Situação das Crianças em Moçambique 2014 – Relatório da Unicef

Março 30, 2015 às 3:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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2014

descarregar o relatório no link:

http://sitan.unicef.org.mz/

 

Quinze crianças são agredidas ou vítimas de abusos pelos pais todos os dias

Março 25, 2015 às 4:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 23 de março de 2015.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Relatório de actividades relativo ao período de 01 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2014, na área da PGDL

clicar na imagem

dn

 

 

Obesidade afeta três vezes mais as crianças pobres do que as ricas

Março 20, 2015 às 10:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia da Visão de 16 de março de 2015.

Descarregar o relatório:

Recipe of Inequality  : Why our food system is leaving low-income households behind

Reuters

 

O relatório Recipe of Inequality alerta que as crianças britânicas educadas em meios pouco desenvolvidos não estão a ser devidamente orientadas e guiadas em relação às práticas alimentares saudáveis .

Os dados são alarmantes: No Reino Unido, 22% das crianças pobres são obesas em comparação com 7% das crianças ricas que sofrem de obesidade. Segundo o relatório Recipe of Inequality, os níveis de obesidade são superiores em crianças pobres, em grande parte devido ao défice de cuidados prestados a este setor da população britânica. Além disso, os casos de obesidade em crianças saudáveis diminuiu para metade desde 2006.

O presidente da Food and Poverty Comission, Geoff Tansey, reforça a falta de atenção sobre esta temática nas crianças pobres: “enquanto a maioria da população está mais saudável e tem acesso a diferentes tipos de comida, os mais pobres estão a ser deixados para trás ao mesmo tempo que as desigualdades estão a aumentar.” “Não podemos continuar com este sistema”, reforçou em declarações ao Daily Mirror.

A resenha de todo o panorama de obesidade em crianças pobres surge sensivelmente 10 anos depois de um famoso programa de televisão do chef Jamie Oliver, em que foram abordadas e melhoradas as refeições escolares.

“A campanha por melhores refeições escolares (…) melhorou, sem sombra de dúvidas, os níveis de nutrição para muitas crianças”. As palavras são de Jeanette Orrey, uma veterana pela campanha de comida infantil saudável e que foi fonte de inspiração para o programa do chef Jamie Oliver.

“Mas, muitas crianças estão a ser esquecidas e nós precisamos de redobrar os esforços para garantir que todos têm acesso a uma alimentação nutritiva e economicamente acessível”,disse.

 

 

 

Relatório alerta para aumento de vídeos com crianças nuas

Março 20, 2015 às 6:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do site http://kids.pplware.sapo.pt     de 12 de março de 2015.

pplware

Criado por Vítor Martins

É um caso que as autoridades devem ter em consideração mas parte muito também das empresas que “controlam” a Internet no mundo.

O relatório da Internet Watch Foundation e da Microsoft revela crianças cada vez mais jovens, que aparecem nas imagens e vídeos, nuas na Web, incluindo o material sexualmente explícito. O estudo aponta ainda para uma maior percentagem de meninas exibidas.

Sexting é um termo que apareceu há poucos anos e que deriva da contracção de sex e texting, palavra que é um anglicismo que pretende identificar um comportamento onde conteúdos eróticos e sensuais são difundidos através dos telemóveis. Esta prática, que começou inicialmente com recurso as mensagens de texto, os SMS, está agora a tomar novas proporções, dado o avanço tecnológico e o material usado passou a ser fotografias e vídeos. Esta prática está a ter um grande impacto nefasto, principalmente, na vida dos adolescentes.

Este termo, sexting, pode ser entendido também pelo envio e divulgação de conteúdos eróticos, sensuais e sexuais com imagens pessoais pela Internet utilizando-se de qualquer meio electrónico, como câmaras fotográficas digitais, webcams e smartphones.

O grupo de segurança online, a Internet Watch Foundation (IWF) e a Microsoft, trabalharam juntas numa nova pesquisa que identificou cerca de 4 mil imagens e vídeos onde eram exibidos conteúdos com crianças nuas. Este trabalho, levado a cabo durante 3 meses no Outono passado, revelou que destas 4 mil imagens, 667 (17,5%) eram de crianças que tinham cerca de 15 anos ou ainda mais jovens e, daquelas, conseguiram perceber que 286 crianças teriam menos de 10 anos.

