Seminário “Sexualidade e afetos na Infância e adolescência” – 8 setembro na Azambuja

Agosto 30, 2016 às 1:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Inscrições até 5 de setembro

mais informações:

http://www.cm-azambuja.pt/informacoes/noticias/item/2127-seminario-em-azambuja-debate-sexualidade-e-afetos-na-infancia-e-adolescencia

Afeganistão: rapariga finge ser rapaz para poder ir à escola

Agosto 30, 2016 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do http://sol.sapo.pt/ de 24 de agosto de 2016.

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Zahra passou seis anos a fazer de menino para poder estudar numa escola no tempo dos talibãs 

Quando os fundamentalistas islâmicos tomaram Cabul, derrotando o regime pró-soviético que dominou por alguns anos o Afeganistão, às mulheres foram retirados grande parte dos direitos que vigoravam desde os anos 70, durante a monarquia. A guerra entre fundamentalistas que se seguiu levou ao poder os talibã (literalmente, “os estudantes de teologia” em pastum), apoiados pelo Paquistão. Foi então totalmente interdito que as mulheres fossem à escola. Mas a família de Zahra não se conformou com a proibição. E o tio, também estudante, teve uma ideia: porque não vestir a menina de cinco anos como um rapaz, para ela poder ir à escola? Tratou de convencer a avó e a mãe. Inicialmente, a mãe não estava muito inclinada a aceitar – “Deus fez dela uma menina” –, mas depois aceitou. 

“Mudei a minha roupa e tive de aprender a ser menino. O meu tio ensinou-me a jogar futebol, a ir para as montanhas, a fazer as coisas que os rapazes fazem. E passei a chamar-me Mohammed”, contou Zahra ao programa de rádio “Outlook”, da BBC. Teve de cortar também o cabelo, mas ninguém suspeitou de que não era um rapaz, porque a escola ficava a cerca de uma hora e meia de caminho e, nessa zona, ninguém conhecia a família dela. Mas passou seis anos com medo de ser descoberta e das consequências que isso acarretaria para ela e a família. Quando tinha 11 anos, o regime dos talibãs caiu e pôde voltar a estudar como menina. As escolas, no entanto, passaram a ser separadas entre rapazes e raparigas. Mas ela não ligava. “Eu dizia que estava feliz porque podia ler, escrever, tive educação no tempo certo. Estava orgulhosa porque tinha voz”, conta. 

Mas tinha saudades dos dias em que era Mohammed. Como Zahra não tinha todos os direitos, não podia rir alto. “Sinto saudade dos direitos que tinha como Mohammed”, afirma.

Tirou o curso de Direito e hoje, aos 23 anos, é jornalista e sustenta toda a família.

 

 

 

Mãe, sempre ela…

Agosto 30, 2016 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Texto de Mário Cordeiro publicado no dia 24 de agosto de 2016 no site http://www.paisefilhos.pt/

pais filhos

Durante toda a vida formamos com os nossos pais um triângulo, psicologicamente muito forte, que resiste a praticamente todas as intempéries. Podem acontecer separações, divórcios, até mortes, mas a presença da família parental psicológica é quase perene. São raros os casos em que não temos, dentro de nós, ambos os progenitores – inclusivamente nos casos em que há maus tratos ou rejeição das crianças, estas mantêm uma ligação psicológica muito forte, além do que é verbalizado, com os pais.

E se com três letrinhas apenas se escreve a palavra pai, também a palavra avó, tio ou outras se escrevem assim, como não, sim, ou… mãe.

As mães são mães. Sempre. E é quem nos ocorre quando algo não está bem, quando nos apercebemos do perigo. É, dizem, a última palavra que alguém pronuncia antes de morrer.

As mães geraram-nos e cuidaram de nós, deram-nos mimo e afeto – e é para dentro da barriga delas que queremos regressar, sempre que nos sentimos tristes, desconfortáveis ou em risco, doentes ou com medo. Se estiver frio, deitamo-nos enroscados. Se alguém nos ameaçar, encolhemo-nos. Em situações de graves carências alimentares ou afetivas, voltamos à forma de girino. A posição fetal poderá não passar de uma ilusão de segurança, mas tão forte que funciona na nossa mente, pelo menos o suficiente para nos esquecermos do resto, do que nos ameaça.

