Metade dos adolescentes é vítima de violência na escola. UNICEF apresenta medidas contra o “bullying”

Setembro 20, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Sapolifestyle de 6 de setembro de 2018.

Quase metade (46%) dos jovens portugueses entre os 13 e os 15 anos afirmam ter sofrido ou ter estado envolvidos em situações de bullying no ano anterior.

Metade dos alunos em todo o mundo com idades entre os 13 e os 15 anos – cerca de 150 milhões de jovens – relatam ter passado por violência entre pares na escola ou nas imediações desta, de acordo com um novo relatório lançado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Metade dos alunos em todo o mundo com idades entre os 13 e os 15 anos – cerca de 150 milhões de jovens – relatam ter passado por violência entre pares na escola ou nas imediações desta, de acordo com um novo relatório lançado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Todos os dias, existem alunos que enfrentam vários perigos, entre os quais confrontos físicos, pressão para se juntarem a gangues, bullying – tanto em pessoa, como online -, disciplinação violenta, assédio sexual e violência armada. A curto-prazo, isto tem efeitos na sua aprendizagem e, a longo-prazo, pode levar à depressão, à ansiedade e até mesmo ao suicídio. A violência é uma lição que não se esquece e nenhuma criança deveria ter de a experimentar”, acrescenta.

O relatório enumera as várias formas de violência que os alunos enfrentam no interior e no exterior da sala de aulas. Segundo os últimos dados, pouco mais de um em cada três alunos entre os 13 e os 15 anos sofre bullying e uma proporção sensivelmente igual está envolvida em confrontos físicos.

Três em cada 10 alunos em 39 países na Europa e América do Norte admitem ter praticado bullying contra pares seus. Em 2017, foram documentados ou confirmados 396 ataques contra escolas na República Democrática do Congo, 26 no Sudão do Sul, 67 na Síria e 20 no Iémen.

Perto de 750 milhões de crianças em idade escolar vivem em países onde os castigos corporais na escola não são totalmente proibidos.

Apesar do risco de bullying ser semelhante entre raparigas e rapazes, as primeiras têm mais probabilidades de sofrer bullying psicológico e os rapazes têm maior risco de sofrer agressões e ameaças físicas.

UNICEF apresenta a solução

Em comunicado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância informa que vai levar a cabo uma série de “#ENDviolence Youth Talks” em vários locais do mundo nos próximos meses. Esta série de debates moderadas por alunos dará aos jovens uma plataforma de partilha das suas experiências de violência e dará voz à sua necessidade de se sentirem seguros nas escolas e nas imediações desta. Daqui resultarão ainda uma série de recomendações para os líderes mundiais.

Para que se acabe com a violência nas escolas, a UNICEF e os seus parceiros apelam à ação imediata através de implementação de políticas e adoção de legislação necessárias para proteger os alunos da violência nas escolas e reforço das medidas de prevenção e de resposta nas escolas.

A UNICEF apela ainda às comunidades e indivíduos para que se apoiem os jovens quando estes falam sobre a violência de que foram vítimas e para que trabalhem no sentido de uma mudança de cultura nas salas de aula e comunidades.

Aquele organismo das Nações Unidos defende investimentos mais eficazes e direcionados a soluções comprovadas que ajudem os alunos e as escolas a manterem-se em segurança, assim como a melhoria da recolha de dados sobre a violência contra crianças nas escolas e imediações, assim como partilha daquilo que resulta.

O documento citado na notícia é o seguinte:

An Everyday Lesson #END Violence in Schools

 

Unicef alerta sobre riscos para crianças mexicanas e centro-americanas deportadas

Agosto 30, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia da ONU NEWS de 16 de agosto de 2018.

Menores deportados do México e dos Estados Unidos sofrem consequências da pobreza, da extrema violência, falta de oportunidades e outras ameaças; em Honduras, por exemplo, 74% das crianças vivem na pobreza; na Guatemala, 942 crianças tiveram mortes violentas no ano passado.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que crianças migrantes do México e da América Central estão correndo graves riscos ao serem deportadas.

