Número de crianças refugiadas e migrantes que viajam sozinhas é cinco vezes superior ao de 2010

Maio 21, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 17 de maio de 2017.

 

 

Número de crianças refugiadas e migrantes

que viajam sozinhas é cinco vezes superior ao de 2010

Em antecipação da reunião do G7, a UNICEF apela aos líderes mundiais para que adoptem uma agenda de seis pontos para proteger as crianças refugiadas e migrantes

“Ele disse-me que se não dormisse com ele, não me trazia para a Europa. E violou-me.” Mary, 17 anos, da Nigéria

NOVA IORQUE, 17 de Maio de 2017 – O número total de crianças refugiadas e migrantes que se deslocam sozinhas aumentou quase cinco vezes desde 2010, segundo um novo relatório da UNICEF divulgado hoje. Em 2015-2016, pelo menos 300.000 crianças não acompanhadas e separadas foram registadas em cerca de 80 países, número que em 2010-2011 foi de 66.000.

‘A Child is a Child: Protecting children on the move from violence, abuse and exploitation’ (‘Uma criança é uma criança: Proteger as crianças em movimento contra a violência, abusos e exploração’) apresenta uma visão global sobre as crianças refugiadas e migrantes, as motivações que estão por trás das suas jornadas e os riscos que enfrentam em percursos extremamente perigosos, muitas vezes à mercê de contrabandistas e traficantes, para chegarem aos seus destinos, o que justifica claramente a necessidade de um sistema global de protecção para manter estas crianças a salvo da exploração, de abusos e da morte.

“Apenas uma criança que se desloca sozinha é demasiado, mas o número de crianças que o fazem actualmente é assustador – e nós adultos não estamos a protegê-las,” afirmou Justin Forsyth, Director Executivo Adjunto da UNICEF. “Contrabandistas e traficantes sem escrúpulos estão a explorar a sua vulnerabilidade em proveito próprio, ajudando as crianças a atravessar fronteiras, apenas para as venderem para escravatura e prostituição forçadas. É inadmissível que não estejamos a defendê-las devidamente destes predadores.”

Mary, uma rapariga de 17 anos não acompanhada da Nigéria, viveu na primeira pessoa o trauma de ser traficada durante a sua terrível viagem através da Líbia para a Itália. Ao descrever o contrabandista que se tornou traficante e que se ofereceu para a ajudar, disse: “Tudo o que (ele) disse, que seriamos bem tratados e que estaríamos em segurança, não aconteceu. Era mentira.” Mary ficou encurralada durante mais de três meses na Líbia onde foi abusada. “Ele dizia que se não dormisse com ele, não me trazia para a Europa. E violou-me.”

Outras conclusões relevantes do relatório:

  • 200.000 crianças não acompanhadas submeteram pedidos de asilo em 80 países em 2015-2016;
  • 100.000 crianças não acompanhadas foram interceptadas na fronteira entre os EUA e o México em 2015-2016;
  • 160.000 crianças não acompanhadas pediram asilo na Europa em 2015-2016;
  • As crianças não acompanhadas e separadas perfazem 92 por cento de todas as crianças que chegaram a Itália por mar em 2016;
  • As crianças representam aproximadamente 28 por cento das vítimas de tráfico ao nível global;
  • As regiões da África Subsariana e da América Central e Caraíbas têm a maior percentagem de crianças entre as vítimas de tráfico detectadas, com 64 e 62 por cento respectivamente;
  • Cerca de 20 por cento dos contrabandistas têm ligações a redes de tráfico humano.

Na semana que antecede a Cimeira do G7 em Itália, a UNICEF apela aos governos para que adoptem a agenda de seis pontos que propõe a fim de proteger as crianças refugiadas e migrantes e assegurar o seu bem-estar.

“Estas crianças precisam de um compromisso efectivo por parte dos governos de todo o mundo para garantirem a sua segurança ao longo das suas jornadas,” afirmou Justin Forsyth. “Os líderes mundiais que se reúnem na próxima semana no G7 deviam liderar estes esforços sendo os primeiros a comprometer-se para com a nossa agenda para a acção.”

