3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque – relatório “A Heavy Price for Children”

Julho 29, 2016 às 6:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

heavy

descarregar o relatório no link:

http://www.uniraq.org/index.php?option=com_k2&view=item&task=download&id=1882_155abec0c097a09d6cd3c8694f9a6f3c&Itemid=626&lang=en

ou

http://www.unicef.pt/relatorio_iraque_um_preco_elevado_para_as_criancas.pdf

mais informações na notícia da Unicef Portugal

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque

 

Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos

Julho 19, 2016 às 6:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

Comunicado de Imprensa da Unicef Portugal de 14 de junho de 2016.

“Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos.”

UNICEF alerta para os perigos com que se deparam os adolescentes refugiados e migrantes não acompanhados que fogem para a Europa

GENEBRA, 14 de Junho de 2016 – Mais de nove em cada 10 crianças refugiadas e migrantes que têm chegado este ano à Europa através de Itália não estão acompanhadas, o que leva a UNICEF a alertar para os perigos de abuso, exploração e morte que enfrentam.

ler todo o Comunicado de Imprensa no link:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-alerta_criancas_migrantes_-_perigo_a_cada_passo_do_caminho_2016_06_14.pdf

danger

Descarregar o relatório Danger every step of the way : a harrowing journey to Europe for refugee and migrant children no link:

http://www.unicef.org/media/media_91552.html

UN urges prevention efforts to address threats of violent extremism to children and youth

Junho 22, 2016 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , ,

Notícia das http://www.un.org/ de 3 de junho de 2016.

UN

3 June 2016 – Children and youth are often the most vulnerable victims of the scourge of radicalization and violence, the President of the United Nations General Assembly emphasized today, urging the international community to advance its own thinking and refine its responses to addressing the challenges of violent extremism.

“This is a subject that, in many ways, I wish we did not have to discuss,” said Mogens Lykketoft, President of the UN General Assembly, at the opening of a High-level Thematic Conversation on Children and Youth affected by Violent Extremism, noting that he, like many participants, have children and grandchildren of his own.

“And it is frightening to think that at a given moment, our youngest people could have their lives, hopes and futures so deeply affected by violent extremism,” he added.

The event, being held today at UN Headquarters in New York, includes four panel discussions addressing the versatile nature of threats of violent extremism to children and youth, as well as examining ways to strengthen prevention efforts and reinforce existing strategies to counter violent extremism with a specific focus on children and youth.

Mr. Lykketoft said it was worth remembering that many children and young people are themselves the targets and victims of violent extremist acts, including in recent years in Norway, Nigeria, Pakistan and beyond.

“Regrettably, however, millions of other children and young people are also vulnerable to radicalization and to becoming violent extremists themselves, whether in Copenhagen or Cairo, in South Carolina or Syria,” he said.

He noted that the event was therefore an important opportunity for the General Assembly to achieve a more comprehensive understanding of the subject, particularly in light of the Secretary-General’s Plan of Action to Prevent Violent Extremism and as the international community embarked on the 10-year review of the UN Global Counter-Terrorism Strategy.

“It is an opportunity for Member States and the UN system to advance their own thinking on how best to tackle these challenges; to understand what it is that leaves children and young people so vulnerable to radicalization,” Mr. Lykketoft said.

“There is a great deal at stake and I believe we all have a great deal to learn,” he added.

Also speaking at today’s event was UN Deputy Secretary-General Jan Eliasson, who stressed that the conversation was a great opportunity to continue the discussion, started under the Jordanian Presidency of the Security Council, on the role of youth in countering violent extremism and promoting peace, which had led to the adoption of Security Council resolution 2250 (2015) on youth, peace and security.

UNICEF Sylvain Cherkaoui

Reminding participants that 46 per cent of the world’s population is younger than 25 years old, Mr. Eliasson said that young people are disproportionately affected by inequality, marginalization and not least by unemployment.

“With these figures and facts in mind, we should understand that young people may be vulnerable to the lure of violent extremists, who offer them a salary, a sense of belonging, and a promise of glory,” he said.

It was necessary, however, to put that into a more positive perspective, as the vast majority of young people abide by the law and have aspirations for better and peaceful lives for themselves, their families and their communities.

