Instituto de Apoio à Criança denuncia: prostituição infantil passou das ruas para motéis

Agosto 31, 2010 às 9:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social, Uncategorized | Deixe o seu comentário
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Oito anos depois do processo Casa Pia, pedófilos combinam os encontros através de SMS, em chats e redes sociais da Internet. Encontram-se depois em motéis da Grande Lisboa.

Nas ruas do Parque Eduardo VII e nos parques de estacionamento da cidade universitária não se avistam menores a prostituírem-se. No início do processo Casa Pia , estes eram os dois pontos de encontro favoritos da rede de pedófilos. Oito anos depois, só os rapazes mais velhos aguardam, debaixo dos candeeiros, pelos clientes que chegam em carros de alta cilindrada, pela noite dentro.

O fenómeno não desapareceu do mapa, apenas se camuflou entre quatro paredes. Alguns motéis da Grande Lisboa são agora a alternativa às ruas mal iluminadas da capital. “São locais onde os pedófilos conseguem manter o anonimato e onde o risco de serem apanhados é menor”, diz Paula Paçó, do Instituto de Apoio à Criança .

A opinião é partilhada por outras fontes ouvidas pelo Expresso. “Em alguns destes estabelecimentos, a rececionista mal vê o cliente, que nem precisa de sair do carro para fazer o check-in ou o pagamento. Ele pode entrar diretamente no quarto através da garagem”, garante um responsável que acompanha de perto esta realidade.

Uma ronda feita a seis motéis da Grande Lisboa confirma a tese. “Há poucos meses, impedimos a entrada a um cliente que viajava com um menor”, diz o gerente de um motel da linha de Sintra. Num estabelecimento vizinho, a versão é semelhante, com uma nuance: uma mulher ia acompanhada de um rapaz imberbe. “Foram-se embora mas ouvimos-los dizer que iriam para outro local, aqui perto, onde seria mais fácil entrar.” Ele garante que não foi a primeira vez que isso aconteceu.

O dono de outro motel lembra-se de um casal que transportava uma menina de “seis a oito anos” no banco de trás. “Argumentaram que eram os tios mas decidimos não arriscar”. Foram barrados porque os quartos pagos à hora, com brinquedos eróticos, filmes pornográficos, bolas de discoteca e espelhos no teto parecem desajustados a um programa familiar.

Quase todos os donos garantem que a vigilância é “severa”, mesmo nos casos em que são exigidos apenas os documentos de identificação ao condutor. Só uma gerente de um motel, a norte de Lisboa, admite ser “fácil” para um pedófilo levar um miúdo para um quarto, sem ser detetado. “Se entrarem duas pessoas no motel, só uma delas é que tem de pedir a chave ao funcionário. A outra pode estar camuflada”.

Encontros marcados pela Net

Nos últimos anos, o número de menores na prostituição detetados pelas autoridades tem vindo a diminuir. Em 2009, foram referenciadas doze crianças em todo o país pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco. Entre elas, havia um rapaz e três meninas entre os 11 e os 14 anos.

Os números da Polícia Judiciária são semelhantes: segundo a agência Lusa, no ano passado foram abertos seis inquéritos de recurso à prostituição de menores e 17 de lenocínio de menores.

Só na zona de Lisboa, o Instituto de Apoio à Criança confirmou, em 2009, a existência de cinco casos, todos de raparigas. Este ano, identificaram uma jovem de 16 anos a prostituir-se nas ruas da capital. “Há um fenómeno novo: hoje vemos mais raparigas do que rapazes a prostituírem-se”, afirma Bruno Pio, assistente social da instituição.

Na semana passada, os técnicos do Instituto de Apoio à Criança detetaram outra jovem que suspeitam ser menor de idade, a prostituir-se na Rua da Artilharia 1, em Campolide. “Foi a segunda vez que nos cruzámos com ela. Acabámos por lhe perder o rasto. A rua tinha uma grande afluência de clientes”, diz Paula Paçó.

