The Web We Want para Educadores

Fevereiro 9, 2016 às 3:00 pm | Na categoria Recursos educativos | Deixe o seu comentário
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The Web We Want para Educadores” é um manual que reúne um conjunto de recursos de apoio para a sala de aula sobre o uso responsável da Internet e dos dispositivos móveis. Este recurso encontra-se disponível em linha (http://www.seguranet.pt/sites/default/files/www_pt.pdf), em língua portuguesa, e contou com o envolvimento de professores portugueses.

mais recursos no link:

http://www.webwewant.eu/

Oito em cada dez jovens já bloquearam alguém na rede

Fevereiro 9, 2016 às 12:30 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 21 de janeiro de 2016.

Reuters Dado Ruvic

Inês Moreira Cabral

Estudo concluiu que os jovens portugueses têm um controlo activo das suas contas na Internet, e protegem os seus dados na rede: a maioria bloqueia desconhecidos e pede ajuda em situações sensíveis. Campanha de prevenção do Facebook arranca esta quinta-feira.

Em parceria com a plataforma MiudosSegurosNa.Net, o Facebook lançou esta quinta-feira uma campanha de sensibilização para os perigos da Internet, com advertências e ferramentas para um uso mais seguro da web. “Pensa antes de partilhar” baseou-se nos resultados de um inquérito feito a mil jovens, com idades entre os 14 e os 18 anos, e que permitiu definir os seus comportamentos nas redes sociais para melhor contornar as ameaças à sua privacidade.

Levado a cabo pela empresa Netsonda no Verão do ano passado, o estudo Jovens portugueses e o uso das plataformas sociais na Internet questionou os jovens sobre o controlo que mantêm das suas contas, como procederiam em caso de ameaça e como encaram a privacidade na rede e o problema de cyberbulling. Antes de mais, os resultados mostram que este jovens entre os 14 e 18 anos têm em média três contas em redes sociais.

Na generalidade, conclui-se que os adolescentes têm consciência dos contornos e riscos da exposição online. Um dos dados que comprovam essa percepção é o facto de 80% deles já terem bloqueado ou rejeitado “amizades” na rede – e são as raparigas as que mais bloqueiam, sobretudo quando se trata de estranhos.

“Este estudo demonstra que os jovens se preocupam cada vez mais com a privacidade, mas também prova que, às vezes, em certos momentos ou sem dar conta, podem partilhar conteúdos prejudiciais para outras pessoas e gerar situações indesejadas”, afirma em comunicado Natalia Basterrechea, relações públicas do Facebook em Portugal.

Quase todos estes jovens (94%) reconhecem que não é correcta a publicação de fotografias negativas ou embaraçosas de terceiros e 69% consideram que não é correcto publicar fotos sem autorização “mesmo que boas”. Correndo mais riscos, apenas metade dos inquiridos afirma que nunca revelaria a senha da sua conta.

De acordo com o mesmo inquérito, mais de metade já pediu para que fossem apagados conteúdos partilhados na rede a seu respeito e considera importante falar com os outros antes de publicar conteúdos que os possam prejudicar. O estudo avança ainda que 5% dos inquiridos passaram este ano por situações incómodas nas redes socias, dos quais apenas 1,5% consideram que os casos foram graves. E se acontecesse alguma coisa que os incomodasse? O estudo revela que 75% pediam ajuda, sendo que os pais seriam os mais procurados (54%) para ajudar a resolver a situação.

Foi com base nestes dados que a campanha definiu estratégias sobre como lidar com a privacidade dos dados, como reagir perante exposição indesejada e qual a melhor maneira de proceder antes de publicar qualquer conteúdo. Estas informações são também dirigidas aos pais, a quem a maior parte dos jovens admite recorrer no caso de ser incomodado na Internet.

O guia de três páginas “Pensa antes de partilhar” foi já implementado em países estrangeiros, da Índia ao Canadá, e estará disponível online no Centro de Segurança para famílias do Facebook, propondo formas de manter a privacidade dos utilizadores e apresentando soluções para contornar partilhas inadequadas ou ofensivas.

