Os desenhos das crianças migrantes em centros de detenção nos EUA

Setembro 17, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia da SIC Notícias de 10 de julho de 2019.

Crianças de 10 e 11 anos que tinham sido separadas das famílias.

A Academia Pediátrica Americana (APP) partilhou os desenhos desconcertantes de três crianças migrantes que tinham sido separadas das famílias e se encontravam sob custódia dos Estados Unidos.

As crianças, com idades entre os 10 e 11 anos, tinham acabado de ser soltas pelos Serviços de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e encontravam-se no Centro de Descanso Humanitário da Catholic Charities (organização sem fins lucrativos) em McAllen, no Texas.

A equipa do centro sugeriu às crianças que desenhassem algo que mostrasse como foi o seu tempo sob custódia dos CBP e o resultado foi entregue à APP.

Colleen Kraft, pediatra e ex-presidente da APP, disse à CNN que “o facto dos desenhos serem tão realistas e horrendos dá-nos uma visão sobre o que estas crianças passaram. Quando uma criança desenha isto, está-nos a dizer que sentiu como se tivesse estado numa prisão.”

O grupo de pediatras afirma que tem tentado avisar os CBP sobre as melhores formas de rastrear e cuidar das crianças sob a sua custódia, mas, de acordo com a CNN, todas as reuniões não resultaram em nada.

Sara Goza, a atual presidente da APP, visitou por duas das instalações da CBP. Nas visitas afirma nunca ter encontrado “um único pediatra” e “a primeira coisa que me atingiu foi o cheiro. Um cheiro a suor, urina e fezes. Tempo nenhum nestas instalações é seguro para crianças.” acrescenta.

Em dezembro passado morreram duas crianças nestes centros, uma de gripe e outra com uma infeção generalizada.

Estas mortes, segundo a APP, podiam ter sido evitadas se houvesse pediatras nos Centros de detenção.

“Os agentes da CBP são polícias. Têm um trabalho importante, sim, mas não estão treinados para cuidar de crianças.” disse Kraft, ao que Goza acrescentou “temos pediatras que se voluntariam para irem para as fronteiras já amanhã e trabalhar com estas crianças, dar aconselhamento médico e treinar quem lá está diariamente. Mas até agora a oferta não foi a lado nenhum.”

Só em 2018, foram detidas mais de 396 mil pessoas a tentar atravessar a fronteira entre os EUA e o México ilegalmente. Imagens divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna mostram os centros de detenção com mais do dobro das pessoas para as quais estavam capacitados.

Segundo a Agência norte-americana para a Saúde e Serviços Humanos, havia, no mês passado, 11.800 crianças migrantes retidas pela agência. Sendo que 2.300 são crianças que foram retiradas aos pais.

A ProPublica, uma organização sem fins lucrativos, recebeu uma gravação, em que se ouve o choro de crianças num centro de detenção,de Jennifer Harbury, advogada e ativista de direitos humanos, que obteve o áudio com a ajuda de um informador. Não foram, contudo, fornecidos detalhes sobre o local exato onde foi captado o som.

Ouvir a gravação no link:

https://sicnoticias.pt/mundo/2019-07-10-Os-desenhos-das-criancas-migrantes-em-centros-de-detencao-nos-EUA?fbclid=IwAR3VICYKjwy-oGTGPuUSuzp7x5YIHJT8sCbFzubU8-fOIYShJo22MaFqn9w

Mais de 900 crianças migrantes foram separadas dos seus pais nos EUA no último ano

Agosto 22, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do El Pais Brasil de 31 de julho de 2019.

Amanda Mars Checa

Dado consta na ação movida pela entidade de direitos civis ACLU, abrangendo o período posterior ao suposto fim dessa prática por parte da Administração Trump.

