Por trás de cada criança difícil há uma emoção que esta não sabe expressar

Fevereiro 24, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 9 de fevereiro de 2017.

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Uma criança difícil é, geralmente, uma criança insegura que procura reconhecimento constante.

Por trás de cada criança difícil esconde-se um caos emocional revestido de raiva e até de desobediência, que nunca é fácil de abordar por parte dos pais ou professores.

Recorrer ao castigo ou às palavras num tom mais elevado e agressivo, apenas conseguirá intensificar ainda mais as emoções negativas, a sua frustração e até a sua baixa autoestima.

Nunca saberemos o porquê de algumas crianças nascerem com uma personalidade mais complexa do que outras.

No entanto, em vez de perdermos tempo a perceber a razão para a personalidade difícil das nossas crianças, devemos entender, simplesmente, que há pessoas que têm mais necessidades, que precisam de mais atenção.

Façamos uma reflexão sobre isto.

Crianças difíceis são crianças exigentes

Uma criança difícil não ouve, não obedece e costuma reagir de forma desmedida a certas situações. Isto faz com que mergulhemos num círculo de sofrimento onde o vínculo com esta criança vai sendo carregado de tensões, ansiedade e muitas lágrimas.

Muitos pais e mães acabam por se questionar. “Serei um mau pai/mãe?” “Estarei a fazer algo errado?”

Estas questões são perfeitamente normais, mas irão apenas alimentar ainda mais a frustração. Antes de cairmos nest espiral, esperimentemos algumas estratégias.

Assumir que temos um filho mais exigente

Há crianças que crescem sozinhas, que sem sabermos como nem porquê são mais maduras, receptivas, obedientes e autónomas. No entanto, é perfeitamente normal que algum dos irmãos desta mesma criança demonstre, desde os primeiros meses de vida, mais necessidades e requeira mais atenção dos pais. São bebés que choram mais do que o normal, que dormem pouco e que vão do riso ao choro em poucos segundos.

Temos de assumir que há crianças “super-exigentes”. Precisam de mais reforços, mais apoio, palavras e segurança.

Longe de nos culparmos por termos “feito algo errado”, devemos entender queo estilo de criação nem sempre é o responsável por moldar uma criança difícil.

No entanto, é da nossa responsabilidade saber (pelo menos tentar) dar uma resposta a esta criança exigente e isso requer paciência, esforços e muito carinho.

Saber lidar com uma criança difícil

Se para os adultos já é difícil poder compreender e controlar as nossas emoções, para uma criança exigente isso será ainda mais complicado. Por isso, analisemos quais necessidades imediatas de uma criança difícil.

Uma criança difícil procura sentir-se reconhecida em tudo o que faz. São crianças inseguras que precisam de reforços com muita frequência. Quando não os encontram ou não os recebem, sentem-se frustradas e

A autoestima baixa faz com que ciúmes(até dos irmãos), com que procurem atenção para se sentirem bem, com que sintam tudo de forma mais intensa, nomeadamente emoções como o medo e a solidão.

Conforme vão crescendo, a sensação de insegurança pessoal e de falta de reconhecimento traduz-se em raiva e em reações desproporcionais quando, no fundo, o que existe é apenas medo, tristeza e angústia.

É necessário canalizar estas emoções e oferecer estratégias para que a criança deixe de precisar de tantos reforços externos para se sentir bem.Esta criança deve ser capaz de controlar o seu próprio mundo emocional com a nossa ajuda.

Chaves para ajudar uma criança difícil

1.  O poder do reforço positivo

O reforço positivo não consiste em dar um abraço quando uma criança faz algo que não deve. É mais que isso: trata-se de não fazer uso do castigo ou do grito porque isso despoletará uma reação ainda mais negativa na criança.

Devemos aproximar-nos da criança e perguntar-lhe porque teve determinada atitude, ou porque reagiu de determinada forma.Com calma, iremos explicar que o ato cometido não é correto, e iremos explicar também o porquê. A seguir, iremos indicar como devemos agir nesta situação.

