80 anos separam as histórias destes dois refugiados – eles têm mais em comum do que imagina – UNICEF

Fevereiro 22, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef_-_novo_video_refugiados_2017_02_03.pdf

Ending the torment: tackling bullying from the schoolyard to cyberspace – relatório das Nações Unidas

Fevereiro 6, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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ending

descarregar o documento no link:

http://srsg.violenceagainstchildren.org/sites/default/files/2016/End%20bullying/bullyingreport.pdf

Bullying, including cyberbullying, affects a high percentage of children at different stages of their development, often severely undermining their health, emotional wellbeing and school performance. Victims may suffer sleep disorders, headaches, stomach pain, poor appetite and fatigue as well as feelings of low-self-esteem, anxiety, depression, shame and at times suicidal thoughts; these are psychological and emotional scars that may persist into adult life.

Bullying is a key concern for children. It is one of the most frequent reasons why children call a helpline. It gains centre stage in surveys conducted with school children, and generates a special interest when opinion polls are conducted through social media with young people.

The recent U-Report initiative supported by UNICEF with more than 100,000 children and young people around the world illustrates this well: nine in every ten respondents considered that bullying is a major problem; two thirds reported having been victims; and one third believed it was normal and therefore did not tell anybody, while many did not know whom to tell or felt afraid to do so.

“Geração em risco”: 380 mil crianças sírias na Turquia sem acesso à educação

Janeiro 31, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 19 de janeiro de 2017.

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Milhares de refugiados sírios fixam-se na Turquia. Entre as crianças 40% não têm acesso à educação.

Cerca de 380 mil crianças sírias em idade escolar não frequentam a escola na Turquia, de acordo com informações avançadas pela UNICEF hoje, citada pela Aljazeera.

A UNICEF diz que cresce o risco de se tornarem uma “geração perdida”. Mais de 40% das crianças sírias na Turquia não têm acesso à educação, aponta a organização.

“A menos que mais recursos sejam fornecidos, ainda existe um risco muito real de uma” geração perdida “de crianças sírias, privadas das habilidades que um dia necessitarão para reconstruir o país”, disse Justin Forsyth, diretor executivo da UNICEF, após uma visita ao sul da Turquia. 

Ancara diz, no entanto, que cerca de meio milhão de crianças sírias estão matriculadas nas escolas turcas.

mais informações na notícia da UNICEF:

– Mais de 40 por cento das crianças sírias refugiadas na Turquia estão sem acesso à educação, apesar do enorme aumento das taxas de matrícula

 

Vídeo da Unicef chama a atenção para o pesadelo que uma em cada quatro crianças está a viver

Dezembro 21, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto da http://sicnoticias.sapo.pt/de 15 de dezembro de 2016.

O vídeo tornou-se viral, nas redes sociais, e ilustra o pesadelo em que vivem 500 milhões de crianças. São crianças de Alepo (Síria), Mossul (Iraque), Iémen, Sudão do Sul, Nigéria (nordeste), Haiti. A maioria (393 milhões) é da Africa Subsariana. Todos os dias enfrentam os horrores da guerra, de conflitos e catástrofes. “Uma em cada quatro crianças estão a viver um pesadelo” é o nome da campanha.

Segundo a Unicef:
– Na Síria mais de 500 mil crianças vivem sem acesso a ajuda humanitária;
– No nordeste da Nigéria há 1,8 milhões de deslocados, 1 milhão são crianças;
– No Afeganistão metade das crianças em idade escolar não frequenta a escola;
– Conflito no Iémen afeta perto de 10 milhões de crianças;
– No Sul do Sudão 59% das crianças em idade primária estão fora da escola e 1 em cada 3 escolas está fechada em áreas afetadas por conflitos;
– No Haiti, dois meses depois do furação Matthew, mais de 90 mil crianças com menos de 5 anos continuam a precisar de assistência.

 

Mais de 530 milhões de crianças vivem em países afetados por conflitos ou catástrofes

Dezembro 18, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 9 de dezembro de 2016.

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Crianças vítimas dos bombardeamentos na cidade síria de Alepo. © Abdalrhman Ismail / Reuters

Cerca de 535 milhões de crianças, quase uma em cada quatro, vivem em países afetados por conflitos ou catástrofes muitas vezes sem acesso a cuidados médicos, educação de qualidade, nutrição e proteção adequada, divulgou hoje a UNICEF.

