Mais detenções perto das escolas, mas consumo de droga baixou

Outubro 25, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Público de 15 de outubro de 2018.

Em apenas duas semanas, a PSP deteve 25 pessoas por tráfico de droga nas proximidades de escolas. Polícia diz que é normal, dado o tipo de operação realizado e os directores garantem que não houve qualquer evolução negativa no ambiente que se vive neste início de ano lectivo.

Clara Viana

Às operações de início de ano lectivo lançadas pelos efectivos do programa Escola Segura têm estado associadas outras divisões da PSP com o objectivo de limpar focos de tráfico existentes nas proximidades das escolas, disse ao PÚBLICO o subintendente Hugo Guinote, chefe da Divisão de Prevenção e Proximidade da PSP.

Aconteceu o mesmo na operação de início do ano lectivo 2018/2019, realizada entre 12 e 28 de Setembro, e por isso o mesmo responsável adianta que esta é a principal razão pela qual, em apenas duas semanas, tenham sido detidas 25 pessoas por tráfico de droga nas proximidades dos estabelecimentos escolares e nos trajectos escola-casa, que também são acompanhados pela Escola Segura.

Hugo Guinote alerta que devido às características especiais destas operações de início do ano lectivo os seus resultados não podem ser comparados com o balanço anual do programa Escola Segura — com o facto, por exemplo, de em 2015/2016, último ano com dados consolidados, a PSP ter detido ao longo de todo o ano 90 pessoas, quando agora, em apenas duas semanas, prendeu 25.

“Não se pode concluir que houve um salto, até porque o número de detenções varia ao longo do ano também em função do tipo de operações desencadeadas. “Várias das pessoas que foram detidas em Setembro já estavam referenciadas e havia até mandados de detenção em relação a algumas, que foram efectivados agora, aproveitando a mobilização de meios registada”, explica Hugo Guinote. Na operação estiveram envolvidos 3877 polícias e 2943 viaturas.

A Escola Segura é um programa partilhado pela PSP e pela GNR. Os dados referidos dizem apenas respeito ao balanço da actividade da PSP. E também dão conta disto: às 25 pessoas presas por tráfico de droga foram apreendidas 148 doses de cocaína, igual número de doses de heroína e 722 doses de haxixe.

É sabido que quando se fala de heroína as campainhas de alarme disparam, mas Hugo Guinote assegura que as apreensões registadas “estão em linha com o que aconteceu em anos anteriores no mesmo tipo de operações e até baixou”.

Os dados recolhidos pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) têm dado conta de uma tendência de queda no consumo de heroína, embora em 2014 e 2015 se tenha registado um aumento do número de novos utentes em tratamento cuja droga principal de consumo era a heroína. Os inquéritos em meio escolar que têm sido promovidos pelo SICAD mostram que a percentagem de alunos entre os 13 e os 18 anos que já experimentaram heroína passou de 2% em 2011 para 1% em 2015.

Situação melhorou

 Questionados sobre o ambiente nas escolas e nas suas proximidades no início deste ano lectivo, os directores contactados pelo PÚBLICO são unânimes na resposta: não só não se registou nenhuma evolução negativa, como a situação é bem melhor do que a registada há alguns anos.

Dulce Chagas, directora do Agrupamento de Escolas de Alvalade, em Lisboa, lembra a propósito que há cerca de sete anos tiveram de deixar de ter aulas à sexta-feira ao fim da tarde na Secundária Padre António Vieira, que agora é a escola sede do agrupamento, para evitar “mais problemas” devido à concentração de jovens frente ao estabelecimento escolar, que era uma marca do dia anterior aos fins-de-semana. “Melhorámos muito. Agora quase não existem esses grupos”, diz.

À frente da Escola Secundária Camões, também em Lisboa, existe um jardim com um coreto que sempre foi um ponto de concentração dos alunos daquele antigo liceu, como de outros jovens. O director, João Jaime, reconhece que este facto poderá potenciar problemas, mas assegura que “não houve nada a registar” neste início do ano lectivo. “Não tem aparecido ninguém diferente no coreto e os casos que temos referenciados são apenas de alguns jovens, que são os mesmos já assinalados no ano passado”, adianta.

Mais a norte, na Póvoa do Varzim, o director da Escola Secundária Eça de Queirós, José Eduardo Lemos, também assegura que “não tem notícia de que algo de diferente ou anormal tenha acontecido”. Nem na sua escola, nem noutras com que mantém contactos enquanto presidente do Conselho das Escolas, que é organismo que representa os directores junto do Ministério da Educação.

