João criou uma app para incentivar crianças a ler — e isso mudou-lhe a vida

Novembro 28, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 21 de novembro de 2019.

Aos 18 anos, o jovem de Santarém não queria nada com a escola; a nota suficiente para passar “chegava”. Até que a participação num concurso destinado a resolver problemas sociais através da tecnologia lhe trocou as voltas. Hoje prepara a entrada no curso de Engenharia Informática com a criação de uma aplicação no currículo.

Ana Rita Moutinho (texto) e Nuno Ferreira Santos (fotos)

Em criança, João Rosado não tinha uma resposta definida quando lhe faziam a típica pergunta “O que queres ser quando cresceres?”. Todos os anos tinha uma sugestão nova e, do que se lembra, a mais original foi “primeiro-ministro”. Revelara-se um aluno distraído, o que acabou por marcar (e complicar) a sua passagem pelos bancos da escola. “Não me sentia cativado, acabava sempre por me perder nas aulas”, confessa ao P3. “A nota necessária para passar” era suficiente para satisfazer as suas exigências. Nos jogos e no computador, oferecido quando frequentava o 6.º ano do ensino básico, acabou por encontrou a escapatória, através da qual começou a construir “uma relação próxima com a tecnologia” que resultou na criação de uma aplicação para incentivar as crianças a ler.

Na hora de escolher a área a seguir no ensino secundário, esta relação não foi, naturalmente, ignorada. Optou por um curso de Multimédia onde, durante três anos, teve aulas de Tecnologias de Informação. Os conhecimentos adquiridos revelar-se-iam úteis quando, no início do 12.º ano, o jovem foi apresentado ao projecto Apps for Good, uma iniciativa que apela à criatividade dos alunos para que, com recurso à tecnologia, apresentem soluções para problemas quotidianos. O estudante não ficou imediatamente convencido ou cativado pela ideia, mas como a conclusão do ciclo de estudos que frequentava pressupunha o desenvolvimento um “projecto de aptidão profissional”, acabou por anuir numa lógica de “Ok, vamos experimentar e ver no que dá”. Sempre “sem expectativas”.

O resultado chegaria após dois períodos de aulas, nos quais João e Mónica Marona (sua colega de grupo) trocaram ideias e discutiram conceitos para a Pensa antes de publicar, a aplicação que desenvolveram com o objectivo de “ensinar às crianças algumas regras e incentivá-las para o hábito da leitura”. O projecto contempla um livro (escrito e construído pelos alunos) que alerta para “os perigos das redes sociais” e uma aplicação para smartphones. A tecnologia está dividida em dois módulos: “um de realidade aumentada [em que as imagens de livros são animadas] e outro que consiste num quiz de consolidação de conhecimentos” sobre os conteúdos lidos. Durante a concepção da app, os estudantes foram acompanhados por professores, que dedicavam ao projecto cerca de duas horas semanais. Mesmo assim, tiveram que esperar até ao final do ano lectivo para ver o trabalho reconhecido, a nível escolar, com “nota máxima”.

Apesar do feedback positivo que foram recebendo, João confessa que o trabalho foi “um pouco menosprezado” pela dupla, que nunca foi capaz de lhe atribuir “a credibilidade que realmente tinha”. A percepção começou a alterar-se quando a Pensa antes de publicar foi a vencedora da final nacional do Apps for Good, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian. O primeiro lugar, encarado “com surpresa”, valeu aos jovens a oportunidade de representar Portugal em Londres, no evento final da iniciativa. “Uma experiência engraçada”, classifica o jovem natural de Santarém.

Da mostra de Londres também não saiu de mãos vazias. Apesar de não ter ganho prémios, no bolso trouxe alguns contactos de empresas que o incentivaram a prosseguir trabalho. Entre elas, a gigante alemã Mercedes. A mesma que, semanas mais tarde, lhe batia à porta e acenava com uma proposta de estágio em Mem Martins, onde se situam as instalações portuguesas da marca de automóveis. Lá, João fazia “suporte aplicacional com pequenos desenvolvimentos internos, dentro da casa”.

