Portal Parental do Facebook

Fevereiro 20, 2018 às 4:45 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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“*Para celebrar o Dia da Internet Segura em 2018, o Facebook está a divulgar o seu Portal Parental (  Parent Portal )- um espaço onde os pais e cuidadores podem ter acesso a informação segura, bem como a todo o tipo de recursos desenvolvidos por peritos em segurança online, um pouco por todo o mundo. Acede a este portal!”

Dropbox Link  – Animação que acompanha a frase

Gostaríamos também de aproveitar e divulgar o  Facebook Safety Center do Facebook com dicas e informações para toda a família saber como se proteger online!

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Participação de Maria João Malho do IAC no programa “Agora Nós” hoje na RTP1 pelas 14.45h

Fevereiro 19, 2018 às 1:48 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Dr.ª Maria João Malho do IAC, irá participar no programa “Agora Nós“, hoje na RTP1 pelas 14.45h no qual irá abordar a temática da segurança na internet, sensibilização para os riscos na internet para os pais e filhos.

Quase 40% das crianças dos três aos oito anos acedem à Internet

Fevereiro 6, 2018 às 5:25 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 6 de fevereiro de 2018.

Mariana Bandeira

A 6 de janeiro comemora-se o Dia da Internet Mais Segura. A propósito desta data, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social publicou o e-book “Boom Digital? Crianças (3-8 anos) e Ecrãs”.

À medida que as crianças crescem acedem cada vez mais à Internet: 38% das crianças dos três aos oito anos navegam na web, 22% das crianças do três aos cinco anos e também, bem como mais de metade (62%) das crianças entre os seis e os oito anos.

A conclusão é do inquérito promovido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e publicado no e-book “Boom Digital? Crianças (3-8 anos) e Ecrãs”, que inclui um inquérito ligado ao projeto “Públicos e Consumos de Media”. O artigo científico foi divulgado esta terça-feira para assinalar o Dia da Internet Mais Segura, que se comemora neste 6 de janeiro.

O estudo, desenvolvido em parceria com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, revelou ainda que os(as) filhos(as) de famílias com estatuto socioeconómico mais alto são aquelas que mais utilizam a rede. Quanto aos motivos pelos quais os mais pequenos são cibernautas, trata-se de razões lúdicas: ver desenhos animados e filmes, jogar e ouvir músicas.

“Este estudo sobre os usos da televisão e das redes digitais pelas crianças, além de constituir um relevante contributo para as orientações da ERC, representa também uma proposta de reflexão que disponibilizamos às famílias e aos educadores”, explica o vice-presidente da ERC, Mário Mesquita.

“Na televisão os pais têm a sensação que controlam. Nos outros meios digitais sentem uma fragilidade nas suas competências de observação e controlo. Daí a importância de as competências digitais (…) fazerem parte de uma agenda de formação e informação parental e das próprias crianças”, destaca Cristina Ponte, responsável pela coordenação científica do estudo.

 

Portal Parental do Facebook

Fevereiro 6, 2018 às 2:10 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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“*Para celebrar o Dia da Internet Segura em 2018, o Facebook está a divulgar o seu Portal Parental (  Parent Portal )- um espaço onde os pais e cuidadores podem ter acesso a informação segura, bem como a todo o tipo de recursos desenvolvidos por peritos em segurança online, um pouco por todo o mundo. Acede a este portal!”

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#SaferInternet4EU. Há uma nova campanha para a segurança na Internet

Fevereiro 6, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do https://tek.sapo.pt/ de 6 de fevereiro de 2018.

A propósito do Dia da Internet mais segura, que se assinala hoje em todo o Mundo, a Comissão Europeia anuncia uma nova campanha integrada no plano de ação de educação digital.

Este ano o Dia da Internet mais segura é assinalado em mais de 140 países em todo o mundo, com destaque para os membros da União Europeia, e o propósito é o mesmo dos últimos 15 anos: tornar a Internet um lugar mais seguro e melhor para as crianças e jovens. A organização é da rede Insafe, em conjunto com a INHOPE, a associação internacional das linhas telefónicas da Internet.