As mães são calor, são fortes e são segurança. Estudos recentes revelam que os mamíferos precisam de ver a mãe, nos primeiros anos de vida, como farol de securização. Mal nascem deveriam ser postos a mamar, abraçados pela mãe mas tantas maternidades recusam à tríade esta opção, sem qualquer razão científica que o justifique. Nunca é demais relembrar: os ‘assaltos à mão armada’ que todos os dias se dão nas salas de parto, contrariando expectativas de mães, pais e bebés, que nem têm oportunidade de, nesse momento transcendente, tocar-se, cheirar-se, ver-se. O senhor ministro da Saúde está a milhas deste facto, certamente, e deve achar que isto são maluqueiras de um pediatra, mas é pena que tudo continue na mesma que as leis e o Estado, nisso e em tanta outra coisa, não compreendam o que a Ciência mostra, ao analisar os comportamentos humanos, designadamente os nossos próprios e das nossas crias.

 O DESEMPENHO DAS MULHERES

Na sociedade portuguesa, até há bem pouco tempo, era esperado de uns e outros, homens e mulheres, o desempenho de papéis marcadamente diferentes. Simplificando, às mulheres competia genericamente cuidar dos filhos e da casa e aos homens sair para trabalhar e ganhar dinheiro. Era esperado, das mulheres, que fossem gentis e submissas, enquanto a dureza e a ambição ficava para os homens. Apesar de não ter sido há muitos anos que se deu a viragem, esses tempos já parecem felizmente longínquos e espera-se que nunca mais regressem. Mas também não podemos considerar a tarefa acabada.

A bem dizer, não é verdade que antes das sociedades urbanas e do pós-Guerra as mulheres só estivessem a olhar para os bebés. Nada de mais falso. Além de trabalharem (em meio rural, desde amanhar fazendas, apanhar frutos ou dar de comer à criação e ao gado), faziam a lida da casa, tinham vida social (a ‘intriga’, com o seu papel fundamental, era garantida pelas mulheres), iam à venda todos os dias (não havia frigoríficos nem métodos de armazenagem que não o sal) e dedicavam-se a artes e ofícios (bordar, pintar, etc).

A diferença é a escala e o modo com que se faz o mesmo, mas também não se imprimem livros como na era de Gutemberg, com a mais-valia de as mulheres se preocuparem com a segurança das crianças, com a sua saúde e com a prevenção. E com o acréscimo de lhes darem mimo, afeto, brincadeira e educação.

Se as mulheres não se devem fazer de vítimas (dos homens, geralmente) como algumas feministas difundem, também não devem assumir culpas que não são suas, nem deixar que os arquétipos mais devastadores da moral judaico-cristã – a auto-flagelação psicológica – tome conta delas. São vencedoras. Felizmente. Mas com os homens, na mesma caminhada, e não contra os homens.

 DEPOIS DO PRIMEIRO ANO

Após os nove meses de idade, há uma nítida sensação de que os filhos fogem por entre os dedos das mães.

O surto de desenvolvimento que começa nessa idade, e que se prolonga pelo menos até ao ano e meio, faz-se no sentido da autonomia, embora com o correspondente contrapeso da regressão. No primeiro componente é o pai o principal motor, no segundo a mãe.

O instinto maternal, que não desapareceu só porque os estilos de vida mudaram, quanto muito amansou-se, leva a que as mulheres sejam ‘programadas’ para terem muitos filhos, mesmo que não os tenham ou decidam não os ter. Mas há que diferenciar o que é genético e antropológico, do que é social. O que é emocional do que é racional.

Ao longo de centenas de milhar de anos, quando a criança começava a crescer, no sentido dessa explosão autonómica, devidamente puxado pelo pai, a mãe já estaria à espera de outro bebé ou pelo menos a programá-lo para breve, e assim seria até ter uma dezena de filhos e ver totalmente preenchido o seu sentimento de maternidade, passando então ao desejo de ser avó.

