Alunos portugueses entre os que mais reprovam

Fevereiro 11, 2016 às 1:30 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 11 de fevereiro de 2016.

ler o relatório citado na notícia no link:

http://www.oecd.org/edu/low-performing-students-9789264250246-en.htm

pedro granadeiro  global imagens

O desempenho dos alunos portugueses em provas internacionais melhorou, mas ainda estão entre os que mais reprovam. A OCDE defende que o país deve mudar de política.

Nos últimos anos, os resultados dos estudantes de 15 anos que realizaram os testes PISA (Programme for International Student Assessment) têm vindo a melhorar a Leitura, Matemática e Ciências, mas ainda existem 13% de jovens que revelam dificuldades nas três áreas, revela o relatório “Low-performing Students: Why they Fall Behind and How to Help them Succeed” (Fraco rendimento dos alunos: Porque ficam para trás e como ajudá-los a ter sucesso).

Cerca de 34% dos alunos que participaram no estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) já tinham reprovado pelo menos uma vez, colocando Portugal em oitavo lugar na lista dos países com mais repetentes.

O relatório revela que em Portugal a retenção é o principal fator de risco na probabilidade de os alunos virem a ter maus resultados e por isso aconselha o país a mudar a sua política.

O estudo analisa o rendimento dos alunos olhando para a família, nomeadamente o seu “background”, a carreira e a atitude perante a escola, mas também analisa as formas de ensinar e as políticas educativas que estão mais associadas ao fraco rendimento dos alunos.

Os últimos dados do Ministério da Educação revelavam precisamente que um em cada cinco alunos chumba ou desiste de estudar no ensino secundário e que é no 12ª ano que o sucesso se revela mais complicado.

Cerca de 35% dos alunos não consegue terminar o 12.º ano com sucesso à primeira, segundo os dados nacionais que analisam os resultados entre os anos letivos de 2009/2010 e 2012/2013.

Um total de 22% dos alunos do secundário inscritos em cursos científico-humanísticos não conseguiram fazer os três anos de escolaridade no tempo previsto, segundo a taxa de retenção ou desistência, que mistura os casos de quem reprova com aqueles que anulam a matrícula, por várias razões como desistirem de estudar ou abandonar o país.

A Confederação Nacional de Associação de Pais (Confap) tem vindo a defender um maior investimento nos alunos para inverter a cultura da retenção (chumbos), que também tem sido considerado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como o problema mais grave do sistema educativo.

Segundo o CNE, os chumbos atingem cerca de 150 mil alunos do sistema de ensino (público e privado) e representam um custo de cerca de 600 milhões de euros, se se admitir que cada aluno custa ao Estado cerca de quatro mil euros por ano.

 

 

 

Report of the commission on ending childhood obesity – relatório da OMS

Janeiro 29, 2016 às 10:30 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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report

According to the report, many children are growing up today in environments encouraging weight gain and obesity. Driven by globalization and urbanization, exposure to unhealthy (obesogneic) environments is increasing in high-, middle- and low-income countries and across all socioeconomic groups. The marketing of unhealthy foods and non-alcoholic beverages was identified as a major factor in the increase in numbers of children being overweight and obese, particularly in the developing world.

Overweight prevalence among children aged under 5 years has risen between 1990 and 2014, from 4.8% to 6.1%, with numbers of affected children rising from 31 million to 41 million during that time. The number of overweight children in lower middle-income countries has more than doubled over that period, from 7.5 million to 15.5 million.

In 2014, almost half (48%) of all overweight and obese children aged under 5 lived in Asia and one-quarter (25%) in Africa. The number of overweight children aged under 5 in Africa has nearly doubled since 1990 (5.4 million to 10.3 million).

descarregar o relatório no link:

http://www.who.int/end-childhood-obesity/news/launch-final-report/en/

 

OMS culpa publicidade pelo aumento da obesidade infantil

Janeiro 29, 2016 às 10:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do http://economico.sapo.pt de 26 de janeiro de 2016.

