Concurso “Conta-nos uma História!” 2019 – 2020

Outubro 17, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://erte.dge.mec.pt/concurso-conta-nos-uma-historia

Palestra “Livros infantis sensíveis e apurados: os contos de Sophia e as suas ilustrações” 15 outubro em Guimarães

Outubro 14, 2019 às 3:07 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://ciecum.wordpress.com/2019/10/11/livros-infantis-sensiveis-e-apurados-os-contos-de-sophia-e-as-suas-ilustracoes/?fbclid=IwAR2Chb1Fw2c_yzadhpvVTFMJxK9RWEyKM75YQQbpXxqQHmqT0tGUkFhE11s

O que as crianças perdem quando não há ogros, bruxas e princesas nas histórias infantis?

Junho 30, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do El País Brasil de 7 de junho de 2019.

Eva Carnero

As narrativas para os pequenos estão mudando; como eles e a sociedade são afetados pelo processo?

O pai, trabalhando / mãe, no lar/ tudo já está em seu posto / tudo já em seu lugar. Não parecem versos com os quais alguém gostaria de educar seus filhos, mas muitos pais que hoje defendem com firmeza os postulados feministas, para não dizer todos, provavelmente elogiaram a autora alguma vez. Sim, certamente todos eles o fizeram, pois a autora não é outra senão Gloria Fuertes, uma poetisa que se caracterizou pela identidade feminista e escreveu essas letras nos anos setenta, no livro El Hada Acamarelada. Cuentos em Verso (A Fada Melosa. Contos em Verso). São os mesmos versos que, curiosamente, faltavam em algumas versões publicadas em 2017, quando se comemorou seu centenário de nascimento. Segundo conta a professora de Educação Primária e Infantil da Universidade Internacional de La Rioja, Concepción María Jiménez, a estrofe não figurava em todas as novas edições, e poucas crianças lerão esses versos.

O caso exposto pela professora universitária dá uma medida de até que ponto existe um temor, uma atitude preventiva em relação ao conteúdo das histórias e — por uma justificável extensão — em relação a toda obra literária destinada às crianças. Para as tenras mentes infantis, as histórias podem se tornar exemplos perversos a imitar, podem ensinar modelos com os quais perpetuem atitudes inadequadas, prejudiciais à sociedade, quase imperdoáveis em casos extremos… Talvez seja assim, talvez não, mas não há dúvida de que as histórias exercem um efeito inegável na ideia da realidade desenvolvida pelas crianças. “São o caminho mais eficaz para responder ao que cada um sente, em que calçamos os sapatos do outro e que nos ajudam não apenas a nos conhecer e nos entender, mas também a reconhecer o mundo”, explica Jiménez.

As histórias devem ser realistas?

Quando você lê ao seu filho Chapeuzinho Vermelho, Cinderela ou Os Três Porquinhos não está apenas transmitindo uma história com a qual a criança se entretém, desfruta e viaja com imaginação. Além disso, e aqui está o mais interessante, você está mostrando a ele “o reflexo da vida, com a crueldade, a inveja, o egoísmo, a coragem, a generosidade e tudo que caracteriza o ser humano”, diz Jiménez. Tudo que é bom e tudo que é mau. “Talvez por isso, nas histórias, os personagens não sejam ambivalentes, isto é, não sejam bons e maus ao mesmo tempo como realmente são os seres humanos, o que ajuda as crianças a compreender mais facilmente a diferença entre a maldade e a bondade” reflete Jiménez.

E assim pensa a professora que as histórias deveriam ser, pois se não mostram a realidade como ela é perdem a capacidade de responder às perguntas que sempre acompanharam o ser humano, aquelas que giram em torno da tristeza, do amor, da inveja… Neste sentido, ela defende com firmeza os contos de fadas e sua linguagem simbólica, e contraria a opinião de que “esse tipo de relato narra histórias simplórias, onde não existem problemas e tudo é idealizado”. Segundo ela, “se olharmos para os contos de Andersen ou dos irmãos Grimm veremos muitas coisas que seriam perversas: bruxas, ogros, atrocidades, crimes… Existe muito drama e muito conflito, algo de que as crianças tendem a gostar”.

