lançamento do livro “Picos e Avelã à Descoberta da Floresta do Tesouro!” 20 novembro no ISCTE

Novembro 19, 2017 às 4:50 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/117408832337906/

Picos e Avelã à Descoberta da Floresta do Tesouro!

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Apresentação do livro “A tartaruga celeste e o menino que chorava música” 14 novembro em Lisboa

Novembro 14, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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Informações sobre o lançamento:

http://www.grupoalmedina.net/?q=node/14&eventos_id=2455

mais informações sobre o livro no link:

https://www.wook.pt/livro/a-tartaruga-celeste-e-o-menino-que-chorava-musica-sofia-fraga/20871852

Lançamento do livro Alerta Premika! Risco Online Detetado – 18 de novembro na Livraria Barata em Lisboa

Novembro 7, 2017 às 1:00 pm | Publicado em CEDI, Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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Lançamento do livro “Ameaça nas redes sociais! E agora, Marta?”, o primeiro volume da coleção – Alerta Premika! Risco online detetado – um livro infanto-juvenil  do Instituto de Apoio à Criança, apresentado por Cristina Ponte, docente da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora do projeto EU Kids Online Portugal.

18 de novembro (sábado) – 16h00 –  Livraria Barata, Lisboa

Junte-se a nós e venha conhecer a Marta, o Manel, o Tiago e a Premika, um ser meio robótico meio humano que tem super poderes e cuja missão, codificada no seu biochip, é: ajudar todas as crianças do mundo a lidar com a tristeza, a frustração, o medo e a solidão, tornando-as mais confiantes em si próprias.

Vamos conversar, também, sobre as “Crianças e a Internet, riscos e oportunidades”.

Contamos com a sua presença e participação!

 

Bons livros para temas difíceis

Outubro 19, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://portcast.net/ de 14 de setembro de 2017.

por Catarina Stichini

Ainda a escrita não tinha sido inventada, já as pessoas passavam conhecimentos e aspetos culturais de geração em geração contando estórias. A tradição oral sempre ocupou um lugar fundamental na nossa sociedade, sendo os donos da oratória fonte de grande apreço e admiração. Ainda hoje, um evento especial é marcado com um discurso. E quem não se lembra das histórias contadas pelos avós?

Nos últimos anos, a arte do story telling, Hora do Conto em Portugal ou Contação de Histórias no Brasil, desenvolveu-se exponencialmente, tendo sido criado um novo espaço para os contadores. Se, por um lado, se verifica a necessidade de levar a leitura a mais crianças e assim promover um mundo mais justo e mais rico para todos, por outro lado não é raro encontrar eventos que a promovam, em bibliotecas ou livrarias, que assim atraem miúdos e graúdos até si.

O encanto e a magia que caracterizam estes encontros permitem a todos deixar-se levar pelas histórias e pela imaginação, contribuindo para a formação do indivíduo que, de uma forma ou de outra, se vê espelhado na narrativa.

Além de possuir este aspeto fantasioso, a literatura é também um veículo privilegiado para abordar assuntos complexos, uma vez que oferece aos interlocutores a possibilidade de projetarem na história o que não querem ou não conseguem discutir diretamente.

Existem, sem dúvida, aos milhares livros sobre todos os temas possíveis e imaginários, mas o que se passa nos nossos países? Que querem dizer os contadores de língua portuguesa? Em que livros transmitem o que sucede atualmente nas nossas famílias? Foi com esta ideia em mente que decidimos elaborar uma pequena lista de livros de autores de expressão portuguesa ideais para abordar temas difíceis.

Dez livros de que gostamos muito!

 

  1. Adoção – Flávia e o bolo de chocolate, de Míriam Leitão e Bruna Assis Abril (ilustração), Editora Rocco

Este livro fantástico e doce de Míriam Leitão aborda a adoção através de uma perspectiva diferente, simples e amável.

Rita sempre quis ter um filho ou filha e quando encontrou Flávia, foi amor à primeira vista. Rita sabia que Flávia seria sua filha e pronto, descomplicado assim. Flávia cresce bonita e feliz mas passa a não gostar da cor “marrom” de sua pele por não ser parecida com a de sua mãe. Ela passa a não gostar de nada que seja marrom. Então a mãe com delicadeza e amor vai mostrando e explicando que as pessoas possuem características próprias e diferentes e que este fator torna o mundo rico e cheio de beleza. A mãe também vai ensinando a sua filha que muitas coisas belas e boas têm a cor marrom, inclusive a cor da menina.

A premiada jornalista Míriam Leitão aborda temas delicados como adoção e questões raciais de forma delicada e suave para os pequenos. O livro é uma beleza e ainda conta com belas ilustrações de Bruna Assis Brasil, a autora ganhadora do Prêmio FNLIJ 2014 na categoria Escritor Revelação por seu livro infantil de estreia, A perigosa vida dos passarinhos pequenos, que também mostra que o mundo é feito de diferentes cores, pessoas e sabores.

 

  1. Autismo – Tom, de André Neves, Projeto Editora, 2012

Em Tom, Andre Néves nos presenteia com uma bela história de extraordinária sensibilidade. Tom é um menino que vive no silêncio de seus pensamentos e, por este motivo, todos tentam entendê-lo e querem saber o que se passa com ele, principalmente seu irmão. Durante a história, o irmão se questiona sobre o motivo de Tom não brincar, não falar, não reagir à vida a sua volta. Até que um dia, Tom convida seu irmão para dançar e conhecer seu mundo.

