Procura ultrapassa oferta nos serviços de sexo online com crianças

Agosto 11, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt de 10 de agosto de 2017.

Nuno Domingues

Um departamento das Nações Unidas denuncia a utilização de crianças nas redes de tráfico de pessoas. É um dos problemas na Tailândia e nos países vizinhos.

Por procura entende-se a consulta online destes serviços pagos, com câmaras apontadas horas a fio a crianças, obrigadas a praticar atos sexuais.

O relatório da Organização das Nações Unidas para as Drogas e a Criminalidade dedica-se ao tráfico de pessoas, na região do Mekong. Uma região que inclui a parte sul do continente, ou seja, o Camboja, o Laos, a Birmânia, e a Tailândia.

No caso da Birmânia e do Camboja, há números recentes, que apontam para uma diminuição dos casos de tráfico de pessoas para as redes de sexo. Mas o tráfico de crianças rivaliza com a exploração intensiva de pessoas nas pescas, na construção e na agricultura.

Só na Tailândia, existirão quatro milhões de imigrantes, e 90% são oriundos dos restantes três países. As vitimas das redes de tráfico, poderão ser quase um milhão.

A Tailândia está atualmente debaixo de muitas atenções internacionais, e até os Estados Unidos já colocaram o país em vigilância agravada, por não fazer tudo o que devia para conter as redes de tráfico de pessoas.

O relatório foi lançado esta quinta-feira e aponta a necessidade de conter os fluxos de imigração nos países de origem. O diretor desta agências das Nações Unidas diz que é possível traçar agora os caminhos e definir as ferramentas para começar a agir no terreno.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Trafficking in persons from Cambodia, Lao PDR and Myanmar to Thailand

 

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A história de Mariana (ou como manter o seu filho seguro no mundo virtual)

Abril 6, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da http://visao.sapo.pt/ de 26 de março de 2017.

John Holcroft/ Getty Imagens

Luísa Oliveira

O rapto de uma criança no Norte do País lembra-nos aquilo que nunca devíamos esquecer: o mundo virtual esconde perigos bem reais. Mas há formas de os evitar.

Dia 3 de março, Mariana Leirinha, 13 anos, sai de casa em Beiral do Lima (Ponte de Lima) sozinha, para ir para a escola. Mas não chega ao destino. Ao final do dia, os pais alertam a Polícia Judiciária (PJ). A menina é encontrada uma semana depois, numa casa perto de Aveiro. Lá dentro está Manuel Fernandes, 24 anos, referenciado pela prática de crimes de natureza sexual envolvendo menores. Fica em prisão preventiva pela suspeita de rapto agravado. A menina, aparentemente bem, regressa a casa. Tudo indica que Mariana tenha sido aliciada através da internet por este homem, que tinha um perfil falso no Facebook, usando a fotografia de um modelo francês. A história não é original. No ano passado foram vários os casos que chegaram a público dando conta de homens que utilizam o mesmo meio para abusarem de menores. De pouco servem as recomendações: o estudo de 2013 Teens, Social Media and Privacy, do americano Pew Research Center, diz que 71% dos adolescentes que usam o Facebook revelam o nome da sua escola ou da cidade onde vivem, 53% o e-mail, e 20% o número de telemóvel.

Rute Agulhas, 43 anos, psicóloga clínica e forense, nota que os miúdos se inscrevem nas redes sociais com o consentimento dos pais. “Os adultos não têm a noção do perigo e supervisionam pouco”, nota a profissional, que há um ano criou o jogo de tabuleiro As Aventuras do Búzio e da Coral, para ajudar a educar crianças dos 6 aos 10 anos, com perguntas validadas pela PJ. “O tema sobre o qual eles revelam mais desconhecimento é a internet.” No verão sairá uma aplicação para adolescentes, para que aprendam a lidar com situações de risco. Pode ser uma ajuda, já que, como nota Tito de Morais, 54 anos, o mentor do projeto Miúdos Seguros na Net, “na adolescência, os filhos tendem a dizer que sim aos pais e depois comportam-se de maneira a agradar ao grupo”.

Vidas seguras dentro (e fora) do ecrã

É possível estar nas redes sociais sem medos – desde que se sigam algumas regras

Medidas elementares

– Evitar a impulsividade típica das redes. É tão fácil aceitar uma amizade como rejeitá-la.

– Ser desconfiado e cético em relação às amizades que se aceitam de pessoas que não se conhece – e o critério da manada, leia-se muitos amigos em comum, não basta. Pode significar apenas que muitos, antes de nós, já cometeram o mesmo erro.

– Averiguar o perfil de quem nos pede amizade. Começa-se por ver se é recente ou não, se está identificado em fotografias de outras pessoas ou se as suas imagens foram todas descarregadas no mesmo dia.

– No caso de se desconfiar da fotografia de perfil (se são de pessoas muito bonitas e elegantes, por exemplo), pode-se descarregá-la e pesquisá-la nas imagens do Google para verificar se ela existe noutro local na internet.

