TikTok: a rede social que está a “viciar” as crianças

Janeiro 18, 2020 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Delas de 9 de janeiro de 2020.

Provavelmente já se deparou nas redes sociais com vídeos provenientes do TikTok ou já viu os seus filhos a dançar para uma câmara sem entender as razões. Saiba tudo sobre esta App.

Provavelmente já se deparou, enquanto vê os stories do Instagram, com várias das pessoas que segue a publicar vídeos vindos de uma App chamada TikTok. Apesar de não ser propriamente recente, parece que só nos últimos tempos é que esta aplicação tem sentido um verdadeiro boom nos seus seguidores e participantes.

Outro cenário possível: também já se deve ter deparado com os seus filhos a dançar avidamente para uma câmara sem entender as razões. Tem dúvidas sobre o que raio é a aplicação TikTok ou se é segura? Nós ajudamos a desvendar este mistério.

O que é e para que serve

O TikTok é uma aplicação que permite aos seus usuários publicar um vídeo de até 15 segundos na sua conta. Desde fingir que se canta a fazer passos de dança ousados, podendo ainda fazer vídeos com amigos ou animais de estimação, uma breve passagem por esta aplicação mostra-nos que humor e criatividade não faltam.

Titania Jordan, responsável de curadoria e entrevistada pelo site Good House Keeping, explica que a aplicação é “muito divertida”, chegando mesmo a ser “viciante”, acrescentando ainda que é uma aplicação “muito popular entre a a Geração Z, particularmente porque consegue combinar o humor, a dança, a música, a performance e o entretenimento num só sítio onde há micro conteúdos intermináveis e adaptados ao que cada um gosta de ouvir, graças ao seu poderoso algoritmo“, explica a especialista.

A especialista explica ainda que alguns usuários fazem os seus vídeos apenas “por diversão”, já outros ambicionam chegar mais longe, vendo os seus vídeos transmitidos a todos os usuários do TikTok – isto quando alcançam muitas visualizações. Desafios constantes e vídeos em formato de memes é algo muito habitual na aplicação, existindo vários jovens a entrar nos desafios e tentar superar-se uns aos outros, criando novas tendências.

É ou não seguro para as crianças e jovens

Esta rede social permite que os usuários se conectem uns aos outros, podendo ver qualquer tipo de conteúdo que não se consegue filtrar, o que começou a preocupar alguns pais.”Embora existam recursos de privacidade, o controlo parental não existe na App“, explica Titania Jordan.

“Os usuários podem entrar em contacto com qualquer pessoa do mundo, uma vez que a plataforma é de cariz público”, continua a explicar a especialista, acrescentando que “embora seja possível bloquear ou denunciar outras pessoas por mensagens inapropriadas, por exemplo, o TikTok não possui controlos parentais mais amplos“, reitera.

Se o Instagram, por exemplo, permite que os perfis sejam privados e que exista um maior controlo sobre com quem se está a falar ou o que se está a ver, esta rede social é publica e permite que todo o conteúdo seja visível a todos os usuários. “Como o TikTok é uma plataforma que incentiva a performance, isto pode facilitar a que alguns ‘predadores’ usem elogios ou métodos idênticos para chegar mais facilmente às crianças e jovens, fazendo com que se sintam especiais”, avisa a especialista em curadoria.

Mas Titania Jordan adverte ainda para mais algumas questões pertinentes: ainda que seja possível colocar o perfil privado, isso não quer dizer que dê para filtrar o conteúdo que o usuário vê. “Mesmo que coloquemos a nossa conta como privada, ainda podemos ser expostos a conteúdo sexual ou violento, porque estes conteúdos são publicados no feed público”, explica, acrescentando ainda que “este tipo de conteúdo pode variar desde vídeos de cariz sexual, passando por mostrar acrobacias fisicamente perigosas (que as crianças acabam por conseguir recriar), tendo ainda a possibilidade de comentários racistas e discriminatórios”, termina por explicar.

