Encontro “Perfil do aluno para o século XXI: desafios e (trans)formação” 9 setembro 2017 na ESELX

Julho 27, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

mais informações:

http://www.redeeducacaoxxi.pt/

 

Três vezes mais casos de Baleia Azul nas mãos da justiça

Julho 20, 2017 às 10:36 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 20 de julho de 2017.

Três vezes mais casos de Baleia Azul nas mãos da justiça

 

 

Exposição nas montras do Ministério da Educação

Junho 16, 2017 às 10:30 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Na sequência do convite endereçado ao Instituto de Apoio à Criança pela Secretaria-Geral do Ministério da Educação, a Direção do IAC considerou de grande interesse a participação do IAC no programa de dinamização de Montras do Centro de Informação e Relações Públicas (CIREP) do Ministério da Educação para a divulgação de atividades e projetos do IAC de maior significado.

A responsabilidade da organização desta exposição nas Montras do Ministério da Educação foi entregue ao sector IAC-CEDI (Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança). Desta forma, durante todo o mês de junho de 2017 pode ser apreciada a exposição “Instituto de Apoio à Criança” composta por diversos materiais: cartazes, publicações, brinquedos, trabalhos realizados por crianças e outros que representam as atividades de vários sectores do Instituto.

As montras estão situadas nas instalações do Ministério de Educação (CIREP) da Avenida 5 de Outubro, nº 107 em Lisboa.

 

Lei que proíbe fumar em campos de férias ou parques infantis a partir de 2018 aprovada hoje

Junho 1, 2017 às 9:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Noticia do http://observador.pt/ de 1 de junho de 2017.

LUSA

A partir de 1 de janeiro de 2018 ano será proibido fumar em locais para menores, como campos de férias ou parques infantis, segundo a lei que deve ser aprovada esta quinta-feira no Parlamento.

A partir de 1 de janeiro de 2018 ano será proibido fumar em locais para menores, ainda que ao ar livre, como campos de férias ou parques infantis, segundo a lei que deve ser aprovada esta quinta-feira no Parlamento.

A Assembleia da República vota esta quinta-feira, com alterações, uma proposta de lei do Governo de alteração à lei do tabaco de 2007. Esta é já a segunda alteração à lei e deve entrar em vigor no início do próximo ano.

A proposta de lei foi debatida e modificada em sede de comissão e deve ser aprovada, contemplando nomeadamente a equiparação de novos produtos de tabaco aos cigarros tradicionais. Ao todo altera 17 artigos da lei e junta dois novos.

Estes artigos novos estabelecem nomeadamente que os serviços de saúde ocupacional devem promover nos locais de trabalho ações e programas de prevenção e controlo tabágico e apoiar trabalhadores que queiram deixar de fumar, e que os medicamentos para deixar de fumar devem ser progressivamente comparticipados.

A nova lei junta no conceito de “fumar” os produtos tradicionais mas também os cigarros eletrónicos e os novos produtos sem combustão que produzem aerossóis, vapores, gases ou partículas inaláveis.

Embora a proposta de lei inicial proibisse que se fumasse em locais ao ar livre como junto de hospitais ou escolas, a versão que deve ser aprovada esta quinta-feira apenas proíbe que se fume (além dos já previstos na atual lei) “nos locais destinados a menores de 18 anos, nomeadamente infantários, creches e outros estabelecimentos de assistência infantil, lares de infância e juventude, centros de ocupação de tempos livres, colónias e campos de férias, parques infantis, e demais estabelecimentos similares”.

Os deputados acrescentaram na lei que nos estabelecimentos da área da saúde e do ensino devem, sempre que possível, ser criados espaços para fumar, no exterior, que garantam proteção de elementos climatéricos e proteção de imagem.

E também a proibição de qualquer discriminação dos fumadores no âmbito das relações laborais, “designadamente no que se refere à seleção e admissão, à cessação da relação laboral, ao salário ou a outros direitos e regalias”.

 

 

 

Porque é que os professores portugueses chumbam tantos alunos?

Maio 26, 2017 às 10:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Texto do blog http://www.comregras.com/  de 22 de maio de 2017.

Por

Alexandre Henriques

Portugal lidera os chumbos no 1º ciclo!

É esta a conclusão que se pode tirar do estudo do EPIS (Empresário pela Inclusão Social), que foi coordenado por Maria de Lurdes Rodrigues (sim… a senhora continua no ativo), indicando que os professores chumbam e chumbam em força.

