Birras: três dicas para ajudar

Fevereiro 27, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Texto do site http://uptokids.pt/ de 10 de fevereiro de 2017.

uptokis

As birras fazem parte do crescimento, hão-de existir sempre, e não havendo uma fórmula para as evitar na totalidade, há formas de lidar com as crianças ensinando-as a gerir melhor as emoções e a conseguir acalmar as suas próprias ansiedades.

Ficam três dicas simples que o vão ajudar:

1. Antecipar

Antecipar alguns momentos do dia-a-dia é fundamental para que tudo aconteça duma forma mais tranquila. Se vai a casa dos avós e tem de sair mais cedo explique-lhe o que vai acontecer de preferência antes de sair de casa. Planeie o dia para que o seu filho não seja apanhado de surpresa. Quanto mais as crianças tiverem o seu dia planeado, também elas gerem melhor o que sentem, caso contrário, vai estar a brincar com os primos e, de repente, os pais dizem: “vamos embora”. Para a criança é um atentado à diversão e gera-se um problema. No entanto, se já estiver preparada irá lidar melhor com o que sente e mesmo que faça uma birra, não sente que foi uma traição dos pais.

2. Olhos nos olhos

Quanto tempo consegue falar com o seu filho a olha-lo nos olhos? Sem as distrações do telemóvel, da televisão, da máquina da roupa ou o jantar para fazer? Criar o hábito de ter um espaço de conversa com o seu filho vai dar-vos uma oportunidade de se conhecerem melhor, de partilharem o que pensam e sentem e, acima de tudo, vai passar a mensagem ao seu filho de que se preocupa com ele. Quanto mais cedo na relação houver este espaço mais fácil será a comunicação entre os dois. Se a criança for muito pequena, esta conversa pode ser uma brincadeira com um simples brinquedo, de forma a que a atenção não seja exclusiva para o brinquedo mas sim para a relação entre os dois.

3. Atenção

Se o seu filho está a fazer uma birra porque quer um brinquedo, uma ida ao parque ou a casa dos avós, está a exigir atenção. A melhor forma de o fazer entender que não é possível satisfazer o seu desejo nessa altura é baixar-se, colocar-se ao nível dele, olhá-lo nos olhos e falar com um tom de voz calmo. Lembre-se que se responde com frustração ou impaciência vai gerar ainda mais frustração, pois o que o seu filho lhe está a dizer é “nunca olhas para mim, nunca queres saber de mim, só fazes o que tu queres”. Mantenha-se calmo e devolva-lhe aquilo que ele sente – “eu sei que estás chateado comigo porque queres ir ao parque, mas neste momento não vai ser mesmo possível porque tens de ir tomar banho e jantar”. Não prometa ir no dia seguinte porque os imprevistos acontecem e as crianças não se esquecem do que lhes foi prometido.

Este tema surge muitas vezes nas sessões de psicologia com os pais. As birras são uma situação recorrente nas famílias e de difíceis contornos quando já está instalada, provocando um desgaste emocional muito grande para todos. As birras são naturais, a não ser que se tornem muito repetitivas e persistentes. Nesse caso poderão ser um sintoma de que algo está a correr menos bem.

O mais importante é apostar na relação de confiança e partilha, garantir que os pais são o adulto na relação (muitos pais acabam por ceder às birras cabendo no fim o poder de decisão à criança), ter calma suficiente para lidar com os imprevistos, e incluir o seu filho nos planos preparando-o para a dinâmica dos vossos dias.

 

 

Anúncios

Curso de Formação sobre Crianças e Jovens Vítimas de Crime e de Violência – 8 e 9 de março em Lisboa

Fevereiro 27, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

apav

Inscrições até 02 de Março de 2017

Desde a sua fundação, em 1990, que a APAV tem apoiado crianças e jovens vítimas de crime e de violência, bem como os seus familiares, amigos os profissionais que trabalham diretamente com estes grupos. Contudo a complexificação e diversificação das formas de violência de que são alvo têm obrigado a um progressivo investimento por parte da APAV na busca de novas abordagens compreensivas e, fundamentalmente, novas metodologias de intervenção, de prevenção e de formação.

