ASAE deteta 22 menores a consumir álcool e utilização de APP para falsificar identidade

Junho 21, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 16 de junho de 2018.

LUSA

A ASAE detetou 22 menores a consumir álcool e a utilização de uma aplicação de telemóvel para falsificar dados do cartão de cidadão. Uma ação onde foram instaurados 12 processos de contraordenação.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) detetou 22 menores a consumir álcool na noite de Lisboa e a utilização de uma aplicação de telemóvel para falsificar dados de identificação do cartão de cidadão, foi anunciado este sábado.

Os jovens, com idades entre os 14 e os 17 anos, foram detetados durante uma ação de fiscalização que ocorreu esta semana em Lisboa e que visou a deteção da venda e disponibilização de álcool a menores, adianta a ASAE em comunicado.

Os inspetores viram um homem inconsciente caído no chão à porta de um estabelecimento de diversão noturna que fiscalizaram, devido “a alegada intoxicação alcoólica”. O homem acabou por ser transportado pelos bombeiros para acompanhamento hospitalar e irá ser instaurado um processo de contraordenação ao estabelecimento pela “venda de bebidas alcoólicas a quem se apresente notoriamente embriagado”, adianta a ASAE.

Ainda durante a ação de fiscalização realizada a este estabelecimento foi identificada e conduzida ao exterior uma jovem de 14 anos que, através da utilização de uma aplicação de telemóvel (APP), alterou os dados de identificação do cartão de cidadão, utilizando assim uma identificação “falsa” para aceder ao espaço.

Na sequência desta ação de fiscalização, foram instaurados 12 processos de contraordenação por venda e disponibilização de álcool a menores.

 

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As crianças não devem ser separadas das suas famílias devido ao seu estatuto de migração – Unicef

Junho 21, 2018 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e foto da Unicef de 19 de junho de 2018.

Declaração atribuível à Directora Executiva da UNICEF, Henrietta H. Fore, sobre a situação das crianças migrantes e das suas famílias nos EUA.

“As histórias de crianças, algumas ainda bebés, que são separadas dos seus pais quando procuram segurança nos EUA são chocantes.

“As crianças – independentemente de onde venham ou do seu estatuto de migração – são crianças antes e acima de tudo. As que não tiveram outra escolha que não abandonar as suas casas têm direito à protecção, a acesso a serviços essenciais e a estar com as suas famílias – tal como todas as crianças. É a concretização destes direitos que dá a todas as crianças a melhor oportunidade de virem a ter um futuro saudável, feliz e produtivo.

“A detenção e a separação familiar são experiências traumáticas que podem deixar as crianças mais vulneráveis à exploração e abusos e podem criar stress tóxico que, como indicam vários estudos, podem ter impacto no desenvolvimento a longo prazo das crianças.

“Estas práticas não são do interesse superior de ninguém e muito menos das crianças, que são quem mais sofre os seus efeitos. O bem-estar das crianças é a mais importante das considerações.

“Durante décadas, o Governo e o povo dos EUA apoiaram os nossos esforços para ajudar as crianças refugiadas, requerentes de asilo e migrantes afectadas por crises em todo o mundo. Quer se trate da guerra na Síria ou no Sudão do Sul, da fome na Somália ou de um sismo no Haiti, os EUA sempre apoiaram e acolheram crianças desenraizadas.

“Tenho esperança que o interesse superior das crianças refugiadas e migrantes seja um pilar na aplicação dos procedimentos e na legislação dos EUA relativos ao asilo.”

 

 

 

 

O que acontece quando os pais trocam os filhos pelos smartphones

Junho 21, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Photo by rawpixel on Unsplash

Notícia do Diário de Notícias de 14 de junho de 2018.

Profissionais de saúde infantil contam ao DN que há pais que não conseguem parar de utilizar os dispositivos eletrónicos nem quando vão às consultas com os filhos

Frustração, birras, queixas, amuos. É este o resultado da “tecnoferência”, ou seja, da interferência que a tecnologia tem nas relações familiares. De acordo com um estudo feito por investigadores dos estados do Illinois e Michigan (EUA), quando os pais passam muito tempo a ver televisão ou agarrados aos smartphones durante as refeições e nos momentos de brincadeira, as crianças tendem a mostrar comportamentos problemáticos, maior frustração e hiperatividade. A longo prazo, alertam, as relações podem ficar comprometidas.

