Farta da má educação dos alunos, professora escreve carta emocionante

Fevereiro 17, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 26 de janeiro de 2017.

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Professora queixa-se dos alunos e dos pais em extensa carta Arquivo

“Estou farta da má educação de uma percentagem cada vez maior de alunos e do protecionismo dos pais”, escreveu uma professora espanhola, numa carta tornada pública na segunda-feira.

Eva María Romero Valderas é professora em Marchena, uma localidade de Sevilha, em Espanha. Num ato de desespero, e de alerta para os pais que têm filhos na escola, escreveu uma carta ao jornal “La Voz de Marchena“, que já se tornou viral.

Na carta, a professora destaca “a falta de educação” de uma franja cada vez maior dos alunos, que é acompanhada do “protecionismo dos pais”, que querem que os filhos alcancem os objetivos “sem esforço e sem sofrer”.

Mas, não são só os pais ou os alunos os alvos visados pela docente, que não poupa a administração das escolas, “que muda as leis que regem o trabalho dos professores sem fornecer o tipo de formação mais adequado”.

Num extenso documento, lembra também a falta compreensão que diz sentir por grande parte da sociedade espanhola. A professora refere que perde tempo em casa a corrigir exames e a preparar as aulas, que gasta dinheiro do próprio bolso para melhorar o seu desempenho e que, com regularidade, escuta a expressão: “Que bem vivem”.

“Gosto de ensinar. Gosto de estar com os alunos, gosto deles e de os encorajar. Considero-me um motor social de mudança, uma força geradora. Não sou um burro de carga disposto a aguentar até arrebentar”, concluiu a docente.

 

 

Pós-Graduação de “Mediação de Conflitos em Contexto Escolar” (B-Learning) – Coimbra: 11 de Março

Fevereiro 15, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança, em parceria com a RED APPLE, está a organizar um curso de Pós-Graduação de “Mediação de Conflitos em Contexto Escolar” (B-Learning) que terá como principal objetivo dotar os técnicos para elaborar, planear, gerir e avaliar Projetos de Mediação de Conflitos em Contexto Escolar.

Mais informações em:

http://www.red-apple.pt/pos-graduacoes/item/48-mediacao-escolar

 

 

Nas salas de aulas reina a “pequena indisciplina”

Fevereiro 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de fevereiro de 2017.

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Só 0,01% dos alunos foram transferidos compulsivamente de escola em 2014/2015, revela o Ministério da Educação. Aulas expositivas “potenciam” problemas, dizem pais e directores.

Clara Viana

Este é um dos casos em que as minorias contam. Segundo um inquérito realizado junto dos directores de 45 agrupamentos frequentados por 53.664 alunos, 8,23% dos estudantes tiveram em 2015/2016 participações disciplinares. E, no entanto, a nível internacional, os professores portugueses são dos que se queixam mais de problemas de indisciplina em sala de aula, conforme dão conta inquéritos internacionais a docentes.

“Basta um aluno ou dois malcomportados por turma para darem cabo de uma aula”, comenta a propósito Alexandre Henriques, professor do 3.º ciclo e secundário e autor do inquérito sobre indisciplina nas escolas, feito em colaboração com a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que nesta terça-feira será publicado no blogue ComRegras de que também é responsável.

É o segundo inquérito sobre o tema realizado por Alexandre Henriques. O primeiro retratava a situação em 2014/15. Para que pudessem ser feitas comparações entre ambos, o autor levou em linha de conta apenas uma parte dos agrupamentos que este ano responderam ao inquérito, de modo a abranger um universo de alunos idêntico ao do ano passado: cerca de 35 mil. Resultados: o número de alunos, neste universo, com participações disciplinares passou de 2014/2015 para 2015/2016 de 2641 para 3035; registou-se também um acréscimo nos dois tipos de medidas disciplinares previstas pelo Estatuto do Aluno. Nas medidas ditas correctivas, de que o exemplo mais frequente é a ordem de saída da sala aula, passou-se de 4,18% para 5,28%; nas sancionatórias, que podem levar à suspensão ou à transferência compulsiva de escola, a oscilação foi de 1,96% para 2,28%.