A agenda para a acção proposta pela UNICEF inclui:

  1. Proteger as crianças refugiadas e migrantes da exploração e da violência, em especial as crianças não acompanhadas;
  2. Acabar com a detenção de crianças requerentes do estatuto de refugiada ou migrante
  3. Manter as famílias juntas como a melhor forma de proteger as crianças e de lhes atribuir um estatuto legal;
  4. Manter a aprendizagem de todas as crianças refugiadas e migrantes e assegurar-lhes acesso a serviços de saúde e outros de qualidade;
  5. Pressionar para que sejam tomadas medidas para combater as causas subjacentes aos movimentos de refugiados e migrantes em larga escala;
  6. Promover medidas para combater a xenofobia, a discriminação e a marginalização em países de trânsito ou de destino.

A UNICEF pede também ao público em geral para que manifeste a sua solidariedade para com as crianças desenraizadas pela guerra, violência e pobreza, apoiando os seis pontos desta agenda para acção.

 

 

 

Relatório Estatístico do SOS-Criança 2016

Maio 17, 2017 às 5:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório no link:

http://www.iacrianca.pt/images/stories/noticias/SOS_Relatorio_Estatistico_2016.pdf

Raparigas portuguesas são das que praticam menos desporto na Europa

Maio 17, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 17 de maio de 2017.

Relatório da OMS destaca pouca actividade física entre adolescentes portuguesas.

Romana Borja-Santos

A prática regular de exercício físico está longe de ser um hábito entre as adolescentes portuguesas, que estão entre as mais inactivas da Europa. Aos 13 anos, não há nenhum outro país europeu onde as raparigas pratiquem tão pouco exercício. Nesta idade, só 6% das portuguesas dedicam uma hora por dia a uma actividade física moderada a intensa, indicam os dados de um relatório da Organização Mundial de Saúde, que será apresentado nesta quarta-feira no Congresso Europeu de Obesidade, no Porto.

De acordo com o documento Adolescent obesity and related behaviours: trends and inequalities in the WHO European Region, 2002-2014, aos 15 anos o valor desce para 5%, mas nessa altura as italianas conseguem praticar ainda menos desporto do que as portuguesas. Na idade mais baixa avaliada, os 11 anos, os dados não são animadores, mas mesmo assim são mais positivos: 16% das raparigas dedicam uma hora diária ao exercício, ficando à frente de dez países, como Itália, Dinamarca, Suécia ou Holanda.

Para a investigadora Margarida Gaspar de Matos, que coordena a parte portuguesa do trabalho da OMS, estes resultados são preocupantes e mostram que é preciso procurar outras formas de incentivar a prática de exercício – até porque os valores nas raparigas estão praticamente estáveis desde 2002 e nos rapazes as subidas são ligeiras. “Para incentivar a prática é preciso começar cedo e na cultura familiar e com a família. Na escola é preciso que os jovens encontrem a ‘sua actividade’ e não se tenham de reduzir a ‘ofertas standard’”, exemplifica a psicóloga da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa.

Os dados dos rapazes não são tão negativos, mas também estão longe de serem animadores. Aos 11 anos, 26% dos adolescentes praticam pelo menos uma hora diária de uma actividade física moderada a vigorosa. Aos 13 anos o valor desce ligeiramente para 25% e aos 15 anos cai para 18%. Margarida Gaspar de Matos defende que é preciso incentivar o exercício de outras formas, começando por acabar com alguns estereótipos como “retirar dos praticantes de actividade física a ‘etiqueta’ de que são pouco ‘intelectuais’”.

A investigadora vai mais longe nas razões que explicam este afastamento do desporto. A começar pelas poucas condições que existem nas escolas para que os adolescentes possam tomar banho após a actividade desportiva. Depois, sublinha que a associação entre o desporto e práticas competitivas ou até alguns comportamentos mais violentos afasta muitas vezes os jovens que apenas procuram um momento de lazer. “A promoção da actividade física não passa por convencer os adeptos da prática, mas por encontrar contextos e motivação para os que não são adeptos e entender o que os afasta”, conclui.

descarregar o documento citado na notícia em baixo:

Adolescent obesity and related behaviours: trends and inequalities in the WHO European Region, 2002–2014

 

Portugal é um dos cinco países com mais adolescentes obesos

Maio 17, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 17 de maio de 2017.

Relatório da OMS analisa 27 países e regiões. É apresentado nesta quarta-feira no Porto. Mostra que entre 2002 e 2014 o país estagnou no combate a esta doença. Consumo de vegetais é insuficiente e o de fruta é positivo, mas caiu muito nos últimos 12 anos.