Finalizado o estágio, que o jovem diz ter corrido de forma “impecável”, algo começou a mudar. A experiência num ambiente profissional estimulante e exigente fez com que o aluno outrora desmotivado começasse a considerar um rumo diferente para a sua vida, algo que passasse pelo ensino superior. “Quando acabei o 12.º ano não tinha qualquer interesse em prosseguir os estudos mas, um pouco à conta de tudo isto (o concurso, os resultados que obtive e ver que era realmente bom nesta área), pretendo ingressar em Engenharia Informática no próximo ano lectivo.”

Aos 23 anos, João trabalha numa instituição financeira de crédito onde desempenha funções como “developer em formação”. O futuro passará por conciliar esta mesma actividade profissional com a licenciatura em regime pós-laboral.

Face a todas estas mudanças, o jovem confessa que a Pensa antes de publicar foi relegada para segundo plano, tendo em conta que “não houve qualquer interesse ou ideia” que motivasse uma actualização do que já existia. No entanto, a tecnologia continua a ser utilizada pelos alunos do segundo ciclo do ensino básico no agrupamento de escolas que a dupla de antigos alunos frequentou em Santarém. Planos para a comercialização parecem não existir de momento, até “porque a Porto Editora e a Areal já se juntaram para fazer algo similar”.

Acho que [o Apps for Good] me abriu os olhos e abre a muitos alunos. Não é só falar em teoria, tem a parte prática e coisas físicas”, confessa. Ainda que na altura não fosse esta a sua opinião, o conselho que tem para dar aos alunos que hoje possam estar a participar numa iniciativa semelhante resume-se a uma palavra: “Aproveitem!”

Mais de um terço dos jovens portugueses já se sentiu desconfortável na Internet

Outubro 15, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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A utilização intensiva das redes sociais intensifica a sensação de solidão, mesmo entre os jovens que tenham, à partida, uma boa rede de relações sociais e familiares GettyImages

Notícia e imagem do Expresso de 17 de setembro de 2019.

Estudo nacional revela que 14% dos jovens também já foram ofensivos ou agiram incorretamente com alguém.

Um em cada três jovens portugueses já se sentiu desconfortável enquanto navegava na Internet e 14% já foram ofensivos ou agiram incorretamente com alguém, segundo um estudo nacional divulgado esta terça-feira

O estudo, conduzido pela Netsonda e promovido pelo Faceboook, hoje divulgado, revela que 38% dos jovens já se sentiram desconfortáveis enquanto navegavam na internet, em oposição com os restantes 62% que dizem nunca terem sentido qualquer incómodo.

Dos jovens inquiridos, 14% admitiram mesmo já terem dito algo ofensivo ou terem agido incorretamente com alguém através da ‘web’, sendo que “chamar nomes” foi o ato mais apontado.

Comparando rapazes com raparigas, eles são mais agressivos também na Internet (17% contra 10% das raparigas).

Perante a hipótese de alguém ser desagradável com eles ou com alguém seu conhecido, a maioria optaria por enviar mensagem privada ao “agressor” ou pedir ajuda aos pais, professores ou algum adulto de confiança.

No entanto, 29% ignorariam o ato, enquanto outros 22% optariam por falar diretamente com a pessoa. Os amigos surgem como a quinta opção: 19% dizem que recorreriam aos seus amigos para tentar resolver o problema.

É através das redes sociais que os jovens se mantêm em contacto com os amigos, mas é também em frente a um ecrã que se divertem, acompanham as novidades e tendências, segundo um inquérito online realizado durante o mês de agosto a mil jovens portugueses, entre 14 e 19 anos

O estudo tentou perceber o que fazem os mais novos quando estão nas redes sociais, de que forma acedem à Internet, como reagem perante uma “agressão” virtual ou que experiências já vivenciaram.

Hoje em dia, são raros os jovens que não têm um ‘smarphone’ e é através dele que acedem à Internet: 69% usam o telemóvel, seguindo-se o computador (17%).

As consolas de vídeo jogos e o computador de família são as opções menos recorrentes (2%).

É precisamente para estar em contacto com os amigos que os jovens mais usam as redes sociais (79%), mas também como forma de entretenimento (61%).

Já 49% dizem que lhes permite acompanhar as novidades das marcas e os “influencers”. Numa comparação entre rapazes e raparigas, elas estão muito mais interessadas em acompanhar as tendências (60% contra 39% de rapazes) enquanto eles usam muito mais as redes para entretenimento (74% contra 47%).

