Seminário Científico “O Bebé e a Família na Era Digital” 13 de outubro Centro Hospitalar Cova da Beira

Outubro 11, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfIwQ7sxK1-HIML2DIphJQ9jitXLysq8pIC6Ao1fzdJBHBszw/viewform

 

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Manual de Ação Para Jovens : Dá a Tua Opinião sobre os teus direitos online!

Outubro 4, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança é um dos parceiros da iniciativa.

Descarregar o manual aqui

Página no Facebook:

https://www.facebook.com/GDPRhaveyoursay/

 

Sabias que em maio de 2018 o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) 1 entrará em vigor nos sistemas jurídicos de todos os países da União Europeia? A boa notícia é que este Regulamento visa proteger a privacidade e os dados pessoais na Internet, assegurando que os fornecedores de serviços de informação e de média sociais:

  • tratam os teus dados de forma transparente e justa
  • param de transferir os teus dados pessoais para terceiros sem o teu consentimento explícito
  • respeitam o teu “direito a ser esquecido”
  • param de tratar, analisar e agrupar os dados pessoais de menores de idade.

A má notícia é que, a menos que atuemos agora, o Regulamento impedirá qualquer menor de 16 anos de idade de aceder aos serviços da sociedade da informação (ou seja às redes sociais e muitos outros websites), sem o consentimento dos seus pais ou cuidadores (artigo 8) ! Agora imagina as consequências que isso poderia ter para ti, enquanto jovem cidadão da União Europeia. Acabaram-se as redes sociais ou a exploração de novos sites ou aplicações, a menos que os teus pais autorizem cada uma das tuas escolhas? E as consequências para as crianças com menos de 13 anos de idade?

Mas tu tens o poder de mudar isso, porque o Artigo 8 2 do RGPD diz:

“Os Estados-Membros podem dispor no seu direito uma idade inferior para os efeitos referidos, desde que essa idade não seja inferior a 13 anos”.

Este Manual de Ação Para Jovens não pretende apenas fazer-te pensar sobre os teus direitos na Internet, mas também te dá a possibilidade de garantires que a tua voz seja ouvida pelas entidades que decidem e que legislam em Portugal.

 

Pais processados por partilha de centenas de fotos no Facebook

Setembro 27, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site https://pplware.sapo.pt/ de 17 de setembro de 2017.

Apesar dos alertas dados relativamente aos perigos da partilha de fotos de crianças na Internet, a verdade é que se os responsáveis legais das crianças autorizarem essa partilha, se forem os próprios a fazê-la, ninguém os pode impedir.

Mas, além das muitas consequências graves que este tipo de partilha pode constituir, as crianças (que um dia crescem) podem não gostar de ter a sua infância exposta na Internet. Foi isso mesmo que aconteceu recentemente com uma jovem que viu mais de 500 fotos suas de criança, incluindo as mais íntimas e embaraçosas, serem expostas pelos próprios pais no Facebook. Agora, aos 18 anos, está a processar os pais.

Desde que, em 2009, a rede social Facebook surgiu na vida dos pais desta jovem austríaca, agora com 18 anos, que toda a sua infância foi exposta na Internet sem a sua autorização.

Fotos na sanita, despida e muitas outras fotos de quando ainda era criança e que considera embaraçosas – mais de 500 fotos -, foram partilhadas pelos seus pais na Internet, numa página de Facebook com mais de 700 amigos, que ignoraram todos os seus pedidos de remoção.

referiu a jovem em entrevista ao The Local

Agora, com 18 anos, a jovem está a processar os pais de forma a obrigá-los a retirar todas estas suas fotografias da rede social.

Segundo o seu advogado, esta partilha das fotografias viola o direito de privacidade da jovem, acreditando que os pais serão obrigados a apagá-las, contudo, o pai opõe-se e considera que tem direito a partilhar as fotos uma vez que foi ele que as captou.

Esta é apenas uma das consequências a que os responsáveis legais das crianças estão sujeitos quando partilham pela Internet fora as peripécias das suas crianças. Mas há mais. Deve estar bem ciente de que qualquer fotografia que “cai na Internet” deixa de ser sua, mesmo que ache que só a partilhou na sua conta de Facebook para mostrar à sua lista de amigos. Não é assim. O controlo sobre elas deixa de estar nas suas mãos assim que clica em partilhar e passa para as mãos de quem tiver acesso a elas e nada poderá ser feito.

Aqui no Pplware já elaborámos uma lista de 10 tipos de situações em foto ou vídeo que envolvem os seus filhos e os filhos dos outros, que nunca deve expor nas redes sociais. O artigo que explica os 10 pontos abaixo, pode ser encontrado aqui.