A questão já se colocava com a televisão, mas os dispositivos móveis vieram agravar o problema. Segundo a Science Daily, os investigadores acompanharam 172 famílias com filhos de cinco anos ou mais novos durante dois anos. Na grande maioria das famílias, um ou mais dispositivos eletrónicos interrompiam a interação pais e filhos em algum momento do dia. Enquanto estavam absorvidos pelos ecrãs, os pais conversavam menos e reagiam mal quando as crianças tentavam obter atenção.

“O bom senso já nos dizia que isto acontece, mas é bom que haja estudos que o demonstrem. O facto de os pais estarem muito agarrados aos ecrãs vai prejudicar as relações com os filhos”, admite o pediatra Hugo Rodrigues. Nessas alturas, explica, “os filhos sentem que os pais não estão genuinamente interessados neles, em brincar com eles. Não chega estar ao lado”.

Para “ativar os adultos”, as crianças têm comportamentos desajustado: “Se os pais não lhes prestam atenção, elas desviam-lhes a atenção dos ecrãs com maus comportamentos”. À pergunta sobre se estas situações são comuns, a resposta é afirmativa. “Basta olhar à nossa volta, nos transportes públicos, nos restaurantes. Sempre que se veem famílias com crianças, há uma alta probabilidade de pais e filhos estarem agarrados ao ecrã”.

Impacto a longo prazo

O estudo publicado na revista Pediatric Research tinha como objetivo examinar o impacto que os dispositivos eletrónicos têm na paternidade e no comportamento das crianças. Entre as conclusões, os investigadores dizem que a tecnologia pode influenciar negativamente as relações entre pais e filhos a longo prazo.

Inês Afonso Marques, responsável pela área infantojuvenil da Oficina de Psicologia, diz que “pode levar a um fenómeno de desamparo aprendido”. Se for muito repetido, explica a psicóloga, “há um desligamento entre pais e filhos que não tem um impacto positivo nas relações”. Estas, prossegue, “fazem-se de contacto físico, ocular”.

Nas sala de espera do consultório, Inês Afonso Marques vê frequentemente “crianças e pais agarrados ao telemóvel”. E até mesmo dentro do consultório. “Há pais que não conseguem não olhar para o smartphone na consulta. Qual a mensagem que passam aos filhos? Que eles não são assim tão importantes?”

A mesma situação é relatada ao DN pela pedopsiquiatra Ana Vasconcelos: “Vejo pais a mexer nos telemóveis enquanto converso com eles e com os filhos”. Segundo a especialista, estes têm caraterísticas semelhantes às de muitas crianças: “Têm de estar sempre ocupados com algo que lhes preencha o espírito, caraterísticas do défice de atenção e da hiperatividade”.

Ao passarem muito tempo focados nos ecrãs, Ana Vasconcelos diz que os pais “não são a bússola empática para guiar os filhos, e as crianças ficam em auto-gestão”. Paralelamente, há ambientes familiares “de grande tensão”.

Falta consciência

Da parte dos adultos, não haverá consciência do tempo que dedicam às novas tecnologias. “Os pais tentam cada vez mais regular o tempo que os filhos passam nos dispositivos, mas não o que eles passam ligados”, adianta a psicóloga Cátia Teixeira. É preciso, frisa, que tenham consciência de que são modelos. “Se o modelo de relação é mais distante, isso terá as suas consequências”, assinala.

Segundo os investigadores, a situação complica-se porque há um ciclo vicioso: há pais que se refugiam na tecnologia dos comportamentos problemáticos dos filhos, dando menos atenção às crianças, o que vai gerar mais comportamentos desajustados.

 

Mais informações na notícia:

Digital devices during family time could exacerbate bad behavior

 

Curso – Técnicas de animação para crianças e jovens, formação financiada – gratuita em Faro – início 2 de julho

Junho 21, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.ceal.pt/#!/ceal/home/7075

Melhores alunos estudam uma hora por dia depois das aulas

Junho 21, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de junho de 2018.

Nas semanas anteriores aos exames, o tempo dedicado ao estudo aumenta para cinco horas. Este ritmo não é suficiente no superior, concluiu investigação na Universidade do Porto.

