“O meu agressor anda comigo no bolso”

Março 20, 2017 às 2:20 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 18 de março de 2017.

Ana França

As ofensas, o gozo, os e-mails difamatórios, as fotografias tiradas no balneário. Na era da internet, o bullying é uma nódoa negra permanente. Nada se esquece e tudo se partilha.

Já não é só das nove às cinco. É todo o dia e toda a noite, e acontece dentro de um objeto que transportamos para todo o lado. “O meu agressor anda comigo no bolso”, ouviu Rosário Carmona, psicóloga que acompanha crianças e jovens vítimas de abuso, um dia, no seu gabinete. O bullying é um fenómeno que existe em todas as escolas do mundo e desdobrou-se, com a chegada da internet , no cyberbullying. O gozo, a ofensa, a violência psicológica, as críticas, as ameaças e a chantagem acontecem 24 horas por dia, sete dias por semana, no ecrã de um telemóvel do qual os jovens estão cada vez mais dependentes. O cordão que os liga ao mundo onde estão os seus agressores serve também como principal escape a essa agressão.

As marcas não desaparecem nunca, porque da internet nada desaparece nunca. O direito ao esquecimento é fundamental para quem sofre de cyberbullying, já foi aprovado por todos os países da Europa, mas é preciso que o caso chegue a tribunal. A lei, em Portugal, já considera o bullying e o cyberbullying como crimes, puníveis com pena de prisão até cinco anos quando o agressor é maior de 16 anos.

O principal risco para as crianças é que os pais e os educadores por vezes relativizam este tipo de violência como uma coisa banal, como só mais uma parte de se ser adolescente. Só que o bullying acontece nas idades que nos definem, naquela altura em que ter muitos amigos, ser convidado para festas de aniversário, ou ser escolhido em primeiro lugar para as equipas na aula de Educação Física são as batalhas mais importantes do mundo. O bullying não é apenas gozar com miúdo que é mais baixo que os colegas de turma. É um ataque sistemático e premeditado a alguém que vai deixando de acreditar, à medida que lhe espezinham a auto-estima, que é digno de amor e respeito no futuro.

O bullying é um problema sério, com uma influência direta e documentada nas tendências suicidas dos jovens de todo o mundo. Em Portugal este fenómeno ainda não está bem estudado, até porque os pais e os educadores precisam de mais formação para identificarem os alertas nas crianças e para estarem atentos ao que se passa dentro dos computadores e dos telemóveis. “É essencial que os professores e os pais entendam que aquele miúdo mais calado ao fundo da sala, que chega a casa com dores de cabeça e dores de barriga pode não ser apenas uma criança tímida mas sim uma criança que já não comunica com medo de ser gozada”, defende, numa entrevista ao Observador, Rosário Carmona. A psicóloga será uma das oradoras no debate “Novas tecnologias: Uso ou abuso?” que acontece este sábado, em Aveiro, organizado pelo SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores.

Na semana passada, o caso da adolescente de Ponte de Lima que fugiu de casa cinco dias para se ir encontrar com um rapaz de 24 anos que já tinham sido identificado pela Polícia Judiciária como alguém “com perfil de predador online”, voltou a colocar a questão da segurança dos jovens no meio digital em primeiro plano. Infelizmente, já nem é possível contar os casos de homens — e algumas mulheres — que fingem serem outras pessoas na internet para aliciar jovens a enviar fotografias e vídeos em situações comprometedoras. Alguns chegam mesmo a convencer as vítimas a marcar um encontro, e não é preciso dizer o perigo que isso acarreta — ou é? “É sim. Parece óbvio para um migrante digital, que tem noção do que é a interação social antes da internet, mas nas redes sociais as coisas parecem sempre relativamente inofensivas. É só uma mensagem, qual é o problema? Se um homem nos abordar na rua começamos a correr ou chamamos a polícia, mas na internet expomo-nos mais, baixamos as defesas, somos desconhecidos, até podemos ser anónimos. Esta é a realidade de muitos adultos, e de muito mais crianças”, explica Rosário Carmona.

“O papel dos professores é essencial e a formação de professores e auxiliares tem que ser uma prioridade nas escolas”, defende, na mesma sala, Júlia Azevedo, presidente do SIPE. “A tecnologia é ensinada em aulas específicas, mas como estamos sempre a correr para dar o programa resta pouco tempo para incluir nas aulas essas advertências essenciais em relação aos perigos que se escondem em algo que os alunos utilizam todos os dias”. Na opinião da professora, falta “flexibilidade de horários e conteúdos”. Rosário Carmona e Júlia Azevedo já têm ideias. Por exemplo, nas aulas de Português ou Psicologia um dos trabalhos podia ser conduzir uma entrevista com um especialista em cyberbullying, e, em Matemática, construir um gráfico com a evolução da prevalência deste problema nos vários países da Europa”, dizem à vez.

“As formas de subjugação e violência possíveis na internet são inúmeras. Por exemplo, um agressor pode criar uma página na internet e colocar insultos ou fotos da vítima, ou então pode fazer circulá-las pelo Whatsapp ou outro chat, ou criar grupos fechados por exemplo no Facebook onde circulam comentários ofensivos à pessoa alvo do cyberbullying”.