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Em números absolutos, nos agrupamentos inquiridos há registo de 3807 medidas correctivas em 2015/2016 que foram aplicadas a 1854 alunos, o que quer dizer que muitos dos visados são repetentes na matéria. O mesmo se passa nas medidas sancionatórias, com um total de 1054 aplicadas a 802 alunos.

participacoes-alunos“Suspender um aluno não se faz”

Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério da Educação indicou que em 2014/2015, últimos números que tem disponíveis, “foram instaurados 215 procedimentos disciplinares que originaram transferência de escola (a medida sancionatória mais gravosa), o que representa 0,01% do total de mais de um milhão de alunos”.

“Sou director há 14 anos e nunca suspendi um aluno, nem nunca o farei. Porque mandar um aluno para a rua é mandar também o problema para a rua e isso não se faz. Isto não quer dizer que não tenhamos tido problemas graves, mas conseguimos resolvê-los na escola”, refere a propósito o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.

Ao contrário da evolução de crescimento identificada nas conclusões apontadas no estudo de Alexandre Henriques em colaboração com a ANDAEP, Manuel Pereira dá conta de que no agrupamento de que é director, agrupamento de Escolas de Cinfães, “há uma diminuição clara da indisciplina”, o que ele atribuiu à “grande política de proximidade com os alunos e encarregados de educação”.

O aumento reportado no estudo não significa “que haja mais casos de indisciplina nas escolas, mas sim que estas estão mais atentas ao fenómeno e o reportam mais”, afirma Filinto Lima, responsável da ANDAEP, que lamenta que o Ministério da Educação não tenha dados públicos sobre este tema, tornando assim impossível ter um retrato nacional da indisciplina na escola.

 

participacoes-disciplinaresAulas expositivas potenciam indisciplina

Apesar destas limitações, Filinto Lima não tem dúvidas de que, nesta matéria, “é a pequena indisciplina que reina nas escolas”. Os alunos que olham para trás, que atiram um avião de papel, que falam uns com os outros, são alguns dos casos que aponta.

“Difícil é sentá-los e depois mantê-los cativados e pró-activos durante a sala de aula”, afirma, para acrescentar que as aulas expositivas, com o professor a debitar a matéria, ainda muito frequentes em Portugal, acabam por potenciar “situações de indisciplina”.

“Pede-se às crianças que fiquem imóveis numa sala de aulas durante 50 minutos”, lembra o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, acrescentando que muito do que está em causa também aqui são as práticas pedagógicas em sala de aula. “Aquilo que é normal numa criança, uma forma de estar mais irrequieta, é vista muitas vezes como indisciplina”, frisa.

Jorge Ascensão considera, por isso, que há sempre “algum exagero” quando se fala de indisciplina nas escolas. “Desde a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que existe uma tendência de vitimização por parte dos professores que, por vezes, quase leva a crer que Portugal é um país de crianças gangsters. Claro que há situações graves nas escolas, mas sempre as houve”, diz.

Os dados de um inquérito aos professores realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em 2013, dão conta de que os docentes portugueses estão entre os que dizem gastar mais tempo a manter a ordem em sala de aula: 17,7% do tempo de aulas é consumido nesta tarefa contra uma média de 13,1% na OCDE. No mesmo inquérito, Portugal está entre os cinco países com uma maior percentagem de professores (38%) a reportarem terem turmas em que mais de 10% dos alunos têm problemas comportamentais.

 

http://www.comregras.com/

Défice de atenção e perturbações do comportamento na escola e em casa: medicar ou não medicar?

Fevereiro 4, 2017 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 22 de janeiro de 2017.

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É uma questão tão difícil de responder como a da pertinência de um antibiótico numa infecção. Há toda uma série de perguntas que precisam de ser respondidas primeiro.

Pedro Cabral

Uma questão recorrentemente levantada por educadores, professores, pais, familiares e técnicos tem que ver com o uso de medicação em casos de “hiperactividade”, quebra de rendimento escolar, modificações de humor e alterações do comportamento.

Toda a gente foi construindo alguma opinião a este respeito, informada por familiares, técnicos e, sobretudo, pela Internet. O ruído à volta deste tipo de questão pode ser particularmente alto, importando dados que muitas vezes não foram comprovados ou que já há muito foram desmentidos.

E não são só os leigos nestas matérias que podem ter opiniões baseadas em factos erróneos. Há cerca de um ano, quando a questão do excesso destas medicações dispensadas no nosso país foi levantada, alguém com responsabilidades nesta área descreveu o efeito “calmante” como o objectivo procurado pela medicação… estimulante!

