Unicef: “mundo falhou em proteger as crianças em 2018”

Janeiro 15, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Unicef/Ashley Gilbertson Na República-Centro Africana Africana o conflito piorou e duas em cada três crianças precisam de assistência humanitária

Notícia da ONU News de 28 de dezembro de 2018.

Agência destaca abusos ocorridos em vários conflitos, incluindo a pobreza extrema; comunicado ressalta que atrocidades acontecem de forma quase impune e situação está piorando.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alerta que o futuro das crianças está em risco em nações onde ocorrem conflitos devido às violações cometidas pelas partes envolvidas nos confrontos.

Em comunicado emitido esta sexta-feira em Nova Iorque, o diretor de Programas de Emergência do Unicef, Manuel Fontaine, aponta que líderes mundiais falharam em  responsabilizar os autores dessas violações.

Zonas de Conflito

Para o representante do Unicef, as crianças que vivem em zonas de conflito em todo o mundo continuam sofrendo com a pobreza extrema.

Fontaine destacou que por muito tempo, as partes envolvidas em confrontos têm cometido atrocidades com quase total impunidade, uma situação que “está piorando”.

O responsável disse que “muito mais pode e deve ser feito para proteger e ajudar” crianças que vivem em países em guerra, que “estão sendo atacadas diretamente, usadas como escudos humanos, mortas, mutiladas ou recrutadas para combater”.

Síria

Fontaine mencionou crimes como estupro, casamento forçado e sequestros que se tornaram um padrão de táticas nos conflitos como na Síria, no Iêmen, na República Democrática do Congo, na Nigéria, no Sudão do Sul e no Mianmar em 2018.

Ele também cita o Afeganistão, onde “a violência e o derramamento de sangue ocorrem diariamente”. No país, mais de 5 mil crianças morreram somente no primeiro semestre do ano.

Nigéria

A nota destaca ainda o conflito no nordeste da Nigéria com grupos armados, incluindo facções do grupo terrorista  Boko Haram, que usam meninas como alvo. Elas são estupradas, forçadas a se tornarem esposas de combatentes ou usadas como “bomba humana”.

Nos Camarões aconteceu uma escalada do conflito nas regiões do noroeste e sudoeste. Nesses locais, “escolas, alunos e professores  são frequentemente atacados”.

Na República Centro-Africana o conflito piorou e duas em cada três crianças precisam de assistência humanitária.

Escolas

O representante do Unicef pediu aos países que cumpram suas obrigações sob a lei internacional “e parem imediatamente com as violações contra crianças e ataques contra infraestruturas civis, incluindo escolas, hospitais e fontes de água”.

Fontaine disse que “muito mais precisa ser feito para prevenir as guerras e acabar com os vários conflitos armados que arrasam a vida das crianças de forma desastrosa”. Ele declarou que “ataques contra crianças nunca devem ser admitidos”.

O diretor apela que as partes nos confrontos sejam obrigadas a cumprir a obrigação de proteger as crianças, caso contrário “elas, suas famílias e comunidades continuarão sofrendo consequências, agora e por muitos anos.”

 

 

Unicef: sem mais ação, 80 adolescentes morrerão com HIV todos os dias até 2030

Janeiro 4, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da Onu News de 29 de novembro de 2018.

Fundo pede mais programas de tratamento e prevenção; novas infeções cairão para metade entre crianças, mas diminuirão apenas em 29% entre os adolescentes; cerca de 700 adolescentes são infetados com HIV todos os dias.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estima que cerca de 80 adolescentes morrerão de Aids, ou Sida, todos os dias, até 2030.

O Unicef apela, por isso, a um aumento urgente dos programas de tratamento e prevenção entre adolescentes, uma vez que os dados mostram uma redução lenta das infeções pelo HIV e mortes relacionadas com a Sida.

Novas Infeções

Em relatório divulgado esta quinta-feira, o Fundo adianta que cerca de 360 mil adolescentes morrerão de doenças relacionadas com a Aids entre 2018 e 2030.

Isto caso não haja investimento adicional em programas de prevenção, testes e tratamento.

