Maria de Lourdes Levy. Morreu a matriarca da pediatria portuguesa

Junho 29, 2015 às 1:09 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Expresso de 29 de junho de 2015.

2015-06-29-levy

A pediatra Maria de Lourdes Levy (1921-2015) D.R.

Pedro Cordeiro

Segunda mulher a doutorar-se em Medicina em Portugal, tinha 93 anos e dedicou a vida às crianças. Foi múltiplas vezes premiada e envolveu-se em inúmeras organizações ligadas à saúde dos mais novos.

Morreu no sábado, em Lisboa, a pediatra Maria de Lourdes Levy, antiga diretora do serviço de pediatria do Hospital de Santa Maria e referência na medicina portuguesa. Nascida há 93 anos em São Tomé e Príncipe, Maria de Lourdes Levy veio para Lisboa com 14 meses de idade. O local de nascimento deveu-se ao facto de o pai, também médico, estar no arquipélago de passagem para Luanda. Grande defensora da humanização dos cuidados hospitalares, foi a segunda mulher doutorada em medicina em Portugal, em 1958 depois de Cesina Bermudes.

Moderna e independente, sofreu, então, “as agruras de ser uma mulher” a querer ascender a tal grau académico, contou ao Expresso o seu filho, o também pediatra António Levy Gomes. Embora aprovada com classificação média, ouviu o professor Almeida Lima, membro do júri, dizer que faria melhor em ser dona de casa. Só depois do 25 de Abril de 1974 assumiu um papel mais proeminente, quando convidada a prosseguir a carreira académica pelo amigo – e também pediatra – Mário Cordeiro e por Carlos Salazar de Sousa, outro vulto da pediatria. Veio a ser uma figura respeitadíssima dentro e fora do país, quer pelo seu percurso profissional quer pelas qualidades humanas e a afabilidade que o autor destas linhas (declaração de interesses) teve a sorte de testemunhar desde criança.

Professora catedrática na Universidade de Lisboa, Maria de Lourdes Levy deu a cara pela Carta da Criança Hospitalizada, um documento que defendia perante os seus alunos e que visava, nomeadamente, melhorar as condições das visitas e do acompanhamento que os pais podiam dar aos filhos internados. A criança maltratada e a degradação da qualidade dos serviços em tempos de cortes orçamentais foram outras grandes preocupações suas. Foi pioneira ao dedicar-se à Medicina dos Adolescentes, Genética e Pediatria Social.

Reforma não a fez parar

A pediatra reformara-se em 1991 e, já depois disso, recebeu o grau de grande oficial da Ordem de Mérito (entregue em 1992 pelo Presidente Mário Soares), a medalha de prata do Ministério de Saúde e a medalha de Mérito da Ordem dos Médicos (2003), entre outras distinções. Também foi dirigente da Revista Portuguesa de Pediatria e duas vezes presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, além de fundadora da Liga Portuguesa contra a Epilepsia e da Sociedade de Doenças Metabólicas. Pertenceu ao Conselho das Ordens de Mérito Civil durante a presidência de Jorge Sampaio.

Sócia fundadora do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Maria de Lourdes Levy foi membro de um grupo de trabalho para a Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança e do Grupo de Trabalho. “A minha maior motivação é ajudar os outros, porque não gosto de ver a vida parada. Custa-me ver as coisas à nossa mão e as pessoas não olharem nem se servirem delas”, disse à revista Activa quando nomeada por esta para mais um galardão. O IAC e a Escola Superior de Educação João de Deus, a cujo Conselho Científico presidiu, foram as instituições a que mais se entregou nos últimos anos. “Foram muito importantes para se sentir útil e ainda ligada a esta vida”, garante o filho António Levy Gomes.

Maria de Lourdes Levy foi casada com o médico António Ferreira Gomes, precocemente falecido em 1974. Mãe de António Levy Gomes e da também pediatra Leonor Levy Gomes, teve quatro netos e três bisnetos. Apesar da origem judaica do seu apelido, dizia-se sem religião e nunca quis militar em partidos políticos. Deixou vasta obra publicada aquela a quem o também pediatra José Miguel Ramos de Almeida chamou, apropriadamente, “matriarca da pediatria portuguesa”.

 

 

 

 

 

 

 

Pobreza mata seis milhões de crianças todos os anos

Junho 23, 2015 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 23 de junho de 2015.

A notícia contém declarações da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

Logan Abassi UN Photo

O número consta do relatório da UNICEF sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Em 2030, podem ser mais de 70 milhões as crianças menores de cinco anos a morrer de causas evitáveis.

por André Rodrigues

 Seis milhões de crianças com menos de cinco anos morrem anualmente por causa da pobreza extrema. O alerta vem no relatório da UNICEF sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, divulgado esta terça-feira.

