A alegria de uma criança síria que perdeu uma perna depois de receber uma prótese

Maio 24, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do i de 8 de maio de 2019.

Menino perdeu uma perna devido à guerra que o país enfrenta.

Ahmad Saed Rahman tem cinco anos, vive na Síria e está a conquistar a Internet.

Depois de ter sido atingido com uma bala, devido à guerra que o país enfrenta, o menino perdeu uma perna, escreve o The Telegraph.

Mas Ahmad não é a sensação do momento por esse motivo. A razão pela qual tem chamado a atenção é devido ao facto de surgir, num vídeo partilhado nas redes sociais, a dançar e muito feliz com a nova prótese que recebeu.

 

Encontro “A Criança e a Violência Doméstica” 15 maio em Vendas Novas

Maio 10, 2019 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições gratuitas, mas obrigatórias até 13 de maio, através do formulário:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScCC7TsaW3ILB_m0Okj4jey3u5dLQqJvezn14Wslm_6kKBI5Q/viewform?fbclid=IwAR3be9dq5NE4J59wLvJESHhsJWjHl6rgXcvlhccI-HYjCekpaztEULEyZ6s

 

Violência doméstica: PGR chama a atenção para crianças

Abril 21, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem da Sábado de 15 de março de 2019.

Lucília Gago chamou a atenção para as crianças e os jovens, defendendo que são necessárias “medidas preventivas estruturadas e consistentes” e que “a escola deve estar atenta aos sinais de violência de que a criança possa ser vítima”.

A procuradora-geral da República defendeu esta sexta-feira que é preciso fazer “mais e melhor” no combate à violência doméstica, chamando a atenção para as crianças e negando que o judiciário seja o único responsável pelas falhas no sistema.

“Urge fazer mais e melhor, urge porventura fazer também diferente por forma a combater os elevados índices de violência que hoje pressentimos estarem presentes nos diversos domínios da nossa vida coletiva e de que a violência doméstica é manifestação”, disse Lucília Gago, que falava no VII Seminário Violência Doméstica, organizado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e pelo Gabinete de Informação e Atendimento à Vítima (GIAV).

A procuradora-geral da República (PGR) chamou a atenção para as crianças e os jovens, defendendo que são necessárias “medidas preventivas estruturadas e consistentes” e que “a escola deve estar atenta aos sinais de violência de que a criança possa ser vítima”.

“Os sinais de desproteção e de perigo das crianças e jovens desfilam sob os nossos olhos e não podem ser desconsiderados, como desconsiderados não podem ser os comportamentos violentos por si protagonizados”, disse Lucília Gago.

A PGR alertou para o risco de estas crianças replicarem os comportamentos violentos de que foram vítimas e que presenciaram em contexto familiar desde muito novos, e de essa violência se manifestar mais tarde nas relações de namoro, seja na adolescência ou em adultos.

Lucília Gago aproveitou para dirigir-se diretamente aos magistrados do Ministério Público (MP), apontando que “exige-se dinamismo e acuidade quer na deteção dos sinais de vitimização e de perigo, quer na identificação de comportamentos juvenis” que possam ser demonstrativos de necessidades educativas.

Nessa matéria, defendeu que “é imperioso que a intervenção tutelar educativa deixe de ser o parente pobre da jurisdição de famílias e crianças” e disse contar com os magistrados do MP nesse “esforço coletivo”, ao mesmo tempo que afirmou estar “fortemente empenhada na dinamização dessa intervenção” pelas suas potencialidades e pela dimensão preventiva associada.

No entanto, recusou que sejam atribuídas “ao judiciário as únicas ou principais responsabilidades das falhas do sistema, quer na dimensão da pressão criminal, quer na proteção da vítima”.

Por outro lado, defendeu que o sistema judiciário também “não pode deixar de promover uma melhor articulação nem desprezar o conhecimento proporcionado pelas disciplinas da psicologia ou psiquiatria, abandonando o fechamento claustrofóbico do purismo do direito e da hermenêutica jurídica”.

A PGR considerou que “é irrazoável equacionar a erradicação do fenómeno da violência doméstica sem investir forte e incisivamente na sua prevenção” e defendeu que tanto a violência doméstica como a violência de género precisam de uma abordagem técnica integrada.

