Rute Agulhas. Como sobreviver aos filhos na quarentena do covid-19 – Vídeo

Março 29, 2020 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Vídeo publicado no DN Life de 17 de março de 2020.

Explicar as medidas de isolamento às crianças, antecipar as suas mudanças de humor e estar atento ao ajustamento das crianças à nova situação em que muitas famílias, em isolamento social, se encontram.

Estas são algumas das sugestões da psicóloga Rute Agulhas que aconselha, em pequenos vídeos, como lidar com as crianças e como as podemos ajudar nesta fase da pandemia do covid-19.

Rute Agulhas é psicóloga e e autora de vários livros na área da psicologia, escreve todos os dias uma crónica sobre comportamento na DN Life.

Vídeo no link:

https://life.dn.pt/rute-agulhas-coronavirus-como-sobreviver-aos-filhos-na-quarentena-do-covid-19-video/familia/355394/

Relatório alerta para uso de substâncias psicoativas entre jovens

Março 8, 2020 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 27 de fevereiro de 2020.

Estudo das Nações Unidas foca em impacto físico, emocional e social das drogas psicoativas sobre pessoas entre 15 e 24 anos; tráfico de cocaína continua sendo um grande desafio para o norte e oeste da África; na América do Sul, problemas relacionados à produção ilícita, venda e uso de drogas continuam a gerar insegurança e violência.

O relatório anual de 2020 do Conselho Internacional para o Controle de Narcóticos, Incb, fez um alerta sobre o uso de substâncias psicoativas entre os jovens. O documento pede uma concentração maior na melhoria dos serviços de prevenção e tratamento do uso de substâncias pela juventude.

O estudo foca no impacto físico, emocional e social que as drogas psicoativas têm sobre os jovens entre 15 e 24 anos de idade.

Canabis

Segundo o relatório, o uso de substâncias e as consequências associadas à saúde são maiores entre os jovens, sendo que a cannabis é a substância mais utilizada.

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, estima que, em 2016, o uso de maconha tenha afetado 5,6% ou 13,8 milhões de jovens de 15 a 16 anos, com taxas variando por região.

Os índices mais altos foram na Europa, com 13,9%. Em seguida, aparecem as Américas, com 11,6%, a Oceania, com 11,4%, a África, com 6,6% e a Ásia, com 2,7%.

Álcool e tabaco

O relatório destaca que o uso de álcool e tabaco por crianças e adolescentes está intimamente ligado ao início da utilização de substâncias psicoativas. Com frequência, o consumo precede o uso de maconha e outros produtos controlados.

O material cita estudos que acompanharam crianças até a idade adulta e revelaram que quanto mais cedo inicia o do uso de álcool, tabaco e maconha durante as idades de 16 a 19 anos, maior a probabilidade do consumo de opiáceos e cocaína na idade adulta.

Vulnerabilidade

A pesquisa mostrou que os jovens são particularmente vulneráveis ​​ao uso regular de drogas, levando a uma revisão dos fatores de risco e proteção. O Incb também afirma que a necessidade de prevenção e tratamento para crianças e adolescentes deve levar em consideração as influências individuais e ambientais sobre os jovens e seu desenvolvimento.

De acordo com as Normas Internacionais do Unodc e da Organização Mundial da Saúde, OMS, sobre Prevenção ao Uso de Drogas, os programas de prevenção baseados em evidências para crianças e adolescentes devem incluir diversos elementos. Entre eles, o incentivo ao envolvimento positivo na vida das crianças e a comunicação eficaz, incluindo a definição de regras e limites.

Informações

Além disso, currículos escolares devem desenvolver habilidades pessoais e sociais para jovens, incluindo tomada de decisões, definição de objetivos e habilidades analíticas. Assim, os jovens são informados corretamente sobre os efeitos de substâncias psicoativas e podem resistir a influências que possam levar ao consumo de drogas.