Recomendações e relatório da OMS no link:

http://www.who.int/end-childhood-obesity/news/launch-final-report/en/

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Advertising as a cue to consume: a systematic review and meta-analysis of the effects of acute exposure to unhealthy food and nonalcoholic beverage advertising on intake in children and adults

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A obesidade infantil está a aumentar de forma galopante e a culpa pode ser da publicidade, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O número de crianças abaixo dos cinco anos com excesso de peso aumentou em 10 milhões, nos últimos 15 anos. A taxa, que em 1990 era de 4,8%, passou para os actuais 6,1%, revelou ontem a OMS, que aponta o dedo ao marketing e à publicidade, sem restrições no que toca aos refrigerantes e a outras bebidas açucaradas.

O contributo da publicidade para que as crianças comam cada vez pior e para a actual epidemia de obesidade infantil tem sido comprovada por sucessivos estudos. Um dos mais recentes foi realizado pela Universidade de Liverpool e publicado, este mês, no American Jounal of Clinical Nutrition.

Os investigadores do Instituto de Psicologia, Saúde e Sociedade daquela instituição avaliaram o impacto da publicidade a alimentos não-saudáveis no seu consumo por crianças e adultos e concluíram que, no caso dos mais novos, a exposição a anúncios de televisão ou na internet levou a um aumento significativo da ingestão destes alimentos. Mas o mesmo não aconteceu no adultos. O estudo revela ainda que o impacto nas crianças é o mesmo em qualquer um dos meios utilizados.

“A nossa análise mostra que a publicidade não influencia apenas a preferência por uma marca, mas impulsiona o consumo.

Dado que quase todas as crianças, nas sociedades ocidentalizadas, estão expostas, numa base diária, a grandes quantidades de publicidade a alimentos não saudáveis, esta é uma preocupação real”, explicou Emma J. Boyland, responsável pela equipa de investigadores.

Boyland diz ainda que o aumento gradual da ingestão de calorias resultou na “actual epidemia de obesidade infantil” e defende que o marketing alimentar tem um papel crítico nesta matéria.

Estes resultados justificam, com base científica, as recomendações para a adopção de estratégias e políticas que reduzam a exposição das crianças à publicidade de alimentos.

 

Crianças forçadas a casar em África poderão ser 310 milhões até 2050

Dezembro 9, 2015 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia da SIC Notícias de 26 de novembro de 2015.

mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

O número de meninas noivas em África pode mais que duplicar para 310 milhões até 2050 – UNICEF

© Siegfried Modola Reuters

Os casamentos forçados de crianças em África poderão mais que duplicar até 2050, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, alertou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), num relatório.

O documento da UNICEF advertiu que caso se mantenham os níveis atuais, o número total de crianças forçadas a casar em África irá aumentar de 125 milhões para 310 milhões até 2050.

Com base nestes dados, o continente africano irá ultrapassar o sul da Ásia e será daqui a três décadas a região no mundo com o maior número de mulheres com idades entre os 20 e os 24 anos que foram forçadas a casar ainda crianças.

Entre os países africanos mencionados no relatório, hoje apresentado em Lusaka (Zâmbia) por ocasião de uma cimeira da União Africana dedicada à temática, estão os lusófonos Moçambique e Guiné-Bissau.

De acordo com os dados estatísticos do relatório, uma em cada três adolescentes casadas na Guiné-Bissau está envolvida numa união polígama.

Em Moçambique, a probabilidade de uma jovem mulher já ter três ou mais crianças é sete vezes maior para aquelas que casaram aos 15 anos, indicaram os mesmos dados.

No documento, a UNICEF apontou as taxas de redução lentas, combinadas com um rápido crescimento demográfico, como as principais causas deste aumento global projetado para o continente africano.

Em África, a percentagem de jovens mulheres que casaram na infância baixou de 44% em 1990 para os 34% no presente ano.

“Dado que se prevê que a população total de raparigas em África aumente dos 275 milhões atuais para 465 milhões até 2050, são necessárias medidas muito mais ambiciosas, já que mesmo a duplicação da atual taxa de redução de casamentos na infância significaria, ainda assim, um aumento do número de noivas crianças”, indicou o documento.

Segundo a UNICEF, os progressos, até agora alcançados, revelam uma profunda falta de equidade: a probabilidade de uma rapariga proveniente de um grupo mais pobre da sociedade vir a casar na infância é tão forte hoje como o era há 25 anos.

“O número de raparigas afetadas — e o que tal significa em termos de infâncias perdidas e futuros estilhaçados — sublinham a urgência de banir a prática do casamento na infância de uma vez por todas”, afirmou o diretor executivo da UNICEF, Anthony Lake, citado num comunicado.

