“Bullying” e crimes sexuais contra crianças aumentam em Portugal

Setembro 4, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Foto: Daniel Garcia/Unsplash

Notícia da Rádio Renascença de 23 de agosto de 2018.

“Estas situações continuam a acontecer debaixo de uma cultura do silêncio”, alerta APAV, que hoje divulga estatísticas relativas a crianças e jovens vítimas de violência doméstica.

Os pedidos de apoio relativos a crimes sexuais contra crianças e jovens e à violência em meio escolar aumentaram, nos últimos anos, em Portugal. É a conclusão Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que esta quinta-feira divulga estatísticas relativas aos últimos quatro anos.

Os dados mais significativos dizem respeito aos anos de 2016 e 2017, altura em que aumentaram os casos de violência sexual: entre 30% e 60%.

No que diz respeito ao “bullying”, o aumento abrange o período analisado pela estatística (2013/2017) e tem merecido a preocupação da associação.

“É uma situação que nos continua a preocupar e na qual a APAV tem investido, não só no apoio como na prevenção, trabalhando estas questões junto das escolas, dos alunos, dos professores e do pessoal não docente, numa lógica de cultivar uma cultura da intolerância à violência”, afirma à Renascença Carla Ferreira, da associação.

Outro dado a reter é o facto de 70% dos pedidos de apoio dizerem respeito a atos de violência em ambiente familiar.

“Continuamos a ter aqui uma enorme prevalência de situações que acontecem no contexto doméstico – portanto, mais de 70% destas situações que nos foram reportadas acontecem em contexto doméstico e mais de 60% destas crianças vítimas foram-no vítimas por parte do pai ou da mãe, portanto são filhos ou filhas dos alegados autores”, refere Carla Ferreira.

Os dados indicam também “um decréscimo quer do número de vítimas apoiadas quer do numero de crimes registados” entre 2013 e 2015. Carla Ferreira deixa, contudo, um alerta: “não devemos que isto nos contente muito, porque sabemos que muitas destas situações continuam a acontecer debaixo de uma cultura do silêncio, que tem de ser combatida”.

Os números dos últimos dois anos podem levar-nos a pensar que haverá menos violência, mas “isso não ser necessariamente assim”, frisa.

“Não podemos deixar de estar atentos a estes casos que acontecem com estas vítimas, que são vítimas especialmente vulneráveis, e deixar que as situações possam estar a acontecer e estarmos todos a contribuir para este silêncio”, sublinha.

A estatística revela ainda casos residuais de xenofobia, racismo e discriminação religiosa. “São número muito pequeninos em relação ao global do número de crianças e jovens que apoiamos, mas há uma tendência crescente”, admite a responsável da APAV.

Entre 2013 e 2017, a associação apoiou 4.687 crianças e jovens, vítimas de 8.035 crimes.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Crianças e Jovens Vítimas de Crime e de Violência 2013-2017

 

Estatísticas APAV | Crianças e Jovens Vítimas de Crime e de Violência 2013-2017

Agosto 31, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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descarregar o documento no link:

https://apav.pt/apav_v3/index.php/pt/1823-estatisticas-apav-crianc-as-e-jovens-vi-timas-de-crime-e-de-viole-ncia-2013-2017

I Jornadas do Alto Alentejo Contra a Violência, 12 outubro em Ponte de Sor

Agosto 27, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://apav.pt/jornadas/index.php/home-alto-alentejo

 

Agências da ONU dizem que israelenses e palestinos têm de priorizar direitos das crianças

Agosto 25, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 1 de agosto de 2018.

Desde o início de novos protestos e manifestações junto à cerca entre Israel e Gaza, 26 crianças palestinas foram mortas; representantes das Nações Unidas afirmam que menores de idade não deveriam participar de retórica política e propaganda em ambos os lados.

Os direitos das crianças continuam sendo violados em Gaza, na Cisjordânia e em Israel, de acordo com um comunicado de três altos funcionarios da ONU, que trabalham na região.

Em nota, divulgada nesta quarta-feira,  eles se dizem “profundamente preocupados” com relatos contínuos de “crianças mortas ou gravemente feridas, algumas com apenas 11 anos” em áreas administradas por autoridades palestinas.

Autores

Assinaram o comunicado, o coordenador humanitário para os Territórios Palestinos, Jamie McGoldrick, o chefe do Escritório de Direitos Humanos na região, James Heenan, e a representante especial do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Genevieve Boutin.

Os três disseram que todos os responsáveis precisam tomar medidas concretas e imediatas para “permitir que as crianças vivam sem medo.” Segundo eles, “as crianças em Israel estão expostas a trauma, medo e ferimentos graves.”

A nota afirma que  em todos os Territórios Palestinos, mais particularmente a Faixa de Gaza,” as crianças têm todos os seus direitos “roubados”.

