53 crianças em perigo tiradas a pais adotivos – declarações de Manuel Coutinho do IAC ao Jornal de Notícias

Agosto 11, 2017 às 4:24 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 11 de Agosto de 2017.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

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Dia Mundial da Criança: entrevista a Manuel Coutinho do Instituto de Apoio à Criança

Julho 18, 2017 às 11:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Entrevista da Agência Ecclesia ao Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) no dia 1 de junho de 2017.

O caso do bebé desaparecido – comentário de Fernanda Salvaterra do IAC na SIC Notícias

Julho 6, 2017 às 2:51 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Participação da Drª Fernanda Salvaterra do IAC, na SIC Notícias no dia 5 de julho de 2017.

ver o vídeo no link:

http://sicnoticias.sapo.pt/opiniao/2017-07-05-O-caso-do-bebe-desaparecido

“Já não há crianças de rua em Portugal, mas existem fugas preocupantes”: declarações de Matilde Sirgado do IAC ao DN

Junho 30, 2017 às 10:53 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Instituto de Apoio à Criança continua a encontrar jovens, principalmente dos 14 aos 18 anos, em “situação de vulnerabilidade nas ruas”.

A coordenadora do “Projeto Rua”, do Instituto de Apoio à Criança (IAC), afirmou hoje que “já não há crianças de rua”, mas alertou para as fugas de jovens, um fenómeno preocupante por estar associado a problemáticas “muito graves”.

Matilde Sirgado, autora do livro “Crianças em situação de rua – O Caso do IAC/Projecto Rua em família para crescer”, tem acompanhado esta realidade, que pretende dar a conhecer através da sua obra, que é apresentada hoje em Lisboa.

“O fenómeno alterou-se e neste momento podemos dizer que já não há crianças de rua, no sentido clássico, nas grelhas do Metro, como víamos há 20 anos, mas existem as fugas que são um novo fenómeno que preocupa a sociedade”, disse à agência Lusa Matilde Sirgado.

Esta situação é preocupante porque “está associada a outras problemáticas muito mais graves”, disse a responsável, explicando que, devido à situação de vulnerabilidade em que se encontram, os jovens podem tornar-se vítimas de tráfico de seres humanos.

Podem também ser “cooptados para práticas, como a prostituição infantil”, mas também para “exploração do trabalho infantil nas suas piores formas, desde a mendicidade, utilização para tráfico e a violência sexual”, alertou.

O IAC tem vindo a fazer um trabalho de diagnóstico com as principais zonas da cidade de Lisboa onde esta realidade acontece e continua a encontrar jovens, principalmente dos 14 aos 18 anos, em “situação de vulnerabilidade nas ruas”.

“Utilizam as ruas como estratégias de sobrevivência, estão em rutura com a família ou com alguma instituição e estão vulneráveis e entregues a si próprios na cidade de Lisboa”, contou.

Por um lado, estes jovens são “vítimas da sociedade, mas por outro podem passar rapidamente a infratores” se estiverem desprotegidos e sem um apoio e um enquadramento institucional.

“Podem cometer pequenos delitos, como furtos, e por isso é que é prioritário continuar a agir em torno desta problemática”, defendeu a coordenadora do “Projeto Rua”.

Matilde Sirgado salientou que a intervenção junto destas crianças e jovens tem sido uma prioridade do Instituto de Apoio à Crianças, em parceria com o Estado e com outras instituições.

É esta intervenção que o IAC realiza há 25 anos, através de um projeto de intervenção direta no local que pretende recuperar crianças vulneráveis, que o livro de Matilde Sirgado pretende dar a conhecer aos portugueses.

“As crianças de rua são uma realidade que sofreu evoluções ao longo dos tempos”, mas que existe na Europa. “Não é só um problema de África, um problema dos países pobres”, salientou.

Nesse sentido, o livro pretende alertar a sociedade para a necessidade de continuar a agir e mostrar “os resultados desta intervenção que foram francamente positivos”.

Apesar de ter havido, uma “grande melhoria” no combate a este fenómeno, que é uma prioridade a nível das medidas da União Europeia, Matilde Sirgado considera que “ainda há muito por fazer, porque é uma realidade que está invisível”.

 

Diário de Notícias em 29 de junho de 2017

Spinner: o brinquedo da moda não é para todas as idades

Junho 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Deco Proteste de 12 de junho de 2017.

