Unaids: apenas metade dos bebés expostos ao HIV são testados

Abril 8, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 26 de março de 2019.

Segundo agência da ONU, quanto mais cedo for feito o teste mais eficazes são os tratamentos; testes adequados são escassos em países de baixo e médio rendimento; mortalidade entre os bebés não tratados é maior nos primeiros três meses de vida.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, alerta que somente metade dos recém-nascidos expostos ao HIV são testados.

Para o Unaids é necessário aumentar o número de testes uma vez que quanto mais cedo o vírus for detetado, melhores são os resultados do tratamento.

Resultados

Em nota, a agência explica que diagnosticar crianças menores de 18 meses de idade requer testes virológicos, que detetam o vírus. O teste sorológico, que testa o anticorpo do HIV, só pode ser usado apenas em crianças maiores de 18 meses e adultos.

No entanto, os testes virológicos não estão disponíveis na maioria dos países de baixo e médio rendimento e, quando disponíveis, são caros e demorados, envolvendo várias consultas clínicas para as mães e os bebés.

O Unaids estima que, a nível mundial, apenas metade dos bebés que são expostos ao HIV durante a gravidez da mãe são testados antes das oito semanas de idade.

O teste precoce é fundamental uma vez que a mortalidade entre os bebés não tratados é maior nos primeiros três meses de vida. Por isso, para o Unaids o diagnóstico imediato e o inicio do tratamento “são cruciais.”

Evolução

No ano passado, o Unaids divulgou um relatório alertando para o aumento de novas infecções de HIV em 50 países.*

A meta do Unaids é chegar a 2020 com menos de 500 mil mortes relacionadas à Aids. O tratamento universal é outro objetivo da agência. No ano passado, cerca de 60% dos soropositivos recebiam os antirretrovirais, o total de pessoas com HIV é de 36,9 milhões.

Uma das preocupações do Unaids é com o oeste e centro da África, onde apenas 26% das crianças com HIV e apenas quatro em cada 10 adultos recebem o tratamento.

 

Número de agressores sexuais em tratamento imposto está a aumentar – Dulce Rocha, Presidente do Instituto de Apoio à Criança, critica a lei por ser muito branda

Abril 21, 2018 às 5:09 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 6 de abril de 2018.

A notícia contém declarações da Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC.

El videojuego que podría ayudar a niños con TDAH

Dezembro 16, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site https://www.psyciencia.com/ de 6 de dezembro de 2017.

Por Rita Arosemena P.

Para los amantes de los videojuegos, siempre es una buena noticia leer los beneficios que ofrece este pasatiempo a las personas, en especial cuando un gran número de estudios previos se ha centrado en las contraindicaciones de los juegos de vídeo y sus posibles implicaciones en la conducta violenta.

No obstante, de acuerdo con una publicación realizada por STAT News, no todo es color negro cuando hablamos de videojuegos y, de hecho, pudiera ser que este sea un recurso sumamente útil para el tratamiento de niños en condiciones especiales como el TDAH.

Akili Interactive Labs informó el pasado lunes que su último estudio de un juego de video diseñado para tratar a niños con TDAH cumplió su objetivo principal, un gran paso en la búsqueda de esta compañía para obtener la aprobación de lo que se espera sea el primer videojuego de prescripción clínica. El juego en cuestión pertenece al género de acción e incita a los niños a ejercitar la atención y el control inhibitorio.

El primer juego de prescripción médica

En un estudio de 348 niños entre las edades de 8 y 12 años diagnosticados con TDAH, se encontró que aquellos que jugaron el videojuego de Akili en una tableta durante cuatro semanas vieron mejoras estadísticamente significativas en métricas de atención y control inhibitorio, en comparación con los niños que utilizaron un videojuego de acción diferente diseñado como un placebo.

El juego de Akili consiste en una aventura a través de un río de lava fundida que conduce a los participantes a un país de las maravillas invernal, recompensándolos con estrellas y puntos a medida que completan tareas. Según la compañía, el secreto del videojuego se encuentra en un diseño con base en un sistema de entrega de algoritmos específicos que actúan como un dispositivo médico para activar ciertas redes neuronales.

Desde luego, hablamos de una categoría de videojuegos completamente distinta a las convencionales que, de ser aprobada por las autoridades médicas, significaría un gran avance en el tratamiento de condiciones clínicas tanto en niños como en adultos. En esto, Akili viene construyendo un portafolio de trabajo importante que puede traer grandes beneficios para la salud mental y el bienestar de millones de personas, tal y como lo fue hace un año su proyecto de un videojuego como herramienta de detección del Alzheimer. 