Uma situação assim complexa não pode ser abordada de forma simples, e não se pode confundir sintomas, conjuntos de sintomas, perturbações e patologias.

O erro de medicar pelas consequências, ignorando as causas

Uma criança que não pára quieta na sala de aula pode ter tudo e não ter nada. Se se mexe mais do que o esperado para a sua idade, pode ser que nunca tenha tido ninguém que lhe chamasse a atenção, pode sentir que não consegue acompanhar os conteúdos, pode estar preocupada com questões mais urgentes para ela, reais ou imaginadas (ser vítima de bullying no recreio, reconhecer risco de doença ou de separação dos pais, por exemplo). Ou pode simplesmente estar distraída, “ausente”, mas sossegada… A importância dos factores genéticos veio claramente a ser reconhecida. Portanto, num contexto de predisposição “hereditária”, que por si só pode perfeitamente não constituir um entrave ao aproveitamento/comportamento académico, um imenso conjunto de circunstâncias, em casa e na escola, pode fazer “emergir” o comportamento desatento, irrequieto, com o seu cortejo de consequências…

Nestas alturas pode pôr-se o problema de medicar ou não medicar, conforme sugestão de familiares ou professores… É uma questão tão difícil de responder como a da pertinência de um antibiótico numa infecção. Há toda uma série de perguntas que precisam de ser respondidas primeiro (se é viral, se é bacteriana, se o organismo consegue vencê-la por si, se há risco de se eternizar, de alergia, etc., etc.). Com a desatenção é o mesmo. Que tendência “distráctil” existe e há quanto tempo, que factores recentes podem tê-la feito aparecer agora, que relação com as suas capacidades escolares numa ou noutra área (por exemplo, a dificuldade de concentração pode ser muito mais difícil na leitura do que no cálculo).

Uma situação que aparece muito na consulta, sobretudo no início da escolaridade obrigatória, é a da criança que não consegue ficar quieta na sala de aula, que interrompe a professora, que se levanta e que se recusa a fazer os trabalhos na sala. Que amua ou se afasta das outras no recreio quando não fazem as coisas como ela gosta. Isto apesar da sua simpatia e das suas reconhecidas capacidades para aprender. Também na natação, ou em casa dos avós, pode haver este tipo de queixas. Um olhar para este conjunto de manifestações será fundamental para perceber se se inscreve nos critérios habituais da chamada “PHDA” (…) ou se, pelo contrário, se trata de um padrão enraizado de comportamento em casa e de interacção com os adultos e os pares. Crianças que interrompem os adultos constantemente, que se habituaram desde sempre a só fazer as coisas com repetidos pedidos e explicações dos pais, que só após “negociação” é que cumprem as tarefas de todos os dias estão na primeira linha para exibirem estas dificuldades comportamentais, de serem rotuladas de hiperactivas e de serem medicadas em consulta.

As consequências de medicar, ignorando as causas

E ficam todos contentes, os professores, porque gostam deles sossegados; os pais, porque acabam as queixas; os médicos, porque a medicação resulta. Até talvez as crianças, porque reconhecem que precisam das “vitaminas” para terem boas notas. Ficam duas questões por esclarecer. A primeira é que, mesmo podendo haver uma tendência significativa na sua dificuldade de concentração, na sua facilidade em se distrair, passível de ser melhorada pela medicação, deixam de ser pensados e prevenidos todos os outros factores que podem estar na base da actual dificuldade ou estar a agravar esta sua tendência genética. Portanto, inquietações, alterações do sono, depressão, desadequação por dificuldades específicas de aprendizagem, reconhecimento de regras, etc., tudo é varrido para debaixo do tapete. A segunda tem que ver com o facto de se poder manter um padrão de irresponsabilidade do próprio, no respeito pelos outros e na necessidade de lutar pelos seus objectivos, os escolares sobretudo. A prazo, a medicação, só por si, não vai ajudar a resolver esta dependência de terceiros. A imaturidade veio para ficar.

A medicação não é uma droga, não provoca habituação, dependência ou tolerância, e os seus efeitos secundários, tão falados na Net, são de facto menores quando comparados com a sua capacidade, que é real, de ajudar a concentrar. Podemos é estar a enganarmo-nos todos, pais, professores e técnicos, quando o objectivo é “tratar” a chamada “hiperactividade” em vez da desatenção. Enganamo-nos todos sobretudo quando são ignorados ou esquecidos os tais factores que podem estar na base, ou contribuir para agravar a desadequação escolar.

