Procura ultrapassa oferta nos serviços de sexo online com crianças

Agosto 11, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt de 10 de agosto de 2017.

Nuno Domingues

Um departamento das Nações Unidas denuncia a utilização de crianças nas redes de tráfico de pessoas. É um dos problemas na Tailândia e nos países vizinhos.

Por procura entende-se a consulta online destes serviços pagos, com câmaras apontadas horas a fio a crianças, obrigadas a praticar atos sexuais.

O relatório da Organização das Nações Unidas para as Drogas e a Criminalidade dedica-se ao tráfico de pessoas, na região do Mekong. Uma região que inclui a parte sul do continente, ou seja, o Camboja, o Laos, a Birmânia, e a Tailândia.

No caso da Birmânia e do Camboja, há números recentes, que apontam para uma diminuição dos casos de tráfico de pessoas para as redes de sexo. Mas o tráfico de crianças rivaliza com a exploração intensiva de pessoas nas pescas, na construção e na agricultura.

Só na Tailândia, existirão quatro milhões de imigrantes, e 90% são oriundos dos restantes três países. As vitimas das redes de tráfico, poderão ser quase um milhão.

A Tailândia está atualmente debaixo de muitas atenções internacionais, e até os Estados Unidos já colocaram o país em vigilância agravada, por não fazer tudo o que devia para conter as redes de tráfico de pessoas.

O relatório foi lançado esta quinta-feira e aponta a necessidade de conter os fluxos de imigração nos países de origem. O diretor desta agências das Nações Unidas diz que é possível traçar agora os caminhos e definir as ferramentas para começar a agir no terreno.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Trafficking in persons from Cambodia, Lao PDR and Myanmar to Thailand

 

Quase um terço das vítimas de tráfico são crianças – relatório da ONU

Dezembro 28, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da http://pt.euronews.com/ de 22 de dezembro de 2016.

O rosto do tráfico humano está a mudar. As crianças já representam quase um terço do número total de vítimas.

Mais 63 mil vítimas de tráfico de humano foram identificadas em 106 países e territórios entre 2012 e 2014, de acordo com o relatório apresentado, quarta-feira, pelo Gabinete das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC).

Um número baixo se se tiver em conta que a Organização Internacional do Trabalho estima que existem 21 milhões de pessoas que são vítimas de tráfico.

Em 2014 o maior número de vítimas de tráfico humano, 71% do total, eram mulheres.

“As mulheres são usadas principalmente na exploração sexual, 72% das mulheres são destinadas à exploração sexual, mas há também 20% que são exploradas em trabalho forçado,” revelou a chefe da unidade responsável pelo Relatório Global sobre Tráfico Humano, Kristina Kangaspunta.

O relatório enfatiza a ligação entre grupos armados e o tráfico de pessoas e como obrigam mulheres e meninas ao casamento ou escravidão sexual.

“Um dos elementos deste genocídio (cometido pelo Estado Islâmico contra os Yazidis) foi a escravização sistemática das mulheres, meninas e crianças Yazidi. Mais de 6 mil foram escravizadas e reduzidas a objectos através de um sistema de abusos onde os membros do Estado Islâmico tratavam as mulheres Yazidi como uma ferramenta que só servia para os seus desejos doentios,” afirmou a yazidi ativista dos direitos humanos, Nadia Murad.

Homens e meninos são frequentemente sujeitos a trabalhos forçados no setor mineiro, como carregadores, mas também são usados como soldados ou escravos.

Enquanto globalmente, em média, 1/3 das vítimas são crianças, em regiões como a África Subsaariana, América Central e Caraíbas, chegam a representar mais de 60% das vítimas.

De acordo com a Europol, o tráfico humano é negócio extremamente lucrativo para o crime organizado, que arrecadou aproximadamente 6 mil milhões de euros apenas com o tráfico de migrantes em 2016.

 O relatório citado na notícia pode ser descarregado no link:

https://www.unodc.org/unodc/en/frontpage/2016/December/almost-a-third-of-trafficking-victims-are-children_-unodc-report.html?ref=fs1

 

Dia Europeu para a Proteção das Crianças Contra a exploração Sexual e o Abuso Sexual – 18 novembro na Assembleia da República

Novembro 16, 2016 às 2:45 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Inscrições até 16 de novembro

mais informações:

http://www.cnpcjr.pt/default.asp

Palestra “Dia Europeu para a Proteção de Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual” 18 de novembro em Leiria

Novembro 13, 2016 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações e inscrição:

https://docs.google.com/forms/d/1wiwFKEELTqQOU3yKAarFO5QwSQu5Y4jMDWL1Cm6yL_E/viewform?edit_requested=true

Contactos e morada da CPCJ de Leiria:

http://www.cm-leiria.pt/pages/429

Why are 10,000 migrant children missing in Europe?

