Mais de 80% dos estudantes adolescentes não praticam atividades físicas suficientes, diz OMS

Novembro 30, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Banco Mundial/Charlotte Kesl
Estudo nota que se tendências apresentadas continuarem, a meta global de uma redução relativa de 15% na atividade física insuficiente até 2030, não será alcançada.

Notícia da ONU News de 21 de novembro de 2019.

Estudo da Organização Mundial da Saúde, OMS, recomenda pelo menos uma hora de exercícios físicos por dia; especialistas afirmam que tempo gasto com aparelhos eletrônicos como celular e computadores influencia no sedentarismo.

A Organização Mundial da Saúde realizou o primeiro estudo sobre a falta de atividades físicas entre adolescentes. O levantamento analisou a situação de crianças e adolescentes entre 11 a 17 anos.

A pesquisa publicada neste 21 de novembro conclui que mais de 80% dos adolescentes, que frequentam escolas em todo o mundo, não cumpriram as recomendações atuais de pelo menos uma hora de atividade física por dia.

Alerta

Os autores do estudo afirmam que os níveis de atividade física insuficiente em adolescentes continuam extremamente altos, comprometendo sua saúde atual e futura. Em conversa com a ONU News, de Moscou, o diretor do Escritório Europeu da OMS de Prevenção e Tratamento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis disse que o fato de o problema afetar quatro em cada cinco adolescentes é “bastante assustador”.

João Rodrigues alerta que a falta de atividades físicas entre as crianças e os jovens geram problemas tanto físicos como mentais.

“A atividade física é muito importante porque realmente promove a saúde mental. Existem estudos que dizem que adolescentes que são mais ativos têm melhores resultados escolares, mas também têm, níveis de relação social e saúde mental naturalmente melhores. No fundo, a atividade física protege e promove a saúde mental. A atividade física também serve para lidar com e a prevenir o excesso de peso e obesidade. Os adolescentes e as crianças que são mais ativos têm menos risco de ter obviamente excesso de peso e obesidade.”

Rodrigues acrescentou que além da obesidade, atividades físicas também evitam problemas cardiovasculares, câncer e outros, e que é essencial que crianças e jovens pratiquem atividades físicas pelo menos uma hora por dia, para serem considerados ativos.

Gênero

Os resultados apresentados pela pesquisa são piores para meninas do que meninos, com 85% e 78%, respectivamente. O estudo, que é baseado em dados relatados por 1,6 milhão de estudantes da faixa etária, registrou essa tendência de diferença entre os gêneros em todos os 146 países analisados entre 2001 e 2016, exceto em Tonga, Samoa, Afeganistão e Zâmbia.

A maioria dos países, 107 de 146, viu essa diferença de gênero aumentar entre 2001 e 2016.

Em 2016, as Filipinas foram o país com maior prevalência de falta de atividade entre meninos, com 93%, enquanto a Coréia do Sul apresentou níveis mais altos entre meninas, com 97%, e ambos os sexos combinados, 94%. Bangladesh registrou a menor prevalência de atividade física entre meninos e meninas com 63% e 69%.

Lusófonos

O Brasil é um dos citados. No país, em 2001, a prevalência de falta de atividades físicas dos adolescentes era de 84,6%. E em 2016, o índice teve um pequeno progresso passando para 83,6%.

Em Moçambique, no mesmo período, os resultados desceram de 84,6% para 83,6% e no Timor-Leste, o índice subiu pouco: de 89% para 89,4%.

Sociabilização

O estudo também indica que existem sinais de que a atividade física tem um impacto positivo no desenvolvimento cognitivo e na sociabilização. Fora isso, muitos desses benefícios continuam na idade adulta.

Rodrigues enfatiza que é essencial que crianças e jovens, desde muito cedo, se envolvam em atividades esportivas e de caráter recreativo, como caminhadas e ciclismo. Ele também citou recomendações recentes da OMS de que crianças devem ter tempo limitado na frente das telas de aparelhos como computadores e telefones celulares.

