Os meus pais não percebem nada

Setembro 11, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica de José Manuel Diogo publicado no dia 24 de agosto de 2017 no http://www.noticiasmagazine.pt/

Crónica de José Manuel Diogo

Um dos maiores desafios para os pais deste milénio é conhecer e compreender a forma como os nossos filhos atingem e gerem o conhecimento. No centro desse desafio estão as redes sociais. No século xx – nesse distante «nosso tempo» –, os instrumentos de comunicação eram lineares e de fácil compreensão, mas hoje tudo é diferente. Antes «uma coisa» era sempre consequência «de outra»; e essa coisa estava quase sempre perto e era conhecida por todos. Não havia surpresa nas novidades.

Antigamente, os filhos aprendiam dos pais porque tinham menor acesso à informação. Hoje não é assim. Os nossos filhos, porque são mais novos, menos ocupados e mais digitais, têm acesso a mais e melhor informação do que os pais. O desafio dos mais velhos é hoje muito maior. Se antes o problema era saber que informação se devia proibir, hoje é preciso saber que mundo devemos conhecer. E neste «jogo» os mais novos levam grande vantagem.

As redes sociais são por excelência o território onde esta batalha se trava. Porque são mais imediatas, rápidas e expõem os nossos filhos a um mundo que nos é desconhecido; mas também porque, paradoxalmente, são o local onde nos encontramos com eles na internet. Por exemplo, o Google é muito mais perigoso do que o Facebook, mas os adultos preocupam-se menos com ele. Talvez porque as hipóteses de encontrar um filho ou uma filha num motor de busca é nula. Já nas redes sociais a coisa não é assim…

Quem tem filhos adolescentes preocupa-se. Perguntamo-nos se eles conseguem ter uma vida normal passando tanto tempo ligados aos amigos. Mas será que são eles que estão viciados na rede, ou seremos nós mais viciados do que eles? Se formos pelo que diz o dicionário – «vício é um efeito pelo qual uma pessoa se afasta do tipo considerado normal» – não parece que as redes sociais preencham o requisito. Antes pelo contrário. Se virmos com atenção, vício aplica-se mais aos adultos que as usam menos para adquirir ou partilhar conhecimentos e amizade e se dedicam a elas como instrumentos de vaidade e fervor voyeurístico.

Os mais novos sabem exatamente para que serve cada uma das redes sociais, como se «mantêm vivas», e qual a recompensa que existe em cada uma. A Kika, de 14 anos, sabe que o que mantém vivo o Snapchat (a rede mais utilizada pelos adolescentes nos EUA) é a regularidade com que contacta cada pessoa – é a rede da Amizade. Que no Instagram o objetivo são os gostos em cada fotografia – é a rede da Vaidade.

Já o Twitter é diferente e «muito fixe» e «serve para encontrar coisas interessantes» – é a rede da Informação. Os adolescentes estão a abandonar o Facebook. Têm-se transferido para o Snapchat e para o Instagram, deixando a rede criada por Mark Zuckerberg para a mais tradicional forma de comunicação: as mensagens de texto.

O nosso maior medo – como educadores – de que os nossos filhos possam estar a falar com um pedófilo, em vez do aparente amigo ou amiga digitais, rapidamente vai perdendo sentido. Eles sabem mais sobre o assunto do que nós, e as próprias redes sociais onde verdadeiramente se conhecem são elas próprias uma cadeia de segurança.

É verdade que as redes sociais são um assunto difícil de compreender, sobretudo pelos adultos, que gostam das coisas organizadas e hierarquizadas, porque nelas tudo está em mudança constante. Mas o que há de novo? Não foi sempre assim quando a tecnologia mudou a vida das pessoas? É tão difícil, hoje, aceitar as redes sociais como no fim do século xviii foi compreender o caminho-de-ferro. Há 160 anos, quando o comboio chegou a Portugal, houve quem dissesse, e escrevesse, que viajar à espantosa velocidade de 40 km/h até podia causar descolamento da retina.

Leia a reportagem sobre o crescimento do Instragram aqui.

José Manuel Diogo, autor e colunista, Especialista em media intelligence, informação e comunicação, é autor de uma biografia de Steve Jobs, iMe, a Vida de Steve Jobs. Escreve no Jornal de Notícias e no Diário de Coimbra.

