Mesa-Redonda “A Representação da Deficiência no Livro Infantil” – 23 de janeiro em Lisboa

Janeiro 18, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/582234905555384/

 

Apresentação do livro “João rápido como um foguetão” | 16 Dezembro em Lisboa

Dezembro 15, 2018 às 3:17 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

https://www.wook.pt/livro/joao-rapido-como-um-foguetao-nuno-pereira-machado/22130472

 

Plasticus maritimus. Como explicar o problema do plástico às crianças

Dezembro 14, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do Observador de 28 de novembro de 2018.

Ana Dias Ferreira

Tem direito a nome científico (inventado pela bióloga Ana Pêgo) e deu um livro da Planeta Tangerina. O problema do plástico nos oceanos está agora acessível a uma criança. Vamos formar ativistas?

É uma espécie exótica e invasora que se encontra em todos os mares e zonas costeiras do mundo. Pode apresentar-se sob uma grande variedade de formas e em todas as cores, incluindo a transparente ou mesmo “invisível”. Em geral, desloca-se fácil e rapidamente, em função dos ventos e correntes. Tem grande facilidade de se adaptar a todos os ecossistemas. Nome científico? Plasticus maritimus, uma designação inventada pela bióloga Ana Pêgo (e agora um livro), que nos últimos quatro anos tem feito questão de gastar o seu latim para falar do problema do plástico nos oceanos.

“O meu objetivo é chegar ao máximo de pessoas. Essa tem sido a minha arma de combate: informar”, diz a bióloga marinha de 47 anos. Munições não lhe faltam: em 2014 reconstruiu o esqueleto de uma baleia de 10 metros só com objetos de plástico branco encontrados na praia, na instalação “Balaena plasticus”, este ano reposta no Centro Cultural de Belém. Em 2015 criou a página Plasticus maritimus para partilhar fotografias do lixo que começou a colecionar e que deu origem a várias exposições. Desenvolve regularmente oficinas e ateliers sobre o ambiente para crianças e famílias, em instituições como a Gulbenkian e o Oceanário. Passa a vida a “escrever para todo o lado”, seja sobre as largadas de balões promovidas pelas câmaras municipais ou os pacotes de sumo com palhinhas distribuídos nas escolas. Agora escreveu também um livro, em parceria com Isabel Minhós Martins, da editora infanto-juvenil Planeta Tangerina, e com ilustrações de Bernardo P. Carvalho. Um guia de campo, como os biólogos fazem quando querem identificar determinadas plantas e animais, para falar desta “espécie invasora” que representa já 80% do lixo que existe nos oceanos e que ameaça sobrepor-se aos peixes em 2050. Objetivo: sensibilizar para um uso mais sensato dos plásticos (metade usados apenas uma vez), formar ativistas, levar à mudança. “Acho que se as pessoas forem informadas sobre o impacto dos nossos hábitos diários, se souberem que as largadas de balões e os cotonetes que atiram para a sanita vão parar ao mar, vão querer fazer alguma coisa. Não podemos continuar à espera que os outros resolvam os assuntos. Temos de ser ativos.”

Dando o exemplo do sabonete em lugar do gel de banho, Ana Pêgo defende que “não é preciso fazer uma mudança radical para começar a ‘desplastificar’”, basta começar por chegar ao supermercado e “não querer as bolachas que são vendidas dentro de dois pacotes”, ou fugir das embalagens de uso único. Esse é também todo o espírito (e mérito) do livro: dar sugestões concretas, descomplicar o que é complicado e tornar um dos maiores problemas e desafios do nosso planeta acessível a uma criança de oito anos.

É por isso que Plasticus maritimus – uma espécie invasora começa por mostrar, antes de mais, qual é a importância de salvar os oceanos, principais reguladores do clima e que produzem mais de 50% do oxigénio que respiramos. Ou que explica afinal o que é o plástico, com direito a uma “pequena aula de físico-química” que mostra como se fabrica e por que é um material tão especial e duradouro, podendo ficar dezenas, às vezes centenas de anos no meio ambiente. É por isso também que depois dos números assustadores — “todos os anos, cerca de oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos, o que equivale a serem despejados no mar, a cada hora que passa, cerca de mil toneladas de plástico, um camião cheio por minuto” — se mostram alternativas e bons exemplos que já estão a ser seguidos noutros países, como a lei aprovada em França para banir a louça descartável de plástico até 2020. Ou que se dão ainda sugestões de hábitos a implementar no dia-a-dia, com direito a umas quantas notas de como lidar com a atitude dos outros se nos acharem extraterrestres por recusarmos coisas que não são essenciais, identificarmos bizarrias que não deviam existir (como laranjas descascadas vendidas em placas de esferovite e envolvidas em celofane) ou mandarmos arranjar os objetos que se estragam em vez de ir a correr comprar outros.

