Stop Violência Doméstica e Infantil – Campanha contra a Violência Doméstica e Infantil – 31 Maio frente Câmara do Porto 15 horas

Maio 27, 2015 às 12:30 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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viol

mais informações:

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IAC defende plano nacional para combater violência sobre crianças

Maio 25, 2015 às 2:23 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Açoriano Oriental de 25 de maio de 2015.

A notícia contém declarações da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

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“Já não se pensa só no adulto quando se fala de violência doméstica”

Maio 24, 2015 às 3:35 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia da TVI 24 de 15 de maio de 2015.

Por: Redação / CF

A investigadora na área da violência familiar, Ana Isabel Sani, afirmou esta sexta em Coimbra que se assiste a uma mudança na lógica de intervenção em vítimas de violência doméstica, com as políticas a serem também dirigidas às crianças.

“Já não se pensa só no adulto quando se fala de de violência doméstica”, disse à agência Lusa Ana Isabel Sani, da Universidade Fernando Pessoa, considerando que, se a política antes estava “voltada para a vertente adulta”, hoje “dirige-se também para os mais novos”.

A “vitimação indireta das crianças”, em que esta, estando num meio de violência, não é o alvo, pode “ter um impacto muito idêntico” a situações em que a criança é vítima de violência direta, contou.

Face a essa constatação, o próprio Estado tem assumido essa perceção do risco de crianças expostas à violência entre pais, sendo até estas “as mais sinalizadas”.

As pessoas hoje “têm mais consciência” e as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e as Escolas sinalizam hoje “mais casos”, havendo uma maior aceitação de uma “lógica de intervenção mais direta” quando a criança está no centro da violência entre pais.

Contudo, quando as crianças não são as vítimas diretas da violência, é mais difícil sinalizá-las, por os indicadores, como a tristeza ou a ansiedade, serem “menos visíveis”, referiu à Lusa.

Ana Isabel Sani sublinhou também que os programas de intervenção, existentes maioritariamente quando a criança é o alvo, ainda “não estão generalizados” quando estas estão apenas expostas à violência.

Porém, o caminho a ser feito nesta área “já foi mais longo”, realçou.

A investigadora falava à agência Lusa à margem das primeiras Jornadas Técnicas “Do (outro) lado da Família: (Des) Construir conceitos, estereótipos e relações”, promovidas pela Rede Nacional de Centros de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (ReNCAFAP) e pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), local onde estão a decorrer.

Mónica Silva, da organização, referiu que as jornadas surgiram como um espaço para os técnicos e membros dos Centros de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP) poderem partilhar “experiências, ferramentas e conhecimentos” na área social.

Segundo a responsável, alguns dos CAFAP deparam-se com dificuldades no trabalho de articulação entre os diferentes atores, falta de “acesso à formação” e ainda não apresentam “uniformidade” no trabalho que desenvolvem.

 

 

Revelar, enfrentar e combater problemas com a ajuda dos professores – reportagem do Euronews

Maio 14, 2015 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Reportagem do Euronews de 10 de abril de 2015.

Podem os professores ajudar a resolver o problema da obesidade infantil em Porto Rico? Podem eles ajudar os seus alunos a lidar com a violência doméstica? Vamos descobrir uma outra faceta da profissão de docente.

Porto Rico: Enfrentar um grande problema

Uma multa de 800 dólares pode ser o que pais de crianças obesas vão ter de pagar em Porto Rico. Num país onde quase 30% das crianças sofrem de obesidade infantil vai esta solução radical resolver os problemas?

Em Porto Rico, com cerca de 3 milhões e meio de habitantes, quase uma em cada três crianças é obesa, nos Estados Unidos, com quase 319 milhões de habitantes, uma em cada cinco crianças sofre deste mal. Os docentes porto-riquenhos procuram soluções.

Outras ligações:

http://www.municipiodebayamon.com/ultimas-noticias/a-caminar-contra-la-obesidad-infantil/

Albânia: Deixar de esconder os abusos domésticos

Em muitos países a violência doméstica é vista como uma preocupação, estritamente, familiar. A Organização Não Governamental Save the Children está a tentar ajudar a resolver o problema na Albânia.

Neste país, quase três em cada quatro crianças já sofreram de violência doméstica. Apenas uma pequena parte desses incidentes são reportados às autoridades porque, neste país dos Balcãs, estas questões são vistas como sendo problemas do foro familiar.

