Reduzir as disparidades: O poder dos investimentos nas crianças mais pobres – novo estudo da Unicef

Julho 11, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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descarregar o estudo Narrowing the Gaps: The power of investing in the poorest children e mais informações em português no link:

http://www.unicef.pt/reduzir-as-disparidades/

Um quarto das famílias portuguesas com crianças tem dificuldade no acesso a alimentos

Julho 7, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/de 4 de julho de 2017.

A Unicef estima que, no mundo inteiro, 688 milhões de crianças são afectadas pela insegurança alimentar. Em Portugal, esta realidade afecta 25% das famílias com crianças menores de 15 anos.

Beatriz Silva Pinto

Com base nos dados da sondagem da Gallup World Poll, a Unicef quis avaliar como estão os agregados familiares com crianças com menos de 15 anos, focando a insegurança alimentar. Alguns resultados do relatório divulgado nesta segunda-feira: estima-se que 45% das crianças com menos de 15 anos, de 147 países e quatro territórios analisados, vivem com alguém que reporta que, nos 12 meses anteriores ao inquérito, houve alturas em que não teve dinheiro para comprar comida. Na União Europeia esta taxa foi de 20%. Em Portugal é maior: 25%.

A vizinha Espanha alcança um valor inferior, com 13,17%. Entre os países europeus com o menor valor deste indicador encontram-se Suécia (3,42%), Noruega (5,65%), Luxemburgo (5,99%), Alemanha (7,27%), Croácia (7,33%), Dinamarca (7,64%), Suíça (7,94%) e Finlândia (8,61%), os únicos que registam valores inferiores a 10%.

O mesmo relatório sublinha que em Portugal 2% das crianças, com idades entre 1 e 15 anos, não comem três refeições por dia e que o rácio de pobreza na população menor de 18 anos é de 18% – dados de 2009 retirados do relatório Estatísticas do rendimento e das condições de vida na União Europeia. Refira-se ainda que a percentagem da insegurança alimentar nos agregados familiares com pelo menos uma criança com menos de 15 anos é maior (24,96%) do que na generalidade de agregados familiares portugueses (19,04%).

À volta do mundo, são 688 milhões de crianças menores de 15 anos que vivem num agregado familiar em que não houve dinheiro suficiente para comprar comida durante o ano anterior ao inquérito de 2014/2015. São os territórios de África que apresentam maior percentagem neste indicador, sendo que na África Oriental e Meridional, o valor atinge os 66%. África Ocidental e Central registam 60% e o Corno de África 57%. No Médio Oriente e no Norte de África, a percentagem é inferior: 34%. A América Central fica nos 55%, a América do Sul nos 37% e a América do Norte nos 27%. Por sua vez, o Sudoeste Asiático regista uma percentagem de 45% e o Sul Asiático de 38%. A Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que envolve onze repúblicas que pertenciam à antiga União Soviética, chega aos 28% e a União Europeia (sem a CEI) fica-se pelos 20%. Com um valor inferior ao de Europa está a Ásia Oriental, que apresenta a menor percentagem: 15%.

O aumento global da insegurança alimentar

Pode ainda observar-se que a segurança alimentar (factor traduzido na expressão “teve dinheiro suficiente para comprar alimentos nos últimos 12 meses”) tem vindo a diminuir globalmente desde 2006 (ano em que 84% dos agregados, com ou sem crianças com idade inferior a 15 anos, diziam que tinham conseguido comprar os alimentos necessários), tendo sofrido uma descida acentuada de 2007 (80%) para 2008 (71%), fase correspondente ao início da crise financeira. Desde 2013 até 2015, a taxa manteve-se nos 69%. O estudo revela, ainda, que, em todos países da amostra, é possível concluir que a segurança alimentar é mais sensível ao rendimento nos agregados familiares com crianças com idades inferiores a 15 anos do que na população entre os 15 e 24 anos.

No entanto, a Unicef alerta: visto que não foram incluídos países para os quais não havia dados suficientes, a estimativa de insegurança alimentar nos agregados familiares pode estar subestimada a nível global.

O relatório não deixa de ressalvar, por fim, que é “indubitavelmente” diferente falar-se de insegurança alimentar em regiões como a África subsariana e a Europa, por exemplo.

