Crianças vacinadas contra a gripe para proteger adultos

Maio 15, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 1 de maio de 2018.

A gripe chega todos os anos e o problema é sempre o mesmo: quem mais sofre com a doença é quem menos se vacina: grávidas, doentes crónicos e idosos. Para mudar o diagnóstico, peritos internacionais estão a seguir outra estratégia. Vacinam as crianças, os transmissores do vírus, para que os adultos não adoeçam.

Na dianteira da imunização infantil para travar as epidemias de gripe está o modelo que tem sido uma referência para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), a prestação assistencial no Reino Unido. Todas as crianças britânicas dos dois aos oito anos são protegidas. As doses contra a gripe são dadas anualmente nos cuidados primários e nas escolas, sem injeção. Para facilitar a adesão, a administração é intranasal, feita com um spray. As primeiras vacinas foram administradas num projeto piloto entre 2012 e 2013 e os resultados obtidos levaram os responsáveis a avançar para um programa universal. Isto é, nenhuma criança fica de fora. A estratégia permitiu reduzir em 59% as consultas com o médico de família, 21% os episódios de urgência por crises respiratórias, 34% as hospitalizações e 46% os internamentos em cuidados intensivos na população adulta só em 2015.

“Os doentes crónicos têm 11 vezes mais probabilidade de morrer devido a complicações de gripe do que a população saudável e mesmo assim não se vacinam. Temos taxas de cobertura reduzidas — abaixo dos 60% na população doente e pouco mais de 70% acima dos 65 anos — e decidimos atuar entre quem propaga a doença, as crianças”, explica um dos mentores e responsáveis pelo programa, David Salisbury. Os resultados também já inspiraram outros países, caso da Finlândia, EUA ou alguns zonas de Itália.

Em Portugal, a estratégia tem sido debatida, até porque a cobertura vacinal contra a gripe nos grupos de risco é próxima da do Reino Unido. No segmento de maior sucesso, entre os idosos, a taxa não vai muito além dos 65%. No geral, os peritos portugueses têm uma opinião positiva sobre a imunização das crianças para proteção dos adultos, embora defendam a máxima prudência na transposição do modelo britânico, desde logo na imunização de todas as crianças.

O SNS há muito que faz imunização infantil contra a gripe, contudo apenas em casos particulares, como quadros graves de diabetes ou asma, por exemplo. “A ideia de fazer uma vacinação indireta existe há muito anos mas implica mudar mentalidades, e em Portugal houve algum receio em avançar”, explica Maria João Brito, antiga infecciologista da Sociedade Portuguesa de Pediatria e responsável pela Unidade de Infecciologia Pediátrica do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

A especialista acredita, ainda assim, que o momento de mudar está próximo: “Temos experiências, como a vacinação de grávidas contra a tosse convulsa nos recém-nascidos, de que a população está aberta ao modelo, embora o nosso seja muito bom.” E é em nome desse sucesso que o Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos defende que o atual programa “deva manter-se como prática até que estudos sólidos mostrem que se pode obter igual resultado com um plano mais simples e eficaz”, diz o presidente, Jorge Amil Dias.

O pediatra Mário Cordeiro defende também um avanço cauteloso. “Não podemos dizer que se aplicaria da mesma forma, mas todas as hipóteses de incrementar a vacinação têm de ser consideradas porque são o método mais eficiente e eficaz de prevenção em saúde pública. David Salisbury é uma das maiores autoridades mundiais em vacinas — apoiou-nos nos anos 90 quando parecia insolúvel a epidemia de papeira — e o Reino Unido foi sempre líder na vacinação.”

Por esclarecer, há vários aspetos. Ana Paula Rodrigues, do Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge, esclarece que “tem sido debatido o efeito das sucessivas exposições aos vírus, por infeção ou vacinação, a que cada indivíduo é sujeito ao longo da vida na sua capacidade de resposta”.

E há a dúvida dos pais sobre o número limite de vacinas. Não há, garante Filipe Froes, da Comissão Técnica Nacional de Vacinação. “As crianças beneficiam da estimulação antigénica para o desenvolvimento e maturação do sistema imunitário e as vacinas são um dos maiores avanços civilizacionais. O que provoca efeitos adversos, sequelas permanentes e, nalguns casos, a morte são as doenças prevenidas por vacinação.”

A diretora-geral da Saúde não se compromete, para já. “Todos os anos avaliamos a questão das crianças mas ainda temos dúvidas sobre os efeitos colaterais ou o ecossistema do vírus. Mas não quer dizer que não venhamos a avançar”, admite Graça Freitas.

 

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Confirma-se a suspeita: antibióticos destroem defesas das crianças

Fevereiro 26, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 8 de fevereiro de 2017.

pedro-granadeiro

Um estudo sugere que o uso de antibióticos na infância pode danificar o sistema imunitário.