Também é citada, por exemplo, a necessidade de uma aplicação rigorosa de regulamentos para limitar o acesso a medicamentos psicoativos, ao tabaco, álcool e cannabis para crianças e adolescentes.

Apreensões

O estudo observa que o tráfico de cocaína continua sendo um grande desafio para o norte e oeste da África. Já a África Ocidental relatou apreensões recorde de cocaína originária da América do Sul e Central, destinada para a Europa.

Em 2018, Angola consta entre os países que relataram as principais apreensões de cocaína, 500 kg.

Já Moçambique, aparece na lista de países que relataram apreensões de quantidades de cocaína que variaram de alguns quilogramas a 155 quilogramas. O país também teve apreensões menores de heroína em 2018.

Em Cabo Verde, segundo o relatório, a maior apreensão de cocaína já realizada ocorreu em janeiro de 2019, quando a Polícia Judiciária apreendeu mais de 9,5 toneladas de cocaína em um navio vindo do Panamá. As autoridades do país também apreenderam mais de 2,2 toneladas de cocaína em outro navio em agosto de 2019, durante uma operação conjunta com a Guarda Costeira nacional.

Guiné-Bissau

O estudo cita um relatório especial do secretário-geral, que diz que a situação do tráfico de drogas na Guiné-Bissau começou a apresentar melhorias modestas, embora os desafios permaneçam.

Com base neste relatório, o Conselho de Segurança reiterou sua preocupação com a ameaça à paz e à estabilidade representada pelo narcotráfico e o crime organizado transnacional relacionado na Guiné-Bissau.

O país teve uma apreensão recorde de cocaína em março de 2019, quando autoridades apreenderam 789 kg da droga como parte da Operação Carapau.

Américas

Na região da América Central e Caribe, o relatório indica que o uso de drogas, em particular de maconha, parece estar crescendo em todos os países.

Na América do Norte, a crise dos opioides continua a destruir vidas, famílias e comunidades. Mortes por overdose de drogas são um problema sério de saúde pública.

Nos Estados Unidos, as mortes relacionadas a opioides sintéticos continuaram subindo em 2018.

Brasil

Já na América do Sul, os problemas relacionados à produção ilícita, tráfico e uso de drogas continuaram a gerar insegurança e violência na região.

No Brasil, na Colômbia e na Venezuela, a taxa de homicídios excede a média regional de 22 por 100 mil habitantes.

O relatório cita que em 2019, o governo brasileiro propôs ao Congresso uma nova lei que estabelece medidas aprimoradas contra a corrupção e ao crime organizado. A expectativa é que isso contribua no combate ao tráfico de drogas.

Além disso, o governo estava considerando a criação de uma agência especializada para maximizar a recuperação de receitas ilícitas através da venda de ativos apreendidos.

Recomendações

O relatório pede aos governos que estabeleçam sistemas nacionais de dados epidemiológicos para monitorar as tendências e mudanças no uso de substâncias psicoativas entre os jovens. O Incb acredita que isso pode permitir que a prevenção baseada em evidências seja implementada antes da idade de início do uso desses produtos.

O estudo observa que os governos devem investir no desenvolvimento de conhecimentos profissionais no campo da prevenção e tratamento do uso de substâncias, com foco nas necessidades dos jovens.

INCB Annual Report 2019

Selfies, sexting, autoimagem física : materiais didáticos

Fevereiro 25, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Geralmente, a criação de um “ego digital” pode ser considerada como uma tarefa adicional no desenvolvimento dos jovens do século XXI. O jornalista Michalis Pantelouris descreve este fe-nómeno da seguinte forma: “No Instagram, todos são o seu próprio porta-voz” (SZ-Magazine, Edi-ção 37/16). No entanto, estas redes também têm o seu lado negro: desde problemas relacionados com a privacidade, cyberbullying e violação de di-reitos de autor decorrente do reencaminhamento não autorizado de fotografias, à exposição online sob forma sexualizada e ao incitamento à compra através da apresentação subliminar de produtos por YouTubers famosos.