Para além do mais, como qualquer outra rede social, o TikTok pode ainda propiciar sentimentos de tensão e ansiedade por se querer criar ‘mais e melhor’, o que pode não ser vantajoso para o publico mais jovem: “As crianças podem ser absorvidas pela pressão de ‘terem’ de criar mais e melhores conteúdos, e isso pode causar sentimentos de ansiedade, especialmente se o seu conteúdo não estiver a ser destacado como popular”, adverte ainda a entrevistada.

As políticas de segurança da App

Para que existisse uma maior consciencialização sobre as políticas de segurança da aplicação, o TikTok fez uma parceria com a Family Online Safety Institute (FOSI), organização internacional sem fins lucrativos, que afirma que a rede social “que oferece espaço para a expressão criativa e oferece uma experiência genuína, alegre e positiva, que vai ao encontro da missão da FOSI de incentivar as famílias a compartilhar de forma positiva as suas experiencias online e a conversar com as crianças sobre o que fazem online”, podemos ler na plataforma digital da instituição.

Conseguimos ainda, na mesma página, ter acesso a algumas dicas de segurança bem como um guia para os pais. São ainda disponibilizados vários vídeos educacionais que ensinam a gerir melhor os controlos no site.

Cyberbullying: apenas porque sim

Janeiro 17, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Vera Silva publicado no Público de 14 de janeiro de 2020.

Há que informar largamente os nossos jovens para os riscos que a exposição da sua imagem publicamente pode correr.

Numa era digital onde tudo se torna demasiado fácil, encapuçado por um ecrã, miúdos e graúdos escondem-se na compensação das suas necessidades sociais maioritariamente falhadas. Objetivos de difícil concretização manifestam-se numa agressão evidenciada por atos de índole dúbia.

Aquilo que se mostra em publicações de redes sociais é apenas os que se quer ver e não aquilo que verdadeiramente somos. Rasgos de felicidade e de vidas ilusionadas mostram-se em fotografias quase sempre de beleza e alegria. Quando assim não é a vitimização, por detrás da publicação, também ocorre. Mostra-se a vida que se pretende mostrar. Mantêm-se fachadas, máscaras do se quer mostrar e erra-se no encontro do que verdadeiramente é. Destroem-se vidas apenas porque sim. A difamação, calúnia e derrame da imagem ocorrem entre adolescentes, mas também e cada vez mais entre adultos. Uma forma cobarde de se atingirem objetivos infelizes de prejudicar a vida alheia. Muitas vezes porque sim.

Entre agressor e agredido a diferença é vasta e ao mesmo tempo tão curta. Agredir é muitas vezes um ato de defesa cobarde. Agride-se por que sim, porque quero e porque a liberdade que me é concedida nas redes sociais é de tal forma extensa que não há limites… e também porque ninguém está a ver, não se é identificado. Já lá vai o tempo em que o que corria menos bem se resolvia cara a cara. Agora ofende-se, denigre-se a imagem de outros por motivo algum, mas também porque sim.

Mas são assim tão importantes as redes sociais que nos fazem colocar a vida em risco ao expor a imagem que é do próprio e só a ele diz respeito? O grau de confiança que deposito em alguém é medido pelo que publica, pelo que diz que disse, e se será ou não de confiança. Entre dez atos de bondade ao próximo, um ato tido pelo outo como desadequado danifica uma relação, porque a virtualidade assim nos ensina. É fácil, descartável e ninguém me vê. Destruo a imagem do outro apenas porque sim.

Quando alguém ataca é porque se sente de alguma forma agredido, seja porque motivo for, mais que não seja porque a vida do outro nas redes sociais (desconhece-a na realidade) é tão boa, tão feliz, tão brilhante, repleta de sucesso que por esse motivo me apetece destrui-la, mesmo sem a conhecer na realidade. Construções mentais de emoções que assolam o corpo ao olhar para a realidade virtualidade social do outro manifestam-se na destruição daquele que se “admira”. A admiração, é subjetiva, pois no seu expoente máximo pode tornar-se obsessão e assim sendo deixam de existir bitolas que sirvam para manter o discernimento.