“Nós sabemos que um dos elementos que podem contribuir aos níveis de sedentarismo são as horas que as crianças e os jovens passam em frente às telas e aos computadores. É muito importante reduzir ou limitar, não cortar, naturalmente, é importante que as crianças e jovens possam usar os benefícios da internet etc, dentro de determinados limites. Mas é importante reduzir o tempo porque os dados indicam que é muito visível que as crianças e jovens passam mais tempo do que o aceitável por dia nessas atividades sedentárias.”

Redução

A pesquisa nota que se as tendências apresentadas continuarem, a meta global de uma redução relativa de 15% na atividade física insuficiente, o que levaria a uma prevalência global de menos de 70% até 2030, não será alcançada. Esta meta foi acordada por todos os países na Assembleia Mundial da Saúde no ano passado.

Rodrigues diz que para mudar essas tendências, é importante trabalhar com um conjunto de fatores, onde a participação dos pais é essencial.

“O mais importante é que os pais também sejam ativos fisicamente. Crianças e jovens de pais ativos, seguramente, serão mais ativos também. Então, a primeira coisa é o exemplo, outra é não deixar as crianças ficarem tanto tempo nessas atividades sedentárias e realmente impor um limite diário de número de horas que podem fazer essas atividades, como o uso dos seus smartphones, e de computadores. Ao mesmo tempo, também, colaborar com a escola. Porque a escola é realmente um dos ambientes mais importantes para promover a atividade física. Envolvendo os pais com a escola, de uma forma interativa e compreensiva, é muito importante, porque naturalmente os pais sozinhos não podem fazer tudo.”

Outras recomendações do estudo incluem a promoção pelos líderes nacionais, regionais e locais da importância da atividade física para a saúde e o bem-estar de todas as pessoas, incluindo adolescentes.

Recomendações:

  • Ampliar, urgentemente, políticas e programas eficazes conhecidos para aumentar a atividade física em adolescentes;
  •  Promover ações multisetoriais para oferecer oportunidades aos jovens de serem ativos, envolvendo educação, planejamento urbano, segurança viária e outros.

 

Mais informações na notícia da World Health Organization:

New WHO-led study says majority of adolescents worldwide are not sufficiently physically active, putting their current and future health at risk

Artigo da The Lancet Child & Adolescent Health:

Global trends in insufficient physical activity among adolescents: a pooled analysis of 298 population-based surveys with 1·6 million participants

Uma criança morre por pneumonia a cada 39 segundos

Novembro 21, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Unicef/Jannatul Mawa
Mãe no Bangladesh segura bebê que regressou a casa depois de oito dias no hospital tratando pneumonia

Notícia e imagem da ONU News de 12 de novembro de 2019.

Doença mata menores de cinco anos mais do que qualquer outra infecção; Unicef faz parte de grupo de organizações de saúde que soam o alarme sobre “epidemia esquecida”.

A pneumonia matou mais de 800 mil crianças com menos de cinco anos no ano passado. O número representa a morte de uma criança a cada 39 segundos.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, está entre seis organizações de saúde que soam o alarme sobre a “epidemia esquecida”. Em janeiro, líderes mundiais irão debater o tema na Espanha, no Fórum Global sobre Pneumonia Infantil.

Vítimas

Em 2018, mais crianças com menos de cinco anos morreram devido a esta doença do que qualquer outra, incluindo diarreia e malária. A maioria das vítimas tinha menos de dois anos. Quase 153 mil morreram durante o primeiro mês de vida.

Em nota, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que “todos os dias, quase 2,2 mil crianças com menos de cinco anos morrem de pneumonia, uma doença curável e principalmente evitável.”

Para Fore, “um forte compromisso global e o aumento de investimentos são essenciais”. A chefe do Unicef disse que “com intervenções preventivas e tratamentos de baixo custo, se pode salvar milhões de vidas.”

Tratamento

A doença pode ser evitada com vacinas e facilmente tratada com antibióticos de baixo custo. Apesar disso, dezenas de milhões de meninos e meninas não são vacinadas e uma em cada três crianças com sintomas não recebe atendimento médico.

Casos graves também podem precisar de tratamento com oxigênio, que raramente está disponível nos países mais pobres.

O diretor executivo da ONG Save the Children, Kevin Watkins, disse que “esta epidemia global exige uma resposta internacional urgente.” Segundo ele, milhões de crianças estão morrendo por falta de vacinas, antibióticos e tratamento de oxigênio.