Em Portugal decorrem várias iniciativas dinamizadas por diferentes organizações, incluindo o Centro Internet Segura que durante todo o ano desenvolve conteúdos e ações de sensibilização para as crianças e jovens e educadores.

A  Comissária Mariya Gabriel vai lançar hoje uma nova campanha durante uma sessão no Parlamento Europeu, que envolve uma série de iniciativas a desenvolver em 2017 e a alfabetização mediática e a cibernética. O # SaferInternet4EU quer também promover a segurança online, de forma que as crianças, pais e professores estejam mais conscientes das oportunidades e desafios digitais e dos vários recursos disponíveis para apoiá-los.

Esta iniciativa está integrada no Plano de Ação de Educação Digital que foi decentemente adotado por Bruxelas e que promove as competências digitais.

mais informações sobre a campanha no link:

https://ec.europa.eu/digital-single-market/en/news/launch-saferinternet4eu-initiatives-safer-internet-day

Dia da Internet mais Segura 2018 – 6 de fevereiro em Braga

Fevereiro 2, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.internetsegura.pt/dia-da-internet-mais-segura-2018

 

Quando for grande quero ser youtuber

Janeiro 26, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 16 de janeiro de 2018.

Esqueçam os jogadores de futebol, os cantores ou os apresentadores de televisão. A nova geração, quando crescer, quer ser youtuber, quer fazer vídeos que publica no canal YouTube, quer ter muitas visualizações e ganhar muito dinheiro. Impossível? Não. As crianças e os adolescentes vêem que já há quem, pouco mais velho do que elas, tenha casas e carros melhores do que os dos seus pais. Com um trabalho que parece ser divertido. E esse começa a ser o seu ideal de vida, revelam alguns pais, preocupados.

A realidade é que há youtubers portugueses com muito sucesso entre os que têm dos dez aos 15 anos de idade, que participam em eventos e são tratados como “estrelas internacionais”, conta Miguel Raposo, agente de “todos os youtubersque estão no top 10 do YouTube”, diz ao PÚBLICO. “Os youtubers são grandes influenciadores de uma camada mais jovem que segue e admira o seu trabalho”, define Sofia Monteiro, editora da Manuscrito, uma chancela da Presença.

“São novos, ricos, têm carros… A ideia que se passa é um apelo ao material. Há uma venda de valores que pode ser perigosa: ‘Tu podes ser famoso sem dominar a língua portuguesa’”, resume Ana Galvão, radialista que trocou recentemente a Antena 3 pela Rádio Renascença, ao PÚBLICO. Num post no Facebook publicado no início da semana passada, Ana Galvão denuncia “uma legião de jovens youtubers que estão a ensinar barbaridades aos nossos filhos”.

Sobre essas “barbaridades” já Nuno Markl, com quem a radialista tem um filho em comum, tinha escrito, no Facebook. Em causa um vídeo que o filho de oito anos vira em que um youtuber recomendava que, quando a mãe o acordasse para ir para a escola, a mandasse para o c… Markl ainda argumenta que aquele vídeo pode não ser para crianças de oito anos: “Então é para miúdos de quê? Catorze? Dezoito? Há uma idade em que a dica ‘manda a tua mãe para o c…’ já é aceitável?”, e conclui que lá em casa “acabaram-se os youtubers”.

Os posts de Ana Galvão e Nuno Markl, com milhares de reacções, abrem as portas a um universo que sobretudo os pais das crianças e dos adolescentes conhecem, o dos youtubers. Jovens que gravam vídeos e os colocam no YouTube à espera de milhares ou milhões de visualizações. Jovens que influenciam quem os vê. Alguns dos portugueses que actualmente estão no top 10 vivem juntos numa moradia de luxo com piscina em Alcochete. Alguns vieram do mundo dos videojogos, ou seja, antes eram conhecidos por estarem horas a jogar em directo para a Internet.

“Inicialmente, os youtubers estavam muito ligados aos videojogos, hoje em dia são entertainers. Falam de tudo”, explica Miguel Raposo, representante dos jovens da “Casa dos YouTubers”, mas também de músicos como Piruka, outro fenómeno do YouTube. O também autor do livro Torna-te Um Guru das Redes Sociais acrescenta: “Além dos temas e brincadeiras, eles partilham muito da vida pessoal e isso aproxima o público.”