O agressor deliberadamente assume um papel de prepotência perante aquele, que sofre as consequências da ofensa. A diferença entre nós e os animais é que os mesmos atacam para se defenderem e se alimentarem. O ser humano fá-lo muitas vezes por que sim. A prepotência de quem agride exige uma paciência enorme do outro para que se dê a outra face. Muito poético, muito inteligente, muito sábio dar a outra face quando se sofre na pele a agressão da calúnia e difamação. No entanto, o limite humano permite-nos dizer chega!

Hoje em dia muitas são as crianças que já tem acesso às redes sociais e por vezes com a conivência do adulto. Digo por vezes porque situações há nas quais os pais desconhecem sequer o que os filhos fazem por mares navegados da internet. As redes sociais são de fácil acesso, difícil é sair delas, porque uma vez publicado dificilmente se apaga da net e da mente dos que assistiram de camarote à difamação e calúnia sem nada fazerem. As crianças e adolescentes ainda não atingiram um grau de maturidade para discernir entre o que pode eventualmente ser divulgado e o que não pode. Muitas vezes mesmo o que pode é alvo de calúnia. Há que informar largamente os nossos jovens para os riscos que a exposição da sua imagem publicamente pode correr. Esta educação deve vir da família em primeiro lugar, mas também da escola através das aulas de Educação para a Cidadania, por exemplo. Quantas imagens de jovens são colocadas nas redes sociais com fortes avisos de que emocionalmente não estão bem e nada é feito, porque o mundo virtual é de tal forma intrincado que a maioria das famílias e da escola não têm conhecimento deste sofrimento explicito na fotografia publicada para chamada de atenção. Por vezes considera-se (nalguns casos assim é) que o que se publica serve para alimentar o ego com mais likes e seguidores. Mas com isto têm que expor a sua vida, estar constantemente, ligados a uma App para que tenham vida social lá. A exposição mesmo a mais correta, acreditando que não há certos nem errados, pode ser alvo de calúnia e difamação. Como ficará no futuro a vida destes jovens que expõem a sua vida a nu nas redes sociais? Atualmente para termos uma noção superficial da pessoa que temos à frente vamos às redes sociais (por exemplo para uma entrevista de emprego). O que é facto é que muitas vezes são o lobo na pele do carneiro e isso as crianças e jovens são sabem discernir… nem mesmo os adultos. Porque muitas vezes acredita-se que o que é mostrado é o que é real. Em fases cujo desenvolvimento social, mental e da imagem têm elevada preponderância como é o caso da adolescência, como farão a gestão emocional quando, são alvo de chacota, difamação ou calúnia? Como poderão apresentar-se no dia seguinte na escola e enfrentar os colegas? Muitos dirão, infelizmente, “colocou-se a jeito”. Infeliz expressão e de desrespeito pelo ser humano. Consequências graves poderão advir destes atos impensados de jovens para jovens, pois o caminho para situações de automutilação ou suicídio é curto.

O uso de fotografias de crianças e jovens para fins degradantes é algo a reter já que ao ser publicada a fotografia na rede social, por mais cuidado com a segurança que se possa ter, aquela imagem, fica ao acesso de todos. E todos… são mesmo todos.

Mas o que é facto é que os adultos têm dificuldade em ser exemplo, pois ao publicarem nas redes sociais momentos que só aos próprios dizem respeito (por vezes para mostrarem que têm a família perfeita, dentro da desarmonia existente), fotografias de crianças (sem a sua autorização) estão a colocar em risco a vida dos que mais amam. Quanto mais adultos, mais distantes ficam da inocência da infância, e se as crianças são apanhadas nas malhas das redes sociais é por serem crédulas, de que o que vêem é o que é. No caso do adulto, o mesmo sabe ou deveria saber que expor-se nas redes sociais é colocar a sua imagem (literalmente) à disposição de todos. E as intenções nem sempre são as melhores de todos aqueles que se tornam amigos, seguidores, etc. Difama-se, calunia-se derrama-se a imagem apenas porque sim.

A autora escreve segundo o novo acordo ortográfico

Pediatra e Investigadora em Ciências da Cognição e da Linguagem do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa

A segurança online traduzida em (e para) miúdos

Janeiro 17, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da Activa de 8 de janeiro de 2019.