Para o especialista, esta crise “é um sintoma de negligência e desigualdades sem defesa ​​no acesso aos cuidados de saúde.”

Regiões

Em cinco países ocorreu mais da metade das mortes: Nigéria, Índia, Paquistão, República Democrática do Congo e Etiópia.

Crianças com sistema imunológico enfraquecido devido ao HIV ou à desnutrição, por exemplo, e aquelas que vivem em áreas com altos níveis de poluição correm um risco maior.

O diretor executivo da Aliança Global para Vacinas e Imunização, Gavi, disse que é “chocante” que esta doença continue a ser a que mata mais crianças em todo o mundo.

Seth Berkley destacou um “progresso forte na última década”, com milhões de crianças nos países mais pobres recebendo a vacina, mas disse que ainda é preciso mais trabalho para garantir o acesso universal.

Bactérias

Os parceiros também apontam o problema do financiamento. Com apenas 3% do investimento em investigação de doenças infecciosas dedicado à pneumonia, os fundos disponíveis ficam muito atrás de outras doenças.

A pneumonia é causada por bactérias, vírus ou fungos e prejudica a respiração da vítima devido a infeções nos pulmões.

Mais informações na Press release da Unicef

One child dies of pneumonia every 39 seconds, agencies warn

Trabalho infantil representa 22% da cadeia de abastecimento na América Latina e Caribe

Novembro 21, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia da ONU News de 13 de novembro de 2019.

David Longstreath/Irin
Menino trabalha em Catmandu, no Nepal.

Novo relatório afirma que trabalho de menores de idade e tráfico de seres humanos continuam sendo problemas em sistemas produtivos de todo o mundo; problema é maior no leste e sudeste da Ásia.

Uma parte significativa do valor das cadeias de abastecimento globais ainda está relacionada com trabalho infantil, de acordo com um novo relatório publicado por três agências da ONU.

Segundo a pesquisa, essa atividade acontece sobretudo nos níveis mais baixos, em atividades como extração de matérias-primas e agricultura, tornando difícil o seu combate.

Regiões

O relatório foi produzido pela Organização Internacional para Migrações, OIM, Organização Internacional do Trabalho, OIT, Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Ocde.

O problema é maior no leste e sudeste da Ásia, onde representa 26% da cadeia de abastecimento. Segue-se a América Latina e Caribe, com 22%, Ásia Central e do Sul, 12%, África Subsaariana, 12%, e, por fim, África e na Ásia Ocidental, 9%.

Em nota, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, disse que “este relatório mostra a necessidade urgente de ação eficaz para combater as violações dos principais direitos trabalhistas.”

Ação

O relatório descreve várias áreas em que governos e empresas podem atuar.

Os Estados podem resolver lacunas na legislação, fiscalização e acesso à justiça. Também podem dar o exemplo, tendo em conta este tema quando compram bens e serviços ou fornece crédito e empréstimos.

Para o secretário-geral da Ocde, Angel Gurría, “estas descobertas enfatizam a necessidade de os governos aumentarem esforços para garantir que as empresas respeitem os direitos humanos.”

O relatório também destaca a importância da prevenção, focada nas causas do trabalho infantil. Segundo a pesquisa, deve ser dada atenção especial a setores que atuam na economia informal, onde o risco é maior.

Esforços

Para o diretor-geral da OIM, António Vitorino, “os esforços contra o tráfico de pessoas são desadequados se não forem além dos fornecedores imediatos, é preciso incluir atores envolvidos em atividades como extração de matérias-primas e agricultura.”

Já a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que o relatório “mostra que várias pressões, incluindo pobreza, violência e discriminação, aumentam a vulnerabilidade de uma criança ao trabalho infantil.”

O relatório foi divulgado como parte dos esforços para alcançar a meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, que pede aos governos que acabem com o trabalho infantil até 2025 e que eliminem o trabalho forçado e tráfico de seres humanos até 2030.