Mas o que passa em Portugal para existirem tantos chumbos e que pelos vistos começam logo no 1º ciclo? Será “mania” dos professores ou será dificuldades dos alunos?

O estudo revela como principais motivos: as dificuldades na leitura, na escrita e dificuldades de concentração. Mas na minha opinião existem outros motivos e que não se restringem ao gráfico em baixo.

Vejamos:

O chumbo é uma questão cultural, é algo que está enraizado nas nossas escolas há décadas. Tal como eu, muitos milhares de professores enquanto alunos, assistiram ao discurso “se não estudas chumbas!”, ou “se tiveres mais de 2 negativas, estás chumbado!”. O chumbo era um repressor efetivo, hoje o ensino tornou-se mais permissivo e tolerante ao erro do aluno. Para alguns, o chumbo era significado de umas férias de trabalho, ou de umas palmadas bem assentes para registar o infeliz acontecimento.

Atualmente o chumbo é algo contornável, maleável, e a própria legislação o apelida de excecional. Mas se é excecional, porque é que os números mostram que é a norma?

O chumbo é a consequência natural de um parasitismo que se instalou nas salas de aulas e que não merece ser recompensado com a transição de ano. Seja por mau comportamento, seja por falta de trabalho, ou até mesmo por falta de capacidades, a realidade é que os professores não aceitam que um aluno sem determinadas competências progrida para o ano seguinte, mesmo tendo em conta a política de ciclo.

Estarão os professores errados? Devem os professores premiar um aluno indisciplinado ,”baldas”, ou sem alicerces sustentáveis com uma passagem administrativa? Devem os professores transmitir aos alunos que o “crime” compensa? E os outros alunos, o que vão sentir? É justo para eles?

O professor não é uma tabela de Excel e deve analisar uma série de fatores determinantes para a transição/retenção do aluno.

Porém, o chumbo como punição é um facto, não é assumido, mas é real. Não fica bem dizer isto publicamente, mas é verdade e a verdade é o que é. Como também é verdade que a punição é uma mera consequência da falta de desempenho ou requisitos do aluno.

E depois do chumbo? Pois… o problema está aí….

É mais do mesmo, os apoios são escassos, os Fénixs, Turmas +, tutorias e outros que tais, são estratégias que não salvam o grosso e muitos terminam em percursos alternativos onde a “qualidade” do ensino tem muito que se lhe diga.

Então para quê chumbar??? De que adianta??? Os estudos apontam que pouco ou nada muda e por isso tenho defendido que o chumbo, neste modelo de ensino, é apenas uma consequência e não uma resolução.

Somando a tudo isto, um sistema educativo que está constantemente em mutação, que não dá estabilidade a professores e alunos, que as estratégias variam consoante as cores políticas – veja-se o caso dos cursos vocacionais e das tutorias – e que a única certeza é a incerteza. Leva muitos professores a assumirem a decisão do chumbo como o meio mais “seguro” para tentar recuperar o aluno. Para os professores, as alternativas são pouco credíveis e os recursos irrisórios, restando-lhes a repetição como o meio mais fiável para aprendizagem/correção de comportamentos.

E faz sentido pensar assim?

Com referi, o ensino pela repetição é a única “política educativa” estável das nossas escolas e como tal é a única medida equitativa. O problema é que a repetição pelo chumbo tem um preço e o preço é a desmotivação dos alunos, o seu alheamento e a descrença em si e na escola.

“Azar o deles” dirão alguns. Sim, é verdade, quem se lixa é o aluno que vai ficar para trás, mas se pensarmos um pouco vamos constatar que o preço social será elevado e que a marginalidade ficará ainda mais próxima com consequências e custos para todos.

É preciso mudar a forma como se ensina, é preciso mudar a forma como se aprende e é preciso mudar o sistema de progressão. Não com o objetivo de facilitar a vida a ninguém, mas sim de não encravar todo um sistema que precisa de fluir e validar competências adquiridas de forma justa, transversal e responsável.

Mais de 500 escolas com mais chumbos do que a média nacional

(TVI via LUSA)

As dificuldades com a aprendizagem da leitura são consideradas pelos professores como “normais”, argumentando que as crianças são todas diferentes e a grande maioria dos professores das turmas visitadas considera que não é possível eliminar totalmente o insucesso no primeiro ciclo.