Chegou um novo projeto que pretende sensibilizar crianças, pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos para um ambiente online mais seguro.

Chegou o projecto “ePrivacidade Trocada Por Miúdos”, uma iniciativa do Capítulo Português da Internet Society e do Projecto MiudosSegurosNa.Net, aprovada pela Internet Society Foundation. O objetivo é criar e desenvolver uma campanha sobre privacidade e segurança online, de modo a sensibilizar crianças, pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos para um ambiente online com mais confiança e segurança. Prevê-se que a iniciativa dure dois anos, que poderão ser prolongados em função do seu sucesso. Já o seu lançamento, terá lugar na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, no próximo dia 28 de Janeiro de 2020, Dia da Proteção de Dados.

O projeto inclui quatro principais componentes: um evento anual para assinalar o Dia da Proteção de Dados; a disponibilização de tutoriais e outros recursos sobre privacidade e segurança online; um concurso anual destinado a estudantes de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao universitário, visando a sensibilização sobre a privacidade online e a disseminação dos trabalhos dos estudantes desenvolvidos no âmbito do concurso.

Esta iniciativa está alinhada internacionalmente com as metas da missão da Internet Society e também com as prioridades do Capítulo Português anunciados aquando da eleição desta direcção em Março último. Destas destacam-se nomeadamente a promoção de acções de debate e formação em torno da problemática da confiança, a produção de materiais de apoio e acções de apoio à formação dos utilizadores, particularmente os mais jovens, e o lançamento de um concurso que promova o envolvimento ‘mãos na massa’ de equipas de jovens em torno do tema confiança online“, afirma o Presidente da Direção do Capítulo Português da Internet Society, José Legatheaux Martins.

Já para Tito de Morais, fundador do Projecto MiudosSegurosNa.Net, o projeto “alinha-se e enquadra-se no trabalho que temos vindo a desenvolver ao longo dos 16 anos que levamos de existência, permitindo aprofundar uma temática cada vez mais crítica e essencial.“. A Associação D3 – Defesa dos Direitos Digitais, Associação de Professores de Filosofia, Associação Nacional de Professores, Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança da Informação,Conselho Nacional de Juventude, entre outras entidades públicas e privadas, são alguns dos parceiros da iniciativa.

Violência Doméstica e as Repercussões na Criança – II Encontro da CPCJ de Sousel 20 de janeiro

Janeiro 17, 2020 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Menina que Sabia Usar o Coração

Janeiro 17, 2020 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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O livro “A menina que sabia usar o coração” pode ser utilizado tanto em casa como na escola, mas foi especialmente criado com o intuito de apoiar as crianças e seus professores na melhoria de tempos de qualidade e criatividade nas creches, infantários, jardins infantis, escolas públicas, colégios, atl’s e centros de estudo. A obra encerra um conto infantil e um apêndice para professores sobre a disciplina extra curricular, o teatro. Conheça esta história que lembra os valores, os afetos, e os bons relacionamentos através de uma história infantil, uma meditação infantil, um artigo sobre arte terapia – teatro e os seus benefícios, um artigo que explica como organizar, ensaiar e encenar uma peça com os mais pequenos e uma adaptação para teatro do mesmo conto. A adaptação para teatro que se encontra neste livro é de autoria de Isabel Leal e procura incentivar os momentos de diversão e aprendizagem em todos os estabelecimentos de ensino ou apoio ao ensino espalhados pelo país, oferecendo a peça pronta a ser ensaiada e representada em qualquer festa ou evento infantil. Aguardo que este livro sirva o propósito e que haja muitas meninas e meninos pelo mundo a usar o coração em cima do palco e fora dele.

