Temos trabalhos de casa a mais?

Fevereiro 17, 2017 às 10:03 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 15 de fevereiro de 2017.

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Ending the torment: tackling bullying from the schoolyard to cyberspace – relatório das Nações Unidas

Fevereiro 6, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o documento no link:

http://srsg.violenceagainstchildren.org/sites/default/files/2016/End%20bullying/bullyingreport.pdf

Bullying, including cyberbullying, affects a high percentage of children at different stages of their development, often severely undermining their health, emotional wellbeing and school performance. Victims may suffer sleep disorders, headaches, stomach pain, poor appetite and fatigue as well as feelings of low-self-esteem, anxiety, depression, shame and at times suicidal thoughts; these are psychological and emotional scars that may persist into adult life.

Bullying is a key concern for children. It is one of the most frequent reasons why children call a helpline. It gains centre stage in surveys conducted with school children, and generates a special interest when opinion polls are conducted through social media with young people.

The recent U-Report initiative supported by UNICEF with more than 100,000 children and young people around the world illustrates this well: nine in every ten respondents considered that bullying is a major problem; two thirds reported having been victims; and one third believed it was normal and therefore did not tell anybody, while many did not know whom to tell or felt afraid to do so.

Mais de uma em cada quatro crianças tem excesso de peso em Portugal

Janeiro 14, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.educare.pt/ de 27 de dezembro de 2016.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Health at a Glance: Europe 2016 State of Health in the EU Cycle

educare

O problema da obesidade infantil é que estas crianças poderão tornar-se adultos obesos, alerta relatório da OCDE.

Andreia Lobo

Entrava no supermercado e Miguel (nome fictício) ia direto à prateleira dos salgadinhos. Com 11 anos adorava os “cheetos”. Um aperitivo de farinha de milho com sabor a queijo. Devorava um pacote antes do jantar. A cena repetia-se diariamente. Até que, numa consulta de rotina, a pediatra ficou chocada com o seu peso. Hoje, Miguel tem 17 anos. Corre diariamente. Come cinco peças de fruta, por dia. E começa a refeição sempre com sopa, seja em casa ou na escola. Mostra uma vontade férrea em não voltar a ser o gorducho que foi até aos 14 anos. À mesa das famílias portuguesas continuam a faltar os legumes. Seja no prato, a acompanhar a carne e o peixe, ou na forma de sopa. As crianças portuguesas estão entre as que mais comem fruta, mas são das que menos comem vegetais. É o que diz o relatório “Health at a Glance: Europe 2016” sobre os hábitos de alimentação saudável nos 28 Estados-membros da União Europeia.

A obesidade das crianças portuguesas recebe uma chamada de atenção dos autores do relatório. Mas não são as únicas a dar motivos de preocupação. “Mais de uma em cada quatro crianças tem excesso de peso na Áustria, Hungria e Portugal e mais de uma em cada três na Grécia e Itália”, lê-se no relatório publicado em novembro pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Em média, 23% dos rapazes e 21% das raparigas dos 28 Estados-membros têm excesso de peso. A tendência é para os rapazes pesarem mais do que as raparigas. Em Portugal acontece o contrário: as raparigas têm mais peso que os rapazes, o valor da obesidade ultrapassa os 30% nelas e fica nos 25% neles. No Reino Unido, Irlanda, Suécia, Suíça e Turquia acontece o mesmo, elas são mais pesadas.

O relatório “Health Behaviour in School-based Children” mostra que entre as crianças e jovens europeus em idade escolar, 21% dos rapazes e 13% das raparigas tinham excesso de peso em 2013/2014. O peso da obesidade nesta faixa variava de 12% na Dinamarca para 30% em Malta. Mundialmente as balanças estão a mostrar valores cada vez mais altos: entre 2001/2002 e 2013/2014 a percentagem de jovens de 15 anos com excesso de peso aumentou de 11% para 18%, entre os países da União Europeia. O problema da obesidade infantil, lembra a OCDE, é que estas crianças poderão tornar-se adultos obesos.

Pouco exercício físico
Quer chova ou faça sol, Miguel não dispensa o exercício diário. Começou a correr aos 15 anos. Tem a sorte de morar junto a um parque público com bastantes subidas e descidas. E é com as corridas que mantém o peso certo.

Segundo o relatório da OCDE, a falta de exercício é também um problema sério. Nas crianças entre os 11 e os 15 anos, em todos os países europeus, a prática de exercício físico tem vindo a diminuir. Os autores deste relatório lembram que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 60 minutos diários de “atividade física moderada a vigorosa” para as crianças. Poucas o farão. A OCDE alerta que nem sempre existem equipamentos ou espaços para a prática da educação física, mesmo ao nível dos currículos, que possibilitem o cumprimento desta recomendação.

Na UE uma em quatro crianças faz exercício “moderado a vigoroso” regularmente. Os melhores cenários surgem na Finlândia e na Irlanda onde 34% das raparigas e 45% dos rapazes com 11 anos fazem exercício diário pelo menos durante uma hora. Na Bulgária, Croácia, Roménia, República Checa e Espanha, cerca de 35% dos rapazes são fortes praticantes de exercício. Na faixa etária dos 15 anos, lideram os rapazes espanhóis, seguidos dos búlgaros, croatas, irlandeses, luxemburgueses, polacos e checos. As raparigas na Bulgária, República Checa, Finlândia, Letónia e República Eslovaca são as mais ativas.