Mas o enfoque próprio dos contos tradicionais não costuma ser visto em muitas histórias infantis modernas nas quais, de acordo com Jiménez, “o que encontramos são instruções para administrar as emoções, para controlar os estereótipos e os gêneros, e para trabalhar os valores, quando, na verdade, o conto é algo íntimo, que cada pessoa interpreta de seu próprio interior”. A professora diz que direcionar esses sentimentos através da literatura é como fornecer uma receita para a vida. De acordo com ela, e por muito boas intenções que se tenham ao fazê-lo, algumas das histórias que se contam agora tratam sobre como devemos instruir a criança para que veja a vida de “forma bonita”, ou seja, como um lugar onde não existem decepções, conflitos ou dor: “Uma mentira que faz parte dessa nova política de não incomodar. Uma tarefa que fazem suprimindo o que é característico do conto tradicional, a transgressão, o simbolismo, a emoção, a ambiguidade…”

Uma maneira de entender que os outros pensam diferente

Além de mostrar à criança como é o mundo que a rodeia, cada história encerra uma mensagem única, “de forma simbólica, ensina a criança como lidar com as vicissitudes do dia a dia, aliviar os medos e enfrentar as ansiedades que certas incertezas podem provocar”, diz a professora. Neste caso é preciso levar em conta que o ensinamento que cada criança tira não é sempre o mesmo, pois cada um interpreta a história à sua maneira.

“O cérebro de cada criança se forma a partir de suas próprias experiências, mas também observando os exemplos da vida dos adultos, assim como as histórias que lhe contam. Estas têm um peso muito importante, embora não chegue a ser determinante”, esclarece Moisés de la Serna, doutor em Psicologia, escritor e mestre em Neurociência. Outra função que a Neurologia atribui às histórias é ajudar a criança a entender as dimensões do tempo e do espaço. Através da estrutura sequencial do relato, o cérebro cria lembranças que registra em ordem cronológica, o que, em última instância, pressupõe a existência de um passado, um presente e um futuro. É uma estrutura simples, mas básica para a vida social.

Segundo de la Serna, as histórias oferecem outra qualidade interessante para o desenvolvimento emocional das crianças. O especialista vê nesse tipo de histórias “uma maneira de aprender a entender que os outros podem ter diferentes formas de pensar, intenções e motivações”. Assim, o psicólogo diz que “a criança aumenta suas habilidades sociais desenvolvendo o que é conhecido como teoria da mente, isto é, a capacidade de saber que os outros têm pensamentos diferentes dos que ela tem”. Muito próxima dessa ideia, a professora Jiménez relaciona outra capacidade mais com a leitura de histórias, a de ensinar a se colocar na pele do outro (algo que nem sempre é benéfico), “essa empatia tão necessária em nossos dias”. Todas essas qualidades podem ser encontradas em maior ou menor grau nas histórias de todas as épocas, embora seja verdade que com nuances significativas que variam com o momento histórico.

O que existe de ‘tóxico’ nas histórias?

Jiménez descreve uma evolução interessante desse tipo de histórias, com ênfase em alguns aspectos particularmente relevantes. Para começar, temos as “histórias com moral de Perrault, nas quais se percebe a crueldade e há inclusive finais dramáticos. Mais tarde, no século XIX, os irmãos Grimm publicaram essas mesmas histórias suavizando o final para evitar tanta ‘crueldade’. E no século XX, a Disney também transformou várias dessas histórias para levá-las ao cinema”, diz. E as mulheres sabem bem que o cinema nem sempre conta as coisas como são. Finalmente, a especialista acredita que, desde a década passada, muitas dessas histórias primigênias foram manipuladas ou adaptadas para responder a necessidades diferentes, para se adequarem à época atual.

A doutora em Pedagogia, professora da Universidade Rovira i Virgili, escritora e contadora de histórias Maria Concepción Torres acredita que “os elementos do conto tradicional ainda aparecem em muitas narrativas atuais, enquanto muitos deles tentam apresentar situações reais próximas do menino ou da menina, ou do jovem ao qual se dirige a história: suas vivências, suas preocupações… que não são as mesmas de 10 ou 20 anos atrás”. Daí a mudança de enfoque, que desafia a tradição e tem um reflexo tangível fora das páginas das histórias para crianças.

