Cerca de 1 bilhão de crianças no mundo são vítimas da violência todos os anos

Julho 2, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 18 de junho de 2020.

Relatório das Nações Unidas sugere violações físicas, sexuais e psicológicas; países estão falhando na proteção dos menores; conjunto de sete estratégias para prevenir e responder a casos de violência “Inspire” indica progressos em 155 países; mas muitas leis de proteção ainda não são aplicadas.

Várias agências das Nações Unidas informam que cerca de 1 bilhão de crianças estão sendo vítimas de violência todos os anos. A principal razão é a falha dos países em implementar estratégias de proteção dos menores.

O Relatório do Status Global sobre Prevenção da Violência contra Crianças 2020, o primeiro do tipo, mapeia progresso em 155 países, mas revela que quase a metade de todas as crianças no mundo sofrem violência física, sexual e psicológica regularmente.

Saúde e bem-estar coletivos

O documento foi publicado pela Organização Mundial da Saúde, OMS, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, além da representante especial para o fim da violência a crianças e outros parceiros.

Em quase 88% dos países, existem legislações de proteção a menores, mas menos da metade (47%) aplica essas leis.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, afirmou que proteger a saúde e o bem-estar das crianças é crucial para a proteção da saúde e bem-estar coletivos. Ele disse que não deve haver desculpas para a violência a crianças e todos devem combater o problema e implementar as leis contra a prática.

O relatório cita ainda casos de homicídio de crianças e adolescentes até 19 anos. Cerca de 40 mil crianças foram vítimas do crime em 2017.

Agressores

Com a pandemia de Covid-19, fechamentos de escolas e restrições de movimentos, muitas crianças acabaram caindo nas mãos dos agressores, como informou a chefe do Unicef, Henrietta Fore.

Ela afirma que é preciso aumentar o acesso de crianças aos serviços sociais e às linhas de apoio a elas.

Para responder ao problema, foi criada uma estrutura de sete estratégias, chamada Inspire sobre acesso a escolas e outras medidas de combate à violência.

Planos de ação

No caso das matrículas, 54% dos países reportaram a maior parte do progresso. Na maioria das nações, 83% existem dados sobre violência a menores, mas apenas 21% utilizam essas informações para atingir metas nacionais e evitar o abuso e violações.

Cerca de 80% dos países têm planos de ação e políticas, mas somente 20% dessas iniciativas são integralmente financiadas. A falta de financiamento e de capacidade profissional são alguns dos motivos para lentidão de implementação das leis.

Já a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, destacou o aumento da violência e do ódio na internet deixando as crianças com medo de retornarem à escola com a suspensão de algumas restrições para conter a pandemia.

A OMS informou que atuará com seus parceiros para implementar as estratégias Inspire de combate à violência a crianças.

Crescer e florescer

A Parceria Acabe com a Violência chefiada por Howard Taylor afirma que terminar com a violência às crianças é um investimento inteligente, para ele o importante é criar um mundo onde as crianças possam crescer e florescer.

O relatório foi compilado com base numa pesquisa realizada entre 2018 e 2019 com respostas de mais de 1 mil decisores políticos de 155 países. O conjunto de sete estratégias (Inspire) lançadas em 2016 pedem que a implementação e aplicação das leis, sugerem mudanças de normas e valores que estabelecem a violência como inaceitável.

A iniciativa ainda pede a criação de ambientes seguros para crianças, apoio para pais e tutores, reforço da segurança econômica e estabilidade das crianças, além de melhorias na resposta aos serviços de assistência para as vítimas e acesso dos menores à educação e outras habilidades importantes para o desenvolvimento e a vida.

Descarregar o relatório Global Status Report on Preventing Violence Against Children 2020 na press release:

Countries failing to prevent violence against children, agencies warn

Trabalho infantil com primeiro aumento em 20 anos

Junho 12, 2020 às 6:06 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 12 de junho de 2020.

Elisabete Tavares

O desemprego e a crise provocados pelas medidas adotadas para travar o novo coronavírus, bem como o fecho de escolas, podem levar a um aumento do trabalho infantil, segundo um alerta da Organização Internacional do Trabalho e da UNICEF.