Números

Sete crianças palestinas foram mortas durante ataques de Israel em julho. Já do lado israelense, duas meninas de 14 e 15 anos também sofreram ferimentos causados ​​por foguetes lançados por grupos armados palestinos.

A ONU informa que, desde o início das manifestações em 30 de março, 26 crianças palestinas foram mortas, 21 baleadas durante as manifestações, cinco perderam a vida em ataques aéreos.

O comunicado ressalta que “várias dessas crianças sofrerão deficiências ao longo da vida, inclusive como resultado da amputação de membros”. Além disso, milhares precisam de assistência psicossocial urgente, atendimento médico especializado e apoio para reabilitação.

Dificuldades

Os autores também destacaram a crise humanitária, lembrando que, em Gaza, as famílias têm apenas quatro horas de eletricidade por dia, a água potável é cara e difícil de encontrar. E em um mês, quando começa o ano letivo, milhares de famílias não terão como comprar material escolar para seus filhos.

McGoldrick, Heenan e Boutin também deploraram o “uso muitas vezes cínico das crianças na retórica política e propaganda de todos os lados” e a exposição de crianças à violência.

A nota termina com um apelo “a Israel, bem como à Autoridade Palestina e às autoridades do movimento Hamas em Gaza, para colocar os direitos das crianças à frente de quaisquer outras considerações e tomar medidas imediatas para aliviar o seu sofrimento.”

Documento original Children’s rights must be put first

 

ONU. Em sete anos, sete mil crianças foram mortas ou mutiladas na Síria

Agosto 10, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 30 de julho de 2018.

Só este ano mais de 600 foram mortas ou mutiladas

Na passada sexta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas anunciou que, em sete anos, sete mil crianças foram mortas ou mutiladas devido à guerra da Síria. Porém, outros relatórios “não verificados” avançam para mais de 20 mil vítimas.

“Está na hora de as crianças reaverem a infância que lhes foi retirada. Têm sido utilizadas e vítimas de abusos, pelo e para o conflito, há demasiado tempo”, afirma a representante especial das Nações Unidas para as Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba.

De acordo com a representante, as crianças sofreram ataques nas escolas, centros de refúgio e até nas suas próprias casas.

De acordo com o site da ONU, “desde 2005 que o Concelho de Segurança monitoriza e reporta mecanismos de seis graves violações contra as crianças”, devido a este conflito. As seis violações são “homicídio, mutilação, recrutamento de crianças para combaterem, violência sexual, rapto, ataques em escolas e centros médicos e recusa de acesso humanitário”.

“Desde então, todos os anos tem havido um enorme aumento em todas as violações graves, cometidas por ambas as partes do conflito”, confirma Gamba.

De acordo com os dados da ONU, só este ano, foram registadas 1200 violações graves contra as crianças: mais de 600 foram mortas ou mutiladas e quase 180 foram recrutadas para combater no conflito sírio.

Em termos de infraestruturas, 60 escolas e 100 unidades médicas foram atacadas.

De acordo com o representante especial, a maior parte destas violações dão-se nas zonas de Afrin, Hama, Idlib, Ghouta e Dara’a.

“Estou profundamente perturbada com as histórias das crianças que nascem e crescem, na Síria, durante este conflito; são crianças que nunca viram paz no seu país. Estas crianças não sabem o que significa a palavra paz!”, confessa a representante.

mais informações nos links:

https://news.un.org/pt/story/2018/07/1632602

https://www.un.org/press/en/2018/sc13437.doc.htm

 

Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão – 4 de junho

Junho 4, 2018 às 10:45 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Secretaria-Geral do Ministério da Justiça

Assinala-se no dia 4 de junho e foi criado pela ONU em 1982 para alertar para o sofrimento das crianças que são vítimas de agressão física, mental e emocional.

Nesta data as Nações Unidas reafirmam o seu compromisso em proteger os direitos das crianças, destacando-se, do seu trabalho desenvolvido nesta área, a Convenção dos Direitos das Crianças de 1989 e a Resolução dos Direitos da Criança de 1997.

Longe de ser um dia de celebração, este é um dia de luto e reflexão. Este dia relembra todas as vítimas infantis de agressão física, mental e emocional, mas também chama a atenção para a necessidade de proteção e de educação das crianças, que se encontram numa fase frágil, de construção de mentalidade, carácter e de valores.

Importa reforçar a ideia que zelar pelas crianças não é uma tarefa exclusiva dos pais, mas também dos parentes, da comunidade, dos profissionais de saúde, dos líderes de modo geral, dos educadores, dos governantes, enfim, da sociedade como um todo.