Na África Subsaariana vivem perto de três quartos, 393 milhões, do total de crianças que vivem em países afetados por situações de emergência, a que se segue o Médio Oriente e o norte de África, onde residem 12% destas crianças, indicou o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Os novos dados serão divulgados no domingo pela UNICEF, data em que a organização assinala 70 anos de trabalho sem interrupção nos lugares mais difíceis do mundo para levar ajuda vital, apoio a longo prazo e esperança às crianças cujas vidas e futuros são ameaçados por conflitos, situações de emergência, pela pobreza, pelas desigualdades e pela discriminação.

O documento, “For Every Child, Hope — UNICEF@70: 1946-2016”, faz ainda uma retrospetiva do trabalho da organização.

Segundo o organismo da ONU, o impacto dos conflitos, das catástrofes naturais e das alterações climáticas estão a obrigar as crianças a abandonar as suas casas, a encurralá-las por detrás de linhas de confrontos e em risco de doenças, violência e exploração.

Perto de 50 milhões de crianças foram deslocadas, das quais mais de metade foram forçadas a abandonar as suas casas devido a conflitos.

Com a escalada da violência na Síria, o número de crianças que permanece em zonas sob cerco duplicou em menos de um ano, referiu a organização.

De acordo com a UNICEF, cerca de 500.000 crianças vivem atualmente em 16 zonas sob cerco no país, praticamente sem acesso a ajuda humanitária sustentada e serviços básicos.

No nordeste da Nigéria, perto de 1,8 milhões de pessoas estão deslocadas, das quais quase um milhão são crianças e no Afeganistão, cerca de metade das crianças em idade escolar primária não têm acesso à educação.

No Iémen, quase 10 milhões de crianças vivem em zonas afetadas pelo conflito e no Sudão do Sul, 59% das crianças em idade escolar primária estão fora da escola e uma em cada três escolas em zonas de conflito estão encerradas.

Mais de dois meses depois de o furação Matthew ter atingido o Haiti, mais de 90.000 crianças menores de cinco anos continuam a precisar de assistência.

As situações de emergência que as crianças mais vulneráveis enfrentam atualmente ameaçam comprometer os muitos progressos alcançados nas últimas décadas.

Desde 1990, o número de crianças que morrem antes dos cinco anos diminuiu para metade e centenas de milhões de crianças foram retiradas da pobreza.

As taxas de crianças em idade escolar primária sem acesso à educação diminuíram mais de 40% entre 1990 e 2014.

Em 2015, no mundo, a entidade e os seus parceiros trataram 2,9 milhões de crianças com subnutrição aguda grave.

Lusa

 Descarregar For Every Child, Hope: UNICEF @ 70, 1946–2016 , no link:

https://www.unicef.org/publications/index_93308.html

 

Projecções apontam para um aumento de perto de 60 por cento de novas infecções por VIH entre adolescentes até 2030 se os progressos estagnarem

Dezembro 8, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 1 de dezembro de 2016.

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Projecções apontam para um aumento de perto de 60 por cento de novas infecções por VIH entre adolescentes até 2030 se os progressos estagnarem

São necessárias medidas urgentes para melhorar a prevenção e o tratamento para os jovens

NOVA IORQUE/JOANESBURGO, 1 de Dezembro de 2016 – As projecções apontam para que as novas infecções por VIH entre os adolescentes aumentem de 250.000 em 2015 para quase 400.000 anualmente até 2030 se os progressos para chegar aos adolescentes estagnarem, segundo um novo relatório lançado hoje pela UNICEF.

“O mundo fez progressos enormes para pôr fim à SIDA, mas a luta está longe do fim – especialmente para as crianças e adolescentes,” afirmou o Director Executivo da UNICEF Anthony Lake. “A cada dois minutos, mais um adolescente – muito provavelmente uma rapariga – será infectado pelo VIH. Se quisermos acabar com a SIDA, temos de recuperar o sentido de urgência que este problema merece – e redobrar esforços para chegar a todas as crianças e a todos os adolescentes.”

A SIDA continua a ser uma das principais causas de morte entre os adolescentes, tendo custado a vida de 41.000 crianças e jovens entre os 10 e os 19 anos em 2015, segundo o 7º Relatório sobre as Crianças e a SIDA: Para Todas as Crianças – o fim da SIDA.

