Pós-Graduação em Educação Especial Domínio Cognitivo e Motor na FMH

Agosto 17, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://posgrad.fmh.ulisboa.pt/specialeducation/?utm_source=phplist95&utm_medium=email&utm_content=HTML&utm_campaign=Oferta+em+P%C3%B3s-Gradua%C3%A7%C3%B5es

Palmada é semelhante ao abuso físico, diz estudo

Agosto 16, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site https://www.maemequer.pt/ de 18 de julho de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Spanking and child outcomes: Old controversies and new meta-analyses.

 

Bater nas crianças tem o efeito contrário ao pretendido pelos pais: as crianças que são agredidas são mais propensas a exibir comportamentos agressivos, têm um QI mais baixo e níveis de bem-estar menos elevados.

Dar uma palmada tem o efeito contrário ao pretendido pelos pais. Este é o resultado de uma pesquisa publicada no Journal of Family Psychology que concluiu que castigar fisicamente as crianças por mau comportamento tem efeitos semelhantes ao abuso físico.

Para muitos pais (70% dos pais australianos, por exemplo) dar uma palmada aos filhos como forma de repreensão e tentativa de disciplina é aceitável. No entanto, este novo estudo vem provar que estão no caminho errado no que toca a estratégias de disciplina.

Castigos físicos têm efeito semelhante ao abuso físico

Estudo, que envolveu 160 mil crianças, provou que as crianças a quem são aplicados castigos físicos como forma de punição de comportamentos negativos, se tornam mais agressivas e antissociais tendo, por isso, um efeito contrário aos que os pais pretendem a longo prazo.

O resultado do estudo demonstra que dar um tabefe nas crianças aumenta a probabilidade de se obter uma variedade de resultados indesejados. Os efeitos negativos na formação da personalidade da criança acaba por a levar a resistir e a fazer o contrário daquilo que os pais / cuidadores pretendem. O castigo também leva ao medo e à ansiedade que podem causar problemas emocionais a curto prazo.

A definição usada neste estudo para “bater” na criança foi a de atingir a criança com a mão aberta nos braços, pernas ou rabo.

A inutilidade da palmada e tabefes

Segundo os especialistas, dar uma palmada ou castigar fisicamente as crianças é uma forma de disciplina inaceitável. Quando se bate na criança, os pais estão a dizer-lhe que a violência é um comportamento aceitável.

Varias pesquisas demonstram que os pais são o principal modelo de comportamento para os filhos. Se os pais reagem de forma violenta e não conseguem controlar as suas próprias emoções através de acessos de raiva, os filhos vão desenvolver o mesmo padrão de comportamento.

Para além disso, as crianças agredidas fisicamente são mais propensas a exibir comportamentos agressivos, têm um QI mais baixo e níveis de bem-estar também mais baixos.

Saber gerir as suas próprias emoções

Os adultos também precisam de aprender a gerir os seus sentimentos, frustrações, expectativas e a lidar com a pressão do trabalho, por exemplo. Quando os pais chegam a casa cansados, preocupados com as situações do dia-a-dia, têm menos paciência e calma para lidar com certas reações dos filhos.

Criar um ambiente familiar compreensivo e caloroso, um local seguro, onde as crianças se sentem protegidas e compreendidas e onde há espaço para partilhar frustrações e sentimentos, é positivo e saudável para todos.

Regras claras e expectativas realistas

Quando há regras claras sobre os comportamentos que são ou não aceitáveis, é muito mais fácil lidar com as crianças. Em determinadas fases da vida, as crianças tentarão desafiar esses limites. Desafiar os pais faz parte do seu processo de desenvolvimento.

Mas regras claras tornam o crescimento, a comunicação e as relações muito mais fluídas e compensatórias. O comportamento das crianças é fortemente influenciado pelas consequências positivas ou negativas que se seguem aos seus atos.

Então, disciplinar a criança começa muito cedo. E a forma como ela reage ao longo da vida às experiências que a deixam frustrada e que pode motivar muitos comportamentos que os pais não aceitam, depende muito mais da forma como os pais definem e aplicam as regras do que com o temperamento da criança ou a punição.

