Crianças ao sol: as respostas essenciais

Agosto 19, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Notícias Magazine de 31 de julho de 2018.

A pele dos bebés e das crianças não é igual à nossa. É bastante mais frágil. Por isso, as regras sobre exposição e proteção solar são diferentes para os mais novos. Estas são as perguntas que todos os pais fazem. E as respostas que não devem esquecer.

Texto Sofia Teixeira | Fotografia Getty Images e Shutterstock

texto e imagens no link:

https://www.jn.pt/noticias-magazine/interior/criancas-ao-sol-as-respostas-essenciais-9660311.html

 

Os divórcios tiram férias? Eduardo Sá

Agosto 19, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Eduardo Sá publicado no Público de 7 de agosto de 2018.

Deixemo-nos de coisas: nenhum divórcio “corre bem”. Isto é: nunca se passa por ele sem muitas dores. E, no entanto, todos os divórcios se dão por “mútuo consentimento”. Acontecem! Vamos acumulando pequenos ressentimentos. Em vez de falarmos, amuamos e embirramos. E, a certa altura, o fim-de-semana começa a ser à segunda-feira. Na verdade, divorciamo-nos por dentro muito antes de nos divorciarmos por fora. E são tantas as “pequenas coisas más” que um processo de divórcio aclara no outro que, quando se dá por isso, todos os divórcios, mesmo os “amigáveis”, são… “litigiosos”.

Mas se separar os garfos ou os quadros já é difícil, separarmo-nos dos filhos dói “horrores”. Começando pela forma como lhes dizemos que “a mãe e o pai já não são namorados”. (O que, por outras palavras, quer dizer: “A mãe e o pai vão-te magoar muito porque precisam de ser felizes.”). E acabando na transformação radical d’ “A nossa casa” na casa da mãe e na casa do pai. Todos os divórcios doem muito a todos os filhos. Independentemente da idade. E doem, sobretudo, quando os pais – que até aí pareciam ser a “reserva natural” de bom senso – são, muitas vezes, engolidos por iras e por ódios. E por episódios muito feios de um em relação ao outro que acabam por colocar os filhos em sucessivos conflitos de lealdade onde amar, igualmente, os dois pais parece ser vivido quase como uma traição.

É claro que que todos os filhos, porque são amados, são um bocadinho egocêntricos. Logo, o divórcio dos pais passa por uma perplexidade do género: “Mas, se eu existo, do que é que eles precisam mais?”. Para que, de seguida, quando um dos pais encontra alguém que namore, a questão se colocar outra vez. E quando essa pessoa chega “equipada” com filhos, essa mesma questão voltar a colocar-se. Sobretudo, quando eles passam a estar mais tempo com um dos pais duma criança do que ela própria acaba por passar.

E, depois, é um bocadinho “contra-natura” comunicar a um filho que existe “uma pessoa” com quem se namora. Mesmo que essa pessoa seja, simplesmente, “um amigo da mãe” ou “uma amiga do pai”. Seja como for, há pais que entre um divórcio e a tal pessoa “amiga” a viver lá em casa esperam tempo de menos. E há pais que namoram, na “clandestinidade”, por tempo demais.

Mas, quando chegam as férias, um pouco por tudo isto, nem sempre elas são o descanso com que se sonhou. Porque “as nossas férias” são interrompidas pelas saudades que fazem com que o outro dos pais apareça, de surpresa, “só para dar um beijinho”. Porque, para as crianças mais pequeninas, 15 dias seguidos sem um dos pais é um tempo interminável, que as deixa tristonhas e desconsoladas. Porque as férias arriscam-se a não ser férias tal é o número de coisas difíceis por dizer que os pais e os filhos mais velhos aproveitam para pôr em dia. Porque os telefonemas regulares do pai que não está com a criança são, muitas vezes, vividos como um controle insuportável pelo outro. Porque, ao contrário do que se queria, acaba-se por “levar”, por causa disso tudo, a ex-mulher ou o ex-marido para férias. E porque as férias são as alturas escolhidas para um convívio mais a sério com “a tal pessoa amiga” (que, entretanto, traz os seus filhos, na esperança de que todos sejam amigos, muito rapidamente). E nem sempre isso ajuda.

