Em 2019 aumentaram os casos de crianças e jovens em risco no concelho de Beja

Janeiro 16, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Pax de 13 de janeiro de 2020.

No concelho de Beja foram assinalados em 2019 duzentos e oitenta e cinco casos de crianças e jovens em risco. O número foi revelado à Rádio Pax por Maria de Jesus Ramires, presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Beja.

Em comparação com 2018 houve um aumento de oitenta casos.

O abandono escolar lidera a tabela com 28 casos. Comportamentos graves, anti-sociais ou de indisciplina, apresentam-se em segundo plano com um total de 23 situações.

“O abandono à nascença, a violência doméstica na infância e os casos de saúde em que as famílias não têm condições que permitam um acompanhamento estável que não ponha em causa o desenvolvimento normal das crianças, continua a ser uma preocupação para a CPCJ”, revelou à Rádio Pax Maria de Jesus Ramires.

A presidente da CPCJ de Beja garante que “só esgotadas todas as hipóteses é que as crianças são retiradas às famílias e encaminhadas para instituições”.

Só no início de Março a Equipa Técnica Regional da CPCJ Alentejo está em condições de disponibilizar todos os dados referentes a 2019 no distrito de Beja.

Ouvir a notícia no link:

https://www.radiopax.com/em-2019-aumentaram-os-casos-de-criancas-e-jovens-em-risco-no-concelho-de-beja/?fbclid=IwAR3UoUosUeChlhp-JYnGVAgg9fZ20eTHq8uiRZOwuY0vM8N6_zmbUQgSSuE

Menores na rua são pouco comuns em Portugal – notícia do JN com dados estatísticos do IAC

Janeiro 7, 2020 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 15 de dezembro de 2019.

Unicef enfatiza “década mortal” para crianças em zonas de conflito

Janeiro 4, 2020 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 30 de dezembro de 2019.

Total de violações graves nesse período chega a 170 mil; quantidade corresponde a 45 violações diárias desde 2010; mundo registra maior número de países em conflitos em três décadas.

As Nações Unidas documentaram 170 mil violações graves ocorridas contra crianças na última década.

A informação é do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, em nota destacando que a maioria delas foi vítima de assassinatos, mutilações, sequestros, violência sexual e recrutamento de grupos armados.

Infância

Em nota publicada esta segunda-feira, a agência revela que esse total corresponde a 45 violações diárias cometidas desde 2010.

De acordo com o Unicef, vários milhões de menores perderam a infância e o futuro por causa de conflitos.

No primeiro semestre do ano ocorreram mais de 10 mil violações contra crianças. Os  números reais podem ser muito maiores.

O Unicef menciona que essas situações aconteceram em países como Afeganistão, Mali, Síria e Iêmen onde “os conflitos custam a milhões de crianças sua saúde, educação, futuro e vidas”.

Indignação

A agência observa ainda que em todo o mundo os conflitos “duram mais tempo” causando mais derramamento de sangue e tirando a vida de um maior número de jovens.

A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, destaca que “os ataques às crianças continuam sem abrandar, enquanto as partes em conflito desrespeitam uma das regras mais básicas da guerra: a proteção das crianças”. A representante afirma que “por cada ato de violência contra crianças que chega aos jornais e gera ondas de indignação, há muitos mais que não são reportados”.

De acordo com a agência, o número de países em conflito é o mais alto em três décadas.

Somente em 2018, a ONU documentou mais de 24 mil violações graves contra crianças, incluindo assassinatos, mutilações, violência sexual, sequestros, negação de acesso humanitário, recrutamento infantil e ataques a escolas e hospitais.

Mutilações

Para o Unicef,  esse número “é duas vezes e meio mais alto que o registrado em 2010, sendo que ao longo deste período o acompanhamento dessas situações foi reforçada. Calcula-se que mais de 12 mil crianças foram mortas ou mutiladas em 2018.

