Os miúdos estão “mais altos, mais gordos e mais dependentes”

Novembro 21, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 14 de novembro de 2018.

Projecto Geração 21 acompanha mais de oito mil crianças desde o dia em que nasceram. Hoje, os miúdos têm entre 12 e 13 anos. A adolescência está a bater-lhes à porta e eles enfrentam uma nova fase de avaliações, medições e perguntas dos investigadores. Todos beneficiamos com as respostas.

Andrea Cunha Freitas

É um dos maiores estudos longitudinais da Europa e o único deste tipo alguma vez realizado em Portugal. Tudo começou em 2005 com 8600 recém-nascidos nas maternidades públicas da área metropolitana do Porto. Os bebés cresceram, acompanhados por uma equipa de curiosos especialistas que os foi medindo, avaliando e questionando. Agora, chegou a adolescência. O projecto de investigação Geração 21 entrou na sétima fase de avaliações que vai decorrer até Janeiro de 2020. Alexandra, Diogo e Carlos são apenas três exemplos de um imenso grupo de miúdos que produz conhecimento indispensável para conhecer o presente e projectar o futuro da saúde em Portugal.

Este projecto de investigação é uma espécie de poço sem fundo, que se enche de conhecimento que se vai acumulando ano após ano. A Geração 21 já inspirou mais de uma centena de publicações em revistas científicas e “uma dúzia” de teses de doutoramento. A lista de novo saber é longa. Com este trabalho já ficámos a saber que, aos quatro anos, mais de 90% das crianças já consome sal a mais, que a probabilidade de uma cesariana também depende do hospital escolhido, que as mulheres engordam nos quatro anos após o parto, que são as mães que mais castigam os filhos, que as crianças começam a consumir doces logo a partir dos 12 meses, que os filhos de mães fumadoras têm risco de tensão arterial alta logo aos quatro anos… e muito mais. A nova etapa deste projecto começou a 13 de Agosto deste ano com a sétima avaliação dos participantes que acabaram de chegar à interessante fase da adolescência. No início eram mais de oito mil (4430 rapazes e 4217 raparigas) e agora, com algumas desistências pelo caminho, o grupo terá cerca de 7500 crianças.

É cedo para conclusões sobre esta fase quando a análise ainda vai no início. Mas, Henrique Barros, que coordena este projecto dos investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, vai abrindo a caixa de surpresas. Por esta altura, já se pode dizer que “as crianças portuguesas estão mais altas, mais gordas, mais informadas, mas também mais dependentes”. Dependentes de quê? Dos pais. Não será uma grande novidade, apenas uma confirmação do que vemos à nossa volta. Henrique Barros reforça a última informação com alguns exemplos. Muitos destes miúdos, agora com 12 ou 13 anos, ainda não vão sequer sozinhos de casa para a escola. O caminho faz-se de carro com os pais, mesmo quando a distância é curta. “E às vezes os pais andam a correr de um lado para o outro para os levar de carro para uma actividade desportiva”, acrescenta o investigador acreditando que muitos nem sequer percebem a ironia desta situação.

Além do perfil geral que se pode arriscar fazer, Henrique Barros destaca outras conclusões deste estudo que abrange crianças que vivem nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Valongo e Gondomar. Fala, por exemplo, no mapa da obesidade, que elege Valongo como o concelho mais gordo e o Porto como o mais magro. “Sabemos agora que há concelhos mais magros e outros mais gordos e que, se fizermos uma análise mais cuidada ao nível das freguesias, é possível encontrar uma relação entre os chamados hotspots de obesidade e a proximidade de um McDonalds”, diz ao PÚBLICO.

Henrique Barros lembra ainda que este estudo também já demonstrou a grande influência de pequenos gestos do quotidiano da vida familiar. Como um pai contar uma história ao filho antes de dormir. Há um artigo científico que está à espera de publicação e que mostra que “os meninos cujos pais até aos quatro anos de idade lhes liam histórias antes de deitar têm evidência clara nos testes de cognição que vulgarmente chamamos ‘testes de inteligência’, pontuam mais alto”. E não tem a ver com a classe social, antecipa o investigador que assegura que a diferença que a história faz seria notada entre famílias do mesmo contexto social. “É plasticidade induzida pelo ambiente”, sublinha.

Em contraste com esta experiência positiva, Henrique Barros avisa que em breve será publicado um outro trabalho apoiado nos dados da geração 21 que mostra o impacto na “expressão do genoma daquilo que, a nível psicológico, chamamos de stress pós traumático”. “Nas crianças que ao longo da sua vida são sujeitas a formas de educação mais severa, mais violenta, isso não fica só – como se pensou durante muito tempo –, a moldar a sua forma de ser (as suas emoções e a forma como se relaciona com os outros), há marcadores biológicos dessa adversidade durante a infância.” A título de exemplo, Henrique Barros diz-nos que “as crianças que vivem em ambientes mais tensos têm marcadores de inflamação que não estão presentes nas crianças que têm uma vida mais tranquila”. Mais um aviso aos pais.