Outras ligações:

http://www.crca.al/news-child-protection-violence/albania-unprepared-handle-cases-violence-against-children

Bélgica: Combater o cyberbullying

Há várias formas de abuso e no caso do cyberbullying ele pode ser implacável e invisível. Há um ano e meio Sarah foi vítima de cyberbullying. Durante 6 meses, tinha 13 anos na altura, recebeu mensagens ofensivas nas redes sociais. Foi depois de falar com uma professora que decidiu deixar de se esconder.

O Infor Jeune, Centro de Informação da Juventude, em Bruxelas, tenta ensinar a evitar o cyberbullying através, por exemplo de vídeos, que apresenta nas salas de aulas, um deles, realizado pela organização Loupiote, fez parte de uma iniciativa do Conselho da Europa.

 

 

 

Quando as crianças são vítimas

Maio 13, 2015 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Entrevista da Visão  a Cristina Soeiro no dia 2 de maio de 2015.

Alberto Frias

A investigadora da Escola de Polícia Judiciária analisa as causas que levam os pais a agredir mortalmente os filhos e defende uma intervenção mais eficaz, com os meios disponíveis

Por Clara Soares

Henrique, de seis meses, foi assassinado pelo pai; Maria Isabel, com dois anos, foi espancada até à morte pelo padrasto. Estão a aumentar os casos de violência extrema contra crianças?

A trabalhar no sistema de justiça há 25 anos, Cristina Soeiro tem, pelo menos, uma certeza: hoje há uma maior consciência social dos maus-tratos no seio da família.

Na última década, evoluiu-se muito na avaliação de riscos e nos meios de intervenção no terreno, mas falta conjugar métodos e procedimentos entre instituições. O desafio passa por mudar de atitude e trabalhar em rede, com uma linguagem comum, que implica uma responsabilização dos decisores e da sociedade em geral, sobretudo em períodos de escassez de recursos.

Os maus-tratos infligidos aos filhos aumentaram ou há menos meios para os conter?

Eles sempre existiram. Há um grande impacto das notícias e parece um fenómeno novo, mas não é. Hoje sabemos que, em 51% dos casos, ocorrem no interior da família: nas relações amorosas, sobre os filhos e os idosos. Antes do século XX, este fenómeno era tabu. A chegada dos primeiros casos aos serviços de urgência trouxe uma atitude diferente, uma maior consciência social sobre o que é ser vítima.

Mas essa consciência parece não ter eco na eficácia dos recursos para intervir.

Dispomos de mais meios e de profissionais preparados para dar resposta e apoio à vítima. Estamos é num momento social em que as pessoas com menos capacidade de adaptação podem chegar a situações extremas. Há falta de meios? Há. Mas falta articulação. Quem lida com as famílias precisa de orientações para decidir. Sem elas, é difícil gerir a rede.

As situações de precariedade económica potenciam a violência?

A crise financeira não tem o mesmo impacto em todas as famílias. Quando há um equilíbrio interno e apoio familiar, as coisas resolvem-se, mas nem sempre é assim nas desfavorecidas. Se ficam sem meios de subsistência, dificilmente encontram soluções, e as coisas pioram.

Fala-se de um Plano Nacional de Proteção à Criança que ainda não existe. Porquê?

Essa parte ainda não está sistematizada. Avançamos a passos lentos. Há muitas entidades a funcionar isoladas, cada uma com a sua linguagem, a olhómetro.

Valeu a pena o debate de urgência, há dias, na Assembleia da República?

Sim. As instituições falaram das suas dificuldades. A crise não explica tudo. Estamos muito melhor do que há dez anos, mas falta afinar a estrutura de rede. Uma coisa é ter técnicos de vários organismos a tomar decisões de forma não estruturada; outra é usarem ferramentas para avaliar se uma família tem risco baixo, moderado ou elevado de situações de violência grave.

Os homicídios aumentaram de facto, como sugere o aumento do número de perícias?

São situações pouco usuais que não explicam o comportamento geral das famílias portuguesas. Estamos a falar de um grupo restrito de pessoas de famílias disfuncionais, com menos recursos e determinadas características internas e, até, quadros clínicos. Os seus comportamentos violentos podem ser letais, mas nem sempre envolvem patologia.

As pessoas aprendem a ser violentas porque a própria sociedade premeia a violência?

O perfil de homicídio na família tem a ver com discussões e perda de controlo. Quem agride é reativo e tem baixo controlo dos impulsos. Em casa, aprendeu a gerir assim a relação com outros. Depois, certos meios socioculturais validam essas características. Os homens são mais extremados e têm mais problemas com a lei, as mulheres exercem mais violência  psicológica. Alguém com uma depressão crónica, dificuldades financeiras e um problema de saúde associado pode cometer um homicídio. Tem a ver com a conjugação de fatores internos que podem ser extremados pelo meio ambiente. Não conseguem resolver problemas sociais, que implicam colocar-se no lugar do outro e avaliar consequências dos seus atos, no plano moral.

