As crianças não devem ser separadas das suas famílias devido ao seu estatuto de migração – Unicef

Junho 21, 2018 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e foto da Unicef de 19 de junho de 2018.

Declaração atribuível à Directora Executiva da UNICEF, Henrietta H. Fore, sobre a situação das crianças migrantes e das suas famílias nos EUA.

“As histórias de crianças, algumas ainda bebés, que são separadas dos seus pais quando procuram segurança nos EUA são chocantes.

“As crianças – independentemente de onde venham ou do seu estatuto de migração – são crianças antes e acima de tudo. As que não tiveram outra escolha que não abandonar as suas casas têm direito à protecção, a acesso a serviços essenciais e a estar com as suas famílias – tal como todas as crianças. É a concretização destes direitos que dá a todas as crianças a melhor oportunidade de virem a ter um futuro saudável, feliz e produtivo.

“A detenção e a separação familiar são experiências traumáticas que podem deixar as crianças mais vulneráveis à exploração e abusos e podem criar stress tóxico que, como indicam vários estudos, podem ter impacto no desenvolvimento a longo prazo das crianças.

“Estas práticas não são do interesse superior de ninguém e muito menos das crianças, que são quem mais sofre os seus efeitos. O bem-estar das crianças é a mais importante das considerações.

“Durante décadas, o Governo e o povo dos EUA apoiaram os nossos esforços para ajudar as crianças refugiadas, requerentes de asilo e migrantes afectadas por crises em todo o mundo. Quer se trate da guerra na Síria ou no Sudão do Sul, da fome na Somália ou de um sismo no Haiti, os EUA sempre apoiaram e acolheram crianças desenraizadas.

“Tenho esperança que o interesse superior das crianças refugiadas e migrantes seja um pilar na aplicação dos procedimentos e na legislação dos EUA relativos ao asilo.”

 

 

 

 

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Solidariedade é a palavra a usar este ano no Dia Mundial do Refugiado – 20 de junho

Junho 20, 2018 às 11:15 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do CPR de 19 de junho de 2018.

Lisboa, 19 de junho de 2018 (LUSA/CPR) – A palavra “solidariedade” dá o mote este ano às iniciativas do Conselho Português para os Refugiados (CPR) marcadas para o Dia Mundial do Refugiado, data assinalada esta quarta-feira.

“No Dia Mundial do Refugiado, pretendemos mobilizar o apoio público e expressar a nossa solidariedade para com os refugiados e as comunidades que os acolhem”, referiu a organização não-governamental, numa nota enviada à Lusa.

Nesta data, instituída em dezembro de 2000 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, “o mundo celebra a coragem e a resiliência de milhões de refugiados, numa altura em que as guerras e os conflitos civis se multiplicam e as necessidades superam, muitas vezes, a assistência oferecida a esta população tão vulnerável”, destacou o CPR, relembrando ainda que “uma retórica anti-migração está em ascensão na Europa” e que “os esforços para a combater são essenciais”.

Depois de 2017 ter homenageado as autarquias que acolheram migrantes em Portugal, o CPR foca este ano as atenções nas associações que foram criadas para apoiar os refugiados.

Neste contexto, o CPR promove na quarta-feira, entre outras iniciativas, um fórum de refugiados, “uma reflexão alargada que dará voz aos refugiados” segundo a organização não-governamental, que vai contar com a participação da Associação de Refugiados em Portugal (ARP) e da União dos Refugiados em Portugal (UREP).

As iniciativas são desenvolvidas em estreita parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Neste dia, o CPR relembra ainda a petição online lançada em junho de 2016 pelo ACNUR (#WithRefugees).

A petição, que na segunda-feira à tarde ultrapassava as 1,9 milhões de assinaturas, foi criada para “enviar uma mensagem aos governos de que devem trabalhar em conjunto e fazer a respetiva parte”.

O Dia Mundial do Refugiado é assinalado este ano num momento em que a comunidade internacional, sob os auspícios das Nações Unidas, está em negociações para tentar formalizar, até finais de 2018, um pacto global para os refugiados e para uma migração segura, regular e ordenada.

