28% dos alunos frequentaram escolas públicas que usaram notas como critério de admissão

Maio 30, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de maio de 2019.

O número de alunos em escolas privadas onde os directores admitem usar este critério dispara para 82%. Relatório da OCDE com dados do PISA 2015 é lançado nesta quarta-feira.

Rita Marques Costa

Os directores de escolas onde estavam inscritos 31% dos alunos portugueses em 2015 dizem que a performance académica dos estudantes é sempre tida em conta no momento da admissão dos alunos. A proporção é muito maior nos estabelecimentos de ensino privados (82%), mas os públicos também o fazem (28%). Os números são do relatório Balancing School Choice and Equity, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), produzido com base nos dados do PISA (Programme for International Student Assessment).

A questão foi assim colocada aos directores de 246 estabelecimentos de ensino (222 públicos e 24 privados) incluídos na amostra portuguesa do PISA 2015: “Com que frequência considera os seguintes factores no momento da admissão de alunos na sua escola?” Além do historial da performance académica, a OCDE aceitava outras hipóteses de resposta, como a recomendação vinda de outras escolas, a área de residência do estudante, a preferência dada a novos alunos que já têm outros familiares ali inscritos, por exemplo. Os directores podiam responder “nunca”, “às vezes”, ou “sempre”.

Não é só em Portugal que esta situação acontece. Em 2015, os países e economias da OCDE que participaram no PISA “tinham uma média de 40% dos estudantes inscritos em escolas em que os directores reportavam que o historial de performance académica (incluindo testes de admissão) era sempre tido em conta”, aponta a organização. Honk Kong (94%), Japão (93%), Tailândia (90%) e Hungria (89%) são os casos mais flagrantes.

O relatório da OCDE também avalia a evolução desta tendência recorrendo às edições do PISA de 2000 e 2009. Portugal é um dos 15 países onde a proporção de estudantes em “escolas selectivas aumentou significativamente” neste período.

“É um critério melhor do que a morada”

O presidente do Conselho de Escolas e director da Escola Secundária Eça de Queirós, José Eduardo Lemos, lembra que no período a que o documento se refere os critérios eram mais flexíveis. “Nessa altura era possível [considerar o desempenho escolar dos estudantes] no ensino secundário, uma vez que se permitia que a escola definisse os critérios. Além dos alunos com necessidades educativas especiais, todos os outros parâmetros podiam ser estabelecidos pela escola. As regras não eram tão rígidas como agora”, detalha ao PÚBLICO.

O professor defende que o desempenho escolar “é um critério melhor do que o da morada”, e admite que na sua escola, à entrada para o 10.º ano, este factor “valia mais” do que a área de residência.

Na verdade, a única coisa que mudou foi a posição em que o critério de desempate em que as notas podem ser consideradas surge. Actualmente, há uma série de outros critérios (nove) que têm de ser tidos em conta antes de quaisquer outros no momento de admitir os alunos na escola pública. A lista actualizada foi publicada em 2018. Há referências às necessidades educativas especiais das crianças, ao número de irmãos na escola, à área de residência e até ao facto de ser beneficiário de Acção Social Escolar. O desempenho escolar não aparece descrito no despacho, mas sabemos agora que é incluído nos regulamentos internos e que os directores de várias escolas admitiram que as notas foram factor de desempate.

Contactado pelo PÚBLICO durante o período de embargo do relatório e, por isso, antes de ter acesso ao documento, o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, sublinha que “todas as escolas são obrigadas a cumprir os critérios da lei”. Admite, porém, que “para eventuais vagas que possam sobejar após a aplicação de todos os critérios ou até como critério de desempate, [o recurso à performance académica] é possível”. Com uma condição: “Tem de ser aprovado em conselho geral. O director pode propor esse critério, mas só pode ser usado depois de todos os critérios legais serem esgotados.”

Mais estudantes fora da área de residência

Da análise dos resultados do PISA, a OCDE também conclui que, em 2015, os alunos eram “menos frequentemente alocados às escolas de acordo com regras baseadas na área de residência do que 15 anos antes”. E equaciona a hipótese de isso “intensificar a competição entre as escolas”, podendo resultar “numa maior triagem por capacidade [académica]”.

