Corporal punishment of children linked to lower school grades

Dezembro 11, 2015 às 8:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Texto do site de 20 de novembro de 2015.

© Young Lives Sarika Gulati

Kirrily Pells

Debates on whether the use of physical force to discipline children is ever acceptable have once again been reignited with legislation passed in Ireland in early November to remove the defence of “reasonable chastisement” for corporal punishment.

In new research conducted by the Young Lives study at the University of Oxford using longitudinal data from Ethiopia, India, Peru and Vietnam, we found that children who experienced corporal punishment performed worse in maths, four years later. The research was part of UNICEF’s Multi Country Study on the Drivers of Violence Affecting Children.

The use of physical punishment, such as smacking, slapping or hitting with a hand or implement, is contrary to the UN Convention on the Rights of the Child, which has been ratified by all states except the US. Yet only 47 countries have, like Ireland, introduced legislation to protect children from corporal punishment in all settings, including the home and school.

Corporal punishment excites strong points of view. Proponents argue that “mild” or “moderate” forms of corporal punishment are an effective and non-detrimental means of instilling discipline and obedience into children. When talking about my research on corporal punishment I often encounter the response: “I was hit and it never did me any harm”. Opponents stress the hypocrisy of laws that do not extend the same protection to children as is afforded to adults.

Negative impact on grades

When focusing on children’s school performance, we are not losing sight of the fact that children do on occasions die or are severely injured as a result of corporal punishment. But evidence on whether more “everyday” or “routinised” forms of corporal punishment have lasting effects on children’s development is limited.

Studies typically rely on cross-sectional data where child development measures are collected at the same time as reports of corporal punishment. It is then difficult to separate out what comes first: children may perform less well as school because they are hit, or children may be punished because of poor performance.

While we cannot prove causality, the Young Lives data allows us to analyse the links between earlier experience of corporal punishment and how children were performing four years later in school. The longitudinal data also allow us to control for a series of other possible explanations that might affect children’s school performance.

We found that children who reported experiencing corporal punishment at age eight had on average significantly lower maths scores at age 12 in India, Peru and Vietnam. The size of the negative effect was large.

To put our results into context, it is well-established that children with more highly educated parents have better educational outcomes. The associated negative effect of corporal punishment on children’s outcomes was equivalent to the child’s primary caregiver, usually the mother, having between three and six years less education, depending on the country.

Who is most at risk

Large numbers of children are also affected despite legal prohibition of corporal punishment in schools in India, Ethiopia and Vietnam, and a statement of norms discouraging its use in schools in Peru. Among children we surveyed who were eight-years-old, over half of those in Peru and Vietnam, three-quarters in Ethiopia, and nearly all children in India reported witnessing a teacher administering corporal punishment in the last week.

Younger children are at greater risk, with the incidence of corporal punishment at age eight more than double the rate reported by 15-year-olds, in all four countries. Boys are significantly more likely to report experiencing corporal punishment than girls across the four countries. This adds to the growing global picture on the greater vulnerability of boys to physical punishment. But it’s important to note that girls are often at greater risk of other forms of humiliating treatment and sexual violence.

We also found that children from more disadvantaged households were significantly more likely to be punished in India, Peru and Vietnam compared to children living in more advantaged households in the same community. When comparing children in the same school, disadvantaged children in India and Vietnam are significantly more likely to be punished than their more advantaged peers.

Other Young Lives research indicates a number of reasons why poor children experience more corporal punishment, including being punished for lacking school materials and frequent absence in order to undertake work for the household.

Corporal punishment not only violates children’s fundamental rights to dignity and bodily integrity, but by impacting upon their engagement with schooling it has the potential to have long-lasting implications for their life chances and can reinforce inequality.

Legislation is an important first step towards eradicating corporal punishment, but on its own is not sufficient. Greater attention is required to understand why bans are not implemented, to support positive teaching practices and to work to address social norms that sustain the myth that physical violence promotes children’s learning and development.