Relativamente às crianças, Dinamarca, França, Grécia e Itália sãos os países onde menos se pratica exercício. Piores só mesmo os italianos. Tanto os rapazes como as raparigas ocupam as últimas posições, são os mais sedentários quer nos 11 quer nos 15 anos. Preocupante é a redução da prática de exercício verificada à medida que as crianças vão crescendo, ou seja, na passagem dos 11 aos 15 anos. Mais notória no sexo feminino. Em Portugal, na Áustria, Finlândia, Irlanda, Polónia e Eslovénia a percentagem de atividade física entre as raparigas cai em 60%.

Consumo de frutas e legumes
Comer mais fruta e legumes pode ser uma questão, simplesmente, de os ter mais à mão. A exposição a estes alimentos, em casa ou na escola, é um fator importante no aumento do seu consumo. E este é também um indicador de saúde alimentar, reconhecem os peritos da OCDE.

Os jovens de 15 anos surgem na décima posição na lista dos que mais fruta comem nos 28 Estados Membros da UE. Os maiores consumidores de fruta são os rapazes, na Dinamarca, Irlanda, Luxemburgo e Portugal e as raparigas na Áustria, Dinamarca, Irlanda e Itália. Pelo contrário, Grécia, Letónia e Suécia (rapazes e raparigas) e Finlândia (rapazes) são os menores consumidores de fruta, com rácios de uma em quatro para as raparigas e menos de um em cinco para os rapazes.

No que respeita ao consumo diário de legumes em 2013/2014, uma em cada três raparigas e um em cada quatro rapazes diziam-se consumidores diários, nos países da UE. Na Bélgica, 61% das raparigas comem legumes todos os dias, são seguidas pelas colegas da Dinamarca, Irlanda e Holanda, com percentagens de consumo a oscilarem entre os 45% e 50%. A Bélgica continua a liderar o ranking do consumo destes alimentos entre os rapazes (52%), seguida da Irlanda (41%) e da França (40%). Comer vegetais todos os dias é prática menos comum em Espanha, Estónia, Portugal (nas raparigas) e Finlândia e Alemanha (rapazes). As diferenças de consumo entre géneros são maiores na Finlândia, Alemanha e Itália.

Ainda assim, os europeus estão a comer cada vez mais legumes. Nos últimos 14 anos, o consumo médio diário aumentou, entre rapazes e raparigas. O maior aumento, acima dos 10%, foi registado na Dinamarca e na Estónia, em ambos os sexos. Lituânia (rapazes e raparigas), Áustria (raparigas) e Irlanda (rapazes) registaram aumentos na ordem dos 8 a 10%. Já o consumo de fruta registou um aumento de 2001 a 2009, mas começou a diminuir a partir de 2010 entre as raparigas. O consumo aumentou em mais de 10% na Áustria, Dinamarca, Estónia, Grécia, Hungria e Malta, também na Espanha e na Suécia (só entre as raparigas), mas diminuiu na Alemanha e na Polónia.

Face a estes números, a OCDE recomenda aos países que desenvolvam estratégias eficazes para assegurar que o consumo de frutas e vegetais, nas crianças e nos jovens, esteja conforme as diretivas mundiais na área da alimentação. O relatório destaca a atuação realizada no âmbito do programa europeu de consumo de fruta e vegetais na escola. No ano letivo de 2009/2010 o programa foi introduzido em 24 países da União Europeia. Os resultados permitem olhar o futuro com otimismo. “As intervenções ao nível da alimentação nas escolas têm um efeito forte e positivo no consumo de frutas e vegetais entre as crianças”, concluem os autores do relatório.

 

Why it is crucial to end orphanage-style care systems in Europe

Janeiro 8, 2017 às 6:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Jana Hainsworth publicado no site http://www.euractiv.com/ no dia 23 de dezembro de 2016.

eurochild

Strengthening families and tackling child poverty goes hand-in-hand with ending institutional care for children, writes Jana Hainsworth.

Jana Hainsworth is Secretary General of Eurochild, a network of organisations working to promote the rights and well-being of children and young people. Eurochild has been running the Opening Doors for Europe’s Children campaign in 15 countries, aiming to end institutional care and strengthen families in Europe.

As you return to your families to celebrate Christmas, take a few minutes to consider this. Hundreds of thousands of children across Europe are growing up, away from their families, in institutional care.

Children enter institutions – or ‘orphanages’, as they are often called – due to poverty or disability, rarely because they are orphans. In fact, most children who end up in institutions have at least one living parent. For example, it is estimated that 85% of children who entered institutional care in 2015 in Ukraine were placed there by their biological parents because of poverty.

Tackling child poverty goes hand-in-hand with ending institutional care for children. Organisations in Romania, Hungary, Bulgaria, Moldova, Latvia and Serbia say that poverty remains the main cause for separating children from their families. Such unnecessary institutionalisation of children, especially damaging at an early age, can be prevented if the right support services are in place in their communities.