 

 

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O que é a dark web?

Agosto 31, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo do https://www.publico.pt/ de 8 de agosto de 2017.

Reuters/KACPER PEMPEL

Perguntas e respostas sobre uma parte mais obscura da Internet, frequentemente usada para actividades criminosas.

Karla Pequenino

As autoridades italianas divulgaram há poucos dias o caso de uma modelo britânica raptada em Julho, em Milão, para ser leiloada online, na chamada dark web. O criminoso acabou por desistir do esquema e entregou a vítima no consulado britânico, depois de o leilão ser ignorado (ninguém fez uma oferta). Em Março, a Europol, o serviço europeu de polícia, classificou esta parte da Internet como uma das maiores ferramentas dos criminosos, descrevendo-a como o motor da criminalidade organizada na União Europeia.

O que é a dark web?

Uma pequena parte da World Wide Web, infame por ser utilizada por visitantes do mercado negro online. Resume-se a um conjunto de redes encriptadas (conhecidas como darknets) que estão intencionalmente escondidas da Internet visível através de sistemas de encriptação.Como tal, não se encontram sites da dark web através de pesquisas em motores de busca, ou ao escrever o endereço de IP em browsers normais.

É díficil encontrar a origem do conteúdo alojado nestas redes, visto que apenas podem ser acedidas através de software e configurações específicas. “A dark web pode ser vista como uma máscara da actividade ilegal na Internet”, diz Jorge Alcobia, director executivo da Multicert, uma empresa de segurança informática portuguesa. “É o contrário da chamada Internet visível, em que se conhecem os certificados de segurança, credenciações e máquinas utilizadas. Na dark web, os servidores, o domínio e a origem da informação são disfarçados, tornando-se um sítio apelativo a criminosos.”

A dark web foi alvo de atenção mediática em 2015, quando os dados extraídos do ciberataque ao site Ashley Madison (uma rede social para ajudar pessoas interessadas em trair os parceiros) foram aí disponibilizados.

É o mesmo que a deep web?

Não. A dark web é uma pequena parte da deep web que, por sua vez, inclui todos os sites da Internet que não se podem encontrar através dos motores de busca. Integra informação online escondida por palavras-passe, ou que apenas pode ser acedida através de software específico. Muitos dos conteúdos da deep web não têm nada de ilegal.

O que se encontra na dark web?

Conteúdo ilegal, mas não só. Várias pessoas – agências segurança, autoridades, activistas a lidar com informação sensível e jornalistas – utilizam a dark web porque oferece uma camada de segurança extra que cobre a sua identidade, e permite maior segurança e privacidade. Porém, a rede é conhecida pelos mercados negros online, onde se podem comprar drogas, documentos ilegais, serviços de assassinato, e pornografia infantil.Também se encontram serviços que prometem trocar a divisa digital bitcoin por outras moedas, visto que as bitcoins são muito utilizadas em transacções ilegais por facilitar o anonimato dos utilizadores.

De acordo com um relatório de 2017 da Europol, 57% das páginas da dark web contêm conteúdo ilegal. “A maioria do conteúdo na dark web não é legal”, diz Jorge Alcobia. “Sem ser para fins de investigação, não vejo motivos para alguém se dar ao trabalho de utilizar uma plataforma que mascara a identidade de IP e a máquina que estão a utilizar para uma simples navegação na Internet,” refere.

Um dos primeiros mercados ilegais a operar na dark web foi a plataforma Silk Road, que vendia vários produtos ilícitos, particularmente estupefacientes. Em 2012, as vendas anuais rondavam os 22 milhões de dólares. Foi desmantelado em 2013, porque as autoridades encontraram o criador, Ross Ulbricht, em flagrante delito a aceder à área de administração do Silk Road numa biblioteca pública em São Francisco, nos Estados Unidos.

Como se acede à dark web?

A forma mais comum de aceder a parte da dark web é através do browser da rede privada Tor (disponível gratuitamente, online). Além de ser utilizado para aceder a sites da Internet “visível”, serve para aceder a vários sites e serviços alojados na rede Tor (os sites em questão estão sob o domínio .onion). A rede I2P é outras alternativa.