“Children and youth represent promises – not perils. They should be seen as a potential – not a problem,” the Deputy Secretary-General said.

“We need to engage and empower our young people. We should not only work for young people – we should work with them. They are subjects, not objects. We have a duty to unleash the great potential of young people to promote peace, development, justice and understanding,” he added.

In many parts of the world, children and young people urgently need not only protection, but also tangible opportunities for meaningful engagement, meaningful lives and jobs, the Deputy Secretary-General said.

As such, it was necessary to foster trust between decision makers and youth, and to integrate young women and men into decision-making at the local and national levels.

“Through dialogue, inclusion and good governance, our children and young people can become the empowered citizens they strive to be and deserve to be,” he stressed.

He also emphasized that it is necessary to fight discrimination and exclusion, which often underlie the grievances that lead to radicalization and violence.

“We must better and more effectively communicate our common values of peace and justice. We must stand together against the intolerance and hatred which is spread by extremist groups,” Mr. Eliasson said.

“In the spirit of the United Nations Charter , we must act now to save succeeding generations from the scourge of war and to live lives in larger freedom,” he added.

The four panel discussions comprising the event specifically focused on ‘Preventing children and youth from radicalization,’ ‘From radicalization to violent extremism,’ ‘Deradicalization, rehabilitation and reintegration,’ and ‘Multi-stakeholder engagement.’

News Tracker: past stories on this issue

Refugee children are five times more likely to be out of school than others – UN report

 

História. 24 fotos onde as crianças não deviam estar

Junho 11, 2016 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Texto do Observador de 30 de maio de 2016.

Um menino russo baloiça num canhão alemão abandonado, depois da Batalha de Estalinegrado.

Um menino russo baloiça num canhão alemão abandonado, depois da Batalha de Estalinegrado.

Marta Leite Ferreira

Elas choram nos escombros, defendem ideais que não entendem, fazem da guerra um parque. Conheça a história de 24 fotografias onde a infância se perdeu, porque as crianças nunca lá deviam ter entrado.

“A criança deverá crescer num ambiente de afecto e segurança moral e material”. Para as crianças retratadas nestas fotografias, o Princípio VI da Declaração Universal dos Direitos da Criança não foi respeitado. E a infância viu-se assim perdida entre guerras políticas, conflitos religiosos, pobreza extrema e a defesa de ideais que elas ainda não entendem.

Elas transformam tanques e canhões em baloiços, vestem princípios políticos que não têm idade para compreender, choram de fome e perante despedidas demasiado precoces. Nestas 24 fotografias históricas (e algumas delas icónicas), as crianças não deviam ser protagonistas. E o campo de guerras nunca se devia ter transformado num parque infantil.

visualizar as fotos no link:

http://observador.pt/2016/05/30/historia-24-fotos-onde-as-criancas-nao-deviam-estar/#

 

É condenável deixar um filho na berma da estrada? Declarações de Manuel Coutinho do IAC

Junho 8, 2016 às 2:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 7 de junho de 2016.

O texto contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Reuters

Por Inês Garcia

Castigos exagerados, como o do menino japonês que ficou na estrada, não são educativos e podem ter consequências (como se viu).

Yamato Tanooka, de sete anos, esteve seis dias perdido numa floresta no norte da ilha Hokkaido, no Japão, depois de os pais o deixarem na berma de uma estrada sozinho, como castigo por ter atirado pedras a carros. Foi encontrado vivo e com saúde e o pai, Takayuki Tanooka pediu desculpa pelo correctivo excessivo.

Este pai procedeu mal? É condenável deixar um filho na beira da estrada, numa floresta? “Um castigo desadequado e desajustado à idade da criança não é um castigo, é um mau trato. E os maus tratos, sejam eles físicos, psicológicos ou emocionais, têm de ser banidos”, defende Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

Em situações de mau comportamento e asneiras da criança, os pais devem “contar de 50 para um e não se devem deixar incendiar. Uma das piores coisas é um adulto de 1,80 metros estar descontrolado ao pé de uma criança ou bebé de 50 centímetros. É pegar na criança, retirá-la do meio onde a situação aconteceu e ter uma conversa franca e esclarecedora sobre o sucedido”, diz o coordenador do projecto SOS Criança do IAC em conversa telefónica com o Life&Style. Depois, de acordo com a idade da criança, pode eventualmente privá-la de alguma coisa. “Mas não pode ser um castigo dilatado no tempo de modo a que a criança ao fim de uma série de dias já nem saiba porque está de castigo. Tem de ser algo ponderado e tem de predominar sempre o bom senso”, continua Manuel Coutinho, elegendo o “diálogo numa zona tranquila” como a melhor solução.