Reliance on institutional care reflects the on-going discrimination against persons with disabilities. Children with disabilities are at a high risk of being institutionalised due to the lack of support to families and inclusive education in the local area. In Serbia, Bosnia-Herzegovina and Greece, children with disabilities live in the same institutions as adults, and those entering institutions might have to spend their whole lives behind the closed doors as there are no opportunities for independent community living.

As a pan-European campaign, Opening Doors for Europe’s Children, run by five international children’s rights NGOs aims to support national efforts to develop child protection systems that strengthen families and ensure high-quality family- and community-based alternatives instead in of institutional care. We believe that transition from institutional to family- and community-based care (also known as deinstitutionalisation or DI) should be an urgent priority for the EU.

Institutionalisation is not only a human rights issue, it is also a question of economic and social policies and is relevant across all countries in Europe without exception. And contrary to popular belief, it isn’t only a challenge for eastern and central European countries. In Belgium, for example, 92% of children in Flemish institutions are children with disabilities. Institutional care is expensive, ineffective and holds back the development of services to support vulnerable families and to prevent their breakdown in the first place.

Reliance on institutional care must stop and the best instrument to achieve this is a wise use of funds. In early 2015, Opening Doors for Europe’s Children released a report assessing the extent to which EU Member States have used European Structural and Investment Funds (ESIF) funds to catalyse reforms of child protection systems focused on strengthening families and ending institutional care. In the eight countries surveyed, DI was to a greater or lesser degree explicitly mentioned in the Partnership Agreements (PAs) and Operational Programmes (OPs), which are the strategic investment plans for the use of the funds. However, now our partners need to monitor closely how governments are implementing the programmes in practice.

The EU has played a significant role these past years. One of the most significant developments was to ban the use of European Structural and Investment Funds for building or refurbishing institutions. But having this commitment on paper is only a first step.  Civil society plays an important role in monitoring how it is implemented in practice. Our campaign partners have observed that funds are mostly being used to build parallel services rather than investing in ‘soft measures’ such as re-training and training of staff, supporting independent living skills and personalised transition plans, and strengthening existing services in the community such as social work and primary health care.

In Western Europe, ESIF ignores investments in the transition from institutional to community-based care completely, focusing solely on employment measures. This is a missed opportunity that should be addressed in the next funding round. Investing in the human potential of the most vulnerable in our societies will reap benefits beyond any short-term job creation measures. For example, deinstitutionalisation reforms on the ground are being resisted by employees in institutional care settings for fear of losing their jobs. But ultimately ensuring the best interest of the child must drive decision-making. A society where all children can grow up in stable, nurturing family environments will be more inclusive and resilient in the long-term.

By Jana Hainsworth | Eurochild

 

 

 

 

Educação sexual. Como se faz lá fora e com que resultados?

Janeiro 8, 2017 às 5:58 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do http://observador.pt/de 4 de janeiro de 2017.

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Alexandre Homem Cristo

A partir de que idade é que os alunos devem ter Educação Sexual? O que é suposto aprenderem? Quem deve dar as aulas? E este ensino resulta? Alexandre Homem Cristo foi conhecer os melhores exemplos.

O tema é controverso, já se sabe. Desde que foi introduzida nas escolas portuguesas, a Educação Sexual gera reacções diversas na sociedade civil. Uns concordam, outros discordam. Uns gostariam que os conteúdos ensinados fossem mais longe e envolvessem aspectos sociais, outros acham que mesmo a limitação à biologia já é ir longe demais. Uns gostariam que as crianças tivessem Educação Sexual logo no 1.º ciclo, outros acreditam que antes dos 15 anos é demasiado cedo. É, digamos, um debate cristalizado e que, pontualmente, ressuscita – sem novidades ou novos argumentos. Foi o que aconteceu recentemente face às alterações apresentadas pelo governo (áreas da Educação e da Saúde). Nomeadamente, face a uma alteração em concreto: antecipar o contacto dos alunos com o tema do aborto, trazendo-o para o 2.º ciclo (i.e. para alunos entre os 10 e os 12 anos de idade). No debate público, voltou o braço-de-ferro entre apoiantes e críticos.

Esse braço-de-ferro é, sem dúvida, uma parte importante do debate (e a mais visível), onde se discutem visões sobre o papel do Estado na educação para a sexualidade. Mas é, sublinhe-se, apenas uma parte do debate. Sim, é fundamental discutir o papel do Estado na educação sexual e estabelecer os seus limites. Mas, depois, é igualmente fundamental escolher abordagens, definir idades, orientar os conteúdos, formar os professores. E, claro, colocar o tema em perspectiva: não sendo este debate um exclusivo nacional, como é que fizeram os outros países europeus?

É esta a pergunta que aqui se tenta responder. E ‘tentar’ é a expressão adequada. Porque o primeiro problema em lidar com este assunto numa perspectiva comparada é a constatação de que existe pouca informação para comparar entre países, de que esta nem sempre está actualizada e de que há matérias (como o conteúdo das orientações para a educação sexual) onde a comparação se aparenta inviável. Dito isto, há contudo pistas interessantes que a comparação dos dados disponíveis permite realçar. Tomando consciência dos limites, são essas pistas que aqui se exploram.

A partir de que idade é possível ter e com que idade os alunos têm Educação Sexual?