Texto editado por Pedro Sales Dias

 

 

 

Building the Future: Children and the Sustainable Development Goals in Rich Countries : Report Card 14 – novo relatório da Unicef

Julho 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório e mais informações no link:

https://www.unicef-irc.org/article/1620/

informações em português no link:

http://www.unicef.pt/Report-Card-14-Construir-o-futuro/

 

Daesh usa crianças como alvos para evitar fuga de civis em Mossul

Junho 23, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.cmjornal.pt/ de 22 de junho de 2017.

As Nações Unidas afirmam que os combatentes do Daesh usam as crianças como alvos em Mossul para evitar a fuga de civis da cidade enquanto as forças iraquianas tentam entrar no último reduto no Iraque dos extremistas.

Num relatório apresentado esta quinta-feira, a agência das Nações Unidas para as crianças disse que documentou uma série de casos de combatentes do Daesh que mataram os filhos das famílias que tentam fugir dos bairros controlados pelo grupo na segunda maior cidade iraquiana.

A UNICEF diz que 1.075 crianças foram mortas e 1.130 feridas desde que os combatentes do Daesh tomaram o controlo de quase um terço do Iraque em 2014.

Além do elevado número de civis mortos, a luta atual para retomar o controlo de Mossul causou destruição generalizada.

Oficiais iraquianos e norte-americanos afirmaram que a mesquita Al Nuri e famoso minarete foram destruídos por combatentes do Daesh na noite de quarta-feira.

descarregar o relatório citado na notícia:

NOWHERE TO GO: IRAQI CHILDREN TRAPPED IN CYCLES OF VIOLENCE

mais informações em português:

Crianças no Iraque presas em ciclos de violência e pobreza numa altura em que o conflito atinge níveis sem precedentes

 

Unicef diz que Portugal lidera em “saúde de qualidade” e “bem-estar” das crianças

Junho 16, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 15 de junho de 2017.

No critério “erradicar a fome” entre as crianças o país sai-se mal. Mas aparece em primeiro lugar em matéria de saúde e “bem-estar”, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira.

Lusa

Portugal é o país que apresenta melhores índices de saúde de qualidade e bem-estar das crianças entre os Estados mais desenvolvidos, embora na classificação geral sobre situação das crianças apareça na 18.ª posição.

Os números fazem parte do último relatório da Unicef sobre a situação das crianças nos 41 países considerados mais ricos, incluindo os da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Construir o Futuro: As crianças e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável nos países ricos é o tema do relatório, o primeiro que avalia a situação das crianças nesses 41 países relativamente aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável identificados como os mais importantes para o bem-estar das crianças.

Na posição 18 em termos gerais, Portugal aparece quase sempre em posições de pouco destaque, sendo a posição 32 a mais baixa, no critério “erradicar a fome”. Já nos critérios “saúde de qualidade” e “bem-estar”, e ainda no critério “consumo e produção responsáveis” o país está em 1.º.

A posição cimeira é justificada por uma taxa de mortalidade neonatal baixa, uma taxa de suicídio de adolescentes também baixa e poucos casos de crianças entre 11 e 15 anos com problemas psicológicos.

E depois tem também das taxas mais baixas (a segunda mais baixa) de crianças que consomem álcool e uma taxa a baixar acentuadamente de casos de gravidez na adolescência.

Excesso de obesidade

De acordo com o documento, a 32.ª posição no critério “erradicar a fome e garantir uma alimentação de qualidade” indica que no país 18,2% das crianças menores de 15 anos vivem com um adulto que enfrenta insegurança alimentar. Portugal tem também a quinta taxa de obesidade infantil mais elevada.

No critério “erradicar a pobreza” o país aparece também baixo na tabela, com uma em cada quatro crianças a viver em pobreza de rendimentos relativa, diz-se no documento.

Na “produção e consumo sustentáveis” Portugal é também país de topo, sendo aquele entre os 41 em que há maior proporção de jovens de 15 anos familiarizados com pelo menos cinco ou mais problemas ambientais.