Romana Borja-Santos

A luta contra a obesidade em Portugal não está a ter resultados significativos entre os mais novos. Em 2002 os dados não eram animadores e 12 anos depois o cenário continuava bastante preocupante: os adolescentes portugueses estão entre os mais obesos da Europa. Só a Grécia, a Macedónia, a Eslovénia e a Croácia apresentam valores mais negativos, revela um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), que será apresentado nesta quarta-feira no Congresso Europeu de Obesidade, no Porto, e que compara 27 países e regiões.

O documento Adolescent obesity and related behaviours: trends and inequalities in the WHO European Region, 2002-2014, aponta para que a prevalência da obesidade em Portugal, nos adolescentes aos 11, aos 13 e aos 15 anos, seja de 5%. Este número representa uma subida de 0,3 pontos percentuais desde 2002, quando o objectivo era travar esta doença. O valor mais elevado na região europeia é registado na Grécia, com 6,5% de adolescentes obesos. No caso de Portugal, a contribuir para este resultado estão sobretudo os rapazes, com 6,9%. Já as raparigas registam um valor de 3%.

“Os níveis de obesidade nos adolescentes são preocupantes, associados a uma má alimentação, pouca actividade física e comportamentos sedentários”, sintetiza ao PÚBLICO a investigadora Margarida Gaspar de Matos, que coordena a parte portuguesa do trabalho da OMS.

A psicóloga da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa lembra que “a obesidade está associada a problemas de saúde no futuro”, dando como exemplo a diabetes, mas também problemas cardiovasculares, respiratórios ou até de sono e mentais. “Quanto mais cedo a obesidade se instala mais difícil é combatê-la e mais se acumulam os efeitos prejudiciais para a saúde física, mental e social”, reitera.

“É necessária uma acção política ambiciosa para atingir o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável de travar o aumento da obesidade infantil. Os governos devem direccionar esforços e quebrar este ciclo prejudicial da infância para a adolescência e para o futuro”, reforça a directora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, em comunicado.

Também João Breda, coordenador do Programa de Nutrição, Actividade Física e Obesidade da OMS/Europa realça que “a maioria dos jovens não superará a obesidade: cerca de quatro em cada cinco adolescentes que se tornam obesos continuarão a ter problemas de peso na idade adulta”.

Menos fruta

O trabalho da OMS olha também para outros indicadores que podem ajudar a explicar estes resultados, como alguns hábitos alimentares, mas também comportamentos sedentários e pouca actividade física regular. Por exemplo: Portugal não chega a ser dos países onde os adolescentes comem mais fruta diariamente, mas não está longe. O país com melhores resultados é a Bélgica (zona francesa), onde 49,1% dos adolescentes comem fruta todos os dias. Nos portugueses o valor é de 40,9%, mas há uma nuance: o país está entre aqueles onde o consumo de fruta mais caiu entre 2002 e 2014, com uma descida de 6,8 pontos percentuais neste período.

Concretamente sobre a fruta, Margarida Gaspar de Matos lembra que o relatório da OMS não apresenta explicações para estas mudanças, mas a investigadora avança com alguns argumentos. Com a crise económica, diz, comer fruta ficou mais “caro do que um hambúrguer” e são reportados mais casos de crianças que se deitam sem comer por dificuldades económicas em casa. Ainda assim, a psicóloga diz que as escolas têm conseguido ter alguns programas de distribuição de fruta que talvez tenham travado uma descida ainda maior.

A OMS analisa, no documento, a relação entre a obesidade e o contexto socioeconómico em que os adolescentes vivem, percebendo-se que a má alimentação anda de mãos dadas com as dificuldades financeiras. No caso de Portugal, o relatório apenas consegue estabelecer uma relação entre o excesso de peso e o baixo estatuto socioeconómico nos rapazes de 11 anos. Ainda assim, Margarida Gaspar de Matos salienta que é precisamente nesta idade que o país tem o maior pico de obesidade nos adolescentes.

Poucos vegetais

Ainda nos hábitos alimentares, quanto aos vegetais, só 28% dos adolescentes portugueses comem estes produtos diariamente. Os valores mais elevados encontram-se na Bélgica e Ucrânia, onde ultrapassam os 50%. Mesmo assim o valor subiu dois pontos percentuais em Portugal desde 2002. O que é positivo.

Outra boa notícia é que nestes 12 anos registou-se uma queda significativa em Portugal no consumo de produtos como refrigerantes e doces, tanto em rapazes como em raparigas e em todas as faixas etárias.

Margarida Gaspar de Matos lembra que já outro estudo da OMS, Health Behaviour in School-aged Children, publicado no ano passado, e que serve de ponto de partida à avaliação que será divulgada nesta quarta-feira, indicava que os jovens portugueses teciam críticas à qualidade da alimentação das cantinas escolares. A psicóloga sublinha: uma alimentação saudável não implica servir refeições com pouco sabor.

