Instagram: Jovem suicida-se após questionar seguidores na rede social

Maio 22, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do site PPLWare de 17 de maio de 2019.

As redes sociais têm hoje um impacto forte nas sociedades! “Facilmente” se consegue manipular a opinião pública e, em muitos cenários, as redes sociais conseguem ter o efeito “mudança” para o bem e para o mal.

Recentemente uma jovem de 16 suicidou-se após questionar os seus seguidores no Instagram se devia morrer ou viver.

O caso aconteceu na Malásia, no estado de Sarawak, e as autoridades estão a investigar o que terá levado uma jovem de 16 anos a suicidar-se. De acordo com as informações, a jovem colocou no Instagram uma sondagem onde questionava se devia morrer ou continuar a viver. Depois de obter mais respostas que indicavam para colocar fim à vida, a jovem acabou mesmo por fazê-lo.

Segundo dados da Polícia Local, o resultado do inquérito chegou a ter 69% dos seguidores a votarem a favor da morte e apenas 31% a favor de continuar a viver. No entanto, o inquérito terminou com 88% dos utilizadores a votarem a favor da vida.

Ching Yee Wong, responsável pelas comunicações do Instagram já deu os sentimentos à família e referiu que a rede tem uma enorme responsabilidade no sentido de garantir a segurança dos utilizadores.

Wong alertou para que os utilizadores “façam uso das próprias ferramentas de denúncia do Instagram para entrar em contacto com os serviços de emergência quando se detectam comportamentos que coloque em risco a segurança dos utilizadores.”

É importante que os jovens, e sobretudo os seus responsáveis, se consciencializem dos perigos e riscos que as redes sociais podem trazer. Apesar de serem ferramentas importantes no nosso dia a dia, podem também perigosos e, como no caso, fatais, quando não são bem utilizadas.

Pedro Pinto

 

 

Depressão na adolescência: quando o fundo do poço começa cedo

Maio 16, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto e imagem do DN Life de 6 de maio de 2019.

Está associada a dificuldades nas relações interpessoais, comportamentos agressivos, quebras no desempenho académico e aumento do consumo de álcool e drogas. A depressão na adolescência é um problema grave, que provoca elevada mortalidade. Geralmente por suicídio.

Texto de Joana Capucho

Não se lembra quando surgiram os primeiros sintomas de ansiedade, mas terá sido ainda na escola primária, quando começou a ser vítima de bullying por ser considerada “betinha”. “Era muito certinha, tímida e tinha poucos amigos”. Embora não fosse “muito agressivo”, era o suficiente para lhe “causar desequilíbrios psicológicos”. Com a morte do pai, no final de 2016, Luísa (nome fictício) entrou num estado de “tristeza constante”. “Havia sempre qualquer coisa que me puxava para baixo. Faltava sempre alguma coisa. Sentia que ninguém me percebia. A ira também não ajudava. E tudo isso levou ao isolamento”, conta a adolescente de 16 anos.

Luísa tinha “ataques de ansiedade e de pânico com frequência, insónias constantes, mais baixos do que altos”. Sentia um vazio enorme, embora “a cabeça estivesse cheia de coisas”. Desenhava e escrevia, porque as folhas a “percebiam melhor do que os seres humanos”. Tornou-se mais distraída, o que se refletiu nos resultados escolares. Com o desânimo, pensava desistir de viver. “Tinha pensamentos suicidas. Sentia e pensava tudo, mas nunca cheguei a fazer nada.” Há um ano e meio, foi diagnosticada com depressão e ansiedade e está neste momento a receber acompanhamento psicológico e psiquiátrico. “Continuo bastante ansiosa. A depressão está mais fraca, mas continua aqui. Há dias em que vou mesmo ao fundo do poço e tenho pensamentos muito maus, mas já não são tão frequentes.”

Não são conhecidos dados nacionais, mas várias investigações indicam que a depressão afeta um número considerável de adolescentes e que tem vindo a aumentar nesta faixa etária. De acordo com um estudo da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, realizado no ano letivo 2017/2018, um em cada quatro alunos do 7.º ao 12.º ano apresenta sintomas de depressão. José Carlos Santos, enfermeiro especialista em saúde mental, diz que 26% dos 6.100 alunos que responderam aos questionários manifestaram sintomatologia depressiva de moderada a grave.