10 fotos dos seus filhos que não deve publicar na Internet

1 – Fotos de momento íntimos da criança

2 – Fotos que localizam

3 – Fotos que identificam sítios e hábitos

4 – Fotos institucionais

5 – Fotos com os amiguinhos

6 – Fotos que revelam mais que o necessário

7 – Imagens embaraçosas

8 – Fotografias exibicionistas de ostentação

9 – Imagens de uma vida

10 – Fotos publicitárias

 

 

 

A “pressão do mundo virtual” anda a mexer com a saúde mental dos jovens

Setembro 21, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de setembro de 2017.

Passam em média mais de duas horas por dia nas redes sociais. Há especialistas que acham que isso já se está a notar nas urgências e consultórios psiquiátricos.

Catarina Reis

Sem barreiras e sem segredos, como uma casa virtual onde tudo pode realmente acontecer. Assim se apresentam as redes sociais aos jovens que as utilizam como o seu meio de comunicação mais natural. E a pergunta que muitos pais fazem é esta: pode o uso excessivo de redes sociais estar associado ao aparecimento de problemas de saúde mental? O médico psiquiatra Diogo Telles Correia, a psicóloga Rosário Carmona e a pedopsiquiatra Maria de Lurdes Candeias acreditam que sim.

Da rua para casa, do convívio de recreio às conversas em redes sociais — em Portugal, são os jovens dos 15 aos 24 anos que mais tempo lhes dedicam. Passam uma média de mais de duas horas por dia a “conversar” e a “partilhar”, segundo um estudo da Marktest, divulgado no ano passado, que indicava ainda que em poucos anos — de 2008 a 2015 — a percentagem de utilizadores, entre todas as faixas etárias, crescera de 17,1% para 54,8%.

Diogo Telles Correia não hesita em ligar os mais recentes números ao crescimento de patologias do foro psicológico nos jovens, como ansiedade e depressão. Porquê? De acordo com o especialista, as redes sociais expõem “os adolescentes a um contínuo fluxo de informação, que os estimula constantemente e alimenta uma personalidade hiperactiva e que pode conduzir, não raramente, a situações de ansiedade”.

E a ansiedade, diz o médico psiquiatra e psicoterapeuta, é um veículo para a depressão. Além disso, a globalização das redes sociais veio tornar as relações humanas “mais superficiais e menos estruturantes, facto que reduz a resiliência dos adolescentes às adversidades”, acrescenta.

Aos olhos de Rosário Carmona, psicóloga especialista em adição à Internet, o problema não é novo. “A pressão social, a pressão da integração, sempre existiu. Agora, apenas existe em moldes diferentes.” E prossegue: “Enquanto essa pressão existia na realidade, agora há uma pressão adicional — a do mundo virtual. É esta pressão, que as gerações antigas já tinham, mas a duplicar.” E que é passível de ser encontrada nos episódios mais banais do dia-a-dia de um adolescente. “O não pertencer a um grupo de turma já é motivo de stress. Tudo é uma pressão social” na vida dos adolescentes.

Já a pedopsiquiatra Maria de Lurdes Candeias considera que se um adolescente está sujeito a uma pressão social resultante das redes sociais, então é natural que essa utilização “agrave uma patologia que o jovem já possa ter”. Na perspectiva da especialista, as redes sociais funcionam, assim, como factor de agravamento de uma condição já existente — embora adormecida —, mas não como raiz de um problema da ordem mental.

Não há atenção suficiente

É precisamente nas redes sociais que têm lugar algumas páginas dedicadas à divulgação de imagens e citações de carácter depressivo. De origem desconhecida, o fenómeno tem atraído milhares de jovens utilizadores em todo o mundo. São exemplos as páginas de Facebook Depression Memes 2.0, seguida por 25.323 pessoas, e a Yes, I’m sad, com mais de um milhão de seguidores.

Em Maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um relatório onde apontava as cinco principais causas de morte em adolescentes entre os 15 e os 19 anos, em 2015. No estudo Acção Global Acelerada para a Saúde dos Adolescentes: Orientações para apoiar a implementação nacional, a autolesão foi apontada como a terceira causa de morte no mundo — antecedida por acidentes de viação e infecções respiratórias. Este número (67 mil mortes num ano) engloba, segundo o relatório, os suicídios e mortes acidentais resultantes de lesões auto-infligidas pelos jovens que não tinham como intenção. O mesmo estudo divulgou ainda diferenças a nível de género: a autolesão é mais frequente entre raparigas adolescentes do que entre rapazes.