Outubro 27, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto da http://www.bbc.com/ de 12 de outubro de 2016.

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By Helena Merriman

Europol, the EU’s police intelligence unit, estimates that around 10,000 unaccompanied children have gone missing in Europe over the past two years. The BBC World Service Inquiry programme asks why so many have disappeared.

“There are different reasons [children] arrive unaccompanied,” according to Delphine Moralis, secretary general of Missing Children Europe.

“Some of them have been sent by their parents hoping that their child would have a better chance at life, some of these children have been separated from their parents by smugglers as a way of controlling them, and some would have lost their parents in the chaos.”

In 2015, according to Missing Children Europe, 91% of the children who arrived in Europe on their own were boys, and 51% were from Afghanistan.

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But the profile of these unaccompanied children is changing. More girls are arriving in Europe on their own, and the age of the children going missing is getting lower. Last year, for the first time, children as young as four went missing.

So what’s happened to all these missing children? To put it simply, no-one really knows. That’s because when a child from Syria, Afghanistan or Eritrea goes missing in Greece or Italy, nothing much happens. Few border agencies file a missing person’s report.

There are concerns now that smugglers are turning the children they bring into Europe into the hands of traffickers to make more money. Those children might then be pushed into prostitution or slavery.

“Smugglers are exploiting the children that they bring into Europe,” said Delphine Moralis. “The problem is that these children often turn to the people who got them into Europe, rather than to the authorities and that makes them vulnerable.”

Gulwali Passarlay left Afghanistan aged 12, and it took him over a year to make it to Britain. He was separated from his brother almost immediately by the smugglers, so had to make the gruelling journey on his own.

He walked for days, hid in the back of lorries, jumped out of moving trains, and spent two weeks in an adult prison in Turkey before finally arriving on the Turkish coast. There, he was taken to a boat big enough for 20 people. There were 120 of them inside.

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“The boat broke down,” he said. “This was the first time I’d seen the sea. I was terrified. I said to God, ‘I don’t want to die here. Not here in the Mediterranean. My Mum will never know whether I’m dead or alive’.”

Minutes before the boat sank, the coastguard found them and took them to Greece. Gulwali was handed over to the police, then the army. His fingerprints were taken and then he was given the devastating news: he’d have to leave within a month or be deported.

By then he had found out his brother was in Britain, and so he did what thousands of other children have done. He left the refugee camp in Greece and disappeared.

“We’d walk through the railway lines so the police wouldn’t see us,” he said. “We kept a very low profile.” Other children he knew went further to avoid being caught. They burnt their fingertips or cut them off entirely so that if they were found, they couldn’t be identified and sent back home.

Eventually Gulwali made it to Calais where he made dozens of attempts to get to Britain. One day he got lucky: he crept into a lorry carrying bananas and made it into the UK.

It took Gulwali five years to get refugee status. He started school, went to university and, last year, wrote a book about his journey, The Lightless Sky.

But for every one who makes it, there are thousands who never get to this point. Like Gulwali, they feel safer disappearing than going through Europe’s asylum system.

Ciara Smyth testified as an expert witness before the House of Lords EU Home Affairs Committee on the situation of unaccompanied minors in the EU. She also teaches law at the National University of Ireland Galway. She says the asylum system as it’s set out in law does protect children, but that the laws aren’t always followed.

“There are a number of EU agencies in hot spot areas in Italy and Greece that are supposed to identify asylum seekers, but they’re turning into detention centres,” she said. “When unaccompanied minors fester in camps, they’re not going to tolerate that forever.” And it’s not only in Greece or Italy that children are struggling to enter the asylum system.

Ciara Smyth says there’s evidence that some European countries actively discourage children from applying for asylum because they want them to move on somewhere else.

“Many countries along the transit route to northern Europe adopt a ‘wave through’ approach where they’re turning a blind eye to unaccompanied minors,” she said. “They’re not registering them. They’re effectively encouraging them to keep going.”

And they keep going because, like Gulwani, they’re often looking for family members. And here, too, there’s a gap between what should happen and what is happening.

Under the so-called Dublin regulation, when a child is first registered in a country, the authorities there should find out whether they have family in another EU state. If they do, the child should be sent there to have their asylum claim processed. But that rarely happens.