O relatório “Crianças, HIV e Aids: O mundo em 2030” tem como base as atuais projeções populacionais e estima que o número de crianças até aos 19 anos com novas infeções atingirá cerca de 270 mil crianças até ao final da década de 30. É uma quebra de um terço em relação às últimas estimativas.

No entanto, o Unicef considera que a trajetória de queda é muito lenta, principalmente entre os adolescentes.

De acordo com o relatório, até 2030, o número de novas infeções por entre crianças na primeira década de vida será reduzido para metade, enquanto que entre adolescentes dos 10 aos 19 anos só diminuirá em 29%.

Mais Programas

O Fundo prevê que as mortes relacionadas com Aids diminuam em 57% nas crianças com menos de 14 anos, em comparação com uma redução de 35% nas pessoas com idades entre os 15 e os 19 anos.

A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, afirmou que “o relatório deixa claro que o mundo ainda não está no caminho certo para acabar com a Aids entre crianças e adolescentes até 2030″, por isso, admite que os “programas para prevenir a transmissão do HIV de mães para bebés estão a valer a pena, mas não foram longe o suficiente, enquanto programas para tratar o vírus e impedir que ele se espalhe entre crianças mais velhas estão muito aquém do que deveriam.”

África

O Unicef estima que cerca de 700 adolescentes entre 10 e 19 anos são infetados com HIV todos os dias, ou seja, um a cada dois minutos.

Ainda segundo o relatório, 1,9 milhão de crianças e adolescentes ainda estarão vivendo com o vírus em 2030, principalmente na África Oriental e Meridional, seguido pela África Central e Ocidental e América Latina e Caribe.

Atualmente, 3 milhões de crianças e adolescentes vivem com o HIV em todo o mundo, mais da metade deles na África Oriental e Austral.

Diagnóstico

O relatório aponta para duas grandes falhas na resposta para crianças e adolescentes: o progresso lento na prevenção entre crianças pequenas e o fracasso em lidar com os fatores estruturais e comportamentais da epidemia.

Muitas crianças e adolescentes não sabem se têm ou não o vírus, e entre aqueles que foram diagnosticados, poucos aderem ao tratamento.

Para abordar essas lacunas persistentes, o relatório recomenda uma série de abordagens, apoiadas pelo Unicef, incluindo testes centrados na família para ajudar a identificar e tratar crianças, mais tecnologias de diagnóstico, maior uso de plataformas digitais para melhorar o conhecimento entre adolescentes, entre outras.

descarregar PDF –  Children and AIDS: The world in 2030

Site –  Children, HIV and AIDS: The world today and in 2030

 

 

Metade das crianças na Síria só conhece a guerra, alerta UNICEF

Janeiro 1, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 14 de dezembro de 2018.

“Todas as crianças com oito anos cresceram num clima de perigo, destruição e morte”, disse a diretora executiva da UNICEF, após uma visita de cinco dias. Desde maio, 26 crianças terão morrido ou ficado feridas em Ghouta Oriental por causa de restos de explosivos da guerra. A agência da ONU apela à proteção das crianças e ao reforço do tecido social dilacerado

uatro milhões de crianças nasceram na Síria desde o início do conflito há quase oito anos, anunciou esta quinta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Metade das meninas e meninos sírios só conhece a guerra, acrescenta a agência da ONU.

“Todas as crianças sírias com oito anos cresceram num clima de perigo, destruição e morte”, disse a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore, após uma visita de cinco dias ao país. “Essas crianças precisam de poder voltar à escola, receber as suas vacinas e sentir-se protegidas e em segurança. Devemos ser capazes de as ajudar”, acrescentou.

Em Douma, Ghouta Oriental, apenas alguns meses depois de o cerco de cinco anos ter sido levantado, as famílias deslocadas começaram a regressar e estima-se que cerca de 200 mil pessoas vivam na cidade. Muitas famílias voltaram aos edifícios danificados e, segundo a agência da ONU, a ameaça de engenhos explosivos por detonar é omnipresente. Desde maio, 26 crianças terão morrido ou ficado feridas em Ghouta Oriental por causa de restos dos explosivos da guerra.