A principal causa de morte em conflitos é o “o uso contínuo e generalizado de ataques aéreos e de armas explosivas. O armamento usado envolve minas terrestres, morteiros, dispositivos explosivos improvisados, mísseis, armas de fragmentação e artilharia.

O apelo a todas as partes envolvidas em conflitos é que cumpram as suas obrigações sob o direito internacional. A agência quer ainda o fim imediato de violações contra crianças e ataques contra infraestruturas civis como escolas, hospitais ou sistemas de água.

O Unicef destaca que os conflitos armados “são arrasadores para todos, mas são particularmente brutais para as crianças”.

mais informações na notícia da Unicef:

2019: Final year of a deadly decade for children

Em Portugal, um em cada dez bebés nasce de mãe estrangeira

Dezembro 23, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo24 de 18 de dezembro de 2019.

O números são base de dados Pordata, divulgados por ocasião do Dia Internacional das Migrações, que hoje se assinala.

De acordo com os dados divulgados hoje, quase 480 mil estrangeiros viviam legalmente em Portugal em 2018 e cerca de um em cada quatro é brasileiro, totalizando 104.504, seguidos dos cabo-verdianos (34.444), romenos (30.908) e ucranianos (29.197).

Os dados mostram igualmente que cerca de um em cada dez bebés nascidos em Portugal foram de mães de nacionalidade estrangeira.

Dos 87.020 bebés nascidos no ano passado, 9.389 era de nacionalidade estrangeira.

Em 2018, entraram em Portugal, com a intenção de permanecer no país, cerca de 43 mil pessoas, mais 13 mil que em 2008, e mais de metade eram mulheres.

Os nepaleses a viver em Portugal aumentaram 21 vezes entre 2008 e 2018, embora não ultrapassem os 11.487, enquanto os imigrantes franceses cresceram quatro vezes, passando de 4.576 para os 19.771 em 10 anos.

A Pordata realça que também quase que duplicaram os indianos, espanhóis, chineses e britânicos a viver no país. Em 2018 viviam em Portugal 26.445 britânicos, 24.856 chineses, 14.066 espanhóis e 11.340 indianos.

A maioria da população estrangeira vive na área metropolitana de Lisboa (50%) e Algarve (16%), concentrando o município de Lisboa cerca de 16% do total dos imigrantes legais.

Entre os dez municípios com maior proporção de estrangeiros no total da sua população residente, oito deles são algarvios, indicam os dados, frisando a Pordata que, pelo menos um em cada quatro residentes são estrangeiros nos municípios de Vila do Bispo, Albufeira, Lagos e Odemira.

De acordo com a base de dados gerida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2,5% da população empregada em Portugal é estrangeira e, comparativamente com os portugueses, os imigrantes são mais vulneráveis ao desemprego, com uma taxa de quase 12%, enquanto entre os cidadãos nacionais a taxa de desemprego é de 7%.

Portugal faz parte dos dez países da União Europeia em que a percentagem da população estrangeira no total da população residente é inferior a 5%.

Desde 2009 que mais de um terço dos imigrantes tem naturalidade portuguesa.

Segundo as estatísticas, nos últimos 10 anos a nacionalidade portuguesa foi concedida, em média, a cerca de 22 mil cidadãos estrangeiros por ano, tendo sido o valor mais baixo atribuído em 2017, a 18 mil cidadãos, e o mais alto, em 2016, a 25 mil.

Em 2018, um terço dos cidadãos que adquiriram nacionalidade portuguesa eram brasileiros, seguindo-se os cabo-verdianos e os ucranianos.

Desde 1961 que Portugal teve três períodos distintos com saldos migratórios negativos, designadamente de 1961 a 1973, de 1982 a 1992 e, mais recentemente, entre 2011 e 2016.

Os dados indicam que a população de Portugal está a diminuir desde 2010, tendo o país perdido quase 300 mil pessoas.

No entanto, e apesar do saldo ser positivo nos últimos dois anos, os saldos migratórios não foram suficientemente elevados para compensar os saldos naturais negativos.