Sexo fica de fora

Com os milhares de dados que estão a ser recolhidos – aqui mede-se o peso, a altura e a pressão arterial e fazem-se exames para a bioimpedância (que indica a quantidade aproximada de músculo, osso e gordura), espirometria, avaliação do estado pubertário, pupilometria, um exame para avaliar o nível de hidratação da pele e colheitas de sangue –, foi preciso definir alguns alvos da atenção dos investigadores. Assim, desta vez, procuram-se as variáveis ligadas à obesidade, aos consumos de substâncias tóxicas como o tabaco ou o álcool, ao aparecimento da primeira menstruação e aos primeiros sinais de puberdade nos rapazes. Sobre estas manifestações, Henrique Barros adianta desde já que foi demonstrado que nos últimos 70 anos a menarca foi antecipada em um ano. A idade média actualmente está nos 12 anos, com implicações para a idade fértil e para doenças associadas a factores hormonais na idade adulta. Uma vez que sabemos que a genética demora mesmo muito tempo a mudar, a explicação poderá estar na exposição química com efeito na bioquímica hormonal, através dos chamados “disruptores endócrinos”, avança Henrique Barros. A alimentação poderá ser outros dos factores que está a mudar o nosso organismo e os seus timings, não tanto pelo que sabemos que estamos a comer (mais fruta ou menos legumes) mas pelo que não sabemos (contaminantes tóxicos “escondidos” nos alimentos).

Além disso, a Geração 21 também explora a saúde respiratória, as alergias e há novas linhas de investigação dedicadas, por exemplo, aos estuda da reacção à dor crónica em crianças. Espera-se, com esta avaliação, conhecer marcadores de risco que permitam prever o desenvolvimento de doenças na vida adulta ou a adopção de comportamentos que as venham a condicionar. Entre as muitas pontas soltas por onde pegar, há uma que, para já, está de fora. “Não fazemos perguntas sobre sexo. Seria constrangedor para os miúdos e para os pais”, considera o coordenador do projecto. “O objectivo é pensar na perspectiva da promoção da saúde – como viver mais e melhor desde muito cedo – e da prevenção das doenças, começando no período da infância, o que se reflecte, mais tarde, em ganhos de saúde ao longo da vida”, refere Henrique Barros.

“Sou muito criança ainda”

Uma das crianças que estão a ser avaliadas no Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto no dia que o PÚBLICO visitou o projecto é Alexandra Moreira. Por uma incrível coincidência, falámos com ela em 2012 quando tinha sete anos. A menina com um penteado de Pipi das Meias Altas cresceu. Hoje temos à nossa frente uma adolescente de cabelo comprido, sorriso tímido e faces coradas. Se há uns anos nos confessava que gostava de brincar, agora admite que o telemóvel ocupa grande parte do seu tempo livre com o Instagram e vídeos de youtubers. Com sete anos tinha o peso certo, apesar de ter tido de fazer dieta em pequenina. Agora, diz-nos que o seu prato favorito é massa com carne picada, admite que gosta de doces, come chicletes todos os dias e, muitas vezes, adia o pequeno-almoço para o meio da manhã altura em que “ataca” um croissant com queijo.

A mãe, Patrícia Moreira, não esconde o orgulho com a filha “carinhosa e bem-educada”, apenas lamenta a distracção de Alexandra que aos “sete ou oito anos” foi diagnosticada com défice de atenção e, desde essa altura, está medicada. Se pedimos a Alexandra Moreira uma espécie de auto-avaliação: responde-nos que a sua melhor qualidade será a simpatia e o pior defeito é ser ciumenta. Na escola tudo vai correndo normalmente. É uma aluna de notas médias, diz a mãe. Educação Física é a disciplina preferida e a que menos gosta é Matemática.

Diogo Lopes também empurra a Matemática para o fim da lista das preferências de disciplinas (encabeçada pelas Ciências), mas rapidamente percebemos que é um “menos gosto” relativo. É aluno de “quadro de honra”, conta-nos sem um pingo de vaidade. Com olhos de avelã cercados por umas enormes e espessas pestanas negras, Diogo convence-nos. “Não me sinto adolescente. Sou muito criança ainda. Brinco muito. Ainda sou um bocado o palhaço da turma. Acho que temos de aproveitar a vida. Estar bem-dispostos”. A mãe, Marta Lopes, fala com tranquilidade do seu “bom menino, bom aluno, extremamente sorridente e bem-disposto” e confirma que “ele ainda não deu o salto” para a adolescência. Não responde torto, é muito sossegado, ajuda os pais e estuda antes de pegar no telemóvel que tem desde o 5º ano. O único medo de Marta é o medo de todas as mães: que um dia, por qualquer motivo, o seu menino se perca. E o único excesso de Diogo parece ser a alimentação. “Gosta de fast food. Se eu deixasse era a loucura. Fruta sim, mas por imposição.