A pesquisa mostrou ainda que a esmagadora maioria do conteúdo, 93%, tinha meninas em vez de meninos. Num vídeo descrito no relatório estava uma menina com cerca de sete anos que foi fortemente maquilhada e vestida com roupas íntimas para se expor. Este vídeo tem uma frase dita pela menina: a minha mamã poderá ver isto e ficar preocupada, já sabes, apaga a minha conta. Outro vídeo de actos “extremamente sexualmente explícitos” contou com uma menina de cerca de 12.

Segundo o relatório, nalguns casos ficou bem claro que as crianças visadas tinham conhecimento que o conteúdo, que elas estavam a criar, iriam ser mostrados em sites públicos, contudo, um porta-voz da IWF disse que, nalguns casos, o material foi gravado secretamente em serviços de chamadas de vídeo da Internet e, em seguida, publicados por terceiros.

Há vários exemplos que foram desvendados e cada um mais preocupante que outros, como num outro vídeo que o relatório descreve a situação de uma menina de 10 anos que “claramente chora e está extremamente aflita” enquanto repetidamente abana com a cabeça para um indivíduo desconhecido, que fala com ela via Internet, antes de se despir.

Este caso mostra uma realidade aterradora onde sai à cena o termo sextortion (extorsão sexual), onde uma criança é vítima de chantagem com base em conteúdos sexuais que elas têm partilhado com o chantagista. Ela ameaça mostrar publicamente essas imagens se a criança se recusar a fazer mais conteúdos sexuais.

O relatório mostra de facto uma realidade atroz. Nove em cada 10 dos vídeos explícitos (e das imagens) foram criadas recorrendo a uma webcam, geralmente num computador doméstico, contrariando a visão tradicional deste tipo de actividade que tinha nos telemóveis a fonte de captura. A análise aos dispositivos utilizados para criar o conteúdo descreve que as crianças com 15 anos ou menos, cerca de 573 (85,9% do número total), captou as imagens com uma webcam.

Como pode ser lido no relatório, muitas destas crianças estão em idade escolar primária e são forçadas a cometer actos que no final são mais graves que o abuso sexual.  Este comportamento está a ser manipulado por adultos que coagem as crianças para fazerem actos que elas próprias sentem serem extremamente angustiante. São situações horríveis para os jovens vítimas que ficam assustados e perplexos com o que está a acontecer.

Para proteger as crianças terá de haver mais investimento no combate a estes crimes, mais empenho das agências de combate ao crime e capacitar os agentes com as mais recentes tecnologias. Só num conjunto e bem articulado processo é que haverá uma possibilidade de acabar com este flagelo que cresce exponencialmente todos os anos.

[Via]

 

 

Crise fez disparar número de crianças e adolescentes com depressão e ansiedade

Março 19, 2015 às 2:55 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Sol de 16 de março de 2015.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Building primary care in a changing Europe  pág. 28

sol

O director do Programa Nacional para a Saúde Mental afirmou hoje que houve “um acréscimo muito significativo” de crianças e adolescentes de famílias em situação de crise a recorrer às urgências com situações de depressão, ansiedade e tentativas de suicídio.

“Desde que a crise tem estado mais significativa o que empiricamente tenho recolhido da parte dos meus colegas dos serviços de saúde mental de adultos, de crianças e adolescentes é que há um aumento de recursos a serviços de urgência por situações de depressão e de ansiedade”, disse Álvaro de Carvalho.

No caso das crianças e jovens houve “um acréscimo muito significativo”, adiantou o psiquiatra, que falava à Lusa a propósito de um relatório da Organização Mundial da Saúde e do Observatório Europeu sobre Sistemas e Políticas de Saúde hoje divulgado, que sublinha as evidências “bem documentadas” do impacto da crise na saúde mental.

Álvaro de Carvalho explicou que esta situação “não é de estranhar, porque havendo crise nas famílias, originada em dificuldades económicas, desemprego, etc., é inevitável que os elos mais fracos”, as crianças e os adolescentes, repercutam essa situação de tensão.