Em Portugal, Diogo Telles Correia lembra os dados partilhados pelo Programa Nacional para a Saúde Mental, em 2015, que davam conta de que, nos últimos anos, se registara “um aumento do número de crianças e adolescentes que recorreram às urgências por depressão, ansiedade e tentativas de suicídio ou para-suicídio — autolesões cujo objectivo não era morrer, mas sim passar uma mensagem de sofrimento ou mágoa”.

Já Rosário Carmona, ainda que admita que há uma relação causa-efeito entre redes sociais e saúde mental dos jovens, não considera, a partir daquilo que presencia no seu consultório, que o problema esteja a crescer. “Não sinto que tenha aumentado. Mas também não quero dizer que acredito nisto porque damos maior atenção ao assunto, porque há pais que vão ler e vão achar que, efectivamente, têm prestado mais atenção, o que não é verdade. Há uma maior informação, mas ainda não há atenção suficiente ao assunto”, subinha.

Prevenção desvalorizada

Nas escolas, junto dos jovens — é onde a psicóloga Rosário Carmona diz ser necessário prevenir e exactamente onde considera que está a falhar a prevenção.

Garante que “há especialistas suficientes no país para ajudar estas crianças”, mas, nos estabelecimentos de ensino, a realidade é outra. “Ou não há psicólogos ou há poucos”, afirma.

Desde cedo que “a prevenção está muitíssimo desvalorizada”. A psicóloga é ainda da opinião que o Governo deveria prestar mais atenção ao problema da saúde mental dos jovens, pois “está confirmado que ganha mais em prevenir do que em remediar”.

Rosário Carmona também lamenta que “a maioria dos pais” chegue “demasiado tarde” ao seu consultório. Para a pedopsiquiatra Maria de Lurdes Candeias, esta é mesmo a raiz do problema. “Não há uma boa formação junto das crianças, sobre o que é certo e o que é errado. Há escolas que querem ter mão nisto, outras que não. Mas eu continuo a dizer que isto depende da formação dada em casa, pelos pais, pelos primos, pelos avós, pelos tios”, conclui.

Travar este fenómeno e as falhas que dele têm decorrido no sistema é, de acordo com Diogo Telles Correia, responder multidisciplinarmente, “incluindo psiquiatras, pediatras, clínicos gerais, psicólogos, entre outros”.

“Como em todas as áreas de saúde mental, o número de médicos e técnicos especializados na área podem não estar à altura deste acréscimo contínuo da prevalência das perturbações mentais” e da complexidade do tema, explica Telles Correia que também ressalva que o trabalho tem que começar em casa, com “pais mais atentos” a sintomas que podem estar associados a uma possível depressão ou problemas de ansiedade.

 

 

 

Os meus pais não percebem nada

Setembro 11, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica de José Manuel Diogo publicado no dia 24 de agosto de 2017 no http://www.noticiasmagazine.pt/

Crónica de José Manuel Diogo

Um dos maiores desafios para os pais deste milénio é conhecer e compreender a forma como os nossos filhos atingem e gerem o conhecimento. No centro desse desafio estão as redes sociais. No século xx – nesse distante «nosso tempo» –, os instrumentos de comunicação eram lineares e de fácil compreensão, mas hoje tudo é diferente. Antes «uma coisa» era sempre consequência «de outra»; e essa coisa estava quase sempre perto e era conhecida por todos. Não havia surpresa nas novidades.

Antigamente, os filhos aprendiam dos pais porque tinham menor acesso à informação. Hoje não é assim. Os nossos filhos, porque são mais novos, menos ocupados e mais digitais, têm acesso a mais e melhor informação do que os pais. O desafio dos mais velhos é hoje muito maior. Se antes o problema era saber que informação se devia proibir, hoje é preciso saber que mundo devemos conhecer. E neste «jogo» os mais novos levam grande vantagem.

As redes sociais são por excelência o território onde esta batalha se trava. Porque são mais imediatas, rápidas e expõem os nossos filhos a um mundo que nos é desconhecido; mas também porque, paradoxalmente, são o local onde nos encontramos com eles na internet. Por exemplo, o Google é muito mais perigoso do que o Facebook, mas os adultos preocupam-se menos com ele. Talvez porque as hipóteses de encontrar um filho ou uma filha num motor de busca é nula. Já nas redes sociais a coisa não é assim…

Quem tem filhos adolescentes preocupa-se. Perguntamo-nos se eles conseguem ter uma vida normal passando tanto tempo ligados aos amigos. Mas será que são eles que estão viciados na rede, ou seremos nós mais viciados do que eles? Se formos pelo que diz o dicionário – «vício é um efeito pelo qual uma pessoa se afasta do tipo considerado normal» – não parece que as redes sociais preencham o requisito. Antes pelo contrário. Se virmos com atenção, vício aplica-se mais aos adultos que as usam menos para adquirir ou partilhar conhecimentos e amizade e se dedicam a elas como instrumentos de vaidade e fervor voyeurístico.