Lucília Gago disse que haverá um “cenário desolador” se o número de mortes por violência doméstica mantiver o mesmo ritmo que teve até agora, contabilizando-se 14 pessoas em 2019, entre 11 mulheres, uma criança e dois homens.

Também presente no seminário, o diretor-nacional adjunto da Polícia Judiciária nomeou as 14 vítimas assassinadas este ano, apontando que não são números, mas pessoas com nomes.

Carlos Farinha destacou o papel “absolutamente essencial” da comunicação social para evitar efeitos miméticos negativos e sublinhou que é importante não confundir paixão com violência ou amor com violência doméstica.

“Quando temos uma vítima de violência doméstica, somos todos vítimas”, alertou.

 

Crianças assistiram a mais de 84 mil casos de violência doméstica em oito anos

Abril 19, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem da SIC Notícias de 1 de abril de 2019.

As forças de segurança registaram 84.767 situações de violência doméstica que foram presenciadas por crianças ou jovens.

Mais de 84 mil situações de violência doméstica em Portugal foram presenciadas por crianças ou jovens nos últimos oito anos, revelou esta segunda-feira o especialista António Castanho, sublinhando que os números ainda estão longe da realidade.

“A violência doméstica interrompe, destrói e tem impacto na vida futura de milhares de crianças em Portugal”, alertou hoje o especialista que representa o Ministério da Administração Interna (MAI) em equipas sobre violência doméstica e na Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), durante a cerimónia de abertura do Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância, que decorreu em Lisboa por iniciativa da CNPDPCJ.

A dimensão do problema

Nos últimos oito anos “13.133 crianças e jovens foram vítimas de violência doméstica” e muitas mais assistiram a situações de violência na família, lembrou António Castanho.

“Entre janeiro de 2010 e 31 de janeiro de 2018, as forças de segurança registaram 84.767 situações de violência doméstica que foram presenciadas por crianças ou jovens”, revelou o psicólogo clínico e psicoterapeuta, acrescentando que estas situações representam 37,7% dos casos de violência doméstica.

Para António Castanho, os números “estão muito aquém da realidade”, uma vez que registam apenas as situações em que os agentes encontram crianças ou jovens quando chegam ao local. Além disso, acrescentou, os dados não incluem ainda os serviços efetuados no ano passado pela GNR.

A dimensão do problema também foi salientada pela comissária da PSP Aurora Dantier, que lembrou as queixas de violência doméstica registadas só no ano passado – 26.439 – para concluir que milhares de crianças e jovens terão assistido a agressões, tendo em conta a percentagem apresentada por António Castanho (37,7%).

Crescer com violência doméstica

Quando há violência doméstica, são raras as crianças que conseguem crescer sem assistir, sublinhou a socióloga e investigadora Zélia Barroso, lembrando o estudo em que analisou os casos de violência doméstica que durante um ano chegaram aos Institutos de Medicina Legal do Porto e de Coimbra.

Foram 1.066 mulheres vítimas e “95,3% dos filhos assistiam à violência”, recordou Zélia Barroso, explicando que as crianças “ouviam ou viam o que se passava em casa”.

Além disso, “outras 69,4% crianças também sofriam maus tratos, umas diretamente e outras quando tentavam defender as mães”, contou.

Nas consultas de pedopsiquiatria de um hospital de Lisboa Zélia Barroso apercebeu-se da ligação entre os casos de relacionamentos violentos dos pais e de crianças vitimadas: “72,5% das crianças vítimas de maus tratos tinham vivenciado violência conjugal e 70% eram vítimas de negligência combinada com abuso psicológico e físico”, contou.

“A violência na infância é muito mais do que violência física”

Foi precisamente depois de trabalhar um caso de violência doméstica que António Castanho decidiu dedicar uma atenção especial às crianças: “Em 1994 fui chamado por causa de um caso de violência doméstica e quando lá cheguei encontrei uma mãe ensanguentada e duas crianças num canto a chorar. Nunca esqueci o olhar daquelas duas crianças”, contou.

Mas, “a violência na infância é muito mais do que violência física. É violência psicológica e é não disponibilizar algo que a criança precisa: Seja educação, saúde ou atenção, que também são formas de violência”, sublinhou a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

“Não me parece que a sociedade tenha a perceção de como esta realidade é avassaladora”, acrescentou por seu turno a procuradora Julieta Monginho, do Tribunal de Família e Menores Cascais, alertando para o facto de “o sofrimento emocional provocado pelo mau trato persistir para o resto da vida”.