“É importante que unamos esforços para continuar a ajudá-los a fazer um uso cada vez mais responsável da Internet. Foi esse o principal objectivo deste guia ‘Pensa Antes de Partilhar’: oferecer-lhes ferramentas para que partilhem de forma segura e apropriada”, revela Natalia Basterrechea.

O projecto MiudosSegurosNa.Net, que promove junto da comunidade campanhas de sensibilização para minimizar os riscos da exposição de menores no mundo virtual, sobretudo com acções em escolas, tornou-se parceiro da iniciativa da mesma forma que, em 2012, apoiou a Google na criação do “Centro de Segurança Familiar”.

Numa cooperação com seis instituições, este é um projecto dedicado à navegação segura com conselhos sobre software e ferramentas que permitem aos educadores limitar o conteúdo das aplicações e filtrar por temáticas a informação disponibilizada pelos motores de busca.

Estas empresas digitais passam a ter de responder às directivas comunitárias dos países da União Europeia que aprovou, em Dezembro do ano passado, uma revisão à regulação de protecção de dados proposta pela Comissão e que veio criar uma lei pan-europeia que obriga todas as empresas estrangeiras a operar na UE a respeitarem as normas internas de protecção de dados.

A reforma veio ainda dar margem aos cidadãos para protegerem informação pessoal e controlarem o uso dos seus dados por parte das empresas, que passam a poder ser eliminados se assim for desejado. A directiva comunitária continua a obrigar crianças menores de 13 anos – a idade mínima para criar conta no Facebook – a terem uma autorização parental para aderir a redes como o Snapchat e o Instagram.

A proposta inicial era que essa obrigatoriedade fosse aplicada até aos 16 anos, mas com a controvérsia gerada pelas empresas, e pelas organizações de protecção dos direitos das crianças, a União Europeia deixou em aberto a opção a cada Estado-membro para baixar de 16 para 13 a idade mínima permitida para o acesso a dados sem autorização de terceiros.

Texto editado por Hugo Daniel Sousa

mais informações na notícia:

Facebook e MiudosSegurosNa.Net lançam a campanha “Pensa Antes de Partilhar”

 

 

 

 

 

Livro de Atividades sobre Segurança na Internet – Pré-escolar e 1.º Ciclo

Fevereiro 9, 2016 às 12:00 pm | Na categoria Recursos educativos | Deixe o seu comentário
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livro

descarregar o livro no link:

http://www.seguranet.pt/pt/recurso/livro-de-atividades-sobre-seguranca-na-internet-pre-escolar-e-1o-ciclo

Pais vigiam filhos na Internet: ‘sei o que pesquisaste na semana passada’

Fevereiro 9, 2016 às 10:00 am | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Texto do site http://tek.sapo.pt de 13 de janeiro de 2016.

thumbs.sapo.pt

Para muitos adolescentes este quase pode ser considerado um cenário de ‘terror’, mas a realidade mostra que os pais não facilitam no que diz respeito à atividade dos filhos na Internet. Apesar de serem vigilantes, são poucos os progenitores que usam ferramentas de controlo parental.

As tecnologias estão a tornar-se uma parte integrante da vida dos mais novos e da sua educação, de tal forma que 65% dos pais já recorrem aos “castigo digitais”: privam os filhos de acederem à Internet ou decretam que o smartphone não será usado até ao final do dia.

E esta presença contínua da tecnologia na vida dos adolescentes merece especial atenção por parte dos pais. Um estudo do Pew Research Center sobre este tema revela estatísticas importantes sobre a forma como os adultos lidam com a vida online dos mais novos.