Rosário Carmona, psicóloga clínica especializada em problemas da juventude

Alguns dos casos mais conhecidos chegam-nos pela imprensa estrangeira. Amanda Todd tinha 15 anos quando se suicidou, em 2012, em sua casa, depois de uma fotografia do seu peito ter sido partilhada por um homem que a chantageou por mais de dois anos. Aydin Coban, o agressor de Amanda, foi preso na quinta-feira e vai passar 11 anos na prisão. Também Jessica Logan, uma jovem de 18 anos de Cincinnati, escolheu acabar com a própria vida depois uma imagem do seu corpo nu ter sido partilhada centenas de vezes pelo namorado na rede social pré-Facebook, o MySpace, depois de ela ter terminado a relação. A chantagem está quase sempre subjacente a esta forma de violência e os golpes chegam de várias direções.

“As formas de subjugação e violência possíveis na internet são inúmeras. Por exemplo, um agressor pode criar uma página na internet e colocar insultos ou fotos da vítima, ou então pode fazer circulá-las pelo Whatsapp ou outro chat, ou criar grupos fechados por exemplo no Facebook onde circulam comentários ofensivos à pessoa alvo do cyberbullying“, diz Rosário Carmona.

Os jovens que chegam ao seu consultório trazem histórias que a ficção não conseguiria conjurar. Rosário Carmona conta a história de um jovem que é vítima de cyberbullying e que sabe perfeitamente que existe um grupo no Facebook criado para dizer mal dele. “Às vezes, os seus agressores concedem-lhe acesso, outras vezes bloqueiam-no. Numa das consultas ele disse-me que não sabia se era pior estar lá dentro e ler o que diziam dele, ou se era quando não podia ver, porque ficava horas a imaginar as coisas horríveis que estariam a circular”, exemplifica a psicóloga que além de um jogo de tabuleiro para tentar que as crianças e os pais se reúnam à volta destas questões tem um livro de perguntas e respostas para educadores e pais — “iAgora?” — que deve sair no início de abril.

“Para um migrante digital é óbvio que a internet representa um outro mundo, porque existe a noção do que é ou foi a interação social antes da internet mas nas redes sociais as coisas parecem sempre relativamente inofensivas. É só uma mensagem, qual é o problema? Se um homem nos abordar na rua começamos a correr ou chamamos a polícia mas na internet expomo-nos mais, baixamos as defesas, somos desconhecidos, até podemos ser anónimos”.

Rosário Carmona, Rosário Carmona, psicóloga clínica especializada em problemas da juventude

 

Apesar de não existirem estudos exaustivos realizados recentemente no nosso país, existe um publicado em 2014 (comparando dados de 2010 e 2014) pelo EU Kids Online, uma plataforma financiada pela União Europeia e sediada na London School of Economics que estuda os hábitos de utilização da internet dos jovens europeus, em parceria com um outro projeto com o mesmo objetivo, o Net Children Go Mobile. Os investigadores entrevistaram 28 mil jovens e a conclusão é que o fenómeno está a crescer. Em Portugal, Dinamarca, Itália, Irlanda, Roménia, Bélgica e Reino Unido, os sete países analisados, os dados mostram um aumento dos oito para os 12 por cento.

O crescimento aconteceu sobretudo entre as raparigas, e entre o grupo mais jovem do estudo (nove aos 16 anos). Outro dado preocupante é que o contacto com imagens ou informação de cariz sexual através das redes socais também aumentou (de 26 para 28%) na mesma faixa. Em quatro anos, as raparigas, que já eram o grupo mais vulnerável, ficaram ainda mais expostas (de 12 para 19 por cento).

Cristina Ponte, uma das investigadoras da equipa que tratou os dados dos jovens portugueses no estudo, destaca que, no nosso país, o dado mais interessante é que as crianças têm um acesso à internet quase universal, o que também acaba por os expor mais a mais riscos.

Já em 2016, Tito de Morais, autor do “Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores” e fundador da página Miúdos Seguros na Net, disse que a violência propagada pelo espaço digital “atinge hoje entre 10 a 20% dos jovens portugueses mas “mas a sua verdadeira prevalência não se conhece”.

Repercussões perpétuas

Nos recreios dos idos anos 90, e nos de todas as décadas que lhe antecederam, as ofensas resolviam-se disferindo uma pior, ou, no máximo, um soco. A vergonha, fora nos casos mais graves, fazia mossa apenas até ao próximo miúdo ser gozado, ou pelo menos cessava quando a vítima se libertava das paredes das escola. Agora, o palco para este tipo de violência é, potencialmente, todo o mundo.

“Para que exista uma situação de bullying a violência tem que ser intencional, persistente e tem que haver um desequilíbrio de poder. Na internet tudo isto é mais fácil, mais rápido e mais abrangente”, explica Rosário Carmona, que completa com um exemplo.

“Uma das adolescentes que eu acompanho confessou que decidiu, com uma amiga, criar um email em nome de uma outra rapariga da escola e escrever, a partir daquele e-mail falso, e-mails para todos os rapazes da turma oferecendo-se para dormir com eles. Isto causa problemas complicados de perceção, e essa ‘fama’ é de uma grande violência para as raparigas nestas idades”.

