Eu e o meu Medo – livro infantil sobre a temática das migrações e dos refugiados

Abril 17, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Quando uma menina muda de país e entra para uma escola nova, o seu medo tenta convencê-la a ficar sozinha e assustada.

«Ainda não consigo perceber tudo, mas comecei a reparar que os outros também têm os seus medos…» 

Francesca Sanna, autora do aclamado A Viagem (ed. Fábula, 2018), regressa à temática das migrações e dos refugiados, de forma subtil e delicada.

Eu e o Meu Medo (Ed. Fábula | 40 pp. | 13,99€) é um maravilhoso álbum ilustrado que nos mostra como podemos encontrar amizade e conforto na partilha dos nossos medos. A Fábula disponibiliza as primeiras páginas para leitura aqui.

Unicef: média de 29 crianças refugiadas e migrantes chegaram por dia à Europa

Fevereiro 21, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia da ONU News de 22 de janeiro de 2019.

Estimativa é de que cerca de 400 crianças tenham enfrentado viagens perigosas no Mediterrâneo desde o início do ano; mais de 4.507 pessoas tentaram chegar à Europa nesse período.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, pediu aos governos europeus para concordarem com uma abordagem regional que proteja melhor as crianças refugiadas e migrantes. Para a agência, elas ainda enfrentam perigos graves e violações de seus direitos básicos.

De acordo com a agência, cerca de 400 crianças refugiadas e migrantes, uma média de 29 por dia, chegaram às costas da Grécia, da Itália e da Espanha durante as primeiras duas semanas de janeiro. Elas enfrentaram viagens especialmente perigosas devido às temperaturas baixas e ao mar agitado dos meses de inverno.

Águas Perigosas

A diretora regional do Unicef para a Europa e Ásia Central, Afshan Khan, disse que “todos os dias, crianças arriscam suas vidas com a esperança de encontrar segurança e a oportunidade de construir um futuro decente.”

Para a também coordenadora especial para reposta migrante na Europa, uma “abordagem regional ampla poderia ajudar a prevenir que estas crianças, muitas das quais já experimentaram exploração e abusos durante as longas jornadas, sofram ainda mais.”

Em 2018, a estimativa é de que 23 mil crianças refugiadas e migrantes tenham chegado pelo mar à Grécia, Itália e Espanha. Os motivos da fuga da maior parte delas eram conflitos, pobreza extrema e perseguição.

Uma destas crianças foi Osama, de 12 anos, que fugiu do conflito no Iêmen. Ele contou ao Unicef que durante a viagem pelo mar com a família pensou que tudo “tinha acabado”, que “iria morrer” e que era assim que a vida dele “iria terminar”.

Convenção

Khan destacou que este ano marca o 30º aniversário da Convenção da ONU dos Direitos das Crianças, dizendo que este marco histórico “serve como lembrança vital de que todos os Estados-membros europeus se comprometeram em proteger os direitos de todas as crianças, independentemente do seu estatuto migratório.”

No ano passado, o Unicef fez um apelo por US$ 34 milhões para apoiar crianças refugiadas e migrantes na Europa. Foram arrecadados um total de US$15 milhões, deixando uma lacuna de financiamento de 55%.

Plano

Esta terça-feira, a Agência de Refugiados da ONU, Acnur, disse que vê “com alarme crescente a situação no Mediterrâneo”.

Segundo a agência, nos últimos dias, aconteceram dois naufrágios, vários incidentes de resgate e um navio mercante desembarcando pessoas resgatadas na Líbia. Também existem relatos de que a Líbia não tem sido capaz de responder a incidentes dentro da região que é sua responsabilidade devido à falta de combustível.

O Acnur acredita que cerca de 170 pessoas morreram nos dois naufrágios, o primeiro na Líbia e o segundo em águas entre Marrocos e Espanha. Existem informações de que crianças e uma mulher grávida estariam a bordo. Na última semana, uma menina de nove anos do Iraque teria se afogado no Mediterrâneo ao tentar chegar com a família na ilha de Samos.

Desde o início do ano, 4.507 pessoas atravessaram o mediterrâneo para chegar à Europa, apesar do frio e do perigo.

Política

Para a agência, é urgente que os Estados tomem medidas para reafirmar a capacidade de resgate no Mediterrâneo, aumentando o resgate coordenado entre vários Estados, restaurando o rápido desembarque em locais seguros e levantando obstáculos ao trabalho das embarcações de organizações não-governamentais.