Em Portugal também terá sido esse o caso. Para o período em análise, o relatório mostra que cerca de 60% dos alunos estavam, em 2015, em escolas que usavam sempre o critério de residência. Em 2000, eram 75%.

Eduardo Lemos contextualiza a mudança: “No anterior Governo, a morada deixou de ser um factor decisivo.”

No documento, a OCDE diz-se preocupada com os efeitos da liberdade de escolha da escola. Algo que, por si só, “não garante nem prejudica a qualidade da educação”, mas que “pode levar a uma maior segregação por estatuto socioeconómico”.

Então como é que os estabelecimentos de ensino podem combinar a flexibilidade com a promoção de equidade no meio escolar, incentivando as escolas a “puxar” por todos os alunos? A OCDE deixa várias recomendações, como os “incentivos às escolas com alunos desfavorecidos, por exemplo, ponderando os fundos recebidos em relação ao perfil socioeconómico da população estudantil” e o “apoio direccionado às famílias desfavorecidas, não apenas oferecendo assistência financeira mas também promovendo a mobilidade através de transporte público adequado”.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Balancing School Choice and Equity : An International Perspective Based on Pisa

 

ONU: 75% das crianças com deficiência não têm acesso à educação inclusiva e de qualidade

Março 28, 2019 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 7 de março de 2019.

Estimativa do Unicef é para regiões da Europa Oriental e Central e Ásia Central; melhor acesso a tecnologias pode aumentar drasticamente número de crianças com deficiência na escola; agência emite recomendações a parceiros.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estima que pelo menos 75% dos 5,1 milhões de crianças com deficiência estejam excluídas de uma educação inclusiva de qualidade nas regiões da Europa Central e Oriental e da Ásia Central.

Em nota, a agência adianta que centenas de milhares de crianças com deficiência na região permanecem em escolas “especiais”, segregadas dos seus pares e comunidades.

Apelo

Para a diretora regional do Unicef para a Europa e Ásia Central, Afshan Khan, esta realidade “é um trágico desperdício de potencial para estas crianças, economias nacionais e sociedade”, pedindo, por isso, “investimentos na qualidade e acessibilidade às tecnologias de assistência, já que esses produtos têm o potencial de aumentar drasticamente o número de crianças com deficiência que poderão ter acesso a educação.”

Entre estas tecnologias estão leitores e tablets especiais e cadeiras de rodas leves que ajudam as crianças com deficiência a ganhar mais independência e, por isso, a frequentar a escola, conseguindo ter uma participação ativa nas suas comunidades.

Estas tecnologias estão em exibição numa exposição especial de dois dias, inaugurada esta quarta-feira no Palácio das Nações, em Genebra.

Acesso

Khan considera que para uma criança que vive com deficiência, “o acesso a esta tecnologia pode significar a diferença entre uma vida de exclusão e isolamento ou obter uma educação e atingir seu pleno potencial.”

O Unicef adianta que a proporção exata de crianças com acesso a estas tecnologias e produtos é desconhecida, mas em países de rendimento baixo, estima-se que varia entre os 5% e os 15%.

O desconhecimento sobre a existência destas tecnologias, a falta de produção e manutenção, os escassos recursos humanos e os elevados custos são algumas das barreiras existentes.

O Unicef recorda que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência apela os governos a fornecer tecnologias de assistência acessíveis a todas as pessoas que possam beneficiar delas.

Para ajudar as crianças com deficiência a ter acesso a tecnologias e produtos assistenciais, a agência estabeleceu algumas recomendações para os governos, o sector privado e outras partes interessadas.

As sugestões incluem a adoção de legislação e políticas que ajudem a garantir que todas as crianças possam ter acesso a estas tecnologias e fornecer financiamento e subsídios para tornar esta tecnologia mais barata e acessível a todas as crianças, especialmente as mais vulneráveis.

 

 

Educação e deficiência: A inclusão das crianças refugiadas na Jordânia

Janeiro 9, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Euronews de 20 de dezembro de 2018.

