Confinamento deixou marcas nas crianças

Junho 22, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Euronews de 17 de junho de 2020.

Mil e trezentos milhões de crianças estiveram sem ir à escola nos últimos meses, em todo o mundo. A organização não governamental Save the Children diz que uma em cada quatro crianças manifesta sinais de ansiedade na sequência do confinamento e avisa que o isolamento social e ausência de aulas presenciais podem ter deixado mazelas psicológicas mais sérias, incluindo a depressão.

Em Itália, a herança da Covid-19 é ainda mais pesada. De acordo com dados oficiais do governo, mais de 65% dos menores manifestam problemas comportamentais.

Paolo Petralia, director-geral de um hospital pediátrico de Génova, conta que “nos desenhos que receberam das famílias, as palavras-chave eram “medo” e “mau”. “Estar em casa foi representado com esta palavra ‘mau’,” afirma.

Para Sandra Zampa, a subsecretária do Ministério da Saúde de Itália, os números confirmam que a quebra das rotinas de segurança durante o confinamento teve consequências em muitas crianças”

Há vários relatórios a confirmar este impacto. A Federação britânica de Investigação na Educação revela que cerca de 90 por cento dos professores acredita que os alunos estão muito aquém do conhecimento que deveriam ter adquirido. Estima-se que só no Reino Unido, dois milhões de aunos dedicaram menos de uma hora por dia ao estudo nos últimos meses. A situação agrava-se nos grupos mais vulneráveis.

Manual para famílias : Como lidar com o isolamento em contexto familiar – DGS

Abril 27, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Descarregar o manual no link:

https://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/manual-para-familias-como-lidar-com-o-isolamento-em-contexto-familiar-pdf.aspx

Estudo “O que pensam e o que sentem as famílias em isolamento social”

Abril 13, 2020 às 6:59 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Estudo

“O que pensam e o que sentem as famílias em isolamento social?”

As famílias e as crianças estão a enfrentar uma situação nunca antes vivida, que traz vários desafios e alterações ao funcionamento familiar.

– Que recursos têm as crianças e as famílias para lidar com esta crise?

– Que recursos usam para manter a sua saúde mental?

Viver em epidemia pode causar trauma. Algumas crianças ficam com medo, têm manifestações físicas devido à preocupação, exibem sinais de angústia ou podem não mostrar qualquer sentimento e mostrarem-se indiferentes. É fundamental que o ambiente familiar seja afetuoso, estável e o menos ansiogénico possível.

Responder a este questionário – https://forms.gle/mh7PzWySaVC2ef7H9 – pode ajudar os pais (ou outros cuidadores) a identificarem sinais de ansiedade nos filhos e assim poderem ajudar.

Para isso encontrarão alguns recursos on-line, no final do questionário, que poderão ajudar, bem como os contactos da linha SOS-Criança.

Como ajudar as crianças a atravessar esta crise (inspire-se no filme “A Vida é Bela”)

Março 23, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de Rute Agulhas publicado no DN Life de 15 de março de 2020.

Vivemos uma situação difícil que, naturalmente, gera um aumento de ansiedade em todos nós, adultos ou crianças. Saber lidar adequadamente com esta ansiedade pode fazer a diferença entre seguirmos o caminho da patologia e da doença ou, pelo contrário, o caminho da aprendizagem e da mudança. Podemos aprender e crescer com esta crise, se a soubermos gerir.

Enquanto adultos, pais, avós ou outros, o que podemos fazer para que os nossos filhos atravessem esta crise com estabilidade, segurança e saúde mental? A que sinais de alerta devemos estar atentos?

Os pais são os principais modelos das crianças. Logo, a forma como os pais se ajustam é determinante no processo de ajustamento dos seus filhos. Pais alarmados e em pânico apenas contribuem para filhos ansiosos, podendo surgir medos diversos, alterações nos padrões de sono ou alimentação, birras, aumento de agressividade, chichis na cama, entre outras perturbações. No outro extremo, pais descuidados que desvalorizam a gravidade da situação e adoptam comportamentos irresponsáveis geram filhos igualmente descuidados e necessariamente desprotegidos, colocando-se a si mesmos e aos outros numa situação de perigo.

As crianças mais novas (idade pré-escolar), não têm ainda capacidade cognitiva nem maturidade emocional para compreender verdadeiramente o que se passa. Apresentam um pensamento mágico e elevada autocentração, que pode gerar sentimentos de culpa pelas alterações que vivenciam. Podem ainda acreditar que a morte é reversível, tal como acontece nos desenhos animados (morrem e levantam-se logo de seguida).

