A infância debaixo da linha de fogo na Síria

Agosto 24, 2016 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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texto da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 18 de agosto de 2016.

Khalil Ashawi

© Khalil Ashawi / Reuters

Na Síria, não são apenas os adultos afetados pela guerra civil. Milhares de crianças sírias sofrem todos os dias com os bombardeamentos e com os ataques militares. Também as crianças são apanhadas na linha de fogo e mortas por uma guerra que muitas delas não têm idade suficiente para saber o motivo. Crianças que cresceram no meio da guerra, crianças que tiveram de aprender o que é a guerra. Veja aqui uma galeria com imagens das crianças sírias, envoltas numa guerra que não parece ter fim.

visualizar todas as fotografias no link:

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2016-08-18-A-infancia-debaixo-da-linha-de-fogo-na-Siria

 

 

Omran Daqneesh: o rapaz da ambulância que é o espelho da guerra civil na Síria

Agosto 23, 2016 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/de 18 de agosto de 2016.

Aleppo

Coberto de lama e sangue, sentando na parte de trás de uma ambulância, Omran é apenas mais uma vítima da guerra pelo controlo de Alepo, na Síria.

A fotografia de Omran Daqneesh, um jovem de cinco anos que ficou ferido nos mais recentes ataques aéreos em Alepo, na Síria, está a correr o mundo. Desorientando, coberto de lama e sangue, Omran foi filmado e fotografado na parte de trás da ambulância, onde aparece sentado.

A imagem de Omran faz parte de um vídeo colocado em circulação pelo Aleppo Media Centre, um grupo de ativistas anti-governo, que alega que Omran é mais uma vítima dos bombardeamentos realizados pela Rússia, aliada do presidente sírio Bashar al-Assad.

Omran acabou por sobreviver, bem como a sua família, onde se contam três irmãos, com um, seis e 11 anos e ainda os pais. Um fotógrafo da Reuters captou um momento a seguir ao vídeo, onde Omran aparece ao lado de uma irmã.

mahmoud rslan

De acordo com a ONU, há um mês que não entra qualquer ajuda humanitária na cidade, a segunda maior da Síria, centro dos combates entre as forças do regime e os grupos rebeldes e jihadistas.

 

 

Bater: Num adulto é agressão, num animal é crueldade, numa criança…é educação?”

Agosto 15, 2016 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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texto do site http://uptokids.pt/ de 1 de agosto de 2016.

uptokids

“Aos pais se pede tanto, e se lhes dá tão pouco.” Se estas palavras da psicoterapeuta familiar Virginia Satir eram verdadeiras na década de 80, continuam tão ou mais válidas nos dias de hoje. Aos pais pede-se­ corpo e alma na educação dos filhos, mesmo quando o corpo se desdobra e dá de si e a alma, essa essência de estar vivo, é estar vivo para os filhos e pouco mais. Do lado dos filhos, um dos grandes desafios é o aprender formas saudáveis de socializar, de estar em relação com os outros, na existência de regras e limites e, em simultâneo, afeto. Uma coisa é certa: existem tantas formas de se ser mãe ou pai, quanto de se ser filho ou filha. Não existe apenas uma correta, mas existem formas de relação positivas entre pais e filhos que promovem um crescimento individual e relacional, outras não tão positivas e que acabam por trazer mais preocupações, mais dificuldades na gestão dos comportamentos e do reconhecimento da autoridade dos pais. A autoridade, aquela que se reconhece e não a que se impõe, tem sido um dos desafios com os quais muitos pais lidam, já que também eles trazem modelos das gerações anteriores, uns mais bem-sucedidos do que outros. A questão mantém­-se: é possível mostrar aos filhos os limites e regras com que se vive as relações humanas sem, no entanto, recorrer à punição física?

O que sabemos sobre os efeitos da Punição Física na criança e nos pais?

