Inspirações de verão: 9 livros para ler na praia entre um e outro mergulho

Julho 12, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sapo Lifestyle de 23 de junho de 2020.

Visitar faróis, descobrir praias e florestas, explorar o fundo do mar, proteger o ambiente, fazer experiências, jogos e passatempos, conhecer o património português e entrar em aventuras fantásticas. Em pleno verão, avance sobre estas propostas de leituras e de atividades para crianças e jovens.

Olá, Farol!

Uma viagem inesquecível ao imaginário dos faróis, da autoria de Sophie Blackall, ilustradora multipremiada. A constância, a mudança e a passagem do tempo num tributo luminoso a um farol intemporal e ao seu guardião.

Galardoado com a Caldecott Medal, prestigiado prémio de ilustração, o livro inclui no final uma nota pessoal da autora acerca da sua relação com os faróis e o que a inspirou a escrever esta história. Primeiras páginas aqui.

O Reino de Coral

Das mesmas autoras de Começa numa Semente, vencedor do prestigiado prémio Margaret Mallett para não-ficção infantil, este livro é um mergulho poético num ecossistema em perigo.

Através de rimas suaves e belas ilustrações, a história explora o ciclo da vida, a diversidade e a cor do ecossistema de recifes de coral, bem como as ameaças que estes enfrentam e o que podemos fazer para os salvar. O texto é de Laura Knowles e as ilustrações de Jennie Webber.

O Clube dos Cientistas 9: Alerta no Mar

A coleção ideal para quem gosta de ler e de fazer experiências. Neste volume, os três irmãos vêem-se envolvidos num perigoso caso passado em alto mar: serão eles capazes de ajudar a Polícia Marítima a apanhar o bando de ladrões de corais vermelhos? Primeiras páginas aqui.

Será o Mar o Meu Lugar?

Este livro ilustrado lança um alerta acerca dos perigos do plástico para todas as criaturas dos mares. Através da viagem de um saco de plástico pelas águas, e do risco que correm os seres marinhos que com ele se cruzam, as crianças aprendem a importância de manter o oceano limpo e a salvo das terríveis investidas do plástico.

As ilustrações divertidas e a história cativante fazem despertar a consciência ecológica dos mais pequenos. Primeiras páginas aqui.

À Descoberta da Praia

Tudo a postos para descobrir os segredos da praia? Este é o livro perfeito para jovens aventureiros. Inclui dicas sobre surf e mergulho, observação de criaturas marinhas, divertidos jogos de praia, e até como construir um incrível arco de pedras. Também alerta para os perigos, desde comer mexilhões partidos a ser apanhado num agueiro. 

À Descoberta da Floresta

Guia com jogos divertidos, dicas valiosas sobre como proteger a floresta, e informações sobre o que fazer em caso de emergências. Este livro explica como construir um abrigo, fazer nós especiais, preparar uma fogueira e até conseguir obter água a partir da tua urina! Também diz o que não fazer: desde comer cogumelos venenosos a atear um fogo florestal.

Caderno (da Natureza) do Bicho do Mato

Diana Oliveira desafia as famílias a tirar partido das experiências ao ar livre e do contacto com a natureza, os animais, as plantas, as formações naturais. Este Guia para Explorar e Experimentar a Natureza, ilustrado e com muitas informações úteis e práticas, convida a partir à aventura mesmo à porta de casa. Primeiras páginas aqui.

Viagem ao Património Português

A propósito de férias cá dentro e da campanha #euficoemportugal, este livro de Rita Jerónimo (texto) e Alberto Faria (ilustrações) sugere passeios em família à descoberta do património cultural, material e imaterial português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Uma viagem inesquecível para leitores de todas as idades à descoberta de lugares e experiências ímpares, do Alto Douro Vinhateiro à Dieta Mediterrânica. Primeiras páginas aqui.

As Viagens de Gulliver

Relato das famosas peripécias das quatro viagens de Lemuel Gulliver que o levaram a conhecer lugares e seres improváveis, desde os pequenos liliputianos até aos gigantes altivos e gananciosos de Brobdingnag.