O documento indica que, apesar dos progressos feitos nos últimos anos, a desigualdade de oportunidades continua a deixar milhões de crianças na pobreza. Todos os anos morrem 289 mil mulheres durante o parto; 58 milhões de crianças nem sequer chegam a ir à escola.

Quanto aos avanços, o relatório refere o que se conseguiu na protecção à infância desde 1990: a mortalidade nas crianças abaixo de cinco anos caiu mais de metade e a mortalidade materna caiu 45%.

Nos últimos 25 anos, mais de dois milhões e meio de pessoas passaram a ter acesso a água potável e a subnutrição crónica entre as crianças diminuiu mais de 40%.

Sudeste asiático, América Latina e Caraíbas são as três regiões desfavorecidas com melhor desempenho naqueles parâmetros de avaliação da UNICEF. Já a África subsaariana continua a ser a região do mundo onde as desigualdades são mais evidentes.

Um fenómeno que para a vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança tem sido potenciado pelo surgimento de vários conflitos. “É uma situação que nós não estamos a ver um fim à vista. Estamos confrontados com situações gravíssimas em países como a Síria, Iémen e Iraque. Vemos situações em que as pessoas fogem em barcaças, que muitas vezes não chegam ao destino. Correm riscos porque nos seus países há perigo de vida, fome e miséria”, explicou à Renascença Dulce Rocha.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância lembra, contudo, que os próximos 15 anos são cruciais. A manterem-se as actuais taxas de progresso, e tendo em conta a projecção do crescimento demográfico, estima-se que em 2030 mais 68 milhões de crianças menores de cinco anos morram de causas evitáveis. A má nutrição crónica deverá afectar 119 milhões.

 

 

 

 

 

Design The Future – plataforma online de orientação vocacional para jovens

Junho 22, 2015 às 1:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
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A Drª Maria João Pena (Instituto de Apoio à Criança – SOS-Criança/Criança Desaparecida) participou com 2 vídeos como Assistente Social no Instituto de Apoio à Criança – Serviço SOS Criança.

 

Press Release da Vodafone

FUNDAÇÃO VODAFONE LANÇA PLATAFORMA DIGITAL PARA JOVENS: DESIGN THE FUTURE

Terça-feira, 16 de Junho de 2015

Em parceria com a Better Future e com recurso a testemunhos reais

A Fundação Vodafone e a Associação Better Future acabam de lançar uma plataforma online, que pode ser acedida via PC, smartphone e tablet, que tem como missão difundir o conhecimento e promover a literacia dos jovens portugueses ao nível das suas opções formativas, de forma a permitir a estes jovens uma escolha académica mais orientada aos seus gostos e aptidões.

Na fase de lançamento da plataforma Design The Future, estão disponíveis mais de 100 vídeos com entrevistas a reconhecidos profissionais, representantes de profissões de várias áreas, tais como medicina, engenharia, desporto, literatura, educação, jornalismo, música, entre muitas outras, que falam sobre as suas profissões e sobre as motivações que os levaram a escolher a vocação na qual hoje são uma referência. Os entrevistados partilham a sua experiência profissional, de modo a transmitirem informação necessária para que os jovens possam fazer escolhas mais conscientes e orientadas ao seu perfil, competências e vocação, sempre em linha com as necessidades do mercado.

Este programa pretende contribuir para a melhoria do conhecimento dos jovens em relação às profissões existentes no mercado atual, bem como permitir disponibilizar informação sistematizada sobre as várias opções formativas existentes em Portugal, através das quais os jovens poderão ao longo do seu percurso desenvolver competências para o exercício de determinada profissão, designadamente informação sobre os cursos e respetivas instituições, provas de ingresso e médias de acesso.

Atualmente existem cerca de 440.900 jovens a frequentar o ensino secundário e 390.300 matriculados no ensino superior, no entanto, estima-se que metade dos estudantes que frequentam o ensino superior desiste do curso durante o 1º ano. Alguns estudos demonstram que tanto o abandono académico como uma parte da taxa de desemprego jovem advêm da falta de informação dos estudantes em relação aos cursos disponíveis no mercado e às respetivas saídas profissionais.

Como em todos os programas promovidos pela Fundação Vodafone, a plataforma Design The Future é inclusiva, permitindo a utilizadores cegos ou com baixa visão, aceder a todos os conteúdos disponibilizados através da mesma.

Link de acesso: http://designthefuture.pt/

 

 

Entrevista de Manuel Coutinho ao programa “Carlos Bastos Entrevista…” da Rádio Renascença

Junho 4, 2015 às 3:16 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Entrevista do programa “Carlos Bastos Entrevista…”da Rádio Renascença ao Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) no dia 4 de junho de 2015.