O estudo foi realizado no âmbito do programa +Contigo, que desde 2009 se dedica à promoção da saúde mental e à prevenção de comportamentos suicidários nas escolas de todo o país, com maior incidência na região Centro. Segundo o coordenador da investigação, a percentagem de adolescentes com sintomas depressivos situava-se entre os 15 e os 20% quando o projeto começou. Não tem uma explicação objetiva para o aumento registado nos últimos anos, mas aponta algumas hipóteses. “As equipas dizem que são sobretudo questões de índole familiar: problemas de comunicação e desorganização do sistema familiar”.

Nos últimos anos, a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos tem vindo a aperceber-se de “um aumento dos estados depressivos na adolescência”, muitas vezes diagnosticados “erradamente como hiperatividade, pois, no início da adolescência, podem mostrar a capa de hiperatividade ou agitação psicomotora e não se manifestar com os sinais” típicos da depressão, nomeadamente “tristeza, apatia, falta de motivação, ideias pessimistas”. Segundo a especialista, as depressões juvenis “aparecem com tentativas de suicídio, jovens que se cortam, com dificuldades de aprendizagem, desmotivação para a escola”.

São também cada vez mais frequentes “os casos de adolescentes da linha depressiva”, ou seja, oriundos de famílias com baixos níveis de serotonina – o neurotransmissor responsável por regular o humor e os estados mentais.

Diana Quintas, 25 anos, sabe o que é fazer parte dessa linha. “Há um grande estigma, ainda, relativamente à depressão, à necessidade de acompanhamento psicológico. É uma doença. É um desequilíbrio de químicos no cérebro e é para tal que precisamos de medicação. E é também uma doença hereditária. O meu pai sofre de depressão e é medicado há bastante tempo. Da mesma forma que há diabéticos que precisam de tomar insulina, eu e o meu pai precisamos, por agora, de tomar antidepressivos.”

Diana teve os primeiros sintomas depressivos aos 19 anos, depois de ter trocado de área no ensino secundário, o que a obrigou a ficar mais dois anos na mesma escola. “Há um sentimento de revolta, de tristeza, de desespero. Há um buraco, uma nuvem escura e parece não haver forma de sair de lá”. Aos 20, começou a estudar Direito. Estava no curso que queria, mas começou a “adquirir comportamentos obsessivos como forma de lidar com a ansiedade e com todo o trabalho” que o curso exigia.

Com a morte do avô, tudo se agravou. Surgiram os problemas para dormir e a falta de apetite. “Tomava café e comia chocolates para me manter acordada e para ingerir calorias.” Começou a afastar-se dos que a rodeavam, ao ponto de se isolar “de tudo e de todos”. No verão do ano passado, “chorava todos os dias, estava constantemente cansada, continuava sem conseguir comer”. Quando recebeu o diagnóstico de depressão, sentiu-se aliviada. “Finalmente, há explicação” para o que a atormenta há anos.

A perda é uma das situações que pode causar depressão na adolescência. “Pode ser de um familiar, mas também de um animal de estimação”, diz o enfermeiro José Carlos Santos, destacando que as roturas afetivas também são muito relevantes. Definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o período entre os 10 e os 19 anos de idade, a adolescência é “a fase das sensações, muito da componente afetiva e pouco da cognitiva. O desenvolvimento neuronal – no córtex transfrontal– atinge maturidade por volta dos 24 anos de idade”. Desta forma, “não podemos exigir que os adolescentes tenham um pensamento de um adulto, se não têm estrutura a nível cerebral para o poder fazer”.

Os sentimentos de tristeza fazem parte da adolescência – tal como da idade adulta. Mário Cordeiro diz que “é difícil definir o que é ‘depressão’, ou onde acaba a sensação de ‘estar na fossa’ e começa a verdadeira crise depressiva”. Provavelmente, refere o pediatra, “não há limites e uma será a continuação da outra”. Mas enquanto a tristeza é passageira, a depressão instala-se e afeta a forma como a pessoa se relaciona consigo e com os outros.

Pode ser difícil perceber quando começa a depressão, pelo que há alguns sinais aos quais os pais devem estar atentos, como “a sensação de desespero e abandono, de que o futuro só traz coisas desagradáveis, de não conseguir fazer nada com sucesso”. Não raras vezes, a doença está também associada a uma sensação “de cansaço seguido, durante dias e dias”, a problemas de sono, dores de cabeça ou abdominais sem causa aparente, perda de apetite e de peso ou o contrário.