Falando a jornalistas em Genebra, o porta-voz do Acnur Charlie Yaxley disse que questões políticas “em torno dos resgates marítimos estão impedindo o foco sério em uma solução para o problema” e que, por isso, “vidas estão sendo tragicamente perdidas.”

Yaxley afirmou que “os políticos devem parar de usar seres humanos para marcar pontos políticos e, em vez disso, abordar isso como uma questão humanitária.”

 

Falta de acesso a cuidados médicos coloca em risco vida de crianças na Síria

Fevereiro 8, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia da ONU News de 16 de janeiro de 2019.

Alerta  do Unicef revela que temperaturas baixas já vitimaram pelo menos 15 crianças; 13 delas tinham menos de um ano de idade.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alerta que as baixas temperaturas e difíceis condições de vida em Rukban, na fronteira sudoeste da Síria com a Jordânia, colocam cada vez mais vidas de crianças em risco.

Segundo a agência, em apenas um mês, pelo menos oito crianças morreram nesta região. A maioria delas tinha menos de quatro meses.

Em Rukban, 80% da população estimada de 45 mil são mulheres e crianças. O frio extremo e a falta de assistência médica para as mães antes e durante o parto, e para recém-nascidos, agravaram as condições sanitárias.

Leste da Síria

O Unicef informa ainda que no leste da Síria, a violência na área de Hajin, em Deir-Ez-Zor, desalojou cerca de 10 mil pessoas desde dezembro.

As famílias que buscam segurança enfrentam dificuldades para sair da zona de conflito e acabam por ter de esperar ao frio, durante vários dias sem abrigo ou mantimentos básicos.

Sete crianças morreram nesta fuga da violência, a maioria com menos de um ano de idade.

Apelo

O Unicef considera que “não há desculpas” para estas mortes evitáveis “no século 21”. A agência afirma que “essa trágica perda de vidas” deve terminar imediatamente.

O Fundo apela a todas as partes envolvidas no conflito e àquelas que têm influencia para que forneçam passagem segura a todas as famílias que buscam segurança fora da linha de fogo. O outro pedido é que seja facilitado o acesso a assistência médica a crianças em Hajin e outros lugares na Síria.

 

 

 

10 anos passaram e para muitas crianças a vida não mudou

Fevereiro 7, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

mais informações no link:

Educação e deficiência: A inclusão das crianças refugiadas na Jordânia

Janeiro 9, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da Euronews de 20 de dezembro de 2018.

De  Monica Pinna 

Mais de 5 milhões e 600 mil pessoas fugiram da Síria desde 2011 à procura de segurança no Líbano, Turquia, Jordânia ou outros países. Metade são crianças

Quase 700 mil refugiados sírios vivem na Jordânia, o terceiro país anfitrião depois da Turquia e do Líbano.

Estima-se que mais de 700 mil crianças sírias refugiadas não vão à escola nos países vizinhos da Síria.

A maioria dos refugiados sírios vive em áreas urbanas e Mafraq é uma das três províncias jordanas com o maior número de sírios registados. As escolas locais tiveram de absorver o elevado número de crianças refugiadas que precisam de educação, incluindo as que têm deficiências.

Abd Al-Rahman tem 8 anos e uma paralisia cerebral que lhe afecta a capacidade de andar. No seu primeiro ano de escola diz que “o que gosto mais é de Ciências. É ótimo! Gosto de tudo o que está relacionado com isso.”

Na escola de Al Hamra, Abd Al-Rahman é tratado como outra criança qualquer, mas com necessidades diferentes. A escola faz parte de um programa de educação inclusiva implementado pela organização Mercy Corps e financiado pela União Europeia.

Durante dois anos, Abd Al-Rahman foi rejeitado por escolas que não estavam equipadas para o ajudar.

Maisa Asmar, da Mercy Corps, explica: “Trabalhamos com as escolas, fornecendo-lhes professores assistentes. Mas também lhes fornecemos mobiliário e tecnologia, de forma a melhorar a qualidade da educação que as crianças recebem, incluindo as crianças com deficiência. Atualmente, cerca de 300 crianças recebem sessões de reabilitação.”

Os números sobre os refugiados sírios com deficiência na Jordânia não são claros. Estima-se que haja cerca de 15 mil crianças deficientes, mas apenas 3% recebe Educação. Não tem a ver apenas com a capacidade de absorção do sistema de educação jordano, mas também com as condições socioeconómicas dos refugiados, incluindo altas taxas de pobreza.

