Peso das crianças imita o das mães

Dezembro 17, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site MAGG de 27 de novembro de 2018.

por Catarina da Eira Ballestero

Estudo norueguês afirma também que a obesidade da mãe pode até influenciar o nível de educação das crianças.

De acordo com um estudo norueguês divulgado este mês de novembro, o peso das crianças varia conforme o das mães, existindo uma espécie de “efeito espelho” com o ganho ou perda de quilos destas. A investigação da Universidade de Ciências e Tecnologia de Trondheim (Noruega), que analisou os níveis de atividade de 4,400 crianças e dos seus pais durante 11 anos, descobriu esta ligação.

Citada pelo jornal “The Telegraph”, Marit Næss, uma estudante de doutoramento ligada ao estudo, explica que “o peso dos pais tem um grande impacto na saúde e estilo de vida de uma criança, os comportamentos que conduzem à obesidade são facilmente transmitidos pelos pais”.

Marit Næss acrescenta que as mães que reduzem o seu nível de atividade física durante o período de crescimento dos filhos, acabam por ver estes terem um índice de massa gorda (IMG) elevado na adolescência. No entanto, não existe relação entre o peso dos filhos e o dos pais. Esta disparidade é justificada pelos investigadores devido a serem principalmente as mulheres as responsáveis pelo planeamento de atividades e pela alimentação da família.

Mas a ligação existe apenas quando falamos de ligeiros ganhos ou perdas de peso — caso exista uma mudança drástica no peso da mãe, o filho não imita este comportamento, dado que uma grande alteração está normalmente ligada a uma doença ou a uma dieta alimentar muito específica, que acaba por não envolver os restantes elementos da família.

De acordo com a investigação norueguesa, o peso das mães também tem um impacto na educação das crianças, sendo que os filhos de mães não obesas e com hábitos mais saudáveis, acabam por continuar os estudos durante mais tempo.

“De uma forma geral, famílias com uma educação superior têm índices de massa gorda mais baixos do que famílias com menos estudos”, salienta Kirsti Kvaloy, uma das especialistas da investigação, que acrescenta que uma redução de peso por parte das mães “influencia positivamente os IMG’s das crianças nas famílias com mais estudos”.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Implications of parental lifestyle changes and education level on adolescent offspring weight: a population based cohort study – The HUNT Study, Norway

 

 

Planos de ajustamento do FMI podem afetar saúde infantil

Junho 21, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Noticia do http://www.dnoticias.pt/ de 16 de maio de 2017.

Os programas de austeridade do FMI nos países mais pobres podem diminuir a capacidade de alguns pais de garantir a saúde dos filhos, concluiu um estudo científico publicado na segunda-feira e contestado pela instituição financeira.

Realizado por seis universidades, este estudo publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences junta-se a uma vasta literatura sobre os possíveis malefícios da austeridade orçamental promovida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nos países do sul.

O estudo, que compilou dados de 67 países recolhidos nos anos 2000, afastou a hipótese de uma “causa direta” entre uma degradação dos indicadores de saúde e os planos do FMI, que fornece empréstimos aos Estados em troca de programas de consolidação das finanças públicas.

O trabalho identificou “efeitos contraditórios” que a ação do FMI tem na saúde infantil.

“As intervenções do FMI procuram aumentar a estabilidade económica, o que traz benefícios para a população. No entanto, ao mesmo tempo, as medidas de ajustamento impostas pelo FMI diminuem os efeitos protetores [que o nível] de educação dos pais [tem] na saúde infantil”, escreveram os autores das universidades de Cambridge e Oxford, no Reino Unido.

Assim, os lares onde o chefe de família tem pelo menos um nível de educação primário têm, em termos gerais, mais condições de responder às necessidades dos filhos em termos de acesso à água, nutrição ou vacinação.

Esta capacidade é reduzida nos países sob assistência do FMI, especialmente em meios rurais, indicou o estudo.

De acordo com os investigadores, o nível de escolaridade dos pais reduz os riscos de malnutrição infantil em 38% em épocas normais, mas apenas em 21% quando os países estão a ser apoiados pelo FMI.

Esta diferença está relacionada, de acordo com os investigadores, com a redução das despesas públicas exigidas pelo FMI que “comprime os salários” e provoca perdas de oportunidade de emprego, arriscando-se a limitar a “utilidade (…) de uma educação básica” na capacidade dos pais de garantirem uma saúde melhor aos filhos.

Contactado pela agência noticiosa France Presse (AFP), o FMI criticou o estudo e disse que este falhou em estabelecer uma ligação direta entre os planos de resgate e a saúde infantil.