Mais informações na Press Release da IOM:

Joint Statement ILO, OECD, IOM and UNICEF – Child Labour and Human Trafficking Remain Important Concerns in Global Supply Chains

Behind the numbers: ending school violence and bullying – Novo relatório da Unesco

Agosto 13, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Texto da DGE:

A publicação “Behind the numbers: ending school violence and bullying”, da responsabilidade da UNESCO, apresenta uma visão abrangente e atualizada não só  da prevalência, mas também das tendências globais e regionais, relacionadas com a violência na escola. Além disso, examina a natureza e o impacto da violência escolar e do bullying.

O relatório refere que quase um aluno, em cada três, foi intimidado pelos colegas, na escola, no último mês. Este estudo, que envolveu 144 países, é a maior investigação feita, até à data, sobre estas problemáticas.

As constatações e conclusões, apresentadas nesta publicação, reforçam as recomendações dos Relatórios de 2016 e 2018 do Secretário-Geral da ONU, endereçadas à Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), no que se refere à proteção de crianças contra o bullying. Essas recomendações incluem, entre outras: a necessidade de desenvolver políticas para prevenir e responder à violência escolar e ao bullying; formar e apoiar os professores na prevenção da violência escolar e do bullying; promover abordagens que envolvam toda a comunidade, incluindo estudantes, professores, assistentes operacionais, pais e autoridades locais; fornecer informações e apoio às crianças.

Este estudo foi desenvolvido com o objetivo de apoiar todos os países na prevenção e combate à violência escolar e ao Bullying, bem como de reforçar a Campanha Safe to Learn que visa acabar com toda a violência nas escolas, até 2024.

Descarregar o relatório no link:

https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000366483

Mães de 41,7% dos adolescentes obesos também o eram antes de engravidar

Julho 24, 2019 às 11:39 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 24 de junho de 2019.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Maternal body mass index, gestational weight gain, and the risk of overweight and obesity across childhood: An individual participant data meta-analysis

Relatório da ONU destaca como eliminar desigualdade de gênero nas famílias

Julho 10, 2019 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da ONU News de 25 de junho de 2019.

Pesquisa ilustra diversidade familiar no mundo e inclui recomendações de apoio a leis e políticas; meninas não têm os mesmos direitos de herança que meninos em um em cada cinco países; mulheres são legalmente obrigadas a obedecer a seus maridos em 19 nações.

Embora os direitos das mulheres tenham avançado, as desigualdades de gênero e outras violações fundamentais dos direitos humanos persistem nas famílias.

A conclusão é de um novo relatório da ONU Mulheres publicado esta terça-feira, com o título Progresso das Mulheres do Mundo 2019-2020: Famílias num Mundo em Mudança.

Importância

Em nota, a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, disse que a pesquisa “mostra que as famílias, em toda a sua diversidade, “podem ser condutores críticos da igualdade de género.”

Segundo a representante, para que isso aconteça, é preciso “que os decisores implementem políticas enraizadas na realidade de como as pessoas vivem hoje tendo os direitos das mulheres no seu centro.”

Mlambo-Ngcuka acrescenta, no entanto, que as famílias também podem ser motivos de conflito, desigualdade e, com demasiada frequência, da violência.

Conclusões

O relatório mostra a diversidade das famílias em todo o mundo e inclui recomendações para apoiar leis e políticas que respondam às necessidades de todos os membros da família, especialmente mulheres e meninas.

A chefe da ONU Mulheres disse que, “em todo o mundo, se testemunha esforços concentrados para negar a independência das mulheres e o direito de tomar suas próprias decisões em nome da proteção dos ‘valores familiares’.”

Cerca de 3 bilhões de mulheres e meninas vivem em países onde o estupro dentro do casamento não é criminalizado de forma explícita.

Além disso, a injustiça e as violações assumem outras formas. Em cada cinco países, existe um onde as meninas não têm os mesmos direitos de herança que os meninos.

Em 19 Estados, as mulheres são legalmente obrigadas a obedecer a seus maridos. Além disso, nos países em desenvolvimento, cerca de um terço das mulheres casadas relatam ter pouco ou nada a dizer sobre suas próprias decisões de saúde.

Mudanças

Segundo a pesquisa, a idade média do casamento aumentou em todas as regiões, as taxas de natalidade diminuíram, e as mulheres, em geral, aumentaram sua autonomia econômica.