De resto, ainda de acordo com o estudo, os hábitos alimentares e a actividade física vão piorando com a idade, mas é entre os rapazes de 11 anos que se verifica uma maior prevalência de obesidade. Factores relacionados com o crescimento contribuirão também para esse facto, diz.

Entre os 11 e os 15 anos aumentam também alguns comportamentos sedentários, como utilizar a televisão ou o computador mais de duas horas por dia, ainda que se tenha registado uma queda nos últimos anos. O relatório não explica, mas a psicóloga lembra que estes hábitos podem estar a ser substituídos por outros, como o uso de tablets e smartphones– até porque nem por isso a actividade física tem aumentado entre os adolescentes portugueses. Aliás, as raparigas até estão mais sedentárias.

Os dados da OMS levam Margarida Gaspar de Matos a deixar algumas recomendações ao Governo. Mais do que políticas novas, a investigadora apela à continuidade nas medidas e pede uma avaliação dos resultados do que já foi feito – criticando, no entanto, opções como as tomadas pelo então ministro da Educação, Nuno Crato, que desvalorizaram a importância de disciplinas como a Educação Física.

descarregar o documento citado na notícia em baixo:

Adolescent obesity and related behaviours: trends and inequalities in the WHO European Region, 2002–2014

Brasil tem 2,5 milhões de crianças e jovens fora da escola

Maio 10, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Noticia do site http://24.sapo.pt/ de 5 de abril de 2017.

O Brasil tem 2,5 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos fora da escola, indicou hoje um levantamento feito pela ONG Todos Pela Educação, que compilou dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de atendimento de crianças e jovens nas escolas brasileiras aumentou 4,7 pontos percentuais entre os anos de 2005 e 2015, atingindo 94,2% da população, mas foi considerada insuficiente pela ONG que projetava um atendimento de 96,3%.

O estudo determinou que o crescimento na taxa de atendimento das escolas foi puxado, especialmente, por um aumento na percentagem de crianças com idade entre 4 e 5 anos matriculadas, que passou de 72,5% para 90,5% no período de referência do estudo.

Já a taxa de atendimento dos brasileiros com idade entre 6 e 14 anos ficou em 98,5% em 2015, resultado que indica um crescimento de apenas 1,8 pontos percentuais na comparação com o número registado em 2005. “Embora [a educação] seja tida como universalizada no Brasil, ainda temos 430 mil crianças e jovens dessa faixa etária fora da escola”, observou-se no levantamento.

Outro alerta sublinhado pela Todos Pela Educação diz respeito ao crescimento muito tímido da percentagem de atendimento de alunos brasileiros com idade entre 15 e 17 anos, que passou de 78,8% em 2005, para 82,6%, em 2015.

“Isso significa que 1.543.713 jovens deveriam estar matriculados, mas não estão. Além disso, embora a percentagem dos que não estudam nem trabalham tenha diminuído entre 2005 e 2015 (de 11,1% para 10,7%), em números absolutos o valor ainda é alto: 974.224, em 2015, face a 1.126.190, em 2005″, diz o relatório.

Priscila Cruz, presidente executiva da Todos Pela Educação, avaliou que o avanço nas percentagens de alunos matriculados no Brasil precisa ser visto com cautela.

“Mesmo com percentuais de atendimento a aumentar, isso não tem significado uma redução na mesma proporção do número absoluto das crianças e jovens fora da escola, uma vez que a população em idade escolar no Brasil está diminuindo como decorrência da mudança do perfil etário”, explicou.

Outro problema referido diz respeito à percentagem dos jovens que conseguem concluir os estudos na idade correta.

A taxa de conclusão escolar com idade certa dos alunos com até 16 anos alcançou 76% em 2015. Já entre os jovens com até aos 19 anos chegou somente a 58,5%.

“Nesse mesmo período, a taxa de jovens que não estudam nem trabalham aumentou até à faixa dos 16 anos (de 19% para 22,2%) e também entre os que não concluíram a escola até aos 19 anos (24,5% para 35,5%)”, frisou-se no levantamento.

A organização também verificou que, de 2005 até 2015, a expansão do acesso escolar na faixa de 4 a 17 anos aconteceu principalmente entre a população parda e negra, de rendimento mais baixo e que mora no campo.