De  Monica Pinna 

Mais de 5 milhões e 600 mil pessoas fugiram da Síria desde 2011 à procura de segurança no Líbano, Turquia, Jordânia ou outros países. Metade são crianças

Quase 700 mil refugiados sírios vivem na Jordânia, o terceiro país anfitrião depois da Turquia e do Líbano.

Estima-se que mais de 700 mil crianças sírias refugiadas não vão à escola nos países vizinhos da Síria.

A maioria dos refugiados sírios vive em áreas urbanas e Mafraq é uma das três províncias jordanas com o maior número de sírios registados. As escolas locais tiveram de absorver o elevado número de crianças refugiadas que precisam de educação, incluindo as que têm deficiências.

Abd Al-Rahman tem 8 anos e uma paralisia cerebral que lhe afecta a capacidade de andar. No seu primeiro ano de escola diz que “o que gosto mais é de Ciências. É ótimo! Gosto de tudo o que está relacionado com isso.”

Na escola de Al Hamra, Abd Al-Rahman é tratado como outra criança qualquer, mas com necessidades diferentes. A escola faz parte de um programa de educação inclusiva implementado pela organização Mercy Corps e financiado pela União Europeia.

Durante dois anos, Abd Al-Rahman foi rejeitado por escolas que não estavam equipadas para o ajudar.

Maisa Asmar, da Mercy Corps, explica: “Trabalhamos com as escolas, fornecendo-lhes professores assistentes. Mas também lhes fornecemos mobiliário e tecnologia, de forma a melhorar a qualidade da educação que as crianças recebem, incluindo as crianças com deficiência. Atualmente, cerca de 300 crianças recebem sessões de reabilitação.”

Os números sobre os refugiados sírios com deficiência na Jordânia não são claros. Estima-se que haja cerca de 15 mil crianças deficientes, mas apenas 3% recebe Educação. Não tem a ver apenas com a capacidade de absorção do sistema de educação jordano, mas também com as condições socioeconómicas dos refugiados, incluindo altas taxas de pobreza.

A avó de Abd Al-Rahman lembra que “foi difícil levá-lo à escola porque não consegue andar e é muito complicado para nós levá-lo à escola e trazê-lo de volta. Mas ele tem que estudar!”

Regressamos a Amã para nos juntarmos ao Comissário Europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianides, na sua visita a outra escola financiada pela União Europeia. Desde o início da crise síria, Bruxelas já contribuiu com cerca de 11 mil milhões de euros. E, segundo o Comissário, o orçamento para a educação está a crescer:

“A educação em emergências é o campo mais subfinanciado na nossa ajuda humanitária e é por isso que já aumentei 10 vezes o orçamento para educação em emergências.

– Quais são os objetivos da União Europeia em termos de educação para crianças com deficiência?

– No próximo ano, todos os projetos humanitários têm de incluir especificidades sobre pessoas com deficiência.”

Viajamos novamente para norte, perto da Síria, para visitar outra escola inclusiva. Dareen faz parte de uma equipa de cerca de 160 professores assistentes para crianças com deficiências, treinados pela Mercy Corps em mais de 40 escolas do país.

Com a ajuda de um intérprete, ela está a aumentar a consciencialização sobre pessoas com deficiências, ensinando língua gestual aos alunos que não têm deficiências.

“A primeira vez que vim para uma escola, estava preocupada com a forma como iria comunicar com alunos e professores, mas desde o primeiro dia na sala de aula foi muito fácil. A minha linguagem corporal funcionou muito bem e os alunos adoraram!”

Dareen é um exemplo vivo de inclusão. Um caminho longo e não garantido para todos, seja jordano ou refugiado. Ela precisou de sete anos até encontrar um emprego.

A Jordânia adotou recentemente uma nova lei sobre os direitos das pessoas com deficiência e um plano estratégico a dez anos que vai reproduzir as melhores práticas em todo o país.

 

Infografia Dia da Criança 1 de junho – INE

Julho 3, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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descarregar o PDF da infografia no link:

https://www.ine.pt/xurl/doc/294859809

 

 

Brasil tem 2,5 milhões de crianças e jovens fora da escola

Maio 10, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Noticia do site http://24.sapo.pt/ de 5 de abril de 2017.

