Maus-tratos a crianças e adolescentes aumentaram desde 2011

Novembro 11, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do http://observador.pt/de 8 de novembro de 2016.

simela-pantzarti

Agência Lusa

Os casos de maus tratos a crianças e adolescentes analisados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal aumentou nos últimos cinco anos, com o agressor a ser frequentemente o pai da vítima.

Os casos de maus tratos a crianças e adolescentes analisados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal aumentou nos últimos cinco anos, com o agressor a ser frequentemente o pai da vítima, revelou esta terça-feira aquele organismo.

“Pai com antecedentes criminais e desempregado” é o perfil do agressor típico, segundo um estudo que vai ser apresentado no âmbito da III Conferência do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), que decorre no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, de quarta a sexta-feira.

Realizado entre 2011 e 2015, o trabalho evidencia um “aumento do número de casos de abuso físico de crianças e adolescentes avaliados no INMLCF”, disse esta terça-feira à agência Lusa João Pinheiro, vice-presidente deste instituto público e um dos autores do estudo, que abrange vítimas com idade igual ou inferior a 18 anos.

O número de exames a crianças e adolescentes, por suspeita de terem sido vítimas de violência, subiu de 371, em 2011, para 550 em 2015, o que traduz uma subida de 0,86% para 1,48% da taxa de incidência relativamente ao total dos chamados “exames de direito penal”, que nesses anos desceu de 43.280 para 37.159, respetivamente.

“Não temos uma explicação para a diminuição dos exames de direito penal”, nem para o acréscimo das avaliações a menores de 18 anos alegadamente vítimas de abuso físico, disse João Pinheiro, que desenvolveu o estudo em coautoria com mais dois médicos legistas, Júlio Barata e Rosário Silva.

Segundo as conclusões do estudo, é o seguinte o perfil da vítima de maus-tratos: “género feminino, entre os 15 e 18 anos de idade, contexto de violência doméstica, família desestruturada (divórcio dos pais) e com conflitos e agressão prévios”.

Geralmente, as lesões são traumatismos de “natureza contundente” e localizam-se na cabeça, tórax e abdómen, braço, mão e dedos, implicando entre cinco a 10 dias de doença da pessoa agredida.

Considerada “a mais importante reunião científica do setor” em Portugal, a conferência anual do INMLCF foi realizada pela primeira vez em 2014 e “tem vindo sempre a crescer”, segundo uma nota da organização.

Na edição deste ano, pela primeira vez, a conferência decorre durante três dias, em vez de apenas dois, a que se junta, no sábado, a realização de três cursos pós-conferência, subordinados aos temas “Violência doméstica: aprender a reconhecer” (curso teórico), “Sínfise púbica e idade à morte em antropologia forense” (curso teórico-prático) e “Técnica avançada de dissecação do pescoço” (curso prático).

Ainda no sábado, durante a tarde, decorre a II Reunião de Coordenadores de Gabinetes Médico-Legais e Forenses.

 

 

 

 

After escaping war, what awaits Syrian children in Europe?

Agosto 27, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Texto da http://edition.cnn.com/ de 22 de agosto de 2016.

By Gauri van Gulik, for CNN

Editor’s Note: Gauri van Gulik is the Deputy Europe Director at Amnesty International. Follow her @gaurivangulik. The opinions expressed in this commentary are hers.

(CNN) The haunting image of five-year-old Omran Daqneesh, shocked and bloodied in the back of an ambulance after being pulled from the rubble of his home, graphically captures the horrific situation facing Syria’s children — and makes it easy to understand why parents would take their children on the desperate, arduous journey to Europe.

But if a child like Omran were to survive the trip and reach Europe’s shores, their ordeal would be far from over.

On a visit to the Greek island of Lesvos, I saw first-hand what awaits them.

160818151441-01-omran---children-of-conflict---restricted-exlarge-169

Photos: Children of conflct 2016: Aleppo, Syria — Five-year-old Omran Daqneesh waits shell-shocked in the back of an ambulance. He and other members of his family were injured when airstrikes ripped through his neighborhood in August. The photo inspired international grief and put a face on Syria’s ongoing civil war.