Quando é que é demasiado cedo? E quando é que fica demasiado tarde? Faz sentido exigir ao Estado que tome essa decisão ou deve confiar-se nas escolas? O timing é tudo e os factores em causa são muitos (maturidade, possibilidade de primeiras experiências sexuais, abordagem pedagógica adequada), pelo que a idade em que a Educação Sexual entra na sala de aula é uma das questões mais debatidas – pelos pais, claro, mas também nas próprias escolas.

Como lidam os países europeus com esse dilema? Os dados falam por si (Tabela 1) e realçam uma curiosa tendência: mesmo quando formalmente a Educação Sexual é possível desde muito cedo (por vezes aos 5/6 anos de idade), as escolas tendem a adiar (até cerca dos 11 anos de idade). Mais: se a idade mínima oficial for igual ou superior a 13 anos, nas escolas também se observa uma tendência para antecipar até aos 11/12 anos de idade). Ou seja, o Estado define um ponto de partida mas confia que as escolas saberão decidir quando iniciar a Educação Sexual. E isso é válido independentemente do limite mínimo fixado pelo Estado. Na prática, vai tudo dar ao mesmo ponto: as escolas tendem a introduzir a Educação Sexual, em média, aos alunos que têm 11 ou 12 anos.

Que designação se atribui à Educação Sexual e que orientações existem?

Na maioria dos casos, o Estado fixa orientações gerais ou conteúdos mínimos para a Educação Sexual. Mas calma. Não está em causa um projecto ideológico, não há programas escolares detalhados ou sequer manuais para adquirir e estudar sobre Educação Sexual. Tal como acontece com a idade, a opção acerca das orientações curriculares é quase sempre a mesma: o Estado define orientações gerais e, depois, confia nas escolas e nos professores para as implementar à medida do que consideram mais adequado para os seus alunos.

Dito isto, é a partir daqui que a coisa complica. Afinal, de que forma entra a educação sexual no currículo e nas salas de aula? Existe, geralmente, a percepção de que a Educação Sexual deve ser transversal no currículo, uma vez que aborda questões que estão relacionadas com diferentes áreas disciplinares. No entanto, no contexto europeu, é pouco comum encontrar situações onde essa transversalidade seja alargada a mais de duas disciplinas. A situação mais comum é a de um enfoque especial nas aulas de Biologia e, complementarmente, numa outra disciplina. Por exemplo, isso é muito claro no caso belga, onde as dimensões relacionadas com o corpo humano estão na disciplina de Biologia e onde as dimensões morais estão nas disciplinas de Ética e de Filosofia. Os exemplos multiplicam-se: de país para país, a complementaridade às aulas de Biologia pode surgir em várias disciplinas – na Holanda é através de uma disciplina chamada ‘Sociedade’, na Estónia através da disciplina de ‘Estudos Humanos’.

Há, por isso, em média, maior enfoque nos aspectos biológicos do que nos aspectos sociais e relacionais da sexualidade. Mas isso não significa que, em alguns países, não se tenha optado deliberadamente por ir para além da biologia e discutir os próprios relacionamentos e os afectos. Por exemplo, na Bélgica a educação sexual é intitulada de “Relacionamentos e Educação Sexual” – o que não será alheio aos escândalos sexuais e pedófilos que o país conheceu. Ou, por exemplo, nos países do leste Europeu, onde está culturalmente enraizado o conceito de planeamento familiar, devidamente reflectido nas orientações às escolas. Inevitavelmente, os contextos nacionais (históricos, culturais, religiosos) têm uma grande influência na forma como a sexualidade é encarada na sociedade e ensinada nas escolas. E esse contexto surge espelhado na própria designação oficial da Educação Sexual. Mas há, igualmente, uma crescente consciencialização de que a sexualidade é mais do que biologia e que a dimensão afectiva deve estar presente (Tabela 2).

Quem dá as aulas de Educação Sexual?

No final de contas, (quase) tudo na educação se pode resumir ao que acontece na sala de aula. Como tal, um dos aspectos mais discutidos sobre a Educação Sexual é quem a deve leccionar. Deve ser um professor designado e preparado para esse efeito? Devem ser vários professores? Deve ser um especialista de saúde? Ou, antes, deve ser uma equipa composta por todos estes? Olhando para os dados (Tabela 3), não parece haver uma resposta certa. Mas há pelo menos duas opções dominantes. Primeiro, não existe qualquer caso onde a Educação Sexual chegue aos alunos exclusivamente através de especialistas de saúde – isto é, sem a participação ou coordenação de um professor. Segundo, o cenário mais comum é, em conjunto, um professor designado e um especialista de saúde serem os responsáveis pela Educação Sexual perante os alunos – assim cumprindo o propósito de uma abordagem partilhada entre as áreas da Educação e da Saúde.

Isto leva-nos à questão que faz toda a diferença: estão os professores escolhidos para dar Educação Sexual preparados para o desafio? É difícil de fazer essa avaliação a nível internacional, uma vez que as realidades na formação de professores variam muito (e a informação sobre o tema em concreto escasseia). Mas, em Portugal, é um facto público que há muito que os professores se queixam de falta de formação no âmbito da Educação Sexual. De resto, num estudo de caso (2015) da implementação da Educação Sexual no Algarve, cujo artigo científico foi publicado em 2015 na Revista Portuguesa de Educação, essa situação emergiu com clareza. Inquiridos sobre a sua experiência com a Educação Sexual, os responsáveis queixam-se do pouco apoio do Ministério, da falta de formação e de experiência e, aliás, evidenciam algum pouco à-vontade com a matéria da Educação Sexual face aos constrangimentos sentidos. Ou seja, pelo menos em Portugal, parece haver um consenso à volta da necessidade de dar aos professores mais instrumentos e mais formação sobre Educação Sexual.