Estes hábitos são contra-corrente no mundo da novidade e do “usa-e-deita-fora”,  mas “o livro acaba por sair em plena explosão do plástico”, diz Ana, que em tempos se sentiu sozinha a alertar para uma questão a que ninguém parecia ligar. A sua instalação da baleia branca era o elefante na sala, mas em janeiro deste ano o elefante chegou a Bruxelas, com a apresentação da primeira grande Estratégia Europeia sobre Plásticos por parte da Comissão Europeia. “Este já não é um problema que está lá longe, na ilha do Pacífico feita de plástico, que tem 17 vezes o tamanho de Portugal e que continua a aumentar. É um problema que está aqui na Europa, aqui em Cascais, na nossa costa. Há animais que aparecem mortos e que comeram plástico.” Estão nas notícias, nas imagens (chocantes) postas a circular, começam a estar na agenda política.

Para Ana Pêgo, são os governos e os municípios que podem educar os cidadãos, mas também os cidadãos que podem exigir mais dos seus governos, através das suas escolhas. Mais do que no ecoponto amarelo, acredita numa série de “erres” antes do reciclar (repensar, recusar, reduzir, reparar e reutilizar), e acredita sobretudo no conceito de economia circular: “A reciclagem ainda tem um longo caminho pela frente e gasta recursos, além de que o plástico não é reciclável até ao infinito, ou não é facilmente reciclável de todo”, defende. “Acho que o futuro é a economia circular, que promove a reutilização de recursos e a reparação de materiais”. Citando o livro: “a ideia é que uma matéria-prima, quando é extraída da natureza, circule dentro deste circuito por muito, muito tempo… dando tempo à natureza de se regenerar.”

No seu guia de campo, e como um verdadeiro especialista à procura de uma determinada espécie no seu habitat natural, ensina a preparar uma saída para limpar as praias do Plasticus maritimus: o equipamento a levar, os cuidados a ter, os melhores locais e épocas. Para além de bióloga marinha, Ana Pêgo assume-se como beachcomber, isto é, alguém que não se limita a recolher lixo mas que coleciona e se interessa pela origem e a história dos objetos que encontra. Já apanhou 133 palhinhas na mesma praia e 253 tampas de garrafas em 20 minutos, num passeio no Cabo Raso, e tem coleções de pentes, peças de Lego, rodas, isqueiros, escovas de dentes ou embalagens de soro (todas mostradas no livro). A paixão pelo mar veio-lhe dos tempos de criança e de morar a 200 metros da Praia das Avencas, “o quintal mais incrível que alguém podia ter”. Adora baleias e esta é, resume, a sua forma de as salvar.

 

 

Pôr os miúdos a ler? “Contem-lhes histórias”, diz Mia Couto

Novembro 6, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Entrevista da Sábado a Mia Couto no dia 22 de outubro de 2018.

Mia Couto diz que é pela oralidade que os pais vão conseguir levar as crianças até aos livros. Com mais uma obra infantil a chegar às livrarias, o escritor explica-nos como cria histórias.

Nunca escreve a pensar que os leitores são crianças. Diz que escreve para “conversar com as vozes” que tem dentro de si. Mia Couto tem um novo livro A Água e a Águia, editado pela Caminho, e com ilustrações Danuta Wojciechowska.

Desta vez, no seu quinto livro infantil, acompanhamos as grandes águias que sobrevoam a terra e pelo meio aprendem-se letras. Mais uma fábula carregada de imaginação e de uma relação próxima com a terra. Lê-se no livro: “Foi então que a mais velha das águias juntou toda a comunidade e perguntou: – Sabem o que é a letra i? Uma disse: é um pau espetado no abecedário. Outra disse: é um dançarino com um chapéu alto.”