E os pais?

As duas mães, Marta Lopes e Patrícia Moreira, compareceram a todas as chamadas do projecto Geração 21 (as avaliações foram aos 6, 15 e 24 meses e aos 4, 7 e 10 anos) e asseguram que não pretendem desistir. Dizem que é um acompanhamento especial e garantem que já aprenderam algumas lições importantes com esta vigilância e rastreio que acrescenta muito ao que fazem de rotina. Henrique Barros confessa-se impressionado e agradecido pela disponibilidade destas famílias. “Aos pais dos participantes da Geração 21, temos que, em primeiro lugar, agradecer o empenho continuado e exemplar ao longo destes anos. As manifestações de interesse, os comentários e críticas. Sobretudo o ajudarem a sociedade a perceber que estão a fazer parte de qualquer coisa maior em saúde e em ciência”, sublinha. Sobre os mais novos, o coordenador do projecto revela que chegaram a uma conclusão inesperada. “Pensávamos que o que eles gostariam mais de fazer aqui seriam jogos, testes no computador, uma espécie de WebSummit. Mas não. O que eles disseram que mais gostavam era de encontrar pessoas com quem pudessem falar.

Henrique Barros nota ainda que nalguns casos o benefício foi além do bem comum. “Temos a obrigação de encontrar uma solução se por algum motivo detectarmos um problema de saúde. Por exemplo, temos uma família em que foi detectada uma leucemia na criança e a família diz-nos que faz duas visitas regulares, aqui e a Fátima”, conta. No caso de Diogo Lopes, por exemplo, não houve nenhuma doença detectada mas em determinada altura o projecto alertou a mãe. “A nível da alimentação percebi que estava a cometer alguns erros e corrigi”, diz.

Além das vantagens do conhecimento adquirido sobre os seus filhos e as crianças em geral, as mães também beneficiam directamente deste projecto. Também as mães da Geração 21 são seguidas, com questionários, análises e medições. Aliás, ao lado, na sala de espera onde o PÚBLICO conversa com Marta Lopes, uma outra mãe não resiste a fazer um comentário. “Faltam os pais. O pai do Carlos já perguntou várias vezes porque não vem também ele fazer exames. Também queria participar”, diz Ivone Carneiro que espera que o filho, Carlos Eduardo, regresse de um dos gabinetes onde está a fazer uma recolha de amostra de sangue.

 

 

Regras para as ementas escolares são minuciosas e “obrigatórias”

Outubro 24, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de setembro de 2018.

Circular foi publicada no dia 18 de Agosto e impõe recurso a sal iodado, pão de mistura, três variedades de fruta e uma alternância diária entre carne e peixe.

Natália Faria

Os pratos de carne devem alterar diariamente com os de pescado na ementa escolar e os ovos devem ser servidos no mínimo duas vezes por mês. O sal tem de ser iodado e o pão de mistura. Estas são apenas algumas das regras contidas na circular Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares que a Direcção-Geral da Educação (DGE) publicou, dia 18 de Agosto, e de onde constam 40 propostas de refeições vegetarianas e 15 ementas mediterrânicas.

A circular é precisa. A fruta fresca é obrigatória e deve ser oferecida em três variedades diferentes, a salada deve poder ser regada com azeite virgem extra. Um croquete terá de ter um teor de carne igual ou superior a 50%. No caso dos hambúrgueres e das almôndegas, a percentagem de carne tem de ser igual ou superior a 80%.

Quanto à salsicharia, a circular admite-a nos pratos dos alunos mas como complemento a outras fontes proteicas de maior valor nutricional. “Infelizmente, há muitos miúdos que fazem 80 a 90% das suas refeições diárias na escola”, sublinhou Rui Matias Lima, da Direcção-Geral da Educação, para sublinhar a importância das refeições escolares e garantindo que “todas as escolas públicas ou que tem apoio do Estado” estão obrigadas a cumprir as normas”.

A realidade é diferente. Além da incapacidade de fiscalização do Estado apontada pelos nutricionistas, a aposta na literacia alimentar dos alunos não tem sido suficiente para os convencer a ingerir a comida que se lhes coloca no prato. Um estudo feito em 2010 apontava a existência de bolachas e biscoitos em 49,7% das merendas levadas de casa pelos alunos, apontou a nutricionista Margarida Liz, da Escola Superior de Biotecnologia.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares

 

Bicicleta e comida saudável fazem das crianças holandesas as menos obesas entre os países ricos

Agosto 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Menina anda de bicicleta entre os demais ciclistas de Amsterdã sem a supervisão dos pais (Foto: Mariana Timóteo da Costa/GloboNews)

Notícia e imagem do G1 Globo de 6 de julho de 2018.