“Os dados também revelam claramente que, para acabar com o casamento na infância, é preciso um enfoque muito mais nítido em alcançar as raparigas mais pobres e marginalizadas — aquelas que estão mais carenciadas e correm maiores riscos — através de uma educação de qualidade e de um leque de outros serviços de proteção”, prosseguiu o representante.

Para Anthony Lake, cada menina noiva representa “uma tragédia individual” e o aumento destes casos “é intolerável”.

Lusa

 

 

 

 

Violence against children with disabilities: legislation, policies and programmes in the EU

Dezembro 3, 2015 às 7:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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report

descarregar o relatório no link:

http://fra.europa.eu/en/publication/2015/children-disabilities-violence

Children with disabilities face significant barriers to enjoying their fundamental rights. They are often excluded from society, sometimes living in facilities far from their families. They are also denied access to basic services, such as health care and education, and endure stigma and discrimination, as well as sexual, physical and psychological violence. FRA scrutinised the important but underreported issue of violence against children with disabilities, carrying out desk research and conducting interviews with knowledgeable stakeholders. This report presents the results of that research.

Missing Children facts and figures 2014

Novembro 11, 2015 às 8:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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missing

high

descarregar o documento no link:

http://missingchildreneurope.eu/Portals/0/Docs/Missing%20children%20facts%20and%20figures%202014.pdf

Há mais queixas de violência física no namoro do que no casamento

Outubro 20, 2015 às 9:01 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 20 de outubro de 2015.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Violência doméstica 2014 – Relatório anual de monitorização

Ana Henriques

Ministério da Administração Interna divulga relatório anual sobre violência doméstica que estava pronto desde Agosto. Estatísticas mantêm-se semelhantes às dos anos anteriores.

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As queixas apresentadas às autoridades em 2014 por violência física nas relações de namoro superam as das pessoas casadas. A informação consta do mais recente relatório de monitorização de violência doméstica do Ministério da Administração Interna, um documento que, apesar de estar pronto desde Agosto passado, só agora foi divulgado.

“Constata-se que a proporção mais elevada de casos em que foi assinalada violência física se registou nas situações de violência doméstica entre namorados”, pode ler-se no relatório. Trata-se de um conceito alargado de namoro, que engloba não apenas adolescentes mas também parceiros com mais idade: a média etária dos casos analisados situa-se nos 28 anos. O surgimento, nas estatísticas, da violência no namoro poderá ser, porém, apenas a revelação pública de um fenómeno que, segundo uma responsável da associação União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), Elisabete Brasil, sempre ocorreu: “A violência no namoro não é uma novidade. O que acontece é que dantes estas agressões não eram contabilizadas como violência doméstica”.

Só em Fevereiro de 2013 o Código Penal passou a considerar crime de violência doméstica as agressões entre namorados e também entre ex-namorados. E se as mais recentes estatísticas dão conta de uma elevada proporção de participações apresentadas às autoridades por violência física no namoro – 89% de todas as queixas relativas a agressões no namoro referem-se a agressões físicas -, as queixas por violência psicológica não ficam muito atrás: somam 73%. Já na violência entre cônjuges as agressões psicológicas reportadas à PSP e à GNR têm primado, ainda que não muito significativo, sobre as físicas. No caso do namoro, a explicação para as queixas pode ser simples: ainda não passou tempo suficiente para as vítimas se acomodarem à agressão. “Há situações de violência doméstica que começam logo no namoro e continuam no casamento”, descreve Elisabete Brasil, a quem já algumas mulheres disseram que sentem como mais devastador o impacto das agressões psicológicas do que o das físicas. E se a violência física foi uma constante de 70% dos casos reportados em 2014, a psicológica motivou ainda mais queixas.

Quer numa situação quer noutra, o problema é prová-las: 77% dos inquéritos abertos pelo Ministério Público por este tipo de crime são arquivados, na maioria das vezes por falta de provas. O relatório anual do Ministério da Administração Interna descreve o destino dos poucos casos que conseguem chegar às salas de audiências dos tribunais, para serem julgados: “De um total de 2954 sentenças transitadas em julgado entre 2012 e 2014, cerca de 58% resultou em condenação e cerca de 42% em absolvição. Na maioria das condenações (96%) a pena de prisão foi suspensa”.