 

 

Crianças aprendem regras de segurança – utilização comboios

Abril 25, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Destak de 10 de abril de 2018.

mais informações:

Criminalidade nas escolas de Lisboa aumentou 10%

Março 13, 2018 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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LEONARDO NEGRÃO / GLOBAL IMAGENS

Notícia do https://www.dn.pt/ de 13 de março de 2018.

Rute Coelho

Escolas de Lisboa contrariam descida do número de ocorrências a nível nacional. PSP registou 1797 crimes em 2016-17

A Escola Básica 2,3, sede do agrupamento do Alto do Lumiar, convivia paredes meias com o tráfico de droga na rua. De vez em quando apareciam seringas no recreio e havia consumo nas encostas da escola. Mas o problema foi ultrapassado com a polícia a atacar o tráfico e os casebres dos toxicodependentes a serem substituídos por um hipermercado. O Programa Escola Segura da PSP, que já tem 25 anos de existência, está cheio de histórias felizes como esta. Mas, se a nível nacional as ocorrências registadas pelo programa diminuíram, na área do comando metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) – que inclui concelhos como Amadora, Loures e Sintra – aumentaram 10% no último ano letivo.

Em 2016/17 registaram-se 1797 crimes (furtos, roubos, agressões, tráfico de droga, etc), o que representou uma subida de 10% face ao ano anterior (1631 crimes), segundo dados oficiais do Cometlis facultados ao DN. Curiosamente, a nível nacional a criminalidade em ambiente escolar registou uma descida também de 10% (dados divulgados no início do ano).

A polícia identificou 1881 suspeitos da prática de crimes nos recintos e perímetros escolares, mais 8% do que os 1797 do ano anterior. Também fez 62 detidos, mais 6%, face aos 58 do ano anterior. As ocorrências não criminais (distúrbios escolares) subiram 15,36% num total de 1126, quando tinham sido 976 no ano letivo de 2015/16.

O patrulhamento e apoio dos agentes da Escola Segura à comunidade escolar faz toda a diferença, asseguram os diretores de escolas, os pais e a comunidade educativa em geral (ver texto secundário).

Polícias próximos dos alunos

A escola EB 2,3 D.José I, do Alto do Lumiar é um dos 150 estabelecimentos de ensino da área da 3ª Divisão da PSP de Lisboa (Benfica) abrangidos pelo programa Escola Segura. Só nessa zona territorial da PSP foram registados 312 crimes no ano letivo 2016/17, quando no ano letivo anterior tinham sido 287.

O comando de Lisboa da PSP adiantou que a escola do Alto do Lumiar era das que tinha mais ocorrências, nomeadamente tráfico e consumo de droga junto aos seus muros.

A equipa da Escola Segura da PSP que presta serviço na escola (onde estão alunos até aos 16 anos) mudou esse panorama nos últimos cinco anos, em articulação com a comunidade escolar.

Os agentes Carla Pires, 42 anos, há 14 a prestar serviço na escola, e Vítor Jesus, 42 anos, há uma década ali, já são praticamente da casa. É uma escola em território educativo de intervenção prioritária (TEIP) e por isso conta com uma mediadora escolar para resolver conflitos e uma assistente social. Mas os dois polícias também fazem patrulha a várias outros estabelecimentos de ensino da zona, como o colégio de S. João de Brito (no ranking das melhoras escolas) ou a secundária do Lumiar.

“Tentamos criar proximidade com os alunos, por isso eles tratam-nos como Vítor e Carla. Mas sabem que não podem ultrapassar aquela linha”, contou o agente Jesus, enquanto cumprimenta as auxiliares e os alunos da EB 2,3 Alto do Lumiar. “Fizemos um trabalho intenso ao longo destes anos, a controlar o problema da droga e a dar ações de formação sobre o bullying e violência no namoro, entre outros fenómenos, e agora estamos a colher os frutos disso”, refere Vítor. “O que conseguimos foi em parceria com a comunidade escolar e com a Comissão de Dissuasão da Toxicodependência (CDT)”, acrescentou Carla. Os dois polícias também são pais: Jesus, de uma adolescente de 14 e de outra com nove; Carla, de uma menina com 3 e de um rapaz com 7.

Encostados aos bairros da droga

“Estamos ao pé do bairro da droga com a maior toxicidade que é o da Cruz Vermelha. Depois temos aqui perto as Galinheiras, com tráfico de armas e droga, a Charneca e a antiga Musgueira. Como a realidade dos nossos alunos é esta, e as rusgas são na casa deles, eles acabam por não usar da violência nem a consomem porque já vivem nesse filme. Têm vontade de aprender e sair dessa realidade”, contou a diretora da Escola EB, 2,3 Alto do Lumiar, Maria Caldeira, no cargo desde julho mas há 12 anos na direção, coordenadora de projetos do agrupamento e responsável pela segurança. Na escola juntam-se mais de 20 nacionalidades diferentes, “muitas delas africanas, da Guiné, S. Tomé e Cabo Verde” e também meninos de etnia cigana que começaram a aparecer ali há 10 anos.