A avó de Abd Al-Rahman lembra que “foi difícil levá-lo à escola porque não consegue andar e é muito complicado para nós levá-lo à escola e trazê-lo de volta. Mas ele tem que estudar!”

Regressamos a Amã para nos juntarmos ao Comissário Europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianides, na sua visita a outra escola financiada pela União Europeia. Desde o início da crise síria, Bruxelas já contribuiu com cerca de 11 mil milhões de euros. E, segundo o Comissário, o orçamento para a educação está a crescer:

“A educação em emergências é o campo mais subfinanciado na nossa ajuda humanitária e é por isso que já aumentei 10 vezes o orçamento para educação em emergências.

– Quais são os objetivos da União Europeia em termos de educação para crianças com deficiência?

– No próximo ano, todos os projetos humanitários têm de incluir especificidades sobre pessoas com deficiência.”

Viajamos novamente para norte, perto da Síria, para visitar outra escola inclusiva. Dareen faz parte de uma equipa de cerca de 160 professores assistentes para crianças com deficiências, treinados pela Mercy Corps em mais de 40 escolas do país.

Com a ajuda de um intérprete, ela está a aumentar a consciencialização sobre pessoas com deficiências, ensinando língua gestual aos alunos que não têm deficiências.

“A primeira vez que vim para uma escola, estava preocupada com a forma como iria comunicar com alunos e professores, mas desde o primeiro dia na sala de aula foi muito fácil. A minha linguagem corporal funcionou muito bem e os alunos adoraram!”

Dareen é um exemplo vivo de inclusão. Um caminho longo e não garantido para todos, seja jordano ou refugiado. Ela precisou de sete anos até encontrar um emprego.

A Jordânia adotou recentemente uma nova lei sobre os direitos das pessoas com deficiência e um plano estratégico a dez anos que vai reproduzir as melhores práticas em todo o país.

 

Manual do Conselho da Europa sobre Crianças Migrantes e os seus Direitos

Janeiro 8, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

This handbook has been developed to equip professionals and volunteers who interact with migrant and refugee children to communicate in a child-friendly way about their rights and the procedures aff ecting them. Through this handbook, professionals and volunteers will understand how to apply international children’s rights in national contexts. The concrete steps outlined in this guide explore how professionals and volunteers can serve the best interests of the child by ensuring the child’s right to information and their right to be heard are effective.

Descarregar o manual How to convey  child-friendly information to children  in migration : A handbook for frontline professionals no link:

https://www.coe.int/en/web/children/-/council-of-europe-launches-handbook-on-child-friendly-information-for-children-in-migration

Número de recém-nascidos filhos de refugiados sírios atinge 1 milhão

Dezembro 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia da ONU News de 11 de dezembro de 2018.

Agências da ONU e parceiros lançaram Plano Regional de Refugiados e Resiliência 2019-2020; estratégia deve atuar em cinco países da região; cerca de 6,5 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar na Síria.

Em 2019 e 2020, serão precisos US$ 5,5 bilhões para apoiar a Turquia, o Líbano, a Jordânia, o Egito e o Iraque a lidar com o impacto da crise da síria e seus refugiados.

A informação faz parte do Plano Regional de Refugiados e Resiliência, lançado esta terça-feira pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur, o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, e outros parceiros.

Dificuldades

Mais de sete anos após o início do conflito, lidar com um número tão alto de refugiados continua sendo um desafio. Cerca de 5,6 milhões de sírios estão atualmente registrados em toda a região, com cerca de um milhão de recém-nascidos em deslocamento.

O diretor do Acnur para o Oriente Médio e Norte da África, Amin Awad, disse que “este milhão de crianças nasceram numa situação em que pobreza e desemprego são comuns, onde existe casamento precoce e trabalho infantil e uma educação nem sempre é garantida.”

Para o representante, “é fundamental que a comunidade internacional continue a reconhecer o sofrimento dos refugiados sírios e forneça apoio vital aos governos anfitriões e parceiros para ajudar a arcar com essa carga enorme, enquanto esperam pelo seu retorno voluntário em segurança e dignidade.”

Acolhimento

Em nota, as agências dizem que “esses países vizinhos permanecem incrivelmente generosos ao receber grandes populações de refugiados desde o início da crise, apesar do preço no seu desenvolvimento.”