A notícia contém declarações da Drª Marta Rosa do Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança e da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Reduz o stresse e promove a concentração em crianças autistas e com défice de atenção? Especialistas consideram o spinner ou fidget spinner apenas um brinquedo normal que está na moda. Mas atenção às peças pequenas junto dos menores de 3 anos.

Há para todos os gostos e de vários tipos: “fidget”, “finger” e “hand”. “Spinner” é o denominador comum pelo qual o designamos. O que começou por ser um objeto simples – criado nos anos 90 pela norte-americana Catherine Hettinger, que queria brincar com a filha e não conseguia devido a fraqueza muscular – é hoje um brinquedo da moda.

Há diversas cores, tamanhos e materiais, com luzes e música, e preços que podem ir de menos de 5 a 600 euros (porque já há versões com joias). Além da versão triangular, existe o Fidget Cube, um cubo eleito pela revista “Forbes” como o objeto de escritório do ano para executivos. Em cada uma das seis faces do cubo há diferentes atividades para aliviar o stresse, com preços a rondar os 10 euros. Falámos com especialistas do Instituto de Apoio à Criança (IAC). Para Marta Rosa e Melanie Tavares, do Sector da Atividade Lúdica do IAC, o spinner é um brinquedo de exercício, como muitos outros brinquedos e acessórios, que a maioria das crianças usa por estar na moda e para sociabilizar. Como todas as modas, a febre do spinner também vai passar. A função principal é girar. É um objeto pequeno (que pode ter cerca de 6 a 8 cm de diâmetro), com um disco central e duas ou três pás agarradas ao disco. Pressionando o disco e rodando as pás, através dos rolamentos, o brinquedo gira e, por isso, também é chamado de “pião dos tempos modernos”. Para as especialistas do Sector da Atividade Lúdica do IAC com quem falámos, se as condições de segurança estiverem salvaguardadas, o spinner é um brinquedo como outro qualquer.

Etiquetagem não cumpre as regras

Tal como qualquer brinquedo, há regras que devem ser cumpridas. O que ninguém espera ou deseja é que um produto concebido e construído para uma criança seja, ele próprio, a colocá-la em risco. Comprámos alguns exemplares em vários tipos de lojas: Worten, Fnac, Toys “R” Us, quiosques e estabelecimentos com produtos baratos. E verificámos que tudo é possível. Desde não terem qualquer tipo de aviso ou a marcação CE (obrigatória para que um brinquedo se encontre à venda no mercado europeu), a terem avisos em inglês ou avisos mal traduzidos. Apenas um faz referência à idade recomendada, mas mesmo assim é só para quem saiba inglês e esteja habituado a este tipo de designações: diz “8Y+”, quando deveria estar escrito em português e de forma compreensível, com um número seguido da designação em meses ou anos. Também há os que têm a etiquetagem completa, só que em letras muito pequenas, de difícil leitura. Se não mencionarem a idade com clareza, presume-se que se podem destinar a qualquer idade, incluindo menores de 3 anos.

Spinner só para maiores de 3 anos

Um dos desafios de algumas crianças é tentarem desmontar e abrir este brinquedo, o que se revela fácil. Ao fim de algumas tentativas, nós próprios tivemos acesso direto aos rolamentos. São peças pequenas que podem ser facilmente metidas na boca pelos mais novos, colocando-os em risco de asfixia.

Recomendação fundamental para os pais: não compre estes brinquedos para oferecer a crianças com menos de 3 anos. Se tiver filhos mais velhos, tenha atenção quando brincam com o spinner com os irmãos mais novos, pois pode ser grande a tentação de desmontar o brinquedo.

Efeito terapêutico para todos

Ainda não há estudos que comprovem os efeitos terapêuticos do spinner e os resultados vão depender sempre de cada caso. Mas há dados que podem ajudar a perceber eventuais efeitos nos casos de autismo e de défice de atenção. “Crianças com estas características vivem no abstrato e, se calhar, este brinquedo é o que medeia a relação entre o mundo delas e o mundo dito normal”, explica a psicóloga e coordenadora do Sector da Atividade Lúdica do IAC Melanie Tavares. “Os autistas têm uma predisposição para ver objetos giratórios e o spinner, ao girar, faz focar a nossa atenção”. Para a especialista, qualquer pessoa com comportamentos aditivos tem um objeto de substituição para desviar a atenção e, neste caso, o spinner produz a regulação de comportamento. Assim sendo, “no fundo tem eficácia para toda a gente”, conclui Melanie Tavares.