Isto não acontece hoje, pelas múltiplas razões conhecidas, o que leva a que as avós muitas vezes vejam nos netos os filhos que já não tiveram, e as mães sintam que este crescimento dos filhos e a sua “fuga” dói. E dói muito. E às vezes a vontade de os manter pequeninos é grande – como provam todas as crianças com mais de um ano que mamam durante a noite ou quando fazem uma birra. Estes lutos são difíceis, como qualquer luto. Sofre-se. Dói. Mas não se lhes pode fugir, se se quer atingir a tranquilidade.

“Eu acho que já saí da vida dela!” – a frase foi proferida como se estivesse no teatro. Só que não estávamos, mas sim no consultório.

“Da vida de quem?” – parecia-me um diálogo de telenovela.

“Da minha filha, da Gina.”

“Porque é que sente isso?”

“Porque no fundo perguntei a mim própria: se eu desaparecesse, ela tinha tudo o que precisava… já deixou de ser bebé…”

Aquela mãe estava órfã. Órfã de filha, se assim se pode dizer.

Mas não tinha razão para ser tão dura com ela própria. Em primeiro lugar, porque era normal sentir a ausência de um bebé que pudesse considerar como completamente dependente, quase como se estivesse dentro da sua barriga. Depois, porque esse processo não tinha a ver com o crescimento e com a necessidade que a Gina tinha de ter sempre mãe, não apenas como lugar de refúgio, mas também como fator de crescimento, segurança e indutora da autonomia.

“O seu bebé há-de ser sempre o seu bebé, mesmo quando tiver quarenta anos de idade.”  Há que ultrapassar esse momento através, exatamente, de constatar o bom trabalho que já tinha feito e o que a Gina ainda precisava dela. “Se está a carpir as suas mágoas é que depois não tem disponibilidade para ela. E ela precisa muito de si… todos os filhos precisam das mães.”

Passado um tempo já tinha conseguido reposicionar-se, gracejando: “quando tenho muitas saudades dela em bebé vou ver as fotografias que tenho no computador.”

 MÃES E MAMÃS…

Se uma criança passa mais tempo com outra mulher, será que há razões para as mães temerem ser colocadas em segundo lugar e os afeos se dirigirem às pessoas que passam com elas praticamente todo o tempo em que estão acordadas (pelo menos nos dias úteis)?

Algumas crianças, no início do segundo ano de vida, podem chamar “mamã” às educadoras, amas ou até às avós. Mas uma coisa é a mãe, outra a mamã. Se a primeira é a verdadeira, a única, já a segunda tem outros significados para a criança, como mulher, prestadora de cuidados essenciais, amiga e companheira de brincadeiras. Mas as mães que não se preocupem porque mãe há só uma, como diz o ditado, embora mamãs possam passar pela vida da criança sem que isso as faça esquecer a sua real progenitora.

“Corre!” – gritou o pai da Inês, de dois anos e meio, mal chegaram ao grande relvado do parque onde tinham ido passear.

“Cuidado!” – gritou simultânea e instintivamente a mãe.

Incongruência? Dissensão familiar? Não, pelo contrário, A complementaridade que exige que exista, para a criança, um pai e uma mãe.

O que ficará na sua cabeça é a expressão “Corre… com cuidado”, ou seja, exercita as tuas capacidades, gere o teu risco mas de forma controlada e cautelosa.

Pais e mães são necessários.

Abaixo os juízes, os pais e as mães que recusam, em caso de separação, e sem razão justificável, esta conjunção astral. São maus profissionais, são maus pais, são más mães. E não vou estar com papas na língua ou com rodeios num assunto que é do superior interesse da criança.

 HOMENAGEM ÀS MÃES

Na consulta dos dois meses, costumo dizer aos parceiros das mães que amamentam, que, quando o bebé tiver dois meses e dois dias, terão que dar um presente à mãe, pela ‘quinhentésima’ mamada. A sete por dia, é o que dá. E, em geral, os pais assumem o ónus, riem-se e dizem: “prometido!”

As mães são realmente formidáveis. Geram, amamentam, cuidam, sossegam, cantam com as palavras, securizam. E trabalham, vão às compras e sabem o que é o melhor para a família.