Descarregar o documento no link:

https://storage.eun.org/resources/upload/907/20191106_155403014_907_Selfies%20Sexting%20Autoimagem_LR.pdf

EU Kids Online 2020: Survey results from 19 countries – Estudo europeu sobre as crianças e a internet

Fevereiro 25, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do Facebook da SeguraNet:

No dia em que se assinalou o Dia da Internet Mais Segura, foram divulgados os resultados do estudo europeu EU Kids Online 2020: Survey results from 19 countries.
Entre 2017 e 2019, foram inquiridos 25.101 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos, sobre as suas experiências digitais que incluíram situações de risco como ciberbullying, conteúdos prejudiciais, mau uso de dados pessoais, uso excessivo da Internet, mensagens de sexting e encontros com pessoas conhecidas na Internet.
Em alguns países, como Portugal, o tempo que as crianças e os jovens passam online mais do que duplicou, sendo também um dos países onde mais crianças e jovens revelam confiança em lidar com riscos: mais de dois terços referem saber reagir “sempre” ou “muitas vezes” a comportamentos de que não gostam na Internet. Portugal é também um dos países, onde os inquiridos menos associam situações de risco a danos delas decorrentes.

A participação de Portugal, neste estudo, contou com o apoio da Associação DNS.PT, da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da Direção-Geral de Educação.

Descarregar o documento no link:

http://www.lse.ac.uk/media-and-communications/research/research-projects/eu-kids-online/eu-kids-online-2020?fbclid=IwAR0fmTsVgdjSPDqYbH3a87XRuozq2Hw1FM9GKs8MkBVKrHoC6qjGVdxYyik

Jogo, internet e outros comportamentos aditivos : dossier temático

Fevereiro 20, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Visualizar o documento no link:

http://www.sicad.pt/PT/EstatisticaInvestigacao/EstudosConcluidos/Paginas/detalhe.aspx?itemId=201&lista=SICAD_ESTUDOS&bkUrl=/BK/EstatisticaInvestigacao/EstudosConcluidos&fbclid=IwAR2O_jSlScaY2MfI-_rsd7vUvTakOu8Z20j4A8qN1LAHxPeLzUlBZWnO-CE

Ler notícias? Só se aparecerem no feed. Para os jovens, são “desinteressantes e repetitivas”

Fevereiro 18, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de novembro de 2019.

Mariana Durães

Lêem o que aparece nas redes sociais, não gostam dos temas nem da linguagem: assim é a relação dos jovens com as notícias. E ainda que confiram credibilidade aos jornalistas, nem sempre sabem distinguir a verdade da mentira. O projecto PSuperior quer contrariar isso, com a oferta de assinaturas digitais a estudantes universitários.

Ana Sofia Mendes e os amigos fizeram uma experiência: ver quantos deles tinham a aplicação de um órgão de comunicação social instalada no telemóvel. Resultado? “Quase ninguém tinha.” O cenário não surpreendeu a jovem de 21 anos, estudante da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, que diz ter uma perspectiva “crua” no que toca ao consumo de notícias por jovens: “Não lêem, não vêem jornais e nem sequer vêem televisão. Ficam só pelas letras garrafais que lhes vão aparecendo.”

Precisamente por saber que, por vezes, são só “as letras gordas” que contam, o PÚBLICO associou-se a nove empresas para oferecer assinaturas digitais a alunos finalistas ou de mestrado integrado de determinados cursos de universidades públicas e privadas de todo o país, ao abrigo do projecto PSuperior, que é lançado esta quarta-feira, 20 de Novembro. A ideia é alertar os jovens para a desinformação e para as fake news, num momento em que o que “lhes vai aparecendo” são as notícias que caem no feed das redes sociais que utilizam — e que nem sempre são de fonte fidedigna. E incentivar hábitos de leitura de jornais junto dos jovens universitários.