When children do eventually arrive in a country where they want to claim asylum, a representative should be appointed to support them through the asylum process. But according to Ciara Smyth, while some countries have good guardian services, in others, there are none.

Remember, these children are often completely on their own. And when their asylum claims are being processed, they often have to undergo humiliating physical tests – teeth X-rays, head measurements or bone density exams to check they’re not lying about their age. Then they have to explain why they left home. They’ll be interviewed repeatedly and asked to recount, in intricate detail, the traumas they’ve escaped from.

“Very often unaccompanied minors might not have a very clear recollection of events,” she says. “It’s very difficult for them to give a linear narrative. Successful asylum claims are all about being able to present a coherent story.”

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At that point, more children disappear. So why isn’t more being done to support these vulnerable children?

Last year, almost 90,000 unaccompanied children arrived in Europe. That’s a huge number. Clearly, even if every EU state devoted more attention and resources to the problem, child migrants and refugees would continue to slip through the net. Looking after children who are already within the asylum system has placed a huge strain on local authorities, at a time when budgets are already under pressure.

But according to Ciara Smyth, the EU is failing to adhere to the very policies it created to protect children. And it seems that the public, too, are turning a blind eye.

A year ago, after the photograph of the drowned toddler Alan Kurdi was published, people all over Europe became more sympathetic towards child migrants and refugees. People welcomed them into their homes, donated food and even volunteered in the Calais camps.

Britain, Germany and Canada all said they would accept more refugees and European leaders agreed to share responsibility for refugees arriving in Greece and Italy.

One year on and many of those promises have been broken. Yet there’s been little public outcry. Why?

It’s partly about economics. As austerity bites across Europe, people feel less inclined to help outsiders. And the alleged connection between migrants and militants hasn’t helped. Without popular support, politicians are less inclined to take action and enforce the rules that exist to protect children.

So the story of the 10,000 missing children tells a much broader one about failure: the failure of border authorities to follow laws which exist to protect children and the failure of Europeans – moved by that photograph of Alan Kurdi – to continue to care for long enough to persuade political leaders to keep the promises they made.

 

 

 

Campanha «Exploradas e tratadas como lixo – Mude a história e dê-lhes uma infância»

Outubro 17, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.cig.gov.pt/2016/10/lancamento-da-campanha-exploradas-e-tratadas-como-lixo/

 

10.000 Missing Children – Campanha alerta para as crianças não acompanhadas que desaparecem na Europa

Outubro 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Petição disponível no link:

https://you.wemove.eu/campaigns/10000-missing-children

Adolescentes americanas têm relações sexuais em troca de comida

Setembro 23, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 12 de setembro de 2016.

Descarregar o documento citado na notícia no link:

http://apps.urban.org/features/food-insecurity/

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Os rapazes dedicam-se ao crime, elas prostituem-se. São as impressionantes conclusões de “Impossible choices” (“Escolhas impossíveis”), um estudo levado a cabo por um instituto de Washington em parceria com o banco alimentar Feeding America. E a previsão é que a situação virá a piorar.

Um estudo do Urban Institute, nos Estados Unidos, revelou casos de adolescentes na América que estão a vender o seu corpo em troca de dinheiro para comprarem comida, devido à fome que está a assolar um dos países mais ricos do mundo. No caso dos rapazes, estes dedicam-se ao crime, roubando em lojas ou vendendo estupefacientes.

O estudo liderado por Susan Popkin focou grupos de jovens de 10 comunidades pobres espalhadas pelos EUA. No total, foram entrevistadas 193 pessoas, com idades entre os 13 e os 18 anos, divididas por dois grupos, com base no género. Para Popkin, as conclusões do estudo são “chocantes”, porque mostram que o nível de desespero é muito grande. Acrescenta ainda que a “situação vai piorar com o tempo”.

“Ouvimos a mesma história em todo o lado, um quadro realmente perturbador sobre a fome que afeta o bem-estar de alguns jovens mais vulneráveis. O facto de termos ouvido as mesmas queixas contadas da mesma forma por várias crianças em áreas geográficas diferentes diz-nos que há um problema ao qual devíamos prestar atenção”, garantiu Popkin. Os testemunhos destes jovens revelam que não há uma política focada nesta faixa etária, o que os obriga a fazer alguns sacrifícios, a saltar refeições e a passar fome, com consequências preocupantes a longo prazo.

Susan Popkin revela ainda as estratégias usadas pelos adolescentes para se alimentarem, que incluem tentar comer em casa dos amigos, passar fome para que os irmãos mais novos possam comer e guardar o almoço da escola para comerem à noite e, dessa forma, poderem dormir. Todos os jovens sabiam também quais os locais onde podiam comprar comida mais barata.

