Das ruas do Brasil e Portugal para a exibição sobre exploração infantil na sede da ONU

Novembro 18, 2018 às 5:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 13 de novembro de 2018.

Mostra na sede da organização em Nova Iorque retrata realidade de crianças escravizadas; pelo menos 152 milhões de pessoas são vítimas de trabalho infantil no mundo.

Em Nova Iorque, a exposição “Selva de Arte de Rua” leva as pessoas a descobrirem a realidade da escravidão de crianças. São 30 obras de 17 artistas de rua de reconhecimento internacional expostas na entrada de líderes globais para a Assembleia Geral.

Um cartaz no local diz: “bem-vindos à selva de 152 milhões de crianças”. A Organização Internacional do Trabalho, OIT, revela que esse é o número atual de vítimas de trabalho infantil no planeta.

Jornada

O anúncio também convida os visitantes a iniciar uma jornada onde são desvendadas histórias reais de crianças. Os espetadores também são motivados a serem “a mudança que queremos ver no mundo”.

Brasil e Portugal estão na seleção de obras de artistas de rua de 13 países, incluindo Argentina, Canada e Chile. Os brasileiros Bruno Smoky e Binho Ribeiro têm seus trabalhos de pintura expostos

Vítimas

Já a obra do português Victor Ash, conta a história de Melanie Tompson, uma sobrevivente do tráfico. Em entrevista à ONU News, o artista disse que a arte de rua é muito popular e é um instrumento para chamar atenção para histórias que ninguém ouve.

“O que se passa por exemplo com essa história desta menina que foi raptada, aqui em Nova Iorque, quando era muito jovem. Eu penso que quando uma pessoa faz coisas na rua um público grande acaba vendo isso.”

Melanie Tompson esteve presente na abertura da exposição, e contou como foi sequestrada e forçada a se prostituir quando tinha 12 anos.

Agora com 22 anos, ela diz que até hoje sofre os efeitos do que passou, mas que continuará a usar a voz dela para defender as vítimas do tráfico humano em todos os lugares.

Rocky Peter, um outro sobrevivente do tráfico de crianças, contou sua história através da música.  Ele foi escravizado na Nigéria, quando tinha oito anos.

Direitos Fundamentais

As obras expostas chamam a atenção para os direitos fundamentais das crianças de serem livres, brincarem e receberem educação. Através de histórias reais de crianças que foram traficadas e escravizadas, o objetivo é fazer com que visitantes reflitam sobre o ambiente que vivem e os comportamentos de consumo.

Falando à ONU News, o diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Nova Iorque, Vinicius Pinheiro, disse que a exposição mexe o imaginário das pessoas, mobilizando esforços para a erradicação do trabalho infantil.

“Um dos grandes elementos das políticas de combate ao trabalho infantil, é principalmente a questão de você ter políticas de conscientização, isso serve para um CEO de uma empresa, que por exemplo, está andando na rua e vê essa exposição, algum dos murais, e que com isso tem aquele clique e tem a ideia, por exemplo, que será que lá na ponta da cadeia de valor da minha empresa no Vietnam, ou no Brasil, ou na Zâmbia, será que tem uma criança trabalhando?”

A exibição “Selva de Arte de Rua” é uma parceria entre as Missões Permanentes da França, Argentina, Brasil, Canadá e Reino Unido junto às Nações Unidas. A iniciativa envolve ainda a Organização Internacional do Trabalho, OIT, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, o setor privado e várias organizações não-governamentais.

Fundos

As obras compiladas pela ONG sem fins lucrativos “Arte de Rua para a Humanidade” estão à venda. Os fundos serão transferidos para ajudar programas que libertam crianças da escravidão.

Através do aplicativo “Behind the Wal”, ou Atrás da Parede na tradução em português, as pessoas podem saber mais sobre os trabalhos expostos, assim como as histórias das vítimas. A exibição encerra no dia 25 de novembro.

 

Campanha Start to Talk, promovida pelo Conselho da Europa, 18 novembro Dia Europeu para a Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual

Novembro 18, 2018 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.coe.int/pt/web/human-rights-channel/stop-child-sexual-abuse-in-sport

 

Europol alerta para nível inimaginável da exploração sexual infantil na internet

Outubro 12, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 18 de setembro de 2018.

Diretora executiva da organização, Catherine De Bolle, afirmou que os casos de delitos cibernéticos são “cada vez complexos e sofisticados”

Europol alertou nesta terça-feira para o aumento e a criação de novas técnicas de cibercrime e qualificou de “inquietante” o elevado número de delitos, em “níveis inimagináveis”, de exploração sexual infantil que existem na internet.

