The Commercial Sexual Exploitation of Children Online report – novo relatório Europol

Fevereiro 26, 2015 às 2:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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europol2

descarregar o relatório no link:

https://www.europol.europa.eu/content/live-streaming-child-sexual-abuse-established-harsh-reality

https://www.europol.europa.eu/content/commercial-sexual-exploitation-children-online

Recomendação sobre Retenção Escolar no Ensino Básico e Secundário do Conselho Nacional de educação

Fevereiro 24, 2015 às 2:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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cne

descarregar a recomendação no link:

http://www.cnedu.pt/pt/noticias/cne/990-recomendacao-sobre-retencao-escolar-no-ensino-basico-e-secundario#.VOt7kqtwLbo.facebook

Em Portugal existem atualmente mais de 150 000 alunos que ficam retidos no mesmo ano de escolaridade. De acordo com os dados do PISA 2012, cerca de 35% dos jovens portugueses com 15 anos tinham já sido retidos pelo menos uma vez, contra a média OCDE de 13%, e mais de 7,5% apresentam no seu percurso mais de uma retenção.

A investigação demonstra que alunos retidos, nomeadamente nos anos iniciais da escolaridade, não melhoram os seus resultados e são mais propensos a uma nova retenção, além da evidente associação entre a retenção e o aumento dos níveis de desmotivação, indisciplina e abandono escolar. Verifica-se igualmente que existe uma maior probabilidade de retenção de alunos com piores condições socioeconómicas, bem como de alunos provenientes de países estrangeiros.

Portugal apresenta um enquadramento legal semelhante aos dos outros países europeus e a retenção é, na legislação em vigor, assumida como uma medida a ser aplicada “a título excecional”. No entanto, na prática, a situação que conduz à decisão de retenção é bastante mais frequente do que um carácter de excecionalidade faria prever. Enquadrando todos estes aspetos, verifica-se que a cultura de retenção, ou seja, a “crença comum de que a repetição de um ano é benéfica para a aprendizagem dos alunos”, está patente na sociedade portuguesa, em particular na cultura escolar. Com efeito, é recorrente a ideia da retenção como sinónimo de exigência, qualidade das aprendizagens em oposição a um sistema “facilitista”. No entanto, a transição responsável de alunos com baixo rendimento escolar acarreta uma maior exigência, uma vez que pressupõe, por parte de todos os intervenientes, um esforço acrescido no desenvolvimento de estratégias e medidas de apoio e reforço das aprendizagens.

Por estes motivos, entre outros analisados com mais pormenor na Recomendação e respetivo Relatório Técnico, o Conselho Nacional de Educação recomenda um conjunto de medidas ao nível da administração educativa central, escolas, alunos e famílias.

Cyber Security – Special Eurobarometer – fevereiro de 2015

Fevereiro 11, 2015 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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cyber

descarregar o relatório no link:

ver pág. 79-82 dados relacionados com as crianças e jovens

http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_423_en.pdf

Resultados para Portugal

http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_423_fact_pt_pt.pdf

 

 

Mais de 120 milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola – UNICEF

Janeiro 28, 2015 às 2:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia da TSF de 28 de janeiro de 2015.

O relatório citado na notícia pode ser acedido no link:

http://www.unicef.pt/todasascriancas/

fixing

A nível mundial, 121 milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola, conclui o relatório “Fixing the Broken Promise of Education for All” (“Corrigindo a Promessa Quebrada da Educação para Todos”), recém-lançado pela UNICEF.

O estudo surge no âmbito da Iniciativa Global sobre Crianças Fora da Escola, um projeto lançado em 2010 pela UNICEF e pelo Instituto de Estatística da UNESCO (UIS) para auxiliar os participantes no desenvolvimento de estratégias baseadas em dados empíricos para reduzir o número de crianças e adolescentes fora da escola.

