Crianças sem Internet ficam com medo e ansiosas (e até os TPC fazem)

Outubro 13, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://zap.aeiou.pt/ de 26 de setembro de 2016.

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Uma experiência realizada pela psicóloga infantil Yekaterina Murashova observou o comportamento de um grupo de crianças norte-americanas que tiveram que passar um dia inteiro sozinhas e sem acesso à Internet e outras tecnologias atuais.

A pesquisa foi realizada com 68 adolescentes de 12 a 18 anos que voluntariamente se submeteram a esta “tortura”, deixando de lado computadores, smartphones, videojogos e qualquer outro tipo de aparato eletrónico.

Apesar de estarem sem diversos confortos, eles tinham acesso a outros recursos, como livros, lápis e canetas, cadernos, instrumentos musicais, caminhadas, desporto, etc. Passear pela cidade, desde que sem contato com aparelhos eletrónicos, também era permitido.

Durante a experiência, a atividade preferida foi cozinhar e comer. Outros preferiram ler revistas ou livros. Houve mesmo alguns que, tomados pelo tédio, chegaram a pegar nos livros escolares para fazer os trabalhos de casa.

Desporto e atividades físicas também foram bastante realizados.

Outro ponto observado por Murashova foi que o tempo sem Internet levou os jovens a brincarem com o seu lado criativo.

Mesmo sem ter conhecimentos ou aulas anteriores, algumas crianças resolveram brincar com pintura e instrumentos musicais.

E por falar em criatividade, alguns realmente pensaram “fora da caixa”: um miúdo passou cinco horas a andar de autocarro pela cidade.

A experiência não correu assim tão bem: apenas três dos participantes – dois rapazes e uma rapariga – chegaram bem ao final das oito horas.

Um dos rapazes ocupou o tempo a construir uma miniatura de um navio, com pausas para refeições e para brincar com o seu cão.

Três crianças tiveram pensamentos suicidas. Cinco tiveram ataques de pânico e vinte e sete voluntários passaram por algum tipo de desconforto físico como tonturas e dores.

Todos demonstraram sintomas de medo ou ansiedade e tentaram dormir para ver se o tempo passava, mas não conseguiam devido ao seu estado mental perturbado.

Terminada a experiência, 14 jovens imediatamente acederam às redes sociais e 20 pegaram no telemóvel para ligar para amigos. Outros ligaram a TV ou computadores.

Mas nada de exageros: apesar dos resultados preocupantes durante a experiência, nenhum dos jovens apresentou traumas nos dias depois da pesquisa.

Canal Tech

 

Conferência online “Adição à internet e videjogos: a nova fronteira” 19 de outubro

Outubro 10, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://app.webinarjam.net/register/19579/b67376708e

Conferência “International Meeting On Gambling Behaviours Among Adolescents And Young Adults: A new problem? Possible interventions” 7 Outubro no ISCTE

Outubro 1, 2016 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição obrigatória até 5 de outubro via gambling.conference.iscte@gmail.com

Programa:

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‘Estamos criando uma geração de alienados’, afirma psicólogo do HC

Setembro 29, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do site http://vida-estilo.estadao.com.br/ a Cristiano Nabuco no dia 13 de setembro de 2016.

pixabay

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Rita Lisauskas

‘Jamais a gente deveria permitir o contato de uma criança com qualquer tipo de tecnologia antes dos 2 ou 3 anos de idade’

“Meu filho já sabe mexer no Ipad! É tão bonitinho!”

Esse tipo de conversa, ouvida em várias rodinhas de mães e pais, deveria chocar em vez de ser comemorada, segundo Dr. Cristiano Nabuco, Psicólogo e Coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria da HC, Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele conta ao blog com preocupação o que tem visto nos consultórios. Crianças viciadas em smartphones, videogames e tablets, incapazes de se relacionar (sem ser virtualmente), de se concentrar ou prosseguir com um raciocínio lógico.  “Estamos criando uma geração de alienados”, garante.

“Dia desses chegou uma senhora no consultório dizendo que o filho não saía mais do celular. Fiquei pensando quantos anos tinha esse menino, 8 anos, 9 anos? Ela contava que quando ele acorda, quer o celular, não almoça se não tiver o celular ao lado, não vai pra cama sem o aparelho. ‘Mas qual idade têm seu filho?’, perguntei. E ela me contou que o menino tinha apenas 2 anos e 4 meses.

