Relatório da rede GAAF 2015/2016

Agosto 17, 2016 às 2:38 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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iax

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http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/843-relatorio-do-iac-mediacao-escolar-do-ano-letivo-2015-2016

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque – relatório “A Heavy Price for Children”

Julho 29, 2016 às 6:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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heavy

descarregar o relatório no link:

http://www.uniraq.org/index.php?option=com_k2&view=item&task=download&id=1882_155abec0c097a09d6cd3c8694f9a6f3c&Itemid=626&lang=en

ou

http://www.unicef.pt/relatorio_iraque_um_preco_elevado_para_as_criancas.pdf

mais informações na notícia da Unicef Portugal

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque

 

Young people not in employment, education or training (NEET): An overview in ETF partner countries

Julho 28, 2016 às 8:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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etf

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http://www.etf.europa.eu/web.nsf/pages/NEET_ETF_partner_countries

There are very high numbers of young people who are neither in education or training nor in employment in the partner countries. Thirteen out of 18 countries for which we have figures show a NEETs rate for 15–29-year-olds higher than 25% (that is one in every four young people).

However, there is great variation between countries, from numbers similar to the EU28 (around 15%) to rates beyond 35%.

Best practices and key challenges on interagency cooperation to safeguard unaccompanied children from going missing : SUMMIT REPORT

Julho 22, 2016 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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best

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http://missingchildreneurope.eu/catalog/categoryid/9/documentid/348?utm_source=Missing+Children+Europe+newsletter&utm_campaign=23f95b7200-Public_newsletter_Feb_2016&utm_medium=email&utm_term=0_998981635e-23f95b7200-127479505

Findings from an in-depth study on the issue of the disappearance of unaccompanied migrant children were developed in the framework of the project “Safeguarding Unaccompanied Migrant Minors from going Missing by Identifying Best Practices and Training Actors on Interagency Cooperation” (SUMMIT). The report reflects insight from the actors who deal primarily with the reception of unaccompanied children and those who focus on the disappearance of children. It examines practices in seven EU countries – the UK, Spain, Italy, Belgium, Cyprus, Ireland and Greece.

It serves as a necessary mapping exercise of good practices, along with a manual for grassroots professionals to be published in the next weeks, to promote discussions and expert trainings between these actors across Member States.

In the study, the authors call for improved cooperation between law enforcement, social workers in shelters and reception centres, guardians, hotlines for missing children and other parties to better prevent and respond to the disappearance of unaccompanied children.

Illegal detention of migrant children in Switzerland: a status report

Julho 21, 2016 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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illegal

“Children in the context of migration, whether accompanied, separated or unaccompanied should never be remanded in custody. Migratory status should not be considered as an offence and should not justify the detention of children as such.”

Jean Zermatten, Founder and former director of the International Institute for the Rights of the Child (IDE) and former President of the UN Committee on the Rights of the Child.

At the occasion of the seminar called “Promoting alternatives to the immigration detention of children in Switzerland”, Terre des hommes presents its recent report on Illegal detention of migrant children in Switzerland.

The international community has become increasingly concerned about the need to end the detention of children. However, in Switzerland as in many other countries there is not enough available information to permit an accurate analysis of the problem.

In order to address the lack of information on the administrative detention of children in Switzerland, Terre des hommes in mid-2015 assessed the situation of non-citizen children in Switzerland who are placed in detention for reasons related to their immigration status. It resulted in a clear lack of transparency. We don’t exactly know where children are detained. Of all the cantons questioned, only eight responded with complete answers. Six of them did not answer at all. The full report is available in three languages.

Comissões de protecção de menores acompanharam 73.355 crianças em 2015

Julho 19, 2016 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do http://www.jornaldenegocios.pt/ de 30 de junho de 2016.

jornalnegocios

Lusa

As comissões de protecção de menores acompanharam 73.355 crianças e jovens em 2015, 855 das quais em situação de incapacidade ou deficiência, revela o relatório destas instituições, que aponta um aumento de 0,5% no número de processos acompanhados.