Dividirmos o melhor de nós com quem passou a ser um “lado feio” da nossa vida não é fácil. Que o pai e a mãe não sejam namorados sempre se entende. Mas que as férias sirvam para descobrir que eles já nem amigos são fica mais difícil de aceitar.

Psicólogo

 

É todo-o-terreno e só para crianças. Com esta cadeira, Manuel já vai à praia

Agosto 19, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Nuno Ferreira Santos

Notícia do Público de 16 de agosto de 2018.

Joana Gorjão Henriques (Texto) e Nuno Ferreira Santos (Fotografia)

A Associação More Moving Moments foi criada por pais que não aceitaram deixar o filho em casa nos dias de praia. Encontraram uma cadeira especial nos EUA e hoje já há nove praias em Portugal que a têm.

Nos dias de praia, Manuel costumava ir ao colo dos pais. Ainda relativamente pequeno, até aos cinco anos, a logística não era impossível, apesar de complicada.

Cresceu e, a dada altura, no ano passado, antes do Verão, os pais Rita Veloso Mendes e Carlos Machado Silva foram informar-se junto de fisioterapeutas sobre o que poderiam fazer para ir à praia em família. Manuel não tem mobilidade. “Disseram-nos que a adaptação teria de ser deixar de fazer praia”, conta a mãe de 39 anos. “É uma perda de autonomia gigante”, completa o pai Carlos Machado Silva, 42 anos.

Em pleno areal do Tamariz, no Estoril, cheiíssimo de crianças e adultos, Rita Veloso Mendes conta ao PÚBLICO que não aceitou a resposta. “Como é possível?”, interrogou-se na altura. “Isto não vai resultar connosco. Alguma vez vou deixar de ir à praia ou deixá-lo em casa?”

Depois de uma pesquisa pela Internet, Rita e Carlos encontraram uma organização chamada Stepping Stones for Stella, projecto norte-americano que partiu da mesma necessidade — foi o avô de uma menina chamada Stella que desenvolveu o protótipo de uma cadeira de rodas de praia especificamente para crianças, com mobilidade fácil na areia, rodas todo-o-terreno, material impermeável. Contactaram a organização, mandaram vir a cadeira e no Verão passado conseguiram fazer uma vida normal. “Uma família com uma criança como Manuel o que mais tem são obstáculos”, explica Rita Veloso Mendes.

Depois de uma gravidez e parto normais, aos seis meses de vida da criança a mãe começou a perceber que algo não estava bem. Só por volta dos dois é que seria “hasteada a bandeira do atraso”, diz. “Têm sido vários despistes, mas infelizmente ainda há coisas que não se conseguem identificar.” Manuel, hoje com sete anos, continua sem diagnóstico.

Lá ao fundo, junto à beira-mar, brinca agora dentro de água, orientado pelo pai.

A cadeira permite a Manuel molhar-se no mar, passear pela praia, acompanhar a irmã nos passeios pelas rochas, irem os quatro ao mesmo tempo ao café, jogar raquetes, entre tantas outras coisas. “Dá outra dignidade. Já viu o que é andar com um rapagão destes ao colo?”, pergunta a mãe.

Este será o segundo Verão em que usam a cadeira, essencialmente amarela, adaptada ao corpo de um rapaz de sete anos. O custo, porém, não é acessível a todos.

Apesar de o modelo da Stepping Stones for Stella passar pela doação, a maior despesa está no transporte — trazê-la para Portugal foi mais do dobro do custo de produção, estimado em pouco mais de 400 euros.

Foi então natural pensar no passo seguinte. “Sentimos uma obrigação para com os outros pais que têm crianças com dificuldade de mobilidade e criámos a associação para partilhar esta solução. Não queria que mais nenhuma mãe ouvisse a resposta que eu ouvi. É horrível.”

Reuniram-se ao jantar com amigos que têm apoiado a família, arranjaram os outros corpos constituintes da associação, fizeram um site, desenharam panfletos.

A 25 de Janeiro de 2018 estava criada a Associação More Moving Moments, presidida por Rita Veloso Mendes, assessora do conselho de administração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, com Carlos Machado Silva, consultor de profissão, como primeiro secretário da assembleia geral.

Chegar a mais praias

Conseguiram depois o apoio financeiro para trazer as cadeiras, uma companhia de seguros e um banco associaram-se ao projecto. O objectivo: incentivar as famílias com filhos com problemas de mobilidade a perderem o medo de ir à praia.