Perante situações concretas em que os alunos não atingem os objetivos estabelecidos no programa para a leitura, os professores consideram que têm apenas uma de duas alternativas: a repetência ou a passagem automática.

Para os professores entrevistados a repetência é a alternativa correta, a única alternativa. No seu leque de opções não são encaradas outras alternativas, não são referidas outras soluções.

De acordo com a investigação, o apoio proporcionado pela coordenação da escola ou pelo agrupamento é predominantemente a disponibilização de tempo dos designados professores do apoio educativo mas, no final, os esforços empreendidos pelos professores não têm impacto significativo.

“No final do ano, os que recuperaram progridem, os que não recuperaram repetem. Para ser diferente seriam necessárias, na opinião dos professores, outras medidas”, revela o estudo adiantando que a repetência é vista como uma oportunidade e não como um problema.

Deve ser possível chumbar alunos aos seis anos, dizem professores de escolas com mais insucesso

(Clara Viana – Público)

 

 

Encontro Internacional Cidades Amigas das Crianças – 23 de maio em Lisboa

Maio 20, 2017 às 6:28 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

mais informações:

https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-encontro-internacional-cidades-amigas-das-criancas-33575185283

Depressão infantil: tanta tristeza para um filho tão pequeno

Abril 21, 2017 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/

A depressão nas crianças e jovens é uma realidade bem diferente da oscilação diária de emoções que fazem parte do desenvolvimento infantil. Não é porque uma criança está triste que tem necessariamente de estar deprimida. Mas também não devemos desvalorizar estados emocionais negativos só porque são crianças e não têm, por isso, «razões» para estarem deprimidas. Como se tivessem de existir razões para estar deprimido…

A diferença entre uma depressão e os sentimentos de emoções negativas (normativos) está na duração e na intensidade dos sintomas. Os estudos indicam que crianças com progenitores com história de depressão têm maior predisposição para desenvolver a patologia.

A família não tem apenas o peso genético, tem também o peso psicoemocional. A presença de sentimentos de angústia excessiva, medos e negligência no ambiente familiar pode contribuir como fator de risco para a depressão infantil.

Mas há fatores psicológicos – nomeadamente situações traumáticas ou até fatores ambientais relacionados com condições de vida (pobreza, por exemplo) – que podem contribuir para o aparecimento da depressão.

O diagnóstico de depressão infantil é algumas vezes confundido com outras perturbações do desenvolvimento. Associadas a este diagnóstico surgem algumas comorbilidades (perturbação de hiperatividade e défice de atenção, perturbação de oposição e desafio, comportamentos de autoagressão, dificuldades de aprendizagem), o que o torna ainda mais difícil de ser corretamente formulado.

A boa notícia é que, quando diagnosticada atempadamente e devidamente intervencionada por uma equipa multidisciplinar (médico, psicólogo, família, professores), é possível uma boa recuperação, quer em termos emocionais quer em termos sociais, cognitivos e comportamentais.

Ainda que o tema da depressão nas crianças seja cada vez mais debatido, diferenciado e estudado, existe um longo caminho por desbravar. Culturalmente é difícil aceitar que uma criança possa estar deprimida, por isso este diagnóstico é muitas vezes protelado ou subestimado.

Ter um diagnóstico e o acompanhamento adequado foi essencial para a Maria poder regressar à escola e mudar a forma como se sentia. A mudança não aconteceu de um dia para o outro, mas foi profunda.

Estas são palavras da Maria (nome fictício), que esteve dois anos em recusa escolar:

«Entrei num mundo chamado depressão. Tudo começou aos 12 anos, era uma menina normal, feliz, rodeada de amigos… Tudo isso foi desaparecendo. Fechei-me em casa, não conseguia conviver com as pessoas como antes, não frequentava mais a escola pois a sensação de poder entrar e viver o mesmo que as outras crianças viviam era aterrador.»

«Sentia-me triste 24 horas em cada dia que passava, não gostava mais da minha família, não me importava mais com nada nem comigo mesma. Era eu e a depressão. Via todos aqueles que estavam comigo a afastar-se, não tinha mais planos para o dia de amanhã. Basicamente ficava à espera que me libertasse da tristeza quando ela quisesse ir embora.»