Dos pais de jovens entre os 13 e os 17 anos, 61% dizem já ter visto o histórico de sites que os seus filhos visitaram; outros 60% garantem já ter acedido ao perfil nas redes sociais; 56% admitem ainda que seguem ou são amigos dos filhos em plataformas como o Facebook e o Twitter; num valor mais baixo, mas ainda significativo, 48% dos pais confessam já ter acedido ao registo de chamadas e SMS dos telefones dos filhos.

Esta vigilânca – ou proteção – digital estende-se também a campos mais privados, como o das palavras-passe. O estudo concluiu que 48% dos adultos sabem a password do email, 43% a do telefone e 35% a das redes sociais dos seus filhos.

“Os pais dos jovens adolescentes tendem a ter um papel mais ativo no controlo do comportamento dos seus filhos, mas os progenitores tendem a confiar mais na interação pessoal e na monitorização, do que em soluções tecnológicas”, pode ler-se no relatório.

A propósito deste ponto, um dos destaques do estudo é o facto de os pais preferirem falar com os filhos sobre os comportamentos online: em média mais de 90% dos pais já falaram sobre situações como comportamentos apropriados na Internet, conteúdos apropriados e sobre como consumir corretamente diferentes formatos.

O valor cai de forma significativa quando os adultos foram questionados sobre se faziam isto de forma frequente: a média passa a rondar apenas os 35%.

Quanto às ferramentas próprias de controlo parental, são poucos os adultos que recorrem a estes serviços tecnológicos: 39% usam-nos na atividade online dos filhos, 16% usam-no para controlar o uso do smartphone e outros 16% usam-no para saber em que localização estão os adolescentes.

Confira ainda na seguinte galeria os gráficos das principais conclusões do estudo do Pew Research Center.

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ver todos gráficos no link:

http://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigo/pais_vigiam_filhos_na_internet_sei_o_que_pesquisaste_na_semana_passada-45736qrm.html

 

 

 

Safer Internet Day 2016 | Play your part for a better internet

Fevereiro 9, 2016 às 6:00 am | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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https://www.saferinternetday.org/

“Naveg@s em Segurança?” – oficinas gratuitas nos 18 distritos

Fevereiro 8, 2016 às 6:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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texto do http://www.seguranet.pt de 21 de janeiro de 2016.

O Instituto Português do Desporto e Juventude, através do Centro Internet Segura, irá promover novamente a iniciativa nacional “Naveg@s em Segurança?”, proporcionando às Escolas, Associações Juvenis e Desportivas, Autarquias, Instituições e outras entidades a possibilidade de participar e solicitar a realização de sessões de sensibilização com o objetivo de promover a navegação segura no mundo digital. As sessões poderão ter lugar entre 21 de janeiro e 15 de junho de 2016, preferencialmente nas Lojas Ponto JA das capitais de distrito, a pedido das referidas entidades.

Estas sessões, nos quais serão abordados temas relacionados com a segurança no computador pessoal, navegação inteligente/crítica, comunicação online, lazer, redes sociais, vírus e malware, são dirigidos a crianças e jovens, seniores e também a educadores e comunidade em geral.

A participação nas sessões é totalmente gratuita estando aberta a todos os interessados.

As inscrições na iniciativa  podem ser feitas em qualquer altura dentro deste período até dois dias antes do final do mesmo diretamente numa Loja Ponto JA ou através do endereço de correio eletrónico geral@ipdj.pt.

Mais informações em https://juventude.gov.pt/Eventos/Cidadania/Paginas/Navegas-em-Seguranca-Sessoes-de-sensibilizacao.aspx

Facebook. Mãe, pai… precisamos de falar

Fevereiro 6, 2016 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Reportagem do Observador de 21 de janeiro de 2016.

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Hugo Tavares da Silva

Mil jovens portugueses falaram sobre privacidade no Facebook num estudo feito em Portugal. O Observador foi a reboque e ouviu conselhos de 5 adolescentes para os pais. Está na hora de os ouvir.

