Facebook Live “Brincadeiras Perigosas : O impacto da vida digital para crianças e adolescentes, riscos e prevenções -25 junho, 21.00 h

Junho 24, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/473908916748430/

Lançamento do jogo pedagógico de tabuleiro «Missão 2050 — Promoção do Uso Saudável das Tecnologias» 2 junho na Feira do Livro de Lisboa

Maio 29, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/707164393036660/

Encontro “Desafios dos tempos digitais na vida familiar” com Cristina Ponte, 3 junho na Casa da Praia em Lisboa

Maio 23, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/events/448394479251735/

Instagram: Jovem suicida-se após questionar seguidores na rede social

Maio 22, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do site PPLWare de 17 de maio de 2019.

As redes sociais têm hoje um impacto forte nas sociedades! “Facilmente” se consegue manipular a opinião pública e, em muitos cenários, as redes sociais conseguem ter o efeito “mudança” para o bem e para o mal.

Recentemente uma jovem de 16 suicidou-se após questionar os seus seguidores no Instagram se devia morrer ou viver.

O caso aconteceu na Malásia, no estado de Sarawak, e as autoridades estão a investigar o que terá levado uma jovem de 16 anos a suicidar-se. De acordo com as informações, a jovem colocou no Instagram uma sondagem onde questionava se devia morrer ou continuar a viver. Depois de obter mais respostas que indicavam para colocar fim à vida, a jovem acabou mesmo por fazê-lo.

Segundo dados da Polícia Local, o resultado do inquérito chegou a ter 69% dos seguidores a votarem a favor da morte e apenas 31% a favor de continuar a viver. No entanto, o inquérito terminou com 88% dos utilizadores a votarem a favor da vida.

Ching Yee Wong, responsável pelas comunicações do Instagram já deu os sentimentos à família e referiu que a rede tem uma enorme responsabilidade no sentido de garantir a segurança dos utilizadores.

Wong alertou para que os utilizadores “façam uso das próprias ferramentas de denúncia do Instagram para entrar em contacto com os serviços de emergência quando se detectam comportamentos que coloque em risco a segurança dos utilizadores.”

É importante que os jovens, e sobretudo os seus responsáveis, se consciencializem dos perigos e riscos que as redes sociais podem trazer. Apesar de serem ferramentas importantes no nosso dia a dia, podem também perigosos e, como no caso, fatais, quando não são bem utilizadas.

Pedro Pinto

 

 

Pornografia e abuso de menores nas redes sociais estão a aumentar

Maio 15, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Maria Miguel Cabo

Notícia e imagem da TSF de 3 de maio de 2019.

Só no último ano, a Unidade de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária abriu 64 inquéritos sobre encontros sexuais com crianças através de plataformas eletrónicas.

“Ainda existe muito aquela ideia de que se os filhos estiverem fechados no quarto estão protegidos, e, muitas vezes, estão mais abandonados e expostos do que se estivessem na rua.” Carla Costa já viu e ouviu de tudo sobre abuso sexual de crianças e jovens na internet. Pelas mãos da Inspetora-Chefe da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária (PJ) passam milhares de casos com um denominador comum: os perigos do mundo virtual, que são mais reais do que se possa imaginar.

No gabinete da Inspetora-Chefe, na sede da PJ em Lisboa, a palavra que mais se ouve quando se fala de pornografia infantil, abuso sexual de menores ou aliciamento de crianças e jovens para encontros de cariz sexual (grooming) é “controlo” – neste caso, a falta dele. Só no último ano, a Unidade que dirige abriu 64 inquéritos devido a situações de aliciamento sexual de menores através das redes sociais.

Facebook e WhatsApp são as plataformas onde se registam mais casos, geralmente associados à chantagem prolongada das vítimas: “Muitas vezes há jovens que se enamoram por alguém que está do outro lado e não conhecem, que pensam tratar-se de um jovem da mesma idade e vai-se a perceber que é um adulto que está do outro lado. Depois caem numa situação em que são exigidas cada vez mais imagens e são inclusivamente instruídas a fazer vídeos de cariz sexual para satisfazer os interesses de outras pessoas”, explica Carla Costa.

Por vezes, as situações acabam por ser detetadas e denunciadas à PJ pelos pais, mas noutros casos os encontros e abusos sexuais acabam por acontecer.

A Inspetora-Chefe admite que a falta de acompanhamento quando os menores navegam na internet é preocupante e que muitas situações de abuso começam numa mentira, com a cumplicidade dos próprios progenitores. “Muitas vezes, temos crianças que mentem sobre a idade com o conhecimento dos pais. E isto não acontece só em famílias desestruturadas, mas também em famílias completamente estruturadas, com estabilidade.”