Levavam navalhas para a escola

No recreio da EB 2,3 está sempre atento um vigilante particular: Ribeiro de Sousa, 67 anos, agente reformado da PSP, integrado no gabinete de segurança do Ministério da Educação. “Ainda há pouco tempo alguns alunos de etnia cigana andavam aí com navalhas que trouxeram de fora. Dei conhecimento à direção e depois o agente Jesus conseguiu juntar os jovens e persuadi-los a entregarem as navalhas”, contou. “A minha missão aqui é controlar os alunos, para que não danifiquem as infraestruturas e evitem conflitos”. Se fosse cumprido o Estatuto do Aluno à risca, diz, “os miúdos nem podiam usar telemóveis no recreio”. Mas usam.

Depois também há as situações que chegam a tribunal de Família e Menores, como esta: “Uma aluna levantou uma cadeira para um colega dentro da sala e ficou com 18 meses de suspensão por causa disso”. É por isso que as ações de formação dadas pelos polícias são muito importantes, como frisa o agente Vítor Jesus: “Aproveitamos essas ações de 45 minutos ou de 90 minutos sobre o cyberbullying ou as redes sociais para lhes dar alguns conselhos”. Os dois agentes também acabam por dar sugestões sobre percursos a evitar no regresso a casa, uma vez que boa parte daquelas crianças desloca-se a pé.

Se houver uma desordem que ganhe proporções graves dentro da escola ou junto aos muros da mesma, podem ser chamados os 14 agentes que estão adstritos ao programa Escola Segura da PSP na 3ª Divisão, explicaram os agentes. “Nunca aconteceu”, ressalva Jesus. Na manhã em que o DN esteve na escola houve apenas uma ocorrência no exterior, relacionada com o furto de um telemóvel. Também houve uma briga entre dois alunos que foi resolvida pela mediadora escolar Inês Leão.

 

 

Comunicar em segurança – desafio para escolas do 1º e 2º ciclo

Setembro 23, 2017 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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INSCRIÇÕES ATÉ 4 OUTUBRO

mais informações no link:

http://www.comunicaremseguranca.sapo.pt/

 

Programa Escola Segura – Conselhos da PSP

Setembro 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/policiasegurancapublica/

Bullying – Há 616 crimes por mês nas escolas portuguesas

Março 10, 2017 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 6 de março de 2017.

Rute Coelho

Bullying e as agressões em ambiente escolar têm vindo a aumentar. No último ano letivo, PSP e GNR registaram 4757 crimes

“Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas.” Os insultos repetiram-se durante meses, criando um clima de medo e de revolta numa aluna do 7.º ano de uma escola secundária na zona de Sacavém, Loures. O caso desta adolescente, de 14 anos, que chegou ao Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), do Instituto de Apoio à Criança, na passada quarta-feira, é um dos 4757 atos de agressões, ameaças ou injúrias registados em ambiente escolar.

Uma realidade que tem aumentado nos últimos quatro anos, segundo os dados do Programa Escola Segura da PSP, a que o DN teve acesso. No ano letivo de 2015-2016 houve 4102 crimes registados nas escolas portuguesas pela PSP, aos quais se juntaram 657 reportados pelo programa equivalente da GNR, num total de 4757 situações. A maioria dos casos acontece no interior do espaço escolar, sobretudo no recreio.

Um dos casos que vão entrar na estatística é o de um menor agredido por vários adolescentes em Almada, num episódio de violência acontecido em novembro, filmado com um telemóvel e conhecido ontem (ver texto secundário).

Feitas as contas aos 167 dias úteis de aulas no último ano letivo (de 15 de setembro de 2015 a 9 de junho de 2016), chegou-se à média de 616 crimes por mês nas escolas portuguesas cobertas pelos programas Escola Segura da PSP e da GNR. E têm sido mais de 200 as vítimas que, por ano, são conduzidas ao hospital, segundo os registos do programa da PSP (ver caixa).

As agressões estão em maioria no total de crimes, numa média estabilizada de 1350 por ano, nas 3366 escolas asseguradas pelo programa da PSP. Na área da GNR houve mais 91 casos de alunos agredidos no ano letivo passado – 349 situações contra 258 de 2014-15. A maioria dos agressores e vítimas têm menos de 16 anos.