Porque neste ignorar das causas, que a medicação pode permitir, corremos o risco sério de adiar a construção da responsabilidade, pelo próprio, na gestão das suas tarefas e objectivos. Quando a tal hiperactividade tiver desaparecido, com o tempo, podemos encontrar um jovem “imaturo” porque desatento, incapaz de trabalhar sozinho ou sem ser pressionado, indiferente aos resultados, esperando que as coisas se resolvam com o tempo. Medicar ou não? A questão não pode ser essa.

(*) Neurologista pediátrico. CADIn – neurodesenvolvimento e inclusão

 

 

Facebook e educação : publicar, curtir, compartilhar

Janeiro 30, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o livro no link:

http://books.scielo.org/id/c3h5q

Bullying – O que posso fazer?

Janeiro 26, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://uptokids.pt/ de 20 de janeiro de 2017.

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Bullying – O que é já eu sei! Quero é saber… o que posso fazer!

São cada vez mais os pais que nos chegam assustados, sem saberem o que fazer e como ajudar os seus filhos perante situações de bullying. Em primeiro lugar precisamos saber sobre o conceito para conseguir distingui-lo das desavenças e zaragatas normais entre as crianças e adolescentes. Só assim é possível estar atento e agir eficazmente.

Estamos a falar de bullying quando uma criança é exposta a ações negativas por parte da mesma pessoa ou grupo, de forma intencional, repetida e contínua ao longo do tempo. O bullying pode assumir diversas formas, tais como, violência física, emocional, cultural, do tipo racista, ciberbullying. Os estudos dizem-nos que os rapazes tendem a utilizar com maior frequência a agressão física como método. Já as raparigas frequentemente optam por a agressão sob forma indireta, através da humilhação, “maldizeres”, boatos.

É importante não esquecer que os desentendimentos entre crianças são conflitos normais no desenvolvimento sendo que por norma resolvem-se rapidamente. O bullying não faz parte do desenvolvimento normal das crianças, é uma forma grave, intencional e continuada da agressão! Ser vítima pode deixar marcas na vida de uma criança. Pode levar ao desenvolvimento de medos, sentimentos de inferioridade, ansiedade. Em casos mais graves pode até levar a autoagressões ou até mesmo ao suicídio.

Deixo-vos alguns sinais, podem estar associados a situações de bullying: esteja atento a alterações de humor; a maior dificuldade na atenção/concentração; medos; pesadelos e dificuldades em dormir; baixa autoestima; recusa em ir para a escola (constantes dores de cabeça, de barriga….); roupa e material perdido ou estragado; nódoas negras, hematomas.

O que se pode, então, fazer?

Na realidade cada pessoa pode fazer a sua parte. Eis algumas dicas sobre o que podem e devem fazer com os vossos filhos:

  • Conversar abertamente com os filhos sobre o bullying incentivá-los a contarem os problemas sem julgamentos ou criticas;
  • Conhecer os amigos dos filhos, saber o que estão a fazer, onde e com quem estão;
  • Evitar os programas e jogos que apelem à violência;
  • Conversar com os professores, diretores de turma e conhecerem a situação escolar dos filhos (rendimento escolar, amizades, comportamento…);
  • Estar informado sobre o regulamento da escola aquando situações de violência;
  • Promover atividades, do interesse dos filhos e que fomentem a cooperação, solidariedade, partilha;
  • Ensinar as regras sociais e promover a resolução de conflitos sem violência ou agressão.

Na escola pode ser igualmente importante refletir em conjunto com os alunos sobre o bullying, criando dinâmicas que promovam a valorização de si e dos outros, desenvolvimento do autoconceito, assertividade, trabalho ao nível das competências pessoais e sociais.

Não podemos esquecer que se a criança estiver a ser vítima de bullying temos por obrigação protege-la. E por isso, deve sempre denunciar ao conselho executivo da escola! Escola e pais devem enfrentar o problema juntos. A situação denunciada deve ser acompanhada e o agressor deve sofrer uma consequência disciplinar adequada, de forma  a que a segurança da vítima seja garantida. As consequências têm de ser justas, adequadas à idade, imediatas e de fácil monitorização (ex.: serviço comunitário dentro da escola…). Não se esqueça, nunca desvalorize a queixa nem a considere exagerada! Deve-se averiguar a veracidade e agir em conformidade. A criança deve ser ouvida e apoiada pelo adulto. Tente manter-se calmo e paciente. Não a culpe por ela não se defender, opte por elogiar a coragem que teve em denunciar.