Além da morte e da separação, Mário Cordeiro refere outros fatores que podem estar por detrás dos quadros depressivos, nomeadamente “a sensação de insegurança quanto a si próprio, separação ou divórcio dos pais, os conflitos familiares, a incapacidade de responder às solicitações do dia-a-dia, a depressão num dos pais, as doenças graves, o alcoolismo ou o consumo de drogas, os problemas com os amigos ou na escola”.

Quando ocorrem vários destes fatores ao mesmo tempo, “pode ser impossível aguentá-los: a depressão aparece e avoluma-se e o jovem debate-se, inclusivamente, com a questão de saber se vale a pena continuar a viver”. Por isso, alerta, “num adolescente, um estado depressivo franco nunca deve ser considerado uma ‘coisa natural’”.

À escala global, o suicídio é a terceira causa de morte na faixa etária entre os 15 e os 24 anos. José Carlos Santos fala numa taxa de suicídio de quatro em cada cem mil habitantes. Não existem dados sobre os comportamentos autolesivos – cortes ou toma de medicamentos sem ideação suicida ativa – mas estima-se que “por cada suicídio haja 100 a 120” ações deste tipo. “É um problema com uma dimensão grande”.

Luísa sofreu em silêncio até ao dia em que um artista que admirava se suicidou. “Os pensamentos maus que tinha triplicaram”. Quando a mãe lhe perguntou o que se passava, teve “um ataque de choro” e contou-lhe o que a atormentava há meses. E foi depois disso que procurou ajuda médica. Diana também contou com o apoio da família: “Dizem que é uma doença silenciosa. Até certo ponto, é, mas os meus pais viram, a minha irmã e o meu cunhado viram, o meu namorado viu. E foram eles que me deram a mão e me ajudaram”.

Mas nem sempre é assim. Ana Vasconcelos diz que “a depressão passa muitas vezes despercebida, sobretudo porque, neste momento, os adultos julgam mais do que tentam compreender”. Segundo a pedopsiquiatra, “muitas vezes, os sintomas da depressão incomodam os adultos, porque os adolescentes são mal educados, impulsivos, muito argumentativos e, por vezes, falta-lhes a capacidade de empatia”. Comportamentos disruptivos e desajustados que podem ser mal julgados.

Os estudos sobre a depressão revelam que quem sofre mais com a doença é o sexo feminino. De acordo com uma investigação recente da Faculdade de Medicina do Porto, a prevalência de sintomas depressivos nas raparigas aos 13 anos é duas vezes mais elevada do que nos rapazes da mesma idade. Segundo o estudo, 18,8% das raparigas sofrem de sintomas depressivos aos 13 anos, enquanto nos rapazes a percentagem é de 7,6%.

“Todos os estudos apontam para uma maior vulnerabilidade nas raparigas e para mais comportamentos de risco nos rapazes”, indica José Carlos Santos. O especialista em saúde mental diz que, perante um problema, os rapazes “tendem a uma maior externalização” e a manifestar mais consumos, nomeadamente de álcool e drogas, enquanto nas raparigas “há mais uma ruminação e uma maior internalização do problema”.

No Reino Unido, as redes sociais têm vindo a ser acusadas de instigar a depressão e o suicídio. Em janeiro, o secretário de Estado para a Saúde britânico, Matt Hancock, alertou os responsáveis por estas plataformas para a necessidade de apertar a malha aos conteúdos que induzem estes comportamentos. Uma chamada de atenção que surgiu depois o pai de uma jovem de 14 anos que se suicidou em 2017 ter afirmado publicamente que as redes sociais contribuíram para a morte da filha.

A questão é antiga e tem vindo a ser alvo de alguns estudos: será que os adolescentes que usam mais as redes sociais e os videojogos ficam mais deprimidos? “O grande risco nas investigações é o facto de as duas coisas acontecerem ao mesmo tempo, o que não quer dizer que as duas tenham que estar associadas ou que uma é causadora da outra”, diz o psicólogo clínico João Faria.

Na opinião do coordenador do Núcleo de Intervenção no Uso da Internet e das Telecomunicações do Pin [Centro de Desenvolvimento Multidisciplinar], as redes são “meios que podem potenciar” sentimentos negativos, mas não será correto relacionar “experiências menos positivas nestas plataformas ou nos videojogos com o aparecimento de sintomas depressivos”. Para o psicólogo, estes estão associados sobretudo aos “desafios que se colocam às novas gerações”, que muitas vezes “não sabem o que desejam em relação ao futuro e sentem-se perdidas”.