Para Inês Amaral, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a principal alteração no que toca ao consumo de notícias feito por jovens é na questão do acesso: “Até diria que os jovens consomem mais informação do que consumiam antes, mas o acesso passou a ser feito através do digital, das redes sociais. Agora não vem da procura por informação, mas de um acesso espontâneo”, explica a investigadora, que se tem dedicado a estudar a literacia mediática em Portugal, em entrevista telefónica ao P3.

Sara Pereira, investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, corrobora: “Há uma tendência grande para, hoje em dia, o contacto que os jovens têm com as notícias ser feito através das redes sociais. É aí que encontram a informação.” E se, por um lado, as redes sociais podem fazer notícias saltar à vista de quem não as procura, por outro são também terreno fértil para a disseminação de fake news. Ou para a criação de “bolhas” intelectuais: o algoritmo calcula os interesses de cada um de nós, oferecendo constantemente informações coincidentes com os nossos tópicos de eleição, excluindo todos os conteúdos que sabe que, à partida, não nos vão agradar. O que é, para Inês Amaral, “redutor”.

Depois do primeiro contacto com as notícias, feito através das redes sociais, “há aqueles que querem ler na íntegra e os que se ficam apenas pelo título”: as tais “letras garrafais que vão aparecendo” que Ana Sofia acredita ser o único contacto que os jovens têm com as notícias. A estudante de Direito, também presidente da Associação de Estudantes do mesmo curso, diz que “já nem fala” em comprar um jornal: “As pessoas nem têm interesse em ver notícias online.”

As notícias são “repetitivas e desinteressantes”

Mas, afinal, porque é que os jovens não lêem notícias? “Estão altamente desinteressados pelas hard news e pelas questões da actualidade”, atira Inês Amaral. Salvo excepções, como o tema das alterações climáticas, os assuntos que são tratados pelos media tradicionais “são considerados repetitivos e desinteressantes” para o público mais jovem.

Ana Sofia acredita que também contam questões como o hábito e o incentivo à leitura e a procura de informação: “Eu sempre fui instruída a ler notícias. E se formos habituados a isso desde os 14 ou 15 anos, aos 19 e 20 vamos continuar a fazê-lo.” Uma realidade que também é defendida por Sara Pereira, que relembra que a leitura de notícias depende dos “hábitos de consumo” de cada um.

Ao desinteresse acresce a incapacidade de compreender certos tópicos: “Há assuntos que até interessam aos jovens e que lhes podem ser mais próximos — como as questões de economia ou política —, mas que eles dizem não entender. É preciso uma adaptação da linguagem.” Mais ainda, o “consumo imediato”, típico do que é feito nas redes sociais, leva a que os jovens descartem rapidamente as notícias: “Ou está no título e no lead, ou não está.”

A solução para reverter o panorama pode passar “pela ideia de dar voz a assuntos cívicos, que parecem ser os que despertam mais atenção”, defende Inês. A professora refere que “tópicos sensacionalistas, como crime, violência, catástrofes e conflitos, são normalmente referidos como de interesse”. Mas salvaguarda a ideia de que “a informação não pode existir numa lógica de on demand” e que “o jornalismo precisa de cobrir aquilo que é a actualidade.”

Sara Pereira vai mais além: “Acredito que tem de haver mais visibilidade e representação dos jovens, mas se não é na fase de jovens adultos que se interessam pela actualidade, quando é que estamos a formar adultos?” A investigadora acredita também que não é necessário “transformar uma linguagem que já aceitável desde o ensino secundário.”

Mas o que diz uma jovem sobre o assunto? “Pode, de facto, haver um desinteresse pelas temáticas abordadas pelos media, mas o que acho que acontece é que a própria sociedade não dá a devida importância à comunicação social”, atira Ana Sofia.

O que está na Internet é “certamente verdade”

“A questão da literacia mediática é uma urgência há muito tempo, mas, com os consumos em grande velocidade, assumiu uma relevância maior”, refere Inês. “Sobretudo quando temos sites como os Bombeiros 24 a venderem coisas em que as pessoas acreditam e não questionam”, diz a investigadora de Coimbra, referindo-se a uma das páginas portuguesas mais vezes associadas a fake news.