Por exemplo, uma escola em Barcelona decidiu retirar de sua biblioteca Chapeuzinho Vermelho e A Bela Adormecida, junto com outros 200 títulos (30% dos livros do jardim da infância) por conterem histórias “tóxicas” do ponto de vista de gênero. É uma decisão que convida os pais a considerar se devem ler essas histórias para seus filhos ou se isso ajudaria a perpetuar o machismo na sociedade. Em outras palavras, uma notícia que mostra a enorme importância atribuída aos contos infantis na formação da sociedade.

Mas os contos, como qualquer mensagem, não devem ser tirados do contexto. “As mensagens dessas histórias devem ser situadas no momento de sua criação para poder compreendê-las. Quando as transferimos para a nossa realidade é quando se faz essa análise de estereótipos sexistas”. Torres defende os contos tradicionais e considera que devem continuar sendo transmitidos para poder contrastar a história com a realidade e, assim, gerar um pensamento crítico. E isso, ironias da literatura, certamente ajuda a ser mais livre no mundo real.

 

Canto do Conto – 30 junho no Moinho da Laureana em Famões

Junho 22, 2019 às 5:40 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/events/867355293614179/

Histórias sensoriais : Vamos explorar os sentidos através de uma história – em maio na APPDA – Lisboa

Abril 30, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Histórias de filosofia escritas por crianças

Abril 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Snews

Notícia e imagem do Educare de 18 de março de 2019.

Alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico de escolas públicas e privadas do país podem idealizar e escrever um conto filosófico. A terceira edição do prémio nacional tem as inscrições abertas até 30 de abril.

Sara R. Oliveira

O desafio está lançado. Alunos do 1.º ao 3.º ciclo do Ensino Básico de escolas e agrupamentos do ensino público e privado do país podem juntar-se em grupo ou na turma para participarem na terceira edição do Concurso Nacional de Contos de Filosofia para Crianças, promovido pela APEFP – Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática. Cada grupo ou turma tem de escrever um conto filosófico e cada escola pode apresentar três contos no máximo por ciclo de ensino, realizados pela mesma turma ou turmas diferentes. As inscrições estão abertas até 30 de abril e a entrega de prémios será realizada numa cerimónia durante o mês de junho nas escolas dos alunos vencedores.

Incentivar a criatividade dos mais novos é um dos principais objetivos desta iniciativa que pretende também estimular o gosto pela escrita. A organização adianta que o concurso nacional “visa desenvolver as capacidades de raciocínio e do pensamento em geral, assim como as capacidades de verbalização do pensamento e dos modos de comunicação e confronto de ideias”. “Esta aprendizagem multifacetada do pensar é feita através da criação de um diálogo e de uma comunidade de investigação onde as crianças, de uma forma lúdica, vão desenvolvendo a sua autonomia, adotando progressivamente uma atitude de intervenção e de análise de diversas temáticas e situações”, acrescenta.

O tema é livre, o título escolhido pelos alunos, e cada grupo pode ser constituído por todas as crianças da turma. Pedem-se contos originais, escritos em português, com o máximo de três páginas A4, letra Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5 entre linhas, margens de três centímetros na esquerda e dois na direita, três centímetros em cima e dois em baixo. Trata-se de um projeto que implica a orientação de um docente com formação em Filosofia para crianças. No 1.º Ciclo, o orientador poderá ser o professor titular da turma.

As escolas têm de enviar os contos para o email premio.conto.fpc@gmail.com. A avaliação será feita por um júri composto por professores e especialistas na área da Filosofia para crianças indicados pela direção da APEFP. A 15 de maio, tem de haver uma decisão. Para garantir a veracidade da autoria dos contos vencedores, o júri poderá marcar uma entrevista aos alunos. Em caso de fraude na autoria da história, outro conto será selecionado segundo os mesmos critérios. Os contos vencedores, os três melhores em cada ciclo de escolaridade, ganham a possibilidade de serem publicados num livro a editar este ano. O júri pode atribuir menções honrosas.

Informações:

www.apefp.org

Há mais mundo quando as histórias são contadas em voz alta

Março 16, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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snews

Texto e imagem do site Educare de 1 de março de 2019.