Num relatório, divulgado nesta quinta-feira, em Nova Iorque e na Cidade do Panamá, a agência informou que causas como violência extrema, pobreza e falta de oportunidades não apenas provocam a migração do norte da América Central e do México, mas também são consequências para deportações realizadas pelos Estados Unidos e pelo México dessas crianças.

Indiferença

El Salvador, Guatemala e Honduras foram os países citados no estudo com altas taxas de homicídio de crianças e extrema pobreza.

Mary, da Guatemala, disse que onde vive, a cada três dias uma pessoa é assassinada.

O Unicef pediu aos governos que cooperem entre si para implementar medidas que aliviem as causas da migração forçada e irregular protegendo as crianças refugiadas e migrantes.

O relatório Uprooted in Central America and Mexico analisa desafios e perigos enfrentados por milhões de crianças na região que são vítimas da pobreza, da violência, da indiferença e do medo da deportação. A declaração foi dada pela diretora regional do Unicef na América Latina e no Caribe, Cristina Perceval.

Ela lembrou que em muitos casos, as crianças são levadas de volta para casa sem terem um lar e acabam nas mãos de gangues.

Assassinatos

Na Guatemala, 74% das crianças vivem na pobreza. As taxas para El Salvador e Honduras são 44% e 68%, respectivamente. Quando se fala de violência, a Guatemala registrou, no ano passado, 942 menores tiveram mortes violentas. Muitas crianças em Honduras, El Salvador e Guatemala são recrutadas por bandidos, sofrem com abusos e até assassinatos.

Entre 2008 e 2016, pelo menos uma criança morreu por dia em Honduras. Zoe disse que o pai o convenceu a sair do país em busca de uma vida melhor e de proteção.

Ainda de acordo com o estudo do Unicef, o estigma é um outro problema para as crianças centro-americanas deportadas. Elas ficam conhecidas pelo fracasso de chegar ao México ou aos Estados Unidos. O estigma também dificulta a reintegração delas na escola e no caso dos adultos a encontrar um trabalho.

Famílias

A agência da ONU afirmou que a separação das famílias e a detenção de menores migrantes são profundamente traumatizantes e podem ter um efeito negativo para o desenvolvimento das crianças a longo prazo. Para o Unicef, manter as famílias juntas é melhor para crianças migrantes e refugiadas.

O relatório traz uma série de recomendações para que as crianças fiquem seguras e para reduzir as causas que levam com que crianças e famílias deixem seus lares à procura de segurança ou de um futuro com mais esperança.

Para a chefe regional do Unicef, os governos têm agora uma oportunidade de fazer o que é certo ao implementar maneiras de aliviar as causas da migração e proteger as crianças em trânsito.

Entre 2016 e abril de 2018, quase 68,5 mil crianças foram detidas no México e mais de nove em cada 10 foram deportadas para os países da América Central.

O relatório citado é o seguinte:

Uprooted in Central America and Mexico: Migrant and refugee children face a vicious cycle of hardship and danger

Mais de 900 crianças-soldado já foram libertadas no Sudão do Sul este ano

Agosto 21, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia da ONU News de 8 de agosto de 2018.

Novo grupo de meninos e meninas entregaram suas armas esta semana; cerca de 19 mil continuam em fileiras de grupos armados; Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, precisa de US$ 45 milhões para reintegrar estas crianças nos próximos três anos.

Mais de 100 crianças foram libertadas na terça-feira por grupos armados no Sudão do Sul elevando o total de crianças soldado que conseguiram liberdade para mais de 900 este ano.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, este foi o quarto grupo libertado este ano. Mais meninos e meninas devem ser libertados nos próximos meses.

Progresso

O representante do Unicef no país, Mahimbo Mdoe, disse que “o progresso feito este ano dá esperança de que, um dia, todas as 19 mil crianças que ainda servem nos grupos armados e forças armadas possam ser devolvidos às suas famílias.”

Segundo ele, “até esse objetivo ser atingido, o trabalho para acabar com o recrutamento e uso de crianças tem de continuar.”