Mas o coordenador do Programa Escola Segura da PSP acredita que a subida de casos nas estatísticas não significa maior quantidade de crimes. “Há um aumento das denúncias dos miúdos em relação ao bullying devido às ações de sensibilização que temos feito nas escolas. As queixas que têm aumentado referem-se sobretudo a crimes ocorridos no interior do espaço escolar”, comentou o subintendente Hugo Guinote.

Vítima de bullying quer desistir

Regressando à escola na zona de Sacavém – considerado território de risco – na quarta-feira à tarde, a técnica de serviço foi surpreendida pelo relato de uma rapariga de 14 anos, aluna do 7.º ano, que se queixou de ser vítima de bullying. A técnica falou com o DN mas pediu para que nem ela nem a escola fossem identificadas de forma a proteger a jovem. A rapariga começou a faltar às aulas antes do final do 1.º período. Depois de três semanas de ausência, a diretora contactou os pais e sinalizou o caso ao GAAF. Na quarta-feira, a aluna voltou então à escola, acompanhada pela mãe. Em casa já tinha contado o que se passava: há meses que era vítima de bullying por parte de duas colegas de turma que a humilhavam com ofensas, dia após dia. “Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas”, eram alguns dos insultos constantes.

Os pais querem que a filha seja transferida de escola. A técnica do GAAF vai mediar o conflito da criança com o estabelecimento de ensino, ouvindo também o diretor de turma, as duas agressoras e os pais, e a comunidade escolar.

Na turma desta adolescente ninguém sabia, aparentemente, o que se passava. “Também já sinalizámos a situação ao Programa Escola Segura da PSP. A PSP pode encaminhar o caso de agressão verbal e psicológica para o tribunal mas é difícil fazer a prova”, referiu a técnica. “A menor e os seus pais querem a transferência da escola mas ela não vai resolver o seu problema assim. É quase uma fuga. Quantas transferências escolares poderão existir motivadas pelo bullying?”, questiona. A técnica vai querer “trabalhar com as agressoras e com os seus pais, perceber o que se passa. Geralmente, o agressor já foi vítima de alguma situação”.

Nos 137 agrupamentos de escolas que se localizam em zonas de risco, os GAAF não têm mãos a medir. Ali promove-se a mediação escolar em territórios de guerra pouco habituados ao diálogo.

Apoiar a vítima e chegar a quem agride é um dos objetivos deste ano do Programa Escola Segura, da PSP. “A causa do problema reside na criança que é agressora e que muitas vezes é vítima de violência no seu espaço doméstico ou social. Poderão ser os criminosos de amanhã. Por isso, temos de fazer uma intervenção o mais precoce possível”, salienta o subintendente Hugo Guinote. A PSP já iniciou, há um ano, ações de sensibilização sobre o que significa agredir os outros física e verbalmente, junto das crianças do pré-escolar e primeiro ciclo.

O cenário nas escolas é cada vez mais duro e a violência está a ser banalizada pelas gravações de telemóvel que se colocam nas redes sociais. No ano letivo passado, a PSP deteve 90 alunos, 74 deles no interior da escola, por alegada participação em crimes. Uma subida de assinalar, pois no ano letivo de 2014-15 foram 58 os detidos, a maioria deles no exterior (47). Nos últimos quatro anos, as armas apreendidas pela PSP nas escolas superaram a média de cem por ano.

A socióloga Margarida Gaspar de Matos, que coordenou parte dos dados do relatório da UNICEF – “As crianças no mundo desenvolvido” – divulgado em abril, diz não ser possível associar a pobreza às vítimas de bullying e a riqueza aos agressores. “Um estudo recente num outro sentido associa o desafogo económico e o sucesso escolar a algum egocentrismo. Por isso, mais do que “diabolizar” a pobreza ou a riqueza, era importante providenciar aos jovens alternativas (competências, motivação e oportunidades) de optarem por modos de convívio mais pacíficos”, conclui Margarida Gaspar.

 

 

PSP registou 1787 casos de violência no namoro entre jovens alunos

Fevereiro 14, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 14 de fevereiro de 2017.