Desvalorização dos meios tradicionais

As “brincadeiras” de que Raposo fala podem ser, segundo viu o PÚBLICO no YouTube, partidas que pregam, com gritos e palavões à mistura. O PÚBLICO tentou falar com vários youtubers, da casa e não só, mas apenas dois, que não fazem parte do top 10, aceitaram responder a algumas questões. Miguel Raposo justificou a recusa dos da “Casa dos YouTubers”: “O público deles não está na televisão ou nos jornais, e eles desvalorizam mesmo muito estes ‘meios’.”

No YouTube, num vídeo, Tiagovski, um dos youtubers com quem o PÚBLICO tentou falar, publicou um vídeo de 35 minutos em que tenta desconstruir a opinião de Ana Galvão e declara: “Desde há quase três meses, quase ninguém diz palavrões [entre] os maiores influenciadores, porque nós tentamos fazer um conteúdo family friendly.” Para logo a seguir quebrar o recorde: “Agora vou ser um bocadinho agressivo, mas para todos os pais que nos estão a ver, vocês não pensem que os vossos filhos não sabem o que é p…”, e dá início a uma lista de palavrões usados para designar os órgãos genitais masculinos e femininos. Se os meninos dizem asneiras ou desrespeitam os pais, “a culpa é dos pais. Os pais é que têm de educar nesse aspecto”, atira no vídeo com cerca de 83 mil visualizações.

Sobre o facto de os youtubers não saberem falar bem português, uma das acusações de Ana Galvão, Tiagovski contesta. “Duvido muito”, diz o jovem de 24 anos que revela manifesta dificuldade em ler o post da radialista; que diz “podamos” em vez de “possamos”; que por vezes não conjuga os verbos, por exemplo ao dizer “é os youtubers”, em vez de “são os youtubers”. Contudo, ressalva que não cabe aos youtubers ensinarem língua portuguesa.

O youtuber repete que é um influenciador, que o seu trabalho tem mais visualizações do que a rádio ou a televisão e que há “empresas, empresas, empresas e empresas” atrás deles por causa do alcance que têm, enumerando algumas do desporto e da tecnologia. Mais: paga Segurança Social e não foge ao fisco, sublinha. Miguel Raposo prefere não comentar os ganhos dos youtuber, mas conta que criou a BeInfluence só para os representar, os dos jogos, do entretenimento e, mais recentemente, da música.

Loucura, fanatismo e PSP

Os números do YouTube atestam o êxito que estes jovens têm. Mas se dúvidas houvesse, os eventos ao vivo confirmam-no. Esses “acabam por demonstrar a loucura e o fanatismo que os fãs sentem pelos youtubers”, declara Raposo, dando o exemplo do lançamento do livro de Wuant – autor do vídeo com o qual Galvão e Markl se insurgiram e que é o número 1 entre os youtubers – em Lisboa, há precisamente um ano. “A fila saía fora da Fnac e do próprio centro comercial. Fechámos a fila cinco minutos depois de começar a sessão”, conta, acrescentando que há outros casos como aquele no Porto em que foi preciso chamar a PSP para o mesmo youtuber conseguir sair. Este tem 2,6 milhões de subscritores.

Os youtubers influenciam quem os vê, mas nem sempre têm consciência disso. Pelo menos é o que diz Nurb, que começou há oito anos, cresceu com o seu público, fez carreira na televisão e na publicidade, e, hoje, não está entre os mais vistos. “Quando alguém me diz ‘na minha turma todos usávamos aquela expressão’, então penso que tinha influência”, recorda ao PÚBLICO. Mas, então, não tinha essa percepção. Fazia os seus vídeos – “tinha uma coisa para dizer e dizia” – sem pensar em quem os via. Hoje sente uma maior responsabilidade. “Mesmo que não queira, acabo por ter, porque se disser alguma coisa muito edge [no limite] posso ser mal interpretado.”