“Os meus pais também me bateram quando era pequeno, e no entanto tanto eu como os meus irmãos crescemos sem problemas nenhuns”. Este é um argumento comum que justifica, para muitos pais, bater nos filhos, com maior ou menor frequência. No entanto, bater não está associado a melhorias no comportamento ao longo do tempo. Não só coloca os pais num nível de adrenalina e stress elevado, como também transmite à criança a ideia de que o corpo não é seu, é propriedade dos pais, não podendo ser negociada a forma como querem ser tratadas. Estudos indicam que em adultos punidos fisicamente durante a infância, a probabilidade de valorizarem positivamente um comportamento violento aumenta, seja contra o filho ou contra o atual parceiro (Gershoff & Grogan-Kaylor, 2016).

“Nem doeu!” ­ Uma rápida escalada, não só de violência…mas de culpa

Um dos grandes problemas da punição corporal é a facilidade com que os limites definidos pelo próprio educador são ultrapassados, sem que este sequer se aperceba. É muito frequente, nos pais com quem se trabalham estes temas, eles próprios estarem dessensibilizados para o grau de violência que utilizam. Tal acontece porque se forma um ciclo em torno do comportamento da criança e da resposta que é dada por parte do adulto. A punição corporal leva frequentemente a que o comportamento desadequado se mantenha ou até aumente, o que resulta num aumento da frequência do castigo corporal, levando a mais situações de comportamento desadequado. Por exemplo, a mãe repreende o filho por correr na loja em que fazem compras. O filho não presta atenção e continua. A mãe, frustrada, dá uma palmada ao filho. Este não aprendeu necessariamente porque é que correr na loja é mau, apenas sabe que não gosta de levar uma palmada. O comportamento vai manter-­se, se não em loja, noutros contextos. A mãe utiliza a palmada e, vendo que o comportamento continua, pode aumentar a frequência e/ou intensidade da punição até obter os resultados desejados. O comportamento do filho, no entanto, piora. É um ciclo em que violência gera violência. Mais importante, e talvez menos abordado nestes termos, o ciclo amplia as desvantagens para pais e filhos: os pais, cada vez menos eficazes em controlar o comportamento da criança, desenvolvem com frequência sentimentos de culpa, por não se sentirem capazes de educar os filhos sem bater. Por parte da criança, com a frequência do castigo corporal, desenvolve uma imagem negativa de si enquanto filho, o “mau filho” ou “o filho desobediente”, com um impacto negativo na sua auto­estima e personalidade. No final, cada palmada ou bofetada confirma aos pais o fraco controlo e ineficácia da sua parentalidade. À criança é confirmado o fraco controlo sobre o seu próprio corpo, que pode ser invadido a qualquer altura, bem como o comportamento desadequado passa a fazer parte da imagem que têm de si mesmas.

A investigação com crianças e pais

Uma das mais importantes revisões de literatura neste campo, publicada este ano, registou dados sobre punição corporal em cerca de 160,000 crianças (Gershoff & Grogan­Kaylor, 2016). Desta revisão concluiu­-se que a punição corporal está associada a um maior risco de comportamentos agressivos e antissociais, mais problemas de saúde mental e uma relação pais- filhos mais negativa. Este é um resultado explicado, em grande parte, pelo facto de os pais serem os principais responsáveis por ensinar aos filhos formas de se relacionar com os outros (e.g., Maccoby, 1992). Talvez o resultado mais importante desta revisão tenha sido o de que, mesmo quando removidas as formas de punição mais severas e o abuso físico, deixando apenas a punição    corporal nos seus moldes mais simples (palmadas nas nádegas, por exemplo), esta se revela associada a resultados negativos para as crianças. Ou seja, mesmo formas mais simples de punição corporal como a palmada, podem ter efeitos negativos no desenvolvimento saudável da criança.

Porque é que bater persiste?

Nas palavras da Doutora Maria Amélia Azevedo, coordenadora do Laboratório de Estudos da Criança (LACRI): “Bater num adulto é agressão, num animal é crueldade, como você pode dizer que bater numa criança é educação?”.