«Aprendi a valorizar-me, a ganhar esperança, lidar com todos os problemas que poderiam surgir na minha vida adiante. Consegui ultrapassar tudo e sei que sempre que precisar posso contar sempre com o apoio da minha psicóloga. Hoje posso dizer que sou outra Maria, encontrei um rumo, voltei à escola, já tenho amigas que gostam de mim por aquilo que sou e encontro-me feliz.»

*Parceria NM/CADIn (Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil). Júlia Vinhas é psicóloga, especialista em psicologia clínica e da saúde no CADIn.

SINTOMAS A QUE OS PAIS DEVERÃO ESTAR ATENTOS

 

  1. Adolescência
  • Manifestações mais próximas do adulto (humor deprimido, perda de energia, desinteresse, sentimentos de desesperança e/ou culpa, alterações do sono isolamento, baixa autoestima, ideias suicidas)
  • Comportamentos de risco
  •  Agressividade consigo e com os outros
  •  Não ter um projeto de vida
  • Pouco interesse pela escola
  1. Dos 6 aos 12 anos
  • Ter um aspeto triste, chorar facilmente
  • Queixar-se de falta de energia – dores de barriga e cabeça, perda de força nos membros
  • Perder o interesse por atividades de que antes gostava (desportos, jogos)
  •  Demonstrar sentimentos de incompetência, negativos, de desvalorização, falta de confiança e baixa   autoestima («não sei», «não sou capaz», «não consigo», «ninguém gosta de mim»)
  • Medos frequentes e injustificados
  1. Até aos 6 anos
  • Perder o interesse por atividades lúdicas
  •  Ficar ansioso com a separação dos pais
  •  Não brincar com outras crianças ou evitar o contacto
  •  Fazer chichi na cama (quando já era autónomo)
  •  Ter frequentes acessos de raiva/choro ou comportamentos de oposição
  •   Mudar os padrões habituais de sono ou apetite
  •  Queixar-se de dores sem haver uma razão

 

“Os pais e a sociedade devem responsabilizar estes jovens pelos seus atos em Torremolinos” Entrevista de Daniel Sampaio

Abril 11, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Entrevista de Daniel Sampaio ao http://leitor.expresso.pt no dia 10 de abril de 2017.

O psiquiatra Daniel Sampaio considera que atualmente os jovens têm muito poucos limites, devido a um défice de autoridade por parte dos pais Foto Tiago Miranda

 

Especialista em Psiquiatria da Adolescência, Daniel Sampaio critica a desculpabilização que diz estar a ser feita dos estudantes portugueses que causaram estragos avultados num hotel no Sul de Espanha durante uma viagem de finalistas do ensino secundário. “É completamente errado do ponto de vista educativo”, salienta o psiquiatra. O “pai” da Terapia Familiar em Portugal defende que estes jovens devem ser castigados, mas duvida que a maioria dos pais ainda tenha autoridade para o fazer.

Entrevista Joana Pereira Bastos

Os estragos causados pelos jovens portugueses num Hotel em Torremolinos refletem uma crise de valores em casa e na escola ou são apenas o resultado previsível de uma viagem que junta no mesmo espaço 1000 adolescentes, com muito álcool à mistura?

As regras não foram bem definidas à partida e o resultado era completamente previsível. Quando se junta um grande número de jovens, o regime nunca deveria ser de bar aberto, porque isso evidentemente leva a um consumo exagerado de álcool. Isto são fenómenos de grupo que vêm acontecendo há muitos anos, em vários sítios.

Todos os anos há relatos de problemas neste tipo de viagens. Faz sentido continuar a promover estes programas?

Não podemos impedir que os jovens se organizem para ir, até porque muitos deles já são maiores de idade. Mas pelo menos as viagens que envolvem jovens abaixo dos 18 anos devem ter algumas limitações em termos de organização. Deve-se limitar o consumo de álcool e ter regras muito bem definidas sobre o que podem ou não fazer. Essas regras não podem ser só programadas pelo agente de viagens e pelo hotel. Têm de ser discutidas com os próprios adolescentes, no dia da chegada. Os proprietários dos hotéis devem reunir-se com eles e definir as horas em que podem consumir álcool, o que é que se pode passar nos quartos, tanto quanto é possível prever, etc. Estabelecer este tipo de regras não vai fazer ultrapassar em definitivo os problemas, mas pode minorar, tanto quanto possível, as consequências desta situação.

O que é que os pais destes jovens lhes devem dizer?