Por seu lado, Sea3PO é uma youtuber que se preocupa com o público, a que chama Seafam; e tem noção de que o influencia e de que isso “é uma responsabilidade gigante”. “Por isso mesmo, faço um esforço por ser positiva”, diz, acrescentando que pensa muito nos conteúdos, “exactamente pela influência que têm”. “Se sentir que um tema não é adequado ou não faz sentido, prefiro não o explorar.”

Beatriz e Hugo Rechena são pais de um menino de dez anos cujo sonho é ser youtuber, “como todos os amigos”, conta a mãe. “Há muitos youtubers na escola, são uma comunidade, partilham e divulgam o que fazem entre si, ajudam-se uns aos outros”, conta o pai. A família chegou a ir a um evento onde estavam os youtubers famosos, mas, perante as filas, desistiram. Um dia, viram um deles e Beatriz explicou ao menino que não iam incomodar o jovem porque estava a jantar. “São heróis”, resumem os pais. Ana Galvão concorda: “São corajosos, divertidos, têm uma vida que todos gostavam de ter.” Sea3PO prefere ver-se como “uma inspiração”.

Com todos os cuidados, Hugo Rechena, engenheiro informático, e a mulher, que trabalha na área da comunicação, deixaram o filho abrir um canal de YouTube. O menino – que não quer ser identificado nem neste artigo nem na Internet, onde aparece com uma máscara de Iron Man – assumiu o nome de Iron pt Vlog, e tem quase 90 subscritores. Naquele espaço-conversa, constrói coisas, faz truques de cartas ou de magia e até já fez um vídeo sobre um hotel onde passou um fim-de-semana em família. “E não foi patrocinado!”, brinca o pai. “Ele é muito criativo e não copia as temáticas dos youtubers que admira”, conta a mãe, que reconhece que a criança tímida se transforma por detrás da máscara, revelando desenvoltura, criatividade e sentido de humor.

O rapaz sabe que há uma linha que não pode atravessar, a da falta de educação. Todos os vídeos são vistos pelos pais antes de irem para o canal. “Existe uma pegada que deixamos na Internet e convém que, no futuro, ele olhe e não se envergonhe. Convém que o seu legado não o comprometa”, diz o pai. E também sabe que, se as notas baixarem, a sua carreira pode terminar. Entretanto, tem o apoio dos pais e fez um curso numa escola de programação.

Pais têm gap tecnológico

O interesse das crianças e dos adolescentes é crescente e não são só as grandes marcas, mas também as editoras, que o perceberam. “Os livros de youtubers são uma tendência editorial e ocupam os primeiros lugares dos tops infanto-juvenis”, responde Sofia Monteiro, da Marcador, que publicou os livros de Wuant (na 9.ª edição), Miguel Luz (7.ª edição), Inês Rochinha (4.ª edição) e vai publicar o da Sea3PO. “Como estamos ligados ao contexto escolar, não queremos editar algo cujos valores não são aqueles que defendemos. Preferimos livros mais educacionais”, responde Susana Baptista, da Porto Editora, que em Fevereiro vai publicar Quero Ser Uma YouTuber, da brasileira de 12 anos Júlia Silva, que começou aos seis anos e tem três milhões de subscritores no YouTube. Trata-se de um livro para crianças com conselhos sobre como criar um canal, que cuidados ter, como lidar com a fama; mas também para os pais. Estes “não conseguem estar em todo o lado, por isso é importante saberem como as coisas funcionam”, avalia Susana Baptista.

Sempre que o filho de Beatriz e Hugo Rechena está no YouTube, eles estão atentos, dizem. Por exemplo, nunca se vê nada com auscultadores postos, mas com o som audível. Mas isso não quer dizer que não possa ver coisas que os pais preferissem que não visse, sabem. Também Ana Galvão diz que o filho é “bastante controlado”, mas tal não significa que não veja com os amigos. “Não sou pela proibição de conteúdos, mas os pais têm de estar mais em cima disto”, defende a voz do programa da tarde da Renascença. Por exemplo, Ana e Beatriz descobriram, através dos filhos, que o YouTube também se pode ver pela televisão. “Temos um tremendo gap tecnológico em relação aos nossos filhos”, admite Ana Galvão.