A capacidade de intervenção das equipas de rua é limitada. “Nem sempre é fácil ganhar a confiança destes jovens”. Muitos rapazes acabam por se esconder quando avistam a carrinha com o logótipo da instituição. Com as raparigas a missão torna-se duplamente complicada. “Elas estão muito vigiadas. E os patrões gostam de demonstrar quem manda naquele território”. Os técnicos já foram alvo de apedrejamentos e tentativas de agressão.

Para a responsável do Instituto de Apoio à Criança, as estatísticas não deverão refletir a realidade escondida. “Os relatos dos jovens têm-nos dado pistas sobre o funcionamento deste submundo”, refere Paula Paçó. As novas tecnologias, por exemplo, tornaram-se um novo aliado de presas e predadores. E vieram dificultar o trabalho dos técnicos e das autoridades. “Os encontros em motéis, pensões e casas particulares passaram a ser combinados através de SMS, chats e redes sociais da Internet”.

A rua tornou-se demasiado arriscada para os clientes. Até porque se forem apanhados podem vir a ser condenados a dez anos de prisão. Uma pena que poderá ser mais pesada se as palavras do procurador-geral da República se tornarem realidade. Em maio, Pinto Monteiro defendeu o agravamento das penas do crime de abuso sexual de menores, preconizando “uma pena por cada crime”. Uma alteração que implicará a revisão do Código Penal.

Texto publicado na edição do Expresso de 28 de agosto de 2010

“Sucat’art Selvagem”: pela educação ambiental

Agosto 31, 2010 às 1:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Realizam-se no Monte Selvagem diversos ateliers, acampamento e inúmeras actividades direccionadas para a conscientização das crianças sobre a importância da defesa da biodiversidade.

Continua também a decorrer até o dia 31 de Outubro de 2010, no Monte Selvagem a exposição alusiva a vida animal denominada ‘Sucat’art Selvagem’. Esta exposição exibe peças escultóricas criadas a partir dos desperdícios da reparação automóvel, efectuadas na oficina de manutenção automóvel daquele departamento e reúne 36 obras.

Esta exposição resulta da constante preocupação do Monte Selvagem e  da Câmara Municipal de Lisboa com a protecção ambiental, a reciclagem de desperdícios e a educação ambiental.

Saiba mais AQUI.

Ritmo de vida actual dificulta combate à obesidade infantil

Agosto 31, 2010 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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A nutricionista e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Helena Saldanha considera que “responsabilizar directamente” por negligência os pais que falhem no tratamento da obesidade dos filhos, não lhes assegurando uma alimentação saudável e exercício físico, é “demasiado agressivo”. Apesar de considerar “errado” que os pais se descuidem e de defender que devem ser aconselhados por médicos, a docente alerta para a dificuldade em combater a obesidade – “é possível, mas difícil” – e em controlar tudo o que as crianças comem: “Hoje em dia, eles tomam quase sempre uma refeição fora de casa, nas cantinas. É muito difícil controlar”, diz.

“As escolas é que devem ser mais vigiadas, ter atenção aos menus das cantinas e às máquinas que, muitas vezes, vendem alimentos prejudiciais e podiam ter alimentos saudáveis”, acrescenta. O novo ritmo de vida que faz com que muitas crianças sejam “entregues todo o dia a instituições”: “As mulheres emanciparam-se, e bem, mas trabalham cada vez mais e isso tem implicações na organização da sociedade. Hoje em dia, trabalha-se muito, temos mais fast food, mais comida de microondas. Mas tem que haver uma organização, porque é a saúde da família que está em causa”, defende.

Dieta e exercício

Helena Saldanha explica ainda que existe um tipo de obesidade – que já é “perigosa” e que necessita de tratamento, aliando dieta e exercício – e a chamada obesidade mórbida, em que “as pessoas não morrem da gordura, mas do que esta faz ao coração, aos rins, ao fígado”: “Se a pessoa não se tratar, morre”, admite. O peso a partir do qual se está diante de um caso de obesidade ou de obesidade mórbida depende da altura da pessoa, sendo determinado pelo índice de massa corporal.

Segundo os resultados de uma investigação da Escola Nacional de Saúde Pública, divulgados em Julho, mais de 30 por cento das crianças e adolescentes portugueses têm excesso de peso. O estudo, dirigido para o grupo etário dos nove aos 18 anos, abrangeu todos os distritos portugueses e incluiu a análise a 5708 adolescentes escolarizados. Os resultados indicam que a prevalência de pré-obesidade infanto-juvenil é de 22,6 por cento e que a prevalência da obesidade é de 7,8 por cento.