Consulte aqui o Sumário Executivo do relatório ‘For Every Child, End AIDS’ [em inglês]

O relatório propõe estratégias para acelerar os progressos na prevenção do VIH entre os adolescentes e o tratamento dos que estão infectados. As estratégias incluem:

  • Investimento em inovação, incluindo em soluções desenvolvidas localmente.
  •  Reforço da recolha de dados.
  •  Pôr fim à discriminação de género, incluindo a violência com base no género e o combate ao estigma.
  •  Dar prioridade a medidas para responder às vulnerabilidades dos adolescentes, desenvolvendo esforços de prevenção que incluam a profilaxia pré-exposição, subsídios em dinheiro e educação sexual abrangente.

Em 2015 ao nível global, perto de 2 milhões de adolescentes entre os 10 e os 19 anos viviam com VIH. Na África subsariana, a região mais afectada pelo vírus, três em cada quatro novas infecções em adolescentes dos 15 aos 19 anos eram em raparigas.

Outras conclusões incluídas no relatório:

  • Foram feitos progressos notáveis na prevenção da transmissão do VIH de mãe-para-filho. Globalmente 1.6 milhões de novas infecções em crianças foram evitadas entre 2000 e 2015.
  •  Em 2015 registaram-se 1.1 milhões de novas infecções em crianças, adolescentes e mulheres.
  •  As crianças entre os 0 e os 4 anos que vivem com VIH correm maior risco de morte relacionada com a SIDA, comparativamente a todos os outros grupos etários, e são frequentemente diagnosticadas e tratadas demasiado tarde. Apenas metade dos bebés filhos de mães infectadas pelo vírus fazem o teste do VIH nos primeiros dois meses de vida, e a idade média em que se inicia o tratamento em crianças infectadas por transmissão vertical na África subsariana é de quase quatro anos.

 

Não obstante os progressos alcançados na prevenção de novas infecções e na redução do número de mortes, o financiamento para a resposta à SIDA diminuiu desde 2014, afirmou a UNICEF.

Mais informação e relatório disponível em: http://www.childrenandaids.org

 

 

Poluição: 300 milhões de crianças respiram ar tóxico

Dezembro 2, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto da http://www.unicef.pt/

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Poluição: 300 milhões de crianças respiram ar tóxico

Quase uma em cada sete crianças no mundo – 300 milhões – vivem em zonas com os mais elevados níveis de toxicidade de poluição atmosférica – seis vezes ou mais acima dos limites recomendados internacionalmente, revela o novo relatório da UNICEF ‘Clear the air for children’. A publicação utiliza imagens recolhidas via satélite para mostrar pela primeira vez quantas crianças estão expostas a poluição atmosférica que excede os níveis internacionais definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e onde vivem.

“A poluição do ar é um dos principais factores que contribuem para a morte anual de cerca de 600.000 crianças menores de cinco anos – e uma ameaça para a vida e o futuro de milhões de crianças. Os poluentes não só prejudicam o desenvolvimento dos pulmões das crianças como podem mesmo afectar o seu desenvolvimento cerebral, causando danos que ficam para toda a vida, o que, naturalmente tem consequências para o seu futuro. Nenhuma sociedade se pode permitir ignorar a poluição do ar.” Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF
Cerca de 2 mil milhões de crianças vivem em zonas onde a poluição atmosférica, causada por factores como as emissões de veículos, a utilização de combustíveis fósseis pesados, as poeiras e a queima de lixos, excede os limites de qualidade mínima do ar definidas pela OMS. A Ásia do Sul tem o maior número de crianças, 620 milhões, a viver nestas zonas, seguindo-se África com 520 milhões de crianças. Na região da Ásia Oriental e Pacífico 450 milhões de crianças vivem em zonas que excedem os limites estabelecidos.

O estudo analisa também os efeitos nefastos da poluição do ar em espaços fechados maioritariamente causada pelo uso de combustíveis como carvão e madeira para cozinhar e aquecimento, que afecta sobretudo as crianças de agregados familiares de baixo rendimento em zonas rurais. Em conjunto, a poluição atmosférica e a poluição do ar em espaços fechados estão directamente relacionadas com doenças como a pneumonia e outras do foro respiratório que são causa de morte de perto de uma em cada 10 crianças menores de cinco anos, o que torna a poluição do ar num dos principais riscos para a saúde das crianças.