Para criar conta nas redes sociais, a idade mínima nem sempre é respeitada. Os jovens acabam por mentir para efetuar o registo e ficam sujeitos a perigos desvalorizados pelos pais e pela própria sociedade. A Inspetora-Chefe explica que “no Facebook [a idade mínima] são 13 anos, no WhatsApp são 16 anos “e que, muitas vezes, os pais permitem que os menores tenham acesso às aplicações (até para facilitar as comunicações com os filhos), mas esquecem-se de os controlar.

“Isso é uma obrigação dos pais, devem conversar e alertar para os perigos. Parece-me que, muitas vezes, a falha passa por aí”. Carla Costa lembra ainda a importância das aplicações de controlo parental que permitem acompanhar as pesquisas e acessos dos filhos nas redes sociais.

O aumento do número de casos de pornografia infantil e abuso sexual de crianças com base em interações nas redes sociais tem expressão um pouco por todo o mundo. Em Espanha e no Reino Unido, por exemplo, as autoridades estão a investigar vários casos de crimes contra menores com origem em aplicações de encontros para adultos. Também aí os jovens mentiram sobre a idade para se poderem registar em redes sociais como o Tinder ou o Grindr.

 

 

 

O que andam os seus filhos a fazer online e os riscos que correm

Maio 3, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da Visão de 20 de abril de 2019.

Vânia Maia

Talvez ainda não tenha ouvido falar da TikTok, da Tellonym ou da YouClap, mas estas são algumas das aplicações preferidas dos adolescentes. Partilhar vídeos caseiros, enviar mensagens anónimas, superar desafios lançados pelos amigos…

Noutros tempos, passavam-se bilhetinhos, sem assinatura, de mão em mão, na sala de aula. Atualmente, existem apps de envio de conteúdos anónimos. São habitualmente usadas para fazer as mesmas perguntas mais ou menos inocentes de antigamente, mas agora é muito mais fácil difundir a mensagem e muito mais difícil ser apanhado, se a opção for insultar um colega. O ciberbullying é apenas um dos vários perigos que se escondem nas apetecíveis apps. Saberão os adolescentes portugueses defender-se deles?

Aos 17 anos, Catarina Semedo Oliveira já é perita em segurança online. Faz parte dos Líderes Digitais, uma iniciativa da SeguraNet, com o patrocínio da Direção-Geral da Educação. A reputação de especialista faz com que os amigos lhe peçam ajuda com frequência. “Normalmente, o problema é terem começado a falar com um desconhecido que, depois, propõe um encontro, e então ficam com medo”, revela.

Daniel Cardoso, docente de Ciências da Comunicação nas universidades Nova e Lusófona, procura tranquilizar os pais: “A esmagadora maioria dos jovens que se encontram pessoalmente com desconhecidos depara-se com pessoas da sua idade. É muito raro darem de caras com adultos, mas essa preocupação é compreensível.” Hoje em dia, já não terá grande eficácia dizer simplesmente para não falarem com estranhos. “É uma mera proibição, não incute espírito crítico, o importante é capacitá-los para lidarem com as situações”, defende o investigador. “Se é inevitável que vão ter com estranhos, então o melhor é dizer-lhes para agendarem o encontro num local público, levarem um amigo e avisarem mais alguém da situação”, sugere. “É importante manter um canal de comunicação aberto que seja compreensivo e não proibitivo”, remata.

Catarina Semedo Oliveira conhece vários casos de jovens que se viram numa encruzilhada: “Quando alguma coisa correu mal, não eram capazes de falar com os pais porque sentiam que tinham traído a sua confiança ao não respeitarem as proibições.”

A psicóloga clínica Ivone Patrão é apologista de uma supervisão baseada na partilha desde o jardim-escola. “Se só começarem a falar destas questões quando os filhos tiverem 16 anos, os pais terão muito mais dificuldade em alterar comportamentos.” E lembra que é fundamental respeitar a privacidade dos adolescentes: “Se a sensibilização tiver sido feita ao longo da infância, as regras estarão incutidas e os jovens saberão lidar com as situações que aparecerem.” A VISÃO foi em busca das apps mais populares entre os adolescentes para que pais e filhos saibam lidar com os vícios e as virtudes das redes.

1.TikTok
recomendado a partir dos 16 anos

Cantigas de amigo
Esta aplicação chinesa de partilha de vídeos tem mais de 150 milhões de utilizadores. O seu maior sucesso são os vídeos de adolescentes a cantarem ou a fazerem playback – uma das funcionalidades mais apetecidas são os duetos com outros utilizadores

Alertas: O jornal britânico The Guardian noticiou que foram descobertos vários casos de adultos que solicitavam imagens de nudez a menores através da app. Mesmo entre os jovens, a partilha de conteúdos sexuais explícitos, os chamados nudes, tem-se tornado cada vez mais comum. A psicóloga Ivone Patrão aconselha os pais a lembrarem os filhos de que estão permanentemente a construir a sua identidade digital, mesmo quando partilham conteúdos em privado. “Uma vez na internet, para sempre na internet. Será que gostaria que daqui a dez anos vissem o que publiquei hoje?”, interroga-se, aos 17 anos, Catarina Semedo Oliveira. Na TikTok, só depois de somar mil seguidores é possível fazer vídeos em direto, um incentivo para aceitar toda a gente.