Como explica que se feche os olhos ou se fique do lado do agressor, em situações de abuso?

Temos ações de formação a decorrer sobre estes temas, e as respostas não são lineares. Em 40% dos casos, os maus-tratos traduzem-se em negligência e abuso físico, de forma persistente e intencional. Muitas vezes, fica-se do lado de quem agride por sobrevivência: há mulheres que acabam vítimas de violência letal, por protegerem os filhos.

É possível traçar um perfil dos agressores, consoante o tipo de crime?

Sim. O primeiro grupo, dos antissociais, inclui os agressores em todas as áreas do seu funcionamento, com registo criminal e história de consumos (drogas, álcool) e totaliza 48% dos casos. O segundo grupo, bem inserido socialmente, sem um quadro psicopatológico definido e que consegue estabelecer uma vinculação com os filhos, representa 30% dos casos: também tem consumos associados, mas só é violento no interior da família, por crenças de género ou baixa autoestima, e vê na violência uma forma de exercer o poder. Por fim, os amantes ciumentos obsessivos e os psicopatas (15%), que chegam facilmente a atos como o homicídio.

Como os identificam?

Usamos a escala da PCL-R (escala de diagnóstico da psicopatia) na polícia, há 18 anos. Neste último grupo, estão os indivíduos com psicoses, esquizofrenia paranoide, psicopatia e ciúme patológico. Matam ou usam os filhos como objetos para se vingarem das companheiras.

E são vulgarmente conhecidos por pessoas más, que exercem a maldade?

Cientificamente não há pessoas más, mas com limitações. Cerca de 30% dos agressores violentos tem psicopatia e usa outros para satisfazer as suas necessidades, sem empatia. Os homicidas situam-se no primeiro e no terceiro grupo. A representatividade dos crimes violentos não chega a 2% e manteve-se estável ao longo de uma década.

São recuperáveis?

O nível de reabilitação é mais baixo, pela sua estrutura de personalidade, o que os leva a ter uma integração social negativa. Estas pessoas não sabem explicar porque agem como agem, precisam de perceber que as ações têm consequências. A contenção pode não ser suficiente. Há que punir e depois acompanhar.

O que falta fazer mais para que o sistema funcione melhor na resposta a estes problemas?

As polícias evoluíram, há mais preparação para avaliar fatores de risco na violência em casa. Contudo, há questões complexas que requerem muita intervenção e gestão de recursos entre instituições, como aquelas em que o indivíduo não trabalha, não tem apoio social, é consumidor compulsivo e recusa tratamento. O grande desafio é gerir os recursos que temos.

 

Cristina Soeiro

Psicóloga forense

BI

Doutorada em Psicologia, área da Justiça, pela Universidade do Minho.

Responsável pelo Gabinete de Psicologia e Seleção da Escola de Polícia Judiciária.

Docente e investigadora, com estudos sobre a técnica dos perfis criminais e avaliação de risco de violência e violência sexual.

 

Artigo publicado na Revista VISÃO de 23 de Abril de 2015

 

 

 

 

Observatório responde a urgência de prevenir violência contra as crianças

Abril 30, 2015 às 10:33 am | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 30 de abril de 2015.

Daniel Rocha

Ana Dias Cordeiro

“A nossa ideia não é substituir nem competir com nenhuma instituição, mas desenvolver um trabalho de sensibilização”, diz Rui Pereira, ex-ministro da Administração Interna e presidente da associação constituída a partir de hoje.

A criação do Observatório da Criança “100 Violência” não foi motivada pelos casos de violência extrema contra crianças que aconteceram nas últimas semanas. A iniciativa existe há meses e a cerimónia de apresentação, esta quinta-feira na Assembleia da República, já estava marcada desde Outubro. Mas o observatório é lançado para responder a uma urgência. E essa urgência prende-se, também, com os casos recentes de violência na família – os homicídios de cônjuges e ex-cônjuges. E de crianças: o bebé de meses em Oeiras e a menina de dois anos em Loures.

“A criação do Observatório resulta em primeiro lugar de um diagnóstico acerca da criminalidade em Portugal. Hoje, a violência doméstica e, muito particularmente os crimes contra crianças, assumem uma enorme gravidade no nosso país”, diz Rui Pereira. O ex-ministro da Administração Interna preside ao observatório.