Segundo as agências, as comunidades de acolhimento enfrentam desafios socioeconômicos profundos. A ONU e os parceiros pretendem ajudar diretamente cerca de 3,9 milhões membros destas comunidades.

O diretor do Escritório Regional do Pnud para os Estados Árabes, Mourad Wahba, explicou que “as comunidades da região demonstraram uma grande generosidade, mas estão cada vez mais sob tensão.”

Ele disse acreditar que a comunidade internacional deve mostrar solidariedade com essas pessoas, “que estão dando muito, apesar de terem que arcar com as despesas.”

Wahba afirma que a “resposta coletiva deve garantir que os países anfitriões recebem apoio para o seu desenvolvimento, ultrapassar a crise e, ao mesmo tempo, manter um olho no futuro.”

Resposta

Em 2019, os parceiros pretendem implementar uma ampla resposta visando mais de 9 milhões de pessoas nos cinco países.

Esse apoio deve ajudar a enfrentar os desafios de proteção para refugiados, colocar mais crianças na escola, melhorar serviços básicos e oportunidades econômicas, especialmente para mulheres, e usar a experiência dos parceiros para fortalecer a capacidade de resposta das autoridades nacionais e locais.

Desde a sua criação em 2015, cerca de US$ 12 bilhões foram canalizados através do Plano Regional de Refugiados e Resiliência e seus 270 parceiros humanitários.

PMA

Segundo o Programa Mundial de Alimentos, PMA, existem neste momento 6,5 milhões de pessoas com insegurança alimentar na Síria.

A agência da ONU chega a ajudar 3 milhões de pessoas no país com assistência alimentar todos os meses, além dos 3,3 milhões de refugiados sírios que vivem em campos fora da Síria.

Nas comunidades de acolhimento, o PMA assiste 81 mil pessoas no Egito, 47 mil no Iraque, 880 mil na Jordânia, 670 mil no Líbano e 1,5 milhão na Turquia.

 

 

Unicef e OIM reiteram que crianças migrantes nunca devem ficar detidas

Setembro 10, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Público de 3 de setembro de 2018.

Joana Gorjão Henriques
O MAI emitiu um despacho a dizer que há um prazo máximo de sete dias para as crianças ficarem detidas no Centro de Instalação Temporária do Aeroporto. UNICEF e Organização Internacional para as Migrações lembram que prática deve ser terminada.
Dois dias depois da notícia do PÚBLICO sobre o facto de o Centro de Instalação Temporária (CIT) do Aeroporto de Lisboa ter detida uma criança migrante de três anos há mês e meio, a 24 de Julho o Ministro da Administração Interna emitiu um despacho a determinar que os menores com menos de 16 anos não devem estar no CIT mais do que sete dias.
Mesmo assim, o despacho contraria a Convenção dos Direitos da Criança, ratificada por Portugal, que define que nenhum menor deve ser detido por causa do estatuto legal dos pais, dizem organizações – o menor deve sim ser encaminhado para um centro de acolhimento, juntamente com os pais (e nunca separado deles).

Segundo a UNICEF Portugal, que não comenta directamente o despacho que desconhece, deve-se “acabar com a detenção de crianças requerentes do estatuto de refugiadas ou migrantes através da introdução de uma série de alternativas de carácter prático”.

O gabinete de comunicação refere ainda: “Ao ratificar a Convenção sobre os Direitos da Criança, e de acordo com a Constituição da República Portuguesa que prevê que ‘as normas constantes de convenções internacionais regularmente ratificadas ou aprovadas’ valem como lei, o Estado Português compromete-se a respeitar e garantir todos os direitos previstos na Convenção.”

Também a Organização Internacional para as Migrações (OIM) defende que “a decisão de deter crianças no aeroporto de Lisboa não se alinha com padrões internacionais relativos à protecção de menores, em particular o princípio do superior interesse destas”, diz ao PÚBLICO por email. “A declaração do Comité das Nações Unidas para os Direitos da Criança refere que enquanto o direito penal permite a possibilidade de, em último recurso, deter crianças, este não se aplica a procedimentos no âmbito da migração, visto que tal nunca se coadunaria com o superior interesse da criança. Por conseguinte, apelamos ao Governo que considere estabelecer soluções não privativas da liberdade e manter as famílias unidas.”