Violence against children with disabilities: legislation, policies and programmes in the EU

Dezembro 3, 2015 às 7:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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descarregar o relatório no link:

Children with disabilities face significant barriers to enjoying their fundamental rights. They are often excluded from society, sometimes living in facilities far from their families. They are also denied access to basic services, such as health care and education, and endure stigma and discrimination, as well as sexual, physical and psychological violence. FRA scrutinised the important but underreported issue of violence against children with disabilities, carrying out desk research and conducting interviews with knowledgeable stakeholders. This report presents the results of that research.

withSyria – vídeo de Bansky

Novembro 27, 2015 às 8:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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mais informações.

Há crianças vítimas de maus-tratos que ficam meses no hospital depois da alta

Novembro 26, 2015 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia da de 18 de novembro de 2015.

radio renascença

João Carlos Malta

No hospital Amadora-Sintra, entre 5% e 10% das crianças vítimas de abusos físicos e sexuais ficam internadas,dias ou mesmo meses, depois de terem alta clínica, aguardando que lhes decidam o futuro . No caso mais grave, um menino viveu cinco anos no hospital. “É o pior dos sítios para uma criança ficar, mas, por vezes, é a única solução”.

Há crianças vítimas de abusos físicos e sexuais que, depois de serem tratadas nas unidades de saúde e terem alta clínica, acabam por ficar internadas no hospital durante dias ou meses à espera que a Justiça lhes encontre um destino para começarem um novo futuro.

No Hospital Amadora-Sintra, entre 2012 e 2014, foi o que aconteceu a cerca de 10% das 108 crianças que deram entrada nas urgências hospitalares por “motivos sociais”. Uns ficaram alguns dias ou semanas, outros, alguns meses.

Num dos casos mais dramáticos, um menino portador de VIH e com paralisia cerebral, após ter sido internado com sinais de ter sido agredido, viveu cinco anos no Amadora-Sintra. A criança , de ascendência africana, só conseguiu ter um lar quando um casal sueco o encontrou.

Helena Isabel Almeida, pediatra e coordenadora do grupo de protecção de crianças em risco do hospital Amadora-Sintra, alerta que esta unidade hospitalar, apesar de acolher os meninos depois de lhes dar alta, não está “preparada” para o fazer.

“É o pior dos sítios para uma criança ficar. Uma grande parte das crianças internadas está infectada e as que ali ficam podem apanhar doenças”, sublinha a médica.

A pediatra alerta para a morosidade da resolução dos casos em que a criança não pode ser reintroduzida em contexto familiar. É prejudicial para o desenvolvimento psicológico da criança permanecer num hospital, um local em que “se trabalha por turnos com equipas muito grandes e em que a relação é bastante impessoal”.

“Uma criança maltratada é alguém que precisa de ter profissionais especializados e a encorajá-la no seu novo projecto de vida”, reforça a médica.

Sem alternativa

O director-adjunto do Centro de Estudos Judiciários, juiz-desembargador Paulo Guerra reconhece que estes casos ocorrem. “As crianças não devem ficar nos hospitais. Essa é a luta entre a Saúde e a Justiça. Os profissionais de saúde querem que a criança saia, porque é um sítio em que facilmente é contaminada. Temos que dar uma resposta social”, sublinha.

No entanto, o director-adjunto do Centro de Estudos Judiciários, com carreira em casos que envolvem a criança e a família, reconhece que há casos em que não tem existido outra alternativa.

Helena Isabel Almeida chama a atenção que nestes casos em que a criança fica no hospital depois de ter alta a maior parte dos agressores fazem parte do núcleo familiar. Pai e mãe são percentualmente as figuras mais visadas nestes abusos, o que torna a possibilidade de regresso à família “residual”.

Das 108 crianças que nos últimos dois anos chegaram às urgências de pediatria do Hospital Amadora-Sintra, 85 são recém-nascidos e 23 têm entre três e cinco anos.

“Muitas vezes, a família depende economicamente do agressor. São situações complicadas. E estas crianças não podem voltar para casa. Têm que ficar institucionalizadas: ou num hospital ou num lar de emergência, que apareceram nos últimos anos e que funcionam bem”, explica Helena Isabel.

A mesma especialista alerta ainda para os casos dramáticos de crianças agredidas que sofrem de doenças crónicas. Para elas não há lares, nem centros de acolhimentos. “Há crianças com a cor, com a idade e com doença errada. Sabemos que há crianças que vão ser rapidamente adoptadas e outras que nunca o vão ser”, lembra.