Samuel Silva

Uma hora por dia, depois das aulas, é quanto alguns dos melhores alunos do país, com médias de ensino secundário acima dos 18 valores, dizem dedicar ao estudo ao longo do ano lectivo. Em época de exames nacionais, o tempo destinado a preparar as provas sobe para cerca de cinco horas diárias. No entanto, não basta estudar mais para conseguir melhores resultados, avisa a professora da Universidade do Porto Joselina Barbosa, autora da investigação de que resultaram estes dados.

O trabalho de Joselina Barbosa envolveu estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Em média, estes alunos dizem ter dedicado, durante o período lectivo, sete horas semanais aos estudos para lá das aulas enquanto frequentavam o ensino secundário. Nas semanas após o final das actividades lectivas e de preparação para os exames nacionais, o tempo dedicado aumentou: foram 33 horas semanais, ou seja cerca de cinco horas por dia.

No último ano lectivo, a FMUP teve uma média de entrada no concurso nacional de acesso ao ensino superior de 18,33 valores. Foi o curso de Medicina com a nota de ingresso mais elevada e o quarto curso superior do país com a entrada mais exigente. Ou seja, os alunos que participaram nesta investigação estão “entre os melhores do país”, sublinha a autora, com médias sempre acima dos 18 valores no final do ensino secundário.

Joselina Barbosa conclui que é, no entanto, impossível estabelecer uma correlação entre o tempo dedicado ao estudo e os resultados escolares dos alunos. “Não podemos dizer que quem estuda mais tem melhores notas”, afirma a investigadora da FMUP. Para um aluno com técnicas de trabalho desajustadas ou incapacidade para distinguir o essencial do irrelevante numa determinada matéria, pode até ser contraproducente passar mais tempo a estudar.

Um outro dado a que chegou a autora na sua investigação aponta também no sentido de que mais tempo dedicado ao estudo não significa melhores notas. Uma vez entrados no curso de Medicina, estes mesmos alunos duplicam o tempo de estudo, o que não é suficiente para manterem o mesmo nível nas notas.

Após o primeiro ano da licenciatura, os alunos de Medicina têm 13 valores de média final, apesar de destinarem 14 horas semanais (isto é, duas horas por dia) ao estudo, em período de aulas. Nas épocas de exames, os mesmos alunos estudam em média 52 horas por semana – cerca de sete horas e meia diárias.

Esta terça-feira, 77 mil alunos fazem o exame nacional de Português do 12.º ano, a mais concorrida das provas do ensino secundário. A época de exames começou esta segunda-feira com o de Filosofia do 11.º ano e prolongam-se até ao próximo dia 27 de Junho.

Os dados do estudo de Joselina Barbosa foram recolhidos no ano lectivo 2014/15 junto dos estudantes da FMUP. O trabalho desta docente da Universidade do Porto faz parte de uma investigação mais lata, que se prolongou durante quatro anos e que envolveu estudantes de todos os cursos de Medicina das universidades nacionais.

Este estudo tinha como principal objectivo entender as condições em que é feita a transição dos estudantes entre o ensino secundário e o ensino superior. Como demonstrou a investigadora da FMUP, estes alunos, que entram na faculdade com médias superiores a 18 valores, acabam o primeiro ano de curso com uma média de 13.

O impacto dos novos métodos de ensino e a maior exigência das matérias de um curso superior, fazem com que estudantes “habituados a serem os melhores” a tornarem-se “alunos medianos”, explica Joselina Barbosa. “Muitos deles colocam em questão se realmente vão conseguir fazer o curso, se vão ser bons médicos se ainda conseguem não adquirir as competências que são necessárias”, acrescenta.

A sua investigação tentou por isso perceber quais são as condições em que os estudantes conseguem ter sucesso e concluiu que aqueles que têm melhor desempenho académico são capazes de conjugar um número elevado de horas dedicadas ao estudo com uma baixa sobrecarga de trabalho. Este último indicador é medido pelo volume de trabalho percepcionado pelos alunos, não sendo um valor absoluto.

Ou seja, “para atingir os níveis de aprendizagem desejados” os alunos de Medicina têm mesmo que “estudar muito”, mas sobretudo que “estudar bem”, defende a investigadora. O que distingue os alunos com melhor desempenho académico é a sua a motivação e a “aprendizagem auto-dirigida”, isto é a capacidade de orientarem autonomamente o seu estudo.