Em alguns casos de depressão, as redes sociais servem até para os jovens conversarem com outros, o que pode proporcionar algum alívio do sofrimento. Tal como as artes. Segundo a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos, para muitos jovens “a criatividade é uma saída para estados depressivos”. “Há adolescentes com depressões graves que escrevem livros, poemas, pintam”.

Oito sinais aos quais os pais devem estar atentos:

  • Tristeza permanente e choro fácil
  • Irritabilidade e frustração
  • Isolamento social
  • Sentimentos de culpa e de incompreensão por parte dos outros
  • Não conseguir dormir bem durante muitas noites seguidas
  • Sensação de cansaço seguido, durante dias e dias
  • Dores de cabeça ou no corpo sem razões aparentes
  • Ideias ou comportamentos suicidas, bem como autolesivos

O estudo mencionado no texto é o seguinte:

Prevenção de comportamentos suicidários: contributos da investigação

 

Adolescência : Risco social e saúde mental – 2º Encontro do NHACJR do Hospital Fernando da Fonseca – 24 de maio

Maio 9, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Para mais informações contactar: ufe@hff.min-saude.pt

 

Jornadas “Eu quero! Eu posso! Eu consigo! Eu mereço! 30 abril no Centro Cultural do Entroncamento

Abril 24, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito do Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância, a CPCJ do Entroncamento vai realizar as suas Jornadas, este ano subordinadas ao lema “Eu quero! Eu posso! Eu consigo! Eu mereço!” e que irá decorrer no próximo dia 30 de abril, pelas 9h30m, no Centro Cultural do Entroncamento.
As inscrições são gratuitas e efetuadas on-line, através do link: http://tinyurl.com/cpcjentroncamento

Há vídeos no YouTube e YouTube Kids que apelam ao suicídio infantil

Março 12, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 26 de fevereiro de 2019.

por Sofia Venâncio

A denúncia foi feita por uma mãe que, a meio de um episódio de desenhos animados, viu um homem a incentivar os miúdos a matarem-se.

Free Hess, uma mãe e pediatra da Florida, Estados Unidos, declarou guerra aos vídeos destinados a crianças com conteúdos impróprios no YouTube. Tudo começou em julho do ano passado, quando Hess, alertada por outra mãe, viu na plataforma YouTube Kids um vídeo de desenhos animados que, a meio do episódio, durante alguns segundos, mostrava um homem a incentivar ao suicídio infantil, explicando como é que as crianças se podiam matar.

Após ter pedido ajuda em alguns grupos online para reportar o vídeo, este foi removido da plataforma. Mas seis meses depois o vídeo estava novamente online, desta vez no YouTube. “Isto deixa-me irritada e frustrada. Eu sou pediatra e vejo cada vez mais crianças que se automutilam e se tentam suicidar“, disse Hess em entrevista ao canal norte-americano CNN. “Eu não duvido que sejam as redes sociais e [vídeos] como este que estejam a contribuir para isto.” O vídeo foi entretanto retirado da plataforma, mas é possível ver um trecho no blogue de Free Hess, “Pedi Mom”.

Após ter voltado a encontrar este vídeo, Hess voltou a pesquisar por vídeos na plataforma YouTube Kids e ficou chocada com o que encontrou. A médica descobriu conteúdos que glorificavam o suicídio, abusos sexuais, tráfico humano, violência doméstica e o uso de armas. Pode ver tudo num outro artigo do seu blogue.

Para travar a disseminação deste tipo de conteúdos, a mulher começou a exigir por parte do YouTube Kids um maior cuidado e controlo nos vídeos disponibilizados nesta plataforma. “[Eu compreendo que a Goolgle] possa não ter os mesmos objetivos que eu, mas exijo que melhorem a forma como respondem quando alguém reporta um vídeo ofensivo”, disse ainda Hess na mesma entrevista, pedindo ainda que os vídeos ofensivos sejam retirados logo após terem sido reportados.

No entanto, Hess reconhece também a importância dos pais nesta batalha contra os conteúdos impróprios. Para a pediatra, os pais devem ter uma maior noção dos conteúdos que as crianças veem online bem como devem ter o cuidado acompanharem a evolução tecnológica. “Há uma discrepância entre o que as crianças sabem sobre tecnologia e o que os pais sabem”, disse Hess.

Em comunicado publicado também na CNN, o YouTube agradeceu a atenção dada a este problema e garantiu que os vídeos reportados são analisados diariamente e são imediatamente removidos caso não estejam de acordo com as regras da plataforma.