Apesar do avanço dos indicadores entre a população brasileira mais vulnerável, a qualidade do ensino oferecido ainda é avaliada no estudo como pior para os alunos que mais precisam.

“Só alcançaremos um patamar de sociedade mais justa, mais segura e mais desenvolvida com educação de qualidade para todos”, concluiu a presidente executiva da Todos Pela Educação, Priscila Cruz, referindo que esta área deve ser o “pilar central do desenvolvimento do país”.

 mais informações na notícia:

Brasil ainda tem 2,5 milhões de crianças e jovens fora da escola, a maioria entre 15 e 17 anos

 

 

 

Sete crianças vítimas de maus tratos por dia. Agressões são mais cruéis

Abril 24, 2017 às 11:23 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 22 de abril de 2017.

Rute Coelho

Espancamentos com cabos elétricos, chicotes ou colheres de pau abundam. Houve 360 casos na faixa dos 0 aos 5

“Não dormi toda a noite das dores que tenho no corpo”. O desabafo ouvido pelas técnicas da comissão de proteção de crianças e jovens (CPCJ) de Sintra Oriental (Cacém) foi feito há poucos dias por uma menina de sete anos que foi espancada pelo pai com uma colher de pau e com uma colher de metal.

É um exemplo do que se passa em Portugal, onde, no ano passado, por média sete crianças por dia foram vítimas de maus tratos. Ou seja, foram efetuadas 2719 sinalizações de maus tratos físicos e psicológicos a crianças às comissões de menores. Estes são dados preliminares do relatório anual da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), avançados ao DN.

Apesar da ligeira diminuição de casos face a 2015, as situações que chegam às comissões mostram cada vez mais crueldade nas agressões, com objetos como cabos elétricos, pneus, chicotes ou colheres de metal. E houve 360 crianças dos 0 aos 5 anos vítimas deste tipo de espancamento. “Tem vindo a crescer de forma perigosa a exposição dos menores a comportamentos de risco como a violência doméstica”, explicou Dora Alvarez, da equipa técnica da Comissão Nacional.

Em Portugal, mais de 12 mil crianças são expostas a comportamentos que afetam o seu bem estar, nomeadamente, a violência doméstica, e esse é o motivo para 30% das sinalizações de menores em perigo feitas às CPCJ.

Só no primeiro trimestre deste ano, o Ministério Público (MP) abriu 100 processos-crime por violência doméstica contra menores, mais de um terço do total de inquéritos do ano passado (352), segundo dados da Procuradoria-Geral da República, cedidos ao DN. Nestes primeiros três meses foram deduzidas 15 acusações. Em todo em 2016 foram deduzidas 54.

“Estes dados não refletem a maioria das situações, até porque, nos casos de violência doméstica conjunta com um dos progenitores (que a experiência nos diz serem muito mais frequentes), os inquéritos são registados por referência ao adulto, e só uma análise caso a caso permitia aferir quantos envolvem também crianças”, esclareceu a PGR. A 31 de março, existiam ainda 30 inquéritos que aguardavam o prazo para a suspensão provisória do processo.

Neste mês de abril chama-se a atenção para a prevenção dos maus tratos na infância, alerta que será assinalado por 309 comissões de menores com várias iniciativas.

Na comissão Sintra Oriental, uma das que tem mais volume processual na Grande Lisboa (1800 processos em 2016, com técnicos que estão com mais de 200 inquéritos cada um), o caso da menina de sete anos espancada pelo pai com colheres comoveu a presidente desta CPCJ, Sandra Feliciano. “Foi agredida por motivos fúteis. É filha de pais separados no regime de guarda partilhada. Naquele fim de semana estava com o progenitor. Desobedeceu a uma ordem qualquer e ele bateu-lhe com as colheres ao ponto de marcar o corpo todo. Foi o hospital que sinalizou o caso”. A CPCJ abriu um processo de promoção e proteção da menor e a criança passou a estar sob a guarda exclusiva da mãe, tendo o pai direito a visitas supervisionadas. Em simultâneo, o MP abriu processo pelo crime de maus tratos.

“Também há pouco tempo tivemos o caso de uma adolescente que foi espancada pelo pai com um cabo elétrico até ficar em sangue. A rapariga foi hospitalizada e a unidade de saúde contactou o hospital e a mãe. Trata-se também de um casal separado”.

Dora Alvarez, da Comissão Nacional, garante que “os casos de maus tratos são transversais a todas as classes sociais. O que vai parar muito às franjas são as situações de negligência”.