As crianças entram no texto e viajam pelo mundo. Aprendem e questionam. E a imaginação, a curiosidade, o vocabulário, e a aprendizagem saem reforçados. Ler em voz alta aos mais pequenos estará em vias de extinção?

Sara R. Oliveira

Há novidades do outro lado do Atlântico que revelam que a leitura em voz alta para os mais novos está a aumentar desde 2014. Nos Estados Unidos da América, há cada vez mais crianças, entre os seis e os oito anos, que escutam histórias em voz alta pelo menos cinco dias por semana. É um momento especial em família e as boas notícias estão no estudo da Scholastic “Kids & Family Reading Report – The Rise of Read-Aloud”. Mais de 80% dos pais e filhos inquiridos confessaram apreciar bastante essa experiência e esta partilha em família.

Susana Almeida é mãe de dois filhos e blogger (sersupermaeeumatreta). Os seus filhos têm cinco e três anos e todas as noites há histórias para contar lá em casa. Muito cedo, habituaram-se a olhar para um livro como um brinquedo. Ler em voz alta tem várias virtudes e benefícios para as crianças. “Além de fomentar o contacto com os livros, estimula a imaginação, aumenta e diversifica o vocabulário e desperta a curiosidade para mais leituras”, refere a blogger ao EDUCARE.PT.

“A leitura deve ser incentivada”, defende. Susana Almeida não tem dúvidas. Ler em voz alta para os seus filhos “é um momento único de partilha, de conversa e de descoberta de mundos novos”. “A imaginação de uma criança é um terreno fértil, mas precisa de ser regado. Em famílias em que não existem hábitos de leitura enraizados, a escola tem um papel muito importante de levar os livros até às crianças e de fazer esse intercâmbio entre a escola e a casa. Nem todas as crianças vão ser futuros leitores, mas o papel dos pais e da escola é tentar que o sejam”, sublinha.

Em seu entender, não será apenas a leitura em voz alta que está em vias de extinção, a leitura no geral também não respira saúde. “Lemos cada vez menos, seja jornais, revistas ou livros em papel, que têm vindo a ser substituídos pelo que vamos lendo superficialmente na Internet. E acredito que os pais que não têm hábitos de leitura dificilmente vão criar esse hábito nos filhos”.

Mikaela Öven, especialista em parentalidade positiva, vê imensos benefícios na leitura em voz alta aos mais pequenos, seja na aprendizagem, seja no desenvolvimento da linguagem, no raciocínio, entre outras capacidades e competências. “É um excelente momento de conexão e de possibilidade de aprendizagens”, afirma ao EDUCARE.PT. Mas tudo depende dos livros que se escolhem. Uma coisa é ler “A Bela Adormecida”, outra coisa é ler “O Monstro das Cores”. “Depende também se nos limitarmos apenas ao ler, ou se também conversamos sobre o que estamos a ler”, diz.

“Dependendo dos livros que escolhemos é um excelente momento para elaborar e refletir sobre questões emocionais, sobre medos, sobre relações, sobre consentimento, sobre igualdade de género, sobre imensas coisas”. Os benefícios, na sua opinião, dependem muito do género de livro que se escolhe para ler e acredita que uma escolha consciente de livros é muito importante.

Para a especialista em parentalidade positiva, contar as histórias dos livros em voz alta para os mais pequenos não é uma prática em extinção. “Não tenho essa ideia. Acho que as pessoas são muito mais conscientes em relação às suas escolhas de livros infantis. Pelo menos quem se interessa pela parentalidade consciente”. Pais e escolas não devem esquecer que essa prática estimula a aprendizagem. “Certamente! Nas escolas acho que se deveria principalmente estimular a reflexão e a crítica em relação àquilo que estamos a ler. Sejam livros ou coisas online”, refere.

Imaginar, comentar, duvidar
Os benefícios de ler em voz alta para quem está a crescer e a aprender são variados. A criança entra no texto e viaja pelo mundo. Aprende e questiona. “O momento da leitura de uma história, em família ou na escola, é um momento muito especial, uma oportunidade de conexão e de comunicação entre o adulto e a criança”, afirma Tânia Reis, terapeuta da fala. “A literatura infantil desenvolve a imaginação, promove a criatividade, facilita o entendimento do mundo e constitui uma excelente forma de potenciar o desenvolvimento linguístico, e não só, da criança”, realça.