Um livro de aventuras fantásticas que se tornou um clássico da literatura universal. Primeiras páginas aqui.

Esta coleção dá 10 razões para as crianças aprenderem mais sobre animais

Julho 10, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo Lifestyle 

Susana Krauss

Sabias que as tartarugas são tão antigas quanto os dinossauros? E que os leões são os únicos grandes felinos que vivem em grupo? Estes e muitos outros factos para aprender nesta coleção sobre animais.

A Fábula lança a coleção 10 Razões, que irá fazer as delícias das crianças que gostam de aprender mais sobre os animais e saber como podem ajudar à sua proteção e à defesa do planeta.

Com linguagem acessível, ilustrações realistas e um visual clássico, esta coleção apresenta-se em edições muito cuidadas, com seis títulos sobre animais muito acarinhados pelos mais pequenos.

Os primeiros três títulos chegaram às livrarias a 29 de junho e são eles “10 Razões para Gostares da Baleia”, “10 Razões para Gostares da Tartaruga” e “10 Razões para Gostares do Elefante”.

Os três títulos seguintes serão publicados a 13 de julho: “10 Razões para Gostares do Leão”, “10 Razões para Gostares do Pinguim” e “10 Razões para Gostares do Urso”.

Para ler na praia ou em casa durante o verão.

mais informações no link:

https://www.fabula.pt/catalogo/conhecimento-e-atividades-4-6/10-razoes

Síntese resultados Estudo “As crianças e jovens em Isolamento Social”

Julho 9, 2020 às 3:50 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Sintese de Resultados – As crianças e jovens em isolamento social

Webinar “As Crianças e os Jovens em Isolamento Social” (IAC, ESEC, E&O) 30 junho às 16.00 horas

Junho 26, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança (IAC) e a UNICID da Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Coimbra (ESE-IPC), em parceria com a Estrelas & Ouriços, promoveram, ao longo de semanas, um estudo para apurar como estão as crianças e jovens a gerir o período de isolamento social. Já se chegou a conclusões e o convite agora é para as conhecer através de um webinar gratuito que vai acontecer a 30 de junho, no Zoom.
O mundo está a passar por uma situação sem precedentes e, por isso, importa saber como as crianças e os jovens estão a viver este momento, sobretudo nas dimensões dos sentimentos e vivências pessoais, familiares e de amizade e também quanto à escola.
Assim, o questionário, dirigido a crianças e a jovens entre os 7 aos 17 anos, desenvolvido pelo IAC, a UNICID da ESE-IPC e a Estrelas & Ouriços, contou com 1529 respostas de Norte, Sul e ilhas e conseguiu apurar algumas conclusões.
Para partilhá-las com todos os participantes e famílias interessadas, no dia 30 de junho, às 16h, pode acompanhar o webinar que vai divulgar os resultados e que conta com profissionais da área social e da educação para refletir sobre a situação atual da infância e adolescência.
Para participar nesta sessão, basta inscrever-se, de forma gratuita, no link https://bit.ly/383rGwK

Jovens, a covid “não é uma constipação” e é preciso pensar nos avós

Junho 6, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 29 de maio de 2020.

Rita Rato Nunes

Diretora-geral da Saúde fala numa “tendência para aliviar o comportamento” de proteção contra a covid-19, por parte dos mais novos. Nas últimas três semanas, os números de novos contágios entre os jovens subiu ligeiramente.

Prestes a entrar na terceira fase de deconfinamento (marcada para a próxima segunda-feira 1 de junho), os jovens voltaram a estar no centro dos apelos das autoridades de saúde e do Presidente da República. Podem não sentir com tanta intensidade a doença como os mais velhos, mas a covid “não é uma constipação”, alerta a diretora-geral da Saúde, e é preciso pensar nos mais velhos e pessoas de risco que estão à volta.

“Há de facto uma tendência para aliviar o comportamento”, disse, em conferência de imprensa, Graça Freitas, referindo-se aos mais novos. Os números atualizados no boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), das últimas três semanas (entre 8 e 29 de maio), mostram um crescimento ligeiramente superior na taxa de novas infeções nas faixas etárias mais jovens.