Por Mariana Timóteo da Costa, GloboNews, Amsterdã, Haia e Roterdã

Só 7% das crianças holandesas de 11, 13 e 15 anos estão acima do peso; G1 publica série de reportagens sobre como a Holanda foi parar no topo dos países com as crianças mais felizes do mundo.

O percentual de crianças obesas na Holanda é o menor entre os países pesquisados pelo Unicef. Se nos EUA cerca de 30% das crianças de 11, 13 e 15 anos estão acima do peso, na Holanda o índice é 7%. Na França, outro país reconhecido pela alimentação saudável, o índice é 10%.

Apesar de o granulado de chocolate fazer parte de um lanche típico levado para as escolas, as crianças desde cedo fazem muito exercício porque andam para todo o canto de bicicleta. Além disso, iniciativas de prefeituras como a de Amsterdã vem reduzindo o consumo de açúcar e frituras nas escolas.

“Aos 6 anos já pedalava sozinha para a escola, aqui no bairro é tão tranquilo que nem precisamos de capacete, andamos sempre na ciclovia”, conta Ina Hutchison, hoje com 11, chegando de uma tarde no parque e no supermercado. “Vou sozinha, estaciono minha bike e faço as compras que minha mãe pediu.”

Desde quarta-feira (4), o G1 publica uma série de nove reportagens que investigam os fatores educacionais, econômicos e sociais por trás do sucesso holandês.

Mais bicicletas que pessoas

A Holanda tem 17 milhões de pessoas e 25 milhões de bicicletas. Ou seja, 1,3 bicicleta per capita. Na hora do rush em cidades grandes como Amsterdã, Roterdã e Haia, é comum ver mais bicicletas do que carros passando.

São mais de 35 mil quilômetros de ciclovias. Um holandês anda em média mil quilômetros por ano de bicicleta. E muitos desde cedo, como Ina Hutchison.

“A cultura da bicleta começa mesmo antes de as crianças aprenderem a andar, ou mesmo aprender a se movimentar com as pernas. Eu mesma só carrego ele aqui no bakfiet e ele adora”, diz a enóloga Agnes Demen, mãe de Jacob, de 1 ano.”

O bakfiet é uma estrutura de madeira que é colocada na bicicleta e usada para transportar crianças e compras de supermercado.

“É claro que o fato de as cidades serem planas e não termos problemas com segurança ajuda. Mas acho que é mais uma questão cultural mesmo. Aí a criança cresce e quer logo se deslocar de bicicleta”, acredita.

Agnes Demen transporta o filho Jacob na bakfiet, uma bicicleta adaptada para carregar crianças pequenas (Foto: Mariana Timóteo da Costa/GloboNews)

O granulado de chocolate levado de lanche, uma tradição holandesa, assim, não vira um vilão da alimentação.

Além do fato de as crianças fazerem muito exercício, prefeituras como a de Amsterdã iniciaram programas para estimular a alimentação saudável nas escolas. A Prefeitura parou de patrocinar eventos apoiados por marcas de fast-food e deu incentivo fiscais para escolas que, em suas lanchonetes, parassem de oferecer lanches processados ou com alto teor de açúcar.

O resultado foi uma redução de 12% do número de crianças obesas na cidade entre 2012 e 2015 – o que ocorreu especialmente no bairro de imigrantes.

“Aí foi um efeito cascata. Muitas escolas passaram a estimular apenas o consumo de água. Os pais começaram a mandar em vez de bolos para as festas de aniversário, frutas”, conta Leotien Peeters, da Fundação Bernard Van Leer, com sede na Holanda, dedicada à primeira infância, que advoca por mais saúde e bem-estar para crianças pequenas em vários países, incluindo no seu de origem.

Influência da nutrição na saúde

Uma das maiores cientistas da Holanda, Tessa Roseboom é professora de desenvolvimento infantil e saúde da Universidade de Amsterdã. Ela elogia as iniciativas da cidade ao perceber a influência da nutrição na saúde das crianças.

Autora de um estudo que provou que as doenças são influenciadas pela alimentação quando a criança ainda está no útero da mãe, ela diz que iniciativas como a de Amsterdã revertem tendências desses jovens terem doenças crônicas no futuro.

“Além disso permitirá que as crianças desenvolvam todo o seu potencial. A cidade de Amsterdã está se dando conta da importância de investir nesses primeiros anos da vida da criança”, afirma.

