Educar a los menores en el uso sin riesgos de Internet : Guía para Madres y Padres

Agosto 17, 2016 às 8:00 pm | Na categoria Recursos educativos | Deixe o seu comentário
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descarregar o guia  no link:

https://meocloud.pt/link/58946217-c952-4ef9-b3a5-475308cd0098/guia_seguranca_net.pdf/

ou

http://www.vitoria-gasteiz.org/we001/was/we001Action.do?idioma=en&accionWe001=adjunto&nombre=33104.pdf

 

 

“As pessoas são muito descuidadas nas redes sociais. Quando se apercebem, já pode ser tarde”

Junho 28, 2016 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Sabe como detetar se alguém está a fazer mau uso do que coloca no Facebook? E o que fazer se alguém o perseguir na internet? Como pode um pai prevenir a proteção de um filho? O agressor pode estar no meio de nós e nunca estamos preparados para o que aí pode vir.

Luzia Pinheiro, 30 anos, investigadora no CECS (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade) da Universidade do Minho, estuda há muitos anos os casos de agressão (cyberbullying) e perseguição (cyberstalking) através da internet. Continua a espantar-se com a facilidade com que as pessoas se expõem, “como se estivessem num reality show”, sem terem a mínima noção dos perigos que correm. E, conforme conclui na sua tese de doutoramento, “os efeitos são graves: além de perder a reputação, pode a vítima ser estigmatizada pela sociedade, auto estigmatizar-se, entrar em depressão e suicidar-se”. Como já aconteceu. E isto é algo que atravessa qualquer geração. Falamos com ela e ficamos mais alertados.

Porque é o cyberbullying ainda um tabú social?

As pessoas têm ainda vergonha de assumir que são vítimas. Os outros acham que elas é que não souberam lidar com aquilo. Ainda é muito julgado socialmente.

A tendência é para culpabilizar a vítima?

Sim. Mas há uma questão: a vítima pode ser completamente inocente, mas também pode ter alguma culpa, por ter sido ela a expor o conteúdo usado contra ela. Se tivesse sido mais cuidadosa, aquele conteúdo não existiria. Em ultima instância, a culpa é sempre do agressor, porque foi ele quem usou indevidamente o conteúdo.

Há redes sociais mais favoráveis a esses abusos?

Todas aquelas em que temos tendência a expor-nos, em que temos a ilusão de que é só nosso, mas que, na verdade, qualquer pessoa pode aceder. Sublinharia o facebook e o youtube. No youtube, publicam-se muitos vídeos pessoais. Quem quiser praticar cyberbullying tem ali todas as ferramentas de que precisa.

Quais os sinais de que estamos a ser vítimas de perseguição?

Temos de estar alerta sobre as sucessivas tentativas de entrada no nosso email e na nossa conta de rede social. A partir daí, podem ter inclusivamente o nosso número de telefone. Recebermos mensagens privadas de desconhecidos ou chantagens através de chats ou de alguém que criou um perfil que adicionamos num jogo online, por exemplo. A pressão normalmente é psicológica. Pode só querer chatear, mas também pedir que se dispa para uma câmara web. Recebermos avisos de que fomos identificados numa fotografia, que não foi tirada por nós. Relatos de amigos que nos contam que viram coisas que não fizemos. São sinais de que alguém se está a fazer passar por nós, que está a ter acesso aos nossos dados.Colocaram o meu email num site de conteúdos para adulto. Comecei a receber pedidos de amizade de pessoas que não conhecia no messenger. Estranhei porque era um chat privado fornecido pelo email e aceitei um dos pedidos. Essa pessoa pediu-me que me mostrasse na câmara web e perante a minha indignação explicou-me o que se passava.

Esse é um caso de abuso. Pode ser considerado cyberbullying?

Pode, porque é público. O cyberbullying não precisa de ser praticado sempre pela mesma pessoa. Tem é de ser repetitivo: pode ser alguém a divulgar algo, que será republicado por outros. Ultrapassa o nível do abuso e começa a ser perseguição.

FAZER PRINT SCREEN E QUEIXA NA POLÍCIA
O que se deve fazer quando se deteta uma perseguição?

Mudar as passwords todas imediatamente. E fazer correr um anti-vírus, para o caso de haver um hacker qualquer. Depois, deve-se recolher provas, fazer print screen e guardar. Se o caso for grave, deve-se contactar a polícia e apresentar queixa. De resto, convém fazer um aviso geral aos nossos amigos e familiares, ou meter mesmo um aviso público de que estamos a ser vitimas de perseguição ou de que há alguém a fazer-se passar por nós. Nomeadamente, avisar a empresa ou o nosso patrão.

Avisar a entidade patronal, porquê?