Linda e talvez um pouco melancólica, esta história nos abre inúmeras possibilidades de interpretações e troca de ideias. Uma delas é o universo do autismo.

  1. Cancro – A Matilde está careca, vários autores, José Souto Moura (ilustração), Prime Books, 2017

Livro dedicado ao cancro infantil, escrito por antigos alunos da Faculdade de Medicina de Lisboa. Conta a história de Pedro e de Matilde, colegas inseparáveis na escola até ao dia em que Matilde não aparece e Pedro descobre que ela tem uma doença com um nome muito estranho.

Texto escrito numa linguagem acessível e fatual, que transmite o afeto entre as crianças, as dificuldades desta doença e a esperança na cura.

O livro faz parte do Plano Nacional de Leitura em Portugal e pode encontrar sugestões da Operação Nariz Vermelho para o abordar na escola, com crianças do Ensino Básico (1º ao 9º ano de escolaridade), aqui.

  1. Doença e superação – Dulce a abelha, de Bartolomeu Campos de Queirós e Mariana Newlands (ilustração), Editora Alfaguara, 2015

Esta fábula encantadora e poética nos conta a história de Dulce, uma abelha que não nasceu para fabricar mel e não por culpa dela. Era diabética. Foi proibida – pela natureza – de comer açúcar. O que era doce lhe dava tonteiras e causava desmaios. Dulce sonhava em ser tantas coisas, formiga, borboleta, apenas para não parecer preguiçosa e desobediente aos olhos das outras abelhas. Ela tenta até o fim vencer suas limitações.

Uma história sobre o desenrolar da vida e da morte, com suas certezas e incertezas, onde Bartolomeu Campos de Queirós trata de temas muito importantes como aceitação, superação e perda com lirismo e a simplicidade de uma criança.

  1. Emigração e adaptação – A Rainha do Norte, Joana Estrela, Planeta Tangerina, 2017

Ser estrangeiro não é fácil.

Joana Estrela parte da lenda das amendoeiras e escreve a estória de uma jovem que se muda para um país muito diferente do seu. Refletindo a realidade de muitas famílias nos dias de hoje, o livro aborda os desafios e dificuldades que esta experiência representa, da língua e da comida às saudades dos que se deixam para trás, mas também o amor e a vontade de crescer e mudar. Uma história muito bonita e bem conseguida, quer a nível verbal quer a nível gráfico.

  1. Guerra – Que luz estarias a ler?, de Ana Biscaia (ilustração) e Pedro Mésseder (texto), Xerefé edições, 2014

Um livro que começou ao contrário, com os desenhos de Ana Biscaia (Prémio Nacional de Ilustração 2013) baseados em fotografias de uma menina a apanhar livros no meio de escombros num cenário de guerra. Seriam esses desenhos que serviriam de base ao texto de Pedro Mésseder, que assim acaba por ilustrar ilustrações com as suas palavras.

No livro, a menina é Aysha e procura livros para a escola que sonha ter no fim da guerra, altura em que se dedicará a pensar no que o seu amigo Kalil estaria a ler quando morreu.

Um livro forte e belo, tanto a nível textual como visual, que nos permite abordar temas tão difíceis como a guerra e a morte infantil através da discussão do amor aos livros e do papel da literatura neste mundo às avessas.

Que luz estarias a ler? está atualmente a ser trabalhado com alunos de Português, do Ensino Básico (1º – 6º ano), na Suécia.

  1. Identidade – Como tu, de Ana Luísa Amaral e Elsa Navarro (ilustração), Quid Novi, 2012

Tudo muda e se transforma. Como tu.

Escrito numa linguagem poética e do quotidiano, com a bondade e pureza a que nos habitua Ana Luísa Amaral, este livro mostra-nos como tudo cresce, muda e passa, como tudo deve ser respeitado, tal como a borboleta e o pé de feijão. Uma conversa com uma criança sobre o mundo que a rodeia, um belíssimo ponto de partida para discutir a amizade, a família, a solidão, a sexualidade, a vergonha, os medos que nos assombram, e muito mais.

Livro acompanhado por um CD com música original de António Pinho Vargas e interpretação de Gilberto Oliveira e Margarida Gonçalves.

  1. Paixão e desilusão amorosa – Eu gosto de ti. E tu?, de Inês Almeida e Nicholas Carvalho, Livros Horizonte, 2016

A primeira paixão, o primeiro desgosto, a primeira lição para aprender a dar tempo ao tempo, ultrapassar medos e confiar em nós mesmos. Um livro numa linguagem delicada, como é o tema, com bonitas ilustrações.

  1. Síndrome do X Frágil – Olá! Eu sou o Alexandre – Alexandre, o Ágil, de Ana Zanatti e Madalena Bastos (ilustração), Pais em Rede, 2016

O Alexandre é um menino curioso e irrequieto, que vive rodeado de amor, entrega e preserverança. Vive com a síndrome do X Frágil, caracterizada por sintomas como a hiperatividade, problemas de atenção e concentração, ansiedade e timidez social. A estória de Alexandre é verídica, e aqui é contada num tom lúdico e em verso, pensada quase para ser cantada a outros meninos; faz parte da coleção Meninos Especiais, que visa contar a estória de crianças com deficiências, nem sempre visíveis ou conhecidas do público geral, e alertar para as suas necessidades especiais.

Este livro foi financiado pela Associação Portuguesa da Síndrome X Frágil, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

  1. Um novo irmão – Eu só só eu, de Ana Saldanha e Yara Kono (ilustração), Editora Peirópolis, 2014

Um livro cheio de amor sobre tudo o que faz parte do mundo de um filho único: os seus brinquedos, os seus espaços, os seus afetos. E como tudo isso muda com um irmão, só seu.