O castigo físico persiste, em parte, por ter resultados aparentemente imediatos (cessa o comportamento da criança) e por ser fácil de aplicar. No entanto, punições corporais não oferecem à criança oportunidade de refletir sobre as suas ações, nem ensinam à criança a distinção entre o certo e o errado, levando-­a a agir (ou não agir) apenas por medo da punição. A investigação demonstra que apesar de conduzir a uma obediência imediata, existe um decréscimo na obediência a longo prazo (Gershoff, 2002). Só a convivência e o tempo investido pelos pais no diálogo possibilita uma base afetiva em que os filhos reconhecem nos pais alguém que se preocupa, que ouve e, mais importante, um modelo a seguir. Isto é importante pois ao longo do desenvolvimento do seu filho, ele precisa de aprender a decidir e a regular o seu próprio comportamento.

Quais são as possíveis alternativas à punição corporal? Aqui ficam algumas sugestões para pais, mães, ou responsáveis pela educação e desenvolvimento de uma criança:

– Utilize o diálogo sempre que possível.

Falar com uma criança sobre que comportamentos são aceitáveis e quais não são tem, de longe, muitos mais benefícios do que a punição corporal. Garanta que lhe explica o porquê de um comportamento ser desadequado ou perigoso. Ao fazê-­lo está também a transmitir-­lhe uma mensagem importante: o diálogo é uma ferramenta crucial para resolução de problemas, ao contrário da violência, que cria distância entre as pessoas.

– Crie oportunidades educativas.

A existência de diálogo não invalida que se sigam outros métodos de disciplina eficazes. Se tiver de disciplinar, procure castigos não físicos e crie, se possível, oportunidades educativas (ex. dar ao seu filho tarefas domésticas extra ou colocá-­lo a arranjar algo que tenha quebrado). Talvez uma das técnicas mais utilizadas e familiar aos pais seja o retiro de benefícios (ex. não jogar durante uma semana). Não há nada de errado com esta forma de disciplina, sendo que os resultados podem ser melhores se a aplicação for ponderada e firme – se proibiu o seu filho de utilizar o computador durante uma semana, já terá pensado sobre quão adequada é a duração do castigo, sendo recomendado que o mesmo seja cumprido nos moldes por si definidos.

– Utilize consequências como uma forma eficaz de disciplina.

Tal como os adultos, as crianças aprendem com base no que experienciam. As consequências das suas decisões, quando vividas, possibilitam oportunidades de aprendizagem únicas para o desenvolvimento de responsabilidade. Tal exige que os pais permitam aos filhos experimentar as consequências naturais destas decisões (ex. Se não comes o que tens no prato, eventualmente ficarás com fome; se estragaste os teus brinquedos/computador, não poderás divertir­te com eles). Em várias ocasiões os pais protegem os filhos, no entanto algumas formas de proteção podem privá-­los de oportunidades para serem responsáveis e aprenderem que as suas ações têm consequências. Ao deixá-lo experienciar as consequências das suas ações está a dizer-­lhe que é capaz de tomar as suas próprias decisões. Não deve utilizar este método de disciplina se colocar em risco a saúde ou segurança da criança. Cabe­-lhe a si decidir que consequências naturais dos atos do seu filho serão uma boa oportunidade de aprendizagem. A chave é manter­-se calmo e não se envolver demasiado, deixe que o seu filho experiencie as consequências que decorrem naturalmente dos seus comportamentos. Por fim, seja paciente pois nem sempre os resultados são imediatos, mas quando surgem são duradouros!

Angelo Simoes

imagem@psyciencia

 

 

“Há muitos Pokémons na Síria, vem salvar-me”

Agosto 9, 2016 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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texto do http://p3.publico.pt/ de 21 de julho de 2016.

poke

Campanha criada pela oposição síria faz apelo à comunidade internacional: resgatem as crianças sírias como fazem com as personagens do Pokémon Go.

O Exército Livre da Síria, que combate o Presidente Bashar al-Asaad, aproveitou a “febre” do Pokémon Go para falar de um assunto sério. Com desenhos de personagens da Nintendo nas mãos, crianças sírias foram fotografadas com o objectivo de chamar a atenção da comunidade internacional para o sofrimentos dos menores numa guerra que se prolonga por cinco anos.

 A campanha começou a ser difundida no Twitter da RSF, meio de comunicação afecto ao Exército Livre da Síria, com as etiquetas #PokemonInSyria e #PrayforSiria, e rapidamente começou a espalhar-se um pouco por todo o mundo.