The scars of war

In a detention center on Lesvos I met Ahmed, a one-year-old baby who has been sick for almost all of his short life from what his mother described as a chemical attack.

She told me that a bomb destroyed their home soon after Ahmed was born, lodging shrapnel in his neck. Soon after, he developed severe asthma and other symptoms consistent with chlorine gas inhalation. When I met him almost a year after the bombing, I could see his scars and his little body struggled to breathe.

Richard Burton

His family are Palestinians from Syria, who first fled the horrors of siege and starvation in Yarmouk camp, outside Damascus.

But the war followed them as they fled to Idlib in the north of the country. After a bomb hit their home, Ahmed’s mother took them across the border into Turkey where they paid smugglers to take them across perilous waters in an overcrowded boat to the Greek islands.

Inside Greece’s detention centers

giorgos moutafi

Once on land, Ahmed’s family did not receive a warm welcome. They arrived after the EU-Turkey deal came into effect on March 20 this year, effectively transforming the islands into mass detention facilities.

Ahmed’s family were locked up with more than 3,000 other people in Moria detention center, closed off from the outside world by barbed wire fences. When I saw them, they had no privacy and no idea what would happen to them next.

Instead of quickly providing Ahmed with the urgent medical care he needed, a doctor first gave the family a box of paracetamol.

Journey isn’t over yet

fotis

The family were later removed from detention but remain stranded in Greece, like nearly 60,000 other refugees and migrants.

Onward routes to Europe are mostly shut off. If it was up to some European leaders, most would simply be deported back to Turkey.

This desperate situation is being played out across Europe — in Hungary, Serbia, Greece, Calais and elsewhere.

Children forget how to read

Ahmed reminds me of so many children we have seen around the continent, and the ordeals they face.

Almost a third of refugees and migrants crossing the Mediterranean to Europe are children. Many of them traveling alone, vulnerable to exploitation, or separated from their families along the way, sometimes by the authorities themselves.

giorgos moutafi 2

Some of the children we’ve met have spent so long out of school that they have forgotten how to read and write.

One 16-year-old boy from Syria who has been in a camp on the Greek mainland told us: “We have been here for 423 days with no hope, no education, no schools. I need the chance to complete my studies.”

These children need safety, special care, education, and a roof over their head. They need governments to allow and facilitate family reunification. They need countries to follow through on their promises to relocate and resettle families like Ahmed’s.

EU governments must act

giogos mou

In Europe, governments are shamefully behind on both fronts. European Union leaders have relocated a fraction of the refugees they promised to take last September.

While Omran, as Aylan Kurdi before him, captured the attention of the world, heartbreak and outrage are not enough.

Read more: What parents in Aleppo tell their children about war

The images have moved the world, but not leaders. Until they act, thousands of children will suffer the same fates as Omran, Aylan and Ahmed.

 

A infância debaixo da linha de fogo na Síria

Agosto 24, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

texto da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 18 de agosto de 2016.

Khalil Ashawi

© Khalil Ashawi / Reuters

Na Síria, não são apenas os adultos afetados pela guerra civil. Milhares de crianças sírias sofrem todos os dias com os bombardeamentos e com os ataques militares. Também as crianças são apanhadas na linha de fogo e mortas por uma guerra que muitas delas não têm idade suficiente para saber o motivo. Crianças que cresceram no meio da guerra, crianças que tiveram de aprender o que é a guerra. Veja aqui uma galeria com imagens das crianças sírias, envoltas numa guerra que não parece ter fim.

visualizar todas as fotografias no link:

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2016-08-18-A-infancia-debaixo-da-linha-de-fogo-na-Siria

 

 

Omran Daqneesh: o rapaz da ambulância que é o espelho da guerra civil na Síria

Agosto 23, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia da http://www.tsf.pt/de 18 de agosto de 2016.