Assim, formalmente, as cadeiras iguais à do Manuel estão em nove praias desde o dia 1 de Agosto: praia do Ouro (Sesimbra), do Tamariz, da Poça, das Moitas (em Cascais), de São Lourenço e Foz do Lizandro (em Mafra), da Comporta e de Tróia (em Grândola) e das Maçãs (em Sintra).

São as autarquias que “tomam conta” delas. Na praia do Tamariz, onde está disponível há pouco mais de uma semana, ainda não tinha sido requisitada.

A escolha foi feita a partir de uma base de dados com as praias acessíveis (segundo o Instituto Nacional para a Reabilitação, as que têm balneários, passadiço com acesso ao areal, lugares de estacionamento próprios…). Depois escolheram algumas das que já têm veículos anfíbios para adultos com acesso ao mar, as cadeiras chamadas “tiralô”, isto porque queriam ter o apoio que já existe dos nadadores-salvadores. Mas não querem ficar por aqui. A médio e longo prazo a intenção é tê-las em todas as praias.

Em Portugal, o modelo da associação norte-americana de doar uma cadeira por família “não funciona tão bem”. A cadeira não se desmonta, “a única coisa que sai são as rodas”, por isso é mais prático tê-la nas praias.

No futuro, Rita e Carlos querem passar a produzir as cadeiras em Portugal, já têm um acordo com a associação americana para fazer um protocolo de cedência do modelo. A ideia é ainda apostar num tamanho acima daquele que têm porque este modelo só suporta até 27 quilos — para isso têm planos de desenvolver um projecto com universidades para se responsabilizarem pela sua concepção.

Manuel frequenta uma escola de ensino integrado, o Externato Grão Vasco. Este ano, segundo a mãe, a cadeira permitiu que, pela primeira vez, levassem à praia um dos meninos da escola que não tem mobilidade.

https://moremovingmoments.pt/

 

11 coisas que deve ensinar às crianças para as proteger nas redes sociais

Agosto 18, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Lifestyle

Os riscos estão à espreita, à distância de um clique. As consequências podem ser sérias, sobretudo para os menos prudentes, quase sempre crianças. Aprenda a construir barreiras quando o risco está próximo. Defenda-se destes riscos cada vez mais reais.

Internet e redes sociais. Duas palavras interrelacionadas tão comuns no nosso dia a dia. Ambas implicam riscos que devem ser do conhecimento obrigatório de quem as utiliza, em particular, os mais vulneráveis: as crianças.

Os perigos associados são grandes. É importante que os compreenda para que saiba como se defender. Por exemplo, a divulgação de informações pessoais é um erro que deve ser evitado. Proteja-se. A vida privada não deve estar exposta nas redes sociais, sobretudo porque pode ser um convite ao abuso e à intrusão.

A nossa privacidade nas redes sociais é regra de ouro, mas a verdade é que poucos a preservam. Há, todavia, outras regras igualmente fundamentais que podem e devem ser seguidas.

Nunca esquecer: os amigos online, nem sempre, correspondem aos amigos da vida real. Se não os conhece, não os faça seus amigos. Amigos dos meus amigos nem sempre são meus amigos. Ensine a criança que na internet, primeiro desconfia-se e depois…desconfia-se, outra vez.

O desconhecimento ou falta de informação podem potenciar no limite, por exemplo, casos cada vez mais comuns, de cyberbullying e sextortion (forma de exploração sexual que emprega modos não-físicos de coerção para extorquir favores sexuais à vítima).

É importante que esteja ciente do que a criança faz online. Respeite sempre a privacidade do menor quando comunica com os amigos, mas nunca deixe de ter a certeza que o caminho é seguro.  Tudo o que é publicado na internet, pode ser mais tarde utilizado contra si. A maioria dos adolescentes navega diariamente pelas redes sociais e acaba por estar exposto, tantas vezes de forma inconsciente, a situações de risco. Há aplicações nos telemóveis que revelam até a localização exata de cada post.