Nos últimos 20 anos, passou a haver menos 94 milhões de crianças vítimas de trabalho infantil. Mas todo o esforço no combate ao flagelo pode estar em causa devido à crise provocada pela epidemia e pelas medidas que os governos adotaram para travar o avanço do novo coronavírus. O alerta vem da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância e foi feito no âmbito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, que se celebra nesta sexta-feira, dia 12 de junho.

A concretizar-se o aumento no trabalho infantil, será a primeira subida registada em 20 anos. O aviso consta do relatório “Covid-19 e trabalho infantil: um tempo de crise, um tempo para agir”. Segundo o relatório, as crianças que já trabalham em trabalho infantil podem agora ser forçadas a trabalhar mais horas ou em piores condições. Mais crianças podem submetidas às piores condições de trabalho, com danos significativos para a sua saúde e segurança.

“Como a pandemia causa danos ao rendimento familiar, sem apoio, muitos podem recorrer ao trabalho infantil”, diz o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, citado num comunicado sobre o relatório.

O relatório conclui que as pedidas adotadas pelos governos podem resultar num aumento da pobreza e levar a uma subida do trabalho infantil. Segundo a OIT, alguns estudos mostram que um aumento de um ponto percentual na pobreza leva a um aumento de, pelo menos, 0,7% no trabalho infantil em certos países. Aponta que o número de pessoas em extrema pobreza pode subir rapidamente 40 a 60 milhões só este ano em comparação com antes da crise. Também a morte de um ou dos dois progenitores ou da pessoa responsável pelo menor, como uma avó, pode atirar crianças para o trabalho infantil.

“Em tempos de crise, o trabalho infantil torna-se num mecanismo para lidar com a crise para muitas famílias”, alertou Henrietta Fore, diretora executiva da UNICEF, citada no mesmo comunicado. O fecho das escolas e o menor acompanhamento dos serviços sociais agravam o problema. “À medida que a pobreza aumenta, as escolas fecham e a disponibilidade de serviços sociais diminui, mais crianças são empurradas para a força de trabalho. Ao repensar o mundo pós-covid, precisamos garantir que as crianças e suas famílias tenham as ferramentas necessárias para enfrentar tempestades semelhantes no futuro”, adiantou a responsável da UNICEF. Segundo a OIT e a UNICEF, “cada vez mais, aumentam as evidências de que o trabalho infantil está a aumentar à medida que as escolas fecham durante a pandemia”.

O relatório aponta que o fecho temporário de escolas está a afetar mais de 1,6 mil milhões de alunos em mais de 130 países, ou 90% dos alunos matriculados. “Muitas escolas mudaram para o ensino à distância, mas quase metade do mundo não tem acesso à Internet, deixando muitos alunos ainda mais para trás”, alerta o relatório. E lembra que, “além dos benefícios educacionais, as escolas fornecem recursos críticos de proteção social para crianças e suas famílias”. Conclui que “o encerramento gera muitas preocupações em torno da vulnerabilidade” em que algumas crianças podem ficar.

Segundo o documento, mesmo quando as aulas recomeçarem, alguns pais podem não ter mais condições de enviar os seus filhos para a escola, o que pode resultar em mais crianças a serem sujeitas a empregos exploradores e perigosos.

Risco também em Portugal

A Confederação Nacional de Combate ao Trabalho Infantil (CNASTI) denunciou nesta quinta-feira (11 de junho) que há crianças a trabalhar em Portugal, sobretudo na restauração. E alertou para a condição de “pobreza, fome e violência extrema de muitas famílias” que está a afetar sobretudo as crianças.

A CNASTI adianta que têm recolhido algumas denúncias através da sua página na internet. As denúncias visam sobretudo casos de menores a trabalhar na área da restauração. Mas a organização também apontou que outras áreas também foco de preocupação, nomeadamente a participação de crianças na moda e em espetáculos.