Porém, devido à actividade ilegal associada à dark web, é preciso ter cuidado ao navegar estas partes da Internet. Recomenda-se o uso de uma rede virtual privada (VPN), e o bloqueio das câmaras e microfones do computador.

É seguro aceder?

“Não”, é a resposta imediata do director da Multicert. “Ninguém se vai associar ou ligar a um gangue para o conhecer melhor. Pode fazê-lo, mas corre o risco de se associar a actividade criminosa.” Alcobia menciona um caso nos Estados Unidos em que uma biblioteca foi acusada de estar envolvida em actividade ilegal, porque o IP (obtido pelos criminosos) tinha sido registado num acesso à dark web. “Quando alguém pouco cuidado acede à dark web corre o risco de ter a sua informação pessoal aproveitada e utilizada por criminosos e, depois, ter de provar a sua inocência”, avisa Alcobia.

Há casos de criminosos a utilizar a dark web em Portugal?

Sim. Cada vez há mais, segundo dados da Multicert. Desde empresas farmacêuticas que sofrem ataques informáticos e vêem patentes e fórmulas à venda na dark web, a donos de empresa que sofrem burla de identidade. Em Portugal, o sistema de reservas online de empresas na indústria hoteleira é um dos maiores alvos de ciberataques.

“A dark web não é só usada para vendas no mercado negro. Muitos criminosos online trabalham escondidos pela dark web. Tal como ninguém assalta um banco físico sem uma máscara, as actividades ilícitas online funcionam melhor sob o véu da dark web, que esconde o endereço IP e a máquina que os criminosos estão a usar”, diz Alcobia.

Como se apanha um criminoso na dark web?

Como um lobo que veste pele de cordeiro. Várias agências de segurança e empresas utilizam parceiras internacionais (com indivíduos que criam perfis falsos na dark web) para encontrar redes de crime a operar na dark web. Os investigadores entram em contacto com os criminosos – passando-se por possíveis clientes – para obter informação que os desmascare. As parcerias internacionais são utilizadas para evitar que os criminosos portugueses se sintam desconfiados por serem contactados com clientes oriundos do seu país.

 

 

Parents, here’s the truth about online predators

Agosto 24, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://edition.cnn.com de 3 de agosto de 2017.

By Christine Elgersma, Common Sense Media

Every parent worries about online predators at some point. And while it’s smart to be cautious, the facts show that it’s actually fairly rare for kids to be contacted by adult strangers seeking sexual communication. Of course it’s natural to be concerned when your kid goes into an unknown world. But instead of acting out of fear, arm yourself with the facts so that you can help your kids be smart, cautious, and savvy. If the concerns below ring true, use some of these strategies to be proactive in protecting your kids — they’ll make your kid safer and help you feel a lot better.

The concern: Every time I read the news, it feels like there’s an article about some creep contacting a kid in a game.

The facts:

  • According to the University of New Hampshire’s Youth Internet Safety Study (YISS), reports of unwanted sexual solicitations declined 53 percent between 2000 and 2010. As of 2010 only 9 percent of kids who use the internet received an unwanted sexual solicitation.
  • The YISS report also found that two specific kinds of contact — requests for offline meetings and situations that kids found extremely upsetting — declined between 2005 and 2010.
  • When there’s a report of an online predator (like the one about Roblox in 2017), multiple news outlets jump on the story, and they often appear in many outlets over a week or two, so it may feel like it’s more common than it is. Also, it makes for a popular article since it plays on parents’ fears.
  • The University of New Hampshire’s Crimes Against Children Research Center reports that kids are more likely to pressure each other to send or post sexual content than an adult.

The strategy: More than inspiring fear in our kids, we want to arm them with information. So when you talk to your kid, tell them there’s a chance someone could approach them online to get personal information, exchange pictures, and/or meet in person, and it might be someone who feels like an online friend. It’s not the norm, and it’s not a reason to be afraid all the time. It’s simply a reason to be aware and know that if someone starts asking for personal information or talking about sexual stuff, it’s time to get help from an adult.

5 myths and truths about kids’ Internet safety

The concern: I can’t keep up with all of the media my kid is into, so I don’t know what games and apps to keep my eye on.