As estatísticas dão ainda conta que, em 2018, as remessas dos imigrantes para o exterior chegaram aos 533 milhões de euros em 2018 e quase metade foi para o Brasil (48%), seguido da China (10%) e França (5%).

Indisciplina nas aulas penaliza resultados dos alunos portugueses

Dezembro 11, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 3 de dezembro de 2019.

Mais de metade dos alunos portugueses (53,5%) assumem não ouvir o que os professores lhes dizem em algumas aulas e cerca de um quinto em muitas aulas.

Quase um terço (30%) queixa-se que os professores, em muitas (19,6%) ou em todas as aulas (8,7%), demoram muito tempo até conseguirem acalmar a turma. No PISA (Programa de Avaliação Internacional de Alunos) 2018, Portugal acompanha a média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) em Leitura, Matemática e Ciências (que desce relativamente a 2015). Mas a indisciplina e os contextos socioeconómicos puxam os resultados para baixo.

Na avaliação à Leitura, os alunos que se queixaram de ter sempre barulho e indisciplina nas aulas tiveram menos 17 pontos do que os que garantem não ter indisciplina a perturbar as aulas. Mais de 15% dizem mesmo que não conseguem trabalhar em muitas ou quase todas as aulas de línguas. Turcos, espanhóis, mexicanos, israelitas ou italianos queixam-se mais da indisciplina.

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, destaca que Portugal é um dos sete países entre 79 sistemas de ensino analisados que registaram “melhorias significativas” no desempenho a Leitura, Matemática e Ciências desde 2000. Os alunos de 15 anos conseguiram exatamente o mesmo resultado a Matemática (492 pontos) do que em 2015, baixaram ligeiramente a Leitura (de 498 para 492) e deram uma queda maior a Ciências (de 501 para 492), apesar de estarem na média da OCDE.

48% chegam atrasados

Os portugueses também faltam mais e chegam mais vezes atrasados às aulas: em média, na OCDE, 21% dos alunos assumiram faltar um dia às aulas e 48% chegaram tarde à escola nas duas semanas que antecederam o PISA; em Portugal, foram 28% e 50%, respetivamente. Mas estes comportamentos têm um impacto menor nos resultados, já que os que chegam tarde têm apenas menos cinco pontos a Leitura do que os restantes.

O contexto socioeconómico pesa nas aprendizagens. Em Portugal, os alunos desfavorecidos tiveram resultados inferiores em 95 pontos. Em 2009, essa diferença era de 87 pontos. Ainda assim, 10% desses alunos conseguiram atingir os níveis mais elevados dos testes, sendo a média da OCDE de 11%.

Os níveis de resiliência confirmam que “a desvantagem não é um fado”, conclui a OCDE. Em Portugal, a percentagem de alunos desfavorecidos em escolas com contextos favorecidos é superior à média da OCDE: 22% têm hipótese de se matricular em estabelecimentos frequentados por alunos que atingem níveis mais elevados (a média da OCDE é de 17%).

O determinismo manifesta-se nas expectativas dos alunos: um em quatro dos desfavorecidos, resilientes com bons resultados, não espera concluir o Superior. Entre os alunos com melhor desempenho, de contextos favorecidos, é um entre 30.

O PISA revela que, em 2018, Portugal tem mais estudantes de famílias imigrantes (7% dos alunos, mais dois pontos percentuais que em 2015). A média destes alunos em Leitura foi inferior em 32 pontos face aos alunos portugueses. O relatório aponta que um em cada quatro destes alunos vivem em contextos socioeconómico desfavorecidos. Ainda assim, a percentagem de alunos resilientes entre os imigrantes atinge a média da OCDE: 17% conseguiram os melhores níveis de desempenho.

Estudantes de 15 anos de 79 países e economias fizeram os testes em 2018. Em Portugal, a avaliação foi feita por 5932 alunos de 280 escolas, públicas e privadas. A OCDE sublinhou que 4% dos alunos portugueses da amostra, com piores resultados no exame nacional de Matemática, não responderam ao PISA.