Regras de utilização em casa e na escola

Como qualquer outro brinquedo ou objeto de referência, as regras de utilização dependem de cada instituição e família. Marta Rosa, professora e técnica do Sector da Atividade Lúdica do IAC, considera que a regra a seguir em casa é tudo o que faça sentido no contexto familiar: “podem estar pai, mãe e filhos em torno de um brinquedo destes e todos a divertirem-se; se calhar, até interagem mais do que se tivessem um tablet”. Para Melanie Tavares, “se não pode estar a mexer no telemóvel à mesa, também não pode mexer no spinner; mas se utiliza o telemóvel à mesa, então também pode brincar com isto”. A utilização do spinner na escola tem sido uma das grandes polémicas. Marta Rosa lembra que há professores a tirarem partido desta moda e, já que não conseguem impedir os alunos de aderirem: “usam-no nas aulas de matemática, tornam-no num temporizador e até ensinam a construir um com material de desperdício”.

 

 

“A ideia de uma mãe matar para proteger é uma coisa que me arrepia” Entrevista de Manuel Coutinho do IAC

Junho 6, 2017 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do site https://www.noticiasaominuto.com/ ao Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança). no dia 4 de junho de 2017.

por Patrícia Martins Carvalho

A linha SOS Criança – 116 111 – surgiu em 1988 com o objetivo de “dar voz, anonimamente”, às crianças que são vítimas de qualquer tipo de violência, seja no seio familiar, na escola ou por parte de terceiros.

Volvidos 29 anos, este serviço já ajudou milhares de crianças que ligam a pedir ajuda. Mas desengane-se quem pensa que o serviço é apenas para as crianças, até porque, explicou Manuel Coutinho, a legislação portuguesa define que uma pessoa é criança até atingir a maioridade.

Ainda assim, o coordenador da Linha SOS Criança sublinha que os técnicos desta linha telefónica também estão aptos a ajudar adultos que pretendam denunciar situações de violência para com crianças e jovens.

Questões como o rapto parental e o jogo da Baleia Azul foram alguns dos temas desta conversa que terminou com um conjunto de conselhos deste especialista a todos os pais e mães.

Há muitas crianças a ligar para a linha SOS Criança a pedir ajuda?

Foram mais de 100 mil as crianças que, ao longo da existência do serviço SOS Criança, contactaram o serviço. Nem todas são maltratadas, muitas ligam para pedir ajuda num conjunto de situações que, de alguma maneira, pode pôr em perigo a sua vida.

Se não são maltratadas ligam por que motivo?

Ligam porque têm dúvidas substanciais e precisam de falar com alguém, porque têm tendências suicidas ou comportamentos desajustados e querem encontrar a resposta para o seu problema, ligam por questões de comportamentos aditivos, situações de bullying, de abuso sexual, de abandono… são múltiplas e variadas as problemáticas que chegam até nós.

“Foram mais de 100 mil as crianças que, ao longo da existência do SOS Criança, contactaram o serviço”

Qual é o procedimento adotado quando uma criança liga para a linha SOS Criança?

A primeira coisa a fazer é ouvir a criança e perceber o que se passa. Depois da primeira avaliação, tenta-se perceber se a criança tem ou não algum adulto por perto a quem possamos recorrer. Às vezes temos de orientar o caso para a escola, para o serviço de saúde, para a CPCJ, para a polícia…

Também há adultos que ligam?

Sim e são, em primeiro lugar, as mães quem mais liga, depois são os pais, temos também os colegas, os vizinhos, os amigos, os tios, os padrastos, as madrastas…

Que apoio é prestado pelo SOS Criança?

O SOS Criança tem o serviço de atendimento telefónico, um chat online, um email e um serviço de atendimento jurídico e outro psicológico através da linha 116 111 que funciona de segunda a sexta-feira das 09h00 às 19h00. Depois temos também outra linha – 116 000 – que é o número europeu para as crianças desaparecidas e que funciona 24 horas por dia durante os 365 dias do ano.

O número de crianças a pedir ajuda tem aumentado?