Tive um paciente muito jovem que ficava conectado ao videogame 55 horas ininterruptas. Não levantava para almoçar, não levantava para jantar, nada. Ele era um zumbi, urinava na calça. Antes de a gente perguntar se a tecnologia é boa ou ruim ou a gente tem que perguntar onde está esse pai e essa mãe que permitem que o filho fique mais de 50 horas no videogame?

Eu gosto de contar essas histórias para mostrar que não tem nada de engraçadinho em facilitar o acesso a esse tipo de dispositivo para uma criança que não tem nenhum tipo de julgamento. Existe uma frase do livro do Conde Drácula que fala que ‘o mal é uma porta que se abre por dentro’. O mal que a tecnologia causa também é uma porta que se abre pelo lado de dentro. Podemos e devemos dar o acesso à tecnologia em certos momentos. Mas esse acesso deve ser controlado e, mais do que isso, não podemos esquecer que os mais novos imitam o comportamento dos mais velhos. Não adianta eu restringir o acesso se eu for o primeiro a levar o telefone para mesa ou para cama. Eu, como pai, mãe ou cuidador também tenho que estar apto de abrir mão de uso para servir de exemplo.”

Dr. Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas

Dr. Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas

Blog: Como a tecnologia pode causar dependência nos mais jovens?

Dr. Cristiano Nabuco: Alguns estudos já mostram que o celular, da forma que vem sendo utilizado hoje, vem criando o que chamamos de dependência tecnológica. Há pessoas que cada vez mais precisam ficar em contato com o celular, semelhante àquelas pessoas que são viciadas em álcool e drogas. Quando ficam longe apresentam reações de falta e de necessidade. Alguns estudiosos já dizem que a tecnologia é o novo vício do século 21. Assim como existe a dependência química, existe também a dependência comportamental. E no uso patológico da internet e do celular, muito embora não exista a ingestão de uma substância externa, os efeitos e dependência observados são muito semelhantes.

Blog: Por que o acesso à tecnologia tem que ser evitado em crianças pequenas?

Dr. Cristiano Nabuco:  Nosso cérebro sofre um processo de amadurecimento que só é finalizado após a maioridade, aos 21 anos. A região do córtex pré-frontal é a última área a ser finalizada, e o córtex é responsável pelo nosso raciocínio lógico e também pelo controle dos impulsos, é nosso freio comportamental. Eu sou adulto e sei, pela minha experiência, que não posso misturar caipirinha e vinho, sei que não dá para misturar bebida fermentada e destilada, eu consigo frear minha ação. No caso dos jovens, embora eles tenham acesso ao conhecimento, não conseguem diminuir o apelo do comportamento.  Por isso essas questões ligadas ao impulso são muito importantes, as pessoas têm de ficar atentas para que a vulnerabilidade cognitiva do cérebro não crie problemas de adicção.

Blog: A partir de que idade você pode dar um smartphone para uma criança?

Dr. Cristiano Nabuco: Nós estamos vivendo hoje um grande paradoxo. Se tem a noção de que quanto mais eu puder estar exposto a um determinado tipo de elemento ou circunstância, mais ele me beneficia. Por exemplo, quanto mais exercício físico eu fizer melhor, quanto mais estudo eu tiver, melhor, quanto mais contato com a tecnologia tiver, melhor. E é o contrário. A gente sabe que o nosso cérebro tem uma capacidade de absorção e depois de um certo tempo esse excesso começa a se tornar stress e provocar a reação contrária. O que a gente observa é que muitos pais, de forma inadvertida, acabam dando o celular para as crianças porque isso é um motivo de glamour, ‘olha só, meu filho já sabe mexer no celular!’ O que a gente recomenda é que nunca, nunca, jamais a gente deveria permitir o contato de uma criança com qualquer tipo de tecnologia antes dos 2 ou 3 anos de idade. Porque existem operações mentais que precisam naturalmente serem feitas e o grau de estimulação de um tablet desrespeita essa ‘ecologia’, essa natureza de desencadeamento da lógica. Já se sabe, por exemplo, que quanto mais você utilizar a tecnologia, piores serão suas funções cognitivas como a memória e desenvolvimento da atenção. Não é que sejamos contrários à tecnologia, não é isso, mas o alerta é que se tenha o mínimo de cuidado para que essa exposição seja zelada e observada.

Blog: Quais são as consequências dessa exposição cada vez mais precoce e intensa?