Em Portugal, 80% dos alunos atingiram pelo menos o nível 2 de proficiência em Leitura (a média da OCDE foi de 77%). O resultado significa que esses alunos conseguem interpretar textos e procurar informações. Cerca de 7% atingiram os níveis mais elevados de desempenho (5 ou 6), sendo que a média da OCDE foi de 9%. Estes alunos interpretam textos mais longos e estabelecem distinções entre factos e opinião.

Cerca de 77% dos alunos portugueses conseguiram resultados de nível 2 ou superior a Matemática (a média da OCDE foi de 76%). No mínimo, esses estudantes resolvem situações simples como, por exemplo, a distância entre duas rotas ou a conversão de preços em moedas diferentes. Um resultado superior a 5 foi atingido por 12% dos alunos (a média da OCDE foi de 11%). Estes alunos já comparam e avaliam estratégias diferentes para a solução de problemas.

Tal como a Português, 80% tiveram, pelo menos, nível 2 a Ciências. Os alunos conseguiram 492 pontos – menos nove pontos do que em 2015, que os colocou acima da média da OCDE. A queda fê-los regredir para os níveis de 2009 e 2012. Cerca de 6% conseguiram resultados de nível 5 ou 6 (menos 1% do que a média da OCDE). Estes alunos aplicam de forma criativa os seus conhecimentos numa ampla variedade de situações.

Diminui número de crianças que juízes encaminham para adopção

Dezembro 5, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 2 de dezembro de 2019.

o documento citado na notícia é o seguinte:

Relatório Anual de Atividades 2018 Conselho Nacional para a Adoção

Europa regista mais de 13 mil casos de sarampo num ano

Novembro 29, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 20 de novembro de 2019.

França, Itália, Polónia e Roménia registaram o maior número de casos desta doença altamente contagiosa.

Mais de 13.300 casos de sarampo foram registados no último ano em 30 países europeus, apesar de haver uma diminuição do número de casos nos meses mais recentes. Os dados constam do último relatório do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla inglesa) e dizem respeito ao período entre 01 de outubro de 2018 e 30 de setembro de 2019.

Em setembro, no último mês analisado pelo relatório concluído a semana passada, 17 países europeus reportaram um total de 280 casos de sarampo. França, Itália, Polónia e Roménia registaram o maior número de casos desta doença altamente contagiosa. Portugal está entre os 12 países que não registou qualquer caso de sarampo. Apesar de um volume ainda significativo de casos, o ECDC indica que o número de infeções está a decrescer quando comparado com os relatórios dos dois meses anteriores.

França continua a ser o país com o maior número de casos de sarampo acumulados nos últimos 12 meses, com um total de mais de 2.600 casos. Contudo, em setembro as autoridades francesas registaram 56 casos, quando em agosto e em julho tinham sido reportados 110 e 314 casos, respetivamente. Também em Itália o número de pessoas que contraem sarampo aparenta estar a diminuir: passou de 151 casos em julho e de 78 em agosto para 19 casos em setembro.

O ECDC alerta que os casos de sarampo “continuam a espalhar-se pela Europa devido a uma cobertura vacinal insuficiente nalguns países”. As autoridades de saúde recomendam a vacina contra o sarampo como a melhor forma de evitar a doença, que pode desencadear complicações e, em casos graves, levar à morte.

mais informações na publicação da ECDC:

Monthly measles and rubella monitoring report November 2019 Period covered: 1 October 2018–30 September 2019

Uma criança morre por pneumonia a cada 39 segundos

Novembro 21, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Unicef/Jannatul Mawa
Mãe no Bangladesh segura bebê que regressou a casa depois de oito dias no hospital tratando pneumonia

Notícia e imagem da ONU News de 12 de novembro de 2019.

Doença mata menores de cinco anos mais do que qualquer outra infecção; Unicef faz parte de grupo de organizações de saúde que soam o alarme sobre “epidemia esquecida”.