Sim. Se alguém criar um perfil ou email para se fazer passar por nós, pode, a partir daí, aceder a dados da empresa. Imagine que alguém acede ao email do patrão e manda fotos menos corretas ou insultos em nosso nome. Nunca se sabe quem é o agressor. É melhor avisar logo, do que não precaver.

Tem conhecimento de casos desse tipo?

Nos Estados Unidos, uma mulher, à volta dos vinte e tal anos, foi de férias com o namorado. Eram daqueles que filmavam cenas íntimas e trabalhavam no mesmo sítio. Separaram-se, ele criou um perfil falso e mandou as fotos e as filmagens para o patrão, de modo a que parecesse que ela se estava a insinuar. Deu uma grande bronca.

A polícia já está apta a resolver este tipo de casos?

Sim. Tenho algum feed back da Polícia Judiciária. Diz ter pessoas especializadas em cibercrime, preparadas para localizar endereços de IP, encontrar a origem do cyberbullying e identificar os autores. Há quem comece a ser perseguido pelo telemóvel, e só depois nas contas online. A polícia pode pedir o histórico às operadoras. E todos temos um endereço de IP.

Qual a penalização que isso dá?

O cyberbullying ainda não está catalogado na lei portuguesa, só o bullying. Em Espanha já está e nos Estados Unidos dá cadeia. Cá, normalmente, é equiparado ao crime por difamação.

Mas o cyberbullying ou cyberstalking é mais do que difamação, pode ter consequências graves.

Dramáticas. Pode levar ao suicídio. Pode-se perder o emprego, os amigos. Há casos em que a própria família deixa de falar à vitima, por considerá-la culpada. O acompanhamento psicológico para estas vítimas é algo a ter em consideração. Até porque, na altura, pensa-se sempre que se é capaz de lidar bem com isso. Depois, começam a ter comportamentos de muita tristeza e isolamento, levando à depressão.

Qual é a história de Laura Barns, de que fala na sua tese de doutoramento?

Laura Barns era uma adolescente da Califórnia, a miúda mais popular da escola e tinha excelentes notas. Um dia, foi a uma festa típica de adolescentes e bebeu demais, vomitou, adormeceu no chão. Os colegas fotografaram e meteram online. De rapariga mais popular passou a ser a mais gozada. Não conseguiu lidar com isso e, três dias depois, trouxe uma arma de casa, chegou á escola e matou-se. Alguém voltou a filmar, alguns julgando até que ela estaria a brincar. A morte dela ainda está online. Mas há mais casos destes.

NUNCA CEDER Á CHANTAGEM
Teve conhecimento de algum em Portugal?

Por cá, o suicídio tem sido muito mascarado ou não foi ainda documentado. Não encontrei muitos dados sobre isso. Encontrei um que terminou bem, mas poderia ter tido consequências graves. Uma mulher marcou um encontro com um fulano com quem falava online já há algum tempo. Não correu como ela esperava e foi cada um para sua casa. Ele sentiu-se lesado, pelo dinheiro que tinha gasto no encontro. Começou a chateá-la na net. Ela protegeu bem a conta, mas ele pesquisou os amigos e familiares dela. Até que ela recebeu uma mensagem dele a dizer que sabia onde ela morava, com uma foto do local posta por um familiar dela. Fez uma ameaça, queria que ela lhe devolvesse o dinheiro gasto no encontro. Ela transferiu a quantia e a coisa parou ali. Teve sorte. Podia não ter parado ali.

Ceder, nesses casos, é a melhor solução?

Eu teria contactado a polícia. Não teria cedido. A polícia poderia armar uma cilada e caçá-lo. Aquilo foi uma perseguição. Ela tinha dados suficientes para agir. Ceder foi um grande risco. Não há certeza nenhuma de que a perseguição pare ali. Principalmente, porque a vítima cedeu. E cedendo uma vez…

Fica-se refém?

Completamente. Ceder só se a polícia o recomendar e for um esquema montado para apanhar quem está a perseguir.

Do inquérito que fez aos estudantes universitários conclui-se que não estão muito sensibilizados para estes perigos.

De todo, não estão mesmo! Apanhei um choque quando vi os resultados. Sabia que era assim no geral, mas esperava que tal não acontecesse com estudantes universitários, supostamente informados. No entanto, encontrei pessoas desinformadas, algumas sem sequer saber o que era o cyberbullying, ou apenas com uma vaga ideia de ouvir falar na televisão.

Estão desinformados sobre o fenómeno ou nem sequer têm noção de como se devem proteger nas redes sociais?

De um modo geral, sobre tudo. Dos dados recolhidos, poucas eram as que estavam informadas, só quem já tinha passado por isso. A maioria não tinha qualquer noção de como lidar com o caso, se fossem vítimas. Basicamente respondiam que não ligariam e deixariam andar.