Por último, iremos fazer uso do reforço positivo:”eu confio em ti”, “eu sei que tu podes fazer melhor do que isso”, “eu apoio-te, amo-te e fico triste por te ver a ter essas reacções. Tu és muito melhor que isso, confia em ti”.

2. Oferecer confiança, dar responsabilidades e estabelecer limites

A criança deve entender desde muito cedo que todos temos limites, e que para ter direitos é preciso cumprir com algumas obrigações.

É necessário que a criança se habitue a alguma rotina e que saiba o que pode esperar de cada momento.

Uma criança exigente precisa de segurança e se a educarmos em ambientes muito estruturados onde o reforço positivo esteja presente, iremos ajudá-la a sentir-se mais tranquila.

Dê-lhe confiança, convença-a de que é capaz de fazer muitas coisas, incentive-a assumir responsabilidades com as quais poderá aumentar a sua autoestima.

A importância da Inteligência Emocional

A Inteligência Emocional deve estar presente na criação de todas as crianças. É necessário ajudá-la a identificar as suas emoções e traduzir em palavras o que sente.

Desde muito pequenos iremos habituá-los a esta comunicação emocional falando sobre “o que se sente”. Os miúdos precisam de saber expressar a tristeza, a raiva e o medo.

Deste modo poderão desabafar emocional quando sentirem necessidade mas, para isso, devemos criar uma relação de confiança e proximidade ente pais/filho. Nunca julgue os seus filhos pelos que dizem nem se ria, em tom de gozo, deles. É necessário ser receptivo e propiciar sempre um diálogo fluido, ameno e cúmplice.

Texto original em Melhor Saúde, adaptado por Up To Kids®

 

Pode um jogo online engordar uma criança? Autoridades de saúde dizem que sim

Fevereiro 24, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 14 de fevereiro de 2017.

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Nuno Guedes

Direção-Geral da Saúde alerta: pais devem ter cuidado com a publicidade na Internet a alimentos nocivos e dirigida, especialmente, a crianças e adolescentes.

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde (DGS) dá um exemplo que ele próprio já encontrou na Internet: um jogo, patrocinado, com chocolates.

À partida, parece uma brincadeira inofensiva, mas Pedro Graça diz que estamos perante uma das típicas publicidades “insidiosas” comum na Internet e nas redes sociais.

São casos como este e muitas outras formas de publicidade a alimentos nocivos para a saúde, para crianças e adolescentes, que levam a DGS a estar preocupada com a publicidade na Internet e a fazer um alerta aos pais, mas também ao Estado que deve regular.

Em declarações à TSF, Pedro Graça diz que um estudo recente feito no Canadá concluiu que 90% da publicidade a alimentos na Internet envolvia produtos de “má qualidade nutricional”, algo que em Portugal, até com a internacionalização de muitas marcas, “não será muito diferente”.

O responsável da DGS recorda que a publicidade nos meios tradicionais (rádios, TV, imprensa) foge cada vez mais para a Internet, um sítio onde, segundo afirma, os anúncios estão “fora de controlo” e onde as crianças e adolescentes passam cada vez mais tempo.

Pedro Graça sublinha que “estimamos que uma criança está em média uma ou duas horas por dia em frente à televisão, mas se lhe juntarmos a Internet esse tempo em frente aos ecrãs duplica e mesmo triplica ou quadruplica, o que aumenta a nossa preocupação”.

Um crescimento do sedentarismo que, segundo o especialista, é acompanhado muitas vezes pela publicidade a produtos altamente calóricos e maus do ponto de vista nutricional.

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável cita ainda um estudo da Fundação para a Ciência e Tecnologia que diz que 55% das crianças portuguesas acedem à Internet diariamente por conta própria, a partir do seu quarto, enquanto que os pais portugueses são aqueles que na Europa menos “controlam os conteúdos de uma forma interativa com os filhos” (68 %).