O uso abusivo de antibióticos na infância pode estragar permanentemente o sistema imunitário devido aos efeitos que tem nas bactérias que existem naturalmente nos intestinos, defendem os autores de um estudo publicado esta quarta-feira.

“Está na altura de questionar práticas estabelecidas há décadas, quando ainda não sabíamos tanto”, afirmou o neonatologista Hitesh Deshmukh, autor do estudo publicado na revista Science Transnational Medicine, em que se estudou os efeitos do uso de antibióticos em ratos jovens.

Os cientistas do hospital pediátrico de Cincinnati, nos Estados Unidos, concluíram que os antibióticos que servem para proteger das infeções prejudicam o desenvolvimento das bactérias comensais (úteis ao organismo), que vivem no intestino, tornando os ratinhos mais vulneráveis a pneumonias e, a longo prazo, causam danos no sistema imunitário.

Em quase todos os nascimentos por cesariana nos Estados Unidos são dados antibióticos às mães antes do parto para prevenir as mortais infeções por estreptococos, e 30 por cento dos recém-nascidos também recebem antibióticos preventivamente, sem que haja qualquer infeção confirmada.

“Para prevenir uma infeção numa criança, estamos a expor 200 aos efeitos indesejados dos antibióticos”, afirmou Deshmukh, que defende “uma abordagem mais equilibrada”.

Uma vez no corpo, os antibióticos combatem todas as bactérias, mesmo as comensais, que existem no sistema digestivo, e que contribuem para a formação do sistema imunitário.

Em reação à presença destas bactérias, o corpo produz células imunitárias que vão agir especificamente sobre os pulmões. Quando se afeta a população de bactérias comensais, as defesas dos pulmões sofrem.

Se se usassem antibióticos de forma mais limitada, as crianças teriam tempo de repor as suas bactérias comensais, mas mesmo assim demoraria meses, mesmo durante o período em que bebés desenvolvem o seu sistema imunitário.

Mas os cientistas salientam que há maneiras de restabelecer o equilíbrio e as defesas dos pulmões.

O uso excessivo de antibióticos poderá explicar por que razão algumas pessoas têm asma e outras doenças respiratórias apesar de não terem qualquer risco genético, argumentam.

 

 

Como reforçar o sistema imunitário das crianças?

Outubro 7, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo da Pais & Filhos de 18 de Setembro de 2013.

Pais & Filhos

O sistema imunitário é seguramente um dos mais complexos do organismo. E também um dos mais preciosos, já que é graças a um sistema imunitário «forte» que nos protegemos das infeções. O melhor ponto de partida para assegurarmos o seu bom funcionamento é através da alimentação. Sobretudo quando as crianças frequentam a escola, há sempre uma série de bactérias e de germes a circular pelas salas e corredores. Um sistema imunitário precisa, assim, de estar em «boa forma» para proteger as crianças destes «bichos».

O zinco e o selénio

Ambos são fundamentais para o desenvolvimento do sistema imunitário como um todo. As crianças que sofrem regularmente de constipações, tosse e outras infeções, ou aquelas que têm dificuldades na cicatrização de cortes e no desaparecimento de equimoses podem possuir uma carência de zinco. Se é o seu caso, verifique se o seu filho consome diariamente alimento ricos neste mineral. O zinco encontra-se em todas as carnes e aves, na gema dos ovos, nas sardinhas e no atum, no peixe oleaginoso e no marisco, na aveia, centeio, trigo mourisco e arroz integral, bem como nas nozes, amêndoas e sementes de girassol.

Já o selénio, necessário em doses mais reduzidas, não deixa de ser menos importante. Atuando em conjunto com a vitamina E, protege o organismo de bactérias e vírus e neutraliza as toxinas. Uma das formas mais evidentes de detetar uma carência em selénio é a frequência das infeções respiratórias. Marisco, sementes de sésamo, castanhas e gérmen de trigo são excelentes fontes de selénio.

Vitaminas A, C e E

Este é um trio fantástico para proteger o organismo de toda a espécie de «inimigos». A vitamina A pode encontrar-se sob duas formas: animal (retinol) e vegetal (beta-caroteno). As duas são importantes para as crianças, embora a forma animal seja absorvida mais facilmente. As melhores fontes animais são a gema de ovo, os lacticínios e o peixe oleaginoso, como as sardinhas. Quanto às fontes vegetais, encontramos beta-caroteno nas cenouras, na batata doce, nos pimentos cor de laranja, no tomate, nos pêssegos, nas papaias e em todos os vegetais de folha verde.

Quanto à vitamina C, o ideal é ir buscá-la aos citrinos, aos quiwis e às bagas vernelhas, aos bróculos e às couves.