Os pais devem dar uma explicação simples e adequada à sua idade, salientando que não têm qualquer responsabilidade pelo que está a acontecer. As rotinas devem ser mantidas na medida do possível, o que potencia sentimentos de segurança e previsibilidade. Todas as alterações no quotidiano devem ser previamente explicadas, de forma a criar uma sensação de maior controlo. Dediquem mais tempo ao brincar, que ajuda a diminuir a ansiedade e a elaborar as preocupações.

As crianças em idade escolar apresentam maior capacidade de compreensão e de descentração. Se, por um lado, estas competências facilitam o entendimento do que se passa, por outro, uma maior capacidade empática (em colocar-se no lugar do outro) pode gerar mais angústia e sofrimento. A noção de imprevisibilidade e irreversibilidade da morte (pode acontecer a qualquer pessoa, a qualquer momento e não pode ser invertida) começam a ser adquiridas, o que pode aumentar o medo e a ansiedade. Podem ainda surgir enviesamentos cognitivos e reacções de alarme (“vamos todos morrer”, “o mundo vai acabar”).

Os pais devem explicar com tranquilidade o que se passa, sem alarmismos. O acesso à informação (p. ex., através da televisão) deve ser controlado e acompanhado, para que conteúdos mais difíceis de compreender possam desde logo ser explicados. Manter as rotinas possíveis, brincar e relaxar são palavras de ordem.

Com os adolescentes, as questões que se colocam são outras. Têm capacidade cognitiva para apreender e processar a informação de que dispõem. No entanto, revelam maior autocentração e, frequentemente, sentimentos de grandiosidade e invulnerabilidade, necessidade em testar os limites, procura de prazer imediato e de novas sensações, tendência para a oposição, desafio das normas e impulsividade. São características típicas desta fase de desenvolvimento que, num contexto de crise, podem potenciar comportamentos perigosos e que comprometem a sua protecção e a dos outros. Sentem-se quase super-heróis, destemidos e invencíveis, capazes de enfrentar tudo e todos. E não será um vírus minúsculo que irá derrotá-los.

Os pais devem conversar de forma clara e honesta, definindo os limites com sensibilidade, mas acima de tudo, com firmeza. Definirem aquilo que podem e não podem fazer, sem margem para negociações ou cedências. Compreendemos que sair e estar com os amigos é o que os adolescentes mais valorizam, mas é chegada a hora de adiar o prazer e tolerar a frustração. Deem uso às tecnologias de que tanto gostam (com moderação) e interajam à distância.

Regras básicas para ajudar as crianças a lidar com o stress:

  • Dê doses extra de atenção e carinho
  • Seja paciente com as eventuais alterações de humor ou comportamento
  • Escute as preocupações e responda de uma forma adequada e honesta
  • Brinquem juntos
  • Relaxem juntos
  • Promova o contacto (ainda que à distância) com familiares e amigos
  • Limite o tempo despendido em jogos digitais
  • Riam (o humor é um excelente mecanismo para lidar com o stress)
  • Mexam-se! Mesmo dentro de casa é possível fazer exercício físico
  • Mantenham uma alimentação saudável

Ajudar as Crianças a lidar com o stress durante o surto de COVID19

Março 19, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/p/covid19

original da WHO:

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/mental-health-considerations.pdf?sfvrsn=6d3578af_8

Se tens menos de 18 anos, se te sentes preocupado(a) ou se a Pandemia Covid19 te está a deixar inquieto(a), telefona para a Linha do SOS CRIANÇA – o número é o 116111

Março 18, 2020 às 11:45 am | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Mais autonomia e menos ansiedade são benefícios do pré-escolar ao ar livre

Fevereiro 28, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de fevereiro de 2020.

Onze frases que mostram que o seu filho está ansioso

Setembro 23, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Notícias Magazine de 30 de julho de 2019.

Texto de Ana Patrícia Cardoso

A dificuldade de comunicação entre pais e filhos é uma das origens dos problemas de comportamento de crianças e adolescentes. O que eles dizem e fazem pode revelar um acumular de stress e ansiedade cada vez mais presentes na geração da tecnologia e redes sociais. Se o seu filho disser constantemente alguma destas 11 frases, pense duas vezes antes de o reprimir e procure saber o que realmente se passa.

Quando somos crianças, temos dificuldade em expressar o que sentimos de forma coerente e racional. Muitas vezes, as chamadas “birras” dos mais novos são uma tentativa desesperada de dizer alguma coisa ou marcar uma posição.

A pressão do crescimento, do ambiente familiar, da escola, da própria perceção do mundo que ainda está em formação é, por vezes, um peso e pode transformar-se em picos de ansiedade e stress.

A maioria dos pais tende a encarar estes momentos como «dores de crescimento», mas é preciso estar atento aos sinais.

