Associação do Porto lança vídeo contra a violência no namoro

Fevereiro 26, 2017 às 5:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do http://p3.publico.pt/ de 21 de fevereiro de 2017.

Vídeo quer sensibilizar a comunidade escolar para as questões da violência no namoro”. Participaram oito a dez alunos do 3.º ciclo de uma escola secundária de Vila Nova de Gaia

Texto de Lusa

A Associação Democrática de Defesa dos Interesses e da Igualdade das Mulheres (ADDIM) lança esta terça-feira um vídeo feito por alunos do Agrupamento de Escolas de Valadares, em Vila Nova de Gaia, sobre a problemática da violência no namoro. O vídeo foi produzido no âmbito do projecto “Beija-flor” e pretende aproveitar o “Dia dos Namorados” para apelar a uma “consciencialização em torno de um tema com repercussões ao longo da vida”, disse à Lusa a presidente da ADDIM, Carla Mansilha Branco.

Segundo a responsável, o projecto “decorre há três anos em escolas da região do Porto e envolve 800 alunos”. “Durante muitos anos a ouvir vítimas de violência doméstica percebemos que ela começa numa fase muito precoce da relação, por isso era fundamental desenvolver acções preventivas e pontualmente começámos nas escolas esta sensibilização”, descreveu a responsável.

Recorrendo aos números, Carla Mansilha Branco lembrou que “em 2013, mais de 10% das 27 mil queixas de violência doméstica incidiram sobre menores de 16 anos”. “A violência no namoro é um fenómeno tão importante que a prevenção é necessária para combater este flagelo. Ela surge numa fase tão precoce que se corre o risco de se perpetuar”, alertou.

Sobre a importância do projecto em curso e do vídeo, a dirigente da ADDIM entende “serem ferramentas para ajudar estes jovens a construir relações afectivas e sociais assentes no respeito pelo outro e pela outra”. “A violência mais presente nos jovens é a psicológica e emocional, com insultos, ameaças, humilhações e tentativas de controlo”, com as “redes sociais a terem contornos muito preocupantes, que conduzem a condutas de teor sexual para intimidar e humilhar a companheira ou o companheiro”, destacou. E prosseguiu: “Enquanto a violência doméstica é marcadamente de género, a do namoro é bidirecional [em que] a rapariga é igualmente agressora”. “Os jovens reprovam em abstrato a violência mas na prática desculpabilizam-na perante comportamentos como o ciúme ou infidelidade (…) e noutras situações não consegue distinguir o que é um relacionamento abusivo de um saudável”, disse.

Uma das quatro psicólogas envolvidas no projecto “Beija-flor”, Sofia Canedo, revelou à Lusa que o vídeo de cerca de sete minutos foi gravado na Escola Secundária Joaquim Gomes Ferreira Alves, no Agrupamento de Escolas de Valadares, e abrangeu “entre oito e dez alunos do 3.º ciclo”. “O objectivo do vídeo é sensibilizar a comunidade escolar para as questões da violência no namoro” e versa temas como “o namoro saudável, o que é o amor, o que faria se se sentissem nesta posição de vítima e que conselhos dariam a pessoas que estivessem nessa situação”, descreveu a técnica da ADDIM.

“Estes alunos são claramente veículos de uma mensagem forte para os demais sobre esta temática”, frisou Sofia Canedo para quem “a comunidade escolar é a base para prevenir esta violência que depois de propaga ao longo de gerações”.

 

 

Confirma-se a suspeita: antibióticos destroem defesas das crianças

Fevereiro 26, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 8 de fevereiro de 2017.

pedro-granadeiro

Um estudo sugere que o uso de antibióticos na infância pode danificar o sistema imunitário.

O uso abusivo de antibióticos na infância pode estragar permanentemente o sistema imunitário devido aos efeitos que tem nas bactérias que existem naturalmente nos intestinos, defendem os autores de um estudo publicado esta quarta-feira.

“Está na altura de questionar práticas estabelecidas há décadas, quando ainda não sabíamos tanto”, afirmou o neonatologista Hitesh Deshmukh, autor do estudo publicado na revista Science Transnational Medicine, em que se estudou os efeitos do uso de antibióticos em ratos jovens.

Os cientistas do hospital pediátrico de Cincinnati, nos Estados Unidos, concluíram que os antibióticos que servem para proteger das infeções prejudicam o desenvolvimento das bactérias comensais (úteis ao organismo), que vivem no intestino, tornando os ratinhos mais vulneráveis a pneumonias e, a longo prazo, causam danos no sistema imunitário.

Em quase todos os nascimentos por cesariana nos Estados Unidos são dados antibióticos às mães antes do parto para prevenir as mortais infeções por estreptococos, e 30 por cento dos recém-nascidos também recebem antibióticos preventivamente, sem que haja qualquer infeção confirmada.

“Para prevenir uma infeção numa criança, estamos a expor 200 aos efeitos indesejados dos antibióticos”, afirmou Deshmukh, que defende “uma abordagem mais equilibrada”.

Uma vez no corpo, os antibióticos combatem todas as bactérias, mesmo as comensais, que existem no sistema digestivo, e que contribuem para a formação do sistema imunitário.

Em reação à presença destas bactérias, o corpo produz células imunitárias que vão agir especificamente sobre os pulmões. Quando se afeta a população de bactérias comensais, as defesas dos pulmões sofrem.

Se se usassem antibióticos de forma mais limitada, as crianças teriam tempo de repor as suas bactérias comensais, mas mesmo assim demoraria meses, mesmo durante o período em que bebés desenvolvem o seu sistema imunitário.

Mas os cientistas salientam que há maneiras de restabelecer o equilíbrio e as defesas dos pulmões.

O uso excessivo de antibióticos poderá explicar por que razão algumas pessoas têm asma e outras doenças respiratórias apesar de não terem qualquer risco genético, argumentam.

 

 


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