Figures and trends 2015 : from hotlines for missing children and cross-border family mediators – relatório da Missing Children

Maio 25, 2016 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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figures

descarregar o relatório no link:

http://bit.ly/1TAQQWj

A child is reported missing every 2 minutes in Europe. To support children and families at this crucial and challenging time, a network of hotlines for missing children was gradually set up in 29 countries in Europe operated through the same number – 116 000. The hotline provides free, professional support 24 / 7 to anyone calling the hotline. Data collected from this network of hotlines every year enables a better understanding of the issues affecting missing children and allows for the development of projects that are relevant to these needs. Most of the data collected in this report is from this network of European hotlines for missing children. 2015 has been a particularly challenging year for the hotlines. Funding from the European Union to national hotlines was discontinued in 2015 which led to a huge drop in the budget available and the number of staff members handling missing children cases. The hotlines have nevertheless continued to respond to thousands of calls.

Em Portugal o 116 000 foi atribuído ao SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança. Mais informações aqui 

Tráfico de Seres Humanos : relatório sobre 2015 – Relatório Anual Estatístico OTSH 2015

Maio 23, 2016 às 6:00 am | Na categoria Divulgação, Relatório | Deixe o seu comentário
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descarregar o relatório no link:

http://www.otsh.mai.gov.pt/Recursos/Pages/default.aspx

PORTUGAL: SINALIZAÇÕES RELATIVAS A MENORES

Em 2015, foram sinalizados 18 menores de idade como presumíveis vítimas de trafico em Portugal, dós quais 6 confirmados. Os restantes registos encontram-se classificados como:

  • “Não confirmados/Não considerados” (4),
  • “Pendente/Em investigação” (dado protegido),
  • “Sinalizado por ONG/Outra entidade” (6).

 

As situações confirmadas reportam-se a vítimas do sexo feminino, de nacionalidade estrangeira, nomeadamente menores angolanos (5). Em 3 registos, Portugal surge como país de destino, e em 3 como país de trânsito (tentativa de entrada no espaço europeu – o destino final seria França).

Relativamente a forma de exploração o, 3 registos estão tipificados como “indefinida” (associados às situações de transito), e os restantes 3 estão protegidos por segredo estatístico.

As formas de controlo apontadas são: ameaças diretas e verbais; controlo dos movimentos; ofensas corporais; ausência de remuneração; e exploração de vulnerabilidades.

Relativamente aos registos por “ONG/Outra entidade” (6), o tipo de exploração mais sinalizado foi para fins de exploração sexual (3), associado a presumíveis vítimas do sexo feminino. Uma análise mais detalhada destes registos, assim como das restantes formas de exploração sinalizadas (mendicidade forçada, e prática de atividades criminosas e mendicidade forçada) encontra-se protegida por segredo estatístico.

Terapia para pais é a melhor forma de tratar crianças com défice de atenção e hiperatividade

Maio 20, 2016 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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texto do site http://lifestyle.sapo.pt de 5 de maio de 2016.

Pixabay

Susana Krauss

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos recomenda que os pais façam terapia antes de darem medicação aos seus filhos.

De acordo com um novo relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nos Estados Unidos, a chave para evitar dar medicação a crianças com défice de atenção e hiperatividade é os pais fazerem terapia no sentindo de saberem como atuar durante o tratamento dos filhos

“Os pais de crianças com esta patologia podem precisar de apoio e terapia comportamental. E a terapia é um primeiro passo importante”, refere Dr. Anne Schuchat, vice diretora do CDC. E adianta “é igualmente eficaz como os medicamentos, e não tem os efeitos colaterais de longo prazo”.

O CDC estudou milhões de registos médicos e descobriu que cerca de um terço das 6 milhões de crianças com esta patologia nos Estados Unidos foram diagnosticados antes dos 6 anos de idade. A Academia Americana de Pediatria também aconselha os pais a tentarem a terapia comportamental antes de darem medicação.

Neste país, o CDC descobriu que cerca de 75% das crianças com menos de 5 anos já estavam a ser tratadas com medicamentos, e só cerca de metade tinham recebido terapia comportamental.

Para fazer valer a terapia, a CDC está agora a falar com médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde para que estes deem uma melhor atenção à terapia, explicando os benefícios da mesma para os pais e encaminhá-los nesse sentido.

artigo do parceiro: Susana Krauss

 

Europa precisa de mais alunos a estudar até 2020

Maio 14, 2016 às 9:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do site Educare de 4 de maio de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

More and more persons aged 30 to 34 with tertiary educational attainment in the EU…

Quão longe estão os países europeus de atingirem as metas definidas para o número de diplomados do ensino superior e a taxa de abandono escolar precoce até 2020? O último relatório do Eurostat dá a resposta.

Andreia Lobo

Seis dos 28 Estados-membros da União Europeia (UE) podem dar-se por satisfeitos por terem atingido, e em alguns casos superado, dois dos objetivos da Estratégia Europeia 2020 para a educação.

Dinamarca, Grécia, Letónia, Lituânia, Áustria e Suécia são os países que atingiram, em 2015, as duas metas europeias de até 2020 elevar para 40% o número de diplomados entre os 30 e os 34 anos e de reduzir para 10% a taxa de abandono escolar entre os 18 e os 24 anos.