Na sociedade romana, a mãe era a encarregada de manter a chama da lareira da casa acesa, com a lenha que o pai trazia diariamente. O deus Lar era o protetor das casas, e é daí que vem a palavra lareira, e também a designação das habitações como “fogos”. A lareira ficava no centro da habitação, e aquecia os adultos e crianças residentes, permitindo também cozinhar e reunir as pessoas à sua volta.

O papel da mãe no lar, lugar eminentemente regressivo e apaziguador, securizante e calmante, não deve ser subestimado, nem denegrido porque algumas mulheres consideram que o lar é sinónimo de “tachos e panelas”, opressão machista e outras coisas mais. Para a criança, a mãe significa psicologicamente a regressão (mesmo que esse puzzle seja composto pela própria mãe e por muitas mais peças) e o pai a ousadia.

Por outro lado, as mães têm também uma simbologia de organização, calma e pensamento a prazo, ao contrário dos pais, mais ousados, exteriorizantes mas imediatistas e tantas vezes imaturos e inconsequentes (notem, sem que isto seja necessariamente mau, se complementado pela influência das mães). O triângulo funciona se os vértices forem equilibrados e a influência dos pólos Mãe e Pai eficiente e adequada.

Mas hoje, que falamos de mães, prestemos homenagens a elas. Recordo a minha, com saudade. Mesmo cá já não estando, está. Como aquela que dá um beijo, aconchega os cobertores e diz: “dorme bem, meu querido!” Não está, mas está. Sempre!

 

 

Raptadas, traficadas, violadas, mortas – os riscos que milhares de crianças enfrentam todos os meses no caminho da América Central para os EUA

Agosto 29, 2016 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Press Release e relatório da Unicef no link:

http://www.unicef.org/media/media_92569.html

Seminário Internacional “Acolhimento Familiar” 23 setembro na ESE do Porto

Agosto 29, 2016 às 12:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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mais informações no link:

http://seminario.ese.ipp.pt/index2.html

Matam a sede de afetos com brinquedos de peluche

Agosto 29, 2016 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Reportagem do Jornal de Notícias de 1 de agosto de 2016.

clicar na imagem

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II Congresso de Direito da Família e das Crianças – 29 e 30 de setembro em Lisboa

Agosto 28, 2016 às 3:23 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Mais informações no link:

http://iicdfc.admeus.net/?page=1

 

Carência de iodo afeta mais de um terço das crianças no Grande Porto

Agosto 28, 2016 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 22 de agosto de 2016.

reuters

Joaquim Ferreira

37% das crianças entre os 6 e os 12 anos do Grande Porto revelaram carência de iodo, um nutriente considerado essencial para o desenvolvimento cognitivo.

A faculdade de Medicina da Universidade do Porto avaliou mais de duas mil crianças do norte do país durante seis meses. A percentagem de crianças afetadas no Grande Porto é de 37%.

A carência de iodo é um problema detetado há vários anos pelas autoridades de saúde. Em 2013, a Direção Geral de Educação recomendou a utilização de sal iodado em todas as cantinas escolares.

Os resultados da equipa de investigadores, liderada por Conceição Calhau, demonstram de forma clara que essa recomendação tem sido ignorada. “Das 83 escolas que entraram neste estudo nenhuma usava sal iodado nas cantinas. Foi mesmo zero”, adianta.

Este cenário, sublinha Conceição Calhau, é ainda agravado pelo desconhecimento das famílias: “Destas 2018 crianças a grande maioria dos pais, 68%, nem sabiam o que era sal iodado”.

A carência de iodo é um problema que não deve ser minimizado. Conceição Calhau lembra as implicações na capacidade de aprendizagem das crianças. “Isto é realmente preocupante e a Organização Mundial de Saúde vem dizendo que pode comprometer o QI em cerca de 15 pontos”.

Para ultrapassar o problema, a investigadora sugere uma lei que obrigue à iodização de todo o sal para consumo humano.