A atriz Sofia Arruda, de 28 anos, confessou ter sido vítima de violência no namoro durante a adolescência. “Quero alertar os jovens que não podem permitir este tipo de situações, nem praticá-lo”, adiantou num vídeo publicado no Youtube. Para sensibilizar os jovens para a questão, contou que tinha um namorado que “morria de ciúmes” e que a dominava   |  Orlando Almeida / Global Imagens

A atriz Sofia Arruda, de 28 anos, confessou ter sido vítima de violência no namoro durante a adolescência. “Quero alertar os jovens que não podem permitir este tipo de situações, nem praticá-lo”, adiantou num vídeo publicado no Youtube. Para sensibilizar os jovens para a questão, contou que tinha um namorado que “morria de ciúmes” e que a dominava
| Orlando Almeida / Global Imagens

 

Rute Coelho

Queixas aumentaram nos últimos anos, e com maior incidência nos ex-namorados. PSP e APAV fazem ações de sensibilização

Manuela (nome fictício), de 20 anos, da geração das redes sociais e da informação ao segundo, era vítima numa relação de violência com o namorado. Humilhada verbalmente em frente aos amigos dele, era também agredida quando estavam sós. A jovem, ainda a estudar numa escola secundária, nunca teve coragem de contar aos pais, com quem vivia, até porque o namoro era recente. Um dia, lembrou-se de uma ação de sensibilização para a violência no namoro que a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) tinha feito no liceu. Falou com uma amiga e dirigiu-se à APAV. Ia finalmente denunciar o que estava a viver e pedir apoio. O caso foi contado ao DN pela psicóloga Helena Sampaio, da APAV, que tem experiência no atendimento de vítimas e nas ações de sensibilização sobre o tema nas escolas.

“A violência no namoro é transversal a idades e a classes sociais e cada vez mais expressiva”, afirma perentória Helena Sampaio. Os últimos dados oficiais da PSP, de 2016, do Programa Escola Segura, que abrange 1,1 milhões de alunos, mostram a dimensão do fenómeno: 1787 casos denunciados à polícia, a maioria dos quais (1020) entre ex-namorados e 767 entre namorados. Desses, 103 ocorreram entre menores de 17 anos: 58 entre ex-namorados e 45 entre namorados.

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Há três anos que a violência no namoro tem vindo sempre a aumentar, com a maior subida a registar-se de 2013 para 2014 (mais 501 casos), aumento explicado pelo facto de esta prática ter passado a ser punida criminalmente a partir de 2013, integrada no crime público de violência doméstica.

Helena Sampaio, que tem realizado ações de sensibilização nas escolas, garante que encontra muitos casos de “violência mútua” entre os jovens namorados. “Começa pela violência verbal nas redes sociais e depois evolui para a agressão física, a ponto de rapaz e rapariga serem ambos vítimas e agressores, num duplo papel”. E admite que há uma “banalização dos atos de violência entre jovens”.

Apesar de os números de 2016 indicarem que houve quase dois mil casos registados pela PSP, o subintendente Hugo Guinote, coordenador do Programa Escola Segura da polícia, ressalva que as ocorrências entre menores de 17 anos são apenas 5,80% do total de casos, “mantendo-se estabilizada esta proporção em 2015 (5,83%) e em 2016 (5,76%).

Os dados mostram que as denúncias têm vindo a aumentar nos últimos anos. “Atendendo a que as ações de sensibilização, especificamente sobre esta temática, têm vindo a aumentar em proporções muito mais acentuadas – tendo-se verificado mais 37,75% de ações de 2014 para 2015 e mais 32,5% de 2015 para 2016 – e a própria comunidade escolar se tem mobilizado muito mais na denúncia, este ligeiro aumento é uma evidência do período de desocultação que ainda estaremos a atravessar, e que é precisamente um dos objetivos do Programa Escola Segura”, referiu.

Namorados escolhem as roupas

Daniel Cotrim, assessor técnico da direção da APAV, conhece a realidade pelas ações de sensibilização nas escolas. “A verdade é que em 2017 as raparigas portuguesas ainda não contam aos pais que têm namorado.” Sublinhando que esse paradigma “tem de ser alterado”, Cotrim recorda o que tem notado nas estudantes: “A grande maioria das raparigas dizem que os namorados é que lhes escolhem as roupas quando vão sair na sexta-feira à noite e que eles têm acesso às passwords de e-mail e Facebook (e o contrário não acontece), que a primeira relação sexual é quase forçada, o ciúme desmesurado é visto como natural e a traição deles como uma falha delas.” Quando as vítimas são menores, a APAV contacta os pais e incentiva-os a assistir às consultas de acompanhamento. “A maior parte dos pais são apanhados de surpresa. Primeiro não acreditam, depois ficam irritados por não saberem do namoro e acabam por se culpar a eles próprios.”

 

Autoridades registam mais crimes em ambiente escolar

Janeiro 6, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 6 de janeiro de 2017.

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Furtos, insultos e ofensas à integridade física, dentro da escola ou perto, estão entre as ocorrências contabilizadas NFACTOS/FERNANDO VELUDO

O mais recente relatório sobre segurança escolar publicado pelo Ministério da Educação reporta a 2012/2013. Nos últimos quatro anos, segundo as polícias, a situação agravou-se. PSP e GNR registaram no ano lectivo passado 5000 ocorrências.