Aquisição do livro nas livrarias:

https://www.amazon.com/Menina-Sabia-Usar-Cora%C3%A7%C3%A3o-Portuguese/dp/9895175485

https://www.wook.pt/livro/a-menina-que-sabia-usar-o-coracao-persica-autora-isabel-leal/18897580

Peça de teatro “A menina que sabia usar o coração” https://alegrianainfancia.wixsite.com/index/teatro-infantil

“Já sou grande” na Rádio Miudos https://alegrianainfancia.wixsite.com/index/radio-miudos

Alegria na infância https://alegrianainfancia.wixsite.com/index

Técnicas do IAC trabalham nas ruas de dia e de noite

Janeiro 16, 2020 às 8:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança (IAC) nasceu em 1983 com o objetivo de tirar jovens da rua. A realidade que existia, sobretudo nas ruas de Lisboa nessa altura, era muito triste. Eram inúmeras as crianças que viviam nas ruas e se dedicavam à prostituição, arrumo de carros ou roubos. Foi aí que surgiu a necessidade de criar o «Projeto Rua» em 1989.

Este projeto começou por intervir junto das crianças que vagueavam nas ruas de Lisboa, dormindo em grelhas de metro e sem qualquer apoio de instituições sociais. Foi um verdadeiro sucesso, tendo conseguido tirar mais de 600 crianças da rua e fazer com que voltassem às casas ou instituições de onde tinham fugido.

Visualizar esta reportagem do “Você na TV” da TVI de 15 de janeiro de 2020 no link:

https://tvi.iol.pt/vocenatv/dicas-curiosidades/jovens/ajuda/instituto-de-apoio-a-crianca-tira-criancas-da-rua

Têm entre 11 e 13 anos e mandam cada vez mais selfies de sexo

Janeiro 16, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 15 de janeiro de 2020.

Paula Freitas Ferreira

De todas as páginas da Internet que mostram imagens de abuso sexual infantil, um terço consiste em imagens feitas pelas próprias meninas, em suas casas, diz a Internet Watch Foundation. Conteúdos sexuais que envolvem crianças estão a aumentar.

O alerta vem da Internet Watch Foundation (IWF): 80% das selfies sexuais encontradas nas redes são imagens de abuso sexual infantil e de crianças do sexo feminino com idades entre os 11 e os 13 anos. São as meninas as principais vítimas de um esquema que as leva a enviar imagens íntimas captadas pelas suas próprias webcams.

A organização encontrou 37 mil imagens do género – cerca de 30.000 eram de adolescentes, descreve a BBC.

Susie Hargreaves, principal responsável da Internet Watch Foundation, diz que o número de casos está a crescer a um ritmo alarmante.

Hargreaves percebeu que as imagens e filmes eram geralmente captados em ambientes domésticos. Havia crianças a olhar para a câmara e a obedecer a pedidos – alguém as ordenava a ter determinado comportamento.

De acordo com a IWF, de todas as páginas da Internet que mostram imagens de abuso sexual infantil, um terço consiste em imagens feitas pelas próprias meninas, em suas casas.

“Estas são imagens e vídeos de meninas que foram coagidas e induzidas a apresentarem-se sexualmente através de uma webcam, e esta situação está a tornar-se uma crise nacional”, disse, referindo-se ao Reino Unido, onde a fundação atua.

As vítimas são cada vez mais novas, uma vez que as crianças começam também a ter cada vez mais cedo acesso a uma webcam, que muitas vezes está no seu próprio quarto.

“São lisonjeadas. Dizem-lhes que são lindas”

“Nessas idades, elas são incrivelmente vulneráveis”, alerta Hargreaves. “Ainda estão a desenvolver-se fisicamente e não têm maturidade emocional para entender o que está a acontecer. “São lisonjeadas, dizem-lhes que são lindas. Costumam pensar que estão a ter um relacionamento com alguém”, explica.

Uma vítima contou à BBC que foi convidada a enviar uma fotografia em topless online para alguém que dizia ser uma agente de modelos.

A vítima, que tinha 13 anos na altura, disse que depois de ter enviado a foto, o comportamento da “mulher” mudou. Foi forçada a enviar mais fotos e a dizer onde morava – sob a ameaça de que a primeira imagem ia ser imprimida e divulgada em locais perto da sua escola.

Um homem chegou mesmo a dirigir-se a sua casa, onde a agrediu sexualmente no quarto e tirou ainda mais fotos.