Nenhuma conversa que tem como ponto de partida um seco “temos de falar” é fácil. Em inglês, o famoso “we need to talk” é bem mais sedutor, mas isto será em bom português. O objetivo? Evitar climas de guerra fria à mesa de jantar, rostos corados ou episódios embaraçosos. Ou seja, é uma espécie de “não me esperes na porta da escola, fica ao fundo da rua” da era digital. Este é um manual de boas maneiras, sobre e para os utilizadores das redes sociais, nomeadamente o Facebook. Estratégia para os pais? Bom, é engolir em seco, pegar num bloco de notas e fazer scroll down

Publicar fotografias dos filhos em pequenos é coisa para haver chatice. Se houver bónus — poses esquisitas, sem roupa, com óculos ou aparelho –, então boa sorte. Comentários de papás babados, a dizer coisas como “ahh, sais mesmo à tua mãe”, publicar artigos que deveriam ser do interesse do filho, ancorados por um “olha, é bom para ti”, também é provável que resulte numa ligeira azia.

A rede social de Mark Zuckerberg tem qualquer coisa como 1500 milhões de utilizadores espalhados pelo mundo. Em outubro de 2015, quase cinco milhões de portugueses tinham conta no Facebook. É, por isso, todo um mundo novo nas ligações entre pais e filhos. Nem tudo é embaraço ou estorvo, pois há também espaço para conselhos, recomendações, hábitos e privacidades. E também, porque não, provas de confiança de parte a parte.

Uma coisa de cada vez. Comecemos pela razão que fez o Observador desencantar cinco jovens para falar sobre a sua experiência nas redes sociais. O Facebook e a MiudosSegurosNa.Net, uma plataforma que visa garantir a segurança de crianças e adolescentes na internet, apresentaram esta quinta-feira uma campanha (“Pensa antes de Partilhar”) sobre os hábitos e desafios que os jovens enfrentam diariamente nessas águas que parecem sem limite — o objetivo passa também por servir de bússola, para orientar pais, filhos e educadores, sobre como melhorar a sua proteção e segurança.

Para tal, foram entrevistados mil jovens com idades entre os 14 e 18 anos. Os autores do estudo destacam o facto de 80% dos inquiridos terem já recorrido às ferramentas de privacidade para bloquear alguém; já 94% censura e acha incorreto que se publiquem fotografias negativas ou embaraçosas. Para casos mais problemáticos, onde o jovem se sente incomodado ou visado, 75% deles admitiu que pediria ajuda. Um dos jovens ouvidos pelo Observador (nomes fictícios) foi vítima de bullying no Facebook e a mãe foi chave nesse processo.

De acordo com o estudo publicado esta quinta-feira, a internet é o meio de comunicação mais natural e recorrente entre os jovens. A quantidade de plataformas, aplicações, redes sociais, ajuda a explicar o fenómeno: as adolescentes inquiridas têm, em média, 3.6 contas em redes sociais, contra 2.9 dos rapazes. Oitenta e cinco por cento usa o telemóvel para o toma lá dá cá, mas também recorrem a computador e tablets. Conclusão: em média, os jovens entre os 14 e 18 anos usam 2.5 dispositivos.

Quanto a privacidade, 80% dos inquiridos admite que já bloqueou alguém, tendência que se confirmou nas conversas entre o Observador e os cinco adolescentes. Apenas metade dos mil entrevistados partilharia a sua password com alguém, sendo que os pais ganhariam no campeonato da confiança (54%), seguidos pelo melhor amigo/a (34%) e pelo namorado/a (34%). Sessenta e um por cento das meninas já pediu que fossem apagadas fotografias ou conteúdos em que estejam inseridas, contra 41% dos rapazes, quem sabe menos preocupados com a imagem.

Em casos de abordagens menos simpáticas, casos realmente incómodos, o que fariam estes jovens? Setenta e cinco por cento deles pediria ajuda. No topo da lista voltam a surgir os pais (54%), seguidos por amigos (26%) e autoridades (24%). Uma coisa é certa para estes garotos: não é correto publicar fotografias más ou embaraçosas (considera 94% dos inquiridos), assim como não é de bom tom publicar sem pedir autorização a quem aparece (69%), mesmo que as fotografias sejam de alto gabarito.