Ana Dias Cordeiro

Nos últimos quatro anos, os núcleos da Escola Segura da Polícia de Segurança Pública (PSP) ou da Guarda Nacional Republicana (GNR) foram mais vezes chamados às escolas. Principalmente por furtos, insultos, ameaças ou ofensas à integridade física. As vítimas das agressões são na grande maioria alunos, mas também podem ser, em situações pontuais, funcionários, ex-alunos ou professores, de acordo com a PSP.

Para as polícias são crimes, como aquele que está a ser investigado pela PSP relativo ao vídeo divulgado nesta quinta-feira pelo Correio da Manhã, e filmado em Novembro passado, no qual se vê um rapaz de 15 anos a ser brutalmente agredido na via pública. Pelo menos três adolescentes foram identificados, pela PSP, como autores das agressões. Frequentam uma escola próximo do local das mesmas. Outros jovens assistiram.

São raros os casos desta gravidade, afirma o subintendente Hugo Guinote, da Divisão de Prevenção Pública e Proximidade da PSP. Menos de um quarto das agressões físicas em ambiente escolar resultam numa situação em que a vítima é levada ao hospital.

Mesmo assim, houve 277 casos desses no ano lectivo 2015/2016, depois de no ano anterior terem sido 242 e em 2013/2014 terem sido levados ao hospital 280 pessoas agredidas, na escola, ou perto, “na grande maioria alunos”. Em Setembro de 2015, por exemplo, um aluno de 12 anos foi agredido na Escola das Olaias, dentro do estabelecimento enquanto jogava nos campos. Sofreu um traumatismo craniano e teve de ser submetido a uma cirurgia de urgência ao cérebro.

agressoes-escolasA maior parte das queixas vem de dentro das escolas, e são feitas por funcionários a quem os alunos contam o que se passou. Há mais consciência e solidariedade entre colegas para denunciar situações violentas, diz o subintendente Hugo Guinote. As acções de sensibilização das próprias polícias encorajam a queixa e, “localmente, a PSP continua a articular muito bem com as escolas”.

Porém a nível nacional os dados deixaram de ser tratados e analisados pelo Ministério da Educação há três anos. O mais recente relatório sobre violência em ambiente escolar da responsabilidade do ministério foi publicado em 2014, e é relativo ao ano lectivo de 2012/2013. O Ministério da Educação não explica se não o foi por falta de informação ou de técnicos para analisarem os dados. O relatório era até então (desde 2008) elaborado por três direcções-gerais – Educação, Estabelecimentos Escolares e Estatísticas da Educação e Ciência.

Em respostas ao PÚBLICO o gabinete de imprensa do Ministério da Educação diz apenas: “[Quando] esta equipa governativa tomou posse já o ano lectivo 2015/2016 tinha iniciado, desconhecendo os motivos pelos quais não houve relatórios nos dois anos anteriores.”

Por outro lado, o Gabinete de Segurança Escolar nunca foi extinto mas esteve sem director desde Julho de 2015. A nova directora Alexandra Martins entrou em funções em Novembro de 2016.

Violência no namoro

Nesses anos em que nenhum retrato da situação da segurança escolar foi elaborado pelo Ministério da Educação, os casos que foram chegado às forças de segurança aumentaram. O que é explicado, em parte, pelo facto de terem sido mais frequentes as participações relativas a violência no namoro que passou a ser crime – em 2015 houve mais 130 queixas do que em 2014 – refere o subintendente Hugo Guinote a propósito dos dados da PSP.

Em 2015/2016, o total de episódios criminais (que abrange vários tipos de crimes) atingiu um valor recorde de, pelo menos, quatro anos: foram registados 4102 casos dentro e fora dos estabelecimentos de ensino (embora na proximidade), ou seja, mais 700 casos do que em 2012/2013, ano em que a PSP contabilizou 3486 ocorrências. Nos anos seguintes o total fixou-se em 3888 (2013/2014) e 3930 (2014/2015).

Também os dados registados nas áreas do país da competência da GNR mostram um aumento das ocorrências (949 no ano lectivo passado), embora essa tendência de crescimento não tenha sido consistente ao longo dos últimos cinco anos.

Constante manteve-se o peso relativo dos casos de ofensas à integridade física (relativamente ao total de ocorrências), sempre superior a dois terços do total. E as participações por agressões físicas aumentaram no último ano. Houve 349 situações em 2015/2016 quando no ano anterior tinham sido de 258.