O assunto eclodiu em maio do ano passado. A Administração norte-americana reconheceu que havia perdido a pista de 1.500 menores indocumentados desde o final de 2017. Supostamente eles tinham sido transferidos para a casa de parentes ou famílias de acolhida. A partir disso, teve que reconhecer que, entre 19 de abril e 6 de junho, havia separado 2.000 crianças, às vezes bebês, de seus pais ou outros familiares adultos. A avalanche de críticas foi tal que Donald Trump se viu forçado a retificar essa política. Entretanto, uma ação judicial apresentada nesta terça-feira pela União Americana das Liberdades Civis (ACLU, principal entidade de direitos civis dos EUA) mostra que no último ano mais de 900 menores foram separados de seus pais ou responsáveis.

Com a entrada em vigor da doutrina de tolerância zero, qualquer adulto que tentasse entrar nos Estados Unidos de forma irregular e sem cumprir os devidos procedimentos de asilo passou a ser considerado um delinquente e processado judicialmente como tal. Como os menores não podem ser presos, nem permanecer mais de 21 dias sob custódia, eram separados.

A pressão política, junto com o estarrecimento da opinião pública diante das imagens de crianças chorando, levou Trump a anunciar que as famílias permaneceriam unidas, embora sem explicar muito bem como, pois evitou desdizer sua política de mão firme. Dias depois, um juiz federal de San Diego acabou de determinar essa mudança, ao dar 30 dias ao Governo para reunir as famílias separadas.

Agora, segundo o Departamento de Segurança Doméstica, a separação das crianças migrantes e seus pais ou tutores legais na hora de cruzar a fronteira é algo excepcional. A maioria se deve a que os adultos cometeram algum tipo de delito (administrações anteriores, como a de George W. Bush e Barack Obama, separavam os menores se estes estivessem sob risco de abusos ou dependessem de um adulto que cometeu crimes graves). A ACLU, entretanto, alega que mesmo delitos menores estão sendo usados para justificar as separações.

Especificamente, o escrito da organização, apresentado nesta terça-feira a um tribunal federal de San Diego, aponta que 911 crianças imigrantes foram separadas de seus familiares entre 26 de junho de 2018 e 29 de junho de 2019. Entre outros casos, relata que um indocumentado perdeu sua filha ao ser condenado por destruição de propriedade privada, ao causar um prejuízo de cinco dólares.

O baloiço rosa que une as crianças separadas pelo muro entre EUA e México

Julho 31, 2019 às 2:24 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Ronald Rael

Notícia da Sábado de 30 de julho de 2019.

Dois professores sonharam com o projeto durante uma década.

Baloiços e escorregas foram instalados na fronteira dos Estados Unidos com o México para as crianças e adultos brincarem. Este é um projeto de dois professores que se tornou real esta segunda-feira.

Segundo avança o site Huffington Post, o objetivo é as crianças de ambos os lados da fronteira poderem brincar juntas.

Um dos professores que criou o projeto, Ronald Rael, escreveu nas redes sociais que esta é “uma das experiências mais incríveis da carreira”, divulgando um vídeo que mostra várias pessoas a aderir à iniciativa.

“O muro tornou-se algo fortíssimo para as relações EUA-México e crianças e adultos foram ligados desta forma em ambos os lados”, expliou Ronald Rael, de acordo com a mesma fonte.

Recorde-se que, no mês passado, uma foto de um pai e uma filha, mortos, revelou a realidade muitas vezes fatal dos migrantes que fugiram da América do Sul em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos.

https://www.instagram.com/p/B0fY2R6hfKr/?utm_source=ig_embed

Mais informações nas notícias:

Borderwall as Architecture Becomes Reality

These Seesaws Were Built Across The U.S.-Mexico Border To Let Children Play Together

EUA: Quase duas mil crianças migrantes continuam detidas em Homestead

Julho 19, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia da Amnistia Internacional de 18 de julho de 2019.