Em Portugal, o número de diplomados do ensino superior entre os 30 e os 34 anos aumentou de 12,9% em 2002 para 31,9% em 2015, permanecendo aquém da meta de pelo menos 40% de diplomados até 2020, definida na Estratégia Europa 2020, segundo o instituto de estatística europeu Eurostat.

No que diz respeito ao segundo indicador, há menos jovens portugueses entre os 18 e os 24 anos a abandonarem a escola ou sem frequentarem outro tipo de ação de formação: de 38,5% em 2006, para 13,7% em 2015.

Mais licenciados

A subida do número de jovens adultos com formação ao nível do ensino superior tem sido constante nos 28 países da União Europeia (EU), na faixa etária dos 30 aos 34 anos. Em 2002, 23,6% dos estudantes concluía o ensino superior, em 2015 eram 38,7%, uma percentagem já próxima da meta definida para a Europa de 40% de diplomados nestas idades.

Porém, a tendência é mais significativa para as mulheres do que para os homens. De 24,5% de diplomadas em 2002 para 43,4% em 2015, ou seja, acima do objetivo global da Estratégia Europa 2020. Enquanto para os homens, a subida foi de 22,6% para 34,0%, ainda abaixo da meta europeia.

A Estratégia Europa 2020 estipulou como meta a atingir até esse ano que todos os Estados-membros elevassem o número jovens a concluir o ensino superior para pelo menos 40%, entre os 30 e os 34 anos de idade.

Agora é possível saber quão longe ou perto estão as percentagens nacionais das metas europeias. Segundo o instituto de estatísticas da EU, em 2015 mais de metade da população com idades entre os 30 e os 34 anos concluía o ensino superior na Lituânia (57,6%), no Chipre (54,6%), Irlanda e Luxemburgo (ambos com 52,3%) e Suécia (50,2%).

As percentagens mais baixas da escala, encontram-se na Itália (25,3%), na Roménia (25,6%), Malta (27,8%) e Eslováquia (28,4%).

Os dados mostram ainda que doze Estados-membros já cumpriram ou excederam a sua meta nacional para 2020 neste indicador: Dinamarca, Estónia, Grécia, Chipre, Letónia, Lituânia, Hungria, Países Baixos, Áustria, Eslovénia, Finlândia e Suécia.

No que diz respeito às diferenças entre os géneros, do total de 38,7% de pessoas com idades entre 30 e 34 que em 2015 terminavam um curso superior na Europa, 43,4% são mulheres e 34% são homens. Uma percentagem significativamente mais elevada em todos os Estados-membros, com exceção da Alemanha onde as percentagens de diplomados são idênticas para os dois sexos.

Em Portugal dos 31,9% de diplomados em 2015, 40,1% são mulheres e 23,3% são homens. De notar que já em 2002, o número de mulheres que concluíam algum tipo de formação de nível universitário ou politécnico era superior ao dos homens, 16,7%, contra apenas 9,0% num universo total de 12,9% de diplomados.

Abandono escolar
O relatório publicado em 27 de abril pelo Eurostat mostra também que a taxa de abandono escolar precoce, definida como a não frequência do 3.º ciclo do ensino básico ou de outro tipo de ações de formação, nas idades entre 18 e os 24 anos, tem diminuído de forma constante na EU: de 17,0% em 2006 para 11,0% em 2015.

Entre os jovens, as mulheres são as que menos desistem dos estudos: 9,5% em 2015, comparadas com os 12,4% de abandono registado entre os homens. A Estratégia Europa 2020 dita a redução das taxas de abandono escolar precoce na UE para menos de 10% até 2020.

Em Portugal, a taxa de abandono escolar precoce caiu de 38,5%, em 2006, para 13,5% em 2015. Tal como acontece na maioria dos países europeus, as mulheres portuguesas permanecem mais tempo na escola que os homens. Em 2015, dos 13,5% de jovens que não estavam na escola, nem noutro tipo de formação, 16,4% eram homens e 11% mulheres.

Um olhar sobre os extremos da escala mostra que a Croácia tem a menor percentagem de abandono escolar (2,8%) e a Espanha a mais elevada (20%).

Comparando os anos de 2006 e de 2015, há atualmente menos jovens a abandonar precocemente a escola no conjunto dos 28 Estados-membros com exceção da República Checa, Roménia e Eslováquia, que registaram um aumento do abandono entre 1 e 2 pontos percentuais.

Em 2015, entre os países onde se registavam as menores percentagens de abandono escolar precoce contavam-se a Croácia (2,8%), Eslovénia (5,0%), Chipre e na Polónia (ambos com 5,3%) e na Lituânia (5,5%). As mais elevadas desistências foram observadas na Espanha (20,0%), em Malta (19,8%) e na Roménia (19,1%).

No total, treze Estados-membros já cumpriram o seu objetivo nacional de 2020 para este indicador: Dinamarca (7,8%), Irlanda (6,9%), Grécia (7,9%), França (9,3%), Croácia (2,8%), Itália (14,7%), Chipre (5,3%), Letónia (9,9%), Lituânia (5,5%), Luxemburgo (9,3%), Áustria (7,3%), Eslovénia (5,0%) e Suécia (7,0%).