Além do trauma da exposição à violência doméstica, há o problema da transmissão intergeracional, que está cientificamente estudado.

A pedopsiquiatra Teresa Goldschmidt, diretora do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e da Adolescência de Pediatria do Hospital de Santa Maria, lembrou que “pais que foram filhos mal-amados trazem uma bagagem emocionalmente difícil”.

Um círculo vicioso que todos os especialistas defenderam que é preciso quebrar.

Lusa

 

Tribunais de família obrigam crianças a visitar pais agressores

Abril 18, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da RTP de 7 de abril de 2019.

Crianças vítimas de violência doméstica estão a ser obrigadas a ver os pais que as agrediram apesar de não os quererem ver. Tribunais de família decretam visitas obrigatórias até com condenações por violência doméstica.

Visualizar o vídeo da notícia no link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/tribunais-de-familia-obrigam-criancas-a-visitar-pais-agressores_v1139798?fbclid=IwAR13ZUbO5upipAFN7YBNPeH7J0D2-roLn9u8cr3lx1fnst0V2333nVydXro#

 

Workshop “Dinâmicas Familiares Abusivas: Compreender e Intervir ” 3 de abril em Castelo Branco

Março 24, 2019 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://flashrede.blogspot.com/2019/03/workshop-dinamicas-familiares-abusivas.html?spref=fb&fbclid=IwAR15HdwHLPmIest8goZl6Yhlha9wZEOtDMwz4qSIjXul-YoKGhqFpL9syuY

 

Unicef: “Iêmen é um inferno para as crianças”

Março 9, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 25 de fevereiro de 2019.

Antecedendo conferência de doadores sobre o país que acontecerá esta terça-feira em Genebra, Unicef pede que crianças sejam priorizadas e que seus direitos fundamentais sejam respeitados; 1,2 milhão de crianças enfrentam o conflito diariamente no país.

O acordo de paz de Estocolmo foi assinado em dezembro de 2018. Mas, desde então, todos os dias oito crianças são mortas ou feridas no Iêmen.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, no país quase 1,2 milhão de crianças continuam a viver em 31 áreas de conflito, testemunhando a violência brutal relacionada à guerra. A maior parte delas perdem a vida enquanto brincam pelas ruas com os amigos ou no caminho de ida ou de volta da escola.

Inferno

Em entrevista à ONU News, a chefe de comunicação do Unicef no Iêmen, a brasileira Thaiza Castilho, descreveu o cenário da vida das crianças no país.

“Hoje a gente pode dizer que o Iêmen é um inferno para as crianças. A gente está falando de mais de 11 milhões de crianças que precisam de ajuda humanitária. Isso representa 80% da população de crianças no país e o conflito, que está entrando no seu quarto ano, só piora a situação que já era complicada no país e se tornou ainda pior.”

Segundo a agência da ONU, desde o início do conflito no Iêmen cerca de 1 milhão de crianças foram deslocadas, mais de 2,6 mil foram mortas e quase 2,7 mil recrutadas para lutarem no conflito. A agência frisa que estes são os números confirmados, mas que o total real pode ser ainda maior.

Impacto

O diretor-regional para o Oriente Médio e Norte da África do Unicef, Geert Cappelaere, destaca que “o impacto do conflito no Iêmen é profundo e não poupou nenhuma criança”. Para ele, “a violência incompreensível dos últimos quatro anos, os altos níveis de pobreza e décadas de conflitos, a negligência e privação estão sobrecarregando a sociedade iemenita, destruindo o seu tecido social, fundamental para qualquer sociedade e especialmente para as crianças.”

No Iêmen, uma em cada cinco escolas não pode mais ser usada por que foi danificada, está sendo utilizada no conflito ou servindo como abrigo para famílias deslocadas. Mais de 2 milhões de crianças, que representam um terço dos menores em idade escolar, não estão estudando.

Assistência

Com o apoio do Banco Mundial, o Unicef tem fornecido assistência de emergência em dinheiro para 1,5 milhão das famílias mais pobres, ajudando a evitar práticas de sobrevivência extrema como trabalho e casamento infantil.

Apenas em 2018, a agência forneceu tratamento para mais de 345 mil crianças gravemente desnutridas e 800 mil outras receberam apoio psicossocial para ajudar a superarem os traumas que sofreram.