“Ler notícias” também é um dos principais motivos para usar as redes sociais, principalmente entre os mais velhos: os jovens entre os 17 e os 19 anos colocam esta função em terceiro lugar, enquanto entre os mais novos o desejo de se manter informado surge em quinto.

Apenas um em cada três jovens diz usar as redes sociais para manter o contacto e ver as publicações da família.

O estudo hoje divulgado revela ainda a atitude que os jovens imaginam que teriam perante um eventual abuso, sendo apresentada a hipótese de ser publicada uma fotografia sua sem consentimento: oito em cada dez (79%) dizem que pediriam que a foto fosse retirada, 76% acreditam que reportariam a situação à rede social e 61% retiravam a sua identificação da imagem.

No universo de inquiridos, 60% já comunicaram situações nas redes sociais.

Bloquear ou deixar de seguir alguém já faz parte dos hábitos dos jovens, com mais de 60% dos inquiridos a admitirem que já utilizaram estas ferramentas para gerir o contacto ‘online’ com outros.

Apenas 3% desconheciam que tal era possível e 12% disseram conhecer essa opção, mas nunca a utilizaram.

O estudo tentou ainda perceber se seriam capazes de partilhar as suas ‘passwords’ com alguém. A maioria disse que não, mas 35% responderam afirmativamente, colocando a família, os namorados e os melhores amigos como as pessoas a quem estavam dispostos a entregar as palavras passe de acesso às redes sociais, e-mails ou ‘smartphones’.

Um em cada 100 jovens disse mesmo que partilharia a ‘password’ com os professores ou diretores da escola.

13.ª edição do concurso Desafios SeguraNet

Outubro 10, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Direção-Geral da Educação promove a 13.ª edição do concurso Desafios SeguraNet dinamizada no âmbito do Centro de Sensibilização SeguraNet. Esta edição, que se prolonga até 31 de maio de 2020, contempla quatro categorias, dirigidas, respetivamente, aos 1.º, 2.º, 3.º ciclos do ensino básico e ainda a pais/encarregados de educação. O 1.º desafio ficará disponível no dia 1 de outubro.

mais informações no link:

https://www.seguranet.pt/index.php/pt/noticias/desafios-seguranet-20192020-13a-edicao

5ª edição da iniciativa Líderes Digitais/Líderes Digitais Benjamins

Outubro 10, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As inscrições para a 5ª edição da iniciativa Líderes Digitais/Líderes Digitais Benjamins estão abertas até ao dia 25, do próximo mês de outubro.

Com a dinamização desta iniciativa, da responsabilidade do Centro de Sensibilização SeguraNet, da Direção-Geral da Educação, pretende-se, entre outros, envolver os alunos em situações que contribuam para a formação de cidadãos confiantes e aptos a lidar com os desafios do digital, de forma segura e responsável. Além disso, as equipas de alunos, acompanhadas por um professor, promovem, ao longo do ano letivo, com o apoio do SeguraNet, campanhas de sensibilização, dirigidas à comunidade educativa em que se inserem, contribuindo para ao desenvolvimento da Cidadania Digital.

mais informações no link:

http://www.erte.dge.mec.pt/noticias/lideres-digitaislideres-digitais-benjamins-5a-edicao-201920

Programa Educativo GeraZão

Outubro 5, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Acede a experiências e recursos de formação

Com GeraZão quem decide és tu. Oferecemos-te várias possibilidades de formação adaptadas às tuas necessidades. Neste espaço, podes aceder a diferentes materiais de formação como a Biblioteca de Literacia Digital, utilizações didáticas e de formação do Facebook e Instagram bem como recursos de entidades colaboradoras de interesse na utilização segura da Internet, concebidos por peritos.

https://www.gerazao.org/index.php

Quando os pais contratam professores particulares de Fortnite: uns sonham com milhões, outros querem fugir do embaraço na escola

Setembro 2, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Expresso de 9 de agosto de 2019.