Em todo o mundo, 38% dos agregados familiares são casais com filhos. Cerca de 27% são famílias  que incluem outros parentes.

Famílias monoparentais lideradas por mulheres representam 8% dos agregados familiares, onde as mulheres têm de fazer malabarismos com o trabalho remunerado, a criação de filhos e o trabalho doméstico não remunerado. As famílias do mesmo sexo são cada vez mais visíveis em todas as regiões.

Trabalho

As mulheres continuam a entrar no mercado de trabalho em grande número, mas o casamento e a maternidade reduzem suas taxas de participação, além do rendimento e outros benefícios.

Segundo os novos dados, metade das mulheres casadas que têm entre 25 e 54 anos participa da força de trabalho. Esse número é comparado aos dois terços das mulheres solteiras e 96% dos homens casados.

Uma das principais causas dessas desigualdades é que as mulheres continuam realizando três vezes mais cuidados não remunerados, como trabalho doméstico, do que os homens.

Por outro lado, o relatório destaca avanços na licença parental, com um aumento na participação de pais, particularmente em países onde incentivos específicos.

Recomendações:

  • Alterar e reformar as leis da família para garantir que as mulheres podem escolher se, quando e quem casar; e permitir o acesso das mulheres aos recursos da família.
  • Reconhecer diversas formas de parceria, para proteger as mulheres em coabitação e parcerias entre pessoas do mesmo sexo.
  • Investir em serviços públicos, especialmente em saúde reprodutiva, para expandir as escolhas das mulheres e meninas.
  • Promover sistemas de proteção social, como licença parental remunerada e apoio do Estado para crianças e cuidados mais antigos para sustentar as famílias.
  • Garantir a segurança das mulheres através da implementação de leis para eliminar a violência contra mulheres e meninas e fornecer justiça e apoio aos sobreviventes da violência.

 

690 milhões não têm a sorte da Ema

Julho 8, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Nunca antes foi tão bom ser criança. Nunca antes o mundo foi tão bom para as que, como Ema, nasceram em países pacíficos. Para as restantes – e são milhões delas que vivem em zonas de conflito – os números contam uma história diferente. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo.

Visualizar o vídeo no link:

https://expresso.pt/multimedia/259/2019-06-21-690-milhoes-nao-tem-a-sorte-da-Ema-1?fbclid=IwAR2YJJZm5aHHV5fxYCKohqYqu0jq1k1UHOxSx1r3m-xoS1vZZplk6x1M2yU

Unicef: 175 milhões de crianças não estão matriculadas no ensino pré-escolar

Abril 24, 2019 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia da ONU News de 9 de abril de 2019.

Relatório destaca falta de investimento pela maioria dos governos; nos países de baixo rendimento apenas uma em cada cinco crianças frequenta o infantário; nível de pobreza e de educação de progenitores são alguns dos fatores.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que cerca de metade das crianças em idade pré-escolar, em todo o mundo, não frequentam a escola. O número equivale a mais de 175 milhões de meninos e meninas.

O primeiro relatório global da agência dedicado à educação pré-escolar destaca a falta de investimento pela maioria dos governos em todo o mundo neste ciclo de ensino.

Disparidades

Para o Unicef, esta realidade representa uma perda de oportunidade agravando as desigualdades desde o início da vida.

De acordo com a nova publicação, a situação é mais grave nos países de baixo rendimento onde apenas uma em cada cinco crianças está matriculada no ensino pré-escolar.

Em comunicado, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, destaca que o ensino pré-escolar é a base educacional das crianças e que “cada etapa da educação que se segue depende do seu sucesso”. A representante adianta que “essa oportunidade é negada a muitas crianças”, aumentando o risco de abandono escolar.

O relatório revela também que as crianças que tenham frequentado, pelo menos, um ano da educação pré-escolar têm maior probabilidade de desenvolver as competências necessárias para terem sucesso escolar.

Para além disso, estes menores de idade são menos propensos perder o ano ou a abandonar a escola e, portanto, mais capazes de contribuir para sociedades e economias pacíficas e prósperas quando atingirem a idade adulta.

Fatores

Ainda segundo as conclusões deste relatório, o nível de rendimento familiar, o nível de educação dos pais e a localização geográfica estão entre os principais fatores para o acesso ao ensino pré-escolar. No entanto, segundo o Unicef, a pobreza é o fator determinante.