“Famílias vivem e educam as crianças entre os escombros”

A responsável da UNICEF sublinhou que “em Douma, as famílias vivem e educam as crianças entre os escombros, lutando para conseguir água, comida e calor neste inverno”. “As 20 escolas existentes estão sobrelotadas e precisam de formação para os jovens professores, livros, material escolar, portas, janelas e eletricidade”, acrescentou.

O grau de destruição em Douma é tal que uma organização não-governamental parceira estabeleceu, com o apoio da UNICEF, uma clínica informal no átrio de uma mesquita danificada.

Na cidade de Daraa, no sudoeste da Síria, as duas principais estações de abastecimento de água localizavam-se em áreas anteriormente palco de confrontos, causando cortes frequentes no abastecimento e uma dependência de serviços de transporte de água por camião. Para fazer face ao problema, a UNICEF ajudou a instalar uma conduta de 16 quilómetros para fornecer água potável a 200 mil pessoas.

Taxa de abandono escolar é de 29%

Entre as quase mil escolas da província, pelo menos metade precisa de obras de reparação. A idade das crianças que perderam anos de escolaridade por causa da guerra varia entre os seis e os 17 anos. Muitos alunos ainda desistem da escola, sendo de 29% a taxa de abandono escolar na Síria.

A UNICEF apela à proteção das crianças em todo o país e ao reforço do tecido social dilacerado por anos de conflitos.

 

 

Iémen é “um inferno na terra” para as crianças, diz UNICEF

Dezembro 4, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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YAHYA ARHAB/EPA

 

Artigo do Observador, publicado em 4 de Novembro de 2018.

 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disse que o Iémen se tornou “um inferno na terra” para as crianças e exortou as partes em conflito a cessarem as hostilidades.

“O Iémen é hoje um inferno na terra, não para 50% ou 60% das crianças, mas para cada menino e menina do Iémen”, declarou o diretor da UNICEF para o Médio Oriente e Norte de África, Geert Cappelaere, numa conferência de imprensa em Amã este domingo. “Os números, na verdade, não dizem muito, mas são importantes porque nos mostram até que ponto a situação se tornou desastrosa”, acrescentou.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância considerou assim que o Iémen se tornou “um inferno na terra” para as crianças, atingidas pela fome, e desafiou as partes envolvidas no conflito a cessarem as hostilidades.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também apelou na sexta-feira ao fim da “violência” para evitar que o país caia num “precipício”.

A guerra no Iémen opõe as forças pró-governamentais e uma coligação liderada pela Arábia Saudita aos rebeldes Huti, apoiados pelo Irão, que em 2014 e 2015 tomaram vastas áreas do país, incluindo a capital, Sanaa.

O conflito já provocou a morte de quase 10 mil pessoas, a maioria civis, causando a pior crise humanitária do mundo. Além dos casos de fome, a população sofre de doenças como a cólera.

“A cada 10 minutos, uma criança morre por causa de doenças que podem ser prevenidas”, adiantou Cappelaere.

O mesmo responsável disse à agência noticiosa AFP na quinta-feira que 1,8 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrem de “desnutrição aguda”.

O conflito exacerbou “uma situação que já era má devido a anos de subdesenvolvimento” neste país pobre da região, referiu Cappelaere.

“Apelamos a todas as partes para que se encontrem no final deste mês sob os auspícios do enviado especial da ONU para um acordo de cessar-fogo”, declarou hoje o responsável da UNICEF.

Cappelaere sublinhou que a situação é particularmente preocupante em Hodeida, uma cidade portuária controlada pelos rebeldes no oeste do país, que as forças pró-governamentais estão a tentar recuperar.

“O porto de Hodeida é um ponto vital para 70 a 80% da população iemenita (…), porque é apenas através de Hodeida que são feitas as entregas comerciais e humanitárias que nos permitem fornecer ajuda ao norte do país”, explicou.

“Com o assalto de Hodeida, não nos preocupa apenas a vida de centenas de milhares de crianças (na região), mas também o impacto que isso terá sobre as crianças no norte do país”, acrescentou.