Mas se seria de esperar que, como nativos digitais, os jovens estivessem mais sensíveis às notícias falsas, a verdade é que “são altamente vulneráveis nesse campo”. Até porque o facto de terem “nascido com o digital” faz com que haja uma enorme “credibilidade pelos pares, mesmo que não os conheçam pessoalmente”: “Se alguém partilha algum conteúdo através de uma conta no Twitter que eles já seguem há muito tempo e a quem atribuem credibilidade, não questionam”, explica Inês.

Ana Sofia resume numa frase: “Nós sempre procuramos tudo na Internet.” Por isso, tudo o que lá está é “certamente verdade”. Ainda assim, defende Sara Pereira, “os jovens têm noção de que quando querem informação credível e fidedigna, vão procurar a sítios feitos por profissionais”. “Há um reconhecimento grande do trabalho do jornalismo e de jornalistas.”

O que não quer dizer que seja suficiente para pagar uma assinatura de um jornal: “Ler uma notícia não desperta os mesmos sentimentos que ver uma série”, explica Ana Sofia. Por isso, diz, na hora de escolher, quem ganha a maior parte das vezes é a Netflix.

Guia quer ajudar os pais a entenderem o uso das redes sociais pelos filhos e o impacto na sua saúde mental

Fevereiro 17, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do Sapolifestyle de 7 de fevereiro de 2020.

Susana Krauss

O Guia “PARENTS – What You Wish You Knew: A Quick Guide to the Basics of Social Media (and the Potential Risks for Children and Teens)”, lançado pela Legacy Health Endowment, está disponível on-line e é gratuito.

A Legacy Health Endowment (LHE) lançou um guia on-line para os pais, com o objetivo de os ajudar a compreender o uso das redes sociais pelos seus filhos e o impacto que este pode ter na saúde mental dos mesmos.

Disponível na internet e com download gratuito, o guia pretende também alertar os pais sobre os potenciais riscos das redes sociais em crianças e adolescentes.

Os leitores podem aprender sobre os riscos potenciais do Instagram, Facebook, Twitter, TikTok, YouTube e Snapchat, as aplicações de rede social mais populares até ao momento.

Para cada uma das aplicações, o guia fornece uma visão geral, dicas sobre o que observar e instruções claras que os pais podem usar para melhorar a segurança dos seus filhos e adolescentes.

O guia também inclui um glossário de termos populares, além de informações sobre ferramentas de gestão de segurança on-line, organizações de segurança de media e saúde mental e as aplicações mais populares que os seus filhos e adolescentes podem estar a usar.

“Criamos este guia para ajudar os pais e responsáveis a entender melhor os avisos que envolvem as aplicações das redes sociais mais populares. Há conselhos sobre que medidas pode adotar para proteger a saúde mental dos seus filhos. As informações são divulgadas continuamente tendo por base que existe uma correlação entre o aumento do uso de redes sociais e problemas de saúde comportamental. Tornou-se claro que educar pais e responsáveis seria útil e impactante “, afirma Jeffrey Lewis, Presidente e CEO da LHE.

“É importante entender que crianças e adolescentes que usam as redes sociais são mais vulneráveis à depressão, ansiedade, baixa auto estima e até um maior senso de suicídio. E, para alguns, as redes sociais tornaram-se num transtorno de ansiedade social”, continuou.

O guia recebeu inúmeras recomendações de especialistas nacionais e locais, incluindo Collin Kartchner, orador do TEDx e fundador da Save the Kids, um movimento nacional que ajuda as pessoas a ultrapassarem os efeitos negativos das redes sociais e do vício em ecrãs.