O que se pretende é que ganhem essa consciência e aprendam a defender-se, evitando, por exemplo, as seguintes situações:

  • Usar o nome completo no perfil;
  • Postar fotos de si próprio para a comunidade em geral;
  • Revelar data de nascimento;
  • Identificar a escola que frequenta e a morada de casa;
  • Publicar o local de férias e os locais mais frequentados;
  • Transmitir informações pessoais a supostos amigos da internet;
  • Publicar mensagens ofensivas, embaraçosas e impróprias;
  • Aceitar amizade online de pessoas que não conhece;
  • Partilhar senhas pessoais e dados bancários;
  • Ausência de restrições parentais de navegação em função da idade;
  • Manter as mesmas senhas durante mais do que 6 meses.
  • Outra boa estratégia passa por criar como regra, o uso de computadores, laptops e smartphones, exclusivamente, nas áreas públicas da casa. Evite que sejam usados nos quartos.

Os mais velhos devem dar o exemplo. Estabeleça regras familiares para o uso da tecnologia. Em simultâneo, as regras acordadas devem ser colocadas próximas do computador, num local de fácil acesso para que possam ser lidas enquanto navegam pelas redes sociais, em particular, antes de postar alguma informação.

Por fim, lembre-se que através do histórico, pode saber com quem a criança tem interagido.

 

Bibliotecas de Verão em Portugal – Praias, piscinas e jardins

Agosto 17, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações sobre as bibliotecas no link:

http://bibliotecas.dglab.gov.pt/pt/noticias/Paginas/Bibliotecas-de-Verao-2018.aspx

Pais pagam a explicadores para ensinarem os filhos a jogar “Fortnite”

Agosto 17, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 3 de agosto de 2018.

Mais de 125 milhões de pessoas jogam diariamente Fortnite, a sensação virtual que está a conquistar cada vez mais crianças. Como acontece com uma disciplina escolar, há agora ‘explicadores’ que ajudam a passar, neste caso, de nível. E são cada vez mais os pais que contratam os seus serviços.

Para os pais, o sucesso dos filhos num videojogo parece nunca ter sido tão importante como agora. Isto porque vencer no Fortnite não só é sinónimo de inclusão social, como pode também resultar numa generosa bolsa para o ensino superior.

Um dos clubes de eSports (competição de videojogos) de uma faculdade norte-americana anunciou um prémio de um milhão de dólares (cerca de 862 mil euros) em bolsas de estudo. Também a Epic Games, detentora do jogo virtual, anunciou o financiamento de prémios no valor de 100 milhões de dólares (cerca de 86 milhões de euros) para as competições de Fortnite.

Razões que parecem suficientes para contratar aulas que podem custar mais de 20 dólares (cerca de 17 euros) por hora, conta o pai de um jogador de 12 anos ao The Wall Street Journal. Lições que fizeram diferença entre o filho raramente ganhar e passar agora a ganhar frequentemente.

Uma moda que está a ganhar cada vez mais adeptos, até pela pressão social que os jovens sentem por não jogarem um dos jogos mais populares da atualidade.

Fortnite foi lançado a 25 de julho do ano passado e a sua versão para telemóvel já ultrapassou o tão conhecido ‘Candy Crush Saga’.

 

 

Sexting dispara entre jovens. E alguns só têm 11 anos

Agosto 17, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Sapolifestyle de 6 de agosto de 2018.

A massificação dos telemóveis transformou o sexting – troca de mensagens de cariz sexual – num hábito comum entre adolescentes. Os especialistas alertam para as consequências deste fenómeno, que envolve miúdos cada vez mais novos e também é usado para fazer bullying ou chantagem.

Há meia dúzia de anos o conceito era obscuro, mas hoje quase todos os jovens sabem o que quer dizer e muitos fazem aquilo que ele define: trocar mensagens de cariz sexual através do telefone. O sexting começou por se limitar ao texto, mas com a evolução das tecnologias depressa começou a contemplar fotografias e vídeos. Desde então, os seus estragos não param de se acumular.

Um novo estudo, publicado pela JAMA Pediatrics e divulgado pela CNN, defende que um em cada quatro jovens norte-americanos confessou ter recebido este tipo de mensagens e um em cada sete admitiu tê-lo enviado. A investigação contemplou 39 projetos autónomos, realizados entre janeiro de 1990 e junho de 2016, que envolveram mais de 110 mil participantes, todos com menos de 18 anos e alguns com apenas 11.