De acordo com o documento, apesar dos progressos registados na inscrição de crianças no ensino básico, a nível mundial há 58 milhões de crianças entre os 6 e os 11 anos que não frequentam a escola e, se a tendência atual continuar, duas em cada cinco — 15 milhões de raparigas e 10 milhões de rapazes — dificilmente entrarão, algum dia, numa sala de aula.

Destas crianças, 23% já frequentou a escola mas abandonou-a, 34% poderá vir a entrar na escola futuramente e 43% provavelmente nunca terá essa experiência.

Por seu turno, no ciclo de ensino seguinte, entre os 12 e os 14 anos, há 63 milhões de adolescentes fora da escola — mais 5 milhões do que no ensino básico, apesar de as crianças em idade para frequentar o ensino básico (650 milhões) serem quase duas vezes mais do que as que estão em idade de frequentar o ciclo de ensino seguinte (374 milhões).

Além disso, e embora o acesso à educação tenha aumentado consideravelmente no início do milénio, esse progresso estagnou em 2007, com a não frequência da escola a rondar os 9% no ensino básico (6-11 anos) e os 18% no ciclo de ensino seguinte (12-14 anos).

De acordo com o relatório, as regiões com maior percentagem de crianças e adolescentes fora da escola são a África Ocidental e Central (27% de crianças e 40% de adolescentes, respetivamente), a África Oriental e do Sul (15% e 27%) e o Sul da Ásia (6% e 26%).

As razões para a ausência da escola são variadas, complexas e estão muitas vezes interligadas, com o documento a identificar cinco grandes obstáculos à educação para todos: situações de conflito, discriminação de género, trabalho infantil, dificuldades linguísticas e deficiência, sendo que qualquer deles se torna mais difícil de superar quando associado à pobreza.

Um exemplo característico é o da criança que tem de trabalhar para ganhar dinheiro para a casa, contrariando a esperança da própria família de lhe proporcionar educação, pois esta, geralmente, custa dinheiro que a família não possui.

No relatório é destacado que remover os custos diretos e indiretos associados à educação é a forma mais eficaz de combater o trabalho infantil e que atrair crianças nessa situação para a sala de aula e mantê-las lá exige ambientes de aprendizagem melhorados e sistemas educativos mais flexíveis e reativos.

Outro aspeto sublinhado é o facto de as crianças de países afetados por conflitos representarem 20% do total de crianças em idade escolar e, simultaneamente, 50% do total mundial de crianças fora da escola.

Como sublinha o relatório, o otimismo do «construamos escolas que os alunos virão» não dará educação aos 121 milhões de crianças e adolescentes que estão fora da escola em todo o mundo, sendo imprescindível que os responsáveis políticos invistam mais recursos para acabar com as barreiras específicas que as impedem de ir e à escola e de lá permanecer até à conclusão dos estudos.

Nesse sentido, a maioria dos países precisa de um quadro de políticas públicas que combine três prioridades – investimento para fortalecer e alargar o sistema educativo, foco claro na inclusão e na qualidade da educação, e intervenções específicas para as crianças mais difíceis de alcançar, conclui a UNICEF.

Lusa

 

 

 

Miúdos têm dificuldade em escrever sem erros e contar dinheiro

Janeiro 18, 2015 às 4:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 13 de janeiro de 2015.

o documento citado na notícia é o seguinte:

relatório  dos Testes Intermédios do 2.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB)

Maria João Lopes

O Instituto de Avaliação Educativa avaliou quatro anos de resultados dos testes intermédios de Português e Matemática no 2.º ano do 1.º ciclo.

Saber escrever com coerência, com vocabulário adequado e sem erros. Colocar bem os acentos. Saber fazer melhor as contas com dinheiro. Estes são alguns dos aspectos identificados como frágeis no relatório, divulgado nesta terça-feira, sobre os resultados dos testes intermédios de Português e Matemática no 2.º ciclo.