Traçando o perfil das crianças acompanhadas e caracterizadas, o Relatório de Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) refere que a maioria (54,2%) são rapazes com idades entre os 15 os 21 anos (25.151 jovens).

Segundo o documento, a que a agência Lusa teve acesso, 17.164 crianças tinham idades entre os 11 e os 14 anos, 15.390 entre os seis e os 10 anos e 14.110 menos de cinco anos. A grande maioria dos menores vive com a sua família biológica ou adoptiva.

Relativamente à situação dos cuidadores das crianças e jovens com processos instaurados pelas CPCJ, o documento revela que a maioria (61,3%) tem como principal meio de subsistência os rendimentos provenientes do trabalho, registando-se um ligeiro acréscimo relativamente a 2014 (56,9%).

Já 15,4% são beneficiários do Rendimento Social Inserção, valor inferior ao de 2014 (15,6%), confirmando a tendência decrescente desde 2011.

As famílias que beneficiam de pensões (social, invalidez, sobrevivência, etc.) representam 12,9% do total, contrariando a tendência crescente verificada nos últimos anos, enquanto 3,4% têm como fonte de rendimento o subsídio de desemprego (4,6% em 2014).

Quanto à nacionalidade das crianças, o relatório refere que 95,4% (28.140) são portuguesas. Analisando os continentes de onde os menores são oriundos, o documento indica que 604 vêm da Europa (44,5%), 381 de África (28,1%), 340 da América (25,1%), 31 da Ásia (2,3%) e uma da Austrália.

No ano passado, as CPCJ acompanharam 73.355 processos, mais 336 (0,5%) face a 2014. Contudo, esta tendência de crescimento é inferior à registada em 2014, em que houve um aumento de 1.452 processos, sublinha o relatório. Houve ainda 34.627 processos que transitaram de anos anteriores para 2015, menos 43 do que em 2014.

De acordo com o relatório anual do trabalho desenvolvido pelas 308 comissões em todo o país, foram instaurados, em 2015, 30.400 processos de promoção e proteção (mais 44 em relação a 2014), dos quais 28.949 correspondem a novas situações de perigo.

Nos processos instaurados, mantém-se a predominância dos jovens com idades entre os 15 e os 18 anos (8.532 crianças), seguidos das crianças entre os 11 e os 14 anos (7.362), dos menores entre os zero e os 5 anos (7.267) e dos seis aos 10 anos (8.532).

Em 2015, foram reabertos 8.328 processos, mais 335 (4,5%) face a 2014, e arquivados 38.695 processos, mais 1.273 (1,5%), tendo transitado 34.660 processos para 2016. De acordo com o relatório, Lisboa, Porto e Setúbal continuam a ser os distritos com maior volume processual global nacional, reunindo 49,1% dos processos.

 

OCDE aponta riscos à separação de alunos em função das suas dificuldades

Julho 19, 2016 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 23 de junho de 2016.

Nelson Garrido

Andreia Sanches

Portugal tem uma carga horária a Matemática acima da OCDE. Mas o que mais importa na hora de avaliar o à-vontade com que os alunos lidam com conceitos como “média aritmética”, que só 30% conhecem bem, são os conteúdos que lhes são transmitidos, sustenta estudo.

Separar os alunos por grupos, dentro de cada escola, ou até dentro de cada turma, em função do nível em que estão na Matemática, pode até ter como objectivo apoiar os que menos sabem, e estimular os que estão mais avançados. Mas métodos deste tipo, disseminados nos países da OCDE, e também utilizados em muitas escolas portuguesas, podem “reduzir as oportunidades de aprendizagem dos alunos mais desfavorecidos” em termos sócio-económicos, admite um relatório publicado esta semana pela OCDE.