A Amnistia Internacional exige o encerramento do centro de detenção de Homestead que abriga quase duas mil crianças migrantes, algumas delas desacompanhadas, devido às condições inadequadas que personificam a política desastrosa dos Estados Unidos da América (EUA) para fazer face a este problema. No relatório No Home for Children: The Homestead ‘Temporary Emergency’ Facility (“Não é uma casa para crianças: O centro de ‘emergência temporária’ de Homestead), apresentado esta quinta-feira, concluímos que, em vez de proteger, as autoridades norte-americanas estão a punir todos aqueles que tentam reconstruir a vida no país, até mesmo menores de idade.

“Homestead é uma linha industrial para processar um grande número de crianças, em vez de se focar na defesa dos seus interesses. A mensagem desta Administração é clara: se as crianças fogem para os EUA para salvar a vida, o governo vai prendê-las e tornar tudo mais difícil para que consigam a sua libertação”, afirma a investigadora Denise Bell, especialista em direitos de refugiados e migrantes da Amnistia Internacional EUA.

Visitámos Homestead em abril e julho deste ano. Na primeira vez, o centro acolhia mais de 2100 menores, com idades entre os 13 e os 17 anos. Depois, a infraestrutura chegou a ter cerca de 2500 crianças. Contudo, a informação mais recente indica que o número desceu para menos de 2000.

“As crianças detidas em Homestead estão com medo, sozinhas e longe de casa. A grande maioria tem famílias dispostas a recebê-las, como os próprios pais ou membros da família”

Denise Bell, especialista em direitos de refugiados e migrantes da Amnistia Internacional EUA

Muitos destes menores fugiram da perseguição e violência que marca os países de origem, especialmente da América Central. Até chegarem aos EUA, cumpriram uma árdua jornada de milhares de quilómetros, sozinhos ou acompanhados por um membro da família ou um conhecido, a quem foram, posteriormente, retirados.

Uma vez em Homestead, as crianças vivem num ambiente restritivo, onde são obrigadas a seguir um cronograma altamente organizado e rigoroso ou a usar placas de identificação com códigos digitalizados para controlar as saídas e entradas do edifício. As meninas são obrigadas a preencher um formulário quando necessitam de tampões ou pensos higiénicos. O acesso à educação também tem inúmeras limitações, já que não segue o currículo do sistema de ensino da região. Além disso, existem barreiras linguísticas no acesso.

Reclusão e tentativas de fuga

Em média, as crianças permanecem 89 dias em Homestead. Depois, são entregues a famílias de acolhimento ou instituições. A Amnistia Internacional sabe que, em alguns casos, houve tentativas de fuga.

“As crianças detidas em Homestead estão com medo, sozinhas e longe de casa. A grande maioria tem famílias dispostas a recebê-las, como os próprios pais ou membros da família”, nota Denise Bell.

“A detenção prolongada e indefinida é uma crise criada pelo próprio governo. A Administração optou por dificultar a entrega das crianças às famílias por existir o risco de deportação devido a uma política desnecessária de partilha de informação. Essa política perpetuou a separação”, acrescenta a investigadora.

O que pedimos

As crianças só devem ser detidas como último recurso. Caso seja inevitável, terá de ser pelo tempo mais curto e no ambiente menos restritivo possível.

“As crianças que vêm para aqui devem ser tratadas como qualquer outra e receber os nossos cuidados, em vez de desprezo”

Denise Bell, especialista em direitos de refugiados e migrantes da Amnistia Internacional EUA

A utilização de infraestruturas temporárias, como Homestead ou quaisquer outras de natureza semelhante, deve ser descontinuada. Paralelamente, as autoridades norte-americanas têm de abrir uma investigação às condições destes centros e autorizar o acesso às organizações não-governamentais e aos membros do Congresso.

“A detenção de crianças que foram alvo, sem qualquer razão, de violência e perseguição horrendas nos seus países de origem é uma mancha no histórico dos direitos humanos dos EUA. As crianças que vêm para aqui devem ser tratadas como qualquer outra e receber os nossos cuidados, em vez de desprezo”, conclui Denise Bell.

https://www.amnistia.pt/wp-content/uploads/2019/07/Homestead-Report.pdf

Os brinquedos que dão a mão às crianças da caravana de migrantes

Janeiro 11, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Hannah Mckay

Notícia do Público de 26 de dezembro de 2018.

