Portugal teve mais relatos de casos de ‘bullying’ do que os EUA

Novembro 2, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://24.sapo.pt/ de 1 de novembro de 2017.

Portugal é o 15.ª país com mais relatos de ‘bullying’ na Europa e na América do Norte, ficando à frente dos Estados Unidos, segundo um estudo divulgado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O documento “Um Rosto Familiar: A violência nas vidas de crianças e adolescentes” usou dados oficiais de 2015 para mostrar que, no que se refere ao ‘bullying’, entre 31% e 40% dos adolescentes portugueses com idades entre os 11 os 15 anos disseram terem sido intimidados na escola uma vez em menos de dois meses.

O ‘bullying’ são atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos praticados por um jovem ou grupos de jovens sobre outro.

O país teve mais queixas do que os Estados Unidos, onde aconteceram três quartos dos tiroteios em escolas registados no mundo nos últimos 25 anos.

Portugal também é mencionado numa análise sobre a percentagem de mulheres com idade entre os 18 os 29 anos que sofreram pelo menos um episódio de violência sexual perpetrado por um adulto antes dos 15 anos na Europa.

Neste caso, o país apareceu como um dos que menos registou este tipo de queixa, ficando em 23.º lugar entre os 28 países pesquisados, à frente apenas da República Checa, Grécia, Polónia, Croácia e Roménia.

Este estudo da Unicef apresentou uma análise detalhada sobre as mais diversas formas de violência sofridas por raparigas e rapazes em todas as regiões do mundo, como a violência disciplinar, violência doméstica na primeira infância, violência na escola – incluindo ‘bullying’, violência sexual e mortes violentas de crianças e adolescentes.

A Unicef chamou principalmente a atenção para o facto de a cada sete minutos, em algum local do mundo, uma criança ou um adolescente, entre os 10 e os 19 anos, é morto, seja vítima de homicídio ou de alguma forma de conflito armado ou violência coletiva.

“Somente em 2015, a violência vitimou mais de 82 mil rapazes e raparigas nessa faixa etária”, diz o relatório.

Quase metade de todos os homicídios de adolescentes ocorrem na América Latina e Caraíbas, embora vivam na região um pouco menos do que 10% da população mundial nesta faixa etária.

Para fazer esta análise sobre as mortes de adolescentes, a Unicef recolheu dados de mortalidade oficiais fornecidos por 183 países filiados à Organização Mundial da Saúde (OMS) com populações acima de 90 mil pessoas em 2015.

o relatório citado na notícia é o seguinte:

A Familiar Face: Violence in the lives of children and adolescents

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Curso de Formação sobre Crianças e Jovens Vítimas de Crime e de Violência – 8 e 9 de março em Lisboa

Fevereiro 27, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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apav

Inscrições até 02 de Março de 2017

Desde a sua fundação, em 1990, que a APAV tem apoiado crianças e jovens vítimas de crime e de violência, bem como os seus familiares, amigos os profissionais que trabalham diretamente com estes grupos. Contudo a complexificação e diversificação das formas de violência de que são alvo têm obrigado a um progressivo investimento por parte da APAV na busca de novas abordagens compreensivas e, fundamentalmente, novas metodologias de intervenção, de prevenção e de formação.

Assim este curso incide em quatro formas de violência centrais, a saber, maus tratos, violência sexual, bullying e violência no namoro. E é dirigido a estudantes do ensino superior, profissionais das Ciências Sociais e Humanas, profissionais do Sistema de Justiça, profissionais da Educação, profissionais de Saúde, Forças de Segurança e profissionais interessados em adquirir conhecimentos nesta área. Tem como objetivo que as/os formandas/os fiquem aptas/os a reconhecer a temática das crianças e jovens vítimas de crime e violência e identificar estratégias de prevenção e intervenção eficazes, no apoio a crianças e jovens vítimas de crime e violência.

mais informações no link:

http://www.formacaoapav.pt/index.php/cursos-em-destaque/66-bullying

DIAP de Lisboa tem unidade para investigar crimes sexuais contra crianças e jovens

Junho 4, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da RTP Notícias de 1 de junho de 2016.

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa dispõe, desde hoje, de uma unidade competente para a investigação de crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual cometidos contra crianças e jovens de idade inferior a 18 anos.

Segundo o site do Ministério Público (MP), a criação da Unidade de Ação Penal de Crimes Sexuais e Cometidos Contra Criança e Jovens Fora do Ambiente Familiar permitirá um tratamento uniformizado e uma abordagem articulada dos crimes cometidos contra crianças e jovens, nos quais se incluem, por exemplo, fenómenos criminais como o `bullying`.

“Pretende-se dar uma resposta mais eficaz ao nível da repressão e contenção destes crimes e, prioritariamente, proteger as vítimas e evitar fenómenos de revitimização”, indica o MP, revelando que a unidade agora criada é composta por cinco magistrados, um deles com funções de coordenação.