Há um certo estado de inconsciência?

Há. E a sensação de que seriam capazes de lidar bem com isso. Mas ninguém está preparado para um caso destes, mesmo quem está dentro do assunto. Há sempre um impacto emocional muito forte.

Ainda não se sabe que uso se deve dar às redes sociais e como se pode controlar a informação lá posta?

Não. Há quem use as redes sociais da forma mais simples. Raramente vão ver quais os procedimentos de segurança têm ao seu dispor. Há coisas que colocam automaticamente no estado público, sem perceberem que se pode restringir o acesso. Como se pode usar a net com segurança ainda é muito pouco falado. As pessoas são naturalmente descuidadas no uso das redes sociais, acham que nunca lhes vai acontecer e deixam-se ir. E quando se apercebem das coisas que publicaram, já pode ser tarde para evitar consequências. Tive o relato de alguém que publicou no facebook uma foto sua em biquíni, na praia. No ano seguinte, viajou até um paraíso asiático e encontrou a imagem dela num out door publicitário.

NÃO AMEAÇAR TIRAR A NET AOS FILHOS
E como é entre adolescentes e pré-adolescentes?

Praticam muito cyberbullying entre eles, usam as redes para gozar com os colegas, sem ter noção das consequências sobre o outro. Para eles, não passam de brincadeiras. Chegam ao ponto de copiar endereços de email das fichas de professores e passam de uns para os outros. Também fazem tudo para descobrir a password dos colegas.

E sabem identificar quando estão a ser vitimas?

Normalmente sabem, por vezes melhor do que os adultos. Talvez porque ainda não têm vergonha.

Queixam-se aos pais?

Mais depressa contam aos professores. Depende muito da relação que têm com os pais. Se forem daqueles que não castigam nem lhes tiram o acesso à internet, até contam. Mas quando há a mínima hipótese de desconfiarem que lhes vão retirar a net, não contam. Têm medo. Para eles, ficarem sem computador e internet é gravíssimo.

Nesses casos, os pais nunca devem ameaçar tirar o computador?

Não. É o pior que podem fazer. Pode-se ser vítima de cyberbullying quer se use ou não computador. Mas se usarem computador, têm mais possibilidade de saberem que estão a ser vitimas e de se defenderem. Os pais tiram o computador, porque o filho foi irresponsável, pensando que assim evitam que ele seja uma potencial vitima. Mas sem computador, nem sequer saberão o que está a acontecer. Os pais devem ir ver com os filhos o que se está a passar, ensiná-los a alterar as passwords, ver que procedimentos de segurança devem usar. Há passwords ridículas, como o 00000, 123456, ou o próprio nome. Se algo for detetado, devem dar logo conhecimento á escola e á policia. Muitas vezes, o agressor é da escola, um colega ou até grande parte da turma.

Que cuidados deve ter um pai?

Alertar os filhos para que não aceitem certo tipo de comportamentos, de linguagem e ameaças. Aquilo que não se considera correto no dia-a-dia também não é correto na internet. Devem ensiná-los a ter cuidado com as pessoas que aceitam como amigos e a não se exporem demasiado, não contarem conversas de casa e ter muito cuidado com as fotos que colocam. Devem ensinar a diferença entre o que é privado e o que é público. Os miúdos nunca devem dizer onde moram.

Isso não é ensinado nas escolas?

Não é algo que venha nos programas escolares. É algo que fica à mercê da vontade ou interesse do professor. A experiencia que tive não foi muito positiva. As escolas têm medo de perder reputação se assumirem que há ali bullying ou cyberbullying. Tentam esconder.

O inquérito que fez foi em 2013, houve alguma evolução de então para cá?

Gostava que estivessem desatualizados, mas ainda refletem muito a realidade. Continuei a acompanhar casos e quase não houve evolução. E isso é grave.

Em que aspeto?

Continua a ser um tabú, continuamos desinformados e a meter coisas na internet que não deviam lá estar. Cada vez mais se age no facebook como se se estivesse num reality show! Peguei num perfil aleatório do facebook que estava semi-aberto (o que quer dizer que tem conteúdo público e privado): mulher portuguesa, com formação superior. Não sou amiga dessa pessoa. Fui seguindo esse perfil ao longo de um ano. Consigo dizer-lhe o que ela faz à segunda, à terça, à quarta, à quinta, à sexta e ao fim de semana, os destinos de férias e com quem viajou. Inclusive onde mora e trabalha e por onde anda entretanto.

Pôs-se na pele do potencial agressor?