“Os cibercriminosos estão a adotar novas técnicas criativas para atacar as suas vítimas a um ritmo sem precedentes. Este relatório tem apenas um objetivo em mente: evitar que criem vítimas”, aponta o documento da polícia europeia, sedeada em Haia, nos Países Baixos. Segundo a informação agora divulgada, os criminosos que utilizam este tipo de programas, designados ‘malware’, estão a privilegiar “os bancos, onde existem maiores ganhos potenciais”, em relação a ataques aleatórios a empresas.

Os riscos de ser vítima deste tipo de programas maliciosos “aumentam” à medida que os utilizadores recorrem à banca na internet para realizar tanto a gestão da sua conta, como para fazer pagamentos. Por outro lado, a Europol advertiu ainda que a exploração sexual infantil na internet “continua a ser o aspeto mais inquietante” do crime cibernético, com “volumes de material inimagináveis” até há alguns anos.

A diretora executiva da organização, Catherine De Bolle, concluiu que os casos de delitos cibernéticos são “cada vez complexos e sofisticados” e que a aplicação da lei “exige “capacidades adicionais e recursos de investigação e forenses”.

Mais informações no relatório:

INTERNET ORGANISED CRIME THREAT ASSESSMENT (IOCTA) 2018

Há sinais de novas formas de exploração infantil em Portugal

Junho 28, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 12 de junho de 2018.

Isabel Pacheco

O fenómeno do trabalho infantil em Portugal está em queda, mas há uma nova realidade à espreita, que passa pela exploração de crianças migrantes. Alerta parte de especialista da Universidade do Minho, neste Dia Mundial de Luta Contra o Trabalho Infantil.

Há sinais de novas formas de exploração infantil em Portugal. O alerta é deixado neste Dia Mundial de Luta Contra o Trabalho Infantil por um especialista do Instituto da Criança da Universidade do Minho (UMinho).

“As organizações internacionais reportam Portugal como um dos países em que o fenómeno de migrações pode estar associado à exploração de crianças, designadamente aquilo que são as piores formas, que consistem na exploração sexual ou no envolvimento dessas crianças em redes criminosas”, alerta, em declarações à Renascença, o investigador Manuel Sarmento.

As dimensões do fenómeno ainda não são conhecidas com rigor, mas não há dúvidas de que são necessárias “respostas”, avisa o especialista da UMinho, para quem esta “é a altura de se criar um grupo de missão” para a proteção dessas crianças migrantes.

“Suponho que o problema se vai intensificar justamente pelas políticas que se verificam em certos países, como é o exemplo de Itália, que começa a fechar fronteiras. Não havendo acolhimento nesses países, a fuga vai para outros mais acolhedores, como Portugal, e é importante que estejamos preparados para isso. Temos de estar mais atentos”, remata Manuel Sarmento.

Números “residuais” que não deixam de preocupar

Os dados oficiais mostram que o trabalho em Portugal é um fenómeno em queda. Os números das comissões de proteção de crianças e jovens e da Autoridade para as Condições do Trabalho apontam, em 2017, para 15 casos de exploração de menores em Portugal, um valor “residual” , diz Fátima Pinto, da Confederação Nacional de Ação Sobre o Trabalho Infantil (CNASTI), quando comparado com as cifras da década de 80 do século passado: 40 mil crianças.

Os números de hoje não deixam, contudo, de preocupar a CNASTI, sobretudo, os que se verificam no “meio artístico” e no “desporto de alta competição”.

“O trabalho infantil no meio artístico é muito bem aceite, mas tem situações de grande exploração porque as crianças trabalham muito mais horas que deviam. Há situações também de exploração no desporto”, diz Fátima Pinto.

“Por mais agradável que o trabalho possa parecer, há sempre o lado da criança que precisa de ser salvaguardado. Entre a economia e a fama, a criança tem de ficar em primeiro lugar “, adverte.

O trabalho infantil, explica a responsável da CNASTI, é “uma realidade dinâmica” à qual nem a escolaridade obrigatória nem a legislação conseguiu, até agora, colocar um ponto final definitivo.

 

XI Conferência Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, 29 maio no Centro de Estudos Judiciários

Maio 28, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/934-x-conferencia-criancas-desaparecidas

XI Conferência Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, 29 maio no Centro de Estudos Judiciários

Maio 24, 2018 às 1:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/934-x-conferencia-criancas-desaparecidas

 

1º Congresso Português pela Prevenção da Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes em Viagens e Turismo – 18 a 20 maio no Porto

Maio 14, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.ciaforg.net/pt/1o-congresso-portugues-pela-prevencao-da-exploracao-sexual-comercial-de-criancas-e-adolescentes-em-viagens-e-turismo/

 

XI Conferência Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente – 29 maio no Auditório do Centro de Estudos Judiciários

Maio 11, 2018 às 4:42 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/934-x-conferencia-criancas-desaparecidas

 

Risco de violência sexual online mais agressiva é maior para eles do que para elas

Março 26, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de março de 2018.