Cada criança tem os seus próprios traços de personalidade mas, no geral, uma criança que vive num ambiente seguro, com regras claras – definidas para promover comportamentos positivos –, que conhece as consequências dos seus atos e sente o apoio dos pais, é uma criança mais tranquila e com maior capacidade de gerir as suas emoções porque compreende o que se espera dela.

Mas também é uma criança com maior capacidade de desenvolver mecanismos para lidar com o stress e com a ansiedade (por isso se aconselha a levar o bebé uma hora por dia para a creche algum tempo antes de lá ficar o dia todo, por exemplo, para aprender a lidar com a separação da mãe de modo gradual), desenvolve maior autocontrolo e sabe distinguir entre comportamentos positivos e negativos.

Alternativas às palmadas

O site australiano Raising Chidren partilha algumas técnicas disciplinares alternativas à palmada que os pais podem usar na hora de corrigir os comportamentos negativos os seus filhos.

Os especialistas sugerem técnicas como dar um tempo (time out), retirar privilégios ou limitar o tempo para ver televisão, por exemplo. No entanto, é fundamental não exagerar no castigo e nunca ceder. Depois de definir como vai punir um mau comportamento, não vale ceder só porque a criança faz uma birra ou porque você está demasiado cansada para o manter.

 

Contar – Festival de Contos do Mundo – 22 a 27 de agosto em Beja

Agosto 16, 2017 às 5:35 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.contar-festivaldecontosdomundo.com/

https://www.facebook.com/events/337724233322858/

 

Questionário online “Na sombra da doença”: um estudo exploratório com irmãos de crianças em cuidados paliativos”

Agosto 16, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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aceder ao questionário no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfA37OqnhX8_ujX1GDM7_VwjDGEgqJyAfg6X2ZAYF31kT9vCw/viewform

Há um novo perfil do aluno para o qual devem “convergir todas as aprendizagens”

Agosto 16, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do http://www.educare.pt/ de 31 de julho de 2017.

Alunos capazes de pensar de forma crítica e criativa, de trabalhar em equipa, reconhecer a importância da aprendizagem ao longo da vida e serem cidadãos tolerantes. O novo “Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória” pretende “formar pessoas autónomas e responsáveis”. Princípios e valores “há décadas” defendidos pelas escolas, garante o Conselho das Escolas.

Esteve em discussão pública até 13 de março e foi esta quarta-feira publicado em Diário da República. O novo perfil tem como objetivo garantir que, no final do 12.º ano, todos os jovens têm um domínio comum de competências, capacidades e valores mesmo que completem a escolaridade obrigatória em diferentes vertentes de ensino.

Guilherme d’Oliveira Martins, ex-ministro da Educação e coordenador do grupo de trabalho que produziu o documento agora homologado, garante no prefácio do novo perfil que não existe qualquer “tentativa uniformizadora”. Pelo contrário, há uma intenção de “formar pessoas autónomas e responsáveis e cidadãos ativos”, bem como de “criar um quadro de referência que pressuponha a liberdade, a responsabilidade, a valorização do trabalho, a consciência de si próprio, a inserção familiar e comunitária e a participação na sociedade que nos rodeia”.

Perfil é o “desejável”
O autor do perfil diz ainda que não se trata “de um mínimo nem de um ideal”, mas o que se pode considerar “desejável”. Assim, à saída do 12.º ano, espera-se que o aluno possa estar munido de “múltiplas literacias que lhe permitam analisar e questionar criticamente a realidade, avaliar e selecionar a informação, formular hipóteses e tomar decisões fundamentadas no seu dia a dia”. Mas, também, que seja “capaz de lidar com a mudança e com a incerteza num mundo em rápida transformação” e de “continuar a aprendizagem ao longo da vida”.

O documento não esquece o domínio humanista da educação, reconhecendo que o jovem deve ser preparado para se tornar um cidadão “que valorize o respeito pela dignidade humana, pelo exercício da cidadania plena, pela solidariedade para com os outros, pela diversidade cultural e pelo debate democrático”.