É evidente que estes comportamentos devem ser fortemente censurados. Não há qualquer justificação, mesmo sob o efeito do álcool, para que os jovens tenham danificado o material e causado estragos no hotel. Se os pais tiverem autoridade para os castigar, é bom que o façam. O problema é que, muito provavelmente, os pais de quase todos eles não têm autoridade porque não a conquistaram durante a adolescência, o que faz com que agora tenham muito pouca margem de manobra para poderem impor um castigo. Nós assistimos claramente a um défice de autoridade dos pais. Há uma cultura de lazer e de diversão ao máximo por parte dosadolescentes e os pais têm muita dificuldade de impor limites.

Daquilo que tem visto, acha que tem havido uma certa desculpabilização destes jovens por parte dos pais?

Completamente e isso faz-me imensa confusão. Tem havido uma desresponsabilização dos jovens, atribuindo-se culpas ao hotel ou ao agente de viagens, o que é completamente errado do ponto de vista educativo. Primeiro os pais e depois a sociedade devem responsabilizar os adolescentes pelos seus atos em Torremolinos.

Se fosse pai de um destes adolescentes e o seu filho chegasse a casa a dizer que não tinha feito nada, que tinham sido outros a fazer, o que lhe diria?

Eu nunca aceito esse tipo de argumentação. Num grupo todos somos responsáveis. É evidente que há sempre forças positivas e forças negativas. Nós temos que apelar para as forças positivas, mas devemos censurar o comportamento do grupo. Eu penso que não se deve sequer procurar ver quem foi o mais ativo e quem é que bebeu mais. É preciso é ver o que é que se passou com as forças positivas, que não conseguiram controlar o processo.

Que tipo de castigos acha que se deveriam aplicar?

O castigo só se pode aplicar se os pais o conseguirem levar a cabo. É muito importante passar essa mensagem porque há muitos castigos que os pais enunciam mas que depois não conseguem fazer cumprir, o que ainda é pior. Para mim, fazia todo o sentido que no próximo fim de semana estes jovens tivessem de ficar em casa e não pudessem sair à noite. O problema é que em muitas famílias com que eu lido todos os dias esses castigos são enunciados e depois o adolescente abre a porta e vai-se embora e volta às horas que quiser, porque a família perdeu autoridade sobre o adolescente. Os jovens hoje em dia têm muito poucos limites; desde que tenham boas notas os pais deixam fazer tudo.

Mas faz parte da adolescência uma certa transgressão e um quebrar de regras. Onde se deve traçar a fronteira?

Claro que faz parte, mas com limites. As fronteiras têm a ver com a liberdade dos outros. É perfeitamente admissível que possam fazer algum barulho, que possam beber um pouco a mais ou ter uma aventura sexual. Tudo isso está perfeitamente dentro do que é habitual nos grupos juvenis. Mas obviamente não pode ser permitido que destruam material e que façam roubos, como por vezes fazem.

Dantes as viagens de finalistas ocorriam no final da faculdade, depois passaram a realizar-se também no final do ensino secundário e agora até já se organizam no 4º ano. Faz sentido?

Para jovens tão novos acho que não. Para mim pode fazer algum sentido na adolescência, a partir dos 15 anos, no 9º ano, quando se muda de escola. Mas já se organizam também no 4º e no 6º ano de escolaridade, o que não faz sentido. É um excessivo protagonismo da liberdade juvenil, que acho que não é bom.

XXVIII Encontro Nacional da APPIA “Fazer Bem Olhando a Quem – Boas Práticas em Saúde Mental Infanto-Juvenil” 17 a 20 de Maio, em Viana do Castelo

Abril 1, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

mais informações:

http://appia.com.pt/

Insultar a namorada é violência? Não, respondem 30% dos rapazes

Fevereiro 19, 2017 às 10:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 15 de fevereiro de 2017.

capturar

Insultar, proibir, ameaçar e perseguir não é percepcionado como violência numa relação de namoro para uma “assustadora” percentagem de jovens, diz secretária de Estado.

Natália Faria

Proibir uma namorada de sair sozinha é violência? E impedir o outro de estar com um amigo de que não se gosta? E vetar uma determinada peça de roupa que o parceiro quer usar, pode ser considerado um comportamento violento? Não, não e não, responderam 32%, 31% e 41% dos 5500 jovens inquiridos num estudo sobre violência no namoro, divulgado nesta terça-feira pela organização não-governamental UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta.