Sem liderar, o país tem também boa prestação em matérias como “igualdade do género” (6.ª percentagem mais baixa de mulheres jovens que dizem ter sofrido violência sexual), ou “cidades seguras e sustentáveis” (7.ª posição quanto à qualidade do ar).

Nem estudam, nem trabalham

Mas Portugal cai depois para meio da tabela no critério “educação”, avaliadas as competências em leitura, matemática e ciências, e na promoção de um “trabalho digno e crescimento económico” (26.º lugar), com 6,1% dos jovens entre 15-19 anos que não estudam nem trabalham.

Na “redução das desigualdades” o 27.º lugar indica grandes diferenças entre os salários mais altos e mais baixos do país, e na “promoção da paz, justiça e instituições eficazes” o mesmo lugar deve-se muito a actos de violência física ou psicológica.

Portugal tem uma boa classificação (12.º lugar) quanto à taxa de suicídio de crianças (das mais baixas, 0,25 por cada 100.000 habitantes), mas a taxa dos que dizem ser alvo de bullying é a oitava mais elevada.

Em termos gerais, e sempre sobre os países mais ricos, o relatório da Unicef mostra por exemplo que uma em cada cinco crianças vive em pobreza relativa e que uma em cada oito enfrenta insegurança alimentar. Ou que mesmo em países como Japão e Finlândia cerca de um quinto dos adolescentes com 15 anos não tem níveis mínimos de competências em leitura, matemática e ciências.

A tabela é positiva para os países nórdicos, a Alemanha e a Suíça, e menos positivos para os países mais pobres do grupo, como a Roménia, a Bulgária e o Chile.

Na lista dos 41 países os Estados Unidos ocupam o lugar 37.

mais informações no comunicado de imprensa da Unicef Portugal:

Nos países ricos, 1 cada 5 crianças vive em pobreza de rendimento relativa, 1 em cada 8 enfrenta insegurança alimentar – UNICEF

 

 

 

Uma criança é uma criança : proteger as crianças em movimento contra a violência, abusos e exploração – novo relatório da Unicef

Junho 1, 2017 às 9:20 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório da Unicef e mais informações no link:

http://www.unicef.pt/uma-crianca-e-uma-crianca/

Número de crianças refugiadas e migrantes que viajam sozinhas é cinco vezes superior ao de 2010

Maio 21, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 17 de maio de 2017.

 

 

Número de crianças refugiadas e migrantes

que viajam sozinhas é cinco vezes superior ao de 2010

Em antecipação da reunião do G7, a UNICEF apela aos líderes mundiais para que adoptem uma agenda de seis pontos para proteger as crianças refugiadas e migrantes

“Ele disse-me que se não dormisse com ele, não me trazia para a Europa. E violou-me.” Mary, 17 anos, da Nigéria

NOVA IORQUE, 17 de Maio de 2017 – O número total de crianças refugiadas e migrantes que se deslocam sozinhas aumentou quase cinco vezes desde 2010, segundo um novo relatório da UNICEF divulgado hoje. Em 2015-2016, pelo menos 300.000 crianças não acompanhadas e separadas foram registadas em cerca de 80 países, número que em 2010-2011 foi de 66.000.

‘A Child is a Child: Protecting children on the move from violence, abuse and exploitation’ (‘Uma criança é uma criança: Proteger as crianças em movimento contra a violência, abusos e exploração’) apresenta uma visão global sobre as crianças refugiadas e migrantes, as motivações que estão por trás das suas jornadas e os riscos que enfrentam em percursos extremamente perigosos, muitas vezes à mercê de contrabandistas e traficantes, para chegarem aos seus destinos, o que justifica claramente a necessidade de um sistema global de protecção para manter estas crianças a salvo da exploração, de abusos e da morte.

“Apenas uma criança que se desloca sozinha é demasiado, mas o número de crianças que o fazem actualmente é assustador – e nós adultos não estamos a protegê-las,” afirmou Justin Forsyth, Director Executivo Adjunto da UNICEF. “Contrabandistas e traficantes sem escrúpulos estão a explorar a sua vulnerabilidade em proveito próprio, ajudando as crianças a atravessar fronteiras, apenas para as venderem para escravatura e prostituição forçadas. É inadmissível que não estejamos a defendê-las devidamente destes predadores.”