Neste período, a taxa de crescimento foi maior entre as crianças (dos 0 aos 9 anos e dos 10 aos 19 anos) e depois nos jovens entre os 20 e os 29 anos. Na primeira quinzena do mês, os novos casos entre estes jovens passaram de 3270 para 3627 (um aumento de 10,9%) e esta semana estão nos 4178 (subida de 15,2%).

Perante isto, a responsável pela DGS relembra que “esta doença não é uma constipação. Mesmo que tenham a doença na forma ligeira podem transmitir o vírus a grupos de risco e a familiares mais velhos”, interpela diretamente os jovens. Graça Freitas refere ainda que foi notado um aumento dos ajuntamentos entre os mais novos na região da Grande Lisboa – a mais afetada pela pandemia, neste momento. Esta sexta-feira, a zona de Lisboa e Vale do Tejo registou 97% dos 350 casos de covid-19 notificados nas últimas 24 horas.

Horas antes, durante uma entrevista à rádio renascença, o Presidente da República fazia o mesmo apelo. Marcelo Recebo de Sousa pediu aos mais novos para pensarem que “têm avós, têm pais e têm tios” e comportarem-se tendo em conta “o risco social dos outros”.

Recuperando o essencial, Graça Freitas, relembrou: é preciso evitar o contacto próximo, utilizar máscara e respeitar as medidas de higiene e etiqueta respiratória. Depois, o discurso endurece. “Não se podem tolerar comportamentos que ponham em risco a saúde pública. Depende de nós e do nosso comportamento interromper cadeias de transmissão”, afirmou.

13% do total de infetados são jovens

Atualmente, o boletim da DGS dá conta de 4178 casos de infeção pelo novo coronavírus em jovens entre os 20 e os 29 anos, desde o início da pandemia. O que representa 13% do total de infetados (31 946). A nível de óbitos, existe apenas registo de um caso de um jovem de 29 anos, que tinha outras patologias associadas. A morte de um jovem de 14 anos também chegou a ser referenciada como consequência do novo coronavírus, mas a autópsia afastou essa possibilidade.

Os dados globais da pandemia apontam no mesmo sentido. Indicam que o risco de ocorrer uma morte por covid-19 é tanto maior quanto mais elevada for a idade. Até aos 9 anos a incidência é nula, entre os 10 e os 39 anos atinge a taxa dos 0,2%, segundo os números mais recentes do surto do novo coronavírus, tendo como base informação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da China (CCDC).

No entanto, estes número não devem servir de desculpa para o incumprimento dos conselhos divulgados pelas autoridades de saúde. No final do mês de março, numa mensagem dedicada aos mais novos, o diretor da Organização Mundial da Saúde lembrava isso mesmo. “Vocês não são invencíveis. Este vírus pode prender-vos durante semanas a uma cama de hospital ou mesmo matar-vos. E, mesmo que não fiquem doentes, as vossas escolhas sobre o que fazem e onde vão podem significar a diferença entre a vida e a morte para outras pessoas”, disse Tedros Ghebreyesus, congratulando-se depois com o facto de muitos jovens “estarem a passar a palavra e não o vírus”.

Tabaqueiras gastam milhões a tentar viciar crianças e jovens

Junho 5, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 29 de maio de 2020.

LUSA

“Gastam em média um milhão de dólares por hora porque precisam de encontrar utilizadores para substituir os oito milhões que morrem prematuramente todos os anos”, acusa a OMS

Organização Mundial de Saúde acusou nesta sexta-feira a indústria do tabaco de usar um milhão de dólares por hora a tentar vender os seus produtos e de querer viciar cada vez mais jovens em cigarros eletrónicos como se fossem doces.

“Têm um orçamento gigantesco para ‘marketing’. Gastam em média um milhão de dólares por hora porque precisam de encontrar utilizadores para substituir os oito milhões que morrem prematuramente todos os anos”, afirmou o coordenador da unidade Sem Tabaco da OMS, Vinayak Prasad, numa conferência de imprensa virtual.