Maria, 17 anos: “Faz-me um bocado confusão aquilo de meterem fotografias de quando somos bebés”

O tom e a articulação das palavras não fazem adivinhar a idade no bilhete de identidade. Do outro lado da linha está Maria, uma rapariga que começou a usar o Facebook aos 11 anos. “Na altura só nos podíamos inscrever com 13 anos, por isso lembro-me de ter metido outra data de nascimento”, recorda. Maria ganha à média do estudo, pois tem contas nas redes sociais Facebook, Instagram, Snapchat e Twitter.

Maria tem os pais no Facebook, que usam apenas um perfil, o da mãe. “No início houve apenas uma conversa sobre não meter fotos vergonhosas ou muitas publicações no meu mural”, conta. “E não meter também comentários nas fotografias como ‘ahh, sais à tua mãe’, ‘é bonita’, aquelas coisas de mães e pais… até dos avós! É quase a família toda com Facebook!”

Há pais que usam também esta ferramenta para deixar recados, o que faz adivinhar algum desconforto alheio. “Quando eu era mais nova, às vezes, a minha mãe deixava [no meu mural] artigos sobre limpar a casa e dizia ‘devias começar a fazer também assim’. Agora já não faz tanto. Publica na mesma, mas não desse género”, conta.

E situações que façam comichão, há? “Faz-me um bocado confusão aquilo de fazerem comentários, de irem comentar fotos de amigos, fazerem publicações mais estranhas ou meterem fotografias de quando somos bebés. Aquelas coisas esquisitas…”, revela, com um fair play e boa disposição assinaláveis. “Adicionar amigos não há problema, desde que não publiquem coisas nos Facebooks deles ou haja conversas e coisas estranhas.” As linhas vermelhas, não há volta a dar, posicionam-se junto às coisas estranhas e esquisitas.

Vamos a conselhos, mães e pais? “Não façam comentários. Não andem a cuscar e quando chega a hora de jantar digam ‘então aquilo que publicaste no Facebook e tal…’, não vale a pena. E não façam comentários nos Facebooks dos amigos”.

Francisca, 15 anos: “Não há conselhos que possa dar, eles usam o Facebook muito mais do que eu”

Esta jovem nem é fã de Facebook, já desativou a conta e voltou a criar outra, porque a dinâmica escolar assim o exigiu. Francisca prefere Twitter, Instagram, Snapchat e Tumblr. “Quando criei a minha primeira conta no Facebook, a minha mãe não concordava muito com isso, porque na altura ela não sabia como funcionava. O meu pai não se importava”, conta. Um vírus levou-a a apagar a conta: “Enviava mensagens automáticas como se fosse eu para muita gente, com o link do vírus. Foi aí que me passei e desativei a conta.” Agora, diz, vai lá apenas para dar um olho às modas: “A cusquice fala mais alto. E, como agora se veem muitos vídeos de experiências sociais, é mais interessante.”

Quanto a publicações e definições de privacidade, admite que já teve o seu momento ‘whaaat?’. “As fotos na minha outra conta não são nada de embaraçoso, mas são daquelas coisas que dão vontade de rir e pensar ‘o que raios tinha eu na cabeça?!’. Sempre fui uma pessoa muito fechada relativamente ao Facebook, portanto tenho a sorte de não ter muita coisa para me arrepender”, admite. Francisca disse ainda ao Observador que não permite ser identificada em publicações que todo o público da rede social tenha acesso, embora admita que deixa “amigos de amigos” verem essas publicações. Ou seja, um universo que ela desconhecerá, naturalmente.

Os pais não a envergonham, nadica de nada, quiçá a lógica seja ao contrário. “Não há conselhos que possa dar, eles usam o Facebook muito mais do que eu, e têm uma ideia maior de como as coisas funcionam por aqueles lados”, diz. E garante: “Era capaz de dar a minha password aos meus pais, confio plenamente neles, mas tenho a certeza que eles não lhe dariam uso algum.”