De notar que no indicador do abandono escolar precoce alguns países fixaram os objetivos nacionais ou acima ou abaixo da meta de 10%. É por esta razão que a Itália surge entre os cumpridores, apesar de estar acima de 10%, na medida em que a sua meta nacional para 2020 estava fixada em 16%.

Do mesmo modo, outros países entenderam fixar as suas metas nacionais abaixo dos 10%, em parte porque estavam mais próximos de alcançar a meta geral europeia. Exemplos de países com metas nacionais mais baixas que as definidas pela Estratégia Europa 2020: Irlanda (8,0%), Grécia (9,7%), França (9,5%), Croácia (4,0%), Lituânia (9,0%), Áustria (9,5%), Eslovénia (5,0%).

Em 2015, a taxa de abandono precoce do ensino e da formação foi menor para as mulheres (9,5%) do que para os homens (12,4%) em quase todos Estados-membros, exceção feita na Bulgária, República Checa, Eslováquia onde não se encontraram diferenças significativas na taxa de abandono escolar precoce tendo como critério o género.

 

 

Proteger os consumidores europeus: brinquedos e vestuário no topo da lista dos produtos perigosos detetados em 2015

Maio 7, 2016 às 1:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Comissão Europeia – Comunicado de imprensa

Proteger os consumidores europeus: brinquedos e vestuário no topo da lista dos produtos perigosos detetados em 2015

Bruxelas, 25 de abril de 2016

A Comissão Europeia publicou hoje novos dados que mostram que, em 2015, mais de 2000 produtos perigosos fizeram desencadear alertas em toda a UE. A proporção crescente de produtos comprados em linha em países fora da UE é um problema importante.

A Comissão, os Estados-Membros da UE e as empresas estão a trabalhar em conjunto para assegurar que estes bens de consumo perigosos sejam retirados do mercado europeu.
«O sistema de alerta rápido tem permitido às autoridades de defesa do consumidor coordenar as suas respostas com vista a retirar rapidamente os produtos perigosos do mercado europeu. Temos dois desafios pela frente: por um lado, as vendas em linha, que fazem chegar os produtos pelo correio diretamente a casa do consumidor e, por outro, a forte presença de produtos chineses assinalada através do Sistema de Alerta Rápido. «Em junho deslocar-me-ei à China com o objetivo de intensificar a nossa cooperação com as autoridades chinesas no que respeita à segurança dos produtos.» declarou Věra Jourová, Comissária da UE responsável pela Justiça, Consumidores e Igualdade de Género.
Em 2015, foram registados no sistema 2 072 alertas e 2 745 medidas de seguimento. Quando um Estado-Membro introduz um alerta no sistema, os outros países podem detetar o produto no seu mercado e reagir a este alerta inicial.
Mais de 65 % dos europeus compram produtos em linha e, entre 2006 e 2015, o número de consumidores em linha aumentou 27 %. O novo desafio consiste agora em corrigir o sistema de comércio em linha, pois, tal como está, faz entrar em casa dos consumidores produtos pelo correio que também são provenientes de países terceiros, e que podem não ter sido submetidos aos devidos controlos de segurança.
A Comissão está a trabalhar para melhorar o sistema de alerta rápido de forma a ter em conta este aspeto. Temos tido uma cooperação frutuosa com os serviços de controlo nas fronteiras e com as plataformas de venda em linha. No âmbito da agenda internacional da Comissão em matéria de segurança dos produtos, vamos dar maior atenção às vendas em linha.
Quais são os produtos que apresentam riscos?
Em 2015, as duas principais categorias de produtos que tiveram de ser objeto de medidas corretivas foram os brinquedos (27 %) e o vestuário, os têxteis e os artigos de moda (17 %). Estes eram já os produtos objeto do maior número de notificações no ano anterior. Quanto aos riscos, os mais notificados em 2015 (25 % das notificações totais) foram o risco químico, seguido do risco de lesões (22 %), que no relatório anterior ocupava o primeiro lugar.
Os riscos químicos mais notificados em 2015 referiam-se a produtos como as joias de fantasia que contêm metais pesados nocivos, como o níquel e o chumbo, e os brinquedos que contêm ftalatos (amaciadores de plástico que podem provocar problemas de fertilidade).
Qual a proveniência destes produtos?
Com 62 % dos produtos perigosos assinalados, a China continua a ser o principal país de origem identificado no sistema de alerta. A China é a maior fonte de importações da UE (quota de mercado global?).
A colaboração com as autoridades chinesas continua a ser uma prioridade para a UE, tendo lugar, mais especificamente, no âmbito do Sistema de Alerta Rápido: cada notificação relativa a um produto de origem chinesa é enviada à administração chinesa, para que esta aborde a questão diretamente com o fabricante ou o exportador, caso seja possível identificá-lo.
Até à data, a China deu seguimento a 11 540 notificações e tomou medidas corretivas em 3 748 casos. Em muitos casos, continua a ser difícil identificar a origem do produto.
A Comissária Jourovà deslocar-se-á à China em junho para debater a segurança dos produtos com os seus homólogos chineses.
Contexto
Desde 2003, o Sistema de Alerta Rápido garante que as informações sobre produtos não alimentares perigosos retirados do mercado e/ou recolhidos em qualquer país da Europa sejam rapidamente veiculadas entre os Estados-Membros da UE e a Comissão Europeia. Desta forma, podem ser adotadas em toda a UE as medidas de seguimento adequadas (proibição/suspensão da comercialização, retirada do mercado, recolha do produto ou interdição da importação pelas autoridades aduaneiras).
Participam atualmente neste sistema trinta e um países (a UE em conjunto com a Islândia, o Listenstaine e a Noruega). O sistema de alerta rápido funciona graças a uma cooperação diária e constante entre os Estados-Membros.