O relatório da OIT e da UNICEF destaca que os grupos populacionais vulneráveis – como os que trabalham na economia informal e os trabalhadores migrantes – sofrerão mais com a crise económica, o aumento da informalidade e do desemprego, a queda geral nos padrões de vida, os choques na saúde e os sistemas de proteção social insuficientes.

Entre as medidas propostas para combater o aumento do trabalho infantil está uma proteção social mais abrangente, bem como o acesso mais fácil ao crédito para famílias pobres. A promoção de trabalho digno para adultos e medidas para levar as crianças de volta à escola – incluindo a eliminação de propinas escolares – e mais recursos para inspeções do trabalho e aplicação da lei, são outras medidas possíveis.

A OIT e a UNICEF estão a desenvolver um modelo de simulação para analisar o impacto da covid-19 no trabalho infantil. Os resultados com as estimativas serão divulgados em 2021.

O Dia Mundial contra o Trabalho Infantil foi instituído pela OIT em 2002, quando estreou a divulgação do Relatório Global sobre Trabalho Infantil na Conferência Internacional do Trabalho.

Segundo a OIT, cerca de 218 milhões de crianças com idades entre os cinco e os 17 estão a trabalhar. Destas, 152 milhões são vítimas de trabalho infantil e quase metade – 73 milhões – são sujeitas a condições perigosas.

Quase metade das crianças vítimas de trabalho infantil estão no continente africano e 62,1 milhões estão na região da Ásia e do Pacífico. Há 10,7 milhões de crianças a trabalhar no continente americano, 1,2 milhões nos Estados Árabes e 5,5 milhões na Europa e Ásia Central.

Jornalista do Dinheiro Vivo

O relatório citado na notícia é o seguinte:

COVID-19 and Child Labour: A time of crisis, a time to act

Cerca de 370 milhões de alunos sob risco por falta de merenda escolar, alerta ONU

Junho 8, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 29 de abril de 2020.

Unicef e PMA dizem que fechamento de escolas devido à covid-19 cortou única refeição diária para milhões de crianças em todo o mundo.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e o Programa Mundial de Alimentação, PMA, alertaram hoje para “consequências arrasadoras na nutrição e saúde” de 370 milhões de crianças que ficaram sem acesso a merendas escolares.

Em nota, o diretor executivo do PMA, David Beasley, disse que “para milhões de crianças em todo o mundo, a merenda escolar é a única refeição que recebem em um dia.”

Riscos

Beasley afirmou que sem essas merendas, as crianças “passam fome, correm o risco de adoecer, abandonar a escola e perder a melhor chance de escapar da pobreza.” Para ele, “é preciso agir de imediato para impedir que a pandemia se transforme em uma catástrofe de fome.”

Essas refeições são especialmente importantes para meninas. Em países de baixa renda, muitos pais enviam as filhas para as escolas para que possam comer, permitindo que escapem de tarefas domésticas pesadas ou casamento infantil.

A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, lembrou que “a escola é muito mais que um local para aprender.” Para muitas crianças, “é uma fonte de segurança, serviços de saúde e nutrição.”

Fore disse ainda que, se a comunidade internacional não atuar de imediato, “consequências arrasadoras serão sentidas nas próximas décadas.”

Serviços

Além dos programas de alimentação escolar, escolas em países de baia renda são centrais para serviços de saúde, como vacinas, desparasitação e suplementação.

O PMA e o Unicef estão trabalhando com os governos para apoiar essas crianças. O PMA está apoiando governos de 68 países na distribuição de refeições, cupons ou transferências em dinheiro.

As duas agências também estão ajudando os governos para garantir que, quando as escolas reabrirem, programas de saúde e nutrição continuem existindo. Isso deve incentivar os pais a enviar seus filhos de volta à escola. Também estão trabalhando para rastrear as crianças que precisam de refeições escolares através de um mapa on-line.

Nesse momento, o apoio está sendo prestado em 30 países de baixa renda e ajudando 10 milhões de crianças. Para continuar com estes serviços, as agências precisam de US$ 600 milhões.

Mais informações na Press Release:

Futures of 370 million children in jeopardy as school closures deprive them of school meals – UNICEF and WFP

Unicef: covid-19 “está se tornando rapidamente uma crise dos direitos da criança”

Junho 3, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 12 de maio de 2020.