Miguel, 18 anos: “Parem de usar reticências em tudo o que dizem!”

Com contas no Instagram, Snapchat, Pinterest, este rapaz de 18 anos já usa o Facebook desde 2012. Miguel tem as ideias bem definidas quanto ao que os pais não devem fazer, e os pontapés na gramática será o que mais lhe custa.  “Tenho a minha mãe no Facebook, o meu pai não tem conta nessa rede social. Somos bastantes próximos por isso não houve problema qualquer.” A password da conta partilhá-la-ia com os pais ou com o melhor amigo.

Miguel nunca publicou fotografias embaraçosas, mas já foi objeto e alvo do mesmo. “Foi no gozo, até era bastante engraçado”, admite. “Nunca tive problemas a não ser conversas pessoais desagradáveis no Facebook Messenger. Quando tenho comentários desagradáveis, procuro perceber a razão para tal e remediar, se o caso for muito grave, aí peço ajuda.” E recorda um episódio menos simpático: “Bloqueei uma rapariga que é prima do meu melhor amigo. Ela mandava-me 20 mensagens por dia e era bastante incómodo”.

É que este rapaz prefere o Facebook para acompanhar a vida de algumas pessoas e “ver coisas engraçadas como vines“. “Tenho cuidado com quem aceito como amigo, aceito apenas quem conheço. Defino as minhas publicações apenas para os meus amigos verem. Não tenho problemas em ser marcado nas publicações deles. Se forem ofensivas, aí sim, há problemas.”

Se os pais ainda têm unhas para roer ao terceiro adolescente desta lengalenga, chegou a parte do outro lado da moeda. “Os meus pais não me envergonham, quando muito sou eu que os envergonho!” Bom, isto correu bem. E haverá algum dark side, ao estilo “Guerra das Estrelas”?

“Os pais não têm cuidado algum com a escrita, têm um português mau, não têm cuidado com a pontuação”, arranca. “Conselhos? Corrijam o vosso português, usem a pontuação como deve ser. Não comentem as fotos dos vossos filhos, pode ser embaraçoso para eles. Não sejam viciados nesta rede social. Não partilhem tudo e mais alguma coisa porque a certa altura fica demasiado amontoado. Parem de usar reticências em tudo o que dizem!” Okay

Marta, 17 anos: “Veem-se muitos casos de bullying no Facebook, muitos mesmo”

Tinha 12 anos e o processo foi simples: “Disse à minha mãe que queria uma conta, e ela ajudou-me a criar a conta. Ela disse-me para ter cuidado com quem falava, já tinha havido essa conversa”, conta. Marta tem contas no Facebook, Instagram, Twitter, Tumblr e Snapchat.

Esta adolescente tem os dois pais no Facebook, mas apenas um deles lhe dá dores de cabeça. “O meu pai não faz nada, não mete gostos, não manda mensagens, não faz nada. A minha mãe mete coisas que não sou apaixonada no meu perfil, como publicações de maquilhagem… e eu digo ‘eu não quero saber disso!!’”, diz, com os decibéis mais alterados, talvez para a mãe ouvir.

Os risos e o tom mais leve desapareceram quando referiu o caso de bullying de que foi vítima nesta rede social. “Foi no nono ano. O grupo [no Facebook] era da minha turma, servia para discutir trabalhos. Depois uma rapariga falou mal de mim, atacou-me verbalmente, com asneiras”, lembra. “Disse-lhe que não devia fazer isso, os outros viram e não fizeram nada. A minha mãe acabaria por descobrir, por me ver triste, foi comigo à professora, que falou depois com a rapariga.”

Agora o caso já não a afeta muito, mas diz que essas histórias são recorrentes. “Agora tenho mais cuidado com grupos. Quando vejo alguém a sofrer o mesmo, tento defender. Sei que é mau estar naquela posição. Veem-se muitos casos desses, muitos mesmo. Normalmente é o elo mais fraco, ou porque fala menos, ou porque é quem está mais de parte”, esclarece.