Escola e pais devem estar atentos e intervir de forma imediata! Diariamente monitorize para perceber se as agressões terminaram (não faça um questionário…apenas 2 ou 3 questões). Não incentive a retaliação. A criança deve enfrentar o agressor sem utilizar os mesmos comportamentos de que foi alvo. Agressor e vítima devem ser referenciados para apoio psicológico e/ou outros adequados à situação (exemplo: comissão de proteção de crianças e jovens em risco, polícia…).

Quer na escola quer na família podem ser desenvolvidas algumas dinâmicas e/ou tarefas anti-bullying:

  • divulgação do bullying (cartazes, teatros, trabalhos de grupo, filmes);
  • transmitir, ensinar e refletir sobre a resolução de conflitos (manter a calma, descrever a situação – antes e depois, identificar sentimentos, procurar soluções, escolher a solução adequada);
  • ajudar as crianças a identificar os agressores, a quem recorrer, trabalhar os sentimentos e emoções;
  • realizar atividades sobre a amizade (exemplo: o que é um amigo? Como podemos ser amigos? Como demostras?)

Lembre-se que não podemos mudar o mundo nem solucionar todos os casos mas podemos e devemos ter um papel ativo. Saber e nada fazer é uma forma errada de ajudar. Mudar simplesmente o aluno (seja ele a vítima ou o agressor) de escola não é solução! Existem caraterísticas que (sem serem trabalhadas) se irão manter no aluno/a mesmo que mude de escola.

Tenha presente que maltratar o agressor não resolve a situação e, na maior parte das vezes, apenas serve para fomentar ainda mais a violência ou para que o agressor desenvolva estratégias ainda mais elaboradas. Embora não seja fácil criar empatia com os agressores, é possível ajudá-los a lidar com os seus sentimentos e a alterarem os seus comportamentos. O bullying é um comportamento aprendido e por isso pode ser alterado!

Estou disponível para qualquer dúvida e/ou questão.

Por Ana Filipa Ricardo, Psicóloga para Up To Kids®

 

 

 

Alunos do 1.º ciclo são os que mais têm TPC

Janeiro 10, 2017 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de janeiro de 2017.

Nuno Ferreira santos

Nuno Ferreira santos

Jovens dispendem 15 a 30 minutos com os trabalhos de casa, avança inquérito a pais e professores.

Lusa

Os alunos do 1.º ciclo são os que têm mais trabalhos de casa (TPC) e o tempo médio despendido é de 15 a 30 minutos, conclui um inquérito feito a professores (69,5%) e a encarregados de educação (46,6%)..

A segunda parte do estudo “A escola, a família e os trabalhos de casa”, realizado entre 8 e 29 de Novembro passado, e com uma amostra de 1614 inquéritos vem demonstrar que “todos os ciclos de ensino apontam os 15 a 30 minutos como duração média para a realização dos trabalhos de casa” e que são os professores do 1.º ciclo que atribuem com maior frequência TPC. Apenas 13,5% dos professores declaram nunca atribuem TPC no 1.º ciclo.

É também naquele ciclo que os encarregados de educação mais controlam os TPC dos educandos e que a sua presença é mais efectiva na realização desses trabalhos de casa.

Segundo o autor do inquérito, Alexandre Henriques, professor e responsável do ComRegras, um blogue de Educação, a principal razão pela qual os professores atribuem TPC aos alunos é a “criação de hábitos de estudo” (66%), e, em segundo lugar, o fomento da autonomia do aluno (53%).

Sobre a regularidade de TPC, os encarregados de educação e alunos inquiridos afirmam que há TPC todos os dias, incluindo aos fins-de-semana, e, mais uma vez, se revela que são os estudantes do 1.º ciclo que têm a frequência de TPC “mais incisiva”.

“Nas escolas existem turmas bastante heterogéneas, mas o mesmo acontece com a política escolar sobre a temática dos trabalhos de casa. É comum encontrar professores na mesma escola e até a lecionarem o mesmo ano, com visões diferentes sobre os trabalhos de casa e a aplicarem quantidades e frequências distintas. Além do bom senso que deve imperar, pois a carga lectiva em Portugal é elevada, as chefias intermédias e até os directores escolares devem estabelecer critérios a fim de evitar excessos”, observou Alexandre Henriques, reconhecendo que os TPC têm óbvias “vantagens” e “deve ser atribuído quando necessário, mas não deve ser imposto por mera “tradição”.