Aleppo

Coberto de lama e sangue, sentando na parte de trás de uma ambulância, Omran é apenas mais uma vítima da guerra pelo controlo de Alepo, na Síria.

A fotografia de Omran Daqneesh, um jovem de cinco anos que ficou ferido nos mais recentes ataques aéreos em Alepo, na Síria, está a correr o mundo. Desorientando, coberto de lama e sangue, Omran foi filmado e fotografado na parte de trás da ambulância, onde aparece sentado.

A imagem de Omran faz parte de um vídeo colocado em circulação pelo Aleppo Media Centre, um grupo de ativistas anti-governo, que alega que Omran é mais uma vítima dos bombardeamentos realizados pela Rússia, aliada do presidente sírio Bashar al-Assad.

Omran acabou por sobreviver, bem como a sua família, onde se contam três irmãos, com um, seis e 11 anos e ainda os pais. Um fotógrafo da Reuters captou um momento a seguir ao vídeo, onde Omran aparece ao lado de uma irmã.

mahmoud rslan

De acordo com a ONU, há um mês que não entra qualquer ajuda humanitária na cidade, a segunda maior da Síria, centro dos combates entre as forças do regime e os grupos rebeldes e jihadistas.

 

 

Bater: Num adulto é agressão, num animal é crueldade, numa criança…é educação?”

Agosto 15, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

texto do site http://uptokids.pt/ de 1 de agosto de 2016.

uptokids

“Aos pais se pede tanto, e se lhes dá tão pouco.” Se estas palavras da psicoterapeuta familiar Virginia Satir eram verdadeiras na década de 80, continuam tão ou mais válidas nos dias de hoje. Aos pais pede-se­ corpo e alma na educação dos filhos, mesmo quando o corpo se desdobra e dá de si e a alma, essa essência de estar vivo, é estar vivo para os filhos e pouco mais. Do lado dos filhos, um dos grandes desafios é o aprender formas saudáveis de socializar, de estar em relação com os outros, na existência de regras e limites e, em simultâneo, afeto. Uma coisa é certa: existem tantas formas de se ser mãe ou pai, quanto de se ser filho ou filha. Não existe apenas uma correta, mas existem formas de relação positivas entre pais e filhos que promovem um crescimento individual e relacional, outras não tão positivas e que acabam por trazer mais preocupações, mais dificuldades na gestão dos comportamentos e do reconhecimento da autoridade dos pais. A autoridade, aquela que se reconhece e não a que se impõe, tem sido um dos desafios com os quais muitos pais lidam, já que também eles trazem modelos das gerações anteriores, uns mais bem-sucedidos do que outros. A questão mantém­-se: é possível mostrar aos filhos os limites e regras com que se vive as relações humanas sem, no entanto, recorrer à punição física?

O que sabemos sobre os efeitos da Punição Física na criança e nos pais?

“Os meus pais também me bateram quando era pequeno, e no entanto tanto eu como os meus irmãos crescemos sem problemas nenhuns”. Este é um argumento comum que justifica, para muitos pais, bater nos filhos, com maior ou menor frequência. No entanto, bater não está associado a melhorias no comportamento ao longo do tempo. Não só coloca os pais num nível de adrenalina e stress elevado, como também transmite à criança a ideia de que o corpo não é seu, é propriedade dos pais, não podendo ser negociada a forma como querem ser tratadas. Estudos indicam que em adultos punidos fisicamente durante a infância, a probabilidade de valorizarem positivamente um comportamento violento aumenta, seja contra o filho ou contra o atual parceiro (Gershoff & Grogan-Kaylor, 2016).