The facts:

  • According to the New England Journal of Public Policy, contact with online predators happens mostly in chat rooms, on social media, or in the chat feature of a multiplayer game (Roblox, Minecraft, Clash of Clans, World of Warcraft, and so on).
  • Most games meant for kids — like Roblox and Animal Jam — have built-in features and settings that are designed to prevent inappropriate comments and chat. Though they’re often imperfect, they do help.
  • Games that aren’t designed only for kids have fewer controls, settings, and safeguards.
  • Any app or online space that allows contact with strangers without moderation or age verification can allow contact between kids and adult strangers.
  • Teens sometimes visit adult sites, chat rooms, and dating apps out of curiosity about sex and romance.

The strategy: First, stay on top of what your kid is doing online by asking them which apps, games, and other tech they use. If they’re on social media, friend or follow them. Set rules about times and places for device use — for example, banning phones and tablets from bedrooms. Find out how they chat — is it through an app or through their phone’s SMS texting? (If they’re using an app, it won’t be easy for you to see it, so ask to do occasional spot checks.) Make rules around who they can chat with — for instance, only people they know in real life. If your kid’s a gamer, use these questions to probe deeper: Do you like multiplayer games — and why? Do you chat with others while you’re gaming? What’s been your experience so far? What would you do if someone you didn’t know contacted you? Help them set privacy settings to limit the contacts in their games.

The concern: I don’t even understand how this works — does an adult pose as a kid, then ask to meet?

The facts:

  • Only 5 percent of online predators pretend they’re kids. Most reveal that they’re older — which is especially appealing to 12-to-15-year-olds who are most often targeted.
  • Some predators initiate sexual talk or request pictures immediately and back off if refused. They’re in it for an immediate result.
  • In contrast, some predators engage in “bunny hunting,” which is the process of picking a potential victim for “grooming”: They’ll look at social media posts and public chats to learn about the kid first.
  • Once they’ve selected someone, they may begin the grooming phase, which often involves friending the target’s contacts, engaging in increasingly personal conversations to build trust, taking the conversation to other platforms (like instant messaging), requesting pictures, and finally requesting offline contact.
  • Sometimes if a kid shares one compromising picture, a predator will engage in “sextortion,” which involves demanding more pictures or contact under threat of exposure or harm.

The strategy: We often tell kids not to talk to strangers or share personal information, but a kid’s online relationships can feel just as real as their offline ones. So before they start chatting with anyone online, kids need to know some basic digital citizenship and online privacy information. For instance, kids should never share a phone number, address, or even last name with someone they’ve never met. Also, sharing sexy pictures or being overtly sexual online leaves an unwanted legacy, with or without creepy adults, so we need to teach kids about being mindful about their digital footprint. Plus, having nude pictures of a minor — even if you are a minor — is against the law and teens can get into legal trouble as a result. Finally, it’s important to teach kids that if someone is asking a kid for sexy pictures or chat, that person is not a friend, no matter how cool or understanding they seem.

Apps to help keep track of what your kids are doing online

The concern: How would I even know if this is happening to my kid if they don’t come out and tell me?

The facts:

  • Predators target kids who post revealing pictures, divulge past sexual abuse, and/or engage in sexual talk online.
  • There’s some conflicting research about what ages are most at-risk, but 12 to 15 seems to be prime time, and girls are more frequent victims.
  • Teen boys who are questioning their sexuality are the second-most targeted group because they often feel talking about it online is safer than sharing in real life.
  • Sometimes, teens egg each other on to pursue contact with strangers online, and it can feel like a game.
  • Teens want to feel special, validated, attractive, and understood at a time when they’re separating from their parents, so an older “friend” who’s very interested in them can feel exciting and special.
  • Most often, teens engage in relationships with predators willingly, though they often keep them secret.
  • If your kid withdraws and becomes secretive around a device (hiding the screen, clicking from a window suddenly), it could be an indicator.
  • Phone calls and gifts from unknown people are possible signs.
  • Porn on the device your kid uses might be a sign.

The strategy: The tricky part is that most tweens and teens withdraw and are sometimes secretive; it’s part of their development. If, however, you notice these in the extreme, that’s a concern — no matter the reason. Spot checks on the devices your kid uses to monitor for sexy posts and pictures and knowing some lingo can help, but open communication — without accusation or overreaction — is usually the most effective.