P. esteve cinco anos a viver no Amadora-Sintra

O caso mais emblemático e marcante no serviço liderado por Helena Isabel Almeida foi o de um menino com ascendência num país africano de língua oficial portuguesa.

P. deu entrada no hospital vítima de agressão, mas com um quadro clínico associado complicado. Era portador de VIH e tinha paralisia cerebral. A mãe não ajudou a que o caso se resolvesse. Não queria que P. fosse adoptado.

O menino acabou por viver cinco anos no hospital Amadora-Sintra. Em Portugal não se encontrou uma solução para o caso. Só depois de P. ter sido colocado nas redes de adopção internacionais através de instituições creditadas é que o caso se resolveu, em 2014.

P. encontrou uma família na Suécia. “Está muito feliz. Recebemos e-mails e estão todos muito contentes. Foi um final feliz, mas não foi possível que ocorresse em Portugal. Teve de ser fora do país”, diz Helena Isabel.

Reconhece que estes casos têm uma solução complicada. A família de acolhimento tem de ter condições económicas que permitam fazer face aos desafios que crianças com necessidades especiais exigem.

Faltam famílias de acolhimento

O juiz-desembargador Paulo Guerra afirma que, em muitas situações, os serviços de saúde dão a alta clínica, mas é preciso “uma alta social”. Há que conseguir uma casa para a criança ser alojada. As famílias de acolhimento temporário seriam uma solução, mas não existem em número satisfatório em Portugal.

“Há casos em que o regresso a família é impossível, e precisamos de dar um destino. Houvesse mais famílias de acolhimento, que não existem. Essa é uma situação que é residual”, reconhece. Não existe em Portugal uma cultura de acolhimento temporário de crianças, para que a institucionalização possa ser um último recurso.

O magistrado avança que a 8 de Outubro entrou em vigor um novo enquadramento legal que pode minorar o fenómeno das crianças vítimas de maus-tratos que ficam nos hospitais depois de terem alta médica. “A solução imediata” para estas crianças que não podem ser reintegradas na família é “a institucionalização num centro de acolhimento [temporário]”.

“É uma solução de emergência em que as crianças não devem passar mais de 48 horas. Trata-se de uma entrada para preparar uma passagem para uma casa de acolhimento futura, mas isso está por regulamentar”, explica Paulo Guerra.

O juiz diz que, apesar de a lei já ter entrado em vigor, o mesmo não ocorreu com a regulamentação. “Com a instabilidade política que o país vive, não sabemos quando é que isso irá acontecer”, teme o jurista.



Dia Universal da Criança: as crianças em trânsito devem ter uma oportunidade

Novembro 25, 2015 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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texto do site de 20 de novembro de 2015.

Perto de 14 milhões de crianças e adolescentes na Síria, no Iraque e no Afeganistão enfrentam a guerra, o conflito e as injustiças todos os dias, o que alimenta a actual crise de refugiados e migrantes na Europa.

Um novo relatório da UNICEF, “Para todas as crianças, uma oportunidade: A promessa da equidade”, divulgado no dia Universal da Criança, afirma que o mundo continua a ser um lugar profundamente injusto para as crianças mais pobres e mais desfavorecidas, apesar dos grandes avanços alcançados desde a adopção da Convenção sobre os Direitos da Criança em 1989.

“As profundas desigualdades alimentam um ciclo intergeracional de pobreza e desvantagem. Mas as coisas podem mudar. Sabemos como travá-las, como pôr-lhes fim, e inverter o seu curso, tornando-o um ciclo virtuoso de progresso intergeracional,” declarou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF, no dia Universal da Criança

Actualmente, na Europa, as crianças refugiadas e migrantes contam-se entre as mais desfavorecidas de todas as crianças.


“Até agora, muitas delas só conheceram o terror e a tragédia, a injustiça e a iniquidade, pelo que não surpreende que mais de 200.000 crianças tenham arriscado a vida este ano para procurar abrigo na Europa,” afirmou Marie-Pierre Poirier, Coordenadora Especial da UNICEF para a Crise de Refugiados e Migrantes na Europa.