Os mais novos sabem exatamente para que serve cada uma das redes sociais, como se «mantêm vivas», e qual a recompensa que existe em cada uma. A Kika, de 14 anos, sabe que o que mantém vivo o Snapchat (a rede mais utilizada pelos adolescentes nos EUA) é a regularidade com que contacta cada pessoa – é a rede da Amizade. Que no Instagram o objetivo são os gostos em cada fotografia – é a rede da Vaidade.

Já o Twitter é diferente e «muito fixe» e «serve para encontrar coisas interessantes» – é a rede da Informação. Os adolescentes estão a abandonar o Facebook. Têm-se transferido para o Snapchat e para o Instagram, deixando a rede criada por Mark Zuckerberg para a mais tradicional forma de comunicação: as mensagens de texto.

O nosso maior medo – como educadores – de que os nossos filhos possam estar a falar com um pedófilo, em vez do aparente amigo ou amiga digitais, rapidamente vai perdendo sentido. Eles sabem mais sobre o assunto do que nós, e as próprias redes sociais onde verdadeiramente se conhecem são elas próprias uma cadeia de segurança.

É verdade que as redes sociais são um assunto difícil de compreender, sobretudo pelos adultos, que gostam das coisas organizadas e hierarquizadas, porque nelas tudo está em mudança constante. Mas o que há de novo? Não foi sempre assim quando a tecnologia mudou a vida das pessoas? É tão difícil, hoje, aceitar as redes sociais como no fim do século xviii foi compreender o caminho-de-ferro. Há 160 anos, quando o comboio chegou a Portugal, houve quem dissesse, e escrevesse, que viajar à espantosa velocidade de 40 km/h até podia causar descolamento da retina.

Leia a reportagem sobre o crescimento do Instragram aqui.

José Manuel Diogo, autor e colunista, Especialista em media intelligence, informação e comunicação, é autor de uma biografia de Steve Jobs, iMe, a Vida de Steve Jobs. Escreve no Jornal de Notícias e no Diário de Coimbra.

 

 

O que significa ser a última geração que viveu o mundo analógico

Setembro 4, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site https://www.nexojornal.com.br/ de 5 de setembro de 2016.

Ana Freitas 05 Set 2016 (atualizado 18/Jul 12h37)

Você se lembra de quando se via sem nada para fazer e contemplava o ócio, sem sacar o celular do bolso? Essa é uma reflexão que tende a acabar junto com aqueles que vivenciaram o mundo off-line.

Quando foi a última vez que você se viu sem absolutamente nada para fazer e contemplou o ócio? Momentos como esse têm se tornado cada vez mais raros no cotidiano. O motivo é que, mesmo naqueles minutos de espera do ônibus ou da chegada de um amigo no bar, sua atenção é desviada para o celular.

Muito em breve, esse tipo de reflexão sequer existirá. A última geração que viveu o mundo completamente analógico —e portanto pode comparar a espera off-line e a on-line—, não terá mais representantes em cerca de 40 ou 50 anos. E as experiências pessoais sobre como a vida era antes e depois do digital desaparecerão com ela.

Essa é a provocação do jornalista canadense Michael Harris. Autor do livro “O Fim da Ausência”, lançado em 2014, Harris fala sobre a última geração “bilingue” — capaz de traduzir o mundo analógico para o digital, e vice-versa — e como essa será a última geração a conhecer o que chamamos de “não fazer nada”.

 A geração em transição

Harris defende que qualquer pessoa que tenha nascido antes de 1985 faz parte da última leva de seres humanos que sabe o que é a vida sem internet — “estão fazendo a peregrinação do antes para o depois”, escreve Harris.

O “antes” é um mundo em que a comunicação era mais lenta e acontecia de maneiras completamente diferentes, no qual havia menos tipos de entretenimento e os pensamentos e opiniões pessoais das pessoas recebiam menos atenção pública.

Para Harris, os indivíduos que conheceram o mundo analógico têm uma habilidade única — a capacidade de notar como a introdução da tecnologia no mundo mudou a maneira como as pessoas se relacionam. E esse é o público alvo do livro, de acordo com ele.

O maior prejuízo que a ubiquidade da tecnologia vai causar às gerações futuras, de acordo com o autor, é a ausência da sensação de ausência. O estado de conexão permanente, com o celular ligado no bolso, nos impede de estar definitivamente sozinhos.