“Nos últimos tempos, temos ouvido histórias verdadeiramente dramáticas, de crianças que são vítimas de homicídios, de abusos sexuais ou de maus tratos, e é necessário mobilizar a sociedade portuguesa para prevenir esse fenómeno”, acrescenta Rui Pereira, professor no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política (ISCSP) e no Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna – os dois parceiros protocolares da associação. Outras parcerias vão permitir juntar as bases de dados das polícias e das comissões de protecção de crianças e jovens, por exemplo, com a investigação universitária.

“Quando um pai mata uma criança por ter sido deixado sozinho com ele, sendo verdade que tem problemas de alcoolismo, toxicodependência, que está desempregado e deprimido, falha o pai que não pode ser desculpado e deve ser severamente punido, e falha a sociedade. É preciso haver políticas públicas que previnam estes fenómenos mas é necessário que toda a sociedade se mobilize”, alerta Rui Pereira.

“É evidente que a resposta do direito penal, a resposta punitiva é importante. E muito se fez nos últimos anos para responder ao fenómeno. Hoje a violência doméstica é um crime público. Existe uma maior sensibilidade das pessoas relativamente à violência contra crianças. Mas é preciso adoptar políticas sociais integradas”, recomenda. E conclui: “A nossa ideia não é substituir nem competir com nenhum instituição, mas complementar, e sobretudo desenvolver um trabalho de sensibilização. A nossa pretensão é sensibilizar as pessoas, levar a que este fenómeno seja prevenido e, se possível, isso é o que desejaríamos, erradicá-lo.”

Sensibilizar e formar

Entre os oradores na conferência vão estar a procuradora Dulce Rocha, presidente executiva do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) e, entre outros, Gérard Greneron, secretário-geral do Conselho Europeu de Sindicatos de Polícia que em França lançou uma iniciativa para prevenir os crimes de pedofilia. O presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Henrique Gaspar, encerra os trabalhos, iniciados por Manuela Ramalho Eanes, presidente do IAC.

O objectivo do observatório será sensibilizar e formar profissionais, como juízes, para prevenir a violência contra as crianças quando há indícios e situações susceptíveis de uma retirada da família.

“As pessoas ficam muito chocadas quando uma criança é morta, mas o caso é esquecido rapidamente. Não há mobilização”, diz a socióloga e professora do ISCSP Carla Cruz. “Existe o risco de banalização ou de percepção de que esta violência extrema entrou numa normalização” pelo número de ocorrências, acrescenta. “A palavra certa é responsabilizar. Falta responsabilizar a sociedade”, levá-la a denunciar mais as situações, aponta Manuel Morais, agente da Unidade Especial da Polícia de Segurança Pública (PSP), licenciado em Antropologia, e vice-presidente do observatório. Ambos são membros fundadores do observatório.

É preciso divulgar estes crimes para sensibilizar, dizem. Mas atenção: “A divulgação poderá suscitar alguma imitação”, diz Manuel Morais, embora não esteja provado que seja mesmo assim, como já está, através de estudos nacionais e internacionais, no caso de outros comportamentos como os suicídios.

Os casos das duas crianças mortas, em Oeiras e em Loures, em que o pai e o padrasto são os suspeitos, são os mais presentes. Mas Carla Cruz lembra também o caso de uma mãe, a quem tinham sido retirados os filhos, de 12 e 13 anos, e que os matou, suicidando-se em seguida. Neste caso ocorrido em Janeiro de 2013, no Jamor, as crianças tinham sido entregues ao pai, por decisão judicial mas a entrega não foi imediata.

Muitas vezes, a violência contra as crianças advém da violência conjugal, esclarece Carla Cruz. Pode acontecer quando a criança toma o partido de um dos progenitores. Ou por outros motivos. A crise económica e social não explica tudo. Mas não se deve ignorar o desemprego. E essa é uma realidade em que o homem é mais afectado no sentido em que não lida bem com a situação.“O homem pode desenvolver alguma raiva contra a mulher, ou alguma revolta de ela assumir o papel que deveria ser o dele”, diz Carla Cruz. E conclui: “Em muitos casos, as crianças acabam por ser alvo da raiva que existe entre os pais.”