No YouTube existem “filtros parentais”, assim como há a possibilidade de denunciar um vídeo. “O YouTube é um espaço para utilizadores com 13 ou mais anos”, informa Rui Carvalho, porta-voz da empresa em Portugal, acrescentando que existe a opção “modo restrito” que “permite às famílias filtrar mais os conteúdos”. Esta tem sido uma preocupação da empresa, que está a “investir significativamente na moderação de conteúdos”. A empresa não responde à pergunta se há denúncias a vídeos de youtubers portugueses.

“Temos de ter cuidado com o conteúdo e ver o que os nossos filhos estão a ‘ver’. É como deixar um filho andar na rua sozinho, temos de ter cuidado”, aconselha Miguel Raposo, o agente dos youtubers. “O controlo parental pode estar no nosso aparelho, mas não estar no de outro pai ou dos amigos”, observa Hugo Rechena. “Há pais que não sabem o que os filhos vêem ou que têm canais onde publicam vídeos”, acrescenta a mulher. O marido lembra as potencialidades que tem um smartphone, que os pais desconhecem. “Não devemos restringir, mas educar”, propõe. “E acompanhar”, complementa Beatriz Rechena.

 

 

Investidores da Apple pedem medidas contra o vício das crianças no iPhone

Janeiro 22, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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ACF

Notícia do http://observador.pt/ de 9 de janeiro de 2018.

Dois dos maiores investidores da Apple escreveram uma carta aberta à empresa. No documento, pedem um verdadeiro combate ao vício das crianças no iPhone e nas redes sociais. Apple já respondeu.

Dois dos maiores investidores da Apple estão a pedir à empresa que combata o crescente vício das crianças no iPhone e na internet. Numa carta aberta, a Jana Partners e o California State Teachers’ Retirement System demonstraram uma grande preocupação com os efeitos da tecnologia e das redes sociais no desenvolvimento dos mais novos.

Os investidores, que juntos controlam 2 mil milhões de dólares de ações da Apple, afirmam que “existe um consenso crescente em todo o mundo, incluindo Silicon Valley, de que as potenciais consequências a longo termo das novas tecnologias precisam de ser ponderadas logo no início, e nenhuma empresa pode delegar essa responsabilidade”.

Em resposta aos investidores, como reporta a Bloomberguma responsável de comunicação da Apple afirmou que a empresa “sempre se preocupou com as crianças e trabalha arduamente para criar produtos que inspirem, entretenham e educam as crianças enquanto, ao mesmo tempo, ajudam os pais a protegê-las online. A empresa divulgou ainda que “novas funcionalidades” no controlo parental estão a ser preparadas para melhorar as ferramentas já existentes nos sistemas da Apple.

Os dois grupos pediram à Apple para criar ferramentas que ajudem as crianças a evitar a adição e garantir mais opções aos pais, para que consigam proteger a saúde dos seus filhos através do controlo do tempo passado à frente de um ecrã de telemóvel. Ainda que o atual sistema iOS já inclua algumas medidas de controlo parental, os investidores pedem mais: a possibilidade de personalizar a idade do utilizador do iPhone, a implementação de um limite de tempo em que o ecrã pode funcionar, horas do dia em que o telemóvel pode ser usado e bloqueio de algumas redes sociais.

A carta aberta cita estudos e investigações que atribuem ao uso exagerado de telemóveis vários efeitos negativos no desenvolvimento de uma criança. Desde os mais comuns, como falta de atenção na sala de aula e problemas de concentração, até questões mais graves como riscos mais altos de suicídio e depressão. Os dois grupos de investidores propõem ainda a criação de um comité de especialistas em desenvolvimento infantil que todos os anos produza um relatório para a Apple.

*Atualizado às 17h00 com resposta da Apple

 

 

Crianças estão mal preparadas para riscos emocionais – Redes Sociais

Janeiro 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 4 de janeiro de 2018.

Responsável inglesa pelos direitos das crianças identifica uma idade crítica para o surgimento de riscos da utilização das redes. Quando a guerra de “gostos” e a partilha de fotografias substitui os jogos é o momento em que as brincadeiras podem dar lugar à ansiedade e a problemas de auto-imagem.