Na base destas idas às urgências estão situações de depressão e ansiedade, mas também tentativas de suicídio de jovens adolescentes.

“Os meus colegas responsáveis dos serviços de psiquiatria do Porto (Centro Hospitalar do Porto) e de Lisboa (Hospital D. Estefânia) registaram um aumento de recursos às urgências também com tentativas de suicídio de jovens adolescentes com origem em famílias com rendimento médio e médio alto, contrariamente ao que era tradicional”, adiantou.

Defendendo que os pais devem estar atentos a estas situações, o psiquiatra explicou que no caso destas crianças e jovens, os pais estão “tão preocupados com a crise” que estão menos atentos e menos sensíveis aos sinais de alarme emitidos pelos filhos.

Estes sinais de alarme são “bastante inespecíficos”, mas nas crianças e jovens a depressão manifesta-se mais através da ansiedade, dificuldade de concentração, problemas alimentares, alterações do sono e automutilações, que têm estado a aumentar, o que pode estar relacionado com a situação de crise, adiantou.

Ressalvando que não há dados epidemiológicos em Portugal sobre o impacto da crise a nível da saúde mental, o psiquiatra disse que a evidência internacional de outras crises na União Europeia aponta para um crescimento significativo da depressão e da ansiedade.

“A evidência também mostra que na maioria dos países esse aumento da depressão e ansiedade está associado ao aumento de pessoas com ideação suicida e eventualmente de risco de concretização do suicídio”, adiantou.

“Mas aparentemente nesta crise, Portugal e Espanha parecem ter menos aumento de suicídio com a crise do que a Grécia, por exemplo”, disse Álvaro de Carvalho, baseando-se em “dados ainda muito preliminares”.

Apesar de não ter havido um reforço significativo dos cuidados de saúde mental, houve um aumento do número de serviços comunitários.

“A maioria das pessoas em Portugal com problemas emocionais recorre em primeira linha aos cuidados de saúde primários e na medida em que haja uma articulação entre as equipas de saúde mental comunitárias e os cuidados de saúde primários há melhor capacidade de diagnóstico”, explicou.

No entanto, o número de consultas manteve-se porque os transportes aumentaram e as pessoas que estão empregadas deixaram de ter tanta facilidade para irem a uma consulta ou a um tratamento.

Por outro lado, “as pessoas em crise nem sempre, por pudor, evidenciam os sintomas emocionais”, frisou.

Lusa/SOL

 

 

 

Crise afectou direitos fundamentais em Portugal – Relatório do Parlamento Europeu conclui que os efeitos foram especialmente negativos junto das crianças

Março 19, 2015 às 1:45 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 17 de março de 2015.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

The Impact of the Crisis on Fundamental Rights across Member States of the EU – Comparative Analysis

The Impact of the Crisis on Fundamental Rights across Member States of the EU – Country Report on Portugal

Paulo Pimenta

Lusa

Relatório do Parlamento Europeu conclui que os efeitos foram especialmente negativos junto das crianças.

A crise teve um impacto acentuado nos direitos fundamentais em Portugal, tendo o direito ao trabalho sido provavelmente o mais afectado, conclui um estudo encomendado pela comissão de Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos do Parlamento Europeu, divulgado nesta terça-feira.

A pedido da comissão parlamentar foram levados a cabo estudos sobre o impacto da crise nos direitos fundamentais em sete países da União Europeia – Portugal, Espanha, Grécia, Chipre, Irlanda, Itália e Bélgica -, que resultarão num relatório final, tendo o estudo conduzido em Portugal concluído que as políticas de austeridades associadas ao memorando de entendimento com a troika afectaram um grande número de direitos fundamentais no país.

Segundo o relatório, “a crise económica teve um impacto muito significativo entre as crianças”, tendo os seus direitos, especialmente o direito à educação, sido “seriamente afectado pelas medidas de austeridade”, tendo o direito aos cuidados de saúde sido igualmente muito afectado, mas, aponta o estudo, “o direito ao trabalho foi provavelmente o direito fundamental mais afectado no contexto da crise económica”.