Ainda assim, Harris fala disso mais como observador e menos como crítico. O autor assume uma postura sobre o “antes” e o “depois” que não tenta classificar um ou outro como melhor ou pior, mas só como “como as coisas são”.

Harris não foi o primeiro a falar sobre como a tecnologia nos afasta do ócio. O comediante norte-americano Louis C.K., em uma entrevista em 2013, refletiu sobre a ausência de momentos solitários nos tempos modernos — e, de maneira tragicômica, sobre como nos ocupamos com a tecnologia para afastar reflexões existenciais que podem trazer frustração.

 “Você precisa cultivar a habilidade de ser você mesmo e não estar fazendo nada. É isso que os celulares estão tirando, a habilidade de só ficar sentado [fazendo nada]. Isso que é ser uma pessoa. Porque por baixo de tudo na sua vida tem aquela coisa, aquele vazio — eterno. O conhecimento de que nada vale a pena e que você está sozinho. Está lá, no fundo. E às vezes quando tudo sai da frente, você não está assistindo nada, no seu carro, sozinho, você pensa ‘Ah, não, lá vem. Estou sozinho’. Começa a vir. Só aquela tristeza. A vida é triste demais, só estar nela…”

 Louis C.K.

Comediante norte-americano, em entrevista ao programa Late Night With Conan O’Brien

Apesar do tom bem humorado, a provocação de C.K. se conecta com as reflexões de Harris no livro. “Logo, ninguém vai se lembrar da vida antes da internet. […] Os silêncios provenientes de ‘sonhar acordado’ nas nossas vidas foram preenchidos: as solidões sufocantes foram extintas. Não há ‘tempo livre’ verdadeiro quando você está com seu celular”, diz o livro.

 “Na medida em que adotamos os dons da tecnologia, normalmente falhamos em considerar o que a tecnologia pede de nós em troca — os pagamentos sutis, que dificilmente notamos e que fazemos em troca de seu maravilhoso serviço. […] Por que nos importaríamos em notar o fim da solidão, da ignorância, da ‘falta’? Por que deveríamos nos importar que a ausência desapareceu?”

 Michael Harris

No livro “The End of Absence”, de 2014

O autor argumenta que vai faltar, no futuro, a capacidade de deixar a mente correr livremente, de se sentir entediado e a importância das descobertas feitas nesses momentos. Mas que só essa geração “híbrida” vai sentir falta dessas coisas como parte da experiência humana.

Valor próprio definido por curtidas

Outra mudança, escreve, está na maneira como avaliamos nosso valor como pessoas — que, nos nossos tempos, frequentemente está conectado com números em redes sociais. A capacidade de observar isso, diz, também é exclusiva dessa geração que está passando pela transição entre dois mundos.

“Acho que tem a ver com a noção de prestação de contas [de si mesmo] online. Então [há a ideia de que] se um tweet ganha centenas de reweets, deve significar que meus pensamentos valem [alguma coisa]. Se minha foto é muito curtida, deve significar que sou bonito. Uma das coisas que me preocupa na conexão permanente é que perdemos a habilidade de decidir, por nós mesmos, o que pensamos sobre quem somos”, disse Harris, em entrevista ao site Quartz.

O livro de Harris, como muitos do tipo que analisam as mudanças sociológicas impulsionadas pela revolução digital, foi escrito depois que o autor decidiu tirar uma folga de um mês de qualquer aparelho digital.

Seu período sabático, no entanto, não despertou nenhuma habilidade adormecida ou desencadeou um momento de epifania: ele concluiu que uma pausa ocasional pode ser útil, embora quase inviável para a maioria das pessoas. “Acho que o que você consegue [de um período de abstinência do digital] é uma luz interior mais rica e a habilidade de se enxergar de uma perspectiva mais crítica. Porque, se você está no meio de algo, nunca dá para ver propriamente”, disse, sobre a experiência.

 

 

 

Memória a curto prazo – José Luís Peixoto

Setembro 1, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de José Luís Peixoto publicado no site http://www.joseluispeixoto.net de 20 de agosto de 2016.

Perdemos a capacidade de explicar às gerações mais novas como era antes. Podemos iniciar essa tentativa mas, ao fim de minutos, ou nos confundimos e começamos a divergir, ou eles se desinteressam e começam a escutar música de elevador dentro da cabeça, ou talvez escutem aquele ruído estático de quando os canais de televisão não emitiam programas durante vinte e quatro horas por dia, aquela imagem de grão cinzento que quase esquecemos também.