“Nem doeu!” ­ Uma rápida escalada, não só de violência…mas de culpa

Um dos grandes problemas da punição corporal é a facilidade com que os limites definidos pelo próprio educador são ultrapassados, sem que este sequer se aperceba. É muito frequente, nos pais com quem se trabalham estes temas, eles próprios estarem dessensibilizados para o grau de violência que utilizam. Tal acontece porque se forma um ciclo em torno do comportamento da criança e da resposta que é dada por parte do adulto. A punição corporal leva frequentemente a que o comportamento desadequado se mantenha ou até aumente, o que resulta num aumento da frequência do castigo corporal, levando a mais situações de comportamento desadequado. Por exemplo, a mãe repreende o filho por correr na loja em que fazem compras. O filho não presta atenção e continua. A mãe, frustrada, dá uma palmada ao filho. Este não aprendeu necessariamente porque é que correr na loja é mau, apenas sabe que não gosta de levar uma palmada. O comportamento vai manter-­se, se não em loja, noutros contextos. A mãe utiliza a palmada e, vendo que o comportamento continua, pode aumentar a frequência e/ou intensidade da punição até obter os resultados desejados. O comportamento do filho, no entanto, piora. É um ciclo em que violência gera violência. Mais importante, e talvez menos abordado nestes termos, o ciclo amplia as desvantagens para pais e filhos: os pais, cada vez menos eficazes em controlar o comportamento da criança, desenvolvem com frequência sentimentos de culpa, por não se sentirem capazes de educar os filhos sem bater. Por parte da criança, com a frequência do castigo corporal, desenvolve uma imagem negativa de si enquanto filho, o “mau filho” ou “o filho desobediente”, com um impacto negativo na sua auto­estima e personalidade. No final, cada palmada ou bofetada confirma aos pais o fraco controlo e ineficácia da sua parentalidade. À criança é confirmado o fraco controlo sobre o seu próprio corpo, que pode ser invadido a qualquer altura, bem como o comportamento desadequado passa a fazer parte da imagem que têm de si mesmas.

A investigação com crianças e pais

Uma das mais importantes revisões de literatura neste campo, publicada este ano, registou dados sobre punição corporal em cerca de 160,000 crianças (Gershoff & Grogan­Kaylor, 2016). Desta revisão concluiu­-se que a punição corporal está associada a um maior risco de comportamentos agressivos e antissociais, mais problemas de saúde mental e uma relação pais- filhos mais negativa. Este é um resultado explicado, em grande parte, pelo facto de os pais serem os principais responsáveis por ensinar aos filhos formas de se relacionar com os outros (e.g., Maccoby, 1992). Talvez o resultado mais importante desta revisão tenha sido o de que, mesmo quando removidas as formas de punição mais severas e o abuso físico, deixando apenas a punição    corporal nos seus moldes mais simples (palmadas nas nádegas, por exemplo), esta se revela associada a resultados negativos para as crianças. Ou seja, mesmo formas mais simples de punição corporal como a palmada, podem ter efeitos negativos no desenvolvimento saudável da criança.

Porque é que bater persiste?

Nas palavras da Doutora Maria Amélia Azevedo, coordenadora do Laboratório de Estudos da Criança (LACRI): “Bater num adulto é agressão, num animal é crueldade, como você pode dizer que bater numa criança é educação?”.

O castigo físico persiste, em parte, por ter resultados aparentemente imediatos (cessa o comportamento da criança) e por ser fácil de aplicar. No entanto, punições corporais não oferecem à criança oportunidade de refletir sobre as suas ações, nem ensinam à criança a distinção entre o certo e o errado, levando-­a a agir (ou não agir) apenas por medo da punição. A investigação demonstra que apesar de conduzir a uma obediência imediata, existe um decréscimo na obediência a longo prazo (Gershoff, 2002). Só a convivência e o tempo investido pelos pais no diálogo possibilita uma base afetiva em que os filhos reconhecem nos pais alguém que se preocupa, que ouve e, mais importante, um modelo a seguir. Isto é importante pois ao longo do desenvolvimento do seu filho, ele precisa de aprender a decidir e a regular o seu próprio comportamento.

Quais são as possíveis alternativas à punição corporal? Aqui ficam algumas sugestões para pais, mães, ou responsáveis pela educação e desenvolvimento de uma criança:

– Utilize o diálogo sempre que possível.