A pandemia da covid-19, uma doença que ataca na maior parte dos casos o sistema respiratório, levou a indústria a adotar “táticas perversas”, como a distribuição de máscaras respiratórias com os seus logótipos e a patrocinar investigação de vacinas, indicou o diretor do departamento de promoção da saúde da OMS, Ruediger Krech.

Na África do Sul, a indústria tabaqueira processou o governo por este se ter recusado a considerar o tabaco um produto essencial durante o confinamento imposto pela covid-19, indicou Prasad.

Estas iniciativas são de uma indústria que sente o seu mercado a escapar, até porque durante a pandemia aumentaram as solicitações para programas que ajudam a deixar de fumar.

“A indústria vira-se para mercados sem nenhuma ou pouca regulação” para “viciar uma nova geração de jovens”, quando atualmente, já há “mais de 14 milhões de crianças entre os 13 e os 15 anos que usam produtos de tabaco”, destacou Krech.

“A indústria quer mantê-los viciados para conservar os seus lucros, mesmo sendo completamente contra os princípios da saúde pública”, afirmou a presidente do secretariado da convenção para regulação do tabaco, Adriana Blanco Marquizo.

Para isso, vendem “cigarros eletrónicos com sabores, como se fossem pastilhas elásticas ou doces, patrocinam-se festas e concertos” como táticas para viciar jovens.

“Cem milhões de fumadores começaram antes dos 15 anos”, lembrou Krech, que citou números da Suíça segundo os quais 16,8 por cento dos jovens usam cigarros eletrónicos, enquanto nos adultos a percentagem é de 15%.

Números conjuntos de 39 países indicam que 09% os usam.

A nível mundial, 44 milhões de crianças e adolescentes fumam, segundo os números da OMS, que considera que “todos os produtos de tabaco são prejudiciais”, sem distinção entre cigarros e dispositivos como os cigarros eletrónicos.

“Se não tivermos cuidado, arriscamo-nos a perder todo o caminho feito nos últimos 50 anos” contra o tabagismo, afirmou Krech, antecipando o Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala todos os anos a 31 de maio.

A OMS “apela a todos os setores para ajudarem a travar as táticas de ‘marketing’ das indústrias do tabaco e similares, que são predadoras de crianças e jovens”.

Mais informações na notícia da OMS:

Stop tobacco industry exploitation of children and young people

Crianças espelham os medos dos pais – Entrevista de Manuel Coutinho do IAC ao JN

Maio 29, 2020 às 2:50 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 29 de maio de 2020 e entrevista do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Crianças e jovens. Uma “vacina real” contra o isolamento

Maio 14, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da RTP de 19 de abril de 2020.

Quando se é criança e jovem acredita-se que tudo é possível. Mas será esta energia suficiente para ultrapassar a barreira invisível do confinamento motivado pela pandemia? E serão eles, mais do que os adultos amadurecidos pelas vivências, a ensinar-nos como ultrapassar as dificuldades atuais?

por Nuno Patrício

Viver em comunhão e partilha é para crianças e jovens um estado natural. Num mundo cada vez mais sem fronteiras, criar laços de amizade onde a movimentação não se restringe já às fronteiras internas e onde as tecnologias aproximaram ideias e credos, as gerações mais novas adaptaram-se a viver em rotinas dinâmicas de movimentação e de fácil comunicação.

Um mundo que de um dia para outro mudou e pode mudar também a forma de como estas gerações se adaptam e relacionam com ele.

Carlos Céu e Silva, psicólogo clínico formado pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada e Mestre em Aconselhamento Dinâmico, afirma que é natural que crianças e jovens sintam o atual momento como adverso. Contudo este momento em particular pode também ser interpretado como uma excelente oportunidade para uma reaproximação de laços familiares, que a sociedade tanto tem tirado.

“Esta ansiedade que nós criamos”, diz Carlos Céu e silva, “é por vezes mais vinda dos adultos e da nossa perceção de limitação. As crianças obviamente também se sentem limitadas, mas se olharmos para a janela e para a rua, hoje em dia vemos os pais a fazerem aquilo que faziam há 30 anos, que é andar de bicicleta e a fazer uma série de coisas de um modo descontraído e quase que pedagógico ou lúdico”.