Em Portugal, o Instituto de Apoio à Criança disponibiliza o serviço SOS-Criança (número nacional:116 111), como serviço anónimo e confidencial, de apoio às Crianças, Jovens, Famílias, Profissionais e Comunidade, de âmbito nacional e internacional. Este serviço tem como objetivo dar apoio à Criança em risco, maltratada e/ou abusada sexualmente, desaparecida, desintegrada na escola, com conflitos com os pais, que se sente rejeitada ou tem ideias suicida, procurando encontrar soluções para estas situações-problema.

mais informações nos links:

http://www.un.org/en/events/childvictimday/

http://www.un.org/en/events/childvictimday/background.shtml

1º Fórum Dignidade – Direito das Crianças a Viver sem Violência – com a presença de Dulce Rocha, Presidente do IAC, 5 junho em Lisboa

Junho 2, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Drª Dulce Rocha, Presidente do Instituto de Apoio à Criança irá estar presente com a comunicação “Crianças vítimas de violência”.

mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/942746525891099/

 

19% das crianças desaparecidas na Europa enfrentam violência e abuso

Maio 28, 2018 às 11:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 25 de maio de 2018.

LUSA

Segundo um relatório da Missing Children Europe, Uma em cada 5 crianças desaparecidas nas linhas de atendimento enfrentaram situações de violência, abuso, negligência e exploração.

Uma em cada cinco crianças desaparecidas na Europa enfrentou situações de violência, abuso, negligência ou exploração, segundo um relatório da organização Missing Children Europe, divulgado esta sexta-feira.

A rede europeia de linhas de atendimento 116 000 existe em 32 países e em Portugal é gerida pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC). Em 2017, esta rede recebeu 188.936 chamadas em toda a Europa e prestou apoio a casos relativos a 5.621 crianças desaparecidas.

De acordo com o relatório lançado para assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, que se assinala esta sexta-feira em todo o mundo, 19% das crianças declaradas desaparecidas nas linhas de atendimento enfrentaram situações de violência, abuso, negligência e exploração. Os jovens em fuga são as principais vítimas, pelas situações a que involuntariamente se expõem “nos seus percursos de fuga” ou “na procura desesperada dos seus sonhos”.

Em 2017, os jovens que fugiram ou foram expulsos de casa constituíram 57,2% dos casos de crianças desaparecidas relatadas às linhas 116 000, mantendo-se como o no maior grupo de crianças desaparecidas em toda a Europa.

O relatório salienta que a maioria das crianças encontradas sem vida eram jovens em fuga e que a percentagem de crianças/jovens que fogem repetidamente aumentou de 15% em 2016, para 16% em 2017. Os raptos parentais constituíram o segundo maior grupo de casos, com 23,2% dos casos.

Em Portugal, os dados do SOS Criança Desaparecida alinham-se com esta realidade, numa proporção ligeiramente superior para os raptos parentais, de 32% (e 51% para as fugas nacionais). Em 2017, 46% das crianças desaparecidas comunicadas às linhas 116 000, foram encontradas ainda nesse ano, um aumento de 4% em relação a 2016.

O relatório destaca também que, apesar de existirem milhares e milhares de crianças migrantes desaparecidas dos centros de acolhimento da Europa, são poucos os casos denunciados quer a estas linhas quer às autoridades policiais.

Segundo a Missing Children Europe, a subnotificação desses desaparecimentos e a falta de clareza sobre os papéis e responsabilidades em relação à prevenção e resposta a esse grupo muito vulnerável de crianças continua a ser uma questão preocupante.

O documento revela ainda que os raptos criminais representaram menos de 1% dos casos registados em 2017, como nos anos anteriores, enquanto os casos de crianças perdidas, feridas ou desaparecidas aumentaram em comparação com o ano passado, correspondendo a 14,3% dos casos.

Um em cada seis casos de crianças desaparecidas tinha natureza transfronteiriça, mostrando a importância da cooperação internacional entre os governos, as linhas 116 000, os tribunais e outras autoridades de proteção da criança, particularmente as autoridades centrais de cada estado membro.

No seu relatório a Missing Children Europe alerta que embora os governos nacionais garantam a maior parte do financiamento das linhas de apoio, as instituições que as gerem queixam-se que não tiveram acesso a financiamento das autoridades nacionais em 2017, pelo que a falta de recursos financeiros e humanos são os principais desafios citados repetidamente.

Segundo a organização, embora estas linhas diretas tenham respondido a mais de 1,2 milhões de chamadas relacionadas com crianças desaparecidas desde 2011, a falta de financiamento estável e contínuo coloca as linhas 116 000 em risco de encerramento.

 

Descarregar o relatório citado na notícia a no link:

Figures and Trends Report 2017

 

 

6 Razões para não bater no seu filho

Maio 14, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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imagem retirada do Psiconlinebrasil:

 

Tertúlia “Quando a violência entra em casa. Informação, Ética e Limites” 26 abril em Coimbra

Abril 20, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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