“Temos também investido em novas formas de controlo parental, incluindo a funcionalidade de serem os próprios pais a escolherem os vídeos e os canais disponíveis [no YouTube Kids]. Estamos continuamente a melhorar os nossos sistemas e reconhecemos que ainda há muito a fazer”, disse ainda o YouTube, no mesmo comunicado.

Mas este não é o único problema que o YouTube (e a Google) têm enfrentado por causa dos conteúdos impróprios. Recentemente, marcas como a Nestlé, McDonalds, Disney, Epic Games (“Fortnite”) ou Dr. Oetker retiraram os anúncios da plataforma após o blogger Matt Watson ter alertado para o facto de haver pedófilos a trocarem informações e a utilizarem vídeos de ioga e ginástica como parte de uma rede de pedofilia. O vídeo tem cerca de 20 minutos e conta já com mais de três milhões de visualizações.

De acordo com a CNN, o YouTube também já emitiu um comunicado sobre este assunto, assegurando que removeu todas as contas e canais associados a este problema e desativou os comentários em milhões de vídeos onde aparecem crianças. O YouTube também já apresentou queixa desta atividade ilegal às autoridades competentes.

O que é o YouTube Kids?

O YouTube Kids é uma aplicação desenvolvida especialmente para crianças. Disponível em Portugal desde setembro de 2018, a aplicação tem um sistema de controlo parental que permite controlar o tempo de visualização, a ferramenta de pesquisa e os tipos de conteúdos que são acedidos através da plataforma.

 

 

Desafio Momo: dois jovens terão morrido em novo jogo suicida na Internet

Setembro 15, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo de Ivo Neto para o Jornal de Notícias, em 4 de setembro de 2018.

 

Uma rapariga, de 12 anos, e um rapaz, de 16 anos, terão morrido na sequência do desafio viral Momo. As duas mortes aconteceram em apenas 48 horas no estado de Barbosa, na Colômbia.

Janier Landono, do governo local, explicou aos jornalistas que os jovens terão participado no desafio viral através da aplicação WhatsApp. “Eles entraram neste desafio que encoraja os jovens a infligirem ferimentos neles próprios. O jogo tem vários níveis e o último é o suicídio”, disse, citado pelo “Telegraph”.

Os meios locais adiantam que os dois menores se conheciam e que foi o rapaz a convidar a jovem a participar no desafio viral. Os telemóveis das vítimas foram apreendidos pelas autoridades que terão encontrado mensagens relacionadas com o jogo, revela o portal HSB Noticias.

A morte dos dois jovens, que aconteceu no final de agosto, representa o primeiro caso do género na Colômbia e segue-se ao suicídio de uma rapariga argentina, de 12 anos, que terá participado no mesmo desafio viral.

O desafio Momo tem sido comparado com o jogo da Baleia Azul que provocou a morte de várias pessoas. Este novo jogo, que nasceu no WhatsApp e no jogo Minecraft, coloca vários desafios a quem enviar uma mensagem para um número desconhecido, que se apresenta com a imagem de uma mulher de cabelos pretos e olhos esbugalhados.

A imagem é inspirada na escultura de uma mulher-pássaro, exposta em 2016 numa galeria japonesa, em Tóquio. O jogo tem vários níveis, sendo que o final é o suicídio.

Ainda não há qualquer caso reportado em Portugal. Mas, pouco depois das primeiras notícias relacionadas com o desafio viral, a PSP usou as redes sociais para alertar sobre os riscos associados ao jogo.

“Estas ameaças levam à extorsão de informação pessoal, incitam ao suicídio e a atos arriscados, pelo que se trata de um isco utilizado por criminosos para manipular as vítimas (jovens) roubar dados e extorquir”, explicou a polícia.

Estudos relacionam o uso de tecnologias ao aumento de suicídios

Agosto 28, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Paracatu de 13 de agosto de 2018.