“Desinvestimento nesta área”

João Sebastião, investigador do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia – CIES do ISCTE em Lisboa e antigo coordenador do Observatório da Segurança Escolar que deixou de funcionar em 2011 por opção do Governo, lamenta o fim de disciplinas curriculares como era a Educação Cívica (durante o Executivo de Nuno Crato) que considera fundamental para uma melhor convivência nas escolas e uma diminuição dos casos de violência, insultos ou ameaças, e também de situações em que os próprios alunos levam armas brancas para a escola. Em Outubro de 2015, por exemplo, um aluno de 12 anos ameaçou uma professora e o director com uma pistola no Colégio da Imaculada Conceição em Coimbra.

Num universo de um milhão e 600 mil alunos e de 120 mil professores, considera o académico João Sebastião, a violência escolar deveria ser tratada de forma integrada, com os dados das polícias a serem validados pelos do Ministério da Educação a quem os agrupamentos escolares estão obrigados a comunicar todas as ocorrências no interior da escola. Essa regra mantém-se, confirmou o Ministério da Educação.

Mas na prática, afirma João Sebastião, os dados não são integrados para melhor se perceber a situação. “Há uma indefinição nas escolas”, diz. Haveria formas de “reduzir a violência nas escolas ao mínimo”. Mas não é o que resulta do que diz ser o “desinvestimento nesta área”, por parte deste Governo e do anterior.

 

 

277 vítimas de agressões nas escolas foram parar ao hospital em 2015/16

Janeiro 6, 2017 às 5:52 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 6 de janeiro de 2017.

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Marlene Carriço

Em 2015/16, a PSP registou 4.102 crimes nas escolas portuguesas, um número que tem vindo a crescer nos últimos anos. 277 pessoas tiveram de ser assistidas no hospital.

No ano letivo de 2015/16, 277 pessoas vítimas de agressões dentro e nas imediações das escolas acabaram por ser conduzidas ao hospital. Os dados, noticiados pelo DN e pelo jornal Público, são da PSP, que, no âmbito do Programa Escola Segura, registou 4.102 casos de agressões — ameaças, injúrias e agressões físicas — nas escolas que vigia, mais 700 casos do que três anos antes.

O número de idas para o hospital, na sequência de agressões físicas nas escolas, tem-se mantido mais ou menos estável nos últimos anos. No ano 2014/2015 foram hospitalizadas 242 vítimas e em 2013/14 acabaram no hospital 280 pessoas agredidas, “na grande maioria alunos”, de acordo com o coordenador do Programa Escola Segura, Hugo Guinote. Esse foi o caso, divulgado esta quinta-feira, de Rómulo que, em novembro de 2016, foi vítima de uma brutal agressão por parte de um grupo de jovens, em Almada.

Já o número global de agressões registadas tem vindo a crescer: 4.102 em 2015/16; 3.939 em 2014/15; 3888 em 2013/14 e 3.486 em 2012/13. Isto não significa, porém, que haja mais episódios de violência. Pode refletir um aumento do número de denúncias.

Ao DN, Hugo Guinote afirma que “há um aumento das denúncias dos miúdos em relação ao bullying devido às ações de sensibilização que temos feito nas escolas. As queixas que têm aumentado referem-se sobretudo a crimes ocorridos no interior do espaço escolar”.

 

 

Há 616 crimes por mês nas escolas portuguesas

Janeiro 6, 2017 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 6 de janeiro de 2017.

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Rute Coelho

Bullying e as agressões em ambiente escolar têm vindo a aumentar. No último ano letivo, PSP e GNR registaram 4757 crimes

“Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas.” Os insultos repetiram-se durante meses, criando um clima de medo e de revolta numa aluna do 7.º ano de uma escola secundária na zona de Sacavém, Loures. O caso desta adolescente, de 14 anos, que chegou ao Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), do Instituto de Apoio à Criança, na passada quarta-feira, é um dos 4757 atos de agressões, ameaças ou injúrias registados em ambiente escolar.

Uma realidade que tem aumentado nos últimos quatro anos, segundo os dados do Programa Escola Segura da PSP, a que o DN teve acesso. No ano letivo de 2015-2016 houve 4102 crimes registados nas escolas portuguesas pela PSP, aos quais se juntaram 657 reportados pelo programa equivalente da GNR, num total de 4757 situações. A maioria dos casos acontece no interior do espaço escolar, sobretudo no recreio.

Um dos casos que vão entrar na estatística é o de um menor agredido por vários adolescentes em Almada, num episódio de violência acontecido em novembro, filmado com um telemóvel e conhecido ontem (ver texto secundário).