Finalmente, a vitamina E pode ser encontrada nos ácidos gordos essenciais do peixe oleaginoso, nas sementes e respetivos óleos.

A sua principal função é proteger todas as células do corpo humano de lesões provocadas pela oxidação e manter uma pele macia e saudável.

Ferro

O sistema imunitário também precisa de ferro, já que é (também) graças ao ferro que se dá a produção de glóbulos brancos e de glóbulos vermelhos – necessários para transportar o oxigénio e os nutrientes através da corrente sanguínea. Todas as crianças que têm tendência para anemias, devem reforçar as doses de ferro, vitamina B12 e ácido fólico, (em especial as crianças vegetarianas).

Os principais sintomas de uma anemia são: fadiga constante, fraqueza física, pele pálida (particularmente a pele do rosto), interior da pálpebra inferior muito pálido, choro frequente, maior sensibilidade ao frio, memória fraca, constipações e infeções frequentes.

Está mais do que provado que aquilo que comemos é fundamental não apenas para o nosso corpo, mas também para o nosso cérebro. Assim, não é de estranhar que o sucesso escolar passe, entre outras coisas, por aquilo que as crianças comem.

 

Os seis nutrientes fundamentais

– Glicose

É o «combustível» do cérebro, ou seja, a «energia» que o faz pensar, raciocinar, resolver problemas. No entanto, não basta encher o depósito pela manhã – com um «grande» pequeno-almoço – e esperar que renda o dia inteiro. Pelo contrário, as reservas têm de ser repostas ao longo do dia, para que o cérebro não falhe, ou não comece a andar mais devagar.

Depois de um bom pequeno-almoço, é fundamental «cortar» a manhã com um reabastecimento de glicose. Os hidratos de carbono complexos cumprem bem essa função e pense que um pedaço de broa de milho dá uma energia muito mais potente do que um bolo cheio de creme e de gordura.

Passado o almoço, volta a ser necessário recarregar baterias, a meio da tarde. Para crianças que passam o dia inteiro na escola, estes «reabastecimentos» a meio da manhã e a meio da tarde são fundamentais e podem fazer toda a diferença em termos de rendimento intelectual.

– Ferro

Muito antes de as análises de sangue demonstrarem uma carência em ferro, já o cérebro a acusa. De facto, a falta de ferro provoca uma quebra de atenção e menor motivação para as tarefas intelectuais. A criança poder-se-á sentir mais fraca ou mesmo apática e com dores de cabeça.

Assim, e antes que os sinais se tornem visíveis, insira na dieta do seu filho atum, salmão, leguminosas e vegetais de folhas verdes. Em casos mais específicos, poderá ser necessário um suplemento.

– Ácido fólico

Cansaço, irritabilidade, falta de memória, apatia. No fundo, os sintomas de uma carência em ácido fólico são muito semelhantes aos sintomas de uma carência em ferro.

As fontes, no entanto, nem sempre coincidem. Para além dos alimentos referidos no ponto acima, dê ao seu filho bróculos, cenoura, abóbora, gema de ovo e laranjas. Todos eles são ricos em ácido fólico, essencial para a maturação dos glóbulos vermelhos e para o bom funcionamento do sistema nervoso.

– Vitaminas do grupo B

A tiamina, mais conhecida por vitamina B1, a niacina (vitamina B3) e a piridoxina (vitamina B6) desempenham um papel importante no que diz respeito ao rendimento intelectual, à concentração e á memória.

Se houver alguma carência, podem surgir alterações de personalidade, agressividade e até ligeiras depressões. Feijão, cereais integrais, aveia, verduras e hortaliças, leite, peixe, ovos, abacate, banana e melão. Todos eles contém vitaminas do grupo B.

– Vitamina A

Há várias provas da importância da vitamina A no bom funcionamento cerebral. A vitamina A existe em alimentos de origem animal, sob a forma de retinol, e nalguns de origem vegetal, sob a forma de betacaroteno. Queijo, manteiga, cenouras e espinafres são ricos em vitamina A.

– Zinco

O zinco faz parte da estrutura de comunicação entre as células e, quando existe uma carência, alteram-se os mecanismos de cognição.

 

Suplementos, sim ou não?

A questão dos suplementos não é pacífica. Para alguns, eles fazem sentido e são necessários em determinadas situações, para outros são perfeitamente dispensáveis, já que uma alimentação equilibrada fornece todos os nutrientes de que o organismo necessita. Porque cada caso é uma caso, nunca decida, por sua própria iniciativa, dar ao seu filhos suplementos do que quer que seja. Consulte sempre o pediatra da criança ou o médico de família. A ingestão de vitaminas e sais minerais deve obedecer a critérios próprios e com as doses ajustadas à situação concreta. Nem sempre o suplemento que o filho da amiga ou da vizinha está a tomar – e que lhe está a fazer tão bem! – é o mais indicado para o nosso filho. Até porque, algumas vitaminas, tomadas em excesso, podem ter efeitos tóxicos.