Os desenhos que as crianças têm nas mãos surgem com várias frases, como “há muitos Pokémons na Síria, vem salvar-me”, “estou em Idlib, vem busca-me” ou “estou na Síria, vem-me salvar”.

O jogo de realidade aumentada Pokémon Go chegou oficialmente a Portugal a 15 de Julho, mas antes disso já milhares de pessoas recorriam a “truques” para descarregar a aplicação. A aplicação encontra-se no topo da lista de transferências quer do iTunes quer da loja da Google (onde foi descarregada, a nível mundial, 1,2 milhões de vezes), e fez com que uma série de serviços fossem listados no portal OLX.

 

 

Mil milhões de crianças sofreram abusos físicos e sexuais em 2015

Agosto 4, 2016 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 12 de julho de 2016.

Consultar a nota de imprensa da OMS no link:

New strategies to end violence against children

legnan koula  EPA

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que apresentou hoje um conjunto de medidas para acabar com a violência infantil pelo mundo, declarou que, em 2015, mil milhões de crianças sofreram abusos físicos, sexuais e psicológicos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que apresentou hoje um conjunto de medidas para acabar com a violência infantil pelo mundo, declarou que, em 2015, mil milhões de crianças sofreram abusos físicos, sexuais e psicológicos.

Na apresentação de uma aliança de governos e entidades sociais para lutar contra estes atos, a OMS publicou sete medidas para tentar reduzir, ou prevenir, os ataques contra as crianças.

Este conjunto de medidas passa por aplicar e reforçar leis de modo a limitar o acesso às armas, criminalizar os castigos violentos, por parte dos pais, e mudar a perceção sobre os comportamentos desse género.

Além disso, a organização propõe criar “ambientes seguros” e oferecer formação aos pais e mães sobre os seus deveres, melhorar a segurança económica das famílias, garantir o acesso ao sistema sanitário, ao bem-estar social e aumentar os serviços de ajuda e reinserção social dos delinquentes juvenis.

Entre os dados recolhidos pela OMS, o homicídio destaca-se como a quinta causa de morte mais comum entre os adolescentes.

Enquanto um em cada quatro rapazes sofre algum tipo de abuso físico, uma em cada cinco raparigas sofre abusos sexuais, pelo menos uma vez na vida.

“O conhecimento sobre o alcance e os danos da violência infantil está a crescer juntamente com as estratégias para prevenção”, afirmou em comunicado Etienne Krug, diretor do departamento de gestão de doenças não contagiosas da OMS.

Segundo Krug, estas medidas vão ajudar a criar ambientes “seguros, estáveis e favoráveis” para proteger as crianças e os adolescentes.

 

 

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque – relatório “A Heavy Price for Children”

Julho 29, 2016 às 6:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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heavy

descarregar o relatório no link:

http://www.uniraq.org/index.php?option=com_k2&view=item&task=download&id=1882_155abec0c097a09d6cd3c8694f9a6f3c&Itemid=626&lang=en

ou

http://www.unicef.pt/relatorio_iraque_um_preco_elevado_para_as_criancas.pdf

mais informações na notícia da Unicef Portugal

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque

 

Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos

Julho 19, 2016 às 6:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Comunicado de Imprensa da Unicef Portugal de 14 de junho de 2016.

“Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos.”

UNICEF alerta para os perigos com que se deparam os adolescentes refugiados e migrantes não acompanhados que fogem para a Europa

GENEBRA, 14 de Junho de 2016 – Mais de nove em cada 10 crianças refugiadas e migrantes que têm chegado este ano à Europa através de Itália não estão acompanhadas, o que leva a UNICEF a alertar para os perigos de abuso, exploração e morte que enfrentam.

ler todo o Comunicado de Imprensa no link:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-alerta_criancas_migrantes_-_perigo_a_cada_passo_do_caminho_2016_06_14.pdf

danger

Descarregar o relatório Danger every step of the way : a harrowing journey to Europe for refugee and migrant children no link:

http://www.unicef.org/media/media_91552.html

UN urges prevention efforts to address threats of violent extremism to children and youth

Junho 22, 2016 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia das http://www.un.org/ de 3 de junho de 2016.