Ressalvando que foi a massificação do acesso aos telemóveis que provocou este fenómeno, os autores do estudo sugerem que “as informações específicas sobre sexting e as suas consequências devem começar a ser trabalhadas em aulas de educação sexual”.

A pesquisa mostra que entre os mais jovens, o sexting é uma forma de explorar a atração sexual. “À medida que crescem, os adolescentes sentem cada vez mais interesse pela sexualidade; estão a tentar descobrir quem são”, afirmou o co-autor do estudo e professor de psiquiatria da Universidade do Texas, Jeff Temple.

Os riscos que as crianças e pré-adolescentes mais novos correm são assustadores, tendo em conta as armadilhas deste tipo de conteúdo. Diz o artigo da CNN que as relações entre pré-adolescentes (entre 10 e 12 anos) são quase sempre de curta duração, o que torna os miúdos mais vulneráveis ​​ao sexting sem consentimento, pois tornou-se comum “usar imagens e vídeos de nus como forma de ameaça ou chantagem”.

Tendo em conta que a média de idade dos miúdos que começam a usar smartphones está nos 10,3 anos, Jeff Temple acredita que “vamos assistir a um aumento do número de adolescentes com vida sexual”.

“As crianças não têm uma compreensão absoluta do que é uma relação de causa e efeito”, defende Sheri Madigan, professora assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Calgary e coautora do estudo.

“Quando enviam uma fotografia, muitos não pensam que jamais poderão recuperá-la e que o destinatário pode fazer com ela o que bem entender”.

Madigan diz que parte do problema está no cérebro dos adolescentes. “Os mais jovens têm os lóbulos frontais menos desenvolvidos e, por isso, são menos capazes de pensar sobre determinados assuntos do que os mais velhos. Provavelmente são mais vulneráveis ​​à pressão para fazer sexo ou participar em sexting não-consensual”.

De acordo com este estudo, 12,5% dos jovens – ou seja, um em cada oito – diz ter reencaminhado uma mensagem deste teor sem o consentimento do remetente e/ou do destinatário, o que revela bem a falta de segurança que envolve o fenómeno. “Sabemos que os sexts estão a ser reencaminhados sem consentimento e se os pais conversarem com os filhos adolescentes sobre sexting, devem falar sobre tais riscos”, defendeu Sheri Madigan, reforçando que se as mensagens forem trocadas sem a conivência dos intervenientes o assunto é muito grave. “Se olharmos para o fenómeno como um comportamento sexual consensual – com ambos os adolescentes a lidarem bem com o assunto – não haverá qualquer problema para a saúde mental”. Mas se o sexting for feito à revelia dos intervenientes, as consequências podem ser dramáticas.

Como falar com os seus filhos sobre sexting

  • Faça perguntas amplas como “já ouviste falar de sexting?”. Se perceber até que ponto ele domina o assunto, torna-se mais fácil conduzir a conversa.
  • Use exemplos apropriados à idade do seu filho e seja específico sobre as consequências do sexting. “Os pais devem ser proactivos e não reativos”, defende Madigan.
  • Recorde ao seu filho que o amor-próprio não é negociável. E que o sexting não é forma de provar amor a ninguém.
  • Evite julgamentos e preconceitos. E não queira ter a última palavra. Deixe o adolescente explicar o que sente.
  • Não se assuma como especialista na matéria.
  • Não o “proíba de”. Proibir, muitas vezes, é apenas convidar à desobediência.
  • Seja compreensivo. Os tempos mudaram e há coisas que custam a entender quando se é adulto.

 

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Prevalence of Multiple Forms of Sexting Behavior Among Youth

“Estamos a deixar o smartphone alterar a forma como somos humanos”

Agosto 16, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do Público a Catherine Price no dia 30 de julho de 2018.

Há dois anos Catherine Price decidiu que tinha de romper a relação que tinha com o telemóvel. Pelo caminho, escreveu um Manual de Desintoxicação sobre o processo. Em entrevista ao PÚBLICO, explica aquilo que aprendeu e partilha as estratégias que usou.