Que evidências existem sobre os resultados da educação sexual?

É comum que os debates marcados por algum activismo de ambos os lados, como acontece com a Educação Sexual nas escolas, sejam preenchidos por argumentos de resultados contraditórios entre si. Não é novidade que, se devidamente torturados, os números dizem-nos o que queremos ouvir. E esse parece ser o mote de ambos os lados da trincheira. Quem defende o alargamento da Educação Sexual nas escolas garante ter evidências dos seus efeitos positivos para o comportamento sexual dos alunos (através da acentuada diminuição dos factores de risco). E quem é contra a Educação Sexual assegura que esta formação tem o efeito negativo nos alunos de acelerar a sua iniciação sexual (e, pela imaturidade, aumentar os factores de risco). Sim, há estudos para todos os gostos. Mas há conclusões predominantes, acerca das quais é possível ter maior confiança sobre a sua fiabilidade.

A primeira dessas conclusões é que há uma relação entre ter apenas informação sobre abstinência sexual e uma menor utilização de contraceptivos. Ou seja, os alunos que, em vez de Educação Sexual com informação sobre contracepção, têm apenas informação acerca de abstinência sexual utilizam menos métodos contraceptivos fiáveis (comparativamente aos alunos que tiveram informação sobre contracepção). Dito de forma simples: o método de informar os jovens apenas sobre abstinência sexual não é tão eficaz quanto outros métodos de Educação Sexual, em termos de prevenção de comportamentos de risco.

A segunda das principais conclusões é que há, em média, uma diferença comportamental entre as raparigas adolescentes que tiveram Educação Sexual na escola e as que não tiveram. As que tiveram exibem uma menor probabilidade de engravidar do que as raparigas que não frequentaram aulas de Educação Sexual. Ou seja, utilizam meios mais eficazes de contracepção. Contudo, a significância dessa diferença (se é mais ou se é menos acentuada) varia bastante em função dos estudos.

A terceira das principais conclusões é que, apesar dos referidos efeitos a curto e médio prazo, a longo prazo não parece haver diferenças significativas entre os alunos que tiveram e os que não tiveram Educação Sexual, em termos de benefícios para a sua saúde. Ou seja, não existe associação de longo prazo entre esta formação nas escolas e uma vida mais saudável.

So what? Três pontos para o debate em Portugal

  1. A Educação Sexual está consolidada em quase todos os países europeus e com particular incidência nos jovens a partir dos 11 anos. Independentemente da idade a partir da qual as escolas podem legalmente oferecer Educação Sexual aos alunos, esse parece ser o entendimento das escolas e dos professores sobre o momento adequado para introduzir o tema. Não tendo a Educação Sexual orientações muito rígidas em termos de conteúdo, isso permite aos professores tomar as melhores decisões para os seus alunos em termos de timing, abordagem e conteúdo. Traduzindo: o critério a preservar é o da confiança. Se, enquanto pai, está desconfortável com o tema ou tem dúvidas, nada como levar essas dúvidas aos professores do seu filho. E sem esquecer que é possível falar de temas sensíveis, como o aborto, sem se parecer com a Isabel Moreira ou a Isilda Pegado.
  2. A Educação Sexual tem, como finalidade número um, educar para a saúde, para prevenir comportamentos de risco que exponham os jovens a doenças sexualmente transmissíveis ou a situações de gravidez indesejada. Daí que seja grande a tentação de abordar a Educação Sexual de uma perspectiva meramente biológica, neutra e quase mecânica. Será até, do ponto de vista de um professor, a perspectiva mais confortável. Mas talvez, hoje, isso já seja insuficiente e esse possa ser um debate que vale a pena ter: num tempo de exposição constante da intimidade e do sexo na televisão e internet, o que parece faltar aos jovens não é informação sobre a mecânica biológica do sexo ou sobre a contracepção, mas sim sobre os relacionamentos afectivos e a preservação da intimidade. Há, por isso mesmo, países europeus que já deram o passo de integrar a dimensão afectiva e relacional na Educação Sexual – como evidenciam as múltiplas designações que essa formação tem na Europa.
  3. O professor é o elemento-chave da Educação Sexual. Sendo um tema delicado, a boa preparação de um professor pode fazer a diferença para melhor – por exemplo, para quebrar receios nos alunos de fazer perguntas e de expor as suas dúvidas. Isto serve para lembrar o óbvio: importa, claro, discutir as orientações para a Educação Sexual, mas importa tanto ou mais proporcionar meios para uma adequada formação dos professores. Se os professores não estão à-vontade com o tema e sentem que lhes falta formação para o abordar com os seus alunos, como reconhecem geralmente os professores portugueses, então aí está um problema. E a sua resolução deve ascender a prioridade.