Na questão sobre como é que encaram os TPC atribuídos aos alunos, os docentes consideram uma tarefa natural, que não perturba os alunos (77,7%), enquanto os pais, por uma margem de cinco pontos percentuais, apontam os TPC como uma “tarefa exigente”, “causadora de stress, mas suportável” (44,5%). Apenas 15,8% dos encarregados de educação considerou os TPC como uma “tarefa desagradável e perturbadora”.

À questão “considera os TPC um problema, em virtude da elevada carga letiva dos alunos”, tanto os encarregados de educação (36,2%), como os professores (24,1%), referem que a carga horária lectiva será um dos motivos para a redução ou abolição dos TPC.

Outra das conclusões que se destacam no inquérito demonstra que os TPC atribuídos “são proporcionais quanto ao esforço exigido”, “não são perturbadores”, mas devem, contudo, “ser limitados no futuro quanto à sua duração do trabalho exigido”.

Com a progressão nos ciclos de ensino, a percentagem de alunos e encarregados de educação que afirma ter TPC diariamente diminui, atingindo quase metade no ensino secundário (22%), comparativamente com o 1.º ciclo (39%).

Na primeira parte do inquérito, divulgado a 18 de Novembro, e feito a pais, alunos e professores, ficou demonstrado que a maioria era a favor dos TPC, considerando que melhoram o desempenho. Os encarregados de educação, todavia, tenderam a julgar que eram em excesso.

A generalidade dos inquiridos (quase 70%) concorda que os trabalhos de casa melhoram o desempenho/aproveitamento dos alunos, sendo os professores os que manifestam maior concordância com a utilidade dos TPC. Na generalidade, do total de inquiridos, apenas 24% não considera os TPC bem-vindos.

 

 

7 ferramentas para criar histórias em quadrinhos com os alunos

Janeiro 6, 2017 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto do site http://porvir.org/ de 25 de agosto de 2016.

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Confira uma seleção de recursos para incentivar a produção autoral de histórias, incluindo cenários, personagens e muitos balõezinhos

por Redação

Confira a lista:

Pixton A ferramenta permite criar e compartilhar histórias com diferentes opções de cenários, personagens e expressões. A Pixton também oferece opções de contas para escolas e professores, que contam com um espaço privado para reunir alunos, criar quadrinhos em grupos, gravar narrações e até mesmo trabalhar com ferramentas de avaliação.

Create Your Own Comic Que tal incentivar a produção de histórias utilizando os personagens da Marvel? O site Create Your Own Comic permite montar quadrinhos com Capitão América, Homem-Aranha, Hulk e tantos outros. São diversos templates diferentes que possibilitam criar uma revistinha para salvar, imprimir e até mesmo compartilhar.

GoAnimate Para quem deseja dar vida aos quadrinhos, o site GoAnimate ajuda a montar pequenas animações. Ele oferece personagens, cenários e objetos prontos para serem personalizados por professores, alunos e outros usuários.

ReadWriteThink A ferramenta permite escolher diferentes templates para criar histórias. Em cada quadrinho, o usuário pode incluir personagens, objetos, balõezinhos e textos. Ao terminar, ele pode imprimir sua revistinha para colorir.

ToonDoo O ToonDoo traz diversas ferramentas para auxiliar na produção de histórias em quadrinhos. São várias opções de cenários, personagens, objetos, carimbos e balõezinhos, além de também permitir a inclusão de fotos.

Stripcreator O Stripcreator possibilita criar e compartilhar histórias curtas, com até três quadrinhos. No site, o usuário consegue escolher entre diversos personagens e cenários para montar a sua tirinha e compartilhar a sua criação.

Pencil Para professores e alunos que desejam criar suas próprias ilustrações, o programa Pencil pode ser uma boa solução. Desenvolvido para possibilitar a elaboração de desenhos à mão e no estilo cartoon, ele é considerado uma alternativa para criar animações em 2D de forma simples.

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Uma escola de maioria africana ficou entre as dez melhores a Português

Dezembro 31, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 17 de dezembro de 2016.