Dr. Cristiano Nabuco: Grande parte das informações que nos chegam pelos smartphones são absolutamente irrelevantes. Essa alternância de operação mental de ler um livro e parar para ver o celular, ouvir o professor e checar o celular, debruçar sobre um trabalho e voltar para o celular, começa a criar um padrão onde progressivamente o cérebro vai perdendo a capacidade de se aprofundar. A ponto de hoje, muitas vezes, quando nós vamos dar aula para os jovens na universidade e na graduação, eles não conseguem mais se debruçar e se aprofundar sobre textos mais densos. Eles perderam a capacidade de concentração. O manuseio contínuo das redes sociais, das buscas, da música e da fotografia, à ‘caça’ ao Pokemon, tudo isso cria uma poluição que compromete profundamente da lógica e a capacidade de raciocínio.

Blog: Qual o papel que a tecnologia deveria ter na vida dos jovens?

Dr: Cristiano Nabuco: Você pode usar a tecnologia. Ela tem de estar ao seu serviço e não ao contrário, ela não pode te deixar dependente e aprisionado. O que eu vejo é uma grande quantidade de jovens e adultos que vão dormir com o celular, que deixam o celular ao lado da cama, aquele celular fica apitando a noite toda, recebendo mensagens, ou seja, o sono, que deveria ser reparador, não cumpre sua função porque foi interrompido por inutilidades. Aí começa o ‘efeito cascata’. O que alguns pesquisadores têm dito é que a tecnologia, do jeito que ela tem sido utilizada hoje, de forma inadvertida, está causando uma grande limitação social. Parece que a tecnologia, hoje, deixou de ser uma ferramenta para se tornar um ruído e, no fundo, nossa qualidade de vida não está melhor, ao contrário, está pior. Estamos criando uma geração de alienados.

A gente sabe que 75% das famílias, cada vez que assistem a um programa de televisão, estão com o telefone na mão, olhando para a outra tela. Então aquilo que deveria acontecer – você com seu filho, fazendo comentários críticos ‘olha esse programa, que interessante ou não’,  ‘concordo com essa notícia ou não’ – aquele momento de criar uma consciência crítica na mesa, na hora do almoço ou do jantar, momentos tão raros devido à falta de tempo de cada um, são perdidos porque você está com seu telefone, mandando mensagem. Eu diria que chegamos a um ponto onde o convívio nosso com a tecnologia se tornou tão absurdo que aquilo que era atípico, virou normal. Esse maior acesso à informação, infelizmente, não está virando conhecimento. Nós perdemos valores e  teremos que reaprendê-los dentro dessa era tecnológica.

Nós somos testemunhas oculares de uma mudança nunca antes vista na história da humanidade. Essa revolução midiática está impactando tanto, que alguns antropólogos chegam a compará-la à descoberta do fogo. Como eu trabalho na área da saúde e a mim chegam cotidianamente os casos mais graves, eu tendo a ser mais reticente em relação à essas mudanças, que obviamente são positivas. No fundo a questão não é tecnologia e sim a vulnerabilidade de cada indivíduo, o jeito que as pessoas estão fazendo para incluir essa tecnologia em suas vidas. Tem uma escritora americana que eu gosto, a Sherry Turkle, que escreveu o livro  “Alone together”, e é dela uma frase que eu repito muito: “A tecnologia entra na vida de uma pessoa de uma forma negativa quando as relações pessoais não ocupam seu devido lugar”. Alguns pacientes verbalizam: “O celular é meu Prozac virtual, cada vez que eu me sinto mal eu vou para o smartphone e lá eu encontro tudo”. Isso explicaria porque um jovem ficaria 50 horas conectado, ou seja, na vida paralela, no mundo virtual, essas pessoas conseguem ser aquilo o que elas não são na vida real. É como se a vida virtual começasse a funcionar como um elemento compensatório.  Quem tem problemas de auto-estima, não consegue abordar uma pessoa porque tem vergonha, cria na internet e nas redes sociais o que a gente chama de ‘personalidade eletrônica’. Essas pessoas se tornam mais insubordinadas, mais corajosas, elas apreciam mais o que elas são. Obviamente que cada vez que eu vivo uma realidade com a qual eu me identifico mais, eu vou querer retomar a experiência. Os jovens  começam a não gostar mais da vida offline, a vida online começa a ser tão realizadora que se torna uma das bases do vício.