O grupo libertado esta semana incluía 90 meninos e 38 meninas. As crianças estavam associadas ao Movimento Nacional de Libertação do Sudão do Sul, que em 2016 assinou um acordo de paz com o governo.

Reintegração

O Unicef organizou uma cerimônia na cidade de Yambio, no sul do país, para marcar o momento. As crianças entregaram as suas armas e receberam roupas de civis. Todas vão fazer exames médicos e receber apoio psicossocial, como parte de um plano de reintegração.

Quando as crianças voltarem a casa, as famílias vão receber três meses de ajuda alimentar do Programa Mundial de Alimentos, PMA. Também receberão treinamento vocacional, porque capacidade de se sustentar é um fator importante na associação a grupos armados.

Além dos serviços relacionados com os meios de subsistência, o Unicef e os parceiros vão assegurar serviços de educação específicos e centros de aprendizagem acelerada.

Parceria

Este esforço é uma parceria entre o Unicef, a Missão da ONU no país, Unmiss, e parceiros do governo. O representante da agência das Nações Unidas explica que “negociações com as partes em conflito exigem energia e compromissos consideráveis ​​de todos os envolvidos.”

O Unicef diz que são precisos US$ 45 milhões para apoiar a desmobilização e reintegração de 19 mil crianças nos próximos três anos.

 

 

Unicef e OMS alertam: 78 milhões de bebés não são amamentados na primeira hora após o parto

Agosto 10, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia da SIC Notícias de 31 de julho de 2018.

Cerca de 78 milhões de bebés (60% do total) não são amamentados na primeira hora de vida, aumentando o risco de morte e de doença, alertaram hoje a Unicef e a Organização Mundial de Saúde num novo estudo.

As organizações notam que a maior parte destes bebés nasce em países de rendimento baixo e salientam que mesmo uma demora de algumas horas na amamentação após o nascimento pode colocar as crianças em risco de vida.

O contacto pele com pele na amamentação estimula a produção de leite nas mães, incluindo o colostro, rico em nutrientes e anticorpos, chamado a “primeira vacina” de um bebé.

As taxas de amamentação na primeira hora após o nascimento são mais altas na África Austral e do Sul (65%) e mais baixas no leste da Ásia e Pacífico (32%), refere-se no relatório.

Em países como o Burundi, Sri Lanka e Vanuatu, 90% dos bebés são amamentados na primeira hora, enquanto no Azerbaijão, Chade e Montenegro, só dois em cada dez são amamentados.

O diretor-geral da OMS, Tedrso Adhanom Ghebreyesus, salientou que “a amamentação é o melhor começo de vida possível” e defendeu que é preciso as famílias, sistemas de saúde, patrões e governos apoiarem as mães para “darem aos filhos o começo que merecem”.

No relatório, chamado “Capturar o momento”, elencam-se razões que fazem demorar o primeiro aleitamento, como diferenças nos cuidados às mães e recém-nascidos.

Em muitos casos, os bebés são separados das mães imediatamente após o nascimento e não é a presença de pessoal qualificado a assistir aos partos que afeta a frequência da amamentação após o nascimento.

Práticas como dar aos recém-nascidos leite preparado, mel ou água açucarada ainda contribuem para adiar o primeiro contacto do bebé com a sua mãe.

Outro fator é o aumento de cesarianas, que em países como Egito mais do que duplicaram entre 2005 e 2014, de 20% para 52%, enquanto a percentagem de bebés amamentados desde logo desceu de 40% para 27%.

Estudos anteriores citados no documento agora divulgado mostram que os recém-nascidos que foram amamentados entre as duas e as 23 horas a seguir ao parto tinham 33% mais riscos de morrer do que os que foram amamentados antes.

Entre os recém-nascidos amamentados a partir do dia seguinte ao nascimento, o risco duplicava.

No relatório apela-se aos governos, doadores e decisores para que adotem medidas legais fortes para restringir a publicidade de leite preparado para recém-nascidos e outros substitutos do leite materno.