Uma criança que seja vítima de cyberbullying não consegue ver um fim para o seu sofrimento e por isso “o risco de suicídio aumenta três vezes em relação ao bullying presencial”, diz Rosário Carmona.

O palco alarga-se e o controlo escorre-lhes das mãos. “Há duas características principais que distinguem os dois tipos de bullying. Uma é o palco e outra é o controlo. Uma fotografia comprometedora na internet pode ser partilhada centenas de vezes em poucos segundos, adquire uma exposição muito mais vasta, o palco é infinito. Por outro lado, o controlo deixa de existir como o conhecemos. Estou a ser agredida mas não o consigo evitar, não o consigo enfrentar. Não sei quem fez o site sobre mim, ou o print screen, quem publicou as ofensas ou as fotos, quantas pessoas viram, ou quando vai parar”, diz a psicóloga que há mais de uma década acompanha dezenas de jovens que todos os dias sofrem com este tipo de abuso cobarde e anónimo.

Terra de ninguém

Tal como na maioria dos casos de abuso fora dos meios digitais, as vítimas muitas vezes optam por não recorrer à ajuda dos pais, nem dos professores. Fecham-se, porque anteveem o pior caso denunciem os seus agressores: temem, em primeiro lugar, que a agressão se intensifique, depois têm vergonha de contar os abusos em si. Quando a vítima deixa de reagir ao abuso e depois volta a reagir, sem querer, está a ensinar ao agressor a partir de que ponto é que começa a obter uma reação “, diz Rosário Carmona.

Esperam que passe. Os pais, mesmo os que sabem, esperam que passe. “Só que raramente passa e os pais tendem a ignorar”, diz a psicóloga. Às vezes, na tentativa de ajudar, ainda causam mais ansiedade. “Alguns pais optam por retirar o computador, ou o acesso às redes sociais, ou o telemóvel. Alguns miúdos dizem-me que não falam com os pais porque têm a certeza que eles lhe vão retirar o telefone. Só que impedir o uso do telefone muitas vezes ainda desestabiliza mais”.

Isto apesar de Rosário Carmona defender uma restrição ao uso da internet e aconselhar que os pais controlem o que os filhos consultam, incluindo pedindo-lhes as passwords para as redes sociais, prometendo respeitar a privacidade e intervindo apenas em situações suspeitas. Alguns pais também lhe dizem que “não se querem meter” porque “não sabem utilizar muito bem a internet” mas, na opinião da psicóloga, os pais não precisam de saber utilizar redes sociais, ou qualquer outra plataforma, para proibirem alguma coisa que está claramente a afetar o comportamento dos seus filhos, ou pode colocá-los em perigo, ou quando têm alguma suspeita de que estejam a ser sujeitos a algum tipo de violência”.

A internet são fios invisíveis. Fios que ligam toda a gente sem que ninguém perceba quem está ligado a quem. “É muito possível que uma situação de cyberbullying se passe durante muito tempo sem ninguém reparar, porque muitas vezes os agressores não ofendem publicamente. Uma das minhas pacientes estava sentava nas aulas na mesma carteira que a sua agressora e aquilo deixava-a tão angustiada que começou a baixar consideravelmente o seu aproveitamento escolar”. Só mais um exemplo.

O cyberbullying, diz Rosário Carmona, é uma “terra de ninguém” porque “a escola não quer assumir o problema e os pais não sabem o que se passa, por isso também não agem. É por isso que a formação e a educação das crianças é tão importante. É absolutamente essencial que os pais saibam ensinar aos jovens as competências para lutarem eles contra isto: assertividade, interação, tolerância à frustração, regulação do comportamento e adiamento da recompensa”, explica.

O que isto quer dizer, basicamente, é que há ferramentas que ajudam a lutar contra todas as adversidades da vida, e que os jovens estão a perder, porque hoje a regulação dos comportamentos é sempre feita através de um estímulo externo. Depende-se do iPad para uma criança comer, por exemplo, o que quer dizer que a paciência para esperar, a capacidade para esperar pela resolução de uma situação desagradável, a resiliência, tudo isto está em causa quando falamos não do uso mas do abuso da utilização da internet.

Rosário Carmona pergunta a Júlia Azevedo em que deve focar a apresentação que irá fazer em Aveiro. “Sinais de alerta, sinais de alerta, sinais de alerta”, responde a professora, que não se cansa de frisar que a formação é essencial para todos os membros da comunidade escolar que têm de estar preparados para identificar estes alunos. “Tanto as vítimas como os agressores”, diz a professora, “porque os agressores, muitas vezes já foram vítimas e as vítimas estão a um click de se tornarem agressores”.

 

 

Dicas de segurança na internet da Disney

Março 13, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Recursos educativos | Deixe um comentário
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disney

Online Safety Tips For Kids

Be secure when you explore.

7 February is Safer Internet Day.  Here are some tips to help speak to your kids about safety online.

Mum’s The Word

Ensure they keep their password a secret, even from their best friend! No one should need this information, so no one else should be asking for it.

Keep Private

Remind your child to keep their personal information private and to themselves. They shouldn’t share their phone number, address, email address, or even their real name or school.

Delete Viruses

It’s important for them learn to delete any unknown email attachments which aren’t from friends or family, they can often contain destructive viruses. If they’re not sure, they should inform you.

