para las matemáticas. Will es rebelde y enfrenta muchos problemas emocionales que un profesor y terapeuta llamado Sean McGuire (Robin Williams) le ayudará a enfrentar, resaltando siempre su gran talento para los números.

  1. La prueba

Una película en la que las matemáticas y las relaciones personales de sus protagonistas se entremezclan. Sobre una estudiante de Matemáticas atrapada entre un futuro –algo incierto- y un pasado ligado a la figura de su padre un eminente matemático que antes de fallecer descubrió un importante cálculo con número primos.

  1. La fórmula preferida del profesor

Números primos, raíces factoriales, números amigos, Pi… todos presentes en la historia de una madre soltera que empieza a trabajar en la casa de un profesor de matemáticas que, a consecuencia de un accidente de tráfico, tiene limitada su memoria a 80 minutos. Pronto surgirá una bonita amistad entre este profesor y el hijo de su empleada.

  1. Black Jack

Trata las matemáticas a través de un grupo de estudiantes y su profesor en la Universidad MIT, un virtuoso de la estadística que ha desarrollado un sistema que le permite a él y ellos ganar en los casinos grandes sumas de dinero jugando al Black Jack.

  1. El número 23

Cuenta la historia de Walter Sparrow quien recibe como regalo de cumpleaños un libro que casualmente refleja parte de su vida y que acabará por convertirse en su obsesión, una obsesión que le llevará a descubrir el poder que se esconde tras el número 23.

  1. Moneyball

Sobre un método matemático basado en la estadística que cambia los criterios a la hora de fichar jugadores en equipos profesionales. Billy Beane, es el protagonista, un entrenador frustrado que pone en marcha el método Moneyball, ideado por un economista de Yale, en su modesto equipo de baseball. Basado en hechos reales.

  1. Figuras ocultas

La película, nominada a varios premios de la Academia, cuenta la historia de la matemática afroamericana Katherine Johnson y sus dos colegas, Dorothy Vaughan y Mary Jackson, quien, mientras trabaja en una división segregada de un centro de investigación, ayuda a la NASA en la Carrera Espacial. Utilizando sus cálculos, John Glenn se convirtió en el primer astronauta estadounidense en hacer una órbita completa de la Tierra. Basado en hechos reales.

26 de julho Dia dos Avós no Museu Nacional dos Coches

Julho 24, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do Facebook do Museu Nacional dos Coches

No próximo dia 26 de julho celebra-se o Dia dos Avós, um dia dedicado a estas figuras tão importantes na vida dos filhos e dos netos. É no encontro de gerações que as crianças desenvolvem memórias, capacidades e partilha de saberes que ficarão consigo para toda a vida.

Neste sentido, e agradecendo a sugestão à
#Associação Portuguesa de #Famílias Numerosas (APFN), gostávamos de vos convidar a celebrar este dia em família com um programa específico para avós e netos na visita ao Museu dos Coches, um programa de visitas guiadas à nossa coleção.
Assim, no dia 26 de julho de 2017 (quarta-feira) “Dia dos Avós”, faremos duas visitas guiadas, uma da parte da manhã (10h30) e outra da parte da tarde (14h30).
O número máximo de visitantes por visita guiada será 20 por inscrição através do mail            servicoeducativo@mncoches.
dgpc.pt   até ao dia 25/07/2017.

As visitas guiadas serão gratuitas e as crianças até aos 12 anos têm acesso gratuito ao Museu , porém, um visitante adulto terá que pagar o preço do bilhete no valor de 8,00 euros, sendo que um visitante sénior tem 50 % de desconto no bilhete e o preço ficará nos 4,00 €.
“Porque são estas memórias que nos moldam: o tempo que passámos com aqueles que nos amam.”

 

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