Com uma matriz comum para todas as escolas onde se definem os princípios que vão orientar as aprendizagens nas escolas portuguesas, “garante-se assim a intencionalidade educativa associada a diferentes opções de gestão do currículo”, lê-se no preâmbulo do despacho de homologação.

“Com efeito, urge garantir, a todos os jovens que concluem a escolaridade obrigatória, independentemente do percurso formativo adotado, o conjunto de competências, entendidas como uma interligação entre conhecimentos, capacidades, atitudes e valores, que os torna aptos a investir permanentemente, ao longo da vida, na sua educação e a agir de forma livre, porque informada e consciente, perante os desafios sociais, económicos e tecnológicos do mundo atual.”

As orientações expressas no documento são descritas como abrangentes e transversais ao currículo. Por isso, não podem ser trabalhadas numa única disciplina. Em matéria de competências, o perfil reconhece a importância do ensino contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo e para o desenvolvimento de competências associadas às relações interpessoais. Os alunos devem ser capazes de “adequar comportamentos em contextos de cooperação, partilha, colaboração e competição, de trabalhar em equipa e usar diferentes meios para comunicar presencialmente e em rede e de interagir com tolerância e participar na sociedade”.

CE apreensivo
Aquando da discussão pública, o Conselho das Escolas (CE) já tinha sublinhado a impossibilidade de o novo perfil ser aplicado nas escolas sem que fosse alterado o modelo de ensino em vigor. Num parecer emitido a 10 de março, este órgão consultivo do Ministério da Educação, dizia rever-se nos princípios, na visão e nos valores” expressos no documento, mas entender, no entanto, que estes não eram “inovadores ou originais”, mas antes “princípios e valores há décadas perseguidos pelas escolas como é patente nos respetivos Projetos Educativos”.

O parecer concluía ainda que a concretização do novo perfil, “nomeadamente no que às competências-chave diz respeito, implicará profundas alterações na escola pública e no sistema Educativo”. Por isso, era visto com “alguma apreensão”.

“Não apenas pela inconstância educativa que sempre tem resultado das alternâncias políticas, mas também porque se acredita que os progressos na Educação são lentos e deverão mais à introdução gradual das alterações necessárias à melhoria e correção dos constrangimentos detetados, do que à introdução rápida de profundas e vastas alterações com vista à revisão de partes significativas do sistema educativo.”

O Conselho das Escolas alertava ainda que, “mais do que o documento em si, serão as alterações que as suas “implicações práticas” exigirão que o tornarão mais ou menos credível” razão pela qual aconselhava que a sua implementação fosse faseada, de forma a “garantir a estabilidade do trabalho nas escolas, o que pressupõe reformas progressivas, planeadas, negociadas e avaliadas, e uma forte aposta na formação de professores”.

Recorde-se que o Governo associou ao novo perfil do aluno a “flexibilização curricular” que se inicia em setembro, em formato de projeto-piloto num conjunto de escolas que se voluntariaram para a executar.

A flexibilização curricular prevê, por exemplo, que as escolas possam organizar os tempos escolares, com a possibilidade de gerir até 25% da carga horária semanal por ano de escolaridade, fazer a fusão de disciplinas em áreas disciplinares em alguns tempos de aulas ou recorrer a disciplinas trimestrais ou semestrais.

O ”Perfil do aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória”, elaborado por um grupo de trabalho liderado por Guilherme d’ Oliveira Martins, resultou de um pedido do Ministério da Educação, apresentado em fevereiro pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, e pode ser consultado na página da Direção-Geral de Educação.

 

Diversidade ou igualdade? Jornada de Reflexão – 7 de setembro em Ferreira do Zêzere

Agosto 15, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://www.caritas.pt/site/coimbra/index.php?option=com_content&view=article&id=4894:2017-07-28-11-12-34&catid=534:informacao&Itemid=1

 

Curso Intensivo em Touchpoints | 2017

Agosto 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://fundacaobgp.com/pt/formacao-curso-intensivo-touchpoints-2017

Dificuldades de Aprendizagem: Avaliar e Intervir

Agosto 15, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 28 de julho de 2017.