Estas são características de cada estudante que “podem ser desenvolvidas durante o curso”, defende Joselina Barbosa, uma vez que não são estáticas, ao contrário das características de personalidade. A investigadora da FMUP propõe por isso que, à chega ao ensino superior, os estudantes tenham formação, para “aprender a aprender”. A isso deve ser acrescentado um apoio por parte dos professores para que os alunos não sintam o “choque” da mudança. Este suporte deve ser “gradual”, reduzindo-se ao longo do primeiro ano lectivo no novo curso.

 

 

 

Casa Branca de Trump tenta defender o indefensável

Junho 20, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Stephanie Keith REUTERS

Notícia do Público de 19 de junho de 2018.

Donald Trump culpa os democratas pela crise na fronteira com o México, republicanos no Senado tentam resolver crise da “tolerância zero” com imigração que separa famílias na fronteira

Manuel Louro

Crianças a chorar desesperadamente e a gritar pelos pais. A certa altura, um agente do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras diz, em espanhol, que há ali “uma orquestra” e que só falta mesmo o “maestro”. Este é o cenário que se pode ouvir numa gravação, captada na semana passada num centro de detenção no Texas, publicada na segunda-feira pelo ProPublica. Este áudio serviu apenas para aumentar a pressão sobre a Administração Trump devido à política de “tolerância zero” relativamente à imigração, em que filhos menores são separados dos pais que tentam entrar ilegalmente nos EUA. Sem que nada mude no Governo, os próprios senadores republicanos iniciaram movimentações para resolver a questão.

Desde que, em Abril, o attorney general (equivalente a ministro da Justiça) Jeff Sessions anunciou a instauração desta política, mais de duas mil crianças foram separadas das famílias na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Sob estas ordens, as autoridades detêm automaticamente qualquer pessoa que passe a fronteira ilegalmente, até requerentes de asilo. Como não podem ser detidas, as crianças são levadas para outros locais, longe dos pais.

No Partido Republicano, o desconforto é latente. E mesmo no interior da Administração o assunto é alvo de discórdia. O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, revelou ontem que vai reunir-se com os senadores democratas para chegar a um entendimento sobre a crise. O objectivo, disse, é aprovar uma lei sobre a separação das famílias e não uma lei mais abrangente sobre a imigração.

O alto-comissário para os Direitos Humanos da ONU, o jordano Zeid al-Hussein, foi particularmente duro e exigiu, na segunda-feira, que Washington ponha imediatamente um ponto final nesta actuação. “A ideia de que um Estado conseguiria deter os pais cometendo abusos contra crianças é inconcebível”, disse.

O ministro dos Negócios Estrangeiros mexicano, Luis Videgaray, descreveu as separações como “cruéis e desumanas”, pedindo aos EUA que recuem. Anunciou ainda que o seu país pretende trabalhar com os países de origem destes imigrantes para tentar repatriar as famílias separadas.

Sem recuo

“A lógica sugere que a Casa Branca, sob uma esmagadora pressão política, seria forçada a recuar na sua dura política de imigração”, escreve Stephen Collinson, correspondente da CNN na Casa Branca. Mas a Administração Trump insiste em desafiar todas as leis da lógica, coerência e verdade para defender o que cada vez mais consideram ser indefensável.

Na segunda-feira, o briefing diário na Casa Branca da porta-voz da Administração, Sarah Sanders, foi repetidamente adiado. Até que Sanders revelou que seria Kirstjen Nielsen, secretária da Segurança Interna, a falar aos jornalistas para abordar a situação da imigração. Quando Nielsen entrou na sala de imprensa tinha passado pouco mais de uma hora desde a divulgação da gravação do choro das crianças no Texas.

June 19, 2018/President Trump: “We want to solve family separation. I don’t want children taken away from parents, and when you prosecute the parents for coming in illegally, which should happen, you have to take the children away”>

Questionada sobre possíveis abusos, Nielsen garantiu que Washington “tem padrões elevados” e que as crianças estão a ser bem tratadas: “Damos-lhe refeições. Damos-lhe educação. Damos-lhe cuidados médicos. Há vídeos, televisões”, disse.

Mas já tinham sido divulgadas imagens das crianças presas dentro de uma espécie de gaiola em armazéns no Texas e com apenas alguns colchões e coberturas térmicas.