Agência da ONU cita piora nos efeitos socioeconômicos e necessidades das famílias com doença entrando no quinto mês; pedido de US$ 1,6 bilhão pretende apoiar resposta e proteção aos menores afetados no mundo.

A diretora executiva do Fundo da ONU para a Infância, Unicef,  Henrietta Fore aponta que a pandemia da covid-19 é “uma crise de saúde que está rapidamente se tornando uma crise dos direitos da criança”.

Em apelo global lançado esta terça-feira, a agência pediu US$ 1,6 bilhão, mais do dobro dos US$  651,1 milhões solicitados no final de março. A justificação é que as necessidades subiram devido aos efeitos socioeconômicos da doença e às crescentes necessidades das famílias com o surto que entra no quinto mês.

Recuperação

Até esta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, notificou pelo menos 4.088.848 casos confirmados e 283.153 mortes devido à doença.

No apelo, a chefe do Unicef menciona questões como encerramento de escolas, pais desempregados e famílias sob crescente tensão. Com foco em um mundo pós-pandemia, Fore ressalta que esses fundos apoiarão a resposta à crise, recuperação dos seus efeitos e proteção das crianças de consequências indiretas.

A agência ressalta que desde o início da crise, as consequências socioeconômicas da doença e as crescentes necessidades das famílias aumentaram de forma dramática.

Cerca de 1,29 bilhão de crianças em 186 países foram afetadas pelo fechamento de escolas. Outros 370 milhões de menores não recebem refeições escolares e diversos serviços de saúde e nutrição.

Mortalidade

De acordo com o Unicef, “o acesso a serviços essenciais, como cuidados médicos e vacinas de rotina, já foi comprometido para centenas de milhões de crianças”. Essa situação poderá  levar a um aumento significativo na mortalidade infantil.

O apelo chama a atenção para as preocupações com as consequências da crise para a saúde mental. A agência cita “restrições à liberdade de movimento, fechamento de escolas e consequente isolamento que, provavelmente piorarão os já altos níveis de estresse, especialmente para crianças vulneráveis”.

Outro desafio é o aumento da violência, do abuso e da  negligência de crianças que já enfrentam restrições de liberdade de movimento e dificuldades socioeconômicas.

No apelo, o Unicef enfatiza que “meninas e mulheres correm maior risco de sofrer violência sexual e de gênero”.

Crises

De acordo com a agência,  “em muitos casos, crianças refugiadas, migrantes, deslocados internos e aqueles que retornam a suas casas têm acesso reduzido a serviços e à proteção estão mais expostos à xenofobia e discriminação”.

O foco do Unicef na resposta à pandemia será para os países que viveram crises humanitárias anteriores.
As metas da atuação  incluem impedir a transmissão do vírus e mitigar o impacto colateral em crianças, mulheres e populações vulneráveis, em particular em relação ao acesso a cuidados de saúde, nutrição, água, saneamento, educação e proteção”.

Mais informações na Press release da Unicef:

UNICEF appeals for $1.6 billion to meet growing needs of children impacted by COVID-19 pandemic

Número de crianças deslocadas por conflitos e desastres atinge recorde

Maio 13, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 5 de maio de 2020.

Segundo Unicef, 19 milhões de crianças viviam nessa situação em 2019, mais do que em qualquer outro ano; pandemia de covid-19 está piorando uma situação que já era crítica.

Cerca de 19 milhões de crianças estavam deslocadas dentro de seus países devido a conflitos e violência em 2019, mais do que em qualquer outro ano. Os dados são do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

De acordo com o relatório, aconteceram cerca de 12 milhões de novos deslocamentos no ano passado. Cerca de 3,8 milhões foram causados por conflitos e 8,2 milhões por desastres, a maioria relacionados ao clima.

Riscos

Segundo o Unicef, a pandemia de covid-19 está piorando uma situação que já era crítica. Assentamentos informais estão superlotados e precisam de serviços de higiene e saúde. Muitas vezes, o distanciamento físico não é possível, criando condições que favorecem a propagação da doença.