De acordo com o documento, o direito ao trabalho foi afectado tanto pela crise em si – que levou a uma subida significativa do desemprego, que “mais que duplicou desde 2008” –, como pelas medidas de austeridade, que incluíram cortes nos salários, nos subsídios de desemprego, e um aumento das horas de trabalho sem pagamento adicional.

O estudo defende, nas recomendações gerais, que “a prioridade dada à redução do défice seja equilibrada com a necessidade de manter níveis mínimos de serviços sociais, com os sectores da saúde e educação a merecerem atenção especial”, apontando que a implementação de medidas de austeridade deve ter muito mais em conta os direitos fundamentais.

Nessa perspectiva, o documento defende que as recomendações específicas sobre direito a pensões, ao trabalho, à segurança social, e ao acordo colectivo de trabalho, feitas por instituições e organizações nacionais e internacionais, sejam tidas em conta pelas autoridades, e avaliadas por instituições independentes, tais como o gabinete do Provedor de Justiça Europeu, até porque “este não é meramente um problema nacional, mas também europeu”.

 

 

 

Global status report on violence prevention 2014

Março 11, 2015 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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violence

descarregar o relatório no link:

http://www.who.int/violence_injury_prevention/violence/status_report/2014/en/

The Global status report on violence prevention 2014, which reflects data from 133 countries, is the first report of its kind to assess national efforts to address interpersonal violence, namely child maltreatment, youth violence, intimate partner and sexual violence, and elder abuse.

Jointly published by WHO, the United Nations Development Programme, and the United Nations Office on Drugs and Crime, the report reviews the current status of violence prevention efforts in countries, and calls for a scaling up of violence prevention programmes; stronger legislation and enforcement of laws relevant for violence prevention; and enhanced services for victims of violence.

 

Education and training monitor 2014 Portugal

Março 11, 2015 às 6:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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educat

descarregar o documento geral no link:

http://ec.europa.eu/education/tools/et-monitor_en.htm

Portugal

http://ec.europa.eu/education/tools/docs/2014/monitor2014-pt_en.pdf

Portugal has achieved the strongest improvement in early school leaving of all EU countries since 2009. However the main challenge is to continue improving the effectiveness of its education system — in terms of attainment levels, organisation and graduate employability — whilst constrained by the need for fiscal consolidation. Recent reforms whose effective implementation needs to be monitored aim at improving the quality of both general education and vocational education and training, and, in particular, to reduce the rates of early school leaving and poor performance amongst students. Portugal’s tertiary education attainment rate is improving, but this has failed to increase the employment rate amongst young people proportionally. Moreover, adult participation in lifelong learning has been falling, and there is also an urgent need to identify, adapt and adopt practices which will help tackle the mismatch between the skills offered by the workforce and those demanded by the labour market.

The 2014 European Semester country-specific recommendation (CSR 4) on education and training focused on:

(i) improving the quality and labour-market relevance of the education system in order to reduce early school leaving and address low educational performance rates;

(ii) ensuring efficient public expenditure in education;

(iii) reducing skills mismatches, including by increasing the quality and attractiveness of vocational education and training and fostering co-operation with the business sector;

(iv) enhancing cooperation between public research and business and fostering knowledge transfer.1

Porque é que elas são melhores do que eles?

Março 7, 2015 às 6:02 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Expresso de 3 de março de 2015.

O documento  citado na notícia é o seguinte:

Relatório Técnico : Retenção Escolar nos Ensinos Básico e Secundário  pág. 56

 

Nuno Fox

Raparigas têm melhor desempenho em todos os níveis de ensino e a taxa de chumbos chega a ser metade da dos rapazes

Joana Pereira Bastos (texto) Carlos Esteves (infografia)

Os rapazes estão a ficar cada vez mais para trás. Do 1.º ciclo à universidade, elas aplicam-se mais, têm melhores resultados e vão mais longe. Já não é de agora mas o fosso tem vindo a acentuar-se. Portugal é um dos países onde a desigualdade é maior. A diferença no desempenho escolar começa logo nos primeiros anos de escolaridade mas vai aumentando com a idade. “As taxas de retenção e desistência no ensino básico são sempre maiores nos homens do que nas mulheres”, sublinha um relatório do Conselho Nacional de Educação sobre os chumbos, divulgado na semana passada. No 5.º ano, por exemplo, os rapazes chumbam quase duas vezes mais do que as colegas.