O número de crianças que chegam ao SOS Criança tem vindo a estabilizar ao longo dos anos. Temos tido, quase sempre, à volta de 2.500 a 3 mil situações por ano.

“Por muito pobres que possamos estar não se pode privar as crianças dos bens essenciais”

E durante os anos da crise?

Nesse período houve um aumento do número de apelos relacionados com situações de pobreza, porque quando há crises as crianças são sempre as primeiras vítimas. Mas por muita crise que exista em Portugal, por muito pobres que possamos estar não se pode privar as crianças dos bens essenciais.

O que é que devemos fazer para perceber se uma criança é vítima ou não de maus-tratos?

É preciso estarmos atentos aos sinais que são aquilo que nós vemos e que podem ser nódoas negras, tristeza, sangramento a nível vaginal ou anal, uma ausência de vontade de brincar, uma atração muito especial por questões da sexualidade, um receio em estar na presença de um adulto. Tudo isto são sinais aos quais devemos estar atentos.

“A regra número um é acreditar sempre na criança, partir do princípio de que as crianças não mentem”

Reconhecidos os sinais, qual é o passo que se segue?

Fazer uma avaliação especializada que, numa primeira fase, passa pelo médico de família. Depois pode, eventualmente, passar por uma avaliação do Instituto de Medicina Legal, por uma equipa de pedopsiquiatras. Mas depende. Cada caso é um caso. A regra número um é acreditar sempre na criança, partir do princípio de que as crianças não mentem.

Recentemente foi noticiado mais um caso de rapto parental. As crianças são utilizadas como ‘arma de arremesso’ num processo de divórcio?

Os pais esquecem-se de que o fim da relação conjugal não significa o fim da relação parental e de que o casal parental se mantém permanentemente. Quando há uma regulação do exercício das responsabilidades parentais feita pelo tribunal, as pessoas têm de acatar. Por vezes não acatam e um dos pais leva a criança para parte incerta, esquecendo-se de que a criança tem o direito de ter acesso a um pai e a uma mãe, exceto se houver uma ordem judicial em contrário. Isto é muito prejudicial para as crianças.

“Uma criança exposta a um ambiente violento fica com marcas irreversíveis”

Uma criança que vive num contexto de violência tem tendência a tornar-se violenta?

Uma criança exposta a um ambiente destes fica com marcas irreversíveis. As crianças vítimas de violência ficam com a sua auto-estima comprometida, têm a sua segurança posta em causa e, muitas vezes, acabam por se tornar em adultos ansiosos e depressivos. No entanto, os estudos indicam que os adultos agressores em regra foram crianças agredidas, mas nem todas as crianças agredidas dão origem a adultos agressores.

Como é que se explica que um progenitor exponha o filho a um ambiente violento?

Cada caso é um caso. No entanto, há pessoas que não têm essa sensibilidade porque não foram preparadas ou estão a passar por uma situação complexa ou têm problemas psiquiátricos. Alguma coisa acontece porque só a perda da lucidez permite que as pessoas exponham os filhos a estes quadros de violência.

Como é o caso das mães homicidas…

Essas são situações que envolvem um contexto de uma grande dor, de um grande sofrimento, mas que só uma patologia o poderá justificar.

É um sentimento de egoísmo que lhes tolda a lucidez?

Essa ideia de matar para proteger é algo que me arrepia…

Há uma ideia ainda pior que é a de matar para castigar o antigo companheiro…

Essa então é muito perversa. Essas pessoas, quando o fazem, é porque perderam a lucidez. Mas a verdade é que as pessoas vão dando sinais disso e nós temos de estar o mais atentos e vigilantes possível, pois as questões de perturbação mental muitas vezes estão à vista e não são levadas a sério.

“Esse terrorismo online denominado Baleia Azul só chega às pessoas que se sentem cheias de um vazio profundo”

Há pouco falou nos problemas de auto-estima das crianças. É isso que as leva a desafios como o da Baleia Azul?

Esse terrorismo online denominado Baleia Azul só chega às pessoas que estão com a auto-estima em baixo, que estão fragilizadas, que se sentem cheias de um vazio profundo.

E como é que se evita que uma criança seja vítima deste ‘ataque terrorista’?