Falar com uma criança sobre que comportamentos são aceitáveis e quais não são tem, de longe, muitos mais benefícios do que a punição corporal. Garanta que lhe explica o porquê de um comportamento ser desadequado ou perigoso. Ao fazê-­lo está também a transmitir-­lhe uma mensagem importante: o diálogo é uma ferramenta crucial para resolução de problemas, ao contrário da violência, que cria distância entre as pessoas.

– Crie oportunidades educativas.

A existência de diálogo não invalida que se sigam outros métodos de disciplina eficazes. Se tiver de disciplinar, procure castigos não físicos e crie, se possível, oportunidades educativas (ex. dar ao seu filho tarefas domésticas extra ou colocá-­lo a arranjar algo que tenha quebrado). Talvez uma das técnicas mais utilizadas e familiar aos pais seja o retiro de benefícios (ex. não jogar durante uma semana). Não há nada de errado com esta forma de disciplina, sendo que os resultados podem ser melhores se a aplicação for ponderada e firme – se proibiu o seu filho de utilizar o computador durante uma semana, já terá pensado sobre quão adequada é a duração do castigo, sendo recomendado que o mesmo seja cumprido nos moldes por si definidos.

– Utilize consequências como uma forma eficaz de disciplina.

Tal como os adultos, as crianças aprendem com base no que experienciam. As consequências das suas decisões, quando vividas, possibilitam oportunidades de aprendizagem únicas para o desenvolvimento de responsabilidade. Tal exige que os pais permitam aos filhos experimentar as consequências naturais destas decisões (ex. Se não comes o que tens no prato, eventualmente ficarás com fome; se estragaste os teus brinquedos/computador, não poderás divertir­te com eles). Em várias ocasiões os pais protegem os filhos, no entanto algumas formas de proteção podem privá-­los de oportunidades para serem responsáveis e aprenderem que as suas ações têm consequências. Ao deixá-lo experienciar as consequências das suas ações está a dizer-­lhe que é capaz de tomar as suas próprias decisões. Não deve utilizar este método de disciplina se colocar em risco a saúde ou segurança da criança. Cabe­-lhe a si decidir que consequências naturais dos atos do seu filho serão uma boa oportunidade de aprendizagem. A chave é manter­-se calmo e não se envolver demasiado, deixe que o seu filho experiencie as consequências que decorrem naturalmente dos seus comportamentos. Por fim, seja paciente pois nem sempre os resultados são imediatos, mas quando surgem são duradouros!

Angelo Simoes

imagem@psyciencia

 

 

“Há muitos Pokémons na Síria, vem salvar-me”

Agosto 9, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

texto do http://p3.publico.pt/ de 21 de julho de 2016.

poke

Campanha criada pela oposição síria faz apelo à comunidade internacional: resgatem as crianças sírias como fazem com as personagens do Pokémon Go.

O Exército Livre da Síria, que combate o Presidente Bashar al-Asaad, aproveitou a “febre” do Pokémon Go para falar de um assunto sério. Com desenhos de personagens da Nintendo nas mãos, crianças sírias foram fotografadas com o objectivo de chamar a atenção da comunidade internacional para o sofrimentos dos menores numa guerra que se prolonga por cinco anos.

 A campanha começou a ser difundida no Twitter da RSF, meio de comunicação afecto ao Exército Livre da Síria, com as etiquetas #PokemonInSyria e #PrayforSiria, e rapidamente começou a espalhar-se um pouco por todo o mundo.

Os desenhos que as crianças têm nas mãos surgem com várias frases, como “há muitos Pokémons na Síria, vem salvar-me”, “estou em Idlib, vem busca-me” ou “estou na Síria, vem-me salvar”.