Outras cidades holandesas também programam atividades para promover vida saudável entre as crianças. Em Roterdã, é comum eventos como o que o G1 acompanhou, promovido pelas escolas públicas do bairro: uma caminhada de 5 km com a participação de cerca de 700 crianças e 400 pais.

“Adoro vir nessas caminhadas, faz nos sentirmos parte da comunidade e ainda fazem bem para a saúde”, diz a joalheira Diana Spierings, acompanhada do filho Jules e de um amigo.”

A empresária Nanja Totorla passeia animada com o filho Gianlucca, de 8. Logo, o menino dispara no meio da multidão.

“Já já ele volta, as crianças aqui são muito livres”, brinca.

 

 

“Não estamos a ensinar às crianças o suficiente sobre comida e exercício físico”

Fevereiro 12, 2018 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Entrevista da http://visao.sapo.pt/visaomais/ a Joe Wicks no dia 25 de janeiro de 2018.

Sónia Calheiros

Com dois livros publicados em Portugal, Joe Wicks é o personal trainer do momento, com dois milhões de seguidores no Instagram. Entrevista com o britânico The Body Coach, cujo plano de emagrecimento de 90 dias é comprado todos os dias por 500 pessoas.

O jornal britânico The Times chamou-o “Jamie Oliver do mundo do fitness” e não está longe da verdade. Há dois anos que Joe Wicks anda a dar conselhos práticos de receitas rápidas e saudáveis, juntando sempre os exercícios adequados para um estilo de vida mais mexido. E se Jamie Oliver tem o mérito de ter iniciado um movimento de refeições escolares saudáveis no Reino Unido, Joe Wicks, 31 anos, quer fazer algo semelhante mas com o exercício físico. Só no Reino Unido, o antigo professor de Educação Física, já vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares dos seus livros, dois deles editados em Portugal, Elegante em 15 Minutos e, mais recentemente, Cozinha Fitness,com uma centena de receitas que incluem guloseimas ou hambúrgueres. Graças às suas dicas, partilhadas nas redes sociais e no canal do Youtube, e ao plano de emagrecimento, a venda de brócolos terá aumentado 25 por cento no Reino Unido.

Como é que um miúdo problemático passou a infância em Epsom, a uma hora de Londres?

Não acho que tenha sido problemático, diria mais que não sabia de que é que gostava e como havia de ocupar a minha mente. Em criança adorava estar com os meus irmãos, mas à medida que cheguei à adolescência dediquei-me ao exercício físico e encontrei a minha verdadeira paixão e em que é que queria pôr toda a minha energia.

A sua mãe não sabia cozinhar e servia muita junk food. Como eram as rotinas das refeições lá em casa?

Na verdade, não tínhamos rotinas definidas. A minha mãe era a primeira a admitir que não era a melhor na cozinha, por isso foi sempre engraçado ver o que era servido na hora das refeições. Sou muito chegado à minha mãe e à medida que fui crescendo e aprendendo a cozinhar, ela também passou a preparar refeições muito saborosas.

Foi uma sorte não ter sido um jovem obeso, não acha?

Sempre corri muito e na escola adorava Educação Física, enquanto em casa brincava com os meus irmãos. Tinha muita energia!

Que memórias gastronómicas guarda da sua avó Kath?

A minha avó é uma lenda. Na infância, costumava fazer um guisado incrível para mim e prometi-lhe que iria incluir a receita num dos meus livros, ela nem queria acreditar. É uma receita muito saborosa e é bom pensar que outras pessoas provam o sabor delicioso da sua receita.

 

As receitas dos seus livros devem ser deliciosas e têm um aspeto maravilhoso. Com quem aprendeu a cozinhar?

Sou um autodidata. Nunca me quis afirmar como um cozinheiro profissional, sou mais de refeições práticas, rápidas e saudáveis que ajudem as pessoas a ficarem magras. Obviamente, tenho sempre presente a questão nutricional de cada receita, mas também do que vai ficar bem no prato e levar os outros a quererem cozinhar.

Concorda que a educação alimentar tem de ser incutida desde a infância?

Acho que não estamos a ensinar o suficiente às crianças sobre comida e exercício e de como devemos alimentar o nosso corpo. Houve, realmente, mudanças desde a minha infância, mas ainda há muitas crianças a crescerem sem entenderem como se trata do seu corpo.

O jornal The Times apelidou-o de “Jamie Oliver do mundo do fitness”. Não podia ter tido melhor publicidade, não acha?

Para mim, o Jamie é um verdadeiro herói e tive a sorte de o conhecer melhor nos últimos anos. O seu movimento de refeições escolares saudáveis no Reino Unido foi inspirador e quero fazer algo semelhante com o exercício físico nas escolas. É vital que as crianças se mexam e gostem de educação física para serem mais produtivas na escola, tenham mais concentração e desenvolvam uma paixão pelo hábito de praticar exercício regularmente.