A idade como forma de maleabilidade

Os amigos e as brincadeiras parecem agora presos neste passado recente, ainda muito presente. Crianças e jovens vão ter de construir um novo molde.

Sendo as camadas novas “mais plásticas”, existe a tendência para uma maior facilidade na adaptação, muito embora quando esta situação passar se envolvam rapidamente na dinâmica social e destes tempos permaneça apenas uma vaga recordação de dificuldade.

Já os adolescentes, com uma mentalidade mais amadurecida, vão olhar o mundo de uma forma diferente, explica o psicólogo Carlos Céu e Silva.

“Este lado de confinamento tem um lado negativo muito grande que afeta a saúde mental, quer dos adultos, adolescentes ou crianças. (…) Há uma saturação independentemente de toda a criatividade que possam criar”, com a realização de novas tarefas e inovadoras, “ mas também na descoberta de novas facetas que não imaginavam ter”.

Toda uma redescoberta em que a música, a leitura e a informação pode voltar a ser parte de um quotidiano perdido, muitas vezes para as redes sociais, que continuam muito presentes nesta nova sociedade enclausurada.

Mens sana in corpore sano

Estar e ser ativo é questão fundamental para manter uma “mente sã em corpo são”, principalmente neste período.

Precisamente neste campo e preocupados com a falta de oportunidade e espaços para o movimento das crianças, um grupo de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana (UL), da Escola Superior de Educação de Lisboa (IPL), e da Escola Superior de Desporto e Lazer (IPVC) levou a cabo um primeiro estudo, no qual analisou rotinas das famílias portuguesas durante as primeiras três semanas de confinamento devido ao surto da Covid-19, criando o projeto C-Ativo em casa.

O encerramento de escolas, bem como muitos dos espaços laborais as rotinas diárias da família e dos filhos, deram origem a taxas de sedentarismo na ordem dos 80 por cento.

De acordo com os dados recolhidos através de um inquérito online, respondido até agora por 1973 famílias e 2167 crianças, os investigadores conseguiram apurar que durante as semanas de entre 10 de março e 1 de abril, a situação de confinamento das famílias originou um decréscimo no tempo de atividade física dos seus filhos em 69,4 por cento dos casos.

Tempo este deslocado para outras atividades que resultam num aumento do tempo dedicado aos ecrãs (68,4 por cento) e um aumento nas atividades em família (82,8 por cento).

Neste estudo foi também avaliado o comportamento das crianças até aos 12 anos.

Fonte: Projeto C-Ativo em casa/DR

Considerando a percentagem de tempo acordado reportado para cada criança (excluindo as horas de sono), o tempo de ecrã lúdico (não contando aulas e trabalhos online), aumenta ao longo das faixas etárias, atingindo valores de 24 por cento na faixa etária dos 0-2 anos, 27 por cento, dos 3 aos 9 anos e 33 por cento, na faixa dos dez aos 12 anos.

A questão do sedentarismo também não foi esquecida, apontando este estudo para um aumento com a idade, atingindo os 62 por cento na faixa etária até aos dois anos; 72 por cento dos três aos cinco anos; 78 por cento dos seis aos nove anos e 84 por cento na faixa etária dos dez aos 12 anos.

Um confinamento que preocupa, mas que aproxima

Ainda no quadro deste estudo, apurou-se que 95,2 por cento das famílias afirmam estar preocupadas ou muito preocupadas com a situação de pandemia actual, sendo que 33,4 por cento consideram que está a ser difícil o isolamento com as crianças, embora 47,9 consideram precisamente o contrário.

Já no que diz respeito à actividade física das crianças, 69,4 por cento das famílias considera que estas têm feito menos ou muito menos exercícios que o habitual. Mas 82,8 por cento do universo estudado indica que tem feito mais ou muito mais atividades em família que o habitual.