Para este ano, o Unicef faz um apelo por US$542 milhões para poder continuar respondendo às grandes necessidades das crianças no Iêmen.

Conferência

Nesta terça-feira, acontece em Genebra uma conferência de alto nível de doadores sobre o país, que está sendo organizada pela ONU e os governos da Suécia e da Suíça. Segundo as Nações Unidas, são necessários mais 4 bilhões de dólares para a resposta humanitária no Iémen este ano, um aumento de 33% em relação ao ano passado.

Segundo o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, “a estimativa é de que 85 mil crianças no Iémen tenham perdido a luta contra a fome desde 2015.” Ele acrescenta ainda que “milhões de iemenitas estão mais famintos, mais doentes e mais vulneráveis do que há um ano.”

Lowcock aponta que as Nações Unidas e os parceiros humanitários estão fazendo o possível para ajudar as pessoas no país e que em 2018, apesar de ser “um dos ambientes operacionais mais perigosos e complexos em todo o mundo, cerca de 254 parceiros internacionais e nacionais foram ativamente coordenados para chegar a ainda mais pessoas no Iémen.”

Operação Humanitária

Cerca de 8 milhões de pessoas receberam ajuda todos os meses, em todo o país, naquela que é já a maior operação humanitária do mundo. Somente em dezembro, foi prestada assistência alimentar a mais de 10 milhões de pessoas, um número recorde.

Porém, Lowcock diz que isso não é o suficiente. Ele diz que se pode salvar milhões de vidas este ano, mas a ONU e parceiros estão “ficando sem tempo” e “sem dinheiro.”

O representante destaca que é preciso evitar que a tragédia humanitária piore ainda mais e diz que tem esperança de que a “ação coletiva, em Genebra, possa salvar mais vidas e reforçar o processo político em direção a uma solução pacífica.” Para ele, o mundo deve “isso às crianças do Iémen e às suas famílias”.

https://www.youtube.com/watch?v=SS15RZ3odx0

 

 

Alerta Unicef: Violência e inundações aumentam risco de vida de crianças na Síria

Janeiro 17, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 4 de janeiro de 2019.

Perto de 10 mil crianças estão a fugir das inundações; agência da ONU apela às partes do conflito que protejam as crianças; falta de abrigos seguros aumenta o risco de vida.

As crianças continuam a sofrer com a escalada da violência no noroeste da Síria. O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, recebeu relatos alarmantes de que 80 pessoas morreram, incluindo uma criança.

Segundo o Fundo, muitas famílias estão a fugir das suas casas à medida que o conflito se intensifica. Sem lugar para ir, muitos refugiam-se em campos superlotados que abrigam famílias deslocadas.

Grandes inundações afetaram 10 mil crianças em Atmeh, Qah, Deir Ballut, Albab, Jisr Ashughur, entre outras áreas. Expostas ao clima rigoroso de inverno e a temperaturas muito baixas, o Unicef alerta para o risco de vida destas crianças.

Apelo

A agência da ONU avisa ainda que o número de meninas e meninos afetados poderá aumentar com o agravamento do estado do tempo e a escalada dos confrontos.

O diretor regional do Unicef no Oriente Médio e Norte da África, Geert Cappelaere, afirmou que o sofrimento das crianças no noroeste da Síria aumentou “devido à recente escalada de violência, às condições climatericas adversas e à falta de refúgios seguros.”

O Fundo da ONU apela a todas as partes em confronto que protejam as crianças “em todos os momentos” e permitam que “os trabalhadores humanitários cheguem às crianças e às famílias mais carentes.”

Assistência humanitária

O Unicef, juntamente com os seus parceiros no terreno, continua a responder às crescentes necessidades das crianças e respetivas famílias.

Esta quinta-feira, foram enviados 13 camiões com roupas de inverno, combustível para aquecimento, mantimentos e tendas para salas de aula temporárias. Os parceiros do Unicef no terreno também estão a avaliar as necessidades de saúde, de nutrição e de saneamento para prevenir surtos de doenças.

 

Unicef: “mundo falhou em proteger as crianças em 2018”

Janeiro 15, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Unicef/Ashley Gilbertson Na República-Centro Africana Africana o conflito piorou e duas em cada três crianças precisam de assistência humanitária

Notícia da ONU News de 28 de dezembro de 2018.