Leonor Baeta Neves, psicóloga na área de desenvolvimento infantil, garante que “depende do modo como comunica com os pais. Para mim é o ponto mais importante, saber ‘ouvir’ uma criança, dar-lhe espaço para falar e tempo para se explicar. Uma dor de cabeça, de barriga ou sem motivo óbvio é um modo de se queixar de outras coisas.”

Não desvalorize certos comportamentos dos seus filhos. Podem ser um pedido de ajuda.

Não me deixes sozinho

Segundo a psicóloga Leonor Baeta Neves, quando uma criança pede para não ficar sozinha, «pode significar medo. Mas de quê? Pergunte-lhe o que se passa ou procure perceber.»

Podemos ficar em casa?

A psicóloga explica que esta frase, dita num momento em que «seria natural sairem, deve fazer os pais pensar duas vezes no que se passa com o seu filho. Pode ser um alerta. Oiçam a criança, por favor!»

Quero ir para casa agora

Para Leonor Neves, se a criança está a pedir para sair de um determinado ambiente, não deve ser censurada. «Tentem compreender o que lhe está a causar desconforto».

O que há de errado comigo?

Se a criança está a olhar para si própria de forma negativa, «a birra que está a fazer pode ser uma chamada de atenção», diz a psicóloga. Tente perceber o motivo da pergunta e como pode ajudar.

Desculpa.

«Se a criança estiver a pedir desculpa em demasia, é de facto um sinal de alerta e expressa o desejo de que lhe prestem mais atenção», diz Leonor Baeta Neves.

Não me sinto bem.

Tenha cuidado. «Este é um indício de que alguma coisa não está bem. Mais uma vez, deve prestar atenção à origem deste sentimento. Provavelmente, não é físico».

Não gosto do meu corpo.

Leonor Neves diz que é preciso atenção quando uma criança demonstra desconforto com o seu corpo. «Não é bom sinal. A frase é ou pode ser um indicativo de algum distúrbio».

Não quero ir para a escola.

A psicóloga aconselha a «não deixar que se torne uma birra e a explicar que tem mesmo de ir. Mais tarde tente saber o que se passa na escola. Mais uma vez, converse com a criança».

Dói-me muito a cabeça.

Pode não ser birra, diz Leonor Neves. Dor de cabeça ou barriga, garganta, etc. «Há que perceber se existe qualquer coisa ‘real’, ou se é a tensão em que a criança está. A ‘dor’ pode ser psicológica de facto, mas não menos importante do que a física».

Estou cansado.

A psicóloga sugere que pode «estar cansado de estar sozinho… tem de se ter em atenção o contexto».

1 em cada 5 crianças sofre de ansiedade e de depressão

Setembro 9, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Lucas Metz unsplash

Notícia e imagem do MAGG de 8 de maio de 2019.

por Miguel Lopes

É importante detetar o problema cedo, mas não é fácil em crianças com menos de 8 anos. Um estudo criou um algoritmo que promete ajudar.

A inteligência artificial já não pertence apenas aos filmes de ficção científica e agora está a ser testada com o propósito de detetar sintomas de ansiedade e depressão em humanos — mais especificamente, em crianças com menos de 8 anos.

De acordo com um estudo publicado no “Journal of Biomedical and Health Informatics”, citado pela “EurekAlert”, uma em cada cinco crianças sofre de ansiedade e de depressão. Como as crianças com menos de 8 anos não conseguem dar conta do seu sofrimento emocional, é preciso que os adultos consigam reconhecer o problema e agir depressa. E é aí que este tipo de tecnologia pretende focar.

“A maioria das crianças com menos de 8 anos não é diagnosticada [com este tipo de distúrbios]”, quem o diz é a psicóloga e uma das responsáveis pelo estudo, Ellen McGinnis. “São precisos testes rápidos e objetivos para ajudar as crianças quando elas estão a sofrer”, continua.

Foi então criado um algoritmo capaz de detetar este tipo de sintomas em crianças, onde foram avaliadas 71 miúdos entre os três e os oito anos.

Foi-lhes pedido que inventassem uma história de três minutos que iria ser avaliada por um júri. Depois de 90 segundos, soava uma campainha para apressar e tentar destabilizá-las.

O que os miúdos não sabiam era que o membro do júri era um dos psicólogos a trabalhar no estudo e que tinha como objetivo fazer comentários negativos sobre o que estava a ver.

“A tarefa foi projetada para ser stressante e para levar as crianças a acharem que alguém as estava a julgar”, afirmou Ellen McGinnis.

Além disso, as crianças foram ainda avaliadas através de uma entrevista clínica estruturada que depois foi complementada com um questionário realizado aos pais.