En el estudio de Akili, solo 11 de los participantes informaron eventos adversos como dolor de cabeza y frustración, sin embargo, estos fueron mucho más leves que los efectos secundarios habituales asociados con los medicamentos utilizados a menudo para tratar el TDAH.

“Apuntamos directamente a las vías neurológicas clave”

De acuerdo con Martucci, la compañía está apuntando de forma directa a las vías neurológicas que controlan la atención y la impulsividad, por lo que esperan recibir el apoyo de FDA (U.S. Food and Drug Administration) para que este proyecto pueda concretarse como una herramienta novedosa para el tratamiento del TDAH.

No obstante, siguen habiendo preguntas que tendrán que ser bien explicadas por Akili para recibir este respaldo. Por ejemplo, los padres y médicos que sirvieron de observadores durante el estudio percibieron subjetivamente el mismo grado de mejoría en el comportamiento de los niños que estuvieran jugando el videojuego placebo Vs. el juego terapéutico.

Además, queda pendiente el tema de los médicos y las aseguradoras que podrían querer aceptar el innovador método de Akili en comparación con las técnicas de uso tradicional, a pesar de que la FDA aprobó recientemente otros métodos futuristas, como la primera píldora que puede alertar a su médico cuando la traga y la primera aplicación móvil para ayudar a los pacientes a controlar ciertos trastornos por consumo de sustancias.

Fuente: Scientific America; STAT News

 

 

 

Esquizofrenia na criança e no adolescente

Outubro 15, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 28 de setembro de 2017.

A esquizofrenia é uma doença mental crónica, incurável, que limita o doente ao nível escolar, profissional e das relações afectivas e sociais. O diagnóstico surge, frequentemente, no final da juventude ou da adolescência. Nos homens inicia-se, maioritariamente, entre os 15 e os 25 anos e nas mulheres entre os 25 e os 30 anos. No geral, permanece durante toda a vida, alternando períodos de melhoria com recaídas.

As causas da esquizofrenia ainda não são totalmente conhecidas. Porém, sabe-se que intervém alguns factores biológicos:

– Genes: se um dos progenitores for esquizofrénico, há uma probabilidade, de 10 a 15% de os filhos também virem a sê-lo. Se os dois progenitores tiverem a doença, o risco aumenta para 40%. Sendo os filhos gémeos, a probabilidade é de 10% para os falsos e 50% para os verdadeiros;

– Estado de saúde da mãe durante a gravidez e parto: desnutrição, infeções virais e complicações durante o parto;

– Desenvolvimento neurológico com alterações: os doentes apresentam alterações anatómicas nalgumas zonas do sistema nervoso;

– Alterações nos neurotransmissores que actuam ao nível das emoções;

– Acontecimentos de vida causadores de stress;

– Vicio de álcool ou drogas.

Sinais de alerta

Os primeiros sinais de alerta são a irritabilidade, o medo, as dificuldades de raciocínio, os sentimentos de estranheza às experiências diferentes do habitual, perturbações ao nível do pensamento, as alucinações (auditivas, visuais, cinestésicas), os delírios, o discurso confuso, pobre e incoerente, comportamento invulgar e desordenado, reduzida expressão das emoções, de menores apetências sociais, da tendência para o isolamento. A doença pode manifestar-se bruscamente, em dias ou semanas, ou pode ser gradualmente evolutiva. Neste último caso é mais problemática, porque como começou por passar despercebida, o doente não recorreu logo de início ao tratamento.

A depressão é um problema frequente dos esquizofrénicos, mas não está definida como característica desta doença. Contudo, quando existe está associada a um pior prognóstico. Considera-se que a depressão surge como reação às consequências da esquizofrenia e leva cerca de 10% destes pacientes ao suicídio.

Patologias similares à esquizofrenia são a doença bipolar, a perturbação de personalidade borderline, o autismo, algumas lesões cerebrais e doenças neurológicas, metabólicas ou infecciosas. Para além do consumo de drogas ilegais, alguns medicamentos e intoxicações por metais pesados podem também ter efeitos semelhantes aos da esquizofrenia. Então, o primeiro passo para identificar a doença será analisar a história clínica (doenças e medicação) do doente, antecedentes familiares e dados do período fetal, consumo abusivo de álcool e drogas, exame físico e avaliação neuropsicológica, funcionamento renal, fígado e tiroide.