Agência destaca abusos ocorridos em vários conflitos, incluindo a pobreza extrema; comunicado ressalta que atrocidades acontecem de forma quase impune e situação está piorando.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alerta que o futuro das crianças está em risco em nações onde ocorrem conflitos devido às violações cometidas pelas partes envolvidas nos confrontos.

Em comunicado emitido esta sexta-feira em Nova Iorque, o diretor de Programas de Emergência do Unicef, Manuel Fontaine, aponta que líderes mundiais falharam em  responsabilizar os autores dessas violações.

Zonas de Conflito

Para o representante do Unicef, as crianças que vivem em zonas de conflito em todo o mundo continuam sofrendo com a pobreza extrema.

Fontaine destacou que por muito tempo, as partes envolvidas em confrontos têm cometido atrocidades com quase total impunidade, uma situação que “está piorando”.

O responsável disse que “muito mais pode e deve ser feito para proteger e ajudar” crianças que vivem em países em guerra, que “estão sendo atacadas diretamente, usadas como escudos humanos, mortas, mutiladas ou recrutadas para combater”.

Síria

Fontaine mencionou crimes como estupro, casamento forçado e sequestros que se tornaram um padrão de táticas nos conflitos como na Síria, no Iêmen, na República Democrática do Congo, na Nigéria, no Sudão do Sul e no Mianmar em 2018.

Ele também cita o Afeganistão, onde “a violência e o derramamento de sangue ocorrem diariamente”. No país, mais de 5 mil crianças morreram somente no primeiro semestre do ano.

Nigéria

A nota destaca ainda o conflito no nordeste da Nigéria com grupos armados, incluindo facções do grupo terrorista  Boko Haram, que usam meninas como alvo. Elas são estupradas, forçadas a se tornarem esposas de combatentes ou usadas como “bomba humana”.

Nos Camarões aconteceu uma escalada do conflito nas regiões do noroeste e sudoeste. Nesses locais, “escolas, alunos e professores  são frequentemente atacados”.

Na República Centro-Africana o conflito piorou e duas em cada três crianças precisam de assistência humanitária.

Escolas

O representante do Unicef pediu aos países que cumpram suas obrigações sob a lei internacional “e parem imediatamente com as violações contra crianças e ataques contra infraestruturas civis, incluindo escolas, hospitais e fontes de água”.

Fontaine disse que “muito mais precisa ser feito para prevenir as guerras e acabar com os vários conflitos armados que arrasam a vida das crianças de forma desastrosa”. Ele declarou que “ataques contra crianças nunca devem ser admitidos”.

O diretor apela que as partes nos confrontos sejam obrigadas a cumprir a obrigação de proteger as crianças, caso contrário “elas, suas famílias e comunidades continuarão sofrendo consequências, agora e por muitos anos.”

 

 

Projeto Rua ministra várias ações de formação em Cabo Verde

Dezembro 19, 2018 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito da Campanha ” Basta de Violência contra Crianças” promovida pela Rede Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças para fins Comerciais e Turísticos, Matilde Sirgado e Isabel Duarte deslocaram-se a Cabo Verde, mais precisamente às Ilhas do Sal e de Santiago no período de 3 a 10 de dezembro para ministrarem duas acções de formação. Com o objetivo de desenvolver competências profissionais e capacitar os interventores sociais para intervir na prevenção da violência sexual contra crianças, adolescentes e jovens, estas acções visaram igualmente promover a reflexão acerca das necessidades das crianças versus as responsabilidades parentais, numa perspectiva de prevenção dos maus tratos infantis. As acções de formação contaram com a participação de técnicos de diferentes organismos e forças de segurança que enfatizaram a importância dos conteúdos e o reforço da necessidade de uma intervenção, que se quer cada vez mais integrada e proactiva na salvaguarda dos direitos da criança. O IAC representado por Ana Carichas e Isabel Duarte, esteve ainda em Cabo Verde no mês de outubro, a convite do ICCA – Instituto Caboverdiano da Crianças e do Adolescente, para a realização de uma ação de formação sobre a metodologia de intervenção do Projecto Rua integrada no Encontro Nacional dos Técnicos do ICCA.

Veja aqui os vídeos da notícia divulgada na Rádio Televisão de Cabo Verde:

http://www.tcv.cv/index.php?paginas=47&id_cod=73637

http://www.tcv.cv/index.php?paginas=47&id_cod=73739

 

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