De acordo com a instituição, os investigadores concluíram “de maneira errónea” que os gastos com a educação diminuem nos países sob assistência do FMI, com consequências nefastas para a saúde infantil.

“As nossas análises mostram que as despesas públicas com a educação aumentaram significativamente nos países de baixos rendimentos, durante a implementação dos programas de assistência do Fundo”, indicou uma porta-voz do FMI em comunicado.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Impact of International Monetary Fund programs on child health

 

 

 

Só 19% dos filhos de mulheres com a 4.ª classe têm sucesso escolar

Fevereiro 25, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias  de 24 de fevereiro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Desigualdades Socioeconómicas e Resultados Escolares : 3.º Ciclo do Ensino Público Geral

dn

Pedro Sousa Tavares

Estudo realizado pela Direção-Geral de Estatísticas de Educação comprova grande impacto do nível socioeconómico das famílias

A conclusão não é nova nem surpreendente: há muito que se sabe, através de estudos e comparações nacionais e internacionais, que as habilitações literárias dos pais são um bom indicador das expetativas de sucesso escolar dos filhos. Mas esta é a primeira vez que o Ministério da Educação faz um levantamento de toda a sua rede – centrado nos alunos do 3.º ciclo de escolaridade – e chega a números definitivos.

E estes números são preocupantes: entre os estudantes cujas mães têm a quarta classe ou menos, apenas 19% têm percursos escolares de sucesso. Quando as mães têm habilitações ao nível da licenciatura ou bacharelato, a realidade é quase oposta: 71% de sucesso.

O critério de sucesso estipulado para este estudo da Direção geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) combina a avaliação interna com os resultados alcançados pelos estudantes nos exames nacionais de Português e de Matemática do 9.º ano. Para ser considerado um aluno de sucesso, este tem de concluir o 9.º ano sem retenções no seu currículo, conseguindo também uma nota positiva em ambos os exames nacionais.

Apesar destas conclusões, a DGEEC constata também que o insucesso não é uma fatalidade para os alunos, dando os exemplos dos distritos de Braga e Viseu, onde alunos cujas mães tinham qualificações muito baixas tiveram desempenhos superiores aos do distrito de Beja entre filhos de mulheres com o 12.º ano completo.

Numa nota de imprensa, o Ministério da Educação defende que “este estudo reforça a necessidade de colocar o foco na melhoria das aprendizagens e na inovação pedagógica como estratégia para a melhoria dos resultados, suportada pelo facto de ser possível inverter tendências preditas pelos baixos rendimentos”.

A análise da DGEEC centrou-se nos alunos das escolas públicas – porque são os únicos para os quais o Ministério da Educação tem indicadores socioeconómicos completos. A escolha das mães como termo de comparação foi uma opção dos autores do trabalho que, no entanto, fizeram também uma simulação com os dados relativos aos pais, com resultados “semelhantes”.

 

 

 

Escolaridade dos pais ainda é determinante no percurso dos filhos

Outubro 31, 2015 às 8:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 21 de outubro de 29015.

adriano miranda

 

Romana Borja-Santos

Estudo acompanhou jovens nascidos na década de 1990 e entrevistou-os em vários momentos. Percurso escolar ainda é muito influenciado pelos anos de escolaridade que os próprios pais conseguiram e pelo rendimento das famílias.

É jovem, tem 21 anos e 15 ou mais anos de escolaridade. Quem serão os seus pais? A pergunta, aparentemente, pode não fazer sentido. Mas a resposta mais comum, encontrada por um estudo que será apresentado nesta sexta-feira, ainda aponta para que este rapaz ou rapariga seja filho de um casal com um nível de escolaridade idêntico. Caso os pais tenham menos habilitações, então o mais provável é que este jovem tenha conseguido contrariar esse determinante social com mais leitura, estudo e desporto durante a adolescência. É também mais verosímil que seja uma rapariga.

“A classe social de origem e a educação dos pais ainda têm muito peso no percurso escolar dos filhos. A origem social ainda pesa muito, apesar de os filhos com ensino superior terem triplicado em relação aos pais que tinham chegado a esse nível”, resume ao PÚBLICO a socióloga Anália Torres, coordenadora do estudo Reproduzir ou Contrariar o Destino Social?. O trabalho será apresentado nesta sexta-feira na Fundação Champalimaud, em Lisboa, e faz parte do projecto Epiteen24 (Epidemiological Health Investigation of Teenagers in Porto).