Conselhos de segurança: A aplicação tem uma secção exclusiva para menores de 13 anos, na qual só é possível ver vídeos previamente aprovados e não é permitido partilhar conteúdos, mas basta alterar a data de nascimento para ter acesso a todas as funcionalidades. O modo restrito permite filtrar conteúdo inapropriado e é possível limitar as mensagens privadas a amigos.

37% dos jovens viram imagens de cariz sexual na internet ou noutro local no último ano (em 91% dos casos, as imagens foram vistas em dispositivos com acesso à internet). Oito por cento sentiram muito incómodo perante o que viram, 11% sentiram algum ou bastante incómodo

2.Twitch
recomendado a partir dos 15 anos

Espectadores da internet
Propriedade da Amazon, é uma das campeãs do streaming de vídeos de pessoas a jogarem videojogos

Alertas: É comum a interação com desconhecidos nas salas de conversação, o que pode potenciar o contacto com pessoas mal-intencionadas. Muitas vezes, os gamers estão expostos ao discurso de ódio nestas plataformas. Os utilizadores são incentivados a premiarem os seus jogadores favoritos comprando Bits, apesar de a app ser gratuita. São muitas as aplicações grátis que solicitam os dados do cartão de crédito. O pedido não é inocente. Existem compras integradas que só se revelam com a utilização e a compra fica de antemão facilitada.

Conselhos de segurança: Existe a opção de bloquear os convites para conversas privadas. Nas definições, é importante desativar a opção que permite a partilha da atividade do espectador, sem a sua autorização.

16% ou seja, uma em cada seis crianças e adolescentes vítimas de ciberbullying teve de fazer coisas que não queria fazer

3.Tellonym
recomendado a partir dos 17 anos

(Des)Protegidos pelo anonimato
Esta app permite enviar mensagens escritas anónimas para outros utilizadores. É possível associar-lhes fotografias ou vídeos

Alertas: Não é preciso estar registado para usar a aplicação, o que facilita os comportamentos de ciberbullying ou o envio de conteúdos inapropriados, por exemplo os sexualmente explícitos. Outra aplicação de troca de mensagens anónimas, a Kik, foi referenciada nas investigações de mais de mil casos de abuso sexual, nos últimos cinco anos, no Reino Unido. “Este tipo de aplicações é muito usado para fazermos perguntas ingénuas como ‘gostas desta ou daquela pessoa?’, mas também pode facilitar o contacto com desconhecidos que peçam dados pessoais ou contribuam para o discurso de ódio e para o bullying”, reconhece Catarina Semedo Oliveira, embaixadora europeia jovem para a segurança na internet, que insta todos os internautas a não compactuarem com o ciberbullying. “Não devemos pôr ‘gosto’ e muito menos comentar. Devemos relatar o que vemos, fazer uma captura de ecrã e mostrar aos pais ou aos professores.”

Conselhos de segurança: É possível bloquear preventivamente as mensagens dos utilizadores não registados. Os remetentes de conteúdos indesejados também podem ser bloqueados. Outra opção é filtrar determinadas palavras, evitando que as mensagens que as contenham cheguem ao destinatário. Sempre que uma app não precise da câmara ou do microfone para funcionar, essas permissões devem ser negadas.

24% dos inquiridos entre os 9 e os 17 anos confessaram ter sido vítimas de bullying online e offline no último ano. A forma de ciberbullying mais incomodativa são as “mensagens desagradáveis”, consideram quase dois terços.

4.Facetune
recomendado a partir dos 13 anos

Cirurgias estéticas digitais
Mais do que editar fotografias, esta app permite alterar a aparência da pessoa fotografada. Aumentar os olhos, diminuir o nariz, remover as imperfeições da pele ou estreitar a cintura são algumas das funcionalidades

Alertas: A alteração das selfies de forma a corresponderem à imagem que gostariam de ter pode contribuir para o isolamento digital, destruindo a autoestima dos adolescentes. “Nas redes sociais, há tempo para tirar uma fotografia e melhorar a aparência, o que não é possível no convívio presencial, isso pode causar ansiedade e afetar a autoestima dos jovens mais vulneráveis, levando-os a evitar o contacto face a face”, nota a psicóloga Ivone Patrão. “Quando um jovem se foca apenas na construção da sua imagem, de forma a agradar aos outros, há um sofrimento atroz por detrás. Terá de haver outros sinais de que não está bem”, alerta a docente do ISPA.