A especialista da UMAR pensa que nesta matéria há ainda muito a fazer, mesmo sendo impossível, pelo sistema jurídico penal português, inverter o ónus da prova – isto é, ser o suspeito a ter de provar em tribunal que não praticou as agressões de que é acusado. Elisabete Brasil aponta sobretudo para as perícias forenses que podiam ser feitas às vítimas, quer para indiciar os maus tratos psicológicos de que tenham sido alvo quer para validar os seus testemunhos no tribunal.

Além da violência física e psicológica, o trabalho do Ministério da Administração Interna identifica ainda a violência doméstica do tipo económico – muitas vezes praticada contra ascendentes, por filhos e netos que se apropriam das suas pensões, por exemplo – e do tipo social. É o caso do marido que tenta limitar ao máximo os contactos sociais da companheira, as suas saídas à rua, promovendo o seu isolamento para melhor a controlar.

No que a estes tipos de crimes concerne, as mulheres são as vítimas mais típicas, mas não as únicas: nos escalões etários abaixo dos 18 anos a taxa de feminização da violência doméstica é de apenas 63%, contra 91% no escalão etário imediatamente seguinte, dos 18 aos 24 anos. Os homens são sobretudo vítimas de violência doméstica em crianças, constituindo muitas vezes danos colaterais das agressões do pai contra a mãe, e depois mais tarde, quando chegam a velhos e os filhos os maltratam.

Em termos globais, a violência doméstica manteve-se estável entre 2014 e 2015, mostra o relatório, que apresenta já estatísticas do primeiro semestre deste ano. Assim, neste último período foram apresentadas às forças de segurança 12.998 participações. “Comparativamente ao período homólogo de 2014 verificaram-se menos 73 participações, o que corresponde a uma taxa de variação negativa de -0,6%”, indica o estudo. Uma tendência contrariada, porém, nalguns distritos do país: Portalegre, que registou um aumento de queixas superior a 40%, Santarém e Évora. Beja destacou-se pela positiva nos primeiros seis meses de 2015, com menos violência reportada que no período homólogo anterior. Já no que à taxa de incidência por mil habitantes diz respeito, a região autónoma dos Açores destacou-se no ano passado a nível nacional por bater recordes de queixas de agressões.

Seja como for, as ocorrências participadas no distrito de Lisboa representaram em 2014 mais de um quinto do total nacional, que se cifrou em 27.317 participações às autoridades. Seguem-se o Porto, Setúbal, Aveiro e Braga. O relatório destaca o contraste de um país dividido, também nesta questão, entre o litoral e o interior: “Nos primeiros são registadas mais participações”.

Os meses de Verão são os mais propícios à violência doméstica, tal como os fins-de-semana. “Quase metade das situações tiveram como consequência para a vítima ferimentos ligeiros e em 56% dos casos foi registada a ausência de lesões”, refere o mesmo documento, que não contabiliza, porém, os casos de homicídio, uma vez que já não são da competência do Ministério da Administração Interna, que tutela a PSP e a GNR, e sim da Polícia Judiciária, que depende do Ministério da Justiça. Em 38% dos casos os episódios de violência foram presenciados por menores.

A violência doméstica parece ser mais praticada por pessoas empregadas do que por desempregadas, apresentando-se como menos comum entre aqueles que frequentaram o ensino superior e também entre quem vive em união de facto.

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Computadores não melhoram resultados dos alunos, diz OCDE

Outubro 13, 2015 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Texto do blog https://lerebooks.wordpress.com de 16 de setembro de 2015.

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Investir maciçamente na aquisição de computadores para as salas de aula não contribui para melhorar significativamente os resultados dos alunos, diz um estudo da OCDE publicado esta semana.

O estudo, intitulado Students, Computers and Learning: Making the Connection, analisa o impacto da tecnologia nos resultados obtidos em testes internacionais, como o PISA, em mais de 70 países, e chega a algumas conclusões interessantes:

  • Os alunos que usam computadores com muita frequência na escola obtêm resultados piores.
  • Os alunos que usam computadores moderadamente na escola, como uma ou duas vezes por semana, têm “resultados de aprendizagem um pouco melhores” do que os alunos que usam computadores raramente.
  • Os resultados mostram que “há melhorias consideráveis ​​” em leitura, matemática ou ciências nos países que investiram maciçamente em tecnologia da informação.
  • Sistemas educativos que atingiram níveis elevados nos testes internacionais, como Coreia do Sul e Xangai na China, têm níveis mais baixos de uso de computadores na escola.
  • Singapura, com apenas um uso moderado da tecnologia na escola, é superior nas competências digitais.