O jogo de realidade aumentada Pokémon Go chegou oficialmente a Portugal a 15 de Julho, mas antes disso já milhares de pessoas recorriam a “truques” para descarregar a aplicação. A aplicação encontra-se no topo da lista de transferências quer do iTunes quer da loja da Google (onde foi descarregada, a nível mundial, 1,2 milhões de vezes), e fez com que uma série de serviços fossem listados no portal OLX.

 

 

Mil milhões de crianças sofreram abusos físicos e sexuais em 2015

Agosto 4, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do http://observador.pt/ de 12 de julho de 2016.

Consultar a nota de imprensa da OMS no link:

New strategies to end violence against children

legnan koula  EPA

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que apresentou hoje um conjunto de medidas para acabar com a violência infantil pelo mundo, declarou que, em 2015, mil milhões de crianças sofreram abusos físicos, sexuais e psicológicos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que apresentou hoje um conjunto de medidas para acabar com a violência infantil pelo mundo, declarou que, em 2015, mil milhões de crianças sofreram abusos físicos, sexuais e psicológicos.

Na apresentação de uma aliança de governos e entidades sociais para lutar contra estes atos, a OMS publicou sete medidas para tentar reduzir, ou prevenir, os ataques contra as crianças.

Este conjunto de medidas passa por aplicar e reforçar leis de modo a limitar o acesso às armas, criminalizar os castigos violentos, por parte dos pais, e mudar a perceção sobre os comportamentos desse género.

Além disso, a organização propõe criar “ambientes seguros” e oferecer formação aos pais e mães sobre os seus deveres, melhorar a segurança económica das famílias, garantir o acesso ao sistema sanitário, ao bem-estar social e aumentar os serviços de ajuda e reinserção social dos delinquentes juvenis.

Entre os dados recolhidos pela OMS, o homicídio destaca-se como a quinta causa de morte mais comum entre os adolescentes.

Enquanto um em cada quatro rapazes sofre algum tipo de abuso físico, uma em cada cinco raparigas sofre abusos sexuais, pelo menos uma vez na vida.

“O conhecimento sobre o alcance e os danos da violência infantil está a crescer juntamente com as estratégias para prevenção”, afirmou em comunicado Etienne Krug, diretor do departamento de gestão de doenças não contagiosas da OMS.

Segundo Krug, estas medidas vão ajudar a criar ambientes “seguros, estáveis e favoráveis” para proteger as crianças e os adolescentes.

 

 

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque – relatório “A Heavy Price for Children”

Julho 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

heavy

descarregar o relatório no link:

http://www.uniraq.org/index.php?option=com_k2&view=item&task=download&id=1882_155abec0c097a09d6cd3c8694f9a6f3c&Itemid=626&lang=en

ou

http://www.unicef.pt/relatorio_iraque_um_preco_elevado_para_as_criancas.pdf

mais informações na notícia da Unicef Portugal

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque

 

Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos

Julho 19, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

Comunicado de Imprensa da Unicef Portugal de 14 de junho de 2016.

“Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos.”

UNICEF alerta para os perigos com que se deparam os adolescentes refugiados e migrantes não acompanhados que fogem para a Europa

GENEBRA, 14 de Junho de 2016 – Mais de nove em cada 10 crianças refugiadas e migrantes que têm chegado este ano à Europa através de Itália não estão acompanhadas, o que leva a UNICEF a alertar para os perigos de abuso, exploração e morte que enfrentam.

ler todo o Comunicado de Imprensa no link:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-alerta_criancas_migrantes_-_perigo_a_cada_passo_do_caminho_2016_06_14.pdf

danger

Descarregar o relatório Danger every step of the way : a harrowing journey to Europe for refugee and migrant children no link:

http://www.unicef.org/media/media_91552.html

UN urges prevention efforts to address threats of violent extremism to children and youth

Junho 22, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia das http://www.un.org/ de 3 de junho de 2016.

UN

3 June 2016 – Children and youth are often the most vulnerable victims of the scourge of radicalization and violence, the President of the United Nations General Assembly emphasized today, urging the international community to advance its own thinking and refine its responses to addressing the challenges of violent extremism.