Ouvir a entrevista no link:

http://rr.sapo.pt/programas_detalhe.aspx?fid=1448&did=189504

ou

http://rr.sapo.pt/podcastfeed.aspx?fid=1448

Manuel Coutinho

Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança.

O Carlos conversou com Manuel Coutinho do Instituto de Apoio à Criança. Como é que estão as nossas crianças? E os pais? E a escola? Enfim, para descobrir mais sobre o tema e para ficar surpreendido com algumas respostas… é só ouvir a Renascença.

 

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Maus-tratos a crianças aumentam. Na dúvida, denuncie – Entrevista de Manuel Coutinho à Rádio Renascença

Junho 4, 2015 às 1:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Entrevista da Rádio Renascença ao Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) no dia 4 de junho de 2015.

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ouvir a entrevista no link:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=189538

Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão assinala-se esta quinta-feira. O Instituto de Apoio à Criança admite que a sociedade portuguesa está cada vez mais alerta e menos tolerante face a situações de maus-tratos a menores.

Todos os dias chegam dezenas de denúncias à Linha SOS Criança. Em 2014, o número casos chegou aos três mil e tudo indica que seja superado este ano.

“Este ano, dado que tem havido uma maior sensibilização até da comunicação social para estes problemas, posso dizer que os números vão mais adiantados se os compararmos com o ano passado”, revela Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança e coordenador da Linha SOS.

Existem mais casos e mais denúncias, o que leva Manuel Coutinho a afirmar que a sociedade portuguesa está cada vez mais alerta e menos tolerante face a situações de maus-tratos – sejam de negligência, abusos sexuais ou outro tipo que cause sofrimento nas crianças.

Na dúvida, defende, é sempre melhor denunciar. “É melhor apresentarmos uma situação e depois não ser nada do que não apresentarmos porque temos dúvida e depois essa criança veio a morrer, a ter um sofrimento grave, a ficar em perigo. Todos nós podemos ajudar a prevenir o flagelo dos maus-tratos e ajudar a prevenir é agir antes que a situação de risco aconteça”, justifica.

A Linha SOS Criança nasceu nos anos 80 para tornar mais rápida a resposta das autoridades a estas situações, mas também para que muitas crianças pudessem contar os seus problemas, ajudando-as assim a gerir problemas que lhes provocam grande sofrimento.

O divórcio é um desses casos. Manuel Coutinho lembra, por isso, que “a separação da relação conjugal não significa separação da relação parental”.

“Um pai e uma mãe que gostam muito de um filho devem lutar por ele, mas devem perceber que um filho tem direito a ter um pai e uma mãe e que não é justo andarmos a partir as crianças ao meio, andarmos a manipular as crianças e cada um andar a denegrir a imagem do outro”, sublinha.

Ficam os alertas nesta quinta-feira, Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão.

 

 

Pulseira do Programa “Estou Aqui !” é distribuída com marcador de livro do IAC

Junho 2, 2015 às 2:58 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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A distribuição das pulseiras do programa “Estou Aqui !” está a ser acompanhada da oferta de um marcador de livro impresso pelo Instituto de Apoio à Criança.

Este programa consiste na distribuição de pulseiras gratuitas para ajudar pais e educadores a localizar crianças perdidas durante o Verão.

Na cerimónia de lançamento no dia 1 de junho, a Dra. Maria João Pena, técnica da Linha SOS Criança do IAC , considerou esta medida fundamental na prevenção. O problema das crianças desaparecidas não é muito representativo do ponto de vista estatístico, mas é um problema sério, grave e que envolve as autoridades policiais e as organizações da sociedade civil, adiantou, em declarações prestadas à LUSA.

Neste ano de 2015, o programa apresenta um novo método de registo, devendo os pais fazer o registo prévio e só depois podem levantar a pulseira na esquadra escolhida, e, pela primeira vez, é válido durante um ano e meio.

Os pais podem fazer o registo prévio das crianças no site do programa (https://estouaqui.mai.gov.pt/) e as pulseiras podem ser levantadas nas esquadras da PSP escolhidas pelos pais após o registo ter sido concretizado com sucesso.

A pulseira, destinada a crianças entre os dois e os nove anos, pode também ser usada por crianças estrangeiras que visitam Portugal e por filhos de portugueses que façam férias em países da União Europeia.

Em caso de desaparecimento da criança e, através de uma chamada para o 112, serão acionados os mecanismos necessários de comunicação com as forças de segurança, que enviarão para o local do desaparecimento da criança uma patrulha policial.

Esta iniciativa da Polícia de Segurança Pública tem como parceiros, além do IAC, a Fundação PT, a Meo Kids, a Secretaria-Geral Ministério da Administração Interna, a RFM, a TAP Portugal e a Missing Children Europe.