O Brasil tem 2,5 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos fora da escola, indicou hoje um levantamento feito pela ONG Todos Pela Educação, que compilou dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de atendimento de crianças e jovens nas escolas brasileiras aumentou 4,7 pontos percentuais entre os anos de 2005 e 2015, atingindo 94,2% da população, mas foi considerada insuficiente pela ONG que projetava um atendimento de 96,3%.

O estudo determinou que o crescimento na taxa de atendimento das escolas foi puxado, especialmente, por um aumento na percentagem de crianças com idade entre 4 e 5 anos matriculadas, que passou de 72,5% para 90,5% no período de referência do estudo.

Já a taxa de atendimento dos brasileiros com idade entre 6 e 14 anos ficou em 98,5% em 2015, resultado que indica um crescimento de apenas 1,8 pontos percentuais na comparação com o número registado em 2005. “Embora [a educação] seja tida como universalizada no Brasil, ainda temos 430 mil crianças e jovens dessa faixa etária fora da escola”, observou-se no levantamento.

Outro alerta sublinhado pela Todos Pela Educação diz respeito ao crescimento muito tímido da percentagem de atendimento de alunos brasileiros com idade entre 15 e 17 anos, que passou de 78,8% em 2005, para 82,6%, em 2015.

“Isso significa que 1.543.713 jovens deveriam estar matriculados, mas não estão. Além disso, embora a percentagem dos que não estudam nem trabalham tenha diminuído entre 2005 e 2015 (de 11,1% para 10,7%), em números absolutos o valor ainda é alto: 974.224, em 2015, face a 1.126.190, em 2005″, diz o relatório.

Priscila Cruz, presidente executiva da Todos Pela Educação, avaliou que o avanço nas percentagens de alunos matriculados no Brasil precisa ser visto com cautela.

“Mesmo com percentuais de atendimento a aumentar, isso não tem significado uma redução na mesma proporção do número absoluto das crianças e jovens fora da escola, uma vez que a população em idade escolar no Brasil está diminuindo como decorrência da mudança do perfil etário”, explicou.

Outro problema referido diz respeito à percentagem dos jovens que conseguem concluir os estudos na idade correta.

A taxa de conclusão escolar com idade certa dos alunos com até 16 anos alcançou 76% em 2015. Já entre os jovens com até aos 19 anos chegou somente a 58,5%.

“Nesse mesmo período, a taxa de jovens que não estudam nem trabalham aumentou até à faixa dos 16 anos (de 19% para 22,2%) e também entre os que não concluíram a escola até aos 19 anos (24,5% para 35,5%)”, frisou-se no levantamento.

A organização também verificou que, de 2005 até 2015, a expansão do acesso escolar na faixa de 4 a 17 anos aconteceu principalmente entre a população parda e negra, de rendimento mais baixo e que mora no campo.

Apesar do avanço dos indicadores entre a população brasileira mais vulnerável, a qualidade do ensino oferecido ainda é avaliada no estudo como pior para os alunos que mais precisam.

“Só alcançaremos um patamar de sociedade mais justa, mais segura e mais desenvolvida com educação de qualidade para todos”, concluiu a presidente executiva da Todos Pela Educação, Priscila Cruz, referindo que esta área deve ser o “pilar central do desenvolvimento do país”.

 mais informações na notícia:

Brasil ainda tem 2,5 milhões de crianças e jovens fora da escola, a maioria entre 15 e 17 anos

 

 

 

Campanha Mundial pela Educação recorda que há 263 milhões de menores sem ir à escola

Abril 30, 2017 às 5:33 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.educare.pt/ de 24 de abril de 2017.

A Campanha Mundial pela Educação, que se realiza ao longo desta semana, recorda que ainda há 263 milhões de crianças e jovens sem acesso à educação, às quais se somam 758 milhões de adultos analfabetos, dois terços dos quais mulheres.

A partir de hoje vão decorrer, em pelo menos 30 cidades espanholas, iniciativas para reivindicar o direito à escolarização em todo o mundo, bem como o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, fixados numa cimeira da ONU.