Os maus tratos físicos aconteceram mais na faixa dos 11 aos 14 anos, com 541 casos, seguindo-se a faixa dos 6 aos 10 com 523, a dos 15 aos 18 com 442 e a dos 0 aos 5 anos com 360 casos. Os castigos corporais também aumentaram em 2016 – 100 casos contra 96 em 2015.

A maioria das vítimas dos 832 maus tratos psicológicos foram as raparigas (50,5%), com exceção da faixa etária dos 6 aos 10 anos, em que houve mais rapazes (245) a serem humilhados ou ofendidos pelos pais. A maioria das agressões foi comunicada pelos hospitais.

 

 

 

Tráfico de Seres Humanos : relatório sobre 2016

Abril 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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relatório  sinalizações relativa a menores pág. 35, lenocínio e pornografia de menores pág. 47-49.

infografia

 

 

 

 

Together in the EU – Promoting the participation of migrants and their descendants – novo relatório da FRA – European Union Agency for Fundamental Rights

Abril 13, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório no link:

http://fra.europa.eu/en/publication/2017/migrant-participation

relatório Portugal:

http://fra.europa.eu/sites/default/files/fra_uploads/social-inclusion-and-migrant-participation-society_pt.pdf

 

 

 

600 milhões de crianças com acesso muito limitado a água em 2040

Março 25, 2017 às 6:08 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 22 de março de 2017.

UNICEF prevê que 600 milhões de crianças irão viver em zonas com acesso extremamente limitado a recursos de água em 2040.

Um relatório divulgado, esta terça-feira pela UNICEF, conclui que cerca de 600 milhões de crianças, um em cada quatro, estarão a viver em 2040 em zonas onde o acesso a água excede largamente os recursos disponíveis.

O relatório tem como objetivo analisar as ameaças para a vida e o bem-estar das crianças causadas pela escassez de fontes de água potável e o modo como as alterações climáticas irão agravar estes riscos nos próximos anos.

Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF, afirmou que “a água é essencial; sem ela nada pode crescer. Mas há no mundo milhões de crianças que não tem acesso a água segura – o que põe em perigo as suas vidas, prejudica a sua saúde, e compromete o seu futuro. Esta crise será cada vez maior, salvo se agirmos agora de forma coletiva,”

O documento da UNICEF também revela que, atualmente, 37 países enfrentam níveis de stress hídrico excessivamente elevados, situação que ocorre quando mais de 80 por cento da água disponível para a agricultura, indústria e uso doméstico se esgota anualmente. O aumento constante das temperaturas, a subida dos níveis do mar, o aparecimento sucessivo de secas extremas e o degelo podem afetar a qualidade e a quantidade de água disponível.

Fatores como o crescimento da população e o desenvolvimento da industrialização e urbanização obrigam a maior consumo de água, fazendo com que as crianças recorram a água imprópria para consumo, expondo-as a doenças que podem ser mortais. Muitas da crianças que vivem em zonas afetadas por secas gastam várias horas dor dia para ir buscar água potável, privando-as da possibilidade de frequentar a escola.

As crianças mais pobres serão as mais afetadas com o aumento do stress hídrico, visto que muitas delas vivem já em zonas com acesso reduzido a água segura e saneamento.

mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

Perto de 600 milhões de crianças irão viver em zonas com acesso extremamente limitado a recursos de água em 2040

 

 

Apresentação e debate do estudo “A Praxe como fenómeno social” 16 de março, Vila Real, 23 de março, Évora – 28 de março, Leiria , 3 de abril, Lisboa

Março 14, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto da DGES de 3 de março de 2017.

A DGES promoveu a realização de um estudo sobre o fenómeno social conhecido como “praxe” no ensino superior.

O estudo foi realizado por uma equipa de investigadores do Centro de Investigação e Estudos Sociais do ISCTE-IUL (CIES), do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (ISUP) e do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES), sob coordenação de João Teixeira Lopes (ISUP) e João Sebastião (CIES).

Estão já confirmadas as seguintes sessões de debate e auscultação pública:

6 de março, 11h30, Braga – Universidade do Minho (Anfiteatro B1, Complexo II, Campus de Gualtar);

16 de março, Vila Real – UTAD;

23 de março, Évora – Universidade de Évora;

28 de março, Leiria – (Instituto Politécnico de Leiria);

3 de abril, Lisboa – ISCTE-IUL.

Convida-se toda a sociedade a participar.

O estudo “A Praxe como fenómeno social” pode ser visualizado aqui.

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