O preço das aulas particulares podem oscilar entre 10 e 25 euros por hora. “Existe uma grande pressão para não só jogar como para ser realmente bom. Não fazem ideia do duro que foi para eles na escola”

A vida de Jordan desenrola-se no quarto da sua casa em Sudbury, Massachusetts. É ali que passa oito, 10 (e às vezes 14) horas do dia. Recebe a sabedoria da escola longe da escola: as lições chegam-lhe via Internet, depois de o pai retirá-lo do liceu. Querem ambos que ele seja um dos grandes no gaming. Na verdade, conta esta reportagem do “Boston Globe”, já é. Começou a jogar numa consola com três anos. Aos sete, era craque no “Halo”. Aos 12, ganhou o primeiro torneio de gaming, metendo no bolso quase 1800 euros (em acessórios para jogar). O pai de Jordan, antes de as coisas começarem a traduzir-se em dinheiro, investiu 27 mil euros em tecnologia de ponta para Jordan brilhar. As férias e jogatanas de ténis ficaram suspensas. O foco é treinar e ser um dos melhores no jogo Fortnite. Perante as vozes que censuram este jeito de viver, o pai diz que se fosse outra área, como piano ou representação, as reações seriam diferentes.

A cenourinha, que é como quem diz o objetivo, passa por viver numa casa com uma equipa, onde comem, dormem e treinam juntos. Não seria “Eight days a week”, como cantavam os Beatles, mas quase. “Eu só quero fazer dinheiro suficiente para não ter de trabalhar durante a minha vida”, disse àquele jornal norte-americano. Até julho, o rapaz de 16 anos somou, pelo menos, 99 mil euros. Jordan Herzog, conhecido por “Crimz”, qualificou-se para o Campeonato do Mundo de Fortnite, que, somente pela participação, lhe valeu quase 45 mil euros.

Esta história demonstra uma franja do impacto que tem tido pelo mundo fora. De acordo com o site “Portugal Gamers”, todos os meses este jogo angaria qualquer coisa como 268 milhões de euros nas compras e vendas de itens e skins. O fenómeno atrai também ações ilicitas, como o Expresso contou neste artigo de dezembro: na altura, a BBC denunciava que existem hackers que roubam contas privadas e que as vendem, variando o valor consoante a qualidade ou raridade da personagem ou acessórios.

E, agora, conhece-se ainda outra variante: pais que contratam professores de Fortnite para os filhos, uma realidade que está em crescendo nos Estados Unidos, até porque há universidades daquele país que têm desenvolvido as suas equipas de eSports, como acontece com os atletas de basquetebol ou outros desportos, culminando assim em bolsas e ajudas no ensino superior.

Esta história, publicada esta sexta-feira no “El Mundo”, revela que os professores/treinadores/explicadores deste jogo são tão fáceis de encontrar como os que ensinam disciplinas tradicionais. Há sites especializados na temática e os professores são avaliados pelos alunos – a informação é pública. Aquele periódico espanhol dá conta de uma página na Internet em que há 100 pessoas disponíveis para o trabalho. O custo oscila entre 10 e 25 euros por hora.

O “Wall Street Journal”, a base da história publicada pelo “El Mundo”, tentou descobrir por que razão os pais escolhem pagar a alguém para afinar a capacidade para jogar do filho… e o entretenimento tem pouco a ver com esta conversa. As conclusões, à boleia das explicações dos pais, falam em pressão social e aspirações económicas. Não é diferente do que se vê em equipas de desporto na infância e adolescência, por exemplo. A forma como se é visto por outros (até longe do gaming, na escola também), o estatuto entre pares. Mais: teme-se que a falta de perícia no Fortnite conduza a casos de bullying ou brincadeiras de mau gosto.

“Existe uma grande pressão para não só jogar como para ser realmente bom. Não fazem ideia do duro que foi para eles na escola”, desabafou uma mãe àquele jornal norte-americano.

O Fortine é um jogo de guerra online em que o objetivo da personagem controlada pelo jogador é ser o último a cair. No fundo, é correr pela sobrevivência, escapar ao destino fatal, eliminar zombies, encontrar armas e construir fortes para proteger preciosidades. É assim que ganha forma uma das sensações do mundo dos videojogos na atualidade. Espalhados pelo mundo, estão mais de 200 milhões de jogadores.

Linha Internet Segura já recebeu mais de 300 denúncias de conteúdo ilegal e quase todas envolvem menores

Agosto 22, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem da Rádio Renascença de 13 de agosto de 2019.