UN

3 June 2016 – Children and youth are often the most vulnerable victims of the scourge of radicalization and violence, the President of the United Nations General Assembly emphasized today, urging the international community to advance its own thinking and refine its responses to addressing the challenges of violent extremism.

“This is a subject that, in many ways, I wish we did not have to discuss,” said Mogens Lykketoft, President of the UN General Assembly, at the opening of a High-level Thematic Conversation on Children and Youth affected by Violent Extremism, noting that he, like many participants, have children and grandchildren of his own.

“And it is frightening to think that at a given moment, our youngest people could have their lives, hopes and futures so deeply affected by violent extremism,” he added.

The event, being held today at UN Headquarters in New York, includes four panel discussions addressing the versatile nature of threats of violent extremism to children and youth, as well as examining ways to strengthen prevention efforts and reinforce existing strategies to counter violent extremism with a specific focus on children and youth.

Mr. Lykketoft said it was worth remembering that many children and young people are themselves the targets and victims of violent extremist acts, including in recent years in Norway, Nigeria, Pakistan and beyond.

“Regrettably, however, millions of other children and young people are also vulnerable to radicalization and to becoming violent extremists themselves, whether in Copenhagen or Cairo, in South Carolina or Syria,” he said.

He noted that the event was therefore an important opportunity for the General Assembly to achieve a more comprehensive understanding of the subject, particularly in light of the Secretary-General’s Plan of Action to Prevent Violent Extremism and as the international community embarked on the 10-year review of the UN Global Counter-Terrorism Strategy.

“It is an opportunity for Member States and the UN system to advance their own thinking on how best to tackle these challenges; to understand what it is that leaves children and young people so vulnerable to radicalization,” Mr. Lykketoft said.

“There is a great deal at stake and I believe we all have a great deal to learn,” he added.

Also speaking at today’s event was UN Deputy Secretary-General Jan Eliasson, who stressed that the conversation was a great opportunity to continue the discussion, started under the Jordanian Presidency of the Security Council, on the role of youth in countering violent extremism and promoting peace, which had led to the adoption of Security Council resolution 2250 (2015) on youth, peace and security.

UNICEF Sylvain Cherkaoui

Reminding participants that 46 per cent of the world’s population is younger than 25 years old, Mr. Eliasson said that young people are disproportionately affected by inequality, marginalization and not least by unemployment.

“With these figures and facts in mind, we should understand that young people may be vulnerable to the lure of violent extremists, who offer them a salary, a sense of belonging, and a promise of glory,” he said.

It was necessary, however, to put that into a more positive perspective, as the vast majority of young people abide by the law and have aspirations for better and peaceful lives for themselves, their families and their communities.

“Children and youth represent promises – not perils. They should be seen as a potential – not a problem,” the Deputy Secretary-General said.

“We need to engage and empower our young people. We should not only work for young people – we should work with them. They are subjects, not objects. We have a duty to unleash the great potential of young people to promote peace, development, justice and understanding,” he added.

In many parts of the world, children and young people urgently need not only protection, but also tangible opportunities for meaningful engagement, meaningful lives and jobs, the Deputy Secretary-General said.

As such, it was necessary to foster trust between decision makers and youth, and to integrate young women and men into decision-making at the local and national levels.

“Through dialogue, inclusion and good governance, our children and young people can become the empowered citizens they strive to be and deserve to be,” he stressed.

He also emphasized that it is necessary to fight discrimination and exclusion, which often underlie the grievances that lead to radicalization and violence.

“We must better and more effectively communicate our common values of peace and justice. We must stand together against the intolerance and hatred which is spread by extremist groups,” Mr. Eliasson said.

“In the spirit of the United Nations Charter , we must act now to save succeeding generations from the scourge of war and to live lives in larger freedom,” he added.

The four panel discussions comprising the event specifically focused on ‘Preventing children and youth from radicalization,’ ‘From radicalization to violent extremism,’ ‘Deradicalization, rehabilitation and reintegration,’ and ‘Multi-stakeholder engagement.’