Collin Kartchner afirmou: “Os pais precisam parar de ter medo da tecnologia que os seus filhos usam! Se o seu filho usa redes sociais, também precisa de estar lá. Eduque-se sobre estas aplicações que eles usam e pesquise os prós e contras de cada uma. Se tiver conversas corajosas com os seus filhos sobre estas redes, o que eles veem e informar que está lá para orientá-los e tomar boas decisões sobre o uso da tecnologia, poderá salvar os seus filhos de anos de sofrimento”.

Visite legacyhealthendowment.org para obter mais informações e fazer o download do guia (disponível em inglês e espanhol).

EU Kids Online: Jovens revelam cada vez mais confiança ao lidar com riscos na Internet

Fevereiro 11, 2020 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do TEK Sapo de 11 de fevereiro de 2020.

Para Cristina Ponte, coordenadora da equipa portuguesa de investigação do EU Kids Online, os resultados do estudo devem ser levados mais além. Em conversa com o SAPO TEK, a responsável indicou que é necessário conversar com os jovens e perceber o que certos comportamentos e situações significam para eles.

No dia da Internet mais Segura, o novo relatório EU Kids Online 2020 vem dar a conhecer a forma como os mais novos lidam com os riscos e com as oportunidades da Internet. Ao todo, entre 2017 e 2019, o estudo inquiriu 25.101 crianças e jovens de 19 países europeus acerca das suas experiências digitais. Entre as situações que incomodam os mais novos incluem-se o cyberbullying, conteúdos prejudiciais, mau uso de dados pessoais, uso excessivo da Internet, mensagens de sexting e encontros com pessoas conhecidas online.

De acordo com dados avançados pela Rede de Investigação EU Kids Online, Portugal é um dos países onde mais crianças e jovens revelam confiança ao lidar com riscos. Mais de dois terços dos inquiridos indicam saber reagir sempre ou muitas vezes a comportamentos de que não gostam na Internet. Os resultados do relatório demonstram que as crianças e jovens portugueses associam cada vez menos as situações de risco aos danos que podem decorrer delas.

O relatório põe em evidência a ideia de que as atividades digitais não podem ser definidas como sendo positivas ou negativas em absoluto. Os encontros face a face com pessoas que se conhecem na Internet, os quais foram referidos por uma minoria, são um exemplo desta situação. Em grande parte dos casos relatados, os encontros foram positivos. Em Portugal, 84% dos inquiridos afirmam ter ficado contentes ao ter contactado com pessoas que conheceram na Internet, sendo que menos de 5% indicam ter ficado bastante incomodados.

Ao SAPO TEK, Cristina Ponte, Professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora da equipa portuguesa de investigação do EU Kids Online, explicou que “a maior parte dos encontros são com pessoas da sua idade que conheceram através da sua rede de amigos e partilham os mesmos interesses. É preciso contrariar a ideia de que todos os encontros com pessoas que se conhecem na Internet são necessariamente danosos. Pode haver, e há, uma experiência que é gratificante e que decorre do conhecimento de outros jovens da sua idade”.

Como lidam os jovens com os riscos online?

O novo relatório destaca que, perante uma situação online que os incomodou, as crianças e jovens europeus não costumam pedir ajuda aos professores ou profissionais cujo trabalho é ajudar os mais novos, preferindo o contacto com amigos ou até com os pais. Em Portugal, 44% dos inquiridos procuraram aconselhar-se junto de amigos e 37% falaram com os pais de situações que os deixaram incomodados. Apenas 7% das crianças e jovens falaram com professores.

Cerca de 63% dos inquiridos nacionais indicam que são os pais quem mais os ajudam. Seguem-se os amigos (50%) e os professores (31%), sendo que os valores portugueses estão em linha com os restantes países europeus. Em Portugal, 61% dos inquiridos afirmam que os professores são quem mais os incentiva a explorar e a aprender coisas novas na Internet, enquanto 51% refere os seus pais.