A pneumonia matou mais de 800 mil crianças com menos de cinco anos no ano passado. O número representa a morte de uma criança a cada 39 segundos.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, está entre seis organizações de saúde que soam o alarme sobre a “epidemia esquecida”. Em janeiro, líderes mundiais irão debater o tema na Espanha, no Fórum Global sobre Pneumonia Infantil.

Vítimas

Em 2018, mais crianças com menos de cinco anos morreram devido a esta doença do que qualquer outra, incluindo diarreia e malária. A maioria das vítimas tinha menos de dois anos. Quase 153 mil morreram durante o primeiro mês de vida.

Em nota, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que “todos os dias, quase 2,2 mil crianças com menos de cinco anos morrem de pneumonia, uma doença curável e principalmente evitável.”

Para Fore, “um forte compromisso global e o aumento de investimentos são essenciais”. A chefe do Unicef disse que “com intervenções preventivas e tratamentos de baixo custo, se pode salvar milhões de vidas.”

Tratamento

A doença pode ser evitada com vacinas e facilmente tratada com antibióticos de baixo custo. Apesar disso, dezenas de milhões de meninos e meninas não são vacinadas e uma em cada três crianças com sintomas não recebe atendimento médico.

Casos graves também podem precisar de tratamento com oxigênio, que raramente está disponível nos países mais pobres.

O diretor executivo da ONG Save the Children, Kevin Watkins, disse que “esta epidemia global exige uma resposta internacional urgente.” Segundo ele, milhões de crianças estão morrendo por falta de vacinas, antibióticos e tratamento de oxigênio.

Para o especialista, esta crise “é um sintoma de negligência e desigualdades sem defesa ​​no acesso aos cuidados de saúde.”

Regiões

Em cinco países ocorreu mais da metade das mortes: Nigéria, Índia, Paquistão, República Democrática do Congo e Etiópia.

Crianças com sistema imunológico enfraquecido devido ao HIV ou à desnutrição, por exemplo, e aquelas que vivem em áreas com altos níveis de poluição correm um risco maior.

O diretor executivo da Aliança Global para Vacinas e Imunização, Gavi, disse que é “chocante” que esta doença continue a ser a que mata mais crianças em todo o mundo.

Seth Berkley destacou um “progresso forte na última década”, com milhões de crianças nos países mais pobres recebendo a vacina, mas disse que ainda é preciso mais trabalho para garantir o acesso universal.

Bactérias

Os parceiros também apontam o problema do financiamento. Com apenas 3% do investimento em investigação de doenças infecciosas dedicado à pneumonia, os fundos disponíveis ficam muito atrás de outras doenças.

A pneumonia é causada por bactérias, vírus ou fungos e prejudica a respiração da vítima devido a infeções nos pulmões.

Mais informações na Press release da Unicef

One child dies of pneumonia every 39 seconds, agencies warn

Trabalho infantil representa 22% da cadeia de abastecimento na América Latina e Caribe

Novembro 21, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 13 de novembro de 2019.

David Longstreath/Irin
Menino trabalha em Catmandu, no Nepal.

Novo relatório afirma que trabalho de menores de idade e tráfico de seres humanos continuam sendo problemas em sistemas produtivos de todo o mundo; problema é maior no leste e sudeste da Ásia.

Uma parte significativa do valor das cadeias de abastecimento globais ainda está relacionada com trabalho infantil, de acordo com um novo relatório publicado por três agências da ONU.

Segundo a pesquisa, essa atividade acontece sobretudo nos níveis mais baixos, em atividades como extração de matérias-primas e agricultura, tornando difícil o seu combate.

Regiões

O relatório foi produzido pela Organização Internacional para Migrações, OIM, Organização Internacional do Trabalho, OIT, Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Ocde.

O problema é maior no leste e sudeste da Ásia, onde representa 26% da cadeia de abastecimento. Segue-se a América Latina e Caribe, com 22%, Ásia Central e do Sul, 12%, África Subsaariana, 12%, e, por fim, África e na Ásia Ocidental, 9%.