Explorar uma história é conhecer mais mundo. Conhecer animais, plantas, flores, números, letras. “A exploração de histórias permite ampliar o conhecimento do mundo! A leitura de histórias permite à criança imaginar, iniciar um pensamento crítico e reflexivo, fazer relações com os diferentes conhecimentos, comentar, indagar, duvidar, criar uma opinião”.

Na linguagem oral, a leitura em voz alta e a exploração de histórias facilitam o contacto, a aquisição e a exploração de um maior número de palavras e, frequentemente, de palavras que são menos usuais no dia-a-dia da criança. Ouvir livros em voz alta também aumenta o vocabulário. Para Tânia Reis, “a leitura de histórias por um adulto possibilita o contacto com estruturas sintáticas mais complexas e menos frequentes (construção de frases), contribuindo para o aumento compreensão e expressão oral”.

A melodia da leitura produz efeitos. “Ouvir um adulto a ler permite à criança observar os padrões prosódicos (entoação) que terão uma importância extrema, futuramente, na compreensão leitora e na pontuação. Explorar em conjunto a leitura permite à criança fazer inferências, previsões, gerar conhecimento, atribuir significado, fulcrais para a literacia. Porque ler é muito mais do que transformar as letras em sons”, repara.

Ver como um adulto explora um livro permite à criança aceder a pré-competências de leitura. A terapeuta da fala exemplifica. Não é apenas o folhear de um livro, é igualmente “perceber que existem símbolos visuais que são transformados em palavras (descodificação), entender a ordem da leitura e da escrita (esquerda para a direita)”. “Com os livros contribuímos para a pré-história leitora da criança”, realça, lembrando o psicólogo russo Leo Vigotsky que, no século passado, escreveu: “A aprendizagem escolar nunca parte do zero. Toda a aprendizagem da criança na escola tem uma pré-história”.

O estudo mencionado no texto é o seguinte:

Kids & Family Reading Report – The Rise of Read-Aloud

O conto como estratégia pedagógica: uma aposta para pensar e narrar na sala de aula

Fevereiro 17, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o livro no link:

http://www.funlam.edu.co/uploads/fondoeditorial/263_El_cuento_como_estrategia_pedagogica.pdf

Esta app traz uma nova dimensão às histórias que pode contar às crianças

Janeiro 7, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Notícia do TEK.Sapo de 1 de dezembro de 2018.

Chama-se Wonderscope e é uma das novas aplicações a tirar partido da realidade aumentada para transformar os lugares normais em espaços extraordinários.

A aplicação faz com que se consiga “ver” as histórias a acontecer mesmo ao seu lado, apesar de estar sentado no sofá de casa, ou no jardim do seu bairro. E é uma forma de passar um tempo mais rico com as crianças, mantendo a sua imaginação e criatividade ativa.

Na biblioteca da Wonderscope há uma série de históricas para ver e conhecer, sobre os duplos que fizeram muitas personagens de cinema, ou uma versão moderna do Capuchinho Vermelho, mas estão prometidas mais histórias com as quais pode interagir usando a voz.

No conceito está a exploração do mundo, para o que precisa de se levantar e andar com o iPhone ou o iPad na mão, mas também a interação com as personagens. Para já está só em inglês, mas isso até pode servir para treinar a língua.

A app está disponível para iPhone e iPad e é gratuita, mas conte com compras in app para mais histórias e funcionalidades.

 

 

 

Ler às crianças ao deitar desenvolve o cérebro

Dezembro 26, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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A psicóloga clínica Clementina Pires de Almeida é especializada em bebés
Foto: FILIPA BERNARDO/GLOBAL IMAGENS

Notícia do Jornal de Notícias de 8 de dezembro de 2018.

O hábito de contar histórias aos mais novos na hora de dormir tem um grande impacto na vida futura, pois não só influencia a saúde física e mental, como a capacidade intelectual. Por essa razão, o Lidl decidiu chamar a atenção para esta temática na campanha solidária de natal que promove este ano.