É normal que os mais jovens deixem de nos prestar atenção, é sempre assim quando alguém começa a falar uma língua que não entendemos. Raramente nos sentimos tão sozinhos como num jantar de polacos. Também é normal que nos falte coerência e articulação, fomos soterrados pelo tempo.

Parecia controlável, era incontrolável.

Hoje, os telemóveis são pequenas extensões do mundo ou, com mais probabilidade, de nós próprios. Há realidades e paisagens que apenas existem na internet, mergulhamos nelas. Com o telemóvel na mão, de repente, deixamos de ser um corpo com vontade e propósito, passamos a ser um objecto que está ali, um obstáculo com volume e textura, mas cuja existência está noutro lugar qualquer. Há muito que deixou de ser notícia a imagem de toda a gente nos transportes públicos a ver o telemóvel, toda a gente na sala de espera a ver o telemóvel.

Num esforço da memória, admiramo-nos com o tamanho dos primeiros aparelhos, com o gesto que tínhamos de fazer para puxar a antena quando recebíamos uma chamada, com aquele toque irritante da Nokia. Estas lembranças impressionam-nos, sobrepomo-las a tudo o que sabemos agora. Levamos no telemóvel a internet: a possibilidade de contactar todos com quem já nos cruzámos, um escritório inteiro e distrações para todos os gostos, para todos os likes.

Agora, a esta distância, olho com uma certa ternura para aqueles que, nos anos noventa, juravam que nunca iriam ter telemóvel. Insurgiam-se contra a obrigação de estarem sempre contactáveis, achavam (com razão) que perdiam liberdade. Hoje, essa ideia desapareceu. Agora, ninguém quer estar incontactável. Preocupamo-nos de morte quando sabemos que algum amigo nosso está incontactável. Sem pensarmos muito nisso, sem debate, damos por garantido que os telemóveis salvam vidas. Hoje, se alguém garante que ficou sem rede ou sem bateria, pensamos: mentiroso, adúltero.

Aqueles que juravam que nunca iam ter telemóvel são como os romanos que permaneceram na Península Ibérica depois da chegada dos árabes, são como os árabes que se deixaram ficar após a chamada “reconquista cristã”. Ou, com mais precisão, são como os cristãos-novos, os judeus que, no século XV, foram obrigados a converter-se ao cristianismo.

De nada vale dizer-lhes: eu bem te avisei. Com mais certeza, se não tiverem esquecido completamente quem eram, serão eles a dizer-nos essa mesma frase.

Ao contrário do que se costuma afirmar, a internet não é para sempre. Em poucos lugares os assuntos envelhecem tão depressa. Ao fim de algumas semanas, já ninguém quer ver a sex-tape da estrela do maior reality show do momento; ao fim de alguns meses, já ninguém sabe quem essa pessoa é.

Seguramente que a memória não ficará salvaguardada nas redes sociais. As redes sociais são feitas de presente. Nelas, o passado desaparece da forma mais absoluta de todas: perde significado.

Os adolescentes passam as reuniões de família a olhar para o telemóvel. Um dia, estes adolescentes serão pais em reuniões de família. Para onde irão olhar os adolescentes do futuro?

José Luís Peixoto, in GQ, Maio de 2016

 

 

O que é a dark web?

Agosto 31, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo do https://www.publico.pt/ de 8 de agosto de 2017.

Reuters/KACPER PEMPEL

Perguntas e respostas sobre uma parte mais obscura da Internet, frequentemente usada para actividades criminosas.

Karla Pequenino

As autoridades italianas divulgaram há poucos dias o caso de uma modelo britânica raptada em Julho, em Milão, para ser leiloada online, na chamada dark web. O criminoso acabou por desistir do esquema e entregou a vítima no consulado britânico, depois de o leilão ser ignorado (ninguém fez uma oferta). Em Março, a Europol, o serviço europeu de polícia, classificou esta parte da Internet como uma das maiores ferramentas dos criminosos, descrevendo-a como o motor da criminalidade organizada na União Europeia.

O que é a dark web?

Uma pequena parte da World Wide Web, infame por ser utilizada por visitantes do mercado negro online. Resume-se a um conjunto de redes encriptadas (conhecidas como darknets) que estão intencionalmente escondidas da Internet visível através de sistemas de encriptação.Como tal, não se encontram sites da dark web através de pesquisas em motores de busca, ou ao escrever o endereço de IP em browsers normais.