“Na altura não percebi, mas o agressor que veio a minha casa era a mesma pessoa com quem eu conversava online”, contou a adolescente. O mesmo homem também a ameaçou, dizendo-lhe que se não fizesse aquilo que ele queria, que iria expor publicamente todas as imagens e vídeos da vítima.

Tink Palmer, da Fundação Marie Collins, que trabalha com a IWF, corrobora a perceção da fundação: conteúdos sexuais envolvendo crianças estão a aumentar na web.

“Todos os internautas têm de perceber que estão a infringir a lei quando visualizam esse material, independentemente de quem o tenha publicado ou partilhado”, avisou.

Mais informação na notícia da Internet Watch Foundation:

The dark side of the selfie: IWF partners with the Marie Collins Foundation in new campaign to call on young men to report self-generated sexual images of under 18s

Em 2019 aumentaram os casos de crianças e jovens em risco no concelho de Beja

Janeiro 16, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Pax de 13 de janeiro de 2020.

No concelho de Beja foram assinalados em 2019 duzentos e oitenta e cinco casos de crianças e jovens em risco. O número foi revelado à Rádio Pax por Maria de Jesus Ramires, presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Beja.

Em comparação com 2018 houve um aumento de oitenta casos.

O abandono escolar lidera a tabela com 28 casos. Comportamentos graves, anti-sociais ou de indisciplina, apresentam-se em segundo plano com um total de 23 situações.

“O abandono à nascença, a violência doméstica na infância e os casos de saúde em que as famílias não têm condições que permitam um acompanhamento estável que não ponha em causa o desenvolvimento normal das crianças, continua a ser uma preocupação para a CPCJ”, revelou à Rádio Pax Maria de Jesus Ramires.

A presidente da CPCJ de Beja garante que “só esgotadas todas as hipóteses é que as crianças são retiradas às famílias e encaminhadas para instituições”.

Só no início de Março a Equipa Técnica Regional da CPCJ Alentejo está em condições de disponibilizar todos os dados referentes a 2019 no distrito de Beja.

Ouvir a notícia no link:

https://www.radiopax.com/em-2019-aumentaram-os-casos-de-criancas-e-jovens-em-risco-no-concelho-de-beja/?fbclid=IwAR3UoUosUeChlhp-JYnGVAgg9fZ20eTHq8uiRZOwuY0vM8N6_zmbUQgSSuE

7 conselhos para ajudar os miúdos a lidar com as redes sociais – conselhos de Maria João Cosme do IAC

Janeiro 15, 2020 às 8:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 9 de janeiro de 2020.

Margarida Queirós

Na edição de dezembro da VISÃO Júnior falámos sobre o mundo dos likes. Agora, temos sete conselhos – dados por uma psicóloga – para os pais ajudarem os mais novos a lidar com as redes sociais.

As redes sociais fazem parte da nossa vida, é um facto que ninguém consegue negar. Os mais novos também as usam e muita da sua vida social é vivida no Instagram, no TikTok e no Facebook. Passar demasiado tempo preocupado com likes ou ansioso porque os dados móveis acabaram é algo que acontece a muitos jovens. Por isso, e com base em testemunhos recolhidos junto dos nossos leitores que usámos no artigo de capa, questionámos a psicóloga Maria João Cosme sobre algumas situações comuns a muitos pais. A especialista é psicóloga no programa SOS Criança, do Instituto de Apoio à Criança.

Ultimamente o meu filho só fala de redes sociais. O que posso fazer para que se interesse por outras atividades?

As redes sociais não têm de ser conotadas apenas como algo negativo. Sabendo que nas redes sociais a comunicação faz-se principalmente entre pessoas amigas, podemos por exemplo aconselhar outras atividades que possam fazer offline com essas pessoas. O ponto de partida deve ser ouvir os filhos, mostrar interesse pelo que gostam e tentar perceber como funcionam as redes sociais. Depois, poderão pedir que os filhos façam o mesmo, ou seja, que deem atenção a outras atividades que os pais dominem melhor. Conhecer os filhos e os seus interesses abre uma porta de comunicação saudável e rica entre pais e filhos!