Em relação à pobreza, o relatório demonstra que em 64 países, as crianças mais pobres têm sete vezes menos probabilidades do que as crianças das famílias mais ricas de participar em programas de educação na primeira infância.

Em alguns países, a divisão entre ricos e pobres é ainda mais significativa. Por exemplo, as crianças dos agregados familiares mais ricos da República da Macedónia do Norte têm 50 vezes mais probabilidade de frequentar a educação pré-escolar do que as dos agregados mais pobres.

Os conflitos também são um fator preponderante. Mais de dois terços das crianças em idade pré-escolar que vivem em 33 países afetados por conflitos ou desastres não estão matriculados em programas de educação na primeira infância.

Benefícios

No entanto, estas são as crianças para as quais a educação pré-escolar pode ter grandes benefícios. A educação pré-escolar ajuda as crianças pequenas afetadas por crises a superar traumas vivenciados, dando-lhes uma estrutura, um lugar seguro para aprender e brincar e uma forma de expressar as suas emoções.

O nível de instrução dos pais também influencia em todos os países com dados disponíveis, crianças nascidas de mães que concluíram o ensino médio ou mais têm quase cinco vezes mais probabilidade de frequentar um programa de educação na primeira infância do que crianças cujas mães concluíram apenas o ensino de base ou não têm qualquer educação formal.

Investimento

Em 2017, uma média de 6,6% dos orçamentos nacionais para a educação eram globalmente dedicados à educação pré-escolar, com quase 40% dos países, com dados, alocando menos de 2% dos seus orçamentos para esse subsector.

Para o Unicef, esta falta de investimento mundial na educação pré-primária afeta negativamente a qualidade dos serviços. Por isso, Fiore alerta que “se os governos de hoje querem que a sua força de trabalho seja competitiva na economia de amanhã, precisam começar com a educação desde cedo.”

O Unicef apela aos governos que garantam o acesso universal a pelo menos um ano de educação pré-primária de qualidade e a transformem numa parte habitual da educação de todas as crianças, especialmente das mais vulneráveis e excluídas. Para tal, o Unicef estima que será necessário que os governos comprometam pelo menos 10% dos seus orçamentos nacionais de educação para a primeira infância.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

A World Ready to Learn: Prioritizing quality early childhood education

 

Unicef: sem mais ação, 80 adolescentes morrerão com HIV todos os dias até 2030

Janeiro 4, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia da Onu News de 29 de novembro de 2018.

Fundo pede mais programas de tratamento e prevenção; novas infeções cairão para metade entre crianças, mas diminuirão apenas em 29% entre os adolescentes; cerca de 700 adolescentes são infetados com HIV todos os dias.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estima que cerca de 80 adolescentes morrerão de Aids, ou Sida, todos os dias, até 2030.

O Unicef apela, por isso, a um aumento urgente dos programas de tratamento e prevenção entre adolescentes, uma vez que os dados mostram uma redução lenta das infeções pelo HIV e mortes relacionadas com a Sida.

Novas Infeções

Em relatório divulgado esta quinta-feira, o Fundo adianta que cerca de 360 mil adolescentes morrerão de doenças relacionadas com a Aids entre 2018 e 2030.

Isto caso não haja investimento adicional em programas de prevenção, testes e tratamento.

O relatório “Crianças, HIV e Aids: O mundo em 2030” tem como base as atuais projeções populacionais e estima que o número de crianças até aos 19 anos com novas infeções atingirá cerca de 270 mil crianças até ao final da década de 30. É uma quebra de um terço em relação às últimas estimativas.

No entanto, o Unicef considera que a trajetória de queda é muito lenta, principalmente entre os adolescentes.

De acordo com o relatório, até 2030, o número de novas infeções por entre crianças na primeira década de vida será reduzido para metade, enquanto que entre adolescentes dos 10 aos 19 anos só diminuirá em 29%.

Mais Programas

O Fundo prevê que as mortes relacionadas com Aids diminuam em 57% nas crianças com menos de 14 anos, em comparação com uma redução de 35% nas pessoas com idades entre os 15 e os 19 anos.