7 reasons parents should care about kids and online privacy

The concern: This already happened to my kid, and I don’t know what to do next.

The facts:

  • Your kid told you.
  • You saw something on his or her phone or social media.

The strategy: First, don’t panic. Instead, gather evidence: Take screenshots, save communications, and so on. Talk with your kid about the details without making them feel like it’s their fault or that they’re in trouble. Then report it to the platform or service your kid is using, block the person, and find the reporting features on other apps and games your kid uses together. Finally, contact the police. Even though it may seem like a one-time thing, that it’s over, or you don’t want to make it a big deal, it’s best to let the authorities know in case the person is a known offender and to prevent them from doing it to other kids.

 

 

 

Crianças no Facebook? Seja um exemplo para os mais novos

Julho 13, 2017 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.jn.pt/de 30 de junho de 2017.

Há algumas técnicas que o podem ajudar a manter os seus filhos seguros nas redes sociais
Foto: EPA/DIEGO AZUBEL

São os utilizadores mais vulneráveis nas redes sociais e os relatos de crianças aliciadas nestes espaços não param de aumentar.

Empresas que tentam impingir produtos ou utilizadores mais velhos com intenções perversas deixam as autoridades em alerta. Proibir o uso não é a solução, mas há alguns truques que o ajudarão a estar mais descansado:

1- Não mentir na idade: A idade mínima para a criação de uma conta no Facebook é de 13 anos. Mas os vários estudos publicados pela EuroKidsOnline apontam para um elevado número de crianças na rede. O melhor é mesmo respeitar esta regra ou controlar o uso;

2- Evite publicar fotos dos seus filhos: São aos milhares as fotografias de crianças que vão parar à Internet publicadas pelos próprios pais. Essas fotos são facilmente partilhadas por outros utilizadores que até as podem guardar nos computadores pessoais. Esta é uma das regras de ouro que depende só dos pais;

3- Manter o computador num local central da casa: Quando o uso das redes sociais é feito num computador, é possível controlar a utilização. Por isso, o melhor mesmo é deixar o computador num local onde pode facilmente ver o seu filho ou filha.

4- Alerta para os anúncios perigosos: Abre uma janela pop-up com a promessa de um iPad a troco de umas respostas a perguntas simples. Se há adultos que caem nestes truques, as crianças são ainda mais vulneráveis.

5- Seja um exemplo, até nas redes sociais: Se publica tudo o que faz no Facebook, com fotografias pouco aconselháveis, e troca mensagens com desconhecidos, o mais provável é que o seu filho o imite. Sendo prudente nestes espaços, vai dar um bom exemplo aos mais novos.

 

 

 

Oito métodos para uma internet mais segura

Junho 8, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://www.paisefilhos.pt/ de 25 de maio de 2017.

Family with laptop in bed. Mother and child with computer at home

As recentes notícias sobre o jogo “Baleia Azul” – cuja consequência mais grave é poder levar os jovens participantes ao suicídio – são apenas o último “susto” que os pais de crianças e jovens têm vindo a experimentar no que diz respeito à forma como os filhos agem online. Há muito que medos relacionados com a exposição a conteúdos pornográficos, ciberbullying ou a atuação de predadores sexuais na internet fazem parte do quotidiano dos adultos. Há por isso que adotar estratégias que, ao mesmo tempo que reconhecem a omnipresença do mundo virtual na vida dos mais novos, promovem uma maior segurança.

Recentemente, a especialista britânica Katharine Hill lançou um livro com o título “Left To Their Own Devices?” (“Deixados à solta?”, em tradução livre), onde não só identifica algumas das situações a que pais, avós e adultos de referência devem estar atentos, como identifica oito métodos para promover o uso da internet de uma forma mais segura em meio familiar.

 1 – Não proibir a tecnologia

“Não é produtivo impedir as crianças de terem acesso à tecnologia. Eventualmente, haverá um amigo ou colega que tem um tablet ou um smartphone e as imagens e conteúdos vão chegar. Trata-se, antes de mais, de aprender a distinguir o certo do errado”.