Intitulado Equations and Inequalities: Making Mathematics Accessible to All, o relatório diz que cerca de 70% dos alunos de mais de 60 países e economias que participaram na última edição do PISA (sigla para Programme for International Student Assessment), em 2012, frequentam escolas onde existe a política de, nas aulas de Matemática, separar os alunos pelo nível em que estão. O PISA, recorde-se, é um estudo feito pela OCDE de três em três anos sobre a forma como os alunos de 15 anos aplicam conhecimentos e competências de Matemática, Leitura e Ciências perante situações da “vida real”.

Em Portugal, dos quase 6000 jovens que participaram em 2012 nessa avaliação, 60% frequentavam escolas onde existiam experiências deste género — sendo estas muitíssimo mais comuns em estabelecimentos de ensino situados em contextos sociais mais problemáticos. Já em países como a Nova Zelândia, Irlanda ou o Reino Unido a prática de agrupar alunos em função das competências dos mesmos está presente em quase 100% das escolas, tanto em contextos mais favorecidos como noutros mais difíceis, mostra o relatório.

Certo é que a OCDE recomenda que se faça uma avaliação às “políticas e práticas de selecção dos alunos em função das suas aptidões”.

Diz  que a “verdadeira alternativa” são as turmas onde coexistem alunos com diferentes ritmos, admitindo, contudo, que isso é muito mais exigente em termos de ensino. Por isso, defende “que seja dado um apoio reforçado aos professores que trabalhem com turmas onde existe heterogeneidade”.

Mas mesmo os eventuais efeitos negativos de uma separação de alunos por nível podem ser mitigados, por exemplo, se essas soluções forem temporárias, sustenta. E se for oferecido aos alunos em dificuldades um apoio mais personalizado.

Alerta-se ainda para este facto: para além dos esquemas do tipo “turmas de nível”, práticas como a “transferência de alunos de uma instituição para outra por causa de problemas de desempenho ou de comportamento”, ou a definição de percursos escolares com base nos conhecimentos dos alunos — encaminhando-os para cursos vocacionais ou mais académicos, conforme as competências que revelam — estão igualmente associadas a “um acesso mais desigual aos conteúdos matemáticos”.

Quase 5 horas de aulas

O relatório começa por mostrar como o número de horas que as escolas dedicam às lições de Matemática tem aumentado. A média da OCDE é cerca de 3 horas e 38 minutos por semana, sendo em Portugal de 4 horas e 48 minutos. É uma das cargas horárias mais pesadas (aumentou cerca de uma hora e meia desde 2003), semelhante à que existe em Singapura, cujos alunos são dos que melhor se saem nos testes do PISA de Matemática (2.º lugar na edição de 2012). Portugal está em 23.º lugar no ranking dos 34 da OCDE.

Depois, os autores do estudo mostram como os alunos de meios familiares mais desfavorecidos beneficiam, em geral, do mesmo tempo de aulas de Matemática do que os seus colegas mais favorecidos. Aí não há diferença. E, no entanto, os primeiros mostram menos familiaridade com conceitos de matemática, como “média aritmética” — apenas 20% dos mais pobres dizem conhecer este conceito bem, contra 40% dos mais privilegiados. Em Portugal o hiato é maior ainda, 9% contra 37%. Em média, sem olhar à classe social, apenas 30% compreendem bem tal conceito.

“Os alunos mais desfavorecidos são expostos a problemas de Matemática aplicada básicos, enquanto os seus pares mais favorecidos têm acesso a um ensino que os ajuda a reflectir como verdadeiros matemáticos e a adquirir uma compreensão dos conceitos aprofundada”, diz o relatório.

O tempo dedicado às aulas formais é importante. Mas “mais do que o tempo de instrução, são os conteúdos ensinados” que fazem a diferença na performance dos alunos quando confrontados com questões como as que lhes são colocadas no PISA, prossegue. Bem como “um bom clima disciplinar” na sala de aula.