Sim. Para perceber o que consigo fazer se a quiser perseguir. Ela mete tantas fotos e tanta informação que fico a saber tudo. Estamos a falar de alguém com mestrado, que sabe usar um computador. Mas tem lá fotos de biquíni cai-cai, dentro do mar. É fácil despi-la com fotoshop e mostrá-la como se estivesse completamente nua.

Há uma ânsia de se mostrar?

É isso. Aquilo é muito forte, mesmo sabendo que pode trazer consequências gravíssimas. Só vai ter consciência de que se expos demais, quando algo acontecer. Há outros exemplos, não fiz isso só com uma pessoa. Tirei vários perfis aleatórios para fazer estudo de caso e ver como as pessoas continuam a comportar-se na internet.

Está a preparar outro estudo?

Estou a ponderar lançar um livro e a trabalhar num projeto de pós-doutoramento, sempre a investigar esta área.

O QUE SE DEVE FAZER PARA EVITAR O CYBERBULLYING?
* Não partilhar fotos e vídeos de momentos íntimos com o namorado. São um perigo. Podem ser roubados por terceiros ou usados por um dos envolvidos, se a relação acabar mal.

* Cuidado com as fotos que podem ser manipuladas por programas de computador, como o fotoshop. Zero de poses em biquíni.

* Ter noção de que o que se põe online permanecerá para sempre, mesmo que seja apagado pelo próprio. Entretanto, pode já ter sido partilhado e copiado e já se perdeu o controlo

* Não usar fotos de casas ou locais, que possam ser identificadas por outros.

* Não usar dados pessoais, que permitam que alguém se aproxime demasiado.

* Não usar dados do local de trabalho, ou dar indicação das rotinas do dia-a-dia.

* Escolher muito bem a password e mudá-la de tempos a tempos. Evitar o óbvio, como o 00000, 123456, datas de aniversário ou os nomes próprios

* Ter vários níveis de segurança e partilha. Ter consciência de que mesmo um conteúdo circunscrito aos nossos amigos, pode ser indevidamente usado por um deles e outros lhes podem aceder.

* Fazer de quando em vez uma pesquisa com o próprio nome num motor de busca para ver que conteúdos aparecem.

 

Cesaltina Pinto para a Visão, em 10 de junho de 2016

E se o vizinho do lado estiver a espiar através da câmara do seu portátil ou telemóvel?

Junho 24, 2016 às 1:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Tapar a câmara de filmar para evitar olhares indesejados, seja das autoridades, de hackers mal-intencionados ou até de um conhecido, deu origem a um negócio com cada vez mais clientes. O diretor do FBI não é um deles – usa fita adesiva.

Não é trama de espiões e muito menos guião para mais um filme de James Bond. Já podem ouvir as nossas conversas privadas há muito tempo, no telefone fixo ou no telemóvel, tanto faz. Já podem saber onde estamos neste preciso momento e onde estivemos no fim de semana passado ou há três meses, como ainda ontem se podia ler neste artigo da VISÃO. E também nos podem ver, qual Big Brother, sempre que estivermos a usar um daqueles aparelhos dos quais nos tornámos inseparáveis, sejam computadores portáteis, tablets ou telefones inteligentes.

Basta terem incorporada uma câmara de filmar ou fotografar – e a maioria tem – para serem um possível alvo das autoridades, mas também da bisbilhotice do vizinho do lado ou de um qualquer hacker com más intenções – para se divertir à sua custa ou fazer chantagem e extorquir-lhe dinheiro. Não é tão difícil como se possa pensar.

“Meti um bocado de fita adesiva na câmara do meu portátil porque vi um tipo mais inteligente do que eu a fazê-lo”, assumiu o diretor do FBI, no mês passado, durante uma conferência sobre encriptação com estudantes universitários. James Comey não é só mais um entre um número cada vez maior de pessoas a tomar medidas para proteger a privacidade de possíveis ataques informáticos aos aparelhos electrónicos pessoais. Ele sabe que o próprio FBI consegue aceder às câmaras. Há anos. E sem acionar a luz que é suposto ser acionada quando a câmara começa a filmar.

Este Big Brother com participantes involuntários não é novidade para os mais atentos às potencialidades e perigos da internet, e deu origem um mercado de soluções para tapar as câmaras – desde as mais básicas, como autocolantes criativos, a outras um pouco mais sofisticadas, em que pequenas peças se encaixam no monitor e deslizam para tapar a destapar a câmara ou abrem e fecham uma janela com o mesmo propósito. Um simples post it também produz o mesmo efeito ou então é fazer como o diretor do FBI e usar fita adesiva – escura, de preferência.