Never Meet Strangers

They should never make plans to meet an online “friend” in person. Not everyone is who they say they are.

Inform A Grown Up

Teach them that when they are in doubt or if anyone makes them feel uncomfortable, they should inform a grown up immediately.

Be Careful With Sharing

Remind them that nothing they write or post on the web is completely private – including instant messages, emails and images so they must always be careful and think about what they type and post.

The internet offers amazing opportunities for entertainment, discovery, learning and communication. Given the right advice and tools, your child can make safe decisions online. Why not read the Online Safety Web Agreement and together sign an agreement on the rules.

A number of services out there give you the ability to set up parental controls. For example, DisneyLife enables you to adjust the settings so that your child can only watch certain content and limit the screen time.

You can find links to more resources, hints and tips on our Internet Safety page or for more advice, please visit the official Safer Internet Day page.

texto publicado no site http://inspired.disney.co.uk/play/

Kaspersky : “Dois terços das crianças europeias têm medo de utilizar a Internet”

Fevereiro 23, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do http://wintech.pt/ de 7 de fevereiro de 2017.

Escrito por João Fernandes

Um estudo elaborado pela Kaspersky Lab que marca o Dia da Internet Segura 2017 revela que o crescente número de ameaças que as crianças encontram online está agora a ter efeitos negativos, com dois terços (67%) das crianças europeias com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos a admitirem que têm medo ou estão preocupadas em estar online. Desde brinquedos que podem ser hackeados, a assédios em plataformas de jogos como Minecraft, não é surpresa nenhuma que as crianças comecem a ter medo do que podem encontrar online. Mas o que pode ser feito para reconstruir a sua confiança? A Kaspersky Lab apoia o Dia da Internet Segura 2017 para fazer face a este problema.

De acordo com as pesquisas elaboradas, quase um terço (29%) das crianças tem medo que um desconhecido as possa intimidar; 23% tem medo de que um desconhecido lhes peça para fazer algo com o qual não estão confortáveis; 22% receia que um desconhecido lhes peça para fazer alguma coisa ilegal; e 21% teme que pessoas desconhecidas consigam aceder a informações que colocaram online mesmo depois de as terem apagado.

A juntar a isso, as crianças questionadas têm consciência de que as suas próprias atividades online lhes podem causar problemas com os seus colegas, com um em cada quatro (41%) a admitir arrependimento relativamente a publicações que possam ter afetado amigos ou outras pessoas.

“As vantagens de as crianças estarem online e conectadas são muitas. Por isso, é fácil esquecermo-nos de que crianças e jovens são por si só vulneráveis e que se podem expor a perigos, tendo ou não consciência disso, na utilização da Internet e dispositivos conectados“, afirma Alfonso Ramirez, Diretor Geral da Kaspersky Lab Iberia. “O tema deste ano para o Dia da Internet Segura é ‘unidos por uma Internet melhor’. A preocupação com a segurança é um dever que tem de ser partilhado por indústria, governo, professores e pais, para atenuar os riscos e fornecer às crianças um ambiente online seguro onde possam trabalhar, descansar e brincar.”

A Kaspersky Lab recomenda que pais, professores e a própria indústria trabalhem em conjunto para criar um ambiente seguro para as crianças, para que estas possam aprender e explorar online, de forma a não terem medo ou estarem preocupadas quando ligadas à Internet.

Em baixo os principais conselhos da Kaspersky Lab para garantir a segurança online das crianças:

  1. Falar com eles sobre possíveis perigos – Os pais podem sentir que falar com os filhos sobre perigos online é demasiado repetitivo. No entanto, pode ajudar a lembrar que os mesmos perigos e conselhos aplicados aquando da utilização da Internet se aplicam no mundo real;
  2. Encorajá-los a falar sobre as suas experiências online e, em particular, sobre qualquer coisa que os faça sentir desconfortáveis ou ameaçados;
  3. Definir regras claras sobre o que podem e não podem fazer online e explicar o porquê das mesmas terem sido impostas. Estas devem ser revistas à medida que a criança cresce.
  4. Utilizar um Software de Controlo Parental para estabelecer um âmbito do que é aceitável – quanto tempo (e quando) podem estar online, que conteúdos devem ser bloqueados, que tipo de atividades devem ser bloqueadas (chat rooms, fóruns, etc.). Os filtros do Controlo Parental podem ser configurados para diferentes perfis de um computador, permitindo que haja uma personalização dos mesmos para diferentes crianças.
  5. Não esquecer de utilizar as configurações fornecidas pelo seu ISP, fabricante do dispositivo e fornecedor da rede do seu telemóvel. Por exemplo, a maioria dos telemóveis permite prevenir compras in-app, para que evite compras quando a criança está a jogar;
  6. Proteger o computador através da utilização de um Software de Segurança na Internet – Os melhores produtos de Segurança na Internet incluem agora um módulo de controlo parental que permite que os pais coloquem uma barreira protetora em torno das crianças – reduzindo os riscos a que estas estão expostas online.
  7. Não esquecer os smartphones ou tablets – que são dispositivos sofisticados. A maioria dos dispositivos móveis vem com controlos parentais, e os fornecedores de softwares de segurança podem oferecer aplicações para filtrar conteúdos inapropriados, etc.
  8. Utilize os ótimos conselhos disponíveis na Internet – por exemplo o site do Dia da Internet Segura (http://www.saferinternet.org/safer-internet-day).