As crianças são mais susceptíveis do que os adultos à poluição do ar, tanto interior como exterior, pois os seus pulmões, cérebros e sistemas imunitários estão ainda em desenvolvimento e as suas vias respiratórias são mais permeáveis. As crianças mais pequenas também respiram a um ritmo mais rápido do que os adultos e inspiram uma maior quantidade de ar em relação ao seu peso corporal. As crianças mais desfavorecidas, que tendencialmente já têm uma saúde mais debilitada e cujo acesso a serviços de saúde é precário, são as mais vulneráveis a doenças causadas pela poluição do ar.

É necessário melhorar a qualidade do ar para proteger as crianças dos efeitos da poluição. A UNICEF recomenda algumas medidas aos Governos:

• Reduzir a poluição;

• Alargar o acesso das crianças a serviços de saúde;

• Minimizar a exposição das crianças;

• Monitorizar a poluição ambiental.

 

A UNICEF trabalha no terreno para proteger as crianças dos seus efeitos no âmbito dos seus programas de cooperação a fim de reduzir o impacto da poluição atmosférica na saúde das crianças. Por outro lado, apoia também programas destinados a melhorar o acesso das crianças a serviços de saúde de qualidade e para as vacinar contra doenças como a pneumonia.

Pneumonia e diarreia matam 1.4 milhões de crianças por ano – mais do que todas as outras doenças infantis juntas

Novembro 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da https://www.unicef.pt/ de 11 de novembro de 2016.

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Pneumonia e diarreia matam 1.4 milhões de crianças por ano – mais do que todas as outras doenças infantis juntas

Os líderes mundiais reunidos na COP22 têm a oportunidade de assumir compromissos

que ajudarão a salvar a vida de 12.7 milhões de crianças até 2030

MARRAQUEXE, Marrocos, 11 de Novembro de 2016 – A pneumonia e a diarreia juntas matam 1.4 milhões de crianças por ano. A esmagadora maioria destas crianças vivem em países de baixo e médio rendimento. Estas mortes infantis continuam a ocorrer apesar de ambas as doenças serem amplamente preveníveis através de soluções simples e de baixo custo, tais como amamentação exclusiva, vacinação, cuidados de saúde primários de qualidade e redução da poluição do ar no interior das habitações.

Estas conclusões fazem parte de um novo relatório da UNICEF lançado hoje –One is Too Many: Ending Child Deaths from Pneumonia and Diarrhoea’ (Uma é demasiado: Pôr fim à morte de crianças devidas à pneumonia e diarreia).

A pneumonia continua a ser a principal causa de morte de crianças menores de cinco anos, tendo ceifado a vida de perto de um milhão de crianças em 2015 – aproximadamente uma criança a cada 35 segundos – e mais do que a malária, a tuberculose, o sarampo e a SIDA juntos. Aproximadamente metade de todas as mortes de crianças por pneumonia estão ligadas à poluição do ar, um facto que os líderes mundiais devem ter bem presente durante o debate em curso na conferência COP 22, sublinha a UNICEF.

“Temos provas claras de que a poluição do ar ligada às alterações climáticas está a prejudicar a saúde e o desenvolvimento das crianças, provocando pneumonias e outras infecções respiratórias,” afirmou Fatoumata Ndiaye, Directora Executiva Adjunta da UNICEF.

“Dois mil milhões de crianças vivem em zonas onde a poluição do ar excede os padrões internacionais, e muitas delas adoecem e morrem como resultado. Os líderes mundiais que participam na COP22 podem ajudar a salvar a vida de crianças comprometendo-se a tomar medidas para reduzir a poluição do ar associada às alterações climáticas e acordando em investir na prevenção e nos cuidados de saúde,” disse Fatoumata Ndiaye.

Como a pneumonia, os casos de diarreia entre crianças podem, frequentemente, estar associados a níveis de precipitação mais baixos decorrentes das alteações climáticas. A disponibilidade reduzida de água potável deixa as crianças em risco acrescido de doenças diarreicas e de sequelas ao nível físico e do desenvolvimento cognitivo.

Cerca de 34 milhões de crianças morreram de pneumonia e diarreia desde 2000. Sem maior investimento em medidas-chave de prevenção e tratamento, a UNICEF estima que mais 24 milhões de crianças venham a morrer de pneumonia e diarreia até 2030.

“Estas doenças têm um enorme impacto na mortalidade infantil e o seu tratamento tem um custo relativamente baixo,” afirmou a Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Contudo, continuam a receber apenas uma pequena parcela do investimento global em saúde, o que não faz nenhum sentido. Esta é a razão pela qual apelamos a um maior investimento global para intervenções de protecção, prevenção e tratamento que sabemos que são eficazes para salvar vida de muitas crianças.”