Na caravana de milhares de migrantes que rumam aos Estados Unidos da América, Hanna McKay, da agência Reuters, encontrou dois mundos: as preocupações dos adultos e as brincadeiras das crianças. Estas, muitas das vezes, caminham sem saber porquê, nem para onde estão a ir. Limitam-se a seguir os pais que procuram asilo e trabalho do outro lado da fronteira mexicana.

Só neste mês, morreram duas crianças imigrantes sob custódia das autoridades fronteiriças norte-americanas. Jakelin Caal, de sete anos, natural da Guatemala, faleceu a 8 de Dezembro num hospital de El Paso, no Texas. Antes da-meia noite que marcava o início do dia de Natal morria o segundo menino, também guatemalteco, Felipe Gómez Alonzo, de oito anos. Agora, o governo norte-americano ordenou check-ups médicos para todas as crianças ao cuidado das autoridades responsáveis pelas fronteiras.

A maioria dos imigrantes que constituem a caravana começou a juntar-se em Outubro e vem das Honduras. Fogem, com os filhos, da violência dos gangs e do Governo. Os mais pequenos trazem consigo os brinquedos que encontram pelo caminho ou que outras crianças lhes deram: como a máquina fotográfica de brincar que Xiomara, uma menina de quatro anos, apontou para a câmara a sério da jovem fotojornalista da Reuters. A menina encontrou a máquina de plástico no chão de um dos abrigos temporários onde pernoitou, em Tijuana, no México. Já em casa, nas Honduras, “ficou o brinquedo favorito”: um ursinho de peluche.

 

Especialista da ONU pede fim da detenção de crianças migrantes pelos EUA

Janeiro 10, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da ONU News de 24 de dezembro de 2018.

Relator especial expressou profunda preocupação com tratamento de migrantes e com discurso público sobre migração nos Estados Unidos; especialista pede investigação sobre morte de criança da Guatemala que estava sob custódia de autoridades do país.

O relator especial da ONU para os direitos humanos, Felipe González Morales, fez um apelo para que os Estados Unidos parem com a detenção de crianças com base na situação migratória delas e que procurem alternativas para o problema.

De acordo com o especialista, uma série de organismos de direitos humanos da ONU já declararam que “a detenção de crianças com base na situação migratória é uma violação das leis internacionais. Morales destacou que “a detenção é prejudicial para o bem-estar da criança e produz impactos negativos severos de longo prazo nelas”.

Trauma

O relator disse ainda que isso também agrava o trauma que muitas crianças sofrem durante as jornadas migratórias e que a detenção de menores migrantes nunca pode ser usada para impedir a migração.

Morales expressou ainda profunda preocupação com o tratamento dos migrantes pelas autoridades americanas e com o discurso público sobre migração nos Estados Unidos. Ele disse ter contatado as autoridades do país diversas vezes recentemente para chamar atenção para uma série de questões e que espera engajar um diálogo construtivo para lidar com o problema.

Investigação

O especialista demonstrou ainda preocupação com a morte de uma menina migrante de sete anos que estava sob custódia das autoridades migratórias dos Estados Unidos. Morales pediu que a morte de Jakelin Ameí Caal, que era da Guatemala, seja investigada.

O relator disse que apesar de ter havido diferentes versões sobre a sequência de eventos e o estado de saúde de Jakelin, é incontestável que a menina morreu quando estava em custódia dos Serviços Aduaneiros e de Proteção das Fronteiras dos EUA após cruzar a fronteira entre o México e os Estados Unidos com o seu pai e um grande grupo de migrantes.