 

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Na fórmula mágica do leite materno há 700 espécies de bactérias

Janeiro 23, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de Janeiro de 2013.

O artigo citado na notícia é o seguinte:

The human milk microbiome changes over lactation and is shaped by maternal weight and mode of delivery

Nicolau Ferreira

Estudo em mães espanholas mostra que bactérias no leite são diferentes se as mulheres têm peso a mais ou fazem uma cesariana programada. Esta flora pode ser importante para o sistema imunitário do bebé.

São centenas de milhões de anos de evolução que estão concentrados no primeiro alimento de qualquer mamífero. Agora, sabe-se que a complexidade do leite materno envolve mais um factor. Quando um bebé humano bebe pela primeira vez o colostro, o leite que a mãe produz logo a seguir ao parto, está a levar à boca mais de 700 espécies diferentes de bactérias que vão definir para sempre a flora do seu tubo digestivo, revela um estudo publicado recentemente na revista American Journal of Clinical Nutrition.

O leite é um alimento que está adaptado às espécies. Nos cangurus, onde o desenvolvimento fora da placenta começa mais cedo, a composição do leite vai-se transformando à medida que a cria, na bolsa da mãe, cresce e desenvolve ora o cérebro, ora as unhas e o pêlo. E quando duas mamas são usadas por cangurus com idades diferentes, o leite de cada uma é adequado a cada um deles.

Nos países em desenvolvimento, nos primeiros seis meses de vida de um bebé, a amamentação aumenta seis vezes a hipótese de sobrevivência e evita a diarreia e infecções pulmonares. “O leite materno dá os nutrientes, as vitaminas e os minerais necessários a uma criança nos primeiros seis meses e ainda anticorpos da mãe que ajudam a combater doenças”, lê-se no site da UNICEF.

Só há pouco tempo se descobriu que há bactérias no leite materno, mas as suas características continuam a surpreender. Uma equipa espanhola analisou agora, em três momentos distintos, as bactérias do leite que 18 mulheres produziram depois de terem filhos: à nascença, um mês e seis meses depois. As técnicas moleculares permitiram identificar as bactérias presentes em maior e em menor quantidade.

A equipa descobriu que o colostro tem mais de 700 espécies diferentes e é dominado por bactérias ácido-lácticas do género da Weisella e da Leuconostoce por outras como os StaphylococcusStreptococcus e Lactococcus. Ao fim de um mês e seis meses, o que passa a dominar são géneros típicos da cavidade oral: VeillonellaLeptotrichia e Provetella.

Mas que função terão? “Talvez as bactérias do leite materno sejam estimuladores imunitários para reconhecer bactérias específicas e para lutarem contra outras”, responderam ao PÚBLICO, por email, Alex Mira e María Carmen Collado, dois dos autores do artigo que pertencem, respectivamente, ao Instituto de Agroquímica e Tecnologia do Alimento, do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, e ao Centro Superior de Investigação em Saúde Pública, em Valência. “Se isto for verdade, o sistema imunitário materno pode regular as bactérias a que o bebé é exposto de uma forma atempada e a falta desta modulação pode ter consequências importantes no desenvolvimento da flora microbiana da criança e na maturação do seu sistema imunitário.”

Via interna de transmissão

Quando os investigadores compararam as bactérias do leite em mulheres com um peso normal e obesas notaram uma diferença importante na composição. As bactérias do leite das mulheres obesas eram menos diversas. Esta mudança pode ser um “mecanismo adicional que explica o maior risco de obesidade dos filhos de mães obesas”, lê-se no artigo.

Outra surpresa foi a composição bacteriana do leite das mães que fizeram uma cesariana programada, em relação a mães que tiveram um parto natural ou que, durante o parto, foram obrigadas a fazer uma cesariana. As bactérias no leite eram diferentes e menos diversas. “Isto poderá ter consequências nas alergias, na asma e noutras doenças influenciadas por uma resposta imunitária deficiente”, dizem os dois autores.

Ainda ninguém sabe ao certo como é que as bactérias aparecem no leite. A equipa analisou a composição bacteriana da pele das mães e dos bebés, do sistema digestivo das mães, da flora vaginal, mas a composição do leite é única. Supõe-se que seja por uma via interna, controlada pelo sistema imunitário, que bactérias específicas do tubo digestivo chegam ao leite. Esta transmissão pode ser influenciada pelo stress fisiológico e pela descarga hormonal do parto, já que nas cesarianas não programadas a composição bacteriana do leite da mãe é semelhante à do leite de mulheres que tiveram parto natural.


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