Feitas as contas aos 167 dias úteis de aulas no último ano letivo (de 15 de setembro de 2015 a 9 de junho de 2016), chegou-se à média de 616 crimes por mês nas escolas portuguesas cobertas pelos programas Escola Segura da PSP e da GNR. E têm sido mais de 200 as vítimas que, por ano, são conduzidas ao hospital, segundo os registos do programa da PSP (ver caixa).

As agressões estão em maioria no total de crimes, numa média estabilizada de 1350 por ano, nas 3366 escolas asseguradas pelo programa da PSP. Na área da GNR houve mais 91 casos de alunos agredidos no ano letivo passado – 349 situações contra 258 de 2014-15. A maioria dos agressores e vítimas têm menos de 16 anos.

Mas o coordenador do Programa Escola Segura da PSP acredita que a subida de casos nas estatísticas não significa maior quantidade de crimes. “Há um aumento das denúncias dos miúdos em relação ao bullying devido às ações de sensibilização que temos feito nas escolas. As queixas que têm aumentado referem-se sobretudo a crimes ocorridos no interior do espaço escolar”, comentou o subintendente Hugo Guinote.

Vítima de bullying quer desistir

Regressando à escola na zona de Sacavém – considerado território de risco – na quarta-feira à tarde, a técnica de serviço foi surpreendida pelo relato de uma rapariga de 14 anos, aluna do 7.º ano, que se queixou de ser vítima de bullying. A técnica falou com o DN mas pediu para que nem ela nem a escola fossem identificadas de forma a proteger a jovem. A rapariga começou a faltar às aulas antes do final do 1.º período. Depois de três semanas de ausência, a diretora contactou os pais e sinalizou o caso ao GAAF. Na quarta-feira, a aluna voltou então à escola, acompanhada pela mãe. Em casa já tinha contado o que se passava: há meses que era vítima de bullying por parte de duas colegas de turma que a humilhavam com ofensas, dia após dia. “Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas”, eram alguns dos insultos constantes.

Os pais querem que a filha seja transferida de escola. A técnica do GAAF vai mediar o conflito da criança com o estabelecimento de ensino, ouvindo também o diretor de turma, as duas agressoras e os pais, e a comunidade escolar.

Na turma desta adolescente ninguém sabia, aparentemente, o que se passava. “Também já sinalizámos a situação ao Programa Escola Segura da PSP. A PSP pode encaminhar o caso de agressão verbal e psicológica para o tribunal mas é difícil fazer a prova”, referiu a técnica. “A menor e os seus pais querem a transferência da escola mas ela não vai resolver o seu problema assim. É quase uma fuga. Quantas transferências escolares poderão existir motivadas pelo bullying?”, questiona. A técnica vai querer “trabalhar com as agressoras e com os seus pais, perceber o que se passa. Geralmente, o agressor já foi vítima de alguma situação”.

Nos 137 agrupamentos de escolas que se localizam em zonas de risco, os GAAF não têm mãos a medir. Ali promove-se a mediação escolar em territórios de guerra pouco habituados ao diálogo.

Apoiar a vítima e chegar a quem agride é um dos objetivos deste ano do Programa Escola Segura, da PSP. “A causa do problema reside na criança que é agressora e que muitas vezes é vítima de violência no seu espaço doméstico ou social. Poderão ser os criminosos de amanhã. Por isso, temos de fazer uma intervenção o mais precoce possível”, salienta o subintendente Hugo Guinote. A PSP já iniciou, há um ano, ações de sensibilização sobre o que significa agredir os outros física e verbalmente, junto das crianças do pré-escolar e primeiro ciclo.

O cenário nas escolas é cada vez mais duro e a violência está a ser banalizada pelas gravações de telemóvel que se colocam nas redes sociais. No ano letivo passado, a PSP deteve 90 alunos, 74 deles no interior da escola, por alegada participação em crimes. Uma subida de assinalar, pois no ano letivo de 2014-15 foram 58 os detidos, a maioria deles no exterior (47). Nos últimos quatro anos, as armas apreendidas pela PSP nas escolas superaram a média de cem por ano.

A socióloga Margarida Gaspar de Matos, que coordenou parte dos dados do relatório da UNICEF – “As crianças no mundo desenvolvido” – divulgado em abril, diz não ser possível associar a pobreza às vítimas de bullying e a riqueza aos agressores. “Um estudo recente num outro sentido associa o desafogo económico e o sucesso escolar a algum egocentrismo. Por isso, mais do que “diabolizar” a pobreza ou a riqueza, era importante providenciar aos jovens alternativas (competências, motivação e oportunidades) de optarem por modos de convívio mais pacíficos”, conclui Margarida Gaspar.

 


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