Conselhos de segurança: Estar atento aos sinais que possam denunciar uma baixa autoestima. Lembrar que o investimento pessoal não deve reduzir-se à imagem e alertar para o facto de tudo o que é partilhado nas redes ser altamente encenado.

28% dos jovens entre os 11 e os 17 anos receberam mensagens sexuais explícitas no ano passado; em 2014, esse valor não ia além dos 5%. São, sobretudo, os adolescentes entre os 15 e os 17 anos quem mais as recebe.

5.Houseparty
recomendado a partir dos 13 anos

Fazer a festa no ecrã
Com mais de 20 milhões de utilizadores – 60% na faixa etária entre os 16 e os 24 anos –, a principal atração desta aplicação são as chamadas de vídeo em grupo

Alertas: Só podem ser adicionadas pessoas que já façam parte das redes sociais ou dos contactos do telefone do utilizador. No entanto, é possível encontrar outros usuários nas proximidades, se o localizador do telefone estiver ligado. As salas de conversação estão abertas por defeito, mas surge um alerta “stranger danger” sempre que um desconhecido, como um amigo de um amigo, entra no grupo. A jovem líder digital Catarina Semedo Oliveira deixa uma advertência: “Não devemos achar que qualquer pessoa com quem temos amigos em comum é de confiança.”
A transmissão em direto aumenta o risco de serem difundidos conteúdos inapropriados impossíveis de serem controlados.

Conselhos de segurança: O ideal é desligar o localizador do telefone para evitar ser contactado por desconhecidos que estejam a utilizar a aplicação na mesma zona geográfica. Também é possível trancar as salas de conversação, impedindo qualquer pessoa de entrar sem ser convidada, basta acionar o modo privado nas definições.

33% dos jovens portugueses entre os 9 e os 17 anos que tiveram experiências negativas na internet ignoraram ou esperaram que o problema desaparecesse. Outro terço decidiu bloquear a pessoa 
que o incomodou.

6.Yubo
recomendado a partir dos 18 anos

Amores virtuais
É conhecida como o “Tinder dos adolescentes”, mas é apresentada como uma aplicação para “fazer novos amigos”. Deteta os utilizadores geograficamente mais próximos

Alertas: É necessário revelar a localização do dispositivo para a app funcionar devidamente. O perfil pode ser visto por todos os utilizadores geograficamente próximos e, quando há um match, podem manter-se conversas privadas e, até, partilhar vídeos. A jovem embaixadora digital Catarina Semedo Oliveira recomenda precaução: “Quando começamos a falar com alguém, temos de pensar bem em tudo o que dizemos e partilhamos. É mais fácil sermos enganados se o outro souber muito sobre nós.” A informação revelada online deve ser limitada ao mínimo, mesmo aquela que é teoricamente partilhada em privado. Dados pessoais, como o número de telefone, a morada de casa ou a escola que se frequenta, devem ser sigilosos. Em relação aos encontros presenciais, é perentória: “É sempre preferível jogar pelo seguro. Podemos conhecer pessoas novas na escola, não precisamos de passar pela internet.”

Conselhos de segurança: É possível desativar a localização e a opção de fazer match, mas os perfis mantêm-se sempre públicos. Os utilizadores menores de idade só podem contactar com pessoas da mesma faixa etária, mas basta inserir uma data de nascimento falsa para contornar o sistema, o que torna a segurança muito limitada.

44% das crianças e dos jovens portugueses confessaram ter-se encontrado presencialmente com pessoas que conheceram na internet – um comportamento mais comum entre os 13 e os 17 anos. A esmagadora maioria (79%) ficou contente após os encontros. Mais de metade (53%) admite contactar com desconhecidos na internet.

7.YouClap
recomendado a partir dos 16 anos

Desafios a toda a prova
Esta app portuguesa, criada pelo engenheiro informático José Rocha, formado na Universidade de Aveiro, permite aos utilizadores lançar desafios (a todos os outros seguidores, a alguns ou apenas a um). Fazer a melhor coreografia de uma canção, contar a piada mais seca ou, simplesmente, fotografar o jantar, as possibilidades são infinitas. Um terço dos seus cerca de 50 mil utilizadores tem entre 14 e 18 anos

Alertas: Existe o risco de serem lançados desafios perigosos – como já aconteceu noutras aplicações, por exemplo, com a Baleia Azul (que culminava com uma tentativa de suicídio). Todas as contas são públicas para todos os utilizadores.

Conselhos de segurança: Os programadores eliminam constantemente conteúdos ofensivos, mas são os utilizadores que denunciam 70% a 80% dos casos – é importante estar familiarizado com esta função. Em breve, será possível tornar as contas privadas, mas também será inaugurada a função de conversação.