Em cada comunidade foram reportados casos de exploração sexual. De acordo com os investigadores, uma rapariga de Portland, Oregon, disse que era “como se se estivesse a vender, mas que faria o que fosse preciso para ganhar dinheiro ou para comer”. Um rapaz da Carolina do Norte explicou que “as raparigas preferem fazer sexo em troca do jantar do que receber dinheiro, para não serem apelidadas de prostitutas”. Uma rapariga de Chicago revelou ainda ter conhecimento de uma rapariga de 11 anos ter deixado a escola para trabalhar no mercado do sexo. Em Los Angeles, as raparigas põe anúncios em locais públicos, anunciando os seus serviços.

Nas comunidades mais pobres, tanto raparigas como rapazes admitiram roubar comida e outros produtos de necessidade básica de lojas locais, para si ou para a sua família. Algumas crianças começaram a roubar muito cedo. Mas vender drogas é também muito comum. Os jovens justificam-se dizendo que fazem o que é preciso.

Outra das conclusões do estudo, citado pelo “The Guardian”, dá conta que muitos dos adolescentes sentem vergonha por passarem fome e tentam esconder o facto. Muitos recusam aceitar comida em público ou ajuda vinda de pessoas de fora da família ou do seu círculo de amigos.

 

 

 

Olimpíadas e grandes eventos estimulam o mercado da exploração sexual infantil no Brasil. Entenda

Agosto 8, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://rederecord.r7.com/ de 8 de agosto de 2016.

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Para especialistas, aumento de turistas estimula ações de quem agencia esse tipo de crime.

“Eu quero ter uma boneca. Quero ter lápis para desenhar. E quero uma mochila rosa. Uma mochila rosa para eu poder ir à escola”. Enquanto escondia-se embaixo de uma mesinha de centro, Lilya, personagem do diretor sueco Lukas Moodysson, sonhava em voz alta com uma infância comum. Mas aos 16 anos, a jovem que deu nome ao filme Para Sempre Lilya, lançado em 2002, teve sua infância roubada pela exploração sexual infantil.

Infelizmente, a triste história que marcou o enredo do longa-metragem não é fictício para Lilya, tampouco para muitos jovens brasileiros. Segundo a coordenadora da Secretaria do Turismo Isabel Barnasque, grandes eventos como as Olimpíadas, que começaram sexta-feira (5), aumentam os índices de exploração sexual no Brasil. Só que o crime é tão silencioso e tão difícil de ser desvendado, que não há nem mesmo dados concretos sobre ele.

— É sabido que quem agencia esse tipo de serviço se aproveita de momentos em que o País recebe grande quantidade de pessoas de fora para divulgá-los e fazer aliciamentos de jovens em situação de fragilidade.

A representante da ONG (Organização Não-Governamental) Childhood, Eva Cristina Dengler, explicou que as formas de aliciar esses menores de idade para a prostituição infantil não seguem um padrão, mas que todas estão relacionadas à vulnerabilidade das vítimas.

Segundo Eva, essas fragilidades estão, na maior parte das vezes, relacionadas com más condições econômicas, sociais e dependência química.

— Exploradores buscam vítimas que não sejam favorecidas economicamente, apresentem uma vulnerabilidade social ou sejam dependentes de drogas, uma vez que, elas precisam de dinheiro para sobreviver e/ou para sustentar o vício. Desta forma, esses jovens acabam cedendo mais facilmente à abordagem dos criminosos.

De acordo com Eva, há uma relação direta entre a era das redes sociais e a facilidade com a qual os jovens são ‘ofertados’. Ela conta que muitos criminosos anunciam as vítimas em grupos fechados do Facebook e do Whatsapp, o que torna a comercialização e a negociação mais fáceis.

Campanha promove o combate à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes

— Há casos em que as próprias famílias ofertam as crianças. É muito comum ver, em estradas brasileiras, pais oferecerendo os filhos para prestarem serviços sexuais a motoristas. Tal fato gera uma naturalização da situação, e a exploração sexual infantil não pode ser considerada algo natural. É por isso que a conscientização sobre esse tipo de crime é essencial.

Segundo os dados disponibilizados pela Childhood, a maior parte das vítimas de tráfico sexual são adolescentes de 12 a 17 anos.

Campanhas preventivas

Diversas campanhas foram lançadas contra a exploração sexual antes das Olimpíadas do Rio de Janeiro, que começaram na quinta-feira (4). A própria Unicef criou aplicativos para smartphones que estimulam as pessoas a doarem para fundações que cuidam de crianças que foram vítimas do crime. Um deles é o Team Unicef Get Active For Children e o outro é o Projeta Brasil — este último criado em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos.