O crescimento das estatísticas de atos e tentativas de suicídio, de autolesão e todo tipo de doença mental nos últimos anos coincidiu com o crescimento estratosférico do uso de tecnologias digitais como smartphones, computadores e principalmente o acesso à internet que hoje é totalmente livre e pode ser usado inclusive para cometimento de crimes.
Os indícios de possíveis prejuízos à saúde mental de crianças e jovens pela forte inclusão desses equipamentos ao cotidiano motivaram muitos pesquisadores a buscar a existência de uma relação direta entre uma coisa e outra. Repito, são indícios que foram estudados e se tornaram dados científicos.
Anualmente, mais de 800 mil pessoas morrem no mundo por suicídio, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os jovens de 15 a 29 anos, é a segunda principal causa de morte. No Brasil, nos últimos anos observou-se aumento de 209% em casos de auto lesão e tentativa de suicídio.
A partir desses ficou fácil relacionar o uso massivo de tecnologias com o aumento de relatos de problemas de saúde mental nos últimos anos que por sua vez levantaram ainda mais reflexões e incertezas.
Parte das pesquisas identificou riscos no uso de tecnologias especialmente de maneira intensa, isso nem é novidade né?
Mas no âmbito dos impactos gerais na saúde mental, acadêmicos da Universidade de San Diego, sinaliaram que adolescentes mais expostos aos dispositivos eletrônicos (como computador, celulares e vídeo-games) manifestaram menores níveis de autoestima, satisfação com a vida e felicidade.
Na relação entre hábitos de consumo de dispositivos técnicos e comportamento suicida, também há pesquisas indicando vínculo entre essas duas condutas.
A relação entre uso da internet e comportamento suicida e de autolesão foi particularmente associado ao vício no acesso a essa tecnologia, altos índices de navegação e contato com sites onde havia conteúdo relacionado ao tema.
Os pesquisadores também investigaram o estímulo a esses comportamentos a partir de práticas de constrangimento e assédio contra jovens em redes sociais e usando tecnologias, ou seja, o cyberbullying. A equipe encontrou grandes evidências de influências negativas em 75% dos 33 casos. Chegou-se a conclusão de que as vítimas de cyberbullying tem muitos mais chances de exibir um comportamento suicida e cometer algum ato no sentido de tirar a própria vida.
O que a gente sempre fala aqui no FM repórter e repete agora é que, tudo que passa, sobra. Tudo tem limite e o que os pais de jovens e adolescentes tem que fazer é acompanhar é controlar monitorar não há mal nenhum nisso.
Até porque proibir eu acho que é meio difícil, pra não falar impossível

 

Uso em excesso de tablets e smartphones aumenta risco de depressão e suicídio

Dezembro 2, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://oglobo.globo.com/ de 14 de novembro de 2017.

Estudo com adolescentes americanos mostra relação entre tempo de tela e saúde mental

SAN DIEGO, Califórnia — Adolescentes que passam muitas horas diárias usando computadores, tablets e smartphones têm maior probabilidade de apresentar quadros de depressão e comportamentos suicidas, revela estudo realizado por pesquisadores das universidades estaduais de San Diego e da Flórida. A descoberta serve de alerta para que pais monitorem o chamado tempo de tela dos filhos.

— O aumento nos problemas de saúde mental entre adolescentes é alarmante — alertou Jean Twenge, professora na Universidade Estadual de San Diego, líder da pesquisa publicada nesta terça-feira no periódico “Clinical Psychological Science”.

Em parceria com Thomas Joiner e Megan Rogers, da Universidade Estadual da Flórida, Twenge e a graduanda Gabrielle Martin analisaram dados de questionários respondidos anonimamente por mais de 500 mil adolescentes e cruzaram os números com estatísticas sobre suicídios do Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Os resultados mostraram que a taxa de suicídio para garotas entre 13 e 18 anos aumentou 65% entre 2010 e 2015, e o número de meninas sofrendo com comportamentos relacionados ao suicídio — falta de esperança e pensamentos, planos e tentativas de suicídio — subiu 12% no mesmo período. O número das que relataram sintomas de depressão severa cresceu 58%.

— Quando eu vi pela primeira vez esse aumento repentino em questões de saúde mental, não estava certo sobre as causas — afirmou Twenge. — Mas esses mesmos questionários perguntavam aos adolescentes como eles gastavam o tempo de lazer, e entre 2010 e 2015, os adolescentes aumentaram o tempo gasto com telas e diminuíram em outras atividades.

Os pesquisadores voltaram aos números para checar se existia alguma correlação estatística entre o tempo de tela com sintomas depressivos e comportamentos suicidas. Eles descobriram que 48% dos adolescentes que gastam cinco ou mais horas por dia em dispositivos eletrônicos relataram ao menos uma característica relacionada ao suicídio, contra apenas 28% dos que passam menos de uma hora por dia com telas. Sintomas de depressão também são mais comuns em adolescentes que gastam muito tempo em tablets, smartphones e computadores.