46% dos jovens entre os 11 e os 17 anos viram imagens nojentas ou violentas contra pessoas e animais no último ano. Praticamente o mesmo número (45%) deparou com informação sobre automutilação e 43% estiveram expostos a discurso de ódio (em função da cor da pele, da religião, da nacionalidade ou da orientação sexual)

Fonte: Estatísticas retiradas do inquérito EU Kids Online 2019, sobre o comportamento dos jovens portugueses, entre os 9 e os 17 anos, em contexto digital.

As apps que os pais também usam

Além dos adolescentes, também os mais velhos são utilizadores destas aplicações, mas nem por isso se devem descurar os seus perigos

Snapchat
É muito utilizado no contexto de sexting (envio de conteúdos sexualmente explícitos), uma vez que tem a particularidade de as mensagens supostamente desaparecerem ao fim de pouco tempo. Pura ilusão, já que é possível fazer capturas de ecrã, comprar replays e salvar conteúdos do Snapchat recorrendo a aplicações específicas para o efeito. Convém desativar a localização.

Instagram
Tudo começou com a partilha de fotografias mas, agora, esta rede social tem muito mais que se lhe diga. Com a função IGTV, os utilizadores podem subscrever os canais de vídeo uns dos outros. Além disso, é possível fazer transmissões em direto e trocar mensagens escritas, vídeos ou áudio em privado com outros utilizadores. Uma das principais opções para tornar a app mais segura é tornar a conta privada. Podem bloquear-se seguidores indesejados e limitar os comentários ou filtrar palavras e emojis ofensivos.

WhatsApp
Além das mensagens escritas, o WhatsApp permite a partilha de fotos, vídeos e áudio. Podem bloquear-se contactos guardados ou desconhecidos (mas não números anónimos) e é possível tornar a conta privada nas definições, de forma a que só os contactos (ou mesmo ninguém) consigam ver se está online. A função mais preocupante é a partilha da localização do utilizador, mas é possível desligá-la.

YouTube
O sucesso dos youtubers ajudou a transformar este repositório de vídeos numa rede social. Para terem sucesso, os seus vídeos precisam de ser também comentados. A investigadora Ana Jorge, que tem estudado a relação dos mais novos com os meios de comunicação, alerta para a importância de lhes despertar o sentido crítico: “É fundamental desconstruir o que fazem os youtubers explicando, por exemplo, que as suas recomendações são pagas pelas marcas.”

 

 

 

Mãe, pai: quem é que vos disse que podiam postar isso sobre mim?

Maio 3, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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iStock

Texto e imagem do DN Life de 22 de abril de 2019.

Sharenting é um termo que mistura partilha (share) e parentalidade (parenting), designa o fenómeno de os pais publicarem fotografias, vídeos e comentários dos filhos nas redes sociais, e ninguém tem dúvidas de que esses conteúdos até possam ser os mais engraçados da vida dos miúdos. Porém, querem ser eles a ter a última palavra.

Texto de Ana Pago

A sós com a filha de 14 anos, rosadas do frio, com a estância de esqui em fundo, Gwyneth Paltrow quis partilhar o momento no Instagram. “Mãe, já tínhamos falado sobre isto. Não podes publicar nada sem o meu consentimento”, zangou-se a jovem Apple Martin, incomodada com a fotografia. “Mas se nem consegues ver a tua cara!”, ripostou a atriz americana, dividida entre ter pisado o risco ao expor a filha (ainda que de óculos espelhados a cobrir-lhe o rosto) e ser descomposta em público por ela.

A blogger Catarina Beato percebe perfeitamente a irritação de Apple: “Falo pouco do meu filho adolescente por acreditar que esta idade merece todo o respeito. Se ele não gosta de exposição, quem sou eu?”, questiona a antiga jornalista de economia, autora do blogue Dias de Uma Princesa desde 2005. Por lá, fala de alimentação, viagens, peso, poupança e outros temas que exporia num café se estivesse a conversar em voz alta com uma amiga, filhos incluídos. Mas à vontade não é “à vontadinha”.

“Demorei bastante a escrever um post sobre adolescência porque queria dizer o que sinto dos medos, do cansaço, sem falar da vida do meu adolescente em particular”, recorda Catarina Beato, que hoje em dia só ainda não pergunta a opinião a Maria Luiza, de dois anos: “O Afonso, de sete, já quer ter voto na matéria e eu aceito, embora adore aparecer”, conta.
Quanto a Gonçalo, 17 anos, é muito tímido e continua a pedir-lhe que não publique nada sobre ele, algo que a mãe respeita.

Segundo os especialistas, esta é uma reação que irá ganhar força no futuro, à medida que os mais novos insistem com os adultos para não postarem à revelia. “Grande parte das crianças e adolescentes cujos pais publicaram sobre os filhos sem consentimento – fossem comentários, fotografias ou vídeos – ficaram aborrecidos com isso e pediram-lhes que os retirassem”, adianta a investigadora Cristina Ponte, responsável pelo relatório EU Kids Online Portugal de 2018, divulgado em fevereiro deste ano para ampliar o que sabemos sobre usos, riscos e segurança na internet das crianças europeias.