Alexandre Homem Cristo foi Conselheiro Nacional de Educação e, entre 2012 e 2015, foi assessor parlamentar do CDS na Assembleia da República, no âmbito da Comissão de Educação, Ciência e Cultura. É autor do estudo “Escolas para o Século XXI”, publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em 2013.

 

Tabela 1

https://infogr.am/130260fb-b977-4edc-a66e-44b32cd57893

Tabela 2

https://infogr.am/a9a8d95d-ee77-485c-b825-2b9f5e4bc831

Tabela 3

https://infogr.am/c5f15fb7-fd59-4cd1-8a49-be58886ec169

 

25 milhões de crianças e adolescentes europeus em risco de pobreza

Novembro 15, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 14 de novembro de 2016.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Social Justice in the EU – Index Report 2016 Social Inclusion Monitor Europe

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No sul da Europa, o risco de pobreza ou de exclusão social atinge uma em cada três crianças e adolescentes

Cerca de 25,2 milhões de crianças e adolescentes nos 28 países da União Europeia, 26,9%, estava em 2015 em risco de pobreza ou exclusão social, segundo um estudo divulgado esta segunda-feira.

O risco de pobreza ou exclusão social das crianças e adolescentes é maior no sul da Europa, atingindo um em cada três, afirma o relatório da Fundação Bertelsmann.

A estes juntam-se 4,6 milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos (20,4%) que se encontravam sem emprego, um número superior nos países em crise.

O número de jovens sem emprego na Grécia chegou aos 49,8%, em Espanha aos 48,3% e em Itália aos 40,3%, o que coloca estes países nos lugares 28, 27 e 25, respetivamente, no índice de desemprego da UE.

Em particular, “as crianças e jovens beneficiam muito pouco da recuperação económica”, concluem os autores do índice de justiça social com que a Fundação Bertelsmann mede, desde 2008, as oportunidades nos 28 Estados membros.

Cerca de 17,3% dos jovens da UE entre os 20 e os 24 anos não estudavam nem trabalhavam, percentagem que em Itália, Grécia e Espanha chegou aos 31,1%, 26,1% e 22,2%, respetivamente.

“Estes jovens vivem totalmente fora do sistema laboral e educativo e, em consequência, têm poucas oportunidades de ascensão social”, alerta o relatório.

O índice destaca também o fosso geracional: à escala europeia, a percentagem de menores afetados pela pobreza ou exclusão social, apesar de ligeiramente menor do que em 2014, foi no ano passado de 26,9%, maior do que a das pessoas com mais de 65 anos, que desceu para 17,4% em 2015, contra 24,4% em 2007.

“A crescente falta de perspetivas de muitos jovens dá espaço aos movimentos populistas em crescimento. Não podemos correr o risco de a juventude ficar dececionada e frustrada com a sociedade”, alertou o presidente da fundação, Aart De Geus.

Apesar de a Europa estar lentamente a recuperar da crise económica, o risco de pobreza em geral não registou uma diminuição significativa, destaca o estudo.

Um em cada quatro cidadãos da UE – 118 milhões de pessoas ou 23,7% – continuava em risco de pobreza ou exclusão social em 2015.

O estudo destaca que continua a aumentar o número de pessoas em risco de pobreza apesar de terem um trabalho remunerado a tempo inteiro – 7,8% em 2015 -, o que se explica por “um crescente setor de salários baixos e uma divisão dos mercados laborais em formas regulares e atípicas de emprego”.

Este aumento de “trabalhadores pobres” é preocupante, destaca o estudo, porque “um trabalho a tempo inteiro não só deve assegurar o salário, como também o sustento”, afirmou De Geus.

 

 

 

Why are 10,000 migrant children missing in Europe?

Outubro 27, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto da http://www.bbc.com/ de 12 de outubro de 2016.

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By Helena Merriman

Europol, the EU’s police intelligence unit, estimates that around 10,000 unaccompanied children have gone missing in Europe over the past two years. The BBC World Service Inquiry programme asks why so many have disappeared.

“There are different reasons [children] arrive unaccompanied,” according to Delphine Moralis, secretary general of Missing Children Europe.

“Some of them have been sent by their parents hoping that their child would have a better chance at life, some of these children have been separated from their parents by smugglers as a way of controlling them, and some would have lost their parents in the chaos.”

In 2015, according to Missing Children Europe, 91% of the children who arrived in Europe on their own were boys, and 51% were from Afghanistan.

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But the profile of these unaccompanied children is changing. More girls are arriving in Europe on their own, and the age of the children going missing is getting lower. Last year, for the first time, children as young as four went missing.

So what’s happened to all these missing children? To put it simply, no-one really knows. That’s because when a child from Syria, Afghanistan or Eritrea goes missing in Greece or Italy, nothing much happens. Few border agencies file a missing person’s report.

There are concerns now that smugglers are turning the children they bring into Europe into the hands of traffickers to make more money. Those children might then be pushed into prostitution or slavery.

“Smugglers are exploiting the children that they bring into Europe,” said Delphine Moralis. “The problem is that these children often turn to the people who got them into Europe, rather than to the authorities and that makes them vulnerable.”

Gulwali Passarlay left Afghanistan aged 12, and it took him over a year to make it to Britain. He was separated from his brother almost immediately by the smugglers, so had to make the gruelling journey on his own.