Mary, uma rapariga de 17 anos não acompanhada da Nigéria, viveu na primeira pessoa o trauma de ser traficada durante a sua terrível viagem através da Líbia para a Itália. Ao descrever o contrabandista que se tornou traficante e que se ofereceu para a ajudar, disse: “Tudo o que (ele) disse, que seriamos bem tratados e que estaríamos em segurança, não aconteceu. Era mentira.” Mary ficou encurralada durante mais de três meses na Líbia onde foi abusada. “Ele dizia que se não dormisse com ele, não me trazia para a Europa. E violou-me.”

Outras conclusões relevantes do relatório:

  • 200.000 crianças não acompanhadas submeteram pedidos de asilo em 80 países em 2015-2016;
  • 100.000 crianças não acompanhadas foram interceptadas na fronteira entre os EUA e o México em 2015-2016;
  • 160.000 crianças não acompanhadas pediram asilo na Europa em 2015-2016;
  • As crianças não acompanhadas e separadas perfazem 92 por cento de todas as crianças que chegaram a Itália por mar em 2016;
  • As crianças representam aproximadamente 28 por cento das vítimas de tráfico ao nível global;
  • As regiões da África Subsariana e da América Central e Caraíbas têm a maior percentagem de crianças entre as vítimas de tráfico detectadas, com 64 e 62 por cento respectivamente;
  • Cerca de 20 por cento dos contrabandistas têm ligações a redes de tráfico humano.

Na semana que antecede a Cimeira do G7 em Itália, a UNICEF apela aos governos para que adoptem a agenda de seis pontos que propõe a fim de proteger as crianças refugiadas e migrantes e assegurar o seu bem-estar.

“Estas crianças precisam de um compromisso efectivo por parte dos governos de todo o mundo para garantirem a sua segurança ao longo das suas jornadas,” afirmou Justin Forsyth. “Os líderes mundiais que se reúnem na próxima semana no G7 deviam liderar estes esforços sendo os primeiros a comprometer-se para com a nossa agenda para a acção.”

A agenda para a acção proposta pela UNICEF inclui:

  1. Proteger as crianças refugiadas e migrantes da exploração e da violência, em especial as crianças não acompanhadas;
  2. Acabar com a detenção de crianças requerentes do estatuto de refugiada ou migrante
  3. Manter as famílias juntas como a melhor forma de proteger as crianças e de lhes atribuir um estatuto legal;
  4. Manter a aprendizagem de todas as crianças refugiadas e migrantes e assegurar-lhes acesso a serviços de saúde e outros de qualidade;
  5. Pressionar para que sejam tomadas medidas para combater as causas subjacentes aos movimentos de refugiados e migrantes em larga escala;
  6. Promover medidas para combater a xenofobia, a discriminação e a marginalização em países de trânsito ou de destino.

A UNICEF pede também ao público em geral para que manifeste a sua solidariedade para com as crianças desenraizadas pela guerra, violência e pobreza, apoiando os seis pontos desta agenda para acção.

 

 

 

Mais de um milhão de crianças fugiram da violência que tem vindo a aumentar no Sudão do Sul

Maio 16, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 8 de maio de 2017.

Mais de um milhão de crianças fugiram  da violência que tem vindo a aumentar no Sudão do Sul

JUBA/GENEBRA/NAIROBI/NOVA IORQUE, 8 de Maio de 2017 – Mais de 1 milhão de crianças já fugiram do Sudão do Sul onde a escalada do conflito está a arrasar o país, anunciaram hoje a UNICEF e o ACNUR.

“O facto aterrador de que cerca de uma em cada cinco crianças no Sudão do Sul foram forçadas a abandonar as suas casas mostra o quão devastador este conflito está a ser para os mais vulneráveis,” afirmou Leila Pakkala, Directora Regional da UNICEF para a África Oriental e Austral. “Se a tudo isto juntarmos as mais de um milhão de crianças que estão também deslocadas no interior do país, é o futuro de toda uma geração que está verdadeiramente em causa.”