 2 – Não deixar que os ecrãs dominem o quotidiano

“Enquanto pais ou avós, há que evitar que a vida seja passada à frente dos ecrãs, começando por dar o exemplo. Há que falar sobre o tempo que é gasto e que poderia ser perfeitamente utilizado para outras atividades de lazer. E, se for necessário, estabelecer regras de utilização adaptadas às diferentes idades das crianças e adolescentes”.

 3 – Criar um “acordo familiar tecnológico”

“Uma das coisas mais importantes que os pais podem fazer é usar os valores familiares no uso da tecnologia. Por exemplo, criar um ‘acordo tecnológico’ que estabeleça claramente o que as crianças estão autorizadas a fazer, o que é de evitar e o que não podem mesmo fazer e basear essas escolhas nos princípios que regem a vida da família”.

 4 – Deixar os equipamentos a carregar for a do quarto

“Uma parte importante desse ‘acordo tecnológico’ é estabelecer que os carregamentos dos aparelhos são feitos, durante a noite, fora dos quartos. Isto é o equivalente a impedir o acesso à internet durante essas horas. Mas, atenção: mais uma vez, todos os membros da família devem respeitar essas ‘horas sem net”, tanto crianças como adultos”.

 5 – Usar os sistemas de controlo parental

“No Reino Unido, a idade média em que as crianças têm acesso aos primeiros conteúdos pornográficos é aos 11 anos. Daí ser extremamente importante usar os sistemas de controlo parental nos sites e smartphones. Não se trata de impedir acesso à informação e conteúdos positivos, mas sim gerir e bloquear conteúdos impróprios”.

 6 – Estar envolvido na “vida online” dos mais novos

“No caso dos adolescentes, não há que hesitar: os adultos devem fazer parte das suas redes sociais e segui-los atentamente. Mas nunca de uma forma que pareça controladora, antes mostrando envolvimento positivo. Por exemplo, tirar uma foto de uma atividade em família e postá-la conjuntamente no Instagram”.

 7 – Estar informado e preparado para falar

“Não se pode enterrar a cabeça na areia e evitar falar de assuntos difíceis. Os pais podem pensar algo como ‘o meu filho não vê pornografia’ ou ‘nunca será uma vítima da Baleia Azul’, mas isso está longe de ser uma certeza. Daí ser importante os adultos manterem-se a par dos desenvolvimentos, bons e maus da tecnologia, para que as crianças saibam que podem falar abertamente sobre estes temas e serem compreendidas”.

8 – Limitar o uso adulto dos ecrãs

“Mais uma vez repito que é essencial ensinar pelo exemplo. Os valores transmitem-se, não se impõem. Se nos momentos em família, durante as brincadeiras ou às refeições, os adultos não largam os ecrãs, nada mais natural que as crianças e jovens façam o mesmo. Há que mostrar que o pai e a mãe sabem limitar o uso, em vez de lhes exigir que o façam apenas porque são os mais novos”.

 

 

 

Los Riesgos de las Redes Sociales – Vídeo

Junho 3, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Encontro SeguraNet 2016/17 com a participação de Bruno Pio, do IAC

Maio 29, 2017 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Direção-Geral da Educação, através da Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas, promove o Encontro SeguraNet, que irá decorrer no dia 5 de junho, na Escola Básica Integrada JI/ Vasco da Gama, em Lisboa (Parque das Nações).

Este encontro pretende distinguir as Escolas que mais se destacaram nas iniciativas do projeto SeguraNet, no ano letivo 2016/17, e é dirigido a todos os docentes.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição dado o número limite de vagas. As inscrições poderão ser realizadas até ao dia 4 de junho, através do formulário.

A intervenção de Bruno Pio é sobre “As Crianças e Jovens: Desafios e Riscos na Internet”.

Consulte o programa do encontro.

Para eventuais esclarecimentos, contacte-nos através do endereço: seguranet@dge.mec.pt.

 

 

Por vezes, “é mais perigoso” as crianças navegarem na Net do que brincarem na rua – declarações de Manuel Coutinho do IAC ao Público

Maio 28, 2017 às 5:03 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 24 de maio de 2017.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Aumento dos raptos parentais também constitui uma preocupação para o Instituto de Apoio à Criança PAULO PIMENTA

Instituto de Apoio à Criança registou 37 casos de desaparecimento de crianças e jovens em 2016, mais dois do que em 2015, diz secretário-geral da instituição.