 

Mais informações AQUI.

Portugal é o 12º país com sistema de educação mais igualitário entre países ricos

Novembro 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 30 de outubro de 2018.

Unicef estudou desigualdades de aprendizagem nos países da Ocde; relatório diz que riqueza do país não garante educação de qualidade; contexto familiar entre os fatores que mais influenciam desempenho escolar.

Viver num país rico não garante acesso igual à educação de qualidade, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Em relatório publicado esta terça-feira, a agência constata que as crianças em países menos ricos frequentemente têm um desempenho melhor na escola, apesar dos recursos nacionais serem menores.

Portugal

De acordo com a publicação, Portugal é o 12º país menos desigual dos 41 considerados, quando os alunos entram no ensino secundário.

O estudo denominado “Início Injusto – Desigualdades na Educação Infantil em Países Ricos” avalia 41 países-membros da União Europeia, UE, e/ou da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Ocde, sobre a extensão das desigualdades educacionais nos níveis de educação pré-escolar, primário e secundário.

De acordo com a publicação, Portugal é o 12º país menos desigual dos 41 considerados, quando os alunos entram no ensino secundário.

O país mantém posições muito semelhantes quando as desigualdades são analisadas por ciclo de ensino. Tanto no nível primário como secundário, Portugal é o oitavo país com menos desigualdades.

Indicadores

O relatório estuda dois indicadores de desigualdade. Para o ensino pré-primário considera a percentagem de alunos matriculados um ano antes da idade oficial para entrar na escola primária. Para o ensino primário e secundário avalia a diferença nas notas de leitura entre os alunos com menor e maior desempenho.

A classificação aos 15 anos é o principal indicador do relatório porque representa o nível de desigualdade no final da escolaridade obrigatória.

Para a diretora do centro Unicef Innocenti, este relatório mostra que “os países podem oferecer aos seus filhos o melhor dos dois mundos: eles podem alcançar padrões de excelência em educação e ter uma desigualdade relativamente baixa”.

Priscilla Idele, lembra, no entanto, que “todos os países ricos podem e devem fazer muito mais por crianças de famílias desfavorecidas, pois elas são as que têm maior probabilidade de ficar para trás.”

O estudo usa os dados mais recentes para examinar o vínculo entre as realizações das crianças e fatores como a ocupação dos pais, histórico de migração, sexo e características da escola.

Discrepâncias

Os países têm diferentes graus de desigualdade educacional em diferentes estágios educacionais, diz o relatório.

A Irlanda e a Eslovénia estão no terço inferior dos países para ingressar no ensino pré-escolar, mas passam para o terço médio na escola primária e posteriormente para o terço superior na escola secundária.

França tem uma das taxas mais altas de matrícula na pré-escola, mas depois cai para o terço inferior na escola secundária.

No final da escolaridade obrigatória, a Letónia, a Irlanda e a Espanha são os três países com maior igualdade.

Condições económicas

Em 16 dos 29 países europeus para os quais existem dados disponíveis, as crianças do quinto agregado familiar mais pobre, têm uma taxa de frequência pré-escolar mais baixa do que as crianças do quinto mais rico.

Os padrões persistem ao longo da escolaridade de uma criança.

Entre as crianças de 15 anos que têm um bom desempenho as que têm pais com empregos mais qualificados têm muito mais hipóteses de continuar no ensino superior do que os filhos de pessoas com trabalhos menos qualificados.

Migração

Segundo este relatório, em 21 dos 25 países com níveis substanciais de imigração, as crianças imigrantes de primeira geração tendem a ter menos sucesso escolar no secundário do que as não migrantes.

Em 15 países, as crianças imigrantes de segunda geração também têm um desempenho pior do que as não migrantes.

No entanto, na Austrália e no Canadá, as crianças imigrantes de segunda geração têm melhores resultados do que as não migrantes.