Já disse que sempre quis mudar a vida das pessoas. Algum dia imaginou que as suas dicas chegariam a milhões de pessoas em todo o mundo?

Não, e continuo a lembrar-me do tempo em que era apenas eu na minha cozinha a publicar pequenos vídeos para meia dúzia de pessoas. É uma loucura, mas estou muito agradecido por isso.

Porque é que a palavra “dieta” o irrita tanto?

Simplesmente porque acho que as dietas não funcionam. As metas de curta duração, que, normalmente, obrigam a privações, já todos sabemos que não resultam a longo prazo. Ficar magro e tonificado é uma opção de um estilo de vida, é uma questão de fazer boas escolhas alimentares e praticar exercício quatro a cinco vezes por semana para depois dar-se ao luxo de fazer algumas asneiras.

Os hidratos de carbono são o novo inimigo?

De todo, as pessoas não devem ter medo dos hidratos de carbono. O nosso corpo precisa deles para repor os níveis depois do exercício, por isso aconselho sempre uma refeição rica em hidratos no pós-treino em todos os meus livros.

Porque é que hábitos como comer em casa são tão importantes para ter uma alimentação saudável?

É uma questão de mentalidade. Se comermos em casa a probabilidade de fazer escolhas mais saudáveis é maior do que se formos a um restaurante. Digo a toda a gente para preparar as refeições como se fosse um chefe, o que inclui um plano de refeições semanal – se se fizer isso terão menos tentações de picar snacks.

Mas beber água, dormir bem e praticar exercícios de alta intensidade também são fundamentais?

É muito importante para nos sentirmos bem no nosso corpo. Costumo dizer que quatro a cinco treinos de alta intensidade (HIIT) por semana é um bom caminho para se emagrecer e todos temos 20 minutos por dia para nos exercitarmos.

Ao lembrar-se da sua juventude, compreende que nem todas as pessoas podem comprar carne e peixe todos os dias.

Não é necessariamente caro fazer refeições saudáveis, porque, na verdade, as frutas e os legumes custam muito menos do que a comida de plástico e os take-aways. Planear as refeições com antecedência permite também poupar no orçamento.

Qual é o seu plano para salvar as pessoas da indústria das dietas, com tantos batidos a substituírem as refeições?

Estou determinado a continuar a espalhar a minha mensagem em todo o mundo, com conteúdos gratuitos nas redes sociais, entre exercícios, receitas e dicas. A minha missão é emagrecer o mundo.

https://www.instagram.com/p/BeNYhwXnGji/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=embed_ufi_test

 

Lançamento da 2ª Edição do Projeto Selo Saudável | Apresentação do Livro de receitas “Natal Saudável com Zero Desperdicio” 18 dezembro em Lisboa

Dezembro 18, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://nutrimento.pt/noticias/apresentacao-do-livro-natal-saudavel-com-zero-desperdicio-e-lancamento-da-2-a-edicao-do-projeto-selo-saudavel/

PUDIM | O Rebento – Companhia Cepa Torta – Teatro infanto-juvenil na Malaposta – 10 dezembro

Dezembro 8, 2017 às 6:07 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.malaposta.pt/2017/12_dezembro/teatro_pudim.html

https://www.facebook.com/events/140404666719647/

 

Ainda há escolas a vender alimentos pouco saudáveis

Outubro 25, 2017 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 25 de outubro de 2017.

Joana Capucho

Cachorros, bolachas de chocolate e refrigerantes continuam à venda cinco anos depois de a orientação do governo o proibir

Pedro vive na zona da Grande Lisboa, onde a filha frequenta uma escola pública do 2º ciclo. Recentemente, foi surpreendido com fotografias do bar da escola, que cedeu ao DN, nas quais é visível a oferta de alimentos pouco saudáveis: mini-pizzas, cachorros, waffles com xarope de chocolate, folhados. Uma situação que o deixou descontente e que também foi relatada ao DN por outros pais. Queixam-se da venda destes e de outros produtos como croissants com chocolate, bolachas de chocolate com recheio e bebidas açucaradas, alimentos que já não deviam ser vendidos nos estabelecimentos de ensino.

Cinco anos após a publicação das orientações para os bufetes escolares pela Direção-Geral da Educação (DGE), há escolas que continuam a vender alimentos prejudiciais à saúde, tanto nos bares como nas máquinas de venda automática. Existe uma lista de alimentos a disponibilizar, a limitar e a não disponibilizar, mas não é cumprida em todos os estabelecimentos de ensino. “Em teoria, isto não deveria acontecer. Não estão a ser cumpridas as orientações. De vez em quando, recebemos algumas queixas dos pais relacionadas com o que se vende nos bares e nas máquinas e com o que serve nas cantinas. São situações pontuais, mas isso não significa que o problema seja grande ou pequeno, porque nem todos os pais têm conhecimento do que se passa nas escolas”, diz ao DN Pedro Graça, Diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde.