Karla Pequenino

Aos 37 anos, a norte-americana Catherine Price, autora e jornalista de ciência, percebeu que já não sabia ocupar o tempo livre sem o telemóvel e que, por isso, a relação tinha de acabar. A decisão chegou em 2016 quando estava a amamentar Clara, a filha recém-nascida. “Reparei que enquanto eu olhava para o ecrã e deslizava os dedos por mensagens antigas e candeeiros em lojas online, ela estava a olhar para mim. E eu não estava a olhar para ela,” relembra a autora. “Não queria que essa fosse a sua primeira memória de interacção com outra pessoa.”

A experiência para diminuir a necessidade de ter o telemóvel sempre na mão, levou Price a uma investigação sobre os efeitos dos aparelhos na mente e no corpo humano, e à forma como as grandes empresas tecnológicas os criam para ser viciantes. Os problemas são vários: a luz azul que é emitida por aparelhos modernos influencia o ritmo circadiano do ser humano e desregula os padrões normais de sono, o uso excessivo do aparelho está associado a problemas de isolamento nos jovens, e as pessoas estão mais focadas nos aparelhos que no mundo em redor. Há quem os use mais de sete horas por dia.

Os resultados são detalhados no livro Como largar o telemóvel: Manual de Desintoxicação, publicado este mês pela Arena. Em entrevista ao PÚBLICO, Catherine Price fala das conclusões e partilha estratégias para reconquistar o tempo que se perde ao telemóvel em 30 dias. “O primeiro passo é querer romper a relação amorosa que se tem com o telemóvel.”

PÚBLICO: Na versão original, o título do livro é mesmo “acabar o namoro com o telemóvel”. O objectivo é que os leitores abandonem totalmente os aparelhos?
Catherine Price: Atenção, o meu livro não é sobre atirar o aparelho para baixo de um camião. Isso não é realista. Estamos a falar de smartphones, telemóveis com acesso à Internet, que nos dão direcções e permitem fazer compras. É impossível negar a utilidade para nos conectar ao mundo, mas a realidade é que usamos demasiado estes aparelhos. Quando estamos aborrecidos, a primeira solução é agarrar no telemóvel. Durante a noite, dormimos com ele debaixo da almofada. Se ouvimos o som do SMS temos necessidade de o ver de imediato. É como um romance obsessivo, em que dependemos da outra pessoa para tudo, e isso não é uma relação saudável.

O telemóvel é uma enorme parte do nosso quotidiano. Como é que se sabe que se tem um problema?
Uma forma rápida de perceber a dimensão do problema é o CAGE, o questionário de quatro perguntas para detectar problemas de alcoolismo. Basta substituir álcool por smartphone. Têm de ver o telemóvel assim que acordam de manhã? Sentem necessidade de passar menos tempo ao telemóvel? Sentem-se culpados com o tempo que passam ao telemóvel? As pessoas criticam o tempo que estão a mexer no telemóvel? É assustador. Felizmente, o meu livro saiu na altura certa, por coincidência, com o escândalo dos dados do Facebook a alertar as pessoas sobre a forma como registam a vida toda nos aparelhos. E empresas como o Google e a Apple lançarem sistemas para nos ajudar a “largar o telemóvel”. Não é por estarmos todos viciados que a forma como usamos o telemóvel se justifica.

Hoje é possível aceder à Internet e às redes sociais em relógios, em tablets, no computador… Porquê o foco nos smartphones?
A diferença entre o smartphone e os computadores ou tablets é que temos os telemóveis sempre connosco. As sugestões do livro podem ser adaptadas a outros contextos, mas se olharmos à nossa volta, ninguém abre o portátil para trabalhar no elevador. Os telemóveis tornam-se um problema único devido à sua portabilidade e, também, à capacidade de nos interromperem constantemente com notificações.

Um dos conceitos mais explorados é a ideia que as empresas estão a programar os smartphones para ‘raptar’ o nosso cérebro e levar-nos a passar mais tempo neles. Onde é que isto se vê?
Fiquei chocada pela facilidade com que os smartphones podem ser comparados às chamadas slot machines, com o deslizar dos nossos dedos pelo ecrã a ser o equivalente ao puxar a alavanca da máquina da sorte. Reparem que a maioria das aplicações é criada para nos recompensar por usá-las mais tempo.

No livro surgem alguns exemplos.
A funcionalidade de “streak” na aplicação de mensagens do Snapchat. Quando as pessoas trocam mensagens entre si todos os dias na aplicação, surge um ícone com uma chama do lado do nome do utilizador que aumenta para motivar o utilizador a manter a tendência. Já o Instagram está programado para ocultar novos “gostos” aos utilizadores de modo a apresentá-los de uma só vez no momento mais eficaz possível.