As cautelas de Marta estendem-se às fotografias. “Tenho cuidado em não mostrar certas partes do corpo, em não falar com pessoas que não conheço, tenho de conhecer ao vivo primeiro.” A adolescente admite ainda que já alterou as definições de privacidade, para que apenas amigos possam ver o que publica.

E conselhos para os pais, que se encontram meio enrolados neste tsunami tecnológico? “Não coloquem fotografias de quando os filhos são mais novos. Seja porque fomos mais gordinhos, ou tínhamos aparelho, ou havia algo que não nos sentíamos bem. Os pais podiam perguntar. Já me aconteceu, sim. Tinha ar de criança, usava óculos… não foi muito agradável”, alerta.

Há mais? Ora essa: “Não cusquem os vossos filhos. O meu pai já me perguntou uma vez sobre uma foto com um rapaz: ‘entããããão quem é o rapazinho?…’. Fiquei sem saber o que dizer, porque nem tenho boa ligação com ele. Com a minha mãe diria que ‘é o António ali da esquina’ ou assim, sem problema. Fiquei um bocado nervosa.”

Ato III: “Não se apeguem muito ao Facebook, vivam as coisas, com as pessoas. Vejo isso um bocadinho: os pais chegam a casa, fazem jantar, vão ao computador ver as notificações, jogar o Candy Crush. Podiam passar esse tempo com os filhos, a falar como correu o dia na escola.” Mas isso não é o que acontece normalmente ao contrário? “Sim, também. Acontece muito…”

Ana, 17 anos: “A melhor forma de usarem as redes sociais é confiarem nos filhos”

Com contas no Twitter, Tumblr e Pinterest, Ana usa o Facebook desde o sétimo ano, pois “toda a gente estava a criar”. Esta adolescente também conta com os pais na lista de amigos, algo que é pacífico. “Simplesmente adicionei-os, sinto que não tenho nada a esconder e que não há necessidade para tal coisa”, garante.

E o que fazem eles? “Geralmente mandam-me publicações de animais para ver, mas por mensagens. O resto das publicações ou dão gosto ou ignoram, também não me preocupo com isso e até brinco a dizer ‘aaah, achas bem não meteres like nas fotos das paisagens que tiro?’” Curiosamente, a única coisa que desassossega Ana não é os pais navegarem no mesmo oceano 2.0 que ela, mas sim o facto de eles verem os vídeos do Facebook “muito alto na sala”.

Ana usa pouco o Facebook. “Partilho vídeos que gosto ou ponho fotos que tiro, já que gosto de fotografia. Não costumo falar com muita gente. Quanto a privacidade, tenho aquilo definido só para amigos, e apenas sou marcada em publicações se aprovar.” Apesar de usar pouco a rede social, há sempre aqueles momentos que oferecem pele de galinha: “Quando vejo o que publiquei há uns anos, há coisas que apago porque são bastante embaraçosas.” Ana também opta por denunciar posts que não gosta.

E bullying? “Creio que sim, há muita gente que sofre bullying em qualquer rede social. Quer seja através de comentários de fotos, posts ou por mensagem. Há sempre alguém que gosta de gozar e criar confusão”, admite. E garante: “Nunca bloqueei ninguém, mas já eliminei amizades, pois não gosto de ter no meu feed pessoas com preconceitos, racistas, homofóbicos, ou que sejam apenas estúpidos.”