Em declarações TSF, o deputado do PS, Pedro Delgado Alves, explica que as mudanças ao Código da Publicidade que estão a ser discutidas no Parlamento também vão atingir a Internet, mas admite que é muito difícil, quase impossível, regular tudo o que chega às crianças e adolescentes.

ouvir a reportagem no link:

http://www.tsf.pt/sociedade/interior/pode-um-jogo-online-engordar-uma-crianca-autoridades-de-saude-dizem-que-sim-5665827.html

Quando TV, tablet e telemóvel se transformam em babysitters

Fevereiro 24, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Reportagem do Expresso de 27 de janeiro de 2017.

quando

ler a reportagem no link:

http://www.internetsegura.pt/sites/default/files/Estudo%20Crescendo%20entre%20Ecras.pdf

 

 

Kaspersky : “Dois terços das crianças europeias têm medo de utilizar a Internet”

Fevereiro 23, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do http://wintech.pt/ de 7 de fevereiro de 2017.

Escrito por João Fernandes

Um estudo elaborado pela Kaspersky Lab que marca o Dia da Internet Segura 2017 revela que o crescente número de ameaças que as crianças encontram online está agora a ter efeitos negativos, com dois terços (67%) das crianças europeias com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos a admitirem que têm medo ou estão preocupadas em estar online. Desde brinquedos que podem ser hackeados, a assédios em plataformas de jogos como Minecraft, não é surpresa nenhuma que as crianças comecem a ter medo do que podem encontrar online. Mas o que pode ser feito para reconstruir a sua confiança? A Kaspersky Lab apoia o Dia da Internet Segura 2017 para fazer face a este problema.

De acordo com as pesquisas elaboradas, quase um terço (29%) das crianças tem medo que um desconhecido as possa intimidar; 23% tem medo de que um desconhecido lhes peça para fazer algo com o qual não estão confortáveis; 22% receia que um desconhecido lhes peça para fazer alguma coisa ilegal; e 21% teme que pessoas desconhecidas consigam aceder a informações que colocaram online mesmo depois de as terem apagado.

A juntar a isso, as crianças questionadas têm consciência de que as suas próprias atividades online lhes podem causar problemas com os seus colegas, com um em cada quatro (41%) a admitir arrependimento relativamente a publicações que possam ter afetado amigos ou outras pessoas.

“As vantagens de as crianças estarem online e conectadas são muitas. Por isso, é fácil esquecermo-nos de que crianças e jovens são por si só vulneráveis e que se podem expor a perigos, tendo ou não consciência disso, na utilização da Internet e dispositivos conectados“, afirma Alfonso Ramirez, Diretor Geral da Kaspersky Lab Iberia. “O tema deste ano para o Dia da Internet Segura é ‘unidos por uma Internet melhor’. A preocupação com a segurança é um dever que tem de ser partilhado por indústria, governo, professores e pais, para atenuar os riscos e fornecer às crianças um ambiente online seguro onde possam trabalhar, descansar e brincar.”

A Kaspersky Lab recomenda que pais, professores e a própria indústria trabalhem em conjunto para criar um ambiente seguro para as crianças, para que estas possam aprender e explorar online, de forma a não terem medo ou estarem preocupadas quando ligadas à Internet.

Em baixo os principais conselhos da Kaspersky Lab para garantir a segurança online das crianças:

  1. Falar com eles sobre possíveis perigos – Os pais podem sentir que falar com os filhos sobre perigos online é demasiado repetitivo. No entanto, pode ajudar a lembrar que os mesmos perigos e conselhos aplicados aquando da utilização da Internet se aplicam no mundo real;
  2. Encorajá-los a falar sobre as suas experiências online e, em particular, sobre qualquer coisa que os faça sentir desconfortáveis ou ameaçados;
  3. Definir regras claras sobre o que podem e não podem fazer online e explicar o porquê das mesmas terem sido impostas. Estas devem ser revistas à medida que a criança cresce.
  4. Utilizar um Software de Controlo Parental para estabelecer um âmbito do que é aceitável – quanto tempo (e quando) podem estar online, que conteúdos devem ser bloqueados, que tipo de atividades devem ser bloqueadas (chat rooms, fóruns, etc.). Os filtros do Controlo Parental podem ser configurados para diferentes perfis de um computador, permitindo que haja uma personalização dos mesmos para diferentes crianças.
  5. Não esquecer de utilizar as configurações fornecidas pelo seu ISP, fabricante do dispositivo e fornecedor da rede do seu telemóvel. Por exemplo, a maioria dos telemóveis permite prevenir compras in-app, para que evite compras quando a criança está a jogar;
  6. Proteger o computador através da utilização de um Software de Segurança na Internet – Os melhores produtos de Segurança na Internet incluem agora um módulo de controlo parental que permite que os pais coloquem uma barreira protetora em torno das crianças – reduzindo os riscos a que estas estão expostas online.
  7. Não esquecer os smartphones ou tablets – que são dispositivos sofisticados. A maioria dos dispositivos móveis vem com controlos parentais, e os fornecedores de softwares de segurança podem oferecer aplicações para filtrar conteúdos inapropriados, etc.
  8. Utilize os ótimos conselhos disponíveis na Internet – por exemplo o site do Dia da Internet Segura (http://www.saferinternet.org/safer-internet-day).

Este questionário foi desenvolvido pela Opinion Matters e pedido pela Kaspersky Lab tendo sido realizado com 5.000 crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos na Alemanha, França, Espanha, Itália e Benelux num período de 10 dias.

 

 

Oficina Gratuita de “Máscaras de Carnaval” | Atmosfera m Lisboa e Porto 25 de fevereiro

Fevereiro 23, 2017 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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OFICINA GRATUITA | MÁSCARAS DE CARNAVAL

Este sábado, todas as crianças, entre os 6 e os 12 anos, estão convidadas a participarem na oficina “Máscaras de Carnaval”, nos espaços Atmosfera m em #Lisboa e no #Porto.

Inscrições: Lisboa Início:14h30 atmosferam.lisboa@montepio.pt

Porto Inísio:14h45 atmosferam.porto@montepio.pt

Encontro Nacional de GAAF – 4 de maio em Lisboa

Fevereiro 23, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição até dia 20 de abril

O Instituto de Apoio à Criança (IAC) tem por objetivo principal contribuir para o desenvolvimento integral da criança, na defesa e promoção dos seus direitos, sendo a criança encarada na sua globalidade como sujeito de direitos na família, na escola, na saúde, na segurança social e justiça.

Em 1998, o IAC criou os Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF) que, sendo um projeto de mediação escolar, pressupõem a existência de uma equipa multidisciplinar. Estes gabinetes surgiram com a principal diretriz de intervir a um nível direto junto das crianças, famílias e comunidade escolar, promovendo um ambiente mais humanizado e facilitador da integração social.

Sendo uma preocupação da Mediação Escolar oferecer aos seus parceiros formação variada, vimos convidar para mais um Encontro Nacional de GAAF, que irá decorrer no dia 4 de Maio de 2017, em Lisboa.

A inscrição deverá ser enviada para o seguinte e-mail: secretariado.alhsac@iacrianca.pt

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Irmão mais velho ou mais novo: quem é o mais inteligente?

Fevereiro 23, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com de 8 de fevereiro de 2017.

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Os primogénitos têm mais hipóteses de ter êxito na vida. Até agora existiam estudos que diziam que ser o primeiro a nascer se traduzia a um maior nível de estudos e maiores salários. Um fenómeno conhecido como “efeito da ordem no nascimento”: quanto maior é a diferença de anos de uns irmãos para os outros, mais vantagens terá o mais velho.

Mas agora aparece uma explicação ao nível cognitivo. Um estudo agora revelado analisou o comportamento de 5 mil crianças dos Estados Unidos e concluí que as diferenças podem começar antes dos três anos de idade.