 

Ação de Formação – “Comportamentos Online nos Jovens: O Uso Problemático da Internet – 24 de Setembro em Torres Vedras

Agosto 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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inscrições até 29/08/2016 – 75 €

Inscrições de 30/08/2016 a 12/09/2016 – 85 €

mais informações e inscrição no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeUpZ5tm9EVxUpRSdhruO-033A7M4ZRR-VfeDksSk1WBijXzw/viewform?c=0&w=1

http://dianova.pt/

Jovens viciados no Facebook com níveis de saúde mental preocupantes

Agosto 4, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt de 14 de julho de 2016.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:Portuguese Validation of the Bergen Facebook Addiction Scale: an Empirical Study

Rick Wilking Reuters

Um estudo sobre a adição ao Facebook em Portugal revela que os jovens com este problema apresentam níveis de saúde mental e de bem-estar psicológico “preocupantes”.

Segundo o estudo, coordenado pelo investigador português Halley Pontes, da Nothingham Trent University, no Reino Unido, “a adição ao Facebook está associada a maior preferência para interação social online e níveis elevados de sintomas depressivos, ansiedade patológica e stress”.

A investigação, publicada no “International Journal of Mental Health and Addiction”, decorreu em maio e junho de 2015 e envolveu uma amostra de 547 jovens estudantes portugueses do 2º e 3º ciclo do ensino básico.

O estudo procurou avaliar a extensão dos problemas relacionados com a utilização excessiva e problemática do Facebook, entre outras adições, numa amostra exclusivamente portuguesa, disse à Lusa o investigador Halley Pontes.

“Dada a penetração da Internet e dos sites de redes sociais entre os jovens portugueses, juntamente com a necessidade de mais investigação sobre o uso contextualizado da Internet, tornou-se fundamental entender” os efeitos que o uso excessivo e viciante destas redes podem ter sobre a saúde mental dos adolescentes, refere o estudo.

A investigação verificou que “a adição ao Facebook estava presente em 3,6% da amostra total. Tendo em conta a população geral, esta percentagem poderia traduzir-se num total ligeiramente acima dos 380 mil indivíduos, o que é bastante significativo”, disse Halley Pontes, que já publicou mais de 50 estudos científicos na área da adição à internet e videojogos.

Os resultados do estudo apontam que, “em termos do bem-estar psicológico e saúde mental, os indivíduos com problemas de adição ao Facebook apresentaram níveis preocupantes e significativamente piores, em comparação aos participantes que não apresentavam problemas de adição” a esta rede social.

Para Halley Pontes, estudar o problema da adição às redes sociais online é de extrema relevância no contexto da promoção da saúde mental nos indivíduos.

Vários estudos sugerem que o excessivo uso das redes sociais online, leva a que os indivíduos apresentem níveis de saúde mental bastante reduzido.

Um estudo recente realizado numa amostra representativa da população jovem do Canadá verificou que os jovens que costumavam utilizar as redes sociais online por mais de duas horas diárias, apresentaram piores níveis de saúde mental geral, maior incidência de problemas do foro psiquiátrico, aumento da ideação suicida, bem como uma maior necessidade de suporte a nível da saúde mental.

Segundo o Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias 2015, do Instituto Nacional de Estatística, a participação em redes sociais é mais frequente em Portugal do que na média dos países da União Europeia.

Em 2015, 70% dos utilizadores de Internet em Portugal participavam em redes sociais, ainda assim menos dois pontos percentuais do que em 2014, mas mais 13 pontos percentuais do que em 2011.

 

 

#NaoTeDeixesPossuir – Campanha da Dianova objectivo alertar os jovens e adultos, para os riscos associados a uma utilização inadequada da Internet

Julho 23, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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dianova

“#NAOTEDEIXESPOSSUIR” 2016

Sente que um amigo, familiar ou você mesmo está a ser “possuído” pelas novas tecnologias?

Num mundo cada vez mais dominado pelas novas tecnologias, como a Internet, redes sociais, smartphones e apps, é cada vez mais difícil estabelecer um limite para a utilização saudável destas ferramentas.

A campanha #NaoTeDeixesPossuir tem por objectivo alertar particularmente os jovens, mas também os adultos, para os riscos associados a uma utilização inadequada da Internet, incluindo Websites, Redes Sociais, Jogos Online, Apostas Online através de PC/Laptop, Smartphones ou Tablets.

mais informações no link:

http://dianova.pt/cidadania-e-solidariedade/campanhas-de-interesse-publico/campanha-reage-2014-2-2/

Metade dos adolescentes é viciada em smartphones

Maio 17, 2016 às 9:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do Observador de 3 de maio de 2016.

50% dos adolescentes são viciados nos smartphones e quase 60% dos pais confessam que os filhos são demasiado agarrados à tecnologia, segundo um estudo da Common Sense Media.