Estas crianças são vítimas de circunstâncias que escapam ao seu controlo; não deveriam ser agora vitimizadas outra vez e enfrentar novas barreiras — fronteiras fechadas, escolas fechadas, casas fechadas.

Para as crianças que fogem da guerra e do conflito na Síria, no Iraque e no Afeganistão, a UNICEF afirma que a única maneira de proporcionar a estas crianças em trânsito uma oportunidade na vida é a resolução política urgente dos conflitos nos seus países de origem e o apoio humanitário na região.


“É chocante que uma em cada nove crianças viva em países afectados por conflitos armados, que seja testemunha de uma violência horrível e que veja destruídos os seus direitos à sobrevivência, à saúde e à educação. Viajei com a UNICEF até à antiga República Jugoslava da Macedónia e à Sérvia para ver como a guerra está a forçar as crianças e suas famílias a deixarem as suas casas. O mundo está perante a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. Todos os países que possam fazê-lo deveriam estar a apoiar as crianças e as famílias que têm sido afectadas,” afirmou o actor britânico e Embaixador de Boa-Vontade da UNICEF, Orlando Bloom.

Orlando Bloom e uma verdadeira “equipa” de Embaixadores da UNICEF juntaram-se para fazer ecoar a sua voz nas redes sociais e apelar à acção a favor das crianças mais vulneráveis do mundo no âmbito de uma campanha lançada pela organização sob o lema “Por um mundo justo” [#PorUmMundoJusto].


Alguns dados que merecem o destaque da UNICEF:

  • As crianças das famílias mais pobres têm quase o dobro de probabilidades de morrer antes dos cinco anos de vida que as dos agregados mais ricos, e cinco vezes mais probabilidades de ficar fora da escola.
  • As raparigas das famílias mais pobres têm quatro vezes mais probabilidades de casar antes dos 18 anos que as das famílias mais ricas.
  • Mais de 2.4 mil milhões de pessoas continuam a não ter acesso a instalações sanitárias seguras  — 40 por cento das quais vivem no Sul da Ásia; e mais de 660 milhões de pessoas continuam a não ter acesso a água segura — perto de metade das quais vivem na África Subsariana.
  • Perto de metade dos 159 milhões de crianças que sofrem de atrasos de crescimento vivem no Sul da Ásia e um terço vive em África.
  • Perto de metade de todas as mortes de menores de cinco anos, ocorrem em países afectados por conflitos e catástrofes naturais.

Viste a página da UNICEF dedicada à Campanha #PorUmMundoJusto aqui.


Leia o relatório “Para todas as crianças, uma oportunidade: A promessa da equidade

Visite também a página da UNICEF ‘Equity: A Fair Chance For Every Child’.




Vídeo mostra a reação das pessoas nas ruas perante o abuso infantil

Novembro 19, 2015 às 8:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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Barómetro APAV/Intercampus sobre a “Perceção da População Portuguesa sobre a Violência contra Crianças e Jovens”

Outubro 14, 2015 às 12:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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texto do site da APAV

A APAV apresenta as conclusões do Barómetro APAV/Intercampus sobre a “Perceção da População Portuguesa sobre a Violência contra Crianças e Jovens”. Este estudo resulta da parceria mecenática entre a APAV e a Intercampus e partiu da realização de 807 entrevistas, entre os dias 15 de Maio a 30 de Junho.

O presente estudo teve como principal objetivo conhecer a perceção da População Portuguesa no que respeita à violência praticada contra crianças e jovens em Portugal, nomeadamente:

  • A evolução das situações de violência contra crianças e jovens;
  • A perceção da gravidade e do impacto dessas situações nas vítimas;
  • As estruturas e medidas de combate e prevenção de violência contra crianças e jovens.

Segundo o estudo mais de metade dos inquiridos tem a perceção que as situações de violência contra crianças e jovens aumentou nos últimos anos. De notar ainda que 36% da amostra referiu ter conhecimento pessoal de situações em que crianças e/ou jovens foram vítimas de algum tipo de violência.