Outro estudo divulgado este ano pela Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade revelava que quase um terço das crianças portuguesas entre os dois e os cinco anos está em estado de pré-obesidade.

Público em 29 de Agosto de 2010

“Cinema de Bairro”: um documentário realizado por jovens moradores de bairros sociais de todo o país

Agosto 30, 2010 às 9:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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No âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a Fundação INATEL implementou o projecto sociocultural “Cinema de Bairro”, financiado pelo Instituto da Segurança Social. Cinco realizadores/formadores da área do cinema documental juntaram-se a jovens moradores de bairros sociais do país. Filmar uma história real foi o motivo do encontro. Mais de 20 jovens de bairros de Guimarães, Coimbra, Amadora, Beja e Olhão romperam a sua rotina nem sempre fácil e abraçaram a experiência do cinema. Foram conduzidos por cineastas como Rui Simões, Pedro Sena Nunes, João Pinto Nogueira, Leonor Areal e Marta Pessoa. O processo decorreu de Março a Abril de 2010.

Este é um documentário realizado por jovens moradores de bairros sociais de todo o país. Um olhar inocente, cúmplice e real. Histórias de um dia-a-dia desconhecido.

Crianças obesas com risco para a saúde podem ser separadas de pais que não os ajudem a perder peso

Agosto 30, 2010 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Daniel Rocha

Pais que não procurem ou rejeitem ajuda, que falhem sistematicamente consultas, que se descuidem nas dietas prescritas e que não tentem reduzir o peso de filhos que sofram de obesidade que comprometa de forma perigosa a saúde, devem ser acusados de negligência? Sim, diz uma equipa de especialistas de saúde infantil do Reino Unido, sublinhando que não é o peso da criança em si que determina se há negligência, mas a atitude empenhada ou não dos pais.

Em Portugal, uma das vozes concordantes é a do psicólogo Eduardo Sá, para quem, em casos de obesidade mórbida, os “pais que não cuidam da nutrição dos filhos são negligentes e não têm condições para exercer a parentalidade”. O presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR), Armando Leandro, reconhece mesmo que, numa “situação de perigo, por questões de obesidade”, a criança pode ser separada dos pais, se estes contribuírem ou não se opuserem ao problema.

Nestas situações, “caso se revelem inadequadas ou insuficientes outras medidas menos restritivas da liberdade de exercício das responsabilidades parentais e do direito da criança de estar preferencialmente com os seus pais”, a criança pode ser colocada numa instituição. Por e-mail, Armando Leandro frisa que é necessário “bom senso” e “equilíbrio” na tomada destas decisões e que “mesmo a medida de apoio institucional tem em vista, sempre que viável e seguro, o regresso, o mais rapidamente possível, da criança ou do jovem à sua família” – na impossibilidade de isso acontecer, deve acautelar-se outro projecto de vida.

O que está em causa são casos em que “o excesso significativo de peso”, “já característico de obesidade”, possa constituir “uma situação de risco” e de “perigo” para a saúde das crianças. Armando Leandro, também juiz, ressalva que, antes de medidas mais drásticas, devem ser promovidas “estratégias e acções de prevenção primária e secundária”, nas quais se incluem “a informação e a sensibilização” sobre as “implicações negativas da obesidade na saúde e na realização das crianças” e sobre os “meios de a evitar e superar”.

A tese de considerar negligentes os pais que, sistematicamente, ignorem estas implicações e se recusem a acatar os conselhos médicos, falhando e desrespeitando tratamentos para ajudar um filho obeso (ou em risco de) a perder peso, foi defendida por um grupo de especialistas, entre os quais Russell Viner, do UCL Institute of Child Health de Londres, num artigo publicado no British Medical Journal.