Estes testes começaram em 2010/2011 e, embora não sendo obrigatórios, são feitos no 2.º ano do 1.º ciclo do ensino básico nas escolas que o pretendam. O objectivo é o “diagnóstico precoce das dificuldades dos alunos”. Há dados positivos, mas, tendo em conta os últimos quatro anos, o IAVE destaca três áreas que merecem uma “intervenção mais específica” a Português: a escrita; a gramática; e, tendo em conta as “fragilidades” na interpretação de alguns tipos de texto, a leitura. Na Matemática, também há aspectos a aperfeiçoar, como, por exemplo, saber fazer melhor as contas com dinheiro.

As dificuldades na escrita relacionam-se sobretudo com a estruturação do texto e ortografia. O IAVE considera “indispensável” que os miúdos treinem, “de forma sistemática, a construção da frase, a estruturação do texto e a produção de narrativas, individualmente, em pares e em grande grupo”.

Até 2013, a leitura e apreensão do sentido global do texto tiveram resultados “bastante satisfatórios”. Mas em 2014 foi diferente – apenas 42% das respostas tiveram o “nível máximo de desempenho”, resultados que podem ser explicados por ter sido introduzida a análise de um texto poético.

Mas é na gramática e na escrita que estão as “maiores dificuldades”. Na gramática, os acentos são um dos problemas. Em 2014, apenas 35% das crianças acentuaram correctamente as seis palavras pedidas. No ano anterior, o resultado também tinha sido “insatisfatório” – 25%. Os miúdos têm ainda dificuldade na identificação de rimas – 43% de respostas certas.

Na parte escrita, embora haja “uma ligeira melhoria” em relação a 2013, os resultados mantêm-se “insatisfatórios” – apenas 42% tiveram o “nível máximo de desempenho”, quando lhes foi pedido para fazerem um texto com a estruturação das diferentes partes. Escrevê-lo com correcção ortográfica, só 28%. Ainda em 2014, só 39% dos textos eram coerentes e só 38% com “vocabulário adequado”.

Rectângulo e quadrado

Na Matemática, “os resultados mostram, recorrentemente, pior desempenho na interpretação do enunciado de um problema e na definição de uma estratégia apropriada à sua resolução, assim como na justificação clara e coerente dos procedimentos” usados. São ainda “evidentes as fragilidades nos conteúdos que apelam à mobilização da capacidade de raciocínio”.

Nos números e operações, há uma melhoria de 2013 para 2014 na resolução de problemas envolvendo um operador. Ainda assim, a maioria não teve respostas no nível máximo – 41% em 2014 e 35% em 2013. O IAVE sugere que “seja dedicada especial atenção” ao significado do sinal de igual, ao desenvolvimento do cálculo mental e ao registo escrito das estratégias utilizadas no cálculo.

Também “o significado dos símbolos matemáticos, assim como a sua escrita, como meio de comunicação matemática, merecem”, segundo o relatório, “atenção adicional”, apesar da melhoria do desempenho dos alunos neste ponto.

Os autores do documento revelam ainda preocupação com a percentagem “elevada” de “alunos que não reconhecem o quadrado como um caso particular do rectângulo”. Em 2014, apenas 31% dos miúdos o fizeram. Também no que toca aos sólidos geométricos, “os alunos apresentam algumas dificuldades ao nível do conhecimento das respectivas propriedades”.

Os autores desta análise estão de igual modo apreensivos com a percentagem “de alunos que ainda efectuam contagens de dinheiro de forma incorrecta”: “Apesar de os alunos terem apresentado sempre desempenhos satisfatórios quando confrontados com situações relacionadas com dinheiro, ainda se notam algumas fragilidades”. Em 2014, a percentagem de miúdos que responderam correctamente foi 68%, menos 14% face a 2011. Uma diferença que pode estar relacionada com o facto de, em 2014, o valor em causa incluir euros e cêntimos e, em 2011, só euros. “Apesar de estas percentagens serem satisfatórias em ambos os casos, não deixa de ser insatisfatório que uma percentagem ainda significativa dos alunos não tenha resolvido a operação adequadamente, tratando-se de um tema recorrente e essencial no dia-a-dia”. No relatório são ainda identificadas “algumas dificuldades ao nível da leitura e da interpretação de informação”, em gráficos, por exemplo.