O resultado está em linha com estudos anteriores, que relacionaram o maior tempo gasto em redes sociais com a tristeza.

Do lado positivo, os pesquisadores descobriram que o uso do tempo livre para interações sociais, esportes, exercícios físicos, lição de casa, cultos religiosos, entre outras atividades, está relacionado a menos sintomas depressivos e de suicídio. Além disso, os cientistas afirmam que não é preciso abandonar completamente os dispositivos eletrônicos, apenas limitar o uso a uma ou duas horas diárias.

— Apesar de não podermos garantir que o uso crescente dos smartphones causou o aumento nos problemas de saúde mental, isso foi de longe a maior mudança na vida dos adolescentes entre 2010 e 2015 — disse Twenge.

O estudo citado na notícia é o seguinte:
Increases in Depressive Symptoms,  Suicide-Related Outcomes, and Suicide  Rates Among U.S. Adolescents After 2010  and Links to Increased New Media Screen  Time

Há jovens que enviam mensagens agressivas a si próprios na Internet, revela estudo

Outubro 31, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 30 de outubro de 2017.

Karla Pequenino

Investigadores americanos acreditam que o problema está por trás de alguns casos de suicídio

Por vezes, quem é alvo de mensagens ofensivas na Internet é também quem as escreve e envia a si próprio, sob pseudónimo. O problema existe, pelo menos, entre jovens. Um grupo de investigadores norte-americanos revelou que cerca de um em cada 20 adolescentes (entre os 12 e os 17 anos) envia mensagens agressivas a si mesmo. O alerta vem num estudo publicado esta semana na revista cientifica Journal of Adolescent Health.

“O autoflagelo digital [digital self-harm, no original], como chamamos à tendência, ocorre quando um individuo cria uma conta anónima online e a utiliza para enviar insultos e ameaças a si próprio”, explica ao PÚBLICO Sameer Hinduja, um investigador em cyberbullying da Universidade Atlântica da Florida, que participou no estudo.

O problema, explica, veio à tona em 2013, após o suicídio de uma jovem britânica de 14 anos. A morte de Hannah Smith foi inicialmente associada ao bullying que sofria através do site de mensagens Ask.fm, onde lhe escreviam “morre, toda a gente ficará mais feliz” ou “faz-nos um favor e mata-te”. Porém, uma investigação posterior concluiu que 98% das mensagens de ódio recebidas tinham sido enviadas pela própria adolescente. A história de Natalie Natividad, em 2016, no Texas, é semelhante. Mas não são as únicas.

Dos 5593 jovens americanos inquiridos pela equipa de Hinduja, mais de 300 (6%) admitiu já ter enviado mensagens agressivas a si próprio. Metade (51,3%) disse que apenas o tinha feito uma vez, mas 13,2% admitiu fazê-lo múltiplas vezes.

Para Hinduja é uma percentagem relevante. “Os pais já não podem ignorar a possibilidade de que uma mensagem ofensiva recebida pelos seus filhos tenha vindo dos seus próprios filhos”, frisa o investigador. “Sempre que um jovem experiencie cyberbullying, há um problema que tem de ser resolvido. Especialmente se o emissor e o receptor forem a mesma pessoa.”

Os motivos variam: desde jovens que o fazem como uma forma de diversão, a pessoas que querem testar a reacção dos amigos, ou casos de indivíduos deprimidos que se querem obrigar a sentir pior. “Os estudantes que admitiram estar deprimidos, ou que se magoavam de outras formas [fora da Internet], tinham uma maior probabilidade de incorrer no comportamento”, nota Hinduja.

A idade e a etnia dos inquiridos não afectou as respostas, mas o género e a sexualidade, sim. O comportamento era mais prevalente em adolescentes que não se identificam como heterossexuais, e pessoas que tinham sido vítimas de bullying no passado. Os rapazes também tinham mais probabilidade de enviar mensagens ofensivas a si próprios, mas era frequentemente como uma piada ou forma de conseguir atenção de amigos ou interesses amorosos.

Já o local das ofensas – Facebook, Instagram, Twitter, Ask.fm ou outra rede social – não é relevante para o investigador: “Não acho que faça a diferença. De momento não sei se acontece mais numa plataforma que noutra, apenas que está a acontecer e que os estudantes admitem que o fazem.”

Segundo o relatório dos investigadores, “entre 13 e 18% de jovens em todo o mundo envolve-se em algum tipo de comportamento para se magoar durante a sua vida e este tipo de comportamento continua a crescer nas últimas duas décadas”. Para Hinduja, as agressões verbais, através da Internet não podem ser descuradas.