O jornalista Joaquim Ferreira entrevista a investigadora Conceição Calhau

mais informações na notícia da FMUP:

ESTUDO | Mais de um terço das crianças do Grande Porto apresentam carência de iodo

 

After escaping war, what awaits Syrian children in Europe?

Agosto 27, 2016 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Texto da http://edition.cnn.com/ de 22 de agosto de 2016.

By Gauri van Gulik, for CNN

Editor’s Note: Gauri van Gulik is the Deputy Europe Director at Amnesty International. Follow her @gaurivangulik. The opinions expressed in this commentary are hers.

(CNN) The haunting image of five-year-old Omran Daqneesh, shocked and bloodied in the back of an ambulance after being pulled from the rubble of his home, graphically captures the horrific situation facing Syria’s children — and makes it easy to understand why parents would take their children on the desperate, arduous journey to Europe.

But if a child like Omran were to survive the trip and reach Europe’s shores, their ordeal would be far from over.

On a visit to the Greek island of Lesvos, I saw first-hand what awaits them.

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Photos: Children of conflct 2016: Aleppo, Syria — Five-year-old Omran Daqneesh waits shell-shocked in the back of an ambulance. He and other members of his family were injured when airstrikes ripped through his neighborhood in August. The photo inspired international grief and put a face on Syria’s ongoing civil war.

The scars of war

In a detention center on Lesvos I met Ahmed, a one-year-old baby who has been sick for almost all of his short life from what his mother described as a chemical attack.

She told me that a bomb destroyed their home soon after Ahmed was born, lodging shrapnel in his neck. Soon after, he developed severe asthma and other symptoms consistent with chlorine gas inhalation. When I met him almost a year after the bombing, I could see his scars and his little body struggled to breathe.

Richard Burton

His family are Palestinians from Syria, who first fled the horrors of siege and starvation in Yarmouk camp, outside Damascus.

But the war followed them as they fled to Idlib in the north of the country. After a bomb hit their home, Ahmed’s mother took them across the border into Turkey where they paid smugglers to take them across perilous waters in an overcrowded boat to the Greek islands.

Inside Greece’s detention centers

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Once on land, Ahmed’s family did not receive a warm welcome. They arrived after the EU-Turkey deal came into effect on March 20 this year, effectively transforming the islands into mass detention facilities.

Ahmed’s family were locked up with more than 3,000 other people in Moria detention center, closed off from the outside world by barbed wire fences. When I saw them, they had no privacy and no idea what would happen to them next.

Instead of quickly providing Ahmed with the urgent medical care he needed, a doctor first gave the family a box of paracetamol.

Journey isn’t over yet

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The family were later removed from detention but remain stranded in Greece, like nearly 60,000 other refugees and migrants.

Onward routes to Europe are mostly shut off. If it was up to some European leaders, most would simply be deported back to Turkey.

This desperate situation is being played out across Europe — in Hungary, Serbia, Greece, Calais and elsewhere.

Children forget how to read

Ahmed reminds me of so many children we have seen around the continent, and the ordeals they face.

Almost a third of refugees and migrants crossing the Mediterranean to Europe are children. Many of them traveling alone, vulnerable to exploitation, or separated from their families along the way, sometimes by the authorities themselves.

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Some of the children we’ve met have spent so long out of school that they have forgotten how to read and write.

One 16-year-old boy from Syria who has been in a camp on the Greek mainland told us: “We have been here for 423 days with no hope, no education, no schools. I need the chance to complete my studies.”

These children need safety, special care, education, and a roof over their head. They need governments to allow and facilitate family reunification. They need countries to follow through on their promises to relocate and resettle families like Ahmed’s.

EU governments must act

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In Europe, governments are shamefully behind on both fronts. European Union leaders have relocated a fraction of the refugees they promised to take last September.

While Omran, as Aylan Kurdi before him, captured the attention of the world, heartbreak and outrage are not enough.

Read more: What parents in Aleppo tell their children about war

The images have moved the world, but not leaders. Until they act, thousands of children will suffer the same fates as Omran, Aylan and Ahmed.

 

Professores pouco preparados para necessidades de alunos adotados

Agosto 26, 2016 às 8:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do Açoriano Oriental de 17 de agosto de 2016.

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