He walked for days, hid in the back of lorries, jumped out of moving trains, and spent two weeks in an adult prison in Turkey before finally arriving on the Turkish coast. There, he was taken to a boat big enough for 20 people. There were 120 of them inside.

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“The boat broke down,” he said. “This was the first time I’d seen the sea. I was terrified. I said to God, ‘I don’t want to die here. Not here in the Mediterranean. My Mum will never know whether I’m dead or alive’.”

Minutes before the boat sank, the coastguard found them and took them to Greece. Gulwali was handed over to the police, then the army. His fingerprints were taken and then he was given the devastating news: he’d have to leave within a month or be deported.

By then he had found out his brother was in Britain, and so he did what thousands of other children have done. He left the refugee camp in Greece and disappeared.

“We’d walk through the railway lines so the police wouldn’t see us,” he said. “We kept a very low profile.” Other children he knew went further to avoid being caught. They burnt their fingertips or cut them off entirely so that if they were found, they couldn’t be identified and sent back home.

Eventually Gulwali made it to Calais where he made dozens of attempts to get to Britain. One day he got lucky: he crept into a lorry carrying bananas and made it into the UK.

It took Gulwali five years to get refugee status. He started school, went to university and, last year, wrote a book about his journey, The Lightless Sky.

But for every one who makes it, there are thousands who never get to this point. Like Gulwali, they feel safer disappearing than going through Europe’s asylum system.

Ciara Smyth testified as an expert witness before the House of Lords EU Home Affairs Committee on the situation of unaccompanied minors in the EU. She also teaches law at the National University of Ireland Galway. She says the asylum system as it’s set out in law does protect children, but that the laws aren’t always followed.

“There are a number of EU agencies in hot spot areas in Italy and Greece that are supposed to identify asylum seekers, but they’re turning into detention centres,” she said. “When unaccompanied minors fester in camps, they’re not going to tolerate that forever.” And it’s not only in Greece or Italy that children are struggling to enter the asylum system.

Ciara Smyth says there’s evidence that some European countries actively discourage children from applying for asylum because they want them to move on somewhere else.

“Many countries along the transit route to northern Europe adopt a ‘wave through’ approach where they’re turning a blind eye to unaccompanied minors,” she said. “They’re not registering them. They’re effectively encouraging them to keep going.”

And they keep going because, like Gulwani, they’re often looking for family members. And here, too, there’s a gap between what should happen and what is happening.

Under the so-called Dublin regulation, when a child is first registered in a country, the authorities there should find out whether they have family in another EU state. If they do, the child should be sent there to have their asylum claim processed. But that rarely happens.

When children do eventually arrive in a country where they want to claim asylum, a representative should be appointed to support them through the asylum process. But according to Ciara Smyth, while some countries have good guardian services, in others, there are none.

Remember, these children are often completely on their own. And when their asylum claims are being processed, they often have to undergo humiliating physical tests – teeth X-rays, head measurements or bone density exams to check they’re not lying about their age. Then they have to explain why they left home. They’ll be interviewed repeatedly and asked to recount, in intricate detail, the traumas they’ve escaped from.

“Very often unaccompanied minors might not have a very clear recollection of events,” she says. “It’s very difficult for them to give a linear narrative. Successful asylum claims are all about being able to present a coherent story.”

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At that point, more children disappear. So why isn’t more being done to support these vulnerable children?

Last year, almost 90,000 unaccompanied children arrived in Europe. That’s a huge number. Clearly, even if every EU state devoted more attention and resources to the problem, child migrants and refugees would continue to slip through the net. Looking after children who are already within the asylum system has placed a huge strain on local authorities, at a time when budgets are already under pressure.

But according to Ciara Smyth, the EU is failing to adhere to the very policies it created to protect children. And it seems that the public, too, are turning a blind eye.

A year ago, after the photograph of the drowned toddler Alan Kurdi was published, people all over Europe became more sympathetic towards child migrants and refugees. People welcomed them into their homes, donated food and even volunteered in the Calais camps.

Britain, Germany and Canada all said they would accept more refugees and European leaders agreed to share responsibility for refugees arriving in Greece and Italy.

One year on and many of those promises have been broken. Yet there’s been little public outcry. Why?

It’s partly about economics. As austerity bites across Europe, people feel less inclined to help outsiders. And the alleged connection between migrants and militants hasn’t helped. Without popular support, politicians are less inclined to take action and enforce the rules that exist to protect children.

So the story of the 10,000 missing children tells a much broader one about failure: the failure of border authorities to follow laws which exist to protect children and the failure of Europeans – moved by that photograph of Alan Kurdi – to continue to care for long enough to persuade political leaders to keep the promises they made.

 

 

 

Férias escolares no outono impõem-se na Europa… mas em Portugal não!

Setembro 19, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da http://visao.sapo.pt/ de 7 de setembro de 2016.

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Márcia Galrão

13 semanas de férias no verão, mas três meses seguidos de aulas sem interrupção até ao natal. Em Portugal é assim. Na Europa, a prática já é bem diferente.

m 24 países da União Europeia, os alunos do ensino primário e secundário descanso no outono. Portugal não está entre eles. Por cá, o mote são as férias de verão, que atingem em muitos casos as 13 semanas e que atiram o arranque do ano letivo para o meio de setembro. Novo descanso só acontece depois no Natal.