A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, afirmou que “o relatório deixa claro que o mundo ainda não está no caminho certo para acabar com a Aids entre crianças e adolescentes até 2030″, por isso, admite que os “programas para prevenir a transmissão do HIV de mães para bebés estão a valer a pena, mas não foram longe o suficiente, enquanto programas para tratar o vírus e impedir que ele se espalhe entre crianças mais velhas estão muito aquém do que deveriam.”

África

O Unicef estima que cerca de 700 adolescentes entre 10 e 19 anos são infetados com HIV todos os dias, ou seja, um a cada dois minutos.

Ainda segundo o relatório, 1,9 milhão de crianças e adolescentes ainda estarão vivendo com o vírus em 2030, principalmente na África Oriental e Meridional, seguido pela África Central e Ocidental e América Latina e Caribe.

Atualmente, 3 milhões de crianças e adolescentes vivem com o HIV em todo o mundo, mais da metade deles na África Oriental e Austral.

Diagnóstico

O relatório aponta para duas grandes falhas na resposta para crianças e adolescentes: o progresso lento na prevenção entre crianças pequenas e o fracasso em lidar com os fatores estruturais e comportamentais da epidemia.

Muitas crianças e adolescentes não sabem se têm ou não o vírus, e entre aqueles que foram diagnosticados, poucos aderem ao tratamento.

Para abordar essas lacunas persistentes, o relatório recomenda uma série de abordagens, apoiadas pelo Unicef, incluindo testes centrados na família para ajudar a identificar e tratar crianças, mais tecnologias de diagnóstico, maior uso de plataformas digitais para melhorar o conhecimento entre adolescentes, entre outras.

descarregar PDF –  Children and AIDS: The world in 2030

Site –  Children, HIV and AIDS: The world today and in 2030

 

 

OIT: o trabalho infantil “tem que acabar”

Novembro 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia da ONU News de 14 de novembro de 2018.

Diretor do Escritório da agência em Nova Iorque diz que não é possível que um mundo com avanços econômicos e conhecimento tecnológico ainda precise da prática; mundo tem 152 milhões de crianças vítimas desta prática.

Quase metade destas crianças estão envolvidas em atividades perigosas e têm entre cinco e 11 anos. Entre estes menores, 64 milhões são meninas e 88 milhões meninos.

Triste realidade

Falando à ONU News, o diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Nova Iorque, Vinicius Pinheiro, disse que é impossível que num mundo com avanços econômicos e tecnológicos ainda haja trabalho infantil.

“Para você ter uma ideia, há 100 anos houve uma convenção da OIT onde se teve um acordo que o trabalho infantil seria eliminado. Após 100 anos, com todo o crescimento econômico que nós tivemos, você ainda tem esta triste realidade de 152 milhões de crianças que deveriam estar na escola, se preparando para o futuro, mas que são restringidas deste direito para participar em atividades. São atividades criminosas, como em casos relacionados à exploração sexual, e outras como crianças-soldado em guerras, que são diferentes formas de exploração que têm que acabar.”

Trabalho Infantil

O “trabalho infantil”, de acordo com a OIT, é com frequência definido como uma atividade que priva crianças da sua infância, do potencial e da dignidade delas. É também uma prática que pode prejudicar o corpo e o desenvolvimento mental das vítimas.

De acordo com a agência, a escravidão ou práticas semelhantes estao entre as piores formas de trabalho infantil que incluem ainda a venda ou o tráfico de crianças e o recrutamento forçado de menores para atuarem em conflitos armados.

Prostituição infantil

A prostituição infantil, o uso de crianças para atividades ilegais como o tráfico de drogas e o envolvimento de menores em trabalhos que possam prejudicar a saúde, a segurança e o moral também constam na Convenção da OIT.

Dados da agência indicam que quase metade dos casos de trabalho infantil, mais de 72 milhões, acontece na África. No continente, uma em cada cinco crianças é vítima da prática.

A região da Ásia e Pacífico tem mais de 62 milhões de crianças envolvidas no trabalho infantil e as Américas têm quase 11 milhões.

A maior concentração de trabalho infantil em geral, 71%, está na agricultura, com 17% em serviços e 12% no setor industrial.

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.