As redes sociais são o grande problema dos smartphones?
As redes sociais não são o inferno. O que está mal é a necessidade de tocar no telemóvel e abrir uma aplicação – qualquer que seja – quando se está a trabalhar, quando se está a conduzir, numa conversa menos interessante. Algumas pessoas justificam o tempo que passam no telemóvel com a necessidade de estar ‘conectado com o mundo’, mas ninguém precisa de estar conectado, mesmo que seja às notícias, 24/7. Está-se a fazer algo sobre as acções humanitárias que tanto se lê? E está-se mesmo a ler o artigo todo ou o mais recente tweet sobre Donald Trump? É preciso reflectir sobre isto.

A Apple e o Google lançaram recentemente painéis de controlo no telemóvel, para perceber o tempo que se passa a utilizar o aparelho. Isto é uma forma dos gigantes ajudarem as pessoas a combatê-lo?
É uma admissão do problema. Curiosamente, ainda não nos ajudam a passar menos tempo com os telemóveis, mas no livro recomendo que os leitores que querem largar o telemóvel utilizem aplicações do género. Ajudam a perceber o tempo que passam no telemóvel.

Uma das primeiras sugestões do livro é experimentar uma “desintoxicação digital” de 24 horas em que se desliga o telemóvel. O que é preciso para que tenha sucesso?
Isto é uma separação teste para se perceber a falta que se sente do telemóvel, e descobrir tempo para fazer outras coisas como ler livros sem distracções. Quando comecei o ritual semanal com o meu marido, estávamos constantemente tentados a pegar no telemóvel. Dizíamos a nós próprios que era com o receio de perder uma mensagem importante. É uma preocupação comum. Para evitar a ‘desculpa’, recomendo avisar outras pessoas que se está a fazer uma desintoxicação e avisar como é que nos podem contactar em caso de emergência. Uma forma de fazer isto é criar uma mensagem de resposta automática, no telemóvel, que remeta para um número de telefone fixo, ou uma visita a casa. É impressionante o quão pouco as pessoas precisam, realmente, de nos contactar. Outra forma de começar a desintoxicação, é deixar o telemóvel para trás quando se vai jantar fora.

Quem lê o livro é convidado a preencher questionários diários sobre o seu processo de “desintoxicação” de 30 dias. O que é que aprendeu com as respostas dos leitores?
Há pessoas que passam sete horas por dia a mexer no telemóvel e a média são quatro horas diárias. Até terem de parar para pensar no assunto, não percebem. O mais impressionante é o quão semelhante somos. As respostas são quase iguais: gostamos do telemóvel porque nos conecta com o mundo e com quem está longe, e não gostamos porque sentimos que começamos a perder muito tempo nas redes sociais, nas aplicações de jogos, e em sites de namoro. São os três grandes vícios.

O que mais a preocupa sobre os resultados?
Estamos a deixar o smartphone alterar a forma como somos humanos. Fala-se mais por mensagens que cara-a-cara, e há uma espontaneidade que se perde nesse tipo de conversas. A nossa dependência do telemóvel para combater o aborrecimento impede-nos de usufruir de momentos, de reflectir e de pensar sobre a vida. As viagens de comboio já não são feitas a pensar e a descansar mas a fazer scroll no telemóvel. Quantas grandes descobertas surgiram de momentos de introspecção? Vão deixar de existir?

Os efeitos dos telemóveis nas crianças são outro dos grandes focos do livro. Qual é a idade certa para introduzir o aparelho?
Ninguém sabe – estamos viver uma enorme experiência descontrolada em que os nossos filhos crescem, pela primeira vez, agarrados ao telemóvel. Mas sei que aos 10 anos, que é a idade média nos EUA, é cedo demais. É importante saber estar aborrecido quando se está a crescer. Desenvolve a criatividade, aumenta a persistência. O telemóvel impede isto porque com jogos, redes sociais, Internet, está constantemente a estimular os mais novos. Os pais justificam que querem que os filhos estejam contactáveis, mas não é preciso telemóveis com Internet para isso. Há outras opções, telemóveis mais básicos, relógios com GPS.