Comparativamente a alguns casos de autismo, na esquizofrenia – que implica um limiar de organização mental superior – não se verifica uma evolução positiva. Muitos autistas têm dificuldade em chegar a um sentimento de consciência central; os esquizofrénicos perdem esse sentimento de consciência central.

Nas idades mais jovens há maior tendência a confundir a fantasia própria da idade, com o delírio, causando alguma dificuldade ao diagnóstico. Daí a importância de não “atacarmos” o delírio, mas entendermos as inspirações e o nível cultural de retaguarda, por exemplo. Independentemente, o doente pode apresentar nível intelectual superior.

Outro alerta aos pais prende-se com o facto de uma percentagem significativa dos pacientes esquizofrénicos serem abusados sexualmente.

Tratamento

A eficácia do tratamento da esquizofrenia depende do tempo decorrido entre o aparecimento das alucinações ou delírios e o início da medicação (é preciso ter em conta que os medicamentos podem demorar 4 a 9 semanas a produzir efeito). As terapias psicossociais podem ser úteis, como complemento dos medicamentos, sobretudo para doentes com sintomas psicóticos controlados. Aqui o objectivo é ajudar o doente a relacionar-se com os outros e a controlar o stress. Aliás, todas as medidas que contribuam para reduzir o stress como a prática de desporto, podem ajudar no controlo da doença. E o apoio dos professores na integração destas crianças também é extraordinário.

Todavia, a importância da colaboração da família directa, pais ou outros cuidadores, é fundamental. Porque a criança ou jovem vive no seio de uma família, logo, teremos de intervir, também, a esse nível. Mesmo (ou sobretudo) quando antes idealizamos a infância das nossas crianças. Como defende Coimbra de Matos, não se pode fazer psicoterapia sem se fazer história. Efectivamente, há sempre uma força transgeracional, recente, familiar.

imagem@wykop

Alice Patricio

Alice Patrício, 50 anos, procuro diversificar a minha área de interesses o mais possível, prezo a liberdade, gosto de viajar…

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Hiperatividade

Julho 31, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado no Jornal da Região – Cascais no dia 13 de julho de 2017.

Médico de Família

Hiperatividade

A hiperatividade, corretamente designada de perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA), é uma perturbação do comportamento com base neurológica que afeta cerca de 5% da população em idade escolar e 2,5% de adolescentes e adultos. É um dos problemas de saúde mais investigados, pela sua frequência e impacto ao longo da vida.

Carateriza-se por uma dificuldade em regular a atenção, controlar os impulsos e gerir conflitos bem como, em alguns casos, uma atividade motora excessiva em relação ao esperado para a idade.

Na origem deste problema está uma incapacidade de ativar corretamente as funções cerebrais que permitem o planeamento e organização de tarefas, a gestão do tempo e a memória de trabalho.

Ao contrário do mediatizado, não é a hiperatividade que mais limita a pessoa. É a desatenção, que ao manifestar-se nos diferentes contextos da vida (casa, escola, trabalho), prejudica de forma significativa o funcionamento académico, familiar, laboral e social. A irrequietude não é habitualmente problemática para o próprio, embora seja o lado mais visível e perturbador para quem convive com estas pessoas.

O diagnóstico da PHDA é clínico, baseado na identificação dos sintomas presentes de forma mantida em diferentes situações e ambientes, e na dimensão do seu impacto na qualidade de vida. Não existe nenhum teste sanguíneo ou exame de imagem que seja útil no diagnóstico. É por isso crítico conhecer bem a história de cada criança ou adolescente e do seu contexto envolvente.

Neste processo, pode ser necessária uma avaliação psicológica ou psicopedagógica, com testes que avaliam, além da atenção, outras dificuldades que possam contribuir para as queixas. Podem ser utilizados questionários que registam comportamentos típicos (usualmente preenchidos pelos pais e professores).

O tratamento da PHDA inclui sempre estratégias não farmacológicas definidas caso a caso (intervenção pedagógica, psicológica, apoio e treino parental). A medicação é essencial nas situações mais graves, com grande repercussão no desempenho e auto-estima, sobretudo a partir da idade escolar. O psicoestimulante metilfenidato é o fármaco de 1ª escolha no tratamento da PHDA, com ação positiva nas capacidades de atenção e cognitivas,e consequente redução dos sintomas de hiperatividade e impulsividade. É utilizado de forma regular há mais de meio século a nível internacional, é eficaz e seguro e não é, ao contrário do difundido, um calmante.