Em 2014, os testes intermédios foram realizados por 68.118 alunos (Português) e 68.681 (Matemática), em 839 escolas.

 

 

“Não faz sentido acabar com os TPC”

Janeiro 8, 2015 às 8:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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texto do site Educare de 29 de dezembro de 2014.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Does Homework Perpetuate Inequities in Education?

snews

Afinal para que servem os trabalhos para casa? Um novo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) conclui que os TPC contribuem para agravar a desigualdade entre alunos mais e menos favorecidos.

Andreia Lobo

São várias as razões por que o trabalho que os professores pedem para ser feito em casa pode ter “uma consequência indesejada”, alerta a OCDE. Desde logo, a diferença vê-se ao nível das condições de estudo que os alunos têm em casa e do apoio dado pelos pais. Ambientes calmos e tranquilos reforçam a motivação para o estudo. E, muitas vezes, faltam aos alunos mais carenciados que se veem sem tempo ou capacidade para fazer os TPC, lê-se no estudo.

Pedro Rosário, investigador da Universidade do Minho, lidera uma equipa que estuda os trabalhos de casa como ferramenta pedagógica e afirma que o problema está na forma como são usados. Mas acima de tudo defende: “Não faz sentido acabar com os TPC”.

TPC, eis a questão?
“Claro que os trabalhos de casa podem fazer com que os alunos que trabalham mais tenham mais apoio, tenham mais facilidade em os executar, consigam níveis de proficiência diferentes dos que não têm nada disso”, concorda Pedro Rosário. Mas para o investigador esta constatação pouco vale sem que se diga o que se faz a seguir. “Precisamos de fazer com que esse fosso [entre alunos mais e menos favorecidos] se reduza.”

Depois, há quem argumente a favor da sua inutilidade. “Há uma ideia bacoca que os TPC’s magoam as crianças que assim não podem brincar. Mas depois surgem os resultados do PISA a dizer que em Portugal os professores são horríveis e os alunos preguiçosos e ninguém se entende.” A questão é polémica. E, como em tudo na educação, “há muita gente a falar de trabalhos de casa que não sabe o que está a dizer”, alerta o psicólogo.

Mas vamos por partes. Os trabalhos para casa têm essencialmente duas grandes funções, explica Rosário. Por um lado, promover a autonomia do aluno, “porque é um trabalho que é realizado fora do espaço escolar, entendido, como aulas. Pode ser feito na escola, mas dentro de outro contexto”. Por outro lado, “é um termómetro sobre o que o aluno sabe e é capaz de dominar sozinho”.
Por isso, se a OCDE conclui que os trabalhos de casa agravam as diferenças socioeconómicas que já existem, Pedro Rosário defende que podem servir precisamente para o inverso. Os trabalhos de casa podem ser usados para desenvolver as competências dos alunos e colmatar lacunas na aprendizagem.

A equipa de investigação que Pedro Rosário coordena defende que os trabalhos de casa devem ser desenhados à medida dos níveis de competência de cada aluno para os ajudar no seu desenvolvimento. “Quando os TPC são desenhados com estas funções são uma ferramenta muito importante, inclusive para realizar o que os professores têm sempre tanta dificuldade que é a individualização dentro da sala de aula.”
Carga de trabalhos

Outra questão é a carga de trabalhos, muitas vezes desajustada. Segundo o relatório da OCDE, os alunos russos são os que mais tempo passam a fazer os trabalhos de casa, cerca de nove horas por semana, segundo dados de 2012. No lado oposto, os finlandeses e os coreanos despendem menos tempo, apenas três horas por semana a fazer os TPC. Em Portugal, os alunos passaram em média, em 2012, menos de quatro horas concentrados nos “deveres”, menos uma hora do tempo que passavam em 2003. A média da OCDE ronda as quatro horas.