A primeira escola pública no ranking do secundário surge na posição 35. É a secundária da Infanta D. Maria, em Coimbra, que volta, assim, à liderança das estatais. O Colégio de Nossa Senhora do Rosário, no Porto, é o primeiro da lista

Clara Viana e Bárbara Wong

A Escola Dr. Azevedo Neves, na Damaia, arredores de Lisboa, é descrita pelos seus alunos como “a mais africana da Europa”, já que a maioria é descendente de imigrantes oriundos de África. Os resultados dos seus estudantes no exame de Português do 12.º ano em 2015/2016 colocam-na entre as dez melhores a nível nacional nesta disciplina. Neste “top 10” só há outra escola pública.

Esta é uma das revelações do ranking de 2016, uma ordenação que no PÚBLICO é feita com base na média das classificações dos alunos nos oito exames com mais inscritos. Só é atribuído um lugar às escolas onde se realizaram 50 ou mais provas, que são a maioria

Nesta listagem geral, a Azevedo Neves ficou na posição 239.º em 590 estabelecimentos de ensino secundário ordenados pelo PÚBLICO, num ranking que volta a ser dominado pelos colégios e que este ano, pela primeira vez, também contabiliza os resultados de parte dos alunos que foram a exame como autopropostos (aqueles que frequentaram a escola quase todo o ano lectivo). Já no ranking que ordena as escolas apenas pelas notas a Português (e que inclui todas as escolas onde se fizeram pelo menos 15 exames nesta “cadeira”), a Azevedo Neves brilha bem mais.

A primeira escola pública no ranking geral dos oito exames do secundário surge na posição 35, sete lugares abaixo do registado em 2015. A secundária da Infanta D. Maria, em Coimbra, volta este ano à liderança das estatais, uma posição que no ano passado tinha sido ocupada pela secundária Clara Resende, no Porto. No 3.º ciclo básico, na liderança deste grupo está uma escola de Beja, a D. Manuel I, que geralmente está afastada dos lugares cimeiros dos rankings e que ficou agora em 32.º.

Tal como acontece no secundário, também no básico o topo da lista é dominado pelo privado e o fundo pelo público. Os colégios do Norte dominam os primeiros dez lugares da lista. A excepção é o Colégio dos Plátanos, em Sintra (5.ª posição), e o de Nossa Senhora de Fátima, em Leiria (6.ª). Este último é um colégio com contrato de associação, ou seja, que deve funcionar como uma escola pública, recebendo todos os alunos, sem selecção. De resto, há 73 colégios com contrato de associação que integram o ranking das escolas básicas feito pelo PÚBLICO: 66 têm uma média a Português e Matemática acima dos 2,5 (numa escala de 1 a 5), 12 estão entre os 100 primeiros.

A estratégia do chumbo

O Colégio de Nossa Senhora do Rosário, no Porto, volta a estar em primeiro lugar na ordenação das escolas do secundário. No básico fica o Colégio Novo da Maia. O Rosário distingue-se também num novo indicador disponibilizado pelo Ministério da Educação (ME), o dos percursos directos do sucesso, que avalia a percentagem por escola de alunos que não reprovam nem no 10.º nem no 11.º e têm positiva nos exames do 12.º ano realizados em 2015/2016. Com base nestes resultados, que em 2015 já existiam para o 3.º ciclo, o PÚBLICO volta a apresentar um “ranking alternativo”.

O colégio do Porto está em segundo lugar nesta forma de ordenar as escolas. A percentagem de percursos directos de sucesso no secundário foi ali de quase 90%, quando era expectável, tendo em conta o desempenho de alunos semelhantes no resto do país, que estivesse cerca de 20 pontos abaixo.

Do cruzamento entre o novo indicador de percursos de sucesso e as médias obtidas nos exames do secundário sobressaem alertas que devem ser tidos em conta pelo ME, defende a investigadora Conceição Portela, da Católica Porto Business School, num artigo que assina neste suplemento. A investigadora verificou na sua análise que “as estratégias das escolas secundárias passam bastante pela retenção dos alunos”. “Os alunos que fazem exame são apenas os mais aptos”, escreve.

Também a retenção é muito visível no básico, onde em apenas 21% das escolas metade ou mais de metade dos estudantes consegue atravessar o 3.º ciclo sem retenções e com sucesso nos exames de Português e de Matemática no 9.º ano.