À medida que os casos de violação de privacidade surgem nas notícias, parece crescer o número de utilizadores prevenidos e, por arrasto, o negócio. O responsável de uma empresa norte-americana, que comercializa autocolantes destinados a esse fim desde que os seus fundadores ouviram no Pentágono sobre as ameaças das câmaras, disse ao The Guardian que os lucros anuais atingem os seis dígitos.

Edward Snowden, o espião que denunciou as práticas da NSA, terá dado um impulso, quando em 2013 avisou o mundo que a agência de segurança nacional dos Estados Unidos acedia às câmaras dos telemóveis e dos portáteis para espiar pessoas.

Menos mediáticos, mas talvez mais preocupantes, são os casos em que piratas informáticos entram no sistema e gravam a intimidade alheia para depois chantagearem as vítimas. Há também sites em que os hackers partilham esses vídeos, apenas para diversão própria, e as “protagonistas” nunca chegam a saber que foram filmadas. Entre eles designam as mulheres que vigiam como “escravas”.

Em 2015, o nível alerta subiu com o desmantelamento de um grupo de hackers. Ficou a saber-se que os Sombras Negras, como eram conhecidos, vendiam software capaz de fazer qualquer pessoa, mesmo sem grandes conhecimentos de informática, aceder a computadores de terceiros. Custava menos de 40 euros e, segundo as autoridades norte-americanas, serviu para espiar meio milhão de computadores por todo o mundo.

 

Rui Antunes para a Visão, em 9 de Junho de 2016.

 

Unicef quer envolver adolescentes no uso seguro da Net

Junho 11, 2016 às 5:35 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 7 de junho de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Perils and Possibilities: Growing up online

Reuters Mihai Barbu

Ana Cristina Pereira

Oito em cada dez pensam que há risco de exploração ou abuso sexual online.

E se tivéssemos adolescentes e não só adultos a tentar impingir regras de segurança na Internet? A Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, está a desafiar adolescentes de todo o mundo a dizerem o que acham que deve ser feito e a usarem as redes sociais para sensibilizar os amigos.

A situação inspira preocupação, a avaliar pelos resultados de um inquérito a que responderam dez mil jovens de 18 anos de 25 países — Perigos e Possibilidades: crescer online. Oito em cada dez estão convencidos de que um adolescente está em risco de ser sexualmente abusado ou explorado online. E metade até pensa que alguns dos seus amigos têm comportamentos arriscados.

“A rápida expansão da tecnologia digital e o crescente acesso à Internet  transformaram a vida das pessoas mais novas”, escreve Cornelius Willians, director adjunto para a Protecção Infantil da Unicef, no texto introdutório. Um em cada três utilizadores da Internet é uma criança. “À medida que se torna mais acessível, a violência contra as crianças assume uma nova dimensão com danos profundos e consequências na vida”, diz ainda. “Os resultados do inquérito mostram a dimensão real do risco.”

Conforme o inquérito, os adolescente ouvidos confiam na sua própria capacidade de se manterem em segurança. Quase 90% afirmam saber como evitar perigos online e 36% acreditam que conseguem perceber quando as pessoas estão a mentir sobre a identidade online.

O género tem peso nas percepções de risco: 67% das raparigas ficariam seriamente preocupadas se recebessem comentários ou solicitações de cariz sexual na Internet, o mesmo afirmam 47% dos rapazes.

Se sentissem uma ameaça online, os adolescentes confiariam mais nos amigos do que nos pais ou nos professores. Mesmo assim, quase metade acha que saberia como ajudar um amigo em risco.

Escreve Willians: “A Unicef pretende amplificar a voz dos adolescentes a fim de ajudá-los a protegerem-se contra a violência, a exploração e os abusos online, e contribuir para que as crianças possam aproveitar as vantagens e os benefícios que a Internet e os telemóveis oferecem.”

Para envolver os adolescentes, fazer deles mensageiros, está a divulgar a hashtag #ReplyforAll (#ResponderporTodos). Desafia os adolescentes a levantarem-se contra a violência online, a apoiarem-se uns aos outros, usando as redes sociais para partilhar informação sobre as melhores formas de protecção.

A Unicef pede aos pais para falarem com os filhos sobre segurança na Internet, para se certificarem de que as suas crianças compreendem os riscos e sabem o que fazer em caso de perigo. Apela aos professores para estarem atentos às ferramentas e plataformas usadas pelos alunos. E aos Governos nacionais para ouvirem as crianças e jovens e para incorporarem o seu pensamento nas políticas, estratégias e programas criados para prevenir e combater o abuso sexual através da Internet.

Esta é “uma questão que diz respeito a todos nós”, refere Willians. “Quando os jovens, os governos, as famílias, o sector das novas tecnologias e as comunidades trabalham em conjunto, aumentam as probabilidades de encontrar formas mais eficazes de responder ao abuso e à exploração sexual online.

mais informações:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-abuso_sexual_online_2016_06_07.pdf

 

 

 

Should Parents Post Photos of Their Children on Social Media?