O Sistema de Alerta Rápido em números

P031499000202-566803

Tenha AQUI acesso ao relatório completo.

Saiba mais AQUI.

Alunos imigrantes têm piores notas, mas mais ambição

Abril 20, 2016 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do site Educare de 6 de abril de 2016.

Descarregar o relatório citado na notícia no link:

https://www.oecd.org/education/Helping-immigrant-students-to-succeed-at-school-and-beyond.pdf

educare

Com os pais a sonhar vê-los com um curso superior, os alunos imigrantes lutam contra uma série de dificuldades. Barreiras psicológicas, linguísticas e sociais ao seu sucesso. Numa escola que nem sempre os acolhe como deveria, têm piores notas que os colegas não imigrantes, mas maiores expectativas quanto ao futuro.

Andreia Lobo

Os alunos imigrantes têm piores resultados ao nível da leitura do que a Matemática quando comparados com os colegas nascidos no país de acolhimento, revela a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). O relatório “Helping immigrant students to succeed at school and beyond” sugere que as barreiras linguísticas à compreensão dos textos estão na base das diferenças encontradas nos desempenhos destes dois grupos de estudantes.

Na maioria dos países da OCDE, os alunos de 15 anos que fazem parte da primeira geração de imigrantes – tanto eles como os pais nasceram fora do país – obtiveram piores desempenhos no PISA 2012 (Programme for Internationanal Student Assessment) do que os colegas nativos e os imigrantes de segunda geração já nascidos no país de acolhimento.

No entanto, os imigrantes tendem a ter melhores desempenhos em países onde existe uma política de imigração altamente seletiva. Mas enquanto a cultura e a educação adquiridas antes da imigração têm um profundo impacto no que os alunos conseguem alcançar na escola, o desempenho está ligado principalmente às características dos sistemas educativos do país anfitrião.

Alunos imigrantes oriundos do mesmo país e com estatuto socioeconómico semelhante têm desempenhos diferentes consoante o país onde estudam. Em média, os estudantes dos países árabes residentes na Holanda obtêm resultados superiores em 100 pontos nos testes de Matemática do PISA, quando comparados com estudantes da mesma nacionalidade, mas a estudarem no Qatar.

Nos testes de Matemática, os estudantes albaneses na Grécia têm resultados em 50 pontos superiores aos imigrados no Montenegro. Uma diferença muito próxima da que separa os desempenhos globais dos estudantes gregos e montenegrinos.

Estudantes nascidos no território-mãe da China pontuam acima da média da OCDE em muitos países e economias-destino, mas tendem a ter melhores resultados em Hong Kong (China) do que em Macau (China).

A OCDE acredita que o estatuto socioeconómico não explica por si só as variações nas performances dos alunos imigrantes do mesmo país a estudarem em países distintos. Outros fatores desempenham um papel importante a este nível, incluindo a motivação dos alunos, e o apoio dos pais.

Ainda assim, os dados agora publicados sugerem que “os sistemas educativos têm um papel fulcral na integração destes alunos e alguns países de destino são melhores do que outros a nutrir as competências e as habilidades dos estudantes com diferentes contextos culturais e intelectuais”.

Entre 2003 e 2012, a diferença nos resultados obtidos a Matemática pelos alunos imigrantes e não imigrantes nos países da OCDE diminuiu 10 pontos. Entre os países e economias parceiras onde, pelo menos, 5% da população estudantil era de origem imigrante, tanto em 2003 como em 2012, a Bélgica, a Alemanha, a Nova Zelândia, a Suíça e os EUA conseguiram reduzir a diferença ao nível da pontuação obtida nos testes de Matemática entre alunos imigrantes e nativos nesse período.

Na Bélgica, Alemanha e Suíça, a redução fica a dever-se à melhoria de resultados obtidos pelos alunos imigrantes, mais acentuada do que entre os alunos nativos. Na Alemanha o fosso entre estes dois grupos de alunos diminuiu: em 2003, os alunos não imigrantes superaram os colegas de outros países em 81 pontos nos testes de Matemática; em 2012, a diferença era só de 54 pontos.

Pelo contrário, na Itália a diferença na pontuação obtida a Matemática entre alunos com e sem origem imigrante aumentou em 26 pontos. De uma diferença de 22 pontos em 2003 para 48 pontos em 2012. De acordo com a OCDE, a mudança reflete uma melhoria entre os estudantes nativos entre 2003 e 2012 e simultaneamente nenhuma melhoria entre os alunos imigrantes.

No Canadá, França e Suécia, o desempenho de ambos os grupos de alunos – imigrantes de segunda geração e sem origem imigrante – deteriorou-se entre 2003 e 2012, no entanto, o declínio entre os primeiros foi particularmente acentuado.