O seu livro não é o primeiro a fazer estes alertas. Nos últimos anos, o conceito de “distracção digital”, em particular, pelo uso do smartphone, vem associado a problemas com a qualidade de sono, postura, problemas de aprendizagem nas criançasvícios em videojogos, e um aumento da ansiedade. As pessoas estão a ignorar os avisos?
Os alertas não estão a ser bem-feitos. Não pode ser só dizer que passamos muito tempo no telemóvel e precisamos de uma dieta. Ninguém gosta de dietas. Por isso é que digo ‘criar uma nova relação’. É preciso mostrar que o telemóvel começa a ser o obstáculo para coisas que queremos fazer.

Qual é a relação perfeita com o telemóvel?
Tal como com pessoas, não há relações perfeitas. O objectivo do meu livro é ajudar a chegar a uma relação mais saudável. Caso contrário corremos o risco de passar horas a fazer nada, a não ser deslizar com os dedos para cima ou para baixo.

Como as tecnológicas tentam resolver o problema em 2018

FACEBOOK

  • Painel de controlo com informação do uso semanal do aparelho;
  • Possibilidade de definir limites máximos de utilização;

APPLE

  • Relatório semanal do uso do aparelho;
  • Opção de “não incomodar”, que as pessoas devem ligar antes de irem dormir;
  • Possibilidade de gerir tempo que as crianças passam ao telemóvel e bloquear o aparelho remotamente.

GOOGLE

  • Novo Android P, alerta os utilizadores quando passam demasiado tempo agarrados a uma aplicação;
  • Criação de pausas programadas no YouTube para lembrar os utilizadores para fazerem uma pausa do ecrã;

 

 

Mais de mil pessoas protestam em Bruxelas contra detenção de crianças migrantes

Agosto 16, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 15 de agosto de 2018.

Entre 1.200 e 1.500 pessoas, segundo a polícia ou os organizadores, manifestaram-se esta quarta-feira à tarde em Bruxelas contra a detenção de crianças migrantes e a política migratória considerada “indigna” do Governo belga.

Simbolicamente, a manifestação, convocada por um coletivo de cidadãos chamado #NotInMyName (Não em meu nome), realizou-se junto à célebre estátua de Manneken Pis, representando um menino a urinar, em pleno centro da cidade.

“Até hoje ele era a única criança na Bélgica a estar atrás das grades (um gradeamento protege a estátua), mas agora isso acabou: o Governo decidiu lá meter outras”, declarou uma representante do coletivo, Florence, citada pela agência noticiosa francesa AFP.”

A manifestante referia-se à recente entrada em serviço, por um decreto real de 11 de agosto de 2018, de um centro de detenção destinado a acolher famílias estrangeiras em situação irregular e em vias de expulsão depois de esgotados todos os recursos.

Conhecida na Bélgica sob a designação “centro fechado 127bis”, esta estrutura situada próximo do aeroporto de Bruxelas-Zaventem foi criticada pela oposição (PS, Ecolo, centristas) e pelo mundo associativo. E os detratores duplicaram desde o acolhimento, na terça-feira, da primeira família albergada no centro.

Trata-se de uma família sérvia em situação ilegal com quatro crianças, acusada de ter fugido várias vezes de estruturas abertas onde residia. O pai foi apresentado como “um criminoso a sério” num ‘tweet’ do secretário de Estado para o Asilo e a Migração, o nacionalista flamengo Theo Francken.

“Nós não prendemos crianças”, gritaram hoje em coro os manifestantes, entre os quais muitas famílias com crianças.”

Para as associações de defesa dos direitos humanos, a entrada em serviço deste centro fechado constitui “um recuo de dez anos” na Bélgica.

A partir de 2008, estruturas unifamiliares abertas batizadas como “casas de retorno” permitiram evitar a detenção de crianças menores em situação ilegal.

Mas a experiência rapidamente foi considerada pouco conclusiva e uma lei aprovada em 2011 abriu caminho à possibilidade de as fechar de novo.

A abertura de uma unidade fechada no centro 127bis, decidida pelo atual Governo de centro-direita, foi condenada nas últimas semanas pelo Conselho da Europa e pelo Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

 

 

Hoje em dia o telemóvel faz parte dos talheres

Agosto 16, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal da Madeira de 4 de agosto de 2018.

 

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