A UNICEF recomenda também um maior financiamento nos cuidados de saúde infantis em geral e que uma particular atenção a grupos de crianças especialmente vulneráveis à pneumonia e à diarreia – as mais pequenas e as que vivem em países de baixo e médio rendimento.

O relatório mostra que:

  • Cerca de 80 por cento das mortes de crianças ligadas à pneumonia e 70 por cento das que estão associadas à diarreia ocorrem durante os dois primeiros anos de vida:
  •  Ao nível global, 62 por cento das crianças menores de cinco anos vivem em países de baixo e médio rendimento, mas representam mais de 90 por cento dos casos de morte devido a pneumonia e diarreia no mundo.

 

 

Dia Universal da Criança: 200 escritores de renome mundial

Novembro 20, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da https://www.unicef.pt/ de 14 de novembro de 2016.

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Dia Universal da Criança: 200 escritores de renome mundial

juntam-se em prol dos direitos das crianças

Paulo Coelho, Chimamanda Adichie, Christina Lamb e Nuruddin Farah entre os vários escritores de todo o mundo escrevem ‘Tiny Stories’ em que sublinham o que desejam pra as crianças

NOVA IORQUE, 14 de Novembro de 2016 – Mais de 200 escritores de renome entre os quais autores de novelas, dramaturgos e poetas, juntaram-se esta semana numa iniciativa literária global, escrevendo ‘Tiny Stories’ (Pequenas Histórias) com cerca de sete linhas para chamar a atenção para o Dia Universal da Criança e para as injustiças que tantas das crianças mais pobres e mais desfavorecidas do mundo continuam a ter pela frente. A série de pequenas histórias é a primeira iniciativa para assinalar os 70 anos de trabalho da UNICEF para levar ajuda e esperança a todas as crianças.

As pequenas histórias vão ser partilhadas por alguns dos escritores mais aclamados do mundo nas suas próprias redes sociais. A Primeira-dama finlandesa, Jenni Haukio, apresentou o conceito que ganhou uma dinâmica junto de escritores da Ásia, África, América do Sul, Europa, Médio Oriente e Austrália.

“Como escritores temos a capacidade para advogar, e sensibilizar através da simplicidade do storytelling (narrativa). Através desta campanha louvável e necessária, defendemos a protecção dos direitos das crianças deste nosso mundo,” afirmou a conceituada autora nigeriana Chimamanda Adichie.

O grupo de escritores, cujos géneros variam desde contos de fadas à ficção, inclui uma das mais jovens autoras do mundo – Michelle Nkamankeng de sete anos da África do Sul. Escritas em mais de 10 línguas e em estilos diferentes, todas as histórias mostram que os direitos de muitas crianças são ainda negligenciados.

A campanha surge numa altura em que os direitos das crianças estão cada vez mais ameaçados. Mais de 50 milhões de crianças foram desenraizadas das suas casas devido a conflitos, pobreza e alterações climáticas, muitos outros milhões enfrentam uma inimaginável violência nas suas comunidades. Cerca de 263 milhões de crianças não estão na escola e, no ano passado, perto de seis milhões de crianças menores de cinco anos morreram de doenças maioritariamente preveníveis.

“É chocante ver que a vida de tantas crianças continua a ser tão afectada por conflitos, desigualdades, pobreza e discriminação. Espero que estas Pequenas Histórias possam lembrar ao mundo que devemos cumpri os nossos compromissos para com todas estas crianças cujas vidas e futuros estão em jogo,” afirmou a porta-voz da UNICEF Paloma Escudero.

Chimamanda Adichie usou a sua “Tiny Story” para lançar a série hoje, que se prolongará até ao dia 20 de Novembro – data em que se assinala o aniversário da adopção da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

Nota: A lista completa dos autores e das suas Tiny Stories está disponível durante esta semana em http://www.unicef.org/tinystories. As pequenas histórias serão também partilhadas nas redes sociais dos autores.

 

Chamo-me Nojood: tenho 10 anos, sou divorciada

Novembro 16, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://expresso.sapo.pt/ de 21 de outubro de 2016.