É importante ensinar os filhos que a vida não é só sucessos e que também tem insucessos, que nem sempre as coisas correm como queremos. Temos de ensinar os nossos filhos a partilharem a sua dor e o seu sofrimento. Os adultos têm de conversar mais com os jovens. E digo conversar, não digo gritar, que é o que acontece muitas vezes.

O problema está na comunicação?

A questão da comunicação presencial tem-se vindo a perder por causa dos telemóveis, computadores e tablets. As crianças para brincar não precisam só de brinquedos, precisam de alguém que brinque com elas.

“Esquecemo-nos de preparar os nossos filhos para os fracassos”

Os encontros combinados com estranhos nas redes sociais resolviam-se se pais e filhos conversassem?

Toda a vida as pessoas se puderam encontram com estranhos. O que nós temos de fazer é preparar os nossos filhos para os males da vida. Preocupamo-nos muito em prepará-los para os sucessos e esquecemo-nos de os preparar para os fracassos. Eles têm de perceber que há riscos quando decidem encontrar-se com estranhos, mas isto vem desde a história do Capuchinho Vermelho: não se deve arriscar demasiado porque às vezes podemos acabar na barriga do lobo.

Que conselho deixa então aos pais?

Todos os filhos são únicos. Os filhos são a maior dádiva que nós podemos ter e, por isso, devemos olhar para eles com muito respeito, devemos amar sem limites e limitar por amor. Limitar por amor não é bater, é ajudá-los a crescer de uma forma correta, educada e com muita resistência à frustração.

 

 

 

Participação de Fernanda Salvaterra do IAC, no programa “Sexta ás 11” hoje a partir das 23.00 na RTP 3

Junho 2, 2017 às 3:40 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Participação de Drª Fernanda Salvaterra do IAC, no programa “Sexta ás 11” hoje a partir das 23.00 na RTP 3.

Sobre o tema do programa:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/criancas-portuguesas-entregues-a-familias-na-corsega_v1005678

Problema do desaparecimento de crianças migrantes exige resposta articulada – PGR

Maio 30, 2017 às 8:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 30 de maio de 2017.

Miguel A. Lopes / LUSA

Joana Marques Vidal explicou que o desaparecimento das crianças só é crime quando na sua base “está um ato criminal”

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, afirmou que o desaparecimento de crianças migrantes não acompanhadas exige um trabalho de articulação entre diversas instituições para combater o problema.

Esta realidade que também existe em Portugal, “não é só um problema dos tribunais, é um problema que exige que diversas instituições se articulem”, para que “seja possível responder a esse problema, afirmou Joana Marques Vidal aos jornalistas, à margem da X Conferência Crianças Desaparecidas, promovida pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC).

Questionada sobre o número de casos em Portugal, a PGR explicou que há alguns dados que estão dispersos por diversas entidades, nomeadamente no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, nas forças policiais e no Ministério da Administração Interna.

“Neste momento, há uma preocupação com essa temática e está a desenvolver-se um trabalho de articulação entre diversas instituições para que haja um seguimento dos refugiados e também algum trabalho mais articulado relativamente às crianças desaparecidas”, sublinhou.

Joana Marques Vidal explicou que o desaparecimento das crianças só é crime quando na sua base “está um ato criminal”, sendo nessa altura instaurado um inquérito.

“Há muitas crianças desaparecidas que são vítimas de redes de tráfico de seres humanos, redes de prostituição ilegal, de tráfico de droga”, apontou, rematando: “É um problema que tem muitas faces, muitas formas e muitas perspetivas de abordagem”.

 

 

Ministra da Justiça apela à melhor capacidade de proteção de crianças migrantes

Maio 30, 2017 às 3:52 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.rtp.pt/noticias/de 30 de maio de 2017.

visualizar o vídeo da reportagem no link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/ministra-da-justica-apela-a-melhor-capacidade-de-protecao-de-criancas-migrantes_v1004993

A cada dois minutos uma criança desaparece na Europa. Muitas são migrantes, que chegam desacompanhadas aos países onde são acolhidas.

Segundo o relatório do Eurostat, a principal razão do desaparecimento é pelo facto de estarem registadas num país diferente de onde acreditam que possam estar outros membros da família.

Embora saiam pelo seu próprio pé, pelo caminho estão à mercê de vários perigos como a possível exploração por grupos criminosos.

O tema está em discussão esta terça-feira na décima conferência sobre crianças desaparecidas, promovida pelo Instituto de apoio à criança.