A nova unidade é competente para a investigação de crimes sexuais cometidos contra crianças e jovens de idade inferior a 18 anos, embora com duas exceções.

Uma das exceções refere que, pela sua especificidade, os crimes praticados contra crianças e jovens no seio familiar, continuarão a ser objeto de tratamento especializado no âmbito da Unidade de Combate à Violência Doméstica.

A segunda exceção, relacionada com razões operacionais e de abordagem sistémica do fenómeno da criminalidade especialmente violenta, determinam que, independentemente da idade das vítimas, a investigação destes crimes se mantenha na Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento.

Entretanto, a chamada Sala Júnior do DIAP de Lisboa, especialmente preparada para ouvir crianças vítimas de maus tratos e abusos sexuais, completou hoje seis anos de existência.

 

 

 

Migrações autónomas de crianças e jovens: entre a violência estrutural e violência diária – Palestra 24 de maio na FCSH/NOVA

Maio 20, 2016 às 9:27 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Confirmação de presença até 23 de maio para sec.sociologia@fcsh.unl.pt

http://www.fcsh.unl.pt/faculdade/departamentos/sociologia/contactos-do-secretariado

Curso “Crianças e Jovens Vítimas de Crime e de Violência” 23 e 25 de Maio de 2016 em Lisboa

Maio 10, 2016 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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curso

As inscrições encontram-se abertas até ao dia 18 de Maio de 2016.

mais informações no link:

http://www.apav.pt/apav_v3/index.php/pt/1205-curso-criancas-e-jovens-vitimas-de-crime-e-de-violencia

 

Manual Crianças e Jovens vítimas de violência: compreender, intervir e prevenir

Fevereiro 15, 2015 às 5:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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manual

descarregar o manual no link:

http://apav.pt/publiproj/images/yootheme/PDF/Manual_Criancas_Jovens_PT.pdf

“A utilidade desta obra é óbvia e essencial, uma vez que permite instruir os diferentes intervenientes no processo de violência e de apoio à vítima e ao agressor, das fases e competências que cada interveniente tem no processo de saúde (e de doença). (…)

De fácil leitura, clara e com boa estruturação pedagógica por assunto, o Manual Crianças e Jovens vítimas de violência: compreender, intervir e prevenir reflecte a complexidade do problema da criança e adolescente que sofre de maus tratos, de violência sexual, de bullying e de violência no namoro, deixando caminhos e finalidades sobre a promoção, a preservação e o restabelecimento da saúde quando esta é alterada pela violência”

João Luís Baptista (MD, MsC, PhD, Prof. de Saúde Pública)

Centro de Investigação em Saúde Comunitária do Departamento Universitário de Saúde Pública, da Faculdade de

Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (CISCOS/DUSP/FCM/UNL)

Todas as semanas 19 crianças e jovens e 15 idosos são vítimas de crimes

Fevereiro 24, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de fevereiro de 2014.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Estatísticas APAV | Relatório Anual 2013 [PDF]

Paulo Pimenta

Todas as semanas, 19 crianças e jovens, 15 idosos e 134 adultos são vítimas de crime em Portugal, revela o relatório anual da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, que recebeu no ano passado 20.642 queixas.

Em 2013, a APAV apoiou 8733 vítimas directas de um crime, das quais 6985 eram pessoas adultas até aos 64 anos, 973 eram crianças e jovens e 774 eram idosos, que representam 8,9% do total das vítimas.

Segundo os dados avançados à Lusa, 82,8% das vítimas eram mulheres, com idades entre os 25 e os 54 anos, com destaque para o intervalo de idades entre os 35 e os 44 anos (14,2%). Relativamente aos menores, a faixa etária mais significativa situa-se entre os 11 e os 17 anos (5,2%).

Em termos familiares, mais de 30% das vítimas que procuraram a APAV eram casadas e 23,5% solteiras, refere o relatório, acrescentando que 43% vivem em famílias nucleares com filhos e 6,1% em famílias nucleares sem filhos. As famílias monoparentais apresentavam uma percentagem significativa, na ordem dos 13%.

Nas relações entre o autor do crime e a vítima, sobressaem as relações de conjugalidade: (30,7% cônjuge, 12,3% companheiro, 6,9% ex-companheiro e 5,5% ex-cônjuge) e as relações familiares (12% filhos, 7,9% pais, 1,6% irmãos e 0,6% avós).

“Em traços gerais, quanto ao nível de ensino, podemos caracterizar as vítimas, entre as que detêm diplomas de ensino superior (6,9%) e as que completaram os 2.º e 3.º ciclos do ensino básico (ambos com 4,5%)”, adiantam os dados. Referem ainda que 29,1% das vítimas encontravam-se empregadas e 19,7% em situação de desemprego. Os reformados e os estudantes também apresentavam “percentagens relevantes”, entre os 11% e os 12%.

Na distribuição geográfica da residência da vítima, os grandes centros urbanos demonstram ser os locais mais significativamente assinalados, sendo Lisboa a cidade com maior registo (19,7% do total), seguindo-se o Porto (10,4%), Faro (8,6%), Setúbal (7,3%) e a Região Autónoma dos Açores com 6,1%. As cidades menos representativas foram Beja (0,2%), Guarda (0,3%) e Portalegre (0,3%).