Em nota, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, disse que “este relatório mostra a necessidade urgente de ação eficaz para combater as violações dos principais direitos trabalhistas.”

Ação

O relatório descreve várias áreas em que governos e empresas podem atuar.

Os Estados podem resolver lacunas na legislação, fiscalização e acesso à justiça. Também podem dar o exemplo, tendo em conta este tema quando compram bens e serviços ou fornece crédito e empréstimos.

Para o secretário-geral da Ocde, Angel Gurría, “estas descobertas enfatizam a necessidade de os governos aumentarem esforços para garantir que as empresas respeitem os direitos humanos.”

O relatório também destaca a importância da prevenção, focada nas causas do trabalho infantil. Segundo a pesquisa, deve ser dada atenção especial a setores que atuam na economia informal, onde o risco é maior.

Esforços

Para o diretor-geral da OIM, António Vitorino, “os esforços contra o tráfico de pessoas são desadequados se não forem além dos fornecedores imediatos, é preciso incluir atores envolvidos em atividades como extração de matérias-primas e agricultura.”

Já a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que o relatório “mostra que várias pressões, incluindo pobreza, violência e discriminação, aumentam a vulnerabilidade de uma criança ao trabalho infantil.”

O relatório foi divulgado como parte dos esforços para alcançar a meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, que pede aos governos que acabem com o trabalho infantil até 2025 e que eliminem o trabalho forçado e tráfico de seres humanos até 2030.

Mais informações na Press Release da IOM:

Joint Statement ILO, OECD, IOM and UNICEF – Child Labour and Human Trafficking Remain Important Concerns in Global Supply Chains

Mais de 200 pessoas detidas por crimes relacionados com exploração de crianças

Novembro 18, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de novembro de 2019.

Polícia Judiciária investiga, anualmente, mais de dois mil casos relacionados com alguma forma de exploração sexual sobre menores.

Lusa

A Polícia Judiciária (PJ) deteve entre 1 de Janeiro e 31 de Outubro 207 pessoas na sequência de investigações relacionadas com a exploração de crianças e jovens para fins sexuais. Os dados da PJ surgem quando se assinala o Dia Europeu sobre a Protecção de Crianças contra a Exploração Sexual, efeméride criada em 2015 por decisão do Conselho de Ministros do Conselho da Europa.

De acordo com os dados agora divulgados, até 31 de Outubro, a PJ foi chamada a investigar 2206 situações inseridas na tipologia de crimes de abuso sexual de crianças, abuso sexual de dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais, actos sexuais com adolescentes, lenocínio de menores, pornografia de menores, recurso à prostituição de menores e violação, contra crianças e jovens. “Recorrendo ao critério de avaliação da relação entre vítima e agressor sexual prévia à situação crime, verifica-se a prevalência da relação de proximidade, entre vítima e agressor, prévia à situação abusiva”, é referido. Esta proximidade assume a natureza familiar, educacional, assistencial ou geográfica (vizinhança, por exemplo) e corresponde a cerca de 65% dos casos investigados.

Os dados da PJ apontam também para um aumento de crimes sexuais contra crianças e jovens, de cerca de 40 casos, no espaço digital.

Os agressores sexuais identificados são maioritariamente do sexo masculino, com uma incidência de cerca de 97%, enquanto a maioria das vítimas registada desde o início do ano (90%) são do sexo feminino.

Entre 2016 e 2018 foram atribuídos anualmente à PJ para investigação mais de dois mil casos por ano.

Na nota, a PJ destaca que tem colaborado a nível europeu com a Europol, salientando que têm vindo a ser desenvolvidas e implementadas iniciativas que visam a protecção de crianças e jovens contra os abusos sexuais de crianças e a pornografia de menores.

A data que se assinala esta segunda-feira é subordinada ao tema “Empoderar as crianças para acabar com a violência sexual” e coincide com o 30.º aniversário da Convenção dos Direitos das Crianças.

Mais informações na notícia da Polícia Judiciária:

Dia Europeu sobre a Proteção de Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual

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