Daniela Espírito Santo

Serviço operado pela APAV apoia quem tem dúvidas e recebe denúncias de vídeos e imagens impróprios.

A Linha Internet Segura, que presta apoio telefónico e online a vítimas de cibercrime, recebeu 336 denúncias de conteúdos considerado ilegais no primeiro semestre de 2019.

Ricardo Estrela, gestor operacional da linha atualmente gerida pela Associação Portuguesa de Apoio à Vìtima (APAV), adianta, sem avançar um número concreto, das largas centenas de denúncias de imagens e vídeos recebidos entre janeiro e junho deste ano, uma grande maioria do material denunciado envolve menores.

Ricardo Estrela diz à Renascença que o material recebido foi, posteriormente, encaminhado para as autoridades. Nenhum do material denunciado estava, no entanto, alojado em servidores portugueses, pelo que a Polícia Judiciária foi meramente informada do acontecimento, cabendo às autoridades de outros países o controlo e remoção do material em questão.

“Team Strada” entre as denúncias mais recentes

Segundo Ricardo Estrela, um dos mais recentes casos a receber a atenção dos internautas que os contactaram foi a polémica que envolveu a chamada “Team Strada”.

“Chegaram-nos denúncias relativas a este caso”, confirma, garantindo que, à semelhança do que fazem normalmente, deram “seguimento às mesmas para a polícia para que pudessem avaliar os conteúdos”.

“Tivemos conhecimento do fenómeno, mas, na altura, muitos dos conteúdos que alegadamente seriam ilegais já não estavam disponíveis nas plataformas. Entretanto já tinham sido removidos”, explica.

Homens ligam mais que as mulheres. Pais ligam quando já é tarde demais

Ricardo Estrela admite que quando os utilizadores procuram a linha para tirar dúvidas, estas estão, habitualmente, relacionadas com situações de “phishing“, isto é, tentativas de burla com alegada informação íntima para levar os utilizadores a revelarem informações pessoais, tendo por fim último a extorsão de dinheiro.

“Os homens são quem mais é afetado por este tipo de tácticas de engenharia social. No entanto, assegura que é cada vez mais usual receber contactos de pais preocupados com fenómenos de “ciberbullying”.

“Os pais estão muito desligados relativamente aquilo que os filhos fazem online e, muitas vezes, só quando vêem alguns sinais físicos de que algo está mal com os seus filhos é que ficam alerta para os perigos”, diz. “Chegam a nós quando o pior já aconteceu”, reforça, salientando que, normalmente, os pais querem saber “o que podem fazer para ajudar os filhos” em casos de bullying online.

Quem está mais vulnerável e como prevenir?

“Dizer que só pais e crianças precisam de ajuda neste tipo de situações é muito redutor. Todos nós, hoje em dia, com a quantidade de informação sensivel que deixamos online, podemos vir a ser vítimas de cibercrime. Estamos todos vulneráveis”, alerta Ricardo Estrela.

Apesar disso, o gestor da linha da APAV adianta que as crianças e os jovens são os que poderão estar mais à mercê de agressores online. “Estão numa posição muito mais frágil porque, muitas vezes, têm vergonha de contar aos pais”, facto que é usado pelo agressor para os chantagear.

Por isso, os pais têm de estar especialmente alerta às redes sociais e aos videojogos, pois são nesses espaços que se iniciam os contactos com menores. É aí que muitos agressores criam “envolvimento emocional com os jovens” e os levam a partilhar imagens de cariz íntimo, para “alimentar redes de disseminação de pornografia infantil globalmente”.

Como funciona a Linha Internet Segura?

A Linha Internet Segura pode ser contactada por telefone, email ou através do preenchimento de um formulário, de forma anónima e confidencial, onde é possível colocar links ou fotografias do material potencialmente ilegal.

Recebida a denúncia, os técnicos de apoio afetos à linha, que são voluntários com formação especializada para lidar com esta realidade, avaliam o material para perceber se se trata de “conteúdo de abuso sexual de menores, de apologia à violência ou ao racismo ou de discurso de ódio”. Para tal, utilizam um “software” associado a uma rede internacional de denúncia de conteúdo similar, da organização inHope, para “perceber onde os conteúdos estão localizados” e encaminhar a informação para as autoridades locais.