Este questionário foi desenvolvido pela Opinion Matters e pedido pela Kaspersky Lab tendo sido realizado com 5.000 crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos na Alemanha, França, Espanha, Itália e Benelux num período de 10 dias.

 

 

A internet segura também se faz no telemóvel

Fevereiro 10, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://rr.sapo.pt/ de 7 de fevereiro de 2017.

Neste Dia Europeu da Internet mais Segura, fique a conhecer algumas dicas para navegar de modo mais responsável no “smartphone”.

Quando se fala em internet é o computador que vem logo à ideia, mas a verdade é que também navegamos nela no telemóvel, onde a vulnerabilidade não é menor.

A coordenadora do Centro Internet Segura, da Fundação Para a Ciência e Tecnologia, esteve no programa Carla Rocha – Manhã da Renascença para dar algumas dicas de segurança.

Ao usar um “smartphone” deve:

  • Proteger o telemóvel com uma password e activar o autobloqueio
  • Ligar o Bluetooth, o wifi ou o GPS só quando é necessário, porque é uma porta de entrada.
  • Nunca fazer downloads de aplicações fora dos mercados próprios dos sistemas operativos
  • Usar um antivírus e fazer análises regulares ao conteúdo. Sofia Rasgado sublinha que “nunca ninguém se lembra desta ideia de descarregar um antivírus para o telemóvel”

Um mundo sem fronteiras nem príncipes africanos

Esta terça-feira, assinala-se o Dia Europeu da Internet mais Segura. Apesar dos todos os avisos e de algumas campanhas, há ainda muitas pessoas – miúdos e graúdos – a fazer um mau uso da internet, expondo-se ao ponto de ficarem vulneráveis. Algumas acabam mesmo sendo vítimas de crimes, como burlas e bullying.

“A internet é um mundo e não há fronteiras”, lembra a coordenadora do Centro Internet Segura. “Cabe a cada um de nós ter uma acção proactiva, consciente e responsável para cumprir o seu papel e tornar a internet um lugar seguro e próprio”, apela.

Sofia Rasgado confirma ainda que não existem príncipes africanos que precisem da nossa ajuda para receber heranças de milhões, pelo que o melhor é apagar logo o e-mail com essa mensagem ou fazer uma denúncia na Polícia Judiciária.

Para sensibilizar as pessoas para os perigos da internet, o Centro Internet Segura da Fundação Para a Ciência e Tecnologia lançou, no ano passado, uma série televisiva chamada “Net com consciência”, que “de uma forma lúdica aponta para como navegar em segurança e utilizar os dispositivos móveis responsavelmente”.

A série foi também disponibilizada em língua gestual portuguesa e em áudio-descrição.

Mais recentemente, houve outra campanha, dirigida a crianças dos 3 aos 8 anos, com seis episódios de “Histórias do Lucas”, incluídas no espaço ZigZag, na RTP1 e RTP2.

 

The bigger picture – Safer Internet Day 2017 film for 7-11 year olds

Fevereiro 7, 2017 às 11:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais vídeos no links:

https://www.saferinternet.org.uk/safer-internet-day/2017/sid-tv

https://www.youtube.com/user/UKSIC/videos

Dia da Internet Mais Segura 2017 – 7 de fevereiro

Fevereiro 7, 2017 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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dia

mais informações:

http://www.seguranet.pt/

https://www.saferinternetday.org/

Crianças correm grandes riscos na internet

Fevereiro 4, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://jcrs.uol.com.br/ de 24 de janeiro de 2017.

Patricia Knebel

O computador, o tablet e o smartphone se tornaram um objeto de desejo de 10 entre 10 crianças e adolescentes. Por esses gadgets eles choram, batem pé e acabam convencendo os pais a ajudá-los a entrar, muitas vezes cedo demais, no mundo da tecnologia.

Mas você já parou para pensar que os simples hábito de jogar no computador pode estar expondo o seu filho a riscos seríssimos, como o dele achar que está trocando informações sobre táticas do game com um menino da sua idade quando, na verdade, está conversando com um pedófilo? Ou que, ingenuamente, a sua filha está enviando fotos íntimas pelo Facebook na intenção de conhecer um ídolo?

Foi isso que aconteceu recentemente, quando a tia de uma menina de 10 anos estranhou quando ela pediu uma short de dormir emprestado e foi averiguar. Descobriu que um perfil falso no Facebook do fã-clube da cantora Larissa Manoela estava tentando convencer a menina, e muitas outras, a enviar fotos com roupas curtas sob o pretexto de ter a chance de conhecer a artista.

Golpes como esses acontecem todos os dias. Eles tiram dinheiro, inocência e paz das crianças e dos seus pais. Conter isso é uma responsabilidade de todos que as cercam, alerta Daniel Diniz, membro do Conselho Consultivo do (ISC)2 para a América Latina, que reúne 120 mil profissionais de segurança cibernética, e do Conselho Administrativo do Center for Cyber Safety and Education.

Jornal do Comércio – Qual o tamanho dos riscos aos quais as crianças estão expostas hoje em dia com a internet?