Com uma média etária de 15 anos, os jovens inquiridos neste estudo deixaram claro, para a secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, que “há uma cultura de violência na sociedade que tem de ser combatida”.

Porque “ninguém acorda um dia transformado em agressor ou vítima”, a secretária de Estado insistiu na ideia de que a chave está na prevenção. “Só assim conseguiremos mais tarde não ter números tão assustadores em termos de homicídios conjugais e não andarmos sempre a correr atrás do prejuízo em termos de violência doméstica”, enunciou.

As elevadas percentagens de jovens que encaixam como “normais” comportamentos violentos entre namorados são, ainda na óptica de Catarina Marcelino, “assustadoras”. Na pormenorização dos dados sobre a legitimação da violência, conclui-se que 14% dos jovens não reconhecem como actos de violência num contexto de namoro várias atitudes que são na verdade violência psicológica (o insulto numa discussão, a ameaça, a humilhação, o rebaixar do outro). O acto mais legitimado é mesmo o insulto, com 30% dos rapazes inquiridos a classificarem este comportamento como normal, contra 18% das raparigas que consideraram o mesmo. Já as ameaças são legitimadas por 12% dos rapazes e apenas 6% das raparigas.

violencia-nos-namorados-amostra

Igualmente preocupante é que o controlo do outro numa relação também é tido como manifestação de amor numa relação entre dois jovens, na opinião de 28% dos inquiridos (2558 rapazes e 2965 raparigas). Dentro desta categoria, 32% dos inquiridos classificaram como normal que um rapaz ou uma rapariga proíbam o namorado ou namorada de sair sem eles. Quanto à proibição do outro vestir determinada peça de roupa, 41% sustentaram que tal não configura um comportamento violento.

Pornografia de vingança

A violência nas redes sociais foi pela primeira vez estudada neste inquérito da UMAR e as conclusões também não são muito animadoras. É que 24% dos jovens não consideram as situações e controlo e abuso nas redes sociais como violência. Exemplos? Partilhar mensagens ou fotos do namorado sem o respectivo consentimento é tido como normal por 15% dos inquiridos. Isto mostra, por si só, “uma grande vulnerabilidade à violência no namoro online e a uma possível exposição a comportamentos de pornografia de vingança”, alertam as autoras do estudo, depois de terem sublinhado que a informação colocada nas redes é “persistente” e pode ser replicada sem qualquer tipo de controlo.

Nas diferenças entre os géneros, o estudo especifica que os rapazes são mais propensos a considerar que partilhar conteúdos íntimos sem autorização não constitui violência: 20% dos rapazes responderam assim, contra apenas 10% das raparigas. Do mesmo modo, o insulto verbal online não é percepcionado como violência para 16% dos jovens.

Quanto à violência sexual nas relações de namoro, o retrato traça-se em poucas linhas: 36% dos jovens consideram legítima a pressão para beijar à frente dos amigos (47% dos que o defendem são rapazes e 27% raparigas) e 13% vão ainda mais longe ao apontar como legitima a pressão sobre o outro para ter relações sexuais.

Por outro lado, a perseguição, durante ou logo após o namoro, também é tida como demonstração de amor, sobretudo entre os rapazes (33%). Já esbofetear e empurrar o outro sem deixar marca é normal para uma imensa minoria dos inquiridos: 9% dos rapazes e 4% das raparigas não reconhecem tais comportamentos como actos de violência.

violencia-nos-namorados

Nas perguntas sobre vitimação, cuja amostra se reduziu para os 3471 inquiridos (ou seja, aqueles que estavam ou já tinham estado numa relação de namoro), 19% responderam que já tinham vivenciado situações de violência psicológica, 15% tinham sido alvo de perseguição e 11% disseram-se vítimas de violência nas redes sociais. Este último é um número “alarmante” para as autoras do estudo. Que sublinha ainda um dado curioso: há mais rapazes a dizerem-se vítimas deste tipo de violência (12%) do que raparigas (11%). Quanto à proibição de estar ou de falar com alguém, 24% das raparigas afirmaram já terem sido controladas a esse nível.

As percentagens dos jovens que se disseram vítimas de algum tipo de violência aumentaram comparativamente com o ano anterior, no que aos diferentes tipos de violência diz respeito. Mas não é certo que a violência entre os jovens tenha aumentado. A amostra foi maior e, por outro lado, pode ter-se apurado entre os jovens a percepção do que é violento numa relação a dois.

 

 

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.