Comparativamente a 2003 em quase todos os países da OCDE os alunos passam agora menos tempo a realizar as tarefas que os professores marcam para fazer em casa. Sobre este indicador, os investigadores suspeitam que “o decréscimo do tempo usado para trabalhos de casa pode ser o resultado da mudança na forma como os alunos usam o seu tempo livre, refletindo, por exemplo, a importância crescente da Internet e dos computadores na vida dos adolescentes”. Outra explicação para estes dados pode ser encontrada na importância ou não que os professores atribuem à necessidade de “marcar” trabalhos para casa.

Entre as conclusões do PISA 2009, recorda este novo relatório, lê-se que se os alunos passarem mais do que quatro horas por semana a fazer os TPC, qualquer hora extra de dedicação aos trabalhos escolares tem um impacto insignificante nos seus resultados educativos.

Ajuda dos pais
O excesso de trabalhos para casa é muitas vezes visto como um “drama” para os pais. Pedro Rosário está consciente desse dilema. “Muitas vezes a carga é desajustada, mas isso é um problema não da ferramenta mas de quem a usa.”

E se, por um lado, os pais devem apoiar a realização dos TPC, é estritamente proibido fazê-los pelos filhos.“Os trabalhos de casa são uma estratégia de instrução que se usa para realizar fora do tempo escolar e visa promover a autonomia e a constatação do que o aluno sabe”, sublinha Rosário.

Essa é a principal razão por que os pais devem resistir à tentação de ir além do que se espera deles. “Uma coisa é o apoio espontâneo dos pais, outra é a realização pelas crianças daquilo que elas devem fazer por elas próprias. Isso não faz sentido.”
Mas será que os pais podem corrigir os TPC para não rasurar os cadernos? “Se o trabalho de casa vai para a escola como se tivesse sido passado a ferro, com o caderno impecável e tudo perfeito, dá ideia ao professor de que tudo está a correr bem”, adverte Pedro Rosário.
No relatório, a OCDE lança outro apelo. Que os professores criem condições para que os alunos mais desfavorecidos possam ter oportunidade de realizar os trabalhos de casa em condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento. Assim, talvez se atenue o seu potencial para agravar as diferenças socioeconómicas.

Em Portugal, os alunos mais favorecidos passam cinco horas a fazer os trabalhos de casa, ou seja, mais uma hora por semana em relação aos desfavorecidos. Pedro Rosário concorda que é preciso ajudar quem tem mais dificuldades. “As escolas têm bibliotecas cada vez mais apetrechadas, têm livros, computadores, Internet. E essas diferenças tendem a ser minimizadas.” Os trabalhos de casa podem ajudar nessa tarefa.

 

 

The Global status report on violence prevention 2014

Dezembro 30, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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global

descarregar o relatório:

http://www.undp.org/content/undp/en/home/librarypage/crisis-prevention-and-recovery/global-status-report-on-violence-prevention-2014.HTML

The Global status report on violence prevention 2014, which reflects data from 133 countries, is the first report of its kind to assess national efforts to address interpersonal violence, namely child maltreatment, youth violence, intimate partner and sexual violence, and elder abuse.

Jointly published by WHO, the United Nations Development Programme, and the United Nations Office on Drugs and Crime, the report reviews the current status of violence prevention efforts in countries, and calls for a scaling up of violence prevention programmes; stronger legislation and enforcement of laws relevant for violence prevention; and enhanced services for victims of violence.

 

“A formatação do gosto das crianças começa com a família”

Dezembro 24, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Entrevista do Público a Pedro Graça no dia 18 de dezembro de 2014.