Também o psicólogo Eduardo Sá entende que, num contexto de risco para a saúde, pais que ignorem os conselhos médicos, não promovam alimentação saudável e exercício físico dos filhos devem ser acusados de negligência: “Só posso estar de acordo. Atenção que não falo de excesso de peso, mas de obesidade, da chamada obesidade mórbida. Os pais têm que compreender que têm responsabilidades sobre as crianças. Se não providenciam os cuidados, o bem-estar das crianças, seja por ignorância ou por negligência, estão a comprometer de forma irreparável todo o desenvolvimento dos filhos”, diz, ressalvando que não se trata de defender que toda a gente tenha “as medidas certas”, mas de não deixar que o peso da criança comprometa o seu “desenvolvimento e saúde”. “Proporcionar uma alimentação saudável e exercício físico devia ser como obrigar as crianças a ir à escola”, diz.

Última opção

Já houve casos no Reino Unido, em Espanha e nos Estados Unidos em que os tribunais entenderam que as crianças, com obesidade mórbida, deviam ser afastadas dos pais. Antes, porém, de se partir para opções mais drásticas, diz Armando Leandro, deve tentar-se que “os pais interiorizem e assumam as suas responsabilidades e adquiram as necessárias competências parentais nesta matéria”. Tem que se “apostar decididamente” na prevenção primária e secundária, diz, sublinhando a importância da “intervenção precoce”.

Mas, quando todas as medidas falham, a criança pode ser separada dos pais: “Não está, porém, afastada a possibilidade de, nesses casos de situação de perigo, por questões de obesidade, ser aplicada medida de promoção e protecção que implique a separação da criança de seus pais, incluindo a medida de colocação em instituição, caso se revelem inadequadas ou insuficientes outras medidas menos restritivas da liberdade de exercício das responsabilidades parentais e do direito da criança de estar preferencialmente com os seus pais”, explica.

Público em 29 de Agosto de 2010

Segurança do transporte escolar em causa por falhas na lei e na vigilância

Agosto 30, 2010 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Foto: Daniel Rocha

Acidentes são a primeira causa da morte de crianças. Associação pede revisão da lei actual e as autarquias recusam assumir custos do transporte de alunos.

É preciso rever a legislação que regula o transporte colectivo de crianças, porque a actual lei contém várias lacunas. A reivindicação, da Associação Para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), agudiza-se numa altura em que mais cerca de dez mil alunos vão ser transportados todos os dias, na sequência do encerramento de centenas de escolas do 1.º ciclo.

“Os acidentes rodoviários ainda são a primeira causa de morte das crianças em Portugal”, sublinha Helena Botte, secretária-geral da APSI. A lei que regula o transporte colectivo de crianças até aos 16 anos tem apenas quatro anos, mas, segundo aquela responsável, peca, por exemplo, por não considerar obrigatória a formação dos vigilantes, ou seja, dos adultos que circulam no interior dos autocarros e a quem compete, entre outras coisas, auxiliar as crianças no atravessamento das vias. “Os vigilantes têm que assegurar que as crianças vão devidamente sentadas e com os cintos apertados, mas já soube de uma que foi multada porque as crianças nem sequer levavam cadeirinhas”.

Por outro lado, a fiscalização – da responsabilidade da PSP e da GNR – quando existe, é deficiente. “Muitas vezes, polícia que vai fiscalizar não teve formação sobre os sistemas de retenção da criança e, por isso, não sabe sequer se a segurança está a ser observada”, acrescenta Botte.

À lista de preocupações da APSI somam-se a qualidade da formação dos motoristas (“há muitos cursos baratos que não incluem sequer formação prática sobre sistemas de retenção de crianças”) e as diferentes interpretações quando à obrigatoriedade da utilização de sistemas de retenção, as chamadas “cadeirinhas” nos veículos pesados. “Muitas empresas transportadoras afirmam que não é obrigatório, mas nós não concordamos porque o próprio Código da Estrada diz que os sistemas de retenção são obrigatórios nas crianças até aos 12 anos e metro e meio de altura”.

O pior para a APSI é que já há muitas autarquias que, na falta de condições financeiras para substituir os autocarros velhos que têm, remetem os alunos para o transporte público, assumindo as despesas com o passe. “Aqui a lotação não é respeitada, os autocarros têm mais de 16 anos, as crianças viajam de pé e sem cintos de segurança e não há vigilantes para auxiliar no atravessamento das vias”.