As crianças perfazem 66 por cento dos mais de 1.8 milhões de refugiados do Sudão do Sul, segundo os últimos dados da ONU. A maioria destes refugiados chegaram ao Uganda, ao Quénia, à Etiópia e ao Sudão.

“Nenhuma das actuais crises de refugiados nos preocupa mais do que a do Sudão do Sul,” afirmou Valentin Tapsoba, Director do Escritório do ACNUR para África. “O facto de as crianças refugiadas se estarem a tornar no rosto desta emergência é extremamente perturbador. Todos nós, membros da comunidade humanitária, precisamos de apoio urgente, empenhado e sustentado para podermos salvar as suas vidas.

No interior do Sudão do Sul, mais de mil crianças foram mortas ou feridas desde o início do conflito em 2013, e um total estimado de 1.14 milhões de crianças foram deslocadas internamente.

Perto de três quartos das crianças do país não estão na escola – a maior percentagem de crianças fora da escola no mundo.

O trauma, as perturbações físicas, o medo e o stress vividos por muitas destas crianças são apenas parte das pesadas consequências da crise. As crianças continuam em risco de recrutamento por forças e grupos armados e, devido à destruição das estruturas sociais tradicionais, estão também mais vulneráveis à violência, abusos sexuais e exploração.

Mais de 75.000 crianças refugiadas que estão agora no Uganda, no Quénia, na Etiópia, no Sudão e na República Democrática do Congo atravessaram as fronteiras do Sudão do Sul sozinhas ou separadas das suas famílias.

As famílias refugiadas que fogem para os países vizinhos em busca de abrigo e segurança enfrentam uma dupla catástrofe nesta estação das chuvas, estando as crianças particularmente em risco de saúde e protecção devido à falta de condições dos abrigos. É necessário um apoio muito maior para que as famílias refugiadas tenham um local seguro para viver, e também assistência humanitária urgente, incluindo alimentos, água, protecção, educação e cuidados de saúde.

O apelo da UNICEF para o Sudão do Sul e os refugiados desse país na região – num total de 181 milhões de USD para responder às necessidades mais prementes até ao final do ano – recebeu apenas 52 por cento do financiamento.

Os funcionários do ACNUR estão na linha da frente da crise, indo ao encontro de refugiados do Sudão do Sul quando atravessam as fronteiras para lhes prestar assistência, mas a escassez de financiamento em 2017 está a pôr em causa estes serviços vitais. O apelo do ACNUR para o Sudão do Sul é de 781 milhões de USD, mas está apenas financiado em 11 por cento.

 

Número de crianças usadas em ataques pelo Boko Haram triplicou

Abril 16, 2017 às 6:44 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 12 de abril de 2017.

O número de crianças usadas em atentados suicidas no conflito na região do Lago Chade triplicou para 27 nos primeiros três meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2016, segundo a ONU.

O aumento “reflete uma tática alarmante utilizada pelos revoltosos”, o grupo extremista nigeriano Boko Haram, refere um comunicado do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a propósito de um relatório da organização divulgado hoje.

O relatório, com o titulo “Vergonha silenciosa: Dar voz às crianças atingidas pela crise do Lago Chade”, revela que 117 crianças, na maioria raparigas, foram usadas desde 2014 para realizar ataques bombistas em locais públicos na Nigéria, Chade, Níger e Camarões: quatro em 2014, 56 em 2015, 30 em 2016 e 27 no primeiro trimestre de 2017.

“Nos primeiros três meses deste ano, o número de crianças usadas em ataques bombistas é quase igual ao total do ano passado – trata-se da pior utilização possível de crianças em conflitos”, afirmou Marie-Pierre Poirier, diretora regional da UNICEF para a África Ocidental e Central, citada no comunicado.

“Estas crianças são vítimas, não criminosos. (…) Obrigar ou ludibriar estas crianças levando-as a cometer um ato tão aterrador é inaceitável”, adiantou.

O relatório é lançado três anos depois do Boko Haram ter raptado 276 estudantes de uma escola secundária de Chibok, no nordeste da Nigéria, na noite de 14 para 15 de abril de 2014.

O rapto provocou indignação e trouxe atenção mundial para a rebelião do grupo ‘jihadista’, que já causou pelo menos 20 mil mortos e mais de 2,6 milhões de deslocados desde 2009.