Para Morales, as autoridades do país devem “garantir que seja conduzida uma investigação profunda e independente sobre a morte” da menina. Ele acrescentou que o “acesso à justiça por seus parentes deve ser concedido, incluindo, mas não limitando a ter representação legal durante os procedimentos na língua que eles possam entender bem.”

O relator especial reiterou ainda seu interesse em conduzir uma visita oficial aos Estados Unidos. Ele disse ter já ter solicitado o convite do governo duas vezes, mas até o momento ainda não obteve nenhuma resposta.

*Relatores de direitos humanos são independentes da ONU e não recebem salário pela sua atuação.

 

Manual do Conselho da Europa sobre Crianças Migrantes e os seus Direitos

Janeiro 8, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

This handbook has been developed to equip professionals and volunteers who interact with migrant and refugee children to communicate in a child-friendly way about their rights and the procedures aff ecting them. Through this handbook, professionals and volunteers will understand how to apply international children’s rights in national contexts. The concrete steps outlined in this guide explore how professionals and volunteers can serve the best interests of the child by ensuring the child’s right to information and their right to be heard are effective.

Descarregar o manual How to convey  child-friendly information to children  in migration : A handbook for frontline professionals no link:

https://www.coe.int/en/web/children/-/council-of-europe-launches-handbook-on-child-friendly-information-for-children-in-migration

Morre mais uma criança sob custódia dos EUA após passar fronteira do México Não foi divulgada a causa da morte de rapaz de oi

Dezembro 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Público de 26 de dezembro de 2018.

Não foi divulgada a causa da morte de rapaz de oito anos da Guatemala, apenas que fora hospitalizado.

Uma criança de oito anos, natural da Guatemala, morreu esta terça-feira enquanto estava à guarda do serviço de fronteiras dos Estados Unidos após ter passado ilegalmente a fronteira com o pai – é a segunda criança a morrer sob custódia da guarda fronteiriça.

A criança foi internada num centro médico em Alamogordo, Novo México, e teve alta depois de ter recebido um diagnóstico de constipação. Mas horas depois de ter tido alta, começou a vomitar e foi levada de novo para o hospital, onde acabou por morrer. A causa não é conhecida.

O rapaz e o pai entraram nos EUA através de El Paso, Texas, a 18 de Dezembro, e entregaram-se às autoridades. Foram transferidos para Alamogordo a 23.

Um congressista do Texas disse que a criança se chamava Felipe Alonzo-Gomez e apelou para uma investigação à sua morte.

“Temos de nos assegurar de que tratamos migrantes e requerentes de asilo com dignidade humana e damos os cuidados médicos necessários a qualquer pessoa sob custódia do Governo dos Estados Unidos”, disse o congressista Joaquin Castro, citado pela emissora britânica BBC.

“A política da Administração afastar as pessoas dos pontos legais de entrada está a pôr as famílias e as crianças em risco.”

A força encarregada das fronteiras anunciou que irá fazer algumas alterações após esta segunda morte, segundo a estação de televisão americana CNN, incluindo check-ups médicos a todas as crianças sob sua guarda, com especial foco nas menores de dez anos.

A primeira criança que morreu foi Jakelin Caal, de sete anos, também da Guatemala, depois de ter sido detida junto com o pai numa zona remota do Novo México. Oito horas depois, a criança começou a ter convulsões e morreu.

A Administração de Donald Trump, que tenta desencorajar a entrada ilegal nos EUA, e classificou a caravana de migrantes que se juntam para fazer a viagem até à fronteira como um perigo para a segurança do país, culpa o pai pela morte da criança.

Activistas dizem que o aumento de patrulhas leva os migrantes a correr mais perigos em zonas mais remotas, e a associação de defesa dos direitos ACLU acusou os serviços de fronteira de “cultura de crueldade e falta de responsabilidade”.

 

 

Um pacote de leite gigante para alertar para o drama das crianças separadas das famílias

Dezembro 24, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

DR

Notícia do Público de 6 de dezembro de 2018.