Daniel Diniz – As crianças correm riscos do tamanho de prédios arranha-céus, ou seja, são muitos, muito altos e podem trazer consequências trágicas em alguns casos se os pais, professores e a sociedade como um todo não assumirem seu papel ativo em protegê-las. Os cibercriminosos estão em uma busca permanente pelos dados dos cidadãos para obter alguma vantagem financeira ilícita. Os alvos preferenciais desses criminosos são as crianças e os idosos, geralmente vulneráveis a golpes conhecidos como engenharia social, em que o golpista procura enganar a vítima fazendo-a revelar informações sensíveis. As redes sociais geralmente são usadas no Brasil e em outros países da América Latina por crianças que ainda não possuem idade apropriada para entender os riscos. Os pais cedem à pressão dos filhos que, muitas vezes, convivem com amigos na escola que também já utilizam essas plataformas antes do tempo. Os criminosos usam essas redes para obter informações de suas vítimas. As crianças também costumam jogar games que possuem capacidade de comunicação e interação com outras pessoas que fingem ser da mesma idade. Existem vários casos de pedófilos utilizando esses meios para cometer seus crimes contra as crianças.

JC – É muito comum hoje em dia vermos as crianças com tablets e smartphones. Que riscos que chegam por meio desses dispositivos?

Diniz – Realmente é muito comum os pais presentearem a criança pequena com um celular ou tablet, e um dos riscos é deixar a capacidade de instalação de novos aplicativos sob o controle dela. Muitos aplicativos podem conter o que chamamos software malicioso, os malwares. Este tipo de app malicioso rouba os dados do celular ou tablet, ou pode ligar câmera e microfone sem o conhecimento do usuário a fim de monitorar seus passos. Pensando que nossos filhos possam estar sujeitos a este tipo de ameaça, devemos acordar para o problema e assumir nossa parte na proteção deles.

JC – Os pais parecem perdidos sobre como agir em relação à tecnologia e às crianças. Qual o conselho que você daria para eles tentarem aumentar a proteção?

Diniz – Também tenho a mesma sensação. Não só os pais estão perdidos, mas todas as pessoas com as quais as crianças interagem regularmente, como professores, avós, tios, primos e outros familiares. Isso tem uma explicação: a tecnologia evolui de forma rápida demais, e o mesmo acontece com as ameaças ao seu uso. As crianças geralmente são ávidas por tecnologia porque estão em processo de mudança, de aprendizado. Elas se identificam facilmente com as transformações e as assimilam muito rapidamente. Os adultos não conseguem acompanhar esse círculo frenético. O uso consciente e seguro da tecnologia pela sociedade, especialmente pelas crianças, consideradas altos utilizadores (heavy users), é um grande desafio que estamos enfrentando no século XXI.

É um problema que deve ser combatido todos os dias pela sociedade, sobretudo com muita informação e debates sobre os riscos que estamos correndo de forma a embasar a tomada de boas decisões. No caso das crianças, é fundamental que elas conheçam estes riscos e sejam acompanhadas por pais, professores e familiares. O principal conselho é: acorde imediatamente para esse assunto. Seu filho já está correndo riscos que ele e você desconhecem. Alguns podem trazer consequências amargas pelo resto da vida, muitas vezes por negligência nossa, pais e/ou responsáveis. Busque informar-se, leia a respeito do tema e procure aconselhamento com as pessoas em quem você confia.

JC – Como os pais podem buscar criar um instinto de navegação segura?

Diniz – Criar a cultura de segurança no uso da tecnologia pelas crianças, adultos e toda a sociedade é adicionar estes hábitos seguros ao dia a dia delas. À medida que elas incorporam esses hábitos, não importa qual é tecnologia ou dispositivo usarão, pois já terão o hábito de usar a tecnologia em seu benefício para aprender, se divertir, se comunicar com a família, mas sem se expor. Esses hábitos seguros significam para o uso da tecnologia o mesmo que a higiene para a saúde humana: prevenção. Prevenir-se contra riscos, usando a tecnologia para o que ela foi realmente criada: melhorar nossas vidas.

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Perfil falso do fã-clube de Larissa Manoela era armadilha para meninas REPRODUÇÃO/FACEBOOK/

 

10 cuidados que os pais devem ter com as crianças no mundo digital:

  1. Altere a senha de fábrica dos dispositivos que possuem tecnologia bluetooth e Wi-Fi. A maior parte desses itens utiliza uma senha padrão que facilita a invasão de hackers.
  2. Desabilite a geolocalização automática em todos os aparelhos das crianças: pessoas mal-intencionadas podem utilizar códigos escondidos desse recurso para rastrear a localização das crianças por meio das fotos, vídeos e conteúdos publicados nas redes sociais.
  3. Verifique a classificação indicativa e as capacidades de conexão dos jogos. Tenha em mente que alguns jogos permitem a interação on-line com outras pessoas sem restrição de idade.
  4. Instale jogos e aplicativos educacionais antes de presentear as crianças com os dispositivos: existem muitas opções de apps que oferecem aprendizado e entretenimento. Ajude as crianças a escolhê-los.
  5. Organize uma área para carregar a bateria dos dispositivos em sua casa durante a noite de forma que as crianças não os levem para o quarto.
  6. Mude a senha de fábrica do seu roteador Wi-Fi e o configure para o nível de controle necessário em sua casa, como horário de acesso e bloqueio de sites por categoria.
  7. Antes de entregar os aparelhos para as crianças, crie usuários não administradores. Dessa forma, eles não podem mudar as configurações ou baixar e instalar aplicativos sem permissão.
  8. Oriente as crianças a não compartilharem informações pessoais, como endereço, número de telefone e e-mail.
  9. Instrua seus filhos a reportarem qualquer incidente de bullying e a tratarem os outros como gostariam de ser tratados.
  10. Certifique-se de que as crianças saibam que só devem se conectar a redes Wi-Fi confiáveis.