Em nota, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que “quando surgem novas crises, como a pandemia, as crianças são especialmente vulneráveis.” Para ela, “é essencial que governos e parceiros humanitários trabalhem juntos para manter as crianças seguras, saudáveis, aprendendo e protegidas.”

Ações

O relatório analisa os riscos que estas crianças enfrentam, como trabalho infantil, casamento e tráfico, bem como as ações necessárias para protegê-las.

Segundo a agência, são necessários investimentos estratégicos e um esforço conjunto de governos, sociedade civil, empresas e atores humanitários para resolver os fatores de deslocamento.

Melhores dados, mais atualizados e de fácil acesso, que indiquem gênero e idade das crianças, também são críticos para cumprir a agenda.

O relatório afirma ainda que “essas crianças e jovens devem ter uma palavra a dizer e ser parte da solução” para o problema.

Mais informações na press release da Unicef:

19 million children internally displaced by conflict and violence in 2019, highest number ever

Unicef: crianças sob risco crescente na internet durante pandemia

Maio 4, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 15 de abril de 2020.

Análise técnica da agência pretende ajudar governos, empresas de tecnologia da informação, educadores e pais a protegerem os menores durante fase de isolamento social; mais de 1,5 bilhão de crianças e jovens estão fora da escola.

Milhões de crianças em todo o mundo estão enfrentando um risco dentro de casa por causa das medidas de quarentena contra a covid-19.

O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e seus parceiros. Com as escolas fechadas, um número recorde de alunos está passando mais tempo na frente de computadores.

Habilidades 

O diretor da Parceira Global para o Fim da Violência, Howard Taylor, disse que muitas famílias estão confiando na tecnologia e nas plataformas digitais para manter as crianças no ensino. Mas nem todas as crianças têm as habilidades para navegarem de forma segura pela internet.

Em todo o mundo, mais de 1,5 bilhão de crianças e jovens estão fora da escola. Muitos continuam participando das aulas pela internet, além de se sociabilizarem.  Mas o tempo alongado na internet também expõe as crianças a riscos de exploração sexual e abusos porque muitos predadores e criminosos estão usando a situação da pandemia para cometer delitos.

Nova realidade

Dentre os riscos ampliados pela nova realidade estão envios de imagens de teor sexual, contato com conteúdo violento e a intimidação on-line ou o bullying pela internet.

O Unicef formou uma aliança com outras agências da ONU como o Escritório sobre Drogas e Crime, Unodc, a União Internacional de Telecomunicações, UIT, OMS, Unesco e outros parceiros para alertar governos, pais e educadores para alertar sobre os riscos.

A diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore, pediu aos governos e às empresas que ajudem a manter as crianças seguras na internet aumentando as ferramentas de proteção.

Treinamento

Dentre as ações preliminares apresentadas pelo Unicef estão: governos devem aumentar os serviços de proteção e mantê-los acessíveis durante a pandemia. Além disso, deve ser oferecido treinamento para trabalhadores sociais, de educação e saúde sobre os impactos da pandemia  nas crianças. Os mecanismos de proteção devem ser ativados on-line e fora da internet para facilitar a denúncia de casos de abusos com linhas diretas de ajuda.

A indústria da tecnologia da informação e das plataformas de redes sociais devem assegurar medidas de salvaguardas especialmente para ferramentas de ensino a distância. Também é preciso garantir que as ferramentas estejam à disposição dos formadores para facilitar medidas de proteção e o acesso de crianças de lares de baixa renda ao ensino.

Aconselhamento

As escolas devem atualizar seus mecanismos e políticas de salvaguardas para adaptarem-se à nova realidade do ensino a partir de casa, promover o bom comportamento na rede e a continuidade do aconselhamento escolar.

Os pais devem garantir que os dispositivos e aparelhos usados pelas crianças tenham as últimas atualizações de software e programas de antivírus.

É necessário ainda manter um diálogo aberto com as crianças sobre com quem e como eles estão se comunicando pela internet.