A publicação do Unicef mostra ainda que em todos os países as meninas têm sempre melhores resultados nos testes de leitura do que os meninos.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

An Unfair Start: Inequality in Children’s Education in Rich Countries’, Innocenti Report Card 15

Cerca de 104 milhões de crianças estão fora da escola devido a conflitos e desastres

Outubro 13, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 19 de setembro de 2018.

Novo relatório afirma que um em cada cinco jovens entre os 15 e os 17 anos em países afetados por conflitos nunca estudou; situação deve afetar 1,3 bilhão de pessoas entre os 10 e os 19 anos em 2030.

Uma em cada três crianças entre os cinco e os 17 anos que vivem em países afetados por conflitos e desastres não está na escola. No total, são 104 milhões de meninos e meninas nessa situação.

As conclusões são do relatório “Um futuro roubado: jovens e fora da escola”, publicado esta quarta-feira pelo Fundo das Nações para a Infância, Unicef.

Números

Segundo a pesquisa, lançada antes da 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, 303 milhões de crianças não estuda. Mais de um terço não vai à escola devido a conflito e desastres.

A pesquisa analisa a situação da educação de crianças e jovens da idade pré-primária ao ensino médio em todos os países, incluindo os que estão afetados por emergências humanitárias.

Um em cada cinco jovens entre os 15 e os 17 anos em países afetados por conflitos nunca estudou. Dois em cada cinco nunca completaram o ensino primário.

Impacto

Em nota, a diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que “quando um país é atingido por um conflito ou desastre, as suas crianças e jovens são vítimas duas vezes”.

Fore explicou que, “no curto prazo, as escolas são danificadas, destruídas, ocupadas por forças militares ou mesmo deliberadamente atacadas”. Nessa altura, as crianças “juntam-se aos milhões de jovens fora da escola e, à medida que os anos progridem, raramente retornam”.

No longo prazo, a chefe do Unicef acredita que as crianças “e os países em que vivem continuarão a enfrentar ciclos que perpetuam a pobreza”.

Investimento

O relatório lembra que menos de 4% dos recursos humanitários mundiais são dedicados à educação e pede mais investimento dos Estados-membros.

A agência da ONU diz que é preciso uma educação de qualidade, onde crianças e jovens podem aprender em um ambiente seguro, do pré-primário ao secundário, mesmo quando existem emergências e crises prolongadas.

Segundo a pesquisa, “a pobreza continua a ser a barreira mais significativa para a educação em todo o mundo”. As crianças mais pobres têm uma probabilidade quatro vezes maior de estarem fora da escola do que as crianças de famílias mais ricas.

Crescimento

O relatório também analisa como é que este problema pode evoluir no futuro.

Segundo as previsões mais recentes, o número de pessoas entre os 10 e os 19 anos subirá para mais de 1,3 bilhão até 2030, um aumento de 8%.

O Unicef acredita que oferecer a essa força de trabalho uma educação de qualidade e melhores perspectivas de emprego terá benefícios económicos e sociais.

A chefe da agência avisou que “este é um momento crítico da história”. Segundo ela, se o mundo “agir com sabedoria e urgência, pode preparar os jovens para criar sociedades pacíficas e prósperas”.

Para a chefe do Unicef, “a alternativa é muito sombria” e o mundo “não se pode dar ao luxo de falhar”.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

 A Future Stolen:Young and out of school

 

 

A cada cinco segundos morre uma criança no mundo por causas evitáveis

Outubro 11, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Edgard Garrido

Notícia do Público de 18 de setembro de 2018.

Em cada dia de 2017, morreram 15 mil crianças devido a causas evitáveis e doenças tratáveis como a diarreia, a pneumonia ou a malária.

Inês Chaíça

Em 2017 morreram em todo o mundo 6,3 milhões de crianças e adolescentes (dos 0 aos 14 anos) por causas evitáveis — fazendo as contas, é uma morte a cada cinco segundos. Dessas, 5,4 milhões tinham menos de cinco anos e metade dos óbitos (2,5 milhões) ocorreram durante o primeiro mês de vida. Má nutrição, infecções e acidentes lideram a lista das causas de morte, de acordo com um relatório conjunto da UNICEF, Organização Mundial de Saúde (OMS), da divisão de população do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas e do Banco Mundial publicado nesta terça-feira.