Na opinião de Pedro Graça, “há um problema relacionado com a falta de fiscalização/verificação do cumprimentos das normas”, mas também “há alguma demissão por parte dos pais, que não vão às escolas onde os filhos andam”. As próprias escolas e autarquias “deviam munir-se de técnicos especialistas capazes de aferir a qualidade dos produtos que são vendidos, verificar se as normas são cumpridas e promover alterações”. Quanto às máquinas de vending, “é uma questão de fiscalização, porque se forem cumpridas as regras, não são nefastas”.

Contactado pelo DN, o Ministério da Educação remete para o Ofício Circular n.º 7/DGE/2012 Bufetes escolares – Orientações e diz que “a Inspeção Geral da Educação e Ciência zela pelo cumprimento” dessa recomendações. Apesar de serem “orientações”, o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues diz que não são facultativas e têm que ser cumpridas por todos os diretores de agrupamentos.

Já os diretores dos agrupamentos, reconhecem que estas máquinas são uma fonte de rendimento, mas dizem desconhecer situações de incumprimento. “Existem regras muito claras sobre o que se pode ou não vender nos estabelecimentos de ensino. Há escolas, como aquelas onde há ensino noturno e recorrente, onde podem existir alguns desses produtos nas máquinas para os alunos da noite. Admito que possam existir casos desses, mas não tenho conhecimento de nenhum”, afirma ao DN Manuel Pereira, diretor da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), destacando que “cada escola decide o que vende, tendo em conta as recomendações”.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), diz que sabe que há escolas onde existem máquinas – não é o caso da sua – mas também não conhece instituições que não cumpram as orientações da DGE. Nem tão pouco bufetes. “Não podem ser vendidos alimentos proibidos. Isso não pode acontecer. E não tenho conhecimento de diretores que autorizem aquilo que as diretrizes não aconselham e até proíbem”, refere, acrescentando que “a responsabilidade é das direções, não só das máquinas, mas também do que se consome nos bares das escolas”.

Tal como acontece nos outros locais onde existem máquinas de vending, estas são uma fonte de receitas para as escolas, que recebem uma percentagem das vendas. Além disso, sublinha Filinto Lima, muitas vezes “atenuam o constrangimento da escassez de funcionários” nas instituições de ensino. “Não vejo mal nenhum que existam máquinas nas escolas, desde que só tenham os alimentos que são permitidos pela DGE. Há uma grande preocupação das escolas em relação ao que é servido aos alunos. Se estão a ser vendidos produtos que não são permitidos, a situação tem que ser corrigida”.

Pais devem estar atentos

Manuel Pereira diz que, caso os pais detetem que as escolas estão a vender produtos com elevados teores de açúcares ou de gorduras, devem falar com os diretores dos agrupamentos. Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais também desconhece situações de incumprimento, mas destaca que “não são os pais que estão permanentemente dentro das escolas”. “A primeira responsabilidade é dos adultos que lá estão. Os pais têm que estar atentos, mas há famílias que acham natural dar à criança um Bollycao para o pequeno almoço”, denuncia. Por isso, propõe, “é necessário capacitar os pais, para que percebam os prós e contras, para que estejam informados”. Um trabalho, frisa, que devem ser feito pelas escolas e pelas associações de pais.

Cabe às escolas, afirma Jorge Ascenção, “dar o exemplo” no que diz respeito à alimentação saudável. “Não pode vender produtos nocivos à saúde. E deve também fazer o acompanhamento para que a criança se possa auto-proteger. Se a educação e o acompanhamento forem bons, evitamos que vão comprar produtos pouco saudáveis a 100 metros da escola”, sublinha.

Além do trabalho que tem que ser feito nos estabelecimento de ensino e em casa, Filinto Lima considera que é “necessário atuar junto das empresas que ficam próximas da escola” e onde as crianças e adolescentes encontram todos os produtos que esta não deve disponibilizar aos alunos. “A escola cumpre, mas há alguém a 10 metros que vende tudo o que está proibida de vender”, critica. Uma situação que, segundo Pedro Graça, é difícil de resolver “do ponto de vista legal”, mas que “pode ser pensada”. Até lá, sugere, “os pais podem, em conjunto com os diretores, tomar decisões para que os filhos não saiam da escola para comer”, enquanto esta deve “perceber o que leva a criança a sair, tentando oferecer-lhe alternativas atrativas”.

 

 

 

Estudo revela que 6 em cada 10 crianças portuguesas não ingerem fruta e legumes

Outubro 8, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.dnoticias.pt/ de 25 de setembro de 2017.