O ‘Global Compact for Migration’ (na versão em inglês) deu os primeiros passos em setembro de 2016, quando os 193 membros da Assembleia-Geral da ONU adotaram por unanimidade a chamada “Declaração de Nova Iorque”. Até ao próximo mês de julho, o texto preliminar do documento está a ser discutido em consultas formais.

O processo sofreu um revés quando, em dezembro passado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu retirar os Estados Unidos deste pacto da ONU, alegando que o acordo é “incompatível” com a política da atual administração norte-americana.

Apesar da retirada norte-americana, as Nações Unidas mantêm a meta de adotar o pacto global durante uma conferência intergovernamental a realizar ainda este ano.

 

mais informações nos links:

https://www.unicef.org/press-releases/around-30-million-children-displaced-conflict-need-protection-now-and-sustainable

http://www.acnur.org/portugues/2018/06/19/mais-de-68-milhoes-de-pessoas-deslocadas-em-2017-e-essencial-um-novo-acordo-global-sobre-refugiados/

https://www.ohchr.org/EN/NewsEvents/Pages/DisplayNews.aspx?NewsID=23223&LangID=E

 

Unicef e Eurochild lançam novo inquérito: que tipo de Europa querem as crianças?

Junho 13, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site Sapolifestyle de 6 de junho de 2018.

As crianças e jovens são, a partir de hoje, desafiadas a responder a um inquérito europeu desenvolvido por duas organizações para aferir o que pensam e o que querem da Europa.

A pesquisa online que está a ser promovida pela Unicef e pela Eurochild (uma rede de organizações e pessoas que trabalham pela melhoria da qualidade de vida das crianças e adolescentes), está aberta a crianças de todas as idades.

Embora visem crianças e jovens que vivem na União Europeia, o inquérito também recebe respostas fora da UE, estando a pesquisa disponível em pelo menos 19 idiomas.

Segundo as duas organizações, o inquérito online intitulado “Que tipo de Europa as crianças querem?” destina-se a captar as opiniões de crianças e jovens sobre o futuro da Europa e será uma rara oportunidade para as crianças que vivem no continente terem as suas vozes ouvidas pelos principais líderes da União Europeia.

Os tópicos abordados incluem a experiência das crianças sobre a vida familiar, a escola e a sociedade, a migração, bem como os seus pensamentos sobre a Europa

A pesquisa é escrita em linguagem amiga da criança, a fim de incentivar as respostas de menores de 18 anos de idade e os seus resultados serão anunciados numa sessão especial do Parlamento Europeu a 20 de novembro – Dia Universal da Criança – com a participação de uma delegação de crianças e jovens.

A partir de hoje e até 21 de setembro escolas e outras entidades que trabalham com crianças e jovens são incentivadas a usar as diretrizes fornecidas on-line para estimular discussões aprofundadas.

Em novembro de 2017, o Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, comprometeu-se a organizar um evento no plenário do Parlamento Europeu para fazer um balanço anual do trabalho do Parlamento Europeu sobre os direitos da criança.

Inquérito no link:

http://www.eurochild.org/news/news-details/article/what-kind-of-europe-do-children-want-unicef-eurochild-launch-a-survey-on-the-europe-kids-want/?tx_news_pi1%5Bcontroller%5D=News&tx_news_pi1%5Baction%5D=detail&cHash=ba5c6db8854350b038f9343540a1e6f4

Mais de 150 milhões de meninas em risco de casamento forçado até 2030 – UNICEF

Março 25, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.destak.pt/ de 6 de março de 2018.

Mais de 150 milhões de meninas correm o risco de ser submetidas a casamentos forçados até 2030, se não se acelerarem os progressos em algumas regiões do mundo, alertou hoje a UNICEF.

Em comunicado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) referiu que, no ano passado, cerca de 25 milhões de casamentos infantis foram impedidos em todo o mundo, salientando que apesar da “redução significativa” de 15% na última década, esta é uma realidade que afeta ainda 12 milhões de meninas por ano.

“Dado o forte impacto que o casamento infantil pode ter na vida de uma menina, recebemos qualquer redução como uma boa notícia, mas ainda temos um longo caminho por percorrer”, declarou a assessora principal da UNICEF em matéria de género, Anju Malhotra.