Pertencer ou não à escola

A integração dos alunos imigrantes torna-se mais fácil quando estes se sentem parte da escola. O sentimento de pertença pode ajudar os alunos a superarem algumas dificuldades, garante a OCDE. Que perguntou precisamente isso. Sentes-te integrado? As respostas dadas pelos alunos de 15 anos que em 2012 participaram no PISA levaram a OCDE a distinguir três grupos de países consoante o grau de pertença à escola.

No primeiro grupo de países, que inclui o Reino Unido e os Estados Unidos da América, a primeira geração de imigrantes expressa um sentimento de pertença à escola mais forte que os restantes alunos; a segunda geração de imigrantes mostra-se tão integrada como os colegas nascidos no país de acolhimento.

Argentina, Dinamarca, França e México constituem o segundo grupo. Aqui, os alunos imigrantes de segunda geração, que já nasceram no país de acolhimento, sentem-se mais alienados na escola, sentindo-se menos parte da comunidade escolar do que os colegas nativos e os imigrantes de primeira geração.

A integração é mais progressiva no terceiro grupo do qual fazem parte Itália, Noruega, Espanha, Suíça e Suécia. Os alunos imigrantes de segunda geração fazem tanto parte da escola como os não imigrantes, mas os de primeira geração sentem menos pertença à escola.  Há países mais acolhedores, onde os alunos imigrantes se sentem quase em casa. A Finlândia é um desses casos. Quase 90% dos estudantes do Iraque residentes na Finlândia dizem sentir que pertencem à escola onde estudam, mas entre os colegas que estudam na Dinamarca apenas 69% sentem o mesmo.

Algo parecido acontece com os estudantes imigrantes turcos e dos países árabes. Na Dinamarca, 64% dos alunos turcos e 73% dos alunos árabes sentem que pertencem à escola onde estudam. Os colegas da mesma nacionalidade que estudam na Finlândia mostram-se mais integrados: 93% dos alunos turcos e 90% dos alunos dos países árabes consideram fazer parte da escola.

“Os resultados sugerem que o bem-estar psicológico dos alunos imigrantes não é afetado apenas pelas diferenças entre o seu país de origem e o de destino”, alerta a OCDE. “Mas também pelo modo como são recebidos na escola e na comunidade local do país-destino. E que os pode ajudar a ultrapassar os obstáculos que enfrentam no sucesso educativo e na construção de uma vida nova.”

Em 26 países, 50% dos alunos são imigrantes

Dos 43 países membros ou parceiros da OCDE analisados, em 26 pelo menos metade dos alunos é de origem imigrante; entre esses, em sete deles a percentagem de alunos imigrantes é de quase 70%; em mais sete é ainda superior. No topo dos países que acolhem mais alunos vindos de fora estão os Emirados Árabes Unidos, contabilizando mais de 85%, seguindo-se o Qatar, com pouco mais de 80%, e a Grécia com 80%. A média da OCDE fica ligeiramente abaixo dos 70%.

A concentração de alunos imigrantes nas escolas, por si só, não tem efeitos adversos nos seus resultados ou no esfoço para se integrarem, insiste a OCDE, “mas as condições socioeconómicas, sim”.

Por todos os países, os alunos que frequentam escolas com elevada presença de colegas oriundos de outros países (mais de um em cada quatro) tendem a ter piores resultados que os colegas cujas escolas não têm alunos imigrantes. Mas “esta diferença reflete o facto de muitos alunos imigrantes serem alunos socioeconomicamente desfavorecidos”, explicam os investigadores.

Comparando as escolas que não têm alunos imigrantes com aquelas onde estes representam mais de 25% do total de alunos, as primeiras conseguem melhores resultados, em 18 pontos mais elevados. “O equivalente a seis meses de escola”, esclarece a OCDE. Quando a análise dos resultados tem em conta os fatores socioeconómicos a diferença reduz-se para os cinco pontos.

Mais cedo, melhor

Os alunos que chegam ao país de acolhimento com 12 anos ou mais, estando há pelo menos quatro anos na escola, “têm resultados de longe piores” ao nível da leitura que os imigrantes que chegam com menos idade. Os alunos imigrantes sofrem uma espécie de “penalização pela chegada tardia”, descreve a OCDE. Porque somam dificuldades na leitura e na comunicação. As barreiras linguísticas são um fenómeno visível entre os imigrantes nascidos na China e imigrados para a Austrália. E também nos países europeus.

No entanto, a idade de chegada não tem influência nos desempenhos ao nível da leitura dos estudantes alemães imigrados para a Suíça, por exemplo. O mesmo não pode ser dito sobre os alunos de 15 anos provenientes de Portugal e da antiga Jugoslávia que imigraram nos últimos anos. Tiveram resultados bem piores ao nível da leitura que os colegas portugueses e ex-jugoslavos que nessa altura já tinham frequentado todos os seus anos de escolaridade no sistema educativo suíço.

Se, por um lado, é importante proporcionar apoio ao nível da aprendizagem do idioma aos alunos imigrantes mais velhos, refere a OCDE, por outro lado, também deve haver uma preocupação com o envolvimento dos imigrantes mais novos no pré-escolar.