É díficil encontrar a origem do conteúdo alojado nestas redes, visto que apenas podem ser acedidas através de software e configurações específicas. “A dark web pode ser vista como uma máscara da actividade ilegal na Internet”, diz Jorge Alcobia, director executivo da Multicert, uma empresa de segurança informática portuguesa. “É o contrário da chamada Internet visível, em que se conhecem os certificados de segurança, credenciações e máquinas utilizadas. Na dark web, os servidores, o domínio e a origem da informação são disfarçados, tornando-se um sítio apelativo a criminosos.”

A dark web foi alvo de atenção mediática em 2015, quando os dados extraídos do ciberataque ao site Ashley Madison (uma rede social para ajudar pessoas interessadas em trair os parceiros) foram aí disponibilizados.

É o mesmo que a deep web?

Não. A dark web é uma pequena parte da deep web que, por sua vez, inclui todos os sites da Internet que não se podem encontrar através dos motores de busca. Integra informação online escondida por palavras-passe, ou que apenas pode ser acedida através de software específico. Muitos dos conteúdos da deep web não têm nada de ilegal.

O que se encontra na dark web?

Conteúdo ilegal, mas não só. Várias pessoas – agências segurança, autoridades, activistas a lidar com informação sensível e jornalistas – utilizam a dark web porque oferece uma camada de segurança extra que cobre a sua identidade, e permite maior segurança e privacidade. Porém, a rede é conhecida pelos mercados negros online, onde se podem comprar drogas, documentos ilegais, serviços de assassinato, e pornografia infantil.Também se encontram serviços que prometem trocar a divisa digital bitcoin por outras moedas, visto que as bitcoins são muito utilizadas em transacções ilegais por facilitar o anonimato dos utilizadores.

De acordo com um relatório de 2017 da Europol, 57% das páginas da dark web contêm conteúdo ilegal. “A maioria do conteúdo na dark web não é legal”, diz Jorge Alcobia. “Sem ser para fins de investigação, não vejo motivos para alguém se dar ao trabalho de utilizar uma plataforma que mascara a identidade de IP e a máquina que estão a utilizar para uma simples navegação na Internet,” refere.

Um dos primeiros mercados ilegais a operar na dark web foi a plataforma Silk Road, que vendia vários produtos ilícitos, particularmente estupefacientes. Em 2012, as vendas anuais rondavam os 22 milhões de dólares. Foi desmantelado em 2013, porque as autoridades encontraram o criador, Ross Ulbricht, em flagrante delito a aceder à área de administração do Silk Road numa biblioteca pública em São Francisco, nos Estados Unidos.

Como se acede à dark web?

A forma mais comum de aceder a parte da dark web é através do browser da rede privada Tor (disponível gratuitamente, online). Além de ser utilizado para aceder a sites da Internet “visível”, serve para aceder a vários sites e serviços alojados na rede Tor (os sites em questão estão sob o domínio .onion). A rede I2P é outras alternativa.

Porém, devido à actividade ilegal associada à dark web, é preciso ter cuidado ao navegar estas partes da Internet. Recomenda-se o uso de uma rede virtual privada (VPN), e o bloqueio das câmaras e microfones do computador.

É seguro aceder?

“Não”, é a resposta imediata do director da Multicert. “Ninguém se vai associar ou ligar a um gangue para o conhecer melhor. Pode fazê-lo, mas corre o risco de se associar a actividade criminosa.” Alcobia menciona um caso nos Estados Unidos em que uma biblioteca foi acusada de estar envolvida em actividade ilegal, porque o IP (obtido pelos criminosos) tinha sido registado num acesso à dark web. “Quando alguém pouco cuidado acede à dark web corre o risco de ter a sua informação pessoal aproveitada e utilizada por criminosos e, depois, ter de provar a sua inocência”, avisa Alcobia.

Há casos de criminosos a utilizar a dark web em Portugal?

Sim. Cada vez há mais, segundo dados da Multicert. Desde empresas farmacêuticas que sofrem ataques informáticos e vêem patentes e fórmulas à venda na dark web, a donos de empresa que sofrem burla de identidade. Em Portugal, o sistema de reservas online de empresas na indústria hoteleira é um dos maiores alvos de ciberataques.

“A dark web não é só usada para vendas no mercado negro. Muitos criminosos online trabalham escondidos pela dark web. Tal como ninguém assalta um banco físico sem uma máscara, as actividades ilícitas online funcionam melhor sob o véu da dark web, que esconde o endereço IP e a máquina que os criminosos estão a usar”, diz Alcobia.

Como se apanha um criminoso na dark web?

Como um lobo que veste pele de cordeiro. Várias agências de segurança e empresas utilizam parceiras internacionais (com indivíduos que criam perfis falsos na dark web) para encontrar redes de crime a operar na dark web. Os investigadores entram em contacto com os criminosos – passando-se por possíveis clientes – para obter informação que os desmascare. As parcerias internacionais são utilizadas para evitar que os criminosos portugueses se sintam desconfiados por serem contactados com clientes oriundos do seu país.