“O Congresso e os tribunais criaram este problema, e apenas o Congresso pode resolver isto”, acabou por afirmar Nielsen, pressionada pelos jornalistas, acrescentando que as separações “não são uma política” e que a acusação de que estão a ser usadas para enviar uma mensagem de dissuasão a quem queira atravessar ilegalmente a fronteira norte-americana é “ofensiva”.

Ora, estas declarações acabaram por contrariar outros membros da Administração. Como John Kelly, chefe de gabinete de Trump e antecessor de Nielsen, que disse à rádio pública NPR em Maio que a separação de pais e filhos podia funcionar como um “poderoso travão”. No domingo, o New York Times publicou afirmações de Stephen Miller, conselheiro político do Presidente Trump, em que diz que a “mensagem é a de que ninguém está acima da lei da imigração” e que esta medida é um acto humanitário pois acaba por impedir os pais de levarem os filhos na “perigosa viagem” até aos EUA.

Na semana passada, na Casa Branca, Donald Trump disse aos jornalistas que os “democratas têm de mudar a sua lei”. Ontem, em inúmeros tweets, repetiu a mesma ideia: a culpa é do Partido Democrata. Apesar de os democratas serem minoritários no Congresso.

A verdade é que esta situação foi gerada apenas devido à instituição desta “tolerância zero” desde Abril. Não houve nenhuma directiva para que as famílias fossem separadas. Mas, devido ao facto de os adultos sem documentos terem de ser detidos quando chegam à fronteira, a separação é inevitável. Não há também nenhuma ordem dos tribunais a exigir medidas deste género e esta situação foi evitada por todas as Administrações anteriores.

Imigrantes “infestam” EUA

Ontem, Trump voltou a escrever no Twitter que os “democratas são o problema, não se preocupam com o crime”, e chegou ao ponto de dizer que querem que os imigrantes ilegais “entrem e infestem o nosso país”. “Das 12.000 crianças, 10.000 são enviadas pelos seus pais numa viagem muito perigosa, e apenas 2000 estão com os seus pais.”

“Mudem as leis”, pediu repetidamente o Presidente norte-americano, para concluir: “Se não existirem fronteiras, não existe país”.

“Enquanto uma turbulenta crise política causada pela ‘tolerância zero’ a imigrantes não documentados poderia convencer uma Casa Branca convencional a procurar uma saída, esta Administração está a cavá-la. Está a acusar falsamente os democratas e as administrações anteriores por uma prática que decidiram adoptar e que podem alterar quando quiserem”, explica Collinson na CNN.

Jeff Sessions demonstrou como a Administração Trump agrava a crise ao tentar dar explicações na Fox. Disse que as comparações com os campos de concentração são injustas: “Na Alemanha nazi tentavam impedir os judeus de saírem do país”.

 

 

 

Oito menores brasileiros entre crianças separadas dos pais nos EUA

Junho 20, 2018 às 6:03 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Cerca de 2.000 crianças imigrantes foram separadas dos pais nos Estados Unidos, nas últimas seis semanas, segundo informações do governo norte-americano. | Mike Blake – Reuters

Notícia da RTP de 20 de junho de 2018.

Oito crianças brasileiras foram separadas dos pais após tentarem atravessar ilegalmente a fronteira do México em Tornillo, no Texas, noticia a Folha de São Paulo. Com idades entre os seis e os 17 anos, os menores estão em abrigos nos Estados da Califórnia e do Arizona.

“É um número muito alto”, afirma Felipe Costi Santarosa, o cônsul-geral adjunto do Brasil em Houston, no Texas. Anteriormente, o número de casos da mesma natureza era de dois ou três por ano. Neste momento, são quatro por mês.

Felipe Costi Santarosa destaca que, até ao momento, não há notícias de maus-tratos e que as condições dos abrigos são boas. As crianças encontram-se junto de menores com a mesma idade e muitas delas são irmãs.

Os pais foram processados por atravessar ilegalmente a fronteira e, consequentemente, enviados para prisões. De acordo com a política de “tolerância zero”, as crianças não podem frequentar estes estabelecimentos e são encaminhadas para abrigos espalhados pelos Estados Unidos.