Em 2016, a Declaração de Nova Iorque forçou os Estados a comprometeram-se a trabalhar para eliminar a detenção de crianças em contexto migratório, lembra a OIM. Em Novembro de 2017, 49 organizações internacionais e não-governamentais, incluindo a OIM, assinaram uma Declaração-Conjunta para a eliminação desta prática, acrescenta. “Existem ainda outros instrumentos políticos, nomeadamente declarações de vários órgãos das Nações Unidas que condenam a detenção de crianças”.
A lei determina que as pessoas especialmente vulneráveis como as grávidas e crianças devem ser excluídas dos procedimentos da fronteira e ter o seu processo de pedido de protecção acelerado, refere o relatório The Asylum Information Database (AIDA, coordenado pelo European Council on Refugees and Exiles).
As crianças nos postos de fronteira “devem ser imediatamente libertadas e encaminhadas para soluções de acolhimento idóneas”: é, de resto, isso que acontece quando o pedido de protecção internacional é feito noutros serviços que não os postos de fronteira dos aeroportos, por isso instituições como o Conselho Português para os Refugiados (CPR) consideram não existir motivo para o procedimento ser diferente no aeroporto.
O SEF diz que “adopta os mais rigorosos procedimentos para prevenir situações de tráfico de seres humanos, designadamente de menores”. Recusa a ideia de que as crianças e grávidas estão detidas, diz que estão “retidas”.

A verdade é que no CIT de Lisboa, as crianças também não podem sair, por vezes durante semanas ou até meses — esta prática foi denunciada pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) à provedora de Justiça. Não há espaço algum para as famílias, por isso os casais quando chegam são separados — as crianças ficam normalmente a dormir com as mães e com as outras detidas. Além de uns poucos brinquedos, não foi criada uma área de lazer para os menores. As crianças partilham as áreas de lazer com todo o tipo de pessoas, homens e mulheres, de todas as idades e sob quem podem recair suspeitas de tráfico de droga, crime ou terrorismo.

Mais de 4 milhões de crianças refugiadas estão fora da escola, alerta Acnur

Setembro 5, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia da ONU News de 29 de agosto de 2018.

Agência da ONU para Refugiados destacou história de um sírio que teve seu diploma universitário revalidado no Brasil e pode agora trabalhar; apenas seis em cada 10 menores refugiados frequentam ensino primário.

Um novo estudo da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, revela que 4 milhões de crianças refugiadas não frequentam a escola. Esse número equivale a um aumento de meio milhão de menores nessa situação em um ano no mundo.

O relatório Inverter a Tendência: Educação de Refugiados em Crise foi lançado nesta quarta-feira, em Genebra, na Suíça. Dos 68,5 milhões de pessoas que foram obrigadas a fugir de suas casas, cerca de 25,5 milhões receberam status de refugiados.

Futuro

Falando à ONU News, o porta-voz da agência, William Spindler, explica porque é preciso aumentar o apoio para promover a educação daqueles que recebem abrigo em outros países.

“Sem acesso à educação, o futuro destas crianças será comprometido. A nível mundial, 92% de todas essas crianças frequentam a escola. Mas das crianças refugiadas é somente 68%. Por isso é muito importante um investimento mais forte na educação de refugiados. ”

Ao destacar a história pessoal de alguns refugiados, o relatório apresenta o sírio Salim Alnazer, de 32 anos.

Ele trabalha como farmacêutico de uma empresa de transporte e logística em São Paulo, no Brasil, o país que reconheceu seu diploma universitário abrindo as portas para um emprego. Alnazer afirma que no Brasil,  “não só encontrou paz, mas também um futuro”.

Ensino Superior

O relatório insta os países anfitriões a matricular refugiados menores de idade em sistemas de educação que permitam o reconhecimento das notas até a entrada no ensino superior.

O estudo pede parcerias mais fortes entre setor privado, organizações humanitárias, de desenvolvimento e governos para que haja mais soluções sustentáveis ​​para a educação de refugiados.

Um dos maiores desafios é a educação de crianças, que compõem mais da metade do total de refugiados. Cerca de 7,4 milhões delas estão em idade escolar.

O documento revela ainda que apenas seis em cada 10 menores refugiados vão à escola primária, comparadas aos 92% de crianças no mundo. A agência defende que essa lacuna aumenta à medida que as crianças refugiadas ficam mais velhas.

Ensino Secundário

O estudo revela ainda que cerca de dois terços das crianças refugiadas frequentando o ensino primário não chegam ao secundário. No total, 23% delas frequentam o ensino secundário, em comparação com 84% das crianças no mundo.