desempenh

 

Para Luísa Saavedra, professora da Escola de Psicologia da Universidade do Minho e autora de uma tese de doutoramento sobre o impacto do sexo e da classe social no rendimento académico, a diferença deve-se sobretudo a uma questão de comportamento, a que não são alheias as representações sociais associadas aos dois géneros: “As raparigas são educadas para serem mais sossegadas e bem comportadas, características que favorecem o desempenho escolar. Já os rapazes são socializados para serem mais ativos, irrequietos e até mais violentos e indisciplinados, o que prejudica os estudos”.

Teresa Seabra, diretora do mestrado em Educação e Sociedade do ISCTE, corrobora: “Há mais semelhanças entre as competências desenvolvidas na socialização familiar das raparigas e as exigências da cultura escolar, nomeadamente a responsabilização, a organização dos tempos e dos espaços ou o auto-domínio. O seu comportamento é mais conforme às normas escolares e, por essa razão, as expectativas dos professores também são mais positivas em relação a elas”.

Namorados e futebol

Além dos fatores sociais e culturais, há também fatores mais biológicos que podem favorecer o desempenho feminino na escola. “Os tempos de maturação são muito diferentes, o que naturalmente tem implicações ao nível da aprendizagem. A linguagem e todas as competências verbais são desenvolvidas mais precocemente nas raparigas”, explica o neurologista Alexandre Castro Caldas, ressalvando que há muitas outras variáveis que podem explicar as diferenças e que o Ministério da Educação devia, por isso, fazer um estudo aprofundado sobre esta matéria.

Segundo um relatório da Eurydice  – a rede de informação sobre os sistemas educativos europeus – sobre as desigualdades de género na escola, Portugal é um dos países onde a disparidade é maior. Aos 15 anos, 11% das raparigas já chumbaram pelo menos uma vez. Já nos rapazes a percentagem sobe para os 20%.

Não é por acaso que as diferenças no desempenho escolar são maiores na adolescência. “Do ponto de vista do desenvolvimento, as raparigas atingem a puberdade mais precocemente e tornam-se mais maduras mais cedo. Se observar uma turma do 7.º ano, eles só pensam em futebol e elas já pensam em namorados porque já despertaram para a sexualidade”, exemplifica o psiquiatra Daniel Sampaio.

expresso

“De uma forma geral, elas são mais obedientes e responsáveis. Têm os trabalhos em dia, cadernos organizados e com letra certinha. Eles têm, por regra, uma adolescência mais turbulenta, com mais problemas de indisciplina e comportamentos de risco”, adianta o especialista do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

A vingança das mulheres

Para a socióloga Maria Filomena Mónica, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, é também uma questão de atitude e de vontade de ir mais longe. “Intuitivamente, de uma forma inconsciente, as mulheres estão a querer vingar-se de séculos de opressão de que foram vítimas. São mais trabalhadoras e estão mais motivadas para subir na vida porque querem afirmar-se, não apenas na escola como no trabalho”.

O facto de o corpo docente ser esmagadoramente feminino – 70% dos professores desde o pré-escolar até ao ensino superior são mulheres – também pode ter influência nos melhores resultados obtidos pelas raparigas, diz Filomena Mónica. “É muito desequilibrado, o que não é bom para o sistema de ensino”.

Teresa Seabra, do ISCTE, concorda que esse fator pode favorecer as raparigas. E vai mais longe, considerando que a forma como o sistema de ensino está organizado pode discriminar os rapazes. “É preciso sensibilizar os docentes para os processos através dos quais podem penalizar os resultados escolares dos rapazes e tornar conscientes os processos de discriminação de género que podem ocorrer em sala de aula: menos elogios, menor benefício da dúvida e menor interpelação”.

 

 

 

The Commercial Sexual Exploitation of Children Online report – novo relatório Europol

Fevereiro 26, 2015 às 2:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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europol2

descarregar o relatório no link:

https://www.europol.europa.eu/content/live-streaming-child-sexual-abuse-established-harsh-reality

https://www.europol.europa.eu/content/commercial-sexual-exploitation-children-online

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