Texto e ilustrações ideais para abordar o tema com crianças até aos 3 anos.

Sugerimos também:

  • Alice Beija-Flor, um PortCast da autoria de Jorge Reis, com exercícios de Catarina Stichini, para ler e ouvir e discutir a infância, a família e distúrbios alimentares. Versão lenta e grátis, aqui. Versão com exercícios, aqui.

Diga-nos o que acha e sugira outros livros!

 

Catarina Stichini é professora há mais de vinte anos, tendo já lecionado do ensino infantil ao universitário. Em 2014, foi nomeada para o Prémio de Melhor Professor da Universidade de Estocolmo, na Suécia, país onde é atualmente professora de Português Língua de Herança. Dedica parte do seu tempo ao www.portcast.net, uma plataforma para a aprendizagem de português através de podcasts. Tem um filho luso-sueco com 6 anos.

Gabriella Teixeira é formada em Comunicação Social e trabalha como professora de Português como Língua de Herança na Suécia. Apaixonada por literatura infantojuvenil, em 2015, criou o projeto, Cantinho da história na Suécia, onde realiza diversas contações de histórias em português nas bibliotecas de Estocolmo e também em Uppsala.

 

 

 

José Fanha e António Torrado escrevem sobre Lousada para alunos do 4.º e 6.º ano – apresentação dos livros 12 outubro em Lousada

Outubro 12, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.cm-lousada.pt/pt/noticias/jose-fanha-e-antonio-torrado-escrevem-sobre-lousada

 

Como afastar as crianças dos ecrãs e levá-las a desfrutar dos livros

Outubro 9, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 14 de setembro de 2017.

É verdade, aqueles ecrãs são muito tentadores, mas sejam fortes e preparem-se para as falinhas mansas, gestão de tempo e alguma criatividade, especialmente no que toca a definir o que significa ler um livro.

Culto e Rita Pimenta

No Verão há imensas desculpas: colónias de férias, piscina, praia, dias de preguiça quando não parecia muito mau os filhos ainda estarem de pijama e talvez a ver televisão ou a barincar no iPad. Era tempo de férias, certo? Eles liam quando a escola recomeçasse. Será que pressioná-los não iria criar resistência à leitura?

Agora voltaram para a escola e defrontam-se com algo talvez ainda mais assustador: os trabalhos de casa. (Mais os treinos de futebol, as aulas de piano, os encontros com os amigos e tantas outras coisas.)

Como é que se consegue tempo para ler neste horário já incrivelmente preenchido? E mais importante: como ajudar as crianças a ver a leitura como algo separado da escola, dos testes, do trabalho? Como promover a leitura por prazer?

A resposta simples é lerem – com e para os vossos filhos – sempre que possam. Façam dos livros parte das vossas rotinas, da decoração da casa, das conversas. É verdade, aqueles ecrãs são muito tentadores, mas sejam fortes e preparem-se para as falinhas mansas, gestão de tempo e alguma criatividade, especialmente no que toca a definir o que significa ler um livro.

Aqui ficam algumas dicas de bibliotecários e especialistas em educação:

— Leiam os vossos próprios livros. Quando foi a última vez que se sentaram na sala (ali mesmo no meio dos brinquedos, do caos, da confusão e das crianças) e leram um livro para vosso próprio prazer? Se estão a revirar os olhos neste preciso momento, não são os únicos. Mas ponham de lado o vosso cepticismo e tentem.

“Normalmente, as crianças são extremamente curiosas e ansiosas por ler se tiverem motivação suficiente”, diz Erika Christakis, educadora de infância e autora do livro The Importance of Being Little. “Está nas mãos dos adultos criar ambientes na escola e em casa que os levem a querer ler.” Em parte, significa terem de ler também e terem de largar os vossos ecrãs. “O que é que irá motivar as crianças se sempre que tiram os olhos de um livro vêem os pais agarrados ao telemóvel?”, pergunta Christakis.

Conclusão: se as crianças vos virem a ler por prazer, é mais provável que o façam também. Além disso, vocês acabam por também ler um livro!

— Leiam em voz alta. “Lembrem-se, uma criança nunca é demasiado velha para que lhe seja lida uma história. E vocês nunca estão demasiado ocupados para ouvir uma história lida por uma criança”, diz John Schumacher, também conhecido como Sr. Schu, embaixador das bibliotecas escolares da Scholastic Book Fairs. James Trelease, autor do venerado Read-Aloud Handbook, diz que quando lêem em voz alta para crianças não estão só a informá-los, mas a criar laços e a entretê-los. E estão também a “fazer publicidade aos prazeres da leitura”. Trelease, que leu para os seus filhos até estes estarem no 9.º ano, acrescenta que ouvir um livro aumenta a capacidade de compreensão e o vocabulário. “Se nunca ouviram uma palavra, nunca vão aprender a dizê-la ou a escrevê-la e nunca a vão ler.”

— Façam de visitas a bibliotecas parte da rotina das crianças. De acordo com o mais recente Scholastic Kids & Reading Report [Relatório sobre Crianças e Leitura feito pela Scholastic], os bibliotecários e os professores são a melhor fonte de factos divertidos sobre livros. Mesmo que as crianças sejam demasiado tímidas para pedir ajuda, quem sabe os títulos que eles podem descobrir nas prateleiras? (Se estão preocupados sobre se os livros são adequados, perguntem ao bibliotecário ou consultem o site Common Sense Media.)