Mas numa altura em que os tablets e telemóveis ocupam muitas vezes o lugar principal no entertenimento, como se incentiva à leitura? O escritor, de 63 anos, vencedor do Prémio Camões, em 2013, defende que é primeira pela oralidade, pela rotina de contar histórias, que se vão conquistar os miúdos. Criar o hábito da leitura terá de ser pela sedução.

Como surgiu a ideia para escrever o livro A Água e a Águia?
Os livros não me surgem nunca a partir de uma ideia claramente definida. Não seguem assim um propósito consciente. Deve haver, no início, uma história ainda informe mas com suficiente sedução para que eu queira saber mais. Neste caso concreto, os bichos que tanto fazem correr palavras nas histórias de infância surgiam-me, desde logo, como os donos dessas palavras, dessas letras. Havia portanto uma instigante inversão entre os lugares conferidos ao que é humano e não humano.

Neste livro brinca com as letras, foi uma escolha consciente de ensinar letras?
Não, não houve um propósito didático. Não sei manter essa relação funcional com a escrita. A história pode e deve ensinar se ela for bonita e for capaz de encantar.

Há personagens que resultam melhor em livros infantis do que outras? Por exemplo, usa muitas vezes animais.
Não sou eu que o faço. É pratica velha e comum a todas as culturas a criação e de fábulas para reproduzir saberes e atitudes. Desde sempre os animais nos ensinam a ser mais humanos.

É diferente escrever livros infantis ou para adultos? 
Tenho uma enorme dificuldade em fazer essa distinção. E confesso mesmo que não sei exatamente o que é “escrever para crianças”. Talvez porque toda a escrita tem esse apelo de me remeter para a minha própria infância.

Como escolhe os temas para os livros infantis?
Sou eu que sou escolhido. Acredito que haja autores que fazem um plano e uma construção antecipada da história. Não tenho essa competência. A história vai-se revelando à medida que a escrevo. E enquanto vou escrevendo vou sabendo também mais de mim mesmo.

Quando os escreve imagina um leitor tipo?
Não. Escrevo para conversar com vozes que há dentro de mim.

Hoje é mais difícil pôr as crianças a ler do que quando começou a escrever livros infantis? Porquê?
Não sei comparar. Eu tive sorte, nasci numa casa em que, mais do que um poeta, vivia a própria poesia. Apesar das estantes forrarem as paredes da minha infância, os livros vieram até mim por via de vozes. Eu escutava histórias que os meus pais contavam. E ouvi muito discos com poetas declamando os seus próprios versos. Insisto muito nisto: os meninos chegam à escrita por via da oralidade. Contem-lhe histórias e, mais do que isso, valorizem o seu papel como autores de histórias.

Como é que se tira os miúdos da frente dos tablets e dos telemóveis?
Só por ser por via da sedução. Uma posição normativa – mesmo que se apresente necessária – não resolve o fundo da questão. Muitas das vezes os pais deixaram de estar presentes e deixaram de ter tempo para brincar com os filhos. Não são apenas a leitura e os livros que faltam. É uma relação familiar diferente, mais divertida, mais produtora de encantamentos. Os pais não brincar com os filhos para os divertirem. Devem-se divertir-se na mesma medida. As crianças sentem a incapacidade de os pais retornarem à infância. Vivemos um tempo em que os avós, os tios e toda a família alargada deixou de habitar o mesmo espaço. Há que saber vencer essas ausências por via de outros modos de estar presente.

Qual era o seu livro preferido em criança?
Platero e Eu, de Juan Ramon Jimenez. Porque aquele burrinho que vivia no livro passeava pelos meus sonhos.

Link para o livro:

http://caminho.leya.com/pt/infantil-juvenil/7-9-anos/a-agua-e-a-aguia/

 

 

Exposição “Comemorar Maria Cecília Correia” 18 outubro, 18:00 horas, na Biblioteca da Junta de Freguesia da Estrela

Outubro 12, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Texto de apresentação da Exposição MCC

Lançamento do livro “Alerta Premika! Risco online detetado” em Ponta Delgada

Julho 15, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Livros, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do Açores Magazine de 8 de julho de 2018.