Entre os participantes do PISA, os alunos imigrantes com a educação pré-escolar feita no país de acolhimento conseguem mais 49 pontos nos testes de leitura por comparação com os colegas que não frequentaram esse nível de ensino. Os países devem, por isso, encorajar os pais dos alunos imigrantes a inscreverem os filhos em programas de ensino pré-escolar, o qual deve oferecer oportunidades às crianças para o desenvolvimento das competências linguísticas, recomenda a OCDE.

Chumbar é preciso?

É três vezes mais provável que os alunos imigrantes chumbem um ano, no percurso do ensino primário ao secundário, que um colega não imigrante. Esta é a média entre os países da OCDE. As diferenças no número de retenções são maiores nos países que acolhem maior percentagem de pessoas a pedir asilo: Finlândia e Suécia.

Por outro lado, alerta a OCDE, este insucesso lança muitos dos alunos imigrantes em vias de ensino que limitam as suas escolhas futuras. “A orientação curricular precoce para programas de ensino académico ou profissional tende a favorecer as desigualdades do sistema de ensino, uma vez que os alunos mais carenciados têm maior probabilidade de ser direcionados para vias de ensino menos exigentes”, refere o relatório.

Além disso, esclarece a OCDE, “os pais dos alunos imigrantes muitas vezes não estão familiarizados com os sistemas de ensino, por essa razão não são capazes de escolher os programas educativos que melhor se adequam aos seus filhos”.

Pior, mostra o relatório: “Mesmo os pais mais informados podem não ver os seus filhos a seguir uma via de ensino académica, caso os estereótipos negativos sobre os alunos imigrantes estejam enraizados na sociedade e a via profissional seja vista como um caminho direto para o mercado de trabalho”. Entre os participantes do PISA, os investigadores constataram ser 44% mais provável um aluno imigrante ingressar num curso profissional do que um colega não imigrante.

Ainda assim, entre os países da OCDE, uma percentagem mais elevada de alunos imigrantes de primeira geração (37%) e de segunda geração (34%), quando comparada com os alunos não imigrantes (33%), manifestou nas suas respostas o gosto pela resolução de problemas complexos.

“O que motiva as pessoas a sair do seu pais de origem é a busca de uma vida melhor e mais segura para si e para os seus filhos”, recorda a OCDE. Por isso, elogia, “os imigrantes são um grupo determinado a aproveitar o máximo de qualquer oportunidade”.

O relatório chama ainda atenção para as altas aspirações das famílias imigradas. As entrevistas realizadas para o PISA mostram que os pais dos alunos imigrantes na Bélgica, Alemanha e Hungria têm mais expectativas que os seus filhos se formem no ensino superior do que os pais dos alunos não imigrantes.

“Isto é notável, dado que os alunos imigrantes nestes países não obtêm tão bons resultados como os que não são imigrantes e as suas famílias são muito mais desfavorecidas ao nível socioeconómico”, concluem os investigadores.

 

Crianças mais pobres têm acesso a 40% do rendimento de uma “criança média”

Abril 14, 2016 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 14 de abril de 2016.

descarregar o relatório citado na notícia em baixo:

Fairness for Children: A league table of inequality in child well-being in rich countries

mais informações no site da Unicef Portugal

Report Card 13 – Equidade para as crianças

 

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Andreia Sanches

Nenhum país consegue proporcionar “o mesmo começo de vida a todas as crianças”, diz a Unicef. Mas há uns mais desiguais do que outros. No ranking geral das desigualdades, Portugal fica a meio da tabela. O pior é quando se analisam os rendimentos.

Até que ponto as crianças dos países desenvolvidos, sobretudo as que se encontram numa situação mais desfavorecida, “estão a ficar para trás”? É a esta pergunta que um novo relatório da Unicef, que será divulgado nesta quinta-feira, procura dar resposta. Chama-se Equidade para as crianças: uma tabela classificativa das desigualdades no bem-estar das crianças nos países ricos. No ranking geral, que ordena os Estados dos que registam menores disparidades para os que apresentam mais desigualdade, Portugal está em 19.º lugar. Uma posição abaixo dos EUA e uma acima da Islândia.

São analisadas quatro áreas: rendimento disponível nas famílias; desempenho escolar; problemas de saúde percepcionados pelos jovens; e satisfação com a vida.

Portugal destaca-se pela positiva quando estão em causa as disparidades em termos de saúde percepcionada pelas crianças. É 7.º no ranking. Já quando se analisa a dimensão “desigualdade de rendimentos”, tudo se complica. Dados: na Noruega, o rendimento de uma criança de uma família pobre é 37% inferior ao de uma “criança média”; em Portugal, é 60,17% inferior. Somos o 33.º mais desigual em 41 para os quais há dados disponíveis sobre rendimentos das famílias com crianças. A Noruega é o menos desigual nesta dimensão.

“Em 19 dos países analisados, as crianças mais pobres dispõem de menos de metade dos rendimentos da criança média dos seus países”, explica a Unicef, numa síntese dos dados. “Em Espanha, na Grécia, Itália e Portugal, bem como em Israel, no Japão e México, a diferença de rendimentos entre as crianças mais pobres e as do meio da distribuição é superior a 60%. Isto significa que as mais pobres dispõem de menos de 40% dos rendimentos da média.”