Ao que parece, o algoritmo funcionou de forma rápida e quase perfeita. “O algoritmo foi capaz de identificar crianças com distúrbios com 80% de precisão. Na maioria dos casos, isso foi facilmente comparado com a precisão da lista de verificação dos pais”, revelou o psicólogo e autor do estudo, Ryan McGinnis.

Segundo a mesma investigação, o algoritmo também identificou três características diferentes na gravação das histórias contadas pelas crianças — e que podem estar associadas a vários distúrbios psicológicos. São elas a baixa frequência da voz, a repetição de conteúdo e as respostas agudas ao ouvir a campainha.

Para a psicóloga Ellen McGinnis, o próximo passo vai ser “desenvolver o algoritmo e criar uma aplicação para os smartphones de forma a gravar e analisar os resultados mais rapidamente.” A ideia é alertar os pais o quanto antes para possíveis problemas dos filhos.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Giving Voice to Vulnerable Children: Machine Learning Analysis of Speech Detects Anxiety and Depression in Early Childhood

Stress do pai durante a gravidez também influencia comportamento das crianças

Agosto 28, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Danielle Macinnes / Unsplash

Notícia e imagem do Público de 6 de agosto de 2019.

O estado emocional da gestante já tinha sido relacionado com o comportamento das crianças. Agora, um novo estudo indica que o stress do pai e as dinâmicas do casal também influenciam a forma como os filhos se comportam.

Carla B. Ribeiro

O stress emocional do pai durante a gravidez é uma das causas dos problemas emocionais e de comportamento em crianças de 2 anos, conclui um estudo de uma equipa de investigadores das universidades de Birmingham, Cambridge, Leiden (Holanda) e Nova Iorque, publicado na revista Development & Psychopathology, editada pela Universidade de Cambridge. Mais: o mesmo trabalho relaciona os conflitos no casal aos problemas emocionais de crianças muito pequenas.

A equipa responsável destaca o facto de esta investigação se tratar da primeira a examinar a influência do bem-estar de mães e pais — e não apenas da mãe ou apenas do pai — antes, ao longo do terceiro trimestre, e depois do nascimento das crianças, tendo incluído a observação destas entre os 4 e os 24 meses de idade.

“Há muito tempo que as experiências do pai são tratadas em paralelo ou totalmente isoladas das [experiências da] mãe. E isto precisa de mudar porque a dificuldade de relacionamento das crianças tanto com o pai como com a mãe poderá ter efeitos a longo prazo”, explica Claire Hughes, a professora do Centro de Investigação para Família de Cambridge, em comunicado.

De acordo com os dados apurados pelos investigadores, o bem-estar da mãe de primeira viagem durante o período de gestação influencia directamente o comportamento observado quando os pequenos atingem os 2 anos, registando “birras, inquietação e mal-estar” naqueles cujas mães revelaram stress durante a gravidez. Porém, de acordo com o mesmo estudo, tanto o stress do pai como a relação do casal acaba por determinar o comportamento da criança nos seus primeiros anos de vida. E não apenas durante a gravidez, mas também nos primeiros meses do recém-nascido.

As descobertas apontam para que os bebés que tenham tido, nos primeiros meses de vida, um ambiente familiar tenso, com pai e mãe em stress pós-parto, mais tarde mostram-se “mais propensas a apresentar problemas emocionais”, seja por se revelarem preocupadas, infelizes e chorosas; por se assustarem facilmente; ou por mostrarem resistência a enfrentar qualquer situação que se apresente como uma novidade.

Para Hughes, este estudo torna-se de importância vital por identificar um problema que pode ser trabalhado com acompanhamento no tempo certo: “As nossas descobertas destacam a necessidade de um apoio mais precoce e efectivo para os casais se prepararem melhor para a parentalidade.” A pensar nisso, a equipa começou por partilhar as suas conclusões com a National Childbirth Trust (NCT), instituição britânica que tem como missão apoiar física e emocionalmente quem se prepara para um primeiro filho, ao mesmo tempo que diz “incentivar o NHS”, serviço nacional de saúde do Reino Unido, e outras organizações a reconsiderarem o apoio que oferecem, não o limitando à mãe, mas incluindo também o pai de primeira viagem e, em simultâneo, o casal.

A investigação teve por base uma amostra de 438 mães e pais enquanto esperavam pelo seu primeiro filho, no terceiro trimestre de gravidez, e incluiu o acompanhamento posterior dos três quando a criança tinha 4, 14 e 24 meses. Geograficamente, a amostra dividiu-se entre o Leste de Inglaterra, o estado de Nova Iorque e a Holanda.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Parental well-being, couple relationship quality, and children’s behavioral problems in the first 2 years of life

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