Junho 6, 2016 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Texto do The Wall Street Journal de 23 de maio de 2016.

 A parent on average will post almost 1,000 photos of a child online before the child turns 5, a recent survey found. Photo: John Weber for The Wall Street Journal

A parent on average will post almost 1,000 photos of a child online before the child turns 5, a recent survey found. Photo: John Weber for The Wall Street Journal

Those in favor say it’s a great way to help build a community. Others say sharing violates children’s privacy and may have long-term consequences.

It’s a question any social-media user faces after snapping a great photo: Should I post this? Or it going to come back to haunt me?

The questions get doubly complex when they involve people’s children. A parent on average will post almost 1,000 photos of a child online before the child turns 5, according to a recent survey. Many parents don’t ask children’s permission before posting, and many have never checked their privacy settings—even though photos often contain data about where they were taken.

That leads many privacy advocates to urge restraint on parents. The risks of putting your child in danger now, or embarrassing them later, are too big to ignore, these critics say. The best course is to keep their photos off the Internet.

But some parents strongly argue for posting photographs of children. It’s a way to strengthen an online social circle, they say, and connect with people you didn’t know before. What’s more, children are going to end up on social media eventually, they say, and parents can set a good example for them by being careful about what photos they post and asking permission when children are old enough to consent.

Lauren Apfel, a writer and mother of four (including twins) and founder and executive editor of Motherwell magazine, makes the case for sharing photos. Arguing the case against sharing is Morgan G. Ames, a postdoctoral scholar at the Center for Science, Technology, Medicine, and Society and a fellow at the Center for Technology, Society and Policy at the University of California, Berkeley.

YES: In an Isolated Age, It’s a Great Way to Help Build a Community

By Lauren Apfel

Sharing photos of your children online can be a rewarding experience and a way to connect with other parents. But you must be prepared to be responsible about what you post.

The big reason to share is to build community. Raising children is a more isolated endeavor than ever before. I live, for example, thousands of miles from my family. In this atmosphere of modern parenthood, we all struggle to make it through the day, and the Internet has become an incredible source of support. In the early years of mothering twins, one of the things that brought me the most happiness was posting pictures of them on Facebook. Sharing those photos and engaging with an online community was a lifeline.

1Many people fear those pictures will spread further than intended. To me, that’s part of the joy of it. My work as a writer has helped me create a community on social media, and the images I post of my children allow me to engage with a range of “friends” I wouldn’t necessarily include on a tailored list. I delight in seeing their photos, too. You don’t know whom a picture will touch, what connection will be made. Unexpected people have seen my pictures and commented on how much they enjoyed them or could relate to them.

I know there is much concern about the potential dangers in sharing pictures of children: catfishing, identity theft or projected scenarios where our bundles of joy are judged by future employers because of a virtual fingerprint they did not create. But none of this bothers me. My children are my children because of the choices I make about them. They were born to parents who believe that the benefits of sharing photos of them online outweigh the risks—this is their lot, and it has been a constant, familiar part of their upbringing, one with which they seem innately comfortable.

I don’t actively avoid unintended negative consequences, because I don’t fear them per se and certainly not enough to stop posting. If problematic unintended consequences did arise because of a photograph I posted, I would deal with them on an ad hoc basis.

I will not share photos that I think are tasteless or inappropriate, or that I feel mock my children in any way. Nor will I share photos that my older children have expressly asked me not to (and, with my 10-year-old and 8-year-old, I tend to request permission).

2As critics of sharing photographs argue, there might well be much about the effects of the Internet we don’t yet know. There are always unpredictable repercussions when it comes to new technologies—but there are always new solutions. Instead of fearing the unknown, we should be embracing the digital world and all it has to offer by interacting with it in a civilized, dignified way. Parenting (indeed, life!) is hard enough without letting vague and unsubstantiated concerns for the future dictate present-day decisions.

My oldest son will soon be entering the brave new world of social media. The same way our children are the first to grow up immersed in screens, so too are they the first to be raised in the age of online parenting. We should be using our own forays into

the Internet as an opportunity: Parenting is nothing if not setting a good example.

When my son follows the winding trail of my online history, I know what he will find: a mother who prioritizes posting photos of herself and others respectfully, moderately and tactfully. And this is exactly what I will expect from him.

Ms. Apfel is a writer and mother of four (including twins). She is co-founder and executive editor of Motherwell magazine. She can be reached at reports@wsj.com.