Após a adoção da Declaração de Nova York para Refugiados e Migrantes em 2017, o Acnur disse que foram matriculadas mais de meio milhão de crianças refugiadas fora da escola.

Qualidade

A agência quer que mais seja feito para garantir o acesso de todos os refugiados à educação de qualidade.

O baixo acesso dos refugiados à universidade é uma das maiores preocupações. Apenas 1% deles tem a oportunidade de chegar a esse nível, uma proporção que não muda há três anos.

Para o alto comissário da ONU para refugiados, a escola é o primeiro lugar em meses, ou até anos, em que crianças refugiadas encontram alguma normalidade.

O chefe do Acnur, Filippo Grandi, disse que a menos que seja feito um investimento urgente, centenas de milhares de crianças vão se tornar essas estatísticas preocupantes.

 

O relatório citado na notícia é o seguinte;

Turn the Tide: Refugee Education in Crisis

Unicef alerta sobre riscos para crianças mexicanas e centro-americanas deportadas

Agosto 30, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia da ONU NEWS de 16 de agosto de 2018.

Menores deportados do México e dos Estados Unidos sofrem consequências da pobreza, da extrema violência, falta de oportunidades e outras ameaças; em Honduras, por exemplo, 74% das crianças vivem na pobreza; na Guatemala, 942 crianças tiveram mortes violentas no ano passado.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que crianças migrantes do México e da América Central estão correndo graves riscos ao serem deportadas.

Num relatório, divulgado nesta quinta-feira, em Nova Iorque e na Cidade do Panamá, a agência informou que causas como violência extrema, pobreza e falta de oportunidades não apenas provocam a migração do norte da América Central e do México, mas também são consequências para deportações realizadas pelos Estados Unidos e pelo México dessas crianças.

Indiferença

El Salvador, Guatemala e Honduras foram os países citados no estudo com altas taxas de homicídio de crianças e extrema pobreza.

Mary, da Guatemala, disse que onde vive, a cada três dias uma pessoa é assassinada.

O Unicef pediu aos governos que cooperem entre si para implementar medidas que aliviem as causas da migração forçada e irregular protegendo as crianças refugiadas e migrantes.

O relatório Uprooted in Central America and Mexico analisa desafios e perigos enfrentados por milhões de crianças na região que são vítimas da pobreza, da violência, da indiferença e do medo da deportação. A declaração foi dada pela diretora regional do Unicef na América Latina e no Caribe, Cristina Perceval.

Ela lembrou que em muitos casos, as crianças são levadas de volta para casa sem terem um lar e acabam nas mãos de gangues.

Assassinatos

Na Guatemala, 74% das crianças vivem na pobreza. As taxas para El Salvador e Honduras são 44% e 68%, respectivamente. Quando se fala de violência, a Guatemala registrou, no ano passado, 942 menores tiveram mortes violentas. Muitas crianças em Honduras, El Salvador e Guatemala são recrutadas por bandidos, sofrem com abusos e até assassinatos.

Entre 2008 e 2016, pelo menos uma criança morreu por dia em Honduras. Zoe disse que o pai o convenceu a sair do país em busca de uma vida melhor e de proteção.

Ainda de acordo com o estudo do Unicef, o estigma é um outro problema para as crianças centro-americanas deportadas. Elas ficam conhecidas pelo fracasso de chegar ao México ou aos Estados Unidos. O estigma também dificulta a reintegração delas na escola e no caso dos adultos a encontrar um trabalho.

Famílias

A agência da ONU afirmou que a separação das famílias e a detenção de menores migrantes são profundamente traumatizantes e podem ter um efeito negativo para o desenvolvimento das crianças a longo prazo. Para o Unicef, manter as famílias juntas é melhor para crianças migrantes e refugiadas.

O relatório traz uma série de recomendações para que as crianças fiquem seguras e para reduzir as causas que levam com que crianças e famílias deixem seus lares à procura de segurança ou de um futuro com mais esperança.

Para a chefe regional do Unicef, os governos têm agora uma oportunidade de fazer o que é certo ao implementar maneiras de aliviar as causas da migração e proteger as crianças em trânsito.

Entre 2016 e abril de 2018, quase 68,5 mil crianças foram detidas no México e mais de nove em cada 10 foram deportadas para os países da América Central.

O relatório citado é o seguinte:

Uprooted in Central America and Mexico: Migrant and refugee children face a vicious cycle of hardship and danger

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.