À semelhança do ano anterior, os dados avançados pela Rede de Investigação EU Kids Online revelam que os mais novos se mostram críticos em relação à partilha online de conteúdos pessoais sem o seu consentimento, principalmente no que diz respeito ao sharenting: as publicações feitas pelos pais e educadores. A seguir à Bélgica, Portugal é o país onde essa situação é mais referida. Cerca de metade dos inquiridos portugueses indicam que ficaram incomodados com casos do género e pediram aos pais para retirarem os conteúdos publicados. Os dados evidenciam que algumas crianças e jovens indicam ter recebido comentários desagradáveis por causa dessas publicações.

No entanto, apesar de a maioria das crianças e jovens acederem frequentemente à Internet, o relatório aponta que um em cada oito inquiridos refere que nunca ou raramente recebeu conselhos sobre segurança online, uma situação que se verifica também em Portugal.

Cristina Ponte afirma que a privacidade dos dados no mundo online não é uma das maiores preocupações das crianças e jovens europeus. “Deve haver uma consciencialização de que os dados digitais devem ser cuidadosamente geridos e, nesse aspecto, considero que as questões relacionadas com a privacidade e com a exposição da nossa pegada digital é um aspecto que precisa de ser mais claramente trabalhado com os jovens”, indicou a responsável.

Embora os dados postos em evidência pelo relatório EU Kids Online consigam demonstrar um panorama dos usos, competências, riscos e mediações da Internet entre os mais novos, a coordenadora indicou que os resultados devem ser levados mais além. Para Cristina Ponte é necessário perceber as razões por trás dos números, aproveitando as informações obtidas para “para conversar com os jovens” e perceber o que certos comportamentos e situações significam para eles.

Comunicado de imprensa EUKO 2020 relatório europeu

OCDE: Mais de metade dos jovens escolhem os mesmos empregos

Janeiro 28, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Sapolifestyle de 22 de janeiro de 2020.

Mais de metade dos adolescentes portugueses querem ter os mesmos empregos e, a nível internacional, muitos jovens escolhem carreiras que exigem qualificações académicas mas para as quais não pretendem estudar.

O maior inquérito que avalia o desempenho escolar a nível mundial, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da OCDE, divulgou hoje um estudo sobre “Empregos de Sonho: As aspirações de carreira e o futuro do trabalho entre os adolescentes”, tendo por base as respostas de meio milhão de jovens, entre os quais os portugueses.

O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) compara dados de 2018 com informações recolhidas no virar do século e revela que a concentração nas mesmas profissões tem vindo a aumentar.

Em 18 anos, mais raparigas e rapazes escolheram as mesmas opções. No final, a lista resume-se a apenas 10 áreas para a maioria das raparigas (53%) e para 47% dos rapazes, segundo dados médios dos 41 países que participaram nos inquéritos de 2000 e 2018.

Em Portugal, as taxas são ainda mais elevadas: 58% dos rapazes optam pelas mesmas áreas assim como 54% das raparigas.

Tendo em conta as respostas dadas nos 41 países, elas querem seguir uma profissão na área da saúde (15,6%), ensino ou gestão de empresas, enquanto eles se focam mais nas áreas das ciências e engenharia: No top aparecem os empregos associados a engenharias (7,7%), seguindo-se gestão de empresas e a área da saúde.

O relatório alerta para os perigos desta concentração de empregos poder significar falta de conhecimento do mercado de trabalho e falta de orientação profissional.

Os jovens carenciados assim como os que têm piores resultados nos testes do PISA são apontados como os mais suscetíveis de escolher entre menos opções profissionais.

Outro dos resultados do inquérito é o facto de o emprego que os jovens sonham ter quando chegarem à vida adulta não ser compatível com as habilitações académicas dos adolescentes.

O relatório revela que um em cada cinco jovens escolhe uma profissão que não se adequa com os anos de escola que pretendem ter, um problema que volta a ser mais dramático entre os estudantes de meios socioeconómico desfavorecidos.

Ter um emprego acessível, bem pago e com futuro “parece estar a cativar a imaginação de cada vez menos jovens”. A agravar este cenário, o relatório revela ainda que cada vez mais procuram trabalhos em risco de desaparecer, uma característica mais visível entre os rapazes e os jovens de meios socioeconómico desfavorecidos.