A esmagadora maioria das utentes eram portuguesas (90,8%), seguindo-se os utentes oriundos do Brasil (2,8%), Angola (0,6%), Cabo Verde (0,5%), Roménia (0,5%) e a Ucrânia (0,5%).

A APAV registou 8982 autores de crime, mais 249 face às 8733 vítimas directas apoiadas. Tal como no que diz respeito à vítima, também os autores de crime são maioritariamente casados (38,8%) ou solteiros (11,6%). Quanto à actividade económica, 31,5% dos autores dos crimes estão empregados, 17,4% desempregados e 7% reformados. A grande maioria (82,3%) são homens com idades entre os 25 e os 64 anos, refere o relatório, divulgado a propósito do Dia Europeu da Vítima do Crime que se assinala a 22 de Fevereiro.

O tipo de vitimação continuada (74%) sobrepõe-se significativamente face à não continuada, refere a APAV, explicando que esta situação se deve ao facto de uma “percentagem bastante elevada de casos” ocorrer em ambiente doméstico. A duração da vitimação mais registada foi entre os 2 e os 6 anos (14,7%), mas o relatório observa que as situações com uma duração superior a 20 anos representam mais de 400 casos assinalados (4%).

A cooperação com as forças policiais, como é o caso PSP (17,7%) e da GNR (10,5%) “é muitas vezes essencial para garantir a segurança de vítimas”. “Também a colaboração com os serviços da Segurança Social (16,9%) permite que sejam assegurados às vítimas bens e serviços essenciais, como a alimentação ou habitação.

Em mais de 50% dos casos, são vítimas que contactam a APAV, mas os familiares (19,4%) e os amigos (9,1%) também “constituem uma importante fonte de contacto”.

Cada vez mais pedidos relacionados com a crise

Ao todo foram também desenvolvidos 11.800 processos de apoio. Em 2012, a APAV tinha prestado “algum tipo de apoio” a cerca de 23.500 pessoas, entre vítimas directas (8945), indirectas, seus familiares e amigos.

No ano passado, a APAV fez ainda 37.222 atendimentos, mais 14.475 em relação ao ano anterior, com os utentes a relatarem que foram vítimas directas de 20.642 crimes, adiantam os dados avançados à agência Lusa. Seguindo a tendência de anos anteriores, os crimes de violência doméstica representam a esmagadora maioria (84,2%) dos crimes relatados pelas vítimas à APAV. “Considerando o vasto leque de crimes” que estão incluídos nesta categoria, a associação destaca a “percentagem significativa” que assumem os maus tratos psíquicos (36,8%) e os maus tratos físicos (26,9%), que totalizam 63,7% dos “crimes de violência doméstica em sentido estrito”.

Dos crimes de violência doméstica em “sentido lato”, a violação de domicílio ou perturbação da vida privada (1,3%) foi o crime mais vezes relatado, seguindo-se os crimes de furto/roubo (0,7%) e de dano (0,6%). A APAV adianta, em comunicado, que “o actual contexto de crise económica e social revela, a cada dia que passa, o crescente empobrecimento da população portuguesa”, sendo que “as necessidades múltiplas de alimentação, habitação, emprego, etc. caracterizam cada vez mais os pedidos de apoio”.

Apesar da grande maioria dos crimes relatados ser no âmbito da violência doméstica, a APAV realça que os crimes contra as pessoas, designadamente os que são contra a integridade física e liberdade pessoal, entre outros, somaram um total de 12,3% dos crimes em 2013, e os crimes contra o património 2,1%. “Os maus tratos, fora do âmbito da violência doméstica, apresentam também alguma expressividade”, tendo sido relatados pelas vítimas 168 crimes desta natureza.

Já o crime de ameaça/coacção (24,1%) foi, de entre os crimes contra a liberdade pessoal, o mais praticado contras as vítimas que recorreram aos serviços da APAV (614 casos). Relativamente aos crimes sexuais, foram relatados 83 crimes de violação de crianças ou adultos (3,3%) e 70 crimes de abuso sexual de crianças menores de 14 anos (2,8%). Segundo os dados, houve também 22 casos relatados de discriminação racial, religiosa ou sexual, que se destacam na categoria de “outros crimes” com uma percentagem de 31,9 por cento. As vítimas são apoiadas por técnicos da APAV na rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima, nas Casas de Abrigo e Unidades de Apoio à Vítima Migrante.

Casa Pia de Lisboa – Newsletter de Junho de 2013 – Crianças e Jovens Vítimas de Agressão

Julho 30, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Dia Internacional das Crianças e Jovens Vítimas de Violência – Conferência na Câmara Municipal do Funchal 16 horas

Junho 4, 2013 às 11:31 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações:

Ordem dos Enfermeiros – Secção Regional da Madeira


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