NO: They Violate Privacy, and Without a Child Giving Consent

By Morgan G. Ames

Facebook seems to be full of friends’ adorable babies and precocious children. But a healthy proportion of parents—myself included—have decided that sharing photos carries too many risks for their children.

Why do we opt out? And what issues should parents consider when posting pictures of their children online?

My own reasons center on privacy and consent. In the early days of the Web, those few with an online presence often felt that they were protected by security through obscurity. But in today’s world, data mining is big business. Much of our content is hosted on sites where we may not only lack control over what happens to it, but where it is aggressively used in aggregation and profiling.

The pictures parents post may follow children from birth to death as their data profiles are sold and resold to marketers. They can reinforce prejudices and barriers as marketers decide what sort of person someone is, what kinds of content will be marketed to them, and even what kinds of loans they might be worthy of based on their past. And there are likely long-term implications of these data profiles that we don’t yet understand.

It can also be difficult for parents to keep in mind just who their actual audience is. They may be targeting grandparents in their posts, but on many sites, including Facebook, sharing to one’s whole network is the default that many never change, and photos are visible years in the future. It can also be hard to control re-sharing, so that photos that people think are private can eventually take on a life of their own.

These issues are thorny enough when deciding to post pictures of ourselves online—in fact, research shows that adults are sharing less personal content on social-networking sites (much to Facebook’s chagrin!). They may be compounded for children.

3Some people who share photos say they are building an online community. Indeed, there are definitely benefits to creating such support structures of parents. But the benefits to children are less clear, and the risks are high enough that I would encourage parents to think about posting a few paragraphs of text instead of a photograph.

It’s also true, as some people who share argue, that information will end up online eventually. But rather than use that fact as a reason to post photographs of our own, we should take it as a warning to be even more cognizant of the information about us and our children that ends up online.

Finally, there’s the crucial issue of consent. Children are rarely given the opportunity to agree to having pictures of themselves shared online by others, and they may not fully understand what they are consenting to. Children also often don’t have control over how they are portrayed when others are posting. They may not understand how that embarrassingly cute photo of them that parents adore might come back to haunt them years later when bullies or future employers or bitter ex-lovers unearth it.

This isn’t to say youth don’t make missteps when managing their own online identities. But allowing them to create those identities themselves, rather than contending with something their parents have already crafted for them, could be an important part of developing independence while maintaining trust.

Ms. Ames is a postdoctoral scholar at the Center for Science, Technology, Medicine, and Society and a fellow at the Center for Technology, Society and Policy at the University of California, Berkeley. She can be reached at reports@wsj.com.

What Twitter and Facebook Said

We asked readers on social networks if it’s a good idea for parents to post photos of their children on social media. Here’s what we heard.

 

 

 

A Direção-Geral da Educação, no âmbito do projeto SeguraNet, acaba de lançar a app gratuita Pisca Mega Quiz

Maio 15, 2016 às 9:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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A Direção-Geral da Educação, no âmbito do projeto SeguraNet, acaba de lançar a app Pisca Mega Quiz (http://www.seguranet.pt/pt/noticias/pisca-mega-quiz-app-seguranet), que permite testar conhecimentos sobre a segurança digital nas categorias: dispositivos, privacidade, comportamentos e aprender. Esta aplicação pode ser descarregada de forma gratuita nas seguintes Apps Stores: Google Play, Apple Store e Windows Phone. Este Quiz permite registar as pontuações obtidas e às melhores serão atribuídos prémios. O Pisca Mega Quiz é dirigido a alunos e professores dos 2.º e 3.º Ciclos, podendo, no entanto, ser também utilizada pela restante Comunidade Educativa.

“Sempre ligados”: cuidados que os jovens devem ter na navegação on-line

Maio 12, 2016 às 1:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Este artigo da Visão Júnior sobre a vida dos jovens on-line e como navegarem na internet com segurança, publicado em 1 de Janeiro de 2016, conta com a participação da Professora Cláudia Manata, do Instituto de Apoio à Criança.

Aceda ao link do artigo aqui: Sempre ligados.

 

How to prepare your kids for social media

Abril 18, 2016 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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texto do blog http://www.suescheffblog.com de 4 de abril de 2016.

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Sue Scheff

More than 70 percent of teens use more than one social network site, with Facebook being the most popular, reports Pew Research Center. Thanks to the advanced cameras on smartphones like the Samsung Galaxy S6, Instagram and Snapchat are the next two most popular sites with teens. Parenting magazine explains that social media benefits teens by giving them access to more information and increasing their sense of self; however, social media channels also pose threats, such as the sharing of information about illegal substances and the spreading of illicit photos online.

The American Academy of Pediatrics recommends that parents should view the digital world as an environment that’s as meaningful as the physical world their children live in. This means you should talk with your children about social media to ensure they have a safe and enjoyable experience online.