Lusa

O relatório Capture the Moment: Early initiation of breastfeeding – the best start for every newborn pode ser consultado no link:

https://www.unicef.org/press-releases/3-5-babies-not-breastfed-first-hour-life

 

 

Conferência Internacional de Aleitamento Materno 2018 – 28 de Setembro no Porto

Agosto 8, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

mais informações no link:

https://www.unicef.pt/o-que-fazemos/o-nosso-trabalho-em-portugal/iniciativa-amiga-dos-bebes/conf-int-am-2018-porto/

 

A cada três minutos uma rapariga foi infetada com VIH em 2017

Agosto 7, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do site Sapo24 de 25 de julho de 2018.

Cerca de 30 jovens entre os 15 e os 19 anos foram infetados com VIH/Sida em cada hora de 2017, dois terços raparigas, pelo que a cada três minutos uma adolescente foi infetada, segundo um relatório hoje divulgado.

Intitulado “Mulheres: No centro da resposta ao VIH para crianças”, o documento é o mais recente relatório da UNICEF sobre a sida e foi hoje apresentado em Amesterdão, onde decorre uma conferência internacional sobre o tema.

A UNICEF considera que o facto de não se ter conseguido chegar a estes jovens está a desacelerar o progresso alcançado no mundo nas últimas décadas na luta contra a epidemia.

Henrietta Fore, diretora executiva da UNICEF, diz que os números identificam “uma crise de saúde mas também uma crise de ação”, e acrescenta que, “na maioria dos países, mulheres e raparigas não têm acesso a informação, a serviços ou até mesmo o poder de dizer ‘não’ a sexo desprotegido”.

De acordo com os números do relatório, só no ano passado morreram de sida 130.000 crianças e adolescentes com 19 anos ou menos, enquanto 430.000 foram infetados.

O documento precisa que os adolescentes entre os 10 e os 19 anos são quase dois terços dos três milhões de crianças e jovens (entre os 0 e os 19 anos) que vivem com VIH, e salienta que o número de mortes tem diminuído em todos os grupos etários, menos entre os adolescentes dos 15 aos 19 anos.

A propagação da epidemia entre raparigas, diz a UNICEF, está a ser impulsionada pela prática de sexo precoce, relações sexuais forçadas, “a incapacidade de ter uma voz em assuntos relacionados com sexo e a falta de acesso a aconselhamento e serviços de despistagem confidenciais”.

A UNICEF, com a agência das Nações Unidas de combate à sida, ONUSIDA, e outros parceiros, lançou iniciativas destinadas aos adolescentes, uma delas destinada a jovens de 25 países com mais casos de infeções e outra destinada a reduzir o número de novas infeções.

Estas iniciativas, e outras antes, levaram a um “sucesso significativo na prevenção da transmissão do VIH de mãe-para-filho”, indica o relatório, segundo o qual o número de novas infeções entre crianças dos 0 aos 04 anos caiu um terço entre 2010 e 2017.

Hoje, quatro em cada cinco mulheres grávidas com VIH têm acesso a tratamentos. Na região da África Austral, durante muito tempo das zonas mais afetadas, o Botsuana e a África do Sul têm agora taxas de transmissão de mãe-para-filho de apenas de 5%, e mais de 90% das mulheres com VIH estão em tratamento.

Descarregar o relatório Women: At the Heart of the HIV Response for Children nos seguintes links:

https://www.unicef.pt/actualidade/noticias/aids-report-2018/

https://www.unicef.org/hiv/hiv-women-heart-of-response

 

 

 

 

As crianças não devem ser separadas das suas famílias devido ao seu estatuto de migração – Unicef

Junho 21, 2018 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia e foto da Unicef de 19 de junho de 2018.

Declaração atribuível à Directora Executiva da UNICEF, Henrietta H. Fore, sobre a situação das crianças migrantes e das suas famílias nos EUA.

“As histórias de crianças, algumas ainda bebés, que são separadas dos seus pais quando procuram segurança nos EUA são chocantes.