E se a preocupação com o tempo de descanso das crianças é fundamental, 48,5 por cento não notam diferença no tempo de sono em relação ao habitual, manifestando 45,2 por cento que as crianças até têm dormido mais.

Apesar da diferença de género, não foram verificadas diferenças acentuadas entre sexos, tendo rapazes e raparigas valores muito semelhantes em praticamente todas as atividades à exceção das categorias de ecrã lúdico (rapazes vs raparigas) e jogo sem movimento (raparigas vs raparigas).

Dados observados em Portugal e ainda com um universo muito restrito, mas claramente exemplificativo das implicações deste isolamento social obrigatório.

No contexto geral este inquérito vem confirmar a tendência decrescente do tempo de atividade física ao longo da infância, mas as crianças que vivem em condições de confinamento obrigatório apresentam um grande tempo de sedentarismo, especialmente derivado da grande percentagem de tempo de jogo sem movimento (até aos cinco anos de idade) e do aumento do tempo de ecrã lúdico após essa idade.

Este estudo da Faculdade de Motricidade Humana (UL), da Escola Superior de Educação de Lisboa (IPL), e da Escola Superior de Desporto e Lazer (IPVC), está também a decorrer e a ser replicado em vários países (Grécia, Espanha, Reino Unido, Bélgica, EUA, Austrália, Nova Zelândia).

Mais perto de uns, mais longe de outros

Se pensarmos mais abertamente nas relações sociais criadas já neste período de confinamento, tendemos a crer que vai haver uma maior aproximação de nós para com os mais próximos. Mas se isso é verdade o contrário também pode acontecer e ser perigoso.

Os jovens podem, na sua ingenuidade ou malícia, aproveitarem-se destas fragilidades.

Para o psicólogo Carlos Céu e Silva, este isolamento, bem como distanciamento, pode ser desestruturante, “por mais consciência que tenhamos que isto é provisório, ou transitório, evidentemente afeta sempre o estado mental.”

Uma sociedade só existe se, no conjunto, todos nos comportarmos como seres saudáveis, sempre com uma boa rede social e rodeados de figuras sólidas que possam ser reproduzidas internamente.

De outra forma a anarquia tomará conta de nós, originando conflitos e desorganização no eu em que vivemos. E será o medo que vai travar a impulsividade dos jovens ou torná-los mais resistentes? Certo é que neste campo os mais velhos têm um papel fundamental na gestão da ansiedade.

É preciso compreender os medos da forma mais eficaz para ajudar as crianças a lidar com eles. E uma das formas mais simples a fazer nestas situações é tranquilizá-las, explicando o que se passa em seu redor e desmistificando cenários não entendíveis para a mente infantil.

Mas se os medos causam emoções desagradáveis e desconforto, também podem demonstrar um outro lado de aprendizagem, que se forma através da “nocão, dentro da sua dimensão etária, dos perigos que a vida tem”.

Os medos comuns na infância e na adolescência

Após o nascimento só estamos predispostos a ter medo das quedas e de certos ruídos, mas a partir do primeiro ano de vida, surgem outros medos:

1.º ano de vida: Separação, ruídos, quedas;
2.º ano: Animais, treino do bacio, banho;
3.º ano: Hora de deitar, medo do escuro monstros, fantasmas;
5.º ano: Divórcio dos pais, de se perderem;
7.º ano: Perda/morte dos pais, rejeição social;
9.º ano: Guerra, situações novas, adoção;
12.º anos: Ladrões, injecções.

Sinais que devem preocupar os adultos, sendo estes agentes tranquilizadores e explicadores das situações que as envolvem. E devem respeitar o medo que a criança sente, sem lhe dar, porém, uma importância desmedida.

Crianças devem ser protegidas, avisa ONU

Em tempo de crise são as crianças as mais vulneráveis às adversidades, quer económicas, quer emocionais. E neste sentido, já prevendo em todo o mundo consequências graves, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou às famílias e aos dirigentes de todos os quadrantes para que as crianças sejam elementos de proteção que, apesar de não serem as principais vítimas da pandemia da Covid-19, sofrem também elas significativamente com as consequências.