Educate Early

Common Sense Media recommends that you start talking with your children about social media as soon as they go online, which could be as young as preschool age. While young kids aren’t old enough to be on social media sites according to age restrictions, it’s important to instill digital safety principles that they’ll follow once they are on these sites. Explain to your kids that they should not talk to strangers and to only interact with people they know in real life. Let them know that if they’re approached by a stranger online, they should alert you.

Create clear expectations about what information they can share online. Personal details such as their phone number and address should not be posted, but hobbies and interests are OK. Use the network’s privacy settings to ensure it displays the most limited amount of information to the public. Tell your child to avoid contests and giveaways where they need to input personal information to participate.

Once your teens have their own profiles, write a contract together that outlines how they can use the profile. Be sure to include consequences for not using the profile properly. You also may want to include limits on how much time they’re allowed to spend on sites and a limit on how many sites they’re allowed to have profiles on. By involving your children in the process, they’ll be more likely to follow the rules. Examples of what you can include in a contract are outlined by the Family Online Safety Institute.

Determine Your Involvement

For most teens, social networks provide a place where they can talk about their interests and chat with friends. Most teens want privacy online just like they do in real life. If you want to monitor your teens’ tech usage, services such as NetNanny and My Mobile Watchdog let you see all your children’s communications on their computer and smartphone. You can also stipulate in your social media contract that they’re only allowed to use social media if you have access to their passwords and will conduct random check-ins to ensure they’re complying.

Emphasize that what your child puts online, from negative rants to sexy photos, may live on the Internet forever even if they’re erased. According to the 2015 Social Recruiting Survey by Jobvite, 92 percent of recruiters examine social media sites when they’re considering candidates. What your teens post online now could have a detrimental effect on their career and affect their entire future.

Have regular conversations with your kids about their interactions online and how they’re feeling in those environments. Ask who they’re talking to, what they’re talking about and how their interactions are affecting their self-esteem. If cyberbulling occurs, emphasize you’re an advocate who will help fix the problem. Periodically review your contract, and keep evolving it based on new developments to ensure a strong parent-child social media partnership remains intact.

 

Livros infantis que tratam da igualdade, bullying e de como lidar com estranhos na internet

Março 28, 2016 às 12:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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texto do site http://www.portalraizes.com

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Série “Sara e sua Turma” será transformados em animação. Com livros presentes em diversos países, série que trata de temas como igualdade e tolerância vai virar desenho animado

Sara é uma menina muito curiosa e vive várias aventuras: descobre valores que nem sempre são ensinados na escola. Tudo embalado com uma boa dose de  humor voltado para o público infantil

As histórias têm como ponto forte dar voz a uma personagem bastante jovem para contar sobre problemas atuais e comuns às crianças.

“Sara é negra, carismática, superbem ilustrada, e vive situações reais de uma criança de sete ou oito anos real, o que faz com que jovens do mundo inteiro se identifiquem”, diz a autora da série, Gisele Gama.

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Cada episódio terá cinco minutos, e a produção da primeira série, com doze episódios, já se iniciou. A série será exibida na internet, na TV Escola e na Playkids.

Lançamento da série previsto para o segundo semestre deste ano:

Sucesso internacional

Com publicações vendidas em todo o país, sendo bastante utilizadas como material para escolas e pais interessados em passar uma leitura educativa para os filhos. A coleção também vem tomando o mundo.  Desde 2012 está presente no exterior, aonde chegou a países como Japão e Cingapura.

Inspiração na vida real

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A escritora usou das experiências de seu dia a dia para dar a vida a uma das personagens mais carismáticas da literatura infantil brasileira. A autora tirou de sua família a inspiração para criar a série Sara e Sua Turma.

Todas as obras têm como personagem principal a filha adotiva de Gisele Gama, Sara, que, hoje, tem 15 anos de idade. Os outros personagens das histórias também são, em sua maioria, pessoas que fazem parte do cotidiano da autora. Raphael e Gabriel, por exemplo, são irmãos de Sara tanto nas histórias quanto na vida real.

As histórias têm como foco trabalhar problemas que fazem parte do cotidiano das crianças: bullying, estranhos na internet, aulas tediosas, brigas entre melhores amigos e rancor são alguns dos temas abordados pela escritora. Cada história é finalizada com soluções sempre positivas e bastante criativas que passam valores muito importantes para a formação dos seres humanos.

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Mais informações no site http://saraesuaturma.com.br/livros.html

 

Cibercrime no Ambiente Escolar – Webinar com Pedro Verdelho, coordenador do Gabinete Cibercrime da Procuradoria-Geral da República

Fevereiro 28, 2016 às 1:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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