Dificuldades de Aprendizagem: Avaliar e Intervir

Muitas crianças, adolescentes e jovens passam por situações de dificuldades de aprendizagem. Estas podem ser ligeiras, moderadas ou graves, temporárias ou contínuas ao longo do tempo, gerais ou específicas de alguma(s) disciplina(s) ou matéria(s). Em alguns casos, essas dificuldades estão associadas a um diagnóstico ou perturbação – por exemplo, dislexia, discalculia, hiperatividade, défice de atenção, perturbações do espetro do autismo, perturbações de desenvolvimento, défices cognitivos, paralisia cerebral, síndrome Down, etc – a outras questões sócio-emocionais do aluno ou mesmo a variáveis contextuais, que remetem para a integração, bem estar e envolvência do aluno na turma e na escola.

Assim, e existindo uma tão grande diversidade de situações, o primeiro passo para uma intervenção de qualidade no âmbito das dificuldades de aprendizagem passa por uma boa avaliação de cada caso. Por avaliação entende-se não só a aplicação de testes e provas que permitem a caraterização das funções cognitivas do aluno e aceder ao seu perfil de aprendizagem, como a observação atenta da situação e a capacidade de ler a criança ou jovem em questão, procurando compreendê-lo enquanto pessoa e não só enquanto aluno. Através da avaliação, procura-se também perceber as causas do insucesso do aluno, reunindo-se um conjunto de informação muito importante para preparar a intervenção.

De referir que uma boa intervenção deve passar por uma abordagem flexível, assente na criança/adolescente e nas suas necessidades e incluir a escola e a família. Em alguns casos, a intervenção com a escola pode ser preponderante uma vez que podem existir fatores de sala de aula ou relacionais (aluno-aluno; aluno-professor) a contribuir para o problema. Em outros casos, a intervenção com os pais, e a orientação e acompanhamento destes são especialmente importantes, na medida em que através da melhoria/alteração de algumas práticas educacionais se podem conseguir progressos importantes. De qualquer modo, e em qualquer situação, o trabalho individual com o aluno é fundamental.

Intervenção centrada no aluno

A relação que se estabelece entre o técnico e a criança/jovem é determinante para o sucesso da intervenção. O técnico deve investir no conhecimento e compreensão do sujeito com quem vai trabalhar, investigar as suas áreas de interesse, gostos e preferências, interessar-se pela sua vida para além da escola e das dificuldades de aprendizagem, em suma, participar do seu mundo, criar elos. É muito importante que a criança/jovem se sinta confortável e motivada ao longo da intervenção e que se implique nesta com tanta intensidade quanto lhe for possível. Para o efeito, as sessões devem ser organizadas de modo a ser apelativas e motivantes, para além de trabalharem as áreas que interessa promover. Neste sentido, o ideal são tarefas variadas e desafiantes, se possível com alguma componente lúdica ou de jogo e, quando viável, enquadradas em algo motivante para a criança/jovem e que lhe desperte entusiasmo.

Por fim, é muito importante que ao longo da intervenção o técnico tenha bem presente os objetivos para cada criança/jovem – competências a desenvolver, áreas da cognição a promover – e que esteja familiarizado com as estratégias e modelos teóricos de atuação mais indicados e favoráveis para cada situação. Conciliar uma boa intervenção do ponto de vista técnico com a capacidade de motivar e envolver a criança/jovem e de lhe devolver a confiança e a segurança são os grandes desafios que estes casos lançam.

Por Sandra Farropas

 

 

 

Relatório CASA 2016 : Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens

Agosto 14, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório no link:

http://www.seg-social.pt/documents/10152/15292962/Relatorio_CASA_2016/b0df4047-13b1-46d7-a9a7-f41b93f3eae7

 

Situações de urgência obrigaram a retirar 485 crianças aos pais

Agosto 14, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 28 de julho de 2017.