A investigação da também professora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa contou com uma amostra de 2942 pessoas nascidas na década de 1900 e que em 2003/2004 frequentavam as escolas públicas e privadas do Porto. O grupo tem sido acompanhado e inquirido aos 13 anos, 17, 21 e agora 24 anos, com os investigadores a publicarem vários trabalhos ao longo deste período. Os dados recolhidos aos 21 anos já estão totalmente fechados e a equipa está a trabalhar os resultados obtidos aos 24 anos.

As conclusões do estudo antecipado ao PÚBLICO apontam, de forma clara, para que “uma parte substancial das diferenças no desempenho educacional está associada à escolaridade dos pais, o que sugere a continuidade de mecanismos de desigualdade de oportunidades num quadro geral de democratização da educação”. Anália Torres destaca que, independentemente da escolaridade, os rendimentos do agregado familiar também pesam, com as famílias com menos habilitações mas com mais orçamento a conseguirem levar os filhos mais longe na escola.

A propósito do peso dos pais nas diferenças encontradas, a investigadora exemplifica que a taxa de chumbos alcançou os 78% entre os jovens com menos anos de escolaridade e filhos de pessoas com menos habilitações. Entre os jovens com pelo menos 15 anos de escolaridade e filhos de pais com os mesmos anos de estudos a taxa de reprovação em algum momento do percurso escolar ficou-se pelos 1,6%. De destacar que nos inquiridos que conseguiram ultrapassar os pais com menos habilitações a taxa de chumbos cai para 12,9%.

Apesar disso, Anália Torres ressalva que há situações positivas e tendências que contrariam esta realidade maioritária. “Há casos que mostram que há também hipótese de as pessoas, através da educação, poderem melhorar a sua situação. É muito mais fácil para os que têm pais com escolaridade elevada chegarem eles próprios a uma escolaridade elevada, mas a escola também pode correr bem aos jovens com pais com escolaridade mais baixa, desde que se foquem”, diz.

A investigadora dá como exemplo que os jovens que aos 13 anos tinham hábitos de leitura, de estudo e de desporto chegaram mais longe nos estudos, independentemente do percurso dos pais. “É como se o esforço da leitura, do estudo e do desporto acabasse por poder compensar o nível de educação”, afirma. Paradoxalmente, estes adolescentes viam tanta televisão e jogavam tanto computador como os que obtiveram piores resultados.

A socióloga adianta que nas entrevistas que fizeram agora aos jovens com 24 anos que estão a tentar perceber em que medida é que foram os próprios alunos a fazer este esforço ou os pais a incentivar – tentando distinguir, por exemplo, os casos em que pais e filhos estudavam juntos. Porém, avança que os resultados preliminares apontam para que a crise tenha “acentuado algumas diferenças”, com mais jovens a deixarem os estudos não por insucesso mas por “necessidade de trabalharem devido a situações de desemprego dos pais”.

Outra tendência interessante identificada está nas diferenças entre rapazes e raparigas. “No grupo de jovens com pais pouco escolarizados são as raparigas que atingem maior nível de escolaridade”, representando dois terços do total. Também “no grupo de jovens cujos pais têm licenciatura ou mais, são os rapazes que encontram maior dificuldade em atingir o mesmo nível de escolaridade”, acrescenta-se. Mas Anália Torres ressalva que na chegada ao mercado de trabalho a realidade inverte-se. “No mercado de trabalho parece que as vantagens das raparigas desaparecem. Estão mais desempregadas e com trabalho a tempo parcial. É como se pudessem vir a ser mães e isso as prejudicasse, o que é uma contradição em relação ao mérito”, lamenta a socióloga.

A este propósito, sublinha que encontraram algumas explicações numa parte em que avaliaram o chamado capital social dos jovens e em que se percebe que as redes de apoio dos rapazes são mais públicas e as das raparigas mais familiares. “Uma das interrogações que fizemos foi ‘onde é que os rapazes compensam se elas estudam mais e se apresentam mais cedo no mercado de trabalho e com mais habilitações?’”, explica, concluindo que “uma das coisas que é muito interessante verificar é que eles fazem o que se chama de mais bridging, ou seja, através do desporto e de redes de conhecimento mais públicas mobilizam contactos de emprego e compensam as falhas em termos de estudo”.

 

 

Consumo de haxixe é mais frequente nos jovens com mais escolaridade

Outubro 24, 2015 às 6:48 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do http://p3.publico.pt de 22 de outubro de 2015.