Alexandra Prado Coelho

Cinco perguntas a Pedro Graça, responsável do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

O relatório “Portugal – Alimentação Saudável em números 2014” mostra que a obesidade infantil é maior nos países da Dieta Mediterrânica: Grécia, Itália, Espanha e Portugal. Que explicação tem para isso? Tenho uma explicação que é pessoal, e que tem a ver com o facto de ter havido uma drástica diminuição da natalidade nestes países, o que faz com que as crianças sejam híper-protegidas. Por razões económicas, muitas vezes não são os pais quem toma conta delas, são os avós, que ainda se mostram mais protectores. A isso soma-se uma redução da actividade física e o facto de passarem muito tempo a ver televisão ou a jogar computador. Mas no Norte da Europa, onde se pensava que a obesidade tinha diminuído, também está a aumentar, o que tem a ver com o crescimento da presença das comunidades imigrantes, que têm um nível de obesidade mais elevado.

Um dos pontos mais surpreendentes do relatório é o que mostra que a maior parte do sódio que ingerimos é através da sopa. Como interpreta este dado? Consumimos muito sopa, o que é muito bom, porque as nossas sopas são um elemento extraordinário. Mas são ainda muito salgadas. Para as escolas e outros espaços públicos estamos a tentar desenvolver instrumentos que permitam ao responsável por uma cantina medir facilmente a quantidade de sal na sopa para fazer um controlo. Mas nas casas das pessoas não conseguimos regular, por isso apenas podemos alertar os pais para a grande responsabilidade que têm quando utilizam o sal. O que acontece é que assim estamos a programar as crianças para o gosto do sal muito cedo.

Estamos, correctamente, a dar às crianças muito pequenas legumes e fruta, mas ao mesmo tempo criamos-lhes também muito cedo o hábito de consumir refrigerantes. É uma contradição? Temos de facto um consumo muito interessante de fruta e hortícolas comparados com outros países europeus, mas também fomentamos o gosto pelo doce muito cedo, e o que o estudo mostra é que uma criança que consome açúcar aos dois anos vai consumir mais aos quatro. É um gosto que perdura. Tem-se criticado muito a escola por formatar o gosto, mas o que se percebe aqui é que essa formatação começa mais cedo e com a família. A responsabilidade passa a ser da família, que precocemente instala o gosto pelo sal e o açúcar.

A situação dos idosos causa particular preocupação? Encontramos uma elevada prevalência de desnutrição entre os idosos, o que mostra que temos que trabalhar mais com este grupo que, além de tudo, é um grupo que está a crescer. Temos dado muita atenção às crianças, mas é preciso também olhar para os idosos.

O número de obesos está a aumentar ou estamos a assistir a mais casos de registo médico de pessoas com obesidade? O número que temos é o que encontramos geralmente os estudos e que corresponde a 10% da população, ou seja, um milhão de pessoas. O que acontece é que os serviços de saúde não estavam a registar os casos, e essa situação alterou-se [houve um aumento de 150 mil casos registados entre 2011 e 2013], o que permite um melhor diagnóstico da situação. Mas mesmo assim ainda há um sub-registo, porque o número de casos registados é inferior aos 10% que sabemos que existem.

descarregar o  relatório Portugal – Alimentação Saudável em números 2014 no link:

http://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/estatisticas-de-saude/publicacoes/portugal-alimentacao-saudavel-em-numeros-2014-pdf.aspx

saudável

 

Dez mil crianças-soldado combatem em África

Dezembro 22, 2014 às 2:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Expresso de 18 de dezembro de 2014.

GORAN TOMASEVIC  REUTERS

O novo relatório da organização “Save the Children” diz que o aumento de crianças em combate se deve à pobreza extrema e à falta de educação e de emprego.

O número de crianças-soldado a combater na República Centro-Africana (RCA) duplicou desde que uma guerra civil eclodiu no ano passado naquele país africano. A organização “Save the Children” publicou, esta quinta-feira, um relatório onde se estima que entre seis e dez mil rapazes e raparigas combatam em grupos armados, muito acima dos 2500 recrutados no início do conflito.

O documento, intitulado “Apanhados na zona de combate”, descreve que as crianças começam a ser recrutadas a partir dos oito anos. O recrutamento é feito com armas apontadas à cabeça das crianças ou, noutros casos, são as próprias crianças que se voluntariam, na expetativa de sair da pobreza ou para vingar a morte de pessoas próximas.