É preciso ainda entrar em acordo com as crianças sobre regras de como, quando e onde a internet pode ser usada, observar sinais de estresse que podem resultar da navegação delas pela rede mundial de computadores.

Além disso, os pais precisam ter acesso às políticas escolares e de denúncias às autoridades competentes e linhas diretas de apoio caso necessário.

Press Release da Unicef:

Children at increased risk of harm online during global COVID-19 pandemic

Cinco dicas do Unicef para a segurança das crianças na internet em tempos de pandemia

Abril 30, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 20 de abril de 2020.

Com escolas fechadas por causa da covid-19, muitos alunos passam mais tempo em chats e outras atividades online; pais devem estar atentos para perigos na rede.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, está preocupado com a segurança e o bem-estar das crianças na internet.

Com cerca de 1,5 bilhão de crianças e jovens fora da escola, a rede mundial de computadores passou a ser o ponto de contato dos estudantes com o resto do mundo por um período mais longo que antes da pandemia

Para o Unicef, a nova realidade não está livre de perigos. Para minimizar os riscos online, a agência divulgou cinco dicas para os pais e tutores das crianças.

1. Mantenha uma comunicação aberta, honesta e segura com as crianças 

Garanta que elas compreendam o valor de interações sadias e de apoio e que contatos discriminatórios ou inapropriados não são aceitáveis. Se seus filhos tiverem essa experiência, peça a eles para contarem a você e note se as crianças estão retraídas ou agindo de forma secreta. Elas podem estar experimentando bullying na internet. Converse com a criança para acordar como os dispositivos podem ser usados e quando.

2. Use a tecnologia para proteger as crianças 

Cheque se o software é o mais atualizado com programas antivírus e que as configurações de privacidade foram ativadas. Mantenha as câmeras cobertas quando não tiverem sendo usadas. Ferramentas como controle parental e busca segura na rede podem ajudar a manter a criança navegando sem riscos. Tenha cautela com ferramentas gratuitas. Informações da criança com foto e nome completo jamais devem ser passadas. Sempre cheque as configurações de privacidade para minimizar roubo de dados.  Ajude seu filho a manter informações pessoais de forma segura especialmente de estranhos.

3. Passe tempo com seus filhos na internet

Crie oportunidades para que eles tenham experiências positivas com você e familiares. No atual momento é mais importante que nunca e pode despertar generosidade e empatia. Auxilie as crianças a reconhecerem informações falsas e conteúdo desapropriado para a idade delas pode aumentar a  ansiedade  sobre o covid-19. Existem conteúdos seguros e críveis do Unicef e da OMS. Você também pode ajudar os seus filhos a descobrirem jogos e aplicativos apropriados a idade deles.

4. Alimente hábitos online saudáveis

Promova e monitore um bom comportamento na internet e nas chamadas de vídeo. Ensine seus filhos a serem gentis e a respeitarem os colegas da escola. Tenha cuidado com a vestimenta na hora dessas chamadas e evite ligar do quarto de dormir. Esteja informado sobre as regras da escola para reportar bullying online.

5. Lembre-se de equilibrar a recreação na internet com as atividades fora dela incluindo tempo ao ar livre, se possível.

Mais informações na press release da Unicef:

How to keep your child safe online while stuck at home during the COVID-19 outbreak

UNICEF lança guia para ajudar escolas a combater a infecção

Março 16, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 11 de março de 2020.

Mudar os horários (com um maior distanciamento e final das aulas para diferentes turmas), promover o distanciamento social e criar momentos obrigatórios para lavar as mãos são algumas das recomendações.

Karla Pequenino

A UNICEF publicou um guia com “mensagens-chave” para ajudar a evitar a transmissão do novo coronavírus (covid-19) em espaços escolares – inclui recomendações para professores e funcionários, pais e encarregados de educação, e estudantes do pré-escolar ao ensino secundário. “São necessárias precauções para prevenir a propagação da covid-19 em ambiente escolar; no entanto, também é importante ter cautela para evitar estigmatizar estudantes e funcionários que possam ter estado expostos ao vírus”, lê-se na introdução do guia de 12 páginas, publicado esta semana. Foi elaborado com o apoio da Organização Mundial da Saúde e da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (IFRC).