Apesar dos “progressos substanciais” das últimas duas décadas em matéria de prevenção da mortalidade infantil, estima-se que 15 mil crianças tenham morrido por dia em 2017 devido a causas evitáveis e doenças tratáveis, como diarreia, pneumonia ou malária. Uma situação “inaceitável”, conforme se lê no relatório.

“Estas mortes são reflexo do acesso limitado das crianças e das comunidades a actos médicos como vacinação e o tratamento de doenças infecciosas, à nutrição adequada, água limpa e ao saneamento”, analisam os autores do documento. “Alcançar metas de sobrevivência infantil ambiciosas requer que haja acesso universal a cuidados efectivos, de alta qualidade e acessíveis para mulheres, crianças e adolescentes”.

De acordo com os dados das Nações Unidas, há disparidades “regionais generalizadas”, que se relacionam com “desigualdades de rendimento”, e que afectam as hipóteses de sobrevivência das crianças. Em termos regionais, os países da África Subsaariana continuam a registar as taxas de mortalidade de crianças com menos de cinco anos de idade mais elevadas do mundo. Metade das mortes nessa faixa etária ocorreu nesta região.

Em 2017, na África Subsaariana, uma em cada 13 crianças morreu antes do quinto aniversário. Por comparação, a Nova Zelândia e a Austrália apresentam as taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo: apenas uma em cada 263 crianças morre antes de chegar aos cinco anos.

Primeiro mês após o parto é o mais perigoso 

Se estas estimativas se mantiverem, entre 2018 e 2030 deverão morrer 56 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade — e “metade deles serão recém-nascidos”, lê-se no relatório.

Em termos globais, a maioria dos óbitos regista-se nas faixas etárias mais jovens, sendo que o maior risco de morte se regista no primeiro mês de vida. “Em 2017, a mortalidade neonatal — a probabilidade de morrer nos primeiros 28 dias de vida — estimava-se em 18 mortes por 1000 nados-vivos em termos globais”, lê-se.

Estes números estão associados a factores como a idade das mães (mulheres com menos de 20 anos dão à luz bebés com menor probabilidade de sobrevivência), o nível de escolaridade da progenitora (registou-se um decréscimo na mortalidade dos bebés entre mães com o ensino secundário ou superior) e os níveis de pobreza das famílias e das respectivas comunidades. Nas zonas mais pobres, a probabilidade de se morrer antes dos cinco anos sobe para o dobro.

Entre os bebés, as principais causas de morte incluem as complicações durante o parto, pneumonia, anomalias congénitas, diarreia, sépsis e malária. Mais tarde, as principais causas de morte passam a ser lesões, acidentes rodoviários e afogamento.

Morrem mais crianças na República Centro Africana

De acordo com os dados de 2017, foi na República Centro Africana, mergulhada em conflito desde 2013, que se registou a taxa de mortalidade infantil (de crianças com menos de cinco anos) mais elevada do globo: 88 mortes por cada 1000 nascimentos. Também a mortalidade neonatal foi a mais elevada, com 42 mortes por cada 1000 nados-vivos.

Nos países de língua oficial portuguesa, é em Angola que a taxa de mortalidade infantil é mais elevada: em 2017, morreram 54 crianças com menos de cinco anos por cada 1000 nascimentos. No Brasil, registaram-se 13 mortes por cada 1000 nados vivos. Em Portugal, contaram-se três mortes em cada 1000 nascimentos.

Menos mortes do que em 1990

Analisando um período mais largo de tempo, a mortalidade infantil tem baixado em todo o mundo. Em 1990 morreram 12,6 milhões de crianças com menos de cinco anos; em 2017, 5,4 milhões. O número de óbitos entre os cinco e os 14 anos desceu de 1,7 milhões em 1990 para menos de um milhão em 2017.