A tradição dos pais contarem histórias aos filhos na hora de dormir está a perder-se. O tempo de qualidade com as crianças é cada vez menor e, na altura dos mais novos irem para a cama, tudo é muito rápido – um simples aconchego da roupa e um beijo de boa noite a serem os únicos momentos de partilha afetiva. De forma a chamar a atenção para a importância de ler aos mais novos ao deitar, o Lidl direcionou a angariação de verbas da campanha solidária de natal de 2018, que se prolonga até ao próximo dia 30, a favor da Associação Nuvem Vitória, cuja missão é contar histórias a crianças hospitalizadas na hora de dormir.

“Há alguns estudos associados a crianças com cancro que demonstram que o cortisol, a hormona do stresse, é nefasto à perceção da dor, à dificuldade do organismo em defender-se e altera negativamente a capacidade imunitária. A leitura promove também uma melhor qualidade do sono e quando as crianças estão hospitalizadas há despertares obrigatórios que acabam por atropelar as áreas mais profundas do sono, o que pode alterar a plasticidade cerebral e a capacidade do cérebro se regenerar pode ser menor e abrandar, para além do impacto na recuperação da própria doença”, explica a psicóloga clínica Clementina Pires de Almeida, a única em Portugal especializada em bebés.

O impacto na saúde física e mental dos bebés é muito mais vasto. “O número de palavras que ouvem no primeiro ano de vida está diretamente relacionado com o vocabulário que elas vão ter aos dois anos e com o sucesso académico até aos 10 anos”, assegura a especialista, explicando que “as crianças cujos pais lêem mais têm uma maior atividade geral”, sendo-lhes estimuladas as áreas do processamento da associação visual e da competência lógica.

“Por isso pedem para se ler a história várias vezes, pois à primeira não conseguem captar tudo e há pormenores aos quais precisam de prestar mais atenção e isso faz com que reconheçam padrões que existem na realidade, consigam perceber as sequências em termos da história e da realidade e possam prever os acontecimentos. Outra parte muito estimulada é a imaginação. Como fazemos sons e damos entoação, a criança está, automaticamente, a processar o que está a ouvir em formato de imagem e consegue associar as palavras à imaginação que vai criando da história. Isso ajuda na compreensão e no processamento da linguagem”, salienta a psicóloga.

Protege da doença mental

Outro benefício apontado por Clementina Pires de Almeida é a diminuição da propensão para a doença mental das crianças, ou seja, dos défices de atenção e da ansiedade, em cerca de 20 por cento. “Os cérebros ficam mais ativos com o hábito de ler e mergulhar nas histórias e isso ajuda o cérebro a proteger-se da doença mental”, anota a especialista, referindo que quando nascemos o cérebro só está desenvolvido 25 por cento, percentagem que aumenta para 70 por cento ao fim do primeiro ano e para 85 aos três.

“As crianças têm uma perceção do Mundo como se de um cientista se tratasse, estão a tomar notas de todos os eventos. No primeiro ano, os bebés fazem cerca de um milhão de sinapses [impulso nervoso de um neurónio a outro] por segundo. Cada sinapse anda a mais de 400 quilómetros por segundo, isto é, mais rápido que o 4G. E as competências a que isto se refere são brutais”, frisa.

Por tudo o descrito, a psicóloga espera que esta iniciativa do Lidl consiga chamar a atenção para o tema da leitura às crianças antes de dormir. “É um momento de contacto, porque, naquele momento de segurança, a criança pode verbalizar os medos e receios, pois sente-se segura ao colo da mãe ou do pai, e pode diminuir os despertares noturnos, com os tais sonhos maus e pesadelos”, finaliza a psicóloga.

Nuvem Vitória escreve contos

No âmbito da campanha solidária de Natal do Lidl, na revista “Notícias Magazine” de 16 a 30 deste mês, serão publicados quatro contos da autoria da Nuvem Vitória, associação premiada este ano, que receberá um euro por cada bolo-rei da marca “Favorina” vendido nas lojas da empresa alemã em Portugal. A primeira história será “O segredo da Bela Adormecida”, seguindo-se “Onde está o Pai Natal”, a 23, e, no último domingo, os contos “Bolo-Rei” e “A Cortina”.

 

 

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