Em termos biológicos não parece haver vantagens: o mais novo costuma nascer com mais peso e com mais saúde. A nível de apoio emocional, ao que tudo indica, aos mais novos é dada mais atenção. Mas o que muda então são os estímulos cognitivos: a leitura de histórias, a música, as visitas aos museus, as idas ao cinema e até a realização de trabalhos manuais, parecem ocorrer com mais frequência com os primeiros filhos. Ou seja, os mais novos serão menos estimulados e acabam por ter rendimentos académicos piores.

Este estudo foi publicado no Journal of Human Resources

 

 

Crianças portuguesas dominam televisão e tablet

Fevereiro 23, 2017 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.cmjornal.pt/ de 16 de fevereiro de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Crescendo entre Ecrãs. Usos de meios eletrónicos por crianças (3-8 anos)

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15% das crianças entre os três e os oito anos vê reality shows com os pais.

Por Hugo Real

As crianças portuguesas entre os “três e os oito anos são nativos digitais, vivem em lares digitais, têm pais digitais e 94 % vê televisão todos os dias. O televisor e o tablet funcionam muitas vezes como babysitter ou instrumento apaziguador”. Esta é uma das principais conclusões do estudo ‘Crescendo entre Ecrãs. Usos de meios eletrónicos por crianças (3-8 anos)’, um trabalho desenvolvido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social em parceria a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que já está disponível online.

De acordo com o estudo, “as famílias de condição escolar mais baixa têm mais aparelhos digitais em casa e consomem mais conteúdos da televisão generalista”. Já as crianças de famílias de um “estrato socioeconómico mais elevado são as que mais usam a internet”. O inquérito mostra ainda que o televisor está presente em 99% dos lares, sendo seguido pelo telemóvel (92%), o computador portátil (70%) e o tablet (em 68%). “Estes equipamentos estão nos espaços comuns da casa, ao alcance das crianças e, em alguns casos, até lhes pertencem. As crianças apropriam-se dos dispositivos comuns e conseguem manuseá-los com facilidade”, refere a investigação coordenada pela professora Cristina Ponte.

De acordo com o estudo, 94% das crianças vê, diariamente, 1h41 minutos de televisão, sendo que este valor que sobe ao fim de semana. Desenhos animados e programas infantis são os conteúdos favoritos e para a família. Em termos de canais, o Panda é visto diariamente por 75% das crianças, enquanto que os canais Disney chegam a 56%. “O consumo de canais generalistas é superior em crianças integradas em famílias com menor escolaridade”, acrescenta o documento.

O trabalho indica ainda que 79% das crianças vê televisão com acompanhamento parental, “o que significa que 21% das crianças vê televisão sozinha”. “Os pais declaram ver frequentemente com a criança desenhos animados e programas infantis, mas também visionam com os filhos outros conteúdos, como telenovelas, descoberta de talentos, concursos, noticiários… e até reality shows (15%)”.

Segundo a investigação, os tablets são vistos pelos pais como “um dispositivo adequado para as crianças” e estas fazem uso destes equipamentos em “dois terços dos lares onde há este dispositivo, com ou sem a tutela dos pais e irmãos mais velhos”, sendo que 63% tem mesmo o seu próprio equipamento. De resto, os tablets e smartphones são mesmo “usados para acalmar ou distrair a criança durante as refeições ou para premiar o bom comportamento ou desempenho escolar”. É de registar ainda que “18% das crianças destas idades têm um telemóvel para uso pessoal (metade dos quais smartphones)”.

O inquérito revela também que 38% destas “crianças acedem à internet, sendo o tablet o dispositivo mais usado para este fim (63%)”.