A Fenprof considera que este cenário vai agravar-se a partir de 13 de Setembro, quando as autarquias tiverem que transportar mais cerca de dez mil alunos em autocarros ou afins. “A julgar pelo que acontece agora, o transporte dos alunos vai ser feito, nalguns casos, sem condições mínimas de segurança porque isso tem custos muito elevados e as autarquias estão falidas”, prenuncia Francisco Almeida, daquele sindicato. Há dois anos, em Cinfães, recorda Almeida, “os pais impediram os meninos de irem à escola porque o autocarro que lhes estava destinado deixava entrar chuva”.

Leia na íntegra no Público em 21 de Agosto de 2010.

A arte de educar: pais que adoptam um estilo parental participativo têm filhos com maior sucesso escolar e social.

Agosto 29, 2010 às 2:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Estilos Parentais – Diferentes formas de educar

Catarina Rivero – Psicóloga e Terapeuta Familiar, www.catarinarivero.com

No sentido de melhor compreender os estilos de educação adoptados pelos pais e suas consequências, vários são os autores que têm contribuído para uma classificação dos estilos parentais de forma a poder avaliar o seu impacto no desenvolvimento psicossocial da crianças e prevenir que os mesmos sofram algumas consequências nefastas, bem como promover hábitos saudáveis para a relação pais-filhos.

Considerando alguns estilos considerados por Baumrind (1971), verificamos bastantes diferenças na relação educativa, ao nível do calor afectivo, controlo, comunicação e/ou exigência de maturidade:

. Estilo Autoritário, em que há uma tentativa de controlar e modelar, de forma rígida, as atitudes da criança. Estes pais valorizam uma obediência absoluta, recorrendo a medidas punitivas (verbais ou físicas) para que esta se comporte de acordo com a sua exigência. São frequentes as críticas ou ameaças à criança (“se não fazes os trabalhos, deixamos de gostar de ti!”; “és um inútil, nem tirar boas notas consegues!”), havendo escassas manifestações de afecto;

- Estilo Permissivo, em que os pais funcionam como recursos para os desejos das crianças, e não como modelos. Neste estilo existe a ausência de normas, não encorajando qualquer obediência. Há geralmente calor afectivo e comunicação positiva, sem exigências de maturidade. Em 1983, este estilo foi dividido em dois (Maccoby & Martin):

- Estilo Indulgente, em que os pais respondem aos pedidos das crianças e são carinhosos, não sendo exigentes quanto a normas ou deveres, nem actuando como modelos de comportamento;

- Estilo Negligente, em que os pais não se envolvem nas suas funções parentais, havendo uma desresponsabilização crescente ao longo da vida da criança, mantendo apenas a satisfação de necessidades básicas (físicas, sociais, psicológicas e intelectuais);

- Estilo Participativo ou Autoritativo, em que há o estabelecimento de normas e limites, num clima de calor afectivo. A comunicação é positiva e optimista. Estes pais adequam a sua atitude à especificidade da criança, no tocante à sua idade e motivações, fazendo exigências de maturidade concordantes com as capacidades e interesses da criança.

A investigação tem demonstrado que pais que adoptam um estilo parental participativo têm filhos com maior sucesso escolar e social. De facto, se é importante que os filhos tenham boas notas, o amor parental não é condicionado por esse facto.

É importante que as crianças sintam que os pais os amam incondicionalmente, mesmo quando estabelecem limites (que naturalmente serão questionados pelas crianças e jovens), quando dizem “não” ou quando os filhos cometem erros, e que estas posturas sejam acompanhadas de uma explicação ou reflexão conjunta sendo que, em algumas situações, possam ser negociadas.

O percurso no sentido do sucesso nas funções parentais é construído em cada dia e, não obstante a investigação nos dar várias noções que potenciam uma educação mais eficaz, não há uma linearidade que tão frequentemente pais e educadores procuram.

De facto, o desenvolvimento social e afectivo de uma criança é condicionado fortemente pela educação parental, mas outras variáveis têm influência, como o meio escolar, os amigos, as famílias alargadas, ou mesmo a sociedade em que se encontra. Deste modo, poderemos encontrar excepções em que filhos de pais com um estilo participativo poderão ter menores resultados ao nível escolar e social, ou o inverso poderá ocorrer com filhos de pais com um estilo negligente de educação.