Um dos menores está quase a completar 18 anos. Quando sair do abrigo, deverá ser transferido para um centro de detenção de imigrantes. Noutros casos, pode ser ponderada a possibilidade de deportação dos menores para a família no Brasil.

Localização desconhecida

De acordo com a edição online do jornal brasileiro, uma vez por semana Maria de Bastos, uma avó brasileira que foi também detida, fala ao telefone com o seu neto de 16 anos – que sofre de autismo e tem severos ataques epiléticos -, com quem atravessou a fronteira à procura de abrigo. O adolescente encontra-se num abrigo a 3.500 quilómetros de distância.

O consulado brasileiro tem tentado estabelecer contato entre as famílias brasileiras. Até ao momento, nenhuma delas foi reunida. As mães das crianças estão detidas no Texas ou no Novo México, a cerca de 500 quilómetros de distância dos filhos, segundo o Consulado do Brasil. Muitas não sabiam da localização dos filhos há semanas.

Um antigo supermercado acolhe cerca de 1.500 crianças. Os abrigos estão quase totalmente lotados. Muitas destas crianças viajaram sozinhas, de forma a fugir da violência dos seus países de origem. Porém, a maior parte foi separada dos pais, que se encontram detidos pelas autoridades de imigração.

Cerca de duas mil crianças imigrantes foram separadas dos pais nos Estados Unidos nas últimas seis semanas, segundo informações do Governo Federal norte-americano.

 

 

A política dos EUA de separar as crianças dos pais é pura e simplesmente tortura – Amnistia Internacional

Junho 20, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da Amnistia Internacional Portugal de 19 de junho de 2018

As imagens terríveis de crianças cruelmente separadas dos seus pais e mantidas em gaiolas como resultado da decisão do Procurador-geral, Jeff Sessions, de política de “tolerância zero” vai deixar uma marca indelével na reputação dos Estados Unidos da América (EUA), afirmou hoje a Amnistia Internacional.

“Esta é uma política espetacularmente cruel, onde crianças assustadas estão a ser arrancadas dos braços dos seus pais e a serem levadas para centros de detenção sobrelotados, que na prática são gaiolas. Os danos mentais severos que os funcionários do Estado estão a infligir a estas famílias com o propósito de exercer coação, enquadram-se na definição de tortura, tanto segundo a legislação americana como a legislação internacional”, afirmou Erika Guevara-Rosas, diretora da Amnistia Internacional para a região das Américas.

“Não há dúvida de que a política de Donald Trump de separar mães e pais dos seus filhos é concebida para impor sofrimento mental severo sobre estas famílias com o objetivo de dissuadir outros de tentarem procurar segurança nos EUA. Muitas destas famílias são oriundas de países onde se verifica violência generalizada e graves violações dos direitos humanos, como é o caso das Honduras e El Salvador. Isto representa uma flagrante violação dos direitos humanos destes pais, destas mães e destas crianças, representando também uma violação das obrigações dos EUA em matéria da Leis dos Refugiados”.

O Procurador-geral, Jeff Sessions, anunciou, a 6 de abril de 2018, a “política de tolerância zero para o crime de entrada ilegal”. Desde a entrada em vigor de esta política, mais de 2 000 crianças foram separadas dos seus pais ou tutores legais, na fronteira dos EUA. Os direitos das crianças estão a ser violados de múltiplas formas: estão detidos, estão separados dos seus pais ou tutores e estão, desnecessariamente, expostos a traumas que podem afetar o seu desenvolvimento.

As estatísticas divulgadas pelos meios de comunicação mostram que milhares de famílias migrantes podem ter sido separadas pela administração Trump mesmo antes da entrada em vigor desta política.

A Amnistia Internacional entrevistou recentemente 17 pais que foram separados à força dos seus filhos e, à exceção de três, todos tinham entrado de forma regular nos EUA para requerer asilo.

“As pretensões da administração Trump são ocas. Esta prática cruel e desnecessária está a ser infligida não só às famílias que atravessam a fronteira de forma irregular, mas também sobre aqueles que buscam proteção nos postos de entrada. A maioria destas famílias viajou para os EUA para procurar proteção internacional por serem perseguidas ou serem alvo de violência no chamado “Triangulo do Norte”, onde os seus governos não são capazes ou não têm vontade de os proteger” disse Guevara-Rosas.