Em 2015, 196 Estados firmaram os 17 objetivos desse plano de ação mundial que deve ser alcançado em 2030, com o qual se pretende “garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem durante toda a vida para todos”. A Campanha Mundial pela Educação, na qual participam 124 países, mobiliza-se para exigir aos governos que tomem as medidas necessárias para cumpri-lo.

mais informações no link:

http://www.cme-espana.org/

 

“Geração em risco”: 380 mil crianças sírias na Turquia sem acesso à educação

Janeiro 31, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 19 de janeiro de 2017.

jornal-economico

Milhares de refugiados sírios fixam-se na Turquia. Entre as crianças 40% não têm acesso à educação.

Cerca de 380 mil crianças sírias em idade escolar não frequentam a escola na Turquia, de acordo com informações avançadas pela UNICEF hoje, citada pela Aljazeera.

A UNICEF diz que cresce o risco de se tornarem uma “geração perdida”. Mais de 40% das crianças sírias na Turquia não têm acesso à educação, aponta a organização.

“A menos que mais recursos sejam fornecidos, ainda existe um risco muito real de uma” geração perdida “de crianças sírias, privadas das habilidades que um dia necessitarão para reconstruir o país”, disse Justin Forsyth, diretor executivo da UNICEF, após uma visita ao sul da Turquia. 

Ancara diz, no entanto, que cerca de meio milhão de crianças sírias estão matriculadas nas escolas turcas.

mais informações na notícia da UNICEF:

– Mais de 40 por cento das crianças sírias refugiadas na Turquia estão sem acesso à educação, apesar do enorme aumento das taxas de matrícula

 

Afeganistão: rapariga finge ser rapaz para poder ir à escola

Agosto 30, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://sol.sapo.pt/ de 24 de agosto de 2016.

Shutterstock

Zahra passou seis anos a fazer de menino para poder estudar numa escola no tempo dos talibãs 

Quando os fundamentalistas islâmicos tomaram Cabul, derrotando o regime pró-soviético que dominou por alguns anos o Afeganistão, às mulheres foram retirados grande parte dos direitos que vigoravam desde os anos 70, durante a monarquia. A guerra entre fundamentalistas que se seguiu levou ao poder os talibã (literalmente, “os estudantes de teologia” em pastum), apoiados pelo Paquistão. Foi então totalmente interdito que as mulheres fossem à escola. Mas a família de Zahra não se conformou com a proibição. E o tio, também estudante, teve uma ideia: porque não vestir a menina de cinco anos como um rapaz, para ela poder ir à escola? Tratou de convencer a avó e a mãe. Inicialmente, a mãe não estava muito inclinada a aceitar – “Deus fez dela uma menina” –, mas depois aceitou. 

“Mudei a minha roupa e tive de aprender a ser menino. O meu tio ensinou-me a jogar futebol, a ir para as montanhas, a fazer as coisas que os rapazes fazem. E passei a chamar-me Mohammed”, contou Zahra ao programa de rádio “Outlook”, da BBC. Teve de cortar também o cabelo, mas ninguém suspeitou de que não era um rapaz, porque a escola ficava a cerca de uma hora e meia de caminho e, nessa zona, ninguém conhecia a família dela. Mas passou seis anos com medo de ser descoberta e das consequências que isso acarretaria para ela e a família. Quando tinha 11 anos, o regime dos talibãs caiu e pôde voltar a estudar como menina. As escolas, no entanto, passaram a ser separadas entre rapazes e raparigas. Mas ela não ligava. “Eu dizia que estava feliz porque podia ler, escrever, tive educação no tempo certo. Estava orgulhosa porque tinha voz”, conta. 

Mas tinha saudades dos dias em que era Mohammed. Como Zahra não tinha todos os direitos, não podia rir alto. “Sinto saudade dos direitos que tinha como Mohammed”, afirma.

Tirou o curso de Direito e hoje, aos 23 anos, é jornalista e sustenta toda a família.

 

 

 

UNESCO defende redução de custo de manuais escolares

Fevereiro 10, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.dnoticias.pt/ de 19 de janeiro de 2016.

descarregar o documento “Every Child Should Have a Textbook” citado na notícia no link:

http://en.unesco.org/gem-report/every-child-should-have-textbook#sthash.bIfMj7KM.dpbs

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) defendeu hoje a redução do custo dos manuais escolares para permitir que mais alunos de todo o mundo possam aceder aos livros.