Segundo um relatório divulgado na passada sexta-feira, a ONU estimativa que esta crise anule os progressos obtidos na baixa da mortalidade infantil, mas não só nesta área.

Com o encerramento das escolas em todo o mundo, as crianças poderão sofrer ainda com a fome, uma vez que cerca de 310 milhões de estudantes dependem dos estabelecimentos de ensino para se alimentarem no dia-a-dia, afirmou.

António Guterres lembra que 188 dos 193 Estados-membros da ONU impuseram o encerramento das escolas, o que afeta cerca de 1500 milhões de jovens

Para o secretário-geral das Nações Unidas, o confinamento e a recessão mundial “alimentam as tensões nas famílias” e as crianças “são, por sua vez, vítimas e testemunhas de violência doméstica e de abusos”.

Tecnologias: “o reverso da medalha”
Até agora, muitos são os estudos que apontam as novas tecnologias, entre os mais novos, como um potencial fator de distração face à rotina social. A facilidade de comunicação e utilização das redes sociais, bem como os jogos online com uma forte obrigatoriedade de permanência em linha, são fontes de afastamento de uma maior socialização presencial.

Se todos estes elementos eram já disruptivos, com a imposição de um ainda maior confinamento, tudo isto pode ser ampliado.

Todavia, também existem aspetos positivos nas novas tecnologias e são estas que nos capacitam para a continuidade de uma relativa “normalidade”, como por exemplo o ensino à distância.

Compreendendo muito do que se passa dentro da mente das crianças e dos jovens, Carlos Céu e Silva diz que este novo paradigma, entre o restringir e o facilitar o acesso aos jogos e tecnologias, tem de exigir, por parte dos adultos, um maior equilíbrio.

“A partir de agora vamos olhar para os jogos, para os vídeos e para estas coisas todas, de uma forma diferente. E vamos todos tentar compreender melhor este mundo (…) e se não tivéssemos acesso a esta tecnologia que temos hoje estaríamos a viver um período medieval”.

Se “estas ameaças apenas ajudam a evoluir mais na nossa condição humana”, refere o psicólogo, também podem despertar ações menos positivas como o caso de uma maior facilidade e risco de assédio sexual a menores, ou ao cyberbullying.

O psicólogo do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, habituado a lidar com os problemas dos mais novos, afirma que não é através do negativismo que se ultrapassa os problemas e que vão ser os mais novos que vão ensinar – e muito – os atuais adultos, na nova normalidade que virá depois desta crise.

“Eu acho que nos próximos anos não vai haver normalidade. Nós temos um registo interno de trauma que vai ficar com este vírus”, explica Carlos Céu e Silva. E vão ser os mais velhos a salvaguardar-se mais isolando-se.

Já o contrário será feito pelos mais novos, com uma mentalidade mais aberta, mais madura e mais responsável, sempre com a necessidade de voltar à escola, às rotinas e amizades suspensas no tempo por uma ameaça para a qual ninguém estava preparado.

Eu enfrento o COVID – 19 com os Outros

Maio 7, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Em tempos de pandemia, todos os esforços para partilhar informação de saúde, divulgar recursos e apoiar as pessoas a lidar com a situação, são essenciais.

O SICAD, enquanto entidade responsável pela área dos Comportamentos Aditivos e Dependências, tem-se empenhado nesta tarefa, sensibilizando para os riscos de que comportamentos aditivos possam ganhar maior dimensão como formas de lidar com a situação de confinamento.

Agora, o SICAD criou uma nova história de livre acesso, dirigida ao COVID-19 e os riscos associados aos comportamentos aditivos…

Mais informações no link:

http://www.sicad.pt/PT/COVID19/SitePages/detalhe.aspx?itemId=15&lista=profissionais&bkUrl=/BK/COVID19/

Serviço Educativo do Arquivo Municipal de Lisboa preparou um pequeno questionário para testares os teus conhecimentos sobre o dia 25 de abril de 1974

Abril 25, 2020 às 6:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Questionário no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScOMP7703jp1jucTusQA-p_J61bW9pY2B949_VMiiWliosAcA/viewform

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