A metodologia usada pelo Centro de Investigação — Innocenti, da Unicef, pode resumir-se deste modo: em cada uma das quatro áreas, e em cada país, foi analisada a dimensão do fosso que separa uma criança que se encontre na base da tabela — ou seja, no grupo das que estão em pior posição — de uma “criança média” desse país.

Participam 41 países da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). A Dinamarca está no topo do ranking geral, que congrega as quatro dimensões. Não é que proporcione exactamente “o mesmo começo de vida” a todas as crianças. Isso, na verdade, não acontece em nenhum dos estados, nota a Unicef. Mas na Dinamarca as diferenças entre crianças mais desfavorecidas e os seus pares são menores.

Rendimento: desigualdade aumenta

A Unicef começou por ter em conta o rendimento dos agregados com filhos — descontados impostos, incluídas prestações sociais e ponderado o tamanho e composição do agregado. Os dados sobre rendimento e condições de vida da União Europeia, de 2013, constituem uma das fontes. Em cada país, a mediana do rendimento foi comparada com o rendimento do agregado de uma criança que pertença ao grupo das famílias mais pobres — as 10% mais pobres do país.

A tendência geral é esta: “As disparidades de rendimento aumentaram na maioria dos países ricos desde a crise económica. Esta tendência é particularmente gritante nos países do sul da Europa, onde os rendimentos das crianças mais pobres caíram mais relativamente à média, também esta em queda.”

Em Portugal, entre 2008 e 2013, as disparidades de rendimento aumentaram 5,4 pontos percentuais, “dado que o rendimento dos 10% de crianças na base da distribuição diminuiu mais rapidamente do que o da mediana”, prossegue a Unicef.

“Os maiores aumentos das desigualdades de rendimento — aumentos de pelo menos cinco pontos percentuais — ocorreram em quatro países do sul da Europa, Grécia, Espanha, Itália e Portugal, e em três países da Europa de Leste, Eslovénia, Eslováquia e Hungria.”

Portugal é também dos países onde as transferências sociais — subsídios, abonos, etc. — menos atenuam a desigualdade de distribuição de rendimentos. O Reino Unido, a Irlanda e a Bélgica são aqueles onde o Estado tem um papel mais relevante na redução do fosso entre crianças.

Em 2013, a taxa de pobreza infantil em Portugal era de 17,4% (há 11 países com taxas maiores). E perto de três quartos das crianças que viviam em agregados familiares pobres encontravam-se em situação de privação material (não tinham capacidade para dispor de bens considerados essenciais, como aquecimento em casa ou uma refeição com o nível adequado de proteínas a cada dois dias, recorda ainda a Unicef, na síntese que reúne os dados para o país).

A Unicef nota ainda que dois dos países mais ricos do mundo, o Japão e os EUA, aparecem, como Portugal, no último terço da tabela das desigualdades no que diz respeito aos rendimentos a que as crianças têm acesso.

Educação: países-modelo pioram

Na tabela que mede as disparidades na educação — outra das quatro áreas analisadas —, Portugal aparece em 19.º em 37 países para os quais há dados. A análise é feita com base nas conclusões do PISA 2012, um estudo internacional que avaliou as competências dos alunos de 15 anos em três áreas-chave: Matemática, Leitura e Ciências. Em cada país compara-se o desempenho dos alunos com piores resultados com a média.

O Chile e Roménia aparecem como sendo os que apresentam menor disparidade entre alunos, “mas pelos piores motivos — porque a situação é má para todos”, explica Margarida Gaspar de Matos, investigadora da Universidade Técnica de Lisboa, que participou na elaboração do estudo da Unicef.

Naqueles dois países, tal como acontece na Bulgária e no México, “perto de um quarto dos alunos de 15 anos não dispõem das aptidões e competências necessárias para resolver exercícios básicos de leitura, matemática e ciências”, o que é considerado pela Unicef “um número particularmente alarmante”. Em Portugal, são 12,6%, um valor que representa uma melhoria, face a 2006.

No que diz respeito às competências de leitura, especificamente, há mais boas notícias para Portugal: “As disparidades entre as crianças com resultados médios e os 10% que se encontravam na base da distribuição diminuíram 9,3 pontos, dado que estas melhoraram as suas notas mais do que os seus pares.”

Apesar das boas notícias, os alunos portugueses “provenientes de famílias com um estatuto socioeconómico mais baixo tinham 12% mais probabilidade de não atingir os níveis mínimos de competências nas três áreas do que os seus pares de meios mais privilegiados”.

De resto, na generalidade dos países, as desigualdades no que diz respeito ao desempenho escolar diminuíram. Mas não na Finlândia e a Suécia, “anteriormente considerados como exemplos de sucesso e de equidade em matéria de educação. Em ambos verificou-se um aumento das desigualdades e dos níveis de insucesso.