Destak/Lusa

Infografia completa da Unicef:

https://www.unicef.org/protection/57929_child-marriage-infographic.html

Comunicado de imprensa da Unicef Portugal

25 milhões de casamentos infantis impedidos na última década devido a rápidos  progressos, de acordo com novas estimativas da UNICEF

 

Um milhão de crianças por ano morrem no dia em que nascem

Março 12, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 20 de fevereiro de 2018.

Nuno Guedes

UNICEF lança apelo mundial para resolver problema com décadas que podia ter mas não tem solução à vista.

Dois milhões e 600 mil bebés morrem por ano antes de completarem o primeiro mês de vida, entre eles um milhão que morrem no mesmo dia em que nascem. A conta é avançada pela UNICEF, a agência das Nações Unidas que olha para a defesa dos direitos das crianças e lança agora um apelo aos governos para que resolvam um problema que tem diminuído pouco nas últimas décadas.

O relatório que suporta o apelo da Unicef revela que vários países de língua oficial portuguesa estão no topo da lista negra da morte de recém-nascidos. Portugal volta a surgir na lista de países com menos mortalidade neonatal, mais precisamente o 17º numa lista com 184 países. Em Portugal, 1 criança entre 476 falece antes de completar um mês de vida.

Guiné-Bissau, Angola e Moçambique na lista negra

No outro extremo, a Guiné-Bissau é o 6º país do mundo com mais mortalidade antes de se completar um mês de vida: 1 em cada 26 crianças. Angola é o 19º (1 em 34), Moçambique o 24º (1 em 37) e Timor-Leste o 47º (1 em 46).

Melhor classificado está Cabo Verde com 1 morte por cada 98 crianças (93º lugar no ranking). No relatório da UNICEF que serve para lançar um apelo ao Mundo, a agência da ONU sublinha que “todas as vidas contam e é urgente pôr fim à morte de recém-nascidos” pois “o número global de mortes de recém-nascidos continua a ser extremamente elevado, sobretudo nos países mais pobres do mundo”.

“O Mundo está a falhar com os recém-nascidos”

O relatório revela que mais de 80 por cento das mortes entre recém-nascidos devem-se à prematuridade, complicações durante o parto ou infeções como a pneumonia e septicemia, casos que “podem ser evitados através do acesso a parteiras com formação adequada, juntamente com soluções com eficácia comprovada, como água limpa, desinfetantes, a amamentação durante a primeira hora de vida do bebé, contacto pele-a-pele e uma boa alimentação”.

A UNICEF defende que “o Mundo está a falhar para com os recém-nascidos” e acrescenta que “os bebés que nascem nos países mais desfavorecidos têm uma probabilidade de morrer no primeiro mês de vida 50 vezes maior que os outros bebés”.

Os bebés nascidos no Japão, na Islândia e em Singapura têm as melhores probabilidades de sobrevivência, enquanto que os que nascem no Paquistão, na República Centro-Africana e no Afeganistão estão na posição inversa.

mais informações:

http://www.unicef.pt/Relatorio-Todas-as-vidas-contam/

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef_o_mundo_esta_a_falhar_p_c_recem-nascidos_2018_02_20.pdf

UNICEF declara janeiro “mês sangrento” ao registar 83 crianças mortas em conflitos

Fevereiro 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 5 de fevereiro de 2018.

A ” violência no Iraque, Líbia, Síria, no Estado da Palestina e no Iémen” teve consequências “devastadoras” as crianças. Mas há mais locais onde a vida destas está em perigo constante.

Pelo menos 83 crianças, a grande maioria sírias, morreram durante o “mês sangrento” de janeiro em conflitos e ataques registados em países do Médio Oriente e do norte de África, divulgou esta segunda-feira a UNICEF.

“A intensificação da violência no Iraque, Líbia, Síria, no Estado da Palestina e no Iémen” teve consequências “devastadoras” para a vida das crianças, disse o diretor regional da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para o Médio Oriente e do norte de África, Geert Cappelaere, citado num comunicado.

“Só no mês de janeiro, pelo menos 83 crianças foram mortas (…) em conflitos em curso, em ataques suicidas ou morreram de frio ao fugir de zonas de guerra”, sublinhou o representante. Geert Cappelaere realçou que as crianças estão a pagar “o preço mais alto” por guerras pelas quais não são responsáveis.