Filipa Ambrósio de Sousa

Relatório revela que estes casos de crianças e adolescentes aumentaram 23% face ao ano anterior

Em média, o Estado retira uma criança ou adolescente por dia aos pais com a fundamentação de se tratar de um “procedimento de urgência” e reencaminha-a para uma situação de acolhimento. Em 2016, foram 485 com idades entre os zero e os 20 anos que foram retiradas de forma urgente por suspeitas de abusos sexuais ou de situações em que a sua integridade física estaria em causa. Segundo o relatório Casa 2016, que hoje é tornado público, estes números representam um aumento de 23% face ao ano anterior, em que foram retiradas 394.

Segundo a lei, este procedimento de urgência ocorre sempre que “exista perigo atual ou iminente para a vida ou de grave comprometimento da integridade física ou psíquica da criança ou jovem, na ausência de consentimento dos detentores das responsabilidades parentais ou de quem tenha a guarda de facto”. Casos em que, segundo fonte do Instituto de Segurança Social explicou, “podem acontecer mesmo a meio da noite, quando a polícia sinaliza estes casos de perigo”. Sinalizando, as autoridades policiais reencaminham o jovem para um centro de acolhimento, no imediato. O relatório Casa revela ainda que, no total, estavam em situação de acolhimento 8175 crianças e jovens, tendo 2396 iniciado essa situação de acolhimento nesse mesmo ano.

20% das crianças medicadas

O balanço – que ontem foi apresentado aos jornalistas no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – destaca ainda a existência de 1609 crianças a quem foi prescrita medicação, o que corresponde a 20% das crianças em situação de acolhimento. A maioria medicada com antidepressivos e com idades dos 15 aos 17 anos (739 casos). Mas também existem casos de menores dos 12 aos 14 anos (432 casos). “De forma correlacionada positivamente, com a verificação de problemas de comportamento, ocorrência de problemas de saúde mental e observação de consumo de substâncias na faixa etária dos 15 aos 17 anos, é também nesta faixa etária que se verifica a maior frequência de acompanhamentos regulares em termos de saúde mental, psicológica ou pedopsiquiátrica, mas também, simultaneamente, de acompanhamentos irregulares a este nível”, pode ler-se no relatório. Neste contexto, na mesma apresentação de ontem, a secretária de Estado para a Inclusão, Ana Sofia Antunes, assumiu a importância cada vez maior desta questão de saúde mental. “É algo que nos preocupa mas para cuja realidade temos procurado encontrar soluções mais especializadas”, diz a secretária de Estado. “Não falamos em respostas típicas que tenhamos. Estamos a falar das próprias respostas que a Segurança Social tem procurado em cooperação com o Ministério da Saúde.”

Nesse sentido, segundo anunciou Ana Sofia Antunes, foram já assinados – no âmbito do primeiro pacote de respostas – dois acordos de criação de respostas para acolhimento de saúde mental específicas para jovens. Até ao final do ano, Portugal vai ter quatro unidades de saúde mental. “Especificamente criadas, pensadas e vocacionadas para receber jovens com este tipo de problemas”, explica a secretária de Estado.

Segundo o que fonte do Instituto da Segurança Social explicou, a parcela de jovens dos 15 aos 20 anos está cada vez “mais significativa”, com um maior “envelhecimento das crianças e jovens acolhidos”. A maioria estuda no espaço escolar mas há uma “elevada taxa de insucesso”. Por isso, Ana Sofia Antunes explicou que existe agora uma lista de 90 professores a serem “formatados”. “Neste ano assistiu-se a um reforço da adequação do perfil dos professores contratados. Fizemos um levantamento das necessidades e uma identificação do perfil do professor.” E concluiu: “Um processo desafiante e que implica que tenhamos novamente de os interessar pela escola, reconhecer hábitos de permanência em sala de aula, de estudo e o gosto por aprender.” Acrescentou ainda que com este “acordo com a educação vai ser melhorado o acompanhamento educativo”.

 

 

 

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