News Tracker: past stories on this issue

Refugee children are five times more likely to be out of school than others – UN report

 

História. 24 fotos onde as crianças não deviam estar

Junho 11, 2016 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Texto do Observador de 30 de maio de 2016.

Um menino russo baloiça num canhão alemão abandonado, depois da Batalha de Estalinegrado.

Um menino russo baloiça num canhão alemão abandonado, depois da Batalha de Estalinegrado.

Marta Leite Ferreira

Elas choram nos escombros, defendem ideais que não entendem, fazem da guerra um parque. Conheça a história de 24 fotografias onde a infância se perdeu, porque as crianças nunca lá deviam ter entrado.

“A criança deverá crescer num ambiente de afecto e segurança moral e material”. Para as crianças retratadas nestas fotografias, o Princípio VI da Declaração Universal dos Direitos da Criança não foi respeitado. E a infância viu-se assim perdida entre guerras políticas, conflitos religiosos, pobreza extrema e a defesa de ideais que elas ainda não entendem.

Elas transformam tanques e canhões em baloiços, vestem princípios políticos que não têm idade para compreender, choram de fome e perante despedidas demasiado precoces. Nestas 24 fotografias históricas (e algumas delas icónicas), as crianças não deviam ser protagonistas. E o campo de guerras nunca se devia ter transformado num parque infantil.

visualizar as fotos no link:

http://observador.pt/2016/05/30/historia-24-fotos-onde-as-criancas-nao-deviam-estar/#

 

É condenável deixar um filho na berma da estrada? Declarações de Manuel Coutinho do IAC

Junho 8, 2016 às 2:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 7 de junho de 2016.

O texto contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Reuters

Por Inês Garcia

Castigos exagerados, como o do menino japonês que ficou na estrada, não são educativos e podem ter consequências (como se viu).

Yamato Tanooka, de sete anos, esteve seis dias perdido numa floresta no norte da ilha Hokkaido, no Japão, depois de os pais o deixarem na berma de uma estrada sozinho, como castigo por ter atirado pedras a carros. Foi encontrado vivo e com saúde e o pai, Takayuki Tanooka pediu desculpa pelo correctivo excessivo.

Este pai procedeu mal? É condenável deixar um filho na beira da estrada, numa floresta? “Um castigo desadequado e desajustado à idade da criança não é um castigo, é um mau trato. E os maus tratos, sejam eles físicos, psicológicos ou emocionais, têm de ser banidos”, defende Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

Em situações de mau comportamento e asneiras da criança, os pais devem “contar de 50 para um e não se devem deixar incendiar. Uma das piores coisas é um adulto de 1,80 metros estar descontrolado ao pé de uma criança ou bebé de 50 centímetros. É pegar na criança, retirá-la do meio onde a situação aconteceu e ter uma conversa franca e esclarecedora sobre o sucedido”, diz o coordenador do projecto SOS Criança do IAC em conversa telefónica com o Life&Style. Depois, de acordo com a idade da criança, pode eventualmente privá-la de alguma coisa. “Mas não pode ser um castigo dilatado no tempo de modo a que a criança ao fim de uma série de dias já nem saiba porque está de castigo. Tem de ser algo ponderado e tem de predominar sempre o bom senso”, continua Manuel Coutinho, elegendo o “diálogo numa zona tranquila” como a melhor solução.

Levados ao extremo, os castigos perdem a sua componente pedagógica e poderão ter consequências no bem-estar físico, psicológico e emocional da criança. A única coisa que este menino ficou a aprender com isto foi “qual o castigo que nunca deve dar”, frisa a psicóloga de família Sofia Nunes Silva, uma vez que os pais colocaram em risco a vida do filho. “Todos os castigos exagerados, que gerem medo ou pânico, muitas vezes alimentam as próprias situações causadoras do castigo e aumentam a tendência de incorrer na mesma falta”, defende a psicóloga.