“Uma sociedade não pode ser equitativa se a algumas crianças for negado um bom começo de vida”, alerta a Unicef que pede aos governos que “considerem como prioritário” proteger os rendimentos dos agregados familiares das crianças mais pobres, promover o sucesso escolar das crianças mais desfavorecidas e “apoiar estilos de vida saudáveis”. Em Portugal, o relatório é apresentado nesta quinta-feira à tarde no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Saúde: meninos e meninas muito diferentes

Quantas vezes nos últimos meses sentiste sintomas físicos como dor de cabeça, ou de estômago; quantas te sentiste nervoso, ou irritado? Foram perguntas deste tipo que se fizeram em 2014 aos adolescentes de 11, 13 e 15 anos de dezenas de países, no âmbito do Health Behaviour in School-aged Children, da Organização Mundial da Saúde, cujos resultados finais foram divulgados no mês passado. E a Unicef foi buscar também esse estudo para a sua análise sobre desigualdades.

“Nenhum país conseguiu progressos claros na redução das disparidades no que toca a problemas de saúde sinalizados pelas crianças”, conclui. Pelo contrário, as desigualdades acentuaram-se na maioria dos Estados, incluindo Portugal, “verificando-se mesmo aumentos consideráveis na Irlanda, em Malta, na Polónia e na Eslovénia”.

Ainda assim, Portugal ocupa, como se viu, uma boa posição neste ranking: é o 7.º em 35 países com menos disparidades no que toca a problemas de saúde sinalizados pelas crianças. Já no que diz respeito à alimentação saudável (consumo de fruta e vegetais), é apontado como o país onde as desigualdades mais aumentaram (6,6 pontos percentuais entre 2002 e 2014).

Sobre este aspecto, Margarida Matos lembra que “o consumo de fruta desceu muito a nível nacional, embora continue razoável em termos europeus”, e que Portugal foi “penalizado” na avaliação da Unicef porque “foi o país onde o consumo de fruta desceu mais entre 2010 e 2015 — mas a verdade é que era o maior consumidor em 2010”.

O estudo da OMS também pediu aos jovens que classificassem a sua “satisfação com a vida”, numa escala de zero a 10. E, uma vez mais, a Unicef compara a “criança média” com as crianças menos satisfeitas. Resultado: “Nos países ricos, o nível de satisfação com a vida atribuído pela criança média é de 8.” Mas “na grande maioria dos países, mais de uma em cada 20 crianças classifica a sua satisfação com a vida num nível 4 ou menos”. Em Portugal, a percentagem é 6%.

O países onde o fosso entre a média e as menos satisfeitas é menor é a Holanda. Portugal ocupa o 18.º lugar neste ranking da satisfação com a vida, em 35 países.

A Unicef sublinha que há um outro tipo de desigualdade preocupante: a de género, que é “generalizada e persistente”. Em todos os países, “as raparigas têm uma probabilidade significativamente mais elevada de ficar para trás relativamente à saúde”. Em dez, as disparidades de género aumentaram.

“Por outro lado, as raparigas dão conta de um nível de satisfação com a vida inferior ao dos rapazes, especialmente na faixa etária dos 15 anos.” Margarida Matos diz que vários estudos têm alertado para este tema e não tem dúvidas: “A iniquidade de género merece uma reflexão séria.”

 

 

 

 

 

Trafficking in human beings in the EU – relatório da Europol

Abril 11, 2016 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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report

descarregar o relatório no link:

https://www.europol.europa.eu/CONTENT/TRAFFICKING-HUMAN-BEINGS-EU

Relatório Estatístico do SOS-Criança 2015

Abril 1, 2016 às 6:00 am | Na categoria Divulgação, Relatório | Deixe o seu comentário
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sos

descarregar o relatório no link:

http://www.iacrianca.pt/images/stories/pdfs/sos/RELATORIO_SOS_2015.pdf

A saúde dos adolescentes portugueses em tempos de recessão – dados nacionais 2014

Março 16, 2016 às 3:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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healt

descarregar o relatório no link:

http://aventurasocial.com/arquivo/1437158618_RELATORIO%20HBSC%202014e.pdf

O HBSC/OMS (Health Behaviour in School-aged Children) é um estudo colaborativo da Organização Mundial de Saúde (OMS) que pretende estudar os estilos de vida dos adolescentes e os seus comportamentos nos vários cenários das suas vidas. Iniciou-se em 1982 com investigadores de três países: Finlândia, Noruega e Inglaterra, e pouco tempo depois foi adoptado pela OMS, como um estudo colaborativo. Neste momento conta com 44 países entre os quais Portugal, integrado desde 1996, e membro associado desde 1998 (Currie, Samdal, Boyce & Smith, 2001).

O estudo HBSC criou e mantém uma rede internacional dinâmica na área da saúde dos adolescentes. Esta rede permite que cada um dos países membros contribua e adquira conhecimento com a colaboração e troca de experiências com os outros países. No sentido desta rede funcionar de forma coordenada, todos os países membros do HBSC respeitam um protocolo de pesquisa internacional (Currie et al., 2001).

Portugal realizou um primeiro estudo piloto em 1994 (Matos et al., 2000), o primeiro estudo nacional foi realizado em 1998 (Matos et al., 2000), o segundo em 2002 (Matos et al., 2003), o terceiro em 2006 (Matos et al., 2006), o quarto em 2010 (Matos et al., 2012) e um mais recente em 2014, ao qual se refere este relatório (relatórios disponíveis em:

http://aventurasocial.com/publicacoes.php

 

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