 

SeguraNet – Iniciativa “Líderes Digitais: “Marca a diferença: Unidos por uma Internet melhor” 7 de fevereiro

Janeiro 28, 2017 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto da http://erte.dge.mec.pt/de 20 de janeiro de 2017.

Terá lugar no Dia da Internet mais Segura, 7/2/2017, das 15h30 às 16h30 (UTC +0) uma sessão de divulgação sobre segurança na utilização da internet e dos dispositivos móveis; a sessão será realizada por videoconferência e terá interpretação simultânea em Língua Gestual Portuguesa.

Enquadrada no âmbito da iniciativa SeguraNet – Líderes Digitais, esta sessão realiza-se sob o lema “”Marca a diferença: Unidos por uma Internet melhor” e integra-se nas atividades de comemoração do Dia da Internet mais Segura; sendo gratuita, está sujeita a inscrição prévia (com um número limitado de participantes). As inscrições decorrem até 30/1/2017, inclusive, devendo ser efetuadas pelo/a professor/a responsável pelo enquadramento da videoconferência nas atividades da comunidade educativa através do formulário disponível em http://questionarios.dge.mec.pt/index.php/612497/lang/pt .

A videoconferência é dirigida a alunos e a toda a comunidade educativa, pertencente a um agrupamento de escolas, a uma escola não agrupada ou a um estabelecimento de ensino particular e cooperativo, em território nacional ou no estrangeiro. Será dinamizada pela Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas da Direção-Geral da Educação devendo ser transmitida por cada comunidade educativa nas respetivas instalações.

Os participantes serão posteriormente contactados pela ERTE/DGE, por correio eletrónico, para informações complementares.

 

Jovens portugueses são os que mais procuram linguagem explícita na Internet. Mas há piores

Janeiro 5, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 23 de dezembro de 2016.

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O mais recente estudo da empresa de softwares de antivírus Kaspersky fez um rescaldo do ano que agora termina e avaliou os comportamentos online de jovens menores de idade de 89 países, nos últimos 12 meses.

Os comportamentos online de risco assumem, neste estudo, 7 formas: conteúdos para adultos; álcool, tabaco e narcóticos; linguagem explícita; jogos a dinheiro, lotarias ou concursos e sorteios; conteúdos de software, áudio, vídeo em sites sem licença; violência; e armas, explosivos e pirotecnia.

O trabalho tem por base as estatísticas recolhidas com o módulo “Controlo Parental” ativo e, a nível global, Portugal encontra-se na 13ª classificação (com 170 tentativas por ano), no quer diz respeito aos comportamentos de risco adotados por crianças e jovens. É uma classificação muito positiva comparando com os três primeiros lugares: Israel (775 tentativas por ano), o Reino Unido (490 tentativas por ano) e os Estados Unidos (352 tentativas por ano). É importante referir que as tentativas em causa são, todas elas, falhadas, uma vez que o módulo “controlo parental” as intercetou, impedido o acesso aos sites pesquisados.

No parâmetro especifico de “linguagem explicita”, no entanto, lideramos esta lista, com 60 tentativas por ano. Isto significa que os jovens portugueses são os que mais visitam sites com asneiras ou linguagem de conteúdo sexual.

A pesquisa de conteúdos para adultos e a entrada em sites não licenciados é liderada pelo Japão enquanto Israel lidera a pesquisa de álcool, tabaco e narcóticos e armas, explosivos e pirotecnia, os Estados Unidos lideram a pesquisa de conteúdos violentos e Itália as pesquisas de associadas a apostas e jogos ou sorteios com recompensas.

Resta dizer que embora os nossos jovens sejam mais atrevidos no que toca à linguagem não estamos sequer presentes nos restantes top 10, dos outros seis parâmetros analisados, com um consumo e procura pouco substanciais de outros conteúdos considerados perigosos.

Alfonso Ramírez, o Diretor Geral do Kaspersky Lab Iberia comentou o estudo reforçando a importância do uso de soluções especializadas que alertem previamente os pais. “Uma mãe ou um pai não podem estar sempre ao pé do seu filho e prevenir um encontro casual com conteúdos pornográficos ou sites que promovem a utilização de drogas”, disse.

Este estudo cobre o espaço temporal entre o mês de dezembro de 2015 e o mês de novembro deste ano e inclui dados recolhidos pelas soluções de segurança do Kaspersky Lab para Windows e Mac OS X, mas há que ter em atenção que estes valores não dizem inteiramente respeito a pesquisas feitas pelos menores de forma deliberada, por exemplo, as crianças podem acabar nestes sites por terem clicado, acidentalmente, num banner ou num link partilhados por outra pessoa ou sugeridos por outros sites.