Num relatório intitulado “Every Child Should Have a Textbook” (“Cada criança deve ter um manual escolar”, da autoria do Global Education Monitoring Report (Relatório Mundial de Monitorização da Educação), defende-se que centralizar ao nível nacional o mercado dos livros poderia reduzir em 2,7 euros o preço de cada manual e permitir uma poupança mais de 900 milhões de euros por ano na aquisição de material escolar só na África subsariana.

Um melhor modelo financeiro poderia ajudar a triplicar o número de livros disponíveis para crianças em todo o mundo, contribuindo para a melhoria dos resultados escolares – sobretudo nos países pobres — e podendo aumentar os níveis de literacia entre 05 e 20 por cento.

Um inquérito realizado em escolas primárias de 11 países em desenvolvimento (Argentina, Brasil , Chile , Índia, Malásia , Paraguai, Peru, Filipinas , Sri Lanka , Tunísia e Uruguai) mostrou que, em média, até 20% dos alunos do quarto ano não têm manuais ou devem partilhá-los. Nos Camarões, há apenas um livro de leitura para cada 12 alunos e um de matemática para cada 14 alunos no segundo ano de escolaridade.

O instituto de estatísticas da UNESCO (UIS) concluiu ainda que os governos não estão a investir o suficiente nos manuais, revelando que em 2012, 36 países gastaram menos de 02% do seu orçamento para a educação primária nos materiais escolares, o que, no entender da UNESCO, cria novas barreiras à aprendizagem para os mais pobres.

Por isso, o documento recomenda que, pelo menos, 03 a 05% do orçamento destinado ao ensino básico seja gasto nos manuais, aumentando esse valor para 06 a 08% quando se trata do ensino secundário.

O relatório recomenda que o próximo Global Book Fund, proposto por vários países doadores, aumente os recursos para os manuais escolares e recorra a doações do setor privado, argumentando que isso poderia aumentar o financiamento dos livros na África subsaariana de 549 milhões de dólares para 785 milhões, o que poderia triplicar o número de manuais disponíveis na região.

 

 

 

 

124 milhões de crianças e adolescente no mundo não têm acesso à escola

Julho 18, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Cerca de 124 milhões de crianças e adolescente a nível mundial não têm acesso à escola, quando a ajuda internacional à educação continua abaixo dos níveis de 2010, denunciou a UNESCO num relatório hoje divulgado.

De acordo com o Relatório de Observação Global da Educação para Todos, uma publicação independente autorizada pela UNESCO, o número de crianças e adolescentes que nunca entraram numa sala de aula “aumentou para níveis preocupantes” nos últimos anos.

Dos cerca de 24 milhões de crianças nesta condição, as mais desfavorecidas são raparigas, sendo que, só no sudoeste asiático, 80% dos menores suscetíveis de continuarem fora da escola são do sexo feminino, em comparação com 16% dos rapazes, refere o estudo.

Face aos resultados do estudo, a diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, apelou aos países para que “assumam compromissos sérios” no sentido de aumentar a ajuda à educação.

A responsável da agência da ONU considerou que caso a ambiciosa meta traçada pela comunidade internacional, de garantir o acesso livre e equitativo da qualidade de educação por 12 anos, não seja cumprida, a iniciativa poderá “permanecer indescritível para milhões de crianças e jovens” afetados.

Também o diretor do Relatório de Observação Global, Aaron Benavot, considerou que “a menos que os doadores levem a sério a questão do financiamento, as metas e as promessas de progresso não são suscetíveis de serem cumpridas”.

Aaron Benavot destacou que, apesar de ter havido um aumento de 6% na ajuda à educação, os níveis de investimento são 4% mais baixo hoje do que em 2010 e há risco de estagnação nos próximos anos.

A UNESCO estima que são necessários 35 mil milhões de euros para garantir a educação gratuita para todos em países em subdesenvolvimento e assinala que, para colmatar o défice, os doadores devem aumentar seis vezes a sua ajuda para o setor.

 

Lusa/SOL

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