Em comum, as recomendações defendem a criação de momentos obrigatórios para lavar as mãos, e estratégias promover o distanciamento social. O objectivo é ajudar educadores a diminuir a ansiedade e medo dos mais novos em torno do novo coronavírus e ajudá-los a lidar com o impacto da actual situação no seu dia-a-dia. Guias semelhantes para “escolas saudáveis e seguras”, implementados em escolas da Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa durante o surto de ébola entre 2014 e 2016, ajudaram a prevenir a transmissão do vírus nas escolas.

Sugestões da UNICEF para “escolas saudáveis e seguras”

  • Ficar em casa: professores, funcionários e alunos doentes, com sintomas, ou que estiveram em contacto com pessoas infectadas com o novo coronavírus não devem ir às aulas;
  • Lavar mais vezes as mãos: promover hábitos de higiene regulares ao criar momentos obrigatórios para lavar as mãos com água e sabão e uma solução à base de álcool quando possível; outra sugestão é criar cartazes com recomendações de boas práticas;
  • Limpar e desinfectar: desinfectar superfícies (como secretárias, corrimãos, bancadas) pelo menos uma vez por dia. A UNICEF diz que é importante dar prioridade a superfícies que são tocadas diariamente por muitas pessoas (mesas na cantina, equipamento desportivo, maçanetas de portas, brinquedos, corrimãos);
  • Promover o distanciamento social: evitar que grandes grupos de pessoas se juntem. As sugestões incluem cancelar eventos desportivos, festas e assembleias, colocar os alunos a um metro de distância quando possível, criar um modelo de ensino em que os alunos possam trabalhar sozinhos, e adaptar o horário para que diferentes turmas comecem e acabem o dia escolar em horas diferentes;
  • Aumentar ventilação: abrir janelas se o clima o permitir e ligar o ar condicionado quando disponível;
  • Prevenir o estigma: os alunos devem ser incentivados a fazerem perguntas sobre as dúvidas que tenham em torno do novo coronavírus, e a expressarem os seus sentimentos. Os professores devem prevenir o estigma ao recordar que a infecção não diferencia entre fronteiras, etnias, capacidade física, idade ou género;
  • Ajudar quem fica em casa: criar planos para manter a aprendizagem dos alunos que têm de ficar em isolamento em casa. As sugestões incluem utilizar plataformas de ensino virtual quando possível, preparar exercícios e planos de leitura para os alunos que estão em casa, e eleger professores para realizar reuniões de acompanhamento remotas, diárias ou semanais, com os alunos em isolamento para discutir planos de trabalho.

Número de crianças obesas no mundo aumentou 11 vezes em quatro décadas

Fevereiro 26, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de fevereiro de 2020.

Mais de 124 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo eram obesas em 2016, o que significa 11 vezes mais do que há quatro décadas, segundo um relatório nesta  quarta-feira divulgado pelas Nações Unidas e pela revista The Lancet.

O número de crianças e adolescentes obesos aumentou de 11 milhões em todo o mundo em 1975 para 124 milhões em 2016.

A exposição das crianças a anúncios e comerciais sobre comida não saudável (junk food) e bebidas açucaradas está associado a escolhas alimentares inadequadas e ao excesso de peso ou obesidade.

No que respeita ao contributo do marketing para a obesidade infantil, o relatório sugere que nalguns países as crianças vêem cerca de 30 mil anúncios televisivos num único ano.

“A auto-regulação da indústria falhou”, refere Anthony Costello, um dos autores do documento, elaborado pela Organização Mundial da Saúde, pela UNICEF e pela revista científica The Lancet.

Os autores apontam o dedo ao que consideram ser as “práticas exploradoras” do marketing das indústrias que promovem a fast food ou as bebidas açucaradas.

Outra das preocupações expressas do documento é a exposição dos menores a publicidade e marketing sobre o consumo de álcool e de tabaco.