“Alguns chegaram a receber comentários negativos ou ofensivos de colegas devido a conteúdos publicados pelos pais sobre eles”, alerta ainda a professora de comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Já para não falar dos amigos que publicam constantemente coisas uns sobre os outros, sem perguntarem primeiro se podem, a configurar 25% dos casos num universo de mais de 1800 respostas, em miúdos entre os 9 e os 17 anos.

Ao que parece, todos estão a começar a encaixar que o seu rasto digital começa muito antes de eles próprios se terem tornado ativos online, sem controlo naquelas fotos da mãe a mudar-lhes a fralda ou a dar-lhes banho em pequenos. E não estão satisfeitos com os adultos: 28% dizem que os pais publicaram conteúdos sem lhes perguntarem se estavam de acordo, 13% ficaram incomodados com essas partilhas e 14% pediram-lhes que os retirassem, tão melindrados com os progenitores como Apple Martin ficou com a mãe.

“Eles têm o direito a viver este espaço digital com a garantia de privacidade e de serem ouvidos nessa opção. Direito a definir como é que os outros lhes fazem referência”, reitera Cristina Ponte, ciente de que qualquer partilha online fica para sempre e nunca será vista apenas pelo círculo de pessoas mais chegadas. “Os pais devem pensar antes de publicar. E depois envolver a criança ou adolescente para saber se se importa, ou não, que o façam”, diz.

Foi o que decidiu Sónia Morais Santos, autora do blogue Cocó na Fralda e mãe de quatro: Manuel de 17 anos, Martim de 14, Madalena com nove e Mateus de quatro. “Comecei a contar as peripécias da família em 2008, um dia o meu mais velho não gostou de qualquer coisa (não me lembro o que era) e a partir daí acabou-se”, lembra a ex-jornalista. Nunca mais postou sobre os crescidos sem autorização, e nada além de uma piada ou resposta mais bem dadas. “Mesmo a Madalena já está no grupo daqueles a quem pergunto.”

Com o Mateus são histórias amorosas, não acha que seja um problema, mas os mais velhos deixaram de aparecer. “Se sucede algum episódio que me apetece partilhar, vejo primeiro com eles se se importam”, afirma a blogger, considerando que o que é da esfera íntima fica em casa, não há cá confusões. Ninguém sabe em que área está o Manuel, se são bons ou maus alunos, se saem à noite, se têm namorada ou namorado, se alguma vez beberam. «Justamente porque têm as suas vidas e não têm de as ver expostas no blogue da mãe», aprova.

Quem também aplaude são os investigadores Sara Pereira, Luís Pereira e Manuel Pinto, do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. Juntos escreveram o booklet Internet e redes sociais: tudo o que vem à rede é peixe? para que os internautas percebam que o que publicam pode ser lido ao minuto por um público extenso e permanece na rede mesmo depois de removido, razão por que nunca devem pôr em causa a privacidade de quem quer que seja.

Uma outra pesquisa da AVG, empresa de programas de proteção de computadores, salienta que pais, tios e avós publicam fotografias e vídeos dos seus bebés, o que faz com que 82% das crianças tenham a imagem na internet antes de completarem dois anos. Ainda mais preocupante: são os pais quem revela maior quantidade de dados pessoais dos filhos, através da partilha de conteúdos de elevada intimidade, e os ajudam a criar perfis nas redes sociais antes de terem idade para abrir conta.

“O facto de as pessoas pensarem que só quem está ligado ao seu perfil tem acesso às imagens publicadas cria uma falsa sensação de segurança”, explica Tito de Morais, fundador do site MiúdosSegurosNa.Net para promover a segurança online dos mais novos. No limite, diz, “é útil partir do princípio que o que fazemos em privado se pode tornar público, mesmo o que não publicamos”. E então agir com bom senso: nem encher o mural de imagens das crianças, que irão apreciar ter controlo sobre a sua identidade, nem diabolizar as redes sociais, que só se tornam boas ou más dependendo do uso que fizermos delas.

De resto, esse foi sempre um cuidado que Fernanda Velez teve com o Blog da Carlota (um dos blogues portugueses de maior alcance, com um bom gosto digno de revista de interiores), que criou quando a sua mais velha tinha quatro meses (tem agora sete anos). “Estava encantada com a maternidade, com as roupas que comprava para a bebé, e comecei a partilhar o que vestia à Carlota com os links das marcas portuguesas”, conta a empreendedora. Era ela a postar imagens da filha no Instagram e as lojas a esgotarem os modelos infantis e os que ela mesma usava. Passados uns meses fazia os Mercaditos da Carlota com novidades de moda para mães e crianças, uma extensão do reconhecimento público.