A Secretária de Estado da Segurança Interna, Kirstjen Nielsen, negou que esteja em vigor uma política de separar famílias, mas a sua declaração feita em janeiro deste ano confirma que a intenção foi sempre a de atingir as famílias: “Estamos a analisar várias formas de aplicar a nossa lei para desencorajar os pais de trazerem os seus filhos para cá.” O seu antecessor, John Kelly, que é agora chefe de gabinete do Presidente Trump, sugeriu esta política em março de 2017 “para dissuadir” famílias de migrantes e requerentes de asilo de irem para os EUA.

“Não se enganem, esta separação de famílias é uma crise criada pelo próprio governo. O governo norte-americano está a jogar um jogo doentio com as vidas destas famílias ao brincar às políticas com o que é uma grave e potencialmente galopante crise de refugiados. Como já vimos em anteriores alterações legislativas de esta administração relativas à imigração, as autoridades escolheram como alvo as famílias que procuram segurança nos EUA, acrescentando ao trauma e dor que já sofreram”, acrescentou Erika Guevara-Rosas.

A Amnistia Internacional está a apelar à administração norte-americana que ponha fim a esta desnecessária, devastadora e ilegal política de separação forçada, e para que reunifique o mais rápido possível estas famílias que já foram separadas.

Vamos criar uma corrente de pessoas que abraçam os que procuram segurança e proteção. Os migrantes e refugiados não tiveram opção senão deixar as suas casas. Nós podemos escolher ajudar.  O primeiro passo pode ser assinar a petição EU ACOLHO.

 

Solidariedade é a palavra a usar este ano no Dia Mundial do Refugiado – 20 de junho

Junho 20, 2018 às 11:15 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do CPR de 19 de junho de 2018.

Lisboa, 19 de junho de 2018 (LUSA/CPR) – A palavra “solidariedade” dá o mote este ano às iniciativas do Conselho Português para os Refugiados (CPR) marcadas para o Dia Mundial do Refugiado, data assinalada esta quarta-feira.

“No Dia Mundial do Refugiado, pretendemos mobilizar o apoio público e expressar a nossa solidariedade para com os refugiados e as comunidades que os acolhem”, referiu a organização não-governamental, numa nota enviada à Lusa.

Nesta data, instituída em dezembro de 2000 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, “o mundo celebra a coragem e a resiliência de milhões de refugiados, numa altura em que as guerras e os conflitos civis se multiplicam e as necessidades superam, muitas vezes, a assistência oferecida a esta população tão vulnerável”, destacou o CPR, relembrando ainda que “uma retórica anti-migração está em ascensão na Europa” e que “os esforços para a combater são essenciais”.

Depois de 2017 ter homenageado as autarquias que acolheram migrantes em Portugal, o CPR foca este ano as atenções nas associações que foram criadas para apoiar os refugiados.

Neste contexto, o CPR promove na quarta-feira, entre outras iniciativas, um fórum de refugiados, “uma reflexão alargada que dará voz aos refugiados” segundo a organização não-governamental, que vai contar com a participação da Associação de Refugiados em Portugal (ARP) e da União dos Refugiados em Portugal (UREP).

As iniciativas são desenvolvidas em estreita parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Neste dia, o CPR relembra ainda a petição online lançada em junho de 2016 pelo ACNUR (#WithRefugees).

A petição, que na segunda-feira à tarde ultrapassava as 1,9 milhões de assinaturas, foi criada para “enviar uma mensagem aos governos de que devem trabalhar em conjunto e fazer a respetiva parte”.

O Dia Mundial do Refugiado é assinalado este ano num momento em que a comunidade internacional, sob os auspícios das Nações Unidas, está em negociações para tentar formalizar, até finais de 2018, um pacto global para os refugiados e para uma migração segura, regular e ordenada.

O ‘Global Compact for Migration’ (na versão em inglês) deu os primeiros passos em setembro de 2016, quando os 193 membros da Assembleia-Geral da ONU adotaram por unanimidade a chamada “Declaração de Nova Iorque”. Até ao próximo mês de julho, o texto preliminar do documento está a ser discutido em consultas formais.

O processo sofreu um revés quando, em dezembro passado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu retirar os Estados Unidos deste pacto da ONU, alegando que o acordo é “incompatível” com a política da atual administração norte-americana.

Apesar da retirada norte-americana, as Nações Unidas mantêm a meta de adotar o pacto global durante uma conferência intergovernamental a realizar ainda este ano.