— Deixem as crianças escolher os próprios livros à vontade. “Estudos mostram que, quando as crianças escolhem os livros que querem ler, lêem mais”, diz Karen MacPherson, coordenadora da secção de crianças e adolescentes da biblioteca Takoma Park Maryland. De acordo com um dos estudos mais citados, cerca de 80% das crianças envolvidas no estudo disseram que o livro de que mais gostavam era o que eles mesmos tinham escolhido.

— Encorajem as crianças a reler livros. “Os leitores jovens não deveriam ser forçados a experimentar coisas novas em casa”, diz Christakis. “Uma das melhores leitoras que conheço passou a infância dela a ler e a reler, do princípio ao fim, a colecção completa de Little House. Deve ter terminado a colecção dez ou 15 vezes, fazendo ocasionalmente um intervalo para ler a colecção de Harry Potter. Há formas muito piores de passarmos a infância.”

— Deixem as crianças ler ao nível deles e não aquele de que se gabam aos vossos amigos. “Os adultos tendem a impingir algumas das suas ansiedades de leitura aos filhos, o que é contraproducente”, diz Christakis. “Os pais de leitores precoces frequentemente fazem os filhos ler textos que são simplesmente demasiado difíceis para eles. Mesmo lendo um livro com 95% de exactidão, saltando ou não reconhecendo 5% das palavras, é surpreendentemente distractivo e desmoralizante”, diz. “As famílias deviam encorajar as crianças a escolher livros que sejam ‘confortáveis’ para eles e que não lhes causem ansiedade ou lhes dê a sensação de que é demasiado trabalhoso.”

— Livros não são só contos de fadas. Os livros de culinária também são livros, indica MacPherson. Tal como livros de banda desenhada e de factos interessantes como o Livro Guinness dos Recordes e o Ripley’s Acredite se Quiser — Ver Para Crer. Até folhear uma revista, um almanaque, uma enciclopédia ou um dicionário (que também tem o benefício de os ensinar a alfabetizar) pode ser uma forma divertida de explorar livros.

— Comecem a ouvir audiolivros. Quer estejam numa longa viagem de carro ou simplesmente a descansar em casa, ouçam um audiolivro e preencham qualquer tempo vazio com histórias. Trelease diz que ouvir este tipo de livros traz os mesmos benefícios que ler em voz alta, enriquece o vocabulário e aumenta a capacidade de concentração.

— Criem uma refeição de “leitura”. Escolham uma refeição (ou duas) em que toda a família possa trazer um livro para a mesa e possam ler enquanto comem, sugere MacPherson. Pode-se tornar uma refeição bastante silenciosa ou num aceso debate. De qualquer forma, a leitura dá origem a uma ocasião especial.

— Formem um clube de leitura no bairro. Ler não é necessariamente uma actividade solitária. Um clube de leitura com leitores de níveis semelhantes pode ser uma excelente forma de as crianças verem o que os seus colegas andam a ler e torna a leitura um evento social.

— Deixem os vossos filhos ouvir podcasts. As crianças podem escolher podcasts de histórias, como StoryNory ou Eleanor Amplified, ou um mais informativo, como Wow in the wold. Ouvir estes podcasts pode oferecer muitos dos mesmos benefícios que ouvir audiolivros.

“Há um ditado que diz: ‘Se não gostam de ler, é porque o estão a fazer mal’”, lembra Deborah Taylor, coordenadora da secção de escola e alunos da Enoch Pratt Free Library, em Baltimore. “Acho que significa que a pessoa ainda não estabeleceu uma relação com o livro certo”, acrescenta, dizendo que é “implacável” com os jovens leitores. “Se me dizem que não gostam de ler, digo-lhes que não vou desistir enquanto não encontrar o livro certo para eles, aquele que vai fazer deles leitores.”

As sugestões de Rita Pimenta

Porque preferimos que sejam as crianças a escolher, propomos uma lista com links que lhes permitem ver e escutar alguns dos títulos, mas não substituem a leitura em papel. Também privilegiámos autores portugueses. Porque sim.

O escalonamento por idades é apenas um indicativo (quase sempre falível…).

Dos 4 aos 8 anos

Eu Quero a Minha Cabeça! Texto e ilustração: António Jorge Gonçalves Edição: Pato Lógico

Histórias às Cores Texto: António Mota Ilustração: Paulo Galindro Edição: Gailivro

A Surpresa de Handa Texto e ilustração: Eileen Browne Tradução: José Oliveira Edição: Editorial Caminho

Dos 9 aos 12 anos

A Charada da Bicharada (Prémio Nacional de Ilustração 2008) Texto: Alice Vieira Ilustração: Madalena Matoso Edição: Texto Editores

O Estranhão (colecção) Texto: Álvaro Magalhães Ilustração Carlos J. Campos Edição: Porto Editora

O Incrível Rapaz Que Comia Livros (Prémio de Melhor Livro Infantil 2007, atribuído pelo Irish Book Awards) Texto e ilustração: Oliver Jeffers Tradução: Rui Lopes Edição: Orfeu Negro

A partir dos 12 anos

De Umas Coisas Nascem Outras (Prémio Autores 2017 na categoria Melhor Livro Infanto-Juvenil) Texto: João Pedro Mésseder Ilustração: Rachel Caiano Edição: Caminho

Lá Fora (Melhor livro na categoria Primeira Obra, Opera Prima, da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha 2015) Texto: Maria Dias e Inês Rosário Ilustração: Bernardo P. Carvalho Edição: Planeta Tangerina

Eu Espero Texto: Davide Cali Ilustração: Serge Bloch Edição: Bruaá

Mais sugestões de livros no blogue Letra pequena.