“A Carminho nasceu três anos depois, no início só apareciam elas, e o que eu senti foi que de repente passou tudo a mostrar os filhos como eu nunca mostrei as minhas, em birras ou situações que as diminuíssem”, nota Fernanda, que entretanto já publica mais imagens suas do que delas. Por mais que os seguidores possam pensar que as conhecem, não veem ali mais do que a moda que existe nas suas vidas, nenhuma intimidade. “A Carlota adora aparecer, a Carminho ainda não sabe o que é ter presença online, mas o que é certo é que nunca irão ter uma foto que as envergonhe”, assegura a mãe.

E neste ponto importa acrescentar que os jovens não são nem nativos digitais, nem ignorantes digitais, destaca a investigadora em comunicação Cristina Ponte, desmistificando a ideia de que os miúdos, hoje, já nascem agarrados aos ecrãs: “Nem nascem ensinados e a saber tudo da internet e das novas tecnologias, nem são uns coitadinhos desprotegidos num ambiente que só tem riscos.”

Para a responsável do relatório EU Kids Online Portugal, muitos deles apenas desejam que os pais acompanhem mais o que fazem, pelo que existe aqui margem para se trabalhar com eles uma série de competências sociais e emocionais, que lhes permitam desenvolver melhores competências digitais. “A começar por conseguirem lidar com as críticas, positivas ou negativas, e com a frustração que daí vem. Porque isso faz parte da vida, o terem essa noção de até onde se querem expor”, remata a docente.

Na dúvida, são estas as imagens que nunca, em circunstância alguma, devem ser publicadas:

AS DE CRIANÇAS NUAS, DE FRALDA, NO BANHO.
Inocentes aos olhos da maioria das pessoas, podem tornar-se um prato cheio para utilizadores maldosos que as ponham a circular em redes criminosas ou façam um uso ainda mais abusivo das informações obtidas nas redes sociais.

AS DE CRIANÇAS COM UNIFORMES ESCOLARES.
A partir de uma farda é possível identificar a escola que a criança frequenta, por vezes até o ano. Se além disso a rede social divulgar o nome dos pais, dos menores e uma série de outros dados pessoais, não é descabido pensar que possa haver problemas mais cedo ou mais tarde.

AS QUE PODEM CAUSAR CONSTRANGIMENTO NO FUTURO.
Por muito engraçada que uma foto possa parecer na altura em que é tirada, os pais devem lembrar-se de que as suas crianças não gostarão de se ver expostas ao ridículo. Imagens embaraçosas à solta na rede podem vir a ser usadas em situações de bullying ou outras igualmente danosas.

AS DAS CRIANÇAS DOS OUTROS.
Tal como qualquer pai tem o direito de exigir que uma foto do filho seja retirada quando postada sem autorização, deve lembrar-se de perguntar aos outros pais se pode publicar imagens em que as crianças deles apareçam, como aquelas que são habitualmente tiradas em passeios de turma ou festas de aniversário.

AS DE CRIANÇAS COM OBJETOS DE VALOR.
À partida, os amigos ficarão contentes com o sucesso dos pais e a alegria dos mais novos, mas para quê chamar a atenção para os bens materiais da família? Ou fazer o seu filho correr riscos desnecessários apenas porque ganhou um iPad topo de gama de presente e publicou uma foto a exibi-lo?

AS QUE PERMITEM IDENTIFICAR ONDE FORAM TIRADAS.
Os smartphones e algumas câmaras vêm equipados com um geolocalizador que identifica e torna público nas redes sociais o local onde cada foto é tirada. Desative-o para não correr o risco de as fotografias darem a terceiros informações que só lhe interessam a si.

AS DE ALTA RESOLUÇÃO.
Uma vez que perdemos o controlo das imagens quando as colocamos na internet, é preferível partilhar com os amigos as de baixa resolução, menos fáceis de editar, manipular e utilizar.

AS QUE DÃO PISTAS DE ONDE MORA.
Os miúdos estão mais giros a cada dia que passa, fizeram uma graça que queremos partilhar e, sem querer, acabamos a mostrar nas imagens uma loja conhecida, aqueles prédios de cor tão particular e outros pontos de referência do lugar onde moramos. Por muito pouco paranoica que uma pessoa seja, há certas coisas que é preferível manter na esfera privada.

 

 

Quando navegas na internet tens noção dos riscos?

Abril 13, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informação no site do Banco de Portugal

 

O seu filho está ONLINE? Sabe com quem ele realmente fala?

Abril 8, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Já parou para falar com o seu filho sobre os perigos de fazer novas amizades na internet?

Nem sempre quem está “do outro lado” tem boas intenções!