A responsável pela área de proteção à criança da Unicef (Fundo das Nações Unidas), Fabiana Gorenstein, explica que o segundo aplicativo mostra o contato de associações de proteção infantil próximas ao usuário, além de permitir que ele faça denúncias por escrito.

Ao ser contatada pela reportagem, a Secretaria de Turismo afirmou que também entrou na ação contra a exploração infantil: segundo a Pasta, representantes se reuniram com empresários da rede hoteleira, cafés e hostels do Brasil, conscientizando-os sobre a potência do crime que, na maior parte das vezes, ocorre nesses estabelecimentos. Além disso, placas em 13 línguas especificam que tanto a exploração como o tráfico de crianças são crimes. Elas foram espalhadas por estradas, rodovias e aeroportos. De acordo com Isabel, esses avisos ficarão disponibilizados nos aeroportos do Brasil até o fim dos jogos paraolímpicos.

O consensual para todas as especialistas: a principal forma de combater a exploração sexual infantil é com informação e educação para a população sobre os perigos de submeter uma criança ao trabalho sexual.

— Como os casos de exploração são, normalmente, silenciosos, ou seja, pouco descobertos por causa da clandestinidade da ação dos exploradores, precisamos falar cada vez mais sobre a gravidade da prostituição infantil.

Ressocialização

As ONGs que atuam na prevenção da exploração sexual infantil também têm a missão de amenizar os estragos causados na vida das vítimas. Além dos danos físicos, a maior parte dos jovens que chegam à ONG em busca de proteção e ressocialização apresenta problemas psicológicos graves, disse Eva, da Childhood.

— Muitos não querem conversar, nem mesmo para contar o que aconteceu. E isso é extremamente compreensível. Por isso, o primeiro cuidado na hora de começar a ressocialização de uma vítima de exploração sexual é dar tempo ao tempo. O jovem precisa se sentir à vontade para falar com a ONG, e não obrigado, uma vez que, passou muito tempo fazendo algo contra a própria vontade.

Eva afirmou, ainda, que muitos menores de idade que chegam à Childhood após denúncias de exploração estão viciados em drogas ilícitas, o que dificulta ainda mais o processo de ressocialização.

— Nos casos em que essas vítimas são dependentes químicos, procuramos dar a elas todo o apoio psicológico que precisam não apenas para se livrarem das drogas, mas também para começarem uma nova vida, longe do tráfico e da exploração sexual. A criança é submetida a uma violência psicológica grande o tempo todo e, muitas vezes, não consegue mais separar as coisas.

*Por Talyta Vespa

mais informações nos links:

http://www.childhood.org.br/grandes-eventos-e-infancia

http://www.childhood.org.br/saiba-como-curtir-os-jogos-olimpicos-rio-2016-no-time-da-protecao-a-crianca-e-ao-adolescente

Exploração sexual, tráfico e abuso ameaçam a vida das crianças nos campos de Calais e Dunquerque

Julho 18, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de Imprensa da Unicef Portugal de 16 de junho de 2016.

Exploração sexual, tráfico e abuso ameaçam  a vida das crianças nos campos de Calais e Dunquerque

Nos campos do Norte de França, as crianças são diariamente confrontadas com exploração sexual, violência e trabalhos forçados, segundo um novo estudo da UNICEF França e da UNICEF Reino Unido

PARIS, 16 de Junho de 2016 – Os testemunhos das crianças traçam um quadro de abusos e tragédia, com casos de escravatura para pagamento de dívidas e de actividades criminosas forçadas, tais como colaborar com os traficantes nos terminais dos ferries. A violência sexual é uma ameaça constante, incluindo a exploração e a violação de rapazes, bem como a violação e prostituição a que as raparigas são forçadas. Entrevistas feitas a jovens do sexo feminino identificaram práticas de troca de serviços sexuais pela promessa de passagem para o Reino Unido ou para acelerar a sua viagem.

ler todo o Comunicado de Imprensa no link:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-criancas_em_calais_e_dunquerque_2016_06_16.pdf

nidescarregar o relatório Ni sains, ni saufs, une enquête sociologique sur les enfants non accompagnés sur le littoral du Nord et de la Manche no link:

https://www.unicef.fr/contenu/espace-medias/ni-sains-ni-saufs-enquete-sur-les-mineurs-non-accompagnes-dans-le-nord-de-la-france

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