A instalação foi montada em Venice Beach, na Califórnia, para alertar para a separação de 14 mil crianças dos pais na fronteira dos Estados Unidos. O projecto da agência 72andSunny também lançou uma petição para tentar reverter a situação.

Rui Pedro Paiva

Um pacote de leite gigante. Dentro dele, vários outros pacotes de leite — mais pequenos — com palavras escritas: “Freedom”, “family”, “future”. Representam aquilo que as 14 mil crianças detidas na fronteira dos Estados Unidos estão a perder. Perdem liberdade, perdem família e perdem futuro.

O objectivo da instalação 14,000 and Counting (em português, 14 mil e a contar), da agência 72andSunny, é alertar para a situação na fronteira dos Estados Unidos, onde crianças são separadas da família e reencaminhadas para tendas e armazéns, enquanto os pais são detidos para julgamento. Os criadores da obra citam o The San Francisco Chronicle para destacar que em Novembro o número de crianças sob custódia governamental chegou a 14 mil. Apesar de a situação não ser inédita no país, aumentou de proporções após a política de imigração da administração de Donald Trump.

“Cada embalagem é uma representação visual de uma criança imigrante mantida em centros de detenção em todo o país”, referiu Meagan Phillips, da residência 72u, a propósito da obra montada na Windward Plaza, Califórnia. A instalação 14,000 and Counting foi inaugurada a 28 de Novembro e irá permanecer em Venice Beach até sábado, 8 de Dezembro.

No site do projecto, é possível assinar uma petição que apela ao congresso americano que reverta a actual legislação. Também é possível contribuir financeiramente para organizações que procuram combater políticas anti-imigração e associações que prestam auxílio a estas crianças (como a União Americana pelas Liberdades Civis ou a Families Belong Together).

A residência criativa 72U do estúdio 72andSunny tem como missão potenciar a “mudança social positiva através da criatividade radical” através da exploração da “arte, tecnologia e cultura”.

 

 

 

 

EUA. Criança de 7 anos morre de desidratação depois de atravessar fronteira com família

Dezembro 14, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Observador de 14 de dezembro de 2018.

Uma criança da Guatemala morreu de desidratação dois dias após ter sido detida com a família por atravessar ilegalmente a fronteira dos EUA. Relatório diz que não comia nem bebia água há dias.

Uma menina de 7 anos morreu de desidratação depois de ter sido detida juntamente com a sua família por terem atravessado ilegalmente a fronteira do México para os EUA.

A menor, cuja identidade não foi revelada e da qual só se sabe a idade e que tinha nascido na Guatemala, foi detida na fronteira juntamente com 163 pessoas no dia 6 de dezembro, pelas 22h00, perto da localidade de Lordsburg, no Novo México. A detenção foi feita pela U.S. Customs and Border Protection (CBP), a autoridade de proteção das fronteiras dos EUA.

De acordo com os registos da CBP, consultados pelo Washington Post, a menor começou a ter convulsões às 6h25 já do dia seguinte à sua chegada, 7 de dezembro. Segundo os paramédicos que a socorreram pouco depois desse momento, a rapariga de 7 anos estava com uma temperatura de 105,7 graus fahrenheit (40,9, em celsius). De acordo com o comunicado emitido pela CBP, a vítima mortal não teria “comido nem bebido água durante vários dias”.

A criança ainda foi transportada de helicópetro para um hospital pediátrico em El Paso, cidade texana na fronteira com o México, onde acabou por morrer menos de 24 horas depois.

Através de comunicado ao Washington Post, a CBP apresentou as suas “mais sinceras condolências à família da criança”, mas rejeitou ter havido falhas da parte dos seus agentes. “Os agentes da CBP tomaram todas as medidas possíveis para salvar a vida da criança sob as circunstâncias mais difíceis”, disse o porta-voz da CBP Andrew Meehan. “Como pais e mães, irmãos e irmãs, sentimos a perda de qualquer criança.”

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.