 

 

 

Faculdade de arquitetura da universidade de lisboa lança livro de arquitetura para crianças – 9 outubro

Outubro 5, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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Pelas mãos da editora Livros Horizonte chega A Casa do Futuro, um livro único que tem como grande objetivo interagir com crianças e jovens, levando a temática da arquitetura, do urbanismo e do design a diversas idades e realidades. No livro, aproveitando o tema da arquitetura sustentável abordam-se os conceitos da arquitetura e do papel do arquiteto na construção da sociedade atual. A iniciativa deste livro nasceu no Gabinete FAJúnior, um projeto pedagógico de base científica e experimental da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa.

Margarida Louro, a autora, nasceu em Lisboa em 1970. Licenciou-se em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa (FA-UTL) em 1993, em que é docente desde 1997. É membro efetivo do Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design (CIAUD) desde julho de 2006. Atualmente é coordenadora do gabinete FAJúnior da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa.

A ilustradora, Camila Martinho nasceu em São Paulo em 1993. Licenciou-se em Design pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FA-ULisboa), em 2015. É finalista do Mestrado em Design de Comunicação da FA-ULisboa. Atualmente é bolseira de investigação no Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design (CIAUD).

A sessão de apresentação do livro acontece no próximo dia 9 de outubro, pelas 11h00 no Auditório Rainha Sonja da Noruega na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. A obra será apresentada pelo Professor Fernando Moreira da Silva.

http://www.livroshorizonte.pt/catalogo/a-casa-do-futuro/

Já não sabe como entreter os miúdos? Estes livros valem minutos (ou mesmo horas) de descanso

Setembro 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 29 de agosto de 2017.

Ana Dias Ferreira

As aulas estão quase a começar, o problema é o quase. Para entreter os miúdos, reunimos livros de histórias e de passatempos publicados nos últimos meses (incluindo um mistério que usa a matemática).

1. Os Livros do Rei

De David Machado e Gonçalo Viana (Alfaguara). 12,50€

É uma história ao género do “era uma vez” e ao mesmo tempo uma homenagem ao poder da literatura. Em Os Livros do Rei, David Machado (vencedor de vários prémios na categoria infanto-juvenil) apresenta um jovem príncipe obrigado a suceder ao pai quando este morre depois de um terramoto. Para além de colocar a coroa na cabeça, o inexperiente monarca tem de reconstruir todo o reino. Habituado a passar os dias sozinho na biblioteca do palácio, quer fazer uma cidade à semelhança do que leu nos livros de fábulas, aventuras e viagens. Uma visão enigmática até para os melhores arquitetos do reino, mas familiar para quem está habituado a exercitar a imaginação nas páginas de um livro.

2. Capitão Coco & O Caso das Bananas Desaparecidas

De Anushka Ravishankar e Priya Sundram (Orfeu Negro). 12,90€

Há um mistério para resolver e a cena do crime é uma fruteira de onde desapareceram uma série de bananas. Como se isto não fosse suficientemente bizarro, o detetive convocado para esclarecer tudo chama-se Capitão Coco, desloca-se numa mota e orgulha-se de ter uma cabeça brilhante, assim como uma chave que abre todas as fechaduras (ou não). Escrita por duas autoras indianas e apresentado como uma novela gráfica ao estilo de Bollywood, Capitão Coco & O Caso das Bananas Desaparecidas é do mais original que tem aparecido nas estantes de literatura infantil. Para além de misturar técnicas de ilustração, de reservar algumas páginas para momentos musicais e de não poupar no humor, conseguido sobretudo pela personalidade da personagem principal, o livro ainda tem um bónus: para resolver o mistério é preciso fazer algumas contas de matemática. Ou seja, bela forma de rever a matéria.

3. A Menina dos Livros

De Oliver Jeffers e Sam Winston (Presença). 12,90€

Logo no início, em letras muito pequenas, estão os nomes de vários clássicos infantis: Rapunzel, O Feiticeiro de Oz, Hansel & Gretel, Peter Pan, O Polegarzinho, entre muitos outros. Partes dessas histórias são mais à frente transformadas em figuras e cenários, com as palavras a formarem ondas do mar, nuvens, monstros ou estrelas. A Menina dos Livros junta dois artistas — entre eles um dos mais prolíficos autores para crianças, Oliver Jeffers — num bonito e adequado propósito: fazer uma homenagem aos contos de fadas, ao mundo que as histórias constroem e à liberdade da imaginação.

4. Triciclo – Especial de Verão

De Ana Braga, Inês Machado e Tiago Guerreiro (Triciclo). 11€

Chegou sobre rodas em meados de junho recheada de passatempos para as férias. A Triciclo é uma nova micro-editora de pequenas revistas (as chamadas zines) infantis que, depois de um primeiro número, lançou um especial de verão de tiragem limitada e impresso em risografia a duas cores. É assim, em tons de amarelo e azul e com ilustrações dos editores Ana Braga, Inês Machado e Tiago Guerreiro (e que incluem um belo gelado geométrico na capa), que os mais pequenos podem acompanhar as férias em Portugal dos três primos do André (o protagonista que já aparecia no primeiro número) enquanto resolvem passatempos que os levam pela praia, o campo, o museu de História Natural e até um jogo da Supertaça.