Barómetro APAV/Intercampus: Perceção da População Portuguesa sobre a Violência contra Crianças e Jovens [PDF]



Mais de um terço já assistiu a violência contra crianças

Outubro 13, 2015 às 10:37 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 13 de outubro de 2015.

clicar na imagem


Aprender em tempo de guerra – reportagem fotográfica

Setembro 30, 2015 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Visualizar todas as fotografias no link


© Krishnendu Halder / Reuters


© Reuters Photographer / Reuter

UNICEF lança carta de 18 crianças sobreviventes da violência em todo o mundo

Setembro 23, 2015 às 10:00 am | Na categoria A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Notícia do Sol de 15 de setembro de 2015.

© UNICEF/UNI195875/Boto

© UNICEF/UNI195875/Boto

As Nações Unidas lançaram hoje uma carta de 18 crianças sobreviventes da violência em todo o mundo, incluindo uma vítima de violência no namoro em Portugal, para exigirem aos líderes mundiais “um mundo mais seguro”. 

As 18 crianças – que retratam as situações de diferentes países – lembram que “a cada cinco minutos, em algum lugar do mundo, uma criança morre em resultado da violência” e apelam aos líderes mundiais para que ponham fim à violência e se construa “um mundo mais seguro para as crianças”, indica a carta, divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

De acordo com os últimos dados da UNICEF, uma em cada dez (120 milhões) raparigas com menos de 20 anos já foram vítimas de relações sexuais forçadas, ou outros actos sexuais forçados, e perto de um quarto das raparigas entre os 15 e os 19 anos (quase 70 milhões) afirmam ter sido vítimas de algum tipo de violência física desde os 15.

“Fomos forçadas a abandonar as nossas casas, a combater como crianças-soldado e a trabalhar como escravas domésticas. Fomos violadas, espancadas e atacadas nas nossas próprias comunidades. Vimos, impotentes, os nossos pais, irmãos e amigos serem mortos à nossa frente. Memórias com estas são como murros no estômago e deixam-nos apavoradas. Nenhuma criança deveria ter um início de vida assim”, afirmam na carta, promovida pelo embaixador de boa-vontade da UNICEF, David Beckham.

“Em setembro, os Senhores [líderes mundiais] vão reunir-se para chegar a acordo sobre os novos objectivos globais para o desenvolvimento, um plano de ação para os próximos 15 anos. Enquanto jovens cidadãos do mundo, vimos pedir-vos que se unam para construir um mundo mais seguro para as crianças”, sublinham.

Um quinto das vítimas de homicídio em todo o mundo é constituído por crianças e adolescentes com menos de 20 anos, indica a agência da ONU.

A carta da UNICEF realça a epidemia violência contra as crianças em todo o mundo e inclui testemunhos de sobreviventes do violento conflito no Sudão do Sul, abusos sexuais na Islândia, tráfico de crianças no Paquistão, e violência no namoro em Portugal.

Em setembro, durante a assembleia-geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, David Beckham vai lançar um apelo, juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o director executivo da UNICEF, Anthony Lake, para que os líderes mundiais coloquem as crianças, em especial as mais desfavorecidas, no centro das decisões e investimentos a realizar nos próximos 15 anos.

Para a UNICEF, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a nova agenda para o desenvolvimento nos próximos 15 anos que vai ser adotada pela assembleia-geral da ONU, em setembro, constituem uma oportunidade história para mudar as situações que tantas crianças suportam, mas apenas se o mundo focar a atenção nas crianças mais desfavorecidas e vulneráveis, e colocar os seus direitos à segurança, à educação e à saúde no centro da agenda.

“Não esperem nem mais um minuto. São as nossas vidas que estão em jogo”, sublinham os 18 signatários da carta, cujos nomes foram alterados: Sane (18 anos) da África do Sul, Parwana (20) da Austrália, João (18) Brasil, Ravid (16) Camboja, Magu (17) Espanha, Sabreen (15) Gaza, Akhrat (16) Holanda, Tommy (16) Irlanda, Daldís (19) Islândia, Ashley (23) Jamaica, Mohammad (15) Jordânia, Babagana (12) Nigéria, Rabia (nove) Paquistão, Alice (18) Portugal, Jodie (20) Reino Unido, Laetitia (14) República Democrática do Congo, Boto (16) Sudão do Sul, e Zina (10) da Ucrânia.


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