Segundo a organização, muitas das crianças tornam-se vítimas de abuso físico, mental e sexual, acabando por cometer atos de violência ordenados pelos seus superiores.

Julie Bodin, responsável pela “Save the Children” na RCA, relata que “muitas dessas crianças já passaram por coisas que nenhum adulto, muito menos uma criança, deveria ter que passar”.

O aumento exponencial de crianças nestes grupos deve-se, segundo o relatório, à pobreza extrema na República Centro-Africana e à falta de acesso à educação e emprego.

“Eu tinha uma arma. Com ela matei muita gente” A organização descreve a vida de Jean (nome fictício), um cristão que se juntou aos rebeldes de maioria muçulmana Seleka quando tinha 16 anos.

“O tempo que passei no grupo foi intenso, não tinha ideia de que seria desta forma. Eu tinha uma arma, mas vendi-a quando regressei para poder ficar com o dinheiro. Com ela matei muita gente”, relatou Jean à “Save the Children”.

O relatório indica que as crianças que testemunharam ou cometeram assassínios e outros atos de extrema violência no seio de grupos armados têm mais probabilidade de sofrer de transtornos de ansiedade, medo, depressão, desgosto e insegurança, e podem precisar de apoio psicológico.

“São necessários mais recursos urgentemente, para reconstruir a vida destas crianças e para fortalecer as instituições como as escolas. É essencial não apenas para as crianças, mas para o futuro do país”, afirmou Julie Bodin.

 

 

Relatório Global sobre o Tráfico de Seres Humanos 2014 – aumento do número de Crianças Traficadas

Novembro 26, 2014 às 5:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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undoc

24 November 2014  - The 2014 Global Report on Trafficking in Persons released today in Vienna and in various UNODC field office locations across the world shows that one in three known victims of human trafficking is a child – a 5 per cent increase compared to the 2007-2010 period. Girls make up 2 out of every 3 child victims, and together with women, account for 70 per cent of overall trafficking victims worldwide.

“Unfortunately, the report shows there is no place in the world where children, women and men are safe from human trafficking,” said UNODC Executive Director Yury Fedotov “Official data reported to UNODC by national authorities represent only what has been detected. It is very clear that the scale of modern-day slavery is far worse.”

No country is immune – there are at least 152 countries of origin and 124 countries of destination affected by trafficking in persons, and over 510 trafficking flows criss-crossing the world. Trafficking mostly occurs within national borders or within the same region, with transcontinental trafficking mainly affecting rich countries.

In some regions – such as Africa and the Middle East – child trafficking is a major concern, with children constituting 62 per cent of victims.

Trafficking for forced labour – including in the manufacturing and construction sectors, domestic work and textile production – has also increased steadily in the past five years. About 35 per cent of the detected victims of trafficking for forced labour are female.

There are, however, regional variations: victims in Europe and Central Asia are mostly trafficked for sexual exploitation, whereas in East Asia and the Pacific forced labour drives the market. In the Americas, the two types are detected in almost equal measure.

Most trafficking flows are interregional, and more than 6 out of 10 victims have been trafficked across at least one national border. The vast majority of convicted traffickers – 72 per cent – are male and citizens of the country in which they operate.

The report highlights that impunity remains a serious problem: 40 per cent of countries recorded few or no convictions, and over the past 10 years there has been no discernible increase in the global criminal justice response to this crime, leaving a significant portion of the population vulnerable to offenders.

“Even if most countries criminalize trafficking, many people live in countries with laws which are not in compliance with international standards that would afford them full protection, such as the Trafficking in Persons Protocol.” Mr. Fedotov said.

“This needs to change,” added Mr. Fedotov. “Every country needs to adopt the UN Convention against Transnational Organised Crime and the protocol and commit themselves to the full implementation of their provisions.”

Futher information at:

2014 Global Report on Trafficking in Persons

Blue Heart Campaign against Trafficking in Persons

UNODC on human trafficking and migrant smuggling

 

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