A decisão de se iniciar medicação é tomada caso a caso e os pais são sempre envolvidos nessa decisão. As crianças e adolescentes medicados devem ser avaliados regularmente em consultas especializadas (Pedopsiquiatria, Neuropediatria, Pediatria do Desenvolvimento) porque a continuidade do tratamento depende dos ganhos obtidos e eventuais efeitos secundários.

Drª Catarina Figueiredo

Pediatra do Desenvolvimento,

Departamento da Criança

Hospital de Cascais

 

A esquizofrenia na infância: Como detectar a esquizofrenia nas crianças

Junho 11, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.psicologiasdobrasil.com.br/de 30 de maio de 2017.

Como detectar a esquizofrenia em crianças.

A esquizofrenia é uma enfermidade médica que causa pensamentos e sentimentos estranhos e um comportamento pouco usual. É uma enfermidade psiquiátrica pouco comum em crianças, e é muito difícil ser reconhecida em suas primeiras etapas. O comportamento de crianças e adolescentes com esquizofrenia pode diferir dos adultos com a mesma enfermidade.

É uma desordem cerebral que deteriora a capacidade das pessoas para pensar, dominar suas emoções, tomar decisões e relacionar-se com os demais. É uma enfermidade crônica e complexa que não afeta por igual a quem sofre dela.

Estimativas da esquizofrenia

A esquizofrenia é uma enfermidade mental que afeta menos de 1% da população mundial, com independência de raças, civilizações e culturas. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), afeta uns 52 milhões de pessoas em todo o mundo.

No Brasil, estima-se que 1,8 milhão de pessoas são afetadas por esta doença.

Como detectar a esquizofrenia nas crianças?

As esquizofrenias que aparecem antes dos 5 anos, têm traços extremamente comuns ao autismo, e somente com uma evolução posterior, com o aparecimento de sintomas psicóticos, propriamente ditos, permitirá um diagnóstico certo. Antes dos 3 anos, o diagnóstico diferencial é muito improvável.

É praticamente impossível distinguir uma esquizofrenia de um autismo. Somente ficará esclarecido com o passar do tempo. A partir dos 5 anos o diagnóstico diferencial vai-se esclarecendo com a presença de sintomas psicóticos (alucinações, delírios) na esquizofrenia.

Mas pode-se notar alguns sinais de alerta nas crianças com esquizofrenia. O comportamento de uma criança pode mudar lentamente com o passar do tempo. Por exemplo, as crianças que desfrutavam, relacionando-se com outros, podem começar a ficar tímidas e retraídas, com se vivessem em seu próprio mundo. Às vezes começam a falar de medos e ideias estranhas. Podem começar a ficar obstinados pelos pais e a dizer coisas que não fazem muito sentido. Os professores podem ser os primeiros a perceberem esses problemas.

A esquizofrenia é hereditária?

Se na família houve outros antecedentes familiares de esquizofrenia, pode ser hereditária, mas numa porcentagem relativamente baixa (não supera os 25% de possibilidades), mas se a esquizofrenia desencadeou por fatores de estresse ambiental, ou por outras causas que não são genéticas, não há razão para herdá-la.

O que se deve fazer?

As crianças com esses problemas e sintomas devem passar por uma avaliação integral. Geralmente, essas crianças necessitam de um plano de tratamento que envolva outros profissionais. Uma combinação de medicamentos e terapia individual, terapia familiar e programas especializados (escolas, atividades, etc.) são frequentemente necessários. Os medicamentos psiquiátricos podem ser úteis para tratar de muitos dos sintomas e problemas identificados. Estes medicamentos requerem a supervisão cuidadosa de um psiquiatra de crianças e adolescentes.

Formas de esquizofrenia

Nem todas as esquizofrenias são iguais, nem evoluem da mesma maneira. Uma vez realizado o diagnóstico, os profissionais as dividem em quatro:

– PARANÓIDE: É a mais frequente. Caracteriza-se por um predomínio dos delírios sobre o resto dos sintomas, em particular, delírios relativos a perseguição ou suposto dano de outras pessoas ou instituições para o paciente. O doente está desconfiado, inclusive irritado, evita a companhia, olha de relance e com frequência não come. Quando é questionado, dá respostas evasivas. Podem acontecer alucinações, o que gera muita angústia e temor.

– CATATÔNICA: É muito mais rara que a forma anterior, e se caracteriza por alterações motoras, seja por uma imobilidade persistente e sem motivo aparente ou agitação. Um sintoma tipico é a chamada obediência automática, segundo a qual o paciente obedece cegamente todas as ordens simples que recebe.