Presente da sessão de abertura, a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, defendeu que é preciso melhorar a capacidade de proteger essas crianças que chegam sozinhas a território nacional.

 

 

Por vezes, “é mais perigoso” as crianças navegarem na Net do que brincarem na rua – declarações de Manuel Coutinho do IAC ao Público

Maio 28, 2017 às 5:03 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 24 de maio de 2017.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Aumento dos raptos parentais também constitui uma preocupação para o Instituto de Apoio à Criança PAULO PIMENTA

Instituto de Apoio à Criança registou 37 casos de desaparecimento de crianças e jovens em 2016, mais dois do que em 2015, diz secretário-geral da instituição.

Lusa

Em entrevista à Lusa, a propósito do Dia Internacional da Criança Desaparecida, esta quinta-feira, o coordenador do serviço SOS-Criança e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Manuel Coutinho, manifestou preocupação com a situação das crianças migrantes. “O que nos está a trazer muita preocupação” é a situação das “crianças migrantes não acompanhadas fugidas da guerra, que são muitas, que se deslocam pela Europa, e depois desaparecem, supondo-se que vão para as redes de tráfico”, disse Manuel Coutinho.

Mas as situações de raptos parentais, quando uma criança é levada ou mantida num país diferente do da sua residência por um dos pais ou detentores da sua guarda, contra a vontade do outro, e as fugas também merecem reflexão: “Ninguém foge de um sítio onde está bem. Por isso, quando a criança é encontrada, não deve ser devolvida (…) sem se analisar bem o motivo que a levou a sair de lá”, adiantou.

Observar as famílias

Nesse sentido, “é importante humanizar as instituições, tentar que funcionem da melhor maneira possível”, mas também é “importante pôr a lupa em cima das famílias e perceber o que é que leva as crianças a fugir de casa”.

O secretário-geral do IAC contou que muitos menores fogem por iniciativa própria, motivados por situações ligadas à Internet. Por vezes, “é mais perigoso” as crianças estarem a navegar na Internet em casa do que estarem a brincar na rua, disse, advertindo que “o desaparecimento de crianças tem uma correlação positiva com a exposição, principalmente, dos estados de alma e da curiosidade que eles têm nas redes sociais”.

As crianças “colocam na Internet os seus estados de alma, as suas tristezas, as suas preocupações, as suas angústias” e do “lado de lá, com um rosto invisível ou com um falso rosto”, pode estar “um predador” que, “ao aperceber-se da fragilidade da criança, pode tentar seleccioná-la para ser vítima das suas sevícias, das suas taras, das suas redes”.

Para evitar estas situações, Manuel Coutinho defendeu que é preciso explicar aos jovens os perigos que existem quando navegam na Internet e alertou: “Os pais preocupam-se por os filhos estarem na rua, mas deviam preocupar-se mais quando os filhos navegam de uma forma desprotegida na Net”.

Raptos parentais aumentam

O aumento dos raptos parentais e o impacto que têm nas crianças também constitui uma preocupação para o psicólogo, sublinhando que “é um mau trato psicológico” que tem de ser eliminado da vida das famílias. “As pessoas têm muitas vezes esta atitude irreflectida porque os adultos estão numa grande conflitualidade, mas a criança fica partida por dentro, fica para sempre com um trauma psicológico bastante grave e deixa de confiar nas pessoas”, frisou.

Perto de 40 crianças foram sinalizadas como desaparecidas em 2016 ao Instituto de Apoio à Criança, que observou um aumento de 38% no número de casos de raptos parentais, segundo dados divulgados à agência Lusa. No total, o IAC registou 37 casos de desaparecimento de crianças e jovens, mais dois do que no ano anterior, tendo a maioria (17) sido por fuga de casa ou de uma instituição e 14 por rapto parental, mais cinco casos do que em 2015. Houve ainda dois casos de desaparecimentos de crianças migrantes não acompanhadas e dois casos de crianças perdidas. Noutras duas situações não é especificada a causa do desaparecimento.

Do total de crianças desaparecidas, 15 ainda não foram localizadas, adiantam os dados do IAC. Nas restantes situações, em que a criança foi localizada, a duração do desaparecimento é variável, sendo que na maioria dos casos (24%) foi inferior a 48 horas

 

 

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