Esta edição encontra-se à venda em lojas e livrarias selecionadas, entre elas A Vida Portuguesa do Intendente, Ler Devagar, MAG kiosk, Baobá e Ó! Galeria, em Lisboa; Livraria Gigões & Anantes (Aveiro), Manifesto (Matosinhos) e GATAfunho (Oeiras).

5. Tonton Lulu – Uma aventura de Laurinha e Sulivão

De Nuno Neves e Susana Vilela (Serrote). 12,80€

A terceira aventura de Laurinha e Sulivão leva os dois irmãos até Paris, mais concretamente ao Louvre. É aí, no célebre museu que serve de tecto à Mona Lisa e a outros quadros e esculturas famosas que o avô Bartolomeu Tirapicos trabalha como vigilante. Como se o cenário não fosse já de si excitante, o passado do avô também está cheio de histórias e peripécias. E em plena joia parisiense, Laurinha e Sulivão, os protagonistas desta bela coleção da editora Serrote, podem até tornar-se heróis da República Francesa.

6. Porque Tem a Arte Tanta Gente Nua?

De Susie Hodge (Bizâncio). 15€

Uma tabuleta estrategicamente colocada à frente do escultural David de Michelangelo informa que este livro fala de questões importantes sobre arte. Uma delas está no título — porque tem a arte tanta gente nua? — mas muitas outras são levantadas ao longo das suas 90 páginas (“a arte é tão cara porquê?” e “há estátuas feias?” são apenas duas). De forma direta, com ilustrações originais e muitas representações de obras, Susie Hodge faz ao mesmo tempo as vezes de guia de museu e de professora de História de Arte, atravessando movimentos tão diversos como o Cubismo e o Renascimento e autores tão variados como Rembrandt, Munch, Frida Kahlo, Velázquez e Keith Haring. Interessante mas não maçudo, ou não estivessem os textos partidos em pequenos blocos e o livro salpicado de chamadas que remetem para outras páginas e prometem deixar a curiosidade dos miúdos tão inquieta como as pinceladas de Van Gogh.

7. Maria Trigueira

De Ivone Gonçalves (Kalandraka). 12€

Maria Trigueira é o nome pelo qual é conhecida a avó Maria, uma avó que nasceu na serra e é morena e bonita. Tal como a alcunha, a avó que aqui aparece como menina é indissociável do campo: cresceu no meio das searas de trigo, gosta de ver as estrelas e as suas tranças abanam ao vento “como as espigas”. No entanto, nem a beleza dos montes a faz esquecer o grande sonho de ir ver o mar e boiar na água. Um álbum intimista escrito e pintado a duas cores por Ivone Gonçalves, sobre as coisas simples da vida.

8. Hora de deitar Baltasar!

De Yasmeen Ismail (Booksmile). 11,99€

Ah, a hora de deitar. Ter de ir para a cama quando só apetece continuar a brincar, correr e saltar em poças de lama. Poças de lama? Calma, o protagonista deste livro não é uma criança — parecia, não parecia? — mas sim um cão chamado Baltasar, que foge do dono quando percebe que é hora de fechar os olhos. As parecenças com a rotina noturna de quem tem filhos são muitas, e esse é claramente o objetivo da autora Yasmen Ismail — de quem foi também lançado recentemente Nada! Deixa-te levar pela Imaginação –, o que faz de Hora de Deitar, Baltasar, uma história feita à medida da hora de ir para a cama.

9. Fazer, conhecer, criar — Manual de Aventura

De Anastacia Zanoncelli (Livros Horizonte). 22€

Dirige-se a rapazes e raparigas aventureiros e é um manual de capa dura com centenas de jogos e desafios para explorar a natureza (ou simplesmente o jardim). Desde saber reconhecer insetos e constelações a preparar a mochila para ir acampar, passando pelas regras do código Morse e outros alfabetos secretos, esta obra da italiana Edizioni del Baldo, traduzida este verão para português, vem acompanhada de mais de 1.500 ilustrações e ideias. Um calhamaço perfeito para os arrancar do sofá e aproveitar a vida ao ar livre.

10. Rio Acima

De Vanina Starkoff (Orfeu Negro). 12€

Horizontal, como as águas de um riacho, Rio Acima é uma travessia. Um livro em que todas as personagens seguem num barco, canoa ou batel, e onde o objetivo é que cada um encontre o seu ritmo — quem sabe, melhor ainda, a felicidade. Ao invés do tradicional e esperado azul, a argentina Vanina Starkoff pinta as águas deste rio de um amarelo vibrante e como se isso não bastasse batiza as embarcações que o cruzam com nomes como “Sorriso Bonito”, “Amor de Mãe”, “O Paraíso” e “Escolinha da Felicidade”. No final, e embrulhada numa onda poética e que apela ao sonho, a mensagem desta travessia é tão vibrante como as cores usadas: qualquer coisa como “tá-se bem, a vida é linda e tu também”.

11. A Maratona dos Bichos

De Regina Boratto e Vanda Romão (Caminho).

Como uma espécie de nova versão da fábula da lebre e da tartaruga, A Maratona dos Bichos reúne uma série de animais que resolvem correr a maratona. A ideia parte de três amigos que decidem fazer uma aposta para ver quem é mais rápido e consegue saltar mais obstáculos. O problema é que esses três amigos são o “porquinho gordinho, o urso panda e a tartaruga cascuda”, ou seja, nenhum deles é particularmente veloz ou dado a desporto. Solução? Convidar animais mais lentos, neste caso “o bicho preguiça, o burrinho bufador e o rinoceronte gigante”, para aumentar as probabilidades de vencer. Quem cruzará a meta? É preciso seguir a história, contada em rima, e contar com os imprevistos (e muita poeira).