Para Andreas Schleicher, diretor de educação da OCDE, “uma das evidências mais dececionantes do relatório é que o fosso sócio-económico entre os alunos não é reduzido pela tecnologia, sendo talvez até ampliado”. Contudo, Schleicher acrescenta que as conclusões do relatório não devem ser usadas como uma “desculpa ” para não usar a tecnologia, mas como um estímulo para encontrar uma abordagem mais eficaz da utilização da tecnologia na sala de aula.

De acordo com o estudo, Portugal, com um computador para cada 3,7 alunos, é o país da OCDE onde mais alunos têm acesso a computadores nas escolas, mas nem por isso os alunos se destacam nos testes quando comparados com outros países com menos oferta. Nos testes do PISA, por exemplo,  no que diz respeito à leitura digital, os portugueses tiveram piores resultados do que seria de esperar.

descarregar o estudo no link:

http://www.oecd.org/publications/students-computers-and-learning-9789264239555-en.htm

Crianças, educação e autonomia

Outubro 3, 2015 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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Artigo de opinião de José Morgado publicado no Público de 19 de setembro de 2015.

Estamos a iniciar mais um ano lectivo, desejo que corra o melhor possível para alunos, professores e pais. Também por esta razão gostava de partilhar convosco algumas notas relativas a uma matéria que julgo importante: a autonomia das crianças.

De acordo com um estudo realizado pelo Policy Studies Institute que comparou os estilos de vida de crianças e adolescentes entre os 7 e os 15 anos verificou-se que em Portugal se encontra um dos mais baixos níveis de autonomia assumida por crianças e adolescentes no que respeita à mobilidade. O estudo foi desenvolvido em Portugal sob a coordenação do professor Carlos Neto.

De facto, a autonomia de crianças e adolescentes, em termos mais gerais não apenas no aspecto da mobilidade, é uma questão de enorme relevo que muitas vezes abordo com profissionais, pais e encarregados de educação e que envolve múltiplos aspectos da vida dos mais novos.

Ainda não há muito tempo me solicitaram colaboração para um trabalho na imprensa que questionava “Quando devem (ou podem) as crianças deslocar-se sós para a escola?”

Trata-se, evidentemente, de uma pergunta sem respostas definitivas pois envolve inúmeras variáveis, o contexto social e geográfico ou a maturidade da própria criança por exemplo, mas tem subjacente a mais vasta e importante ideia da autonomia das crianças e a forma como a promovemos … ou não.

De há muito que a propósito de educação me lembro de um texto de Almada Negreiros “… queria que me ajudassem para que fosse eu o dono de mim, para que os que me vissem dissessem: Que bem que aquele soube cuidar de si”. Este enunciado ilustra, do meu ponto de vista, a essência da educação, seja familiar ou escolar, em qualquer idade, “saber cuidar de si”.

Na verdade, o que se pretende num processo educativo, envolvendo quer os aspectos escolares quer outro tipo de actividades, será a construção de pessoas que sabem tomar conta de si próprias da forma adequada à idade e à função ou actividade que em cada momento se desempenha. Este entendimento traduz-se num esforço contínuo de promover a autonomia das crianças e jovens para que “saibam tomar conta de si próprios”, no fundo a conhecida ideia de “ensinar a pescar, em vez de dar o peixe”.

A investigação e a experiência sugerem que crianças pouco autónomas são mais inseguras, menos tolerantes, menos empreendedoras com potenciais repercussões negativas no seu comportamento adulto.

Parece-me, pois, fundamental que adoptemos comportamentos que favoreçam a autonomia de crianças e jovens. No entanto, é minha convicção que por razões que se prendem com os estilos de vida, com os valores culturais e sociais actuais, com as alterações na vida das comunidades, questões de segurança por exemplo, estamos a educar as nossas crianças de uma forma que não me parece, em termos genéricos, promotora da sua autonomia. A rua, o espaço exterior, o risco (controlado obviamente), os desafios, os limites, as experiências, são ferramentas fortíssimas de desenvolvimento e promoção dessa autonomia e devem estar presentes, tanto quanto possível com regularidade, na vida de crianças e adolescentes.