– Nunca publicar fotografias pessoais com localização em tempo real, com a farda ou o cartão da escola visível, ou em poses sexy, que possam dar a ideia errada.

– Tapar a câmara do computador com um autocolante, porque ela pode ser ativada à distância e esta é a única forma segura de não sermos filmados sem consentimento.

– Não marcar encontros presenciais com amizades que se fazem nas redes sociais. Caso se opte por quebrar esta regra, ir acompanhado, avisar outras pessoas do local (que deve sempre ser público) e garantir que o telemóvel está à mão para pedir ajuda.

Medidas intermédias

– Exigir a password aos filhos e espreitar os perfis deles em caso de desconfiança.

– Falar com eles sobre os perigos e deixá-los à vontade para contarem se alguém os abordar de forma estranha nas redes sociais.

– Criar a norma de que o computador só pode ser usado num sítio por onde todos passem.

Medidas drásticas

– Instalar software de controlo parental sem que os menores saibam. Mas é algo intrusivo, que regista todos os passos dados no computador – há o risco de eles descobrirem e passarem ao modo clandestino ou a usar outro dispositivo. Tito de Morais, do projeto Miúdos Seguros na Net, só o aconselha em caso de desconfiança grave. “O melhor software é ensinar-lhes a autodefesa, ajudá-los a descobrir as suas vulnerabilidades.”

 

 

 

Unicef quer envolver adolescentes no uso seguro da Net

Junho 11, 2016 às 5:35 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de junho de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Perils and Possibilities: Growing up online

Reuters Mihai Barbu

Ana Cristina Pereira

Oito em cada dez pensam que há risco de exploração ou abuso sexual online.

E se tivéssemos adolescentes e não só adultos a tentar impingir regras de segurança na Internet? A Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, está a desafiar adolescentes de todo o mundo a dizerem o que acham que deve ser feito e a usarem as redes sociais para sensibilizar os amigos.

A situação inspira preocupação, a avaliar pelos resultados de um inquérito a que responderam dez mil jovens de 18 anos de 25 países — Perigos e Possibilidades: crescer online. Oito em cada dez estão convencidos de que um adolescente está em risco de ser sexualmente abusado ou explorado online. E metade até pensa que alguns dos seus amigos têm comportamentos arriscados.

“A rápida expansão da tecnologia digital e o crescente acesso à Internet  transformaram a vida das pessoas mais novas”, escreve Cornelius Willians, director adjunto para a Protecção Infantil da Unicef, no texto introdutório. Um em cada três utilizadores da Internet é uma criança. “À medida que se torna mais acessível, a violência contra as crianças assume uma nova dimensão com danos profundos e consequências na vida”, diz ainda. “Os resultados do inquérito mostram a dimensão real do risco.”

Conforme o inquérito, os adolescente ouvidos confiam na sua própria capacidade de se manterem em segurança. Quase 90% afirmam saber como evitar perigos online e 36% acreditam que conseguem perceber quando as pessoas estão a mentir sobre a identidade online.

O género tem peso nas percepções de risco: 67% das raparigas ficariam seriamente preocupadas se recebessem comentários ou solicitações de cariz sexual na Internet, o mesmo afirmam 47% dos rapazes.

Se sentissem uma ameaça online, os adolescentes confiariam mais nos amigos do que nos pais ou nos professores. Mesmo assim, quase metade acha que saberia como ajudar um amigo em risco.

Escreve Willians: “A Unicef pretende amplificar a voz dos adolescentes a fim de ajudá-los a protegerem-se contra a violência, a exploração e os abusos online, e contribuir para que as crianças possam aproveitar as vantagens e os benefícios que a Internet e os telemóveis oferecem.”

Para envolver os adolescentes, fazer deles mensageiros, está a divulgar a hashtag #ReplyforAll (#ResponderporTodos). Desafia os adolescentes a levantarem-se contra a violência online, a apoiarem-se uns aos outros, usando as redes sociais para partilhar informação sobre as melhores formas de protecção.

A Unicef pede aos pais para falarem com os filhos sobre segurança na Internet, para se certificarem de que as suas crianças compreendem os riscos e sabem o que fazer em caso de perigo. Apela aos professores para estarem atentos às ferramentas e plataformas usadas pelos alunos. E aos Governos nacionais para ouvirem as crianças e jovens e para incorporarem o seu pensamento nas políticas, estratégias e programas criados para prevenir e combater o abuso sexual através da Internet.

Esta é “uma questão que diz respeito a todos nós”, refere Willians. “Quando os jovens, os governos, as famílias, o sector das novas tecnologias e as comunidades trabalham em conjunto, aumentam as probabilidades de encontrar formas mais eficazes de responder ao abuso e à exploração sexual online.

mais informações:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-abuso_sexual_online_2016_06_07.pdf

 

 

 

Combatting child sexual abuse online

Dezembro 30, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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child

descarregar no link:

http://www.europarl.europa.eu/thinktank/pt/document.html?reference=IPOL_STU%282015%29536481

 


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