Mario Anzuoni Reuters

Estudo comparou comportamentos de risco com nível de escolaridade de um grupo de jovens. Os maiores problemas ainda se encontram em quem tem menos estudos

Texto de Romana Borja-Santos

Os chamados comportamentos de risco, como suspensões na escola, pertença a um gangue, envolvimento em lutas físicas ou condenações, são em geral mais frequentes entre os jovens com menor escolaridade e que são filhos de pais que concluíram também poucos anos de estudo. No entanto, há um caso em que os jovens com mais anos de estudo e filhos de pais com mais habilitações se destacam: no consumo de haxixe ou marijuana. Aos 21 anos, quase 49% destes jovens inquiridos para um trabalho assumiram que tinham já consumido este tipo de substâncias, quando só 29% dos com menos escolaridade o tinham feito.

As conclusões fazem parte do estudo “Reproduzir ou Contrariar o Destino Social?”, que será apresentado nesta sexta-feira, 23 de Outubro, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, e que faz parte do projecto Epiteen24 (“Epidemiological Health Investigation of Teenagers in Porto”). A investigação conta com uma amostra de 2942 pessoas nascidas na década de 1990 e que em 2003/2004 frequentavam as escolas públicas e privadas do Porto. O grupo tem sido acompanhado e inquirido aos 13 anos, 17, 21 e 24 anos, com os investigadores a publicarem vários trabalhos ao longo dos anos.

“Estamos habituados a associar os níveis educacionais baixos a comportamentos de risco nos nossos estereótipos, mas isso nem sempre acontece assim”, adiantou ao PÚBLICO a socióloga Anália Torres, coordenadora do projecto e professora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. De acordo com a investigadora, os dados recolhidos permitem perceber que também “a experimentação do álcool aos 13 anos acontece mais nas classes médias e altas, por causa das redes de interconhecimento”, como estes jovens, em geral, “frequentaram mais festas e terem mais dinheiro”. “Nota-se que são os grupos mais escolarizados que tendem a ter mais prática de consumos”, reitera.

No caso do haxixe, 49% dos jovens com mais escolaridade já experimentaram esta substância. O valor mais baixo, de 29%, é encontrado nos participantes com menos estudos. Ainda assim, a maior percentagem (56%) encontra-se nos filhos de pessoas com mais escolaridade mas que acabaram por conseguir completar menos anos do que os pais. No entanto, Anália Torres ressalva que a esmagadora maioria dos comportamentos de risco ainda estão, de facto, associados a níveis de escolaridade mais baixos, tanto nos jovens que os praticam como nos seus pais.

Já nos casos de níveis educacionais mais altos, o estudo sublinha que a “a incidência de comportamentos de risco” está associada a “estilos de vida que podem ser apelidados de ‘recreativos’, como o consumo de haxixe ou marijuana aos 21 anos (ou, mais precocemente, aos 13 anos, na experimentação do consumo de álcool)”. O trabalho destaca, ainda, que os jovens que atingem uma menor escolaridade que os pais também “apresentam ao longo da adolescência uma incidência comparativamente maior de comportamentos de risco, pelo que parece relevante uma análise mais focalizada no enquadramento familiar ou em variáveis individuais de saúde – como a saúde mental”.

 

 

 

 

Filhos de pais com baixa escolaridade tendem a manter o mesmo nível

Dezembro 13, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 11 de Dezembro de 2013.

O estudo da Eurostat mencionado na notícia é o seguinte:

Educational attainment: persistence or movement through the generations?

SIC

Portugal apresenta dos piores resultados a nível da União Europeia (UE) no que respeita à transmissão intergeracional de pais com baixo nível de escolaridade para os filhos, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE – que compara o nível  de educação em pessoas entre os 25 e os 59 anos em 2011 com o dos seus pais  – em Portugal, a grande maioria dos inquiridos (68%) não conseguiu ir além  do baixo nível de escolaridade dos pais.

Apenas 19% dos portugueses filhos de pais com baixa escolaridade chegaram  a um nível médio e 13% a um alto nível de escolaridade.

A média europeia é de 34% de filhos a manterem a baixa escolaridade  dos pais, 48% a chegarem a um nível médio e 18% a um alto nível de escolaridade.

Partindo de pais com escolaridade média, 20% dos portugueses ficaram  por um nível baixo, 39% atingiram o médio e 41% conseguiram chegar ao alto  nível de escolaridade (UE 8%, 59% e 33%, respetivamente).

Com pais que concluíram um nível alto de ensino, apenas 8% dos portugueses  ficaram num nível baixo, 23% com médio e 70% atingiram o alto (UE 3%, 33%  e 63%).

O Eurostat salienta ainda que os números mostram, na UE, uma persistência  do nível de ensino entre gerações, mas destaca um movimento para subir a  um nível médio nos filhos de pais com baixa escolaridade.

 

 

 


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