Levados ao extremo, os castigos perdem a sua componente pedagógica e poderão ter consequências no bem-estar físico, psicológico e emocional da criança. A única coisa que este menino ficou a aprender com isto foi “qual o castigo que nunca deve dar”, frisa a psicóloga de família Sofia Nunes Silva, uma vez que os pais colocaram em risco a vida do filho. “Todos os castigos exagerados, que gerem medo ou pânico, muitas vezes alimentam as próprias situações causadoras do castigo e aumentam a tendência de incorrer na mesma falta”, defende a psicóloga.

Recuperar a confiança do filho

Este pai japonês queria “assustar um pouco” a criança e regressar mais tarde para o levar para casa, mas o rapaz tentou seguir o carro e perdeu-se. Foi encontrado numa base militar, já muito desidratado. Esta terça-feira saiu do hospital sorridente. O pai garante que a criança o desculpou, dizendo-lhe que o considera “um bom pai”, e a polícia de Hokkaido não vai apresentar queixa contra os adultos, embora os tenha identificado junto de um centro de protecção de menores. Mas Sofia Nunes Silva admite a possibilidade de o rapaz ficar “com os pais na mão”.

À semelhança do que poderá acontecer numa situação contrária, em que uma criança ou jovem age mal e a sua falta é tema constante em momentos familiares, Yamato poderá trazer o assunto para a ordem do dia noutras alturas. “Estes pais têm de se comportar muito bem com esta criança e ganhar o respeito que ela lhes merecia. Têm de recuperar a confiança do filho. Muitas vezes temos os filhos perante uma falta e tendem a ter de recuperar a confiança dos pais. Aqui a situação inverteu-se”, considera a especialista.

Os pais de Yamato vão, provavelmente, arrepender-se para o resto da vida. “Os pais também têm momentos de impulsividade e também falham. Isto foi uma coisa completamente extremada que eu acho que não existe numa cultura como a nossa. Mas se se passasse cá, estes pais teriam um sofrimento grande ao longo da vida”, atesta Sofia Nunes Silva.

Como castigar os filhos

Não há castigos ideais – estes devem ser adaptados às situações. “Os miúdos têm um pensamento muito concreto. A abstracção começa a partir dos 10, 12 anos. Portanto dar castigos muito ao lado, fora do contexto do motivo que levou ao castigo, não tem rentabilidade”, explica Sofia Nunes Silva, realçando que a função do castigo “não é martirizar, humilhar ou magoar”.

Ao telefone, Manuel Coutinho dá alguns exemplos de castigos desadequados: “Deixarmos um bebé a chorar horas a fio, sair de ao pé dele porque achamos que o bebé tem manhas, isto é um castigo que não se deve fazer. Pegar numa criança, quando está a chorar, abaná-la violentamente… é um castigo gravíssimo que faz com que o próprio cérebro bata no osso e provoque lesões que levam à cegueira. Aquela ideia da palmada no rabo também não é bom porque afecta também a criança do ponto de vista da sua postura e coluna vertebral. Tudo o que é violência física, psicológica ou emocional sobre a criança não pode acontecer.”

As crianças, sejam qual for a sua idade, têm formas diferentes de falhar, acrescenta Sofia Nunes Silva, e não há uma directriz para todos os pais seguirem, apesar de ser uma das questões mais colocadas em consultas. “Evitamos dar ajuda específica. O castigo tem de ser aplicado ao tipo de miúdo, ao que os pais conhecem do seu filho, à forma como sabem que vai reagir. Há miúdos que podem de facto ser mais pressionados que outros, há outros para quem a pressão de um castigo muito exagerado vai ter um efeito contrário àquilo que se pretende”, enumera, diferenciando as crianças que têm uma maior capacidade de contenção e um maior controlo e noção do que se passa à sua volta e as mais imaturas e impulsivas.