Assim este curso incide em quatro formas de violência centrais, a saber, maus tratos, violência sexual, bullying e violência no namoro. E é dirigido a estudantes do ensino superior, profissionais das Ciências Sociais e Humanas, profissionais do Sistema de Justiça, profissionais da Educação, profissionais de Saúde, Forças de Segurança e profissionais interessados em adquirir conhecimentos nesta área. Tem como objetivo que as/os formandas/os fiquem aptas/os a reconhecer a temática das crianças e jovens vítimas de crime e violência e identificar estratégias de prevenção e intervenção eficazes, no apoio a crianças e jovens vítimas de crime e violência.

mais informações no link:

http://www.formacaoapav.pt/index.php/cursos-em-destaque/66-bullying

Curso de Formação de Animadores de Campos de Férias

Fevereiro 27, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

16711931_1443857882294078_986186124788941726_n

mais informações:

http://www.apcc.org.pt/formacao/cursoseatelies

Primeira-ministra britânica suspende programa de acolhimento de crianças refugiadas

Fevereiro 27, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 10 de fevereiro de 2017.

facundo-arrizabalaga

“O Parlamento não definiu uma data limite na nossa compaixão para acolher crianças vulneráveis na Europa”, foi a crítica endereçada pelo deputado David Burrowes a Theresa May. Também o conservador Will Quince expressou a sua “decepção” e pediu ao Governo que providencie mais fundos para as entidades locais que participaram no programa de acolhimento.

A primeira-ministra britânica decidiu suspender o programa de acolhimento de crianças refugiadas no Reino Unido, esta quinta-feira. Theresa May justificou a sua decisão alegando que o Reino Unido já acolheu um “bom número de crianças e de famílias” e recordou que o seu país é o segundo maior contribuinte financeiro para os campos de refugiados na Síria.

Amber Rudd, secretária de Estado para os Assuntos Internos, citada pelo “The Guardian”, mencionou que o Governo cumpriu as suas obrigações, depois do país ter recebido 350 crianças, que referiu ser o limite da capacidade que as entidades locais conseguiam sustentar financeiramente.

O anúncio da suspensão do programa foi recebido “com tristeza e choque” pelo arcebispo de Canterbury, Justin Welby, que acreditava que os ministros estavam “comprometidos a dar as boas-vindas a mais de 3 mil” crianças. O clérigo, segundo escreve o “El Mundo”, encabeçou as petições para restabelecer o programa criado há quatro meses para acolher 3 mil menores não acompanhados vindos dos campos de refugiados da União Europeia.

“Temos de resistir e dar a volta às preocupantes tendências que estamos a viver no mundo” disse Welby numa referência à lei anti-imigração de Donald Trump, citado pelo jornal espanhol. “Não podemos recuar na nossa longa tradição de proteger os vulneráveis”, acrescentou.

O programa britânico, que previa o acolhimento de crianças refugiadas, foi planeado por Alf Dubs, sobrevivente do holocausto, que pressionou o Governo para abrir as portas às crianças refugiadas do campo de Calais na França. Dubs acusou a primeira-ministra de violar o “compromisso”que tinha feito quando aprovou a Lei de Imigração em maio do ano passado. Reconheceu ainda a sua “frustração” pela toma desta decisão e anunciou que exercerá de novo pressão no parlamento para obrigar Theresa May a cumprir os seus compromissos.

Também Heidi Allen, deputada do parlamento britânico pelo partido Conservador, citada pelo “The Guardian”, mostrou-se descontente com a medida e garantiu que vai fazer pressão para a sua revogação no debate de 23 de fevereiro. “Há muitos de nós que não vão deixar que isto aconteça. O nosso trabalho durante as próximas semanas é alertar toda a gente para o que aconteceu. Tudo o que o Governo tem de fazer é deixar o sistema aberto. Não há absolutamente nenhuma razão para fechar o programa” de acolhimento, alertou.

Trabalhadores humanitários em Calais estimam que, apesar do campo de refugiados já ter sido demolido, há ainda cerca de 200 crianças que vivem nas florestas em redor do local, que esperavam serem transferidas para o Reino Unido na sequência do programa Dubs.

Como explica Amelia Burr, da organização “Help Refugees”, estas crianças “não estão alojadas em tendas porque isso as tornaria visíveis” e pretendem continuar escondidas. Sublinha também que é perigoso devido às baixas temperaturas e que, durante o mês de janeiro, com as temperaturas negativas, “distribuirão sacos-cama e cobertores durante a noite mas quando regressavam no dia seguinte, os cobertores estavam congelados”.

Segundo Burr, estes jovens voltaram novamente a tentar chegar ao Reino Unido, apanhando boleia em camiões durante a noite. No mês passado, conta, um rapaz de 20 anos da Eritreia foi morto na auto-estrada. “Há muito poucas opções legais para os menores que querem chegar ao Reino Unido agora, por isso apenas têm uma opção, que é arriscar a vida para tentar chegar à Inglaterra”, conclui.

mais informações no link:

https://www.theguardian.com/world/2017/feb/08/dubs-scheme-lone-child-refugees-uk-closed-down


Entries e comentários feeds.