Embora as meninas representem perto de dois terços das vítimas identificadas, o abuso mais violento acontece com meninos.

Karla Pequenino

O pior do abuso sexual de menores online, com níveis de sadismo e violência elevados, é mais provável de afectar meninos do que meninas. A informação surge num novo relatório da Interpol e da ECPAT (sigla inglesa para Fim da Prostituição, Tráfico Sexual e Pornografia de Crianças).

“Estamos a falar de crianças muito pequenas, bebés de apenas alguns meses, a serem vítimas de violência sexual extrema”, frisou Björn Sellström, o director do departamento da Interpol que investiga crimes contra crianças, na apresentação do relatório.

Embora as meninas representem perto de dois terços das vítimas identificadas (65%), os meninos participavam em formas de abuso violento e fantasias de parafilia. De acordo com o relatório, isto inclui desejo sexual por comportamento que põe a outra pessoa em aflição psicológica, física e resulta em lesões ou morte.

As conclusões baseiam-se na análise do conteúdo e de metadados (origem, data, duração) de imagens e vídeos recolhidos pela base de dados de crimes sexuais contra crianças da Interpol entre Junho e Agosto de 2017. “É comum pensar que a maioria das vítimas de abuso e exploração sexual são meninas. Contudo, a proporção significativa de meninos nas imagens e vídeos da base de dados pede mais atenção a este grupo”, lê-se nas conclusões do relatório publicado esta terça-feira.

Nos últimos anos, o aumento da disponibilidade de Internet de banda larga, a preços reduzidos, combinado com o uso de smartphones, impulsionou a indústria do tráfico sexual online. Isto inclui crianças a serem abusadas, em vídeos em directo, a troco de dinheiro, ou a serem vendidas para sexo na Internet.

Desde 2009, altura em que a Interpol começou a recolher e arquivar dados sobre o abuso sexual de crianças na Internet, a organização já conseguiu identificar mais de 12 mil vítimas. Das que faltam identificar, mais de 60% são crianças de idades muito precoces (incluindo bebés) e um terço são rapazes. Cerca de 5,6% dos ficheiros com crianças não identificáveis (um total de 34.474 imagens ou vídeos), incluem um abusador conhecido das autoridades.

As armadilhas do online

Além de analisar extensas bases de dados, a Interpol e a ECPAT entrevistaram autoridades envolvidas na investigação de abuso sexual de menores em Novembro de 2017. O objectivo era perceber as dificuldades em investigar estes crimes na Internet, em diferentes partes do mundo.

Um dos problemas destacados é que cada vez mais jovens produzem imagens e vídeos sexuais que publicam, voluntariamente, na Internet. “O fenómeno de ‘conteúdo sexual produzido por jovens’ parece ser um desafio”, lê-se nas conclusões do relatório. “Há uma necessidade de adaptar a gestão destes casos para distinguir aqueles em que houve uma ofensa criminosa.” Um exemplo recente data de Janeiro, quando mais de mil jovens dinamarqueses foram convocados a entrevistas com a polícia devido à partilha de  vídeos que circularam na Internet de dois jovens a terem relações consensuais (os vídeos, porém, não tinham sido partilhados voluntariamente).

Parte do propósito do estudo actual era “desenvolver um perfil das crianças não identificadas” para investir em melhores sistemas de apoio. A grande conclusão é que as crianças mais novas são as maiores vítimas de abuso sexual online, com os meninos (um terço) a receber frequentemente o tratamento mais violento.

As imagens recolhidas também permitiram identificar o género do atacante em perto de 50% dos casos. A grande maioria (93%) era do sexo masculino. Nos 7% dos casos em que surgem mulheres, o abuso era feito quase sempre em parceria com homens. “Isto mostra que ainda há muito que não sabemos e é preciso mais investigação”, frisou um representante da  ECPAT em conversa com a Reuters. No futuro, as organizações responsáveis pelo relatório querem, também, comparar as diferenças entre o conteúdo estático e em vídeo, e ver os efeitos de abuso offline comparativamente àquele que é transmitido online.

Descarregar o relatório Towards a Global Indicator on Unidentified Victims in Child Sexual Exploitation Material

Dia Europeu para a Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual – vídeo

Novembro 18, 2017 às 5:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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