– HEBEFRÊNICA: É menos frequente, e ainda que também podem dar-se a idéias falsas ou delirantes, o fundamental pode aparecer ants que a paranóide e é muito mais grave, com pior resposta à medicação e evolução mais lenta e negativa.

– INDIFERENCIADA: Este diagnóstico se aplica àqueles casos que sendo verdadeiras esquizofrenias não reúnem as condições de nenhuma das formas anteriores. Pode-se utilizar como uma “gaveta de alfaiate” em que se inclui aqueles pacientes impossíveis de serem definidos.

Tratamento da esquizofrenia

O tratamento dos processos esquizofrênicos podem ficar reservados para o psiquiatra. Requer o emprego de medicamentos difíceis de empregar, tanto pela limitação dos seus efeitos como pela quantidade de reações adversas que podem provocar. Em geral, os sintomas psicóticos antes citados, correspondem a dois grandes grupos:

– Sintomas “positivos”, ou produtivos. Refere-se a condutas ou modos de pensamento que aparecem na crise psicótica, em forma auditiva (novas condutas se somam às existentes). São os delírios e as alucinações, fundamentalmente. Neste caso, a palavra “positivo” não tem conotações favoráveis; significa simplesmente que “algo se soma ou se acrescenta”, e esse “algo” (delírios, alucinações) não é, em absoluto, nada bom.

– Sintomas “negativos”, ou próprios da deterioração: diminuição das capacidades com o aparecimento de sinais de fraqueza e debilidade. Distúrbios psíquicos, perda de ânimo afetivo, dificuldade nas relações interpessoais, incapacidade para trabalhar, etc. São ao principais sintomas negativos. Pois bem, os tratamentos básicos antipsicóticos (neurolépticos, eletrochoque) podem atuar mais ou menos sobre os “sintomas positivos”. Mas não temos nada que atue de forma brilhante sobre os “negativos”. Somente o emprego de alguns neurolépticos concretos ou de antidepressivos, a doses baixas, pode ser de alguma ajuda. Seu manejo exige muitíssimo cuidado, pois podem reativar uma fase aguda da esquizofrenia. O eletrochoque se reserva para os casos de baixa resposta aos neurolépticos, ou para quadros muito desorganizados com riscos físicos para o paciente (condutas auto-agressivas, por exemplo). Sua utilidade é na fase ativa, e somente para os sintomas “positivos”.

Imagem de capa: Shutterstock/pictoplay

Fontes:

– American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (AACAP)

Guia Infantil

 

 

 

 

Acupuntura reduz dor crónica em crianças

Janeiro 31, 2016 às 8:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Noticia do site http://www.pipop.info de 18 de janeiro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

The Use of Acupuncture for Pain Management in Pediatric Patients: A Single-Arm Feasibility Study

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Fonte: Medical News Today
Um grupo de pesquisadores norte-americanos acredita que a acupuntura pode ser usada como um tratamento complementar eficaz e seguro para ajudar a reduzir a dor crónica nas crianças.

As conclusões surgem de uma pesquisa que avaliou os efeitos desta terapia no tratamento da dor crónica em 55 crianças e adolescentes, que tinham entre 7 e 20 anos de idade. Cada criança e/ou adolescente realizou oito sessões de acupuntura, cada uma com uma duração de 30 minutos.

Os cientistas da Universidade Rush, liderados pelo oncologista pediátrico Paul Kent, reforçam que todos os doentes pediátricos relataram uma redução significativa e progressiva da dor no decorrer do tratamento, bem como apresentaram menor incidência de problemas de saúde a vários níveis: emocional, social e educacional.

Num artigo publicado na revista Alternative and Complementary Therapies, a equipa indicou ainda que os efeitos relatados pelas crianças e pelos próprios pais eram mais significativos no início do tratamento e durante as sessões.

Paul Kent sublinha que “a acupuntura oferece uma alternativa importante para o tratamento da dor crónica” e reforça que os efeitos são particularmente relevantes no caso de “pacientes que podem ter de lidar com a dor na maior parte da sua vida, incluindo aqueles que têm anemia falciforme e sequelas de cancro. Além disso, a acupuntura ajuda no combate à ansiedade e depressão”.

 

 

1.1 milhões de infecções por VIH em crianças evitadas desde 2005, diz a UNICEF

Dezembro 1, 2014 às 2:14 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 28 de novembro de 2014.