“As crianças – independentemente de onde venham ou do seu estatuto de migração – são crianças antes e acima de tudo. As que não tiveram outra escolha que não abandonar as suas casas têm direito à protecção, a acesso a serviços essenciais e a estar com as suas famílias – tal como todas as crianças. É a concretização destes direitos que dá a todas as crianças a melhor oportunidade de virem a ter um futuro saudável, feliz e produtivo.

“A detenção e a separação familiar são experiências traumáticas que podem deixar as crianças mais vulneráveis à exploração e abusos e podem criar stress tóxico que, como indicam vários estudos, podem ter impacto no desenvolvimento a longo prazo das crianças.

“Estas práticas não são do interesse superior de ninguém e muito menos das crianças, que são quem mais sofre os seus efeitos. O bem-estar das crianças é a mais importante das considerações.

“Durante décadas, o Governo e o povo dos EUA apoiaram os nossos esforços para ajudar as crianças refugiadas, requerentes de asilo e migrantes afectadas por crises em todo o mundo. Quer se trate da guerra na Síria ou no Sudão do Sul, da fome na Somália ou de um sismo no Haiti, os EUA sempre apoiaram e acolheram crianças desenraizadas.

“Tenho esperança que o interesse superior das crianças refugiadas e migrantes seja um pilar na aplicação dos procedimentos e na legislação dos EUA relativos ao asilo.”

 

 

 

 

Solidariedade é a palavra a usar este ano no Dia Mundial do Refugiado – 20 de junho

Junho 20, 2018 às 11:15 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Texto do CPR de 19 de junho de 2018.

Lisboa, 19 de junho de 2018 (LUSA/CPR) – A palavra “solidariedade” dá o mote este ano às iniciativas do Conselho Português para os Refugiados (CPR) marcadas para o Dia Mundial do Refugiado, data assinalada esta quarta-feira.

“No Dia Mundial do Refugiado, pretendemos mobilizar o apoio público e expressar a nossa solidariedade para com os refugiados e as comunidades que os acolhem”, referiu a organização não-governamental, numa nota enviada à Lusa.

Nesta data, instituída em dezembro de 2000 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, “o mundo celebra a coragem e a resiliência de milhões de refugiados, numa altura em que as guerras e os conflitos civis se multiplicam e as necessidades superam, muitas vezes, a assistência oferecida a esta população tão vulnerável”, destacou o CPR, relembrando ainda que “uma retórica anti-migração está em ascensão na Europa” e que “os esforços para a combater são essenciais”.

Depois de 2017 ter homenageado as autarquias que acolheram migrantes em Portugal, o CPR foca este ano as atenções nas associações que foram criadas para apoiar os refugiados.

Neste contexto, o CPR promove na quarta-feira, entre outras iniciativas, um fórum de refugiados, “uma reflexão alargada que dará voz aos refugiados” segundo a organização não-governamental, que vai contar com a participação da Associação de Refugiados em Portugal (ARP) e da União dos Refugiados em Portugal (UREP).

As iniciativas são desenvolvidas em estreita parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Neste dia, o CPR relembra ainda a petição online lançada em junho de 2016 pelo ACNUR (#WithRefugees).

A petição, que na segunda-feira à tarde ultrapassava as 1,9 milhões de assinaturas, foi criada para “enviar uma mensagem aos governos de que devem trabalhar em conjunto e fazer a respetiva parte”.

O Dia Mundial do Refugiado é assinalado este ano num momento em que a comunidade internacional, sob os auspícios das Nações Unidas, está em negociações para tentar formalizar, até finais de 2018, um pacto global para os refugiados e para uma migração segura, regular e ordenada.

O ‘Global Compact for Migration’ (na versão em inglês) deu os primeiros passos em setembro de 2016, quando os 193 membros da Assembleia-Geral da ONU adotaram por unanimidade a chamada “Declaração de Nova Iorque”. Até ao próximo mês de julho, o texto preliminar do documento está a ser discutido em consultas formais.

O processo sofreu um revés quando, em dezembro passado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu retirar os Estados Unidos deste pacto da ONU, alegando que o acordo é “incompatível” com a política da atual administração norte-americana.