“São crianças, crianças!”, frisou o diretor regional da UNICEF, na mesma nota informativa. Na Síria, país que enfrenta desde março de 2011 um conflito civil, “59 crianças foram mortas nas últimas quatro semanas”, segundo a agência das Nações Unidas.

No conflito no Iémen, já classificado como uma das piores crises humanitárias dos últimos anos, 16 crianças perderam a vida “em ataques em todo o país”. Em Benghazi, no leste da Líbia, “três crianças foram mortas num ataque suicida e outras três quando brincavam perto de engenhos explosivos”, segundo a UNICEF.

Uma mina tirou também a vida a uma criança na cidade velha de Mossul, antigo bastião do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, enquanto um menor foi baleado numa localidade perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel.

No Líbano, “16 refugiados sírios, incluindo quatro crianças, que fugiram da Síria morreram de frio durante uma tempestade severa”, referiu a UNICEF.

“Não são centenas, nem milhares, mas milhões de crianças no Médio Oriente e no norte de África a quem roubaram a infância, que foram mutiladas, traumatizadas, presas, impedidas de ir à escola (…) e privadas do direito mais básico, de brincar”, sublinhou o comunicado.

Para Geert Cappelaere, “podem ter silenciado as crianças, mas as suas vozes vão continuar a ser ouvidas!”, concuindo que “A sua mensagem é a nossa: a proteção das crianças é prioritária em todas as circunstâncias, faz parte das leis da guerra”. Em dezembro passado, a UNICEF qualificou 2017 como um “ano pesadelo”, denunciando na altura que os conflitos armados tinham afetado de maneira desmedida as crianças.

Em 2017, as crianças em zonas de conflito foram vítimas de ataques “a uma escala chocante”, fruto de um “desprezo generalizado e flagrante das normais internacionais que protegem os mais vulneráveis”, afirmou na altura a organização no seu relatório anual, que apontava as situações na República Centro Africana, Nigéria, Birmânia, Sudão do Sul, Ucrânia, Iémen ou Síria.

No ano passado, segundo os números da UNICEF, cinco mil crianças foram mortas ou feridas no Iémen, 700 foram mortas no Afeganistão, centenas usadas como escudos humanos na Síria e no Iraque, 135 usadas como bombistas suicidas na Nigéria, 19 mil recrutadas pelo exército e grupos armados no Sudão do Sul.

O mesmo relatório indicou que na Europa, no leste da Ucrânia, mais de 200 mil crianças vivem sob a ameaça constante das minas antipessoal e de artefactos que não explodiram que apanham para brincar ou pisam, morrendo ou sofrendo mutilações.

mais informações na notícia:

Conflicts in the Middle East and North Africa take a brutal toll on children – UNICEF

Para milhões de crianças, viajar não é uma escolha

Janeiro 9, 2018 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Imagens que nenhuma criança deve desenhar

Janeiro 5, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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This animation is based on real life drawings by children in UNICEF-supported Child Friendly Spaces in emergencies across the world.

Número de crianças afectadas por conflitos atingiu “níveis chocantes”

Dezembro 28, 2017 às 1:59 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 28 de dezembro de 2017.

Organização expõe violência e sofrimento a que crianças de todo o mundo foram sujeitas em 2017.

O número de crianças afectadas por conflitos atingiu “níveis chocantes” em 2017. A informação não surpreende, mas é confirmada pela UNICEF esta esta quinta-feira. Usadas como escudos humanos, mortas, mutiladas, violadas, abusadas, forçadas a casar, raptadas, recrutadas para combate e escravizadas, as crianças são vítimas de uma violência extrema, sem que as leis internacionais designadas para as proteger consigam evitar estes abusos. Além disso, as crianças estão expostas a doenças infecciosas e a riscos diversos para a integridade física e moral, com falta de comida, água potável e cuidados de saúde.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, órgão que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, detalha os abusos registados nas principais zonas de conflito armados em 2017.

Só no Afeganistão foram mortas cerca de 700 crianças nos primeiros nove meses do ano. Na República Centro-Africana, depois de meses de confrontos, “um dramático aumento de violência” conduziu à morte, violência sexual e recrutamento militar de crianças.