De modo geral, os estudos apontam para que os filhos de pais autoritários sejam obedientes, mas com maiores níveis de ansiedade, mostrando-se inseguros e infelizes, com baixa auto-estima e um índice elevado de depressão. Sendo os filhos de pais negligentes que apresentam maiores fragilidades do ponto de vista psicológico, emocional e social.

A arte de educar é um processo em que os pais vão evoluindo a par do desenvolvimento dos seus filhos. É fundamental que os pais encarem a parentalidade com humildade que lhes permita continuar a reflectir e procurar dar o melhor de si, respeitando a individualidade da criança e promovendo espaços e actividades em que esta possa desenvolver competências sociais e emocionais, já que estas são as chaves para um maior bem-estar.

Fonte: Portal da Criança em Agosto de 2010

Visite o Museu da RTP

Agosto 28, 2010 às 2:00 pm | Na categoria Recursos educativos | Deixe o seu comentário
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O Gabinete Museológico e Documental da RTP inaugurou, a 16 de Outubro de 2009, um espaço museológico onde os jovens visitantes têm a oportunidade de contactar com algumas das mais emblemáticas peças que constituem um testemunho da história da Rádio e da Televisão de Portugal.

A Colecção Visitável Museológica de Rádio e de Televisão de Portugal, com uma forte componente lúdica e pedagógica, conjuga o passado, presente e futuro, recorrendo a recursos interactivos e multimédia que permitem ao visitante seleccionar registos sonoros e audiovisuais que marcaram a produção radiofónica e televisiva das estações públicas ou, ainda, gravar a sua própria emissão num moderno estúdio de televisão.

Vocacionadas para as crianças, sobretudo em contexto escolar, as visitas orientadas pelos técnicos do Serviço Educativo, estão sujeitas a marcação prévia e são planificadas em função das características e interesses do grupo: faixa etária e nível de ensino.

Horário:

10.00 – 13.00 / 14.00 – 17.00
Terça a sexta-feira;
1º e 3º sábado de cada mês
2ª Feira (exclusivamente para grupos, com marcação prévia obrigatória)
Inscrição Gratuita
Encerra aos Domingos, Feriados e Sábados não mencionados anteriormente.

Localização: Rua Conselheiro Emídio Navarro

Contactos:

Telefone (geral): 217 947 000 / Ext. 1923 /  1961/
Telefone (directo): 217947923 / 217947961
Fax: 217 947 180

Email: museu.virtual@rtp.pt
Faça a visita virtual em http://museu.rtp.pt/

Fonte

“Bébés”: o documentário

Agosto 27, 2010 às 9:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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O documentário “Babies”, dirigido por Thomas Balmes mostra o nascimento e acompanha o primeiro ano de quatro bebês, um da Namíbia, uma do Japão, outro da Mongolia e o quarto dos EUA:

Capturing on film the earliest stages of the journey of humanity that are at once unique and universal to us all, BABIES simultaneously follows four babies, in Mongolia, Namibia, San Francisco, and Tokyo, respectively, from birth to first steps. Every shot tells a story, as the adventure of a lifetime begins.

http://BabiesTheMovie.com

Aqui fica o trailer:

Leia mais sobre este documentário que está a fazer grande sucesso em USAToday.

Concurso “Escola Alerta!”

Agosto 27, 2010 às 1:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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A 8.ª edição do concurso “Escola Alerta!”, promovida pelo Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), convida as escolas dos ensinos básico e secundário a identificar, no ano lectivo 2010/2011, oportunidades de melhoria a realizar na escola, nos transportes, na rua, ou noutros espaços públicos, e a propor soluções.

A iniciativa, subordinada ao tema “Acessibilidade a Todos”, visa sensibilizar e mobilizar os alunos participantes na eliminação de barreiras sociais, urbanísticas e arquitectónicas.

Os trabalhos podem ser apresentados nas modalidades de desenho, de fotografia, de colagens, entre outras.

Para mais informações, clique AQUI.

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