 

 

Children consuming online time ‘like junk food’

Agosto 23, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.bbc.com/ de 6 de agosto de 2017.

Parents must intervene to stop their children overusing social media and consuming time online “like junk food”, the children’s commissioner has said.

In an interview with the Observer, Anne Longfield criticised the ways social media giants use to draw children into spending more time.

She said parents should be proactive in stopping their children from bingeing on the internet in the summer holidays.

Ms Longfield has launched a campaign to help parents with the issue.

She said: “It’s something that every parent will talk about especially during school holidays; that children are in danger of seeing social media like sweeties, and their online time like junk food.

“None of us as parents would want our children to eat junk food all the time.

“For those same reasons we shouldn’t want our children to do the same with their online time.”

The commissioner added: “When phones, social media and games make us feel worried, stressed and out of control, it means we haven’t got the balance right.

“With your diet, you know that, because you don’t feel that good. It’s the same with social media.”

Last year, industry watchdog Ofcom said the internet overtook television as the most popular media pastime for children in the UK.

Children aged five to 15 are spending 15 hours a week on the internet.

Ms Longfield said children should be helped to understand that sites encourage them to continue their use based on what they have previously been doing online.

A study earlier this year of screen time and mental wellbeing among teenagers suggested that moderate use of devices may be beneficial.

The research, which appeared in the journal Psychological Science, was based on self-reported data from 120,000 15-year-olds in England.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

A Large-Scale Test of the Goldilocks Hypothesis : Quantifying the Relations Between Digital-Screen Use and the Mental Well-Being of Adolescents

 

 

 

Pais vão poder definir online o poder parental da criança

Junho 5, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 2 de junho de 2017.

alteração pode beneficiar 18 mil pais e 15 mil crianças PAULO PIMENTA

Medida publicada nesta sexta-feira em Diário da República faz parte do Simplex+. Cartão de cidadão gratuito para pessoas carenciadas também vai ser mais fácil de obter.

As 33 medidas do pacote Simplex+ devem ficar concluídas nesta sexta-feira. Uma das propostas diz respeito aos pais separados que, se estiverem de acordo, vão poder definir online o poder parental da criança – o que inclui os dias e horas de visita ou o valor da prestação de alimentos, avança o Diário de Notícias.

A esmagadora maioria das medidas dizem respeito ao Ministério da Justiça, com um total de 25 ideias incluídas no Simplex+. Das duas alterações publicadas nesta sexta-feira em Diário da República, explica o mesmo jornal, uma delas prevê a possibilidade de os processos de regulação do poder paternal passarem a contar com uma comunicação electrónica e imediata entre as conservatórias e o Ministério Público (MP).

Assim, sempre que os pais estejam de acordo, o processo será desmaterializado. O magistrado tem 30 dias para dar luz verde ao acordo, ou devolver o processo com eventuais pedidos de esclarecimento ou alterações. O acordo é depois homologado pelo conservador e tem o mesmo valor de uma sentença judicial.

Questões como os dias e horas de visitas, o valor da prestação de alimentos ou a fixação da residência do menor em casos de regulação do poder paternal poderão ser definidos online, com o registo civil a remeter a informação para os tribunais. O Ministério da Justiça estima que a medida abranja 8845 processos, num total de 18 mil pais e 15 mil crianças. Esta ideia do Simplex+ terá também impacto nos custos: menos três horas de trabalho dos funcionários judiciais do Ministério Público e menos dez folhas de papel por processo, o que no global ultrapassa as 88 mil folhas.

As conservatórias do Registo Civil passaram, em Abril, a ser responsáveis pela regulação dos poderes paternais também em casos de casais unidos de facto que se queiram separar. Antes só tinham competência para os casos de casais divorciados, evitando que as crianças fossem a tribunal, excepto em caso de dúvidas.

Uma outra medida deste Simplex+ diz respeito ao cartão de cidadão atribuído de forma gratuita a pessoas carenciadas, diz também o Diário de Notícias. Haverá uma ligação directa entre o Instituto de Registos e Notariado e a Segurança Social. Até aqui, o cidadão tinha de esperar pela correspondência física entre si e ambos os serviços para fazer prova dos baixos rendimentos. Todos os anos são pedidos 26.881 cartões para cidadãos carenciados, o que representa um custo de 400 mil euros.

A medida citada na notícia é a seguinte:

Portaria n.º 188/2017 de 2 de junho

 

 

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