 

mais informações nos links:

https://www.unicef.org/press-releases/around-30-million-children-displaced-conflict-need-protection-now-and-sustainable

http://www.acnur.org/portugues/2018/06/19/mais-de-68-milhoes-de-pessoas-deslocadas-em-2017-e-essencial-um-novo-acordo-global-sobre-refugiados/

https://www.ohchr.org/EN/NewsEvents/Pages/DisplayNews.aspx?NewsID=23223&LangID=E

 

Adolescência. 3 histórias chocantes de sexo, violência e selfies

Junho 20, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site MAGG de 11de junho de 2018.

por MARTA GONÇALVES MIRANDA

Depois de “O Fim da Inocência”, Francisco Salgueiro recebeu centenas de relatos de jovens. O resultado é “S.D.S. — Sexo, Drogas e Selfies”.

Sexo, drogas, álcool. Noites levadas ao limite, partilhas incessantes nas redes sociais, bebedeiras que quase terminam em coma alcoólico. Foi em 2010 que Francisco Salgueiro publicou o livro “O Fim da Inocência“, inspirado na história real de uma adolescente portuguesa.

Inês tem uma vida aparentemente perfeita, frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Mas é também consumidora regular de drogas, participa em jogos sexuais arriscados e utiliza desregradamente a internet.

“Antes de terminar ‘O Fim da Inocência’, perguntava a toda a gente se alguém conhecia histórias de outros adolescentes e ninguém conhecia. Era uma espécie de tabu”, conta à MAGG Francisco Salgueiro, 45 anos. “Quando o livro é publicado, começo a receber imensas histórias.”

“O Fim da Inocência” foi um enorme sucesso — em vendas, é verdade (já vai na 13.ª edição), mas também no despertar de uma consciência adormecida. Os pais não faziam a menor ideia do que os filhos andavam a fazer, a comunicação social não abordava estes temas. Depois do livro, e ainda mais depois da adaptação ao cinema (“O Fim da Inocência” foi o filme mais visto em 2017), tudo isso mudou.

“Quando escrevi ‘O Fim da Inocência’ achava que aquela era a geração que mais riscos estava a correr. Agora vejo claramente que é esta.”

Oito anos depois, ainda é raro o dia em que Francisco Salgueiro não recebe pelo menos um email de um adolescente a narrar-lhe alguma coisa. Foi por isso que surgiu a ideia de publicar “S.D.S. — Sexo, Drogas e Selfies“, que reúne várias histórias reais que lhe foram enviadas. São relatos novos e verídicos que mostram o que os jovens do século XXI fazem no seu dia a dia, em particular à noite.

E mudou assim tanta coisa desde Inês? Sim. E está pior? Sem dúvida. “Quando escrevi ‘O Fim da Inocência’ achava que aquela era a geração que mais riscos estava a correr. Agora vejo claramente que é esta.”

Por um lado, culpa das suas próprias profissões e estilos de vida, os pais acabam por estar mais desligados. Por outro, os miúdos vivem a cultura do YOLO (You Only Live Once — só vivemos uma vez) e do FOMO (Fear of Missing Out — medo de estarem a perder alguma coisa).

“Para nós pode não parecer muito tempo, mas para os adolescentes oito anos é de facto muito tempo em termos de novidades do que eles fazem no seu dia a dia. Há coisas que eles fazem hoje em dia que não passa pela cabeça dos pais ou das pessoas mais velhas.”

A MAGG pediu a Francisco Salgueiro que escolhesse excertos das histórias que mais o chocaram. Uma rapariga apanhada pelo segurança da discoteca a fazer sexo oral na casa de banho, e a ser filmada por amigos e desconhecidos. Uma jovem que reflete sobre um grupo de amigos que só interage via redes sociais (mesmo quando estão na mesma sala). Uma saída à noite que termina com uma agressão verbal — e física. Três histórias chocantes de “S.D.S. — Sexo, Drogas e Selfies”.

Atenção: as histórias que se seguem contêm cenas e linguagem sexualmente explícitas que podem ser consideradas inadequadas e ofender.

Ler as histórias no link:

https://magg.pt/2018/06/11/adolescencia-3-historias-chocantes-de-sexo-violencia-e-selfies/

 

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