Mais informações sobre o relatório Dream jobs: Teenagers’ career aspirations and the future of work no link:

https://www.oecd.org/education/teenagers-career-expectations-narrowing-to-limited-range-of-jobs-oecd-pisa-report-finds.htm

Casos de gripe estão a aumentar. Crianças e jovens mais afectados

Dezembro 27, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de dezembro de 2019.

Noutros países europeus, o subtipo de vírus predominante faz prever um maior impacto entre os mais velhos. O centro Europeu para Controlo de Doenças já alertou para um previsível aumento da mortalidade.

Alexandra Campos

A epidemia de gripe continua em fase crescente em Portugal e as previsões da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que há uma semana perspectivou que o pico da epidemia ocorrerá numa fase mais precoce, em pleno fim deste ano e início do próximo, deverão confirmar-se. Para já, as crianças e jovens estão a ser os grupos mais afectados, ao contrário do que está a acontecer noutros países da Europa, onde o tipo de vírus predominante é diferente do que está a circular com maior frequência em Portugal.

O último boletim de vigilância epidemiológica de síndrome gripal divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (Insa) e referente ao período entre os dias 9 e 15 deste mês (semana 50) confirma que o “padrão temporal” da epidemia de gripe é “mais precoce” este ano do que o habitual e que o número de consultas manteve tendência crescente, em especial no grupo etário dos seis aos 18 anos.

A boa notícia para Portugal é a de que, por enquanto, o subtipo de vírus predominante é o B e não o A (H3N2), como está a acontecer noutros países da Europa, situação que já levou o Centro Europeu para Controlo de Doenças e Prevenção (ECDC, siglas em inglês), em conjunto com a delegação para a Europa da Organização Mundial de Saúde, a alertar para o problema de este tipo de vírus da gripe habitualmente estar associado a uma mortalidade elevada nos idosos e, por isso, ter um grande impacto nos sistemas de saúde.

Há uma semana, a DGS antecipou que o pico da epidemia de gripe será atingido entre a última semana deste ano e a primeira de 2020 e os dados mais recentes indicam que, apesar de continuar a apresentar “baixa intensidade”, a tendência é crescente.

“Na semana 50/2019, o número de consultas por síndrome gripal registadas em cuidados de saúde primários regista uma tendência crescente. O grupo etário dos 6 aos 18 anos é aquele que apresenta maior intensidade do número de consultas por síndrome gripal, seguido dos grupos etários 19-64 anos e 0-5 anos”, explicita o Insa.

Dois doentes tiveram que ser internados em unidades de cuidados intensivos, e, dos três internados em enfermarias, todos eram crianças e nenhuma das duas que tinham recomendação para vacinação estava vacinada, frisa o Insa.

Nesta fase da epidemia, a situação noutros países europeus, onde o subtipo de vírus predominante tem sido o A(H3N2), motivou o alerta efectuado na quarta-feira pelo ECDC e a delegação regional da OMS. “Recomendamos de forma intensa aos países que continuem a focar os esforços de vacinação nos mais velhos e outros grupos populacionais, como indivíduos com problemas cardíacos e respiratórios”, sublinhou Pasi Penttinem, responsável pelo programa da vigilância da epidemia de gripe e outros vírus respiratórios no ECDC. “Ainda é cedo para prever a forma como a epidemia irá evoluir em termos de pico, severidade e duração”, acentuou. “No entanto, tudo indica que em alguns países o pico irá ocorrer no meio das férias de Natal e ano novo, quando a resposta dos serviços de saúde é mais reduzida”, acrescentou.

Segundo o último relatório do ECDC, na semana anterior a esta, dos 46 países que enviaram dados, 34 reportaram já actividade gripal de baixa intensidade e dois de média intensidade. Por enquanto, a mortalidade por todas as causas continua com valores de acordo com o esperado para esta época do ano.

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