A GNR aconselha:
– Mantenha-se informado relativamente às redes sociais que o seu filho utiliza e alerte-o para os perigos que daí podem advir;
– Aumente a supervisão sobre o seu filho, fale com ele e perceba com quem ele interage;
– Alerte-o sobre o risco de contactar com desconhecidos, sensibilizando-o para não facultar os seus dados pessoais, nomeadamente o contacto telefónico, a morada ou a escola que frequenta;
-Utilize as ferramentas de privacidade das redes sociais para aumentar a privacidade do seu filho.

Texto do facebook da GNR.

Novos dados sobre a relação das crianças com a internet

Março 25, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Snews

Notícia de Educare de 11 de março de 2019.

A EU Kids Online Portugal apresentou recentemente, em conferência na Universidade Nova de Lisboa, a conclusão do inquérito nacional, levado a cabo no biénio 2017-2018, acerca do contexto digital de crianças e jovens portugueses.

A versão 4 da EU Kids Online, o mais novo e recente trabalho coordenado em Portugal por Cristina Ponte, focou-se na caracterização das tendências dos novos ambientes digitais, e pretendeu alargar conhecimentos sobre competências e direitos digitais, bem como identificar fatores e mediações capazes de lidar com riscos digitais.

Portugal participa, desde 2006, na EU Kids online, uma rede europeia que estuda e identifica lacunas na pesquisa sobre crianças e internet na Europa, integrando assim o projeto a nível europeu, com a orientação de Sonia Livingstone, da London School of Economics. O trabalho desenvolvido entre 2006 e 2009 permitiu que investigadores de 21 países europeus caracterizassem os usos da internet, telemóvel e outras tecnologias online por parte das crianças.

Foi graças a essa recolha de informação que em 2010 foi possível publicar o primeiro inquérito europeu com uma amostragem de 1000 crianças e igual número de pais. As primeiras conclusões apontam Portugal como sendo um dos países com menor incidência de riscos online entre crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos.

Esta intervenção é assumidamente um projeto em continuidade e constante atualização, capaz de sustentar a rede de pesquisa europeia sobre crianças e jovens e as suas experiências online. Estudos anteriores forneceram dados importantes para novos estudos e, desta feita, permitiram alargar e aprofundar a temática sobretudo quando o acesso à internet passa a ser feito através de novos dispositivos. Com a introdução de smartphones e tablets, verificou-se uma evolução das experiências das crianças e dos seus pais abrindo também novas portas a oportunidades, ameaças, riscos e segurança.

A amostra para este último inquérito considerou a participação de 1974 crianças e jovens com idades compreendidas entre os 9 e os 17 anos, sendo que 62% da amostra pertence ao grupo etário 13-17 anos. O smartphone é, sem dúvida, o equipamento mais utilizado para aceder à internet e cerca de 80% dos jovens assumem a sua frequência diária para ouvir música ou ver vídeos. Há também uma elevada percentagem – cerca de 75% – que a usa para comunicar com familiares e amigos ou aceder às redes sociais.

O bullying continua a ser o que mais incomoda crianças e jovens, onde a percentagem de raparigas incomodadas duplica em relação aos rapazes. O bullying cara a cara assume proporções inferiores ao bullying por meio tecnológico onde a mensagem que magoa assume maior percentagem.

A facilidade em conhecer novas pessoas através da internet continua a ser uma das maiores preocupações dos adultos em relação aos seus filhos, que veem aqui uma oportunidade para alargar laços sociais. Não obstante, a maior parte dos jovens inquiridos ainda assinalam que consideram ser mais divertido encontrarem-se os com amigos cara a cara do que na internet.

28% destes jovens sentem-se incomodados perante a publicação de vídeos, fotos ou textos dos seus pais sem o consentimento deles. Metade terá mesmo pedido aos pais que os conteúdos fossem retirados.

11% da amostra com idades compreendidas entre os 11 e os 17 anos referem que deixam de estudar para passar mais tempo na internet e que chegam a passar menos tempo com a família e com os amigos para estar online. 60% dos inquiridos referem, inclusivamente, que ficam aborrecidos por não poderem estar mais tempo online.

Importa referir que muitas vezes, a exposição a riscos não se traduz necessariamente em danos. 22% das crianças e jovens de 9-17 anos não partilharam com ninguém situações menos agradáveis que os incomodaram ou perturbaram. Perante uma situação de incómodo, 33% optaram por bloquear o contacto da pessoa e apenas 12% mudaram as definições de privacidade. É nas raparigas que se assiste a uma intervenção ativa mais elevada.

Ainda assim, é nos ambientes familiares e nos amigos da mesma idade que é principalmente procurado o apoio em caso de risco. Segundo 90% dos jovens, o local onde vivem é reconhecidamente seguro. No que diz respeito à mediação da internet por parte dos pais, quase metade dos inquiridos refere que esta se baseia nos conselhos para uma utilização segura da internet e para o pedido ajuda em situações de incómodo. O bom relacionamento com colegas e professores também adquire muita importância e coloca a escola como um espaço integrador.

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