Sempre em “estreita colaboração com as autoridades”, o material considerado ilegal é, depois, encaminhado para oas autoridades competentes, para garantir a “persecução criminal” e também a “rápida remoção do mesmo”, para prevenir a sua disseminação.

Desde janeiro, altura em que a APAV passou a assumir a Linha Internet Segura, em “100% dos casos o conteúdo não estava alojado em Portugal”, admite Ricardo Estrela, mas a Polícia Judiciária é avisada na mesma, para estar a par do que se passa.

O Jardim Zoológico Online

Agosto 15, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia da DGPJ

Edição em língua portuguesa do livro ‘O Zoo on-line’

Está disponível para consulta a versão em língua portuguesa do livro ‘O Zoo on-line’, que pretende educar para uma internet mais segura.

Este livro que pretende contribuir para a educação para a justiça, a fim de melhorar uma utilização mais segura da internet em todos os níveis, resulta de um projeto, co-financiado pela União Europeia e pretende contribuir para o combate da UNODC contra o cibercrime e para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, das Nações Unidas n.º s 4, 5, 10 e 16.

Trata-se de uma ação do ISPA – Provedores de Serviço Internet da Áustria, como parte da iniciativa Saferinternet.at, destinada a crianças entre 4 e 9 anos e tem como objetivo capacitá-las com mensagens positivas no sentido de beneficiar da Internet de forma segura.

Pode encontrar versões do livro noutras línguas no sítio do ISPA [www.ispa.at/childrensbook].

Ficheiro Anexo:

O Zoo on-line 7.95 Mb

Happy Kids: Aplicações Seguras e Benéficas Para Crianças Felizes – 22 de agosto

Agosto 14, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/673966203013038/

Falha em aplicação do Facebook permite que estranhos comuniquem com crianças

Agosto 9, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 23 de julho de 2019.

A aplicação Messenger Kids foi desenhada para que as crianças só comunicassem com quem os pais permitissem, mas um erro possibilitou a comunicação entre menores e estranhos no chat.

“Safe Kids Chat App” ou “Aplicação de Chat segura para crianças”. Assim se define a ferramenta Messenger Kids, lançada em 2017 como a versão júnior do chat do Facebook. A ferramenta permite que os pais decidam quem pode ou não contactar os filhos. Mas uma falha na construção desta ferramenta possibilita utilizadores não autorizados de comunicarem com as crianças, de acordo com o BBC. O erro foi confirmado pela própria empresa.

A aplicação nasceu com uma única promessa: dar o máximo controlo possível aos pais de crianças menores de 13 anos, garantindo que só comunicam com quem os progenitores permitam. Mas falhou na sua principal missão. “Recentemente, notificámos alguns pais sobre um erro técnico que detetámos e que afetou um pequeno número de conversas de grupo”, confirmou a empresa esta segunda-feira.

O Facebook garante que desativou imediatamente os chats afetados e promete que irá fornecer “recursos adicionais no Messenger Kids e na segurança online” para os pais e para as crianças. Em declarações à BBC, um porta-voz da empresa disse que não chegou nenhuma reclamação sobre o problema nem verificou nenhum comportamento inadequado por parte dos intervenientes na conversa.

A organização norte-americana Common Sense Media, que promove campanhas de sensibilização pela segurança online das crianças, garante que este erro veio confirmar as suas suspeitas face à aplicação.

“O Messenger Kids é apenas o exemplo mais recente de um produto do Facebook que representa riscos desconhecidos de privacidade para pais e utilizadores”, disse o fundador e diretor executivo da organização, James Steyer. “Estas preocupações com a privacidade, combinadas com sérias reservas de especialistas sobre o impacto das redes sociais para os adolescentes, levantam a questão: porque precisamos de um produto projetado para atrair as crianças?”, sublinhou.

As questões de privacidade não têm sido um tema alheio ao Facebook. Ainda este mês, a Comissão Federal do Comércio dos EUA condenou a empresa a pagar uma multa de cinco mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros) devido à exposição de dados de utilizadores, no seguimento do escândalo Cambridge Analytica. Já em outubro do ano passado, tinha sido multada no Reino Unido no valor de 560 milhões de euros pelo mesmo motivo.

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