Alunos motivados

Em declarações por escrito, a directora do Colégio do Rosário, Teresa Nogueira, indica que a posição obtida no ranking “alternativo” se deve, sobretudo, “a um trabalho de continuidade”. “A grande maioria, cerca de 90% dos nossos alunos, permanece no colégio num percurso de vários ciclos. Temos o mesmo número de turmas do 5.º ao 12.º ano, pelo que, no secundário, abrimos apenas algumas vagas. A continuidade permite-nos desenvolver ritmos de aprendizagem e de trabalho consistentes”, especifica.

Quanto à continuidade do colégio nos lugares de topo dos rankings, Teresa Nogueira volta a destacar que tal se deve “à conjugação de vários factores, entre os quais um corpo docente estável, com hábitos de reflexão, de investigação e trabalho em equipa; alunos motivados com opções e fasquias de excelência e uma carga lectiva reforçada a várias disciplinas”.

Tanto no ensino básico como no secundário, a Escola da Infanta D. Maria, em Coimbra, consegue percentagens de percursos directos de sucesso que superam o que era esperado dela. Um resultado que vem confirmar, segundo Helena Simões, a directora, uma das apostas deste estabelecimento de ensino: “O número de retenções é residual nesta escola e a incidência das mesmas está perfeitamente identificada, sendo que oferecemos apoios semanais nas diferentes disciplinas, sobretudo nas de exame e onde os resultados fiquem aquém do esperado.”

Como factores que justificam a permanência da escola no primeiro pelotão do ranking, Helena Simões destaca ainda “o contexto sociocultural dos alunos, as elevadas expectativas dos mesmos e respectivos encarregados de educação e a estabilidade do corpo docente”.

E por que estão sempre os colégios em maioria nos lugares cimeiros? “São realidades distintas e dificilmente comparáveis”, afirma, acrescentando que as escolas públicas têm uma autonomia mais reduzida, que obedece aos “princípios de uma sociedade aberta, heterogénea e inclusiva”.

Quando os estudantes mudam

Ao contrário da Infanta D. Maria, que continua a ser uma escola não agrupada, a secundária do Restelo é uma das públicas habitualmente bem colocadas no ranking do secundário que estará agora a sofrer os impactos de se ter tornado sede de um agrupamento que reúne sete outras escolas com características socioeconómicas muito diversas, aponta o seu director, Júlio Santos.

Este ano, a Escola Secundária do Restelo, que costuma figurar entre as melhores públicas, caiu do lugar 31.º para o 60.º. “Esta descida não é uma surpresa para nós. Houve uma alteração da população escolar, que se reflectiu também na evolução da taxa de retenção, que passou de 0% para 14%”, explicou.

Regresso à escola “africana da Europa”. Como conseguiu estar entre as dez melhores a Português? “Por via de um trabalho muito forte de passagem da oral para a escrita, de muita leitura, de muitas visitas de estudo, de uma acção muito próxima dos alunos e das famílias”, sintetiza o seu director, José Biscaia. “Os alunos que estavam no 12.º ano são um extracto dos estudantes que temos, em que 52% são de origem africana”, confirma este responsável, lembrando que, devido a essa “característica”, os alunos do seu agrupamento são, em geral, “recusados” pelas escolas à volta.

Em 2016, a grande maioria das secundária públicas volta a conseguir média positiva nos exames, um feito já alcançado no ano passado e que apenas se repetira em 2008 e 2009. Também no básico a maioria está em terreno positivo.

À semelhança do que tem sucedido desde 2012, o ranking do PÚBLICO, feito em colaboração com a Universidade Católica, e que poderá consultar nestas páginas, inclui, para além das médias dos exames em cada escola, outro tipo de informação, nomeadamente o valor que seria esperado que cada escola obtivesse, tendo em conta o contexto socioeconómico em que se insere. Tanto no secundário (53,5%) como no básico (62%), a maioria das escolas conseguiu ter médias de exames superiores ao que era esperado, o que representa uma evolução positiva em comparação com 2015, em que este valor rondava os 48%.

Como aconteceu no passado, o mais mal classificado entre as 590 escolas que realizaram 50 ou mais provas é o Colégio da Torre D. Chama, em Bragança. O PÚBLICO tentou em vão falar com a direcção deste colégio, que é financiado pelo Estado para garantir ensino gratuito aos seus alunos. No final da tabela do ranking do secundário figuram outros seis colégios que têm contrato de associação com o Estado.

Será a repetição de ano benéfica para os alunos? PDF gratuito da Fundação Francisco Manuel dos Santos

Dezembro 15, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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