Metade dos adolescentes é viciada nos smartphones e quase 60% dos pais confessam que os filhos são demasiados agarrados à tecnologia, segundo um estudo da Common Sense Media. O estudo foi feito com base em mais de 1.200 pais e jovens para tentar perceber o nível de dependência dos telemóveis numa família e como os aparelhos influenciam as relações entre pais e filhos.

Cerca de dois terços dos pais consideram que os filhos gastam demasiado tempo com os telemóveis, e mais de metade dos filhos concorda com esse dado, enquanto 56% dos pais confessaram usar o telemóvel enquanto conduzem. O trabalho indica que 72% dos jovens sentem necessidade de responder imediatamente a mensagens ou a notificações vindas de um smartphone.

No que toca às relações familiares, 85% dos pais sente que o uso dos telefones não influenciou as relações que têm com os filhos, sendo que 89% dos filhos sentem o mesmo.

 

 

 

Utilização da Internet pelos mais pequenos aumenta risco de dependência

Maio 2, 2016 às 2:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt de 13 de abril de 2016.

publico

Por Lusa

Crianças que usam novas tecnologias antes dos 5 anos estão “potencialmente em maior risco”.

A utilização da Internet em idades muito precoces aumenta o risco de dependência desta rede em idade adulta, assim como o seu “uso desregulado e excessivo”, revela um estudo sobre a adição à Internet.

O estudo, que decorreu entre Dezembro de 2014 e Fevereiro de 2015, envolveu 1105 internautas, com idades entre os 16 e os 75 anos, de vários países, incluindo Portugal, que representou um terço da amostra, revelou o investigador português Halley Pontes, da Nothingham Trent University, no Reino Unido.

A partir do uso de “uma metodologia estatística robusta e sofisticada”, os investigadores verificaram que uma grande parte da adição à Internet pode ser explicada pelas variáveis “idade”, “idade de iniciação ao uso da Internet” e “tempo despendido online semanalmente por lazer”.

“Concluímos que, de um modo geral, a adição à Internet está muito desenvolvida pelo factor da idade e iniciação ao uso da Internet”, disse Halley Pontes, que participa na quinta-feira, em Lisboa, no VII Congresso Internacional de Psicologia da Criança e Adolescente, promovido pelo Instituto de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade Lusíada de Lisboa.

Segundo o investigador, as crianças que utilizam a Internet antes dos cinco, seis anos “estão potencialmente em maior risco para desenvolvimento da adição à Internet”.

“Estes resultados revelam que os pais têm que ter alguma preocupação sobre o modo como deixam os filhos utilizarem essa ferramenta, que inclui os videojogos, porque de facto há aqui uma associação clara entre idades precoces, utilização dessas ferramentas e problemas futuros”, sublinhou.

Nesse sentido, os pais devem exercer esse controlo e ajudar os filhos a autorregularem o uso dessas ferramentas, defendeu Halley Pontes, sublinhando que, em Portugal, o acesso à Internet é muito frequente em idades mais novas.

“Os pais ou os guardiões legais deverão ter em conta a idade com a qual permitem que os seus filhos acedam”, sendo que, quanto mais precoce for permitido esse acesso, “maior a tendência para o desenvolvimento subsequente em idade adulta da adição à Internet”, refere o estudo.

Este adverte que a dependência à Internet “gera variados prejuízos psicológicos e sociais aos sujeitos”, incluindo disfunções comportamentais, tal como suportam a maioria dos estudos recentes.

Também “o uso desregulado e excessivo” desta tecnologia é um factor de risco importante para o desenvolvimento da dependência à Internet, especialmente nos casos em que “os internautas apresentam um uso disfuncional, persuasivo e descontextualizado da Internet”.

Esse comportamento pode explicar-se como “navegar apenas por navegar sem haver uma necessidade académica ou profissional inerente ao uso”.

O estudo aponta como exemplos deste tipo de utilização “o uso constante e excessivo” das redes sociais online, como o Facebook e o Twitter, serviços de mensagens instantâneas, streaming de conteúdos online, etc.

Sobre as taxas de prevalência das adições tecnológicas em Portugal, Halley Pontes disse que não são muito elevadas, rondando os 1,2% e os 5%, dependendo do tipo de amostra e do método de recolha de dados utilizados, indo ao encontro dos resultados reportados em estudos internacionais.

 

 

Apresentação do livro “O Problema do Jogo : o tratamento da dependência invisível : dos videojogos à mesa do casino” – 28 abril FNAC Colombo

Abril 20, 2016 às 11:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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convite

mais informações sobre o livro:

https://www.platanoeditora.pt/?q=C/BOOKSSHOW/o-problema-do-jogo

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