Três meses seguidos de aulas sem qualquer interrupção até ao Natal é uma prática comum nos países do sul, Portugal incluído. Mas para quem gosta tanto de tentar seguir as boas práticas nórdicas no que toca a Educação, por cá ainda não nos rendemos aos ensinamentos dos nossos amigos finlandeses, britânicos ou alemães.

Os alunos portugueses estão no grupo dos que têm mais semanas livres no verão, tal como os espanhóis, os italianos ou os irlandeses. O estudo Organização do Calendário Escolar na Europa analisa os tempos de aulas e descanso na primária e secundária em 37 países do continente europeu e mostra que, sejam mais ou menos dias, quase todos apostam nestas mini-férias de outono.

Em 2015, o Conselho de Escolas sugeriu o mesmo para Portugal, mas os pais estiveram contra.

Navegue pelo mapa que criamos, para perceber em que países os períodos de férias são mais longo e quais aqueles que estão com Portugal no pote dos que não dão descanso escolar no outono.

Visualizar o mapa interativo no link:

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-09-07-Ferias-escolares-no-outono-impoem-se-na-Europa.-mas-em-Portugal-nao

 

 

After escaping war, what awaits Syrian children in Europe?

Agosto 27, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://edition.cnn.com/ de 22 de agosto de 2016.

By Gauri van Gulik, for CNN

Editor’s Note: Gauri van Gulik is the Deputy Europe Director at Amnesty International. Follow her @gaurivangulik. The opinions expressed in this commentary are hers.

(CNN) The haunting image of five-year-old Omran Daqneesh, shocked and bloodied in the back of an ambulance after being pulled from the rubble of his home, graphically captures the horrific situation facing Syria’s children — and makes it easy to understand why parents would take their children on the desperate, arduous journey to Europe.

But if a child like Omran were to survive the trip and reach Europe’s shores, their ordeal would be far from over.

On a visit to the Greek island of Lesvos, I saw first-hand what awaits them.

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Photos: Children of conflct 2016: Aleppo, Syria — Five-year-old Omran Daqneesh waits shell-shocked in the back of an ambulance. He and other members of his family were injured when airstrikes ripped through his neighborhood in August. The photo inspired international grief and put a face on Syria’s ongoing civil war.

The scars of war

In a detention center on Lesvos I met Ahmed, a one-year-old baby who has been sick for almost all of his short life from what his mother described as a chemical attack.

She told me that a bomb destroyed their home soon after Ahmed was born, lodging shrapnel in his neck. Soon after, he developed severe asthma and other symptoms consistent with chlorine gas inhalation. When I met him almost a year after the bombing, I could see his scars and his little body struggled to breathe.

Richard Burton

His family are Palestinians from Syria, who first fled the horrors of siege and starvation in Yarmouk camp, outside Damascus.

But the war followed them as they fled to Idlib in the north of the country. After a bomb hit their home, Ahmed’s mother took them across the border into Turkey where they paid smugglers to take them across perilous waters in an overcrowded boat to the Greek islands.

Inside Greece’s detention centers

giorgos moutafi

Once on land, Ahmed’s family did not receive a warm welcome. They arrived after the EU-Turkey deal came into effect on March 20 this year, effectively transforming the islands into mass detention facilities.

Ahmed’s family were locked up with more than 3,000 other people in Moria detention center, closed off from the outside world by barbed wire fences. When I saw them, they had no privacy and no idea what would happen to them next.

Instead of quickly providing Ahmed with the urgent medical care he needed, a doctor first gave the family a box of paracetamol.

Journey isn’t over yet

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The family were later removed from detention but remain stranded in Greece, like nearly 60,000 other refugees and migrants.

Onward routes to Europe are mostly shut off. If it was up to some European leaders, most would simply be deported back to Turkey.

This desperate situation is being played out across Europe — in Hungary, Serbia, Greece, Calais and elsewhere.

Children forget how to read

Ahmed reminds me of so many children we have seen around the continent, and the ordeals they face.

Almost a third of refugees and migrants crossing the Mediterranean to Europe are children. Many of them traveling alone, vulnerable to exploitation, or separated from their families along the way, sometimes by the authorities themselves.

giorgos moutafi 2

Some of the children we’ve met have spent so long out of school that they have forgotten how to read and write.

One 16-year-old boy from Syria who has been in a camp on the Greek mainland told us: “We have been here for 423 days with no hope, no education, no schools. I need the chance to complete my studies.”

These children need safety, special care, education, and a roof over their head. They need governments to allow and facilitate family reunification. They need countries to follow through on their promises to relocate and resettle families like Ahmed’s.

EU governments must act

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In Europe, governments are shamefully behind on both fronts. European Union leaders have relocated a fraction of the refugees they promised to take last September.

While Omran, as Aylan Kurdi before him, captured the attention of the world, heartbreak and outrage are not enough.

Read more: What parents in Aleppo tell their children about war

The images have moved the world, but not leaders. Until they act, thousands of children will suffer the same fates as Omran, Aylan and Ahmed.

 

Duas estrelas internacionais de futebol apoiam a causa dos refugiados

Junho 30, 2016 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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“On the occasion of World Refugee Day, international football stars Marouane Fellaini and Anja Mittag have joined forces with the EU to show that they care about refugees worldwide”.

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