 

 

 

 

Educação parental severa pode levar a maus resultados escolares

Fevereiro 23, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt de 8 de fevereiro de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Gender Differences in the Developmental Cascade From Harsh Parenting to Educational Attainment: An Evolutionary Perspective

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Estudo definiu como parentalidade severa gritar, bater ou outro tipo de comportamento coercivo, além de ameaças físicas e verbais como forma de punição

As crianças sujeitas a uma educação parental rígida correm maior risco de ter fraco aproveitamento escolar, revela um estudo, segundo o qual a educação parental tem um papel importante na formação do comportamento ou nas relações com os colegas.

O estudo, publicado hoje na revista ‘Child Development’, foi realizado por investigadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, e procurou determinar a relação entre o tipo de educação por parte dos pais e os efeitos nas crianças e jovens ao nível escolar ou comportamental.

De acordo com os investigadores, tanto os efeitos diretos como indiretos do tipo de educação que os pais dão aos filhos têm um papel importante no momento de moldar o comportamento das crianças e jovens, bem como a sua relação com os colegas.

O estudo mostrou que uma educação parental severa está relacionada com piores resultados na escola “através de um conjunto de complexos processos em cascata que enfatizam comportamentos atuais à custa de objetivos educacionais futuros”.

Os investigadores descobriram que os alunos do sétimo ano, cujos pais eram severos, tinham maior risco de no nono ano dizer que o seu grupo de amigos era mais importante do que outras responsabilidades, incluindo cumprir as regras dos pais.

Por outro lado, isto levou a que se envolvessem em comportamentos de maior risco no 11.º ano, incluindo relações sexuais precoces nas raparigas e aumento da delinquência (bater, roubar) nos rapazes.

Esses comportamentos, por sua vez, levaram a um baixo rendimento escolar (avaliado por anos de escolaridade cumpridos) três anos depois do fim do ensino secundário, o que mostra que os jovens cujos pais eram mais severos, eram mais propensos a abandonar a escola ou a faculdade.

“A educação parental influenciou os resultados educacionais mesmo depois de ter em conta a origem socioeconómica, os resultados dos testes, a média dos resultados escolares e os valores educacionais”, lê-se no estudo.

Acrescenta que os jovens cujas necessidades não são asseguradas pelas primeiras figuras de referência, os pais, vão procurar reconhecimento junto dos pares.

“Acreditamos que o nosso estudo é o primeiro a usar as histórias de vida das crianças como uma estrutura para analisar o modo como a parentalidade afeta os resultados educacionais das crianças através de relacionamentos com os colegas, comportamento sexual e delinquência”, defendeu o coordenador do estudo, Rochelle Hentges.

A investigação definiu como parentalidade severa gritar, bater ou outro tipo de comportamento coercivo, além de ameaças físicas e verbais como forma de punição.

No estudo participaram 1.482 alunos, seguidos ao longo de nove anos, começando no sétimo ano de escolaridade e terminando três anos depois da data prevista para o fim do secundário. No final do estudo, mantinham-se 1.060 alunos.

No global, o grupo incluía alunos de várias origens raciais, socioeconómicas e geográficas, tendo sido pedido aos participantes para darem conta do uso de agressões físicas e verbais por parte dos pais, bem como definirem de que forma interagiam com os colegas na escola ou falarem sobre delinquência ou comportamentos sexuais.

Marcadores de excesso de confiança com os colegas incluem, por exemplo, optar por passar tempo com os amigos em vez de fazer os trabalhos da escola ou acreditar que é correto quebrar regras para manter os amigos.

Os investigadores salientam que as conclusões do estudo têm implicações nos programas de prevenção e intervenção destinados a aumentar o envolvimento dos alunos na escola e aumentar as taxas de sucesso escolar, tendo em conta que, como as crianças expostas a uma educação parental mais severa são suscetíveis de terem resultados escolares piores, poderiam ser alvo de uma intervenção.

mais informações no link:

https://www.eurekalert.org/pub_releases/2017-02/sfri-hpp020117.php

80 anos separam as histórias destes dois refugiados – eles têm mais em comum do que imagina – UNICEF

Fevereiro 22, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef_-_novo_video_refugiados_2017_02_03.pdf

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