“Este novo relatório sublinha o progresso notável desde 1990 na redução da mortalidade infantil”, disse o sub-secretário-geral para os Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, Liu Zhenmin, citado num comunicado de imprensa. “Reduzir a desigualdade ao dar assistência aos recém-nascidos mais vulneráveis, crianças e mães é essencial para alcançar o objectivo de desenvolvimento sustentável sobre o fim das mortes infantis evitáveis, garantindo que ninguém fica para trás”.

Dos 195 países em análise, 118 já alcançaram os objectivos de desenvolvimento sustentável e 26 estão bem encaminhados, se continuarem com o que já fizeram até agora. Ficam a faltar 51, dos quais dois terços se localizam na África Subsaariana. “Nos restantes países, o progresso terá de ser acelerado, para alcançar os objectivos do desenvolvimento sustentável até 2030”, conclui o relatório.

Se esses países conseguissem atingir esse objectivo, significaria mais dez milhões de crianças com menos de cinco anos salvas, comparado com o cenário actual.

Mais informações na notícia da Unicef:

A child under 15 dies every five seconds around the world – UN report

Unicef avisa que eventos climáticos extremos colocam crianças em risco

Outubro 3, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 31 de agosto de 2018.

Agência da ONU acredita que recordes de temperatura, cheias e secas oferecem visão austera do mundo que espera as gerações futuras; América Central e Caribe já se preparam para temporada de furacões.

O grande número de eventos climáticos extremos, como cheias na Índia, incêndios florestais nos Estados Unidos e ondas de calor, em todo o Hemisfério Norte, colocam as crianças em risco iminente e arriscam os seus futuros. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

O diretor de programas da agência, Ted Chaiban, disse que “as crianças estão entre as mais vulneráveis em qualquer crise e os eventos climáticos extremos não são exceção. ”

Crises

Segundo Chaiban, “nos últimos meses, tem se visto uma visão austera do mundo que está a ser criado para as gerações futuras.”

O especialista acredita que “estes eventos aumentam o número de emergências e crises humanitárias e serão as crianças a pagar o preço mais alto.”

Os meses de junho e julho registraram recorde de temperaturas em grande parte do Hemisfério Norte. A Organização Mundial de Meteorologia, OMM, afirmou que os primeiros seis meses do ano foram os mais quentes desse o início dos registros de temperatura.

Grandes partes do globo sofreram ondas de calor, secas, incêndios florestais, inundações e deslizamentos de terra, resultando em ferimentos e perda de vidas, danos ambientais e perdas econômicas.

Neste momento, os países da América Central e do Caribe preparam-se para a temporada de furacões, enquanto se recuperam da época do ano passado, que provocou um recorde de prejuízos.

Desafios

O Unicef explica que, embora estes eventos não possam ser especificamente atribuídos à mudança climática, estão de acordo com as previsões de como as atividades humanas afetam o clima em todo o mundo.

A agência diz que estes desastres causam morte e devastação, mas também fazem aumentar problemas que matam muitas crianças, como desnutrição, malária e diarreia.

Chiaban afirma que “é vital que os governos e a comunidade internacional tomem passos concretos para proteger o futuro das crianças e os seus direitos”. Segundo ele, “os piores efeitos da mudança climática não são inevitáveis, mas o tempo para agir é agora.”

Consequências

Em relação à temperatura, o Unicef explica que as crianças com menos de 12 meses são mais vulneráveis. Bebés e crianças pequenas não têm capacidade de controlar a sua temperatura corporal ou o ambiente à sua volta. Temperaturas altas também aumentam a necessidade de água potável, e em muitos casos torna esse recurso mais escasso devido à evaporação.

Quanto às cheias, além dos riscos de ferimentos e afogamento, afetam o fornecimento de água e as condições sanitárias, aumentando o risco de diarreia e outras doenças, e dificultando o acesso das crianças à escola.

Por fim, as secas têm vários efeitos nas famílias e comunidades mais pobres. As colheitas falham e o gado morre, causando insegurança alimentar e um aumento do preço dos alimentos em todo o mundo.

Segundo o Unicef, estes problemas aumentam a desordem social e as migrações, e as crianças estão entre as mais vulneráveis aos seus efeitos.