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NOVA IORQUE/LISBOA, 28 de Novembro de 2014 – Um número estimado em 1.1 milhões de infecções por VIH entre crianças menores de 15 anos foi evitado, dada a diminuição de casos novos em mais de 50 por cento, entre 2005 e 2013, segundo dados revelados hoje pela UNICEF, antecipando o Dia Mundial da SIDA.

Este extraordinário progresso é resultado do aumento do acesso de milhões de mulheres grávidas que vivem com o VIH a serviços de Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho (prevention of mother to child transmission – PMTCT). Estes incluem o tratamento do VIH durante toda a vida, que reduz significativamente a transmissão do vírus aos bebés e mantém as suas mães vivas e em boas condições.

“Se conseguimos evitar 1.1 milhões de novas infecções por VIH em crianças, podemos proteger todas as crianças do VIH – mas apenas se conseguirmos chegar a todas as crianças,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Temos de acabar com as desigualdades, e fazer mais para chegar a todas as mães, todos os recém-nascidos, todas as crianças e todos os adolescentes com programas de prevenção e tratamento de VIH que podem salvar e melhorar as suas vidas.”

Os declínios mais acentuados ocorreram entre 2009 e 2013 em oito países africanos: Malawi (67%); Etiópia (57%); Zimbabwe (57%); Botswana (57%); Namíbia (57%); Moçambique (57%); África do Sul (52%) e Gana (50%).

Mas o objectivo global de reduzir as novas infecções por VIH em 90 por cento entre 2009 e 2015 continua fora do alcance. Apenas 67 por cento das mulheres grávidas que vivem com VIH em todos os países de baixo e médio rendimento receberam os medicamentos anti-retrovirais mais eficazes de Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho em 2013.

As disparidades no acesso a tratamento são um entrave ao progresso. Ente as pessoas que vivem com VIH em países de baixo e médio rendimento, os adultos têm muito maior probabilidade de aceder a terapia anti-retroviral (TAR) do que as crianças. Em 2013, 37 por cento dos adultos maiores de 15 anos receberam tratamento, percentagem que nas crianças (entre os 0 e os 14 anos), foi de apenas 23 por cento, ou seja, menos de 1 em cada 4.

As tendências de mortalidade devida à SIDA nos adolescentes também são motivo de preocupação. Enquanto em todos os outros grupos etários se verificou um declínio de quase 40 por cento das mortes relacionadas com a SIDA entre 2005 e 2013, os adolescentes (10-19 anos) são o único grupo no qual as mortes relacionadas com a SIDA não estão a baixar.

A ‘Actualização Estatística sobre Crianças, Adolescentes e a SIDA’ da UNICEF (Statistical Update on Children, Adolescents and AIDS) é a mais recente análise de dados globais sobre crianças e adolescentes desde o nascimento até aos 19 anos de idade.

Mais informação:  http://childrenandaids.org

 

 

 

Uma criança maltratada só fala com um adulto capaz de ouvir a sua terrível história

Novembro 22, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do Público a Richard Rose no dia 18 de novembro de 2014.

Enric Vives Rubio

Ana Dias Cordeiro

“História de vida” é um método criado para tratar quem sofreu abusos e maus tratos. Está em expansão no Reino Unido, diz Richard Rose. E começou a ser utilizado em Portugal, com dez crianças retiradas às suas famílias no Alentejo.

O britânico Richard Rose é o principal promotor de uma terapia para ajudar crianças traumatizadas a desenvolverem relações afectivas – e a cura – fora do meio natural de vida, ou seja, da família onde nasceram. A metodologia, que criou no Reino Unido em 1997 e a que deu o nome Life Story (história de vida), envolve os cuidadores (nas instituições ou famílias de acolhimento) e transporta a criança no tempo, levando-a a entender o quadro familiar em que os seus avós e os seus pais cresceram antes de se tornarem abusadores ou negligentes.

A técnica “em expansão” no Reino Unido, diz, está a ser desenvolvida na Austrália e experimentada em Portugal onde o especialista supervisiona uma equipa que acompanha, há dois meses, dez crianças a viver em instituições ou acolhidas na família alargada, no Alentejo.

O especialista e autor de dois livros – entre os quais Life Story Therapy with Traumatized Children (2012) – é também professor associado na área de Serviço Social e Política Social na La Trobe University em Melbourne, na Austrália, onde está igualmente ligado ao Berry Street Childhood Institute e trabalha nos Serviços de Famílias de Adopção em Belfast, na Irlanda do Norte. E dirige os Serviços de Intervenção junto de Crianças Traumatizadas em Inglaterra e País de Gales, onde aplica, juntamente com outros profissionais, esse método junto de cerca de 200 crianças retiradas à família – uma pequena minoria do total de 66.600 crianças retiradas aos pais e a viver em instituições ou (a grande parte) famílias de acolhimento, só na Inglaterra e País de Gales.