Já aconteceu ver o meu filho triste porque uma das fotos que publicou teve poucos likes. Como lhe explico que os likes não ditam se as pessoas gostam de nós ou não?

Os pais devem ter sempre por base uma relação de confiança, abertura e comunicação com os filhos. Isso começa à nascença… Até antes! Assim sendo, os pais, melhor que ninguém, saberão chegar até eles. Por um lado, mostrando empatia pelo seu sentimento de tristeza mas, por outro lado, explicando de forma clara que os likes são gestos à distância, não há apego, não há pessoas em presença, logo, não se podem nunca comparar com as ações e os sentimentos que temos em presença de alguém. Se forem likes de desconhecidos também não devem ser sobrevalorizados, ou seja, ter likes ou não terlikes deve ter a mesma explicação, relativizando o tema, para não ter uma dimensão desmesurada.

O meu filho está sempre ligado, e quando lhe peço para largar o telemóvel, noto que fica ansioso, como se fosse perder algo. É normal?

Pedir para largar o telemóvel vai depender do que o jovem estiver a fazer . É normal que o filho fique ansioso caso esteja envolvido numa atividade ou jogo ou conversa que tenha de interromper. Obviamente, se estiver a usar o telemóvel num momento desadequado, como por exemplo ao jantar, ou onde saiba à partida que está a incumprir ou desobedecer, não deve ser valorizada a sua ansiedade e deve ser explicada de forma assertiva a regra e o motivo pelo qual não se pode estar ao telemóvel naquele momento. Os pais devem também ser o exemplo e desligar mais vezes o seu telemóvel!

A minha filha tem muitos seguidores nas redes sociais e está a tornar-se “famosa”. É normal para uma adolescente? O que faço para que não dê tanta importância ao assunto?

O sentimento de “ser famoso” nao tem de ser negativo. Tem, sim, de ser contextualizado, ou seja, a jovem deve entender a diferença entre  a “fama” online, e a fama da vida real, conseguida através de reconhecimento por feitos nobres ou de excelência em alguma área específica. Os pais devem ajudar a “trazer à terra” e não deixar que fiquem demasiado deslumbrados com algo que nem sequer conseguem dominar pelo carácter “fantasiado” do mundo virtual.

Como explico aos meus filhos que a vida dos influencers não é exatamente como vemos no Instagram?

Os influencers só mostram o que querem. Tal como os atores e atrizes também têm vidas muito diferentes das que mostram no ecrã – assim se deve explicar que nem tudo o que parece é.  Caso os influencers sejam modelos pela positiva, isso pode resultar numa boa forma de os jovens seguirem modelos.

Como posso ajudar a minha filha a reduzir o tempo que passa no telemóvel?

Os pais devem sempre ter um discurso pela positiva. Falar dos benefícios que se pode ter e das muitas atividades interessantes que se podem fazer se tiverem mais tempo disponível: estando online na vida real,  fazendo histórias sem Instagram e obtendo abraços em vez de likes. O sabor disto falará por si. Têm que se sentir os ganhos!

Como posso introduzir a ideia de fazer um detox de redes sociais/telemóvel? Qual será a melhor altura e como se pode lidar com a ansiedade que daí resulte?

Qualquer vício está associado a ansiedade. Combater os vícios é perceber as rotinas que lhe estão associadas. Se os nossos filhos perceberem em que momentos mais usam o telemóvel, poderão antecipar e substituir o uso do telemóvel por qualquer atividade ou ocupação que gostem. Estarem distraídos e divertidos ou concentrados em algo, fará desaparecer ou diminuir a ansiedade. O que interessa é estarem a sentir prazer: se o obtiverem de uma forma diferente, não haverá ansiedade associada. A nossa mente é que nos guia e somos nós que controlamos a nossa mente! Experimentem em família programas de fins de semana ou férias cativantes, mantendo a possibilidade de usarem telemóvel ou rede social em momentos acordados pelos interessados. Não esquecer que os pais devem dar o exemplo!

A importância da infância é como a raiz de uma planta – 17 janeiro em Lisboa

Janeiro 15, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/2750167518385175/

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