 

Vídeo da participação de Paula Duarte do IAC no programa Sociedade Civil sobre “Crianças felizes”

Junho 2, 2015 às 2:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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A Dra. Paula Duarte, coordenadora do Fórum Construir Juntos (FCJ) do Instituto de Apoio à Criança, participou no programa Sociedade Civil RTP 2 de 1 de junho de 2015, cujo tema abordado foi “Crianças felizes”. O programa pode ser visto no link:

http://www.rtp.pt/play/p1832/sociedade-civil

paula

Vídeo do programa “Repórter TVI” “Meninos Invisíveis” sobre o Projecto Rua do Instituto de Apoio à Criança

Junho 2, 2015 às 12:00 pm | Na categoria O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Vídeo do programa “Repórter TVI” “Meninos Invisíveis”sobre o Projecto Rua do Instituto de Apoio à Criança, emitido no dia 1 de junho de 2015. A reportagem contou com a participação da Dra. Matilde Sirgado, Coordenadora do setor IAC- Projecto Rua e de vários técnicos do IAC- Projecto Rua.

o vídeo da reportagem pode ser visualizado no link:

http://www.tvi.iol.pt/programa/reporter-tvi/53c6b3483004dc006243bd77/videos/–/videos–reptvi/video/556cbfd00cf2c34b73cb6a00/1

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Portugal: Rede Europeia Anti-Pobreza pede programa contra «aumento da pobreza infantil»

Junho 2, 2015 às 10:00 am | Na categoria A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia da Agência Ecclesia de 1 de junho de 2015.

A notícia contém declarações da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

UN

Organização pretende prevenção e combate mais eficaz

Porto, 01 jun 2015 (Ecclesia) – Um grupo de trabalho coordenado pela EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza denunciou “o aumento da pobreza infantil”, no contexto do Dia Mundial da Criança, e “pede” um programa de ação “assumido como instrumento de política pública”.

“As crianças têm sido o grupo etário mais penalizado pela deterioração das condições de vida no nosso país. Esta constatação deverá levar-nos a refletir sobre as consequências da pobreza infantil para as crianças que, desta forma, têm o futuro ameaçado”, refere Amélia Bastos, professora do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e membro do grupo de trabalho.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a EAPN Portugal contextualiza que no país “cerca de 25.6% das crianças encontra-se em risco de pobreza”, segundo os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em janeiro de 2014, “apesar de reportar a 2013”.

“São números muito pesados e, por isso, estamos conscientes de que a infância em Portugal não é um período de vida feliz para muitas crianças porque vivendo em situação de pobreza e exclusão social encontram-se privadas de várias dimensões de bem-estar”, frisa o presidente da EAPN Portugal.

As declarações do padre Jardim Moreira, explica a organização não-governamental, são também “fruto da reflexão do grupo de trabalho” coordenado pela ONG desde 2008 que se dedica à análise da pobreza infantil em Portugal.

O sacerdote e restantes elementos do grupo de trabalho pedem a “criação urgente” de um programa de ação “assumido como instrumento de política pública” para a prevenção e combate eficazes da pobreza infantil e exclusão social.

“O combate à pobreza infantil deve ser encarado como uma prioridade para os decisores políticos e para a sociedade civil. Os custos humanos deixaram marcas não apenas na geração futura, mas no tecido humano e social do país”, observa o presidente da Cáritas Portuguesa.

Para Eugénio Fonseca um país que “não dá” às crianças as oportunidades necessárias para um crescimento equilibrado e de esperança “nunca poderá ser considerado desenvolvido”.

A EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza alerta que a construção de “memórias positivas é crucial” para o desenvolvimento harmonioso de uma criança e “essa construção não depende apenas dos progenitores”: “Situações de abusos, violência, bullying, são passiveis de criar memórias negativas numa criança e afetar o seu equilíbrio físico e emocional”.

Por sua vez, a vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), entidade que também integra o grupo criado pela EAPN Portugal, salienta “apenas” os direitos que estão consagrados na Convenção das Crianças, como “o direito de brincar e o direito à participação”.

“Este ano temos muito presentes as múltiplas violações de que ainda são vítimas as crianças. Não podemos silenciar o aumento da pobreza infantil, a violência, a exploração sexual e o fenómeno associado do tráfico de crianças que continuam a ensombrar um futuro que queremos de respeito e dignidade”, alertou Dulce Rocha, no contexto das celebrações do Dia Mundial da Criança, a 1 de junho.

CB

 

 

Hoje no “Repórter TVI”, reportagem sobre o Instituto de Apoio à Criança

Junho 1, 2015 às 1:10 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Hoje no “Repórter TVI” (inserido no Jornal das 8), reportagem sobre o trabalho do Instituto de Apoio à Criança.

tvi

 

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