Desinteresse e confusão

Em Portugal, os conteúdos que estão a ser ensinados têm suscitado preocupações. Esta semana, a Associação de Professores de Matemática (APM) divulgou uma carta aberta onde reforça “mais uma vez que está em total desacordo com os actuais programas e defende a sua suspensão e substituição o mais rapidamente possível”.

Ao PÚBLICO, João Pedro da Ponte, professor catedrático e presidente do Instituto de Educação, da Universidade de Lisboa, diz que há uma “grande onda de desinteresse e confusão entre os alunos portugueses”. Aponta o dedo às “mudanças curriculares intempestivas introduzidas em 2013, no sentido de uma formalização radical” da disciplina, que têm levado, na sua opinião, “à desmotivação crescente de alunos”. E ainda às “metas curriculares definidas em 2011, metas que os professores não percebem, que foram escritas de cientistas para cientistas”.

Pedro da Ponte antecipa mesmo “um choque” no próximo PISA. Acha que os alunos testados vão revelar resultados bem piores do que em 2012.

Sobre as “turmas de nível”, lembra que “a discussão é antiga” e defende “soluções intermédias”. “Para alunos com mais capacidade pode ser vantajoso estar em turmas de alunos com mais capacidade. Mas acredito em soluções que não estigmatizem”, que sejam temporárias, e onde os mais fracos tenham acesso a apoios reforçados, como existem nas chamadas Turmas Fénix em várias escolas.

Matemática complexa

O que o relatório da OCDE vem sublinhar é que mesmo os mais fracos devem ter oportunidade de aceder à Matemática mais complexa.

“A exposição a tarefas e conceitos de matemática pura (como equações lineares ou de segundo grau) está fortemente ligada à obtenção de melhores resultados nos testes do PISA”, lê-se. Já “a correlação entre a exposição dos alunos a problemas de matemática aplicada simples (como utilizar um horário de comboio para calcular quanto tempo dura o trajecto de uma estação a outra) e a sua performance no PISA é mais fraca”.

Pelo que, conclui-se, “a simples inclusão de referências ao mundo real no ensino da Matemática não transforma um exercício de rotina  num bom problema”. Ou seja, “usar problemas bem concebidos e desafiantes nas aulas de Matemática”, isso sim, “pode ter um enorme impacto na performance dos estudantes”.

A OCDE reconhece a dificuldade de ensinar alunos, sobretudo em meios mais desfavorecidos, “a desenvolver estratégias de resolução de problemas, estabelecer ligações, fazer previsões, conceptualizar”. Talvez seja preciso reformular manuais escolares, materiais de ensino e apostar “na formação específica dos professores”.

 

 

Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos

Julho 19, 2016 às 6:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Comunicado de Imprensa da Unicef Portugal de 14 de junho de 2016.

“Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos.”

UNICEF alerta para os perigos com que se deparam os adolescentes refugiados e migrantes não acompanhados que fogem para a Europa

GENEBRA, 14 de Junho de 2016 – Mais de nove em cada 10 crianças refugiadas e migrantes que têm chegado este ano à Europa através de Itália não estão acompanhadas, o que leva a UNICEF a alertar para os perigos de abuso, exploração e morte que enfrentam.

ler todo o Comunicado de Imprensa no link:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-alerta_criancas_migrantes_-_perigo_a_cada_passo_do_caminho_2016_06_14.pdf

danger

Descarregar o relatório Danger every step of the way : a harrowing journey to Europe for refugee and migrant children no link:

http://www.unicef.org/media/media_91552.html

Exploração sexual, tráfico e abuso ameaçam a vida das crianças nos campos de Calais e Dunquerque

Julho 18, 2016 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Comunicado de Imprensa da Unicef Portugal de 16 de junho de 2016.