 

 

IAC-Açores apresenta livro ‘Alerta Premika! Risco Online Detetado’

Julho 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do Açores Magazine de 3 de junho de 2018.

mais informações sobre o livro no link:

http://alertapremika.blogspot.com/

 

 

Livro infantil “Mãe tudo/Mai Todo” Filosofia para crianças

Julho 2, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

APEFP PUBLICA LIVRO DE ZÉLIA GONÇALVES

Um livro, NOVO, que desenvolve e promove competências sociais e emocionais da crianças, assim como a Adaptabilidade, Autorregulação, Comunicação, Pensamento Criativo, Resiliência e/ou Resolução de Problemas.
É um projeto no domínio da Educação e de Filosofia para crianças, editado pela Associação de Filosofia.

O livro partiu da doçura da figura da mãe em que há um tudo que se completa através da imagem e da frase.

A garantia do relevo e o cheiro a chocolate despertam os sentidos, tal como a com a Língua Gestual Portuguesa e uma música “Simbiose” que transcende o espaço, o tempo e viaja onde se quiser na mente de quem a ouve.

O livro tem como percebe um CD, uma folha com cheiro a chocolate, algum relevo, em forma de sinopse um relembrar como acabar com o comportamento em 5 tempos e Planos de sessões para Crianças e Jovens, para servir ao professor de guia.

O livro pode ser adquirido na http://www.apefp.org/ ou através da autora zelia.mmg@gmail.com

4º Seminário Diversidade, Educação e Cidadania : O Tempo da Criança – 12 e 13 julho no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Junho 28, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

mais informações no link:

https://elsabiscaia.wixsite.com/dec-4/inicio

 

Como levar o seu filho a gostar de ler

Junho 11, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Texto do Notícias Magazine de 1 de junho de 2018.

Os livros são uma das coisas boas da vida, mas hoje têm muita concorrência. É pena que não exista uma receita mágica que faça as crianças interessar-se pela leitura. Não há receitas mágicas, mas há formas de fazer os miúdos gostarem de ler.

«O papel da leitura no desenvolvimento das crianças é fundamental, porque é uma boa forma de transmitir conhecimento», disse à Buena Vida a psicóloga educacional do centro Aprendert, Cármen Marco, explicando que é necessário garantir que as crianças leiam, mas que leiam bem, porque «se na fase de aprendizagem houver alguma falha, a longo prazo, a criança vai rejeitar a leitura.»

Brincar com as palavras através das imagens pode ser o primeiro passo para os mais pequenos começarem a gostar de ler. «O texto ilustrado permite-lhes associar as ideias de uma forma dinâmica e divertida, mesmo que não percebam o que está escrito», explica Cármen. Os livros que têm jogos lúdicos demonstram que é possível as crianças brincarem com as palavras através de formas muito simples.

«Uma criança de oito anos, que adora futebol mas não gosta de ler, nunca vai abrir um romance com muito texto», afirma Elisa Yuste, especialista em literatura infantil. «Nestes casos, o meu conselho é que os pais comprem livros sobre desporto, que tenham muitas imagens», esclarece.

Segundo a psicóloga, é importante que a prática de ler seja um exercício feito em família, para que a criança comece a incorporá-la nas suas rotinas. É tudo uma questão de hábito. O objetivo não é que as crianças se tornem verdadeiras devoradoras de livros, mas sim que se interessem pela leitura, da mesma forma que se agarram às séries que passam na televisão.

De acordo com uma pesquisa realizada pela maior editora infantil do mundo, a Scholastic, 2500 famílias com crianças entre os 6 e os 17 anos, são leitores regulares e têm nas suas estantes cerca de 205 volumes de livros.

«As crianças observam a rotina diária dos pais, sem pensarem muito no assunto.» O mesmo acontece com a leitura. Os familiares têm um papel muito importante na vida dos mais pequenos, pois são vistos com um modelo de exemplo a seguir.

A especialista em literatura infantil recomenda que os mais jovens tenham uma estante para os seus próprios livros no quarto ou na sala, pois é essencial que eles se familiarizem com o objeto. Já para os adolescentes partilhar a estante com os adultos pode funcionar bem. Tudo depende do autor e do conteúdo do livro.

Uma boa forma de incentivar os jovens à leitura são as idas ao cinema, por exemplo. Pode parecer estranho, mas os espetáculos suscitam curiosidade, o que os faz querer saber mais sobre determinados assuntos.

Os livros não servem apenas para decorar as prateleiras da nossa casa. Há livros que são eternos clássicos e podem tornar os seus filhos verdadeiros fãs da leitura.

Visualizar os livros no link:

https://www.noticiasmagazine.pt/2018/levar-filho-gostar-ler/

 

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.