Recuperar a confiança do filho

Este pai japonês queria “assustar um pouco” a criança e regressar mais tarde para o levar para casa, mas o rapaz tentou seguir o carro e perdeu-se. Foi encontrado numa base militar, já muito desidratado. Esta terça-feira saiu do hospital sorridente. O pai garante que a criança o desculpou, dizendo-lhe que o considera “um bom pai”, e a polícia de Hokkaido não vai apresentar queixa contra os adultos, embora os tenha identificado junto de um centro de protecção de menores. Mas Sofia Nunes Silva admite a possibilidade de o rapaz ficar “com os pais na mão”.

À semelhança do que poderá acontecer numa situação contrária, em que uma criança ou jovem age mal e a sua falta é tema constante em momentos familiares, Yamato poderá trazer o assunto para a ordem do dia noutras alturas. “Estes pais têm de se comportar muito bem com esta criança e ganhar o respeito que ela lhes merecia. Têm de recuperar a confiança do filho. Muitas vezes temos os filhos perante uma falta e tendem a ter de recuperar a confiança dos pais. Aqui a situação inverteu-se”, considera a especialista.

Os pais de Yamato vão, provavelmente, arrepender-se para o resto da vida. “Os pais também têm momentos de impulsividade e também falham. Isto foi uma coisa completamente extremada que eu acho que não existe numa cultura como a nossa. Mas se se passasse cá, estes pais teriam um sofrimento grande ao longo da vida”, atesta Sofia Nunes Silva.

Como castigar os filhos

Não há castigos ideais – estes devem ser adaptados às situações. “Os miúdos têm um pensamento muito concreto. A abstracção começa a partir dos 10, 12 anos. Portanto dar castigos muito ao lado, fora do contexto do motivo que levou ao castigo, não tem rentabilidade”, explica Sofia Nunes Silva, realçando que a função do castigo “não é martirizar, humilhar ou magoar”.

Ao telefone, Manuel Coutinho dá alguns exemplos de castigos desadequados: “Deixarmos um bebé a chorar horas a fio, sair de ao pé dele porque achamos que o bebé tem manhas, isto é um castigo que não se deve fazer. Pegar numa criança, quando está a chorar, abaná-la violentamente… é um castigo gravíssimo que faz com que o próprio cérebro bata no osso e provoque lesões que levam à cegueira. Aquela ideia da palmada no rabo também não é bom porque afecta também a criança do ponto de vista da sua postura e coluna vertebral. Tudo o que é violência física, psicológica ou emocional sobre a criança não pode acontecer.”

As crianças, sejam qual for a sua idade, têm formas diferentes de falhar, acrescenta Sofia Nunes Silva, e não há uma directriz para todos os pais seguirem, apesar de ser uma das questões mais colocadas em consultas. “Evitamos dar ajuda específica. O castigo tem de ser aplicado ao tipo de miúdo, ao que os pais conhecem do seu filho, à forma como sabem que vai reagir. Há miúdos que podem de facto ser mais pressionados que outros, há outros para quem a pressão de um castigo muito exagerado vai ter um efeito contrário àquilo que se pretende”, enumera, diferenciando as crianças que têm uma maior capacidade de contenção e um maior controlo e noção do que se passa à sua volta e as mais imaturas e impulsivas.

“A intensidade e a frequência dos castigos é uma coisa que tem de ser medida quase situação a situação. Um castigo exagerado pode, muitas vezes, aumentar o próprio sintoma ou o motivo pelo qual a criança cometeu a falta”, comenta.

É preciso avaliar se a asneira cometida é uma situação que ocorre de forma repetida, qual a gravidade e “questionarmo-nos enquanto pais”. “Perceber o que temos feito e como tem sido o percurso familiar. Se estamos a fazer bem, se estamos a fazer mal. Se temos de recuar, se temos de conversar mais. Se o miúdo precisa de algum apoio técnico por parte de técnicos de saúde mental”, e ter sempre em conta que, um castigo mal medido, pode levar a um afastamento ao invés da aproximação pretendida.

E nunca esquecer o contexto do acto. A psicóloga exemplifica: “Um miúdo que joga uma bola para um sítio que sabe que não pode jogar e partiu dois vidros. O castigo terá de ter a ver com a privação de alguma liberdade relativamente ao jogar à bola e à própria bola.”

 

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