É neste contexto que pode ser colocada e decidida a questão que referi como exemplo, a deslocação autónoma das crianças para a escola.

Por outro lado, muitas crianças são permanentemente bombardeadas com saberes e actividades a que se atribui importância, nem sempre comprovada, para o seu desenvolvimento e para o seu futuro. Ao mesmo tempo, apesar dessas actividades e das competências adquiridas, continuam pouco autónomas, pouco envolvidas nas decisões que lhes dizem respeito cumprindo agendas que não lhes dão margem de decisão sobre o quê e o porquê do que fazem ou não fazem. Acabam por se tornar menos capazes de decidir sobre o que lhes diz respeito, dependem da “decisão” de quem está à sua volta, companheiros ou adultos.

Mais um exemplo para clarificar. Um adolescente não habituado a tomar decisões com regularidade, a fazer escolhas, mais dificilmente dirá “não” a uma oferta de um qualquer produto ou a um convite de um colega para um comportamento menos desejável. É mais difícil dizer “não” do que dizer “sim” aos companheiros da mesma idade. Também numa sala de aula é bem mais provável que um adolescente tenha um comportamento adequado porque “decida” que é assim que deve ser, do que por “medo” das consequências.

Só crianças autónomas, autodeterminadas, auto-reguladas, serão mais capazes de dizer não ao que se espera que digam não e escolher de forma ajustada o que fazer ou pensar. Este entendimento sublinha a importância de que em todos os processos de educação, logo de muito pequeno, em casa, na escola ou noutra qualquer actividade, se estimule a autonomia das crianças.

Todos beneficiariam, os mais novos e os mais velhos.

No entanto, creio que esta visão está menos presente do seria desejável e possível em muito do que fazemos em matéria de educação familiar ou escolar.

 

 

 

Crianças que se deitam com tablets: um péssimo hábito cada vez mais frequente

Outubro 1, 2015 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Sol  de 18 de setembro de 2015.

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Há hoje uma geração de crianças que desde muito tenra idade está habituada e (não raras vezes) viciada na utilização de tablets. Os pais, eles próprios cada vez mais dependentes de tecnologia, estimulam o uso destes dispositivos, que agora estão já a entrar na cama dos mais novos, apesar de todos os alertas, revelou um estudo da britânica Childwise que acompanhou os hábitos de 1034 pais de crianças com idades entre os seis meses e os quatro anos.

O Monitor Pre-School Report, citado pelo Daily Mail, concluiu que uma em cada 10 crianças com menos de quatro anos fica ‘colada’ ao monitor de um tablet a ver programas infantis na cama, apesar de as recomendações dos especialistas serem claras: a cama das crianças deve ser totalmente livre de qualquer dispositivo electrónico. Aliás, nas horas anteriores ao momento de deitar deve mesmo evitar-se ao máximo o uso de aparelhos electrónicos, nunca esquecendo que crianças até aos dois anos não devem de todo ver televisão nem usar tablets.

Conclui ainda o mesmo estudo que cada vez mais crianças em idade pré-escolar [3-5 anos] usam os telefones dos pais para aceder a aplicações e muitos deles têm mesmo o seu próprio tablet ou consola de videojogos.

Com o acesso a programas e jogos infantis cada vez mais facilitados na televisão e tablets, muitos pais recorrem-lhes para ajudar os filhos a adormecer. Mas a preocupação de adição a estes dispositivos é cada vez maior para os especialistas.

O estudo concluiu que nunca os bebés viram tanta televisão como agora, estando já numa média de 2.6 horas por dia, um aumento que se deveu nos últimos anos também à possibilidade de escolher na televisão os programas que se quer ver.

Aos dois anos, a maioria das crianças já está a usar tecnologia, sendo que quase todas aos quatro anos têm acesso total”, lê-se no relatório.

Um especialista em saúde infantil da britânica Royal Society of Medicine, Aric Sigman, apelou aos pais que “parem de estar constantemente a verificar os e-mails nos telemóveis em frente das crianças para tentar travar esta obsessão com tecnologia.”

 notícia do Daily Mail:

Toddlers who are put to bed with an iPad: One in ten under fours are watching programmes despite parents being warned of health hazards of night-time viewing

 

http://www.childwise.co.uk/reports.html

 

 

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