Na República Democrática do Congo, a violência levou à fuga de mais de 850 mil crianças e mais de 200 centros de saúde e 400 escolas foram atacados. UEstima-se que 350.000 crianças sofram de má nutrição aguda severa. Na Nigéria e nos Camarões, o grupo terrorista Boko Haram forçou pelo menos 135 crianças a serem bombistas-suicidas, quase cinco vezes mais do que em 2016.

No Iraque e na Síria, as crianças foram usadas como escudos humanos, em zonas sob cerco, vivendo na primeira linha de bombardeios e violência.

O documento destaca ainda sofrimento das crianças da minoria muçulmana rohingya, em fuga da Birmânia e que tentam sobreviver às condições desumanas a que estão sujeitas no Bangladesh, onde se refugiaram, escapando à “limpeza étnica” posta em marcha na Birmânia.

No Sudão do Sul, onde o conflito e uma economia em colapso levaram a uma crise de fome generalizada, mais de 19 mil crianças foram “recrutadas” por forças e grupos armados. Também no Sudão do Sul mais de 2300 crianças foram mortas ou feridas desde que o conflito rebentou em Dezembro de 2013.

Na Somália, até Outubro foram relatados 1740 casos de recrutamento de crianças para combater.  No Iémen, cerca de mil dias de guerra mataram pelo menos cinco mil crianças. Só aqui, mais de 11 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária. Dos 1,8 milhões de crianças que sofrem de desnutrição, 385 mil estão gravemente desnutridas e correm risco de morte, se não forem tratadas com urgência.

O medo da morte faz também parte do quotidiano de mais de 200 mil crianças no Leste da Ucrânia, onde vivem sob constante ameaça de minas e outros restos explosivos de guerra.

“As crianças estão a ser atacadas e expostas a ataques e a uma violência brutal nas suas casas, escolas e recreios. Estes ataques continuam ano após ano. Tal brutalidade não pode ser o novo normal”, resume o director do Programa de Emergência da UNICEF, Manuel Fontaine.

Em alguns contextos, sublinha o relatório, as crianças raptadas por grupos extremistas que se conseguem libertar acabam por ser sujeitas a novos abusos por parte das forças de segurança.

A organização internacional apela “a todas as partes do conflito” para que cumpram as suas obrigações de acordo com a lei internacional  e protejam as infra-estruturas onde estão civis, nomeadamente escolas e hospitais e pede aos países mais poderosos que “concentrem a sua influencia para proteger as crianças” que sofrem directa e indirectamente com os conflitos.

 

O “murro no estômago” de ver a realidade das crianças palestinianas

Dezembro 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 14 de dezembro de 2017.

Desde 2000, estima-se que dez mil crianças palestinianas tenham sido detidas pelo exército israelita. A cada 12 horas, uma será detida, interrogada, processada e/ou presa. Os factos, apresentados num relatório de 2013 da UNICEF, são dolorosos. Mas o “murro no estômago”, como lhe chama Farah Nabulsi, aumenta se vislumbrarmos a realidade retratada na sua mais recente curta-metragem. É realidade ficcionada, mas realidade. E isso dói. Today they took my son (Hoje levaram o meu filho) mostra o “cruel, desumano e degradante tratamento e punição de crianças palestinianas por parte do sistema de detenção do exército israelita, [que] parece estar difundido e institucionalizado”, como refere o mesmo relatório da UNICEF. As crianças são detidas, geralmente, entre a meia-noite e as 5h. Soldados armados atam-lhes as suas mãos, tapam-lhes os olhos. Os meninos são vítimas de abusos físicos e verbais durante a detenção e o interrogatório. Não têm acesso a água, comida, casa de banho ou cuidados médicos. São coagidos a confessar coisas que não fizeram e ficam sem acesso às suas famílias e advogados. A realizadora Farah Nabulsi — filha de pais palestinianos que foram viver para o Reino Unido em 1970 — procura com o seu trabalho chamar a atenção para esta realidade. Por isso fez esta curta-metragem, integrada no projecto Oceans of Injustice, que procura mostrar a luta palestiniana por “liberdade, justiça e equidade”. Antes já tinha divulgado uma outra curta com o mesmo nome do projecto. Se não for o bastante ver estas imagens, Farah Nabulsi deixa uma sugestão: “Imaginem que isto acontecia com uma criança que amam.”

O relatório citado no texto é o seguinte:

Children in israeli Military Detention : Observations and Recommendations

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