 

 

Conferência do Observatório da Criança “100 Violência” 30 de abril na Assembleia da Republica

Abril 29, 2015 às 3:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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A conferência “100 Violência” do Observatório da Criança, irá contar com a presença da Dra. Manuela Eanes, Presidente do Instituto de Apoio à Criança e da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

programa no link:

http://www.parlamento.pt/Paginas/XIIL4S-Conferencia-100-Violencia.aspx

 

 

 

Congresso Internacional “As Crianças e a Justiça”

Abril 28, 2015 às 6:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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mais informações:

http://childrenandthelaw.ufp.edu.pt/

 

Ação de Formação – Maus Tratos em Crianças. Avaliação e Diagnóstico: Instrumentos de avaliação do risco e do perigo em Vila Nova de Poiares

Abril 20, 2015 às 6:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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poiares

mais informações:

Inscrição

https://docs.google.com/forms/d/1LdD85D8NR0ISzZUbKn5wsmiNPo9KOpfe9A88pZJ_ht0/viewform

https://www.facebook.com/cpcj.vilanovadepoiares

Marca de um beliscão e olhar atento de médico salvam bebé vítima de maus-tratos

Abril 18, 2015 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do http://www.jornalmedico.pt  de 21 de março de 2014.

por Catarina Gomes

Uma especialista em medicina legal revelou ontem que o olhar mais atento de um médico salvou a vida a um bebé quando desconfiou da marca de um beliscão que, afinal, era um dos vários sinais dos maus-tratos que a criança sofria.

O exemplo apresentado por Teresa Magalhães, do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), durante o II Congresso Nacional de Ortopedia Infantil, que decorre até hoje, em Lisboa, visou reforçar a importância dos profissionais de saúde na detecção de maus-tratos infantis.

“Esse médico, porque suspeitou das equimoses provocadas por um beliscão – que o pai atribuiu a uma queda –, foi investigar e descobriu que o bebé tinha ainda várias fracturas nas costelas e marcas oftalmológicas, salvando-lhe a vida”, afirmou a professora na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Durante a sua intervenção, Teresa Magalhães apresentou várias imagens de maus-tratos “fáceis de detectar”, como os provocados por banhos em água a ferver, violações, queimaduras de cigarro, com secadores de cabelo, cortes, entre outros, mas alertou também para os “mais difíceis de detectar”.

Sobre esses, Teresa Magalhães defendeu que o profissional de saúde, “na dúvida, deve sinalizar” aos organismos respectivos, como as comissões de protecção de menores.

O objectivo, disse, é salvar a vida destas crianças, que podem não ter uma outra oportunidade.

“Já fiz autópsias a crianças com sinais mais ou menos óbvios de violência e nós não queremos de todo fazer autópsias às crianças”, afirmou.

Teresa Magalhães sublinhou que o empenho dos profissionais de saúde – tal como os educadores na idade escolar – é determinante para a resolução destes casos e considerou que o envolvimento destes é hoje muito mais concreto e com resultados visíveis.

A especialista minimizou o papel dos números, pois acredita que “ainda não estão criados os instrumentos para conhecer uma realidade que, pela sua natureza, é encoberta”. “Os números são importantes, mas não chegam. Bastava haver um caso”, disse.

A propósito da crise económica e dos seus efeitos nas famílias, com repercussões no bem-estar das crianças, Teresa Magalhães disse não sentir ainda um aumento significativo de casos de maus-tratos, embora assuma que esta situação é “um dos muitos factores de risco”.

Os vários profissionais de saúde que estão em Lisboa a participar neste congresso nacional têm debatido a forma como os maus-tratos chegam aos serviços de saúde, com destaque para a área ortopédica, defendendo todos eles a importância de uma resposta multidisciplinar para o problema.

Cassiano Neves, presidente da Federação Europeia das Sociedades de Ortopedia e Traumatologia disse que os profissionais de saúde, perante uma suspeita de maus-tratos, devem actuar. “Ter medo deste confronto [com os progenitores ou quem traz a criança ao serviço de saúde] não é razão para metermos o saco na cabeça”, disse.

O especialista em ortopedia infantil deixou, contudo, um aviso: “Não há nada pior do que acusar uma família sem ter um estudo completo da criança. Na dúvida, é melhor internar a criança até ter um diagnóstico”.

A este propósito, lembrou que existem doenças – como a osteogenesis imperfecta, que consiste numa muito acentuada fragilidade dos ossos – que podem assemelhar-se a marcas de maus-tratos.

Em Portugal existem 70 casos notificados desta doença e, segundo Cassiano Neves, já existiram situações que aparentavam maus-tratos físicos, mas que os profissionais concluíram tratar-se da patologia.

Por isso, sintetizou, é necessário que as dúvidas sobre maus-tratos sejam suportadas por “uma boa história clínica”, a qual também tem de passar por uma análise à relação dos pais com a criança.

 

 

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