A Madeira ocupa o terceiro lugar com 69,8% de crianças nesta situação

Sandra Ascensão Silva

Um estudo da Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) revela que 65% das crianças em Portugal, entre os 2 e os 10 anos, não cumpre a recomendação internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para uma ingestão mínima de três porções de fruta e duas porções de legumes diárias. Esta é uma das principais conclusões do mais recente estudo divulgado pela (APCOI) que aponta o grupo etário dos 6 aos 7 anos o que registou um maior consumo de fruta e de legumes inferior às recomendações com uma percentagem de 68,2%. +

O estudo também observou as diferenças regionais relativamente à ingestão de fruta e legumes, tendo observado que a Região dos Açores apresentou a maior percentagem de crianças com consumo inferior às recomendações com 84,7%, seguindo-se a Região do Algarve com 78,2%, a Região da Madeira com 69,8%, a Região de Lisboa e Vale do Tejo com 66,8%, as Regiões do Norte e do Alentejo ambas com 63,4% e por fim a Região Centro com 62,5%.

Os investigadores concluíram que 85,8% dos alunos almoça diariamente no refeitório da escola e que mais de metade desses alunos (54,5%) que refere não incluir legumes no prato também não chega a atingir a recomendação da OMS para a ingestão de pelo menos 2 porções de legumes por dia.

Por outro lado, os dados demonstram também que as crianças obesas são as que menos legumes ingerem, com uma prevalência de 38,3% de consumo inferior às recomendações.

Mudanças nos hábitos dos alunos participantes no projecto ‘Heróis da Fruta’

A equipa de investigadores da APCOI, analisou os efeitos da implementação da 6ª edição do projecto ‘Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável’ nas alterações de hábitos alimentares dos alunos participantes.

Comparando os dados iniciais, com os recolhidos após as 12 semanas de participação no projecto ‘Heróis da Fruta’ observou-se que globalmente 41,9% das crianças aumentou o seu consumo diário de fruta.

Para além disso, observou-se que 43,3% das crianças terminaram a sua participação no projecto com um consumo de fruta de acordo com as recomendações, correspondendo a uma subida de 12,2% comparativamente com os hábitos de consumo que mantinham no momento inicial do projecto.

Todas as regiões verificaram um aumento da prevalência de crianças a reportarem consumir três ou mais porções de fruta após a implementação do projecto, tendo sido a Região do Algarve a registar a maior subida com uma percentagem de aumento de 17,3%. Seguindo-se a Madeira com um aumento de 15,4%, o Norte com 15%, Lisboa e Vale do Tejo com 12,4%, o Centro com 10,6%, os Açores com 10% e finalmente o Alentejo com 8,3%.

Metodologia do Estudo

Esta investigação da APCOI foi realizada junto dos alunos participantes na 6ª edição do projecto ‘Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável’ no ano lectivo 2016-2017. A recolha de dados, através da aplicação de um questionário antes e depois das 12 semanas de intervenção do projecto, foi reportada à APCOI pelos professores e decorreu entre os dias 16 de outubro de 2016 e 20 de janeiro de 2017. A amostra global deste estudo é composta por 17.698 crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 10 anos de 388 estabelecimentos de ensino pertencentes a 139 concelhos dos 18 distritos continentais e das duas regiões autónomas: Açores e Madeira.

Inscrições abertas para a 7ª edição do projecto «Heróis da Fruta»

Depois do sucesso obtido no último ano lectivo, já estão a decorrer as inscrições para a 7ª edição do projecto «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável» que pretende continuar a melhorar os hábitos alimentares das crianças nas escolas.

“Comer legumes para aumentar os super poderes” é o tema do ano da 7ª edição do projecto, refere Mário Silva, presidente e fundador da APCOI e acrescenta que “tendo em conta as impressionantes estatísticas de sucesso obtidas nos anos lectivos anteriores em relação ao aumento do consumo de fruta nas crianças participantes, será muito interessante estender estes resultados positivos aos legumes e conseguir pôr as crianças portuguesas a comer mais saladas e vegetais no prato, ao almoço e ao jantar, todos os dias”.

A adesão à 7ª edição do projecto «Heróis da Fruta» é gratuita e está disponível para jardins de infância, escolas de 1º ciclo do ensino básico, bibliotecas escolares e ATL’s, públicos ou privados, sendo apenas necessária uma inscrição através do endereço http://www.heroisdafruta.com/ou do telefone 210 961 868 até ao dia 13 de Outubro de 2017.

 

 

“Assalto às Lancheiras” musical infantil – 7 outubro Lisboa, 19 fevereiro 2018 Porto

Setembro 22, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://plano6.pt/novosite/detalhe.asp?n=43

 

A Escola promovendo hábitos alimentares saudáveis

Setembro 10, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o manual no link:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/horta.pdf

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