Para os pais, aqui segue a sabedoria do alto dos seus 17 anos: “Acho que a melhor forma de usarem as redes sociais é confiarem nos filhos e, se virem algo estranho, falar com eles, mas sem pressionar. Também não devem comentar fotos com comentários como ‘estás tão linda filha, beijinhos’, quase em formato de carta. Toda a gente acha isso estranho, especialmente quando vem de familiares. Os pais devem também mostrar aos filhos quando publicam fotos deles, para não ser uma surpresa desagradável.”

visualizar um vídeo inserido na reportagem no link:

http://observador.pt/especiais/facebook-mae-pai-precisamos-falar/

 

 

 

 

9 fotos que os pais compartilham nas redes e comprometem a segurança dos filhos

Fevereiro 4, 2016 às 12:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br de 26 de janeiro de 2016.

Stephan Hochhaus

Cada pose do filho vira motivo para uma nova postagem dos pais nas redes sociais. Mas é preciso tomar muito cuidado! Com essa superexposição de imagens as crianças ficam vulneráveis a perigos na internet, como pedofilia, sequestro e roubos

Texto Aline Gomiero

 

  1. FOTO COM REGISTRO DE LOCALIZAÇÃO

Antes de tirar a foto do pequeno, desative o geolocalizador do celular ou da câmera fotográfica. Ninguém precisa saber quais são os locais que a criança frequenta. Pessoas mal intencionadas podem usar essas dicas para assustar você quando seu filho não estiver em casa. Sabe aqueles trotes que simulam sequestros? Eles ficam muito mais assustadores se a pessoa que estiver ligando tiver informações precisas da vida do seu filho.

  1. FOTO DA CRIANÇA NUA

Posso publicar uma foto do meu filho tomando banho? As partes íntimas do pequeno estão aparecendo? Antes de compartilhar algo assim, pense três vezes para não se arrepender depois. Infelizmente há o risco de pedofilia.

  1. FOTO DA CRIANÇA COM UNIFORME DA ESCOLA

Evite que estranhos identifiquem a rotina do seu filho, que saibam qual é o nome do colégio que ele estuda e os cursos extras que ele frequenta. Essas informações podem ser usadas em planejamento de sequestro.

  1. FOTO DA CRIANÇA EM ALTA QUALIDADE

partir do momento em que uma foto cai na rede, perde-se totalmente o controle sobre ela. Fotos em alta resolução, por exemplo, podem ser editadas e usadas com mais facilidade.

  1. FOTO DA CRIANÇA COM OUTROS AMIGUINHOS

Jamais publique a foto de outra criança sem a autorização dos pais. A internet é uma rede mundial, e todo cuidado é pouco. Fique atento e respeite o limite das outras famílias!

  1. FOTO DA CRIANÇA NO AMBIENTE DE TRABALHO DOS PAIS

Mais uma vez: não divulgue informações da sua vida pessoal. Isto é muito perigoso!

  1. FOTOS QUE VÃO FAZER A CRIANÇA SENTIR VERGONHA NO FUTURO

Não publique fotos que possam fazer seu filho se sentir constragido futuramente.

  1. FOTO DA CRIANÇA PERTO DE OBJETOS DE VALOR

Evite postar fotos que possam chamar atenção para os bens materiais da sua família. Ninguém precisa, por exemplo, saber que seu filho ganhou um iPad de presente.

  1. FOTOS PUBLICADAS EM ÁLBUM ABERTO PARA TODOS

É ingenuidade acreditar que existe segurança apenas porque o seu perfil só pode ser visualizado por amigos e amigos dos amigos. Quem são os amigos dos seus amigos? Você os conhece? Todo cuidado é pouco.

 

 

 

 

Transmissão em directo Dia da Internet +Segura 2016

Fevereiro 4, 2016 às 11:11 am | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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dia

Nesta página será feita a transmissão em direto do seminário “Dia da Internet mais Segura 2016” que acontecerá em Lisboa, no Fórum Picoas, no dia 4 de Fevereiro de 2016, às 9H30m, organizado pelo Consórcio do Centro Internet Segura, liderado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

http://www.internetsegura.pt/dia-internet-mais-segura-2016

Pense antes de publicar

Fevereiro 1, 2016 às 6:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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psp

Imagem retirada do Facebook da Escola Segura Quinta Divisão

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