“A intensidade e a frequência dos castigos é uma coisa que tem de ser medida quase situação a situação. Um castigo exagerado pode, muitas vezes, aumentar o próprio sintoma ou o motivo pelo qual a criança cometeu a falta”, comenta.

É preciso avaliar se a asneira cometida é uma situação que ocorre de forma repetida, qual a gravidade e “questionarmo-nos enquanto pais”. “Perceber o que temos feito e como tem sido o percurso familiar. Se estamos a fazer bem, se estamos a fazer mal. Se temos de recuar, se temos de conversar mais. Se o miúdo precisa de algum apoio técnico por parte de técnicos de saúde mental”, e ter sempre em conta que, um castigo mal medido, pode levar a um afastamento ao invés da aproximação pretendida.

E nunca esquecer o contexto do acto. A psicóloga exemplifica: “Um miúdo que joga uma bola para um sítio que sabe que não pode jogar e partiu dois vidros. O castigo terá de ter a ver com a privação de alguma liberdade relativamente ao jogar à bola e à própria bola.”

 

Relembrar as crianças inocentes vítimas de agressão

Junho 7, 2016 às 11:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Expresso de 4 de junho de 2016.

Charles Mcquillan

Maria João Bourbon

Quase 20% das mulheres e entre 5% e 10% dos homens do mundo inteiro foram abusados sexualmente na infância. A associação Save the Children quer ver o Código Penal alterado de modo a que os crimes sexuais contra as crianças possam ser incluídos naqueles que não prescrevem. Hoje é o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão

dimensão da violência contra as crianças não é totalmente conhecida. Por vergonha, medo ou inexistência de mecanismos adequados não é denunciada na sua dimensão. E estes abusos sexuais contra menores representam uma violação enorme dos direitos elementares das crianças, segundo sublinha a organização não-governamental (ONG) Save the Children.

No Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão, importa não esquecer os números que compõem esta realidade escondida. Segundo a ONG, quase 20% das mulheres e entre 5% e 10% dos homens no mundo inteiro foram vítimas de abusos sexuais na infância, um número que deverá ser inferior ao real, uma vez que muitos destes casos não chegam a ser sequer denunciados.

Para a Save the Children, é “inaceitável” que qualquer crime deste tipo possa ficar impune. Desde 1999, a vítima tem – a partir do momento em que completa 18 anos – um prazo que pode ir desde cinco a 15 anos para denunciar o abuso, dependendo da sua gravidade. Depois disso, o crime prescreve e a vítima fica sem meios para levar o seu agressor à justiça, o que acontece em muitas situações.

Segundo a agência Lusa, a Save the Children quer ver o Código Penal alterado, de modo a que os crimes sexuais contra as crianças possam ser incluídos naqueles que não prescrevem e apelou aos políticos e poderes públicos para que aprovem uma lei orgânica no sentido de acabar com a violência infantil. A criação de mecanismos de denúncia mais acessíveis também é outra das suas reivindicações.

Sem conseguir compreender, nomear e enfrentar o abuso

O abuso sexual de crianças corresponde, de acordo com a definição da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), ao “envolvimento de crianças ou adolescentes em atos cuja finalidade visa a satisfação sexual de um adulto ou outra pessoa mais velha”, constituindo assim “uma relação assimétrica, na qual o poder do agressor é determinante”, com consequências físicas e/ou psicológicas para a vítima. Nestes casos, a vítima não tem capacidade de “compreender que está a ser vitimada”, nem de nomear o abuso sexual, enfrentá-lo ou dar o seu consentimento “livre e esclarecido”.

Em 2015, a APAV apoiou 102 casos de crianças com idade inferior a 14 anos que foram abusadas sexualmente, além de um caso que envolvia pornografia de menores. No total, a associação apoiou três crianças e jovens por dia vítimas de crime (num total de 1084), mais de 92 que em 2014, de acordo com as estatísticas divulgadas em março. Destas vítimas, 54,6% são raparigas com uma média de idade de 9,9 anos.