Sofia Robert

Um relatório da comissária inglesa para os direitos das crianças, Anne Longfield, alerta para o facto de os menores estarem mal preparados para lidar com as redes sociais num período-chave do seu desenvolvimento – a transição da escola primária para o ciclo seguinte, a partir dos 10 anos – expondo-as a riscos para o seu bem-estar emocional.

Apesar de serem ensinadas sobre segurança online ao longo da escola primária, as crianças não são adequadamente preparadas para outro tipo de desafios que surgem com a utilização das redes sociais, como problemas de auto-imagem que podem ser acompanhados por crises de ansiedade ou depressão.

Enquanto as crianças com idades entre os oito e os dez anos tendem a usar as redes sociais de uma forma lúdica, utilizando-as para disputar jogos entre si, nos anos seguintes começam a fazer uma utilização mais social de redes como o Instagram e o Snapchat, procurando “gostos” e comentários positivos nas suas publicações, cita o jornal britânico Guardian. E começam a ficar mais preocupadas e embaraçadas com o que o relatório designa como sharenting: o fenómeno da partilha de imagens pelos pais, sem a autorização das crianças e adolescentes.

“Estou preocupada que várias crianças comecem o ensino básico mal preparadas para lidar com as redes sociais. É também evidente que as empresas que detêm as redes sociais continuam sem fazer o suficiente para que as crianças menores de 13 anos parem de usar as suas plataformas”, afirma a comissária britânica, instando pais e professores a investirem mais na preparação dos seus filhos e alunos, sugerindo aulas obrigatórias de literacia digital.

“Tem de haver um papel mais activo das escolas em certificar-se de que as crianças estão a ser preparadas emocionalmente para os desafios das redes sociais. E as empresas das redes sociais têm de ter mais responsabilidade. Senão haverá um risco de deixar uma geração de crianças a crescer em busca de ‘gostos’ para se sentirem felizes, preocupadas com a sua aparência e imagem como resultado de uma percepção irrealista do que vêem nas redes sociais”, referiu Longfield.

A responsabilidade dos pais e das escolas

Também em Portugal têm sido realizados estudos sobre o impacto das redes sociais nas crianças, adolescentes e jovens adultos. Em 2017, o Instituto Superior de Psicologia concluiu que 70% dos jovens portugueses com menos de 25 anos apresentam sinais de dependência em que 6% admite ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”.

No mesmo ano, o médico psiquiatra Diogo Telles Correia alertava que as redes sociais expõem “os adolescentes a um contínuo fluxo de informação, que os estimula constantemente e alimenta uma personalidade hiperactiva e que pode conduzir, não raramente, a situações de ansiedade”, comentando dados então divulgados pela Marktest que identificavam um crescimento da utilização das redes, entre 2008 e 2015, entre todas as faixas etárias, de 17,1% para 54,8%.

Ainda sobre esses dados, a psicóloga Rosário Carmona defendia que é na escola que tem de ser feita a prevenção dos problemas associados ao uso das redes sociais e que a mesma “está muitíssimo desvalorizada”. Por seu turno, o médico psiquiatra Daniel Sampaio responsabiliza os pais: “Devem acompanhar a inscrição e a publicação dos primeiros conteúdos e têm que ter uma dimensão ética, explicando-lhes o que devem e o que não devem fazer. Têm que lhes explicar que não devem comentar as imagens dos outros, que não devem fazer comentários sobre os corpos dos amigos, que podem comunicar e trocar determinadas imagens dos sites que encontram mas que não devem publicar imagens de pessoas”.

Também em 2017, um estudo por uma dupla de investigadoras da Universidade Católica Portuguesa e da Universidade do Minho que acompanhou um grupo de oito crianças portuguesas ao longo de dois anos (dos seis aos oito) identificava uma idade crítica relativamente à utilização das redes sociais, concluindo que é aos oito anos que se vê o maior salto na sua autonomia online e que é também nessa altura que começam os riscos dessa exposição.

Texto editado por Pedro Guerreiro

 

 

 

Passatempo Dia da Internet Mais Segura 2018! Ganha uma câmara desportiva ou um tablet e mais uma estadia numa Pousada de Juventude!

Janeiro 9, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.internetsegura.pt/noticias/passatempo-dia-da-internet-mais-segura-2018

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