 

Mais de 1 em 3 alunos são vítimas de bullying

Outubro 1, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto e imagem da Unicef Portugal

Depressão.
Ansiedade.
Suicídio.
É este o impacto que a violência sobre crianças e jovens tem a longo-prazo. Um total avassalador de 150 milhões de adolescentes no mundo relata ter sido vítima de violência de pares na escola ou nas imediações desta.
#PôrFIMàViolência#ENDviolence

Mais informações no link da Unicef:

https://www.unicef.pt/global-pages/_/porfimaviolencia-nas-escolas/

Metade dos adolescentes é vítima de violência na escola. UNICEF apresenta medidas contra o “bullying”

Setembro 20, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Sapolifestyle de 6 de setembro de 2018.

Quase metade (46%) dos jovens portugueses entre os 13 e os 15 anos afirmam ter sofrido ou ter estado envolvidos em situações de bullying no ano anterior.

Metade dos alunos em todo o mundo com idades entre os 13 e os 15 anos – cerca de 150 milhões de jovens – relatam ter passado por violência entre pares na escola ou nas imediações desta, de acordo com um novo relatório lançado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Metade dos alunos em todo o mundo com idades entre os 13 e os 15 anos – cerca de 150 milhões de jovens – relatam ter passado por violência entre pares na escola ou nas imediações desta, de acordo com um novo relatório lançado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Todos os dias, existem alunos que enfrentam vários perigos, entre os quais confrontos físicos, pressão para se juntarem a gangues, bullying – tanto em pessoa, como online -, disciplinação violenta, assédio sexual e violência armada. A curto-prazo, isto tem efeitos na sua aprendizagem e, a longo-prazo, pode levar à depressão, à ansiedade e até mesmo ao suicídio. A violência é uma lição que não se esquece e nenhuma criança deveria ter de a experimentar”, acrescenta.

O relatório enumera as várias formas de violência que os alunos enfrentam no interior e no exterior da sala de aulas. Segundo os últimos dados, pouco mais de um em cada três alunos entre os 13 e os 15 anos sofre bullying e uma proporção sensivelmente igual está envolvida em confrontos físicos.

Três em cada 10 alunos em 39 países na Europa e América do Norte admitem ter praticado bullying contra pares seus. Em 2017, foram documentados ou confirmados 396 ataques contra escolas na República Democrática do Congo, 26 no Sudão do Sul, 67 na Síria e 20 no Iémen.

Perto de 750 milhões de crianças em idade escolar vivem em países onde os castigos corporais na escola não são totalmente proibidos.

Apesar do risco de bullying ser semelhante entre raparigas e rapazes, as primeiras têm mais probabilidades de sofrer bullying psicológico e os rapazes têm maior risco de sofrer agressões e ameaças físicas.

UNICEF apresenta a solução

Em comunicado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância informa que vai levar a cabo uma série de “#ENDviolence Youth Talks” em vários locais do mundo nos próximos meses. Esta série de debates moderadas por alunos dará aos jovens uma plataforma de partilha das suas experiências de violência e dará voz à sua necessidade de se sentirem seguros nas escolas e nas imediações desta. Daqui resultarão ainda uma série de recomendações para os líderes mundiais.

Para que se acabe com a violência nas escolas, a UNICEF e os seus parceiros apelam à ação imediata através de implementação de políticas e adoção de legislação necessárias para proteger os alunos da violência nas escolas e reforço das medidas de prevenção e de resposta nas escolas.

A UNICEF apela ainda às comunidades e indivíduos para que se apoiem os jovens quando estes falam sobre a violência de que foram vítimas e para que trabalhem no sentido de uma mudança de cultura nas salas de aula e comunidades.

Aquele organismo das Nações Unidos defende investimentos mais eficazes e direcionados a soluções comprovadas que ajudem os alunos e as escolas a manterem-se em segurança, assim como a melhoria da recolha de dados sobre a violência contra crianças nas escolas e imediações, assim como partilha daquilo que resulta.

O documento citado na notícia é o seguinte:

An Everyday Lesson #END Violence in Schools

 

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