Por exemplo, na Austrália as crianças e adolescentes continuam a ser expostas a mais de 50 milhões de anúncios a bebidas alcoólicas ao longo de um ano durante a transmissão televisiva de desportos como o futebol, o cricket ou o rugby.

Também nos Estados Unidos tem crescido a exposição dos jovens a anúncios sobre cigarros electrónicos ou vaping, um aumento de 250% em dois anos, com a publicidade a chegar a mais de 24 milhões de menores.

Mais informações nos links:

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(19)32540-1/fulltext

https://www.who.int/news-room/detail/19-02-2020-world-failing-to-provide-children-with-a-healthy-life-and-a-climate-fit-for-their-future-who-unicef-lancet

Bem-estar de crianças e adolescentes sob ameaça em todo o mundo, alerta estudo

Fevereiro 21, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 18 de fevereiro de 2020.

Dos países lusófonos, Portugal é o melhor posicionado em índice de sobrevivência e bem-estar, mas ocupa último lugar em nível de emissores de CO2 por pessoa; já Brasil é destacado por fortalecer sistema de informações de saúde; novo estudo adverte para excessos de emissões de carbono em economias mais ricas.

Nenhum país protege de forma adequada a saúde, o ambiente e o futuro das crianças, segundo um relatório de 40 especialistas em saúde infantil e de adolescentes em todo o mundo.

A publicação A Future for the World’s Children? ou Um Futuro para Crianças do Mundo?, em tradução livre, mostra que menores de idade na Noruega, na Coreia do Sul e na Holanda têm maior chance de sobrevivência e bem-estar.

Língua Portuguesa

Dentre as nações de língua portuguesa, Portugal figura na posição 22 do índice que compara indicadores como saúde, educação e nutrição. A seguir estão Brasil em 90º, Cabo Verde em 109º e São Tomé e Príncipe em 125.  Já Timor-Leste aparece na posição 135, Angola em 161º, Guiné-Bissau em 166º e Moçambique na posição 170.

Nos piores cenários entre os 180 Estados analisados estão República Centro-Africana, Chade, Somália, Níger e Mali.

O estudo inclui o índice de sustentabilidade revelando que cada pessoa dos países mais desenvolvidos emite mais dióxido de carbono, CO2, do que o objetivo nacional definido para 2030. Entre as questões avaliadas estão equidade e diferenças de rendimentos.

Entre os países lusófonos, Portugal está em 129º lugar no ranking de sustentabilidade, Brasil vem em 89, Angola 63, Cabo Verde 59 e São Tomé e Príncipe em 41. Timor-Leste está em 33º lugar, Moçambique em 29º e Guiné-Bissau em 16º.

Países ricos

Entre os maiores países emissores de gás carbônico estão Estados Unidos, Austrália e Arábia Saudita. O documento destaca que as emissões nas economias mais ricas são feitas de forma desproporcional.

A Comissão formada pela Organização Mundial da Saúde, OMS,  o Fundo da ONU para a Infância Unicef, e a revista médica The Lancet destacam que a saúde e o futuro de crianças e adolescentes em todo o mundo estão sob ameaça.

Entre os  fatores que agravam essa situação estão  a degradação ecológica, a mudança climática e as práticas de marketing prejudiciais que promovem alimentos processados, bebidas açucaradas, álcool e tabaco.

O Brasil é destacado entre os países de renda média por investir no reforço do seu sistema de informações de saúde de rotina como parte da reforma do sistema de saúde.

Crianças

Aos países em desenvolvimento, o documento recomenda mais ações para que suas crianças vivam de forma mais saudável por causa da ameaça das emissões excessivas de carbono para seu futuro.

O estudo alerta para consequências arrasadoras para a saúde infantil se o aquecimento global ultrapassar os 4 °C até 2100, de acordo com as projeções atuais. A consequência incluem ondas de calor extremo e proliferação de doenças como a malária o dengue além de condições como a subnutrição.

Mais informações nos links:

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(19)32540-1/fulltext

https://www.who.int/news-room/detail/19-02-2020-world-failing-to-provide-children-with-a-healthy-life-and-a-climate-fit-for-their-future-who-unicef-lancet

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