12. Coleção Tesouros da Literatura

Vários autores (Fábula). De 8,99€ a 11,99€

Uma nova chancela nasceu para recuperar velhos livros. Por velhos entendam-se clássicos, publicados dentro de uma mesma coleção chamada “Tesouros da Literatura”. Os quatro primeiros volumes são A Volta ao Mundo em 80 Dias, de Júlio Verne, Os Maias, de Eça de Queirós, Contos Maravilhosos, de Hans Christian Andersen, e As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi. Todos traduzidos diretamente dos originais (à exceção de Os Maias, bem entendido) e em edições de capa mole e acessíveis. Quem sabe um primeiro passo — ou os quatro primeiros alicerces — para uma rica biblioteca.

13. Emoji, Livro de Atividades

De Natalie Barnes (Jacarandá). 9,90€

Se é difícil convencê-los a largar o telemóvel ou o tablet para pegar num livro, esta última sugestão talvez possa ajudar. São mais de mil autocolantes com emojis de todas as formas e feitios, para colar à frente de expressões, descrever amigos ou preencher camisolas. Há também páginas para desenhar penteados criativos para os conhecidos smilies ou postais para decorar e enviar por correio . A premissa é sempre a mesa: “emojifica tudo”.

 

 

 

Livros para as férias de Verão dos meninos mais crescidos

Julho 21, 2017 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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texto do http://www.dn.pt/ de 7 de julho de 2017.

Maria João Caetano

Na praia, na rede, no jardim, no fresquinho da casa, nada como estes dois meses de férias para descobrir o prazer de ler. Aqui ficam algumas sugestões para crianças e adolescentes.

Começamos por um clássico: Tom Sawyer é aquele rapaz descalço e brincalhão, amigo de Huck Finn, que muitos de nós descobriram na série de animação da década de 1980. O livro que lhe deu origem é As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain. Retrato da vida (e das contradições) numa pequena cidade junto ao Mississípi, no século XIX, este é um livro de aventuras sobre a liberdade, os medos e os desejos de dois rapazes. Para ler com o olhar crítico de hoje.

As férias são também tempo para viajar – no país ou no estrangeiro. E os mais pequenos podem ajudar a planear as viagens com os guias da coleção A Minha Cidade. Depois de Beja por Susa Monteiro e Edimburgo por Markus Oakley, há agora mais dois guias: Madrid por Manuel Marsol e Viseu por Ana Seixas. Na sua cidade natal, a ilustradora Ana Seixas propõe, por exemplo, uma ida ao Teatro Viriato, um passeio no Parque do Fontelo e um petisco na Casa Bóquinhas, uma taberna da Rua Escura. São 12 os sítios ilustrados e descritos por quem melhor os conhece.

O Estranhão é uma das coleções juvenis de maior sucesso neste momento. O mais recente volume, Viagem no Tempo em Cuecas, põe Fred, o miúdo de 11 anos, QI acima da média e uma imaginação prodigiosa, a viajar até ao tempo das cavernas, ao tempo dos romanos, ao tempo dos castelos e a muitos outros tempos. Os livros de Álvaro Magalhães são acompanhados pelas muitas e divertidas ilustrações de Carlos J. Campos que são uma grande ajuda para aqueles meninos que ainda “têm medo” dos livros com muitas letras e poucos bonecos.

Mary Poppins é mais uma daquelas personagens que conhecemos sobretudo dos ecrãs: o filme de 1964, realizado por Robert Stevenson, tinha como protagonista Julie Andrews – que recebeu um dos cinco Óscares atribuídos a esta produção. Mas antes de estar no cinema, esta ama com poderes mágicos surgiu nos livros da australiana Pamela Lyndon Travers. Dos oito livros, originalmente publicados entre 1934 e 1986, a Relógio D”Água já editou os dois primeiros volumes.

Este O Regresso de Mary Poppins, com ilustrações de Susana Oliveira, traz a ama de volta à Rua das Cerejeiras para um chá “de pernas para o ar”, um circo no céu e o nascimento de Annabel, o quinto e último bebé da família Banks (que fica completa com cinco crianças).

O ideal seria mesmo ler a coleção toda antes da estreia de Mary Poppins Returns, o filme realizado por Rob Marshall que tem data de estreia marcada para 25 de dezembro de 2018, tendo como protagonista a atriz Emily Blunt e contando ainda com participações de Lin-Manuel Miranda (no papel de Jack, o homem que acende candeeiros na rua), Colin Firth (o banqueiro Weatherall) e Angela Lansbury (a senhora dos balões).

A coleção Caderno de Memórias de Difícil Acesso nasceu este ano pelas mãos de Raquel Palermo e João Lacerda Matos. No primeiro volume ficamos a conhecer Santiago Castelo. Este é o seu diário, por isso o livro é escrito com a linguagem de um rapaz de 11 anos que vive em Portugal em 2017, que implica com a irmã mais velha, que desespera com as regras que os pais lhe impõe, que odeia os alarmes que o acordam de manhã e que conta aqui as suas aventuras – nem sempre bem comportadas – com os amigos e os colegas da escola, nos treinos de futebol ou nas férias de verão.

Por último, uma sugestão para aqueles que estão agora a começar a ler livros maiores. Jatakas – Seis Contos Budistas é mais um livro delicioso da Pequena Fragmenta, com texto de Marta Millà e ilustrações de Rebeca Luciani. Jatakas são os ensinamentos de Buda, “contos, metáforas e lições que foram passando de mestres a discípulos através dos tempos”. Muitos dos protagonistas das jatakas são animais. “Não pretendem dar lições, apenas inspirar uma conduta consciente ética”, explica a autora. Os contos que aqui estão são versões livres de algumas jatakas e há um, A Avó Pirilampo, que é original.