“O relatório dá conta de relatos perturbadores de crianças que foram mantidas em cativeiro às mãos do Boko Haram e mostra como estas crianças são encaradas com grande desconfiança quando regressam às suas comunidades”, refere o comunicado.

Segundo a UNICEF, “as raparigas, os rapazes e mesmo crianças pequenas são vistos, cada vez mais, como uma ameaça em mercados e postos de controlo, onde se desconfia que possam transportar explosivos”.

Crianças intercetadas em postos de controlo podem ficar sob custódia para interrogatório e investigação, indicando o relatório da agência da ONU que, “em 2016, quase 1.500 crianças estavam sob custódia administrativas nos quatro países e 592 crianças continuam a aguardar a libertação”.

A UNICEF apela a todas as partes envolvidas no conflito para que se comprometam a acabar com “as violações graves contra crianças cometidas pelo Boko Haram”, bem como a “retirar as crianças de ambientes militares para ambientes civis o mais rapidamente possível” e a “prestar cuidados e proteção às crianças separadas e não acompanhadas”.

Em 2016, o Fundo das Nações Unidas para a Infância permitiu que mais de 312 mil crianças tivessem apoio psicológico na Nigéria, Chade, Camarões e Níger, tendo juntado às suas famílias mais de 800 crianças.

A agência da ONU trabalha com as comunidades e famílias para “combater o estigma associado às vítimas de violência sexual” e apoia ainda as autoridades locais no fornecimento de água potável, de serviços de saúde básicos e no acesso à educação, prestando igualmente tratamento a crianças desnutridas.

A UNICEF lamenta, no entanto, que a resposta a esta crise continue “seriamente subfinanciada”, assinalando que no ano passado o seu apelo para a zona do Lago Chade, no valor de 154 milhões de dólares (145 milhões de euros), recebeu apenas 40% dos fundos.

mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

Conflito na região do Lago Chade: aumento alarmante do número de crianças usadas este ano pelo Boko Haram em ataques bombistas

 

 

600 milhões de crianças com acesso muito limitado a água em 2040

Março 25, 2017 às 6:08 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 22 de março de 2017.

UNICEF prevê que 600 milhões de crianças irão viver em zonas com acesso extremamente limitado a recursos de água em 2040.

Um relatório divulgado, esta terça-feira pela UNICEF, conclui que cerca de 600 milhões de crianças, um em cada quatro, estarão a viver em 2040 em zonas onde o acesso a água excede largamente os recursos disponíveis.

O relatório tem como objetivo analisar as ameaças para a vida e o bem-estar das crianças causadas pela escassez de fontes de água potável e o modo como as alterações climáticas irão agravar estes riscos nos próximos anos.

Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF, afirmou que “a água é essencial; sem ela nada pode crescer. Mas há no mundo milhões de crianças que não tem acesso a água segura – o que põe em perigo as suas vidas, prejudica a sua saúde, e compromete o seu futuro. Esta crise será cada vez maior, salvo se agirmos agora de forma coletiva,”

O documento da UNICEF também revela que, atualmente, 37 países enfrentam níveis de stress hídrico excessivamente elevados, situação que ocorre quando mais de 80 por cento da água disponível para a agricultura, indústria e uso doméstico se esgota anualmente. O aumento constante das temperaturas, a subida dos níveis do mar, o aparecimento sucessivo de secas extremas e o degelo podem afetar a qualidade e a quantidade de água disponível.

Fatores como o crescimento da população e o desenvolvimento da industrialização e urbanização obrigam a maior consumo de água, fazendo com que as crianças recorram a água imprópria para consumo, expondo-as a doenças que podem ser mortais. Muitas da crianças que vivem em zonas afetadas por secas gastam várias horas dor dia para ir buscar água potável, privando-as da possibilidade de frequentar a escola.

As crianças mais pobres serão as mais afetadas com o aumento do stress hídrico, visto que muitas delas vivem já em zonas com acesso reduzido a água segura e saneamento.

mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

Perto de 600 milhões de crianças irão viver em zonas com acesso extremamente limitado a recursos de água em 2040

 

 

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