Lusa

Em entrevista à Lusa, a propósito do Dia Internacional da Criança Desaparecida, esta quinta-feira, o coordenador do serviço SOS-Criança e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Manuel Coutinho, manifestou preocupação com a situação das crianças migrantes. “O que nos está a trazer muita preocupação” é a situação das “crianças migrantes não acompanhadas fugidas da guerra, que são muitas, que se deslocam pela Europa, e depois desaparecem, supondo-se que vão para as redes de tráfico”, disse Manuel Coutinho.

Mas as situações de raptos parentais, quando uma criança é levada ou mantida num país diferente do da sua residência por um dos pais ou detentores da sua guarda, contra a vontade do outro, e as fugas também merecem reflexão: “Ninguém foge de um sítio onde está bem. Por isso, quando a criança é encontrada, não deve ser devolvida (…) sem se analisar bem o motivo que a levou a sair de lá”, adiantou.

Observar as famílias

Nesse sentido, “é importante humanizar as instituições, tentar que funcionem da melhor maneira possível”, mas também é “importante pôr a lupa em cima das famílias e perceber o que é que leva as crianças a fugir de casa”.

O secretário-geral do IAC contou que muitos menores fogem por iniciativa própria, motivados por situações ligadas à Internet. Por vezes, “é mais perigoso” as crianças estarem a navegar na Internet em casa do que estarem a brincar na rua, disse, advertindo que “o desaparecimento de crianças tem uma correlação positiva com a exposição, principalmente, dos estados de alma e da curiosidade que eles têm nas redes sociais”.

As crianças “colocam na Internet os seus estados de alma, as suas tristezas, as suas preocupações, as suas angústias” e do “lado de lá, com um rosto invisível ou com um falso rosto”, pode estar “um predador” que, “ao aperceber-se da fragilidade da criança, pode tentar seleccioná-la para ser vítima das suas sevícias, das suas taras, das suas redes”.

Para evitar estas situações, Manuel Coutinho defendeu que é preciso explicar aos jovens os perigos que existem quando navegam na Internet e alertou: “Os pais preocupam-se por os filhos estarem na rua, mas deviam preocupar-se mais quando os filhos navegam de uma forma desprotegida na Net”.

Raptos parentais aumentam

O aumento dos raptos parentais e o impacto que têm nas crianças também constitui uma preocupação para o psicólogo, sublinhando que “é um mau trato psicológico” que tem de ser eliminado da vida das famílias. “As pessoas têm muitas vezes esta atitude irreflectida porque os adultos estão numa grande conflitualidade, mas a criança fica partida por dentro, fica para sempre com um trauma psicológico bastante grave e deixa de confiar nas pessoas”, frisou.

Perto de 40 crianças foram sinalizadas como desaparecidas em 2016 ao Instituto de Apoio à Criança, que observou um aumento de 38% no número de casos de raptos parentais, segundo dados divulgados à agência Lusa. No total, o IAC registou 37 casos de desaparecimento de crianças e jovens, mais dois do que no ano anterior, tendo a maioria (17) sido por fuga de casa ou de uma instituição e 14 por rapto parental, mais cinco casos do que em 2015. Houve ainda dois casos de desaparecimentos de crianças migrantes não acompanhadas e dois casos de crianças perdidas. Noutras duas situações não é especificada a causa do desaparecimento.

Do total de crianças desaparecidas, 15 ainda não foram localizadas, adiantam os dados do IAC. Nas restantes situações, em que a criança foi localizada, a duração do desaparecimento é variável, sendo que na maioria dos casos (24%) foi inferior a 48 horas

 

 

Sessão de Esclarecimento – Baleia Azul – 27 de maio na Escola Básica Barbosa du Bocage (Setúbal)

Maio 26, 2017 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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inscrições:

265 185 750

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdmGtEBxi8RHkr2nIkzEcqKCkN2DUZrgJYJmyaOs9q77EMjAg/viewform?c=0&w=1

Dicas de Segurança para crianças e jovens: PROTEGE-TE

Maio 25, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/836-dicas-de-seguranca-para-criancas-e-jovens-protege-te

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