Richard Rose falou ao PÚBLICO em Lisboa onde esteve nesta segunda-feira a apresentar uma conferência no encontro Os Direitos da Criança no Acolhimento Institucional, organizado pelo programa Crianças e Jovens em Risco da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em que consiste o método “história de vida”?  O objectivo é construir uma boa compreensão da experiência de vida da criança, antes e no momento do seu nascimento e desde o nascimento até ao momento actual. O que as crianças e os jovens vão querer saber é se eu, no meu contacto com eles, sou autêntico ou se estou a usar as mesmas palavras que ouviram durante anos de outros profissionais, como “eu percebo, tudo vai correr bem, tens que ultrapassar [os teus traumas]”. O que faço é falar com eles, sobre a sua vida e a sua família, com conhecimento real e não apenas a partir do que li num relatório. Isso faz muita diferença. As crianças percebem que estive na casa dos pais, dos avós ou de outros familiares. Isso permite desenvolver um verdadeiro diálogo com elas e dá-lhes um sentimento de autenticidade e de pertença.

Esse sentimento surge ao fim de quanto tempo? Depois da primeira fase de recolha de informação sobre a criança e a família, a intervenção directa dura nove meses. Durante esse tempo, depois de falarmos da história da criança até ao seu nascimento e depois dele, chegamos ao momento presente e falamos do que a criança gostaria que fosse o seu futuro. E vemos crianças, que estavam muitas vezes presas ao passado, a serem capazes, de um momento para o outro, de perceber que estão no presente e que podem pensar no seu futuro.

É uma viagem no tempo que oferece à criança uma percepção mais positiva de si mesma? Sim, e um método que permite o fortalecimento dos laços entre a criança e o cuidador na instituição ou na família de acolhimento, porque fizeram essa viagem juntos. A partilha de compreensão e de experiências, durante as 18 sessões ao longo dos nove meses da intervenção, cria essa oportunidade de vinculação entre os dois. Quem acolhe a criança pode ver para lá do seu mau comportamento, para lá dos seus problemas, pode ver uma pessoa que precisa de ser protegida. A ideia é que a família de acolhimento se transforme numa âncora e que as crianças em situação de acolhimento passem a ter uma pessoa que as conhece bem, que as compreende, que gosta delas. Antigamente, trabalhávamos com a criança. Mas se não trabalharmos com o acolhimento, como podemos esperar que haja avanços?

O objectivo é pois aproximar a criança da família de acolhimento e ao mesmo tempo levá-la a compreender a família de origem? Sim, a criança precisa de saber o que aconteceu com os pais, para perceber os maus tratos, os abusos sexuais, a negligência que sofreu. Muitas vezes os próprios pais foram maltratados ou abusados em criança. O seu entendimento do que é cuidar de uma criança está alterado em função da sua própria experiência. Nessa altura, junto da criança, a abordagem deve ser não a de diabolizar o comportamento que ela própria está susceptível de desenvolver, influenciada pelo comportamento que os pais tiveram com ela, mas perceber a origem desse comportamento. Falamos das suas experiências, das terríveis recordações do passado e da dor. Os adultos não gostam de ouvir falar desse tipo de dor, dos maus tratos, dos abusos sexuais. Mas é isso que está na cabeça das crianças. É disso que elas vão falar.

E conseguem falar disso facilmente? Não falam disso facilmente, dos maus tratos, dos abusos sexuais. É preciso desenvolver uma relação de confiança com elas e mostrar que se é capaz de ouvir o que elas têm para dizer e receber essa informação de forma segura. O que elas não querem é dizer uma coisa muito difícil a uma pessoa e sentir que essa pessoa fica abalada com essa informação. Se sentem que nos vão magoar ao dizer algo muito triste, não o vão dizer.

Protegem quem as está a ouvir? Protegem. As crianças questionam-se se a pessoa pode ouvir as coisas que tem para dizer ou se são demasiado horríveis. E retraem-se. Mesmo as muito pequeninas. Nas entrevistas em que acusam os pais de abusos sexuais, retraem-se se sentem que a pessoa não é capaz de ouvir esse tipo de relato.