Esta quarta-feira foi apresentado o relatório “As crianças em perigo no concelho de Lisboa”, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que conclui que o principal dificuldade encontrada é “a exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar e desenvolvimento da criança”, que correspondem a 36% dos casos sinalizados, nos quais se inclui a violência doméstica. O abuso sexual, entre outros problemas, estão incluídos na lista daqueles que a Universidade de Coimbra considera “preocupantes”.

O Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão, que tem como propósito promover os direitos das crianças no mundo inteiro, foi criado na Assembleia-Geral Extraordinária das Nações Unidas (ONU), a 19 de agosto de 1982. Celebra-se a 4 de junho de cada ano

 

 

 

DIAP de Lisboa tem unidade para investigar crimes sexuais contra crianças e jovens

Junho 4, 2016 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da RTP Notícias de 1 de junho de 2016.

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa dispõe, desde hoje, de uma unidade competente para a investigação de crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual cometidos contra crianças e jovens de idade inferior a 18 anos.

Segundo o site do Ministério Público (MP), a criação da Unidade de Ação Penal de Crimes Sexuais e Cometidos Contra Criança e Jovens Fora do Ambiente Familiar permitirá um tratamento uniformizado e uma abordagem articulada dos crimes cometidos contra crianças e jovens, nos quais se incluem, por exemplo, fenómenos criminais como o `bullying`.

“Pretende-se dar uma resposta mais eficaz ao nível da repressão e contenção destes crimes e, prioritariamente, proteger as vítimas e evitar fenómenos de revitimização”, indica o MP, revelando que a unidade agora criada é composta por cinco magistrados, um deles com funções de coordenação.

A nova unidade é competente para a investigação de crimes sexuais cometidos contra crianças e jovens de idade inferior a 18 anos, embora com duas exceções.

Uma das exceções refere que, pela sua especificidade, os crimes praticados contra crianças e jovens no seio familiar, continuarão a ser objeto de tratamento especializado no âmbito da Unidade de Combate à Violência Doméstica.

A segunda exceção, relacionada com razões operacionais e de abordagem sistémica do fenómeno da criminalidade especialmente violenta, determinam que, independentemente da idade das vítimas, a investigação destes crimes se mantenha na Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento.

Entretanto, a chamada Sala Júnior do DIAP de Lisboa, especialmente preparada para ouvir crianças vítimas de maus tratos e abusos sexuais, completou hoje seis anos de existência.

 

 

 

Curso “Crianças e Jovens Vítimas de Crime e de Violência” 23 e 25 de Maio de 2016 em Lisboa

Maio 10, 2016 às 11:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

curso

As inscrições encontram-se abertas até ao dia 18 de Maio de 2016.

mais informações no link:

http://www.apav.pt/apav_v3/index.php/pt/1205-curso-criancas-e-jovens-vitimas-de-crime-e-de-violencia

 

Quanto mais me açoitas, mais agressivo fico

Maio 7, 2016 às 5:34 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 3 de maio de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Spanking and Child Outcomes: Old Controversies and New Meta-Analyses

global imagens

Quanto mais açoitadas forem as crianças, maior é a probabilidade de desafiarem os pais e mais desenvolvem comportamentos anti-sociais, agressividade, problemas de saúde mental e dificuldades cognitivas, revela um estudo das universidades do Texas e de Michigan.

A investigação, publicada na última edição do Journal of Family Psychology, olha para os dados recolhidos em 75 estudos nos últimos 50 anos, envolvendo um universo de 160.927 crianças.

Os seus autores reclamam ser esta a análise mais completa até agora realizada sobre o açoite — definido como uma palmada de mão aberta nas nádegas ou nas extremidades, braços ou pernas – e os seus efeitos específicos, por comparação com outros estudos que incluem outros castigos físicos das crianças nas respetivas análises.

“Concluímos que o açoite está associado a resultados prejudiciais não esperados e não está associado à obediência imediata ou a longo prazo, que são os objetivos dos pais quando disciplinam os seus filhos”, afirma a autora principal do estudo, Elisabeth Gershoff, professora de Desenvolvimento Humano e Ciências da Família na universidade norte-americana do Texas em Austin, num comunicado divulgado pela instituição.