Paula Cosme Pinto

Nujood Ali tinha 9 anos quando foi entregue a um homem adulto em troca de um dote. Não passava de uma criança quando se viu na condição de casada, entregue a um leito matrimonial onde deveria cumprir os seus deveres de esposa. Foi abusada sexualmente e espancada repetidamente. Numa primeira visita à sua família, contou à mãe o que se passava dentro das quatro paredes onde agora vivia, e a resposta que obteve foi um abraço, seguido de um singelo: “Filha, ele tem direito a fazer isso tudo.”

Encurralada numa realidade de sofrimento, NuJood fugiu. E sem saber que no país que a vira nascer o casamento infantil não era penalizado, dirigiu-se a um juiz e pediu o divórcio. Foi a primeira vez que tal coisa aconteceu no Iémen e a sua história real, de luta pela dignidade e liberdade, tornou-se não só num símbolo contra o casamento infantil, mas também da revolução das mulheres daquele país quanto às tradições que continuam a subjugar a figura feminina e a reduzi-la à categoria de uma simples mercadoria que pode ser trocada e vendida, sem direito ao livre-arbítrio. Em troca de cerca de cem euros, o divórcio foi-lhe concedido e hoje a pequena é uma adolescente livre do marido. Mas ainda presa à figura paterna.

Em 2008, a incrível história de NuJood inspirou um livro, intitulado “Nojood: 10 anos, divorciada”. Nesse mesmo ano, a menina e a advogada que a defendeu ao longo do processo foram agraciadas com o prémio Glamour Women of the Year, em Nova Iorque. A história encantou o mundo e puxou a atenção para o drama do casamento infantil. O livro – que se tornou num best-seller – inspirou depois um filme com o mesmo nome, que acaba de ser indicado para candidato aos Óscares 2017, na categoria de Melhor Filme Língua Estrangeira.

A cada minuto que passa há 28 meninas forçadas a casar

Avança hoje a Al-Jazeera que este é um momento histórico, uma vez que é a primeira vez que o Iémen faz uma candidatura do género à Academia. Para mim, é também altamente simbólico no que diz respeito aos pequeníssimos passos que o país tentar dar no que toca à igualdade de género, seja pela exposição do tema em causa – que continua a ser um problema grave no Iémen – como pelo facto de a realização do filme ser feita precisamente por uma mulher (algo raro no país). Ambas formas pouco diretas, mas certamente representativas, da assunção deste país quanto à necessidade de mudança de mentalidades. Incluindo a do próprio pai de Nujood, que mesmo depois de ter assistido à odisseia da filha mais velha, voltou a cometer o mesmo erro com a mais nova.

Khadija al-Salami, a realizadora, é conhecida pelo seu trabalho documental e o filme “Nojood: 10 anos, divorciada” foi a sua primeira incursão neste género de cinema. Inspirou-se não só em Nujood, mas também na sua própria história de vida que passa por um casamento forçado aos onze anos, uma tentativa de suicídio e um divórcio. Filmado antes da guerra civil que assola o país, o filme passa uma mensagem clara: a crueldade inerente ao casamento forçado de uma criança, a contínua desvalorização da figura feminina no Iémen, a tradicional subjugação da mulher ao homem, a agressão consentida e inquestionável, a violação dos direitos humanos com base no género. E, é claro, a eterna lacuna da lei no que toca a tudo isto.

É verdade que tanto meninos como meninas estão sujeitos à realidade do casamento infantil, mas o sexo feminino é de longe o mais afetado. Uma boa parte destas miúdas são casadas à força, sujeitas a abusos sexuais, violência doméstica e acabam encurraladas numa vida de dependência total que, simplesmente, não escolheram ter. Não basta prenderem os pais destas crianças para que esta realidade mude, é preciso reeducar populações inteiras, incluindo as mulheres, que têm de ter consciência de que a vida não tem de ser assim, por mais que séculos de tradições assim o ditem como verdade absoluta.

Dados da UNICEF revelam que atualmente existem mais de 700 milhões de mulheres vivas em todo o mundo que foram forçadas a casar na infância. Uma em cada três destas mulheres fizeram-no com menos de 15 anos. No que diz respeito à realidade dos dias de hoje, o resultado da pesquisa conjunta das 400 organizações que trabalham para o Girls Not Brides revela números que me tiram o fôlego sempre que penso neles: 15 milhões de meninas são casadas anualmente, ou seja, a cada minuto que passa há 28 meninas a serem forçadas a casar. Até quando isto vai continuar a acontecer?

 

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