Um outro estudo feito com 3780 famílias em sete países e também este ano pela empresa serve de complemento a estes dados revelando que as crianças russas e americanas são as mais suscetíveis de esconder dos pais as provas das suas pesquisas online.

 

 

Qual é a idade certa para o seu filho ter telemóvel?

Dezembro 23, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://www.sabado.pt/ de 18 de dezembro de 2016.

sabado

Rita faz 9 anos em Dezembro e já há meses que pede aos pais um smartphone. É para jogar ao CatHotel (para cuidar de animais), ao Minecraft (de aventura e construção) ou para brincar com aplicações de música. Na turma tem dois colegas que já têm telemóvel, mas vai ter de esperar até ao décimo aniversário. “É para estar mais contactável”, justifica a mãe, Paula Santos, 44 anos. Regras: não vai ter Facebook, nem Instagram, e terá um número limitado de contactos. Em Portugal, 65 por cento das crianças têm o primeiro telemóvel entre os 10 e os 12 anos, concluiu em 2015 um estudo do FAQtos, projecto do Instituto Superior Técnico e do INOV Inesc (Instituto de Novas Tecnologias). Não existe a idade ideal, sublinha o pediatra Mário Cordeiro: “Depende da maturidade, necessidade, responsabilidade.”

ENTRE OS 9 E OS 12 ANOS

Regras do jogo

Durante os três meses de Verão, Gonçalo, de 8 anos (quase 9) ficou com o smartphone antigo da mãe – mas sem cartão SIM. Utilizava-o para jogar e ver vídeos do YouTube. Logo surgiram problemas: “Criou um perfil de Facebook. Soubemos por amigos nossos”, lembra a mãe, Célia Freitas, de 45 anos. Terá sido com a ajuda do irmão mais velho, de 16 anos, que o miúdo criou a conta que os pais cancelaram: “Contei-lhe histórias de adultos que se fingem de crianças e que podem fazer-lhe mal.” Depois, eram os jogos que viciavam: “Jogava durante duas e três horas. E ficava muito chateado e agressivo se era contrariado.”

Com o recomeçar das aulas, os pais guardaram o telemóvel e a excepção é o fim-de-semana, com vigilância. “No YouTube gosta de ver vídeos do Feromonas e outros que não são apropriados.” Célia mantém-no debaixo de olho e lembra-lhe que pode ver no histórico o que ele andou a fazer.

O pediatra Mário Cordeiro aconselha que adie este tipo de prenda: “Não se pode ter tudo já e as crianças têm de aprender isso.” Mas se for uma necessidade urgente, lembre-se de “limitar o saldo e barrar a Internet, para lá de limitar os contactos”.

ENTRE OS 12 E OS 15 ANOS

Atenção à Sangrenta

Se a primária estava a uns metros de distância, agora, no ciclo, João Pedro, de 12 anos, fica a cinco quilómetros de casa. Foi o que levou a mãe, Zélia Paciência, 48 anos, a dar um telemóvel ao filho no ano passado. O rapaz não utiliza muito chats, nem navega na internet, mas os jogos (como o Minecraft) começam a causar adição. “Na noite passada fui ao quarto dele e estava escondido debaixo dos lençóis, a jogar”, conta a mãe. O telemóvel passa a ficar fora do quarto. É uma boa estratégia, reforça a psicóloga de adolescentes Bárbara Ramos Dias – assim como proibir os aparelhos às refeições. Entretanto, é importante que os pais dêem descanso aos seus smartphones e mostrem como ler, jogar às damas ou cartas pode ser igualmente divertido.

E mais: cuidado com os grupos de mensagens entre os mais novos, continua a psicóloga. Há o chamado bullying virtual, mas não só: “Anda aí o vídeo da Maria Sangrenta, em que eles têm de enviar a mensagem 20 vezes ‘se não a tua mãe morre’. Os miúdos sentem-se completamente amedrontados.”

ENTRE OS 15 E OS 18 ANOS

Diálogo aberto

Muitos adolescentes chegam ao consultório de Bárbara Ramos Dias exaustos das maratonas ao telemóvel, a enviar mensagens e postar fotografias. “Ficam até às 2h, 3h, 4h da manhã”, conta. No caso de Ana Sofia, filha mais velha de Zélia Paciência, desde os 15 anos que passa os dias nisto: “Quando falamos com ela responde, mas é sempre com os dedinhos a mexer no telemóvel.” Instagram, WhatsApp, Snapchat, Facebook – as redes sociais e os grupos de partilha – ocupam-lhes o tempo, ficando os jogos para segundo plano. Com quem conversam e que informações partilham (dados pessoais, fotos) tornam-se as grandes preocupações. Evite bisbilhotar, “não invada a privacidade deles”, aconselha Bárbara Ramos Dias. E mantenha o diálogo aberto: “Se os pais acharem importante ver o que eles dizem nos chats, peçam para eles mostrarem.” Mário Cordeiro continua: “Não é controlar, no sentido ‘pidesco’ do termo, mas gerir a autonomia e ter uma palavra no percurso de vida dos filhos. Isso não é controlar, é amar.”

Artigo originalmente publicado na edição n.º650, de 13 de Outubro de 2016.

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