“Estas investigações mostram que comportamentos autodestrutivos vêm antes de tentativas de suicídio”, frisa Hinduja. “Queremos impedir que isto aconteça, e é por isso que estamos a tentar alertar para o problema das ofensas autodirigidas através do mundo digital”.

 

 

 

Um em cada dez jovens acessou informações sobre suicídio na internet, diz pesquisa

Outubro 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://oglobo.globo.com/ de 6 de outubro de 2017.

Cyberbullying e acesso à publicidade por crianças e adolescentes também preocupam

RIO — Uma das maiores preocupações dos pais é sobre os riscos aos quais os filhos estão expostos na internet, e a pesquisa TIC Kids Online, divulgada nesta quinta-feira pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mostra que os perigos são relevantes. Um em cada dez adolescentes entre 11 e 17 anos já teve contato com conteúdo sobre formas de cometer suicídio, mesmo percentual para materiais sobre uso de drogas. 13% acessaram conteúdo sobre formas de machucar a si mesmo, e 20% viram receitas para ficarem muito magros.

Os dados são referentes ao ano passado e mostram avanço em relação a 2015. A próxima edição do estudo deve revelar um crescimento ainda maior, já que o início deste ano foi marcado pela polêmica do desafio da “baleia azul”, junto com a repercussão do seriado “13 reasons why”. Sobre o cyberbullying, 41% dos pesquisados disseram já ter visto alguém ser discriminado na rede, sendo a cor ou raça (24%), a aparência física (16%) e a homossexualidade (13%) os principais fatores.

Por outro lado, a pesquisa também mostra que a segurança on-line das crianças e adolescentes é uma preocupação dos pais. 69% deles responderam que os filhos utilizam a rede com segurança, percentual que se mantém praticamente estável nos últimos anos.

As mídias tradicionais como televisão, rádio, jornais ou revistas (54%), destacam-se como fontes de informações sobre o uso seguro da internet, segundo a declaração dos pais, seguidas por familiares e amigos (52%) e por meio da própria criança ou adolescente (51%). Já as menções à escola (35%) ou ao governo e autoridades locais (26%) são menores.

— Esse resultado revela a necessidade de difusão e ampliação do debate sobre oportunidades e riscos associados ao uso da Internet por iniciativa de políticas públicas — comentou Alexandre Barbosa, gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), órgão que executou a pesquisa.

O contato com a publicidade é outra preocupação crescente: 69% dos jovens entre 11 e 17 anos disseram ter tido contato com propaganda em sites de vídeos, percentual que era de apenas 30% em 2013, e 62% tiveram contato com publicidade em redes sociais. No caminho inverso, 48% dos adolescentes buscaram informações sobre marcas ou produtos na internet.

— Se, por um lado, as crianças e adolescentes estão cada vez mais conectadas, elas estão também cada vez mais expostas a conteúdos mercadológicos na rede — avaliou Barbosa. — Esse é um desafio que precisa ser tratado por pais, educadores e formuladores de políticas públicas, especialmente se levarmos em consideração que o reconhecimento do caráter comercial da publicidade na internet é mais complexo para o público infantil.

DISPARIDADES REGIONAIS E SOCIOECONÔMICAS

De acordo com a pesquisa, 82% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos são usuários de internet, o que corresponde a 24,3 milhões de pessoas, mas as disparidades regionais e socioeconômicas permanecem. Enquanto em áreas urbanas 83% das crianças e adolescentes estão conectados, em áreas rurais o percentual é de apenas 65%. Na região Sudeste, 91% dos entrevistados disseram acessar a rede, enquanto no Norte a taxa é de 69%. Nas classes A e B, 98% dos jovens estão nas redes, contra percentual de 66% nas classes D e E.

O celular se consolidou como o principal meio de acesso, sendo usado por 91% das crianças e adolescentes. Em 2012, na primeira edição da pesquisa, esse percentual era de apenas 21%. Por outro lado, o computador vem perdendo espaço: apenas 7% disseram usar apenas o computador para navegar na rede.

— Enquanto crianças das classes A e B têm à disposição uma variedade de dispositivos para acesso à rede, outras têm um ecossistema de acesso mais restrito — apontou Barbosa.

mais informações na notícia:

Cresce o percentual de crianças e adolescentes que procuraram informações sobre marcas ou produtos na Internet

 

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