 

 

Leituras para as Férias Grandes, por Ana Ramalhete

Junho 5, 2017 às 9:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto do site https://revistafabulas.com/ de 7 de junho de 2017.

Ana Ramalhete

Vamos aproveitar as férias para olhar com atenção. Olhar para cima, olhar para baixo, olhar para dentro, olhar para fora,  olhar para eles, olhar para nós…Olhar para todos os lados!

Inventário ilustrado das aves – texto de Virginie Aladjidi, ilustração de Emmanuelle Tchoukriel, tradução de Elisabete Ramos

«Do pinguim ao cardeal, do melro à andorinha… são quase 80 as espécies de aves que voam e trinam por entre as páginas deste inventário repleto de penas e plumas coloridas.»

Um inventário minucioso de várias espécies de aves, ensinando a identificar e a nomear cada parte do corpo, desde o bico até às penas. Descreve a alimentação, as atividades preferidas, os cantos e o chilrear característico de cada espécie. Recheado de ilustrações realistas e coloridas, este inventário é um companheiro indispensável na descoberta das aves e dos seus voos.

Noite Estrelada – Texto e ilustração de Jimmy Liao, tradução de Ana M. Noronha e Domenica Ignomeriello, edição Kalandraka

«Noite estrelada tem como protagonista uma jovem menina, cuja narrativa na primeira pessoa mostra a forma como é afectada pela sua realidade e pelo mundo que a rodeia. É uma história sobre a solidão e a amizade, a perda e a descoberta, sobre o crescimento e sobre como a arte e a imaginação podem ser veículos de liberdade.»

Nesta história dedicada a todas «as crianças que não se sentem em sintonia com o mundo», a imaginação e a fantasia surgem como formas de libertação de uma realidade pouco atraente, onde estão presentes os conflitos familiares, a solidão e o bullying. O nascimento de uma amizade inesperada vai despontar como um meio de libertação, de fortalecimento individual e de descoberta da beleza, da natureza ou da arte. O quadro A noite estrelada de Van Gogh inspirou Jimmy Liao no título, em partes do texto e nas aguarelas intensas, onde predominam os amarelos e os azuis fortes. Como é habitual nos seus álbuns, as imagens funcionam como um outro texto que desenvolve, completa e acrescenta o que está escrito.

O que aconteceu à minha irmã? Texto De Simona Ciraolo, tradução de Rui Lopes, edição Orfeu Negro

«Esta é a história ternurenta de uma menina que muito intrigada com a irmã adolescente, tenta desvendar a todo o custo este grande mistério. Quem é esta nova irmã? Porque já não quer brincar aos mesmos jogos e anda aos segredinhos pela casa?»

Este álbum ilustrado aborda a cumplicidade entre irmãs e o momento em que esta é perturbada pelas alterações de comportamento e pelas mudanças físicas que a irmã mais velha sofre, da noite para o dia. A consciência e investigação de tal fenómeno, pela mais nova, são acompanhadas página a página pelas ternas ilustrações que jogam com os tons de laranja e vermelho em contraste com os azuis e cinzentos, embrenhando-se texto e imagem numa fusão perfeita.

Na Boca do Lobo – Texto de Sara Monteiro, Ilustração de Susana Carvalhinhos, edição APCC (Associação para a promoção cultural da criança)

«Estes poemas, inspirados em expressões idiomáticas comuns, como por exemplo “fazer uma tempestade num copo de água”, “dar nome aos bois” ou “perder a cabeça”, foram escritos como se se desconhecesse o seu significado, abrindo caminho para o mundo do imaginário.»

Dezassete poemas que nos afastam das conceções iniciais com que certas expressões idiomáticas são utilizadas e nos fazem sorrir e pensar e olhar para todos os lados: para a cidade, para o mundo animal, para o mar, para a lua, para o corpo humano, para o céu. São versos que não batem na mesma tecla e que certamente não nos levam por maus caminhos. As ilustrações coloridas e bem-humoradas de Susana Carvalhinhos vestem os poemas e lavam-nos alma.

Olhos tropeçando em nuvens e outras coisas – Texto de João Pedro Mésseder, ilustração de Rachel Caiano, edição Caminho

«Há olhos que quase só deslizam no telemóvel; e olhos que tropeçam em nuvens, em bolas, em pessoas, em patas de aranha, eu sei lá em quê. Às vezes, esses olhos tropeçantes querem que as mãos escrevam textos à maneira de haicais (este livro explica o que são). Os olhos tropeçam num melro, a mão escreve um; numa borboleta, a mão escreve outro, e por aí fora. E há mãos que gostam de desenhar…haicais. Mas será isso possível? É abrir o livro e logo se verá.»

João Pedro Mésseder tropeça em coisas e como das coisas nascem outras coisas escreveu estes poemas de instantes ou instantes de poemas inspirados nos haicais japoneses. São versos que nos transportam ora para a claridade das manhãs, ora para as nubladas tardes de verão e que, em certos momentos, nos fazem lembrar Eugénio de Andrade. A delicadeza e beleza das ilustrações de Rachel Caiano, a preto, vermelho e azul, traduzem-se em fortes imagens poéticas, quais haicais desenhados. Um livro que nos deixa com «Olhos Tropeçando nas nuvens, Aturdidos de alegria»

 

 

 

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