“This is a subject that, in many ways, I wish we did not have to discuss,” said Mogens Lykketoft, President of the UN General Assembly, at the opening of a High-level Thematic Conversation on Children and Youth affected by Violent Extremism, noting that he, like many participants, have children and grandchildren of his own.

“And it is frightening to think that at a given moment, our youngest people could have their lives, hopes and futures so deeply affected by violent extremism,” he added.

The event, being held today at UN Headquarters in New York, includes four panel discussions addressing the versatile nature of threats of violent extremism to children and youth, as well as examining ways to strengthen prevention efforts and reinforce existing strategies to counter violent extremism with a specific focus on children and youth.

Mr. Lykketoft said it was worth remembering that many children and young people are themselves the targets and victims of violent extremist acts, including in recent years in Norway, Nigeria, Pakistan and beyond.

“Regrettably, however, millions of other children and young people are also vulnerable to radicalization and to becoming violent extremists themselves, whether in Copenhagen or Cairo, in South Carolina or Syria,” he said.

He noted that the event was therefore an important opportunity for the General Assembly to achieve a more comprehensive understanding of the subject, particularly in light of the Secretary-General’s Plan of Action to Prevent Violent Extremism and as the international community embarked on the 10-year review of the UN Global Counter-Terrorism Strategy.

“It is an opportunity for Member States and the UN system to advance their own thinking on how best to tackle these challenges; to understand what it is that leaves children and young people so vulnerable to radicalization,” Mr. Lykketoft said.

“There is a great deal at stake and I believe we all have a great deal to learn,” he added.

Also speaking at today’s event was UN Deputy Secretary-General Jan Eliasson, who stressed that the conversation was a great opportunity to continue the discussion, started under the Jordanian Presidency of the Security Council, on the role of youth in countering violent extremism and promoting peace, which had led to the adoption of Security Council resolution 2250 (2015) on youth, peace and security.

UNICEF Sylvain Cherkaoui

Reminding participants that 46 per cent of the world’s population is younger than 25 years old, Mr. Eliasson said that young people are disproportionately affected by inequality, marginalization and not least by unemployment.

“With these figures and facts in mind, we should understand that young people may be vulnerable to the lure of violent extremists, who offer them a salary, a sense of belonging, and a promise of glory,” he said.

It was necessary, however, to put that into a more positive perspective, as the vast majority of young people abide by the law and have aspirations for better and peaceful lives for themselves, their families and their communities.

“Children and youth represent promises – not perils. They should be seen as a potential – not a problem,” the Deputy Secretary-General said.

“We need to engage and empower our young people. We should not only work for young people – we should work with them. They are subjects, not objects. We have a duty to unleash the great potential of young people to promote peace, development, justice and understanding,” he added.

In many parts of the world, children and young people urgently need not only protection, but also tangible opportunities for meaningful engagement, meaningful lives and jobs, the Deputy Secretary-General said.

As such, it was necessary to foster trust between decision makers and youth, and to integrate young women and men into decision-making at the local and national levels.

“Through dialogue, inclusion and good governance, our children and young people can become the empowered citizens they strive to be and deserve to be,” he stressed.

He also emphasized that it is necessary to fight discrimination and exclusion, which often underlie the grievances that lead to radicalization and violence.

“We must better and more effectively communicate our common values of peace and justice. We must stand together against the intolerance and hatred which is spread by extremist groups,” Mr. Eliasson said.

“In the spirit of the United Nations Charter , we must act now to save succeeding generations from the scourge of war and to live lives in larger freedom,” he added.

The four panel discussions comprising the event specifically focused on ‘Preventing children and youth from radicalization,’ ‘From radicalization to violent extremism,’ ‘Deradicalization, rehabilitation and reintegration,’ and ‘Multi-stakeholder engagement.’

News Tracker: past stories on this issue

Refugee children are five times more likely to be out of school than others – UN report

 

Página seguinte »

Create a free website or blog at WordPress.com.
Entries e comentários feeds.