Gershoff e Andrew Grogan-Kaylor, co-autor do estudo, professor na Universidade de Michigan, concluíram que o açoite está associado de forma significativa a 13 entre 17 resultados examinados, todos prejudiciais.

“O principal remate do estudo é que o açoite aumenta a probabilidade de uma variedade alargada de resultados prejudiciais nas crianças. O açoite provoca portanto o oposto do que os pais pretendem normalmente com ele”, sublinha Grogan-Kaylor.

Gershoff e Grogan-Kaylor testaram alguns dos efeitos a longo prazo entre adultos açoitados enquanto crianças e perceberam que quanto mais agredidos tinham sido maiores eram os comportamentos antissociais e os problemas mentais experienciados. Estes adultos eram também os maiores defensores da punição física dos próprios filhos, o que ilustra uma das principais formas como esta forma de educação passa de pais para filhos.

Os investigadores norte-americanos sublinham no comunicado que cerca de 80 por cento dos pais em todo o mundo açoitam os filhos, de acordo com um estudo da Unicef de 2014, não obstante não existirem provas de quaisquer efeitos positivos decorrentes desta forma de educação e, pelo contrário, como nota Gershoff, de haver evidência ampla de que o açoite constitui um risco negativo para o comportamento e desenvolvimento da criança.

Tanto o açoite como os abusos físicos estão associados aos mesmos resultados prejudiciais nas crianças, na mesma direção e quase com a mesma intensidade, reforçam os investigadores.

“Nós, enquanto sociedade, olhamos para o açoite e para os abusos físicos como comportamentos distintos”, afirma Gershoff. “No entanto, a nossa investigação mostra que o açoite está ligado aos mesmos resultados prejudiciais que o abuso, apenas num grau ligeiramente mais baixo”, remata.

Estes resultados, de acordo com a investigadora, são consistentes com as conclusões de um relatório recente do Centers for Disease Control and Prevention, que apelou ao “compromisso público, campanhas de educação e abordagens legislativas para reduzir a punição física” das crianças, incluindo o açoite.

A legislação norte-americana não proíbe a punição física das crianças, vê mesmo esta conduta como aceitável, apesar da sua taxa de aceitação ter diminuído consideravelmente de 84% em 1986 para 70% em 2012. Na Europa, a França foi criticada em 2015 pelo Conselho da Europa por não proibir claramente todas as formas de castigo corporal das crianças, ao contrário da maioria dos países vizinhos.

Portugal, Itália, Bélgica, Irlanda e Grécia foram alvo em 2003 de uma queixa perante o Conselho da Europa por parte da Organização Mundial Contra a Tortura (OMCT), que considerava que a legislação portuguesa não protegia crianças dos açoites e outros tipos de punições físicas.

instituição europeia respondeu à queixa dois anos depois, considerando que Portugal tem leis suficientes que permitem proteger as crianças dos castigos corporais; A OMCT argumentou, no entando, que não existe na legislação portuguesa nenhuma proibição explícita sobre castigos corporais por parte dos pais, e demonstrou ainda através de uma sondagem na altura que dois em cada cinco inquiridos acreditava que a lei permitia que dessem “uma bofetada/palmada aos seus filhos”.

“Temos esperança de que o nosso estudo possa ajudar a educar os pais sobre os malefícios potenciais do açoite e levá-los a tentar formas positivas e não punitivas de disciplina”, conclui Elisabeth Gershoff no comunicado da universidade norte-americana.

 

 

2011-2016: Helping children in the Syrian Crisis – Terre des hommes

Abril 19, 2016 às 8:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
Etiquetas: , , , , , ,

The conflict has been raging for more than five years in Syria. Since the beginning of the war, more than 260,000 people have already been killed, 100,000 of whom were women and children. Terre des hommes has been on the ground from the onset of the crisis, as well as in neighbouring countries, to provide these children with essential support and protection, and to help them reclaim part of their lost childhood. You can help: tdh.ch/syria

Página seguinte »

Blog em WordPress.com. | O tema Pool.
Entries e comentários feeds.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.172 outros seguidores