Exploração sexual, tráfico e abuso ameaçam  a vida das crianças nos campos de Calais e Dunquerque

Nos campos do Norte de França, as crianças são diariamente confrontadas com exploração sexual, violência e trabalhos forçados, segundo um novo estudo da UNICEF França e da UNICEF Reino Unido

PARIS, 16 de Junho de 2016 – Os testemunhos das crianças traçam um quadro de abusos e tragédia, com casos de escravatura para pagamento de dívidas e de actividades criminosas forçadas, tais como colaborar com os traficantes nos terminais dos ferries. A violência sexual é uma ameaça constante, incluindo a exploração e a violação de rapazes, bem como a violação e prostituição a que as raparigas são forçadas. Entrevistas feitas a jovens do sexo feminino identificaram práticas de troca de serviços sexuais pela promessa de passagem para o Reino Unido ou para acelerar a sua viagem.

ler todo o Comunicado de Imprensa no link:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-criancas_em_calais_e_dunquerque_2016_06_16.pdf

nidescarregar o relatório Ni sains, ni saufs, une enquête sociologique sur les enfants non accompagnés sur le littoral du Nord et de la Manche no link:

https://www.unicef.fr/contenu/espace-medias/ni-sains-ni-saufs-enquete-sur-les-mineurs-non-accompagnes-dans-le-nord-de-la-france

Ser criança em África ainda é sinónimo de ser (muito) pobre e ter poucos estudos

Julho 18, 2016 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Observador de 28 de junho de 2016.

STEPHANE SAPORITO

Catarina Marques Rodrigues

Quem nasce, já nasce pobre e, por norma, o casamento está mais próximo do que a escola. O relatório da UNICEF não é animador e fala de milhões de crianças com um futuro de poucas oportunidades.

A pobreza continua a ser um atestado colado às crianças na África subsariana mesmo antes de nascerem, a escola é mais ilusão do que realidade e as gravidezes acontecem pouco depois da primeira década de vida. A perspetiva pouco otimista é da UNICEF e está inscrita no relatório anual “A Situação Mundial da Infância 2016”, divulgado esta terça-feira pelo órgão da ONU.

O estudo aponta grandes dificuldades para as crianças mais desfavorecidas, sobretudo na África subsariana e no sul da Ásia. Na primeira região, 2 em cada 3 crianças vivem em pobreza multidimensional (nutrição, saúde e habitação), o que corresponde a 247 milhões de crianças. Cerca de 60 por cento das raparigas entre os 20 e os 24 anos, das franjas mais pobres da população, tiveram menos de quatro anos de escolaridade, aponta o relatório.

A organização destaca os progressos mundiais feitos na baixa da taxa de mortalidade infantil, na luta contra a pobreza e pela educação — a taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos baixou para menos de metade desde 1990, por exemplo. Mas o progresso não chegou a todos os países da mesma forma.

A pobreza em África continua a ser um fardo que pesa em tudo o resto. “As crianças mais pobres têm duas vezes mais probabilidades de morrer antes dos 5 anos e de sofrer de subnutrição crónica do que as crianças mais ricas”, lê-se no documento. As mais ricas também têm mais acesso à escola e ficam por lá mais tempo. A falta de estudos, por outro lado, condiciona as vidas seguintes: “As crianças filhas de mães não escolarizadas têm três vezes mais probabilidades de morrer antes dos 5 anos do que as crianças de mães que frequentaram o ensino secundário”, exemplificam. Os casamentos infantis vêm por arrasto — as meninas de famílias mais desfavorecidas têm duas vezes e meia mais probabilidade de casar na infância do que as de famílias com mais posses.

A ideia é que estes números não se transformem em bola de neve, até porque há objetivos a cumprir até 2030. O cronómetro começou a contar em setembro de 2015, quando foram definidos 17 novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para cumprir em 15 anos. “Acabar com a Pobreza” e “Atingir a Igualdade de Género” são dois dos 17 objetivos a que se comprometeram os países da ONU.

 

 

 

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