E desresponsabilizam os pais ou acusam-nos?  Muitas crianças com quem trabalho desenvolvem uma história que as mantém seguras. Trabalho com uma menina de 13 anos, que me diz que quando tinha três anos o pai abusava dela. E que ele não é verdadeiramente responsável pelo que aconteceu, porque ela podia tê-lo impedido de o fazer, se quisesse. Num caso destes, não valeria de nada eu dizer-lhe que o pai é que é responsável e não ela, porque toda a gente já lho disse. Ela já ouviu isso e isso não lhe faz sentido.

Como se consegue então pô-la a pensar que não foi responsável? O meu trabalho foi pô-la a reflectir sobre o que é ser uma criança de três anos, como pensa uma criança de três anos, como fala, quais as suas faculdades. E depois ver como é um adulto, um pai, não o pai dela, mas como é um pai, que pode ser bom ou não. No fim, ela foi capaz de dizer que não podia tê-lo impedido de abusar dela mesmo se quisesse. E essa [convicção] era a chave. Porque naquele momento, ela não estava preparada para ouvir que o pai era responsável. O que ela tinha que compreender era que a sua culpa e a sua vergonha não estavam bem direccionadas. Ela tinha que chegar a essa conclusão. E chegou.

 

 

 

 

 

 

Presidente do IAC quer pedófilos tratados, medida “complexa” para a ministra da Justiça

Outubro 21, 2014 às 10:13 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Porto Canal de 20 de outubro de 2014.

Fonte: Agência Lusa

Lisboa, 20 out (Lusa) — A presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Manuela Eanes, defendeu hoje o desenvolvimento de programas terapêuticos para evitar a reincidência dos agressores sexuais, medida que a ministra da Justiça classificou de “complexa”.

Manuela Eanes falava na cerimónia de abertura da conferência “Os direitos da criança — prioridade para quando?”, que decorre em Lisboa, durante a qual recordou que, “após o cumprimento da pena, uma percentagem elevadíssima de condenados por crimes sexuais contra crianças não se recupera”.

Perante isto, a presidente do IAC defendeu um investimento em “adequadas medidas de controlo e vigilância”.

“Temos de ser cada vez mais exigentes, porque, apesar de todas as medidas já tomadas, a situação continua muito preocupante e novos desafios se colocam”, disse, especificando com “o aumento significativo dos sites de pornografia infantil”.

A propósito de mais respostas, Manuela Eanes defendeu a “complementaridade de medidas, seja a nível do tratamento psicoterapêutico, seja a nível de medidas de segurança que levem em conta a perigosidade” do agressor.

Confrontada com esta questão, a ministra da Justiça, que também participou nesta cerimónia, reconheceu que “o tratamento é uma questão muito complexa, porque normalmente tem duas vertentes: uma química e outra psicológica”.

“Muitas vezes é quase impossível assegurar esse tratamento. Não se pode entrar em casa de alguém e obrigá-lo a tomar comprimidos ou a ter apoio psicológico permanente”, adiantou aos jornalistas.

Para Paula Teixeira da Cruz, é preciso “olhar para a vertente do tratamento com todo o humanismo – Portugal foi o primeiro país a abolir a pena de morte — olhando para as liberdades, mas também para os mais frágeis”.

Aos jornalistas, a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, disse que “nada basta para lutar contra o abuso sexual das crianças”.

“Deve haver tratamento e apoio aos agressores sexuais, sempre que isso se justifique”, adiantou.

O psiquiatra Álvaro Carvalho, que coordena o Programa Nacional de Saúde Mental, sublinhou que o tratamento de agressores sexuais “é uma prática que tem defesa há muitos anos”.

“A questão dos abusos sexuais é um funcionamento mental que parece ser da área das compulsões obsessivo-compulsivas. É um processo que os próprios têm dificuldade em controlar, mas é imputável, responsabilizável perante a lei”, lembrou.

O especialista alertou para o facto de, “às vezes, as pessoas quando são presas elaboraram mais a sua capacidade imaginativa, em relação a aproximações de natureza sexual”.

Sobre os resultados deste tipo de terapêutica, Álvaro Carvalho disse serem ainda limitados, mas “indispensáveis de serem tentados”.

Atualmente, especificou, existem dois tipos de tratamentos: a castração química, que é a mais clássica, mas “limitativa, porque as pessoas continuam a ter líbido”.

Em relação ao tratamento psicológico, este apresenta uma eficácia limitada, mas, “dada a gravidade do problema, tudo o que puder ser feito é um garante de uma redução dos casos”.

SMM/GC // MAG

Lusa/Fim

 

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