Apesar da retirada norte-americana, as Nações Unidas mantêm a meta de adotar o pacto global durante uma conferência intergovernamental a realizar ainda este ano.

 

mais informações nos links:

https://www.unicef.org/press-releases/around-30-million-children-displaced-conflict-need-protection-now-and-sustainable

http://www.acnur.org/portugues/2018/06/19/mais-de-68-milhoes-de-pessoas-deslocadas-em-2017-e-essencial-um-novo-acordo-global-sobre-refugiados/

https://www.ohchr.org/EN/NewsEvents/Pages/DisplayNews.aspx?NewsID=23223&LangID=E

 

Unicef e Eurochild lançam novo inquérito: que tipo de Europa querem as crianças?

Junho 13, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do site Sapolifestyle de 6 de junho de 2018.

As crianças e jovens são, a partir de hoje, desafiadas a responder a um inquérito europeu desenvolvido por duas organizações para aferir o que pensam e o que querem da Europa.

A pesquisa online que está a ser promovida pela Unicef e pela Eurochild (uma rede de organizações e pessoas que trabalham pela melhoria da qualidade de vida das crianças e adolescentes), está aberta a crianças de todas as idades.

Embora visem crianças e jovens que vivem na União Europeia, o inquérito também recebe respostas fora da UE, estando a pesquisa disponível em pelo menos 19 idiomas.

Segundo as duas organizações, o inquérito online intitulado “Que tipo de Europa as crianças querem?” destina-se a captar as opiniões de crianças e jovens sobre o futuro da Europa e será uma rara oportunidade para as crianças que vivem no continente terem as suas vozes ouvidas pelos principais líderes da União Europeia.

Os tópicos abordados incluem a experiência das crianças sobre a vida familiar, a escola e a sociedade, a migração, bem como os seus pensamentos sobre a Europa

A pesquisa é escrita em linguagem amiga da criança, a fim de incentivar as respostas de menores de 18 anos de idade e os seus resultados serão anunciados numa sessão especial do Parlamento Europeu a 20 de novembro – Dia Universal da Criança – com a participação de uma delegação de crianças e jovens.

A partir de hoje e até 21 de setembro escolas e outras entidades que trabalham com crianças e jovens são incentivadas a usar as diretrizes fornecidas on-line para estimular discussões aprofundadas.

Em novembro de 2017, o Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, comprometeu-se a organizar um evento no plenário do Parlamento Europeu para fazer um balanço anual do trabalho do Parlamento Europeu sobre os direitos da criança.

Inquérito no link:

http://www.eurochild.org/news/news-details/article/what-kind-of-europe-do-children-want-unicef-eurochild-launch-a-survey-on-the-europe-kids-want/?tx_news_pi1%5Bcontroller%5D=News&tx_news_pi1%5Baction%5D=detail&cHash=ba5c6db8854350b038f9343540a1e6f4

Mais de 150 milhões de meninas em risco de casamento forçado até 2030 – UNICEF

Março 25, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do http://www.destak.pt/ de 6 de março de 2018.

Mais de 150 milhões de meninas correm o risco de ser submetidas a casamentos forçados até 2030, se não se acelerarem os progressos em algumas regiões do mundo, alertou hoje a UNICEF.

Em comunicado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) referiu que, no ano passado, cerca de 25 milhões de casamentos infantis foram impedidos em todo o mundo, salientando que apesar da “redução significativa” de 15% na última década, esta é uma realidade que afeta ainda 12 milhões de meninas por ano.

“Dado o forte impacto que o casamento infantil pode ter na vida de uma menina, recebemos qualquer redução como uma boa notícia, mas ainda temos um longo caminho por percorrer”, declarou a assessora principal da UNICEF em matéria de género, Anju Malhotra.

Destak/Lusa

Infografia completa da Unicef:

https://www.unicef.org/protection/57929_child-marriage-infographic.html

Comunicado de imprensa da Unicef Portugal

25 milhões de casamentos infantis impedidos na última década devido a rápidos  progressos, de acordo com novas estimativas da UNICEF

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.